Eh falamos um pouco sobre Desenvolvimento Infantil falamos eh deixa eu ver aqui notificações eh falamos um pouco sobre o desenvolvimento infantil sobre a lógica do desenvolvimento e falamos sobre alguns aspectos relevantes do autismo né Eh falei um pouco da sintomatologia da definição ismo falamos agora H pouco sobre Aspectos fundamentais do autismo e falamos sobre prevalência E aí a gente entra agora na parte de tratamento né porque a intervenção ensino de habilidade básica faz parte do do plano de tratamento no plano de intervenção então a gente precisa falar um pouquinho sobre tratamento em autismo para pra
gente eh entender como é que a habilidade básica entra nesse contexto então ah falando em tratamento tem alguns aspectos importantes Eh como eu falei mais cedo com vocês autismo não tem cura né autismo eh quando a pessoa tem o diagnóstico de autismo ela vai ter autismo por toda a vida né E essas promessas de cura de autismo ou de sair do espectro elas estão muito mais relacionadas a erro de Diagnóstico do que cura do autismo até porque se tivesse cura pro autismo todo mundo faria a mesma coisa né a gente não ficaria pensando em estratégias
de intervenção tão variadas então primeira Coisa é isso eh quando eu falo que autismo não tem cura não é porque a gente tá considerando autismo como doença não é porque e eh há esse mito né da cura do autismo então eu tô usando um pouco essa lógica de que se a pessoa tem autismo ela vai ter autismo por toda a vida né não é que nós estamos tratando autismo como doença autismo é um transtorno do desenvolvimento é uma condição né e autismo eh apesar de não ter cura né nessas Promessas de cura Autismo é um
é um é uma é um transtorno que é tratável Ou seja é dos transtornos do desenvolvimento que melhor respondem a terapia Então esse é é um ponto importante fazer terapia com pessoas com autismo Muito provavelmente a gente vai ter uma melhora do quadro eh tem exceção Claro que tem mas é a minoria tem algumas pessoas com autismo que não vão responder à terapia tem assim como tem a medicações a outros tratamentos né Eh nem tudo serve para todas as pessoas Então eh a gente vai ter uma minoria que responde pouco ao tratamento né mas eh
na maioria dos casos as pessoas com autismo respondem muito bem ao tratamento eh o que que funciona melhor eh no tratamento do autismo ós e intervenção precoce ou seja quanto mais cedo a gente faz o diagnóstico e mais cedo a gente começa a intervenção melhor o prognóstico então autismo tempo é uma variável muito importante então quanto mais cedo a Gente começa melhor o prognóstico daquela criança então o serviço de saúde Um Desafio né assim depois nós vamos falar um pouco sobre isso e a gente tá tá vivendo um momento de muita demanda pro atend de
pessoas com autismo e a gente vai vocês vão ver daqui a pouco que a gente tem muito mais demanda do que profissional disponível e a gente tá tá vendo uma sobrecarga no serviço da Saúde então assim qual que é o caminho pra gente Diminuir a sobrecarga do sistema de saúde é fazer intervenção precoce diagnóstico precoce por quanto mais cedo a gente faz intervenção mais cedo a gente faz o diagnóstico o cérebro muito novinho estimulado muito cedo muito flexível ele responde melhor à terapia então a intervenção precoce ela é a melhor estratégia para as pessoas comti
então quando a gente começa cedo né a intervenção a gente faz o diagnóstico cedo e começa a intervenção cedo a gente Tem eh uma resposta melhor ao tratamento na infância lembra que eu falei com vocês que nem tudo que a gente fala para autismo serve para todas as pessoas a habilidade básica tá muito no contexto da infância então eu vou falar com vocês de terapia na infância o que que funciona melhor para as crianças com autismo intervenção intensiva ou seja muita muita estimulação as crianças comos respondem melhor quando a gente tem muita estimulação e abrangente
Lembra que eu que no início da aula eu mostrei aquele gráfico do PEP R que o desenvolvimento da criança com autismo ele é todo irregular então se eu olhar para uma área só o que que acontece a criança melhora só naquela área então a a a lógica do tratamento do autismo é olhar pra criança como um todo então a intervenção quando ela é mais abrangente ela pega o desenvolvimento da criança com autismo como um todo ela funciona melhor então o que que funciona melhor Fazer muita estimulação e de maneira abrangente Ou seja eu vou ensinar
tudo ao mesmo tempo na mesma hora que eu tô trabalhando contato visual eu vou melhorar a fala e vou ensinar a criança a usar banheira vou ensinar a cumprimentar as pessoas Então eu tenho que olhar a criança como um todo e fazer a intervenção de maneira intensiva e as intervenções que funcionam melhor até o momento vocês vão me ver falando muito assim até o momento eh Por que que a Gente fala até o momento a gente fala até o momento porque autismo é uma área relativamente nova Igual eu falei com vocês mais cedo a definição
de autismo ela ela foi feita em 1940 e 1946 e e Ou seja quando a gente olha como ciência autismo é um transtorno relativamente recente então Então as coisas mudaram muito com o tempo igual os nomes para autismo né Igual eu falei com vocês lá na década de 40 achava que autismo era Afetivo aí na década de 80 já é transtorno do desenvolvimento aí nos anos 2000 é um transtorno do espectro então o autismo ele vem mudando com o tempo então tudo que a gente fala é até o momento Então essa disciplina que eu tô
dando para vocês agora ela está nesse formato agora mas ela ela já foi mexida muitas vezes a turma que teve aula comigo ano passado eh tem algumas coisas que no ano passado que eu tirei e atualizei para esse ano então Eh eh a Gente precisa sempre olhar para autismo com a essa novidade porque muda muito rápido muda o tempo inteiro Então até o momento o que que a gente tem de melhor fazer intervenção intensiva abrangente e fundamentada em análise do comportamento ou seja os melhores recursos pra terapia do autismo nesse momento são baseados em análise
do comportamento a gente tem alguns estudos eh de metanálise que investigam intervenções baseadas em evidência intervenção baseada em Evidência são aquelas intervenções que elas têm evidência científica de que elas funcionam então saiu um no ano passado uma revisão de metanálise do Journal of autismo and developmental desordem que é o principal jornal científico da área do autismo e quando a gente olha a maior parte das intervenções que funcionam no autismo elas são fundamentadas em análise do comportamento e Dent entre essas intervenções que que funcionam né que Tem evidência científica eh estão as intervenções que a gente
chama de abrangentes e o que que é que é característica dessas intervenções eh fazer de 15 a 40 horas de terapia por semana então a literatura indica que menos de 15 horas assim há há uma certa flexibilidade Porque dependendo do caso 10 horas é aceito mas o a maioria dos estudos indicam de 15 a 40 horas de terapia por semana um educador né seja um Estimulador para cada criança com autismo a Peri que sumiu minha minha tela aqui eu apanho desse teams aqui porque ele tem ele eu costumo dar aula no no Zoom no e
no me e o teams para mim é um pouco desafiador aqui aí eu aperto as coisas el som mas já apareceu de novo então o que que acontece ó a gente precisa de um educador que seria a pessoa que faz a estimulação da criança com autismo que pode ser pai pode ser um cuidador né babá estagiar mediador ou Profissional especializado para uma criança com autismo porque a maior parte da intervenção é uma intervenção que a gente chama de um para um ou seja um educador para uma criança a gente faz estimulação simultânea de várias áreas
do desenvolvimento e é uma terapia que não é uma terapia curta terapia aba no geral em média acontece de 2is A TR anos consecutivos Mas isso é média vocês lembram do estudo de caso que eu Mostrei para vocês no início que a gente fez 5 anos de terapia AB intensiva com uma criança então assim tem criança que vai ficar 5 6 7 anos em terapia intensiva e tem criança com intervenção precoce que vai ficar 12 meses em terapia intensiva então assim o que que a literatura Resumindo tudo que eu falei O que que a literatura
diz a literatura científica diz que funciona melhor diagnóstico intervenção precoce ou seja começar cedo e fazer terapia aba Intensiva e abrangente que que é intensiva intensiva é quando eu faço muitas horas de terapia por semana e abrangente é quando eu olho o desenvolvimento da Criança e eu estimulo várias áreas do desenvolvimento simultaneamente então O Segredo em autismo é olhar a criança como um todo começar a intervenção cedo e fazer muita estimulação a gente faz essa essa conta de 15 a 40 horas por semana mas é assim estimulação em autismo especialmente de Nível de suporte dois
e TRS que são as crianças de moderada Severo a gente tem que pensar numa rotina de estimulação da hora que a criança acorda até a hora que ela dorme é basicamente isso a gente calcula 40 horas assim aí a gente tem que lembrar que 40 horas no Brasil as nossas crianças com autismo elas vão paraa escola regular então 20 horas são de escolarização E aí a gente precisa fazer uma diferenciação entre a Literatura norte-americana e a Literatura brasileira nos Estados Unidos o sistema escolar é diferente do Brasil no Brasil nós temos um sistema inclusivo que
a criança com autismo ela entra na escola comum desde sempre e nos Estados Unidos em muitos lugares dos Estados porque os Estados Unidos tem diferença também por estados né mas a maioria dos lugares dos Estados Unidos o sistema escolar é um sistema que a gente a chama de de cascata a criança com autismo ela entra na escola especial se ela Conseguir repertório ela vai paraa classe especial o que que é classe especial uma classe eh de alunos com necessidades especiais dentro da escola comum e se ela tiver repertório aí é que ela vai paraa classe
comum então a eh nos Estados Unidos quando a gente fala em 40 horas eh acaba pegando um pouco a escolarização especializada no Brasil a nossa a nossa escolarização ela é inclusiva então a a gente pega 20 horas de escolarização inclusiva e o Contraturno de terapia aí a pergunta é a seguinte Camila faz sentido não colocar a criança com autismo na escola para ela fazer 40 horas de terapia na maioria dos casos não faz sentido Qual é a criança com autismo que não vai entrar na escola é aquela criança com autismo extremamente grave que corre ris
de vida na escola aquela criança que por exemplo leva Tudo à boca engole eh que não tem repertório mínimo para est na na escola você pode até começar fazendo 40 horas Mas uma hora essa criança tem que voltar pra escola aqui eh nesse tempo todo de intervenção de trabalho que eu tenho eu só fiz 40 horas com uma criança mas foi por tempo determinado era uma criança que tinha um repertório muito pobre ela se colocava em risco de vida a gente não tinha coragem de colocarla na escola comum porque ela Ela poderia comer alguma coisa
e e eh e ela né dependendo que ela porque ela colocava as coisas boca engolir engolir qualquer coisa Então a gente ficava com medo por exemplo dela ir pra escola catar alguma coisa no chão engolir e ter algum problema sério então o que que nós fizemos nós fizemos seis meses de estimulação intensiva 40 horas para ela ganhar repertório ganhou repertório aí é volta pra escola então é sempre pensar assim eh as as nossas crianças do Brasil elas precisam estar na escola Ah mas a inclusão não funciona a escola é ruim tem todos os problemas que
a gente já Conhece do processo de inclusão né mas assim na minha no meu ponto de vista o o processo de escolarização inclusiva Ela traz muitos gantos paraas crianças com autismo porque antes da legislação de inclusão as crianças com autismo Elas não tinham direito a a nem entrar na escola então Eh depois da da da legislação de relativa à inclusão eh permitiu que essas crianças tivessem a oportunidade de ser escolarizadas E aí à medida que essas crianças vão entrando Na escola a escola vai melhorando para elas porque também não tem jeito da escola se preparar
para um aluno que não existia até 10 anos atrás o aluno com autismo ele não existia na escola ele não chegava na escola então a gente vê o processo de inclusão escolar melhorando à medida que esses alunos vão chegando e eh a escola ela pode trazer muitos benefícios pro desenvolvimento de uma criança com autismo ganhos sociais melhora do comportamento aprendizagem de Conteúdos pedagógicos né então quanto mais estruturada essa escola tiver mais benefício ela vai trazer mas a gente tem que lembrar que a função da escola não é terapêutica né função terapêutica é no cont contraturno
tá então se eu quiser fazer o melhor pras crianças com autismo eu preciso pensar de 15 a 40 horas e estimulação intensiva e abrangente né muitas horas por semana e olhando pra criança como um todo aí a gente vem pra terapia aba né Eh aba vem do termo né applied behavior análise e a que é a análise do comportamento aplicado a análise comp não é um método anál comportamento é uma ciência no Brasil a gente ainda escuta muitas pessoas falando em método aba E aí eu queria ressaltar com vocês que a análise de comportamento ela
é uma ciência é uma ciência muito robusta né e é eh é uma ciência que ela não foi feita eh especificamente para pessoas com autismo a gente tem aba aplicada a um Monte de coisa aba aplicada a Finanças a educação a terapia de adulto intervenção de crianças típicas ensino então a aba não é eh algo eh restrito à área do autismo né E lembrando que a gente não tem método aba então eu eu tenho um pouco de eh de resistência assim a esse termo Eu geralmente acho que quem fala método aba no geral conhece pouco
de análise comportamento que é uma coisa que que que análise comportamento não é Método Né é Método eh de de de etapas muito bem definidas e análise comportamento uma ciência muito Ampla eh só fazendo um paralelo só para vocês entenderem do que eu tô falando por exemplo a a física a física é uma ciência e a gente não fala que o engenheiro usa o método física para planejar um prédio o o o a física ela faz parte do do do recurso que o engenheiro tem para planejar a construção de um de um prédio Mas o
Engenheiro não fala que ele tá usando método física assim como a gente não fala que a gente tá usando o método aba A análise comportamento é uma ciência que dá base paraa Nossa intervenção assim como a física dá base para engenheiro construir um prédio ou por exemplo a química é uma ciência que dá base paraa produção de um medicamento mas é um químico nunca vai falar que ele usou o método química para produzir um determinado medicamento é a mesma lógica Tá então A análise de comportamento ela é Ciência não é Método E aí a gente
vem pra terapia AB intensiva né hoje a a demanda de pais e profissionais é de terapia AB intensiva e se faz Muita confusão em relação a tal da terapia aba né como que faz quantas horas quem que faz pode fazer no consultório é só psicólogo então confusão da nada né então vou falar um pouquinho da terapia AB intensiva a terapia AB intensiva ela é caracterizada Eu vou voltar aqui um pouquinho só para para especificar para vocês terapia AB intensiva é isso aqui ó é quando eu faço terapia por muitas horas por semana eu tenho uma
pessoa para uma criança ou seja não é intervenção de Grupo Ah mas eu posso fazer terapia de grupo pode mas aí não entra como intervenção comportamental intensiva estimulação simultânea de várias áreas e do dois A TR anos consecutivos quando eu faço isso tudo Aqui ó eu tô fazendo o que a gente chama de terapia AB intensiva que é o que a literatura científica indica que funciona melhor paraas pessoas com autismo aí a pergunta é o seguinte Mas Camila para que que eu preciso de tantas horas vocês lembram do ppr que eu mostrei no início Então
vou pegar o ppr aqui e mostrar de novo para vocês entenderem a lógica da terapia aba Por que que a terapia aba é tão efetiva na área do Autismo por que que e por que as pessoas querem tanta terapiaa porque é assim ó vamos imaginar que eu tenho uma criança de 3 anos e 2 meses com autismo quando a a gente começa qualquer processo de intervenção em autismo fazendo avaliação aí eu avaliei essa criança e o ideal é que ela tivesse aqui ó lembra dos 3 anos e 2 meses ó aqui ó 3 anos né
e 2 meses ou seja o ideal é que a criança tivesse na linha pontilhada tudo que tá abaixo da linha Pontilhada é atraso no desenvolvimento e a função da terapia é o qu deixa eu trocar a cor aqui a função da terapia fazer isso aqui ó é subir o desenvolvimento da criança certo e vocês devem lembrar que eu falei que cada bolinha dessa é uma uma atividade que a criança não faz Ou seja cada bolinha que tá abaixo da linha é uma atividade que a criança não faz uma habilidade que ela não tem então por
exemplo aqui ó eh Imitação a bolinha 11 não tá na linha né tudo que não tá na linha vermelha ó aqui ó a 11 e a 12 ela não faz Ou seja eu tenho dois comportamentos para ensinar aqui a percepção Eu tenho um comportamento aqui eu tenho três comportamentos aqui eu não tenho nenhum aqui eu tenho três e aqui eu tenho um monte e aqui eu tenho um monte então quando a gente olha isso aqui ó do 89 até o 53 eu tenho que ensinar ou seja do 53 até o 89 eu tenho que ensinar
muitas habilidades ao mesmo tempo então o que que eu tenho que fazer numa terapia AB intensiva eu tenho que estimular aquele que tá atrasado então a imitação tá abaixo tá então vou estimular percepção tá abaixo tá vou estimular motor fino também e motor Grosso precisa estimular não preciso ó porque tá em cima tá vendo Então essa área tá boa então eu não preciso me preocupar mas essa área e essa área e essa área tão atrasadas Qual Que é o objetivo da terapia o objetivo da terapia dá um Gá no desenvolvimento da criança para que ela
saia desse padrão e fique assim esse é o meu desejo como terapeuta porque isso aqui ó é Não atraso Isso aqui é uma criança que vai depender menos do serviço de saúde porque ela tá com desenvolvimento bom tá certo aí a pergunta é Camila por que que eu preciso de tantas horas por que que a gente fala de 15 a 40 horas a gente fala de 15 a 40 Horas porque a criança precisa de muita estimulação tá vendo ó Eu tenho uma 2 3 4 5 6 de sete áreas do desenvolvimento seis precisam ser estimuladas
eu costumo brincar com os pais quando eu vou explicar PR os pais Porque que a gente precisa de muitas horas eu explico pros pais o seguinte é como se seu filho tivesse recuperação em seis matérias vamos imaginar uma criança que tá em recuperação escolar em seis matérias português matemática ciência Geografia História e inglês uma criança que tá em recuperação em seis matérias ela precisa estudar muito ou estudar pouco ela precisa estudar muito se a gente estudar uma matéria só se a família falar assim vou estudar só português que que vai acontecer com o resto a
criança melhora só Português o resto fica continua atrasado então seria mais ou menos o seguinte se a família falar assim ó não vou vou estimular agora só imitação a criança vai melhorar aí eu vou avaliar Essa criança de novo sabe como é que ela vai tá deixa eu pegar uma caneta vermelha aqui só para vocês verem se a gente estimula uma área só essa área vai melhorar mas isso aqui ó vai continuar como tá ó aí o desenvolvimento dela vai ficar assim e o resto continua como tá Tá vendo eu vou ter melhora só disso
aqui ó e aí só que tem um problema se eu faço um ano de terapia focando sua imitação por exemplo a criança aumentou aqui o a minha meta Subiu e aí o atraso da criança vai ficando maior ó a medida que ela vai crescendo com pouco estimulação o atraso vai ficando maior então a lógica da terapia AB intensiva que começa por que que eu tô explicando isso tudo porque na hora na hora que a gente for ensinar a habilidade bá nós vamos ensinar um monte de habilidade básica ao mesmo tempo porque se eu focar Ah
não vou trabalhar só o contato visual o que que vai acontecer nada sua criança Vai melhorar muito pouco é a criança de recuperação em várias matérias que você põe para estudar só português ela vai passar em português mas vai tomar bomba no resto então é a mesma lógica da terapia AB intensiva né a terapia AB intensiva ela se estrutura dessa maneira a gente entra com muita terapia para fazer a estimulação do desenvolvimento da criança como um todo fazendo a estimulação do desenvolvimento como um todo essa criança responde melhor e é Uma criança que vai sobrecarregar
menos o sistema de saúde porque ela vai ficando com atraso cada vez menor Então essa é a lógica da terapia AB intensiva aí deu uma pergunta mas Camilo isso é específico de autismo ou outras áreas eh tem esse esse esse sistema de terapia intensiva aí eu vou contar para vocês que isso não é específico da área do autismo o pessoal que trabalha na saúde com reabilitação Eh especialmente tem alguns centros do Brasil de de de de reabilitação em esquema intensivo eu não sei se vocês lembram algumas pessoas talvez lembrem aqui na turma o Ebert Viana
vocalista do Paralamas do Sucesso há alguns anos há muitos anos atrás ele ele tava com a esposa eu não vou saber eh o nome né mas ele tava pilotando esses aviõezinhos aí né que de de lazer e ele caiu de avião ess não é exatamente um avião é tipo um avião eu Não vou saber o que que é mas ele tava voando com a esposa eles tiveram um acidente ele caiu a esposa dele faleceu foi um acidente muito grave ele se quebrou inteiro e ele fez reabilitação no Sara Kubichek que é um um centro de
referência no Brasil é um centro público né de atendimento público em Brasília e ele fazia 40 horas de terapia por semana e ele fazia fez F no to fisioterapia e o Ebert Viana pela gravidade do quadro do acidente ele ficou muito bom né ele Voltou ativa ele faz show teve em Belo Horizonte aqui deve ter mais ou menos um mês eh com paralamas não faz tanto show quanto antigamente mas ele continua é muito ativo e o Hebert Viana Ele ficou muito bom porque ele teve muita estimulação então toda vez que a gente tem muitas demandas
né quando a pessoa tem muitas demandas e a gente precisa entrar com muita estimulação para que a pessoa tenha uma resposta melhor e isso não é específico do autismo a realidade Do Ebert Vian não é a mesma realidade por exemplo vamos imaginar uma situação de uma pessoa um motoqueiro em condição financeira baixa com dificuldade de acesso a serviço de saúde se ele tem um acidente grave se quebra inteiro ele não vai ficar como Herbert Viana porque uma sessão de fono uma sessão de te uma sessão de por semana para quem se quebrou inteiro gente não
dá para nada então é a mesma lógica no autismo a uma criança com autismo tem alteração em Várias áreas do desenvolvimento se eu pego uma criança de nível de suporte dois e três e faço uma uma sessão de fono uma sessão de teó uma sessão de Psicologia por semana é muito pouco pelas demandas que essa criança possa ter ah Camila nível de esporte um nível de esporte um é diferente o nível de esporte um é uma criança com atraso menor e talvez essa criança se beneficie de terapia de baixa intensidade mas para uma criança de
Nível de suporte dois e três especialmente os não falantes e pouco falantes se a gente não entrar com muita terapia esse paciente vai ficar no serviço de saúde a vida toda porque ele vai caminhando de pouquinho em pouquinho e aí nunca que a gente vai ter um critério de alta para esse paciente por isso que a gente por isso que a terapia aba é legal né Porque a terapia aba A A ideia é eu tenho uma criança com atraso eu vou encher essa criança de Estimulação e vou dar alta para ela E aí ela vai
seguir com terapia de baixa intensidade né F uma vez por semana enfim né só só para vocês entenderem a lógica porque as nossas habilidades básicas vão entrar aqui nesse formato de terapia AB intensiva tá bom Ó eu tô aqui num falação da Nada Se vocês deixarem eu vou falando até meia-noite se ninguém perguntar nada eu vou seguindo aqui então não deixem passar dúvida porque eu vou seguindo e esse conteúdo eu não vou Voltar mais Então perguntem tá não deixa passar não eh uma coisa importante é que assim Às vezes a gente tem a sensação de
que tem um jeito só de fazer terapia aba intensiva né Ah tem que ser igual a Camila faz lá em Belo Horizonte Ah tem que ser igual lovas fazia lá na década de 80 com tentativas discretas na verdade não é bem assim que funciona a gente tem modelos de terapia aba e aqui no Brasil a gente tem modelos muito Interessantes inclusive no no sistema público de saúde alguns os sistemas públicos de saúde T fazendo intervenção comportamental intensiva de maneira muito interessante via capacitação de paises cuidadores eh então é importante que a gente entenda que a
gente tem muitas maneiras de fazer terapia AB então cada instituição tem que ver o que que dá conta de fazer pensando na estrutura que tem né Eh então por Exemplo a aqui depois eu vou contar um pouco mais aqui não sei a gente a nosso forte é a capacitação de pais cuidadores mas a gente faz faz isso de maneira individualizada Tem um pessoal de Santos da da casa da eh Clínica do autista de Santos USC eh eles estão eh entraram com uma parte de terapia AB intensiva orientando os pais em grupo tem uma orientação um
grupo que tem assim caminhado com algumas famílias então assim tem tem maneiras diferentes de Fazer eh terapia AB intensiva e tem modelos de terapia AB intensiva no Brasil a gente tem um modelo famoso que provavelmente vocês já conhecem que é o earle start Denver Model né muitas pessoas acham que o Denver não é ABA O que é um é um equívoco porque Denver é ABA também então Denver é o nome né é early ST Denver Model o Denver é considerado uma intervenção padrão ouro porque tem uma publicação muito forte na pediatric que é essa revista
científica De valor alto e e o Denver apesar de muitas pessoas acharem que não é terapia comportamental aqui eu trouxe para vocês esse é o é a carinha do artigo né e aqui a gente tem um resumo então vocês vão ver aqui ó ah al start Denver Model a compreensivo compreensivel é abrangente tá e a compreensivo develop Mental behavior intervention behavior é comportamento e behavior intervention é intervenção comportamental então o Denver é Terapi e É muito comum Às vezes a gente recebe lá assim do médico né 10 horas de aba 10 horas de Denver é
a mesma coisa né então assim o Denver é terapia aba só que o Denver é um modelo o early start Denver mod é um modelo de intervenção precoce Lembrando que o Denver é feito para crianças pequenas e até deixa eu ver qual que é a idade aqui se eu lembro deixa eu ver se tá no próximo slide aqui deixa eu Ver aqui ó 30 meses de 18 a 30 meses ou seja até um pouquinho antes de 3 anos né então o arist quando a gente fala assim ah o Denver é um modelo de intervenção comportamental
intensiva eh padrão ouro é mas para crianças pequenas aí o que que a gente vê no Brasil a gente tem visto no Brasil muita gente fazendo Denver com criança de 5 6 7 12 anos o que não faz o menor sentido porque não tem dados mostrando que o ar start funciona para crianças mai maes E Lembrando que o early start dver Model ele é feito por muitas horas por semana ele não é feito em uma vez por semana tá então também tem essa característica aí no Brasil muito comum Às vezes o profissional faz um curso
de Denver começa a atender uma vez por semana em consultório e fala com as famílias que tá fazendo Denver não tá fazendo Denver de 15 a 20 horas também tá então Denver é um modelo de terapia AB intensiva então dos vários modelos que a gente a Gente tem o Denver é uma E aí eu trouxe o Denver porque ele é conhecido no Brasil aí a pergunta é o seguinte o pensando no Denver aqui a quantidade de horas faz diferença aí vou vou responder com o artigo do pessoal do Denver também o Denver Originalmente né feito
lá 15 a 25 horas por semana se eu não me engano E aí eles fizeram um estudo para avaliar se funcionava o early moda em baixa intensidade com poucas horas por semana e olha a Conclusão que eles chegaram ó eh a intervenção Cadê ó a intervenção de de baixa intensidade não demonstrou larga evidência né largos efeitos visto nos estudos de intervenção intensiva né dos tratamentos intensivos então Eh fazer denvel em baixo intensidade também não funciona né então funciona muito pouco então Então tem um monte de estudos indicando que especialmente para nível de suporte dois e
três Eh a intervenção em baixa intensidade ela não melhora muito o quadro das crianças com autismo né então assim Resumindo a parte de tratamento o que que é importante não adianta o profissional falar que tá fazendo aba A a quando a pessoa fala assim ah eu faço aba A gente tem que perguntar mas o que que você faz a gente precisa fazer intervenção comportamento intensiva que é o quê é a intervenção intensiva e abrangente que é quando a Gente faz muitas horas por semana quando a gente pega o desenvolvimento da criança como um todo e
estimula a criança ao mesmo tempo né então isso é o que a literatura diz que funciona melhor E aí tudo muito bonito né assim nossa criança tem alteração no desenvolvimento aí eu vou fazer avaliação eu vou ver o que ela precisa vou planejar e vou fazer 15 horas por semana relax né não é aí a gente vem pra realidade né aí a gente tem as Dificuldades para fazer esse tipo de terapia Quais são as dificuldades que a gente tem que é a dificuldade que todo mundo encontra a gente encontra aqui em Belo Horizonte e vocês
encontram aí também né Quais são as dificuldades que a gente tem para fazer terapia AB intensiva eh primeira coisa o número de crianças com autismo é maior do que a quantidade profissional capacitado a gente vai a gente tem hoje em qualquer lugar do planeta nós vamos ter mais mais Demanda do que profissional capacitado e isso é um problema porque toda vez que a gente tem mais demanda e menos profissional isso deixa o custo da terapia muito alto então esse é o outro problema né a gente tem um custo Alto da terapia por quê tem pouco
profissional especializado eh e por exemplo essa essa especialização que vocês estão fazendo é uma iniciativa de especialização né porque Muito provavelmente vocês viram a necessidade na prática de especialização Eh porque a gente não tem muitos especialistas em autismo nem no Brasil nem fora né esse número ainda é muito restrito e tem um outro problema muito grave que é o custo financeiro eh da da terapia é uma terapia cara em função das horas semanais de terapia né quando a gente fala de 20 horas por semana isso encarece muito o processo terapeutica né então tem um custo
alto e aí a gente tem um problema prático que fica inviável utilizar profissional Especializado para realizar todo o tratamento se Eh vamos imaginar eu sou psicóloga se eu for atender uma criança com autismo 20 horas por semana eu só consigo atender duas crianças ao mesmo tempo uma de manhã e outra à tarde não dá para trabalhar mais de 40 horas né então é é como se a gente tivesse que ter um terapeuta para cada duas crianças inviável inviável a gente acaba a gente não tem esse tanto de profissional né né e no Brasil a gente
tem alguns Agravantes a gente tem uma escassa produção científica Nacional ainda sobre terapia AB intensiva se vocês procurarem lá no Cielo né que é uma uma base de dado que a gente olha os artigos publicados em revistas muitas revistas nacionais eh se vocês colocarem intervenção comportamental intensiva terapia aba intensiva vocês só vão achar esses artigos que eu tô mandando para vocês que que eu tô como eh professora eh orientadora né desses desses estudos Então a gente ainda tem uma produção científica muito incipiente quando a gente compara com os Estados Unidos Por exemplo que tem produção
de autismo né e ciência na área do autismo que é muito ativa né Muito robusta no Brasil a gente ainda tá eh engatinhando na produção científica isso influência em tudo influência na na no no desenvolvimento de tecnologias eh influencia no acesso às pessoas à informação Então isso é uma coisa que dificulta bastante outra coisa Poucos materiais teóricos práticos disponíveis se vocês procurarem manual para fazer terapia de crianças com autistas vocês vão achar basicamente os nossos livros aqui do sei e vão achar o passo a passo seu caminho da Margarida Wind hols que inclusive o nosso
livro ele ele foi eh dedicado a Margarida porque a gente começou trabalhando com o passo a passo seu caminho mas assim vocês não vão achar muito material em português também manual né assim de Aplicação acho é texto teórico mas manual para aplicação tem pouco e E essas são as dificuldades principais que a gente tem né Eh vocês terem uma ideia em relação a profissionais do Brasil esse aqui são números do ano passado tá gente mais ou menos eu deu uma arredondada né Vocês lembram que só para vocês terem uma ideia é é uma arredondada mesmo
assim nos números eh eu falei com vocês que pelo CDC norte--americano a prevalência De autismo é lá nos Estados Unidos é de um caso a cada 36 crianças né pessoas eh e a gente lembra que no Brasil mais ou menos entre 5 a 6 milhões de pessoas com autismo né que a gente fez uma continha assim bem geral pelos números do IBGE se a gente pegar esse número aqui ó Isso aqui é o tanto de gente que vai precisar de serviço de saúde né que vai chegar no serviço de saúde procurando terapias variadas pessoas com
autismo se A gente pegar o número de profissionais de psicologia do ano passado esse tudo arredondado tá a gente tem tem mais ou menos no Brasil 400.000 psicólogos se a gente pegar esse número 400.000 psicólogos para essa demanda de 5 milhões a gente cada profissional de Psicologia teria que atender 12 crianças 12,5 crianças 12 12 crianças mais ou menos certo ou seja você teria que ter você tem que atender pelo menos 12 pacientes e aí não teria psicólogo para Mais nada só para criança com autio né pegaria todos os psicólogos do Brasil e colocaria para
atender as as pessoas com autismo eh razoável né 12 assim mas quando a gente pensa por exemplo nos profissionais de fonodiologia eu não sei se tem fono aí na turma mais ou menos tudo arredondado tá gente tem mais número um pouquinho para cima deu arredondada para baixo tem mais ou menos 40.000 profissionais de f no Brasil Isso significa que cada profissional de fono teria que atender 125 crianças com autismo pra gente atender a demanda que a gente tem né pessoas com autio E aí mas assim eu costumo brincar que quem vai ficar rico no Brasil
é terapeuta ocupacional terapeuta ocupacional está em extinção né os cursos de terapia ocupacional eles eh acabaram aqui em Belo Horizonte só tem na UFMG e aqui terapeuta ocupacional nós estamos disputando a tapa se você Você tem terapeuta ocupacional só porque você conserva porque eh não não não abre curso de te né eventualmente a gente tem notícia de que abre curso de te em outro lugar mas assim te tá tá uma realidade te a área do autismo tem muita demanda para te né então Eh to teria mais ou menos 17.000 profissionais então cada profissional teria que
atender quase 300 crianças inviável então algumas crianças no Brasil elas não terão acesso A Terapeuta ocupacional e nem a f geólogo Eh muitas crianças não são poucas e e e e aqui e no Brasil é assim a gente vai saindo da região Sudeste Sul Sudeste e vai caminhando pra região norte né ou vai saindo das capitais quanto mais distante das capitais menos acesso a essas pessoas vão ter ao tratamento aqui no seio a gente faz teleatendimento né a gente atende eh crianças de tudo quanto é lugar e às vezes a gente recebe crianças em lugares
muito distantes do norte do país com pouquíssimo acesso à Saúde básica né Quanto mais a saúde especializada então assim eh eu costumo falar que autismo é um problema de saúde pública porque a gente vai ter uma demanda muito maior do que a quantidade de profissionais disponíveis para atendimento e isso a gente precisa considerar quando a gente faz o planejamento da nossa intervenção porque eu tô falando com vocês que nós vamos precisar fazer de 15 a 40 horas mas nós não vamos ter profissional disponível Para fazer isso E aí a pergunta é como é que a
gente segue né com com a intervenção do desse jeito é isso que nós vamos pensar outro outro ponto que eu trouxe para vocês é o custo do autismo ao longo do tempo aí saiu esse artigo aqui em 2020 que o título né Eh o custo social do autismo ao longo da vida e aí eles fizeram uma conta de 1990 e projetaram para 2029 e é assustador o custo do tratamento então o Custo médio por cabeça de pessoas com autismo ao longo da vida nos Estados Unidos em 2019 era de 3 milhões me de Dólares multiplica
por CCO no Brasil né porque o dólar tá C E essa semana o dólar bateu lá no teto né então ah o custo só para vocês terem uma ideia né aqui é vou eu vou arredondar tá gente se a gente pegar 1 dólar a mais ou menos R 5 né e arredondar aqui para tr milhões cada criança com autismo custaria 15 milhões Ao longo da vida vocês sabem quanto quanto custa uma criança típica mais ou menos ao longo da vida os esses esses eh esse pessoal que faz eh fala de Finanças né eles falam que
em média cada filho custa em torno de 2 milhões uma criança típica custa 2 milhões ao longo da vida uma criança com autismo vai custar 15 milhões então assim é um custo muito alto né ao longo da vida eh e aí entre 1990 e 2019 foram identificados 2 milhões de Novos casos de teia com curso social superior a 7 bilhões de dólares se a prevalência futura de autismo permanecer inalterada ou seja se a prevalência de continuar como está hoje que a gente não sabe se vai continuar como tá hoje durante a próxima década estima-se que
haverá mais 1 milhão de novos casos resultando no adicional de 4 bilhões de dólares para para os Estados Unidos em custos sociais atingindo 15 Bilhões de Dólares até 2029 É um curo absurdamente alto então o autismo é um problema social e econômico para todos os governos nós estamos falando de uma realidade norte-americana que tem muito mais dinheiro que a nossa né E tem uma gestão eh financeira melhor do que a nossa no Brasil então eh a gente precisa pensar nisso também todo mundo que trabalha na área do autismo a gente precisa considerar isso a gente
tem que pensar que a nossa intervenção ela tem que ser viável não Adianta a gente ter um um modelo de intervenção muito maravilhoso se não for sustentável eh eu não sei se vocês têm acompanhado mas os os planos de saúde especialmente em São Paulo não sei se vocês acompanharam eh eh ao longo do tempo nós tivemos movimentos diferentes assim né e depende muito da região do Brasil nós tivemos uma época em que que as famílias não tinham acesso a nada e aí chegou uma época que muitas famílias começaram a ganhar na justiça ações Judiciais contra
os planos de saúde e ação judicial com valor super alto então às vezes uma criança custava ao plano de saúde mais de R 20.000 ao mês e aí a gente T viveu muitos momentos de de ação judicial em alguns lugares do Brasil eh essas ações judiciais elas aconteceram com muita frequência então por exemplo o pessoal eh em Fortaleza conseguia muita ação judicial com custo alto e o pessoal de São Paulo também E aí no no no segundo semestre do ano passado início Desse ano alguns planos de saúde começaram a fazer o desligamento de crianças com
autismo do plano não sei se vocês viram isso E aí São Paulo ficou muito ess tô falando isso que foi divulgado a mídia né Eh a 1000 por exemplo eh em São Paulo fez muitos cortes E aí muitas clínicas que que tinham muitas crianças com autismo viram a saída dos planos de saúde né E foi uma saída repentina Então por quê Porque a conta não fecha né chega uma hora que Você tem uma ação judicial de r$ 2.0 eh num paciente que tá pagando o plano de saúde em torno de r$ 400 como é que
você transforma r$ 400 em r$ 2.0 né então assim a gente precisa pensar não tô falando que que as famílias eh de pessoas com autismo não tem direito não é isso todas as pessoas com autismo T direito e e e deveria ser obrigação oferecer o tratamento de qualidade a todas elas né então todas as pessoas com altivas merecem o tratamento o melhor Tratamento possível mas a gente tem que fazer a conta né assim o tratamento ele tem que ser viável ele tem que ser sustentável porque quando a gente joga 20.000 para tratar uma criança vai
ter um monte que não vai ter acesso a nada por isso que eu falo que eu gosto de falar que autismo é um problema de saúde pública a gente precisa pensar numa maneira sustentável de oferecer o melhor para todas as crianças com autismo mas que seja financeiramente viável porque Senão acontece isso Se os Estados Unidos tá gastando 15 bilhões no tratamento das pessoas com autismo né a gente que tem muito menos recursos nós temos que pensar em estratégia porque senão vai ficando eh inviável então assim é é uma conta complexa né assim autismo é realmente
um negócio eh complexo não é autismo não é uma área simples de de trabalho né a gente precisa pensar na criança como um todo mas também na sustentabilidade eh aqui no Brasil a Gente vê muito também as famílias quebrando né com o tempo porque como o custo é muito alto as famílias começam Pagando os atendimentos e elas vão Vendendo as coisas e vão vendendo e as famílias vão ficando eh pobres né ao longo do tempo então é é autismo é um problema de saúde pública é grave assim e em frente a esses problemas todos né
não tem profissional alto qual que é a alternativa que a gente tem essas coisas todas que eu falei com vocês né que que Me deixam angustiadas né o custo do tratamento acesso ao tratamento eh a maioria das Crianças qu altios no Brasil elas não têm acesso a tratamento nenhum né Nós não estamos nem falando de Terapi aba A maioria não vai Igual eu falei com vocês vai saindo das capitais acesso à terapia ou mesmo aqui pensando aqui em Minas eh saindo da da de Belo Horizonte das cidades maiores as as famílias não tem acesso a
a tratamento por exemplo igual te oono que eu falei com vocês né Muito escasso Eu tenho um A minha família do norte de Minas numa cidade pequena e eu tenho a minha prima ela teve um filhinho há 3 anos atrás e o filhinho dela tem autismo que tá fazendo tratamento aqui com a gente e a gente faz por teleatendimento porque ela tá lá são 5 horas de distância daqui e é uma cidade pequena bem pequena e na cidade não tem te não tem te e não tem fome Na verdade tem tem uma fonos tem duas
fonos uma não tem horário e a outra não deu Certo com com o filhinho dela E aí o que que faz para uma criança que precisa de te sem te né então assim o o acesso é muito difícil para quem tá fora das das das cidades maiores e das eh das capitais e essas dúvidas todas né isso tudo né Eh passava pela minha cabeça quando eu eu comecei a atender pessoas com altivos porque eu eu quando eu me formei eu atendi em consultório como a maioria das pessoas eu atendi a criança com autismo os meus
pacientes com Autismo uma vez por semana em sessão de uma hor de 50 minutos e a literatura falava de 15 a 40 horas E aí eu fiquei pensando como que eu poderia fazer mais horas por semana né Qual que é a alternativa E aí a alternativa que eu encontrei aqui é a capacitação de pais e cuidadores porque o que que acontece vou contar para você para vocês como é que começou esse negócio da capacitação de pais e cuidadores eh quando eu eu Igual eu falei com vocês Eu sempre trabalhei com autismo aí Eu me formei
montei consultório e comecei a atender as crianças com autismo em consultório uma vez por semana as minhas crianças com autismo elas melhoravam mas elas não melhoravam tanto que eu gostaria e nem o tanto que a literatura falava que melhorava eu aplicava as avaliações E as minas crianças melhoravam só um pouquinho e eu muito angustiada aí eu aí eu fui para mestrado em São Carlos e eu Muito angustiada com esse negócio eu preciso fazer 15 horas mas eu só consigo atender a criança em consultório uma hora porque senão eu ia atender uma duas crianças só né
Aí eu quando eu comecei no doutorado eu tava conversando com alguns colegas sobre isso sobre a minha angústia de não conseguir oferecer para as minhas crianças com autismo mais horas de terapia por semana e aí Alguns colegas eh falaram comigo para eu Procurar Rosângela Rosângela quem que era Rosângela Rosângela eraa uma colega de doutorado que já tava há mais tempo ela tava numa série mais à frente do doutorado ela já tinha entrado um ano antes e a Rosângela era mãe de uma cri ela é mãe de uma de uma agora de um adulta mas na
época era uma criança com autismo e a Rosângela ela mora numa cidade do interior de Minas quando o filho dela teve o diagnóstico ela fez o que muitas mães Fazem né ela ela foi buscar informação e tudo que ela tinha na cidade dela para fazer de tratamento com o filho dela ela fez só que chegou uma hora que ela começou a ficar angustiada porque o filho dela precisava de muita terapia e não tinha terapeuta na cidade dela aí ela foi para São Paulo fazer um curso como muitas mães fazem né muito comum as mães eh
receberem o diagnóstico do filho e se capacitarem então a Rosângela foi nesse caminho ela foi para São Paulo fez Um curso sobre terapia aba na ama de São Paulo a ama Associação de amigos autistas de São Paulo que é das instituições mais antigas do Brasil que trabalha com autismo e lá na ama rosângelo descobriu a terapia AB intensivo só só que na cidade da Rosângela não tinha terapeuta aba então o que que a Rosângela fez ela contratou a supervisão de duas terapeutas aba da ama de São Paulo para dar supervisão para ela que era médica
eh a Rosângela Médica cirurgiã geral ou seja nada de análise de comportamento o marido dela ginecologista e a babá do do filho dela que não tinha nenhum segundo grau então eh como é que foi feita a intervenção com o filho da Rosângela eh ela tinha supervisão com as terapeutas as terapeutas montavam o plano de intervenção montavam as atividades ensinava Rosângela o marido dela e a babá e ela o marido e a babá que faziam a intervenção com o filho Supervisionados pelos terapeutas quando eu fui conversar com rosângelo Rosângela me contou essa história toda e ela
falou assim Camila meu filho eh antes ele não falava ele tinha muito problema de comportamento ele usava frala ele batia ele não dormia ele era agitado hoje ele vai pra escola ele lê ele escreve ele acompanha conteúdo ele tem uma interação boa a gente leva ele para qualquer lugar quando a rosângelo me contou isso isso H sei lá quantos anos atrás quase 20 anos Atrás não 18 anos atrás mais ou menos é por aí eu não acreditei porque eu não vi isso não acontecia gente há 20 anos atrás O que que a gente tinha em
autismo autistas muito graves e autistas que não tinha a gente não tinha medicação para segurar problema de comportamento como é que a gente Conha problema de comportamento segurando a criança hoje eh contenção você não precisa fazer contenção hoje você tem um monte de medicação boa que controla problema de Comportamento mas há 20 anos atrás você não tinha e não era comum uma criança não falante começar a falar só para vocês terem uma ideia eu comecei trabalhando numa escola especial e eu virei professora na escola especial Depois de dois anos que eu tava lá eu tinha
uma turminha de cinco crianças com autismo de nível de suporte três e a gente tinha quatro turmas de criança pergunta quantas dessas crianças falar nenhuma era o mais comum em autismo 20 Anos atrás é ter não falantes E aí a rosangel ela tava me contando que o filho dela não falava e que tava falando e que ele Lia escrevia acompanhava o conteúdo Eu não acreditei eu falei não é possível que isso aconte eu nunca te visto isso aí o rosangelo me chamou para ir na casa dela aí organizei minha Marinha saí de São Carlos e
fui lá para OB lândia onde ela mora quando eu cheguei na casa da Rosangela quem me atendeu Quem abriu a porta para mim foi o filho dela com autismo que conversou comigo me mostrou as coisas da escola me mostrou o que que ele fazia eu fiquei louca com menino queria levar o menino pra minha casa tão maravilhoso que eu achei o menino porque o menino Fazia tudo que que roselo tinha falado e olhando os vídeos do menino pequeno e aquele menino maravilhoso conversando comigo autista mas muito maravilhoso conversando me mostrando as coisas da escola eu
fiquei Muito impressionada E aí eu saí da casa da Rosângela de a não atender mais em consultório assim a criança com autismo mas a trabalhar com os cuidadores então eu venho trabalhando com cuidadores desde 2008 então meu pós-doutorado Foi nisso o habilidade básica que eu vou dar a aula para vocês né Ele é produto meu pós-doutorado então Eh eu penso e isso minha opinião né Eh penso que hoje a melhor alternativa pra gente transformar as intervenções em Intervenção intensiva é via capacitação de cuidador porque olha só vamos fazer uma continha aqui vamos imaginar que você
trabalha no serviço de saúde e a sua criança e você só pode atender a sua criança uma hora por semana vou pensar 50 minutos mas eu vou arredondar para uma hora tá só para facilitar a nossa conta vamos imaginar que essa criança tenha uma hora de Psicologia por semana certo e essa criança também tem uma hora de to por semana E ela tem uma hora de fono por semana certo se eu faço a sessão com a criança ou seja a criança entra no consultório de psicologia a criança entra no consultório de té a criança entra
no consultório de fono e eu não capacito os cuidadores eu vou ter 3 horas de terapia por semana e nós falamos que o que a literatura diz que funciona mhor é de 15 a 40 horas então Lembrando que as nossas crianças no Brasil elas vão pra escola então a gente Tem que pensar de 15 a 20 horas porque 20 horas elas estão na escola né se eu faço a minha sessão de Psicologia ensinando quem fica com a criança a fazer o que eu faria a minha sessão não é mais só com a criança a minha
sessão vai ser criança o cuidador porque eu vou ensinar o cuidador é como se o cuidador fosse o meu estagiário É como se eu tivesse um estagiário Ah mas Camila quem é o cuidador cuidador é qualquer pessoa que Fica com a criança quem que escolhe o cuidador a família você vai falar com a família se eu preciso de alguém que faça atividade com a criança quem vai fazer aí a mãe vai falar assim eu vou fazer então ela é cuidadora então a minha sessão é criança mais cuidador só que a minha exceção não é focada
em ensinar só a criança que nós vamos ver na habilidade básica vou ensinar habilidade básica vou mas eu não vou não sou eu que vou fazer com a criança eu vou ensinar o Cuidador a fazer com a criança então a minha sessão vai ser cuidador mais crianças e eu ensino me cuidador a fazer atividade com a criança e eu vou passar para casa ou seja o cuidador a criança vai ter uma hora por sessão por semana mas eu vou passar atividade para ela fazer em casa ou seja essa é uma hora vamos imaginar que a
minha sessão é na segunda aí a mãe vai PR casa e vai fazer terça mais uma hora quarta mais uma hora Quinta mais uma hora sexta mais uma hora quantas horas eu tenho aqui 5 horas de terapia uma hora comigo e mais quatro com a mãe aí Aé vai fazer a mesma coisa criança mais cuidador passei tarefa 1 2 3 4 mas a uma por semana 10 horas por semana aí aon faz a mesma coisa E aí sabe o que que a gente tem 15 horas de terapia por semana como que eu tenho 15 horas
fazendo uma hora de atendimento mais focado no Cuidador isso tem uma diferença importante por quê Porque eu consigo intensificar a terapia e tem um outro aspecto econômico Qual é o aspecto econômico em vez de eu cobrar da família 15 horas por semana de terapia eu tô cobrando quanto ó 3S horas que são as horas que eu tô atendendo Menin certo então a a capacitação de pais e cuidadores ele vem com uma alternativa pra gente oferecer mais estimulação paraa criança com autismo a um curso Menor ai Camila Mas você vai colocar a mãe para fazer atividade
a mãe vai ficar cansada vai mas a pergunta que eu tenho para vocês É temos outra alternativa a mãe tem tem condição de pagar um at aí se a mãe tem condição de pagar um at esse cuidador vai ser o at a mãe não precisa fazer mas a gente tem que lembrar que a maioria das famílias de pessoas com altio não terão condição de pagar esse at então o at vai ser o cuidador o cuidador é a pessoa que fica Com a criança com autismo mas aí a pergunta é mas o cuidador vai querer fazer
Claro que não aí vai da habilidade do terapeuta de trazer o cuidador pro atendimento a gente precisa explicar para essa mãe vamos imaginar Tô num contexto que eu só tenho a mãe e a criança eu preciso PR mãe que 3 horas de terapia se ela deixar por minha conta nós vamos caminhar muito devagar mas que se ela topar entrar comigo nessa brincadeira nós vamos Transformar isso aqui em 15 horas e o filho dela vai deslanchar ou seja ele vai ganhar mais habilidade Então vai muito da habilidade do terapeuta de trazer os cuidadores atendimento também a
questão isso é um outro aspecto né vou só antecipar algumas coisas a questão é que às vezes a gente tá tão acostumado todo mundo que tá aqui se formou para atender as crianças com autismo em consultó e a gente não tá muito acostumado com esse formato de trazer o Cuidador paraa sessão então é é uma mudança de paradigma mesmo né É É entender que a a intervenção ela é feita no combo né ou seja comoo família e criança eh então assim no geral os cuidadores eles vão chegar com uma certa resistência Mas aí você vai
Trazendo com manejo né para pro atendimento aí a pergunta é o seguinte Ah mas será que tem alguém que fica com a criança com autismo gente crianças com autismo de Nível dois e três tem alguém que fica com elas eh criança de nível três especialmente as crianças mais comprometidas mais severas é aquele tipo de criança que você não Pode piscar é aquele tipo de criança que a mãe não dorme porque fica com medo do menino acordar e fugir a gente tem um monte de criança aqui não sei com história de fuga tem um menino que
a mãe a mãe e o pai dormiram deixaram a chave na porta quando a mãe acordou com a campainha Vizinho pegou o menino com autismo na praça lá da cidade e devolveu em casa porque as crianças fogem né As crianças com autismo especialmente as mais comprometidas elas o nível de eh a a avaliação de risco delas é baixa eu não sei se vocês já viram você já viram a André Werner que é deputada em São Paulo que ela é a Andreia do lagarta vira pupa que era um blog Depois virou um livro Andreia ela tem
ela ela dá palestras né sobre as dificuldades dela com o filho Dela com o t que é é um um uma agora é um adolescente com autismo de nível de Sporte três e André conta que eh dada a gravidade né do quadro do filho dela e quando ele era menor e muitas vezes ela ia tomar banho e ela tinha que levar ele junto pro banheiro trancar os dois dentro do banheiro para que ele ficasse dentro do banheiro enquanto ela tomava banho porque ela tinha medo de deixar ele sozinho fora e acontecer alguma coisa enquanto ela
tomava banho ou seja Um nível de estress muito alto porque essa mãe não relaxa e essa mãe vive por conta desse menino então a capacitação de pais cuidadores ainda tem essa vantagem porque você vai ensinar essa mãe a lidar melhor com esse filho e ela aprendendo a lidar melhor com esse filho você diminui o nível de stresse dessa família né então assim tem muitas vantagens aí na capacitação de pais cuidador então assim na minha opinião dentro do que a gente tem hoje eu Gostaria muito que todas as crianças P autistas tivessem a tivessem uma estrutura
de intervenção muito maravilhosa dentro daquilo que elas precisam mas eh não é a nossa realidade ainda né então a capacitação de pais cuidadores é uma alternativa a a intensificação né E aí eu vou contar um pouquinho do modelo do sei que é o modelo da instituição que que eu trabalho né Eh vocês lembram que eu falei com vocês que de terapia aba A Gente tem os modelos né o primeiro modelo de terapia aba foi inventado pelo lovas lá na década de 80 e aí a gente tem muitos modelos de terapia aba no Brasil mais conhecido
é o Star Denver modre e o sei que é a instituição que que eu coordeno aqui em Belo Horizonte a gente criou um modelo de terapia aba no qual o habilidade básica faz parte né o a habilidade básica ele tá dentro do modelo de terapia aba do sei por isso que eu tô contando essa história toda Para vocês vocês entenderem que em contexto nós vamos ensinar habilidade básica por isso que eu não comecei a falar de habilidade básica ainda eh o sei tem esse nome grande aí né o nosso nome é Centro de Estudos e
intervenção para desenvolvimento humano a gente escolheu o nome de gigante porque a gente queria fazer um monte de coisa mas tem dois eixos que norteiam o nosso trabalho né a parte de estudos o sei ele é um centro de pesquisa eh eh eu Faço parte do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre comportamento cognição e ensino que é um Instituto de Pesquisa formado por pesquisadores da área da análise de comportamento do Brasil e de fora e o sei é um laboratório do inct então a gente faz pesquisa de caráter científico a nossa meta é publicar
um artigo por ano então a gente tem conseguido eh fazer eh eh bater essa meta aí né nos últimos anos a gente vem Publicando pelo menos um artigo por ano eh o último que que a gente enviou paraa publicação que acabou de ser aceito foi aceito ontem eh um sobre intervenção via SUS em clínica escola aqui nas Ciências Médicas que é a faculdade que eu dou aula então sei a gente faz pesquisa científica então a gente faz parte do nct né que é isso aí que eu falei com vocês e a gente tem uma preocupação
com formação de pessoas Então a gente tem os cursos que a gente dá a gente tem os Livros vídeo no YouTube né então a gente tem uma uma uma preocupação formação de pessoas e e aqui né como eu tô aqui na dando essa aula para vocês é uma preocupação e formação para que vocês aprendam de fato a trabalhar com pessoas com autismo e a gente tem área de atendimento então a gente faz atendimento então a gente atende aqui não sei pessoas com autismo e deficiência intelectual e outros transtornos do desenvolvimento eh desde Os bebês o
noss pacientinho mais novo que chegou aqui pra gente tinha 4 meses e a pessoa mais velha foi um senhor de 65 anos então a gente atende uma população muito variada dos bebês aos adultos e a muito boa parte do nosso trabalho é focado na capacitação de pais e cuidadores nesse formato que eu falei com vocês né a gente ensina o cuidador a fazer aquilo que o terapeuta Faria só para vocês entenderem o contexto nós estamos aqui em Belo Horizonte né Eu sou De Belo Horizonte estou em Belo Horizonte muitas pessoas acham que eu sou de
São Paulo porque a minha formação é em São Carlos então muitas pessoas acham que eu sou de São Paulo é até o pessoal aqui de Belo Horizonte às vezes assusta quando acha o seio aqui em Belo Horizonte porque acha que é de São Paulo eh O que que é base do nosso trabalho capacitação de pais cuidadores Quem são os cuidadores cuidador é qualquer pessoa que fica com A criança com autismo pode ser pais pode ser babá pode ser um estagiário eh O estagiário de Psicologia né com orientação eh um educador pedagogo e professor qualquer pessoa
que fica com a criança com autismo então a gente chama de cuidador qualquer eh pessoa que fica com a criança contínua que é responsável pela estimulação da Criança ah Camila Mas para ser eh para fazer as atividades precisa de uma formação específica não precisa precisa aprender o procedimento Mas não precisa de uma formação específica o que que é fundamento aqui no nosso trabalho avaliação e Registro então a gente usa avaliação Para Tudo Registro para tudo isso é bem caro de terapia aba Imagino que em outras disciplinas vocês estão aprendendo sobre intervenção em registro né Nós
vamos falar um pouquinho sobre o registro o registro ele é muito importante porque se a gente vai fazer 15 horas por semana como é que você vai lembrar de cabeça Igual aqui não sei a gente deve ter e uns 80 pacientes em terapia AB intensiva de cabeça a gente consegue decorar o que cada paciente tá fazendo não a gente precisa reg então o registro é fundamental a gente usa procedimentos que são eficazes vocês viram que a gente tem uma uma base científica bem sólida né a gente busca intervenções que tem evidência científica a gente tem
um compromisso com o resultado a nossa meta com todos os nossos pacientes você D Alta em algum momento o que que é resultado resultado é o término da terapia né a terapia ela tem que ter início meio e fim eh quando o serviço não tá muito bem estruturado a Às vezes o paciente fica no serviço de saúde por muitos anos né então a gente tem que pensar numa estruturação em que a gente tenha metas né quando que esse paciente entra o que que eu vou fazer que horas que eu vou dar auta para esse paciente
então todos eh os nossos pacientes a Gente tem um compromisso com o resultado pras crianças né a nossa meta é o desenvolvimento mais próximo do típico vocês lembram aquele aquele gráfico do ppr que que sobe né assim que eu falei com vocês aqui o objetivo Qual que é o objetivo é desenvolvimento mais próximo do típico ou seja diminuir atraso e o meio que a gente faz com as crianças especialmente de nível dois e três é capacitação de pais e cuidadores e nível de suporte um Camila nível de suporte um É psicoterapia que é a criança
de nível leve ela não precisa de terapia AB intensiva aí é psicoterapia e orientação de pais aí é outro assunto né não vou entrar muito nesse assunto de nível de esporte um Opá deixei rabiscada aqui já ti o Rabisco eh a gente tem duas maneiras de fazer eh intervenção na verdade tem tem algumas maneiras né Eh a gente pode fazer uma intervenção que a gente chama Que é presencial é quando a orientação acontece na clínica aqui no seio ou na casa da criança a gente tem essas duas modalidades depois da pandemia a intervenção domiciliar que
é quando a gente vai na casa da criança diminuiu muito a gente tá muito mais com a intervenção institucional eh e a gente tem a modalidade de teleatendimento a modalidade de teleatendimento tá descrita Nesse artigo aqui depois se vocês tiverem eh tá como Tarefa para vocês lerem depois né e aqui a gente descreve direitinho como a gente faz o teleatendimento o teleatendimento é um recurso muito importante a gente não pode ignorar porque às vezes algumas famílias não conseguem sair de casa com crianças com problema de comportamento Severo quem atende serviço público né famílias eh atendidas
em sistema eh de atendimento Via SUS ou prefeituras ou ou eh filantrópicas Às vezes a gente tem famílias de baixa renda que não Conseguem ir em atendimento porque questão financeira então o teleatendimento funciona muito nas Ciências Médicas que é onde eu dou aula né como professora de graduação atualmente eu estou na coordenação da clínica de psicologia a gente tem um projeto de capacitação de pai de cuidador de crianças com autismo e lá a gente como atendimento Via SUS a maior parte das nossas famílias são de baixa renda e muitas vezes a gente usa o Teleatendimento
que celular hoje todo mundo tem né Eh a gente usa o teleatendimento para orientar os pais e cuidadores porque às vezes Eles não conseguem levar as crianças ao ambulatório ou por problema de comportamento ou por questão financeira mesmo então teleatendimento é uma modalidade eh que ajuda ajuda muito a gente e e a pandemia trouxe esse essa possibilidade essa aula que vocês estão tendo hoje por exemplo né antes da Pandemia seria inviável né Anes da pandemia a gente não tinha tantas formações eh online como a gente tem agora eu eu eu vejo isso como um ganho
né pós pandemia a gente saber aproveitar esses recursos né então tem essas duas maneiras da gente capacitar paz e cuidadores como que a gente faz essa capacitação eh e é necessário que cada criança tenha um cuidador como eu falei com vocês para fazer atividade com ela as sessões são Feitas com o cuidador presencialmente ou por teleatendimento né Igual eu falei com vocês a sessão é o combo eh o terapeuta ensina o cuidador uma sessão por semana a fazer as atividades o terapeuta ensina o cuidador a fazer registro e o terapeuta ajusta os procedimentos do cuidador
gradativamente e o ensino vai ser sempre simples didático motivador e efetu uso eu não vou entrar em detalhes disso agora porque nós vamos falar sobre isso quando A gente começar a falar sobre os procedimentos de habilidade básica eh o livro de habilidade básica ele foi feito para cuidadores então Eh o pessoal que tem o livro vocês vão ver que o livro é muito fácil o pessoal que não tem o livro não tem problema como eu falei com vocês não impede de seguir na aula vocês vão ver os vídeos que também são muito fáceis Então os
procedimentos são muito fáceis né então Eh vocês vão ver isso depois depois eu detalho um pouco mais Eh eu vou mostrar um videozinho para vocês só para dar um gostinho assim né de eh vocês terem uma ideia do que que eu tô falando de cuidadores variados fazendo atividades variadas eu vou descompartilhar e compartilhar de novo porque eu acho que eu não compartilhei o áudio com vocês professora eh só uma dúvida eh quando tiver alguma coisa que precisa interromper a gravação a senhora sinaliza isso é é isso que eu ia falar Agora Marcos Pode pode dar
uma paradinha então na gravação por favor o que que acontece né porque que eu tô pedindo o Marcos para parar eh todos os vídeos que eu mostrar para vocês de cri eu vou mostrar muitos vídeos nas próximas aulas eu vou mostrar muitos vídeos mesmo porque eu acho que é mais fácil ver o procedimento eh por meio de vídeo do que ficar explicando para vocês como eu vou explicar também né mas os vídeos eles eles trazem