e ele foi apresentado b9.com.br e aí e aí e aí olá bem-vindos ao nosso sangue uma minissérie do mamilos criada com apoio de sempre livre para refletir sobre fatos e mitos a respeito da menstruação ea consequência disso na vida das mulheres em quatro capítulos vamos procurar entender esse processo do ponto de vista fisiológico mas também psicológico e cultural porque muitas vezes a gente tem tanto conflito com a menstruação será que isso é uma resposta exclusivamente íntima pessoal por faz parte também do contexto social que a gente vive a nossa ideia aqui é trazer informação e
muita reflexão para que você que está nos ouvindo possa revisitar a sua relação com seu ciclo menstrual quer você goste dele ou não e antes de começar a gente gostaria de dizer que esse conteúdo ele se propõe a tratar de menstruação da forma mais inclusiva possível para todos os corpos que menstruam e as suas vivências em relação ao tema a gente entende que tem questões estruturais da sociedade em alguns momentos transaram essa discussão e em predominantemente esses gênero mas a gente reconhece que a menstruação faz parte da vida de outras pessoas com o útero funcional
como por exemplo o miss transgênero e pessoas não-binárias por isso que a gente tentou de verdade com muita muita ajuda produzir um conteúdo que integra as suas experiências de forma plural e e aí olá eu sou atriz marx no primeiro episódio do nosso sangue a gente entendeu muito da nossa relação com a menstruação sendo construída pela cultura por tudo que a gente consome por todo mundo com que a gente se relaciona isso acontecendo muito através dos tabus que eles servem para controlar e para diminuir as mulheres e que para quebrar esse tabu a gente vai
precisar é de muita informação para desmistificar então a menstruação a gente trouxe a ginecologista carolina lamborghini para nos ajudar a começar pelo começo a menarca primeira menstruação então a puberdade ela pode começar acontecer por volta dos nove anos ela inicia-se permitiram depois pelo aparecimento dos pelos pubianos os brotos mamários e a última coisa que acontece a menstruação o que significa que a mulher está ovulando nos primeiros dois anos depois da primeira menstruação é normal que ela seja regular é um momento de variação hormonal o corpo tá prendendo tá começando esse processo como que é gente
vamos lembrar como que é esses primeiros dois anos depois da primeira menstruação ela é cheia de variação hormonal isso é o corpo aprendendo é o corpo começando nesse processo que que tem chris bom tem espinhas às vezes aqueles pelos que você não gostaria de ter às vezes a menstruação não vem simplesmente às vezes ela vem mais de uma vez por mês então tá bastante descontrolada é um período que ele pode gerar muita angústia mesmo é total no control essa angústia toda pode levar muita gente a buscar uma solução né a gente falou nesse numa milusa
sobre o problema com as soluções né com busca resolver os problemas e a gente vê e realistas para nos explicar isso é bom faz bem pra doutora marisa kataguiri que é especialista em adolescentes é normal gente é muito correto utilizar anticoncepcional para controlar a irregularidade da menstruação o volume do fluxo e das espinhas tem o lado genético e o stress né gerando todas a irregularidade e que para uma garota é necessário usar o anticoncepcional nesses momentos até antes dos 18 anos muitas ginecos acabam realizando o uso do anticoncepcional para tentar regularizar mas o doutor lucas
franklin pacheco que é especialista em medicina antroposófica essa saída é bem preocupante prescreve em si pílulas anticoncepcionais para meninas de 13 e 14 anos antes mesmo de iniciarem sua vida sexual por menstruação irregular para muitos médicos ginecologistas se tornou uma solução rápida oi tá boa parte das queixas que levam mulheres aos seus consultórios anticoncepcionais são prescritos para quase todo tipo de distúrbio ginecológico se a mulher menstrua demais se menstrua de menos se tem cólica se tem tpm você tem cisto no ovário se tem mioma até mesmo para aqui infelizmente para uma parcela dos médicos é
mais simples rápido e cômodo substituir cuidados e orientação por comprimido algumas mulheres podem se beneficiar da utilização de pílulas ou de outros métodos hormonais de contracepção o problema consiste na universalização do uso de uma forma generalizada de prescrição que pode trazer mais danos do que benefícios para saúde global na mulher para um especialista vão me escutar a experiência de uma mulher real que se descobriu nesse processo de buscar uma solução através do uso de anticoncepcionais vamos cortar a melissa aos 19 anos eu comecei a usar adesivo o motivo e uma das promessas da ginecologista era
justamente controlar a menstruação saber quando ela ia vir de três de três semanas certinho olha só que maravilha só que isso nunca aconteceu eu tinha spot em todos os centros mês sangramentos em triciclo e é sempre na ginecologista e ela falava que tava tudo bem que a parar usando o contraceptivo mas nunca parou gente vocês não tem noção do tanto que eu sofri esse tempo todo anemia roupas manchadas no dia do meu casamento eu tive spot eu lembro de ter chorado no banheiro da festa de casamento disse tanta raiva eu tava sempre sangrando e isso
me fazia de testamento ainda mais pois é infelizmente esse também o meu caso eucris bate tinha somente 15 anos quando eu comecei a tomar anticoncepcional ele foi receitado por um médico porque eu tinha muitos pelos tava com a pele oleosa menstruação irregular eu tinha só 15 anos eu nem sonhava em perder minha virgindade ainda não tava procurando o método contraceptivo a questão é que isso foi colocado com e são para eu melhorar e você sabe como é que é se aquilo é um problema que que você busca uma solução e é bem verdade que eu
mantive a minha menstruação controlada por um bom tempo [Música] e quando a gente vai falar de menarca tem um outro ponto que chama muita atenção a questão de que a menstruação tem vindo cada vez mais cedo na vida de muitas garotas a gente assistiu uma entrevista que o médico e especialista em puberdade frank biro deu para bebê ser e ele disse que não existe uma razão simples para explicar por que que é puberdade tem acontecido umidade tão mais precoce mas ele conduziu com a equipe dele alguns estudos que destaca entre as causas o quanto a
gente acaba ingerindo de hormônios e agrotóxicos através da nossa alimentação o alto índice de massa corporal e também olha só mudanças climáticas esse negócio da menstruação chegar a cada vez mais cedo ele tem um custo físico e tem um custo emocional e eu fiquei pensando que talvez pudesse responder à questão da reação da tá com a minha filha tecido tão negativa daí fui correr atrás de quem escola longa né conversei com oi sandra dutra ela recebe dezenas de adolescentes do seu consultório ela explica muito bem isso hoje em dia a menstruação ela tá ela tá
ocorrendo cada vez mais cedo na vida da menina né então nós não é incomum você vê uma menina de nove dez onze anos de idade já menstruando então quando isso ocorre é diferente de uma menina de 13 14 e 15 anos de gerações passadas que era muito esperada por que antigamente quando isso ocorria mostrava que ela já estava ficando pronta para uma nova fase da vida dela né na fase da adolescência então ela já estava pronta para o mundo sexual ela já estava pronta para ter um bebê e ali começava então toda uma orientação sexual
inclusive para com essa menina hoje em dia quando essa mim há nove dez anos menstrua ela ainda tá nessa fase da meninice então ela tem entendi aquela menstruação como uma coisa que tá perdendo a infância dela ela não entende inclusive as questões da tpm por exemplo que acaba trazendo para ela uma certa irritabilidade uma qto.de então é uma fase que hoje em dia ela vem com uma certa peculiaridade ela vem hoje com uma sensação muito de estranhos onde ela tá perdendo a meninice dela ainda tá perdendo uma questão muito peculiar daquela fase de sentar no
chão de shorts ficar mais a vontade é um período que fica incomodada um período que fica estranha e aí a doutora alessandra vem com que o pulo do gato chamando quem precisa na responsa ela fala a preparar essas crianças é e não deveria ser diferente tarefa dos adultos depende muito da maneira como você vai apresentar essa menstruação para ela essa fase né essa feminilidade para ela né você pode passar como um fardo olha isso agora é um fardo para você ou você pode passar que isso agora bem-vinda como eu falei ao mundo feminino você pode
passar de uma forma muito suave muito leve mostrando como que que isso é muito comum depende muito da visão do adulto que está orientando essa menina como isso vai ser gerenciado então eu digo que assim isso é muito passar a representação social que você faz da menstruação depende muito do adulto que está apresentando para você para essa menina as imagens né os conceitos e aí então você absorve da forma como esse adulto tá te apresentando oi elisa essa menstruação dessa forma também então ela pode aceitar muito bem ou ela pode simplesmente achar que ia que
a pior coisa do mundo e incrementar potencializar a tpm por exemplo pois é a questão é que não dá para ouvir isso tudo e não pensar que se você tiver uma relação muito ruim com a menstruação dificilmente você vai conseguir passar ao menos uma visão neutra nem falando positiva para qualquer adolescente de novo você já falou um pouco mas não dá para colocar isso só na conta da mãe tem tia tem avó tem amiga tem professora tem a cultura filme livro de tudo que a gente já falou tem uma legião de mulher que vai falar
sobre isso com essa menina sobre como elas se sentem em relação a esse processo espero que não essas mulheres né os homens são muito então vai ter o pai vai ter o tio até os professores da teus amigos vai ter as risadinhas dos colegas que a gente sabe inclusive os homens contribuem muito para o que a gente e como a gente se sente em relação a menstruação pois é mas voltando aqui o impacto da notícia da menstruação da filha quando a mãe ouvir ela pode ser mesmo motivo de tristeza para mãe motivo de lamento aí
a gente vai procurar saber essa recepção da mãe o que que pode causar na filha e a ginecologista natural bel sair de tem um ponto de vista muito interessante sobre isso muitas vezes ela foi levar isso para mãe foi contar para mãe e a mãe recebeu de uma forma ruim começou a falar de uma forma sobre como ela esconder aquilo lamentou por que a partir de agora ela está sujeita a uma série de vulnerabilidades ea claro que a gente compreende que essas com mães mulheres também tem uma história que elas trazem e que justificam porque
delas trazerem isso para as filhas delas né porque talvez elas tenham também vídeo do experiências ruinzinho inserem mulheres em menstruarem a questão da sexualidade a questão de estarem a partir de agora o risco de uma gravidez então precisa se preservar de muito mais coisas então muitas vezes esse momento tanto para aquela menina como para mãe traz uma entrada no mundo que talvez não sejam muito positivo que o seja o mundo vulnerável ela está agora mais do que nunca sujeitas poder habilidade de ser mulher e ao sofrimento de ser mulher tudo que a doutora bel falou
nos fez pensar muito no relato que a gente tinha acabado de ouvir da cecília de 35 anos a causa e o efeito o efeito a causa a minha história com a menstruação super cedo aos 10 anos no g até hoje tem problemas em números com ele vive o dilema de tiroteio tiroteio muitas dores e muito mal estar no trem estabilidade emocional mais a pior de todas foi ver minha filha ficar menstruada também aos 10 anos era uma das coisas que eu mais temia há 11 em vídeo como ela muda quando ela fica molhadinha quando ela
sentir dor é isso só mais um dos nossos dilemas femininos 1 e aí é mas aí né vamos lá tudo tem dois lados tem outras formas de experimentar a primeira menstruação e aí a gente foi atrás de alguém que fala sobre isso e não é um alguém qualquer uma pessoa que fala isso em redes sociais e fala isso desde sempre e que é muito ouvida e muito fofo a gente conversou com a maísa que apresentadora e acabou de completar 18 anos ali minha primeira menstruação foi quando eu tinha 12 anos as seis anos atrás olha
só já estou aqui é experiente já madura de menstruação foi no meu caderno bem e nos estados assim eu tava voltando do velório do meu bisavô uma viagem de 6 horas da madrugada e aí quando eu chegar em casa que eu fui fazer o primeiro xixi eu tava menstruada e aí a primeira pessoa que ficou sabendo foi minha prima ela tem 13 anos hoje mas não é porque ela era criança e aí ela foi a primeira pessoa para quem eu contei e ela ficou assim ela gritou em casa que agir para minha mãe a mãe
só ficou eu e ela que me deu meu primeiro absorvente quando a gente perguntou se ela queria ou não ficar menstruada se ela estava ansiosa para isso ela disse que eu ficava acho que eu quero mas não sei se eu quero acho que eu quero só para falar que eu menstruo mas aí eu não sei se eu quero porque nesses momentos que não vão que não convém para mim eu não quero ela ficava assim mas aí quando eu menstruei acho que foi tipo ok vamos encarar isso e vamos viver com isso até uma certa idade
diante dessa resposta tão natural a gente quis dar uns passinhos atrás a gente perguntou para maysa como foi que a mãe dela falou com ela sobre esse assunto que a tua mãe fez de tão certo que eu não devo tá mandando a resposta só vem confirmar o que a doutora alessandra tinha contado para gente agora a pouco minha mãe sempre teve assim uma relação muito boa comigo de diálogo mesmo falar sobre tudo então ela me ensinava desde que eu tinha ela uns 8 anos ela me chamava falava assim olha filho agora mamãe vai trocar o
absorvente ela me mostrava bom dia para eu ver eu entendo muito hoje que era que pôr para eu não ter uma relação de nojo com meu próprio corpo e também para eu ver que era normal para estar preparado se acontecesse longe dela então quando eu mostrei eu sabia como usar o absorvente e aí minha mãe me ensinava como eu tiver a usar o absorvente e tal que você pode sentir cólica dor de cabeça blá blá então quando eu menstruei tipo aqueles sintomas tudo que estava sentindo foi estranho lógico porque na primeira vez né uma coisa
bizarra que dor é essa que eu tô sentindo nome meu útero o que eu senti meu útero antes estranho ele tá ali tempo todo mas eu não estava assustada eu sabia que milhares de mulheres passaram por isso também no brasil né gente brasil enorme cabe tudo aqui dentro se por um lado a gente tem a maísa falando super segura sobre o assunto a gente tem uma comunidade gigantesca no interior do país onde as meninas sabem muito pouco sobre a minha e sobre o funcionamento dos seus corpos com o mostrou por exemplo um especial do profissão
repórter da rede globo em junho de 2019 bem soubesse que tu das comunidades falar que quando a menina tá menstruada ela não pode plantar porque a mão dela não é ruim nesse período não é nem colher frutos nem nada desse tipo porque e nem colher eu acho que só que agora a gente precisa entender mas o que essa menstruação mesmo o que é que meu corpo faz não é meninas para que ocorre esse sangramento essa perda de sangue todo mês será o que que acontece no corpo da gente vocês saberiam assim aí eu acho que
talvez acontece isso aí eu não sei já foi explicar vou deixar vocês na escola não pode falar do tipo mas não é só no brasil que tem esse monte de crendices sobre pessoas menstruadas é no mundo todo milhares de pessoas continuam sofrendo que é por causa de crenças que falam sobre a menstruação deixar a gente impura ou contaminada no nepal por exemplo tem uma crença que acaba fazendo as famílias trancarem as mulheres para fora de casa enquanto elas estão menstruadas e tem também uma cultura tradicional na nigéria que acredita que o toque da mulher menstruada
pode fazer com que o leite tá li as plantas morrão os espelhos percam seu brilho no interior de portugal raramente mulheres conseguem trabalhar em colheita de flores porque ainda permanece a crença que mulheres menstruadas tem o poder de murchar essas flores gente se tu não tá falando do século 16 a gente não tá numa história narrada pelo historiador a mary del priore não a gente está falando de hoje não dá para ignorar que se existirem mas que esses mitos atingindo diretamente as meninas que estão engatinhando formando opinião sobre a menstruação e obviamente impacta todos os
espaços onde ela circulam em 2017 a um plano international do reino unido publicou um estudo apontando que 49 por cento de garotas com idade entre 14 e 21 anos já perderam um dia de aula por causa da menstruação a segunda pesquisa 59 por cento optaram por não contar o motivo da ausência em sala de aula e oitenta e dois por cento delas revelaram que escondem seus absorventes os colegas gente é a cena mais familiar para toda pessoa que menstrua esse mucose age como é que eu vou fazer agora eu tô no meio da empresa preciso
levantar preciso ir no banheiro ninguém pode saber tipo é um segredo de estado exato não tem que ser um segredo você acha que é um segredo porque ele levantou foi quando é certo para o banheiro tá pronto já sabe que apertar menstruada isso que a gente tá falando lembra conversa com a minha lista ela hoje tem 30 anos mas ela contou para gente quando ela tinha 12 era bem isso na escola eu era muito escondido nunca conversei com minhas amigas sobre a menstruação não tem como esconder a menstruação usando blusa amarrada na cintura calça larga
mais absorvente era o pior pesadelo e as meninas que sofriam com isso ficavam contido no horrível na escola o que é melissa passa quem está contando é um dado de acordo com ao ano vinte por cento das meninas indianas deixam de ir à escola depois que ela ficou menstruadas no outros países não é diferente até piora no nepal não chega nem tão e sim chega trinta por cento esse desconforto ele pode vir a tragédia em um exemplo claro disso como a notícia publicada no jornal daily nation em outubro de dois mil e dezenove uma cidade
no quênia uma jovem de 14 anos numa situação tipicamente normal na escola só que a menstruação dela chegou e ela não sabia era a primeira vez que ela tinha ficado menstruada ela não tinha absorvente nem percebeu a menstruação dela vaza e suja carteira pois a professora não chamou menina de porca de suja na frente da sala inteira e ainda expulsou ela da sala pois é na mesma noite a menina se matou é disso que a gente tá falando descolonizar o nosso olhar sobre a menstruação é um processo difícil faz a gente questionar a cada ponto
de e a gente imaginava que a gente sabia sobre o que acontece no nosso corpo todos os meses é perceber que a negatividade em relação a esse tema tá em todos os lugares e isso é um grande formador de opinião a viver esse ciclo menstrual é muito mais do que sangrar esse processo ele impacta o corpo inteiro eu acho que todo mundo que está nos ouvindo e já menstruou que menstrua percebe isso é um impacto da cabeça aos pés tem gente que nota que o cabelo a pele até o cocô muda tem cólica tem enxaqueca
libido mais alta sem o mais redondo em tinta aguçado criatividade mas potente sensibilidade emocional e física ou seja a nossa vivência ela acaba intimamente ligada com todos esses eventos é muito mais do que 5 ou 6 dias de sangue é o mês inteiro vivendo cada uma das fases que a gente ia citou aqui e eu fui reconhecendo algumas características minhas que vinham junto com a menstruação eu ia ficando mais introspectiva e ficando mais sensível fisicamente sensível bom então não é linear a dor parece que ele fica mais reduzido e eu fico mais frágil mesmo que
ela tá brincando com meu namorado que quando eu tô menstruada eu pareço um pouco um animal ferido porque eu fico frágil e legal isso é uma coisa que não me ajuda então a medida que eu fui percebendo essas características e da mesma maneira em contrapartida percebendo que quando eu vo eu fico mais animada carismática me sinto mais bonita mas bem humorada estou mais ativa tenho mais energia isso foi me permitindo aos poucos e programando a minha vida mesmo com base no meu ciclo e me ajudou a olhar para isso de uma forma mais natural também
foi um processo de autoaceitação e um processo de amadurecimento mesmo e e desconstruindo um tabu bobo a respeito da menstruação do meu corpo e da minha sexualidade esse foi o relato da rebeca de 27 anos o que importa aqui é que diferente dos homens es e a gente tem ciclos somos mulheres de fase tudo isso acontece por culpa ou graças depende da sua visão dos hormônios de que harmony a gente tá falando do estrógeno ea progesterona do hormônio luteinizante lh e do hormônio folículo estimulante fsh esses hormônios todos agem na gente e por consequência nos
fazem agir de diferentes formas para entender isso volta aqui para nossa conversa a ginecologista natural del side os homens não seguem esse ciclo os homens não vivem esse ciclo as mulheres elas estão voltando a reconhecer a natureza cíclica como algo incrível né a mulher voltar até contato com o seu ciclo que é talvez a grande essência de ser mulher da natureza do ser mulher a natureza do feminino disso torna a mulher um ser um único ser especial por ela vivenciar em si por ela não ser a mesma todos os dias em todos os períodos né
e ela conseguir se reconhecer é cíclica como múltipla as mulheres elas estão começando a voltar novamente a ver isso como algo positivo como algo belo foi com base nisso que a gente foi procurar um relato de uma pessoa que vive isso de uma maneira muito intensa e aí ana paula que tem 33 anos nos contou depois de quase 13 anos tomando pílula e desses seis sem menstruar porque para mim sempre foi uma falta de dignidade eu decidi novembro do ano passado tentar reconhecer essas oscilações e ver como eu saberia lidar ou não com essa parte
do meu corpo também foi um processo difícil porque foi muito negligenciado na durante muitos anos tem visto realmente é uma mais-valia na verdade quase um super poder todas as oscilações que o único mês pode trazer para o meu dia a dia estou muito feliz e espero manter isso esse novo olhar para a menstruação e para o nosso corpo por que acontece com ele parece que tá ganhando fôlego [Música] em 2018 abril inteligência falo com quase 9 mil garotas de todo o brasil sobre a menstruação quando elas tiveram que escrever o quê que era a menstruação
para elas menos de cinco porcento dessas meninas associou o sangramento mensal alguma coisa nojenta é mas essa visão natural mais natural da menstruação ela não se dá para todos ela se dá especialmente dentre as garotas que têm mais acesso à informação essa informação que pode estar dentro de casa na conversa com a mãe com as irmãs com todas as mulheres o ciclo seja pesquisando sobre o tema na internet seja na escola quanto mais informada aí é aquilo - 6 do menos vergonha mais confiança aí a gente conversou com a laís que tem 19 anos e
a caloura de letras na usp que é um bom exemplo sobre isso que a gente tá falando eu tenho uma relação muito boa com a minha menstruação então acho que percebi que meu sangue de uma a mais carinhosa e empodera de perceber que é um sangue sem violência a pesquisa de abril inteligência também identificou que muitas dessas meninas tem um desejo grande de que a menstruação deixa de ser tabu elas querem falar sobre isso livremente por isso que tabu foi a terceira palavra mais citada na pesquisa a gente consegue perceber com isso que quanto mais
naturalmente esse tema foi abordado melhor vai ser para as pessoas que menstruam que se mudem de informação que vão saber mais sobre o próprio corpo e sobre saúde e acredito que a gente deve respeitar as fases desse aprendizado né a gente tem meninas que têm uma percepção a gente vai ter adolescentes com outra percepção jovens contra percepção as informações também precisam chegar de maneira que ela se sinta confortável e desbravar por ela mesmo esse universo minha menina tem menos de 10 anos então ela tem uma fase e acredito que é através desse pegar na mão
oi e para as próximas fases que essa conversa pode evoluir de uma maneira positiva nesse segundo episódio do nosso sangue a gente explorou o começo do ciclo menstrual e como a menstruação impacta a vida pessoal e social de diferentes mulheres no próximo episódio a gente vai investigar uma questão que toda pessoa que menstrua já deve ter cansado menstruar ou não menstruar eis a questão até lá vem com a gente né e aí o nosso sangue é uma produção no mamilos em parceria com a frente livre sempre live foi lançado em 1974 e desde então trabalha
para deixar as mulheres mais seguras e confiantes no dia a dia com seu ciclo menstrual atualmente a marca oferece 12 tipos diferentes de absorventes com variados tipos de cobertura com ou sem abas para diferentes intensidades de fluxo e mais recentemente a calcinha absorvente tudo isso para respeitar e acolher a diversidade de corpos que menstruam simply livre também foi a primeira marca de absorventes a utilizar um líquido sintético vermelho ao invés do tradicional líquido azul parece uma mudança simples mas foi um grande passo em direção a quebra de tabus sobre a menstruação esse também é o
objetivo da marca ao apoiar a minissérie nosso sangue eles entendem que é fundamental informar menin e para quebrarem o silêncio a respeito da menstruação assim como gerar discussões sobre os tabus que permeiam esse assunto só assim teremos mulheres realmente livres e e a minissérie do mamilos nosso sangue é uma produção do b9 a coordenação geral é de carlos merigo juliana bauer e cris bartis direção alexandre potascheff produção beatriz fiorotto roteiro cris bartis com apoio de água o vinícius edição mariana leão com trilha musical de and long identidade visual bárbara se divertir coordenação digital a g
barros pedro strazza e lucas de brito atendimento e comercialização raquel case mala camila mazza e tem uma cenário apresentação de uva lower e cris bastos a [Música]