e aí e aí o olá sejam bem-vindos e bem-vindas ao terceiro módulo do treinamento cuidado em saúde desenvolvendo competências relacionais para o atendimento de usuários de álcool e outras drogas porque devemos nos preocupar com comunicação em contextos de saúde porque estamos interessados em oferecer o melhor e mais apropriado cuidado aos pacientes se você conversa com seu paciente mas ele não é só vi sua mensagem não entendi a sua real condição o quais são as opções de tratamento por exemplo isso pode influenciar o processo de recuperação além disso habilidade de comunicação são necessárias não apenas para
o atendimento de pacientes e seus acompanhantes mas também para que uma melhor relação seja estabelecida entre equipes de cuidado considerando a importância do tema assim como uma possível escassez de iniciativas de formação continuada o que se refere ao desenvolvimento de habilidades de comunicação efetivas para a condução de atendimento centrado no paciente nós temos abordar neste vídeo dois modelos de atendimento como possibilidades para o cuidado de usuários de álcool e outras drogas o primeiro deles conforme citamos no informativo do módulo são técnicas da entrevista motivacional propostos por me ligou né e o segundo denomina-se modelo expandido
dos quatro hábitos de autoria de autores no organismo ambas as estratégias podem ser vistas à luz um guia para a construção de entrevistas clínicas desenvolvidas em contextos de saúde os passos a serem seguidos segundo este ria considerando as etapas aplicáveis à condução de atendimentos contínuos como na prática se realizam os atendimentos à usuários de álcool e outras drogas são um iniciar a sessão o que inclui o estabelecimento de vínculo dois colher informações três promover estrutura isto é indicar início e fim para os diferentes momentos do atendimento quatro construir ou fortalecer a relação um acidente envolvendo
um no processo de atendimento cinco explicar e planejar por meio de um processo conjunto de tomada de decisões e seis finalizar a sessão seguiremos então com a descrição dos modelos sobre a entrevista motivacional a entrevista motivacional é um método diretivo centrado no paciente contado a aprimorar a motivação para a mudança explorando resolvendo ambivalência os princípios gerais da entrevista motivacional são expressar empatia desenvolver discrepância evitar a argumentação lidar com a resistência dar suporte a alta eficácia faremos agora cada um desses princípios importantes para a condução de ações de tratamento que usuários de álcool e outras drogas
baseadas em evidência é o primeiro deles expressarem empatia deve ser empregado desde o início do processo de atendimento até o final a empatia caracteriza-se como habilidade de reconhecer os sentimentos e dificuldades de uma outra pessoa considerando o seu ponto de vista para a proposição de possíveis mudanças sendo assim a empatia uma atitude de aceitação ou seja de acolhimento do ou sem julgamento ressalta-se que a aceitação não significa concordar com que o paciente está fazendo mas sim buscar entender suas razões para agir da forma como está agindo devido à importância da empatia como uma habilidade para
atendimento de usuários de álcool e outras drogas nosso próximo e último módulo do treinamento será voltado somente a ela o segundo princípio da entrevista motivacional desenvolver discrepância significa auxiliar o paciente a perceber que existe uma diferença entre o comportamento que ele apresenta no presente e seus objetivos futuros muitas pessoas que buscam por atendimento já percebem a diferença entre quem são no momento e quem gostariam de ser portanto um dos objetivos da entrevista motivacional é planejar ações em conjunto com o paciente que permitam que os projetos de vida sejam desenvolvidos quais comportamentos o paciente gostaria de
mudar quais razões ele percebe para realizar mudanças em sua vida nesse ponto salientamos o terceiro princípio evitar a argumentação no sentido de evitar confronto confronto pode ser traduzido como a indicação persistente que o paciente possui problemas e precisa mudar enquanto o próprio paciente defende o seu ponto de vista tais interações de confronto não resultam em resultados positivos para o paciente em termos de mudanças e com o a realizar caso paciente se mostre resistente a uma certa abordagem utilize outras estratégias que permitam que ele esteja aberto ao processo de mudança portanto não confronte e não discuta
o que nos leva ao quarto princípio lidar com a resistência que significa não impor um ponto de vista mas convidaram o paciente a considerar novas informações tendo como principal ator é encontrar novas perspectivas para avaliar seus próprios comportamentos o último princípio envolve dar suporte a alta descarga alta eficácia se refere as crenças de uma pessoa sobre suas próprias habilidades para cumprir determinada tarefa ou atingir determinada meta desta forma é um elemento-chave para que um processo de mudança de comportamento ser estabelecido um objetivo geral da entrevista motivacional é aumentar as perspectivas do paciente sobre a sua
capacidade de mudança as minhas elementos da entrevista motivacional tão importantes ferramentas no tratamento de usuários de álcool e outras drogas assim como outros modelos de atendimentos gerais em saúde mental podem auxiliar o desenvolvimento de práticas são baseadas em evidências e contextualizadas aos recursos existentes conforme indicamos anteriormente iremos abordar neste vídeo enquanto o segundo modelo de atendimento o modelo expandido dos quatro horas este modelo é um produto da soma de dois modelos de comunicação o modelo dos quatro hábitos proposto em 1999 e um conjunto de 6 habilidades de comunicação proposto em 2014 o modelo resultante denominado
modelo expandido dos quatro lados aplica a proposição de etapas definidas de atendimento a pacientes que apresentam questões relacionadas à saúde mental considerando o uso de álcool e outras drogas como uma questão de saúde mental pública indicamos o uso do modelo oi para atendimento daqueles que estão vivendo com transtornos uso de substâncias o modelo é formado por hábitos e habilidades queremos descrever a seguir o termo hábito ele é usado para denotar uma forma organizada de pensar e agir durante um atendimento os quatro hábitos são investir no início do atendimento abordar a perspectiva do paciente demonstrar empatia
e investir no fim do atendimento um dos objetivos dos quatro hábitos são estabelecer vínculo e construir confiança facilitando a troca de informações e demonstrando preocupação aumentando a possibilidade de adesão e resultados de saúde positivos perceba que o processo segue uma estrutura lógica que quanto mais for praticada mais naturalmente será executada hábito um investir no início de acordo com o modelo prestar essas devem ser cumpridas no início da entrevista clínica criar me inclua ele citar as preocupações do paciente e planejar o atendimento o início da entrevista é um momento-chave para estabelecer uma relação de confiança caso
não seja a primeira vez que esteja atendendo o seu paciente utiliza esses momentos iniciais para reforçar o vínculo já existentes sendo assim propõe-se que os primeiros segundos de atendimentos sejam usados para criar uma atmosfera acolhedora entendeu paciente a sensação de segurança o caso haja acompanhantes pergunte seus nomes e sua relação com o paciente caso não os conheça os contribuem para o estabelecimento de conexão pessoal caso seja possível e considerando o contexto de um primeiro atendimento busca informações sobre o histórico do paciente anteriormente a consulta consultando prontuários ou comunicando-se com um membro da equipe que tenham
conhecimento de tais informações dessa forma um diálogo sobre o histórico do paciente permitirá que possíveis avanços lapsos ou recaídas sejam identificadas quanto aí visitar as preocupações do paciente o modelo indica que é necessário determinar as razões pelas quais a pessoa busca cuidado naquele momento e para tanto duas estratégias são recomendadas a primeira sugere abordar as preocupações através de questões abertas como por exemplo eu gostaria de começar tem uma ideia de quais são as suas preocupações com relação à sua saúde hoje ou para o que você é de ajuda hoje já segunda propõe o uso de
frases ou expressões de ligação como por exemplo continue por favor comportamentos não-verbais como assentir com a cabeça também devem ser utilizado recomendo esse sensibilidade para abordar as preocupações uma vez que algumas delas podem ser condições estigmatizados e portanto mais difíceis de serem citadas indique ou reforce ao paciente que o contexto de atendimento é seguro em seu objetivo principal é auxiliar em seu processo de recuperação com relação à a terceira tarefa planejar a visita torna-se necessário repetir as preocupações relatados pelo paciente a fim de verificar sua compreensão corresponde ao que foi descrito nesse momento informe ao
paciente que irão trabalhar na construção de uma agenda clara para o restante daquele atendimento uma estratégia bastante importante é priorizar os aspectos mais relevantes considerando que o tempo de atendimento é limitada por exemplo e no caso de um paciente relatar estar vivenciando fortes desejos de consumir álcool e outras substâncias este deve ser um ponto essencial é sempre curtindo considerando que esse desejo tem potencial para se transformar em lapso o iniciar um processo de recaída caso o paciente traga muitas demandas você pode dizer eu gostaria que nós tivéssemos tempo para falar sobre todas as suas preocupações
hoje porém teremos que decidir sobre quais pontos vamos abordar de forma mais profunda podemos no próximo atendimento retomar os pontos sobre os quais não conseguimos conversar hoje o ato 2 e licitar as preocupações do paciente what2 é usado para avaliar o ponto de vista do paciente sobre o significado dos sintomas e o pedido de cuidar serve para pelo menos duas funções é importante mostrar respeito pela experiência individualidade do paciente e reunir informações clínicas de maneira eficiente este hábito pode ser melhor descrito por três tarefas número um identificaram que o paciente avalia como as causas de
suas dificuldades número dois identificar as solicitações do paciente e número três explorar o impacto dos sintomas do bem-estar físico psicológico e social do paciente quanto à avaliação das causas das dificuldades ou sintomas elas são importantes informações que auxiliarão no momento em que as estratégias de tratamento serão abordadas permitindo que as ações planejadas sejam contextualizadas as causas citadas pelo paciente é mais prováveis de serem colocadas em prática a segunda tarefa identificará a solicitação do paciente significa mapear as expectativas do paciente quanto ao atendimento utilize frases como por exemplo como você espera que eu possa ajudá-lo hoje
a terceira e última tarefa deste segundo lado envolve explorar o impacto dos sintomas na vida do paciente os autores do modelo e vão um ponto muito interessante sobre essa tarefa se refere ao fato de muitos profissionais hesitar em explorar o impacto da doença em atividades da vida diária do paciente por medo de iniciar uma longa discussão de problemas para os quais podem ter poucas soluções entretanto tais impactos são muito importantes para que o plano terapêutico seja contextualizada tá esse problema auxiliando para que o paciente tenha maior qualidade de vida a este segundo ab modelo expandido
propõe a utilização de três habilidades maior ênfase em explorar emoções como funciona a outra habilidade explorar a perspectiva do paciente a fim de obter informações sobre os pensamentos emoções e comportamentos do paciente sobre seus problemas inclusive aqueles relacionados ao consumo de álcool e outras drogas e por fim explorar os recursos do paciente estratégias que tenham se mostrado efetivas para lidar com questões relacionadas à saúde mental anteriormente a arte três demonstrar empatia lembro que as divisões feitas sem hábitos e tarefas o habilidade são didáticas de forma que o processo de atendimento possa ser explicado de forma
clara a demonstração de empatia ponto principal do terceiro hábito deste modelo deve ser empregado em todos os pontos para atendimento clínico demonstrar empatia envolve estar aberto as emoções do paciente buscando acolher o sofrimento através de expressões verbais e não-verbais informa que o paciente perceba que o profissional está completamente presente naquele momento alguns exemplos são eu posso ver que você está preocupado eu posso entender porque você se sente dessa forma eu quero ajudar vamos trabalhar juntos ou você está indo bem uma preocupação muito comum com relação a essa tarefa de resumo é a seguinte questão como
possível sentir empatia e não se sentir sobrecarregado com os deveres de cuidar do paciente e o informativo do módulo indicamos algumas dicas de autocuidado para que profissionais estejam também atentos aos seus próprios sinais de esgotamento com relação ao trabalho modelo que propõe as habilidades também enfatiza a demonstração de empatia reforçando que ela deve ser demonstrada de forma explícita através de linguagem verbal e não-verbal como contato visual e gestos indicadores de que o profissional encontra-se atento ao conteúdo emocional sendo compartilhado pelo parceiro do próximo e último módulo do treinamento abordaremos aspectos específicos sobre a empatia enquanto
ferramenta terapêutica abre quatro investindo o fim do atendimento modelo enfatiza também enquanto o quarto e último hábito aspectos relacionados ao final do atendimento caso seja o objetivo esse é o momento de informar diagnóstico caso as informações coletadas tenham sido suficientes para atingir em caso de atendimento conte-nos o foco será nas tarefas que ele estará seguir e tais tarefas também são essenciais no caso de entrevistas iniciais as tarefas são encorajar o paciente a participar do processo de tomada de decisão negociar o plano terapêutico em são dar a adesão quanto o processo de tomada de decisão existem
evidências de pesquisa indicam que quanto maior for a participação do paciente no processo de decisão maior será a probabilidade de ele ou ela agir de acordo com o planejamento terapêutico feira na mesma fórmula após acordar um paciente quais serão os próximos passos deve-se avaliar a compreensão do paciente conta os aspectos acordada assim como caso existam acompanhantes o quanto eles compreenderam quais ações seguirão aquele atendimento negociar o plano de tratamento em são dar a adesão pressupõe que o paciente esteja compreendendo o processo em que saiba as razões pelas quais as ações planejadas como por exemplo participações
em grupos de ajuda mútua o comparecimento aos grupos terapêuticos ofertados pelo serviço são necessárias o profissional pode dizer por exemplo eu gostaria de passar alguns minutos discutindo o seu plano de tratamento para que você entenda o que estou sugerindo é porque materiais informativos como panfletos educativos podem ser entregues nesse momento da mesma forma combinações gerais e específicas sobre o atendimento podem ser entregue seja em forma de tópicos desenhos colagens seja em outras estratégias gráficas que estejam de acordo com o perfil do paciente avaliação nos contextos de vida do paciente são extremamente importantes para definir estas
ações por exemplo um paciente que esteja vivendo em situação de rua e compareça ao serviço de atendimento em saúde mental de forma regular pode optar por guardar os recordatórios sobre os pontos discutidos durante o atendimento no próprio serviço de saúde os momentos finais também devem ser usados para levantamento de possíveis barreiras e terapêutico para sábado informar predizer estratégias a serem usadas caso tais barreiras se manifesta em na prática por exemplo em caso de fissura o forte desejo de consumo de substâncias o que o paciente pode fazer a este hábito podem ser tomadas duas habilidades promoverem
site isso é o paciente esteja consciente de suas possibilidades e responsabilidades com relação ao tratamento assim como promover é empoderamento por meio das estratégias de enfrentamento para ambas essas habilidades quanto o paciente se sente capaz de agir conforme o planejado durante o atendimento isto é sua alta eficácia é fundamental para a adesão finalize o atendimento avaliando a compreensão do paciente contou que foi dito coloque-se como um profissional de referência a quem ele possa recorrer caso necessite a gente os próximos atendimentos e quando necessário faça os encaminhamentos necessários para que outros aspectos do contexto do pai
sim não sou e deixa atendimento em específico possam ser abordados por outros profissionais aí do serviço ou da rede de atenção psicossocial entendemos que são muitas informações e que a inclusão de novas práticas e nossa rotina de trabalho exige tempo e dedicação e para o objetivo do nosso treinamento é abordar um dos diversos fatores que podem influenciar o atendimento de usuários de álcool e outras drogas a relação terapêutica estabelecida entre profissional e usuário entretanto isso não significa dizer que apenas as habilidades profissionais devem ser desenvolvidas pensando em um contexto de saúde pública brasileira investimentos na
rede de atenção psicossocial são fundamentais para que as ferramentas necessárias ao trabalho dos profissionais estejam disponíveis a responsabilidade pela qualidade do atendimento prestado não passa somente por atitudes e comportamentos dos profissionais mas também pela existência de condições dignas de trabalho muito obrigada e até mais e aí