[Música] imagina 8 horas numa mesa né direto fazendo só aquele movimento ali naquela mexendo com os braços coisas assim [Música] ah todo dia eu pegava a faca e a desossar tirava a carne do osso a mesma atividade o dia inteiro amanhã até a final da tarde [Música] é que tinha que tirar tipo a cartilagem tirar os ossos do peito às vezes Tinha que abrir ele no meio às vezes é quando era para exportação ela era o peito inteiro [Música] a gente tem que manter esteira cheia sempre tem que ir a esteira cheia de carne preparadinho
bem arrumadinha para que passe no forno e sai na embalagem [Música] assim a gente tinha era umas mesas com número cada pessoa tinha o seu número [Música] de 3.700 por hora [Música] tem que tirar bem a carne do osso não pode ficar carne tem que tirar a cartilagem não pode ficar de lado tem que cuidar para não rasgar a pele [Música] pega o peito pega o lado da coxa coisa [Música] era 10 copinhos mas era por segundo era muito muito carne muito muito não sei como explicar tinha que encher 365 mil Buraquinhos a cada cobrança
de produção e produção produção faz a conta tem dia que eles fazem até 6 toneladas de peito recheado e coisa e ainda descobrindo uma outra coisa tu não conseguia mais vencer o serviço depois era muito apurado muito apurado daí tu não conseguia vencer tu tinha que prestar atenção ali abaixar a cabeça e dá conta do recado [Música] se demorasse Olha você sentasse uma mosca no rosto da gente não dava tempo de fazer assim com a mão para você tem que cumprir o que eles colocar na esteira eu acredito que eram seis segundos eu acho desossar
uma peça [Música] porque o ritmo é muito acelerado tem épocas que não mas aí tem épocas que eles firmam contrata de exportação lá tantas toneladas lá eles têm que fazer aumenta a velocidade da linha e tem que tem que andar [Música] de quatro cinco por minuto 1800 por dia e é bem acelerado [Música] você tinha que vencer ela né era muito rápido vinha muito rápido ela é muito muito rápido [Música] [Música] [Música] nós chegava 5:30 bati o cartão né Não sei se tem todo o procedimento sentada na empresa lavar as mãos né lavar as mãos
com álcool lavar a mão com uns produtos lá lavar a bota aí nós se preparava um pouco antes amorava as facas via como é que tava o material de trabalho da gente e depois disso nós ia fazer a rotina mesmo do trabalho né o serviço que tem que fazer no dia a dia né eles tinham aumentar o abate o máximo por exemplo para matar pelo menos de 800 eles queria tentar matar meu boi antes do almoço entende que o abate parava entre 11:30 meio-dia 11 11:30 meio-dia então quanto mais eles diminui esse prédio a meta
de produção dele chegar tentar chegar até meu boi de manhã seria mais já porque na parte da tarde sobraria mesmo entende ou seja conseguiremos matar 1200 bois sem aumentar funcionários sem aumentar a despesa de Fora isso lá tem uma meta por mês entendeu tem uma meta por mês você tem que fazer essa meta por mês entendeu aí para fechar essa meta tinha que acelerar e às vezes a gente acelerava se a gente não acelerar as vezes a gente tinha que ficar fazendo hora extra para poder cumprir essa meta às vezes no final do mês fechava
a produção ele aumentava a velocidade da máquina né para fechar a produção porque assim a gente bati o cartão SIM por uma bate acabava depois das 8 horas trabalhadas e nisso eles não pagava era extra e era aquele rolo tem muita muitos amigo meu que que tá ainda na justiça contra eles né eu mesmo eu mesmo ainda tô né a respeito disso de hora extra tempo que eu trabalhei de faqueiro ele não pagaram é prêmio essas coisas ainda tá indo [Música] chegamos agora aqui na frigorífico a ideia de fazer uma avaliação Geral das condições de
trabalho e também da parte de legislação né Principalmente a questão da jornada de trabalho o excesso de jornada é um dos principais fatores de do aumento do risco de acidente de trabalho nesse tipo de atividade e também vai ser um foco da nossa da nossa inspeção mas a ideia primeira mesmo é de avaliar as condições de trabalho aqui do frigorífico aí mas desempenhava a função que era necessário para o corpo né o corpo tinha condições desempenhar a função e fazia aquele trabalho não trabalho para dizer assim ele empunhava um trabalho em cima da gente trabalho
que você não conseguisse fazer a gente forçava mesmo quando ele falava hoje eu quero 80 90 amassada aí a gente trabalhava um pouco mais Mas dava para fazer É corrido né Tem parte é pesado entende e sem falar que você é uma área de risco porque você imagina ou tá trabalhando na plataforma aqui com você ó aqui do meu lado tem um faqueiro tem que fazer a pata do boi aliás esfolar que fala com a faca aí do lado se eu tenho outro porque tem um alicate que depois que eu sobe corretor escola passa eu
passava para ele a pata ele cortava no alicate esse mocotó ele fazia outra parte dele você toma o seu devido cuidado ali você aprende ali você procura trabalhar entende mas é o grau de dificuldade é grande [Música] a condição estrutural do prédio não é adequada para uma produção no frigorífico e eles batem 400 cabeças com essa estrutura precária de limitação física entendeu Você percebe sobrecarga de trabalho de alguns trabalhadores entendeu então é um problema estrutural proximidade muito grande trabalhador trabalhando com faca né A questão da prevenção com relação a queda em altura sobrecarga física ou
o problema estrutural de coleta no piso do sangue da Graxa e da Graxa de carne de sangue que não coleta adequadamente o cara pode escorregar é um serviço estressante entende é um serviço desgastante porque ali Você trabalha do lado estufa que tem calor você trabalha sobre pressão né o pai de família que está ali ele depende do emprego Então por mais que eu reclame ele fala para o pessoal de comissão de CIPA de técnico ali ele também tem um medo né tem um receio né porque ele fica cobrando cobrando ele não vê a situação dele
depois ele começa a cobrar aí a pessoa começa a mudar de setor de serviço então ele tem um receio de ser mandado embora duas vezes é o dia tinha ginástica mas acho que era uns dois minutinhos mas você não tinha tempo que você fazia ali mesmo onde você tava trabalhando cinco 10 minutinhos né ele fazia os alongamentos os braços as pernas as costas porque a gente fazer um exercício com os aquecimento antes de começar o trabalho mas mesmo assim tinha dias que você já chegava cansado nem sempre tu chegava no trabalho recuperado do dia anterior
[Música] a gente começou a três meses depois quando eu saí de lá com esses 11 anos que passou cada vez eles exigiu mais quanto mais estudar a conta mais ele disse que tu desse profissão eu já desossava sete coxas por minuto [Música] simplesmente analise levou assim não se você faz em 15 segundos essa tarefa você faz quatro vezes isso em um minuto bom se você faz isso em um minuto você vai fazer isso em você eles vai projetor para uma hora e para uma jornada isso foi introduzido assim de uma forma eminentemente de uma vista
de produção não se questionou o custo de manter esse sistema por exemplo uma desossa de perna de frango por exemplo tem 12 cortes né e mais seis outros movimentos pega a perna atira o osso atira a perna coloca o produto então esses doces cortes em 15 segundos 12 cortes em 15 segundos [Música] mas seis outros movimentos então são 18 movimentos para desossar em 15 segundos uma perna de frango [Música] 12 cortes em 15 segundos mais seis outros movimentos então são 18 movimentos para desossar em 15 segundos uma perna de frango que é coxa e sobrecoxa
é extremamente comum encontrarmos trabalhadores no setor de frigoríficos exercendo de 80 a 120 movimentos em um único minuto estudos médicos dão conta de que até 35 movimentos por minuto se está dentro de um padrão de segurança para a saúde do Trabalhador portanto nós estamos falando de três vezes mais movimentos em um único minuto do que esse limite considerado Seguro para tirar o chão se não tirasse não ia nem almoçar tinha que vencer então levava O Show daí acende a luz tem uma luz né sente aquela luz lá o cara que tá abastecendo ali no meio
ele vai abastecer [Música] eu acordava as duas horas da manhã pegava condução às 3 horas da manhã chegava na empresa eu primeiro tinha aqui me trocar me arrumar quando tava pronta para o trabalho aí sim bateu o ponto aí eu tenho o ritmo de trabalho ele já vai diminuindo porque tu já vai ficando mais cansado já vai surgindo algum problemas né então ali eu já tinha a sensação de que eu tava me sentindo mal lá dentro né tinha dias que eu chegava na empresa eu me arrependia porque eu tinha ido mas mesmo assim eu nunca
deixava de ir né porque eu sabia que eu tinha meus filhos para sustentar e eu era sozinha Tinha que trabalhar porque eu era sozinha para sustentar os filhos [Música] muitas vezes a gente trabalhava sobre a pressão do encarregado Às vezes a gente fazia tava fazendo já o possível mas ele queria mais o que mata eles é como uma cobrança cobrança e cobrança né porque eu pensava assim eu chego lá eu pensava assim eu chego lá e trabalho depois que eu peguei a mãe da coisa né digo né não você demora vem não tem que fazer
isso o outro cobra eu lembro assim que tinha dia assim que a pressão era tão grande que às vezes vinho japonês visitar as pessoas de fora que comprava o produto e a gente ficou brava tanto tanto tanto assim que aquilo ali tu Chegava a tremer quando ele chegava em cima de ti assim te cobrar era muito nervosismo a pessoa não aguentava sabe ouvir tanta coisa e não poder dizer nada porque dissesse alguma coisa que pode até botar para a rua né então tu tinha que ouvir e ficar quietinho ali e por isso ficava guardando tudo
para a gente daí claro que fica doente né porque o serviço era muito pressionado era muito uma caixa de coxa e sobrecoxa de 20 kg antes de cortar em 6 minutos 6 minutos e meio então era muita pressão entende então você não tinha como você dizer meu Deus se olhar para o lado ali no banheiro para o teu show virava então é 20 kg de coisa para te cortar em duas não tá chão vai te cortar em seis minutos cinco minutos então é daí eu olhava para aquilo lá estava meio doente já tava bastante doendo
comecei a chorar disse eu não aguento mais eu vou morrer aqui dentro eu tinha até medo de que fosse mandado embora né porque eu sabia que a pessoa quando começava a se afastar por causa de problemas de saúde Principalmente quando é problema na junta do braço ou coluna A empresa demite e é que nem eu falei antes já né Eu como eu tava sozinha Tinha que trabalhar para sustentar os filhos eu não queria testado tem muitas vezes eu falava para o médico né Eu não vim trabalhar para pegar atestado eu quero me tratar porque eu
quero que alivia a dor porque não adianta eu me afastar e ficar sentindo dor porque ao mesmo tempo que eu senti a dor Eu sabia que eu tinha que trabalhar não era [Música] muitas vezes levantado duas horas da manhã sem ter dormido na verdade deitado mas não consegui dormir [Música] a indústria frigorífica é orgulho para nós o mundo porque nós comemos muito mercado né no mundo todo não está tem interesse em prega muito uma cadeia muito longa né o Estado tem interesse que essas empresas consigo cada vez ficar maior interesse da sociedade só que ela
tem que chegou a hora de você voltar para essas questões também o mesmo estado brasileiro que quer deseja e estimula o crescimento econômico tem que também contabilizar entre os gastos essas esses acidentes e essas doenças são realmente os maiores contribuintes as empresas que dão maiores retornos de FM para o município então ao mesmo tempo em que a gente está cobrando a empresa tem toda uma imagem perante essa comunidade e as autoridades municipais que não é o que a imagem que a fiscalização tem e não tinha muito que tu conversar com os companheiros a gente procurava
fazer uma brincadeira entre a gente né tipo acumular as formas tipo atrapalhar quem tá pendurando vou dar uma Pisadinha assim né para tipo como é que eu vou dizer para relaxar um pouco a atenção do trabalho né porque tipo elas não queriam nem que conversassem supervisora dia tá muita conversa e pouco trabalho e as mulherada trabalhavam muito trabalhadeira antes da mesa é tudo fechado é tudo um monte de gente trabalhando é barulho daí ainda mas é porque eles começaram a proibir a conversa não podia nem conversar com o colega do lado fica dizendo que atrapalhava
e tal aí você ficava o dia inteiro lá nem muda lá dentro né você fica Deus livre chegava aqui no dia do [ __ ] não para não pode olhar para o lado não dá para ir no banheiro né foi mais que duas vezes o banheiro já vai para o escritório passou uns 5 minutos vai para o escritório 5 minutos dá para você subir sozinho até o vestiário das mulheres há cinco minutos tu não tem liberdade para tu ir no banheiro tu não pode ir sem tu pedir ordem por supervisor ter um encarregado teu isso
aí é crueldade e tem gente que até logo fica lá dentro eu tipo assim eu começava a chorar eu não queria mais ficar lá dentro até um dia desse meu marido não vou mais trabalhar e acabou eu sempre achava que a depressão era um uma farsa pessoas sempre pensava assim né isso aí eu tinha comigo né tenho que não pode né em vez não né que não vai vai que te leva ele não queira mas você conversa com o setor médico serviço médico dessas empresas não todo o caso de pressão de frigorífico é porque brigou
com o marido porque é um marido uma mulher traiu não sei o que morreu o pai morreu a mãe morreu a Timor o vizinho eles negam aquilo que eu comento é o processo de negação isso não existe depressão não é culpa do trabalho e eu achei que não existia depressão e ela é desgraçada eu tava interado que nós podemos perceber no judiciário trabalhista que o volume de transtornos mentais relacionado ao trabalho doenças neurológicas relacionadas ao trabalho ou doenças em geral tem aumentado aumentado bastante especialmente por essa conduta febril é produtividade acelerada essa competitividade [Música] eu
tive problema de tendinite problema muscular Devido ao trabalho repetitivo ali na prensa para poder dar venceu a velocidade que a nora tinha né quando demos cinco anos comecei a sentir dor e cada vez fazer uma coisa os médicos davam que não não tem nada agora por fim foi foi apertando né deu um monte de coisa lá o seguinte eu tenho todos os exames ali né deu C4 C5 nas costas derramamento no ombros eu não saberia nem assim chutar um número mas é uma porcentagem bem grande assim de 80% mais ou menos do público atendido na
reabilitação aqui na região é de frigoríficos ainda é um pouco difícil porque o círculo vicioso ele já foi criado né o trabalhador é do S vem para o INSS a gente não consegue retornar ele fica aqui e as empresas vão contratando outras pessoas Então já criou um ciclo para agora para desfazer não é tão rápido e fácil todo dia enfermaria tava cheia cheia de gente cheia um dia se faltava 10 pessoas e tu sabia que realmente estava doente que às vezes tu fala assim tu olhava para aquela pessoa ela tava até roxo de tanta febre
no começo parece que ela não dorme direito então mas a gente chega ao fim de semana ela dá uma descansada aí depois Com o tempo ela percebe que não que mesmo fim de semana não são suficientes para que ela se restabeleça seja do ponto de vista físico que seja cansaço aí dores localizadas no começo E essas dores vão se generalizando continentes problemas de ombro cotovelo punho pescoço muita exigência né assim Acho que tem a questão também do levantamento de transporte de cargas nessas empresas a própria posição né assumida nas linhas de produção às vezes no
tempo em pé sentado é chamado a temperaturas Frias e também a gente encontra um grande quadro de Sofrimento psíquico associado existem alguma coincidência aí ou isso realmente decorre do fato de trabalhar porque existe uma possibilidade de coincidência de acaso mas será que é o acaso alcança tantas pessoas e no número tão grande quando comparada 30 milhões de trabalhadores cinco milhões de empresas 1300 econômicos então primeiro passo nosso foi fazer um mapeamento epidemiológico é a da Previdência Social Isto é é o banco de dados da Previdência Social o mercado de trabalho no setor de frigoríficos emprega
mais de 750 mil pessoas nesse país 250 mil no setor diabetes de bovinos e mais de meio milhão de trabalhadores no setor de abate de aves e suínos essa população se expõe tal qual as demais populações concorda trabalhar em banco trabalhar em hospital livraria Comércio Serviço enfim existe uma adoecimento que é esperado basta estar vivo você destacando o segmento das onze que bate vezes onde se insere frigorífico se verifica que queimaduras e corro razões tem seis vezes mais doentes com Queimados por queimadura quando comparado com os demais Trabalhadores chega 596 por cento o excesso de
risco brincadeira abate de aves suínos pequenos animais perplex nervosos sintom do carro o excesso de risco é de 743 por cento o excesso de risco espaplex nervoso que eu trabalho insistiu ele eu precisava de um tempo para me recuperar E para ele esse tempo para ele não existia essa doença [Música] eu praticamente ia procurar ele cada semana né E era Diclofenaco de Sódio era anti-inflamatório era o que ele fazia e várias pessoas se queixavam porque todo mundo ia lá consultar é o que ele fazia era dava um Diclofenaco e tudo bem mandava trabalhar ele nunca
mandou fazer um exame um raio-x ele nunca mandou fazer tudo que tu tinha Diclofenaco ah falava assim hoje ele vai consultar com o doutor Diclofenaco porque era só isso que ele dava mesmo pra gente tomar então apelido dele era esse Doutor Diclofenaco acho que é tava com alguma coisa era Diclofenaco pelo sódio E tu só recebe o voto Quando tu vai ser mandado embora aquela maneira né porque eu achei que eu nunca tinha trabalhado de carteira assinada que a gente quer valorizado né então pode acontecer qualquer um mas eles podiam que nem me deixava nenhuma
perícia homem caminhar para o INSS né uma coisa assim eles não me deram Liberdade aquilo que para mim foi foi chocando né porque daí então assim eles me julgaram fora Nem só eu quantos né então não posso dizer que foi o único tanto tempo que você tá lá com saúde e tal você serve para eles né quando começa a dar problema de saúde daí você é um estorno na empresa né eles dá um jeito de tirar você fora do grupo queria vontade de chegar numa firma pedindo emprego né para trabalhar eu vou lá trabalhar um
dia para não mais eu acho que que né hoje eu rir tudo tudo com os exames né ele não vai fazer exame da coluna vamos ver desde o teu andar tudo torto Não né Esse é um problema né a carretilha ela se prendiam na outra e quando uma perna ia a outra ficava aparada então quando a outra chegava de escapar o boi vinha vinha com tudo e eravisado para estar mudando isso foi avisado para os testes grandes para estar mexendo nisso aí né para estar deixando legal para a gente trabalhar de uma forma melhor né
E não foi e não foi feito aí nesse dia aconteceu isso aí escapou quando o boi veio eu tava tirando a pata dianteira dele foi onde ele bateu no meu braço direito que é o braço da faca né no outro eu tava segurando a faca atingiu o meu braço esquerdo que foi feio o negócio que cortou feio mesmo e aí eu perdi o movimento do quarto e do quinto dele e até hoje eu não tenho não tenho movimento Mas 100% 120 pontos por dentro e por fora quando eu fui mandado embora da empresa eu fazia
mais ou menos um mês e meio que tinha feito cirurgia no pé aí fiquei 15 dias afastada e retornei quando eu fiquei eu acho que cinco dias que eu trabalhei no setor daí eu fui mandado embora [Música] Vamos trabalhar em cima disso eles não estão fazendo porque o que aconteceu é mais barato começa a descer [Música] demite e eu que a gente tem visto vai lá começa vai vai começar a descer [Música] Rua Chama outro a rotação é muito alta a História Natural da doença faz com que a medicina do trabalho usa essa distância entre
o início e o trabalho e o início da doença como o tempo de troca do pessoal mas só que é uma coisa assim bem difícil porque a pessoa que se criou no caso pensa criança trabalhando hoje eu tô apenas com 48 anos teria muito tempo para trabalhar ainda né [Música] não é fácil Olha eu já tive época Ainda não conseguia mexer uma panela Olha eu para ser bem sincera te dizer como quando eu saí de lá o meu supervisor ainda a minha sorte Se eu colocasse a empresa na justiça que eu tinha direito de se
eu colocasse isso eu tinha direito de indenização porque eu fui demitida com problemas mas eu não queria eu a primeira coisa que eu pensei em não prejudicar meus filhos que estavam lá porque eu já tinha sido demitida então se eu colocar na justiça meus filhos também vão ser demitido o rapaz que é o mais velho dos meninos no caso tava com seis meses se falaram que eles jamais iam pegar meus parentes né parente dele nem minha filha não é nem a filha dele eles não ia pegar na empresa quando ela ia procurar serviço tanto que
deu eu procurei outras empresas para trabalhar depois né só que era assim passava em todos os outros exames só não passa no raio x da coluna porque daí quem já trabalhou em frigorífico que tu tem que fazer raio-x da coluna abraços apresentam problema [Música] muitas vezes eu me queixo que por não poder mais trabalhar né aí diz ó mais velha mas eu acho que dava para mãe parar de pensar só trabalhar mas já trabalhou que tinha que trabalhar mãe já criou os filhos Já fez tudo por nós agora mas eu me sinto mal passear tomar
um Chimarrão porque a mãe parece assim eu me sinto envergonhada hoje muitas vezes eu me arrependo sabe porque que eu trabalhei tanto de me arrebentar trabalhar e hoje estou né sem condições de trabalhar e não tenho renda nenhuma é não é fácil agora eu tô fazendo eu tô fazendo tô fazendo bico né porque não posso trabalhar registrado porque as empresas vêm isso já quer mandar um embora né aí que acontece eu tô fazendo bico né tô fazendo bico no fazendo meio-fio né fazendo meio frio mexendo com asfalto né aí tive que aprender trabalhar de novo
segurado de outro jeito para mim poder trabalhar né para mim poder estar fazendo meu dia normal né é a profissão que eu que eu aprendi né Quase que eu tive que sair dela por causa desse acidente mas assim eu não tenho tanto estudo assim não Sou formada em nada então a única coisa que o meu medo me manter minha família querida ali eu tive que opinar para aquilo ali de novo né cara não tem escolha cara quando você não tem escolha cara com uma coisa você tem que permanecer no que você sabe tem jeito ou
aquilo que o cara aprendeu ali aquele negócio ali ele se machuca tá certo mas o serviço do cara ele tem que tem que fazer aquele ali de novo ele tem que tentar continuar aquilo ali né ele até permanece ele fica assustado igual eu fico de trabalhar de novo mas fazer o que né quer se esse bairro aqui no estado de Mato Grosso do Sul em Campo Grande São um bairro onde reside Hoje os trabalhadores em na indústria frigorífica eles na esse bairro nasce aqui em 1970 Hoje nós estamos aí mais de 40 anos os trabalhadores
Residem aqui do mesmo a situação trabalhador que começa como auxiliar na indústria virando desossador nessa indústria a condição dele é a mesma porque você tava verificando aqui que a mudança Não tem qualquer tipo de mudança na condição social dele são trabalhadores com nível de escolaridade muito baixo meu salário né muito baixo todo mundo queria entender só queriam cobrar né Mais ou menos não que não dá para ser bem sincera aumenta mesmo da empresa eu só tive um em quatro anos sai 5 horas de casa e chega 4:40 da tarde para ganhar 500 eu trabalhei 14
anos operador 6 quase ganhar mais ganhar 97 970 pila a grande realidade que o nosso país nós precisamos discutir o modelo de produção de diminuir o número de horas que esses trabalhadores estão colocados na produção Não tem outra situação hoje uma planta que deveria ter em torno de 2.000 trabalhadores para bater mil mil cabeça de gado ela tem a proporção de um por um na verdade você colocar um homem da desossar um boi inteirinho sozinho ou muda o sistema de produção ou diminui o número de horas exposta essa situação de risco que hoje os trabalhadores
nas indústrias frigorífica em qualquer lugar do país é exposto hoje então basicamente o que tem que buscar o que que o ministério do trabalho tá buscando junto com o ministério público e tal que que estão buscando é conscientizar as empresas que elas necessitam reprojetar essas tarefas o que que é projetar as tarefas introduzir pausas para que existe uma recomposição dos tecidos membros superiores da coluna introduzir pausas e algumas vai ter diminuição da produção mas nós estamos hoje todo mundo chegando só no diagnóstico do setor as empresas ainda refratárias vai ser diagnóstico na área de segurança
de saúde esses grandes empresas o valor máximo da multa 6.000 6 7 mil ainda a nossa legislação quem paga paga com 50% de desconto ou seja se você lavar 50 alça de fração num grande uma grande unidade dessas Se ele pagar se o empreendedor pagar todas as multas vai dar 150 mil você não faz nem cócegas para mudar o processo esportivo e a estrutura da fiscalização poucos auditores você faz 50 anos de infração numa unidade quando é que você vai retornar de novo um ano dois anos dois anos a mudança do processo produtivo custa muito
mais do que 150 mil Então paga as multas daqui dois anos pagamos daqui dois anos pagando de novo daqui três anos pagamos de novo e não muda o processo Elas não querem porque se na vista simples diminui a produção Mas você ganha uma série de outros outros menos rotatividade dos trabalhadores menos absenteísmo dos trabalhadores menos contingente mantido em casa com atestado de 1 a 3 dias menos afastamentos dos trabalhadores menos substituição de trabalhadores quando se ausenta o meio ambiente do trabalho é um meio ambiente agressivo aí você diz o seguinte mas dá para eliminar isso
não não dá é um ambiente complexo porque porque ele lida com Inúmeras pessoas com grau de compreensão dos mais diversos é uma estrutura muitas vezes a pretensão da empresa hierarca é boa mas ela não consegue fazer aquela ideia a pretensão do ambiente de trabalho sadio ultrapassar as barreiras da estrutura a portaria da empresa fica mais de 1.500 metros da entrada para como a indústria de alimento entende para chegar até o abate a pessoal da fiscalização eles tem que ir lá tem que trocar de roupa de fazer isso aí o que que acontece beleza entrar dentro
da indústria se aconteceu alguma coisa se tiver alguma coisa errada lá até esse meia hora vamos supor que eles levam para chegar a 20 minutos até eles entrar lá dentro já arrumou já mexeu já fez isso já fez aquilo entendeu [Música] [Música] não sei porque só quando tinha visita era mais lenta eles mudavam a rotina do trabalho era bem mais lento não sei porque que era assim só quando tinha visita é geralmente quando tem auditoria quando as linhas são tocadas uma velocidade e eles reduzem e colocam mais pessoal ou se a temperatura é muito frio
eles eles aumentam a temperatura para que não que porque eles não pagam celebridade para todo o pessoal tinha dias que ela chegava a 8 graus a gente mas eles falavam para nós que ficava entre 12 de 11 a 13 né mas não era bem isso a gente tinha acompanhado do termômetro a gente só tinha um moletom não o dia da semana não lembro não mas o dia do acidente eu lembro foi de 18 de fevereiro de 97 por volta de umas 7:30 8 horas da manhã eu não saia dentro de casa só ficava ali dentro
do barraquinho senão dando no quintal colocava a cabeça no portão ficava com vergonha dele dia das pessoas me vê daquele jeito até as pessoas que iam me visitar lá no começo eu procurava pedir para minha irmã para mim se esconder não fala que eu não tô é um impacto muito grande porque você aconteceu esse acidente eu tinha 26 anos 27 anos E toda vida foi acostumado a trabalhar na roça desenvolver atividade com os dois braços aí foi que ficou muito mesmo que até você esquecer aquilo que você já passou e aprendeu uma nova vida é
muito complicado e principalmente numa situação dessa do jeito que eu entrei na cama filha tava tinha muito gelo e o gelo entrou na bota e quando eu fui subir a escada que eu liguei a máquina que eu fui subir a escada para poder operar a máquina quando eu cheguei no último delegado pisei escorreguei e cair dentro da Mata eu ia caindo com os dois braços aí tinha um ferro de lado assim aí eu ainda consegui segurar com esse braço aqui aí a máquina que eu apoiei com esse braço ele pegou na rosca sem fim e
puxou para dentro da Mata no tempo que eu tava lá cara eu vi acidente feio que tipo de acidente de o cara cortar o dedo na serra acidente do cara a nora cortou a perna do cara tirou a perna dele fora acidente do rapaz também que perdeu o movimento dele correntão tirando do boi e os demais é acidente pequeno assim de código de dar em torneio de 15 pontos 10 pontos essas coisas assim né Eu não eu acho que eu não sou ninguém para dizer aí entende mas se eles pesquisassem no mistério de trabalho na
justiça do trabalho os órgãos que fiscaliza acidente de trabalho acidente de auxílio-doença e viesse aquele ambiente ali Eles teriam certeza que não é entende o a maravilha não é aquele recurso humano ali não deve funcionar porque porque isso é grande de cabeça duas vezes mais toma tímida abdômen três vezes mais traumatismo de ombro braço três vezes demais esse traumaticos já são clássicos a novidade aqui é que trouxe os crônicos 209 A cada 100 mil trabalhadores 209 terão algum tipo de doença relacionada a transtorno mental como você vai para o segmento ave isso vai passar 712
isso dá 3,41 ave transtorno mental 3,4 vezes mais doentes Linhares econômicos só quem sabe é quem passou às vezes as pessoas presenciais de fora vê coitado do Luna aí perdeu um braço mas fala da boca para fora não sente não passa o que a gente passou e até hoje ainda passa o trabalho é o local que o empregado vai ganhar a vida não é local para encontrar morte encontrar doenças ou mutilações e isso o Brasil infelizmente continua sendo uma questão séria A varas não trabalha nesse país em que mais a metade dos processos existentes são
de trabalhadores que vieram do setor de frigoríficos se por um lado a todo um discurso por parte das empresas de melhoria das condições de trabalho a realidade os números não demonstram bem isso então a necessidade de atuação efetiva do Ministério Público dos órgãos e fiscalização e do Poder Judiciário para o estancamento dessas demandas e da melhoria das condições de trabalho desses trabalhadores vai ser bom para todo mundo para toda a cadeia produtiva porque essa empresa inclusive vai pagar menos tributo vai oferecer para o mercado uma propaganda honesta meu meu produto que além de bom bonito
barato cheiroso gostoso ele na adoece o trabalhador que e nunca dominou lençol freático ele não poluiu o ar percebe a outra dimensão [Música] o pessoal da empresa eles me deram assistência poucos poucos dias depois também me abandonaram lá até os planos que a gente tinha lá como por exemplo minérios coisa me cortaram tudo para finalizar eles me deixaram abandonado aí que eu fui correr atrás dos meus direitos mas isso já foi calcule que um ano dois anos segura seu trabalho é uma espécie de tributo uma contribuição social espécie de tributo Federal quem toma conta disso
a Receita Federal Brasil as empresas pagam em todo mês em cima da folha salarial 1% 23%, frigorífico e Ave para 3%, que presumes que elas são de risco grave Ok então esse dinheiro essa grana cai na Receita Federal Brasil cuja aplicação é específica para custear o INSS dos benefícios dentários Ok por outro lado nós temos a conta de despesa quanto nesses gasta com os aleijados acidentados as viúvas de hoje a conta não fecha tem mais despesa do que ingresso O que as empresas produzem que apesar alimentam esses Seguros sem trabalho é sete dias menos do
que os produtos de doente elas produz muito mais doente do que elas pagam Seguro e o que é dito pela mídia infelizmente é o rombo da Previdência pergunta Quem produz o ronco da Previdência essa ponte fundamental porque uma coisa você olhar a quantidade de benefício que o INSS paga outra coisa perguntar por que que chega tanto aleijado no INSS essa pergunta correta honesta por que que se chega 2 milhões de trabalhadores adoentados no Brasil ano e a gente diz o seguinte olha como que a empresa não viu que esse empregado estava adoecendo ele se afastou
por dois meses por um problema de uma inflamação nos tendões ele se afastou depois por mais três meses por informação dos tendões e normalmente voltava para o mesmo ambiente de trabalho fazendo a mesma atividade tem frigorífico em que 20% da força de trabalho está adoecendo isso da constatado em perícia judicial se nós projetarmos Essa realidade para o mercado de trabalho de frigorífico nesse país são 90 90 mil pessoas adoecendo tá discutindo aqui a vontade deliberada de não proteger sabendo que existe o fator de risco ostensivo os números são estratosféricos este Tribunal Superior tem sido rigoroso
no tratamento dessas questões e a nossa esperança é de que essas decisões e são inúmeras nos últimos anos coibindo não só o desleixo para com a saúde do Trabalhador a saúde física emocional e mental do trabalhador como também atitudes de humilhação de tratamento vexatório dos trabalhadores o que nós esperamos é que com essa posição firme que temos tomado no combate a essas condutas a sociedade perceba que não se admite mais que o trabalhador seja tratado como um objeto descartável quando você tá né você tá nessa situação nessa situação que eu me encontro hoje você sede
não só pequeno mas você reconhece uma coisa que se você for buscar o seu direito se você for lutar atrás do seu direito você tem que ser você tem que ser corajoso hoje eu entendo porque muita gente ali não mexe se acidenta entende se acidenta sofre trauma entende tem pessoas que trabalham Olha isso é terrível para mim você vê colega que tá ali com dores vai na enfermaria toma um comprimido para dor hoje amanhã ele volta com dor ele vai lá toma de novo e continua trabalhando síndrome do sobrevivente a síndrome de sobrevivente é uma
síndrome que já foi desenvolvida já foi relatada também nos Estados Unidos precisamos trabalhadores que se mantém no trabalho com medo de ser demitido com uma série de patologias que levam muitas vezes a impossibilidade do retorno [Música] tudo bem no começo é difícil para todo mundo todos os empregos é difícil a gente sente muita dor mas ao foi passando os anos depois quando fazia cinco passou um ano eu já não senti quase nada depois dos cinco anos de empresa Já comecei a sentir bastante mas eu precisava trabalhar bastante porque a gente morava numa casinha muito ruinzinha
tudo comida de cupim eu tinha três filhos né que estava estudando e eu precisava trabalhar eu pensava assim meu Deus se eu ir procurar agora que vai ser da minha vida eu tinha medo de não conseguir outro emprego eu achando assim que um dia eu precisasse deles eles me apoiar não tem Mas a partir do momento que eu fui trabalhar passaram muitas pessoas aguentava seis meses outros um ano ficava doente não aguenta gente que não quer trabalhar que não precisa mas às vezes a gente tinha filho mas não aguentava mesmo era muita pau nele você
queria me colocar como o chefe da produção mas como eles queriam eu não quis não aceitei porque eu não aceitava aquilo ali de passar por cima daquelas pessoas que trabalharam 10 anos tem que cobrar deles uma coisa que ele estava fazendo já o possível impossível ainda tem que cobrar mais deles eu não aceitei [Música] trabalhava trabalhava mês era vestia a camisa da empresa que eles mandava faziam fazia eu era às vezes até quando sindicato fiz uma vez tem um Manifesto contra que hoje eu arrependo me arrependo muito muito mesmo se eu pudesse voltar atrás a
gente não pode voltar [Música] meu marido depois de 5 anos mesmo é difícil de manhã não tinha que acordar e puxar meu braço se abrir a minha mão ficava trancado tipo que eu ficava com a faca que o olho esquerdo né A minha mão ficava não abria mais fui adoecendo até que quando fazia fazer 11 anos que eu tava na empresa não aguentei mais meu braço Aqui eu trabalhei tanto com dor que o nervo Aqui começou a repuxar e puxar os dedos tudo para trás começou a dor é terrível daí eu ia pegar férias daí
eu fui no médico da empresa e pediu [Música] para fazer um ultrassom que eu nunca tinha feito eu peguei e fiz esse ultrassom levei o resultado para o médico quando o médico olhou assim ele ficou espantado Ele olhou para mim assim ele já se bateu o braço tá podre ele disse Deus noivo estão tudo atrofiado eu trabalhei 11 anos eu nunca tive um atestado aí levar um filho no médico eu sempre dava um jeito de ir de manhã para Eles chegaram até dizer que a minha do meu problema era devido eu ir trabalhar de moto
que é isso [Música] quando eu dizia que eu tinha dor eles não acreditava minha dor isso que era triste nada tinha ficar vermelho assim tanta dor suar frio assim não acreditava funcionário que não 10 anos nunca faltou um dia eu já tive três parto normal eu já tive cólica de rir Eu já tive né a gente qualquer dor assim que o médico disse ele disse que era uma das Dores mais horrível é a dor do teu dos teus nervosa [Música] eu não gosto nem de lembrar até de chorar porque eles humilham dizem assim para você
você não tem nada você tá aqui Você tem chave de na época que eu tinha 27 anos como que você vai ter tanto problema assim [Música] eu fui consultar esses dias ali no posto de saúde O médico disse que artrose doença de velho eu tenho 31 eu cheguei dormir Sinceramente não é mentira dormir com a mão amarrada de não aguentar de tanta dor no braço a posição que o meu braço se sentia melhor era onde eu deixar dormir com a mão amarrada na cama [Música] e dá aquele tempo diante meu filho direto às vezes em
quatro cartório quando a dor é muito tome três três horas depende [Música] não sei fazer nada que salmão que eu era esquerdo né Essa aqui para mim agora esquerda tem que aprender fazer tu comer os primeiros dias cair no chão é a mesma coisa que tu ia comer com a outra mão é terrível [Música] tanto aguentando é meu marido começou a brigar comigo aí quando fazia 10 ia fazer 11 anos todo dia de manhã tinha que abrir a minha mão fazer massagem que eu não abria mais a mão os dedos ficava tudo atrofiado assim era
horrível duro assim e eles fizeram um dia eu entrei com Deus lá assim fizeram o último dia que eu trabalhei fizeram uma garrafa em cima de mim chamou e carregador meu marido não conseguiu abrir mais a minha todo dia ele abriu que dia os dedos não voltar mais às vezes ficaram atrofiar se não aguento mais ele mesmo se repuxava ele enlouqueceu eu achei ela na enfermaria foi até mais cedo Eles olharam assim deixaram ainda numa fila enorme esperando para ser atendido aquele dia que eu me desesperei daí eu pensei assim meu Deus que que eu
fiz na minha vida eu tinha 36 anos 35 anos [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] [Música]