Eu me chamo Gabriela e nasci em Belo Horizonte em uma família humilde porém muito unida minha mãe Marta era cozinheira em uma pequena pensão do centro da cidade era uma mulher de mãos fortes pele marcada pelo calor dos Fogões Mas um sorriso sempre presente e olhos cheios de ternura Foi ela quem me ensinou o valor da culinária muito além de preparar refeições mas de fazer da comida um ato de e Respeito apesar da Pobreza minha mãe repetia uma lição que nunca esqueci a comida é uma forma de amor mas cuidado minha filha não se ama
Quem não respeita você essa frase ficou gravada dentro de mim e ironicamente anos depois eu me veria subjugada por um homem que não soube respeitar nem a minha pessoa nem o meu trabalho nem a minha vontade de crescer e Florescer no mundo aos 18 anos comecei a trabalhar como assistente de cozinha em pequenos restaurantes Meu sonho era abrir um Negócio próprio com o pouco dinheiro que eu ganhava matriculei me em um curso de administração noturno meu objetivo ter meu próprio restaurante eu queria oferecer ao mundo um lugar onde a comida fosse servida com amor com
ingredientes frescos com temperos familiares um lugar onde ninguém precisasse engolir ofensas junto com o arroz e o feijão foi nesses anos de esforço que conheci Santos ele era um vendedor carismático estava em um evento de negócios onde eu servia Petiscos Gourmet tinha um sorriso cheio de lábia e falava sobre o futuro com uma confiança invejável parecia o homem ideal apoiava minha carreira elogiava meus pratos afirmava admirar minha dedicação após cerca de do anos de namoro nos casamos com o tempo no entanto o homem carinhoso e compreensivo deu lugar a um controlador mesquinho ele começou a
menosprezar minhas conquistas e a me tratar como se minha função na vida fosse apenas Agradá-lo sua mãe Cecília nunca gostou de mim e fazia questão de deixar isso claro em cada palavra venenosa que saía de sua boca Rubi uma conhecida que se aproximara de nós após o casamento se revelaria muito mais que uma amiga dele uma amante dissimulada meu casamento se tornou uma prisão e minha casa uma cozinha onde eu não cozinhava mais por prazer mas por obrigação até que um dia essa engrenagem Cruel que mantinha o meu silêncio se quebrou e eu Gabriela veria
A oportunidade de dar uma lição a aqueles que sempre me humilharam minha vingança seria servida fria com o mesmo tempero Agridoce que eles haviam espalhado pela minha vida Esta é a história daquele dia do último desprezo que suportei a partir daquele instante tudo mudaria acordei naquela manhã com a cabeça cheia de planos eu tinha uma viagem de negócios agendada para dali há dois dias Seria algo importante um congresso de gastronomia empresarial em São Paulo onde eu esperava fazer contatos conhecer fornecedores e quem sabe até encontrar um investidor já estava tudo pago a passagem de ônibus
eu optara por um ônibus confortável com poltronas reclináveis e a hospedagem em uma pequena Pousada próxima ao evento eu me preparara para esse encontro há semanas reunindo documentos preparando um material impresso sobre meu projeto de restaurante ensaiando meu Pit como se fosse um discurso de formatura no Entanto enquanto terminava meu café da manhã um simples pão com manteiga café com leite e uma banana Santos surgiu na cozinha ele não tinha o hábito de acordar cedo a não ser que quisesse algo específico de mim quando entrou senti imediatamente um peso no ar seus olhos estavam duros
a boca crispada parecia pronto para alguma afronta suspirei internamente tentando manter a serenidade Gabriela ele disse arrastando A cadeira e sentando-se à mesa sem pedir licença nós precisamos convers Eu sabia que qualer conversa com ele significava ordem velada voz firme suave diga Santos ESTV cotovelos na mes aproximando mais de mim semum ter olar você não vai mais viaj entende desmarque o que você tiver agendado Cancele a passagem esqueça esse congresso preciso de você aqui meu corpo gelou aquela viagem era um investimento no meu futuro eu não estava disposta a Ceder tão facilmente tentei argumentar Santos
Essa viagem não é passeio é trabalho sabe o quanto me preparei e como isso é importante para meu projeto não posso simplesmente cancelar antes que eu terminasse ele bateu a palma da mão com força na mesa a xícara de café meu meus nervos também calhe a boca Gabriela a agressividade em sua voz fez meu coração disparar minha mãe a senora Cecília e minha amante a senhorita Rubi chegam em uma hora quero Um frango ao molho do jeito que minha mãe gosta e você vai preparar caso contrário já sabe ou você sai desta casa agora mesmo
ou a gente divorcia daí você vai embora com uma mão na frente e outra atrás sem Sem um centavo sem nada a menção tão Descarada da amante o uso do nome da sogra de forma orgulhosa como se eu devesse me curvar Diante delas foi como um soco no estômago eu sempre soube da ligação de Santos com Rubi mas ele nunca fora tão explícito aquilo era Humilhação pura e direta ele queria me dobrar me ver como uma empregada doméstica submissa dispostas a acatar as ordens mesmo sabendo que aquela afronta escancarava a traição a raiva subiu à
minha garganta mas eu a enguli havia um fogo dentro de mim queimando mas segurei lembrei-me de minha mãe Marta e das suas palavras não se ama Quem não respeita você e eu não amava mais aquele homem não havia respeito não havia parceria havia apenas uma relação de poder onde Ele se achava dono do meu destino permanecia em silêncio por alguns segundos deixando o ar pesado pairar entre nós seus olhos me mediam esperando Minha rendição então respirei fundo fiz um sorriso irônico disfarçado de conformidade e disse muito bem Santos se é isso que você quer é
isso que terá Vou preparar seu frango ao molho pode confiar em mim surpresa e raiva iluminavam seu rosto ele esperava resistência talvez gritos choros alguma Cena dramática Mas em vez disso recebeu minha aparente aqui Essência ele não fazia ideia do que se passava na minha cabeça naquele momento eu Gabriela já não era mais a mesma mulher submissa de antes naquele instante algo dentro de mim se partiu ou melhor algo dentro de mim finalmente se libertou a Gabriela que Son com um restaurante com uma carreira brilhante com respeito e reconhecimento estava cansada de ser pisoteada aquela
era a última humilhação Que Eu suportaria calada fui até a pia lavando minha xícara e a louça do café da manhã Santos ficou me observando talvez desconfiado da minha tranquilidade virei-me para ele e joguei um pano de prato sobre o ombro deixei a voz sair mais suave do que eu esperava preciso ir ao mercado comprar o frango fresco voltarei logo enquanto isso arrume a sala por favor ou melhor não precisa eu mesma arrumo mais tarde ele não respondeu apenas levantou-se e saiu Em direção ao escritório improvisado que tínhamos no corredor ouvi a porta se fechar
e soltei um longo suspiro a cozinha ainda estava silenciosa o relógio na parede marcava algo em torno de oito da da manhã o que significava que eu tinha não mais que uma hora até a chegada da senora Cecília e da senorita Rubi uma hora era tempo suficiente tempo suficiente para planejar para executar para reverter anos de humilhações em um ato de Justiça doméstica peguei minha Bolsa e saí em direção à rua não iria apenas ao mercado eu tinha outra parada planejada o casebre de Dona Zilda uma velha amiga de infância que agora vendia ervas e
especiarias em uma feirinha ali perto era uma mulher sábia discreta que conhecia o poder de certas plantas eu precisava de algo especial algo que não matasse ninguém mas que fizesse Cecília e rubi se lembrarem para sempre de que não se brinca com quem domina a cozinha eu serviria um prato à altura do Desrespeito deles a caminho da Feira pensei nos detalhes do meu plano Sabia que não poderia escapar sem deixar alguma mensagem Santos jamais entendia as coisas com sutileza Eu precisaria deixar um bilhete algo que marcasse meu Adeus sim eu pretendia partir daquela casa não
sem antes ver a expressão daqueles três ao experimentarem o banquete que tanto esperavam essa seria minha despedida e minha V ança fria calculada mas não Cruel ao ponto de Prejudicar a saúde de forma grave apenas o suficiente para causar desconforto lembrá-los de sua arrogância uma lição não um crime pensei na frase final a que deixaria anotada no bilhete agora você aprendeu que a vingança é um prato que se come frio era tão Clichê porém tão apropriada sorri sozinha na calçada misturando-se ao vai e vem de pessoas anônimas ninguém imaginaria o que estava por acontecer enquanto
caminhava o vento da manhã balançava meus cabelos como se Me acariciasse senti-me pela primeira vez em anos no controle da minha própria história a feira livre ficava a poucos quarteirões de casa passei em frente a padaria onde tempos atrás eu comprava pãezinhos quentinhos antes de iniciar meu dia de trabalho em cozinhas alheias naquele tempo eu era jovem cheia de esperança recém saída da adolescência sonhava com meu restaurante pequeno aconchegante com luz amarelada mesas de madeira e toalhas Floridas lembrei-me de minha mãe Marta que me ensinara não apenas a cozinhar mas a entender as nuances dos
temperos a sentir o ponto certo do sal a Temper a carne com dedos leves e firmes a amassar uma massa com carinho como se fosse a pele macia de um bebê enquanto andava meu pensamento voltava à minha infância e juventude Eu via o rosto da minha mãe o sorriso sincero os cabelos presos num coque desalinhado no final do dia ela não estava mais aqui partira há alguns Anos o câncer levou depressa e eu senti que parte de mim havia morrido com ela na noite em que ela se foi segurou minha mão e disse baixinho não
deixe que ninguém apague sua luz minha filha você é forte você merece o melhor palavras que hoje me pareciam um chamado à ação Por que eu deixei Santos apagar minha luz por que aceitei que a senora Cecília Me tratasse como uma empregada sem valor talvez a necessidade de construir uma família a insegurança o medo da Solidão Talvez eu tenha acreditado nas promessas doces do início achando que seu mau humor seria passageiro mas a verdade é que eu abri mão da minha voz muitas vezes tentando preservar a paz uma paz falsa comprada à custa da minha
dignidade o sol começava a esquentar e a feira estava cheia o aroma de frutas verduras e temperos me envolveu de imediato senti uma pontada de no nostalgia meu primeiro trabalho aos 18 anos foi ajudar na cozinha de um Restaurante que dependia dessa feira eu vinha cedo escolhia tomates maduros alfaces crocantes pimentões coloridos conhecia cada vendedor pelo nome hoje tantas voltas à Vida deu e eu retornava à feira para um propósito bem diferente buscar as ervas da vingança procurei pela barraca de Dona Zilda não foi difícil encontrar era um pequeno espaço cheio de potinhos de vidro
saquinhos de pano flores secas penduradas um perfume forte de Aniz e Cravo escapava dali dona Zilda era uma mulher de pele morena enrugada pelo sol sorriso largo e voz cantada ao me ver abriu os braços Gabriela minha menina há quanto tempo não a vejo por aqui disse ela o olhar curioso e bril zer como estem for como uma Moc mais Bai zild a história toda mas eu precisava ser sincera o suficiente para que ela Entendesse o que eu procurava olha Dona Zilda eu preciso de umas ervas especiais algo que quando misturado numa comida cause um
desconforto temporário nada grave sabe só umas cólicas uma dor de barriga Quem sabe um suor Zinho frio só o suficiente para dar uma lição em umas pessoas que me ofenderam comida ruim um castigo leve nada que leve Ninguém ao hospital entendeu ela me olhou com surpresa e depois Balançou a cabeça com um sorriso de canto de boca Quando jovem eu lembrava de ouvir que dona Zilda sabia preparar chás medicinais para quase tudo dor de cabeça insônia má digestão também sabia quais plantas causavam pequenos desconfortos ela entretanto era uma boa pessoa não faria nada sério contra
as de vontade precisava entender o que se passava minha menina eu não aprovo a violência mas conheço seu olhar quem é cozinheira como nós entende o poder da cozinha a comida é um Elo sagrado se você quer causar um desconforto deve ter seus motivos mas Me prometa algo não machuque ninguém de verdade isso pode sair do controle a senti emocionada por ver que ela ainda me considerava uma espécie de nós ao falar cozinheira como nós expliquei a ainda que superficialmente não se preocupe Dona Zilda eu só quero que eles entendam que eu não sou uma
empregada sem valor que não podem me humilhar é mais um ensinamento do que uma maldade Depois disso vou embora daquela casa só preciso deixar um lembrete para que nunca mais me subestimem Zilda revirou uns potinhos observou umas folhagens secas pegou um pequeno saco de juta abriu e mostrou-me um punhado de de Folhas Verdes já secas com um aroma meio amargo isso aqui é folha de Arruda misturada com outras ervas de efeito laxante e ligeiramente irritante para o estômago Não vai matar ninguém só vai dar uma sensação bem desagradável mas Cuidado na dosagem uma pitada no
molho já vai ser o suficiente peguei o saquinho agradeci e entreguei-lhe o dinheiro ela colocou a mão sobre a minha e disse Gabriela a gente precisa ensinar uma lição mas não se esqueça o seu caminho está adiante não perca tempo com gente ruim por muito mais tempo ensine o que tem de ensinar e siga sua estrada assenti com o coração mais leve aquela frase era um lembrete importante eu Estava ali para acertar as contas sim mas o mais importante era me libertar ao sair da Feira guardei o saquinho no fundo da bolsa e fui em
direção ao mercado precisava do Frango fresco bem gordo para o tal banquete que Cecília e rubi esperavam atravessando a rua passei em frente a uma banca de jornais e vi as manchetes do dia notícias sobre a economia esportes política nada parecia importar minha mente estava focada no que aconteceria dentro de alguns minutos Em menos de meia hora Cecília e rubi estariam lá a senhora Cecília sempre altiva nariz empinado voz dura Rubi com seus falsos sorrisos seus cabelos arrumados com perfeição seu perfume caro ambas esperando um almoço digno de uma anfitriã dedicada mal sabiam que o
tempero daquele frango não seria exatamente o que esperavam entrei no mercado peguei um frango inteiro frutas legumes eu ia fazer um prato aparentemente elaborado mas com um tempo Demasiadamente salgado e claro ap pitada das Ervas de Dona Zilda Além disso pensava em deixar tudo pronto rapidamente arrumar minhas malas e estar fora da casa antes mesmo do primeiro suor Zinho frio aparecer nas testas daquelas mulheres ao sair do mercado olhei o relógio no meu celular restava pouco tempo com passos rápidos retornei para casa enquanto caminhava lembrei novamente de Minha Infância do tempo em que eu admirava
minha mãe fazendo a Janta falando sobre respeito e amor na cozinha agora eu serviria algo que não era amor mas sim um aviso talvez se minha mãe estivesse viva ela diria para eu ter cuidado para eu não me rebaixar ao nível deles mas também não se calaria diante do desrespeito minha mão suava contra a sacola do mercado meu coração batia forte eu não estava apenas planejando uma Vingança estava na verdade me libertando naquele momento compreendi o Que significava Crescer crescer é deixar para trás aqueles que não nos respeitam e confiar na nossa capacidade de Recomeçar
do zero se preciso e eu estava pronta para isso chegando em casa vi que Santos ainda estava no escritório provavelmente fazendo alguma ligação ou mexendo no computador eu não disse nada fui direto para jacin encarei a pia de inox a tábua de corte de madeira as facas penduradas numa barra magnética era hora de preparar o tal frango Primeiro eu o limparia com cuidado retiraria qualquer pena remanescente temperaria.com.br o desconforto o molho seria grosso e salgado forte no paladar algo impossível de ingerir sem notar que havia um desequilíbrio Mas eles comeriam pois a fome e a
expectativa do banquete e do poder que exercem sobre mim fariam com que tentassem engolir aquilo mesmo com estranheza enquanto cortava o frango senti um frio na barriga era nervosismo eu estava fazendo algo arriscado Mas ao mesmo tempo meu peito se enchia de força nenhuma dessas pessoas me faria chorar mais uma vez ao terminar de limpar a carne liguei o fogo coloquei a panela no fogão acrescentei óleo cebola alho o cheiro da refoga começou a subir era irônico aquele mesmo cheiro que tantas vezes me dera prazer em cozinhar agora me servia como arma mexi a panela
adicionei água as ervas da discórdia deixei ferver agora era só aguardar Logo eles Chegariam e eu estaria pronta para minha saída Triunfal olhei para a porta da cozinha para o corredor e senti que aquela casa já não era mais minha minha vida começaria em outro lugar longe de Santos de Cecília e de rubi eu veria o Sol Nascer livre podendo finalmente me dedicar ao meu sonho sorri confiante determinada Já estava na hora de mostrar meu valor o relógio marcava algo em torno de 10 paraas 9 da manhã eles chegariam a qualquer momento enquanto o Frango
cozinhava no molho eu sentia a necessidade de dar o toque final ao meu plano não apenas a comida seria adulterada havia também o fator psicológico eu queria que eles soubessem que eu não era mais a Gabi submissa não era apenas uma travessura infantil era uma declaração de independência abri o armário e peguei um saleiro grande do tipo que uso quando preciso de sal em Quantidade maior derramei sobre o frango uma porção Generosa sabendo que isso Tornaria quase impossível comer sem fazer caretas depois peguei o pequeno saquinho com as ervas que dona Zilda me vendera com
cuidado esmigalha as folhas secas entre os dedos espalhando-a sobre o molho em fervura Branda o vapor subiu trazendo um aroma estranho um pouco amargo não era algo que alguém Notaria de imediato mas ao ingerir aquele caldo certamente sentiriam o desconforto eu Mea doa Zilda havia dito apenas pitada seria suficiente Usei uma pitada um Pouco maisos do que o mínimo Eu queria um efeito notável não um desconforto leve demais mexi a panela provei um tico do caldo na ponta da colher meu rosto se contraiu com o excesso de sal era horrível perfeito eles jamais esqueceriam esse
sabor satisfeita apaguei o fogo e deixei a panela tampada permitindo que o molho incorporasse bem o tempero e as ervas em seguida subi as escadas até o quarto peguei minha mala que já estava quase pronta eu tinha Planejado sair de casa de qualquer forma mesmo antes desse incidente Mas não tão cedo só que agora eu não tinha mais nada a perder abri o guarda-roupa E retirei algumas roupas meus documentos alguns pertences pessoais deixaria para trás móveis utensílios e lembranças ruins não fazia questão de nada além da minha liberdade coloquei tudo na mala e fiquei olhando
ao redor o quarto onde dormi tantas noites onde derramei tantas lágrimas silenciosas enquanto Santo Roncava ao meu lado sem jamais se importar com meus sentimentos eu não sentia saudade não sentia apego só a necessidade de me afastar peguei um bloco de notas e uma caneta sentei na beira da cama e comecei a rascunhar o bilhete que deixaria para Santos queria algo impactante que deixasse Claro que eu não era sua empregada nem seu objeto nenhum capacho agora você aprendeu que a vingança é um prato que que se come frio Aproveite o banus escrevi essas linhas lentamente
desfrutando de palav como umfe finaliz umato deoria bilro de um envelope e deixei em cima do criado mudo era o suficiente ouves vindas da sal port principal abrindo pelas janelas dava para ver que o carro de Santos não estava mais AL provavelmente ele foi buscar a mãe e a amante no ponto de táxi ou algo assim descia as escadas com a Mala na mão a sala estava vazia mas ouvi o som de Risadas no corredor reconheci a voz estridente de Cecília sempre teatral se lamentando do calor ou de alguma outra coisa a voz de rubi
doce demais como se cada sílaba fosse envolta em açúcar e Santos com um tom de Orgulho e arrogância anunciando que o almoço estaria pronto em breve parei na porta da cozinha Cecília uma senhora alta magra com cabelos cinzentos penteados em um coque apertado entrou com Rubi uma Jovem de cabelos longos e escuros corpo esbelto vestindo um vestido vermelho vivo maquiagem Impecável ao vê-las lembrei de um par de cobras deslizando pelo meu território Rubi sorriu para mim um sorriso falso como se dissesse fui eu que conquistei seu marido e você não pode fazer nada mal sabia
ela que naquele dia eu não só podia como faria algo Gabriela minha querida espero que seu frango ao molho esteja Divino disse Cecília a sogra sua voz tinha um tom de Comando não de pedido sim Gabriela estou com uma fome hoje o dia será longo muitos planos na não é Santos disse Rubi olhando para Santos com um ar de cumplicidade Santos cruzou os braços e me olhou como se eu fosse um objeto que agora deveria confirmar sua eficiência ela vai servir agora mesmo Gabriela não vai deixá-las esperando vai eu respirei fundo mantendo o sorriso mais
inocente do mundo fechei a cara por um segundo mas logo retornei à expressão Neutra queria deixar uma pequena aré fogão a m e porzado quado por a aparência estava ótima enganosa como um lobo em pele deeiro coloquei a Travessa na mesa de jantar eles se sentaram Cecília pegou o garfo e a faca experimentou um pedaço de frango com arde entendida Rubi fez o mesmo Enquanto Santos me olhava esperando que eu servisse algo mais entretanto antes que eles tomassem o primeiro gole d'água anunciei Espero que aproveitem foi feito com todo meu carinho Com licença estou com
um pouco de dor de cabeça vou para descansar a desculpa da dor de cabeça suava conveniente não queria estar presente quando as caretas começassem não queria ver a cena do desconforto físico deixaria que sentissem sozinhos a ardência no estômago a transpiração Repentina mas antes de subir totalmente parei no meio da escada e olhei para trás observando-os Santos já cortava um pedaço grande de frango Rubi colocava um punhado de molho no prato Cecília mordiscava a carne com um olhar desconfiado aquilo era delicioso satisfeita Entrei no quarto peguei minha mala e me dirigi ao banheiro trancando a
porta pelo buraco da fechadura poderia ouvir alguma coisa Minha intenção era esperar apenas alguns minutos tempo suficiente para eles engolirem algumas garfadas depois eu sairia pela porta dos fundos da cas deixando apenas o envel no criado mudo do quarto principal havia uma Jan no banheira para o quintal e de L eu podha planeado deug sentei nait ouvindo primeiro fores sobreo do sal Rubi to um pouco Santos gritava meu nome do andar de baixo foi Quando ouvi Gabriela Que porcaria é essa está salgado demais a voz de Santos soava irritada sorri sozinha abraçando minha mala não
respondi em seguida ouvi uns murmúrios um som de talheres sendo colocados na mesa com força Cecília reclamava que estava suando Rubi dizia que o gosto era péssimo que tinha algo estranho Santos ficava mais irritado a confusão estava armada era o momento de Partir abri a janela do banheiro passei A mala cuidadosamente a caída não era grande apenas 1 m até o jardim desci com cuidado e pisei na grama molhada pelo orvalho matutino Meu Coração batia rápido a adrenalina corria nas minhas veias eu estava livre finalmente atravessei o Jardim saí pelo portão lateral que não estava
trancado antes de virar a esquina olhei uma última vez para a casa poderia vozes a longe gritos de raiva TZ choramingos não sentia pena sentia alívio Aessa sensação de leveza meol eu era Liv atir de agora minha vida erha novamente sem humilhações sem ord sem Servidão Eu sabia que precisaria me reorganizar talvez procurar um lugar para ficar contar com a ajuda de uma amiga mas nada disso me assustava mais do que continuar vivendo naquele inferno que eles engolisse sua arrogância temperada com a vingança que deixei para trás e assim Enquanto o Sol subia no céu
me afastei daquele cenário de desrespeito para Sempre caminhei algumas quadras tentando me distanciar da casa logo encontrei um pequeno ponto de ônibus sentei-me num dos bancos de metal a mala apoiada nos pés olhei para rua movimentada pessoas indo e vindo carros bicicletas caminhões eu era apenas mais uma na multidão e isso me trazia uma estranha sensação de segurança ninguém sabia o que eu acabara de fazer ninguém poderia me julgar Ali era apenas mais uma mulher com uma mala talvez indo para a rodoviária Talvez Para a casa de uma amiga Ninguém imaginava que há poucos minutos
eu deixara para trás uma prisão pensei no meu próximo passo eu tinha algumas amigas mas uma em especial Paula sempre me dissera se um dia você precisar de ajuda não hesite Paula era colega do curso de administração que eu havia feito trabalhava num escritório contábil e morava sozinha em um pequeno apartamento no bairro vizinho se alguém me Ofereceria um sofá para passar a noite seria ela peguei o celular na bolsa e procurei o número não queria ir para a rodoviária imediatamente pois não sabia bem para onde ir e talvez precisasse de alguns dias para me
organizar disquei o número o Telefone Tocou algumas vezes antes de Paula atender alô Paula sou eu a Gabriela tudo bem Gabi quanto tempo estou no trabalho mas posso falar o que houve sua voz está estranha respirei fundo tentando manter a compostura não Queria chorar nem dramatizar contei a ela de maneira resumida o que acontecera naquela manhã a proibição da minha viagem a imposição do almoço a presença da amante e da sogra e minha decisão de abandonar tudo não entrei em detalhes sobre o tempero especial Mas deixei claro que eu estava indo embora de casa Meu
Deus Gabriela você está bem Onde você está agora estou em um ponto de ônibus preciso de um lugar para ficar pelo menos por alguns dias até eu me Organizar posso ir para o seu apartamento Paula não hesitou Claro que pode eu tenho uma chave Extra vá até lá se você chegar antes de mim peça Ao zelador para abrir vou ligar para ele agora e avisar hoje saio do trabalho cedo e a gente conversa não se preocupe agradeci emocionada era bom saber que não estava sozinha agradecia a Deus ao universo a vida por me dar uma
amiga assim desliguei o telefone e senti uma espécie De alívio eu tinha para onde ir não precisava vagar pela cidade sem rumo peguei o próximo ônibus que me levaria até o bairro de Paula enquanto o ônibus se deslocava pelas ruas observei a paisagem Urbana prédios lojas pessoas apressadas pensei no quanto minha vida Dara em questão de horas pela manhã eu era uma mulher subjugada prestes a perder uma viagem importante por causa do machismo do marido agora eu era uma fugitiva do Lar mas uma fugitiva com Liberdade não sabia o que o futuro me reservava Mas
sabia que não voltaria atrás a viagem foi rápida descia em frente ao prédio de Paula um edifício de aparência simples com uns seis andares O zelador um senhor chamado Arnaldo já estava me esperando na portaria ele me reconheceu da festa de aniversário de Paula há alguns anos Dona Gabriela entre a dona Paula pediu que eu entregasse essa chave é a chave do apartamento dela número 203 disse Arnaldo com um sorriso acolhedor agradeci e subi à escadas pois o elevador estava quebrado o apartamento de Paula era pequeno mas aconchegante uma sala com um sofá cama uma
mesinha de centro uma cozinha americana integrada dois quartos um dela e um pequeno escritório que ela usava às vezes deixei minha mala no canto da sala e me sentei no sofá O Silêncio do lugar me fez refletir sobre tudo o que acontecera afinal o que eu ganhara com aquela Vingança satisfação sem dúvida a certeza de que Santos Cecília e rubi não sairiam impunes de seu abuso moral mas também um vazio eu não tinha mais casa não tinha mais a certeza do meu caminho teria que recomeçar por outro lado eu não estava mais algemada podia fazer
meu próprio destino agora decidi que precisava retomar meu plano de crescimento profissional aquela viagem para o congresso em São Paulo era importante por que não ir Santos não me queria lá Mas agora eu era livre precisava rever se a ainda podia pegar o ônibus se eu ainda tinha o bilhete ou se poderia comprar outro talvez porém eu devesse esperar um pouco colocar minha vida em ordem primeiro conseguir um novo emprego minha mente fervilhava de ideias Mas eu sabia que seja lá o que eu escolhesse seria por minha conta e risco sem ninguém me impedindo fiquei
ali pensando e olhando pela janela era quase meio-dia quando ouvi o barulho da chave girando Na fechadura Paula entrou carregando uma bolsa e alguns papéis ao me ver largou tudo e correu Para me abraçar Gabi meu deus que situação você está bem minha amiga chorei um pouco no ombro dela não de tristeza mas de alívio contei a história com mais detalhes omitindo apenas a parte das Ervas eu não queria que Paula me julgasse mal disse apenas que coloquei sal em excesso e estraguei o almoço de propósito deixando um bilhete antes de ir embora Paula me
Ouviu atentamente sem me interromper apenas acariciando meus cabelos você fez bem Não podia continuar naquela situação o Santos é um babaca e sua sogra e essa amante são duas canalhas Você merece coisa melhor Gabi aqui em casa você pode ficar o tempo que precisar agradeci secando as lágrimas perguntei sobre o s fa cama posso dormir aqui Claro Mas se quiser pode usar o quarto de hóspedes Eu tenho um colchonete muito bom mais confortável do que o sofá Obrigada Paula Você não sabe como isso significa muito para mim Passamos o resto do dia conversando Paula me
incentivou a retomar a ideia do restaurante A tentar um empréstimo bancário ou a conversar com investidores disse que me apresentaria um amigo dela que trabalhava em um banco poderia aconselhar sobre linhas de crédito senti um sopro de Esperança minha vida não tinha acabado pelo contrário estava só começando a noite chegou e enquanto Cozinhamos algo simples para o jantar massa com molho de tomates frescos e manjericão pensei na ironia de estar novamente no fogão mas agora cozinhando por prazer entre amigas e não So coersão o cheiro do molho de tomate me trouxe lembranças de minha mãe
Marta como eu queria que ela estivesse viva para ver minha libertação talvez de algum lugar ela estivesse me observando com orgulho após o jantar tomei um banho quente vesti roupas confortáveis e me deitei no Colchão no pequeno quarto de hóspedes Paula foi assistir televisão na sala respeitando meu espaço a noite estava silenciosa apenas o som distante do trânsito Fechei os olhos e tentei dormir minha mente porém ainda não estava pronta para o descanso visualizei a expressão de Santos ao provar o frango salgado imaginei Cecília suando frio com dor de barriga correndo para o banheiro Rubi
desesperada procurando água para tirar o Gosto horrível da boca o trio perfeito da arrogância tendo uma li merecida uma peen sem violência grave apenas um lembrete de que eu não era uma marionete sorri no escuro A Vingança estava feita e agora meu futuro me pertencia fechei os olhos e me permiti descansar finalmente livre acordei no dia seguinte com a luz do sol entrando pela fresta da janela Paula já havia saído para o trabalho mas Deixaram um bilhete na mesa da cozinha fique à Vontade gab vol tem frutas pão e café qualquer coisa me ligue senti-me
acolhida tomei um banho vesti uma roupa simples e Preparei um café da manhã leve enquanto saboreava o pão com manteiga tentei pensar no que faria a seguir eu tinha algum dinheiro guardado Não muito mas o suficiente para me manter por algumas semanas enquanto procurava oportunidades ainda não sabia se tentaria ir ao congresso de gastronomia mas mas aquilo parecia mais Distante agora Talvez eu pudesse procurar um emprego em um restaurante mais sofisticado e aos poucos construir capital para abrir o meu próprio a ideia de ter meu restaurante ainda ardia dentro de mim esse sempre fora meu
sonho após o café liguei o celular e vi algumas mensagens havia ligações perdidas de Santos o que me fez rir sozinha ele devia estar furioso não respondi claro várias mensagens algumas agressivas Outras implorando para eu voltar isso só provava o desespero deleu semito também de conhecidos perha pois Santos estar espando his eu não estacia paraar n ningém eu poderia começar a procurar um espaço para alugar ou ao menos estudar a possibilidade mas sem pressa precisei de coragem para sair daquela casa agora precisava de calma para organizar minha vida assim Passei a manhã arrumando minhas coisas
separei documentos Organizei minhas roupas em gavetas vazias que Paula me cedeu li alguns cadernos de receitas que trouxe comigo eram cadernos antigos com anotações da minha mãe receitas de pães caseiros molhos temperos doces cada página era uma memória suspirei emocionada ao reler a letra dela meio tremida nos últimos anos de vida mas sempre carinhosa nas observações acrescentar mais açúcar se estiver amargo servir com um sorriso o prato Fica melhor com um elogio à pessoa que vai comê-lo aquele era o tipo de ensinamento que minha mãe me transmitira culinária como um ato de amor não como
um instrumento de dor ontem eu tinha usado a comida como forma de Vingança algo que ela provavelmente não aprovaria mas eu precisava disso para me libertar agora daqui para frente eu queria voltar a fazer da culinária um gesto de carinho e Arte não de revanche mais tarde peguei meu celular e decidi Ligar para a Rodoviária ainda faltava um dia para a viagem que eu havia programado antes de toda essa oente foi dis seass peã esposa de Santos ou algo assim agora euia como gabria empreendedora independente ao desligar o telefone Me senti animada iria ao congresso
conhecer pessoas apresentar minhas ideias quem sabe conseguir um sócio investidor pensei no que vestir Quais materiais levar e se Seria necessário imprimir mais cartões de visita eu tinha alguns guardados esse seria meu primeiro passo como mulher livre seguindo meu próprio caminho Paula voltou à tardinha cansada do trabalho mas feliz em me ver motivada conversamos sobre o congresso ela me incentivou a ir disse que tudo o que eu precisava era ter confiança à noite fomos a um barzinho próximo pedi uma cerveja gelada e brindamos a minha liberdade Paula me contou fofocas do trabalho eu ri me
Sentindo humana novamente não uma criada submissa no entanto a paz não duraria muito ao voltarmos para o já noite encontrei no meu celular uma mensagem de áudio de Cecília a sogra Maldita o número era dos Santos mas a voz era dela estridente reclamando Gabriela você está pensando o qu nós passamos mal precisamos de um médico você nos envenenou isso é um crime sua vagabunda volte aqui agora senão eu chamo a polícia apaguei a mensagem Imediatamente sem responder a ameaça Era Vazia eu não havia envenenado ninguém apenas salgado demais e usado ervas laxantes difícil provar que
foi intencional A não ser que assumissem que me obrigaram a cozinhar e me humilharam eles não teriam coragem de levar isso adiante sabia disso Além do mais se quisessem denunciar o fariam eu não tinha medo talvez fosse até uma libertação completa eu denunciar o abuso moral a traição a Coersão Eles não iam querer publicidade negativa eram covardes desconectei o celular para não mais ouvir ameaças disse a Paula que estava tudo bem ela se preocupou um pouco mas confiei que Cecília e Santos não fariam nada de concreto não tinham provas não queriam escândalo no máximo tentariam
me amedrontar antes de dormir arrumei minha bolsa com o material do congresso um caderno de anotações canetas cartões eu queria causar uma boa impressão minha Ideia era simples um restaurante de comida caseira com ingredientes frescos conceito sustentável valorização de produtores locais ambiente acolhedor uma extensão do que minha mãe havia me ensinado e agora sem Santos para diminuir meus sonhos eu poderia voar deitei na cama e dormi tranquilamente a acordei bem cedo antes do sol nascer tomei um banho rápido vesti uma roupa social simples e confortável calça de alfaiataria camisa de algodão um blazer Leve tênis
ao invés de salto pois eu valorizava o conforto dei um beijo na testa de Paula que ainda dormia e deixei um bilhete agradecendo por tudo saí com a mala e a bolsa rumo à rodoviária Peguei um táxi na rua o motorista um Sr de cabelos brancos me cumprimentou com educação olhei para a cidade acordando as luzes dos postes ainda acesas o céu clareando aos poucos me senti grata por estar viva livre correndo atrás dos meus sonhos cheguei à rodoviária comprei um Café forte e um pão de queijo esperei o ônibus encostar na plataforma entrei no
ônibus e me acomodei na poltrona Fechei os olhos por um instante ouvindo o ronronar do motor minha mente voltou à cena do dia anterior o frango salgado a expressão de desprezo no rosto de Santos a arrogância de Cecília e a falsidade de Rubi foi tudo ontem mas parecia uma vida atrás agora eu estava longe em outra direção não sabia o que me aguardava em São Paulo mas tinha a sensação de que ao Menos eu estava no caminho certo o ônibus Partiu e com ele uma parte do meu passado ficava para trás a vingança já tinha
sido servida agora era hora de Saborear minha liberdade a viagem até São Paulo durou cerca de 8 horas era um trajeto relativamente longo mas tranquilo fui ouvindo música olhando pela janela as cidades passarem os campos as rodovias tive tempo para refletir sobre meu futuro o congresso de gastronomia Empresarial seria um evento de três Dias repleto de palestras workshops degustações seria uma oportunidade de apresentar meu projeto a outros profissionais quem sabe encontrar um investidor chegando na rodoviária do TT em São Paulo notei a diferença de ritmo da cidade tudo era mais rápido mais intenso Peguei um
táxi até a pousada onde eu ficaria hospedada era uma pousada simples mas limpa e organizada o quarto tinha uma cama ável um armário e Uma pequena escrivaninha perfeito para descansar e me preparar para o evento no dia seguinte segui para o centro de convenções onde o congresso aconteceria vestida com meu melhor sorriso e minha apresentação na pasta Me inscrevi para as palestras Participei de uma oficina sobre marketing para restaurantes e conversei com pessoas de diferentes áreas chefes somel proprietários de bistrôs gerentes de hotéis todos pareciam compartilhar um amor Genuíno pela boa comida e pelos negócios
bem conduzidos me senti no lugar certo durante o almoço servi em um buffet variado com saladas carnes massas a conversa fluía nas mesas compartilhadas contei um pouco da minha história para uma chefe de cozinha vinda do Rio de Janeiro omitindo a parte da vingança Claro concentrei-me em dizer que eu estava me libertando de um casamento ruim e que agora buscava realizar meu sonho ela me encorajou dizendo que o Mercado gastronômico valorizava ideias autênticas e que haveria espaço para mim desde que eu fosse persistente mais tarde enquanto circulava pelos stands notei um empresário de aparência séria
mas sorriso simpático conversando com dois jovens eles apresentavam um projeto de food Truck e o empresário dava dicas sobre onde estacionar como abordar clientes tive a sensação de que aquele homem era um investidor experiente respirei fundo e quando os jovens saíram Aproximei-me Boa tarde desculpe interromper meu nome é Gabriela e tenho um projeto de restaurante focado em culinária caseira e sustentável posso lhe apresentar minha ideia se tiver um minuto ele me olhou de cima a baixo avaliando mas não de forma arrog estendeu a mão Prazer sou o Senor Alberto Fernandes tenho interesse em novos Empreendimentos
na área pode falar Gabriela apresentei meu conceito um restaurante pequeno com cardápio sazonal Priorizando ingredientes locais e orgânicos ambiente familiar cursos de culinária abertos à comunidade valorização da história por trás de cada prato o Senor Alberto pareceu genuinamente interessado fazendo perguntas custos público alvo localização respondi com calma tentando transmitir Segurança ao final ele disse gostei da sua proposta vou analisar melhor deixe-me seu contato quem sabe possamos marcar uma reunião mais Detalhada após o congresso meus olhos brilharam troquei cartões com ele e agradeci pela atenção aquilo já era um grande passo voltei para a pousada naquela
noite sentindo-me eu havia saído de um casamento opressor e em poucos dias encontrava-me apresentando meu sonho a um possível investidor a vida parecia estar finalmente tomando o rumo que eu sempre quis no entanto à noite após o jantar quando estava descansando na cama do Quarto da Pousada vi que tinha uma mensagem no celular era de um número desconhecido a curiosidade me fez ouvir era Rubi a voz dela suave mas claramente irritada dizia Gabriela eu não sei o que você pensa que fez mas aquilo foi inacreditável você nos humilhou na frente da senora Cecília ela passou
mal o dia inteiro acusando Santos de ter estragado a refeição foi um caos total na casa Santos está fora de si você acha que isso Acabou ele prometeu ir atrás de Você cuidado desliguei a mensagem e revirei os olhos eu estava a quilômetros de distância num hotel em São Paulo o que Santos poderia fazer além disso eu não temia mais suas ameaças se ele tentasse algo eu chamaria a polícia ele não tinha nenhum poder sobre mim agora principalmente após o que ocorreu ainda assim a ameaça me incomodava um pouco saber que Santos estava furioso e
considerando ir atrás de mima certa tensão mas não permitiria que isso Estragasse meu momento no dia seguinte continuei no Congresso assistia palestras sobre gestão de equipes branding planejamento de cardápios cada conteúdo reforçava minha convicção de que eu poderia sim ter meu restaurante ao final do segundo dia encontrei o Senor Alberto novamente ele estava acompanhado de uma mulher elegante a senora Helena sua sócia entei e aproveitei para reafirmar meu interesse Helena me olhou com Gentileza Gabriela o Senor Alberto me contou sobre sua ideia parece muito interessante eu estou sempre em busca de novos talentos e abordagens
diferenciadas poderia nos enviar por e-mail uma apresentação mais detalhada com projeções financeiras e de público Claro tenho tudo isso preparado mando hoje mesmo combinei de enviar o material trocamos e-mails senti um frio na barriga era minha chance eu tinha a sensação de que se tudo corresse bem Poderia encontrar neles os parceiros ideais para tornar meu sonho realidade Passei à noite preparando um arquivo PDF bem organizado com o plano de negócios fotos ilustrativas de como imaginava o ambiente até um protótipo de cardápio quando terminei Já era madrugada mas enviei assim mesmo acordei com uma resposta cordial
recebemos seu material vamos analisar com carinho e entraremos em contato meu coração deu um salto independente do Resultado eu sentia que estava no caminho certo após o terceiro e último dia do congresso Peguei minhas coisas e voltei para Belo Horizonte não queria abusar da hospitalidade de Paula mas ela mesma me disse que eu poderia ficar o tempo que quisesse agradeci agora precisava pensar no meu próximo passo talvez já começara a procurar um ponto comercial para o restaurante caso Alberto e Helena se interessassem de fato Ou se não desse certo com eles Procurar outro investidor não
desistiria fácil durante a viagem de volta no ônibus pensei novamente em Santos Cecília e rubi será que ainda estavam com raiva provavelmente porém agora isso era irrelevante minha vida não gravitava mais ao redor deles eu era um satélite Livre Para orbitar onde quisesse cheguei à casa de Paula À noite ela me recebeu com um sorriso perguntou como foi o congresso contei tudo Radiante brindamos com uma Taça de vinho celebrando minhas conquistas e minha coragem de ter partido Paula elogiou minha atitude Gabi você é um exemplo muita gente se submete a relacionamentos tóxicos por medo você
não só saiu como saiu com estilo deixando claro que não seria humilhada ri do comentário um dia quando tudo estivesse mais estável talvez eu Contasse a ela sobre a erva laxante por hora deixaria esse detalhe apenas na minha memória O importante era o Presente e o futuro quando me deitei para dormir senti uma paz profunda eu não estava mais presa não vivia mais com medo da Ira de Santos ou das ofensas de Cecília não precisava mais aturar a hipocrisia de rubi eu era Gabriela filha de Marta aprendiza da vida cozinheira em busca do meu próprio
restaurante Dona do Meu Destino os dias seguintes foram dedicados a pesquisas e planejamento eu sentava-me à mesa da sala de Paula com meu laptop pesquisando pontos comerciais Para alugar fornecedores locais estudos de viabilidade mantinha contato por e-mail com o Senor Alberto e a senora Helena que haviam prometido avaliar meu projeto não queria ser insistente mas mandei uma mensagem educada após alguns dias perguntando se precisavam de algo mais a resposta veio rápida eles estavam gostando da proposta mas precisavam discutir internamente isso era um bom sinal enquanto isso eu continuava procurando outras opções já Que Não dependia
exclusivamente deles conversei com a Paula sobre minhas ideias ela sugeriu falar com um amigo que trabalhava no banco para ver possibilidades de financiamento achei uma boa ideia certa manhã enquanto eu organizava meus arquivos no laptop meu celular tocou o número do chamador me pareceu familiar era o número antigo da casa onde eu morava com Santos atendi com o coração acelerado mas tentando manter a calma alô Gabriela precisamos conversar era a voz de Santos seca imperativa senti uma onda de indignação ele realmente achava que poderia continuar me dando ordens por outro lado uma parte de mim
queria ver até onde ele iria respondi com Frieza não temos mais nada para conversar acabou eu não vou voltar você acha que pode simplesmente sair assim e nos humilhar o que você fez foi inaceitável o frango estava intragável minha mãe e rubi passaram mal Você fez isso de propósito eu sorri diante da obviedade da pergunta mas não deixaria a confissão escapar eu servi o que vocês pediram se não gostaram paciência e sim eu fui embora porque não aceito mais ser tratada como empregada submissa você me ameaçou desrespeitou meu trabalho minha viagem agora lide com as
consequências ele bufou do outro lado da linha dava para imaginar sua face vermelha de raiva tentou parecer ameaçador volte agora Gabriela ou eu Juro que te farei se arrepender tenho fotos suas vou espalhar coisas sobre você dizer que me roubou dinheiro você não sabe com quem está lidando revirei os olhos era patético ele não tinha nada contra mim nunca roubei dinheiro não havia fotos comprometedoras ele estava blefando tentando me assustar respirei fundo e respondi calmamente Santos você já perdeu não tenho medo das suas ameaças pode fazer o que quiser lembre-se que eu também posso Denunciá-lo
por coersão por abuso psicológico não sei se você quer esse tipo de Exposição Além do mais a senora Cecília não vai querer um escândalo não é houve um Silêncio do outro lado ele provavelmente estava analisando minha resposta não era tão fácil me chantagear agora por fim ele disse isso não vai ficar assim e desligou fiquei olhando para o celular sem saber se ria ou se me irritava escolhi rir era um homem covarde que se alimentava do medo que Causava agora sem medo ele não tinha poder sobre mim contei a Paula sobre a ligação ela ficou
indignada disse que se ele insistisse era melhor eu registrar um boletim de ocorrência concordei por enquanto ele só estava blefando mas se insistisse eu tomaria providências legais no dia seguinte recebi um e-mail do Sr Alberto ele e a senhora Helena queriam uma reunião presencial Poderíamos marcar um encontro na semana seguinte em um café para conversar Pessoalmente sobre o projeto era um passo gigantesco confirmei imediatamente sugerindo horários passei o restante da semana preparando tudo para a reunião refinei meus números preparei uma apresentação em Power Point selecionei possíveis locais para o restaurante calculei custos de reforma equipe
Inicial fornecedores pensei no cardápio piloto pratos simples mais marcantes frango ao molho por exemplo mas dessa vez feito Com amor e equilíbrio não com Ira e Vingança imaginei minha mãe sorrindo a verid chegou o dia da reunião vesti-me elegantemente mas sem exageros uma saia lápis preta uma blusa Clara brincos discretos fui ao café combinado cheguei 10 minutos mais cedo o Senor Alberto e a senora Helena chegaram pontualmente cumprimentaram com sorrisos pedi um café para todos eles começaram elogiando minha apresentação dizendo que era Coerente e mostrava um bom entendimento do mercado a sen Helena perguntou sobre
meu envolvimento pessoal com a cozinha contei da minha mãe da minha experiência em restaurantes do curso de administração o Senor Alberto gostou de saber que eu tinha certa vivência prática não era apenas teoria então eles propuseram algo queriam investir mas não todo ao valor sugeriram uma sociedade onde eu entraria com parte do Capital Poderia financiado e eles com outra parte teríamos um contrato detalhado metas de lucro prazos para retorno eu achei a proposta justa não era um conto de fadas Mas um negócio real com riscos e benefícios compartilhados combinamos de eu enviar mais informações cotações
de aluguel de um ponto específico que eu estava namorando se tudo desse certo fechariam acordo em breve saí do café Radiante com vontade de pular de alegria Paula mal acreditou quando Contei Abraçamos rindo e chorando ao mesmo tempo nos dias seguintes enviei mais documentos fiz visitas a dois pontos comerciais e conversei com proprietários um dos locais ficava em um bairro Boêmio da cidade cheio de bares e restaurantes mas com uma pegada mais tranquila a casa tinha uma varanda charmosa ideal para meu conceito de comida caseira em um ambiente acolhedor durante esse processo minha cabeça raramente
voltava a Santos e a Vingança era passado a última vez que pensei nisso foi quando ao entrar numa loja de utensílios de cozinha vi uma panela semelhante à que usei para preparar o frango salgado sorri sozinha lembrando do bilhete que deixei a vingança era um prato que se come frio eles entenderam o recado Uma Noite ao chegar ao apartamento de Paula encontrei-a animada ela havia conversado com um conhecido um advogado que poderia me ajudar a formalizar o contrato da Sociedade tudo estava conspirando a favor senti-me grata à Vida ao universo a minha mãe mesmo diante
da dor e da humilhação Eu soube encontrar o meu caminho e Santos ele mandou mais uma mensagem ameaçadora dizendo que eu me arrependeria deixei-o no vácuo palavras vazias se ele insistisse eu trataria com a lei agora eu tinha um propósito maior com um caderno na mão comecei a desenhar o logotipo do meu futuro restaurante algo simples Talvez o nome martas em Homenagem à minha mãe ou raízes caseiras ainda não tinha decidido mas gostava da ideia de homenagear minha mãe era por ela que eu tinha amor à culinária era por ela que eu sabia o valor
do respeito passei o lápis no papel imaginando o letreiro na fachada respirei fundo absorvendo a felicidade do momento aquela semente que minha mãe plantou em mim anos atrás agora brotava num solo fértil livre das ervas daninhas do desrespeito a formalização do negócio Levou algumas semanas nesse tempo acertei detalhes com o Senor Alberto e a senhora Helena eles gostaram do ponto que sugeri o proprietário do imóvel estava disposto a fazer um contrato de aluguel de longo prazo o que nos dava segurança eu entraria com uma quantia menor obtida através de um empréstimo bancário orientado pelo amigo
da Paula enquanto os investidores colocariam uma quantia maior mas exigiriam uma participação nos lucros era um acordo Justo eu teria autonomia para a parte culinária a seleção do cardápio e a gestão do dia a dia enquanto eles contribuiriam com a experiência em negócios e o aporte financeiro o nome do restaurante seria sabores da Marta em homenagem à minha mãe um nome simples mas cheio de significado ao escolher o nome lembrei-me das palavras dela a comida é uma forma de amor sim e eu serviria amor Ali todos os dias com o contrato Assinado e as chaves
do imóvel em mãos começou a fase de reformas era uma casa antiga precisando de uma pintura modernização da cozinha adequação de instalações elétricas e hidráulicas contratei um arquiteto indicado por Helena e juntos definimos um ambiente rústico e aconchegante com mesas de madeira luminárias de vidro colorido toalhas floridas e um balcão aberto para a cozinha de modo que os clientes pudessem ver a preparação dos Pratos enquanto as obras avançavam comecei a selecionar fornecedores queria produtores locais de frutas legumes Car oric queria queijo de fazendas próximas pães artesis de padarias da vizinhança a cada encontro com fornecedores
eu sentia a satisfação de estar construind algo meu algo verdadeiro a mesmo tempo Paula continua sendo minha base de apoio nós nos tornamos uma espécie de família improvisada ela adorava perguntar como Estavam as obras as contratações o cardápio à noite assistíamos a filmes antigos ríamos de propósito senti um calafrio mas ri lro foi meu último Antes de Partir eu pensando você quea fazer cozinhar num instumento de revanche não julgo entendo o contexto Mas agora você está usando culinária para criar construir algo B é como se tivesse reencontrado seu verdadeiro eu sem precisar pisar em ninguém
Suas palavras me emocionaram era verdade eu havia usado a cozinha como arma mas aquilo foi um ponto final em um ciclo de abusos agora inaugurava um ciclo novo onde a comida seria novamente amor partilha respeito você tem razão Paula acho que precisava fechar um ciclo para abrir outro agora vou cozinhar para alimentar não para punir ela sorriu levantando a taça de vinho em um brinde silencioso as semanas passaram a reforma dos Sabores da Marta seguiu o cronograma contratei dois cozinheiros auxiliares um ajudante de limpeza uma garçonete e um garçom entrevistei pessoas que se alinhavam com
o conceito do restaurante que entendiam que ali serví mais do que comida serví uma experiência afetiva treinei os com paciência ensinando receitas falando sobre a importância da apresentação do atendimento cordeal no dia da inauguração estava nervosa o Senor Alberto e a senora Helena estariam Presentes além de alguns amigos inclusive Paula que me apoiou desde o início eu havia divulgado o restaurante nas redes sociais contado a história da Inspiração na minha mãe feito algumas fotos do ambiente não esperava uma multidão mas sim um público interessado em comida de qualidade e alma ao abrir as portas o
cheiro de temperos ervas frescas e pão saindo do Forno encheu o salão clientes começaram a chegar curiosos alguns vizinhos outros atraídos Pelas redes sociais eu estava na cozinha preparando uma das entradas um creme de abóbora com especiarias servido com torradas de pão integral quando o primeiro pedido saiu senti uma adrenalina gostosa era real era meu restaurante Paula entrou na cozinha sorrindo segurando o celular tinha lágrimas nos olhos Gabi o lugar está cheio as pessoas adoram a decoração Estão dizendo que o cheiro está maravilhoso você conseguiu senti um nó Na garganta agradeci e voltei a concentrar-me
nos pratos o jantar prosseguiu sem problemas recebi elogios abraços a garçonete retornava com sorrisos no rosto dizendo que os clientes estavam Encantados ao final da noite quando Fechei as portas sentei-me em uma das Mesas vazias Exausta mas feliz Paula Alberto e Helena sentaram comigo parabéns Gabriela Foi uma noite incrível disse Helena tocando minha mão os clientes elogiaram bastante A comida e o ambiente você começou com o pé direito disse Alberto agradeci emocionada a vontade era de chorar de felicidade Paula me abraçou sussurrando Você merece Nunca duvide da sua força aquela altura Santos Cecília e rubi
pertenciam a um passado distante eu não esperava notícias deles não sentia mais raiva apenas indiferença o que importa agora é meu presente e meu futuro aprendi que a Liberdade Não Tem Preço pagamos com coragem às vezes com Lágrimas mas vale a pena nos meses os sabores da Marta consolidou-se clientes fiéis apareciam toda a semana elogiando o tempero caseiro o Aconchego o sorriso da equipe eu me sentia plena fazendo o que amava honrando a memória da minha mãe e escrevendo minha própria história certa tarde enquanto cortava legumes na cozinha lembrei-me da frase final que deixei no
bilhete para Santos agora você aprendeu que a vingança é um prato que se come frio naquele momento Eu não precisava mais de Vingança apenas de viver minha vida em paz a vingança era um capítulo que me libertou Mas a vida verdadeira estava nos Capítulos que escrevia agora com amor tempero e Respeito Depois de alguns meses de funcionamento do restaurante eu estava tão envolvida no trabalho que raramente pensava no passado vivia ocupada planejando novos pratos organizando eventos temáticos estabelecendo parcerias com produtores locais a vida Fluía em um ritmo gostoso apesar do cansaço do empreendedorismo o sucesso
dos Sabores da Marta era Modesto porém crescente e isso me enchia de orgulho certa manhã ao checar minhas redes sociais deparei-me com uma mensagem privada no Instagram era de um perfil estranho sem foto provavelmente um fake a mensagem dizia quero falar com você é importante eu quase ignorei mas a curiosidade me fez perguntar quem era a resposta veio rápida sou Rubi preciso te Contar algo sobre Santos meu coração acelerou Rubi o que essa mulher queria agora havia meses que não ouvia falar deles pensei em ignorar minha vida estava ótima sem aquela negatividade mas uma parte
de mim pensou por Ela está me procurando ela sabe que não temos mais nada em comum decidi ouvir Por que eu deveria te ouvir Rubi escrevi de volta porque Santos peru o emprego endividado brigou com a sen Cecília e fal em se vingar de você preciso avisar foi aosta Suspirei fundo sentio uma pont de ansiedade eu estava feliz não queria esse fantasma do passado assombrando minha vida mas ao mesmo tempo não podia ignorar se ele realmente estivesse ameaçando seria Prudente Ficar alerta mandei outra mensagem diga o que quiser mas seja breve rub contou que após
minha partida e aquele almoço desastroso a relação entre Santos e Cecília ficou estremecida Cecília culpou Santos por ter deixado a situação chegar a esse Ponto dizendo que ele havia humilhado a esposa no caso eu a ponto de provocar uma atitude tão extrema Ruby também se voltou contra Santos dizendo que não queria ser vista como cúmplice de maus tratos a casa se tornou um campo de batalha de acusações além disso Santos perdeu o emprego devido a mudanças na empresa sem mim para administrar as Finanças domésticas as contas se acumularam a senora Cecília cansada voltou para a
casa de uma irmã no Interior deixando Santos sem apoio Ruby rompeu o caso extraconjugal dizendo que não queria um homem falido e encrencado ou seja ele estava sozinho afundando em dívidas e rancor ele culpa você por tudo escreveu Rubi está obsecado dizendo que você o envenenou que destruiu a vida dele que vai fazer você pagar eu acho que ele está desequilibrado por isso estou avisando relendo a mensagem senti pen e também um espinha Santos esta colendo o que plantou a ideia de um Homem rancoroso e desesperado atrás de mim não era agá eu precisa me
prevenir agradecia Rubi pela informação apesar de não confiar nela totalmente não sabia se ela tinha segundas intenções ai melhor ficar de sobreaviso desliguei o celular e contei a Paula sobre a mensagem ela me aconselhou a ir à delegacia e registrar um boletim de ocorrência só para ter algo documentado caso Santos aparecesse concordei fui no dia seguinte contei minha história à policial que me atendeu Ela orientou a manter distância registrar tudo e se Santos aparecesse chamar a polícia voltei ao restaurante com uma sensação incômoda não queria aquela sombra rondando meu presente mas não deix isso me
paralisar continuei minha rotina normalmente contratei mais um cozinheiro aumentei o cardápio organizei uma noite de degustação de vinhos o restaurante prosperava e eu me recusava a viver com medo algumas semanas depois ao fechar os Sabores da Marta à noite notei um carro parado do outro lado da rua faróis apagados tive um mau pressentimento pedi ao garçom João que me acompanhasse até até o ponto de táxi ele estranhou mas aceitou enquanto andávamos o carro seguiu lentamente Quando entrei no táxi o carro partiu em outra direção seria Santos talvez só minha paranoia mas me mantive Alerta avisei
Paula Sobre o ocorrido ela pediu que eu pernoitar no restaurante Mas isso não fazia sentido Eu tinha um lar agora com o sucesso do restaurante já havia alugado do meu próprio apartamento embora Paula e eu continuássemos amigas próximas decidi instalar câmeras de segurança no restaurante e contratar um porteiro noturno só por precaução a última coisa que queria era dar chance ao acaso a vida seguiu os sabores da Marta tornou-se um ponto de referência na vizinhança clientes elogiavam a comida o atendimento o ambiente recebíamos Críticas positivas em blogs gastronômicos o retorno financeiro começava a surgir e
eu conseguia pagar meu empréstimo com disciplina Alberto e Helena estavam satisfeitos e até sugeriram uma expansão futura o que me deixou entusiasmada certa noite ao fechar o restaurante novamente tomei cuidado ao sair desta vez estava sozinha avistei o mesmo carro parado mais adiante quando me aproximei A Porta Se Abriu e tanto saiu o coração disparou Mas mantive a calma ele parecia abatido mais magro a barba por fazer roupas amarrotadas mesmo assim seus olhos brilhavam de raiva fiquei parada mantendo distância o que você quer Santos perguntei a voz firme mas não agressiva ele caminhou em minha
direção parando a alguns metros o sorriso que surgiu em seu rosto era amargo você acabou com a minha vida Gabriela tenho dívidas ninguém me ajuda Rubi me Largou minha mãe não quer saber de mim tudo por sua culpa minha culpa você me humilhou me proibiu de trabalhar me tratou como lixo eu apenas me libertei Você destruiu sua própria vida com sua arrogância e falta de respeito não sou sua babá não sou responsável por suas escolhas ele fechou os punhos seu rosto ficando vermelho você me envenenou foi por sua causa que Cecília e rubi ficaram doentes
que tudo desmoronou você acha que não sei quem Vai acreditar em você Santos Você acha que a polícia vai achar o quê se você disser que eu te envenenei vai ter que contar o que você fez comigo antes Além disso elas passaram mal por um excesso de sal Quem sabe um tempero estr você não tem provas de nada Ele pareceu confuso sem resposta o homem não sabia lidar com a minha firmeza antes eu me encolhia de medo agora eu o enfrentava de cabeça erguida vai embora Santos reconstrua sua vida Se For Capaz mas não Ouse
me ameaçar já registrei ocorrência contra você qualquer passo em falso e chamo a polícia Santos hesitou parecia um animal acuado sem saída murmurou algo inaudível virou-se e entrou no carro partiu sem olhar para trás fiquei ali tremendo de adrenalina mas orgulhosa por não ter recuado Quando cheguei em casa relatei o incidente a Paula por telefone ela disse que eu fiz bem ainda que Santos tentasse algo agora eu estava preparada caso insistisse eu tomaria Medidas legais mais firmes não mais permitiria que ele na minha vida depois daquela noite nunca mais o vi Talvez ele tenha compreendido
su recado talvez tenha encontrado outro rumo para mim pouco importava o que importava era que eu estava livre e livre continuaria passaram-se alguns meses desde o último encontro com Santos Minha Vida seguiu em frente cada vez mais sólida e satisfatória os sabores da Marta crescia e e aos poucos minha equipe e eu nos Torná uma família a garçonete que contratei Luana dizia que amava trabalhar ali onde a comida tinha alma João o garçom orgulhava-se de conhecer os clientes pelo nome e saber seus pratos preferidos meus cozinheiros Marina e Pedro adoravam criar variações de receitas tradicionais
sempre mantendo o toque caseiro a comunidade local abraçava o restaurante às vezes organizávamos pequenas feirinhas gastronômicas na calçada convidando Produtores de queijo doceiros hortelões criando um ambiente de troca e valorização do pequeno produtor Era exatamente o que eu sonhara eu tinha um lugar no mundo um propósito Paula continuava ao meu lado torcendo por mim aconselhando quando eu precisava Alberto e Helena estavam satisfeitos com os resultados financeiros e comentaram sobre a possibilidade de abrir uma filial em outro bairro no futuro tudo era tão diferente da vida que eu levava Antes subjugada insegura agora eu me sentia
plena capaz feliz no fim de tarde sentei-me em uma mesa próxima à janela observando o movimento da rua pensei na minha mãe Mara como ela ficaria feliz em ver o que eu construí sorri imaginando sua vóz minha filha você conseguiu segue firme cozinhe com amor sim mãe estou cozinhando com amor a cada prato a cada dia oferecendo às pessoas um pedaço de mim e da nossa história lembrei-me também do passado de Santos Cecília Rubi O ódio a humilhação A Vingança foram capítulos Dolorosos mas necessários A Vingança serviu para eu me libertar romper as correntes não
tinha orgulho de ter usado a cozinha como arma mas entendi que aquele ato extremo me ajudou a encontrar a coragem para partir agora a cozinha era novamente um templo de amor não de rancor naquela noite fechei o restaurante cedo era o aniversário de Paula e eu organizara um pequeno jantar para ela e alguns amigos servi um risoto De cogumelos uma salada de Folhas Verdes com azeite aromatizado e de sobremesa pudim de leite uma das minhas especialidades acendemos velas cantamos parabéns brindamos a nossa amizade e as conquistas da vida ao provar o pudim Paula comentou esse
pudim me lembra o da sua mãe lembro quando você fez a receita dela na época do curso de administração era tão bom sorri emocionada usei a mesma receita minha mãe dizia que o pudim tinha que ser leve Doce na medida e feito com paciência acho que herdei a mão dela para doces rimos emocionadas aquela cena contrastava fortemente com as lembranças amargas do passado não havia lugar para a dor ali somente para a celebração mais tarde ao lavar a louça da pequena confraternização pensei na frase que usei no bilhete agora você aprendeu que a vingança é
um prato que se come frio de certa forma Santos aprendeu essa Lição mesmo que nunca admitisse ele provou do seu próprio veneno eu porém segui em frente a vingança foi um Marco não Um Destino meu destino era outro construir amar crescer fui dormir naquele dia com a alma leve grata por tudo despedi-me da raiva do medo da insegurança não precisava mais deles eu era dona de mim do meu da minha felicidade nada nem ninguém poderia tirar isso de mim novamente certa manhã algumas semanas depois Recebi um e-mail do Senor Alberto eles analisaram a ideia da
filial e acreditavam ser viável queriam minha aprovação para começar a pesquisar locais e fazer um estudo Inicial meu coração se encheu de orgulho deixei claro que adoraria expandir desde que mantivéssemos a essência do restaurante comida caseira ingredientes locais ambiente acolhedor ele concordou plenamente mais tarde durante o almoço um casal de idosos entrou nos sabores da Marta pareciam um pouco tímidos olhando a decoração levantei-me e os cumprimentei Boa tarde sejam bem-vindos já conhecem o nosso cardápio a senhora de cabelos brancos e sorriso doce respondeu Não minha querida é nossa primeira vez ficamos curiosos com a proposta
disseram que aqui a comida lembra a da vovó Isso é verdade sorri comovida tentamos chegar perto nossos pratos são simples feitos com cuidado e carinho Espero que gostem eles se Sentaram e eu mesma servi um caldinho de feijão de Cortesia agradeceram provaram fecharam os olhos saboreando vi o sorriso de satisfação no rosto deles Esse era o tipo de coisa que fazia tudo valer a pena eu oferecia mais do que comida oferecia lembranças conforto um abraço no paladar ao final da refeição Eles vieram me agradecer disseram que por alguns instantes sentiram-se transportados ao passado a cozinha
da mãe deles ao calor do fogão à lenha meu Peito se encheu de emoção esse era meu objetivo minha missão servir amor em forma de prato fechando de restaurante naquela noite parei na porta de entrada olhando para dentro a luz suave as mesas a cozinha reluzindo de limpeza pensei no caminho percorrido para chegar ali a menina pobre filha de cozinheira que aprendeu a valorizar cada tempero a jovem que trabalhou duro estudou amou e foi ferida mas não desistiu a mulher que enfrentou a opressão Planejou uma Vingança amarga para se libertar e depois seguiu adiante transformando
dor em fora critiva a vida era feita de Capítulos e eu encerrar aquele em que era subjugada agora vivia um capítulo de realização rodeada de pessoas boas oferecendo o que tenho de melhor ao mundo minha mãe estaria orgulhosa e eu Gabriela estava em paz comigo mesma caminhei pela rua até chegar em casa sentindo o ar fresco da noite cada passo Me lembrava que eu era livre ao virar a esquina uma frase ecoou na minha mente a verdadeira Vitória está em conquistar sua liberdade e felicidade era isso eu havia conquistado a minha liberdade e agora ao
invés de Vingança servia amor em cada prato entrei no meu apartamento deixei a bolsa na cadeira e me olhei no espelho vi uma mulher forte Serena capaz sorri A Vingança estava atrás de mim a liberdade ao meu lado e assim finalizo minha história com a certeza de que Nunca mais aceitarei menos do que mereço o banquete da minha vida agora é de paz respeito e saborosas conquistas gostou do vídeo deixe seu like se inscreva Ative o Sininho e compartilhe obrigada por fazer parte da nossa comunidade até o próximo vídeo