A crise climática é uma crise global, mas seus efeitos não são sentidos da mesma maneira em todos os lugares, nem por todas as pessoas. Falar sobre justiça climática é reivindicar os direitos daqueles que são os maiores injustiçados pelas consequências dessa crise, são grupos sociais que estão constantemente em um processo de segregação e exclusão histórica: negros, mulheres, povos indígenas, comunidades periféricas que vivem em moradias precárias e sem saneamento básico. E a injustiça climática se sobrepõe a uma série de outras injustiças quando acontecem os impactos dos eventos extremos, como secas, enchentes e deslizamentos, que deixam centenas de desabrigados e mortes, e recaem sobre essas populações, que são as que menos contribuem para as alterações mundiais do clima.
Dados da Anistia Internacional apontam que de 1990 a 2015, os 10% mais ricos da população mundial foram responsáveis por mais da metade das emissões de CO2, que intensificam a crise climática. Enquanto os 50% mais pobres foram responsáveis por apenas 7%. A luta por justiça climática envolve cobrar do poder público a criação de políticas públicas que promovam a segurança dessas comunidades e garantam que elas tenham espaço de voz nas instâncias de tomada de decisão.
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