Olá depois de tudo que a gente conversou aqui no curso sobre as modalidades de terapia nutricional para esses casos de enteropatia crônica a gente vai fechar o nosso raciocínio falando um pouco sobre essa história de modulação intestinal né O que que é essa tal dessa modulação intestinal e de que forma que a gente vai conseguir por meio da alimentação realizar alguma mudança alguma modulação nesse intestino focando principalmente No que hoje já se sabe sobre os conceitos de relação de mudança da alimentação com essa modulação de microbiota principalmente Então não é exclusivamente sobre a microbiota mas
é muito a respeito disso então como a gente conversou temos aqui a nova proposta de classificação das enteropatias Crônicas né O que que a gente tem de mudança né dessa da aqui que é a classificação atual para essa Possível nova classificação que vem sendo proposta aumentou aqui a participação da enteropatia crônica responsiva alimentação a gente tem a participação né agora a presença da enteropatia relacionada à modulação de microbiota a gente tem a enteropatia responsiva imunossupressora e a não responsiva Então nesse esse comparativo se vocês olharem aqui ó Aumentou a participação desses que estão Relacionados com
mudanças alimentares e não existe mais a responsiva a antibiótico exclusivamente Elia ali dentro desse contexto de responsiva essa modulação relacionada microbiota tá o que isso tem a ver com essa história então de modulação essa modulação intestinal ela vem então se tornar algo mais presente Nesse contexto por quê Porque acredita-se que haja uma porcentagem uma parte desses pacientes que TM a enteropatia crônica Que talvez precisem dessa modulação intestinal dessa modulação voltada paraa microbiota para ter aí uma responsividade ou uma evolução positiva do seu quadro clínico quando a gente fala então na modulação intestinal tem dois pontos
centrais que a gente vai observar aqui a gente tem a modulação intestinal por meio da nutrição atuando sobre a estrutura do intestino e atuando sobre a microbiota Intestinal a gente vai conversar muito mais sobre essa que atua sobre a microbiota intestinal mas nesse contexto né da dessa definição da modulação intestinal é interessante a gente entender que a gente não tá modulando só a microbiota intestinal tanto que antigamente o foco era principalmente sobre essa estrutura intestinal que era modificada quando havia a modificação da dieta isso era baseado no quê baseado em mudanças que ocorriam na permeabilidade
Intestinal nos transportadores que estão lá presentes no intestino e na atividade enzimática na borda em escova do intestino então aqui é um exemplo dessa questão de modulação intestinal por meio de modificação dietética Então esse é um trabalho bem eh interessante que nós fizemos que tá eh para ser publicado em breve então isso aqui é um spoilerzinho né que na avaliação de cães que tinham a enteropatia responsiva dieta então a gente avaliou a permeabilidade Intestinal desses cães né por meio da menstruação da concentração do io exol né que é administrado por esses animais a gente administra
e avalia no momento aqui no dia zero antes da modificação dietética e depois de duas semanas que que foi observado nesses animais observamos que nos animais responsivos à dieta depois de duas semanas né 14 dias recebendo uma alimentação hipoalergênica a per abilidade Intestinal ela reduz bastante tá então em praticamente todos os cães aqui avaliados houve uma diminuição nessa permeabilidade intestinal estatisticamente aqui mostrando que há uma modulação na estrutura do intestino uma vez que ele passa a ser menos permeável né nessa avaliação que a gente fez agora os cães que são os responsivos a imunossupressor né
não tem necessariamente essa diminuição na Permeabilidade intestinal depois do uso do alimento po alergênico então quando a gente fala de modulação intestinal nessa questão de estrutura isso depende do que esse paciente tem então as doenças vão ser eh moduladas de maneira diferente de acordo com as técnicas alimentares que a gente vai utilizar né então é um um entendimento muito dessa questão do nutrólogo participando disso por quê que a gente precisa entender a patogenia eu precisa entender a doença que tá ali Para a partir disso tentar eh estabelecer as formas com as quais a gente vai
conseguir modular modificar essa estrutura intestinal esse outro trabalho também é um exemplo de como a gente por meio da alimentação vai modular a estrutura intestinal então aqui a gente tem ó um estudo que eu gosto bastante de comentar tá é um trabalho com gatos né o que que eles fizeram eles forneceram metotrexato pros gatos e perceberam né que havia uma Diferença na resposta a essa medicação de acordo com que os S maisis comiam anteriormente tá então é um dado bem eh relevante o metrexato o que que ele é ele é um princípio ativo ele é
um medicamento que causa Lesão no intestino então é como se ele tivesse induzindo uma enterite nos gatos só que prévia ente o que que esses gatos eles receberam Metade dos gatos seis gatos receberam o que eles chamaram al de alimentação complexa e a outra metade os Outros seis gatos receberam o que eles chamaram de alimentação purificada alimentação complexa era basicamente um alimento completo né uma ração e a alimentação purificada era um alimento à base de itens e que estavam numa pré-digestão é como se eles já estivessem alguns deles já totalmente disponíveis para serem izados tá
então o que que eles fizeram eles forneceram esses alimentos por 21 dias para esses gatos no final desse período Eles Fizeram a aplicação do medicamento do metrexato IV nessa dose aqui e monitoraram esses animais pelos três dias seguintes que que eles viram que todos os animais depois da administração do metrox Sat que estavam anteriormente comendo a ração o alimento complexo que exigia aí uma atividade intestinal todos os animais estavam alertas e responsivos um deles apresentou diarreia nenhum apresentou vômito então dos seis eles ficaram relativamente bem já o grupo que Vinha numa alimentação que não tinha
esse estímulo intestinal que aconteceu com esse outro grupo aqui né todos ficaram prostrados ou letárgicos quatro tiveram diarreia dois tiveram vômito tá então o que que a gente observa de novo o TP tipo de alimento que esse animal recebe já está de alguma forma modulando essa estrutura intestinal e nesse caso dos gatos também houve uma modificação na permeabilidade do intestino por quê porque houve translocação bacteriana Naqueles que estavam recebendo a dieta purificada Metade dos gatos né dos seis três tiveram translocação bacteriana mensurada como avaliada por meio da cultura da amostra de linfonodo mesentérico se tinha
bactéria chegando ali no linfonodo mesentérico isso quer dizer que ela atravessou a barreira intestinal e ao atravessar a barreira intestinal quer dizer que tava tendo realmente uma permeabilidade para isso nessa imagem aqui acho que fica um Pouco mais claro da gente observar ó aqui quando os gatos comeram o alimento eh a ração ão mantendo a estrutura intestinal né Eh adequada e quando os animais comeram o alimento purificado houve uma perda dessa estrutura intestinal Ok E aí nessa tentativa de modular eh esse intestino a gente ouve muito alguns eh possíveis nutraceuticos sendo discutidos entre eles se
discute né a na prática Clínica se vê as pessoas usando Por exemplo Glutamina para essa tentativa de modulação de estrutura intestinal né eles avaliaram nesse mesmo cenário gatos com diferentes perfis dietéticos né diferentes tipos de dieta ou uma mais naquele conceito de alimentação purificada outra mais naquele conceito de alimento complexo que exigia ali do intestino uma atividade eles acrescentaram nessa alimentação purificada a Glutamina nessa tentativa De avaliar o quanto ela impactaria nessa estrutura intestinal eles avaliaram que proliferação e morfometria celular possibilidade de translocação e a permeabilidade como foi feito no estudo anterior que eu comentei
e o que que eles concluem aqui ó que a alimentação com a suplementação de Glutamina né de maneira purificada eh foi ineficaz né em preservar a função intestinal dos gatos que tinham aí a enterite induzida pelo medicamento pelo Metrexato tá e tem aqui a gente consegue ver inclus Inclusive a quantidade de Glutamina que foi administrada para esses para esses gatos sem esse efeito então mais uma vez que a gente vai entender a gente vai entender que a alimentação vai participar dessa modulação intestinal e nesses aspectos que a gente tá conversando aqui muito focado na estrutura
do intestino essa história de modulação intestinal ela começa há bastante tempo Não é recente isso então esse trabalho aqui né falando aqui sobre a modulação da função intestinal por meio de substâncias alimentares e aí eles estão descrevendo aqui né estão discutindo ali a participação de alguns compostos bioativos e o quanto isso vai modificar a função do intestino né em paralelo a estrutura intestinal né por isso que mantém essa função de barreira intestinal por isso que vai manter essa função de atividade celular essa função De digestão que vai acontecer nesses nesses animais né Apesar que aqui
no caso eles estão focando no no uso com o desfecho final ali em humanos não em cães e gatos né então um trabalho antigo mas focado muito mais em saúde humana a princípio E aí no fim das contas o que que eles eh vão evoluindo nesse raciocínio né esse aqui é um exemplo só de um trabalho também mais focado para humano o que que eles estão avaliando estão avaliando compostos específicos Ali de um determinado ingrediente né e o quanto isso pode ter relação com lesão intestinal induzida por medicamento usando o Camundongo como modelo mas o
que eles estão no fim das contas avaliando a modulação intestinal focada na função da bar Ira intestinal e da microbiota intestinal então em determinado momento ali na ciência eles começam a entender que essa modulação intestinal ela tem uma relação com a microbiota e não necessariamente que ser Um coisas separadas estrutura e microbiota são moduladas juntas uma provavelmente inconsequência da outra e em sinergia quando a gente olha Então essa questão de modulação intestinal por meio da nutrição um foco que vai ser dado aqui é nessa questão da microbiota intestinal a seleção de microrganismos benéficos né E
essa microbiota usando substrato paraa produção dos eh compostos que vão ser benéficos para Esse intestino Então esse é o foco dessa modulação intestinal fazer com que hajam compostos no fim das contas que vão estar presentes nesse intestino ao auxiliando o intestino e auxiliando sistemicamente esse organismo pensando em redução de processo inflamatório pensando em comunicação né do intestino com outros órgãos outros tecidos outros sistemas distantes né Eh gerando aqueles eixos entre intestino por exemplo pele intestino cérebro intestino eh pulmão Intestino metabolismo entre tudo tá porque a microbiota como a gente conversou ela faz parte desse organismo
e ela vai interferir nesse organismo como um todo e essa modulação intestinal Então por meio da nutrição a gente vai focar muito nessa microbiota intestinal e o que ela pode trazer de benefício Nesse contexto todo aqui só pra gente eh unificar essa nossa conversa Então falando aqui de microbiota intestinal eu Tô falando de quem tô falando desses microrganismos que estão entes aqui no lume intestinal mais voltados aí para essa camada de muco que tá Protegendo o epitélio intestinal né Então essa é a estrutura que a gente pensa quando a gente pensa em uma microbiota intestinal
saudável E adequada Ok entrando propriamente dito ali na questão da modulação da microbiota intestinal de que forma que essa microbiota intestinal ela vai ser Modulada então Então a gente vai ter essa modulação ocorrendo por meio de medicamentos os antibióticos são os principais a possibilidade então dos outros bióticos né O prebiótico probiótico eh os pós bióticos depois a gente vai falar dos simbióticos e a última possibilidade ali a questão do transplante fecal fazendo essa essa modulação da microbiota intestinal Então como eu falei O primeiro exemplo né de modulação da Microbiota intestinal é feito pelos antibióticos Então
por muito tempo quando alguém pensava ah preciso de alguma forma mexer nessa microbiota pensava-se em utilizar o quê utilizar antibiótico para isso né Essa era a a tentativa ali o pensamento em relação a esse a essa possibilidade de modulação nas gastroenterites agudas por muito tempo o paciente que apresentava alteração fecal eh mesmo hematoquezia né em todos esses quadros por muito tempo o Tratamento era o uso de antibiótico tá atualmente diversos trabalhos mais novos vão mostrar o quê que o tratamento com antibiótico não demonstra benefício direto não melhora a mortalidade nem o desfecho Clínico ou seja
quem recebe ou quem não recebe não vai ter essa melhora logo não há indicação enquanto o paciente não tiver evidência de uma possível sepse ocorrendo Então se animal ele não tem nenhuma evidência de que está acontecendo um quadro infeccioso Grave nesse paciente não tem a recomendação mais do uso do antibiótico por quê né além das questões relacionadas à Resistência aos antibióticos né que isso é um grande debate uma grande discussão outros trabalhos vão mostrar pra gente que a presença do antibiótico ela vai impactar negativamente nessa microbiota intestinal então ocorre uma modulação Mas é uma modulação
negativa modifica-se essa microbiota intestinal mas de Maneira negativa então o antibiótico de maneira geral não entra como uma possibilidade de modulação positiva da microbiota tá Não tô dizendo que em situação nenhuma vai se utilizar o antibiótico não é isso mas não tem essa recomendação direta para o seu uso Como era feito antigamente isso aqui é só um exemplo né de como isso acaba impactando no no na microbiota intestinal Ok então o efeito da do metro indasol ou predinisolona no Microbioma né na microbiota fecal de cães então o que que eles mostram aqui ó eles vão
mostrar nesse primeiro gráfico que quando os cães eles recebem o Metronidazol o que que acontece eles receberam do dia zero até o dia 14 né então do vermelhinho até o azul enquanto eles estavam recebendo né esse met indol houve uma diminuição tão importante aqui na presença dessas da da da microbiota né uma modificação nessa microbiota Depois de 14 dias isso tende a voltar aqui ao ao normal depois a gente vai ver outros dados que se demoram um pouco em alguns pacientes individualmente Tá mas quando eles recebem a predinisolona esse Impacto é praticamente inexistente tá então
alguns medicamentos vão modular essa microbiota e outros não no caso dos antibióticos né especificamente do Metronidazol há essa modulação da microbiota né mas como eu falei é uma modulação negativa dessa microbiota Intestinal enquanto a predinisolona provalmente ela vai atuar muito mais nessa questão estrutural ou inflamatória que tá acontecendo nesse intestino do que especificamente na microbiota em si nesse outro trabalho aqui fica um pouco mais claro né da gente ver essa questão então aqui eles estão avaliando ó efeito do metasol no microbioma e metaboloma em cães saudáveis e olhando especificamente de que forma Olhando pelo índice
de disbiose então eles pegam os cães né E vão administrando para esses animais né o metor indasol nesse período aqui na sétima oitava semana que que acontece com esse índice de disbiose nesse período do recebimento do antibiótico o índice de disbiose aumenta muito ou seja torna-se presente ali uma disbiose nesses animais e saindo dessa fase né quando interrompe a antibióticoterapia os animais eles tendem a voltar aqui Paraa microbiota anterior que eles tinham mas alguns pacientes mesmo depois aqui ó de 4ro semanas um mês eles ainda estão num quadro alterado de microbiota intestinal tá e quando
a gente olha aqui anteriormente a esse período de antibióticoterapia houve modificação na di dos cães que resultou em mudança aqui na no índice de disbiose né desses animais mas tudo dentro aqui do intervalo né do valor de referência Então essas modificações nutricionais às Vezes elas podem modificar a a microbiota desses pacientes mas não necessariamente sem modificar a função né então se não muda a função da microbiota não necessariamente eles estão num quadro de disbiose Então esse que é o dado interessante né o antibiótico ele vai causar disbiose vai causar uma modificação quantitativa e qualitativa dessa
microbiota intestinal e um dos microorganismos que vai sofrer um pouco mais nesse processo é o CL Trdir anones que é aquela bactéria ali que a gente já comentou que é uma bactéria bem específica do painel de disbiose dos cães né Por quê Porque ela tem uma função quase que única de fazer essa modificação dos ácidos biliares e com isso el impacta muito no resultado final que é ter ou não a disbiose eh observada aí por esse índice que é utilizado Ok então acho que isso daqui ilustra bem essa questão do uso dos Antibióticos então aqui
a gente entende que eh a partir do antibiótico a gente não tem uma modulação positiva dessa microbiota intestinal Então a gente vai passar a utilizar as outras ferramentas quando a gente olha olha pra questão nutricional ferramenta mais aparentemente né diante do que a gente tem de evidência atualmente a ferramenta mais útil para essa modulação intestinal acaba sendo os prebióticos tá então a gente vai conversar eh bem sobre os Prebióticos para entender os outros cenários O que que a gente tem de de possibilidade aqui a primeira coisa é entender o que que é o tal do
prebiótico o prebiótico vai ser aquilo que é utilizado né o substrato utilizado seletivamente pelo microrganismo para conferir alguma algum benefício à saúde do hospedeiro tá prebiótico vai ser entendido também como os itens alimentares que escapam da digestão alcançam os sítios de ação Específicos interagem com a microbiota ou com o intestino promovendo saúde intestinal local ou se sistêmica tá Resumindo isso o que que a gente vai ter como informação Clara do que são os prebióticos é aquilo que vai ser utilizado pelo organismo por meio da microbiota por meio do intestino trazendo benefício mais específico Tá então
não é algo que vai ser ingerido digerido e vai ser utilizado por ser um nutriente específico não vai ser Utilizado pela microbiota inal pela sua capacidade de interação com essa microbiota ou com o próprio eh com a própria estrutura intestinal tá essa definição e esses conceitos dos bióticos vocês né que gostam aí da área da gastroenterologia né e da nutrição obviamente eh vocês podem obter essas definições nesses consensos né então aqui ó tem o Consenso da onde da sociedade né da associação eh científica internacional Para eh probióticos E prebióticos e esse aqui é o Consenso
focado mais nos prebióticos então ele fala só sobre a questões aqui dos prebióticos depois vocês vão ver que tem o para probiótico para pós biótico para todos os outros para ficar mais claro de entender isso né esse papel do prebiótico essa figurinha eu acho que ilustra bem então aqui o que a gente tem a gente tem aqui o cão o gato ele vai primeiro ingerir o alimento ao ingerir esse alimento né os Nutrientes carboidrato proteína lipídeo vão passar pela digestão né do hospedeiro com as enzimas do hospedeiro né do cão enzima do gato e isso
vai fazer o quê vai fazer com que essas enzimas sacarolíticas proteolíticas lipolíticas liberem os monômeros mesmo desses nutrientes então no caso da da dos carboidratos a glicose das proteínas dos aminoácidos as gorduras dos ácidos graxos e isso vai ser absorvido né Por esse animal e vai ser utilizado por ele Como fon de energia como questão estrutural né da forma como aquele nutriente foi feito para ser utilizado uma parte disso que foi ingerido não vai ser utilizado pelo hospedeiro de maneira direta vai ser utilizado pela microbiota não então a microbiota vai fazer a digestão dela alguns
nutrientes ela vai utilizar né esses nutrientes para ela enquanto eh um ser ali que tá produzindo proteínas que tá vivo né gerando ali energia para ele mesmo então tem todo um Arcabouo metabólico naquela naquele microrganismo seja a bactéria seja o fungo enfim tá utilizando esse esses nutrientes que ele que ele consegue ã recuperar al dos nutrientes por meio da digestão que ele vai fazer mas no fim das contas né esse metabolismo da microbiota em cima desses nutrientes que escaparam da digestão no fim a última etapa aqui que vai acontecer é a fermentação desses desses componentes
principalmente Os itens aí mais relacionados a carboidratos e proteínas aí a gente vai ter no fim das contas a produção dos pós bióticos que que são os pós bióticos a gente vai ver daqui a pouco mas é um resultado final aí desse processo de fermentação ou de permanência da microbiota ali no intestino tá como que esses prebióticos vão atuar E como que eles vão no fim das contas gerar esta modulação intestinal isso aqui é bem interessante Então a gente vê Aqui ó o prebiótico uma das das formas né um dos me ismo de ação é
esse prebiótico passar por um processo de fermentação essa fermentação vai alterar alguns aspectos lá no intestino então quando a gente tem uma fermentação intestinal normalmente tem uma mudança de PH intestinal e tem a produção dos ácidos gros de cadeia curta Então esse agcc ou scfa né que é a sigla em inglês Quer dizer ácido grático AD curta esses ácidos grassos de cadeia curta que são Principalmente o butirato propiônico e o acet ele vai eh ser utilizado né esses ácidos grassos vão ser utilizados pela estrutura intestinal pelos colonócitos né para alterar essa integridade do intestino além
de interagir então ele vai atuar aqui ó na integridade intestinal além de interagir inibindo né a colonização desse intestino por patógenos então tem aqui alguns microorganismos que vão ser reduzidos em diferentes espécies né em Que isso pode estar ocorrendo essa fermentação essa modificação de PH essa modificação de estrutura intestinal melhora a colonização por bactérias boas e modifica a Resposta imune desses cães tá e desses gabos então ess essa modificação de Resposta imune também vai acontecer graças a esse processo aí de fermentação O que que a gente tem de informação sobre esse processo fermentativo como que
a gente consegue modular isso né o recomendado em alguns Trabalhos eu vou mostrar um pouquinho ali mais à frente para vocês é a inclusão mínima de 1 a 2% né do que está sendo eh incluído de alimentos né de ingredientes nessa dieta final né né a inclusão de 1 a 2% de itens que vão passar por uma fermentação sabidamente interessante sabidamente boa então por exemplo o uso do fruto óo sacarídeo que é o Foz o uso do galacto óo sacarídeo que é o gos né e a presença o uso ali de fibras fermentáveis que vão
obviamente Passar por esse processo de fermentação trazendo esses benefícios de modulação da microbiota intestinal quando a gente vai pensar em então né no no nas fibras e na inclusão desses itens que vão escapar da digestão a gente foca muito nos carboidratos que vão escapar dessa digestão e esse é o conceito de fibra né aquele carboidrato que vai escapar desse processo aí de digestão do hospedeiro né gestão feita pelo hospedeiro E aí o que a gente tem Que tentar entender é o item que eu estou acrescentando que é a fonte de fibra ele tem que perfil
ele tem um perfil mais fermentativo menos ferment ativo para Esse aspecto aqui de eh produção dos ácidos grassos de cadeia curta então por exemplo poupa de beterraba e amido resistente eles têm aí um processo né uma capacidade fermentativa maior do que o psil a celulose que tem essa capacidade fermentativa mais baixa por outro lado Pisil PPA de beterraba tem uma capacidade solúvel né Tem uma solubilidade maior enquanto celulose amido resistente tem uma insolubilidade uma solubilidade menor tá isso traz características para esse ingrediente fibroso que tá sendo acrescentado e isso vai melhorar um pouco h o
ambiente intestinal de acordo com o objetivo que eu tenho então se eu tenho uma questão mais física de modulação de estrutura fecal normalmente ah a fibra Como psí e celulose vão ser recomendadas a gente vai ver algumas coisas mais à frente sobre isso quando a gente pega aqui por exemplo eh a poupa de betab mido resistente a inclusão deles é focada Principalmente nesse aspecto de fermentação de produção desses ácidos grassos de cadeia curta de onde vem esses dados né então aqui é um exemplo de um trabalho que avaliou Exatamente isso né avaliação da fermentação de
óleos sacarídeos na dieta Ali utilizada para cães eh em comparação com fibras mais conhecidas fibras que el chamar aí de fibras padrões que que eles eles viram aqui ó eles pegaram dietas uma dieta controle uma dieta que tinha né a controle tinha menos fibra a dieta e celulose aquela que tinha uma inclusão maior de celulose a dieta à base de polpa de beterraba e dietas com uma mescla entre celulose e frut olgo sacarose né Eh esses frut óleos sacarídeos aqui né o que que eles Vão ter eles vão ter esse potencial fermentativo né E é
isso que tá sendo observado aqui nesse trabalho então nesse primeiro ó nesse primeiro tratamento foi a inclusão de 1% de celulose com 1,5 por de frut óo sacarídeo né esse segundo tratamento foi a inclusão da celulose do frut toligo sacarídeo 1.2% e 0 3% da parede celular de levedura e o terceiro tratamento é um aumento de Parede celular de levedura com uma presença aí Menor do Foz mantendo a quantidade de fibra insolúvel então esses são os tratamentos que eles fizeram e o que que eles percebem né de dado aqui pensando em microbiota eles mostram aqui
pra gente que bif bactéria né foi modulada esteve maior quantidade nesse nesse estudo do que quando os cães comeram a dieta exclusivamente com celulose sendo a fonte de fibra ou a Dieta controle então ter fibra que fermenta modula algumas bactérias né então entre elas aqui bifo bactéria teve essa modulação né E isso provavelmente tá relacionado a quê Tá relacionado à possibilidade de ter esse item fermentativo quando a gente olha lactobacilos aqui embaixo né A gente vai ver que lactob bacis não foi tão homogêneo enquanto o bifo bactério todos os tipos de fibras fermentáveis geraram a
mesma quantidade né a mesma Representação de de bifit bactério mesma participação nessa microbiota intestinal lactobacilo mudou um pouco estatisticamente falando né a gente vê pelas letrinhas aqui em cima então enquanto só frut ollio sacarídeo em 1,5 por e a a inclusão aqui do da parede celular de levedura numa Quantidade maior teve uma diferença importante da celulose né estatisticamente falando tá então isso aqui é pra gente mostrar que eh esse Blend de fibras essa presença de fibra vai trazer esse benefício e aqui é só para Os Amantes da nutrição mesmo né olharem eh realmente Como foi
o preparo desses alimentos né a formulação então o controle sem uma fonte de fibra específica celulose com 2,5 de inclusão né da celulose a poupa de beterraba 2,5 e os outros todos também mantendo 2 e me de fibra né presente dos ingredientes fibrosos mas com variação das inclusões do fruto ório Sacarídeo e da parede celular de levedura Então essa fórmula aqui é mais para quem realmente gosta de nutrição e quer tentar depois replicar ou entender como fazer essa aplicação na na formulação das Dietas E vocês viram isso ali um pouco mais com a palestra da
Vivan também aí por fim nesse estudo a gente vai ver né que com o alimento com os alimentos né que geram aí a fermentação tem a produção de a grático de cur tem quantidade muito maior Então Se a gente comparar aqui por exemplo controle celulos tiveram estatisticamente mesma produção né dos ácidos graxos agora quando a gente olha a poupa de beterraba ela teve uma quantidade maior do que controle celulose né com variações aqui nas nas quantidades produzidas de acordo com o tipo de fibra que tá clusa aí nesse alimento tá então a popa de beterraba
é um ingrediente bastante utilizado pela indústria por Quê Porque ela traz esse efeito de fermentação ah considerado uma boa fermentação na dieta aí dos cães tá então isso aqui é mais pra gente entender o que tá acontecendo quando é feito o acréscimo desses diferentes tipos de fibra na alimentação sejam as fibras que fermentam as que não fermentam inclusive os oligossacarídeos né que vão ter esse papel fermentativo também eh apesar da gente muitas vezes olhar Para ele só como um prebiótico sem entender realmente porque que ele tá ali tá então ele tá como uma fibra que
vai fermentar para quem gosta mais da nutrição também né então já se tem alguns trabalhos avaliando essa participação do amido resistente Então nesse estudo feito lá na Unesp deab de Cabal eles produziram o alimento de maneira que ele gerou mais amido resistente o amido que tinha um pouco mais de dificuldade para ser digerido Então ele escapava da digestão ia ser utilizado lá pela microbiota intestinal ao ser utilizado pela microbiota intestinal ele também mostra que o aumento na produção né dos ácidos graxos de cadeia curta principalmente no alimento aqui né o aumento na produção com o
alimento que tinha alto amido resistente né esse RS é amido resistente mostrando esse efeito por exemplo aqui com baixo amido resistente de eh tirato tava em 40 com alto amido Resistente Isso foi para próximo de 60 né então aumentou uma quantidade bem interessante aí nessa produção fecal né intestinal dos ácidos grassos de cadeia curta de novo De acordo com aquilo que foi utilizado na dieta mostrei esses dados para cães existem esses dados também para gatos muito parecidos chegando a resultados muito próximos Então esse daqui também avaliando nos gatos a inclusão na dieta de diferentes oligossacarídeos
S que Eles testaram o Foz o gos ou a soma dos dois né aqui o quanto tá sendo colocado né ou do FZ ou do gos ou da soma dos dois e consequentemente eles vão mostrar aqui quais os efeitos tiveram então quando os animais comeram alimento e controle o PH né e fecal foi um pouco maior mostrando aí que ele estava um pouco mais alcalino né do que os outros que estavam em um um PH um pouco mais ácido nessa comparação então a dieta que tinha ali o FZ e o gos resultou no PH Próximo
a se enquanto a controle resultou no PH próximo a 6.7 quando a gente olha também a produção dos ácidos gros de cadeia curta e os ácidos gros de cadeia ramificada também né Há uma difer nessa produção de novo quando há uma inclusão de maior quantidade do dos substratos né do FZ e do gos há uma maior produção do dos asos graxos então por exemplo o total de ácido gro na soma de fos gos gerando ali próximo a 1% de inclusão foi De 330 enquanto na controle Foi próximo a 240 então uma quantidade a mais n
expressiva aí desses ácidos graxos que vão ter todos aqueles benefícios que a gente comentou e no gato também mostrando exatamente aquela ã aquele achado de modulação da microbiota mudança dessa microbiota intestinal de acordo com a fibra presente ali nesse alimento então aqui o bif do bactério né que foi o foco avaliado ele foi maior né a sua presença Esteve maior quando fez o acréscimo do Foz e do gos junto então comparado com os outros foi maior eh o foz e o gos foram maiores que o controle e o controle foi a menor quantidade ali do
bifo bactério então mostrando que realmente faz sentido essa abordagem de inclusão de fibras inclusão de óg sacarídeos tornando eh essa microbiota modulada né modificando essa microbiota em teoria modificando beneficamente e essa questão né do prebiótico não se Limita à sua participação na fermentação né o prebiótico ele pode atuar também em respostas diretamente relacionadas ali a imunidade Então esse é um exemplo de algo que vem sendo bastante utilizado que a parede celular de levedura tem alguns estudos aí acontecendo né e alguns estudos já publicados sobre isso mostrando como que é esse efeito inclusive nos Pets né
então o que que ele vai mostrar aqui ó aqui a gente tem A parede celular de levedura nessa parede existe aqui as manano proteínas existem eh a presença aqui do betaglucano e esses compostos eles vão interagir com as células do sistema imune desencadeando as respostas imune eh que são eh eh efeitos desses prebióticos então aqui por exemplo o Moss o nós é um prebiótico bastante falado bastante conhecido que que ele vai fazer ele vai interagir né com células do tecido Linfoide associado ao intestino Então esse Gal é o tecido linfoide associado ao intestino quando o
moz interage com esse com esse receptor ali né dessa dessa célula eh o que que vai acontecer ele vai estimular a Resposta imune aumentando né a resposta de imunidade na mucosa imunidade celular a imunidade humoral tudo isso tornando esse intestino muito mais eh muito mais capaz de induzir uma Resposta imune mais adequada então tem Trabalhos que vão avaliar que filhotes animais que receberam mo eles vão ter uma resposta vacinal diferente do que animais que não TM esse prebiótico presente ali na alimentação tá e outros prebióticos como por ex por exemplo betaglucano ele também vai atuar
Principalmente nesse efeito de modulação H da Resposta imune né De certa forma modificando a questão dos microorganismos também então a gente tem aqui ó betaglucano né presente na na Alimentação dos animais interagindo diretamente com as células né modificando Resposta imune modificando os patógenos que vão estar presente ali nesse intestino Beta glucano interagindo de novo com célula do sistema imune reduzindo a presença aqui de microrganismos né E modulando essa Resposta imune tá Então nesse caso é um prebiótico atuando não por meio da questão eh fermentativa mas por meio dessa interação Direta com o Sistema imune e
consequentemente modulando a microbiota e o sistema imune desses desses animais de novo não só a nível intestinal mas a nível sistêmico também E aí tem trabalhos né Por exemplo esse que vão avaliar o tempo do uso do prebiótico né Eh o prebiótico ele vai atuar de imediato en quanto tempo ele vai ter essa atuação esse dado ele é muito impreciso na literatura porque a gente tem poucos trabalhos que tem feito essa avaliação no curto médio longo Prazo dos animais tá então esse daqui é um dos poucos que fez essa avaliação então eles avaliaram aqui a
imunoglobulina a e perceberam que há modificação da sua presença né De acordo com o tempo né mostrando o quanto a gente tem que estudar um pouco mais isso e entender se no curto no longo prazo quais vão ser os efeitos desses prebióticos Lembrando que até aqui eu só tô falando com vocês de animais saudáveis né não sei se vocês perceberam Mas a gente vai falar daqui a pouco dos doentes e nos doentes Isso vai ser eh um pouco mais intrigante tá e por fim né eu vou usar esse trabalho aqui pra gente já que a
gente tá falando de um curso de nutrição mesmo a gente tem que fazer conta e entender como que eu aplico esses conceitos na prática Então nesse trabalho eles pegaram o Moss né e chicória e avaliaram quais os efeitos desses ingredientes tá então eles fizeram um alimento controle que Não tinha nem a chicória nem o Moss um alimento que eles fizeram a inclusão de 10 g de chicória por quilo de alimento de MZ 10 g de MZ por quilo de alimento e o último foi uma combinação dos dois ingredientes né estatisticamente eles mostram aqui modificações no
perfil né na claridade fecal Principalmente quando o moose está presente aqui eles mostro né Eh essa digestibilidade né o efeito da Digestibilidade de acordo com a presença dessas fontes de fibra né então mostrando aqui que com a inclusão da chicória né até Aumentou a digestibilidade de gordura né teve uma tendência para isso não foi estatisticamente né para ser estatisticamente tinha que ser menor que 0,05 de maneira geral mas aqui eles consideraram aí como uma tendência né a a essa ocorrência de uma mudança na digestibilidade Fo a presença das fibras Também mas diretamente na microbiota eles
observaram aqui ó uma redução de ecol com a presença do Moss e um aumento do bifo do bactério com a presença do Moss também né e da chicória então ambos atuaram aí melhorando essa microbiota intestinal mas aí a dúvida que a gente fica é como que eu calculo essa dose eh do que tá sendo utilizado aqui no estudo seja para uma situação clínica em que eu quero manipular esse determinado item seja para eu aplicar isso num Conceito de formulação mesmo né então isso eh num curso de pós-graduação em nutrição né num bom curso a gente
tem que parar e estudar Isso diversas e diversas vezes para que o aluno aprenda a fazer isso na prática isso é importante que vocês que estão aqui nesse curso também façam conosco então o que que a gente vai olhar aqui ó vamos olhar o exemplo do Moss então o Moss tá na inclusão de 10 g por kg de alimento isso tá naquela inclusão que eu comentei Com vocês lá atrás de aproximadamente 1% de inclusão se a gente observar quanto de matéria Seca tem esse alimento tem 92.4 então se é 1 g em 92.4 g na
verdade é inclusão de 1.1% ao considerar a matéria seca obviamente que tem né os seus arredondamentos por questões de análise tem seus arredondamentos por questão de etapas de processo produtivo né aqui a gente não tá olhando e quanto de mos especificamente mas do ingrediente origem desse mos Então tudo Isso a gente tem que considerar eh na no entendimento da aplicação desse conceito que eu tô passando aqui para vocês na média né esse artigo ele descreve que os cães tinham 18 6 kg de peso corporal tá se a gente considerar né que a ingestão que ele
mesmo descreve a ingestão média foi de 415 G então desses 415 G que os cães comeram 1% era o ingrediente fonte do Moss se a gente calcular 1% desses 415 que os cães comeram então eles comeram em torno de 4,15 G desse ingrediente por dia se a gente pegar esse 4 15 g e dividir pelos 18,6 kg dos animais a gente chega numa dose aproximada aí 220 MG desse ingrediente fonte de MZ pra gente utilizar na na rotina em diferentes situações tá então é só um raciocínio nutricional para de que forma que eu vou tentar
fazer essa modulação e isso pessoal a gente consegue fazer para diversos nutraceuticos diversos itens Que a gente queira calcular tá Tá mas quem trabalha com nutrição bem aí também consegue lidar com esses números como 1% de inclusão 2% de inclusão que é o número mais geral paraa inclusão desses itens né que vão trazer essa questão fermentativa ou interação imune na dieta aí do do dos cães Então essa inclusão de 1 a 2% tá é o número mais genérico mais utilizado na literatura dose específica a gente tem tem pouquíssimos estudos eu vou mostrar Alguns deles aqui
pra gente daqui a pouco então vamos olhar alguns dados que a gente tem né sobre essa questão do uso dos prebióticos nas doenças do trato gastrointestinal vamos dar uma passada por alguns estudos que já existem aí na literatura o primeiro trabalho que eu queria comentar com vocês esse aqui que foi publicado em 2022 então relativamente recente o que que ele vai mostrar pra gente ele vai mostrar eh O que ocorre com o uso de um Alimento tem uma alta concentração uma alta presença de um mix de fibra no manejo da diarreia aguda né então eles
classificam a a essa qualidade fecal por meio desse score um scor que vai de um a sete sete feses líquidas um feses muito firmes então eles pegaram 22 cães com manifestações de Trato gastrointestinal eh inferior de intestino grosso né então como se fosse animais que estivessem com alguma colite que tinham aí um esor de condução Fecal maior que quatro né então daqui para cima né ou seja uma piora fecal disso para baixo Tinham que ter muco ou hemato Quesia ou tenesmo ou as três coisas ou dois desses itens em eh eh deveriam estar ocorrendo então
eles colocaram 11 animais em cada grupo um grupo ficou recebendo alimento de alta fibra o outro grupo ficou recebendo um alimento que tinha uma um um uma característica mais padrão né um alimento de alta qualidade mais uma Característica mais padrão tá que que eles perceberam aqui depois que eles fizeram as mudanças dietéticas o muco a hemato Quesia e o tenesmo melhorou em todos os animais Então os 22 que estavam nesse quadro a presença de Muca hem matesi tenesmo não teve mais nesses animais o o scor fecal ficou menor que cinco em todos os animais que
ficaram na dieta de alta fibra então todos que estavam Nesse contexto aqui ficaram disso para melhor Né quando comeram alimento de alta fibra agora quando eles comeram o alimento que tinha eh uma quantidade menor de fibra o que que percebe-se que metade eh não teve essa ora no scor fecal de imediato tá e quando a gente Olha esses dois alimentos a gente tem que ver alguns pontos aí e que chamou atenção primeiro que essa questão da modificação de fibra ela acontece tanto de fibra insolúvel como solúvel então é uma mescla né um Blend dessas fibras
então De insolúvel é o alimento comum tinha cinco o alta fibra estava com 15% de fibra solúvel o alimento padrão tinha 0 o alimento alta fibra estava com 4.5 mais ou menos né então tem uma quantidade bem importante de aumento dessa fibra realmente só que esse trabalho não avaliou só a inclusão da fibra né a proteína é diferente a quantidade de proteica é diferente quantidade de gordura é diferente né a Quantidade de carboidrato vai ser diferente também então não dá pra gente afirmar que o efeito o benefício foi só da inclusão da da fibra na
dieta né foi a inclusão do cenário todo do contexto todo aí nesses animais tá quando a gente vai olhar então e tem alguns outros poréns nesse estudo então por exemplo a exclusão né eles tiraram os animais tinham diarré de intestino delgado ou que estavam com hiporexia ou Que tinham outras alterações ou seja os animais que estiveram recebendo esses alimentos eram animais que tinham quadros de arre de intestino grosso um pouco mais sutis né um pouco mais leves se eles tivessem aí muita dor muito incômodo um quadro um pouco mais grave eles não i não foram
utilizados no estudo tá teve essa variação do perfil nutricional como eu comentei né os animais receberam medicação simultaneamente ao estudo nos dois Grupos então talvez isso não tenha interferido tanto na resposta final e eles deixaram essa medicação porque eles queriam ver o que que acontecia num num numa situação real mesmo né numa situação real o que que acontece o animal tá lá com quadro gastrointestinal alterado e vai receber medicação muitas vezes então eles querem ver o apoio né o efeito coad dessas dietas para esses animais então tem o seu viés mas não é um um
uma coisa assim absurda nesse Cenário todo aqui do do estudo tá e uma outra coisa que percebe-se é que os animais eles não tinham só colite né Não era só uma inflamação intestinal tinham mais coisa Inclusive a presença de parasita tá tá então eh que eles mostraram é que o animal que tem uma alteração gastrointestinal de maneira mais aguda principalmente de manifestação intestino grosso ao modificar a alimentação por uma alimentação que tenha mais fibra você Melhora esse intestino é por melhorar o ambiente intestinal é só por um efeito físico ali nas fezes que melhora a
consistência o que realmente está acontecendo isso a gente não tem como detalhar com as informações que o estudo traz pra gente Mas provavelmente é uma mescla de tudo aquilo que a gente falou no começo né que eu comentei com vocês uma modificação estrutural e uma modificação uma modulação da microbiota intestinal E aí pessoal quando a gente Fala de enteropatia responsiva fibra né como eu comentei eh na na na aula sobre os alimentos a gente vai ver que existe esse trabalho aqui né foi o que deu origem um pouco a essa a essa possibilidade né o
que que eles fizeram aqui né o Michael fez eles eh pegaram cães que tinham diarreia de intestino grosso que ele chamou de diarreia crônica idiopática por que idiopática porque na endoscopia na colonoscopia na biópsia não tinha ou tinha pouca Alteração né mostrando que eh esse animais não se sabia exatamente o motivo deles estarem com essa diarreia crônica de intestino no Grosso tá eh eram animais que eles tentaram algumas modificações dietéticas sem sucesso e quando eles fizeram a modificação para um alimento de alta fibra né Eh com a inclusão de mais fibra para tornar essa alimentação
de alta fibra eles percebem uma melhora nesses animais então Eh eles mantiveram a maioria desses cães sobre Alimentação comadante gastrointestinal acrescentar fibra que que eles usaram semente ou casca de psílio né que é essa planta aqui que é a plantag ovata que tem 90% de fibra solúvel Mas se vocês lembrarem do que eu mostrei lá atrás né o psí ele é uma fibra solúvel mas que não fermenta tanto tá então ela vai ter esse efeito mais estrutural mesmo PR as fezes Eles colocaram quanto aqui é um estudo interessante que apesar deles terem Utilizado uma do
variável ele traz alguma informação de dose diferente de muitos estudos que não trazem essa informação né eles usaram aqui de uma três colheres de chá por dia que equivale aproximadamente a 03 ou até 4.9 G desse pó por nesses animais né numa mediana aí de 1.3 eles usaram produto comercial mesmo produto comercial e que é um produto humano para ser acrescentado aí nessa nessa dieta então Aqui nesse trabalho né e no anterior a gente tá vendo o quê A gente tá vendo a participação da fibra nessa estrutura eh das feses nessa consistência fecal Principalmente quando
a gente vai para esses outros trabalhos O que que a gente observa a gente observa que é o uso realmente do prebiótico acima de uma de um sendo acrescentado numa numa alimentação e esse prebiótico acrescentado numa alimentação o foco dele tá sendo o quê Avaliar essa modulação intestinal tá então aqui a gente tem três artigos que foram publicados avaliando de alguma forma algum prebiótico o primeiro dado que eu acho que é bem relevante de comentar aqui é que o alimento hipoalergênico que eles usaram os três trabalhos ele foi suficiente para manter o quadro clínico desses
animais estáveis né o quadro clínico foi estável nesses três pacientes nesses três estudos tá então Usando o alimento poer gênico o quadro clínico do animal fica estável mas quando eles acrescentam o prebiótico nessa quantidade a mais de prebiótico que o alimento poder gênico já contém eles vão observar o quê se tem alguma algum efeito a mais então o que que eles usaram esses dois estudos aqui né mas eh estão aqui destacados em cinza eles usaram essa mesa de um que é um produto comercial à base De sulfato de condroitina né Essa dose aqui amido resistente
e uma mistura de Moss e de betaglucanos nessa dose esse e tratamento né esse produto aqui e trouxe benefícios pros animais e principalmente em marcadores específicos Quando eu digo marcadores específicos são marcadores de inflamação análise de alguns pontos e bem pontuais mesmo né e que não necessariamente a gente observaria numa resposta Clínica habitual desses animais por quê Porque o alimento hipoalerg que Eles usaram foi suficiente para melhorar esse aspecto clínico nesse outro estudo que foi feito aqui no Brasil o que que eles que que foi realizado foi feito a suplementação ou do betaglucano nessa dose
de aproximadamente 15 MG por kg ou uma mescla de Boss mais betaglucano nessa dose aqui de cada um de 5 mg por kg tá E aí o que que eles observaram algum algumas mudanças na microbiota intestinal tá então tudo isso aqui é para dizer pra gente o quê para dizer Pra gente que eh o uso dos prebióticos auxiliam nessa modulação de microbiota intestinal mas a gente ainda precisa de mais estudos porque como eu comentei esses estudos eles têm algumas limitações né limitações higiene mostral limitação de metodologia de dose desses prebióticos para se chegar a conclusões
aí mais avançadas mas a princípio o acréscimo de prebiótico nessas alimentações ele pode ser interessante Lembrando que continua Valendo né inclusive esses três trabalhos fizeram isso continua valendo a premissa de manter o alimento hipoalergênico como a nossa primeira opção para esses quadros de diarreia que é o que a gente tá observando aqui tá e nesses especificamente nesses trabalhos não houve essa separação entre intestino grosso Delgado eram quadros de diarreia Ok E aí para fechar né um trabalho mais novo para que a gente fique bem atualizado quanto a isso é o acréscimo De celulose então a
gente falou do efeito das fibras do efeito do prebiótico nesse incentivo para fermentação né ser um substrato fermentativo eh paraa produção dos ácidos grassos cadeia curta a gente falou do psílio atuando como uma fibra solúvel melhorando eh essas feses a gente falou de um prebiótico em doses mais baixos ali trazendo aquele efeito mais específico né mensurado ali por alguns marcadores bem pontuais como a Própria microbiota ou marcadores inflamatórios marcadores lipídicos que tem relação com a inflamação e nesse trabalho que é esse mais novo eles trazem pra gente um outra aplicação que é o uso da
celulose que é uma fibra insolúvel então é um outro papel aqui presente tá eles fizeram pegaram cães com diarreia aguda não complicada então é um quadro um pouco mais menos grave digamos assim e um grupo ficou recebendo a celulose outro grupo ficou recebendo Placebo né que foi um o grupo controle e O interessante é que eles trazem uma dose então eles administraram quanto 500 mg de celulose por quilo de peso corporal por dia para esses animais tá E é interessante também que todos os animais receberam o mesmo tratamento dietético então isso já facilita um pouco
o a interpretação dos dados mostrando que o efeito Realmente parece ser um efeito específico do acréscimo da Celulose tá que que eles observaram como resposta aqui nesse estudo tá uma melhora mais rápida no score fecal dos animais quando receberam a celulose né então aqui a gente tem a celulose são essas bolinhas brancas aqui no dia anterior a suplementação como é que esses animais estavam né estavam com scor fcal aqui entre seis e sete os dois grupos no primeiro dia depois da suplementação o que que aconteceu eles perceberam que eh Houve já uma melhor ora no
grupo recebeu a celulose enquanto o grupo Placebo continua ali no score entre 67 de score fecal tá no segundo dia 50% do grupo celulose já tinha tido uma melhora enquanto apenas 11% do grupo Placebo né o grupo controle só que quando eles avaliam o índice de disbiose índice de gravidade da diarreia aguda canina e a abundância de clride per fringes nessas amostras não percebem diferença entre os animais Que receberam celulose e os animais que não receberam então mostrando que realmente o efeito da fibra insolúvel vai ser um efeito eh talvez mais físico nessa consistência fecal
do que necessariamente de modulação de alguma coisa então percebam que a gente tem essa diferença eu tenho uma melhor mas não necessariamente eu estou obtendo estou em busca eu estou conseguindo essa modulação pelo menos com os marcadores que estão sendo utiliz usados nesses Nesses estudos iniciais tá saindo do do contexto aqui dos prebióticos a gente caminha pros probióticos que é uma outra possibilidade aí de modulação do intestino os probióticos eles vão ser o quê vão ser microorganismos vivos que quando são administrados em quantidades adequadas vão trazer benefício aí paraa saúde do hospedeiro Tá o que
que a gente vai observar aqui ó a gente vai observar que isso tem um um consenso daquela Mesma sociedade que eu falei para vocês a associação científica internacional para probióticos e prebióticos ela tem um consenso aqui sobre o termo probiótico tá eles vão trazer pra gente inclusive esse trabalho aqui eh da veterinária né ele vai comentar pra gente aqui essa revisão que é bem interessante inclusive fica como sugestão de leitura para vocês esse trabalho aqui vai trazer pra gente essa Definição de quando a gente vai considerar um probiótico quando não então não é porque tem
microrganismo que necessariamente é um probiótico ele tem que ser um microrganismo Vivo né e Dependendo da forma com que isso é fornecido a gente vai ter eh a classificação de um probiótico mais voltado para um grau medicamentoso um probiótico se ele tiver na alimentação ele pode ser considerado aí como um suplemento ele pode estar numa fórmula De filhote né Então dependendo disso vai existir uma regulação aí diferenciada para essa questão dos probióticos Tá mas nosso foco não é falar de regulação aqui o nosso foco falar do impacto que isso vai ter modulando esse ambiente intestinal
modulando essa microbiota intestinal então em teoria Como que o probiótico ele vai agir o probiótico vai restaurar a microbiota né o equilíbrio da microbiota vai inibir a presença de patógenos vai aumentar a tolerância imun Ênica desse animal aos microrganismos minimizando assim esses processos alérgicos inflamatórios essas respostas exacerbadas que o intestino vai ter a antígenos alimentares ou mesmo antígenos da própria microbiota que tá ali presente vai estimular a produção de compostos antimicrobianos facilitando essa modulação da microbiota tá inibindo a presença dos dos eh microorganismos nocivos dos patógenos e tem algumas Teorias que dizem que esse probiótico
ele vai atuar de que maneira probiótico ele vai atuar melhorando A permeabilidade intestinal inclusive né mudando a sinalização intracelular Então tudo isso junto né todos esses efeitos juntos eles vão trazer e esse possível benefício da modulação do probiótico sobre a microbiota e esse ambiente intestinal que que a gente tem de dado né um pouco mais concreto de evidência sobre isso esse trabalho aqui que é bem Novo né foi publicado agora H em 2024 ele vai trazer pra gente eh o uso de evidências aqui em relação aos bióticos para cães e gatos sobre os quadros gastrointestinais
Então essa tabelinha que ela é interessante ó ele vai resumir aqui pra gente o que que tem de benefício já demonstrado e benefício não demonstrado tá então ele tá trazendo alguns então por exemplo com enterococos tem benefícios aqui nos quadros de diarreia aguda não complicada idiopática Tanto o cão como gato de canil e de gatil né e o efeito desse probiótico para gatos com tritc hormonas né mas sem efeito na nos quadros crônicos né nos quadros de infecção pur giardia ou ancilóstomo e nos gatos que tiveram aí diarreia eh em né associados ao stress E
aí tem aqui a descrição né do que já foi descrito de benefício em diferentes probióticos né diferentes cepas então bifo bactérias animais pros quadros de diarreia aguda não complicada então Percebam que para esses quadros de diarreia aguda existe um pouco mais de evidência do que pros quadros crônicos sobre o uso do do probiótico né E é isso que a gente vai percebendo quadros Agudos parecem tá mais presentes nessa descrição aqui de benefício do que o os efeitos o o as situações em que não há um efeito benéfico descrito então pros probióticos tem efeito benéfico descrito
tem tem efeito benéfico descrito os trabalhos eles estão Aumentando a sua eh a sua investigação sobre o uso do probiótico nas situações gastrointestinais nas enteropatias dias né isso vem aumentando aí a frequência desses trabalhos mas a gente acho que tem um GAP aí a gente precisa investigar um pouco mais se estudar um pouco mais precisa ter mais trabalhos para entender mais a fundo e até para desenvolver produtos melhores pro mercado talvez a gente chegue em algum momento eh em que A gente vai ter esse nível de definição ali né de de de eh escolha pros
nossos produtos por exemplo eu quero um probiótico que auxilie pros cães que fazem formação de urólito de Oxalato então á tem lá um grupo de bactérias que vão atuar especificamente nesse quadro Poxa Legal vamos seguir um pouco por esse caminho né então tem aqui nessa tabelinha desse trabalho aqui eu também de 2024 eh quais são alguns microrganismos que efeitos eles têm Efeitos benéficos efeitos e nocivos né De acordo com a atividade microbiana que eles exercem então isso aqui é interessante talvez a gente chegue em algum momento nesse nível de especificação mesmo né de eu quero
tal situação tá então isso é bem interessante da gente observar e tentar realmente trazer para uma para uma rotina E aí né nessa discussão de ah os probióticos tem efetividade não tem Atividade é bem bacana essa revisão sistemática que foi feita porém acho que tem um um adendo aqui bem importante para ser feito é uma revisão de 2019 Ela já tem aí Alguns anos e de 2019 para cá já tem alguns estudos a mais que foram publicados trazendo mais evidências pro uso dos probióticos nas situações gastrointestinais Tá mas o que que eles fizeram aqui ó
eles fizeram eram essa situação Sistemática nessa revisão sistemática de uma maneira bem rigorosa né tanto que eles saíram a de uma seleção inicial de 100 de 165 estudos né dentre toda a a metodologia de busca que eles utilizaram chegando até 17 trabalhos esses 17 trabalhos eles conseguiram avaliar de maneira qualitativa mas eles não conseguiram avaliar de maneira quantitativa isto também é um dado interessante né que realmente eh o o o Delineamento desses estudos a robuste científica desses estudos o grau de evidência desses estudos precisa realmente melhorar para que a gente consiga ser mais assertivo na
prescrição dos probióticos e a conclusão que esses autores chegam em relação a esses 17 estudo que eles incluíram nessa avaliação para cães é que para situações agudas eh tem um pouquinho mais de evidência né e paraas situações crônicas um dado interessante Que eles colocam é que continua sendo a alimentação o fator mais relevante para paraa melhoria desses quadros Então paraa situação crônica o uso do probiótico pode ser feito até pode ser feito mas o que eles estão dizendo é que a gente vai priorizar as mudanças dietéticas e depois né eh baseados em evidências mais novas
inclusive não são as evidências que eles incluíram nesses estudos aí a gente pode cogitar usar os probiótico para essas situações crônicas Também vale um grande questionamento aqui eh esses estudos que foram feitos eles mostrando que o probiótico principalmente paraa crônica não teve tanto benefício será que é um problema no delineamento do estudo será que é um problema no produto probiótico realmente que não tem uma grande efetividade isso precisa ser ainda muito mais investigado tá pra gente chegar a grandes conclusões a respeito desse desse cenário e aqui eu queria mostrar para Vocês rapidamente né alguns adendos
Alguns alertas aí que eu acho que são legais sobre essa questão dos probióticos né O que que a gente tem aqui ó é uma tabela que a gente fez né com o Renan eu fiz com com Renan essa tabela em 2021 né o Renan que participou aqui do curso né com comentando com a gente aí um pouquinho sobre endoscopia e essa relação histopatológica na nas questões da das enteropatias Crônicas mas o que que a gente mostrou aqui né em Azul são alguns produtos probióticos que a gente tinha no Brasil naquela época isso também já mudou
já melhorou a gente precisaria até atualizar esses dados e aqui em amarelo são estudos que utilizaram probióticos e observaram alguma efetividade com o uso desses probióticos E aí o que que a gente consegue observar a gente consegue observar nessa tabelinha aqui né azul que vamos olhar aqui pra questão de contagem global de microrganismos né Então aqui em Amarelinho em azul nessa última coluna A gente tem a quantidade global de microorganismos seja o que o cão usou nos estudos seja a quantidade que tem por grama de produto tá que que eu quero que vocês vejam quero
que vocês vejam que a menor dose que foi utilizada nesses estudos e que mostrou uma efetividade ela é uma dose apesar de ser a mais baixa nos estudos ela é mais ela é mais alta do que a quantidade de microorganismos presentes por grama de Produto nesses eh produtos que a gente tinha no Brasil até meados ali de 2021 só um produto na época tinha uma concentração boa o bastante né para ser utilizado e em equivalência a menor dose que foi utilizada ali nos produtos nos estudos como que a gente consegue entender um pouco isso ó
vamos Observar se eu pegar e eu quiser atingir essa dose eh de elevado a 10 né 10 elevado a 9 se eu usar um produto que tá com elevado a 8 né 10 elevado a 8 o que que Eu tenho que fazer para chegar 10 elevado a 9 eu tenho que multiplicar por 10 ou seja cada animal em vez de receber 1 g do probiótico teria que receber 10 g tá e se eu tiver saindo de uma dose por exemplo aqui ó quero chegar numa dose 10 a 11 10 elevado a 11 com um produto
que tá eh com uma concentração aqui né descrita como 10 elevado a 7 então de 10 elevado a 7 até chegar no 10 a 11 eu tenho que 10 a 8 né do S pro 8 do 8 Pro 9 do 9 pro 10 e do 10 Pro 11 são 4 zeros 4 10 que a gente vai ter que multiplicar né então 10 10 100 x 10.000 x 10 10.000 então a quantidade que esse animal vai ter que ingerir vai ser uma quantidade muito grande para chegar nessa dose por quê Porque essa quantidade que tá sendo
colocado ali é vezes potência de 10 ou seja cada aumento no numerozinho são 10 g a mais Então nesse raciocínio dependendo do produto a ser utilizado o animal teria que comer 100 g 1 kg né 10 Kg de produto probiótico para chegar na dose que os estudos utilizaram tá então esse é um ponto aí importante pra gente entender para h Esses animais atingirem uma quantidade adequada de probiótico a gente tem que ter nesses probióticos a quantidade adequada de microrganismo tá se vocês lembrarem lá da definição do probiótico é o que microorganismos vivos em quantidades adequadas
para trazer o benefício Então esse é um ponto importante quando a Gente pega esse trabalho aqui ó avaliação eh de probióticos comerciais né e da sua eh AC curaça em relação à rotulagem Esse estudo publicado aqui nessa revista canadense eles fizeram o quê eles viram quanto de microorganismos realmente tá viável no produto probiótico que tava sendo vendido por lá e o que que eles mostraram que teve uma uma viabilidade alguns produtos de zero até a viabilidade de 2 x 10 A9 que que isso quer dizer quer dizer que tinha Produto pro biótico que não tinha
nada lá dentro tá tinha só a pastinha tinha só o recipiente só o conteúdo sem o microrganismo Vivo e quando eles fizeram uma comparação com dado de rótulo 73% da dos produtos probióticos tinham menor quantidade de de microrganismo né analisado do que aquilo que tinha sido declarado Então isso é bem bem eh importante da gente observar no Brasil a gente não tem essa informação mas fica Esse questionamento né então a gente tem que sempre usar empresas confiáveis empresas que eh consigam nos trazer algum respaldo de que o o produto que eu tenho aqui no mercado
contém Realmente esse microrganismo durante todo o período de validade do produto eu consigo manter essa viabilidade desses microorganismos Na quantidade que é descrita ali em rótulo tá então isso é importante da gente se atentar também na hora de Prescrever esses produtos probióticos nesse intuito de fazer essa nossa modulação intestinal saindo do contexto ali dos probióticos e indo né caminhando aqui pro contexto dos simbióticos o que que são esses simbióticos simbiótico vai ser né de maneira bem simplificada aqui quando eu forneço o prebiótico junto com o probiótico então É como se eu tivesse dando eh um
pouco mais de possibilidade desse probiótico né Desse microrganismo Realmente conseguir se estabelecer naquele ambiente intestinal então Muitos daqueles trabalhos que eu mostrei para vocês eh quando eles estavam avaliando os probióticos muitos trabalhos estavam avaliando na verdade simbiótico porque eles têm o microorganismos vivos junto com esse substrato ali eh trazendo em teoria um benefício a mais com esses produtos então em teoria o simbiótico é para ele ter um efeito melhor do que o probiótico tá então isso também é um Dado eh interessante pra gente conhecer se a gente puder optar né no mercado Talvez o uso
do simbiótico seja alg algo mais interessante mas eu tenho que entender assim o que que eu quero com esse simbiótico esse determinado microrganismo com um determinado nutriente né que vai auxiliar realmente nessa manutenção dessa nessa modulação dessa perpetuação dessa modulação intestinal que a gente tá em busca então a gente caminhou aqui pelo Antibiótico que não vai ser utilizado pelo prebiótico que parece ser uma ferramenta útil mas que precisa de mais estudos o probiótico que também parece ser uma ferramenta útil mas que precisa de mais estudos com prebiótico a gente tem bem mais estudo com probiótico
a gente tem menos né mas com os dois tem pouco principalmente em estudos clínicos né a combinação dos dois resulta no simbiótico E aí a gente chega no conceito dos pós bióticos né O que que Seriam os pós bióticos são Preparações de microrganismos inanimados ou seus componentes que vão conferir benefício à saúde do hospedeiro então é quando se utilizam partículas desses microrganismos trazendo benefício ou aquilo que esse microrganismo produz né vai trazer esse benefício aí pro animal tá E aí nesse contexto dos pós bióticos a gente tem algumas pesquisas bem novas que eu acho que
valem um destaque aqui nessa nossa conversa tá O Que que tem nessas pesquisas bem novas né o que que eles fizeram eles começaram a observar de que forma eh eles conseguiriam incluir itens na alimentação que gerassem pós bióticos né lá no intestino do cão lá no intestino do gato para trazer benefícios eh para essa microbiota intestinal benefícios para essa saúde intestinal então a gente veio conversando aqui nessa crescente de conversa né a gente veio nesse diálogo aqui com né eu tô conversando aqui com Vocês sobre isso até a gente chegar nesse ponto que é o
ponto realmente que parece eh estar ocorrendo a essa modulação intestinal esses trabalhos eles mostram isso de uma maneira bem interessante pra gente tá então o que que eles começaram fazendo selecionando fontes de fibra ou seja prebióticos né então a casca da nos pecan moída né coloquei aqui o desenho da pecan para quem não conhece eh linhaça a polpa de beterraba que não é Necessariamente essa beterraba normalmente uma beterraba branca que é utilizada lá como fonte eh ingrediente para produção de açúcar em alguns países e aí a polpa que sobra né eles usam aí como uma
fonte de fibra pras dietas a poupa de eh cítricos né desidratados e Cranberries prensados ali eles vão ajudar eh a serem eles vão ser na verdade os ingredientes que vão trazer fibra para esses alimentos que eles começaram a estudar e ver qual o efeito Que isso teria eh na microbiota e no ambiente intestinal então é um blend de fibras que foi utilizado primeira coisa que eles fizeram Foi criar né Eh então são os trabalhos aqui da Rios né o que que eles fizeram que deram origem eh acredito que esses trabalhos foram os que inicialmente deram
origem aí ao raciocínio da cria da bome de outros produtos aí que eles estão utizando essas fibras então o que que eles Fizeram aqui ó eles inicialmente eles pegaram eh aquele mix de fibra e colocaram esse mix de fibra nos alimentos numa inclusão bem alta então tem alguns desses trabalhos que comentam aí uma inclusão de 14% lembra que eu falei lá atrás que utiliza-se comumente inclusões das fibras em 1 2 3% né dificilmente vai ser muito mais mais que isso nesses trabalhos iniciais eles incluíram 14% que eles queriam colocar muito para ver qual o efeito
máximo que Eles teriam né E aí que que eles viram uma mudança no perfil de microbiota de bactérias proteolíticas migraram para sacarolíticas as sacarolíticas em teoria vão fermentar mais vão utilizar mais as fontes de carboidrato e consequentemente vão produzir mais aqueles ácidos grassos de cadeia curta né vão produzir mais aqueles componentes benéficos do que as proteolíticas que vão fermentar mais Costos bacterianos né aumentou aqui a produção de pós bióticos e polifenois né com esse mix de fibra né mudou o perfil de ácidos biliares fecais né os ácidos biliares fecais eles são hoje em dia estão
começando a ser bem estudados por quê Porque eles parecem trazer um um eles par assim ter um papel importante aí de sinalização dessa microbiota quando a microbiota converte os os bilhares primários em secundários isso é um dado interessante e a qualidade Fecal dos cães saudáveis de cães que tinham gastroenteropatia crônica também melhorou quando eles fizeram Esse acréscimo de fibra nessa alta quantidade então por exemplo nesse estudo com cães eh notáveis né o que que eles fizeram aqui a gente vê que agora depois que eles perceberam que com 14% de inclusão ali com essa quantidade mais
alta ao incluir uma quantidade menor né eles começaram a ver com quanto eles Conseguiram chegar nesse benefício até chegar nessa quantidade aqui dos 4% né então 1 2 e 4% com 4% eles incluíram Eh esses benefícios ali bem eh extremos bem importantes né que eles observaram nesse nesse estudo aqui tá Isso aquela informação né de inclusão é mais para quando a gente tiver fazendo a formulação de uma dieta né tô formulando uma dieta tô tentando incluir aqui h quanto de fibro v incluir Então nesse trabalho eles falaram a numa Inclusão de 4% naquele outro uma
quantidade muito maior Então isso é legal pra gente entender o raciocínio de criação desses alimentos e aí nesse trabalho com 4% eles foram mais específicos ali na na na na avaliação do do que foi produzido né E eles encontraram a produção de ácido butírico com esses 4% do ácido valérico e de outros compostos aqui que vão ser considerados como esses pós bióticos né na sequência como os polifenóis que a Gente vai ver aqui né então a produção desses polifenóis lá no intestino dos cães ao consumirem essas dietas Então esse isso é bem bem interessante E
aí eles continuaram as investigações né E nesse trabalho foi um um aspecto diferente porque eles compararam agora um alimento controle um alimento que eles chamaram de tf1 que é o alimento deles aqui que fez essa inclusão do desse perfil de fibras Diferenciado e o pretinho aqui a Barrinha preta é um alimento e nesse caso aqui final a o boxplot vermelho aqui é um alimento que continha uma quantidade alta de fibra também só que de fibra com perfil diferente né uma fibra um pouco mais insolúvel Então o que que eles vão mostrar aqui pra gente ó
são marcadores eh proteolíticos pres presentes ão mostrando aqui aquela eh modificação que eu comentei inicialmente de mudar o perfil de Microbiota então aqui eles estão olhando os ácidos grassos de cadeia ramificada né que no alimento eh que tinha esse perfil de fibra né ele mostrou aí uma produção menor desses os gros de cadeia ramificada que são resultado de de metabolização proteica tá aqui a gente tem eh a a produção de amônia né também desses alimentos e nesse gráfico Aqui estão todos da mesma cor Mas aí o que a Gente vê que o alimento que tem
esse perfil de fibra produziu menos amônia né o alimento que tinha mais fibra insolúvel produziu mais amônio né provavelmente por quê Porque fibra insolúvel Vai resultar numa modificação de digestibilidade proteica Então não é que ter fibra insolúvel seja ruim mas se o seu objetivo é uma questão de diminuição desse tipo de composto talvez não seja interessante se o objetivo vai ser sei lá trabalhar com constipação Talvez esse benefício seja mais interessante Então vai depender muito do objetivo final que a gente quer para cada para cada situação para cada paciente né não dá para dizer que
eh ter a fibra insolúvel vai ser ruim como a gente viu lá atrás naqueles trabalhos com a celulose tá então tudo isso aqui é para entender que a gente consegue modulação intestinal né esses estudos eles estão avançando muito nesse cenário eh para trazer essas respostas aqui pra Gente então a grande conclusão aqui é que a combinação desses ingredientes utilizados nesse alimento com adante auxiliou nesse quadro nessa modulação gastrointestinal dá para dizer que foi a casca da pecã dá para dizer que foi al linhaça dá para dizer que foi um item específico não foi a combinação
desse esses ingredientes que gerou esse esse resultado inclusive né Eh nesse trabalho eles falam eles comentam até da da inclusão do Óleo de peixe que foi feito Então é todo esse cenário de ingredientes participando aqui nesse nesse contexto gastrointestinal E aí por fim né Eh esse esse último trabalho com cães mostrando o quê esse último trabalho com cães ele vai mostrar pra gente eh a eficácia dessa dieta com essa suplementação de fibra nos pacientes que TM diarreia mesmo né o paciente Clínico então aqui eles pegaram cães com diarreia crônica né e foram mostrando né diarreia
crônica De intestino grosso e eles foram mostrando o que que aconteceu com esses animais então segundo dia de de consumo desse alimento ele já mostra uma porcentagem bem eh expressiva de animais que ou resolveram o quadro ou tiveram algum tipo de melhora né no terceiro dia a gente vê que mais da metade dos animais já estavam com o quadro no mínimo melhorado e ao longo do tempo por exemplo com 28 dias todos os animais ou tinham o quadro resolvido ou uma melhora Né e com quase 2 meses de dieta a resolução desse quadro ele já
tava aí em mais da metade dos os animais com esse quadro resolvido então mostrando que de novo consegue-se essa modulação intestinal com resposta Clínica nesses pacientes tá E aí a gente tem aqui mais dados em relação a diminuição de vômito e nausa ao longo do tempo uma melhora na produção fecal né no ato de defecar desses animais a dificuldade para defecar e A a questão final que é o bem-estar dos cães mensurado aqui pela letargia que foi diminuindo ao longo desse tempo também tá então tudo isso aqui pessoal era pra gente comentar e entender que
a modulação da microbiota intestinal ela tá acontecendo né quando a gente faz essas modificações dietéticas com a inclusão do prebiótico pode ser do probiótico que no fim das contas vai gerar esse ambiente com pós bióticos diferenciados E aí que talvez esteja a chave do processo todo é esc adequada dessas combinações aqui né de microrganismo trazendo esse benefício final que é o benefício do pós biótico e a nossa última possibilidade de modulação da microbiota intestinal seria o transplante fecal né que de certa forma o que que o transplante fecal ele tá eh ele tá fazendo ele
tá levando né indiretamente ali um probiótico porque ele tá levando indiretamente Microorganismos vivos para aquele ambiente intestinal né então ele tá tirando de um ambiente intestinal levando para outro talvez com uma riqueza maior de microorganismos é uma possibilidade Talvez ele já esteja levando para esse ambiente intestinal novo prebióticos que estão fazendo parte daquele bolo fecal Então vamos supor O doador de fezes comia um alimento que tinha um determinado perfil de fibra nas fees desse animal já vai ter um pouco Disso né tem ali os microrganismos que em teoria estavam mantendo o ambiente intestinal adequado pro
doador das fezes e também tinha pós bióticos ali presente partículas microbianas e produtos microbianos que mantinham aquele ambiente intestinal do doador adequado Então esse é o conceito do transplante fecal você já tá tirando um ambiente entre aspas né um bom ambiente intestinal e colocando no ambiente intestinal que não está tão bom para Tentar fazer essa modulação tentar fazer esse ajuste final né mas essa aula de transplante fecal aí vocês vão ter ali né Vocês têm aqui no curso ã a aula da Ana explicando e trazendo um pouco mais de informação sobre essa questão do transplante
fecal aqui pra gente Resumindo então toda essa nossa conversa né finalizando aqui essa nossa conversa a gente tem que a modulação intestinal né para alcançar isso a gente vai tá antibióticoterapia o prebiótico Ele parece ser o mais aplicável na rotina Clínica e na indústria Então quem tiver formulando dietas eh pra indústria eh independente da indústria que seja seja para alimento seco para alimento úmido para alimento eh caseiro comercial enfim independente do tipo aplicação do prebiótico ele parece ser um pouco mais eh prática né os probióticos eles são eu acho que grandes ferramentas pra gente mas
precisam de mais estudos e a gente precisa cada vez de produtos melhores a Gente já tem no Brasil produtos bem melhores do que quando a gente fez aquele levantamento ali perto de 2020 né que só tinha um bom produto ali no mercado agora a gente já tem outros então isso é bem interessante e o transplante fecal como vocês vão ver lá na na hora da Ana eh precisa passar por uma execução adequada e a gente precisa ainda também de mais estudos aí sobre controle e segurança para aplicar isso na rotina eh Clínica de maneira mais
assertiva e sempre focando em qualidade e bem-estar para nossos animais como sugestão de leitura final aí para vocês né eu deixo todo Aqueles consensos né da da da sociedade científica ali que vai falar sobre pré probióticos eu acho que são consensos bacana Inclusive tem pessoas que trabalham com saúde animal ali não é só para para saúde humana então é é bem bacana E o último trabalho né que tem aí Uma revisão baseada em evidência sobre o uso dos bióticos né essa daqui que eu deixo como sugestão de leitura para vocês por enquanto enquando a gente
não tem ainda novos artigos que vão sendo sempre atualizados nesse nesse mundo aí da modulação intestinal que vem eh Crendo bem mais em pesquisa em produtos e em possibilidades de aplicação então a gente espera que com esse curso vocês tenham conseguido eh entender um pouco mais das questões Nutricionais aplicadas aí ao mundo da gastroenterologia especificamente as enteropatias né dos cães e dos gatos e com isso melhore aí a possibilidade de tratamento e do desenvolvimento de produtos para esses animais nessas situações só agradecemos a atenção de todos e esperamos ter contribuído bem aí para rotina e
os desafios de vocês obrigado