Pouca distância, vem Volp, gol! Sobe o hino imortal é do Grêmio. Um dos maiores diferenciais das transmissões da TV Globo são, com toda certeza, os hinos dos clubes após os gols.
E com o retorno deles depois de 5 anos, o canal Machado TV trouxe não apenas as versões da própria Globo, como também algumas adaptações, ou seja, simulações de como seriam alguns hinos no estilo atual da Globo. Mas com isso, a pergunta que não quer calar entre várias e várias pessoas é como são feitos os hinos. Antes de se aprofundar no processo de criação, é fundamental entender que um hino se trata de nada mais nada menos que uma trilha musical.
Basicamente é uma música, mas geralmente instrumental, sem a presença de ninguém cantando, possuindo um outro instrumento reproduzindo a melodia. As trilas musicais consistem no geral em alguns componentes fundamentais, como solo, ritmo, graves e base. O acompanhamento.
Entendendo esse padrão das trilhas, fica mais fácil analisar como um hino de fato funciona. No caso das versões atuais lançadas em 2025, um hino geralmente é composto pela melodia tocada por metais, seguida da bateria, que inclui caixa, bumbo, chimbau e pratos, o contrabaixo que dá sustentação grave ao hino, o acompanhamento, que assim como a melodia é tocado por instrumentos de sopro e também piano. E por fim um preenchimento.
Considerando a eventual ausência de todos os instrumentos necessários, é comum a utilização de instrumentos virtuais, que é o meu caso e também o método que eu vou mostrar aqui. Para esse tipo de produção musical, é necessária, antes de qualquer coisa, a instalação de uma DALA, que se trata de um software que simula um estúdio virtual para gravação e edição de áudio, com ênfase em linhas instrumentais. Existem várias opções, sendo as principais do Cubase, que é o que eu uso, o FL Studio e o Reaper.
Infelizmente, a maioria dessas opções são pagas, mas claro, tem aquele jeitinho que eu prefiro não elaborar. Com a down instalada, é preciso agora, logicamente dos instrumentos virtuais, que podem ser encontrados em formato de VST ou em outras extensões, como NKI, que exigem players como Contact integrados para serem reproduzidos. Existem inúmeras opções gratuitas e pagas internet afora, mas esse vídeo eu vou utilizar o Contact junto à biblioteca Yamarra PSR900, que tem disponível no YouTube gratuitamente e dá acesso a dezenas de instrumentos, incluindo todos aqueles necessários paraa criação dos hinos.
Para mostrar para vocês como funciona a criação do hino passo a passo, eu vou usar de exemplo o hino do Cruzeiro. Lembrando que a minha versão foi feita antes da original ser revelada, então tem algumas diferenças de uma para outra, mas o conceito é exatamente o mesmo. Para criar esse hino, a gente vai começar pela melodia, que é sem dúvidas a parte mais marcante e memorável do hino.
Montando a linha inteira, a melodia completa fica assim. Após a melodia, fazemos a parte rítmica, que como eu expliquei, é reproduzida por uma bateria. E aqui foi um detalhe importante.
Nos hinos atuais da Globo, existem dois loops de bateria diferentes, com cada hino usando um desses loops. No caso do Cruzeiro, o padrão utilizado foi o segundo, diferente da minha adaptação, mas aqui a gente muda, não tem problema. Agora vem aquela que talvez seja a parte mais importante depois da melodia.
O molho do hino, que é harmonia ou acompanhamento. Nos hinos atuais, a harmonia é constituída geralmente de duas linhas de instrumento, o piano e o horn. Eu vou começar aqui pelo piano e não tem muito segredo.
A função do piano é basicamente tocar os acordes do in. Para quem ficar perdido nessa questão dos acordes de harmonia, não souber tirar de ouvido, existem alguns sites como Moises, que permite identificar automaticamente os acordes de qualquer música, que eu recomendo bastante. Já a parte dos horns é formada por uma espécie de melodia parte, só que bem mais sutil e linear do que a melodia principal.
O truque aqui é sempre usar as notas presentes nos acordes do hino. [Música] E o próximo instrumento a ser gravado é o baixo. que vai trazer os graves do hino.
No geral, as linhas de baixo seguem o mesmo ritmo com algumas variações a depender do hino. Essa parte, junto com a harmonia, talvez seja mais difícil para tirar de ouvido, mas a dica é, assim como na harmonia seguir os acordes do hino, não tem erro. [Música] E finalmente temos o preenchimento que pode variar de acordo com o trecho e o ritmo do hino.
pode ser tanto uma ênfase na melodia, um destaque em partes pontuais, como um acompanhamento rítmico, fazendo uma função por vezes parecida até com a do piano. [Música] com todos os instrumentos e suas linhas plenamente montadas juntas à adição de alguns setoques opcionais, como por exemplo a melodia e o baixo tocados também com strings. O resultado final é esse.
[Música] É muito difícil deixar 100% próxima ao original pelo fato de não serem os mesmos instrumentos e também pela própria dificuldade de se replicar todas as linhas fielmente, mas já fica muito parecido com o padrão utilizado. Sei que muitos aqui já conhecem, mas é impossível não falar do canal do Nori, que é um cara que entende muito mais assunto do que eu e que vem fazero um trabalho absolutamente excepcional na criação dos hinos com versões extremamente fiéis aos originais. Quem porventura não é inscrito lá tá perdendo tempo.
Sério, vai lá. Então é isso, espero que eu tenha realmente ajudado aqueles que tinham essa curiosidade e se esse vídeo bater 700 likes, eu prometo que eu faço um vídeo explicando como é feito o placar e o pacote gráfico por trás das transmissões da Google. Se quiserem esse conteúdo, façam a parte de vocês, se inscrevam que ajuda demais, compartilhem e é isso, até uma próxima.
M.