[Música] Olá acadêmicos nas próximas Oito aulas nós estudaremos a farmacologia do sistema nervoso central e vamos abordar patologias neurodegenerativas e neuropsiquiátricas entretanto eu não vou separar desta forma para vocês por exemplo estudar todas as doenças neurodegenerativas e depois todas as doenças neuropsiquiátricas nós não vamos fazer dessa forma porque eu vou propor uma forma diferente para vocês que nós estudarmos as patologias de acordo com o sistema neurotransmissor no qual elas acometem fazendo dessa forma às vezes fica um pouco mais fácil o entendimento da indicação clínica da medicação E também o entendimento dos efeitos dos efeitos colaterais
Tá certo porque daí a gente consegue fazer um raciocínio em cima da fisiologia e em cima do sistema de neurotransmissores no qual está sendo pela doença Então vamos lá vamos tentar entender Olha só nós vamos começar a estudar a farmacologia do sistema nervoso central perfeito primeiro sistema neurotransmissor que eu vou propor o estudo para vocês é chamado de sistema dopaminérgico a dopamina é Um neurotransmissor clássico que está presente tanto em sistema periférico quanto em sistema nervoso central e no sistema nervoso central ele desempenha esse neurotransmissor desempenha funções bastante distintas Vamos tentar entender Olha só vamos
lá vamos colocar aqui ó sistema dopaminérgico esse grande sistema ele está relacionado com pelo menos duas patologias tá nós vamos estudar esse sistema dentro dessas duas patologias uma dessas patologias é uma doença neurodegenerativa que ela é chamada de doença de Parkinson nós vamos abreviar DP doença essa patologia ela é neuro degenerativa e Nós também vamos estudar outro quadro no qual tem um envolvimento muito clássico desse sistema de neurotransmissor que é dopamina não só tem dopamina relacionado a essa patologia mais este componente é um componente bastante importante que são as psicoses no caso das psicoses daí
não engloba um grupo de patologias neurodegenerativas e sim neuro psiquiátricas Ok então vocês vejam nós vamos ter um grupo de um grande sistema de neurotransmissor que é dopamina que poderá ter relação com a fisiopatologia de duas doenças distintas e que vai para dois leques completamente diferentes quando a gente fala esse sistema nervoso central uma neuro degenerativa e a outra neuropsiquiátrica nós vamos tentar entender como que isso acontece primeiro fazendo uma de revisão desse sistema dopaminérgico Tá certo então o sistema dopaminérgico a nível de sistema nervoso central é vão existir em regiões bastante específicas do cérebro
formando quatro vias clássicas quatro grandes vias o que que é uma via quando eu falo para você está certo nós vamos estudar um sistema toponérgico a comunicação no sistema nervoso central acontece através dos neurônios esses neurônios para se comunicar isso tem que ser através dos neurônios né da através desses sistemas de sinapse e através dessas vias mas quando eu falo de uma via o que que eu quero dizer para vocês uma via assim ó é quando você tem um neurônio que vai ser formado pelo corpo seu axônio bonitinho o seu terminal ele é responsável por
produzir um determinado tipo de neurotransmissor no caso aqui o neurotransmissor que é produzido e liberado é a chamada dopamina né Nós vamos abreviar como dear e daí ele faz uma comunicação numa outra região então ele sai de uma região lá do sistema nervoso central uma origem e emite o seu os seus axônios os seus prolongamentos os seus terminais para liberar aquilo que ele produz que é a dopamina em um outro uma outra região um outro local né E esse outro local Então vai ser responsável por ter um neurônio que vai poder né ter um receptor
para receber esse neurotransmissor e ele poderá continuar essa sinalização para ir passando para as outras estruturas nessa comunicação ou interrompensa comunicação dizendo se esse neurotransmissor terá uma ação excitatória ou inibitória tá certo então quando nós temos um conjunto de neurônios fazendo essa mesma ação Ou seja todos eles produzem o mesmo neurotransmissor todos eles emitem os seus prolongamentos os seus axônios para essa outra região e produzem esses neurotransmissores para poder ativar esses locais continuar uma comunicação interromper uma comunicação nós vamos chamar isso devia tá então vejam Existem algumas coisas importantes numa via uma via ela tem
que ter uma origem lá no cérebro ou seja essa estrutura ela vai nascer né ela vai estar inserida em uma determinada região do cérebro ela vai projetar os seus neurônios seus axônios para uma outra região que a região de destino no qual essa região de destino é onde esse neurotransmissor será liberado nessa fenda sináptica bonitinho para poder fazer né a sua conexão com o próximo neurônio receptor se ligar continuando propagando essa sinalização ou interrompendo ela né E essa ação de ter esse neurônio com uma origem e passando por um destino numa outra região do cérebro
esse destino vai fazer com que esse neurotransmissor seja responsável por executar uma função no nosso corpo tá certo então essa sinalização essa comunicação que passa de uma região para outra Vai resultar num efeito lógico e se houver um desbalanço nessas vias no qual você tem um excesso uma falta dessa neurotransmissão que deveria estar acontecendo de forma fisiológica aí isso vai incorrer na incidência de uma patologia de uma doença Tá certo então quando a gente fala de sistema dopaminérgico nós vamos ter quatro vias no sistema nervoso central Então vamos colocar elas aqui para começar a fazer
um raciocínio de como que vai ser o tratamento a terapêutica farmacológica em dois grupos de patologias que são diversos Então a gente vai começar a fazer um raciocínio do que que seria a indicação Clínica mas que ao fazer essa indicação Clínica e o uso deste medicamento ele vai acabar ocasionando outros efeitos colaterais por não ter a total seletividade de ação no receptor Vamos lá olha só a primeira via tá então todavia no sistema nervoso central tem um nome primeira coisa aqui que a gente vai colocar é nome Qual que é o nome dessa Bia e
o nome da Bia ele não é escolhido de forma aleatória existe toda uma lógica para isso A lógica é envolver o nome da origem e o nome do destino ou seja Qual é a estrutura Onde está inserida esse neurônio lá no sistema nervoso central e para onde ele projeta qualquer estrutura aquele projeto então só saber o nome dessa via você já consegue inferir qual que seria a origem dela e o destino dela tá certo então nós vamos colocar nome a origem origem o destino Tá mas só saber aonde que nasce para onde que vai Isso
vai trazer alguma informação importante para mim quando se fala em terapêutica não a gente precisa saber o quê Qual que é a função fisiológica dessa via porque eu sei que na doença ou vai acontecer alguma degeneração como é esse caso aqui ó vai acontecer uma neurodegeneração ou seja morte de neurônios opaminérgico e essa morte desses neurônios resulta no quê numa redução da produção desse neurotransmissor do que tá chegando ali então o que que eu preciso fazer eu vou ter que repor como que vai repor vai nascer neurônio de novo não existe Tá certo não tem
uma Regeneração do neurônio não quer dizer que não possa melhorar as conexões Tá certo porque existe o quê no sistema nervoso central exige que a gente chama de plasticidade sináptica a plasticidade de sintática permite por exemplo que quando uma pessoa sofre um acidente ou Acontece uma neurodegeneração o seu corpo tenta fazer a recuperação para tentar manter aquela função que foi perdida e como que ele faz isso se não vai regenerar um novo neurônio nascer um novo neurônio lá no meu cérebro por exemplo ou lá na minha medula o que ele faz é tentar ampliar essas
conexões aquilo que ficou ele vai tentando fazer com que aconteça maior número de ramificações para ter mais sinapses tá e ampliar as conexões desse neurônio que permaneceu que está vivo isso é plasticidade sináptica então parte das funções que são perdidas de um trauma por exemplo Podem sim ser recuperadas como a gente observa Né desde que tenha terapia que faça o tratamento Enfim então algumas coisas vai recuperar na totalidade Muito provavelmente não né Mas pode ser que aconteça tá certo mas vejam se houver uma perda desses neurônios com baixa produção de dopamina saber né qual é
a função delas saber o que que é fisiopatologia de uma doença como que ela acontece eu consigo fazer o raciocínio Clínico Veja bem se eu sei que na doença de Parkinson eu vou ter perda de neurônio com baixa produção do neurotransmissor é claro que vocês terão que administrar para esse paciente uma droga que seja capaz de repor isso que ele foi que ele perdeu se ele não consegue mais produzir dopamina as drogas terão ter ação dopaminérgica vão ter que aumentadopamina nesse cérebro do paciente para melhorar sua qualidade de vida e ele conseguir recuperar suas funções
conseguir mantê-las E é isso que nós vamos fazer é esse tipo de raciocínio que vai ser colocado aqui para vocês Tá certo então olha só nome origem destino eu não quero saber só isso eu quero saber qual que é a função fisiológica dessa via para que que ela serve porque daí meu raciocínio Clínico em cima disso função fisiológica e ainda o que a gente vai ter aqui ó na parte da terapêutica se for perdida de alguma forma essa função fisiológica por excesso por falta qual que vai ser implicação Clínica Qual que é a doença envolvida
o que que vai acontecer tá implicação clínica Vamos lá gente comigo olha só vamos fazer a primeira via Então a primeira via o nome dela se chama via nigroestriatal os nomes são difíceis são chatinhos tá certo mas o nome eles sempre vai refletir para vocês esse componente O componente da origem do destino então nós temos aqui ó chamada via negro ótimo eu tô falando para vocês poxa é o nome reflete a origem o destino Então vamos fracionar este nome para tentar entender Qual que é a origem do destino dela e tentar fazer essa condição aqui
ó tentar fazer o raciocínio para que que ela serve e qual que vai ser minha patologia envolvida então se eu pegar este nome e fracioná-lo nós vamos ver que ó ele vai se composto por pelo negro e estria tal então no sistema nervoso central nós vamos ter uma estrutura que se chama substância Negra parte compacta a substância Negra ela tem uma produção de um pigmento que confere é essa estrutura neurológica uma coloração Negra uma coloração escura e por isso que ela é chamada substância Negra Tá certo a substância Negra parte reticular ela também chamada de
Nigro por isso nome vem para Nigro e daí a outra parte do nome aqui é estria tal então ela vai acabar projetando aos seus axônios ali para a região do estriado Tá certo então havia negro a origem negro e projeta sua estrutura seus neurônios para o estriado Esta é a via mais robusta a via dopaminérgica mais robusta do sistema nervoso central aqui existe aproximadamente 80% de toda a dopamina que é produzida no cérebro de um paciente no nosso cérebro é nesta via tá é a mais robusta e essa via ela vai ter qual função fisiológica
para que que ela serve a função fisiológica dessa via fazer controle motor controle motor tá ela tá relacionado com a parte da memória memória a memória motora Tá certo ela tá muito relacionada com isso com postura ajuste Tá certo então ela essa estrutura aqui que é a substância Negra pode contar ela faz parte de um conjunto de estruturas cerebrais que são chamados de gânglios da base e que confere né ter a dopamina sendo produzida na substância Negra parte compacta e sendo liberada na região do estriado vai sim fazer essa função fisiológica para nós para conseguir
fazer um ajuste motor para conseguir manter uma postura Tá certo então essa é a chamada via negro estatal Aí eu pergunto para vocês poxa se eu sei que a dopamina que é produzida numa via nigrotiatal é responsável por fazer um controle motor com patologia que vocês conhecem né que está completamente relacionado com essa Cola é uma deficiência dessa parte motora né que está relacionada com isso que é de nível do sistema nervoso central bom essa patologia Com certeza já deve vir na cabeça de vocês a nossa doença de Parkinson a doença de Parkinson é uma
patologia que compromete a parte motora do paciente tá certo existem outros componentes da patologia mas principalmente a parte motora é comprometida nesse paciente então o que que nós vamos observar que se o paciente tiver uma alteração nessa via a gente já vai entender qual ele vai ter dificuldade em fazer o seu ajuste motor e uma explicação clínica que vai ocorrer será a apresentação a manifestação do quê de uma doença de Parkinson quando é que vai acontecer a doença de Parkinson relacionado a essa via o que nós vamos observar na fisiopatologia da doença de Parkinson é
que ocorre morte neurodegeneração de neurônios dopaminérgicos que inicia principalmente aqui ó nessa região na substância Negra parte compacta esses neurônios perdem essa esse neurônio dessa região morrem esses neurônios e esses neurônios são neurônios produtores de dopamina e ter redução de dopamina na região do estriado faz com que o paciente não consiga fazer a manifestação motora normal e ele vai começar a ter deficiência nessa parte motora e consequentemente os sintomas que vão estar relacionados com doença de Parkinson quer dizer eu posso ter manifestação de alteração motora só quando tem doença de Parkinson não Vocês precisam pensar
Olha só eu posso fazer isso essa mesma coisa a manifestação de sinais clínicos muito parecidos com a doença de Parkinson em pacientes que estão utilizando os medicamentos tem paciente que toma por exemplo anti Psicótico e que começa a ter alterações motoras como efeito colateral que são muito parecidos com a doença de Parkinson Mas por que que isso acontece Os antipsicóticos Clássicos como haloperidol por exemplo né Ele é o caso ele ele tem como mecanismo de ação ser um antagonista clássico de dopamina só que esse medicamento ele vai bloquear receptores de dopamina não só na região
específica que vai ser responsável por fazer o controle da Psicose do paciente ele acaba fazendo em todas as vias dopaminérgicas e consequentemente esse paciente apesar de não ter a doença Parkinson Ao estar tomando este medicamento vai acabar apresentando parque em sonismo ou seja manifestando alterações motoras como tremor né um tremor excessivo agitação abradiças aquela dificuldade para começar o movimento né e mantê-lo uma instabilidade postural importante então ele vai começar a apresentar rigidez muscular ele vai começar a apresentar todas essas partes de alterações motoras que são sinais clássicos de doença de Parkinson ele não tem doença
de Parkinson o que ele faz é um uso de medicamento que vai acabar bloqueando o receptor do pablinérgico nesta via e vai acabar fazendo também uma manifestação muito parecida com como se fosse um paciente que tem Parkinson Tá certo vamos lá vamos continuar eu falei para vocês são quatro são quatro vias do paineliéticas que a gente precisa entender para estudar doença de Parkinson estudar as psicoses a segunda via que nós vamos observar Vamos colocar aqui ó a segunda terceira Bia na verdade nós precisamos estudar elas em conjunto Tá certo não dá para separar porque porque
elas possuem a mesma origem as duas vias partem da chamada a área tegmental ventral a área tegmental ventral é estrutura do sistema nervoso central que está localizada na região mesenicefálica no mesmo encéfalo em função dela ser estrutura mesmo encefálica e o nome não ser muito compatível para poder fazer a nomenclatura da origem intestino Então se usa localização da Via para fazer a primeira parte do nome dela tá certo então é uma região é uma estrutura mesa encefálica Então a gente vai falar que o nome Davi aqui vai ser via meso porque porque ela parte da
região mesmo cefálica então aqui ó via meso e essa daqui também como a origem a mesma então ó Bia mesmo também o destino é diferente para ambas Tá certo enquanto eu tenho que uma vai projetar lá para sistema límbico a outra projeta para Cortex aí aqui no corte que você vai pegar a região de córtex para frontal tá então é uma região bastante relacionada com que com a parte cognitiva e aqui o sistema límbico ele vai pegar aqui ó emoção ele pega emoção isso ele pega também a parte de aprendizado Então essa é uma região
mais cognitiva que a parte mais emocional decisões essas coisas e daí o que que nós vamos observar que o nome para completar a origem aqui mesmo por ser estruturas encefálicas e daí o destino que é o sistema límbico Então como que fica o nome da Via né então vai ficar Bia meso límbica e a outra meso que vai lá para o córtex meso cortical Tá certo tá vendo como o nome tem tudo a ver com a origem o destino é dessa forma não precisa decorar né porque daí fica muito fácil é só você só fraciona
ali o nome daí você sabe qual que é a origem o destino essa localização a mesa cortical que é a parte cognitiva e a meso-nímica que essa parte de Emoções decisões nessa parte de aprendizado o que a gente observa é que a dopamina ela acaba tendo essa função fisiológica e se tiver alterações de dopamina nessas regiões elas vão acabar manifestando um comportamento muito relacionado com o quadro das psicoses uma das psicoses mais prevalente na população é esquizofrenia Então todo o nosso estudo nesse módulo vai ser focado no estudo da esquizofrenia Ok e a esquizofrenia ela
pode se manifestar clínicamente com pacientes com sintomas chamado sintomas positivos que são sistemas altos agressivos no qual esse paciente vai fazer Alucinação Delírio agitação né então é aquele paciente realmente que tem aqueles sintomas que são altos não entendam sintomas positivos como positivo de uma coisa boa tá certo mas sim um sintoma exacerbado aquelas coisas altas no qual comportamento do paciente é excessivo a Alucinação Delírio agitação enfim e na parte da via mesocortical que a gente vai observar é que o paciente esquizofrênico também pode manifestar sua patologia não tendo essas coisas excessivas mas sim alguma coisa
mais baixa que é chamada sintoma negativo ou seja ele apresenta um comportamento embotado afetivamente com baixa socialização negligência de higiene pessoal né negligência de fala Tá certo então tem tudo todo esse sintomas que são sintomas um pouco mais baixos tá então o que que nós vamos ver tem muitos estudos e grande parte do que se sabe hoje sobre esse sintomas eles partem desses pacientes que são pacientes addictos tem muitos estudos com pacientes com usuários de droga Então os usuários de droga cocaína outras Outras Drogas de abuso por exemplo que tem ação catecularmérgica né que pega
nora Adrenalina pega dopamina por exemplo esses esses essas drogas elas ocasionam no paciente é manifestações pelo uso dela de sintomas excessivos como se fosse um quadro de um paciente e sintoma positiva esquizofrênico Então esse paciente que toma isso né que faz o uso de uma cocaína por exemplo ele também tem alucinações delírios Fica agitado tem ideias paranoides né que é um quadro muito parecido com um paciente que tem esquizofrenia então eles pegaram parte desses estudos começaram a estudar os pacientes esquizofrênicos com sintomas alto para tentar definir entender como que é o quadro físico patológico dessa
doença então o que que esse observou se observou que os pacientes que são esses que sofrerênicos sintomas positivos apresentam uma clínica tá muito parecido apresenta uma manifestação no cérebro como se ele tivesse usando uma droga de alguns uma droga categoria por exemplo Como assim ah a cocaína ela é uma uma droga de abuso que ela vai ter ação catecolanérgica Então ela mexe com sistema de dopamina e na hora adrenalina e aumenta sua liberação né ele libera todos os estoques que tem no sistema nervoso central e tem esse excesso de dopamina e noradrenalina lá no cérebro
acaba fazendo com que o paciente manifeste esses efeitos de tela oscilação Delírio Então pegando desse princípio partindo desse princípio o que que eles observaram que os pacientes esquizofrênicos sintomas positivos clínicamente aí não é uma coisa uma substância química que está induzido mas fisiopatologicamente a doença acaba ocasionando um excesso de produção dopaminérgica nessa região Olímpica então o paciente esquizofrênico sintoma positivo vai ter excesso de dopamina aqui nessa região entretanto aqueles outros pacientes que eram sintomas negativos o que eles foram estudando e tentando verificar o quadro fisiopatológico eles chegaram a conclusão de que ele manifesta parte dos
sintomas negativos em função de uma redução em função da redução da produção de dopamina na Via mesocortical nessa região tá ele produz pouco a dopamina mas ele produz pouca dopamina nós vamos estudar Isso um pouco mais para frente porque ele tem um excesso de serotonina isso a gente vai entender lá na aula de Psicose Tá certo então aqui ele vai acabar produzindo pouca dopamina em função de um excesso de serotonina aí a gente pode começar a fazer o raciocínio tá então o que medicamento que seria utilizado bom se o paciente Me desculpa se o paciente
apresenta doença de Parkinson e ele tem baixa produção de dopamina o que que eu vou fazer que droga que eu vou dar para esse paciente para ele melhorar a parte sintomática como que eu vou tratar os sintomas desse paciente então vai ter que ser dado dopamina para ele ou seja eu vou ter que administrar farmacos que elevem que aumentem dopamina no cérebro Então nós vamos dar agonistas farmacos que vão ter uma ação no final agonista dupla amérgica agora se eu tenho lá um paciente que é isso esquizofrênico sintoma positivo que é tudo excessivo é tudo
para cima e ele tem esse essa fisiopatologia porque ele produz muita dopamina Que tipo de medicamento que vai ser utilizado com esse paciente esse paciente ele vai ter que tomar um medicamento que seja um antagonista de dopamina Por quê eu vou ter que bloquear a sinalização que está excessiva então todo o raciocínio Clínico vai ser jogado em cima disso se ele tem sem tomar negativo eu vou ter que tentar aumentar a dopamina mas veja bem seu aumentado para mim ele é um paciente esquizofrênico a chance que eu vou ter de jogar ele fazer ele fazer
uma virada e fazer ele manifestar sintoma positivo é muito alto É um paciente que tem para disposição então para esse paciente assim toma negativo eu não posso tratá-lo com agonistas do amnérgicos Tá certo eu resolveria o problema de sintoma negativo mas eu jogo ele para sintoma positivo então o que que você faz clinicamente isso é evolução dos medicamentos Isso vai lá para segunda geração dos anos psicóticos então no quadro de medicamentos no mecanismo deles eles vão começar a trabalhar com essa outra questão sexta falta de dopamina acontece em função de um excesso de produção de
serotonina eu posso mexer com serotonina a serotonina não vai jogar ele aqui para sintoma Positivo tá então aqui a gente vai pegar fármacos lá da segunda geração por exemplo né então vai pegar os fármacos da segunda geração e daí ele vai conseguir resolver o problema porque eu vou usar antagonista de serotonina e bloquear a ação da serotonina vai elevar a quantidade de dopamina Não se preocupem parece assustador o módulo mas logo vocês vão começar a entender né E nós vamos discutir daí uma aula especificamente só sobre a esquizofrenia para tentar entender todos esses mecanismos mas
vejam que interessante que é é difícil você trabalhar com o sistemas em sistema nervoso central porque você tem uma grande via dopaminérgica que está relacionado com duas patologias importantes vai lá para as neurodegenerativas a outra vai para neuropsiquiátrica e quando você mexe com esse sistema essas drogas não vão se ligar só aqui só onde você quer né Por exemplo o paciente tem Parkinson eu vou dar droga dopaminérgica para ele Ah legal ela vai só lá na nigrotiatal e vai melhorar os sintomas clínicos do paciente Não elas não são seletivas então o que que vai acontecer
por mais que ela seja seletiva esses receptores estão presentes em todas elas Então essa droga vai se ligar aqui vai melhorar a clínica do paciente mas também vai se ligar aqui aqui então eu posso ocasionar efeitos colaterais pelo uso desse medicamento induzindo doença nele que ele não tem Tá certo porque porque eu vou mexer com esses outros sistemas e bom disso balançar o sistema dopamina Então são pacientes difícil manejo e como a gente não tem tratamento que vai evoluir para cura desses pacientes né são pacientes que vão ter que fazer tratamento de manutenção de longo
prazo muitas vezes para vida toda aqui na esquizofrenia você consegue fazer um controle e às vezes fazer algumas paradas né mas é possívelmente um paciente com indicativo de uso de medicação crônica né Por longos períodos e daí complica porque eles vão apresentar bastante efeitos colaterais por mexer com vários sistemas e isso eu estou falando para você só a nível de sistema nervoso central nós temos esse neurotransmissor também a nível periférico então também vai acontecer efeitos colaterais a nível periférico mas eu falei para vocês pessoal no começo são quatro vias em sistema nervoso central dopaminérgicas faltou
a última Então vamos lá a última via dopaminérgica que nós temos é chamada devia tubero infundibular essa viatura em fundibular ela vai ter uma origem Um Destino que é numa mesma estrutura do sistema nervoso central que é chamada de hipotálamo tá certo o hipotálamo é uma região que ela tá bastante relacionada com secreção de hor mônios então ele vai ajudar a produzir um hormônio que se chama prolactina Tá certo então vamos tentar entender é a região específica da onde nasce no hipotálamo e para onde ela projeta no próprio potável uma vida bem curtinha pequenininha ela
sai de uma estrutura e vai projetar para própria estrutura Então vamos ver aqui ó eu vou quebrar fracionar de novo o nome tá então a origem dela como eu falei para vocês ó hipotálamo e ela vai projetar para o próprio hipotálamo tá então região tuberiana hipotalâmica e vai projetar para o infundido do próprio potável Tá certo então ela vai chamar denominada dia túbulo em fundobular essa turbina em fundibular ela tá relacionada com secreção de hormônio Qual o hormônio prolactina certo Olha só no sistema nervoso central geralmente o que existe é uma liberação basal que ela
mantém os níveis né de função ela mantém sempre uma sinapse assim com uma base uma linha basalzinha É muito difícil você ter por exemplo no sistema nervoso central a interrupção completa de uma neurotransmissão então sempre tem uma base uma linha basal de estimulação que mantém as funções acontecendo Tá certo então fisiologicamente ter dopamina inibe a secreção de prolactina por exemplo eu não estou no momento amamentando eu tenho uma filha de três aninhos de idade e nesse momento eu não estou amamentando já Não amamento mais então o que acontece o meu organismo volta a produzir dopamina
eu tenho níveis basais de dopamina na minha viatura em fundibular que mantém a minha via inibida então eu não produzo prolactina tá então fica bonitinho aqui então tem várias várias medicamentos que por serem antagonistas de dopamina inibe essa inibição bloqueia menos com menos dá mais né ele inibe o neurônio que parir inibição então ele desbloqueia fazendo com que acontece a estimulação da produção de prolactina então alguns medicamentos que tem como exemplo que fazem isso é antipsicótico antipsicótico ele por ser antagonista ele pode causar como efeito colateral aumenta a secreção de prolactina isso vai fazer o
quê vai implicar clinicamente no quê então daí o paciente vai acabar manifestando dinheiro com magia aumento do volume mamário homem pode também pode também se a gente for ver né na prevalência e da Doença de manifestação de pacientes esquizofrênicos a gente tem uma relação que é superior para homens do que para mulheres né apesar de poder existir nos dois ambos os sexos Mas homens manifestam um pouco mais do que mulheres e daí o que a gente observa é que esses pacientes utilizando haloperidol por exemplo no sul Suzano porque é barato tá certo ele faz um
bom controle mas ele gera muitos efeitos colaterais ele vai gerar chamada síndrome essa pirominal porque Altera a parte motora ele induz no paciente como se fosse um parque em sua paciente não tem parque ele inibe a inibição da Prolactina então ele vai desinibir essa via fazendo com que aumente a secreção de prolactina no sistema ocasionando Gené com uma xícara lactoreia nesse nesse paciente agora imagina vocês o indivíduo um adolescente lá com 18 19 anos que tá numa fase que já é uma fase difícil começa a apresentar alterações motoras é clássicas de uma patologia que é
uma patologia muito mais prevalente em idosos do que em jovens né então começa lá com várias alterações motoras rigidez muscular importantes tremores e começa a apresentar peitinho começa a apresentar secreção de leite começa até alteração sexual né alteração da função sexual Poxa essa pessoa é uma pessoa que não vai querer Tomar esse medicamento ele vai desistir do tratamento Tá certo a desistência largar o medicamento em função disso ela é muito alta e a gente tem que tentar entender e tudo isso se resume ao que a tentar entender a fisiologia dessa via Tá certo então essa
vela tem funções importantes então para a gente fechar essa primeira parte da aula né e começarmos a estudar especificamente cada uma das duas doenças em separados Vamos fazer um resumão eu tenho no sistema nervoso central quatro vias dopaminérgicas com origem intestino e função fisiológica específica essa função fisiológica por exemplo na doença de Parkinson a morte dos neurônios dopaminérgicos na Via negro escratal Vai resultar numa pouca produção de dopamina então tratamento medicamentos para pagar quem não serão fárma com os que vão favorecer a ação agonista dopaminé acho que eu tenho que aumentar essa neurotransmissão que tá
perdida entretanto ao fazer isso aumentar a dopamina eu vou acabar ocasionando nesse paciente a possibilidade dele manifestar sintomas parecidos um paciente esquizofrênico positivo Então ele pode sim manifestar como efeito colateral Psicose Alucinação agitação porque porque aumentar dopamina nessa via Eu também aumento nas outras agora eu pergunto para vocês esse paciente vai apresentar ginecomastiga lactorreia Não não pode apresentar Gené com Machine porque porque eu vou aumentar com a terapêutica dopamina só que eu aumentando com a terapêutica dopamina eu estímulo a viatura estimular e esse paciente em momento nenhum vai fazer secreção de prolactina então isso aqui
não pode acontecer tá certo esse efeito colateral não vai ter de forma nenhuma existe uma outra via dopaminérgica que ela tá presente no tronco cerebral fora da barreira mata encefálica nessa região bem na base aqui do sistema nervoso central mas ela fica fora da barreira esse centro também é dopaminésio na verdade é dopaminérgico serotoninérgico e ele controla é mise vômito tá certo é o centro Regulador do vômito e quando você tem a estimulação de dopamina lá aumento de dopamina nessa região o que você observa que o paciente tem sensação de náusea de enjoo então o
paciente que faz o uso dessas drogas dessas medicações para tratar o Parkinson o aumento da dopamina necessário para controlar a parte do sintoma da doença pode resultar em efeito colateral quando pega essa região do centro do vômito então é um paciente que não vai ter gineco mastiga latorreia entretanto vômitos e náuseas ele vai sentir bastante com o uso da terapêutica Tá certo para a gente fechar o raciocínio se esse paciente é esquizofrênico se ele for esquizofrênico por excesso de dopamina eles que sofreram com o sintoma Positivo eu vou ter que dar ele antagonista de dopamina
eu vou ter que bloquear o receptor do faminérgico ao bloquear o receptor do painérgico consequentemente eu vou recorrer em efeitos colaterais nessa via na negra estatal ocasionando alterações motoras nesse paciente e vou ocasionar também a desinibição aqui da viatura em fundibular fazendo com que ele apresente ginecomastiga lactoreia esse paciente que vai fazer o uso dessa medicação que é antagonista de dopamina ele poderá ter náusea e vômito e você pegadinha de concurso nunca tá esse paciente não poderá ter inclusive os fármacos anti psicóticos Em algumas situações clínicas no qual o paciente não responde aos antiméticos naturalmente
pode ser utilizados empregados com esse efeito Tá certo porque ele bloqueia a dopamina que vai estar em excesso nessa via nessa região que é o centro do vômito ali na região do tronco encefálico se ele for sintomas negativo eu não vou poder dar dopamina para ele porque senão eu faço ele ter sintomas positivo então o que que eu vou fazer vou ter que mexer com outro sistema que é o serotoninérgico que vai acabar influenciando na produção de dopamina e consequentemente indiretamente eu vou conseguir aumentar a dopamina aqui para reverter o quadro clínico e tirar esse
paciente de sintoma negativo tá aí ao fazer isso é claro que daí a gente vai ter alguns efeitos colaterais mas mais relacionados com a parte de serotoninética do que propriamente dito na dopaminérgica Ok legal pessoal então a gente fez uma pequena introdução tá contextualizando o sistema dopaminérgico que está relacionado com esses dois grupos de drogas desculpa dois grupos de patologias importantes e que vai ter uma implicação bastante é clássica e no uso de medicamentos Tá certo são são os medicamentos que vão ser empregados para tratamento sintomáticos desses pacientes então nas nossas duas próximas aulas Que
Que Nós faremos vamos destrinchar a doença de Parkinson e a sua farmacoterapia os anti-parkingstonianos e também os anti psicóticos que daí você empregados aí no tratamento da esquizofrenia Eu espero vocês na próxima aula não deixe de resolver as atividades para consolidar todo o conhecimento que você adquiriu nesse primeiro momento Ok até lá [Música]