simbora estudar o rei da vela Oswald Andrade hoje nós vamos analisar aqui a obra O Rei da vela nessa peça escrita por Oswald de Andrade né grande personagem da literatura brasileira principalmente ali no modernismo e o Oswald de Andrade é aquela pessoa que quanto mais você estuda né E quanto mais tempo passa você percebe como ele era moderno como ele era Modernista realmente né como a sua obra cada vez mais presente tá eu nunca tinha lido até fazer esse né fazer esse vídeo aqui para vocês né fui ler poder fazer né para auxiliar os revestibular
da Unioeste né nunca assisti essa peça também tá já tinha ouvido falar sobre a obra Mas é claro né é conhecia o enredo da obra mas é só lendo a obra mesmo para saber a grandiosidade dessa obra tá então é uma peça de teatro tá escrita exatos tá lá na década de 30 até de 1930 e uma curiosidade né que o Osvaldo de Andrade ele não viu essa peça ser ensinada tá ele escreveu e essa peça ficou lá e só foi a peça ensinada Depois da sua morte tá personagens da obra né personagens dramáticos tá
então nós temos dois abelardos né o Abelardo um e Abelardo 2 ou Abelardo primeiro Abelardo segundo tá Heloísa de lestos Joana que também é conhecida como João dos divans totófilo fruta do conde Coronel vilarino Dona Cezarina Dona boquinha perigoso o americano o cliente o intelectual Pinote a secretária devedores e devedoras e o ponto Como assim o ponto que que é o ponto ponto Era um personagem era um personagem no ponto Era alguém né nas peças que ficava Escondidinho tá e a função do ponto Era soprar né o texto quando o ator se esqueci ter alguém
que ficava ali auxiliando durante a peça tá e já adiantando né Essa questão do moderno o né durante essa peça Há momentos em que o ator né o personagem ali o Abelardo quando o diálogo entre os dois abelardos ele fala nós poderíamos mudar o enredo a partir de agora né ele conversa com o ponto né poderia nos mudar Aí o ponto responde né que não ah mas o autor da obra não vai se importar se a gente mudar né e diálogos mais ou menos assim tá então quem é o rei da vela o rei da
vela né que é o Abelardo Abelardo um ou Abelardo primeiro Tá vou chamar de Abelardo primeiro aqui tá Então esse Abelardo ele é o rei da vela ou seja ele é um cara tem uma fábrica de velas né e uma grandiosidade a gente e uma grandiosidade assim de grana até ele é um cara muito rico tá e já pensei lá na questão da vela para que principalmente a vela né quando a gente usa vela para iluminar Tá mas também para os defuntos tá então uma vela teria esse sentido ainda de retrocesso né porque não tem
uma luz ali como a luz elétrica vela Seria algo anterior né uma luz mais uma luz mas também essa coisa do da morte né colocar ali para o morto daí iluminar o caminho dele para chegar ao outro e além né dele ser o rei da vela ele também tem uma empresa de agiotagem né um escritório de usura né é um escritório de usura que ele tem ali que ele empresta dinheiro a juros uma agiota dele empresta dinheiro a juros e juros altíssimos então o primeiro ato né ele tem uma rubrica bem grande pessoal o que
que é rubrica tá rubrica é aquela marcação no texto tá para os atores né para quem participa da peça saber o que está acontecendo o cenário né A forma como o autor fala então as rubricas que vão determinar ali a forma como a cena é feita Então o texto começa com essa rubrica aqui tá em São Paulo escritório de usura de Abelardo e Abelardo então nós estamos no escritório do Abelardo e Abelardo percebam Abelardo e Abelardo mas o dono do escritório é uma Abelardo apenas Tá mas no final a gente vai vai ver vai ter
algo relacionado a isso tá um retrato da Gioconda caixas amontoadas então ele começa ali nós começamos Então a primeira cena neste escritório tá Abelardo primeiro rubrica sentado em conversa com cliente aperta um botão ouve um forte barulho de campainha aí a fala vamos ver então começa assim um diálogo ele fala traga o docinho do homem e eles vão analisando várias pessoas que devem ali né e ele manda é protestar e as pessoas que devem devem para eles né aí chega um cliente aí o cliente fala para ele né Há dois meses que não posso pagar
juros dois meses o senhor acha que é pouco então ali o Abelardo Né desde o início você percebe que ele né tira muito proveito da situação ele coloca juros altíssimos e ele não tem dó de ninguém então você já coloca esse Abelardo como um crápula ali na situação né e eles vão conversando né o cliente fala mas eu fui pontual por dois dois anos e meio paguei enquanto pude a minha dívida era de um conto de réis só de juros trouxe aqui nessa semana mais de dois contos e 500 então Perceba o empréstimo dele foi
de um conto né ele já trouxe só de juros um conto e quinhentos tá então percebam como o Abelardo ganha dinheiro aí com a sua empresa ali né de agiotagem tá e o Abelardo continua né falando para ele né que é um negócio mas eu já paguei mais do dobro do que eu levei daqui né o cliente fala Me diga uma coisa o Abelardo fala para ele se o Pitanga fui eu que fui procurá-lo para assinar esse pagamento esse papagaio foi o meu automóvel que parou diante do seu casebre para pedir que aceitasse o meu
dinheiro com que direito o senhor me propõe uma redução no capital que eu emprestei ele quer reduzir o capital né para o juros ficarem menor menores Tá eu já paguei duas vezes né diz o cliente desbloqueado a rubrica tá E aí o cliente fala né que poderia levá-lo lá né foi criado que existe além de usura mas ele não ele nem foi lá procurar a lei de usura né Além disso era uma lei nova né foi criada ali na década de 30 né que não se poderiam cobrar juros abusivo né juros recessivos e a crítica
que o Abelardo coloca isso né Como que o governo eu empresto o dinheiro é meu eu faço o que eu quero com ele né criticando ali o governo de tentar regulamentar isso né então já começam aí as críticas sociais né a pessoas como o Abelardo né e continua ali o diálogo do Abelardo dos dois abelardos né o Abelardo II parece ser um pouco uma preocupação maior com a população é parece ter umas tendências socialistas ali mas isso não se comprova depois tá e o diálogo vai continuando até chegar né só um pouquinho daí eu preciso
falar de uma coisa antes né e os clientes que vão falar com ele fica num lugar uma espécie de jaula colocar os como animais né E esses clientes ficam gritando lá de dentro da jaula pelo amor de Deus localidade eu não posso pagar o aluguel reforma eu vou à falência né e o Abelardo Fala Rua ninguém mais pode trabalhar no país desses com leis monstruosas o que eu falei lá né de leite monstruosas as leis que garantem o direito a quem né para manter esses juros abusivos tá E aí o que acontece o Abelardo vai
falar com a secretária E você já vai perceber mais uma característica do Abelardo né o diálogo com secretária mais ou menos assim ele já chega para ser verdade já cantando Vamos fazer um piquenique a ponta de Van sobrejaconda debaixo daquela Mangueira a secretária fala eu sou noiva Eu também mas eu sou fiel a secretária fala e ele vai passando uma cantada ali né tentando é xavecar ali a secretária né até o momento em que chega em Heloísa e quando a Heloísa chega a secretária sai né voltando-se para a porta a rubrica né voltando para a
porta Então ela sai e fala assim garanhão sai esbarrando em Heloísa de lesnos que vestida de homem entra com como amanhã lá fora então perceba Heloísa de lestos lesblus a ilha né que dá nome né como chama as pessoas lésbicas né mulheres que gostam de mulher tá então percebam que eu ia ser travesti de homem então uma característica da Heloísa aí seria ser lésbica tá dá tudo a entender aqui nesta cena tá você meu amor na hora do expediente ele fala né ela falou nossa o casamento é um negócio na hora do expediente no nosso
casamento o negócio por isso vieste de Marlene e continua o diálogo ali né então eles vão se casar e o negócio deles e o casamento deles é um negócio porque porque a Heloísa vende uma família tradicional e o rei da vela o Abelardo precisa de um nome ele tem dinheiro mas não tem nome a Luiza tem o nome mas não tem dinheiro é uma família falida então eles vão fazer um negócio ali né para juntar ali as duas famílias tá estamos ainda no primeiro ato tá o primeiro ato ele é mais longo tá ele demora
um tempo maior e esse diálogo né continua tá entre os dois até chegar novamente do Abelardo segundo e o Abelardo segundo chega lá perdão está aí o americano aí o Abelardo fala o Abelardo primeiro fala para a Heloísa chegou a sua vez de sair meu bem como devo a esse homem a Deus pode passar por essa porta não faz mal que ele te veja sair ou seja não tem problema que ele te veja lá na frente nós vamos perceber isso né É como o Abelardo parece entregar a Heloísa ao americano e percebam aqui a crítica
ao imperialismo né dos Estados Unidos tá na época Cristian crítica já osval de Souza osval de Souza Oswald de Andrade lá atrás sobre esse imperialismo então percebam devo ao americano comparando o Brasil a situação do Brasil tá e o Brasil como hoje né a gente vê aí muito né Eu falei para vocês atual né até de um certo Presidente aí que bate continência para bandeira dos Estados Unidos Então essa coisa de se colocar como subalterno Como abaixo dos Estados Unidos tá E aí a gente vai perceber naqueles que que ele realmente tem essa questão ali
de ser subalterno ao estadunidense cena a o primeiro ato e vamos ao segundo a no primeiro ato ainda fica claro né que no negócio ele vai dar uma ilha para sua noiva e aí o segundo ato começa nessa Ilha tá que é uma ilha tropical na Bahia de Guanabara tá então ali o cenário agora é a uma ilha tropical na Baía de Guanabara daí vai falar na Baía de Guanabara é também pertence uma ilha ali tá Ilha na Bahia de Guanabara e nós vamos pensar né é Não há como não se lembrar da Ilha Fiscal
ali próximo né Onde aconteceu o último baile lá né da do império né com Dom Pedro II é aquela coisa para mostrar que ainda tinha uma certa força tá mas não fala que essa Ilha tá estou apenas colocando aqui tá então ali né Tem uma ilha eles estão em festa ali agora vai mostrar a família da Heloísa tá então agora se concentra na família da Heloísa o segundo ato e no segundo ato estão Abelardo e dona Cezarina e o que que acontece ali Dona Cezarina é a mãe da Heloísa né o Abelardo começa a cantar
a dona Cezarina né e ele começa a passar o maior xaveco ali nela tentando né reconquistá-la né E ele fala até para não os meus cara Deus são sinceros senhor a minha futura sogra quem manda se vestir assim como esse maiô jararaca Qual é o santo que existe Olha é sério é sério demais tá E ele fala quer me deixar mais zangada ainda mais triste do que ontem continua para ser normal pera aí mais triste do que ontem quer dizer ontem ele já fez alguma coisa que a deixou triste né então perceba que fica que
subentendido uma conversa que aconteceu ali no dia anterior entre eles depois aparece o personagem Totó fruta do conde então nós temos Heloísa a sua irmã o seu irmão Totó fruta do conde que é gay tá e a família tradicional brasileira que esconde isso mas todo mundo sabe ali né mas ele critica os outros né mas ele faz tudo as escondidas ali tá então totófita do Conde aparece à esquerda com uma vara de pescar e vai pescar né E ele fala ai eu sou uma fracassada né usando o feminino então aditivo fracassada no feminino e a
mãe dona Cezarina meu filhinho vem cá benzinho do meu coração né então a forma como como é tratada ninguém trabalha nessa família tá é uma família de vagabundos tá o rei da vela ainda trabalha mas essa família é todo mundo oportunista E aí aparece a dona poloca a dona poloca é a tia da Heloísa tá irmã do pai da Heloísa e ela já chega falando assim dando em cima da sogra que é isso bancando a polícia especial tipo assim cuidando da gente aqui que é isso E aí gente mais incrível né o Abelardo começa a
dar em cima da dona poloca tem uma fala dele aqui Mas me diga uma coisa só dona polaquinha perdão Dona poloquinha em sua vida toda tão cheia de nobreza nunca amou um plebeu em segredo mas nunca em Público começa a desfrutável que Deus me deu para cunhada então já outra característica falar mal da cunhada né falar mal da vida alheia a dona louca tem tá e chega a Heloísa aí a Heloísa fala assim outro flerte ontem era a mamãe então perceberam lá anteriormente isso deixa claro que na noite né na no dia anterior né No
dia anterior ele já deu em cima da mãe dela aí ela percebeu ontem era a mamãe hoje tinha pouca quantos chifres você me por hora Abelardo aí o binário ainda fala para ela é em família sentam-se rindo não conta você justifique as em família Não Contam tá E aí a Heloísa fala assim contanto que você não me engane com o totó então é uma coisa assim com as mulheres você pode com o homem não só não quero essa questão de você né o homossexualismo aqui olha crítica social aí tá aí entra João né o João
entra na Fala O João quer a Joana Joana João tá é uma mulher mas ela age como homem então assim como Heloísa então nessa família tudo trocado tá os três né e tem um outro irmão ainda que vai aparecer depois o totó é a minha diferença são os opostos já está dando em cima do americano basta a gente inventar alguém lava ele eu sou uma fracassada então toda a família fala que é fracassada e são fracassados realmente literalmente fracassados tá E aí aparece o pai da Heloísa né o Belarmino mas também não tem nada de
importante é um homem vazio um homem que só está falando ali da Beleza daquele lugar né da Ilha tá ele é um coronel e a conversa continua ali Até que a gente vai descobrir uma coisa interessante né a eles estão falando com a dona poloca está ali agora conversando com o João né que a Joana e a Heloísa de lesbus né A Noiva do Abelardo E aí a Heloísa fala né eu não digo mais porque vivo do pão alheio ou seja ela tem consciência que ela vivida mas no meu tempo se escoria a gente não
se casava com Aventureiro só porque é rico e foi assustado nisso né falando ali para Heloísa né aí o João né que a Joana fala assim por isso é que a senhora é virgem até hoje com 63 anos a gente descobre a mulher tem 63 anos e o outro passando uma cantada pessoal e lembre-se disso 63 anos em 1930 tá a expectativa do Brasil era eu acredito que era menor bem menor do que 63 anos tá já daí hoje o João conserta já fez 69 E aí no 69 tem também a brincadeirinha ali né com
69 tá menina eu chamo teu pai louca fala vai ver coisas inocentes anda vai ver o pôr do sol vai folhear o álbum de fotografia da família que eu trouxe quem sabe se trata do seu avó dos seus avós te dão um pouco de vergonha vai ver o perdigoto que chegou todo de soldado magnífico aquele fascista indecente Fala João é o único que pressa na família diz a dona poluga então elas percebemos que o outro irmão delas é um cara que vem de roupa de militar né e é um fascista conforme o João tá e
depois nós vamos ver que ele realmente é um fascista tá E aí chega esse personagem né o perdigoto perdigoto é o filhote de perdista perdido aquela ave tá perdigou até filhote desperdício Só uma curiosidade tá e o Abelardo perdigoto começam a conversar ali não é uma conversa interessante eu perdi o botão cara que ele não gosta também não gosta do Abelardo mas a situação que ele está ele não tem dinheiro tá E Ele oferece algo né ao porque sabe que tem dinheiro Ele oferece algo ao Abelardo e o Abelardo gosta da ideia o que que
é isso né ele vai falar sobre montar uma milícia tá aí ele fala assim que no campo está virando uma vergonha né O que está acontecendo lá ele fala e montar uma milícia né com pessoas pertencentes a excelentes famílias aí o Abelardo como você excelente família né tem um projeto Daí eles ocupação aproveitá-los Abelardo responde que ocupação pode ter essa ralé que para ele amarraléia perdigoto uma camisa de cor basta armas munições e poder ter um dinheiro fora de brincadeira fala perdigoto né a situação obriga isso organizaremos organizemos uma milícia patriotica opa olha aí pessoal
Brasil 2022 imitando Brasil lá né década de 30 que acha nos instalaremos posicionamento na casa central convidaremos com os outros fazendeiros a rolaremos gente a capangada está sempre pronta será o nosso quartel general e se a colônia der um pio né Então seja essa é a proposta que o Abelardo gosta né o Abelardo gosta da proposta separei mais um diálogo aqui né para ler para você está uma fala ali da Heloísa a Heloísa com o Abelardo tá e a Heloísa pergunta popular está arrependido não te trago vantagem sociais físicas políticas bancárias mas que às vezes
de repente perco a confiança é como se chama e faltasse sei que as tuas relações são boas Amanhã teremos um jantar de congraçamento sobre as estrelas do Pavilhão ianque né Isso é a fala do Abelardo agora tá Gente desculpa não esqueci de falar até o mais degenerado dos teus irmãos miserável a Heloísa o fritinha o totófita do conde Por Enquanto o outro O Ébrio vai fundar a primeira milícia fascista rural de São Paulo quem vai se regalar é o tal Cristiano de bens de saúde o escritor você sabe ele vem amanhã Cristiano de bens saúde
escritor lembremos que é uns fascistas talvez fascista mais conhecido aqui do Brasil é o Plínio Salgado né também era escritor que também é dessa época tá eu vejo aqui uma crítica direta ao Crime salgado escritor fascista a que tinha essas ideias aí também de Milícias e e tudo mais tá inclusive nós estamos né fazendo as análises da obra do vestibular Unioeste 2023/2024 a 25 assim como essa também tem os tambores silenciosos que nós já fizemos né que fala exatamente sobre isso né a ação integralista né vou falar um pouquinho sobre a centenista e aparece ali
o crime salgado também né nessas lá os tambores silenciosos tá então é uma boa coisa né Para a gente pensar aí que pode ter uma questão aí no vestibular da Unoeste sobre essas duas obras tá pensem bastante sobre isso e mais à frente né Tem um novo encontro dos dois né o Abelardo talvez até mais incitado para aquela coisa da mulher dentro da servirgem né da poloquinha mesmo lá tendo 60 e tantos anos né tal e ele insiste né E ele fala te levar até Petrópolis e ela fala que tudo tem um preço né eles
falam sobre preços né das coisas e ela Abelardo fala deixa ele beijar os pés santinha o maiô pelo menos levanta-se obriga pois olhe a de ser comigo eu lhe dou uma viagem a Petrópolis uma noite de amor nessa idade ela fala a primeira diga que aceita Olha que eu não sou de ferro vou mandar preparar a lancha e os bolinhos os pés de moleque abafa abafa saindo pela direita atira um beijo dois ao Luar esta noite e aí termina o segundo ato né com essa insinuação né essa coisa de que os dois vão ter um
encontro amoroso em Petrópolis Eles estão no Rio de Janeiro eles vão para Petrópolis é curioso como os atos eles mudam totalmente tá agora a gente vai para o terceiro ato e o terceiro ato ele dá essa pausa aí a gente já vê uma situação totalmente diferente do que havia ali no segundo ato né o terceiro ato é o mesmo cenário lá do primeiro ato né o local lá do escritório do Abelardo tá e o Abelardo está lá só que agora né a rubrica diz assim a cena está travancada de ferro velho pendurado é uma casa
de saúde uma maca no chão uma cadeira de roda ou seja várias vários objetos ali penhorados né e estão na cena Heloísa e Abelardo tá Abelardo o primeiro noivo de Luíza E aí o Abelardo fala né que agora ele está a vida dele está desgraçada então nós percebemos que agora ele está falido ele não tem mais dinheiro e aí ele fala com a Heloísa que a única saída dele é o suicídio né que ele vai se matar diálogo aqui a fala da Abelardo está bem para Heloísa tu meu cravo de Defunto da meu último beijo
em laçam-se o plano e cobra cena ouve-se um grito terrível de mulher e uma salva de 7 tiros de canhão quando reabra Heloísa soluça jogada sobre a maca Abelardo está caindo na cadeira de rodas que centraliza a cena o telefone ressoa Ela soluça silêncio prolongado o telefone insista insiste então nós percebemos ali que o Abelardo deu um tiro nele mesmo né tento tentou se suicidar porque nós vamos ver que ele continua vivo lá tá mas ele tentou se suicidar tá e o telefone ali e o Abelardo fala para Heloísa não atender o telefone porque ele
sabe que é o Abelardo segundo Tá e agora lembro lá Abelardo e Abelardo lá no início tá Abelardo vai assumir o lugar de Abelardo Abelardo segundo vai assumir o lugar do Abelardo primeiro tá então os personagens mudam mas a História Continua a mesma tá Brasil Estados Unidos os presidentes mudam mas a coisa continua igual década de 1930 pensa nisso tá E aí eles têm um diálogo né onde Abelardo Fala meu Alter Ego foi um suicídio autêntico Abelardo né as rubricas fingindo surpresa né processo né fingindo esse processo de surpresa Deixa Rolar lanterna mas o que
houve O que foi o que é isso meu Deus né E aí que lembra que eu falei da fala do ponto nesse momento que eles conversam com um ponto né eles falam para mudar a cena mas não é possível tá E aí o Abelardo primeiro fala né que agora o a verdade o segundo tomou o lugar dele e vai se casar com Heloísa aí ele fala aí o Bernardo fala que necessidade tem você se casar com a minha viúva vai ter ela virgem e de branco Pilar do segundo virgem Heloísa virgem e Luiza diminui soluços
lembre-se que Heloísa de lesbus né gosta de mulheres Abelardo primeiro se o americano desistir do direito de pernada de pernada sim o direito à primeira noite é a tradição não tinha falado pegando burguês sexual e imaginoso não se esqueça que estamos num país semicolonial tudo que é primeiro a primeira é para eles não é para nós O melhor é para eles tá eles que quer dizer aqui diga onde esconder o dinheiro que abafou apesar do que dinheiro e nós percebemos que o Abelardo segundo roubou a virar do primeiro né passou a perna no Abelardo primeiro
tá e esse diálogo vai até a morte do Abelardo primeiro Só que tem uma parte muito interessante tá no diálogo deles ali o Abelardo primeiro fala para Abelardo segundo né é Liga o rádio né aí o rádio começa ele fala na minha última a minha última vontade Liga o rádio e aí o Abelardo segundo vai lá Liga o rádio né aí o rádio começa ondas curtas 25 onda demais não Abelardo fala isso né ondas curtas a gente se encontra de uma reputação quantas vezes escutei isso apesar de primeiro é o vazio debaixo dos pés O
Abismo aberto a catástrofe silêncio aí desculpa a rubrica silêncio ou vencer os sons da Internacional o hino dos trabalhadores tá então ouve-se ali a internacional comunista né e deixa Claro o hino dos trabalhadores E aí começa a rebelar de segundo a Internacional e aí começa o Internacional vai a música internacional né o hino Internacional termina uma voz no rádio começa a falar proletário de todo mundo Unidos aqui fala Moscou E aí corta né porque o Abelardo com o pé viro aparelho que ficava na base da força nós calamos os trabalhadores tá isso que representa aqui
tá aí tem esse diálogo né e o Abelardo Primeiro vai contar uma história tá e eu vou contar essa história agora porque essa história é importante então ele vai falar sobre um cachorro que um dia apareceu lá no quartel chamado jujuba e eles começaram a agradar esse cachorro Jujuba só que na hora que a gente dá comida para o Jujuba o Jujuba trazia Os colegas dele os amigos dele de rua ele não vinha sozinho né aí um dia o major ficou revoltado com aquilo né É E aí deu uns tiros afastar os cachorros mas a
todos os cachorros embora e eles pegaram jujuba no braço né E ficaram ali tá cachorrada toda voltou para rua e o Jujuba Ficou ali e aí quando ele soltaram Jujuba o que que o Jujuba faz ele se recusa a ficar ali porque ele vai com os companheiros dele se os companheiros dele não comem não tem direito a comida ele também não ele vai lutar junto com os companheiros dele Essa é a grande lição tá dessa peça aí eu ia falar desse livro não deixa de ser um livro né mas dessa peça aqui essa é a
grande lição tá trabalhadores do mundo onivos né como falou na rádio e o pontapé e a história do Jujuba né E aí o Abelardo fala né o Abelardo não fala o soldado são Patriotas né o soldados amam o Brasil Viva o Brasil né não tem como não pensar no 2022 aqui né aí o Abelardo fala para ele mas o Brasil não ama seus soldados eles ganham o quê por mês para defender os que ganham 20 contos por semana como um americano os soldados defendem outra coisa né eu e você os lacaios dele antes de Cristo
tiveram Graco já dizia os soldados Romanos chamam de senhores do mundo mas eles não têm nem sequer uma pedra de encostar a cabeça tá era pobre o Jujuba mas não fiz como ele desculpa por nenhuma parte aqui é verdade eu também não tenho mais nada castiguei a traição que fiz a minha classe era pobre como Jujuba mas não fiz como ele então aqui é uma né Ele está ele está fazendo meia culpa ele tá fazendo uma análise aqui ele também ou ele não ele próprio apesar do primeiro não foi como jujuba tá vai chegando ao
final Heloísa soluça alto né porque ali ele já está morrendo tá e o Abelardo Pede uma vela ele morreu com uma vela na mão E aí eles colocam a vela ali para Vilar Ah quer morrer de vela na mão o rei da vela tem razão abre o mostruário mostruário que agora está com ele tá Tira uma velhinha de sebo a menor de todas acende não quer perder a majestade vou pôr naquele castiçal de ouro silêncio soluços assim a emerge da Luz frouxa da vela que é Abelardo segundo colocou no castiçal imagina essa cena que interessante
tá e a partir desse momento que que acontece tem uma rubrica final a rubrica diz assim Abelardo segundo né Heloísa está Ah deixa eu falar isso aqui antes né antes dessa rubrica final Abelardo o segundo fala assim Heloísa será sempre de Abelardo é um clássico e você vai pensar de cobre larga dele agora tá Heloísa e Abelardo foi um amor proibido né lá em 1100 no ano 1100 depois de Cristo mais ou menos tá é o amor entre essas duas pessoas aqui Realmente são pessoas que esse estilo tá tão pessoas reais não é história não
é mitologia tá é uma história real tá então quiser saber um pouquinho mais pesquisa ali tá é uma história de um amor impossível tá que as pessoas foram separadas Tá mas Heloísa sempre foi lapelada o briga final vou ler para vocês Heloísa hesita um instante perto perto do morto depois Amparo assim então perceba ela fica ali um pouquinho ela excita mas depois né Depois ampara sobre o ombro de Abelardo segundo que a mantém estritamente no centro da cena ouve seus acordes da marcha nupcial e uma luz doce focaliza o pai aparece então em fila vestidos
personagens do segundo ato que sem dar atenção ao cadáver cumprimenta o casal em luararado então Abelardo o primeiro passo a ser um objeto e ninguém dá bola para ele a família toda da Heloísa que era quem estava naquele segundo ato né vai ali para agora o casamento do Abelardo segundo com ela muda-se o noivo é assim a vida dessas pessoas atravessando o ritmotamente a cena e se colocam por trás dele ao som da música O fascista saúde a não humana o americano é o último que aparece e o único que fala e termina ali né
com a fala do Estado midense tá do americano ó goodness e termina a peça bom negócio né o americano sempre faz um bom negócio Independente com quem quer que seja ele vem aqui e só quer saber das nossas riquezas tá Pessoal espero que tenham gostado da análise aqui foi um pouquinho trabalhosa essa tá mas foi bem legal sempre é prazeroso trabalhar aqui deixar bem mais fácil para vocês tá a obra se chegou até aqui gostou do vídeo tá dá um like aí se não gostou também dá um deslike comenta aí tal que você está achando
né das obras aqui do vestibular no West vou trabalhar todas para você tá já trabalhei várias faltam algumas vou trabalhar todas tá então continua aqui se inscreve no canal aqui para não perder nada tá outras análises também de Outros Contos outras músicas de romance de poemas tá você encontra aqui na nossa canal Espero que tenha gostado por hoje é isso aí simbora estudar