E aí entra também violência doméstica. Quando você pega casos de violência doméstica de homens e mulheres também baseado no IPEA, que é atualizado anualmente pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, você vê que existe uma diferença entre mulheres que sofrem violência doméstica por razão de gênero e homens que sofrem violência doméstica. Existe um abismo dessa diferença?
Ex. O o que eu o que a gente tá colocando, que eu tô colocando é que o e o que ele colocou também é que o número de homicídios de mulheres é tão pequeno, mas tão pequeno comparado com o número de homicídio dos homens, que é preciso fazer um recorde especial com um percentual especial e usar um critério que faça com que aquilo pareça ser tão grande quanto vocês acreditam. Critério do gênero, critério, critério do gênero, não.
Aí vamos lá, né? Tudo bem. A questão de violência de gênero é uma coisa que é difícil de determinar.
Você pode usar esse conceito vago para manipular a realidade. OK? Agora, de fato, você comparar homicídio geral com casos de mortes de mulheres em contextos domésticos, aí sim você tá comparando coisas completamente diferentes.
Porque eu acho que o cerne do problema aqui é casos de violência doméstica, preferencialmente os que resultam em mortes. Essa discussão. Parece que a Caroline Sardá apontou que casos de violência doméstica em que eu encorre em morte contra mulheres é maior.
Pode ser verdade? Não sei. Não faço menor ideia.
De fato, não faz sentido você comparar o homicídio geral, porque o homicídio geral, como ela disse, pode acontecer em relação a um assalto. Então, são contextos diferentes. O que é relevante é violência doméstica.
Qual acontece mais, homem e mulher? Quais dessas violências são mais graves, né? A de homens contra mulheres ou de mulheres contra os homens?
Esse dado é relevante para essa discussão. Agora, jogar aqui a violência por gênero, aí é só confundir a discussão, só bolar um critério vago que você inventou na sua cabeça, manipular realmente os dados, né? Mas realmente parece que o o lado masculinista ele também de certa forma tá manipulando os dados, né?
Inclusive aproveitar deixa para convidar vocês pro nosso aulão no dia 2 de junho de introdução à lógica. Ali vai ser lógica pura, certo? ali eu vou est ensinando lógica teórica mesmo para vocês.
Então vocês que ficam assistindo as minhas análises aqui, sentem falta de realmente aprender lógica, sentem que não estão progredindo, dia 2 de junho é uma excelente oportunidade para você dar esse primeiro passo e começar efetivamente a aprender lógica, estudar esse negócio de forma séria. Então aqui na descrição vai est o link para vocês se inscreverem para esse aulão e lá também vai ter o o botão para vocês entrarem no nosso grupo do WhatsApp em que eu vou estar mandando aí conteúdo diário até o dia 2 de junho. Conteúdo preparatório mesmo para esse aulão.
Pretendo fazer algumas sequências de áudios também sobre temas de lógica, mandar alguns vídeos assim dos toda essa preparação do aulão. Então não deixem de se inscrever pro nosso evento, o link tá aí na descrição. Fechou?
Fechou nossos dois. A desconstrução dos papéis de gênero tradicionais. A pessoal comenta às vezes que eu alguns debates nossos no disputásio acontecem sem tempo de fala.
É por essas razões. Eles estavam entrando num debate assim extremamente importante, um ponto nevráudico assim indispensável, central. O tempo acabou, tinha que passar o próximo tema, corta o assunto e passa pro outro.
Então você perde ali o o fio da meada, né? Uma coisa que tava ficando interessante, estavam chegando no cerne da questão, tavam aprofundando realmente no ponto, você muda de assunto e pronto, você perde todo o progresso e recomeça do zero falando sobre outra coisa. Então esse é o problema de tempo de fala, né?
Por isso que eu evito o tempo de fala, por exemplo, ah, vocês vão debater sobre o assunto X em 10 minutos, em 20 minutos, porque você tem, você tem essa limitação. Sempre que os, os, os debatedores são educados, né, são respeitosos, eu prefiro deixar sem tempo de fala justamente por isso. Ameaça a ordem social.
Quem gostaria de Então, Gabriel perguntou do Fugita, outra pessoa também havia perguntado. Eu respondi duas vezes lá nos comentários do vídeo do Fugita e o comentário sumiu. Eu não sei se ele tá apagando o meu comentário ou algum bug do YouTube, mas eu comentei tanto pelo computador uma vez, quanto pelo celular.
Na verdade, eu comentei três vezes. Eu comentei, se não me engano, três vezes. Duas vezes pelo celular e uma vez pelo computador e as três vezes sumiu.
Então eu não sei se ele tá apagando, não sei o que pode ser. Mas enfim, tá respondido. Começar, vou abrir para vocês.
As damas, eu acho. Machista, né? Machista.
Todo machista é feminista e toda feminista é machista. Bem, eh, tem algo que é está na própria Constituição Federal. A sociedade é a base eh de tudo, principalmente de uma sociedade.
Na minha visão, como que é? A sociedade é a base de tudo, principalmente de uma sociedade. Então, não sei aqui se é a visão dos colegas, eh o feminismo, o objetivo do feminismo é destruir justamente isso, a base da sociedade, que é o quê?
A família, né? Então eu atacando na na qualificação desse homem, na qualificação da mulher, nas características desse homem, nas características dessa mulher, na sociedade, não tô falando nada de biológico, eu tô falando eh no papel desse homem, do papel dessa mulher na sociedade e também dentro da sua família. Eu vou est destruindo tudo aquilo que é considerado como a base da sociedade.
E eu destruindo a responsabilidade desse homem perante uma família, assim perante eh assim a mulher também, eu vou estar destruindo tudo aquilo que historicamente foi construído para alicerçar uma sociedade forte. Eu não sou um defensor do passado, de como as coisas eram, que tudo do jeito que era tem sempre que ser. E não sou um defensor do progressismo de que nós temos que fazer uma grande ruptura muito rápida e que tem sido tudo diferente, porque o nosso passado é todo opressor, é todo horrível.
Eu penso que no passado as pessoas fizeram o que elas puderam, tanto as mulheres quanto os homens fizeram o que eles puderam. Nós tivemos esse essa grande ameaça que era a simples natureza, a simples existência, a falta de alimentação, a falta de comida, a falta de segurança, a até mesmo eh enchente era uma ameaça, falta de alimentação, a falta de comida. A enorme hoje nem tanto, mas a gente acha um absurdo quando pessoas morrem enchente.
No passado era um simples fato da vida. Ser morto por uma onça, era uma era uma coisa mais razoavelmente normal. Assassinatos não resolvidos.
Hoje nós tivemos uma ciência toda, entre aspas, criada pelo patriarcado, que reduziu tudo isso. Ah, então o, mas o que acontece é que se nós pensarmos de uma forma racional e baseado em dados, em informações, nós vamos ter muita disputa ainda sobre essas questão, essas questões de dados. Mas, eh, eh, racionalmente nós acabamos concordando em muito, pode ser não em tudo, mas em muito com pessoas que são mais conservadoras.
A gente percebe que muitas coisas que funcionavam antes, elas funcionavam por um motivo. Elas existem porque elas estavam funcionando até um certo ponto. Não era tudo no passado que era ótimo, que era maravilhoso, mas algumas coisas funcionavam eh eh melhor do que elas funcionam hoje.
E a gente começa a fazer uma uma análise mais eh em cima de dados do que nós temos. Então, de uma certa forma, o fato de ter essa família eh chamada de família tradicional, família nuclear tradicional, onde você tem o pai, a mãe, os filhos, muito benéfica para os homens, para as mulheres, para as crianças em termos e por por alguns por alguns medidores, por algumas medidas. Violência, violência é uma delas, a saúde psicológica é uma outra, a os benefícios para a sociedade como um todo são um outro marcador que a gente pode utilizar, a proteção das crianças são um outro.
E eu acho que eh eu falo sempre isso, a as mulheres e os homes ou os homens não são o que nós mais deveríamos proteger. O que nós mais deveríamos nos preocupar e proteger, que são os mais frágeis, são as crianças. Na verdade, é, mas as mulheres também são mais frágeis, né?
Os homens e nem as mulheres, os mais frágeis, eu digo. Então, ah, algumas coisas que nós fizeram, fizemos transformações, foram transformações que acabaram sendo prejudiciais. Algumas coisas do passado, de como as coisas funcionaram, algumas delas.
E aí, claro, tem muita discussão sobre isso, mas algumas delas funcionavam muito bem. Eh, essa estado eh relacionamento, estatisticamente, o relacionamento estável proporcionado pelo casamento e família tradicional a eh faz com que haja menos, não mais, menos estatisticamente menos violência eh contra a mulher e contra a criança. Então, esses dados mostram que as teorias feministas têm toda uma teorização em torno disso.
Toda ela está errada. Eu gostaria de começar eh acho dizendo que eu acho estranho que eles não concordem porque são marxistas e a teoria marxista diz que você tem que dividir, separar, desconstruir, né? prestem muita atenção na na retórica discursiva que eles usam e depois não admitem que de fato é o que querem, que é uma destruição mesmo.
E aí eles querem reconstruir segundo a ótica e a visão que eles imaginam serem de um mundo perfeito, aquele, sabe, aquele aquela foto de de publicação das Jeová, tudo no feliz no paraíso. Enfim, as feministas, os feministos também têm essa visão de que sim, eh, é uma desconstrução de uma estrutura social que eles querem, né, subdividir, eh, colocam as pessoas em categorias, porque sabe que o bloco geral da sociedade aposta nessa construção que veio sendo eh ao longo da história, né, trazida, como bem disse o Audir. E aí chegou um momento onde é tão confortável pr as mulheres que é permitido a elas no Ocidente, né?
Porque lá no no Oriente nós não vemos, por exemplo, tem uma e líder feminista numa Coreéia do Norte, por exemplo, numa China, não tem, tem que ser no num país onde dá liberdade pra mulher falar o que ela vem entender. Os países socialistas que são opressores, opressivos, de fato, de verdade, silenciam as mulheres no Irã. Enfim, você não vê movimentos feministas indo pro Irã lutar pelo, né, pelo que as mulheres sofrem lá de fato, né, que como bem disse a dia, né, foi sendo modificado ao longo da história, uma estrutura onde acaba se protegendo muitas vezes a mulher dentro de uma sociedade.
E a feminista entende que não, a mulher não precisa ser protegida para aquilo que nós não precisamos de homem para nada. família tem que ser desconstruída essa ideia patriarcal, porque o patriarcado é uma teoria que foi aceita, né, sem contraponto, mas isso é o passado, agora já existe. E quero crer que vai ser é só uma questão de tempo para essa teoria cair por terra, porque a verdade se impõe.
Se me permite, eu vou começar agora, até porque ele tocou no feministo, agora o feminist agora contigo feminista chamou o feministo de feministo. Não, porque é interessante é Alexandre, né, Alexandre? Alex Paiva, que a cada 100 palavras, 90 são marxismo e você não para de diferenciar de diferenciar essa questão do marxismo com o feminismo e aí eu vou cair por terra agora porque eu não sou marxista.
Eu disse que nós todos éramos marxistas. Então vamos lá, mas eu sou um reformista, um socialdemocrata. Mas aí é outra história, outro precis diferenciações, mas ele apontou semelhanças corretamente.
Ele ouviu existem. Só vamos deixar acho que agora a vez dele desculpa, desculpa, eu acho que primeiro, eu acho que primeiro capra é isso, porque justamente eu não sou maxista, não sou comunista. um repomisso, um socialdemocrata, portanto não defendo uma ruptura quando a gente trata de ordem social do sistema vigente, que é o sistema capitalista.
E o feminismo ele é uma ideologia hoje predominantemente liberal que vigora no mundo, é o feminismo liberal, não é o feminismo marxismo, né? E eu digo isso, enfim, porque é uma coisa amplamente difundida. Tanto é que hoje a perspectiva, por exemplo, não no mundo, que é um mundo capitalista, né?
Então, eh, isso por terra já teria que fazer uma diferenciação entre marxismo, feminismo, pra gente poder dizer que haveria uma ruptura da ordem social, da ordem institucional. E não, isso não é o liberal, né? As perspectivas das mulheres de ascensão social, de ascensão econômica, deção financeira tá atrelada ao ganho do capital, ao sucesso, enfim.
E a questões também de patrimônio, tem outras questões, né? É, a visão do Alexandre me parece realmente uma simplificação um pouco grosseira, né, das coisas que que que a gente trata desse tema. Mas enfim, só queria fazer essa observação.
Que aí, Carol? Então, é sobre essa questão da desconstrução da ordem social e tudo mais, a história das sociedades mudaram sempre as ordens sociais. Então nós não temos mais a mesma configuração de família do Egito, de Roma, do feudalismo.
Nós fomos evoluindo ao longo da história. Então o que nós feministas defendemos é essa superação dessa ordem social que se estabeleceu após a construção do capitalismo, que acabou dividindo papéis de homens e mulheres, principalmente após a revolução industrial, que foi quando mudou tudo. Até mesmo quando você falou da dupla jornada de trabalho, nós reivindicamos muito mais os direitos trabalhistas do que o dever de trabalhar, porque o que foi lutado do dever de trabalhar foram as feministas liberais que pediram a mudança do estatuto da mulher casada para poder ter permissão do marido para trabalhar e que ele não permitisse que ela fosse demitida ou que ele não pudesse assinar porque ela fosse demitida.
Então nós sempre lutamos pela mudança dessa ordem social de maneira para evoluir tanto paraas mulheres quanto para os homens. Porque se nós fôssemos voltar paraa ordem social de Egito, de idade média, todos nós estaríamos lascados, porque foi se estruturando essa divisão de homens e mulheres. E a questão do patriarcalismo é não é uma surgimento das feministas.
A história é ciência. Existe método científico para você fazer historiografia. Então tem documentos, tem, nossa, vários registros de Roma de como que surge o patriarcalismo, como que surge o paters família, como que as mulheres ficaram na mão dos homens e da onde que surge o termo emancipação, literalmente o páter família, emancipá, que foram quando as mulheres quiseram ser emancipar da mão do páter família, assim como os filhos e os escravizados.
Então, se estrutura isso na sociedade. Se nós estamos querendo mudar uma ordem social, que ordem social é essa? Porque se vocês acreditam que vocês são oprimidos, a gente tá querendo mudar a ordem social, que vocês são oprimidos ou que vocês são opressores?
Essa questão, isso engana. Nós não dizemos é hora dele. Hora dele agora eu quero falar uma coisaitar dinâmica.
A gente precisa ouvir os discordantes. A Car ainda teria um minuto. Tá tranquilo.
Não, tá tranquilo. Então, não, eu discordo dessa afirmação de que a desconstrução dos papéis de gênero ameaça a ordem social, porque eu entendo que essa frase contém um teor negativo por causa da palavra ameaça. Eh, e eu acho que é bom a desconstrução dos papéis de gênero.
Mas antes quero refletir sobre o seguinte: papéis de gênero não foram sempre os mesmos ao longo da história. Isso tem muita importância, porque hoje, por exemplo, existe uma ideia do que é a vestimenta feminina, é que é o salto alto, é a maquiagem, é o vestido. Bom, já houveram momentos da história em que esses elementos foram associados à masculinidade, diversos elementos.
E inclusive se você vai observar os estudos antropológicos, tem uma vasta pesquisa que demonstra que houve sociedades em que os papéis de homem e mulher nem eram tão bem demarcados dessa maneira, por exemplo. Então, qual é a questão? é que hoje nesta sociedade nós vemos papéis de gênero construídos a partir do machismo que se funde com capitalismo e que por causa da necessidade de levar adiante a propriedade privada se cria a família nuclear monogâmica em que a mulher precisa ser a cuidadora da casa e garantir a reprodução da família.
Por isso, o papel dela é engravidar, é cuidar dos filhos, é ficar dentro de casa. E ela não pode desenvolver outros tipos de relação, tem que ser monogâmica, porque o homem tem que saber que aquele filho é seu, porque só dessa maneira ele vai ter a garantia de que a herança dele, ou seja, a propriedade privada dele será levada adiante para uma pessoa de sua família. Veja, os papéis de gênero hoje existem nessa sociedade, neste momento histórico, para perpetuar essa leitura.
E é isso que nós questionamos. Nós achamos que não. Não necessariamente as mulheres precisam ficar com o papel de ser cuidadoras.
Não, não necessariamente. Inclusive, os homens precisam com ficar ficar com papel de ser provedores. Não, não necessariamente você precisa fazer essa.
Inclusive, não necessariamente mulheres precisam ser mães. Se não quiserem, podem não ser. E hoje nós temos famílias de diversos tipos.
Mas digo para vocês, a maior parte das mães brasileiras são mães solo. São mães solo. 55% das mães brasileiras são mães solos.
É, num país em que na imensa maioria dos casamentos que acontecem e terminam em divórcio e que as mulheres tem uma vantagem imensa em termos de conseguir a guarda dos filhos em relação aos homens, é meio que uma consequência natural, né? Como se a lei estivesse favorecendo que as mães fossem mães solos mesmo, né? E até curioso porque isso decorre de leis, né, que as próprias feministas defendem.
E esse dado deveria dizer algo e trazer uma reflexão pro debate sobre será que este modelo familiar que coloca esses papéis de gênero tá dando conta de garantir o que é a realidade da vida das pessoas hoje? Porque aqui foi defendido esse modelo de família, certo? Mas esse modelo de família nem existe.
E inclusive quando existe, as mulheres sofrem violência doméstica. Foi falado aqui por por que que esse rapaz de de preto tá sempre querendo falar muito alguma coisa? eh a defesa dos mais frágeis, das crianças.
Bom, você concordo, mas vocês sabiam que a maior parte das crianças que sofrem violência doméstica são mulheres? Esse é um debate que vocês não fazem. O que seriam mães solos?
Tenho, eu tenho mulheres que não têm ainda um marido, um acompanhante para estar junto com elas ou pai. Mas isso daí não caberia uma responsabilidade da mulher, do pai da criança. Da mulher também criança.
Da mulher também. A paternidade é cobrada do pai. Se a mulher quiser isso daí caberia uma cabe isso.
Eu trato tanto da responsabilidade do homem na hora de fazer fazer um ato sexual com a mulher, de não, por exemplo, confiar na palavra dela, de tomar preservativo, e eu dou lá, puxo a orelha dos meus seguidores, assim como eu falo da responsabilidade da mulher na hora de querer engravidar. Muitas das mulheres vão em bailes funks e vários outros locais, fazem relação sexual sem nenhuma preservação, engravidam com eh fazem relação sexual com vários homens, sequer sabem quem é o pai. E eu vou te falar mais de uma pessoa que lida todos os dias com casos de homens querendo ter acesso aos seus filhos.
Existe uma alienação parental não só da genitora para com o pai, onde proíbe, impede eles de terem acesso, elas colocando nas redes sociais que são mãe solos, sendo que o pai tá lá na justiça querendo ter acesso aos seus filhos. Como também existe uma alienação parental que eu considero judiciária, onde o próprio judiciário coloca para o pai, olha só pai, olha só, esse pai chegou aqui, quer ter acesso aos filhos, beleza, vou te dar aqui finais de semanas alternados que dão quatro dias ao mês. O pai quer ter acesso.
Então assim, quando a gente verifica quem são essas mães solas, a gente precisa tomar cuidado. Realmente elas são mães que os pais engravidaram elas sabendo que era pai, que que tinha um um relacionamento com essa com essa mulher, queria ser pai e aí abandonou. A gente tem que analisar porque quando você coloca uma mã solo dá a entender aquele pai escroto.
Só que não é bem assim. A gente tem que analisar porque existe muitas situações que acontecem, pessoas que elas mesm se consideram mã solo e o pai quer ter acesso um pouco do papel de gênero. A gente tá entend Vamos falar de gênero na sociedade papel.
Eu quero observar algumas coisas aqui, algumas coisas que eu vou tentar ser bem rápido. Primeiro, eh, ela está, ela acabou de culpar o tradicionalismo pelo fim do tradicionalismo. Isso é uma contradição.
Uhum. Eh, porque quem destruiu essa estrutura tradicional, a estrutura tradicional não era o homem poder fazer sexo com quem ele quiser, a mulher engravida e o homem vai embora. Isso não é tradicionalismo.
A tradição é o sexo é só com casamento. Aliás, tradicionalmente o sexo só depois do casamento. Se fosse feito antes, havia algumas sanções sociais.
A pessoa era mal vista, era mal falada, ela tinha que ver. E aí, o que é que você vai fazer? E agora como é que você vai resolver isso?
Que tipo de medida aí a sociedade vai impor para você, para o homem, pra mulher, para remediar o fato de vocês terem tido relações antes do casamento? Então, havia todo um um certo controle, algumas coisas ruins, mas por um lado a a era estava estabelecido a a história da eh da família. O segundo que eu queria colocar, a mulher aí eu acho que ele confunde um pouco duas tradicionalismo.
Ele aponta uma contradição, né? ele fala que é o o tradicionalismo que que provocou o fim do tradicionalismo, tal, seria uma contradição e acho que é uma falsa contradição justamente por uma confusão das tradicionalismo em questão. Existe uma diferença entre aquilo que uma visão mais tradicional de sociedade diz que deve ser o modelo ideal de família, né, o comportamento ideal do homem e da mulher e dos filhos, etc.
E daquilo que tradicionalmente na prática realmente aconteceu. A gente pode chamar as duas coisas de tradição, né? o que durante toda uma época se compreendeu que era o dever de acontecer e o que durante toda uma época realmente aconteceu.
Existe essa diferença. E de fato, se você pegar historicamente, eu acho que o o adultério sempre foi um vício masculino muito forte, né? Os homens sempre tiveram muito isso aí, né?
Não sei se no passado as mulheres também tinham tanto esse vício quanto os homens. Imagino que não. Sei que na sociedade de hoje está crescendo muito mais, né?
Se não me engano, até acontece mais traição por parte de mulheres do que por parte de homens, mas existe uma confusão dessas duas acepções de tradicionalismo. Não acho que é conflitante nesse sentido e acho que realmente é o que aconteceu mesmo, né? Uma das grandes causas históricas do predomínio de uma visão tradicional ideal ter perdido força é precisamente o fato de que a prática não correspondeu ao ideal.
Por que que, sei lá, as monarquias caíram? Porque começaram a surgir diversas más monarquias governadas por maus monarcas. Por que que a vocação, né, a classe intelectual no Brasil, em boa parte do mundo, perdeu o seu mérito, o seu prestígio?
Porque muitos falsos intelectuais começaram a surgir nesses meios e contaminar a imagem que se tinha desses meios e deteriorar a coisa. Eu acho que sim, é o que aconteceu mesmo, que eu queria colocar a mulher, a a a paternidade é forçada sobre os homens como um dever, não como um direito. Nós dizemos há muito tempo e é uma visão de um número muito muito grande, certamente majoritário, de conservadores na nossa sociedade, que o filho é da mãe, o filho é da mãe.
É por isso que é tão fácil fazer alienação parental, por isso que é tão fácil apoiar, aprovar certas leis que permitem a mulher alienar a vontade e fazer acusações falsas à vontade. Não é apenas por causa do movimento feminista fazendo lobby e fazendo uma um eh ah uma uma propaganda e tal, existe uma certa visão já da da sociedade que é pró mulher em algumas coisas de de considerar, por exemplo, que a mulher ela não vai ser tão violenta, ela é mais pura, ela é mais inocente, ela é mais inofensiva. Se a mulher chora, tem um peso muito grande.
Então é esses pontos que eu estava colocando. E isso não é machismo. Machismo é uma invenção feminista, é uma é uma manipulação eh feminista.
Se você for olhar a origem da história do feminismo, eu eu li sobre isso, pesquisei, escrevi um artigo sobre isso. Ah, não vou falar isso agora porque vai me estender muito, mas acho que isso por por enquanto é o que eu é o que eu queria dizer. Posso falar?
Pode falar. Pode falar. Ah, tá.
Sobre essa questão do machismo ter sido inventado pelas feministas, na verdade foi uma análise conceitual que a gente fez da sociedade, assim como o patriarcado, assim como a pressão das mulheres, a cultura do estupro. A gente analisa a sociedade e a partir daí a gente nomeia. Isso é falado inclusive pela Bet Freedom na mística feminina.
Ela nomeia problemas que geralmente não tem nome. Quando falamos do machismo ter sido estruturado pelos homens, é porque até um certo período da sociedade, tanto eh essa ideia de que o machismo uma invenção feminista me parece esquisita mesmo. Realmente existe em em algumas pessoas, em até muitas pessoas, uma visão de que as mulheres são inferiores, uma um pensamento um tanto misógeno.
Então gente, você abre o Twitter lá, coisa preocupante. Então não, realmente existe um machismo, né? E acho que essa é mais uma daquelas coisas que se você negar, você perde a força do seu discurso, você nega um fato evidente.
Assim como negar, como nós falamos antes, que existem mulheres que fazem falsas acusações de estupro, é negar um fato evidente. Então você não pode negar fatos evidentes na tentativa de promover o seu discurso, porque esses fatos evidentes talvez desfavoreceriam o seu discurso, a sua teoria, a sua ideia, porque isso joga mais contra você do que a favor, porque os os fatos, a evidência dos fatos evidentes impera e se colocam acima com mais força do que o seu discurso. Eh, mulheres quanto outras minorias que não tinham condições financeiras, que eram PCD, que eram pobres, enfim, não podiam ter acesso a direitos.
Quem tinha acesso a esses direitos? Apenas pequenos homens brancos de elite. E quem que inventou isso?
Quem que inventou o machismo, o elitismo, a homofobia, o racismo? Quem que inventou? Quem que colonizou?
Quem que fez o imperialismo? Quem que dominou? Então, não são as mulheres que estão fazendo isso.
Por isso que eu falo da dominação masculina. Quando você pensa em dominação masculina, quando você pensa nas divisões de papéis, vocês mesmos estão falando de divisões. Mulher chora, homem é forte, homem é isso, homem é aquilo, homem tem 1,80, né?
Todas essas coisas que vocês falaram. Papéis sociais de gênero. Quando vocês estão criticando toda essa sociedade que inclusive coloca homens eh como violentos e que não podem ser isso não é um papel social de gênero, né?
Uma coisa bem biológica. Os homens serem mais altos do que as mulheres, os homens serem fortes e as mulheres serem serem mais frágeis emocionalmente, não é um papel social. Você pais ou que não podem ter acesso à paternidade.
É essa sociedade que a gente critica, porque a gente quer que os homens tenham acesso a essa paternidade. Eu acho completamente injusto que um filho só veja o pai no final de semana ou que o filho não tenha acesso ao pai. Como eu vi a camiseta do Paiva, eu acho que é injusto que os filhos não tenham acesso ao pai, porque isso não tá prejudicando o pai ou a mãe, mas a criança, porque o direito tem que ser para criança.
A gente tava falando tanto que as crianças são as mais prejudicadas, mas nesses casos que depois a gente pode abordar questões de custódia, poxa, por que que a maioria são paraas mães? Porque a sociedade se estrutura como se fosse o papel da mãe ser a cuidadora que faz educação do filho. Caso de amamentação, é a criança que vai amamentar, é a mãe que vai, é a mãe que vai amamentar, é, é a mãe que vai educar, é a mãe que vai ensinar a falar.
Pessoal, nós temos uma afirmação sobre custódia. É, eu vou deixar para falar isso depois mesmo. Então, é isso, é os papéis de os papéis de gên estão sendo desconstruídos na sociedade.
É o é a linha de raciocí desconstruir desconstruir a a sociedade como ela funciona hoje. Bom, eu pontuei muito bem ali que existe uma estratégia muito clara, por mais que exista a negativa por parte das feministas e elas tentem dissociar essa visão, ela tá intrínseca. A visão feminista é a visão marxista.
Bom, enfim, minha opinião, eh, a visão marxista é a visão feminista e vice-versa, porque trata de trazer os homens como os agressores e as mulheres como vítimas, como os opressores e as mulheres oprimidas usam muito esse termo, mas que neguem, usam o termo opressor e oprimido. E se sim, é bebido de dentro do marxismo, que antigamente, que quando foi construída essa teoria marxista, tratou-se da sociedade por de maneira que existem as classes. E ao longo do tempo, o feminismo ele aborda essa questão de gênero como uma questão de opressão baseado na própria leitura que Marx faz da sociedade.
Então sim, e na leitura de Marx também de sociedade, ele orienta também que você tem que trabalhar essa questão. Por exemplo, religião é um papel do feminismo muito muito claro, com mais que neguem, desconstruir esse papel da religião dentro da família que aí constrói muito na linha que o Audir falou, uma relação onde existe um homem, mulher e um filhinho que é muito criticado pelo feminismo. Esse padrão eh heteronormativo de sociedade tem que se desconstruído.
O grande problema é, eles não trazem a solução, eles trazem o problema, apresentam uma solução que acaba piorando. Tanto é que você vai numa cadeia, por exemplo, você vai ver lá, a maioria é de homens ali que não tiveram presença paterna, foram criados por mulheres, foram educados por mulheres. A maioria das professoras, dos professores da rede pública são mulheres.
Então, na sociedade hoje as mulheres em geral é quem educam os homens. Então, se segundo a visão do feminismo os homens são um problema, tem que começar a olhar também para os problemas das mulheres, porque como eu disse anteriormente, nós costumamos olhar um pouquinho pro nosso umbigo também, ver, pô, será que eu não tô errado? Eu não vi assim, sinceramente, nunca vi um argumento de uma feminista botando o dedo num falando assim: "Olha, eu acho que realmente isso aqui pode ser um problema que nós mulheres causamos.
Todos os problemas sociais advém da masculidade do homem, do patriarcado, seja lá qualquer coisa relacionada à masculinidade. " Gente, na boa, tô satisfeito do debate por hoje. Por hoje chega.
Espero que tenham gostado. Conclusivamente, não sei dizer, honestamente quem foi melhor, qual das duas partes foi melhor. Foi bem equilibrado.
Foi bem equilibrado. Teve alguns problemas dos dois lados, né? Nós vimos a mulher lá do lado do masculinismo usando um péssimo exemplo de privilégio masculino, eh, privilégio feminino, perdão, como sendo a Lei Maria da Penha.
Você você a gente viu essa imprecisão histórica do do Alexandre associando a gênese do feminismo com o marxismo. Claro que existe uma uma relação, né, essa divisão em opressor e oprimido tem essa relação, mas historicamente tá provado que não que uma coisa não procede da outra, embora as duas possam proceder de repente o mesmo fenômeno comum. E por outro lado, o as feministas elas não lidaram muito bem com os argumentos dos masculinistas, os exemplos que inclusive eu mencionei, né, por exemplo, listamento obrigatório por parte dos homens se é um privilégio ou não.
Então eu acho que foi um debate bastante equilibrado. Não, talvez precisaríamos assistir até o final para dizer quem que venceu, né, ou foi melhor. E com o que eu vi, eu não tenho nenhuma opinião formada, tá?
É bom. Espero que tenham gostado.