h [Música] essa série que nós chamamos que o artista chamava de dedinhos são pinturas com um desejo escultórico são pinturas carregadas de tridimensionalidade que apresentam esse desejo de sair do suporte bidimensional a partir desse índice do corpo do artista que se marca do verso paraa frente essas expressões dos dedos do artista que são colocados né enfim que estão compondo essa obra Carlito inseria nessas nessas pinturas elementos como argila resina óleo que com o tempo conforme a cera ia secando conforme o tempo passa e age sobre a matéria esses materiais também aparecem também vazam também ganham
outra presença na obra que é também essa presença da corporeidade do artista da corporeidade da obra que se confundem nessa obra de Carlito [Música] Carvalhosa essa primeira retrospectiva do conjunto da obra do Carlito Carvalhos em que a gente reuniu esses quase 40 anos de produção artística eh dá mostra uma abrangência bastante grande do que esse artista produziu ao longo dessas quatro décadas de atuação em pintura e escultura com diferentes suportes né Carlito ao longo desses 40 anos passou por pinturas a óleo a tinta esmalte sobre papel sobre tela Depois tem um um período mais marcado
pela materialidade quando ele ingressa no trabalho com a encáustica com a cera e disso vem a consequência das esculturas das obras tridimensionais passa pela pintura em espelho que é também uma pintura carregada de tridimensionalidade e disso pras pinturas em alumínio enfim nesse diálogo bastante eh expandido que Carlito faz com os materiais e com a própria história da arte né então acredito que essa exposição essa retrospectiva de demonstra um diálogo do Carlito com a história da arte moderna e a sua inserção na história da arte contemporânea no [Música] Brasil durante o processo de pesquisa da exposição
a gente encontrou muitos Arcos então ele tinha um momento por exemplo em que ele começa a explorar a cera esse momento da cera e com os dedinhos em seguida dali sei lá 20 anos ele retoma essa experimentação com a cera então o Carlito Apesar dele ter esse grande fluxo entre Mídias e entre linguagens diferentes ele vai e volta muitas vezes num percurso eh artístico dele nas mesmas questões ele tava constantemente investigando e superfícies reflexivas superfícies opacas como a cera se comporta com O pigmento e como trazer os espelhos para dentro dessa poética então é muito
bonito ver dentro dessa exposição eh que não é cronológica esses momentos de de pesquisa ele é um artista que por mais diverso que seja a gente tá a gente não tá procurando uma coerência eu acho mas a gente tá tentando entendê-lo em sua [Música] complexidade seras perdidas é o primeiro conjunto escultórico realizado pelo artista e as seras perdidas foram realizadas Justamente a partir desses grandes painéis de Cera como se o artista tirasse uma camada uma fina camada de pele de Cera desse painel e abraçado a essas obras ele aguardava para até que elas esfriasse abraçados
a cada uma dessas peças que guardam Então essa presença do abraço essa presença do corpo do artista na sua materialidade quando elas esfriaram eles ass soltava e elas caíam com a gravidade enfim elas ganhavam uma forma própria a partir desse peso que as levavam e hoje essas seras perdidas 30 anos depois da sua primeira apresentação estão pela primeira vez sendo de novo mostradas a público além de ver as obras também tem a chance de conhecer através de fotos de cadernos do artista de anotações do artista todo esse processo de criação das obras junto aqui tanto
no Tomy otac quanto no SESC [Música] Pompeia no Tomi otac embora haja também e instalações uma uma instalação de grande porte e o principal daquele acervo dedicado ali foi em termos de obras de pintura ura e e esculturas de menor porte e aqui a gente tem trabalhado com as grandes instalações o caso da obra que é que é toda branca feita né com principalmente com material de TNT que é eu faço tudo para não fazer nada que é um labirinto de tecido que propõe uma leveza mas ao mesmo tempo é de todas a obra que
mais cria de fato um ilhamento pro público né porque tem essa experiência um pouco labiríntica ali dentro ela é composta principalmente por TNT branco por luzes brancas ali fica muito explícito a habilidade do artista de jogar com a questão da permanência do corpo que se movimenta junto à obra A gente tem aqui do outro lado né do da área de convivência a sala de espera que é uma obra muito suntuosa uma obra composta por poches que tem em média cada um 800 kg de eh de peso e no entanto ela tem uma característica de muita
fluidez né Ela é translúcida a disposição desses postes sugere uma suspensão no [Música] ar tem uma terceira obra também que Versa um pouco sobre do corpo em trânsito que é esse molde aqui do eu já estava assim quando cheguei né é uma obra que foi montada em 2013 no Mac depois ela foi eh refeita pra inauguração do SESC Guarulhos e lá ela está e ela tem uma dimensão enorme Mas e no entanto ela é um oco né Ela é um oco ela cria uma certa cartografia expandida porque ela está aqui a obra original né está
no Sesc Guarulhos ela faz referência direto ao Pão de Açúcar no Rio de Janeiro então tem uma brincadeira geográfica aí também que acho que faz esse convite a pensar a questão dos deslocamentos das ausências né da presença afinal de contas ela está aqui como molde mas a obra propriamente ela está ausente num outro habitando um outro espaço [Música] [Música] né Y [Música]