O objetivo era justamente esse: enfraquecer a Síria ao máximo. Vai haver um blowback, e o blowback do eixo da Resistência virá, mas vai demorar. Para todos nós do Sul Global, é extremamente triste.
Bom, tudo a vocês todos, e essa é talvez a primeira vez no Brasil. Não sei se vocês estão diretamente no nono andar do Instituto do Mundo Árabe em Paris, que é um dos maiores institutos de estudo de Cultura Árabe do mundo. Há pouco, eu dei um alô para o Jack Lang, que é o emérito H.
Prefiro não entrar nos méritos políticos do Jack Lang, mas ele é o administrador do Instituto do Mundo Árabe. Pode-se dizer que ele fez um bom trabalho porque as instalações são espetaculares. Eu estou no nono andar, que está abaixo de mim.
Aqui é a biblioteca e as salas de estudos. Ah, tem uma excelente livraria no térreo, aqui atrás, onde a gente está, é a Sorbonne, as novas instalações da Sorbonne, que é um negócio enorme. Parece que você está em Toronto ou em Singapura.
Nada a ver com os prédios antigos da Sorbonne que são aqui perto, no Quartier Latin. E na minha frente, que vocês não podem ver porque está um dia, mais uma vez, horroroso, como sempre, tem uma vista espetacular de uma boa parte de Paris, pelo menos em 80º de Paris ao Espírito Árabe. Eu estou tomando um chá espetacular de jasmim, que veio nesta maravilha da natureza aqui, e como vocês podem ver, os pratinhos são lindos do Instituto do Mundo Árabe.
O menu do restaurante é muito chique, como vocês podem ver. E bom, eu tinha que vir aqui para falar de uma cascata de eventos dos mais aterradores da era moderna, que é o que está acontecendo com a Síria. E olha, eu estou recebendo, por exemplo, sem parar aqui, ah, e-mails das minhas conexões.
Esse é um dos meus velhos contatos de Washington, do old school do Deep State, em forma de drimo, falando de Hamas, Hezbolá, falando do isolamento do Irã. Eles sabem perfeitamente o grande programa dessa ofensiva de salaf jihadistas, que em 10 dias, no máximo, se apoderou de Alepo, Raqa, Homs e chegou a Damasco nesse fim de semana, inaugurando uma fase absolutamente negra para a Síria, para o Oeste da Ásia, para o eixo da resistência e para todos nós no Sul Global. Logo depois da proclamação não oficial, evidentemente, do califato de Alã, que é o que o salaf jihadista M.
al-Giani, que até ontem cortava cabeças, mas como ele apareceu na CNN dizendo que agora é um WK interseccional, verde e LGBT, todo mundo no mundo, todo mundo agora no Ocidente acredita que ele se reformou. Ele passou, literal, ele teve um momento, literalmente, caminho de Damasco, como São Paulo. E ele era um salaf jihadista e agora, evidentemente, ele é um líder aprazível que se livrou do horroroso autocrata ditador Bashar al-Assad, que está exilado em Moscou.
O exílio foi autorizado pessoalmente pelo presidente Putin. Ou seja, a única pessoa que pode responder no planeta inteiro à razão desse exílio, os detalhes de como esse exílio foi autorizado, é o presidente Putin. Qualquer outra explicação é especulação, então não vamos entrar nesse assunto.
Este é o fato. Até a gente chegar a esse ponto no domingo, com a tomada de Damasco e com uma das cenas mais horrorosas que eu vi nos meus quase 40 anos como correspondente estrangeiro e analista político no planeta inteiro. E vou lá, M.
Lang acaba de passar essa cena horrorosa que a gente viu no domingo. Vocês imaginem um grupo de ex-alcaides salafistas jihadistas entrando na Mesquita Umayyad em Damasco, uma das mesquitas mais sagradas do mundo islâmico, além de, esteticamente, uma das mais extraordinárias, com as bandeiras negras de grupos salafistas jihadistas clamando a tomada de Damasco, literalmente, e coordenados pelo próprio Al. Isso está no final do vídeo que eu publiquei.
Eu não sei se eu publiquei no meu canal do Telegram, mas vocês podem ver, não só no meu, mas em vários canais do Twitter. No finalzinho do vídeo, o mestre de cerimônias dessa outra proclamação dos salaf jihadistas é o próprio Al, dizendo que agora eles vão marchar para liberar Jerusalém, depois de liberarem Damasco. Isso é uma operação de mídia completamente absurda para enganar os trouxas no Ocidente, no coletivo inteiro, e especialmente no Sul Global e nas terras do Islã.
Esses caras não vão marchar sobre Jerusalém porque estão sob ordens, entre outros, dos israelenses. Toda a organização dessa investida desmentida do grande Idribistão, como eu denominei a província no norte da Síria, para a província contígua de Alepo, inclusive a tomada de Alepo, em menos de 48 horas, foi organizada não só com esse grupo principal Hayat Tahrir al-Sham (HTS), que é justamente o emir al-Jolan, que agora está em vias de se proclamar emir de Alã inteira, ou seja, da Síria, do Levante inteiro. Alã é Levante.
Eles foram organizados pelo MIT, a inteligência turca, pagos em grande parte pelo MIT também. As armas que eles usaram foram pagas pelo Qatar, a inteligência que receberam veio dos Estados Unidos, da OTAN e de Israel. Os contatos diretos da inteligência israelense com o pessoal do HTS vêm de, não é nem de meses, vem de anos e usando também a conexão israelense ucraniana, porque quem treinou os operadores de drones kamikazes FPV, drones de reconhecimento, aprenderam a usar eletrônica, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, reconhecimento de cadeias de segurança.
Todo esse, tudo que está intrincado entre eletrônica, inteligência artificial e sistemas. De segurança foram os ucranianos, e com apoio direto por trás, direto dos Estados Unidos e Israel. Ou seja, esses caras são cães, literalmente, babando de raiva do império e da cúpula do combo Estados Unidos-Israel.
Ou seja, não vão marchar nunca sobre Jerusalém; marcharam sobre Damasco por uma série de razões extremamente complexas. Desculpe, para resumir, chegam ao fato de que o exército árabe sírio se dissolveu. Então, o que a gente está vendo na Síria agora é o capítulo extremamente doloroso e penoso para todos no mundo inteiro de um ataque direto, ainda mais brutal, contra um dos elos do eixo da resistência; na verdade, o elo mais fraco, porque a Síria já estava enfraquecida, extremamente enfraquecida, depois de 13 anos de guerra ininterrupta, das sanções americanas, o Caesar Act, as sanções americanas extremamente pesadas que destruíram a economia síria nos últimos 13 anos, o roubo, quanto mais de petróleo do nordeste da Síria pelos aliados curdos, mas aproveitado pelos americanos, o roubo de trigo também.
Ou seja, um processo de esfumar uma grande parte da população síria durante todos esses anos, ou seja, tirando as fontes de renda de venda de energia e do petróleo, esfomeando grande parte da população. Para vocês terem uma ideia, o salário médio de um soldado do exército árabe sírio (A. S.
A. ) é sete dólares por mês. Como vocês podem pensar que um soldado pode sobreviver e ajudar a sua família, seja qual for a latitude, com $7 por mês?
O salário de um comandante do exército árabe sírio, muitos deles, estava em 40, 50 dólares por mês. Então, vocês imaginam a repercussão de tudo isso num patamar de anos: patamar de 13 anos. Então, a Síria foi enfraquecida, a fada roubada, vilipendiada, destruída por uma campanha de propaganda absolutamente brutal do ocidente coletivo inteiro, sem parar.
E no final, no final, digamos, esse último final doloroso das últimas semanas, aconteceu o que eu chamaria de uma data fundamental para vocês guardarem. Precipitou tudo que aconteceu nos dias seguintes: foi a 29 de novembro. Porque no dia 27, Assad e sua família foram de Damasco a Moscou.
No dia 28, um primeiro encontro; no dia 29, o encontro definitivo, e eles voltaram para a Síria no dia 29 à noite, incluindo o encontro direto, Baixar, com o presidente Putin. E basicamente, Assad veio pedir ajuda a Putin, e não houve nenhuma reação conclusiva do governo russo. Tudo ficou no ar, e basicamente os russos deixaram.
E isso, claro, não vazou em detalhes. Isso é o que a gente aprendeu depois dessa reunião do dia 29. E não foi dito pelo Ministério das Relações Exteriores russo de uma maneira tão taxativa, mas basicamente a Rússia lavou as mãos em relação a Assad, porque eles já haviam proposto várias vezes: "Escuta, precisa organizar um diálogo, pelo menos com uma parte da oposição legítima".
Ignorá-lo. Você tem que prestar atenção no que está acontecendo com o exército; que o seu exército está se desmilinguindo. Nada foi feito.
Somando com o que os iranianos estavam dizendo para Assad há meses também, desde junho do ano passado: Ayat Cenei diretamente, abaixar a alçado, "olha, presta atenção, vai haver mais cedo ou mais tarde essa coalizão de Salafistas que está em Idlib; eles estão sendo armados, informados, treinados, pagos por esse eixo demente imperial, e eles vão atacar vocês de novo". Nada foi feito. Dois meses antes, ou seja, em outubro, na época da cúpula dos Brics, um pouco antes, inclusive, os iranianos passaram outro recado urgente para Assad: "Olha, vai acontecer alguma coisa vindo do grande Idlib; prepare-se".
Não fizeram nada. Então, depois dessa reunião fatídica e fatal, digamos, do dia 29 de novembro, Assad e Putin em Moscou, a cúpula do exército árabe sírio e o sistema de inteligência sírio tiraram as suas conclusões. Ou seja, esse negócio está desmoronando de vez, e a gente pode escolher: ou a gente luta e destrói de vez o nosso exército, ou é isso, é o final da linha, e vamos ver o que acontece na próxima encarnação da política geopolítica da Síria.
E foi isso que aconteceu, basicamente, e é o que explica por que Aleppo caiu tão fácil, em menos de 48 horas. Homs também caiu tão fácil, onde se achava que ia ter uma linha de defesa montada, inclusive com ajuda dos iranianos, também caiu tão fácil, e eles chegaram a Damasco. E de Homs a Damasco, como eu acho que eu já falei para vocês, num Toyota, é uma hora e meia quando sem trânsito; é literalmente do lado, né?
Então, tudo isso, para todos nós no Sul Global, é extremamente triste. Desde domingo, uma parcela substancial da maioria global está mergulhada numa tristeza absolutamente abissal. Ninguém esperava que isso fosse acontecer tão rápido, de uma maneira tão visceral, tão catastrófica.
Vamos direto ao ponto, que esse é fundamental e vai ser estudado e reestudado em todas essas latitudes, em detalhes. Bom, o ângulo extremamente trágico dessa história que tem que ser frisado é o ângulo do sionismo exacerbado, de como um dos motores propulsores da tomada do poder em Damasco por um bando de bandeiras negras salafistas é que, já no começo, imediatamente após a tomada de Damasco, mas literalmente imediatamente após a tomada de Damasco, o exército sírio começou a avançar nas Colinas do Golã. Bom, tudo que Israel tomou nas Colinas de Golã é ilegal; ainda mais ilegal é essa ofensiva atual de tomar a área desmilitarizada das Colinas do Golã, entre o Líbano e, desculpe, e Síria.
E o que eles começaram a fazer, a partir de segunda-feira, é lançar dentro do território sírio, ou seja, eles estão invadindo. Síria, ou seja, se as Nações Unidas não fossem essa coisa emasculada, amorfa, na qual foram reduzidas por pressão, especialmente dos americanos, isso já teria sido condenado já com uma, duas, três resoluções. Reunião do Conselho de Segurança: tudo, nada, nada vai ter uma reunião do Conselho de Segurança, ninguém vai falar nada porque isso vai ser vetado pelos americanos, não vai ter resolução nenhuma.
Ou seja, os sionistas dementes, velho testamento psicopatológico genocidas, estão invadindo a Síria nesse momento, território soberano sírio. Estão se aproximando cada vez mais; já estão no campo, ao sul de Damasco. Dependendo de fontes locais que você pode escrutinar, eles podem estar entre 20 e 30 km ao sul de Damasco, o que é uma perspectiva absolutamente aterradora.
Ninguém sabe onde vão parar. As forças israelenses dizem que é uma operação, digamos, de limpeza temporária, que eles têm medo de que os salaf jihadistas possam se apropriar de armas perigosas contra Israel. Bom, eu prefiro não falar o que é essa história; eu tenho que me conter, literalmente.
Ou seja, isso só engana os imbecis absolutos, quintas colunas e de lavagem cerebral. Ou seja, quem está se aproveitando imediatamente, e desde antes, porque o plano era esse: a tomada de Damasco pelas bandeiras negras do salafismo. Os sionistas não vão parar, porque o objetivo era justamente esse: enfraquecer a Síria ao máximo, e, inclusive, a melhor coisa que eles sabem fazer é roubar terras dos países árabes, de populações árabes, terras que não lhes pertencem.
É o que está acontecendo. Ou seja, o que eles fizeram com Gaza e com a Palestina durante as últimas décadas, eles já começaram a fazer essa semana com a Síria e tentaram fazer no Líbano, no sul do Líbano, mas não conseguiram, como eles não conseguiram que o Hezbollah teve uma vitória tática e estratégica no final, o que levou justamente ao cessar-fogo. O plano B dos psicopatas, de tela-viva: "Ok, vamos apostar tudo na Síria, enfraquecer a Síria ao máximo".
Além da invasão e, além de roubar as terras, no momento em que estamos conversando, no começo dessa semana, eles já bombardearam mais de 350 vezes todas as remanescentes instalações militares aéreas e navais da Síria, incluindo navios sírios no porto de Latakia, ao lado dos navios russos, todos os aeroportos militares possíveis e imaginários da Síria, estoques de armas da Síria. Ou seja, eles estão desmilitarizando a Síria totalmente para torná-la um Estado acéfalo, ah, completamente balcanizado, sem dentes, sem patas, sem nada, sem força nenhuma, que é justamente o que serve à agenda da expansão do Grande Israel. Ou seja, são os grandes vencedores até o momento, e, a curto, talvez no máximo médio prazo, vai haver um blowback.
E o blowback do eixo da resistência virá, mas vai demorar. E é isso que deixa a maior parte das terras do Islã e da maioria global apreensivas e mergulhadas num blues absolutamente profundo. Então, bom, todo mundo tem que encaixar o golpe.
É um golpe extremamente pesado; do ponto de vista da Rússia, eles vão ter que reorganizar a estratégia deles de como lidar com a Turquia. Eles foram, mais uma vez, esfaqueados nas costas pelo Sultão neo-otomano que quer reconstituir uma parte do Império Otomano usando terras sírias. Ele quer Alepo, basicamente controlada, ainda que indiretamente, pela Turquia.
Ele quer o norte e o nordeste da Síria com uma faixa de pelo menos 30 a 40 km separando da Turquia e com um controle absoluto de tudo que acontece nessa região toda do norte e nordeste da Turquia. Ele quer eliminar qualquer tipo de organização trans-tribal e trans-política dos curdos no norte e nordeste da Síria. Então, os ratos, na verdade, os abutres e os ratos estão brigando entre eles.
Já, 24 horas depois da tomada de Damasco, da entrada na venerável Mesquita Umayyad, das bandeiras negras do salaf jihadismo, os abutres e ratos já estão brigando entre si. Os abutres, especialmente abutres israelenses, bombardeando tudo que restou da Síria e roubando terras sírias. Os americanos continuam a roubar o petróleo, que eles vão continuar a roubar.
Ah, e no norte e nordeste é a anarquia mais absoluta, porque tem todo aquele conglomerado tribal, clânico, familiar de esquemas mafiosos brigando entre si para manter os privilégios, brigando com os curdos, apoiados pelos Estados Unidos, e muitos deles se unindo aos terroristas, financiados pela Turquia e apoiados pelo ocidente coletivo. Inclusive, a gente pode dizer que o que está acontecendo entre o norte e o nordeste da Síria já é uma briga de cachorro da OTAN contra a OTAN, de duas vertentes: os secuelas e, como é que chama, os poodles e chihuahuas da OTAN em campos diferentes já estão, ah, arrancando literalmente as gargantas uns dos outros. Mais do que esperado.
É o que vai acontecer no oeste, digamos, mais civilizado da Síria. Talvez não chegue a Latakia, que é a província mais rica, e Tartus, que são as áreas mais ricas da Síria. Os russos finalmente emitiram um aviso, dizendo: "Olha, se vocês tocarem nas nossas bases em Latakia e na base em Rim, se cuidem", ou seja, vai vir uma resposta brava.
Ou seja, isso vai ter que ser negociado ao nível de chefes de Estado. Erdoğan e Putin vão ter que sentar na mesa e discutir o futuro das bases russas na Síria. Ou seja, esse é um problema a médio e longo prazo.
O problema imediato para a Rússia é repatriar um monte de ativos em outras latitudes da Síria e em uma certa parte também de Latakia, de soldados, alguns perdidos no meio do caminho. Ativos, armas, etc. Transferir as principais armas para.
. . é a base de ataque.
Já foram transferidas, inclusive, S-400: sistemas de defesa extremamente poderosos, caros e refinados, sofisticados. E essa negociação entre Putin e Erdogan vai para a frente, o que nos leva aos Brics. O que Irã e Rússia, traídos por um parceiro dos Brics, Turquia, como eles vão gerir a possível admissão da Turquia aos Brics, e não só aos Brics, mas à Organização de Cooperação de Xangai?
Erdogan vai ter que explicar muita coisa, e russos e iranianos sabem perfeitamente o jogo do sultão e da sua inteligência militar, especialmente durante esses últimos meses. A sorte foi selada. É algo que, no começo da nossa conversa, voltando ao começo da nossa conversa, a sorte da Síria — na verdade, a tragédia da Síria — foi selada no último fim de semana, na reunião de Dahu, entre os ministros das Relações Exteriores do processo de Astana: Rússia, Turquia, Irã, estavam na mesma mesa.
Quando você vê a foto, era uma mesa redonda. Então, aqui na minha frente está Lavrov; aqui à minha direita, Hakan Fidan, o ministro das Relações Exteriores turco; na minha esquerda, o Araki, o ministro das Relações Exteriores iraniano. Você vê a foto, você vê a mesa, você vê a expressão deles.
. . é claro, é o mapa do fim de uma era.
E evidentemente, a incógnita daqui para frente é uma das grandes incógnitas desse tsunami geopolítico que agora assola todo o Oeste da Ásia. As exacerbações para tudo que estava em volta. .
. por exemplo, um tema paralelo, mas super importante: os Emirados Árabes Unidos foram uns dos que estavam convencendo Assad a renunciar. E aí começou a vazar a informação de que os russos e MBS dos Emirados estavam.
. . não, os russos não estavam convencendo Assad, os russos estavam mostrando para Assad: "Olha, o mapa da mina no momento é esse.
O que você vai fazer? " Putin mesmo disse: "Se os sírios não querem se defender, nós não vamos os defender. " Lug completamente.
Então, digamos que é como. . .
Ativ tomou essa decisão antes, depois desse encontro fatídico de 29 de Novembro com os russos, mas sem comunicar ao seu chefe, ao seu estado maior, ao exército. A cúpula do exército e ao seu extremamente sofisticado sistema de segurança: eles tiveram que tirar suas próprias conclusões. E os iranianos, até o último minuto, tentando salvar Assad e os sírios de si próprios.
Os iranianos falaram na semana passada: "Olha, a gente tem duas brigadas prontas, a gente pode mandar para vocês. Vocês dando o ok, vai demorar duas semanas para eles se posicionarem em território sírio. Mas eles são super bem treinados, podem ir e chegar na hora que vocês quiserem.
" Nada, não aconteceu nada. Bom, então considerem essa conversa diretamente do Instituto do Mundo Árabe em Paris como um prelúdio de uma era extremamente negra, a era das bandeiras negras na Mesquita Aad em Damasco e de sionistas roubando terras soberanas sírias. Ou seja, o futuro da Síria é absolutamente aterrador.
E isso daqui é um chá em homenagem à força, à riqueza ancestral e histórica do povo sírio, para que eles consigam enfrentar todo o horror que o império e seus asseclas despejaram em cima da sua extraordinária nação. Então, em homenagem ao povo sírio, diretamente do Instituto do Mundo Árabe em Paris, inscrevam-se no canal. Muito obrigado.
E na semana que vem terá mais histórias de horror. Obrigado, tchau tchau.