Graça e paz. Convido os irmãos para abrirmos juntos no capítulo 12 do livro de Hebreus, versículo 2. Vamos ouvir e ler este texto.
Olhando para Jesus. A visão que salva, sustenta e conduz. Vamos ouvir.
Olhando firmemente para o autor e consumador da fé, Jesus, o qual em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Que Deus revele sua palavra aos nossos corações. Irmãos, há uma pergunta que precisamos fazer a nós mesmos o tempo todo.
Estamos vivendo pelo que é apenas importante ou pelo que é verdadeiramente fundamental? O que é importante? É importante, tem seu valor, mas continua sendo secundário.
O fundamental, porém, é essencial. É aquilo que molda quem somos e nos conduz a ser o que Jesus deseja. que sejamos.
Precisamos nos perguntar com honestidade, o importante não tem tomado o lugar do fundamental em nossa vida e no nosso meio. Valorizamos o que é importante. Sim, mas a questão não é valorizar o que é importante, mas permitir que isso substitua aquilo que realmente vale a pena, a nossa devoção absoluta a Cristo, o nosso compromisso com ele e com a sua igreja.
Por isso, olhar firmemente para Jesus não é apenas algo importante, é fundamental, essencial. E este olhar é esse olhar que alinha o coração, redefine prioridade e mantém a vida cristã no centro da vontade de Deus, que é onde temos que estar mesmo. É por isso que a palavra de Deus nos chama hoje a ajustar o nosso olhar.
É tão importante isso. Mais do que importante, muito mais. É fundamental o fim do ano.
Este período entre o fim do ano velho e início do ano novo costuma-nos tentar a olhar para trás com culpa ou nostalgia. Olhar para a frente com medo ou ansiedade, olhar para nós mesmos com orgulho, achando que somos o máximo, ou olhar para nós mesmos, como é bem comum, com frustração. Mas o Espírito Santo nos chama a uma visão unifocal, única, Jesus Cristo.
Enquanto o mundo vive entre passado e futuro, o cristão, o cristão nascido de novo, vive olhando para Cristo, porque nele o passado foi resolvido na cruz de uma vez por todas e o futuro está garantido na ressurreição. Povo de Deus não vive olhando para trás com culpa, nem para a frente com ansiedade. Somos chamados a olhar não para princípios, não para projetos, não para circunstâncias, mas para uma pessoa.
E essa pessoa é a pessoa de Jesus Cristo. Jesus Cristo crucificado, ressuscitado e vivendo em nós. Isto aqui faz toda a diferença.
Jesus Cristo vive em você, olhando para Jesus, o autor e o consumador da fé, o qual pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono. de Deus. Vamos analisar esse texto em três pontos.
O primeiro, olhando para Jesus, autor e consumador da fé. Então, irmãos, quando a Escritura nos chama a olhar para Jesus, ela não está falando de um olhar comum, superficial ou ocasional. Não.
No grego, a palavra usada aqui é a forontes. Essa palavra significa desviar os olhos de tudo mais para fixá-los unicamente em um único ponto. Ou seja, a palavra de Deus está dizendo: "Tire os olhos de si mesmos.
Tire os olhos do passado. Tire os olhos do futuro. Tire os olhos das circunstâncias e fixe-os somente em Jesus.
" E aqui nós precisamos da graça de Deus para fazer isso. É exatamente isso que precisamos fazer o tempo todo. O mundo vive olhando para trás e para a frente, mas o cristão, cristão nascido de novo, vive olhando para cima, para o alto.
E quando eu digo aqui, olhando para cima, para o alto, e é uma expressão da palavra de Deus, eh, não é só olhar para o céu, levantar os olhos, é olhar para Cristo, para Deus. Há um único foco, Jesus Cristo. O segundo ponto é o seguinte: o centro da nossa visão, o qual suportou a cruz.
Preste atenção. Então, a palavra de Deus nos convoca a olharmos e a expressão é olhando, que é um olhar contínuo. E quando ela diz, olhando para Jesus, ela põe o Jesus que suportou a cruz.
a cruz entra. Então, quando nós olhamos para ele, o que que nós vemos? Nós vemos não apenas um mestre, um modelo moral ou um líder, nós vemos aquele que suportou a cruz.
Ele não suportou a cruz apenas como sofrimento, sofrimento físico, mas como obra redentora. Ele suportou a cruz por mim e ao mesmo tempo para me levar à cruz com ele. Na cruz, a nossa vida pecadora foi julgada, crucificada e encerrada.
Deus fechou a conta aí na cruz. Se você crê, maravilha. Se não crê, você não vai experimentar, mas também não vai desfazer aquilo que Deus fez lá na cruz do Calvário por nós.
Então, na cruz, a nossa vida pecadora foi julgada. O velho homem foi crucificado. A palavra de Deus diz isso.
Aquilo que éramos em Adão chegou ao fim. Chegou ao fim. Tem gente que diz assim: "Não brinque comigo que você não me conhece.
Eu acabo com a sua raça. É o valentão. Eu acabo com a sua raça.
Mas não acaba com raça nenhuma. Agora Deus acabou com a raça de Adão na cruz. Deus acabou com a minha raça iníqua, pecadora ali na cruz do calvário.
Por isso, o evangelho não começa com um convite para tentar ser melhor, mas com uma afirmação poderosa: Você morreu. Você quer ser melhor, uma pessoa melhor? Eu não posso lhe ajudar aqui.
Eu não vou ajudar você, mas tem gente que pode ajudar. O pessoal da autoajuda, eles vão ajudar você ser uma pessoa melhor. Aqui nós temos o evangelho que diz que você morreu.
E você morreu com Cristo lá na cruz. justamente porque você não tinha jeito, nem você e nem eu. Não tínhamos recuperação.
Por isso Jesus teve que morrer para nos fazer morrer com ele, para começar uma coisa nova. Por isso que Paulo disse, se alguém está em Cristo, ele é não alguém que foi ajustado, ele é uma nova criatura. E ainda diz: "As coisas velhas passaram, eis que tudo.
" Quanto foi? Tudo, exatamente tudo, se fez novo. Quando olhamos para Jesus, não olhamos primeiro para os eventos que os cercaram.
Olhamos para a cruz. Por quê? Porque olhando para Jesus, aquele que suportou a cruz, quando fixamos os olhos em Jesus, o primeiro lugar para onde olhamos é a cruz do Calvário.
Cruz não foi um acidente, não foi uma derrota, não foi apenas um sofrimento físico. A cruz foi o lugar da identificação. Quando nós fomos identificados com Cristo para morrermos com ele, a cruz é o lugar onde nós morremos com ele.
Morremos para o pecado e morremos para ressuscitar com ele e morremos para que a nossa vida pecadora fosse substituída pela vida dele em nós. Jesus suportou a cruz. O que que significa esta expressão?
Jesus suportou a cruz. é o termo que significa o seguinte, carrega a ideia de permanecer debaixo de um peso até o fim, sem desistir, sem recuar. Foi o que aconteceu com Jesus.
Ele foi até o fim, não desistiu, não recuou, não olhou para sofrimento, não fez caso da afronta, da zombaria, ele não estava nem aí para isso. E ele foi até o fim, até aquele momento em que ele ele ele disse assim: "Está consumado, pendeu a cabeça, entregou o espírito, quer dizer morreu. Então, sua obra aí terminou".
Ele fez isso por mim e por você para nos levar aquela morte com ele. Sabendo isto que o nosso homem velho foi com ele crucificado. Romanos 6:6.
Você sabia? Aqui diz, sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, se você não sabia, fique sabendo hoje. Acontece que muitos crentes ficam só nesse sabendo e até eles dizem que morreram mesmo lá o velho homem, o velho homem, mas não crê, não crê.
Romanos, Romanos 6:11. Aí mesmo no capítulo 6, eu estou citando o versículo 6. Agora você vai ler o versículo 11.
Assim também vós considera-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus. Eu só posso considerar algo que aconteceu, que é um fato. Então, o fato é Romanos 6:6.
O meu velho homem foi crucificado com Cristo. Ele está morto. E eu sei disso, mas eu preciso agora considerar.
Considerar aí é crer que ele está morto. Então, Cristo não morreu sozinho. Nós fomos crucificados com ele.
Na cruz, nossa vida pecadora foi julgada. Nossa antiga, ou melhor, na cruz, a nossa vida pecadora foi julgada. Nossa antiga identidade foi encerrada e a nossa existência dominada pelo pecado foi condenada.
Portanto, a verdade que liberta é esta: nós morremos com Cristo. A verdade que liberta é esta: nós morremos com Cristo. Já estou crucificado com Cristo.
Gálatas 2:20. O evangelho não é Deus consertando o velho homem, é Deus executando-o na cruz. Isso significa que eu não vivo mais para mim.
O pecado não tem mais direito legal sobre mim. E o ego, o eu, não governa mais a minha vida. A vida que eu vivia acabou na cruz e com ela acabaram a culpa do passado, os pecados repetidos e as tentativas frustradas de mudança.
Quando afirmo que a vida que eu vivi acabou na cruz, estou dizendo que aquilo que nos definia em Adão, nossa identidade, fonte, força e direção, foi encerrado na morte de Cristo. A cruz não apenas perdoou pecados, ela encerrou uma vida inteira. Preste bem atenção.
Tem gente que quer ficar só com o perdão dos pecados, porque assim ele pode continuar fazendo mais e sendo perdoado de novo e de novo e de novo. Então, preste atenção aqui que a cruz não apenas perdoou pecados, ela encerrou a vida inteira de pecado. Mas o evangelho anuncia algo radical.
Você não precisa tentar ser alguém melhor. Você precisa viver a partir da sua morte e ressurreição com Cristo. A maior novidade ou a maior notícia do evangelho é Cristo vivendo em nós.
Cristo vive em mim. Aqui está o maior prodígio do universo. Cristo vivendo em mim.
Cristo vencendo em mim e através de mim aquilo que eu não consigo. E vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim. Gálatas 2:20.
A cruz não foi o fim da história, foi o caminho para a ressurreição. Assim como morremos com Cristo, ressuscitamos com ele também. E a vida que agora possuímos não é nossa, é a vida do próprio Cristo em nós.
Cristo não apenas morreu por nós, mas ele vive em nós. Ele vive em mim. Isso muda tudo, tudo.
Nossa forma de viver, nossa maneira de enfrentar o pecado, nossa esperança para o futuro e a nossa segurança eterna. A vida que eu vivia acabou na cruz. Agora, Cristo é a minha vida.
Você conhece algo maior do que isso? Conta para mim. Eu quero saber.
Você conhece algo maior de que Cristo pessoalmente dentro de você sendo a sua vida? Colossenses 3:4. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então vós também sereis manifestados com ele em glória, quando Cristo que é nossa vida.
Por favor, veja isso. Cristo que é, não é Cristo que será um dia ou na eternidade. É aqui e agora quando o Cristo que é a nossa vida, a nossa vida é ele, é uma pessoa.
Por isso que eu posso ter comunhão com ele, porque a vida eterna é ele em mim. Observe que o texto não diz Cristo será a nossa vida afirma: Cristo é a nossa vida. Isso é presente, real.
Cristo é, não será a nossa vida. Paulo não está falando apenas de um evento futuro, mas de uma realidade atual. Cristo não é apenas o nosso Salvador.
Cristo não é apenas o nosso Senhor. Cristo não é apenas o nosso destino final. Cristo é a nossa vida aqui e agora.
Isso significa que ele, Cristo, é a fonte da nossa vida. Ele é o princípio ativo da nossa vida. Ele é quem vive a vida dele em nós.
Isto é o que eu entendo por vida cristã. Vida cristã para mim não é o que eu faço, é o que eu sou em Cristo Jesus. Vida cristã não é eu fazendo, é Cristo vivendo em mim.
A vida cristã é uma pessoa, não é um amontoado de coisa que se propõe para as pessoas nos círculos religiosos. é uma pessoa. A vida cristã não é Cristo nos ajudando a viver, é Cristo vivendo em nós.
Ah, Jesus me ajuda. Cristo me ajuda. Não é me ajuda, é ele vivendo em você.
Muitos interpretam essa manifestação como a volta visível de Cristo, quando seremos perfeitamente revelados com ele. E isso é verdade. Não estão errados.
Isso é verdade. Mas o próprio texto nos leva a enxergar algo mais profundo. A expressão se manifesta ou se manifestar significa tornar visível algo que já existe, revelar externamente o que já é real internamente.
Cristo já é a nossa vida. Logo, a manifestação não cria essa realidade, apenas a revela. Porque quando Cristo, que é sua vida, se revela, se manifesta, ele aparece ao mundo em você.
Ele é revelado. Cristo se manifesta em nós e através de nós agora, desde já. Se Cristo é a nossa vida, então a vida que aparece no nosso viver diário não deveria ser a nossa, mas a dele.
É até uma questão de lógica. Vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim. Isso significa que quando amamos é Cristo se manifestando.
Quando perdoamos é Cristo se manifestando. Quando resistimos ao pecado, é Cristo se manifestando. Quando vivemos em santidade, é Cristo se manifestando.
Não é esforço humano, não é imitação externa. Você não tem capacidade sequer de imitar Jesus. Tem que ser ele em você.
É manifestação interna. A vida cristã não é uma encenação, é uma revelação. Agora, Cristo é a minha vida.
Cristo, nossa vida. E essa vida precisa se manifestar no meu viver diário. Isso muda a forma como vivemos, nossas horas, nossos dias, nossos meses e nossos anos.
Não tentando ser melhores, não prometendo mudanças. Eu vou mudar. O ano que vem eu mudo, amanhã eu mudo.
Muda nada, porque não é confiar na força da carne, mas rendidos à vida de Cristo em nós. A cruz encerrou a minha história em Adão. Aquela história suja, pecaminosa, foi encerrada ali.
A ressurreição inaugurou a vida de Cristo em mim. E essa vida já está em mim, já opera em mim, já se manifesta em mim, através de mim, e um dia será totalmente revelada em fugor quando o Senhor vier nos buscar. Mas desde agora a vida que agora vivemos não é mais nossa, é a vida de Cristo em nós.
É a vida dele e é isso que nos sustenta, sustenta a fé. É isso que vence o pecado, que tão de perto nos rodeia o tempo todo. E finalmente, o terceiro ponto aqui é o resultado final.
Um Cristo exaltado e um povo, o seu povo seguro. O texto diz: "E assento-se à destra do trono de Deus. Aquele que foi crucificado, venceu o pecado, venceu a morte, venceu o inferno, agora reina a destra do trono de Deus.
sobre todo o universo, especialmente em nós. E nós que morremos com ele, vivemos nele. Por isso, o passado não nos condena, o presente não nos domina e o futuro não nos assusta.
Nossa visão não está no calendário, mas no trono. Nossa esperança não está no próximo ano ou nas pessoas ou no próximo governo, mas em Cristo. Em Cristo olhar para Jesus, aquele que suportou a cruz.
reconhecer que morremos com ele e descansar no fato de que ele vive em nós. Essa é a única visão que sustenta a fé. Essa é a única mensagem que salva.
Este é o único evangelho olhando para Jesus, porque ele já está no trono e também vive em nós. Portanto, irmãos, não peço que vocês façam promessas de serem melhores, mas que ajustem o olhar. Por favor, você precisa ajustar o seu olhar e o tempo todo.
Não se trata de fazer promessas, mas de ajustar o olhar. Tira os olhos de tudo mais e firme-os em Jesus. Olhando para Jesus, não significa apenas ver ou observar, mas carrega três ideias centrais.
Primeiro, desviar o olhar de tudo mais. Na vida espiritual tem que ser assim, na vida cristã. Isso significa que a fé cristã começa quando paramos de olhar para nós mesmos.
para o mundo, para o passado, para o futuro, para o pecado ou para o desempenho religioso que tanta gente gosta de olhar. Vejo o que eu fiz, olha aí. E tem gente que até diz, né?
Fiz tanto e não me reconhece. Não olhamos para nossas obras para sermos salvos. Não olhamos para nossas falhas para sermos eh condenados.
Não olhamos para o próximo ano, ou seja lá o que for, para termos esperança. Segundo, fixar o olhar de forma contínua. O verbo está no tempo presente, indicando uma ação constante, contínua, permanente.
Não é um olhar ocasional, é um olhar que permanece. Não começamos a vida cristã olhando para Cristo e depois seguimos olhando para nós. A gente olha para ele, depois a gente olha para nós e volta a olhar para ele.
Não somos sustentados por promessas, mas por uma pessoa viva. A fé não é mantida por esforço humano, mas por olhar firmemente para Jesus, que é o autor e o consumador da fé, começa e termina a fé e consuma fé em nós. Terceiro, concentrar-se em um único ponto.
Irmãos, a nossa visão cristã não pode ser uma visão dividida, estrábica, que se desvia. Ou olhamos para Cristo ou estaremos distraídos dele. Não existe fé verdadeira com uma visão bifocal.
Enquanto o mundo olha para várias direções, o cristão olha para cima, olha para Jesus. Quando olhamos para ele, somos salvos pela cruz. Olhando para Jesus, somos salvos porque vemos a cruz onde morremos com ele.
Olhando para Jesus, somos sustentados porque ele vive em nós. Olhando para Jesus, somos conduzidos porque ele já está sentado no trono. O que Deus requer de nós não é a renovação de votos humanos, mas o ajuste do olhar.
A nossa necessidade não é ajustar metas, nem renovar votos, mas o olhar. A visão que salva não está em nós. A visão que sustenta não está no nosso desempenho.
A visão que conduz não está no futuro, está em Jesus Cristo e este crucificado. Essa é a visão que salva. Essa é a visão que sustenta.
Essa é a visão que conduz. Olhando para Jesus. Vai nessa.
Se eu fosse você, eu olharia para Jesus no sentido mais profundo desse significado o tempo todo. que ele seja a nossa visão, o nosso foco o tempo todo e todo tempo. Ah.