[Música] a gravação já começou Ok boa noite Tatiana Boa noite eu vou dar uma breve introdução só pode ser por favor vou fechar meu mic ai tá bom vamos começar oficialmente né agora que a gente já teve esse primeiro contato com o aon eu não sabia que ele era tão carismático eh bom boa noite a todos né Eh primeiramente gostaria de agradecer a presença do aon crenac né todo dia que a gente tem e esse nome tão renomado aqui conosco né um dos maiores líderes do movimento indígena ambientalista assim no Brasil eh a Ilton também
que é uma voz fundamental né na defesa dos nossos direitos territoriais e na na preservação do meio ambiente e a sua atuação também vai além da política né ele também influencia gerações como nós todos estamos aqui uns mais velhos uns Mais novos eh através de suas reflexões né sobre a conexão dos povos indígenas com a natureza e sobre como nossos conhecimentos tradicionais são essenciais para enfrentamento das mudanças climáticas e ameaças do nossos territórios que é um do um dos nossos principais temas que vamos tratar aqui na conversa né Agora eu só vou falar um pouquinho
como que vai ser a dinâmica da conversa que ela vai ser dividida em dois momentos eh um primeiro momento vai Ser aberto vai ser um espaço reservado né Para fala do nosso convidado Ailton Mas como ele já deu um toque antes que ele não queria algo como se fosse uma aula ele queria mais um diálogo com a gente então ele pode ficar à vontade para esse primeiro momento para dialogar com a gente eh mas especialmente no segundo momento da roda eh a gente vai abrir para perguntas só perguntas eh questionamentos podem ser observações eh dialogar
compartilhar experiências que t A ver com a temática né O que vocês acharam de interessante na roda também fica fiquem à vontade para compartilhar opiniões E caso ele queira responder cada pergunta imediatamente ele também pode ficar à vontade nisso ou ou por exemplo se ele quer Eh receber três três eh questionamentos e no final desses três questionamentos Responder todos de uma vez e assim por diante eh eu queria ressaltar também que eh esse segundo Momento da roda eh a gente vai receber receber perguntas observações né Eh uns 20 15 minutos antes da roda terminar e
após isso a gente não vai mais receber porque tem que dar tempo pro Ailton responder as questões né de forma sucinta bem dialogada e tem que dar tempo pra gente também finalizar a roda então eu eu posso chamar o nosso convidado né aon crenac agora para dialogar conosco para expor suas reflexões suas ideias acerca da temática Ess essa temática que é muito importante pra gente né Pode ficar à vontade a agora só era mais essa breve introdução mesmo que eu queria dar boa noite obrigado Tatiane por essa acolhida e também por eh informar um pouco
da minha biografia eh eu acredito que os nossos parentes que chegaram agora que estão integrando a turma que chegou ao People esse semestre eh sabem pouco eh sobre Essas atividades que o programa vem promovendo de integrar o os membros né Desse coletivo e ajudar com essas rodas de conversa a criar link criar vínculos promover eh interesse comum para que a gente ganha a qualidade de uma comunidade mesmo que ela seja eh mobilizada através dessa plataforma Digital como que a gente pode se constituir uma comunidade eh virtual porque como cada um de vocês está num endereço
diferente tem uma possibilidade muito grande de ficar cada um na sua janelinha e vocês passarem pelo programa seguir suas vidas eh acadêmicas ou voltar para suas comunidades eh engajadas em projetos próprios da sua comunidade sem nenhuma Relação com essa qualidade e quantidade de pessoas que o programa mobiliza que o programa de certa maneira eh apoia para que possam acessar eh as escolas que vocês estão frequentando as faculdades os institutos também cada um num endereço diferente seria muito interessante Tatiane a gente imaginar a projeção de um um Mapa que conseguisse eh mostrar eh a cartografia desses
membros do programa dos integrantes do programa se a gente tivesse uma cartografia dos integrantes do programa ela podia desculpa ela podia ser uma representação gráfica pra gente ver onde é que estamos espalhados no Brasil eu já percebi que tem gente do Sul os nossos parentes caang Eles estão no Rio Grande Sul Santa Catarina Paraná mas também aqui no interior de São Paulo Né então no sudeste nós temos temos aon temos esse mapa você consegue na tela depois ou agora podemos projetar aqui rapidinho para eh você ver só um segundo agradeço seria uma ótimo apoio Ainda
bem que o Yuri tem a maior paciência vocês devem falar nossa o Aílton é muito agitado Vocês conseguem ver eu estou vendo eh o mapa geral desde lá da da linha do Equador até aqui embaixo a gente podia ver se a gente conseguia dar um pouco mais de localização mapa do Brasil Guiana aqueles aquele que passou agora tava legal Yuri esse que mostrava o contorno do Brasil é vamos ampliar uhum temos bolsistas inclusive fora do do Brasil né uma de Colômbia e outra de Bolívia E e demais estão espalhado no Brasil todo eles estão na
na unila esses parentes da Colômbia e do eles estão na na unila unila né isso então vamos saudar esses nossos parentes que estão na unila porque de certa maneira no no na cartografia né Desse que ajuda a gente a localizar cada povo e território etnia aqui são os que estão mais remotos el estão lá na ponta do Brasil Eh nesse quase continente eh em relação ao pessoal que tá lá no no Amazonas no Solimões no Alto Rio Negro [Música] na Paraíba Paraíba Alagoas da traição então Eh imagina essa pluralidade de distribuído por tantas regiões num
país desse Tamanho é interessante a gente estabelecer uma relação de proporção tamanhão do Brasil em relação aos nossos vizinhos Colômbia Bolívia Chile peru Venezuela Então esse continente Brasil é imenso né E nós estamos dentro dele a a dispersão geográfica ela é instituída pela extensão do território como o território é muito grande o Brasil nós ficamos bem disperso dentro Dele e o programa O people ele pode criar uma oportunidade de vocês dessas diferentes regiões dispersas criar uma maneira de você se constituir em comunidade o Os estudantes indígenas que estão na Unicamp porque tem um grande contingente
de parentes nossos do Rio Negro Principalmente eu acho que tem muitos Tucano Baré Banila na Unicamp tem alguém da Unicamp aí dá um oi Unicamp se rodar o a fita aqui vai aparecer mais gente porque eu sei que tem muita gente na Unicamp pessoal da Unicamp vocês estão aí eu tô passando a cena para eu ver se vocês levantam Sim a gente tá por aqui estamos aqui maravilha aqui olha que ótimo então nós temos tô aqui também Oi ja boa noite desculpa Desculpa interromper a sim acho que pessoas podem levantar a mão igual a Caroline
também ela pode levantar para você saber quem que tá estudando no qual lugar que dá paraar mão obrigado obrigado Vanilson é uma boa sugestão Porque daí a gente vai ampliando Nossa visualização que essa essa telinha do computador ela não facilita muito que a gente se veja como comunidade ela faz a gente ficar vendo quase que como Individualidades e eu acho que vocês já observaram mais de uma vez a minha insistência na gente imaginar o que nós podemos fazer com as nossas experiências de cada um para que a gente se constitua comunidade Eu mencionei os parentes
lá do do Rio do Alto Rio negro médio Rio Negro o pessoal que tá nas universidades aqui do sudeste tem em São Carlos tem na Unicamp e esses coletivos de acadêmicos de estudantes indígenas Eles já criaram uma organização eh dos pesquisadores organização dos pesquisadores como uma sociedade de ciência de pesquisa anunciar a isso pra sociedade brasileira é muito importante que nós somos capazes de constituir eh formas de organização de sociabilidade de colaboração como a sociedade brasileira para o progresso da ciência como outras sociedades de geógrafos de biólogos de Botânicas de botânicos seria muito interessante que
pelo menos Enquanto estivermos na condição de bolsistas constituísse um coletivo com a identidade que vocês acharem mais legal para vocês ficarem cooperando uns com os outros cooperar uns com os outros é quem tá chegando se beneficiar da experiência de quem já tá quase saindo o Yuri me lembrou que a partir do ano que vem virando esse ano pro ano que Vem alguns da da geração dele vão estar indo fazer pós-doutorado em outros lugares vão estar indo estagiar em outros lug lugares e provavelmente não vão estar nesse coletivo junto com a gente mas seria interessante aqueles
que estão fazendo já a trajetória do Iuri que eles pudessem orientar a turma que tá entrando agora pessoal que entrou no último semestre do ano passado e os que chegaram nesse semestre agora isso são Eh digamos isso são ideias que pode ajudar a gente a constituir comunidade talvez vocês mesmo já que são é um grupo tão eh tão amplo mais de 100 pessoas eh considerem a possibilidade de se constituir células eh que por área de estudo tipo assim nós somos os geógrafos ou nós somos os botânicos nós somos os biólogos nós somos os educadores somos
os pedagogos eh Somos os nossos eh biomédicos eu acho que seria muito interessante vocês considerarem a possibilidade de constituir eh sociedades eh onde vocês se fortalecem fazem congressos conferências seminários consegue maior inserção na própria instituição onde vocês estão estudando na universidade na faculdade no Instituto eu tô falando de Instituto Porque eu acho que a gente tem alguns institutos federais muito bom e que tem cursos muito bons e talvez nem todos estejam aqui frequentando faculdade no sentido de estar nas nossas Universidad Federal ou nas nossas Universidade Estadual e mas eu sei que já tem uma turma
que tá saindo eh da graduação e tão indo paraa especialização para fazer outras eh experi experiências no campo profissional e Também no campo acadêmico né na sua formação e eu estou muito feliz de estar conversando com vocês todos e como a Tati notou essa minha disposição simpática PR convivência ela já até disse que via em mim uma pessoa carismática e bom o que que é Carisma Carisma eu acho que é uma certa disposição para você reunir o seu povo o Que que são nossas lideranças mesmo as nossas lideranças que não são muito de conversar que
são mais retraídos se eles não fossem carismáticos eles não é lideranças então a gente podia considerar que Carisma é uma é um atributo de quem lidera aquela pessoa que quando batelão tá rodando ele pula e segura o barco ele tem Carisma ele tem iniciativa Ele Salta da Canoa para segurar ela para não virar Então é bom que tenha pessoas assim Nem todo mundo é assim tem gente que é mais tímida que é mais reservada que não tem disposição para liderar para ficar muito ativo assim no meio de todo mundo mas cada um de nós tem
sua própria disposição e se vocês constituírem comunidades que levem em conta essa diversidade de Dom de disposição de Talento vai ser muito muito legal eu vou me alegrar muito de eh continuar acompanhando vocês na sua trajetória seja na sua trajetória acadêmica não sei quantos de vocês se identificam com essa ideia de academia né de seguir estudos e de fazer um de além de fazer uma graduação se interessar por fazer uma uma especialização uma pós--graduação um doutorado tem gente que gosta disso eu confesso para vocês que a minha Paciência com escola é desse tamanhozinho aqui ó
é por isso que as pessoas dizem que o Aílton é um autodidata o que que é um autodidata eu acho que vocês têm algum tio algum avô que é autodidata porque são as pessoas que ensinaram a gente quase tudo que a gente precisa para ficar vivo se eles já sabiam tudo isso é Porque eles são autod datas eles aprenderam isso convivendo se relacionando escutando aprendendo desde menino desde criança em alguns casos de maneira privilegiada eles passaram por todos os ritos de iniciação então eles ficaram recluso eles fizeram di eles escutaram todo mundo aprenderam Isso é
ser autodidata é aprender por essa Sensibilidade não ler livro nenhum não precisar de nenhuma metodologia mas aprendendo que os nossos antigos iam dizer aprendendo com a vida aqueles que tiveram sorte de poder participar de toda sua formação eh cumprindo as obrigação tudo ele foi eh beneficiário dos conhecimentos tradicionais O que são conhecimentos Tradicionais a gente se refere aos conhecimentos tradicionais e cada vez mais tem textos que fala sobre os conhecimentos tradicionais diante de situações extrema alguém pergunta ah será que os conhecimentos tradicionais se aplicam por exemplo na pandemia que que você vai fazer com com
conhecimento tradicional diante de uma crise eh Onde a epidemia precisa de uma vacina a gente num encontro que nós tivemos há do Anos Atrás a gente ainda tava muito traumatizado com a pandemia a gente tava saindo da experiência da pandemia e muitos parentes falaram como eles lidaram com a pandemia a partir do conhecimento tradicional eh os que já estavam aqui há do TR anos atrás se lembra disso muita gente Mobilizou dentro do seu povo os conhecimentos tradicionais para evitar o contágio da covid e nos casos em que houve contágio eles mobilizaram os conhecimentos tradicionais para
fazer tratamento e as pessoas sobreviveram e muitos lugares nem pegou covid nos lugares que que teve a incidência de covid teve conhecimento tradicional suficiente para confrontar essa ameaça e proteger As pessoas eu fiquei muito ovido de saber das diferentes terapêuticas que as nossas comunidades indígenas principalmente os que estão na floresta são capazes de pôr em prática diante de uma pandemia e não foi só o isolamento foi o uso da Medicina da floresta de cada povo que tem esses recursos na floresta e mobilizar esses conhecimentos tradicionais é uma coisa que a gente já faz há muito
tempo só que a gente faz Isso cada um no seu território na sua Aldeia no seu cotidiano restrito a sua comunidade agora que nós estamos integrando uma rede de pesquisadores indígenas uma rede de gente indígena mobilizando conhecimento vai chegar uma hora que esse conhecimento tradicional vai traduzir também em obras publicadas em artigos em ensaios que não precisa ser só um TCC não precisa ser só um trabalho de conclusão de curso pode ser uma experiência sua mesmo escrever um ensaio eu nem tinha propósito quando eu escrevi o primeiro ensaio que tem o título de ideias para
de al fim do mundo esse esse livro ideias para de a fim do mundo ele está traduzido no Japão na Coreia na Grécia na Turquia eu tô Citando os países mais remotos porque lá eu imaginava que esse livro não ia interessar ninguém mas a universidade Nacional da Coreia do Sul lá em seu publicou os três títulos numa obra completa que deu um volume relevante não tão eh extraordinário quanto a queda do céu do nosso querido copenal Yanomami que tá traduzido em todas as Universidades Europeias na Alemanha na Noruega na Holanda na Itália na França nos
Estados Unidos aqui no Brasil e no Japão também então nós já temos autores indígenas levando os conhecimentos tradicionais pro contexto das Universidades no mundo vocês que estão aí eh nessa experiência que pode ser cansativa Em alguns momentos vocês podem ficar pensando ah será que eu não podia estar fazendo outra coisa ao inv vez de Ficar me metendo a fazer uma faculdade bom sempre a gente põe em questão as escolhas que a gente faz mas olha bem a possibilidade eh de você estabelecer comunicação em rede com pessoas que têm experiências que você gostaria de compartilhar e
e inindo esse lugar de comunidade onde o conhecimento tradicional e uma ideia sobre a sua aplicação em relação À economia subsistência a saúde a cultura são coisas que vocês podem escolher de repente tem alguém que gosta de música continue Alguém tem capacidade de esculpir de fazer escultura desenho pintura cestaria TC e são Artes e são características que pode engajar coletivos de arte Eu mencionei aqui os nossos parentes cang que vão estrear uma exposição aqui em São Paulo numa galeria onde eles trabalham com As as marcas as pinturas corporais os grafismos as identidades dos clãs eles
manipulam essas imagens ess grafismo para produzir objetos de arte para fazer escultura para fazer arte moderna então tem muitos Campos para nós interagirmos no mundo além do ambiente exclusivamente comunitário de cada etnia de cada povo vocês que estão eh acessando essa formação Vocês estão com recursos para vocês começarem a mobilizar esses Saberes mobilizar eles em defesa dos nossos próprios modos de vida dos nossos direitos e principalmente dos nossos territórios porque eu acho que para todos nós o que dá um pano de fundo comum para todos nós é o território mesmo que seja uma pequena eh
local um pequeno tecor um pequena eh Aldeia como Jaraguá aqui dentro de São Paulo aqui dentro da cidade de São Paulo Na capital tem o Pico do Jaraguá pois no Pico do Jaraguá tem várias aldeias Guarani e uma coisa que São Paulo teve que aprender é que o Jaraguá é Guarani essa expressão Jaraguá é Guarani ela já é tão publicizada que ela foi cantada na no Teatro Municipal de São Paulo para uma audiência enorme quando a gente montou a ópera O Guarani e os e os parentes Guarani do Jaraguá eles ficaram com um Coro e
uma orquestra no palco do Teatro Municipal que relação que tem essas intervenção na arte na cultura e a experiência acadêmica de vocês a sua formação seria interessante a gente pensar essas relações porque uma boa parte das Ferramentas para mobilizar esses campos da arte da Cultura e também no campo das experimentações né de Pesquisas vocês vão obter ela na sua formação acadêmica vocês vão obter nesses períodos em que vocês vão estar mais intensamente voltados para leitura troca de em comunicações como essa e parece nós parece que a nossa a nossa nosso coletivo está aumentando eu tô
vendo que tá chegando mais gente daqui a pouco o Yuri vai dizer pra gente que já tem 110 depois 120 sejam todos bem-vindos 11 Maravilhas 113 Então como no Brasil a gente tem horários diferentes agora é 19 horas em alguns lugares e 20 horas em São Paulo Brasília eu fiquei pensando eh em função dessa atividade que eu fiquei muito engajado muito envolvido que era o de eh fazer uma releitura da Ópera O Guarani de abrir o nosso encontro às 19 horas com aqueles acordes que antes abria a voz do Brasil que é o Guarani né
são os acordes da Ópera O Guarani Eles são muito bonitos se você ficar escutando aquilo muito tempo você acha que você está realmente escutando na voz do Brasil queridas queridos eh sobrinhos sobrinhas Tem gente aí que que tem a mesma idade que eu acho que não agora é 20:1 se nós vamos ficar juntos até às 21 H confere Tatiane É isso mesmo até 21 então nós podíamos considerar que a minha fala introdutória Já se concluiu eu fiz uma fala eh muito emotiva por est encontrando vocês no começo desse ano e por desejar a vocês que
tem um ótimo ano né do ponto de vista eh do programa vocês praticamente estão se apresentando pro primeiro trimestre bimestre Tatiane como é que você como é que vocês eh semestre semestre é então vocês estão se Apresentando pro primeiro semestre aqueles que que estão eh sim eh integrando a essa comunidade agora bem-vind bem-vindos todos todas e Tatiane eu acho que você gostaria de convidar também os nossos colegas que chegaram e nos últimos sei lá 30 minutos se você quiser fazer alguma referência a Luciana que tá ali chegando Oi Luciana você já tava aí eu tava
aqui desde o começo aon tudo Bem Que ótimo E eu tô achando que a gente podia como é uma roda de conversa que a gente podia ampliar as falas na roda de conversa se vocês tiverem mais alguém que vocês gostariam de apresentar que estão a a nos bastidores da realização dessa nossa roda de conversa vocês fiquem à vontade para fazer isso Agora temos a participação do José Tupinambá ai que coisa boa boa noite José cadê você oi a boa noite por aqui na telinha do lado do Vanilson Ah Que ótimo você já tava por aqui
sim eu entrei no início às 19 horas Deu saudade aí da Rapaziada aproveitar para beber um pouco dessa fonte da sua sabedoria que é sempre muito bom e mat aí dos meninos e das meninas pipo do Yuri da Luciana da Camila a gente que trabalhou aí durante um tempo com os people Deu Deu saudade aí de ver os meninos alguém tá vendo o que que é isso aqui um pedaço de maçã ninguém pode ficar Du horas falando sem botar nenhuma água nem uma maçãzinha para comer então uhum José Olha eu estou mastigando maçã que bom
te ver aí e você se Dirigindo ao coletivo de uma maneira agregadora Você ouviu a minha sugestão de que a gente fosse encaminhando no sentido de sei lá daqui um semestre o ano que vem a gente já ter configurado esse esse organismo colaborativo onde as pessoas eh construam a sua própria ideia de comunidade no caso uma rede eu creio que o o a maneira que eu creio que a maneira que o programa se Eh desenvolveu Até agora ele podia proporcionar esse tipo de sociabilidade e eu fiz eu fiz uma sugestão de que que podia ser
por área de interesse porque o pessoal que é da área de biologia que é das biomédicas o pessoal que é das áreas técnicas o pessoal que é tá buscando outras formações eles pudessem se mobilizar em torno desses interesses porque eu acho que isso fortalece a Prática tanto do que cham de acadêmica na produção depois de trabalhos que vocês vão ter que entregar quanto na sua própria experiência que você pode aplicar na sua vida na sua casa na sua comunidade Onde você vive então José O que você acha disso eu acho a eu sou um pouco
suspeito para falar porque assim a gente trabalhou com com muitos estudantes né Yuri já também Passaram pelo programa já formar ou já eh procurar outros rumos aí na vida eu acho super interessante que o programa tem dado eh na verdade eh esse auxílio né dos próprios estudantes e essa oportunidade de sociabilidade né Por mais que a gente esteja na nas telinhas né mensalmente a gente tem a gente eu tô falando a gente parece até que eu ainda estou no people e no ISPN né o pessoal do ISPN tem eh pensado né juntamente com com o
programa com o pipo essa esse Encontro mensalmente né E como você acabou dizendo né Na hora que o y fez a exposição do mapa aí né são são vários cantos do país que se ligam né Eh e de estudantes que a gente não sabia inclusive da existência eu digo no sentido da gente que né tá num espaço em que circula muito mais rápido por exemplo Brasília tem muitos estudantes né a gente que é estudante indígena da UnB a gente tem um movimento que é muito forte de estudantes ali e a partir do Momento que o
pipo começou a ser pensado a ser criado a gente também trouxe para para para como proposta que esses próprios estudantes pudessem eh se organizarem internamente né a gente inclusive teve algumas idas né Camila Yuri as Universidades para sentar com o coletivo de estudantes eu acredito que isso fortaleceu muito as redes de estudantes da Universidade né ouvindo cada um e cada uma para pensar essas propostas de que o programa Além de dele Contribuir né com o processo de formação dos Estudantes também que a gente passasse a ser visto Ser Reconhecido né enquanto estudantes indígenas que tá
dentro da universidade e que muitas vezes a gente sabe que há esse apagamento e essa invisibilidade né Eu acho interessante a sua proposta eh eu acho que já tem algumas coisas encaminhadas nesse sentido mas a gente precisa eh amadurecer muito né em relação a a estudantes por exemplo eu Tenho visto que o movimento de acadêmicos né indígena tem crescido muito por exemplo na área da antropologia a gente tem a Bia né Os estudantes indígenas antropólogos e antropólogas eh conseguiram aí criar um coletivo de acadêmicos que estão em todas as Universidades claro que isso tá muito
direcionado a uma certa área que é a área de Antropologia né a gente tem feito alguns debates algumas discussões e chamado inclusive os movimentos Maiores eh para acolher aí esse movimento no Brasil mas eu acho interessante a sua ideia eh a gente pode fazer inclusive eh por área de conhecimento ou por área de afinidade ou todo mundo junto e misturado né porque quando a gente eh fala sobre as as problemáticas que a gente tem sobretudo do meio ambiente que é uma preocupação Geral de todos né os os Os territórios indígenas têm sofrido diversos impactos em
relação a isso e e a ideia também da Gente vir paraa Universidade né buscar esses caminhos acadêmicos é justamente um pouco dessa responsabilidade né Desse retorno que a gente tem com as nossas comunidades nas áreas aí que cada um tem tem escolhido mas fiquei muito feliz gente de de ter essa participação é é um presente na verdade a a Tatiane falou no início né não é todos os dias que a gente tem a oportunidade de fazer essa conversa e esse diálogo cara a cara com ailto kenac Né E aí ailto todo mundo consegue te ver
porque você aparece para todo mundo né o Iuri aí que é fera nas tecnologia consegue colocar o zoom que a gente tenha você a inteira disposição Nossa então é uma alegria é um prazer tá falando com você falando com os meninos também eh a gente trabalhou durante um tempo aí a gente conheceu muito muitas realidades dos nossos parentes que estão na universidade e eu acho que a ideia Central do programa era Justamente esse acho que foi cumprido né Camila e URI a gente conseguiu aí atingir um programa que começou com uma ou duas três universidades
e hoje com o mapa que o Yuri mostra a gente tá até em outros países né Com os parentes aí da da Bolívia Então é isso sou muito grato e parabenizar aí essa moçada com esse esse número gigantesco de parentes indígenas a gente tá com 114 já né a gente na minha época era tão pouquinho acho que 50 Néa Yuri alguma coisa assim então é isso aí vamos Sempre buscar esses apoios e tá na luta sempre nos fortalecendo e nos ir manando enquanto parentes obrigado obrigado José que bom te eh ter aqui n essa comunidade
e se tornou muito comum a ideia de que nós podemos utilizando essas mídias né Essas plataformas eh formar essas comunidades virtuais e para além da ideia da comunidade virtual eh a menção que você fez da Possibilidade de se associarem por temas também é interessante porque ela pode se tornar Extra virtual ela pode acontecer depois na promoção de encontros de repente um seminário um congresso uma conferência que é o que algumas organizações eh que reúnem acadêmicos né alguns inclusive já profissionais eh consegue promover pra gente poder começar a fazer intercâmbios mais eh presencial do que essa
experiência apoiada na Nas plataformas e muito bem-vinda suas eh animações com todo esse coletivo principalmente com os que estão chegando para esse primeiro semestre de 2025 eh como ter essa experiência como uma recepção no programa eu eu quero cumprimentar aos nossos eh colegas que ficaram trabalhando ao longo desses anos pelo fato da gente não só ter ampliado o número que saiu de 50 e poucos para Cent e tantos dobrado né mas Eh por ter pensado eh mecanismos ações que possam apoiar José aqueles que estão permanecendo no programa e que tem ainda um caminho pela frente
que ainda vão ficar 1 ano 2 anos e que a gente sabe das dificuldades eh que acontece no caminho né Muitas pessoas têm dificuldade de manter manter se presente num programa desse Apesar dele dispor de algum suporte algum apoio porque tem questões próprias da família da pessoa mesmo das Escolhas que cada um de nós tem que fazer mas a gente a gente podia eh ir descobrindo tava falando com Yuri ir descobrindo algumas eh ações de apoio à própria eh experiência eh de cada período de cada semestre ou ano para ajudar a quem tiver necessidade por
exemplo de ter de estudo aí tem um bem especialista alguém com com mais experiência nisso que fique Responsável por dar apoio metodológico apoiar aqueles que estão iniciando como desenvolver uma metodologia de trabalho de pesquisa de estudo de registros às vezes alguém fala ah eu não consigo anotar nada se eu não gravar depois eu não consigo recuperar essas informações pode ter metodologia para ajudar quem não tem paciência para gravar nada ou para anotar nada então Seria interessante que vocês considerassem a possibilidade de indicar os apoios que vocês sentem falta para que vocês realizem o seu objetivo
se os se os apoios podem ser dado por alguém que tem alguma competência na área tem uma disposição eh do programa do people de promover a essa presença de alguém que vai eh eh dar suporte às necessidades desse coletivo que reúne gente que já está 3 Anos outros que estão fazendo 2 anos e alguém que chegou agora a gente podia pensar né Yuri o Yuri podia me ajudar se a terceira ou quarta terceira ou quarto edital terceira ou quarta eh leva terceiro é o terceiro Tero então isso significa que é o terceiro mas nós já
estamos indo pro quarto ano não estamos o programa esse ano vai para 4 anos ou é 3 [Música] Anos quatro Então olha olha pensando bem 4 anos hein gente é o mandato de um presidente Então faça o favor Presta atenção hein daqui a pouco vocês vão ter que votar de novo e Yuri você pode eh sugerir rumos Será que a gente abre para a roda de conversa ficar mais plural sim sim tá eh alguém levantou levantou a mão aqui já deve ter Comentários também pode comentar Lucas Boa noite novamente né então eh como é que
eu posso fazer introdução eh nessa questão da dessa ajuda eu creio que o people já faz né que nós temos a Luciana né que tá aí que sempre auxilia a gente né ela me auxiliou aí muito né meus artigos no meu TCC né E como você falou né infelizmente o meu mandato acabou do people Eh eu sou um egresso agora né saí recentemente infelizmente mas felizmente também porque Estou finalizando O curso agora em abril já já col o grau né mas eu fiquei feliz quando o people ela ele me deu essa oportunidade de participar dessa
roda de conversa né eu tava até assim poxa não vou participar mas quando eles eh mandaram o convite pra gente né que a gente também podia participar eu fiquei feliz mas eh Falando nisso entendeu Que faltando um pouco atrás das suas das suas conversas né que a gente traz muito do nosso da nossa comunidade nossos conhecimentos tradicionais para dentro das Universidades foi o que eu também fiz quando eh eu fiz o meu TCC né eu peguei meus conhecimentos tradicionais né Eh trouxe pro dentro do meu TCC e em alguns aspectos eu acabei eh como é
que eu posso dizer melhorando né Eu sou tô formando engenharia civil e meu meu meu tema foi mais ou menos nessa Base né nessa Pegada Ecológica essa pegada sustentável né e assim fazendo apanhado né assim só para te deixar no contexto né do meu TCC fazend um apanhado do do do da nossa realidade eu vi que nossas casas tradicionais estava estavam e estão se perdendo né Por quê Porque as nossas casas elas não não não são tão mais duráveis né como é a construção do do colonizador né do do do não indígena e o que
eu fiz foi tentar melhorar né um Pouco essas construções para pra gente tentar manter essas eh e esses conhecimentos tradicionais das nossas construções né Eu não lembro agora não sei se foi o senhor né o tio tio cren que falou ess suas frases ou ou se foi um colega munduruku mas ele fala também que eh as nossas casas também reflete a nossa tradição entendeu se a partir do momento que nós per perdemos os nossos nossas construções tradicionais é uma perda da nossas tradições né da da nossa Identidade cultural então eu tentei manter né e tentar
deixar viva esses conhecimentos né pelo menos na eh como é que eu posso dizer n da comunidade né como eu disse eu usei meu avô né como uma personagem principal né dentro do TCC para fazer pesquisa com ele ele me ajudou né a a buscar esses conhecimentos e é isso graças a Deus foi aprovado e estamos nos finais né e obrigado pela oportunidade mais uma vez Maravilha Lucas Que bom saber que você Já está pondo em prática ah os recursos que a formação te propiciou essa questão da arquitetura do habitar habitate eh nós temos uma
uma diversidade tão Ampla que a gente podia imaginar eh uma ocasião em que os projetos arquitetônicos os as plantas as plantas das nossas habitações pudessem integrar uma exposição Quem sabe você como Engenheiro E já em campo em Ação começa a pensar um convite para esses seus colegas todos eh que se interessam pela arquitetura eh pensem a produção de eh plantas arquitetônicas que mostra o formato das suas casas eh eu mesmo Gostaria de compartilhar com vocês no futuro próximo um um projeto inteirinho de eh recuperar eh informações eh de modos de habitar abrigos que os botocudos
os antepassados kenac eh tinham dava muita Mobil também eram muito eh tinha curta duração Eles eram muito precários mas as formas deles podiam vir para estruturas mais permanentes que pode durar anos talvez pode durar 10 anos né mas ele continua sendo materiais tirado no próprio local a gente não leva alvenaria a gente trabalha com materiais locais eu acho que a maioria da nossa arquitetura ela não tem uso de alvenaria salvo raras exceções não a nossas Construções eu digo nossas construções indígenas elas sempre voltada mesmo ao nosso viver né é tirado do do do nossos locais
onde a gente mora né da Areia da da Floresta né não não tem assim alvenaria de fora né é mais voltado mesmo para nós para nossa realidade né E isso isso diz respeito também há uma expressão que os especialistas chamam de sustentabilidade e que eu contesto muito a ideia de sustentabilidade eh no modo Industrial Porque se é uma coisa Industrializada é muito difícil que ela tenha sustentabilidade Mas se a gente trabalhar com materiais que tem onde nós vivemos no ecossistema que a gente vive seja ele a Savana o serrado a floresta a Mata Atlântica a
Campina aquele Pampa lá do Rio Grande do Sul todos esses lugares T material paraa gente construir habitates confortáveis bons eles não vão durar igual o a arquitetura dos não indígenas porque eles usam ferro usam cimento e Usam materiais processados por exemplo como vidro as cidades as casas São Ferro cimento e vidro e são materiais já processados eles são insustentáveis por causa do custo que eles têm por causa do sacrifício que eles representam você vai ter que tirar um pedaço de uma montanha para você fazer um prédio por mais interessante que esse prédio seja ele nunca
vai Ser comparativamente nada diante de uma montanha Mas para fazer prédio você corta uma montanha tira minério de ferro depois você vai fazer estruturas você escava para tirar o o material do cimento depois você vai fazer estruturas quer dizer essa industrialização ela torna isso insustentável mas se você tirar paxiúba tirrar embira tirar piaçava o o Buriti o material que você usa para fazer a Cobertura para fazer as armações para fazer as estruturas e isso tudo é sustentável porque isso a mãe Terra produz ela produz e entrega isso pra gente pronto a gente só tem que
ter sabedoria para fazer o uso que agora a gente pode usar a expressão Uso Sustentável a gente não pode eh extrair mais do que cada ambiente onde nós vivemos proporciona eu já comentei bastante Sobre arquitetura a gente podia puxar outro tema né obrigado viu só queria dar uma ressalva pros parentes podem ficar à vontade viu para compartilhar seas seus questionamentos observações podem levantar a mão para falar temos a Lara Maru pode falar lar ouv é primeiramente quero dar boa noite a todos né que estão aqui Principalmente ao nosso convidado nosso que deu a honra de
estar aqui com a gente né a crenac Estou muito feliz bom para quem não me conhece eu me chamo Lara marubo eu atualmente moro aqui em Manaus eu estudo jornalismo na Universidade Federal do Amazonas e aqui em manal eu tenho representação do meu povo do Vale de Avari né e ouvindo aqui algumas falas do ani algumas coisas que o Ken falou do tio Ken né bom ele falou muito sobre o futuro e a formação de jovens indígenas né e eu como como do como ind do Vale de avar um povo ainda que tá eh se
Integrando ainda no meio acadêmico principalmente na sociedade né em si eh ainda era muito fechado Alguns ainda estão saindo agora para estudar e aí eh antes de começar uma pergunta fazer uma pergunta eh eu queria falar que avisei eu faço parte do da coorden ação né do de uma rede de estudantes do Vale Javari que é a reiv vaja E aí eu falei que eu ia ter esse encontro hoje proporcionado pelo pipom um programa tal aí ele falou assim por favor manda um Abraço muito grande pro Ailton que a gente um dia Queria muito conhecer
e ter também a fala porque a gente é composto né a nossa rede é composta só por estudantes né do Vale Javari que estão espalhado aqui pelo Brasil são mais de 200 alunos né muitos estão estão em particular e outros é estão em faculdade pública mas assim a gente tenta todo ano tá nesse exato momento a gente tá fazendo principalmente parcerias né pra gente Ter essa credibilidade em chegar em mais lugares né nossos parentes em S do V javar e aí antes de dar fazer a pergunta eh eh o sen falou sobre futura de Formação
né e para jovens indígenas que estão n nas Universidade mas mas assim o senhor destacou a situação de que eles têm dificuldade né ensin não ter que é o caso da do pipol né que faz essa assistência toda tanto como acadêmica que é a gente tem aula tem oficinas e também financeira né E aí passem E aí o Senhor falou também sobre o fato de jovens se encaixarem dentro de Universidade é uma das futas que a gente sempre tenta acolher os nossos jovens indígenas do Vale de avar né que às vezes muitos não sab é
eh se inscrever no edital ou iniciar um iniciar um um projeto científico né E aí a gente faz um tudo de um pouco né não somos não somos eh profissionais em si mas a gente SOS filhos e netos de lideranças né que até então chegou até aqui pra gente ter Essa abertura para falar e a gente tenta a pouco tá ajudando aí eu queria eu vou fazer uma gravação do meu telefone enquanto o sen vai falar pro reivaj justamente para essa rede de estudantes né para falar um pouco sobre essas dificuldades né o quanto você
tem consciência e o quanto você pode dar o conselho para que não desista né Tem muitos que a gente quando vai fazer o vestibular lá no V de Avari que é a Atalaia né a galera de ataláia do Norte E aí para fazer o vestibular ou vai para bej costan ou vai para Tabatinga né e a gente sempre faz esse essa logística né a gente tenta entrar em parceria com nossos próprios liderança ou com a prefeitura E aí acaba que no meio do caminho muitos desistem Muitos não querem ou mesmo quando a a Universidade Federal
da Amazonia tem Benjamim costan né a fã porém muitos também eh se recusa a ter aquela rotina de pegar a estrada de voltar pela estrada tem toda essa Questão E aí eu queria um pouco da sua fala para esses nossos estudantes né que eles vão ficar muito felizes né em poder dehe ouvir e é isso eu estou muito feliz em conhecer o senhor vai ser tipo assim vai est em todo local foto estampada marcando tudo que canta Obrigado Lara então nós vamos agora dar essa Saudação Para todo o o pessoal da região do Vale do
Javari né especialmente o esses coletivos que a Lara eh se referiu que são os parentes marubo que estão em várias instituições de ensino superior espalhado pelo país eu acho que destaque Zinho eh são vários são marubo mauna canamari Matiz porub vários entendeu o Nossa Rede compõe todos os povos do vho de Javari é reivaj o nome do da rede então saudação reivaj então é rede de estudantes indígena do Vale do Javari Vale do Javari é ficou ficou uma sigla interessante Dá até para pronunciar Porque tem algumas siglas que fica tão difícil da gente aprender reivaj
legal então e já é um na verdade a explicitação de uma rede a gente tinha falado na ideia dessas redes eu fico feliz de saber que elas já existem vocês já mobilizam esse tipo de de recurso de conhecimento sobre a dificuldade é que para muitos de nós de fazer esse percurso que inclui as questões práticas como onde é esse lugar que nós vamos eh frequentar que infraestrutura que a Gente vai ter que apoio a gente vai ter permanência Você vai sair e voltar Sair Voltar percorrer esse esses trechos e onde a infraestrutura é inconstante tem
hora que é chuva demais tem hora que é tudo seco tem hora que você pode ir de batelão de Canoa de barco ou tem hora que você só pode ir de avião algumas dessas localidades só são eh acessada por aéreo né Olha eu acho que o tamanho das dificuldades que vão se Interpor no caminho de cada um dessas centenas de pessoas cada dificuldade que vai se interpor ela vai ser do tamanho da sua capacidade de resolução se alguém despertou pra ideia de Ah eu não vou ficar aqui eh reproduzindo formas próprias e tradicional da nossa
comunidade de trabalho eu vou me especializar em alguma coisa sei lá vou ser enfermeiro enfermeira Médico Engenheiro eu vou ser veterinário você é agrônomo você é biólogo se algum de nós teve essa esse Insight teve essa stal só esse estalo já disparou uma via que você vai cumprir com todas as dificuldades que aparecer você vai contornar porque você já fez o primeiro gesto que foi o de atinar com a possibilidade de intervir no mundo para muitas culturas tradicionais do nosso povo intervir no Mundo é uma coisa muito diferente de viver dentro da tradição intervir no
mundo é aprender a usar outras ferramentas é aprender a aplicar outras metodologias e é aprender utilizar-se desses conhecimento em favor da sua própria cultura e tradição então de repente alguém se forma médico e fala bom vou trabalhar numa clínica particular vai ser uma ótima coisa para Ele durante um tempo ele vai ter um emprego vai ser muito bem remunerado ou se ele for um engenheiro ele vai trabalhar na Petrobras ou numa dessas empreiteiras por aí ele vai ficar folgado ganhar algum dinheiro até ele começar a ficar triste e bobo porque ele vai descobrir que na
cultura de cada um dos nossos povos ganhar dinheiro não tem importância nenhuma ganhar dinheiro qualquer um Ganha você não precisa ser uma pessoa especial para ganhar dinheiro mas para você ser um uma pessoa que se relaciona que tem ânimo que anima os outros a constituir comunidade você precisa ter um espírito precisa ter inteligência e se tem uma coisa que eu acho que a gente podia considerar como um vocábulo né como um verbete que vai Ser adicionado ao dicionário é que sabedoria e inteligência são questões ligad com Espírito sabedoria e inteligência não é uma coisa que
você articula no plano material são aprendizagens ao longo da nossa vida e alguns de nós t a o dom maravilhoso de receber isso dos seus pais dos seus avôs dos seus tios das suas avós e isso se transmite quase como um dom Então se Cada um de vocês já atinou com essa ideia de uma formação é porque vocês TM esses dons eu quero que vocês saibam que eu boto a maior fé que vocês vão dar conta das tarefas que vocês têm principalmente vocês podendo contar com apoio o ombro uns dos outros porque sozinho não dá
pé é por isso que não tem sentido eu virar um engenheiro para ser empregado da Petrobras porque eu eu não estaria cumprindo a minha função Social a função social de qualquer um de nós Engenheiro médico é ser a vida das nossas comunidades mesmo que a nossa comunidade não seja aquela da nossa aldeia de repente você vai ter que trabalhar num hospital em Manaus em Belém em Cuiabá em Brasília em São Paulo não importa mas o que é importante é que o seu trabalho a sua ação a sua inteligência Tenha uma função social a gente precisa
servir para que a gente possa eh recepcionar do mundo as coisas que nós achamos que são importantes é uma espécie de vacina contra o egoísmo porque se a gente vai se preparando assim a gente já vai ficando vacinado eh nós sabemos em qualquer território nosso que o egoísmo ele ele quebra a unidade atrapalha a alegria de Viver e compartilhar as coisas e não tem nada a ver ele não faz a gente feliz ele faz as pessoas ficar é triste então a gente tem mais a que buscar essa função social do nosso conhecimento do nosso saber
de nada adiantaria para mim ter a biografia que eu tenho aos 70 anos de idade se eu não tivesse implicação social e não tinha importância Nenhuma zer a zer perdão a pela fique à vontade Me ajuda aí porque horas da noite nós estamos aqui conversando é você gosto de conversar que 10 horas em algum lugar e nos outros vai ser só nove é só queria lembrar aos parentes que tem só mais C minutinhos viu para questionamento observações não é todo dia que a gente tem essa pessoa tão renomada com a gente viu então fiquem à
vontade para compartilhar Aqui nós temos a na rua na rúa Javaé não sei se eu Certo Pode ficar à vontade viu pode abrir seu microfone tá nauria nauria is só vou pedir para você pouquinho breve porque tem o Lucas aí tem que ter o tempinho para Aílton também comentar Os questionamentos de vocês ok tá beleza Eh de carenar então eu faço curso de psicologia inclusive quando a gente foi fazer entrevista do Pipo tinha a pergunta lá qual qual vai ser a nossa contribuição na nossa função furente paraa Nossa comunidade Então o que eu Respondi é
o seguinte que eu vim de um povo de uma povo Javaé da Ilha do banan Tocantins na região sul de Tocantins que lá tem muita questão de suicídio tentativa de suicídio e foi muito sobre a questão dos dos jovens entre 12 anos entre 19 anos então eu trabalhava na área onde eu pude perceber e eu fui Vendo Os questionamentos dos pais das famílias outras unidade onde me levou para fazer o curso de psicologia Só que sabendo que nós nós indígena também temos psicologia onde vem aquela questão da do conhecimento tradicional e eu queria que você
falasse um pouco mais o que tem a dizer sobre isso da Psicologia eh introduzido na no conhecimentos tradicionais Obrigado na rúa tá bem é só perdão de novo prometer e só uma pergunta você quer responder ela imediatamente ou quer ouvir o Lucas e responder todos Lucas Boa noite Boa noite Lucas ouv eh por coincidência eu também Faço psicologia é eu achei muito importante uma frase que o senhor disse vou ressaltar ela que quando a gente se forma quando o engenheiro se forma ele é formado para trabalhar eh na Petrobras no caso né Aí eu reflito
bastante isso comigo refleti bastante que por mais que as Universidades do país ela tem cotas para indígena para quil bolas mas a gente é Formado para servir o sistema a gente como indígena Como morador de Aldeia que passou por as experiências e sabe das nossas necessidades a gente aprimora nosso conhecimento para trabalhar com os nossos povos e é justamente isso que eu vi eu venho fazendo agora que eh eu tenho um artigo que fala sobre o atendimento específico para a população indígena que é um branco ele não vai saber fazer um atendimento o mesmo Atendimento
que ele faz o branco faz pro Branco não vai servir pro indígena no caso meu meu artigo fala sobre isso aí ele fala sobre o indígena ter relação com a natureza sobre as as crenças as culturas tudo isso tem que levar em conta eh e uma das coisas que tá me fazendo dar um passo o primeiro passo é um projeto dentro da universidade e eu e a professora de Psicologia centrada na pessoa a gente tá articulando não só ela mas o monitor dela também que é Justamente sobre e o atendimento específico pros indígenas mas dentro
da Universidade ainda E qual é o objetivo desse projeto é acolher os que são excluídos que se sentem eh sentem dificuldade na faculdade então é isso porque quando tu entra na faculdade ela a faculdade não te acompanha é tu que tem que acompanhar a faculdade e se tu não acompanha a faculdade tu acaba adoecendo e é isso eu achei muito importante essa fala do senhor aí sobre Se formar e trabalhar eu eu falo assim a gente se forma para trabalhar pro sistema a gente se forma para isso a gente se forma para aquilo já tá
já é uma coisa PR determinada A não ser que a gente Aprimore os nossos conhecimentos os nossos aprendizados para assim pôr em prática com os nossos povos e é isso obrigado Lucas muito bem muito bem-vinda essa abordagem eh de que o a formação eh no campo por exemplo da Psicologia ele supõe uma quase que especialização uma específica especialização para quem vai fazer acompanhamentos que supõe outras cosmogonias que supõe outras cosmovisões porque se alguém diz chega num psicólogo e diz ah eu estou eh sentindo a necessidade de conviver mais com os meus avós aí ele fala
onde que estão os seus avós não meus avós não estão aqui o o o o psicólogo não Indígena vai virar e vai dizer para ele bom mas basta você ir para lá onde eles estão é uma simplificação das causas de Sofrimento mental que as pessoas que vivem uma realidade Urbana especialmente Urbana mas também eh habita um mundo onde a o sentido coletivo já se perdeu e essa pessoa vive no mundo onde ele é um indivíduo ele é sozinho a psicologia a maior parte da Metodologia científica da da Psicologia ela aborda indivíduo tanto que eles concebem
a ideia de que cada pessoa é um indivíduo único ele não tem relação com outros seres ele não tem contato com outras eh transcendências ele não tem subjetividade o grande problema da Psicologia aplicada em clínica é que eles acham que o ser humano não tem subjetividade que qualquer coisa Diferente da lógica é uma patologia para assim ih aquele cara lá tá com complexo na verdade ele pode ter eh ficado muito tempo sem conviver com quem ele ama sem experimentar os afetos comum que constitui esse sujeito coletivo e ele foi se sentindo sozinho ele foi se
virando um indivíduo mas parece que a formação dos psicólogos é mesmo para considerar que cada pessoa é sozinho mas cada pessoa não é sozinho Nenhum de Nós e essa compreensão para um profissional que vai acompanhar pessoas eh indígenas de diferentes culturas é o primeiro passo para um profissional dessa área eh se habilitar a não somente ficar clinicando dando Clínica mas para ele cooperar com aquilo que já foi mencionado aqui no chat como psicologia orgânica o que que é a psicologia orgânica a gente tem tantas pessoas que Cuidam de nós eles cuidam de nós dando banhos
ensinando remédio medicina sopro soprando o peteng guá eh ou oferecendo qualquer outro apoio para nós que um psicólogo não sabe fazer isso numa clínica então é conhecimento tradicional aplicado a gente não pode desprezar os nossos conhecimentos pra gente ficar adotando só eh práticas terapêuticas que a o nosso curso na faculdade vai proporcionar Assim como as outras Experiências formativas elas supõe a a nossa valorização do conhecimento tradicional eu acho que é o que que caracteriza esse esse comum esse coletivo de cento e tantas pessoas que são vocês agora onde vocês vão perdendo essa perspectiva de alguém
que tá buscando uma formação exclusiva e passa a perceber que vocês constituem uma rede de pesquisadores indígenas independente da área de conhecimento que você está se Dedicando agora deixa eu voltar eu eu privilegiei muito o meu comentário eh sobre a a fala do nosso psicólogo e tem a nossa parente que fez a a pergunta sobre o grande índice de suicídio que tem atingido não só comunidades que estão na região do Tocantins como foi citado aqui né nós sabemos que essa Espécie de flagelo Ela já tem uma incidência muito grande entre os nossos parentes Caiuá Guarani
no Mato Grosso do Sul Dourados já foi eh considerado uma área de monitoramento de acompanhamento especial do Ministério da Saúde para tentar diagnosticar tanto suicídio entre jovens porque a ocorr as ocorrências eram tão grande que passou a ser tema de um estudo no Alto Rio Negro o índice de suicídio eh Foi alcançando índices preocupantes quase que comparável ao de Mato Grosso do Sul mas nós sabemos que tem também incidência no sul do nosso país os os sociólogos gente eles acham que a despeito da gente ser uma um contingente pequeno de comunidades indígenas comparativa com a
dos não indígenas nós estamos sob o mesmo a mesma pressão que os outros vizinhos nossos que todo mundo mas que agora tem Uma lente aumentada que quando acontece algum evento seja epidêmico seja ligado com alguma endemia seja com algum diagnóstico seja malária seja contágio por Mercúrio qualquer uma dessas coisas que afeta a nossa saúde quando põe a lente ampliada parece que é uma ameaça superior a que outras comunidades ao nosso redor estão enfrentando o que eles querem dizer é o seguinte todo mundo no Brasil tá sentindo uma pressão Tão grande e uma falta de perspectiva
tão eh incomum que especialmente os jovens não não suportam a pressão isso aí é sociologia tá isso não é psicologia não é gente que gosta de olhar estatística é o pessoal do IBGE que conta número mas nós deveríamos recorrer ao nosso próprio conhecimento tradicional e já que nós somos tão plurais tem gente de tudo quanto é canto do país que tal Nós produzirmos uma análise não um diagnóstico mas uma análise de por as nossas juventudes estão desistindo de viver vocês sabem que eu tenho um livrinho meu um ensaio que tem o título de não é
útil Quem quem já escutou o título desse livro A vida não é útil pode fazer um sinalzinho aí quem já viu esse livrinho a vida não É útil olha muito pouca gente esse livrinho a vida não é útil ele faz parte de uma trilogia o primeiro ensaio é ideias paraar o fim do mundo para adiar o fim do mundo saiu em 2019 o segundo é a vida não é útil e finalmente um que saiu o ano passado que é futuro ancestral Aliás não foi ano passado não tempo passem gente foi em 23 futuro ancestral Saiu
em 23 ano passado foi 24 então esses três ensaios esses três Livrinhos eles estão espalhados pelo mundo e a vida não é útil Ela diz que a vida é uma fruição a vida é um dom ela não tem que ser utilitária útil é um barco um motor um avião útil a vida não a vida é um maravilhamento para quem tá mais próximo da tradição de cada um dos nossos povos ele vai entender que a vida é essa coisa que teve origem nas nossos mitos nas histórias antigas e que ela é um Dom incomparável com qualquer
outra coisa pra gente desistir dela tem que tá muito ruim pra gente desistir dessa coisa maravilhosa que ter chegado aqui neste planeta então eu acho gente que se os nossos jovens estão recorrendo a essa coisa do suicídio seja bebendo veneno ou fazendo qualquer outro dano pra vida a gente precisava ter um olhar apoiado no conhecimento tradicional pra gente não ficar Dependendo de Diagnóstico dos não indígenas porque porque o diagnóstico dos não indígenas vai seguir aquela análise psicológica que não vai compreender as causas no máximo diagnosticar mas não vão compreender as causas né ah Ailton desculpa
intrometer de novo Eh vamos abrir só mais para três pessoas uma no chat e duas aqui no vídeo aí eu vou fazer a pergunta da pessoa do chat Depois a gente abre paraa Maria e e por último para keily pode ser claro Obrigado Ok eu vou ler eu vou ler aqui da Elizete que ela mandou aqui no chat eh Ela tá perguntando para você como que foi o processo acadêmico até você chegar na Academia de Letras eh na questão de lidar com preconceitos e saber lidar com essas situações que mexem com o nosso psicológico Aí
você guarda esse questionamento e vamos abrir para Maria Boa noite parentes Tudo bem boa noite um Prazer eh poder estar aqui v o Senhor falar um pouco eu queria fazer uma pergunta porque achei interessante que o senhor trouxe a questão de nós né da área da saúde o curso medicina né E aí acaba que os ensinos acabam não tendo uma grande abrangência eh de questões que a gente tem como cultural né então eu queria saber como na sua visão a gente da área da saúde a gente poder lidar com sentimentos que causam dualidade né que
é empregada pela Limitação que a sociedade nos impõe eh pela limitação de insumos né para trabalhos e faz com que a gente Acabe não dando todo o suporte necessário né para atendimento dos nossos parentes eu queria saber qual seria eh a sua dica e visão para que a gente possa lidar com essa situação Obrigado Maria Mercedes eh alguém chama você só de Mercedes ou é sempre Maria Mercedes me chamam de Mercedes também Mercedes é um nome muito Bonito e tem aquela maravilhosa cantante a merced de Souza Sua xará eh Elizete vamos falar primeiro dessa abordagem
que você trouxe depois a gente vai falar com eh Tatiane Oi eh ajuda a memória Aí eh a pergunta foi como foi seu processo acadêmico Até chegar na Academia de Letras Olha eu acho que eu não fixei essa pergunta Porque eu não tive uma trajetória acadêmica obrigado eu não tive uma trajetória his acadêmica Elizete eu eu sou um autodidata a expressão autodidata eu fiz referência a ela no começo da minha fala na minha fala inaugural aqui é alguém que ao tempo ao ao desenvolver ao desenvolver a sua eh experiência social na infância na adolescência na
juventude toma da do Convívio com todo mundo o que ele quer pra sua formação é um Autodidata ele não frequenta um colégio ele não faz vestibular ele não vai paraa faculdade ele não faz TCC então assim ele pratica essa experiência e a melhor maneira de vocês compreender isso é olha os seus avós olha os seus passados nenhum deles foi em escola nem em faculdade nenhuma eles frequentaram um ambiente educativo da cultura da tradição eles participaram de todos os ritos formativos eles viveram dentro da Cultura e eles se formaram em grandes sábios eles não foram paraa
faculdade eles não tinham que ir porque a universidade deles estava ali no cotidiano aprendendo no cotidiano todo todo dia toda a noite toda hora estudando o céu estudando a atmosfera o movimento das água os rios a abundância a comida a bebida os ritos as festas tem Universidade maior do que essa é claro que não o que as Universidades não indígenas oferece para Nós é uma pálida imagem do conhecimento é mais ou menos o seguinte as as instituições acadêmicas elas transmit presente um mundo através de uma lente a nossa experiência autodidata ela deixa a gente enxergar
o mundo com os olhos sem óculos é uma experiência tátil é uma experiência sensorial é uma experiência que inclui aprender com o Sonho há 30 anos atrás eu já tinha divulgado textos sobre o sonho como uma instituição e eu fiz uma comparação com aqueles que TM os tem povos que T tradição de sonho aqueles que TM a tradição do sonho eles vão dentro do sonho fazer estudo vai graduar também dentro do sonho e eu disse que é uma instituição como uma universidade quem tem tradição de sonhar que o seu povo tem tradição de sonhar Vocês
sabem que é na tradição do sonho que vão aprender muita coisa uma vez eu encontrei um senhor um ancião do Povo yawanawá que me explicou um processo que se você fizesse um artigo Lucas se você fizesse um artigo científico com a descrição desse Senhor e a Anauá um ancião que não tá mais por aqui já encantou-se qualquer um ia se admirar do Rigor da descrição científica como aquele senhor que é um Pajé aprendeu uma medicina no sonho e como as formigas que eram condutoras dessa experiência guiavam a as as experiências que pode resultar numa descrição
cífica para uma pessoa que depois podia ter a atuação como um grande médico conhecedor de medicina Mas aquela medicina dele não tem nada a ver com a Faculdade de medicina não a medicina dele ele aprendeu em outro lugar é nesse lugar autodidata que você não tem que frequentar uma escola para isso é claro que a maioria de Nós precisa de acessar esse mundo não indígena comprovar esse conhecimento e uma das maneiras de comprovar ele é frequentando essas escolas frequentando institutos faculdades fazendo esses cursos a minha filha noá por exemplo esse ano ela tem que entregar
O o trabalho de conclusão de curso dela numa área que ela escolheu fazer que foi medicina veterinária chegou um momento que ela falou eu não trabalhar e com o Ofício de veterinário porque o Ofício de veterinário vai cuidar de grandes animais de grandes porte tipo cavalo boi a gente já tem tanta dificuldade para viver o mínimo de qualidade nos nossos hab habitat se eu for cuidar de cavalo e boi eu tô Perdendo o meu tempo que tal Eu Me direcionar para trabalhar com animais silvestres então a escolha dela é uma especialização em e Vida Silvestre
não é cuidar de cavalo e boi mas tem muita gente que fala ah mas se você forma nessa área você vai ter que trabalhar nessa eh oportunidade de emprego eu acho que é muito importante Levando em consideração aqueles meus textos do livro A vida não é útil que vocês questionassem que a sua formação passando pela academia não deve ter como destino emprego no sentido capitalista da palavra mas ele deve formar pessoas capazes de mudar o mundo de mudar o contexto em que nós estamos vivendo de lidar com os meninos que estão desistindo de viver e
fazendo formando o número na lista de Eh óbitos e agora eu queria contar uma coisa para vocês Vocês podem conferir com os anciãos do seu povo essa coisa de desistir da vida não é um fenômeno só contemporâneo não é uma coisa que acontece só na vida moderna tá se você olhar direito os nossos mitos as nossas histórias antigas tem ocorrência desse tipo também tá porque senão a gente fica achando ah a gente não sabe mais nós estamos Perdendo nossos conhecimentos tradicionais por isso que a gente tem inadequação se sente inadequado no lugar a gente vai
por meio do do do dos não indígenas e a gente fica preocupado com o que eles estão achando da gente com o que eles estão vendo na gente isso não é uma questão relacionada com fenômeno ehic Ecológico isso é da natureza de cada um de nós não é todo mundo extrovertido que chega no meio do monte de gente e fala Não é todo mundo que vai se apresentar num público e falar com facilidade é normal e nem temos que ser e nem temos que ser todo mundo tão tão prolixo ou tão carismático carismático Como diz
a Tatiane tá devolvido Oi Tatiane Oi essa fala é só tô um pouquinho confusa foi PR Elisete somente ou foi PR Elisete e pra Maria eu consegui abordar os dois temas a experiência Ok e como tratar o fenômeno do suicídio que é preocupante e que aconte diferentes lugares do nosso país no Sul no centrooeste lá em cima no Tocantins Norte do Tocantins já né e e no Alto Rio Negro que são territórios que parece que o SUS o Ministério da Saúde a cesai tão monitorando e ahim é um é um fenômeno que não tá Enquadrado
em nenhuma descrição não gente e da mesma maneira que tem um fenômeno que nos afeta Tod agora que são as mudanças climáticas as mudanças climáticas Inclusive estava na pauta Desse nosso roda de conversa Eu até me ressenti que que uma boa parte de vocês não fez referência a esses fenômenos Mas eles são preocupantes e eles eles podem estar relacionado com sofrimento mental se eu saio de casa e vou pro Igarapé e o Igarapé tá estragado com Mercúrio se eu vou pro Rio e não dá para descer de barco porque ele tá seco Será que se
isso continuar acontecendo Eu não vou ter um pouquinho de Sofrimento mental não eu vou conseguir tratar isso tipo normal Claro que não é normal e pros jovens e pros adolescentes isso é uma coisa absurda os meninos viram todo mundo correndo e pulando no Rio agora eles não podem correr e pular no Rio É claro que eu não vou ficar inventando aqui que eles estão ficando eh desistindo da vida por causa de tecnologia isso é bobagem se alguém disser para vocês que os nossos adolescentes e jovens estão desistindo da vida por causa de celular não acredita
nesse tipo de bobagem não porque senão os nossos antepassados tinham desistido da vida quando eles viram as armas dos brancos Será que celular mata mais do que que Carabina tiro terçado Eles já vieram com tudo isso para cima da gente e nós estamos vivos então a um um certo critério e uma disciplina para lidar com essas tecnologias não indígenas é um princípio de sabedoria mas a a gente não precisa ficar estigmatizando dizendo Ah também as crianças fica no C l por isso que depois eles não sabem o que fazer da vida E mesmo aqueles que
já T 30 anos gente eles entraram em contato com o celular outro dia pras crianças é uma novidade a gente não precisa ficar e escandalizado com o interesse que as crianças têm com celular a gente pode ajudar eles a lidar com essa coisa com essa tecnologia sem ser de uma maneira tão viciante e dependente Né verdade ó não tinha pensado por essa forma como Antigamente é bom pensar n tipo fazer uma lista do tanto de aparato tecnológico que que chegou na gente até hoje é muito grande a lista Aí agora a gente vai parar num
processo vir não isso aqui que tá acabando com a gente nós estamos diante de novos paradigmas a mudança de ideia de conceito e tudo então nós temos que aprender a lidar com esses novos conceitos sem preconceito Alguém já mencionou que é Mas a dificuldade é conviver eh com com com com as pessoas que lideram as nossas comunidades e que tem preconceito bom quando você fala que uma criança não pode pegar um celular isso é um preconceito seria mais ou menos como dizer que uma criança não pode conduzir um barco um motor uma lancha ele tem
um motor ali e o avô dele não tinha motor ele tem principalmente o pessoal lá da região do Javari se não tiver um motor não sai de casa tem que ter um motor né ou então você vai ficar uma semana inteira batendo Varejão varej batendo eh aquela eu sei vocês que moram em Cabeceira de Rio Eu sei como é que é difícil para vocês chegar e sair de casa então não dá pra gente ficar simplificando e achar que todo mundo tem locomoção se desloca daqui vai para ali eh muitos de nós para se deslocar de
Casa tem que andar muito bom já é 20 e quanto 21 e 22 dizem que a gente já passou 22 minutos do tempo regulamentar Olha eu vou ficar aqui passando o a tela Porque daí eu vou ver todos vocês eh acho que a gente já pode caminhar para encerramento então gente já extrapolar um pouquinho Po filos o que você tá falando aos eu S todos você consegui me ouvir PR gente encaminhar para encerramento todos estão ouvindo eu também Ok eh que de novo né Eu gostaria de agradecer muito por essa por essa roda de conversa
né Eh eu achei uma roda eu assim eu achei que os parentes ficaram um pouco tímidos e tal eu acho que tinha muita coisa para falar então em outras rodas eles costumam falar Assim tá compartilhar suas experiências seus questionamentos Mas os que tiveram achei que foram produtivos eu gostei bastante das suas falas me Trouxeram novas perspectivas acerca desses problemas né de problemas climáticos e como a perspectiva indígena vê isso Vê esses problemas né que estão nos afetando cada cada vez mais e cada vez mais de forma repentina né que a gente esperar que isso acontecesse
daqui a 100 Anos 200 mas tá acontecendo agora e eu gostaria de agradecer novamente sua presença sua participação Eu acho que eu posso falar né aí eu estive numa roda de conversa com a cren já tirei um monte de print de tela aqui já e é isso galera eu passo a palavra pro Iuri talvez E você também pode dar uma palavra final obrigada Obrigado também Tatiane Yuri com a palavra bom eh eu só tenho agradecer né Eh pela oportunidade de ouvir né Eh de aprender Com certeza e só gratidão pelo conhecimento que você passou eu
sempre aprendo em cada roda de conversa né com cada convidado é sempre uma troca aí que a gente faz muito rica né Eh continua informação né Eu sempre falo pros parente que que a gente sempre tá em informação sempre aprendendo né eh nunca deixar eh de fechar eh a a nossas nossas ideias né Sempre deixar abertas bom é só Eh avisar aqui que a gente vai registrar tirar uma fotinha de cada telinha né que tem temos cinco telas eh daí eu passo a palavra para o para você eh né e fique à vontade e daqui
uns minutos a gente tira a foto aí da Estelinha pro nosso registro Obrigado ão fazendo foto da telinha daqui do estúdio é uma uma sequência Mesmo muito bacana de cinco tiras de imagens Camila você pode fazer Que ótimo tô fazendo Jáu Maravilha pronto ess ess ess aqui é a tela que nós tiramos vê se ela aparece aparece afasta sim né institut população Bom eu ficava pensando que um encontro nosso de 2 horas eu fii pensando Nossa vai ser muito tempo mas eu confesso para vocês que passou tão rápido eh foi rápido e eu mesmo fiquei
me ressentindo de coisas que a gente podia ter seguido falar falando e que ficou eu eu vi alguns colegas aqui que disseram Ah eu queria fazer uma botar uma questão sobre mudanças climáticas e não teve tempo outros gostariam de abordar outros Temas também e sentiram que não teve tempo e isso é é um uma indicação de que mesmo parecendo uma atividade exaustiva a gente ficou aqui 2 horas Quase 2 horas me0 não é isso eh ainda com disposição de continuar conversando assim como Yuri eu continuo aprendendo a cada vez que eu encontro com vocês e
mesmo que vocês fiquem aí Como ouvintes mas quando um ou outro consegue dirigir uma questão me ajuda a entender melhor a nossa diversidade e a pensar um pouco como nós vamos dar conta de continuar algum legado dos nossos antepassados dos nossos avós para um mundo que tá ficando totalmente caótico eu não tenho nenhuma dificuldade de Dizer para vocês que o mundo não Indígena não tem nada para oferecer para nós nada então Eh eu não eu não estou exagerando nessa afirmação o programa das Nações Unidas para o meio ambiente disse que se nós não ajudar a
questão do clima no planeta vai ser tão agonizante que vai se cumprir aquilo que o Davi anom fala no a queda do céu que o céu vai cair na nossa cabeça quando Davi anom falou isso ele disse olha não é só Na cabeça do Povo Yanomami não vai cair na cabeça do Branco também pra pessoa não ficar simplificando e dizer não mas isso aí é o mito deles o mito deles fala que o o céu vai cair não é o mito da gente não é a realidade do clima do planeta a temperatura tá tão tão
absurda gente que outro dia eu disse que se continuar assim as pessoas que vivem nas grandes metrópoles vão morrer feito lesma na calçada eu não sei se vocês já viram uma Lesma andando numa calçada quente ela derrete então então o apesar do convencimento da ciência ocidental deles achar que eles podem fazer Inteligência Artificial robô e toda essa parafernália o que eles não sabem é diminuir o calor que a terra tá produzindo a terra tá quente os rios estão secando as florestas estão encolhendo um grande pesquisador da í do ímpar o Professor Carlos Nobre ele disse
Que se não mudar o ritmo a floresta amazônica sozinha vai passar a emitir carbono e não vai ter nenhum papo furado sobre compensação de nada porque a própria Floresta que hoje faz um serviço de dar oxigênio e água ela vai parar de dar oxigênio e água e vai produzir carbono o carbono é o calor os nossos avós já falavam isso os cientistas dos brancos descobriram isso outro dia e eles estão dizendo que se a gente não oferecer o nosso conhecimento Tradicional aplicado Eles não têm como resolver esse problema Se isso for verdade essa conferência do
clima que vai ter aí em Belém ela deveria ter mais respeito com a participação dos povos da floresta e tratar com mais consideração a participação dos povos indígenas na condução da conferência não como assistentes ou espectadores eles deveriam ter a presença dos povos Indígenas e das outras comunidades da floresta dentro da Cúpula da conferência não do lado de fora a gente já falou isso vocês viram que os parentes do Tapajó tiveram que dar uma bronca no governo do Pará por causa da história dele querer botar uma uma uma Teleaula botar uma TV dando aula na
sala de aula das Aldeias eles fizeram um enfrentamento muito importante durante 30 dias eles ficaram bancando aquela mobilização até Derrubar o decreto assim como há muito tempo estão mobilizados para derrubar o tal do Marco temporal Então a nossa capacidade de interagir nesse caos ela tem se demonstrado eficiente Então vamos continuar botando fé que os conhecimentos tradicionais são importantes para enfrentar as crises do clima mas são importantes também para resolver uma questão social como essa da educação que Ela não pode acontecer de jeito nenum de botar uma tela com uma pessoa dando aula numa aldeia só
uma pessoa de má intenção faria isso então Palmas pro povo do Tapajos que não aceitou essa ofensa e se tiver uma conferência do clima em Belém e ela não tiver uma participação ativa do pensamento tradicional indígena ela não vai ter nenhuma Nova Conquista Tomara que daqu até o final do anoes se convençam de que é importante Também que esse conhecimento tradicional esteja presente no debate da conferência do clima não significa que a gente vai para lá e explicar pros árabes que se eles parar de tirar petróleo o mundo vai ficar melhor mas a gente bem
que podia explicar pro nosso Presidente da República que tirar petróleo na F do Amazonas é um grande erro a gente ainda não tem Engenheiro especialista em petróleo mas a gente sabe que é um erro Então é melhor não Furar petróleo na F do Amazonas os rios já estão contaminados imagina se derrama aquele óleo do petróleo o óleo antes de processar ele na bacia dos nossos Rios eh um estrago grave então seria melhor a gente sair dessa matriz energética que é o fóssil petróleo e usar outras fontes de energia solar por exemplo tem sol para todo
mundo a energia eólica que é uma das possibilidades de transição energética Tem sido considerada uma experiência meio traumática para comunidades que estão tendo seus territórios ocupados por aquelas aquelas Torres com aqueles aquelas hélices e que aquilo tá espantando as aves tá causando um monte de distúrbios eh de ordem mais local mas que tão atrapalhando a vida das Pessoas alguém pode perguntar tá legal a gente vai fritar todo mundo no planeta e não vamos nos e não vamos renunciar a nenhum bem-estar a gente quer mudar o o o o a matriz energética mas a gente quer
que tudo continue bom a gente não vai renunciar a nenhum benefício em favor do Comum do clima do planeta isso são em questões importantes isso tem a ver com a nossa conversa sobre mudanças climáticas e o conhecimento tradicional Como relacionar conhecimento tradicional com uma crise Global Tá bom olha por mim a gente ficava conversando até mais tarde mas cada um de vocês tinha que ter uma rede pendurar a rede quem tiver com rede pendurada pegue sua rede Seria ótimo né Boa noite aen muito bom tá me ouvindo bem tá me ouvindo bem sim eu tô
vendo você aí Be deti isso ba deti Caiapó aqui no região do Município de São Félix do Xingu Pará muito bom e eu gostei de ouvir eh dialogando tô fazendo com nós eu fiquei muito contente porque eu ouvi falando Ailton kenac é hoje neste momento que eu tô ouvindo conversa muito importante para nós eh ainda preservar a nossa Cultura a nossa Tradição A nossa costume eh isso que eu queria falar contigo Porque eh o eu sou Cacique Eu sou sobrinho do Cacique Paulinho piac que você andava junto lutando e hoje neste momento que eu fiquei
muito contente com conversa eu agradeço boa noite boa noite Que bom que você está presente aqui lembrando dos nossos guerreiros dos nossos sábios né isso Maravilha eu fico feliz com todos vocês que ficaram que ficaram até agora 9:30 e saudações aqueles que falaram os que não falaram também a presença de cada um constituiu essa Assembleia Nossa foi muito legal e eu acho que agora eu consigo falar assim bem com bem maravilha maravilha maravilha OB Obrigado quer dizer obrigado Obrigado obrigado boa noite muito obrigado prazer conhecera noite tchau tchau boa noite tchau gente tchau gente boa
noite na ú Obrigado Maravilha pessoal tiraram uma foto na última fot tá fazendo foto nossa vai mudando a cena vai fazendo foto obrigado boa noite tá todo anotado aqui anotado boa noite boa noite eu sou do Povo C também Vou sair agora boa noite até mais até um dia que a gente conversar novamente muito bem obrigado por você ter vindo Bem com br Boa noite aqui é povo Uai beb Boa noite Opa é do Amapá não não do Pará Pará Pará Então você viu que o governador tentou atrapalhar a escola aí né foi Parabéns que
vocês conseguiram mudar isso aí muito bom Maravilha Uhum Boa noite Boa noite obrigada pela partilha eh eu sou Caiuá Então sou de Dourados tchau tchau bem-vinda Keila muito bem a né a dvt a GVT tchau os nossos parentes Caiuá o nosso parente Guarani daqui do Jaraguá eles que me ensinaram Essa saud é viva muito boa noite também para vocês foi muito prazer conhecer você a rit crenac confesso que eu amo amei de verdade tem uma professora Valéria que a Minha ela passou vários livros Fiquei muito emocionada amei essa participação e te conhecer também Realmente você
é muito simpático e quero um dia conhecer pessoalmente vamos nós vamos ter oportunidade Principalmente quando vocês decidirem formar esse coletivo acadêmico de vocês aí a gente vai fazer um encontro todo mundo boa noite gente foi um prazer também ótimo Boa noite Jaqueline noite Gente desculpa pode falar eu sou daun foi um prazer sem você eu eu estou muito feliz é uma honra eh poder participar dessa roda de conversa foi o aprendizagem um conhecimento muito incrível e a minha professora mandou um abraço para você que ela também me deu bastante a aula de você na filosofia
ela é minha professora da filosofia e ela deu também bastante aula o seu para nós lá na sala e eu sou decurso da saúde coletiva Maravilha é o pessoal da área De saúde coletiva tem muito em comum com o que eu tenho publicado inscrito eu fico feliz de vocês estarem também seguindo tá bom sim tchau boa noite tchau boa noite boa noitee tchau tchau boa noite aí Boa noite foi um prazer Aprendi muita coisa tem coisas que eu assim fui aprendendo com o senhor conhecimentos que eu ainda sabia né E obrigada foi muito muito proveitoso
esse momento com todo mundo boa noite Gente Men Boa noite então a gente tem o pessoal panc cararu aqui também e olá ô Taí sim tô panc cararu tudo bom tem uma comunidade tem uma comunidade de pancar aru grande aqui no Real Parque aqui em São Paulo Ah sim tem tem uma comunidade bem grande aí no real pars Você tá em Pernambuco não eu tô em São Carlos que eu tô estudando aqui na alcar aí eu tô aqui em São Carlos mas mas você a sua comunidade é daqui de Pernambuco a minha comunidade de Pernambuco
sou lá de Pernambuco da Aldeia lá do Brejo dos Padres sim próximo do bre dos Padres isso mesmo Tacaratu isso mesmo já conheceu uá Tacaratu é um lugar incrível eu eu fui lá quando fui fui lá quando Dona Quitéria era grande liderança feminina de lá do Brejo dos Padres demais é encantou-se né é uma é um ser Encantado né É vou paraar tá fazendo vou agora V para lá agora nas Férias que vai entrar vai terminar agora o o semestre foi um prazer a muito bom conhecê-lo assim foi um prazer compartilhar eh receber seus ensinamentos
cumprimentos para todo mundo da offcar tá cheguei atrasada mas mesmo assim tá bem muito bom coração tchau abraço para vocês todas todos bom ô José Será que a secretaria de cultura já já chamou os livros para aí pras escolas Lá na Bahia ainda não a gente tá no processo de fechar o o contrato com a com a editora né não é mais não é mais uma decisão política não né não não a minha coordenação que tratando do processo essa semana a gente já fez os encaminhamentos necessário Possivelmente eh Depois do Carnaval a gente consiga aí
os os livros né para encaminhar para as escolas mas tudo caminhando vai ser uma maravilha essas escolas todas tendo esses Livros sim sim a gente pegou uma quantidade que todas as escolas da rede terão né todos os estudantes da rede terão a os dois livros o esse aqui né ojan ojan E os meninos sabidos Ah esse livro é é o que ele chama de história infantil é claro que ele não é história infantil ele é um fragmento do mito de origem do povo kenac pequeno trecho que Conta um pedacinho de história então a editora Chama
de história infantil eh Que bom que ele está sendo lido né José e qual que é o outro título o outro eh ideias para diar o fim do mundo Uhum E o futuro ancestral então são três títulos isso Que ótimo porque a gente tem na rede um público que esse esse aqui do como você falou do kujan ele é aplica-se mais para pra educação infantil né que os meninos podem ter acesso e os outros Dois a gente também pegou para um público já já adolescente pras escolas Indígenas Campo quilombola e da rede como um todo
maravilha eu fico muito feliz dos meus livros est circulando por aí porque quando eu vejo a a nossa turma dizendo Ah minha professora apresentou seu texto ah eu li um livro seu a gente vê um entusiasmo nisso aí eu fico pensando como que a gente faz para que esses livros cheguem nas Escolas Maravilha e eu sei que o José fez um um esforço pessoal de convencer a secretaria de educação lá da Bahia a superintendência de ensino né a adotar adotar autores indígenas no na rede de escolas do estado eh em alguns estados é possível a
gente fazer esse tipo de eh mobilização nem todos Então parabéns a Parabéns José muito interessante aquele encontro que a gente teve Inusitado que apareceu até o governador na tela e então a gente enquanto a gente tem alguma eh possibilidade de avançar a o nosso tema nas escolas seja no ensino médio seja no fundamental na universidade vamos cooperar uns com os outros para que isso aconteça da maneira mais significativa né que seja importante e ex recepcionar essa nossa turma que Vai sair da da da graduação nesses vários cursos de uma maneira mais digna na nossa sociedade
brasileira né Ah que bom lembrar de tantos outros parentes que são os tios e os avô de vocês que eu vejo aqui lembrei da dona quit pancu vocês não Dona puxando marac no Toré no terreiro deles é muito forte muito bonito e quando eu vejo os netos sobrinhos eu fico sempre emocionado muito bom né O que que você vai fazer agora você Vai tomar café ou vai dormir jantar ainda jantar Que ótimo eu tava Lando comando no ISPN no programa e a gente tinha o nosso grupo E aí a gente quando dava um certo horário
que a barriga arrancava aí eu começava a postar fotos de moquecas aqui da Bahia S aí eles começavam a babar exatamente E Aí acabava a reunião acabava acabava dessa vez nós vamos botar o quê Um moquém nós vamos botar peixe na na na Brasa aí aqui no chat Zé uma foto daquele peixe que você mandava aí faz todo mundo sair né Luciana fala vamos vamos procurar comida bom quem tá em casa quem tá pertinho da cozinha consegue no instante tá na cozinha né e eu sei que a noá tá perto da cozinha n no Vamos
dar um close na noá para ver que Ela tá fazendo Sea tá mexendo na [Risadas] cozinha não não que que tem para jantar aí no lã vou fazer um bom fazer que é mais rápido bom Dependendo da hora da noite é melhor a gente não inventar de comer um churrasco né rapaz ou uma muqueca né na minha comunidade é qualquer hora qualquer hora Eduard da manhã tá [Risadas] Comendo que coisa boa Então aí tem aí pode comer Bacaba pode comer açaí né peixe peixe principalmente peixe né peixe é é com caldeirada né bom gente quem
gosta de caldeirada pode ir agora eu vou aproveitar deixa né dier já um tchau eu queria agradecer pipol né Por essa grande oportunidade de a gente ter essa oportunidade de entrar em contato com uma pessoa que tem um conhecimento muito grande a gente acaba mudando muita perspectivas e acaba Aprendendo muito com tudo isso e assim eu não consigo nem mensurar assim as palavras que eu quero dizer o quanto eu tô muito grata tanto pelo pipol quanto e pelo tio aon kenac né por todo o conhecimento que Ele propôs né pra gente é isso muito obrigada
boa noite para vocês boa noite B vou ter você aqui lembrou da merced de Souza Maravilha acabei esque de dizer meu povo também eu também sou ticuna né Eu tô aqui em Manaus aí eu tô mandando lembranças também daqui do nosso Amazonas Ah que Coisa boa quem tá então pode dar boa noite pessoal Benjamim Constante aproveitando a deixa também Santo Antônio Santo Antônio do iá é isso Santo Antônio do á Tabatinga Tabatinga E aí tome peixe aproveitando também a deixa né gostaria de deix desejar boa noite para todos agradecer people né por me dar essa
oportunidade de participar mais uma Vez né e dizer que é como é que eu posso dizer eh foram longos anos né esse ano Faria 4 anos eu sou Desde da primeira turma do people né E como Irton krenak falou né o meu mandato Acabou então eu tô dando assim tchau né para PR pra questão da de compor mesmo a equipe do Pipo né mas como eu sempre disse para isso né ainda não desisti não ainda vou fazer parte da equipe do Pipo trabalhando com vocês maravilha com certeza agradecer o senhor Tio Aílton né Por mais
essa aula que o Senhor nos deu né de conhecimento né cara quando você começou a falar Pronto e como a moça fal Ah o pessoal não não quis muito falar cara quem que quem que quer perder teu tipo entendeu falando em vez de ficar ouvindo entendeu E então é isso muito obrigado né a todos né boa noite e até a próxima tchau tchau ah se forem se forem marcar o encontro presencial vocês T que pelo mesmo me Chamar depois que eu sair aí vou chamar cara não dá certo não tchau tchau gente muito B você
aqui de volta Lucas beijão pra Jerusa viu Ezinho tchau tchau Maravilha gente gente eu queria falar também um pouco vocês estão me ouvindo sim jaquel nós estamos aqui bem eu queria falar porque vocês falaram aí do livro que vai chegar aqui na Bahia eu sou da Bahia né E aí eu fiquei interessada nos temas do dos livros que Eu não tinha não conhecia né que você falou aí vai chegar em todas as escolas aqui tipo nas aldeias José Exatamente exatamente a gente vai encaminhar o kit paraas escolas indígenas paraas sedes pros anexos E aí eu
posso dar depois você me procura você você você fica onde aqui na Bahia eu tô nesse momento aqui em Salvador trabalho na secretaria de educação Salvador tá o maior voro nesse momento porque é o carnaval Né não tenho muita muita energia pro carnaval então tô em casa mesmo ótimo eu tô aqui de Porto Seguro Seguro também deve estar fervendo aí né agora eu tô numa roça aqui da minha tia que eu vi visitar mas eu sou de lá você é do IF estuda no IF Eu estudo na UFMG ah na UFMG férias agora e eu
queria aproveitar também para falar que quando eu fui participar da semana do conhecimento lá em BH eu tive eh a felicidade né da Minha colega falar que como eu não conhecia a cidade ela era de lá aí ela falou comigo que ia ter uma exposição do auto kren lá no museu bem no dia que eu tava lá aí eu fui conhe essa exposição que era uma uma sessão de fotos que tinha e alguns objetos lá no museu e tinha também algumas algumas eh coisas escritas né sobre as aldeias muito interessante e eu fui com ela
pensando que ele ia estar lá né eu na Minha mente pensando que ele está lá aí eu falei ah nossa embora logo que eu não quero perder vai que eu não consigo vê-lo aí minha colega você acha que ele vai tá lá ele não vai tá lá Não só tá a exposição dele mas foi uma comédia aí ficou me zoando virei uma comédia e agora ten a oportunidade de te conhecer né muito bom mesmo que seja virtual né Muito bom Jaqueline mas Eu eu estive na abertura da exposição a exposição hirom nagakura com Ailton krenak
até a Amazônia e eui muito da exposição que circulou por lá ela teve origem em São Paulo foi pro Rio de Janeiro Brasília Belo Horizonte e ela vai ser eh reaberta em Fortaleza no Museu da Imagem do som parece que no dia 22 de abril muito legal for lá não vai me ver também só para compartilhar a piada eu só vou estar lá em maio mas em maio eu vou estar vou estar visitando a exposição que é quando eles Tem uma atividade que é direcionada ao educativo onde a gente faz a onde a gente faz
uma formação com o corpo museológico ou da ou da galeria para que ele prossiga depois acompanhando a exposição e sendo capaz de falar o que que são aquelas imagens aqueles textos como aquele como aquele material foi criado produzido eu fiquei pensando nisso era um é de um livro seu aquele texto olha aqueles textos Eles foram Criados exclusivamente paraa exposição para aquela exposição para aquela exposição foi entendi muito catálogo a exposição tem um catálogo aqueles textos que você viu expostos estão no catálogo mas não é uma obra eh literária que eu produzi é só a exposição
mesmo só a exposição porque eu f eu achei muito interessante que a gente começou eh peguei uma responsabilidade né de começar um coletivo na universidade fugindo da política porque Eu nunca fui de política aí eu fugindo da política mas quando a gente entra assim não sei eu falei a minha vida veio um estalo em mim a minha vida é política né como que eu vou fugir dela E aí peguei essa responsabilidade que começar um coletivo onde eu tô que é de muitos claros e tem poucos indígenas Lá só tem três e eu fiquei sabendo que
um tinha um indígena que ele não queria se apresentar como indígena né e eu tenho o maior orgulho de me apresentar como Indígena na onde eu chego né aí eu vi a necessidade da gente criar um coletivo pra gente fortalecer essa presença né E fazer essa pessoa se sentir essa outras que vierem né se sentirem acolhidos e fortalecer que eles se se identifique como indígena tem vergonha né de onde a gente vem ou não sei o que o que aconteceu que ele não quer se apresentar né como uma indígena nãoé para todo mundo né o
acolhimento o acolhimento é muito importante para ajudar a superar Essas inadequação Às vezes a pessoa só tá se sentindo fora do lugar fora do lugar vocês perceberam que nós estamos agora Só a [Risadas] diretoria são os folgados s é são os folgados os que estão S na varanda os que estão folgados eu queria contar para vocês que hoje eu tive um dia Paulista quer dizer eu eu peguei Eu Eu entrei em carro eu passei na marinal do Rio eu fui L pedra rodoviária eu fui lá onde eles Estão fazendo os ensaios no anambi de um
sambo enredo que é dedicado aos povos indígenas e se vocês se vocês prestarem atenção domingo vocês vão me ver em cima de um carro alegórico usando a minha eh fantasia desse carnaval tá bom muito top que legal bom qual que é a Escola de Samba Ilton eh vaiar ajuda aí noá você acessa aí o nome da nossa escola de S é Mocidade da Moca mocidade da Moca Moca Ah legal E é um é Grêmio né como é que ele chama Grêmio Recreativo mocidade da Moca e eles criaram samb enredo contagiante se vocês olharem lá no
Instagram do a vocês vão ver um pouco desse carnaval Como José não tem muita pegada com carnaval ele vai aproveitar para dar no pé lá para Ilheus que não tem carnaval em Ilheus e ficar lá eh fazendo experimentando aquela culinária incrível e eles quando eu fui lá eles fizeram uma moqueca que nossa que absurdo se você não tomar cuidado Você come até dormir em cima da mesa maravilha então aproveite que você que não gosta de carnaval e vai passear na na Tupinambá Exatamente isso mesmo que eu vou fazer amanhã eu desço para el e só
estarei aqui em março descansar um pouco com ess comidinha boa da minha mãe caça peixe tudo que não tem salador só coisa boa Então queridos queridas vamos dar boa Noite vamos vamos boa noite boa noite Aílton Obrigada boa noite Luciana eu acho que a gente conseguiu boa noite boa noite eu acho que a gente conseguiu realizar essa experiência coletiva né que venham muitas mais é fico feliz Camila boa noite Aílton queria muito agradecer a sua presença aqui dizer que foi uma alegria viver esse momento com você de de ver né Esse envolvimento do dos Estudantes
é algo que a gente também não Não consegue dimensionar né o o o efeito que isso tem né na vida de cada um então a sua presença realmente ela ela inspira muito a gente então muito obrigada né Por ter dedicado né esse tempo aqui com a gente com certeza todo mundo vai levar isso que a gente viveu né pra vida então muito obrigada mesmo feliz com isso Camila legal olha o Yuri ele dedicou dedicou-se como um Maguta de me pescar história deles esses gente peixe das águas Eles são muito pescadores eu acho que el falou
não eu ter que trazer o aí aqui antes dear o mês de mar antes desse negócio de carnaval então eu vou insistir mesmo até conseguir botar nessa hisa eu não sabia que eu teria que vi para cá para fazer a última resta da Ópera Guarani no teatro municipal e sair correndo daqui para ir para Minas Para chegar lá ontem para hoje tá no estúdio mas a Karen tá bem ali na minha frente e ela falou comigo não tem um estúdio aqui do Museu da pessoa pode vir para cá então a gente fez aqui no estúdio
do Museu da pessoa Obrigado Karen vocês não estão vendo a carinha dela tá vendo ó agora só tem o povo aqui da casa pode vir aqui dar oi boa noite olha quem que ficou com cuidando dessa boa noite gente Dessa conexão Boa Noite Karen Obrigada muito legal ouv vocês vocês sabiam da existência de um acervo de histórias tradicionais que está aqui no Museu da pessoa não como é que chama o o trabalho que é feito em campo e vidas indígenas para patrimônios imateriais vidas ind patrimônios e materiais é um programa que o museu da pessoa
e iniciou há cerca de 3 anos sim quatro quase a mesma idade do people e e que já avançou muito vocês Vão ficar sabendo um pouco mais quando a gente botar essas coisas na plataforma língua mãe