Olá, bem-vindo a todos pra Jornada da Respiração e Defesa. Eu sou a Dr. Ângela Honda, médica pneumologista, sou diretora executiva da Fundação ProAR e também médica voluntária na reabilitação pulmonar da UNIFESP.
E tô super feliz de estar aqui com vocês pra gente conversar bastante sobre asma. E agora nessa aula a gente vai focar em fisiologia do trato respiratório e do sistema imune. A gente começa sempre falando um pouco sobre o que a gente tem de anatomia do sistema respiratório, o que é bastante importante.
Todo mundo foca muito no sistema respiratório do pulmão, mas o sistema respiratório é dividido em duas partes, a via aérea superior e a via aérea inferior. Na via aérea superior nós temos a cavidade nasal, a parte da faringe, a parte da lar e aí então sim a traqueia que vai começar ali a via aérea inferior. E por que que a via aérea superior é importante?
Hoje nós temos o contato da via aérea única. Então a via aérea superior ela tá conectada com a via aérea inferior. Então tudo que acontece na via superior a gente também precisa cuidar da via inferior e vice-versa, tá?
E eu sempre digo, né, o nariz ele não é só estético, só pra gente fazer cirurgia plástica. Então, o nariz ele tem função, ele filtra, ele aquece e ele hidrata o ar que entra pros nossos pulmões. Então vocês já imaginam a importância dessa via respiratória superior.
E a via aérea inferior é o que vocês conhecem, que é o pulmão. Então a gente tem a traqueia, os brôquios, fontes direito, esquerdo e as outras ramificações. E a gente fala em árvore respiratória, porque se a gente for pensar é como se fosse uma árvore mesmo invertida.
Na sequência, o que que a gente vê aí que é bastante importante? Essa parte dos troncos, né, e dos galhos, eles são a condução de onde o ar entra a partir do nariz. Então, a gente tem a traqueia, bronquifonte direito esquerdo, os bronquíolos primários, os secundários e os terciários.
E são o local aonde a gente tem bastante importância para as onde a medicação ela tem uma atuação já e aonde a gente tem aquela parte da constrição. Então a gente tem a via aérea ali nos tubos, né, do brônquio, aonde o arculatura lisa no entorno dela. Essa musculatura é que faz a contração e é onde a gente vai dar o broncodilatador para conseguir ter o relaxamento e a abertura dessa via para que o ar possa passar.
Não só isso, a própria inflamação, ela causa uma alteração interna dentro desses brônquios e bronquíolos, causando um estreitamento com produção de muco também. Então isso é bastante importante. E aí seguindo lá pro finalzinho, é onde a gente chega nos alvéolos.
Os alvéulos são as estruturas é formadas de vários saquinhos, como se fosse uma colmeia, né? Até um um cacho de uva. E é onde a gente de fato sabe que é onde a gente tem os capilares sanguíneos que t a permeabilidade da troca do oxigênio que vai para corrente sanguínea e do gás carbônico que vem da corrente sanguínea e é eliminado na hora que a gente solta o ar.
Então, na inspiração, a gente vai colocar o oxigênio para dentro, chegando até os alvéolos ali, que encontram com os capilares que vai fazer essa troca do oxigênio que entra pro nosso organismo e do gás carbônico que tá dentro do do nosso organismo. Quando a gente respira, a gente solta todo esse gás carbônico. E uma parte muito importante que eu quero que vocês entendam aqui, o sistema respiratório tem essa parte da condução chegando até os alvéolos, que é definitivamente a parte que a gente fala de superfície de troca.
E a gente vê que o diâmetro ele vai diminuindo conforme a gente vai chegando até lá no finalzinho. Então, se a gente for pensar da traqueia passando pros brôquios, bronquíolos até chegar nos alvéulos, o diâmetro ele vai diminuindo, mas ao mesmo tempo a quantidade de estrutura vai aumentando. E por que que isso tudo é importante?
a gente tem uma superfície de troca muito grande. Então, se a gente for pegar um homem de 1,70 m, 70 kg, e pegar todas as estruturas alveolares do pulmão, abrir e deixar bem retinho, a gente cobra uma quadra de tênis. Então, a superfície de troca pulmonar nossa, ela é muito grande.
Isso é importante por quê? Porque a gente vê que a medicação, isso é é importante ser explicado pro paciente, porque uma das bases do tratamento da asma é o corticosteroide. Então o paciente pode ter medo e aí você pode explicar para ele, não, a dose ela é muito pequenininha porque nós temos uma superfície de absorção, uma superfície de troca muito grande.
Então os medicamentos inalatórios, vocês podem ver, a maioria deles são em microgramas, porque a gente precisa realmente de uma quantidade muito pequena para que tenha uma absorção grande, porque a gente tem uma superfície de troca muito grande. Então isso é muito importante que vocês entendam. E o segundo conceito dessa parte de condução é que a partícula do medicamento também é importante.
Então vocês vão ver que algumas partículas elas são maiores, outras são menores e vocês vão ouvir de partícula fina, partículas extra finas, dependendo do dispositivo e do medicamento em que vocês estarão trabalhando com esses pacientes. Isso é importante para que ele possa chegar até a via aérea periférica, porque vocês viram que o diâmetro ele vai diminuindo. Então, o tamanho da partícula também é importante e por isso é importante que vocês entendam essa parte da fisiologia da asma.
E por que que o sistema imunológico é importante? Porque que a gente vai falar sobre ele, né? né?
Então, o sistema imunológico, vamos dar uma revisadinha aí do que a gente já estudou lá na na faculdade. Então, o sistema imunológico, ele é um conjunto dos órgãos e células e proteínas que a gente tem no nosso organismo. Então, o basso, a medula óssea, o timoro, o próprio sistema linfático, né?
E as células leucostos, os anticorpos, né, que a gente se lembra bastante das vacinas e as citocinas. E para que que serve o nosso sistema imunológico? Basicamente a gente lembra que é sempre como defesa, né?
Ele combate os germes aí que causam as doenças, ele reconhece substâncias que são irritantes pro nosso organismo e também combatem algumas alterações que acontecem dentro do nosso corpo que não são boas. Por exemplo, o próprio câncer. E ele funciona de duas formas, né?
A essa defesa do sistema imunológico, ela acontece de duas formas. pelo sistema imunológico não específico, que é a a imunidade inata e o sistema imunológico com resposta específica, que é o adaptativo. O inato, como o próprio nome diz, a gente já nasce com eles, né?
Então ele é para pegar tudo que vier de errado pela nossa frente. O adaptativo de resposta específica é só aquilo que a gente é exposto, tá? Então isso é muito importante.
Por quê? Porque lá na frente a gente vai ver que a resposta adaptativa que vai formar células específicas ali do linfócitoot vai trazer algumas alterações e doenças que elas não deveriam quando elas estão em número aumentado ou com a a sua atividade não funcional. E aí a gente tem as vias inflamatórias tipo 1, 2 e três, que são o nosso sistema imunológico que funciona basicamente para todas as infecções e alterações que a gente tem dentro do nosso organismo, né, que são alvocíficos, como a gente vê aqui a via inflamatória tipo um, que é a TH1, a ILC1 e as natural killers, né, que são aquelas células da nossa imunidade nata, que funcionam ali como barreira.
E a gente vai se focar muito na via inflamatória tipo dois. Por quê? Porque é onde tem a célula TH2, que é a responsável pela parte alérgica.
E a ILC2, que é uma célula nova, que na próxima aula eu vou explicar para vocês em detalhe porque que ela é importante na asma. E aí vocês podem ver que aqui a via inflamatória tipo dois é importante por quê? Porque é ela que vai desencadear toda a inflamação no paciente com asma.
Então eu espero vocês paraa próxima aula e até a próxima.