E aí oi bom dia boa tarde boa noite para você que você encontra preferencialmente em casa esse tempo de quarentena aqui o professor robson com os filhos e eu trago mais uma aula online mais uma aula gravada pelos meus alunos e para todos que se interessam pelo conhecimento histórico para além dos muros da academia essa aula de hoje a aula de da disciplina de projeto de pesquisa em História portanto uma aula voltada para a metodologia da pesquisa em história e o assunto que eu vou tratar hoje com vocês é as fontes ea crítica histórica na
última aula gravada nós discutimos um pouco sobre a importância do método histórico como pensar o método histórico e lá nós falamos dentro do método histórico das três etapas e holística crítica interpretação e eu disse para vocês que eu que o focaria mais precisamente principalmente na crítica Com uma das partes mais importantes o meu trabalho de pesquisa histórica da pesquisa em história e aqui estamos nós para discutir especialmente essa etapa da pesquisa que a crítica das fontes nós vamos falar um pouquinho sobre esse sobre as fontes históricas mas principalmente sobre a o processo de crítico da
fonte como uma forma de produção de conhecimento histórico ok nós vamos fazer isso a partir de três autores principais que eu separei para Discutirmos hoje o atuamos posto é um explorador francês importante é vivo ainda nos dias de hoje e é um capítulo os fatos a crítica histórica de um livro muito bacana para quem se interessa um pouquinho sobre metodologia de pesquisa história em história chamado doze lições sobre história tá vamos trabalhar é com marco do ó em historiador conhece e gosta provavelmente né se não gosta pelo menos respeita esse que é o fundador da
escola do salário que eu misturadores Mais importantes do século 20 e nós vamos trabalhar com o texto a crítica histórica crítica testemunho na verdade é um texto uma aula que ele deu e após a sua morte executada pelos nazistas ainda na década de 1940 a sua esposa e te indo ó reuniu alguns dos seus escritos das suas aulas e publicou né então é desse livro fruto dessa publicação da sua esposa história historiadores ok e o último texto é a publicado na revista albuquerque 2010 do Professor jose d'assunção barros fontes históricas olhares sobre o caminho percorrido
e perspectivas sobre o novos tempos tá então são esses três textos que nós vamos utilizar como fundamento para as nossas discussões que a gente vai trabalhar nessa aula de hoje ok começo então como a reflexão é bacana sobre a questão da do conhecimento histórico e importância das fontes está começa com uma citação do ano posto que jesus A nova foto do históricos por natureza como existem fatos químicos ou demográficos o termo história não pertence ao conjunto formado por termos tais com biofísica molecular de acordo com a afirmação categórica design buscar no bolso um dos principais
historiadores franceses do período que a gente mude historicismo na informação da ciência histórica no século 19 charles é nobu os fatos históricos só existem por sua posição relativamente a um observador Então eu começa com reflexão de que não existem fatos históricos dados objectivamente por si só como existe por exemplo um elemento químico como existe por exemplo um um fato mais vento físico que você analisa de maneira objetiva tudo fato histórico é produzido produzido por quem for alguém que se interessa por um determinado evento que está acontecendo então uma diferença interessante que a gente trabalhou na
primeira aula presencial E a na universidade estadual de goiás nesse curso de projeto de pesquisa em história esse ano nós discutimos isso a diferença entre vento e fato é vento aquilo que acontece né aquilo que está acontecendo o tempo inteiro por exemplo a infeliz morte de tantas pessoas pelo telefone do coronavírus são um evento agora o fato histórico é quando o historiador ou quando um observador um curioso olha para esse evento e interpreta ele a partir de relações de Causa-efeito e isso se torna um fato histórico então quando a gente está falando de fatos históricos
gente está falando de uma criação de historiadores ou de observadores enfim de interessados indeterminados eventos históricos mas que para nós historiadores o fato histórico como uma criação do historiador só é possível quando a gente discute nas aulas passadas é a partir de um método né esse método exige pontos ok não só fontes mais A música das fontes que a gente vai discutir aqui hoje então quem se interessar por essa discussão a dá uma olhadinha também quem não assistiu ainda a primeira aula online que eu já publiquei de projeto de pesquisa histórica ea gente curtir um
pouquinho sobre a questão do metro ok oi e aí eu continuo com outra outra reflexão ainda do ano crosta que diz o seguinte é que a história é feita a partir de vestígios portanto é de Fragmentos acontecimento do passado em que o historiador usa está investindo para reconstituição de fatos históricos então um fato histórico quando ele é reconstruído pelos curado quando ele é criado e reconstruído pelo historiador ele é feito a partir de vestígios né é impossível você é por exemplo pensar a declaração da segunda guerra mundial ali em 939 como fato histórico e recriar
esse fato histórico exatamente como aconteceu com todos os elementos que Estavam ali presentes é impossível mas é possível você juntar os vestígios não tá os cacos né eu gosto muito essa expressão usei isso na nas aulas anteriores é como se o passado o evento é o histórico acontecido ele fosse como um vaso que se quebrou a impossível você juntar todas as peças é impossível ser e esse vaso tratamento com mulher ela porque muitos cacos se perderam mas se você juntar todos os cacos que sobraram e usar um durepox na o que foi dado Durepox é
você é a imaginação dos historiadores são as interpretações nossas sensações de causa-efeito claro e não soltas mas a partir de métodos específicos e da crítica histórica você pode juntar esses cacos passar no reboques ele e ele constituir algo semelhante ao que era aquele vasos em alguns fatos históricos né então quando a gente cria um fato histórico nem recria a partir de vestígios a partir de elementos que estuda o passado a gente Faz é utilizando a não só de fontes porque tem que ter fontes mas também de interpretação de imaginação de subjetividade do historiador então a
um fatos um fato nada mais é do que o resultado de um raciocínio a partir de vestígios segundo as regras da crítica então todo fato histórico é um a construção utilizada de vestígios que são as fontes da importância do que a gente vai tratar hoje como fonte pegue o marco blog faz uma série de reflexão Está na interessantes que vale a pena a gente pensar como que nós historiadores professores de história e interessados por história mas principalmente para nós aqui especificamente historiadores é agimos em relação ao passado com uma espécie de juiz não porque segundo
marco do óculos historiador tem como objeto de pesquisa somente coisas eventos dos quais não participou ou seja o historiador tem que lidar com testemunhos de terceiros é claro que Quando a gente fala de história imediata né por exemplo se você quer fazer história da pandemia do coronavírus você participou disso o que é o que torna seu trabalho como historiador ainda mais complexo né do que quando você investir no passado diga-se de passagem mas em linhas gerais em geral nossos curadores investigamos coisas das quais as não participamos não é porque o passado e ficou e nós
olhamos para o passado a partir de testemunhos de terceiros então Marco.com para o nosso trabalho como um trabalho de um juiz de direito que desvendam um determinado crime através de testemunhos não apenas um estamos não apenas juntamos com que o próprio mar coloca feno da página 22 esse texto que eu tô utilizando nem todas as testemunhas são sinceras e a sua memória nem sempre é fiel de todo modo de modo que não podemos aceitar descontroladamente seus depoimentos ou seja nós como historiadores trabalhando Com uma espécie de juiz que escuta testemunhos de diversos testemunhos de um
lado de testemunho de outro acusando defendendo etc e tal e nós temos que interpretar o quilo que nós entendemos que seria uma espécie de verdade aquilo que de fato aconteceu né e se de fato aconteceu é impossível a reconstrução perfeita mas é possível chegarmos a conclusões plausíveis a partir desse testemunhos nós não podemos essa questão aceitar o Testemunho ou todos os testemunhos da maneira como eles estão por quê porque nem todos nem todo o testemunho sincero é e a memória nem sempre é fiel assim acontece com as nossas fontes nem todo dado que a nossa
fonte nos traz é necessariamente verídica daí a necessidade da crítica história ok sobre as fontes nossa gente entra na crítica de fato é que eu entro um pouquinho no texto do professor josé de assunção barros lá da ufmg é houve uma mudança Importante no tipo de fonte que o historiador pode-se utilizar ao longo de deus da trajetória da ciência histórica sem a história enquanto ciência nasce no século 19 como eu disse agora agora a pouco a partir de um paradigma de produção de conhecimento histórico que nós temos historicismo é que teve um peso importante especialmente
na alemanha e na frança e uma das características principais deste período a entender que a profecia fazer história Preciso de fundos mas essas fontes eram limitadas à documentos oficiais principalmente daí uma situação interessante d901 charlie sanobiol aquele mesmo furador que eu falei agora pouco que diz que sem documento não é história já em 1929 num segundo momento no outro na criação de um outro paradigma da história a partir de uma escola que nós chamamos de escola dos annales a função febre um dos fundadores junto com marco bloco disse o seguinte Sem problema não é história
portanto aqui dá a dois paradigmas interessantes não basta de fontes é preciso haver uma pergunta a fonte é preciso problematiza fofo até a partir desses dois paradigmas que nós precisamos trabalhar não dá para fazer história sem fonte começarmos documento como a gente vai falar a abordar agora mas também não dá para simplesmente é utilizar as fontes de mandar o digamos que inocente é preciso Problematiza essa fonte por meio de perguntas por meio de crítica ok então vamos essa situação de possibilidades é o cinto ofensor visualização barros que o seguinte a expansão documental começa com a
gradual multiplicação de possibilidades de fontes textuais isto é fontes tradicional mente registradas pela escrita e daí termina por atingir também os tipos de suporte abrindo para o historiador a possibilidade de também trabalhar com fontes não textuais as Fontes orais as fontes iconográficas as fontes materiais e o mesmo as fontes naturais com o desenvolvimento de novas tecnologias pergunta-se se já não teremos em pouco tempo um número significativo de trabalhos também explorando as fontes virtuais evidentemente já hoje nós temos né mas olha só eu trouxe aqui bem rapidamente não vou aprofundar nisso um quadro muito bacana que
a pessoa jose d'assunção barros A trança para gente pensar essas essa multiplicidade de possibilidades de fontes ele faz um divisão muito bacana dos paradigmas né ou seja as fontes que eram possíveis até o século 19 ou seja antes da história se torna a ciência que é basicamente as fontes de narrativas chamadas narrativas realistas com principalmente os relatos de viagem como a gente tem de vários e agentes presentão que adentraram o o interior do brasil litoral brasileiro durante o Século 19 é a partir do século 19 com o historicismo expandir para outros tipos de fontes também
como as radiografias que são as vidas de santo historiografia as crônicas biografias etc como também declarações de guerra tratados decretos enfim documentos oficiais diplomático de uma maneira geral e a partir de 1930 principalmente com os análises tudo isso que tem verde aqui é então os documentos administrativos e institucionais isso é preguiça de salários registros Contábeis e documentos comerciais com lista de preços registro comerciais contratos documentos paroquiais registro de rituais sacramentos por exemplo registro de batismos registro de óbito documentos cartoriais certidões inventários propriedades testamentos alforrias com documentos jurídicos e por aí vai a partir depois da
década de 1970 as fontes dos documentos policiais queixas ocorrência depoimento processos as correspondências de arte como Documentos privados também ea partir da década de 1980 é as fotos um pouco mais abertas né como as fontes orais o teatro a poesia a literatura em prosa ser os sermões os jornais os discursos os programas de partidos políticos etc etc etc tudo isso eu trouxe só pra gente perceber a multiplicidade de possibilidades de fontes que a gente tem tudo isso pode ser fonte uma receita de bolo pode é uma foto pode ser fonte uma música Pode ser fonte
tudo aquilo que diz algo sobre o passado daquilo que o próprio passado produziu e deixou de vestígio para que nós historiadores é investigação us e transformação nos determinados eventos em fatos históricos tudo isso é fonte possível para ser trabalhada ok então isso é muito bacana para a gente entender é que essas fontes são muitas são múltiplas e necessárias o trabalho do historiador e aí uma outra reflexão bacana que os ação de juiz da Disfunção barras fase sobre o uso intensivo de fontes ele diz o seguinte uma vez que se deseja ou precise empreender uma análise
intensiva de suas fontes o historiador deve estar atento a tudo sobretudo aos pequenos detalhes né e aí o que a gente que eu quero tratar com vocês hoje inclusive pelas novas linhas alguns documentos bem bacanas para a gente entender a necessidade da gente se apegar aos detalhes a necessidade a gente percebeu os detalhes É um sherlock holmes aqui um detetive que tem que olhar as entrelinhas tem que olhar os detalhes tem que olhar aquilo que passa despercebido ao olhar de uma de uma pessoa leiga digamos assim os pequenos gestos inconscientes um voluntários para ele então
muito mais eloquentes do que qualquer atitude formal e é isso para nós historiadores mais interessante né tudo aquilo que que foge da formalidade que espontâneo que da produção da nossa fonte ainda mais Interessante do que aquilo que é produzido de maneira formal e intencional profissões como a de investigador policial ou de psicanalista investigador das aulas pouco valeriam se aqueles que a ela se dedicam não fossem capazes de extrair a informação primordial do pequeno detalhe que não aumente passa desapercebido para os homens comuns ou seja a gente pára para pensar o investigador criminal né como eu
disse o caso por exemplo da Literatura do shark holmes é um o perito criminal ele tem que estar atento a detalhes que uma pessoa comum possa joão pessoa que não é perito não perceberia assim como buscar na lista para que ele consiga tratar um paciente é com determinado problema psicológico ele precisa estar atenta a cada detalhe aos mínimos detalhes da fala da narrativa dessa pessoa para que ele consiga encontrar o problema e tratar desse problema se são os nossos Historiadores quando estiver uma fonte a gente tem que estar atento a cada detalhe a detalhes que
passariam despercebidos como eu vou mostrar para vocês de alguns exemplos meus que eu trabalhei na durante as minhas pesquisas é a detalhes que não uma pessoa diz preparada do ponto de vista profissional como historiador no perceber ia continuar leitura um expert em falsificações que identifica a falsidade de um quadro não pelos traços principais E extinção de resto cuidadosamente trabalhados pelo falsificador mas sim pelos detalhes aparentemente em o antes e que por isso mesmo foram descuidados pelo falsificador da mesma maneira que um criminoso abandona inadvertidamente uma ponta de cigarro no local do crime é preciso examinar
nesses casos os pormenores mais negligenciáveis é uma situação interessante de carl grimes um gênio da micro-história então é interessante porque percebeu é como um Expert um período de falsificação de quadros por exemplo quando uma pessoa falsificam quadro todos os traços principais vão estar perfeitos o erro ou imperfeição está naqueles detalhes que o próprio falsificador não dá tanta importância é nesse detalhes que o período tem que tem que se atentar e não historiador da mesma coisa quando você pega um depoimento no processo crime como por exemplo um dos que eu vou trazer aqui para vocês pra
gente Discutir a esse depoimento a pessoa está tentando dá uma versão sobre a exatamente aquilo que ela quer é um determinado juiz um policial entenda mas sempre deixa escapar detalhes que o perito criminal vai observar e que nós moradores precisamos observar para recontar nossa história então não só um depoimento mas toda a fonte que nós trabalhamos nós temos que nos atentar exatamente os detalhes são os detalhes que interessa mais tá e Vamos então para o método né então dito isso feita essa terça pequena introdução sobre a necessidade das fontes ea maneira como trata as fontes
vamos por método vamos para algumas questões um pouco mais práticas né a começar com uma reflexão de antónio costa página 57 ah não pronto a crítica não é um trabalho para principiantes é necessário ser historiador para criticar o documento porque no essencial trata-se de confrontá-lo com tudo que já acessar a Respeito do assunto abordado no lugar e do lugar e do momento em questão e ele terminarmos sentido a crítica é a própria história e ela se afina a medida que a história essa profunda e sempre então olha só é porque é tão importante a formação
de um historiador para que um determinado trabalho de história passa por esse crivo crítico necessário é porque quando não se ama o historiador não se tem uma certa bagagem de conhecimento de leituras e discussões Inclusive de método de prática de método a que o misturador precisa necessariamente ter quando terminar sua formação é por exemplo existem vários livros históricos entre por jornalistas ou por advogados enfim para pessoas que que não são peritos do ponto de vista histórico na produção daquele determinado conhecimento respeito acho que são são formas possíveis de produção da história mas é preciso perceber
as limitações que uma determinada pessoa Que não tem conhecimento histórico é tem quando ele vai produzir conhecimento sobre determinado assunto então nesse sentido quando você é historiador você consegue ou tem que conseguir essa algo que se exige da nossa profissão é fazer conexões de dados daquela forma de costura analisando como tudo é sobre aquele determinado assunto que a gente chama de estado da arte o revisão bibliográfica análise mais intensa e extensa possível de acordo com texto de Tudo aquilo que produziu e que permitiu aquele determinado fato histórico ser produzido da maneira como foi produzido portanto
há a necessidade há a necessidade de ser historiador para se produzir história do ponto de vista científico né da e necessidade também da gente separar as memory a listas é os jornalistas aqueles que escrevem história é por gosto por prazer o chamado diletantes da história daquele que é um trabalho profissional é no Trabalho de um historiador de um perito na área de história que tem formação acadêmica que tem experiência acadêmica quando se produz conhecimento sobre um determinado assunto nesse sentido a marc bloch traz algumas regras fundamentais para gente já pensar a crítica histórica a canjica
da fonte a crítica história ou seja a maneira como abordar e com a entender com questionar as nossas fotos para marca block então a primeira regra básica da pesquisa histórica ea Citação das fontes da importância por exemplo das notas de rodapé então quando se fala em trabalho de história se fala necessariamente de citação de fontes se você pega um determinado livro de história é que você encontra nas livrarias b células etc e você viu uma narrativa sobre determinados fatos etc que não cita fontes que não cita autores como cita fontes desconfie tá isso do ponto
de vista científico se você tá procurando história acadêmica científica Por quê porque um historiador sempre tem que ser tá fortes né daí um bom trabalho de história sempre aquele que tem muitas notas de rodapé o tempo inteiro citando é referenciando suas fontes tá é quando a gente pega fazendo gilberto freyre e aí você tá minha esposa vanessa canela ramos com homens que fiz um trabalho de mestrado fantástico só sobre as nós o gilberto freyre em casa-grande senzala porque ele ele traz tantas fontes ele traz tantas referências biográficas de Trás tanta discussão das notas de rodapé
que o seu texto fica não precisa me dizer cada grandes entrar num plástico né o preço fica repleto o texto completo o texto fica sustentado tá então a ideia das nossas rodapé aqui é isso é uma coisa que aquele expor trabalhou bem na dissertação dela é a nossa senhora da pele estão em baixo sustentando literalmente o texto as fontes as referências sustentam um texto dão sustentação para o texto é o formato do Ó o erro dos historiadores não é o perdão para maq bloco é esse o erro dos historiadores é no estabelecer uma visão crítica
das suas fontes aceitando e produzindo os discursos ali dispostos a justificativa para isso segundo outra é que sendo o homem naturalmente sendo o homem é naturalmente preguiçoso então existe um problema quando você tem preguiça de você a fonte de uma determinada informação você pega aquela informação e pronto Coloca no seu texto como sendo verdadeira como sendo correta como sendo justificando muitas vezes aquilo que você mesmo que ia é já tinha como hipótese queria ouvir então imagina se você até tá produzindo um trabalho sobre a ditadura militar brasileira e você vê encontra uma fonte que corrobore
exatamente com aquilo que confirma aquilo que você pensava a tendência especialmente de um historiador pouco habilidoso digamos assim é você pegar Essa fonte e simplesmente colocar no seu texto como sendo é confirmador daquilo que você queria provar isso é um erro tá porque porque o primeiro passo misturador é que fazer faça sua crítica das folhas é cruzar informações de fontes não basta você simplesmente pegar um depoimento contra a ditadura militar ou a favor da ditadura militar e que às vezes corrobora com aquilo que você queria provar sobre a história da ditadura militar e o E
joga de como sendo necessariamente verdadeiro isso é um problema que nós historiadores precisamos enfrentar dó critica ainda a conciliação de fontes contraditórias também não dá pra gente simplesmente pegar as fontes é que dizem coisas diferentes e juntar como se fossem conciliatórias em preciso expor o seu leitor é preciso ser claro para o leitor sobre as contradições da fonte e dentro dessas composições você tirar uma interpretação plausível que se as suas Contas permitirem fazer tal interpretação então para o autor quando duas fontes se contradizem não se pode supor que as duas estejam certas evidentemente ou destas
tirar uma média assim funciona é preciso por até que se prove o contrário e uma delas esteja errada investigar até que ponto se pode provar qual então voltando exemplo que eu disse da ditadura militar brasileira se você pega uma fonte vamos pegar o brasil nunca mais que fala sobre as Torturas na ditadura militar e da comissão da verdade é de satelital e você pega o orvil por exemplo um documento dentro dos militares no final da do período da ditadura e um diz que houve tortura assim assim assim outro diz que não houve tortura não dá
para gente dizer tentar conciliar dizendo bom ovo e meia tortura não também não dá para gente supor é que uma esteja certa só porque eu gostaria que ela esteja certa e que a outra esteja errada porque Eu gostaria que eu esteja errado é preciso investigar é preciso buscar mais fontes é preciso fazer o processo de crítica das fontes aqueles que os discursos para poder se chegar ao resultado plausível então quando duas informações se contradizem mais segura supple até que até prova em contrário que pelo menos uma das duas esteja errada se o vizinho da esquerda
para hoje cega que duas vezes dois são quatro e o da direita que duas vezes dois são Cinco não ireis por isso concluir que duas duas vezes os dois são quatro e meio vocês vão dar o prédio que as duas informações são completamente contraditórias é preciso investigar qual das duas estão corretas e isso é possível fazer isso por meio da crítica das fontes ok a crítica então voltando aqui é um método crítico nós temos uma passada e o processo de crítica das fontes estão por primeira etapa como a gente funcionava passada a Heurística o segundo
a crítica terceira interpretação vamos focar então nessa segunda-feira na segunda etapa a crítica das fontes a crítica das fontes pode ser dividida em duas etapas também o que a gente chama de crítica externa e o que a gente chama de crítica interna das pontas ok para começar vamos falar da crítica externa é o primeiro passo né do desse processo da crítica da forte aqueles que externa consiste na avaliação e análise material do material Do documento papel escrita marcas pessoais etc então a primeira parte o primeiro primeiro caso a primeira primeira o processo da crítica das
fontes é crítica externa vocês avaliar e vai fazer a crítica do material na parte externa estética tá da importância a presença da paleografia e da diplomática de filologia paleografia e diplomática por exemplo é que lidam com a a leitura de documentos antigos tá aquelas letras Garrafais e muitas vezes como tá mentindo rachadas eu vou mostrar alguns exemplos daqui a pouco para vocês são extremamente difíceis de ler existem existem áreas de estudo de pesquisa e de aprofundamento na leitura desse tipo de documento nessa a paleografia diplomática tecnologia estudar língua né a linguagem aí eu vou usar
um se dar um exemplo de crítica externa absolutamente precioso né que é um dos grandes exemplos da filologia da importância da Tecnologia na na história é o caso da falsa doação de constantino de 1440 é feita por lourenço de bala é o quê que foi a falsa doação de constantino a doação de constantina é um documento né existe esse documento ainda hoje no qual supostamente o imperador romano constantino primeiro lá no século 4 fazer a doação e concessão de palácio de latrão o governo de roma da itália e de todos os territórios ocidentais do império
romano ao palco ao papa Silvestre primeiro ea seus sucessores né eu falei só a existir um documento durante a idade média que a igreja justificar wah-wah é que o imperador constantino do ou em vida para igreja católica praticamente todo o seu império é tudo tão ao palácio latrão governo de roma aí dá itally todos os territórios ocidentais na igreja os utilizou por séculos desse documento para tentar justificar o seu poder político civil é diante praticamente do de todo o Ocidente tá então esse documento beneficiou e essas formas a igreja católica por anos até finalmente em
440 se descoberta a farsa por trás do mesmo a partir do trabalho de lourenço de vala antes do lado de falso credita é mente a constante constante de donald donald cerrone declamatio podem perceber que eu e a leitura do latino recebe horas mesmo né mas é esse livro né que ele publicou é desmentindo provando que o documento Era falso como que ele fez isso vale então foi responsável por descobrir a mentira por trás documento através da sua análises elementos linguísticos como expressões palavras ainda que ainda não eram comuns no vocabulário da época em que o
documento teria sido escrito há menção de igrejas em roma uso estranho de tempos verbais além da comparação entre o latim clássico da época de constantino primeiro e latim vulgar medieval que constava no documento então Ba o lourenço de de vá lá fiz ele pegou o documento e falou bom é sem pensar na informação e formação da rodada constante luta do ano o o império do ocidente para a igreja católica o papa qual foi a crítica que ele fez a crítica externa aquele que estética documento ele começou a alisar as palavras às expressões utilizadas e percebeu
que tipo expressões e palavras ali naquele documento que não eram que não existiam Na época de constantino e começou a perceber que o vocabulário da época de constantino não era o mesmo vocabulário que que estava trazendo um documento ele por exemplo começou a perceber a missão olha só a menção de igrejas em roma que na época não existia então mesmo tempos verbais né utilizados no latim clássico que não eram próprios latim vulgar medieval foram comparados a florence vala e percebeu-se chegou-se à conclusão ele chegou à conclusão de Que o documento não poderia ser verdadeiro é
percebe então a primeira crítica das pontas que a gente faz a crítica externa é a crítica é do documento no seu ponto de vista mais externas o ponto de vista físico do seu ponto de vista é estético tá então por exemplo se você pega um documento do século 18 e vai analisar a tinta e ver que a tinta por exemplo não é ferrogalica mas é uma tinta por exemplo caneta bic você tem que concluir que o Documento a falsa por quê porque caneta bic não existe no saco 18 a tinta utilizada no século 18 era
normalmente a tinta ferrogálica ou seja percebe são é a necessidade que nós temos de perceber esteticamente o documento para perceber se ele é verdadeiro se ele é falso mas não só com relação a verdadeiro e falso tá eu trouxe uma presença muito interessante aqui e é de documentação para ficarmos documentação que eu trabalho as minhas Pesquisas sobre história da igreja católica em goiás que é muito interessante para a gente perceber a como fazer essa crítica externa tá eu quero eu trouxe para vocês um documento das cartas de ex-votos de trindade da do ano de d1913
só para entender rapidinho de maneira bem bem rápido porque é só um exemplo é que em trindade em goiás não no estado de goiás brasil nós temos uma romaria importante alguma das maiores do país ea maior do estado de goiás que Arrumaria do divino pai eterno na cidade de trindade e essa romaria a atrair muitos fiéis que produzem e os votos que que é um ex-voto quando você faz uma determinada promessa por um santo para divindade de sete e tal é para buscar um determinado milagre um determinado ajuda auxílio e quando essa essa auxiliasse me
larga e se você não tem mais um voto ou seja um promessa você tem um ex-voto então você é entrega na igreja ou leva para Igreja um determinado cindo alguma coisa por exemplo uma cadeira de rodas porque você conseguiu andar e etc como sim do dias volta ou seja de que você pagou a sua promessa é de ir até a romaria de ir até trindade fazendo sua sacrifício para pagar por aquele auxílio para aquele milagre que a divindade te deu então a existe eu pesquisei nessa utilizando esses documentos é um dos documentos que eu utilizei
nessa alimentação de mestrado na minha tese de doutorado é Uma série de cartas de pessoas que foram a trindade pagar suas promessas cumpridas seus votos e registro o qual era a promessa feita qual era o milagre concedido né então esse livro aqui é um livro de registro tá eu volto então tá aqui este caderno servirá para ser nele registrados milagres apurados pelo divino pai eterno cujo orago se acha no santuário deste arraial exposto é de veneração pública exatamente estão trindade aos dois de Julho d1913 padre antão jorge é aquele like né que é um padre
redentorista alemão vigário de trindade nesse momento então beleza essa aqui é a capa do livro né então tá aqui o livro é o tipo de letra o tipo de tinta tudo isso corresponde a original eu peguei o original eu que fiz é o escaneamento original comprou que eu posso comprovar que é original mas o que que eu quero chamar atenção de vocês de um processo de política externa muito interessante Se fazer beleza essa aqui é a capa é escrita e eu padre antão jorge aqui então é a segunda página né a primeira página na verdade
depois eu não vou ler enfim não não é o que interessa aqui para nós o conteúdo nesse momento mas tá aqui uma carta é escrita contando um milagre etc de como aconteceu de qual foi o milagre de 70 e 77 e no final tá aqui assinada por josé joaquim da cruz tá a o que que é processo da crítica externa no caso Como esse olha só essa carta foi assinada por josé joaquim da cruz reparem percebam na letra dessa carta a e agora a gente vai olhar e a letra de quem escreveu a capa é
a mesma letra perceber olha só então não precisa nem ser muito perito em letra é basta a gente ver que essa letra perceba na letra assinada pelo padre antão jorge é a exatamente a mesma letra dessa carta essa é a mesma letra assinada por josé joaquim da cruz isso significa que nós Temos aqui uma contribuição a princípio a mesma letra está assinada por dois nomes diferentes no primeiro momento padre antão jorge no segundo momento padre josé joaquim da cruz ou a pessoa josé joaquim da cruz o que que significa que o documento é falso não
né significa que eu posso tirar da interpretação por exemplo de que provavelmente 1913 o índice de analfabetismo era imenso no estado de goiás a gente está falando de pessoas simples né que fazer uma sua a Sua promessa ao divino pai eterno e trazia o seu ex voto para durante a romaria então a eu posso preço portais uma pressuposição que josé joaquim da cruz era analfabeto não sabia escrever por isso ele ditou e foi escrito essa carta é pelo padre antão jorge e por mais que esteja registrado aqui fazenda de paraíso aos 28 de 28 de
junho de 1912 não significa necessariamente que essa carta foi escrita em 28 de junho de 1912 já que o livro foi aberto Como a gente viu aqui o livro foi aberto ou seja ele iniciou em 1902 de junho julho d1913 percebe isso é crítica caixa e isso é crítica externa é você perceber as contradições as implicações tudo isso que tá relacionada à parte estética do documento percebi que eu nem olhei o conteúdo nem fiz leitura do conteúdo mas vendo simplesmente a parte estética tá aí a gente pode perceber aqui por exemplo é que a letra
dessa primeira carta não é a mesma letra da segunda Então já existe uma letra diferente se a uma letra diferente eu já posso preço por que quem escreveu essa o principal não concluir de fato não foi o padre antão jorge aqui foi assinada por maria amância das dores né goiás a cidade de goiás 26 de junho d1913 é eu posso preço porque foi a mesma que foi a própria maria que escreveu não tem como eu concluir que foi ela mas eu posso preço pouco e foi ela mas ao mesmo tempo eu não posso preso por
que ela escreveu Na cidade de goiás em 26 de junho de 913 porque o livro foi aberto ou seja iniciou-se em julho d1913 ou seja um mês depois portanto ela também foi transcrita e após ter sido ela que foi eu que fui lá e escrever em trindade mas não escreveu na hora e tudo isso que ela tá relatando ela não é um relato da hora que aconteceu o evento que ela tava lá tá percebe aqui a outra a próxima letra já é diferente porém vai então essas questões são muito importantes É um processo crítico históricas
eu não posso pegar um determinado um documento lê esse documento e simplesmente tirar as informações extrair essas informações que estão aqui e trazer para mim interpretação histórica como sendo necessariamente verdadeiras o primeiro passo é justamente quando eu vou sair daqui para vocês o que nós chamamos de crítica externa isso é crítica externa a crítica externa é um primeiro passo agora a crítica interna esse segundo Passo tem um passo ainda mais complexo né e vai exigir do historiador um pouco mais habilidade do que simplesmente perceber as diferenças de letras por exemplo então que a crítica interna
vamos lá a crítica interna consiste na análise da coerência no texto datas compatibilidade com os fatos apresentados etc então discurso interesses curso a contradição de discursos e portanto se a crítica externa é uma Análise material análise técnica do documento a crítica interna é uma análise do conteúdo tá então aqui é uma análise nesse na mente do conteúdo é eu e eu quero trabalhar um primeiro exemplo muito bacana com vocês que é do caso que eu analisei no meu na minha dissertação de mestrado dissertação de mestrado só para situar vocês que estão me ouvindo a sobre
o que se trata a mentruação e menstruada eu trabalhei com o movimento messiânico de santa dica santa dica né Foi uma mulher uma adolescente na verdade de 20 anos de idade que deus da região de pirenópolis no interior de goiás é que ele ter um movimento messiânico aos moldes de canudos estadual aos moldes movimento de canudos entre 1923 em 1925 no interior de goiás tá esse e foi assim como canudos foi rechaçado pela pela polícia foi rechaçado pela igreja ela foi como e aí a análise que eu fiz no mestrado foi principalmente da Condenação da
igreja mas também foi condenada pela justiça foi rechaçada pela política dos coronéis enfim e ela em 1925 ela sofreu um processo-crime então ela foi foi aberto inquérito criminal contra ela com diversas acusações principalmente sobre a prática do espiritismo que era proibida por lei na época e ela ela foi condenada é condenada o movimento foi o seu reduto foi invadido pela polícia em outubro d 925 daí foram várias pessoas foram Mortas ela mesma foi presa enfim foi um um processo bastante turbulento e aí ela passou a sofrer a responder esse processo crime depois que ela foi
presa e e foi condenada uma depois foi absolvida em e aí um outra questão que não venham casa mas eu quero trazer para vocês um alguns trechos desse processo crime tá para a gente perceber algumas questões importantes da crítica interna portanto do conteúdo tá então por exemplo é um vi Algumas estranhezas que eu percebi no processo quando eu tava analisando ele na minha dissertação de mestrado há quase três meses por exemplo é em apenas dois dias oito testemunhas foram ouvidas né então o processo é aberto no dia dez de outubro no dia até o dia
doze de outubro foram ouvidas oito testemunhas alguns não é muito comum na época inclusive de pessoas que não eram só de pirenópolis mas jaraguá de outras cidades é ou seja 12 dias é é muito Pouco para época né porque é o tipo de transporte da época mas enfim né e no dia doze de outubro foi expedido em pirenópolis tá o mandato de prisão e benedita cipriano gomes a dica o santa dica benedito cipriano gomes o seu pai gustavo cypriano gomes seu tio jacinto cipriano gomes um outro tio alfredo dos santos seu principal auxiliar emanuel josé
de torres o chamado cacheado que também era participante do movimento né curiosamente no mesmo dia doze de Outubro de 1925 o tenente benedito o inter o recebeu em goiás na capital a notificação do chefe de polícia de pirenópolis com um contingente de 79 homens armados e um corneteiro já prontos para a ação e partiu uma lagoa que é onde acontece o movimento vai dar cumprimento ao mandado de prisão de em pirenópolis então vamos lá vamos entender essas coisas porque que tudo isso foi isso um certa forma estranho tá é aqui enfim né vou fazer uma
leitura é Rápida já tô que eu tenho conhecimento do documento e de transcrições enfim é só para vocês perceberem tá o documento enfim aqui é que diz o seguinte então como medida de segurança de garantia de execução da pena e como meio a palavra eu prometo não conseguir entender que é em ofício baseado nos medidas acima mencionadas representam me ao excelentíssimo senhor doutor juiz de direito desta comarca a cidade de desejar ser instalada a Prisão preventiva dos indiciados bendita cipriano gomes emanuel josé de torres vulgo cacheado alfredo são já são cipriano gomes gustavo cypriano gomes
bendito cipriano gomes para que aí a próxima página e então lá então continuando a hora que devem ser tiradas cópias dos depoimentos da 2ª testemunha primeira sentada a primeira terceira e quarta testemunhas a segunda sentada e do ofício do promotor público desta comarca dos quais as quais A representação nos termos do artigo 144 145 da lei do nº 271 de 10 não dá para entender que mês é esse d1901 e363 do não dá para entender muito bem a data número 500 5.755 de dez de julho de 918 enfiar e termina pirenópolis dia onze de outubro
de 1.900 metros na época era gravado como 925 celso calmon nogueira da gama na celso calmon nogueira da gama é o chefe de polícia então o que que esse documento que eu ia até agora indica indica que é In the indian 10 o perdão onze de outubro de 1925 dia onze de outubro o chefe de polícia solicitou este documento está solicitando um juiz de direito da comarca e pirenópolis que expediu o mandato de prisão então olha só que a informação então ele ele solicitou ao juiz no dia onze que fosse expedido um mandato de prisão
aí um outro documento aqui mas na frente diz o seguinte a então secretaria de segurança pública do estado de goiás doze de Outubro de 1925 tá então o dia seguinte número 845 dela é endereçado ao tenente benedito monteiro e daí o conteúdo encaminho-vos ou um incluso mandato determina os esquilos transporter dessa se o curso é precisa e que já se acha a vossa disposição no ao lugar denominado lagoa à margem do rio do peixe município de pirenópolis ou onde e nesse estado foram encontrados indiciados benedita cipriano gomes O manoel josé de torres do cacheado alfredo
dos santos jacinto cipriano gomes gustavo cypriano gomes benedita cipriano gomes e desde inteiro cumprimento ao mesmo mandato empregado empregando para este júri os recursos de que dispõe diz respeitados os princípios legais saúde e fraternidade a celso calmon nogueira da gama chefe de polícia confere bola o que que é esse documento que eu tô lendo aqui para você percebe que eu não tô analisando mais estética No documento mas o conteúdo nesse documento o chefe de polícia o mesmo que que solicitou ao juiz no dia anterior uma data prisão no dia seguinte ele já está com mandato
de prisão ele está enviando no dia doze de outubro o mandato de prisão é anexo ele tá dizendo aqui tá bem explícito que encaminhamos incluso mandado lá então já tá com mandado de prisão expedido pelo juiz um dia para o outro juízo pediu ok né está na mesma com mar Oi e ele mandou no dia doze de outubro para o tenente monteiro né benedito monteiro é para dar cumprimento e aí eu trago o último documento aqui para gente ver é que documento a que documento é esse que é basicamente a já escrito pelo benedito monteiro
não é o benedito monteiro é o o encarregado de dar cumprimento a essa essa esse mandado de prisão tá então o benedito monteiro entre ele escreve aqui neste documento O jogo abrir aqui melhor e aqui ficou mesmo documento perdão aqui com o mesmo documento faz enfim né vou ler aqui pela transcrição e um outro documento que eu acabei repetindo o mesmo documento do documento que diz encher tá é o documento já escrito pelo próprio é tenente monteiro benedito monteiro que diz desobrigando e da determinação constante no ofício 841 da datado de 12 do corrente mês
dessa chefia tendo a honra de comunicar a Vossa excelência que após o recebimento da de de ofício deixei o capitão à frente da força da minha exposição etc etc etc como acabei não colocando aqui para na aula disposto o documento é só mostrando para vocês seguinte o documento diz o seguinte ele diz que no dia doze do corrente mez de outubro ele recebeu o documento recebeu o mandato de mandado de prisão e partiu com seus homens para e cumpriu mandado de prisão em Pirenópolis e recebeu e assina que recebeu na cidade de goiás a cidade
de goiás que se tem uma ideia de carro hoje entre pirenópolis e goiás não se leva menos de três horas né imagine 1925 sem estrada de ferro sem automóvel em lombos de mulas e burros essa esse mandado de prisão sair de pirenópolis e no mesmo dia chegar às mãos do tenente benedito nunes monteiro que na carta inclusive ele chega dizer foi pena não ter colocado eu tô errado aqui não ter Colocado a carta certinho mas na própria carta ele chega dizer que a ele sai da cidade mas só chega na cidade seguinte é um dia
depois por conta do próprio da do desgaste das estradas e isso que tava voltando a pirenópolis onde a carta saiu e ele só consegue chegar em pirenópolis três dias 3 e depois porque por conta da do problema das estradas ou seja o que que informação contraditória que a gente tem como que esse mandado de prisão saiu de Pirenópolis chegou de goiás no mesmo dia mas o tenente não consegue chegar de pizza de goiás a pirenópolis em um dia só para poder executar esse esse mandado de prisão que estranho né e mais ele já estava com
79 um homens armados e um corneteiro que representava e aí olha só a necessidade do historiador é de ter as informações e buscar as informações do contexto né dessas texto com texto de tipo de estrada tipo de transporte etc e tal e detalhe 79 homens armados Representavam um terço de toda a força pública do estado de goiás já estava reunida pronta para sair para dar cumprimento ao mandado de prisão tudo isso leva a crer identifica tô dizendo isso porque tudo isso leva a crer que a prisão é de santa dica o fim do movimento invasão
no momento que eu estava armada ele estava pronta todo esse documentação que eu tô lendo para vocês aqui é uma formalidade é o seja mais uma Formalidade que prova que já existiu uma articulação verdão já existe uma articulação para pôr fim ao movimento então isso a crítica interna e a gente não olha só parte externa estética documento mas perceber o que está dentro do documento o o conteúdo mas os detalhes que passariam despercebidos é percebido por um leitor comum a data percebi que eu me apeguei a data como é possível com documento tenha chegado dessa
maneira tá e aí a uso esse mesmo Caso assim mesmo processo creme para citar um outro exemplo muito interessante também é nesse mesmo processo então olha só nesse mesmo processo é houve aqui há a há de quê se fosse provado que tanta dica a gente cipriano gomes teria cometido o crime e para ela ter cometido crime ela se crime evidentemente os seus atos tem que se inflige a lei então qual foi um dos principais é um dos principais alvos do Inquérito contra ela dizer que ela utilizava subir espiritismo para provocar a loucura nas pessoas então
eles precisavam de testemunhas de que pessoas que têm teriam participado do seu movimento e ter um é enlouquecido por que o código penal é artigo 157 de justamente que era crime a prática do espiritismo agência fertilize resulta-se no paciente ea privação ou alteração temporária ou permanente na faculdade específicas e Bom então basicamente o que que o inquérito fez encontrou uma pessoa que se dizia terem lou que sido por conta das práticas de espiritismo de benedita cipriano gomes a santa dica esse cara chama benedito nunes de barros toda aparece uma processo crime como sendo o cara
que look é seu por conta da sua participação no movimento e aí a temos alto né o laudo médico até trouxe aqui mas não vou me apegar tanto a esses as questões a esse a leitura próprio do Documento aqui né mas tem um laudo aqui super bacana mas só pra gente entender como que a gente vai qualquer o processo da crítica interna que eu quero trazer por vocês tão o laudo diz o seguinte concluir o seguinte em vista da depredação mental do paciente da nesse trecho decifrado perturbação da o da fobia do lugar onde julga
ter adoecido sua alienação da divisão a lagoa e finalmente pelos antecedentes hereditárias somos da opinião tratar-se De um caso de alienação mental que requer a observação mais completa a tratamento adequado e aí assina o doutor antônio borges dos santos olá e o dr olavo batista médicos peritos em processo-crime na folha de número 26 o que que estranhei estranhei isso daqui né então olha só o laudo aqui primeiro esse primeiro documento é é o pedido de exame de sanidade mental feito pelo chefe de polícia dr o celso calmon nogueira da gama então aqui é o pedido
Né então aos 20 dias olha só aos vinte dias do mês de outubro de 1925 e 77 de que ele vai e é que fosse feito um laudo médico para analisar o caso do benedito nunes monteiro tá a o perdão do estudo benedito só confirmar que o nome para ver se não tô falando desse isso benedito nunes de barros então foi feito o pedido e aí os médicos fizeram esse lado começa com essa leitura que eu apresentei pra vocês e aí ele diz o Seguinte olha só aos 21 dias do mez de outubro de 1925
etc etc e fazem a descrição e etc dando o parecer até aqui no final é que aparecer do seu álbum o que que é estranho olha só nesse primeiro documento quando ele vai falar e quem são os médicos ele vai dizer é a que mora na capital de goiás tanto aqui e diz que um dos médicos mora na capital de goiás e outro médico reside no estado de são paulo o que que é estranha que eu chamo atenção de vocês Esse pedido que foi feito no dia vinte de outubro de 1925 e ele convocou solicitou
um médico da cidade está em pirenópolis convocou o médico do residente na cidade de goiás capital e o médico residente no estado de são paulo para fazer o laudo isso no dia vinte no dia vinte e um e eles já tinham feito o laudo e assinado dizendo que benedito nunes de barros ficou louco por ter participado do processo do movimento de santa dica Vejam é possível que a em dia esse pedido essa solicitação do do chefe polícia saia das suas mãos chega às mãos de dois médicos um em goiás outro em são paulo e no
dia seguinte eles já estejam em pirenópolis e realizem o exame e faça um alto em um dia não não é possível em 1925 não é possível porque não existe estrada de ferro nessas regiões no estado de goiás é a estrada de ferro e 925 chegava para gente ter uma noção a em ainda na cidade de ipameri e sangram Ipameri estava chegando em para melita portão não tinha chegado em pirenópolis é impossível impossível mesmo de carro seria impossível os dias é praticamente impossível de carro esse documento sai de pirenópolis e para goiás e para são paulo
voltar em pirenópolis e eles fazerem o o o exame e fazer um laudo em um dia significa esses médicos estão com muita falso não significa os médicos já estavam lá e se eles já estavam lá porque eles estavam Lá percebam tudo isso são questões que precisam ser feitas nos documentos não dá para simplesmente pegar o documento para olha tá aqui né realmente o benedito nunes de baixo e como louco por que participou do movimento santa dica porque tá aqui no documento isso não é o trabalho deplorável precisa ser um trabalho crítico das formas é sério
eu preciso olhar essas fontes me apegar os mínimos detalhes como caso que eu trouxe aqui para vocês que sem detalhes ligados A datas eu preciso me apegar esses mínimos detalhes para ter condições de analisar a veracidade desse tipo de testemunho que eu tô lendo aqui esse tipo de depoimento que eu tô lendo aqui então esse primeiro exemplo o nosso justamente isso eu preciso questionar já não basta ter fontes não basta tem informações sobre o passado eu preciso questionar é bom e esse questionamento das fontes segundo antónio crostas a deve ser feito Basicamente com uma série
de questões que tem que ser feita a a sua fonte as informações produzidas pela sua forte por exemplo de onde vem esse documento quem é o seu autor como foi transmitido conservado autor é sincero por aí não é de onde vem esse documento é um documento é um processo-crime ok então documento oficial quem é o seu autor bom é o autor do documento são praticamente tem um escrivão esse até mais ou é o chefe de polícia o promotor público como Ele foi transmitido como ele foi conservado é sincero o autor ele tem razões conscientes ou
não para de formar o seu testemunho não é o testemunho de cada pessoa que que depois nesse processo todo que eu trouxe aqui um pequeno trecho por vocês aqui se interessar depois eu vou deixar o link na descrição do vídeo é a minha dissertação de mestrado que eu faço análise completa do documento enfim a essas pessoas assistiram a razão para Mentir ela se uma razão é interesses políticos e interesses econômicos interesses sociais e interesses é religiosa enfim para deformar o seu testemunho essa pessoa diz a verdade sua posição permite-lhe permitiria dispor de informações fidedignas ou
seja por exemplo tem testemunhos nesse nesse processo crime de pessoas que não estiveram no movimento no movimento ela só eu ouvi dizer por um fulano de tal que tinha é tem primo que participou do Movimento ou seja essa pessoa que está afirmando isso ela tem teria condições mesmo se quisesse de dar um testemunho fidedigno essas questões poderão ser feitas né que nós não fizemos essas questões a nossa crítica documentação se perde a possi bilidade o nosso trabalho de história do nosso trabalho como historiador se perde daí e a gente fazer suas críticas e aí eu
trago aqui no dedo antônio proposta alguns tipos de críticas né pelo menos Duas séries diferentes questões que tem que ser feitos primeiro segundo vão pros a crítica da sinceridade para você já que eu coloquei das questões incide sobre as intenções intenções confessados ou não testemunha está atento as mentiras ou seja é eu preciso fazer acredito que se essa pessoa que está me dando essa informação nessa fonte que eu estou colhendo ela é ou não sincera eu preciso fazer essa quais as intenções dela e por cima por um ladrão que estuda Sinceridade outro por outro a
crítica da exatidão refere a situação objetiva contra erros então por um lado eu preciso tentar entender se essa pessoa que tá dizendo tá produzindo essa informação ela é sincera segundo se ela teria condições de ser exata naquilo que ela tá falando ela esteve no momento um movimento onde aconteceu os fatos e ela só ouviu dizer ela é testemunha ocular ela não é testemunha ocular ela tá utilizando-se da memória dela tá Utilizando da memória de outros ou seja eu preciso saber se ela é sincera e se ela se ela tem condições de se exata então são
tipos de críticas diferentes também tem tipo de depoimentos diferentes saia que eu uso um pouquinho do dono pronto mais uma vez existem é 2 km de dois tipos de depoimentos que as fontes nos dão depoimentos voluntários ou depoimentos de voluntários tá como assim os voluntários foram constituídos para informação dos leitores presentes Ou futuros as crônicas memórias e todas as fontes em forma de narração tô por exemplo a outra fonte outro tipo de fonte que trabalha no doutorado agora não né satanás estruturadas foram as documentações dos padres redentoristas missionários alemães que vieram para goiás no final
do século 19 e início do século 20 né como eu como eu disse no caso idade das cartas de trindade e eu trabalho tanto com jornais produzidos por esses esses padres o Jornal santuário de trindade como trabalho também com cartas pessoais deles como trabalhei com crônicas seus registros oficiais os jornais e as crônicas são são testemunhos ou depoimentos voluntários significa que as pessoas que escreveram as crônicas né o as crônicas são os registros oficiais da congregação ou as pessoal a pessoa que editou o jornal ela estava dizendo e querendo que o leitor entender qualquer leitor
futuro um misturador o qualquer Pessoa que leia essa entender se aquilo que a pessoa tava dizendo naquele momento é diferente das cartas as cargas são da tensão testemunhos são depoimentos involuntários por quê porque está dando informações para uma pessoa específica é confidencial ele não quer que todas as pessoas saiam daí a possibilidade do da mente e do erro da inexatidão se diferente e os testemunhos voluntários por isso é preciso ficar atento nesse tipo de Separação tá então testemunhos um vontades não tem o objetivo de fornecer informações marca doal falava de uma forma prazerosa desses indícios
que sem premeditação o passado deixa cair ao longo da sua caminhada uma correspondência privada com meu caso que o que eu citei um diário verdadeiramente íntimo da contabilidade de uma empresa a certidão de casamento as declarações de sucessão assim como objetos e imagens dos cavaleiros de ouro encontradas nos Túmulos micênicos os restos de argilas lançados em grutas do século 14 ou os pedaços de metal encontrados os buracos abertos pelos obuses são os mais escuros são mais destrutivos do são mais destrutivos do campo de batalha de verdun da primeira guerra mundial o voluntário fabricado ter falsificado
da trincheira das baionetas ou seja é imagine alguma pessoa não pega esse caso que marco do apresenta uma pessoa que estuda a primeira guerra mundial há uma Coisa são os registros oficiais do soldado sobre o que aconteceu num determinado trincheira outra coisa é a carta que um soldado escreveu para sua amada para sua mãe e seus filhos contando dos horrores que ele viveu na guerra da série um ele vai exaltar a coragem dos soldados ele vai exaltar a a força dos vitoriosos e tal outro ele vai se desmontar diante dos horrores vividos vividos por seus
parentes claro não necessariamente assim mas eu tô dando um Exemplo do que pode acontecer a gente perceber o tipo de testemunho tipo de informação porque determinado dependendo do tipo de testemunhos é voluntário ou involuntário o tipo de crítica que a gente tem que fazer também é diferente tá outra questão que a gente fica muito ligado há muito tempo quando a gente está analisando a determinadas fontes do passado e desse processo de crítica existe autoridade da linguagem da fonte Tá então durante a crítica das fontes é necessário que o historiador tem mente diversas mudanças ocorridas ao
longo do tempo com os conceitos ou mesmo significado gerais para o autor de um dado documento ou testemunho para significância que temos hoje sobre ele então quando você ganhou destinada a um determinado documento do passado é preciso você perceber que a linguagem deste documento as palavras esse documento tinha um significado para Época que nem não necessariamente tem hoje tá isso é importante por exemplo conceitos como de burguês de direita e de esquerda anticapitalista para determinada a época é diferente dos para hoje e eu dou um exemplo interessante que eu tava discutindo com um amigo aqui
é marxista enfim que tem todo mundo um trabalho voltado para a área da esquerda etc e tal a gente tava discutindo sobre a questão dos conceitos de direita e Esquerda né o problema por exemplo que tem ainda hoje que muitas mais radicais do ponto de vista da intelectualidade marxista não aceitam por exemplo dizer que o pt é de esquerda não aceita dizer que a havia esquerda no brasil na durante o esquadrão militar ou nas vésperas do golpe de estado militar de sete e tal e esse amigo tá usando não não não dá para dizer que
existe uma esquerda no brasil na época do golpe militar e eu defendendo que sim a dilma Esquerda porque é porque o conceito que ele é tá entendendo de esquerda hoje a partir das suas leituras do seu contexto isso enfim vale para uma série de de outros intelectuais enfim de de outras pessoas a maneira como nós entendemos esquerda ou direita hoje depende dependendo do tipo de leitura que a gente faz o conceito que a gente vive não é o mesmo conceito de esquerda da nossa fonte da fonte que está sendo produzida então a Eu eu posso
dizer que não à esquerda no brasil em 1960 não sei é preciso ir e as fontes o que dizem as minhas fontes e aí esse eh ser um grande amigo meu pensamento o irmão é também historiador disso não mas espera aí eu posso eu encontro fonte de fulano de tal fulano de tal fulano de tal e diziam que não tinha esquerdo na época e aí em algum questionamento que a gente tem que fazer sobre a fonte é por isso que já foi espera aí a essas pessoas que você tá Citando e todas narcisistas são são
todas leitores editar o autor de tal autor sol torção então espera aí se você todas as suas fontes dizem a mesma coisa sobre determinado objeto desconfie de onde porque pode ser como eu esse caso que você também é por cima é que todas as fontes todas as pessoas tenham bebido da mesma fonte se elas beberam da mesma fonte as vão chegar à mesma conclusão ou seja é preciso que a gente perceba é a De onde fala o nosso objeto de pesquisa de onde fala nossa fonte quem é a nossa fonte é preciso fazer esse tipo
de crítica né enfim só para chegar à conclusão nesse exemplo contou citando eu a minha defesa diante da argumentação desse meu amigo é de que sim havia esquerda ou eu acho que aves queira que também não sou especialista do assunto porque a noção de esquerda de não haver esquerda que ele tava defendendo a viciada viciada no que não olhar Marxista que entende que esquerda tem que ter o link da revolução etc etc etc quando necessariamente precisa entender as minhas fontes e aí brizola e joão goulart eles o que eles entendiam de esquerda né o que
as pessoas no brasil naquela época entende um de esquerda ou direita porque o conceito muda né é como a gente pega apresenta o conceito de burguesia e proletariado em marx e tentar aplicar exatamente ali do século 19 é o século 21 como se o sistema não Tivesse cuidado como se as pessoas não tivesse mudado como você política não tivesse mudado o próprio conceito de capitalismo por exemplo se a gente pegar alguma fonte que fala de capital que falta de capitalismo no século 19 é completamente diferente de alguém que falte capitalismo no século 21 percebe então
esses conceitos mudam as palavras mudam significado e se a gente não ficar atento a isso a gente corre o risco de fazer interpretação errada é O que pôr fim a uma análise fabulosa de marc bloch sobre os testemunhos é voltando àquela questão esquecemos de marc bloch e aí eu começo com uma uma reflexão bacana que sobre a crítica do testemunho e marc bloch destaca pelo menos duas perguntas pelo menos duas perguntas que aqui o historiador deve se reter a primeira estará essa pessoa essa fonte que eu tô lendo a ocultar a verdade se esforçar para
reproduzir ela vai ser Capaz né então voltando aquilo que a gente tava falando lá do do volante posta essa pessoa ela tem razões para ocultar uma determinada informação sim não porque e se ela quiser falar a verdade ela tem condições ela viu ela estava lá ele está aqui então esses duas perguntas pelo fato de que alguns testemunhos são mentirosos outros simplesmente ocorrem por engano e o seu autor e aí eles ficam exemplo muito bacana olha só em 1493 que cristóvão Colombo ao desembarcar limpá-los anunciou que tinha desembarcado na nas praias da ásia então e hoje
não sabe que errou é o que pega lá se você pega lá os relatos cristóvão colombo em 1493 falar eu cheguei na ásia 1 e ele tá mentindo não está errado a informação está errada eu não posso confiar naquela informação porque ela está errada e aí o outro caso 1909 o doutor cuca ao desembarcar não sei que porto da europa ou da américa anunciou Que tinha descoberto polo norte nenhum nem outro vocês não eu toco nem cristóvão colombo falaram a verdade mas doutor cook mentia e cristóvão colombo estava enganado um testemunho pode pode pecar por
falta de sinceridade ou por falta de exatidão ou seja a estou com colombo errou no turco mentiu e aí claro né eu não conheço história do troco que mais interessante a gente perceber que a gente precisa saber inclusive se a quando a gente chega à conclusão que as Nossas fontes são dando informação errada se ela tinha intenção de dessa informação errada isso é importante para a maneira como a gente a construir por exemplo a nossa narrativa histórica tá o que ainda sobre a situação dos testemunhos né não dá para gente simplesmente pesar os números de
relatos os números sobre os sobre os relatos por exemplo a marca bota um um exemplo extremo de interessante sobre um acidente de carro ele o seguinte suponha Que dois carros se chocam na rua três pessoas viram mas foram para foram para casa sem dar testemunho na hora em casa inscrever no seu seus testemunhos então imagina a situação tem um acidente pra três pessoas viram nenhuma deu o testemunho na hora cada um foi para sua casa e lá na sua casa registrou esse tema regressemos aos nossos três relatos do mesmo acidente e comparemos como comprar como
comprar um historiador dois deles afirmam E afirma um fato que o terceiro nega vamos alinhar sem mais reflexões pelo lado do número não a crítica histórica não tem que se dar a raciocínios aritméticos então mas não situação dessa você tem três testemunhos sobre determinado fato dois dizem uma coisa outro diz outra completamente diferente daí eu vou preço por quê porque dois disseram uma coisa e o outro disse outro que os dois estão falando a verdade ou tu tá mentindo não não posso né a Crítica não pode não pode faltar simplesmente números olha outro exemplo que
ele cita dez pessoas garantem que o polo norte que no polo norte o mar se estende livro de gelos e o almirante peperi que os gelos desse mar são eternos acreditem perry e continuaria acreditar se os seus opositores fossem cem ou mil pois foi ele o único homem a ter visto o polo vendo axioma latina dizia no 17 com grato os testemunhos pezão se não Se contam olha esse exemplo interessante que está da claro que quando ele escreveu isso aí na década de 20 o daqui na década de 30 o única pessoa que tinha chegado
ao polo norte foi esse tal de um grande perry e ele disse olha se mil pessoas me dizem que no polo norte é no mar não tem gelo e a única pessoa que foi lá e que viu diz que tem gelo o peso dessa testemunha é maior do que as das outras mil percebem que não tem a ver com números não pode tem a ver não pode Ter a ver com números por exemplo nesse caso que eu tô soltando para vocês de santa dica no testemunho de várias pessoas dizem que ela é se amasia vá
com vários homens e descer e tal que enfim né que ela tinha relações sexuais com homens enfim e no testemunho dela dela especificamente ela disse que não que ela não não teve relação a mais mas que foi estuprada no dia da invasão do movimento pelo tal do cacheado né o testemunho dela tem o Mesmo peso que de outras pessoas não pode ter o mesmo peso né o testemunho dela sobre um determinado evento acontecido ali ela que viveu o evento ela que estava ali ou sei lá de um outra pessoa que participava do movimento tem o
mesmo peso de outras pessoas que ouviram falar não não pode ter o mesmo peso tá porque a é preciso analisar o lugar de fala das pessoas e a capacidade que essas pessoas têm de dizer ou não a verdade e os interesses delas inclusive Tá outra questão importante é a separação dos testemunhos marc bloch pondera que não se pode separar os testemunhos como se fossem simplesmente bons ou maus nas em sua totalidade cada testemunha apresenta as suas falhas mas também suas contribuições não dá para quem simplesmente pegar por exemplo no caso que eu tava falando sobre
ditadura militar eu não posso pegar uma pessoa para e depois que pela esquerda que tem um Olhar mais mais voltado para a esquerda o que é marxista de sete enfim é vai desconsidera a simplesmente todos os testemunhos dos militares por exemplo dentro do documento torvi o que foi produzido um pouco depois do fim da ditadura militar não pode com bismarck do ar página 25 um testemunho não constitui em todo o indizível que devemos declarar verídico falso para fazer sua crítica com vender com o polo e nos seus elementos e serão postos à Prova um após
o outro tá então não dá para simplesmente descartar o testemunho dos militares porque eu não gosto dos militares como também uma pessoa da da área de direito não pode descartar os testemunhos de um militante de esquerda que foi preso torturado e de certa porque eu não gosto da esquerda enfim não posso descartar um testemunho simplesmente dizendo que ele é bom o que ele é mal na sua totalidade todo testemunha E é importante todo testemunha tem questões importantes que podem contribuir para sua pesquisa desde que você trate com a crítica necessária e o significa que o
método da crítica de um testemunho parte do princípio de que devemos devemos decompor testemunho partes e analisar cada uma delas em suas contribuições e falhas em suas verdades em verdade a gente precisa de compôr depurar cada testemunho e não simplesmente ignorá-lo ou a catalão na Sua empresa porque a gente gosta ou não gosta um determinado sistema nós temos portanto eles falham eles têm as suas falar isso é fácil e o historiador precisa tá a tentar isso é e segundo marco bom existem pelo menos dois tipos de falha no testemunho à memória ou atenção aí mora
que é por natureza fraca e faltou as e atenção que é dado a certas coisas e outras não evidentemente na página 21 marco.de antes de aceitarmos um testemunho procuramos Determinar quais são os fatos e aí dá atenção da testemunha e quais os que pelo contrário poderão ter escapado então quando eu pego um determinado testemunho e eu preciso pensar quais os tipos de fato que poderiam ter chamado atenção dessa pessoa você é uma pessoa religiosa por exemplo a um movimento começo de santa dica que tipo de fato chamar a atenção dela uma sessão espírito mas não
uma uma pessoa católica que vai a uma Sessão edita na época como espírita né que é condenada na época de alegria e já que tem uma série de questões que em voltas nesse contexto tipo de detalhe chamaria atenção que tipo de tarde passaria despercebido né para ela ou por um engenheiro para uma pessoa analfabeta é preciso entender quem é a pessoa para entender também e pensar que tipo de fato poderia ter passado desapercebido não né que tipo de fato poderia ter chamado a sua atenção ou não a memória é Claro que a gente pega no
caso desse santa dia por exemplo eu trabalho também com entrevistas orais feitas por um outro historiador aqui também o momento daquele de 80 é chamado lauro de vasconcelos e ele transcreveu algumas algumas entrevistas que fez com pessoas que viveram na época que viveram um movimento e 925 então ele fez m985 entrevista sobre 1925 são 60 anos eu posso confiar plenamente em todas as informações não porque são 60 anos de Diferença entre o que aconteceu e o pessoal tá lembrando simplesmente lembrando por outro lado claro a atenção tem um por um lado a memória por outro
atenção como eu tava dizendo aquilo que pode chamar atenção que pode passar desapercebido pelo objeto pelo a fonte você é canalizada e aí um exemplo interessante que marc bloch trás na página 27 um médico trata um ferido entre ao rhogam ao mesmo tempo sobre o ferimento que ele examina todos os dias E sobre o quarto do doente e sobre o quarto do doente que tá a todos os dias mas é o qual por certo só lança olhares distraídos acreditaria mais nele quanto ao primeiro ponto e contra o segundo então é só pode fazer o interessante
é que o marco mortais imagina um médico que vai examinar um determinado paciente se você chega teresina examinou pacientes no seu consultório de 7:30 se você perguntar sobre para o médico sobre o paciente a Sua doença enfim as suas convalescenças etc é o médico vai te dar alguns detalhes se você perguntar para o médico sobre o ambiente que estava ali sobre o quarto sobre a roupa que a pessoa estava usando o sobre o um detalhe o outro do consultório ele também vai te dar alguns relatos ter marca do ar vou dizer eu confiaria muito mais
no relato deles sobre o paciente me sobre o quarto porque porque duran e o atendimento ele está focado na toda A sua atenção na doença do seu paciente não no quarto não no consultório você percebe isso é o tipo de crítica a gente precisa fazer com relação aos testemunhos a as informações as nossas frases e se a pessoa que tá falando sobre isso que tipo de atenção ela está dando nesse momento a esse evento ok portanto os falsos testemunhos assim como as lendas folclóricas etc podem ser tomados como objeto de pesquisa como sendo forma de
conhecermos discurso ou Se problematizando as razões que levaram a tais relatos então não tem problema também eu simplesmente pegar um relato falso uma mentira contada enfim uma fake news produzidas e utilizar como fonte desde que eu problematize isso ou seja desde que o meu trabalho seja sobre ou pelo menos a minha interrogação seja o porquê da mentira e não simplesmente aceitação da é bem veracidade em determinada determinada informação de determinado Sistema ok a por fim e aí já quase chegando as conclusões eu trouxe aqui que eu achei muito legal do josé dias passam barros professor
da ufmg um roteiro que ele propõe para análise de fontes que ele chama de a lógica portanto das fontes com as com a gente tem que ter alongado e aqui os trago essa sugestão de maneira muito muito sugestiva mesmo que eu acho interessante para você que vai trabalhar com as suas fontes não pesquisa histórica a primeira Coisa primeiro passo ele tá coloca uma opcional mas que eu diria que é quase que obrigatório né uma história da apropriação historiográfica da forte então você vai estudar ditadura militar você precisa fazer um levantamento sobre presença vai trabalhar com
um viu né esse documento produzido pelos militares no final da ditadura militar quem escreveu sobre isso quem já produziu algum trabalho acadêmico perdão algum trabalho acadêmico sobre isso Se você precisa ler quem já produziu sobre a sua fonte para ter outros olhares sobre o forte a intenção primeiro passo importante o segundo descrição das fontes descrição minuciosa né o que que essa fonte me diz o que que essa fonte propõe é essa fonte a parte estética da fonte ou seja a crítica interna parte interna do ponto de vista do conteúdo enfim a descrição descrição descrição mesmo
da fonte terceiro passo o contexto ele atualmente Uma história da forte qual o contexto qual foi produzida no 925 913/914 985 em qual contexto essa fonte por foi produzida tá contexto e rico contextualização dos acontecimentos informações a que ela se refere são a sua fonte está falando sobre o movimento santa dica pregão recontextualizar quais são as outras informações históricas sobre isso para comparar com as informações que a fonte está dando né ou é sobretudo militar é sobre o fim da Primeira guerra mundial é sobre enfiar o que a romaria de trindade qual o contexto não
é quase outras informações históricas para poder comparar e contrapor as informações da fonte passo importante seguinte a polifonia das fontes da das fontes quem fala quais são as vossas quem são as pessoas que falam nessa forte um processo-crime hora fala o promotor hora fala advogado hora fala a testemunha hora fala o acusado quem são as pessoas que estão falando quem tá Escrevendo e determinado o jornal quem são os editores quais os interesses né você já é identificar as vozes isso é fundamental para se entender a fonte signo adiante a busca de dialogismos explícitos e implícitos
existem diálogos implícitos ou explícitos e implícitos quando você pega apresenta o processo-crime tá explícito mas prazer quando você pega um jornal que falam que que traz um determinado notícia é e essa notícia dialoga pra A notícia de outros jornais estão diálogo implícito né o dialoga com outras informações com outras dívidas de outras fontes quais as fontes quais informações que diálogo implicitamente umas com as outras e aí isso tudo dentro da crítica interna tá a crítica da veracidade dos mediadores é aquilo que eu disse as pessoas que estão dizendo isso nessa fonte as tem condições de
falar a verdade as tem interesse em falar a verdade ou em mente por fim Indicação identificação dos instrumentos e procedimentos de mediação ou seja é quais são os instrumentos de mediação dessas informações a pessoa estava lá ela está dando um testemunho por meio de cartas ou ela tá dando um testemunho ao vivo no processo criminal a é um jornal existe qualquer um meio de produção dessa informação e pela ação pela fonte que você está lenta e por fim para finalizar a recuperação das redes de micro poderes Integra audiologista das fontes expressando na simetria entre as
vozes ou seja quais as relações de poder entre quem está falando determinado determinada informação que está recebendo enfim um processo-crime isso fica muito mais claro mas um jornal coisas relações de poder sobre a quem está produzindo informação e o objeto dessa informação e fica a todos esses são roteiro de passos interessantes e muito bacana para quem quer equilíbrio Às vezes até tem por obrigação é produzir histórias mamografia seja no mestrado doutorado num projeto de pesquisa é produzido na produção das informações faça né isso tudo a crítica das fontes e sem essa crítica das fontes é
impossível produzir uma história plausível as conclusões em santa na sala é traga conclusões trazendo mais uma vez citando mais uma vez maqbor a página 73 a história fazer assim fatos e qualquer Historiador tem obrigação de produzidos para confirmar as suas afirmações então a história mas assim fatos mostrados tem produzir esses faz e produz por meio de fortes tá a solidez do texto histórico ou seja só admissibilidade científica dependerá do esmero que tivesse aplicado na construção dos fatos portanto o aprendizado do ofício insilio simultaneamente sobre o método crítico do conhecimento das fontes ea prática do questionamento
é necessário aprender Simultaneamente a tomar notas corretamente a ler corretamente um texto sem invocar sem ser equivocar sobre o seu sentido suas intenções e seu alcance além de formular questões o verão questões pertinentes daí a importância atribuída na avaliação dos pesquisadores do trabalho de primeira manta a indicação das fontes das referências em breve a tudo o que de maneira apropriada é designado como um aparato crítico para sua grandeza ou Sobrevivência a história não suporta as precisões acho maravilhoso é maravilhosa essa reflexão de marc bloch a história não suporta as imprecisões não dá para gente é
ser leviano nas afirmações que a gente faz com os nossos trabalhos uma data uma referência são verdadeiras ou falsas não se trata de uma questão de opinião e para contestar determinado a leitura da história é necessário produzir outros fatos outras datas e referências essa reflexão para finalizar Eu acho maravilhosa não se trata de opinião quando a gente fala de história ou uma data uma referência uma informação ou ela é verdadeiro ou é falso e a racco misturador na sua interpretação isso não é problema você pode interpretar diferente outras pessoas desde que essa interpretação esteja baseada
em fontes que passou por um crivo é crítico que passou por um processo metódico de ur estica de Crítica interna externa e de interpretação essa interpretação ela precisa tá baseado nisso e uma pessoa quiser contestar sua afirmação a sua interpretação não tem problema nenhum mas é necessário produzir outros fatos ou seja outras datas outras referências portanto com outras fontes que provem que as fontes que você leu o a maneira como você leva as suas fontes está errado isso a história isso a ciência não é opinião né não é o achismo e sua História enquanto ciência
meus queridos agradeço a atenção de vocês atenção a paciência o acompanhamento que vocês têm feitos a esses vídeos desejo profundamente e aqui essa aula tem contribuído com a formação com as pesquisas com a capacidade de vocês como historiadores com professores de história ou como amantes da história enfim curta o vídeo curta o canal ajude a gente divulgar esse trabalho não só agora nesse período De quarentena que eu trabalho obrigatório das aulas mais a transformar isso em um projeto maior que leva o conhecimento histórico para além dos muros da academia por fim desejo que você esteja
bem e que você permaneça bem e até a próxima aula um grande abraço