entrevista com Dávila Olá bem-vindos toda semana temos um encontro marcado para falarmos sobre os assuntos mais importantes do momento e sempre com um convidado especial um dos maiores gargalos de competitividade no Brasil é a péssima qualidade da nossa infraestrutura estradas esburacadas energia cara aeroportos e portos congestionados e saneamento básico precário são sintomas de um país que necessita urgentemente de investimento para sair do atoleiro da Baixa competitividade o investimento privado vem mudando Essa realidade os modelos de privatização concessão e parceria público-privados vem atraindo bilhões de reais e permitindo avanços importantes nesses setores e na atual fase
de baixo crescimento econômico o investimento privado em infraestrutura pode ser a tábua de salvação para a criação de negócios geração de empregos e melhoria da qualidade dos serviços públicos e para falar sobre esse tema Vamos conversar hoje com Camilo Fraga fundador e diretor da hower um dos maiores grupos empresariais na área de infraestrutura e que já tem no seu currículo cerca de R 115 bilhões deais em projetos modelados Camilo seja muito bem-vindo a uma entrevista com Dávila Obrigado Felipe é um prazer muito muito grande est aqui Camilo vamos começar pela Esperança certamente investimento em infraestrutura
pode ser a boa notícia de 2025 vários projetos vem sendo feitos nos Estados Principalmente nos governos estaduais como você vê essa onda de investimento de infraestrutura os juros altos prejudicam ou não Ou as pessoas estão mais entusiasmados com os contratos de longo prazo com os tipo de concessão e privatização nós tivemos um ano passado muito positivo da infraestrutura né tanto a pauta Federal quanto a pauta a pautas dos Estados dos governos subnacionais também prefeituras muito aquecido então a curva de juros agora modifica obviamente esses projetos pro ano de 25 e pros demais anos mas a
gente acredita ainda muito nesse setor houve uma transformação dáva muito grande principalmente com a criação das debent incentivadas que foi uma mudança Econômica né financeira para a abater o imposto de renda de quem aplica a infraestrutura isso criou um novo mecanismo de financiamento da infraestrutura hoje nós temos um número muito superior de investimento privado em relação aos investimentos públicos diretamente em infraestrutura e boa parte disso se deve a essa mudança das debentures incentivadas então eu acredito que a despeito da da taxa de juros que obviamente é sempre um problema ela vai vai impactar tanto na
financi abilidade quanto na tarifa né provavelmente dos projetos mas nós temos um um um Horizonte ainda bastante esperançoso e de muitos projetos eh em modelagem e que estão para execução para leilão agora no ano de 25 agora uma coisa que mudou muito desde a lava-jato as obras de infraestrutura foram na verdade o epicentro dos escândalos e depois dos escândalos da lava-jato mudaram muito as regras de governança as modelagens o que que mudou tanto que agora os profissionais entraram nesse jogo e mudaram completamente o panorama do investimento em infraestrutura no Brasil a a hower é de
2015 Dávila então a gente viveu Exatamente esse renascimento vamos dizer assim do setor de infraestrutura não mais dependente dos grandes grupos construtores né E se independente agora o que a gente sempre diz de Capital não porta em qual área se o projeto é financeiramente viável e bem estruturado com capacidade de garantia pelo poder público esses projetos são viáveis esses projetos TM retorno e agora então com uma estrutura financeira adequada eles têm outra estrutura de governança Essa foi a a a principal mudança dessa matriz e uma coisa que acontecia na lava-jato e não mais é tão
presente ou não mais presente agora é que os grupos não não necessariamente Estão interessados na obra exatamente Estão interessados na concessão no projeto de longo prazo opção né na operação então para para boa operação melhor o maior investimento o investimento mais adequado no momento inicial dos projetos e não ficar ah tendo a importância de construção e de ganhar no início do projeto que eram a marca dos dos projetos anteriores na antes da lava-jato É verdade vamos mergulhar nesse ramo da infraestrutura porque eu acho que tem coisas distintas vamos começar pelas rodovias rodovias nós tivemos os
estados eh privatizando e com muito êxito né o governo federal lá atrás vacilou muito lembra era o menor pedágio tal e acabou essas concessões não ficando em pé e hoje nós temos o governo federal modelando praticamente 16 estradas que devem lançar Pelo menos é o que o ministro Renan filho disse neste ano então fala um pouco sobre essa modelagem especificamente de rodovias foi o exemplo do sucesso dos estados que acabou modificando a concorrência das rodovias federais ou não eu eu eu creio que um uma ótima coisa que o ministro Renan eh é mérito da da
gestão dele também foi a continuidade dos projetos nós tínhamos muitos projetos em modelagem que foram continuados isso é fundamental Porque no final nós não estamos tratando de projetos de governo nós estamos tratando projetos de estado são projetos de 30 anos né então esse esse é o mérito a desse governo a a continuidade dessa política ou ou ocorreram mudanças ocorreram ajustes e que são importantes e relevantes né uma um ponto que a gente houve uma mudança eh crucial E aí havia sempre uma competição digamos assim competição entre aspas entre a ntt e artesp antigamente eram as
duas únicas agências que li citavam a leilões de rodovia né e a gente tinha o modelo de Ant com menor tarifa e o modelo artesp com maior outorga fato é que o modelo de maior outorga foi vencedor nessa competição ou seja os projetos são muito mais saudáveis estruturados projetos que estão performando nós tivemos na etapa três eh de concessões rodovias federais no governo Dilma de cinco projetos a apenas um foi eh permaneceu e é e é viável quatro com problema e agora passando por momentos de relicitação Então mostra um pouco essa comparação agora nós temos
uma uma um outro modelo também que é já agora no governo Lula e no Ministro Renan que foi a a simbiose entre um pedaço de menor desconto na tarifa e daali em diante outorga que também se mostrou adequado e que foi adequado em vários outros estados também então acho que hoje talvez a a talvez não sem dúvida a questão financeira por ter tanta relevância Ela acabou também contribuindo para que o projeto tivesse uma melhor estrutura no seu leilão Porque não adiantava nada diminuir tarifa E aí o projeto ficar inviável e não ter financi abilidade hoje
um projeto precisa de financi abilidade para ele ir a curso Com certeza bom um dos estados que vocês estão atuando nessa área de rodovia é Mato Grosso né E tem essa combinação híbrida né de ferrovias federais com estaduais como é que está sendo lá porque lá vem sendo um caso de sucesso é eu eu eu sou um apaixonado pelo Mato Grosso hoje inclusive um dia muito importante pra gente porque nossa primeira reunião em Mato Grosso ocorreu no dia 11 de Fevereiro de 2015 então tem exatos 10 anos que a gente de alguma forma começava numa
Mato Grosso a gente teve um papel importante lá a na sinfra a gente até hoje presta muito serviço paraa sinfra para também paraa MTP e agora estamos participando desses lotes ah com como um grupo investidor nós tivemos o momento Ah não mais agora de modelagem e agora vamos atuar com a vetor que é a nossa empresa é o nosso braço de investimento e mais um grupo exatamente somando grupos construtores e financeiros nesse grupo para participar dos leilões do Mato Grosso e creio que o Mato Grosso se tornou de fato o maior canteiro de obras do
Brasil seja por investimento público diretamente a o governo teve uma uma ótima decisão que foi a a o investimento na BR 1663 um dos projetos dma fracassados a época contratualizados com a Odebrecht né o governo do estado assume a concessão um caso totalmente distinto né a ntt passa em então o controle pro estado o estado decide assumir e fazer os investimentos e pelo que tudo indica a o desejo do estado é depois retomar um novo processo aí licitatório já com os investimentos com capex o grande capex já investido nós estamos falando do eixo principal do
do agronegócio nacional que liga Sinope a Rondonópolis é a BR 1663 né são vários quilômetros de duplicação de rodovia uma rodovia principalmente responsável pela pela escoar a nossa safra né e e isso é é importante a ligação dos modais né os modais precisam estar interligados como é que está sendo feito por exemplo no caso lá com ferrovias e as rodovias justamente para escar safra perfeito lá lá nós temos acho que a junção exatamente desse capital privado do Capital público investidos pelo governo do estado e também por concessões federais né então esse somatório se dá a
nova infraestrutura do do Estado do Mato Grosso e a nova infraestrutura do agronegócio Brasileiro né Nós temos uma uma uma ferrovia eh operada pela rumo construída de Rondonopolis que está em construção de Rondonópolis até Nova Mutum primeiro tramo ela chega até Sinop Então essa nova Rodovia ferrovia em construção muda o eixo novamente tanto pro lado leste do Estado mas princi mente nesse eixo Norte Sul que nós vamos de Rondonópolis a de Sinope até Rondonópolis ele vai est buscando a soja mais próximo digamos assim e diminuindo obviamente o frete essa essa que nós temos sempre lembrar
Felipe é custo custo Brasil né uma ferrovia mais próxima do centro de plantio diminui o custo final da da soja Esse é um dado que a gente tem que sempre lembrar e é um dado que a gente mostra muito nas modelagens é mais barato termos uma Rodovia concessionada e que o usuário paga pedágio para o produto final do que uma uma uma uma Rodovia administrada pelo poder público entendi porque ela vai ter o pneu vai furar o caminhão vai quebrar ele vai ter mais atrasos vai demorar mais e isso é custo né com a rodovia
mesmo pagando o pedágio esse valor fica mais barato ao final então e esse essa esse mecanismo eu acredito que o Estado do Mato Grosso e na verdade O agronegócio entendeu bem eh precisa do investimento privado esse investimento precisa ser remunerado isso diminui custo e no final nós nós estamos falando exatamente o que você que você fez na chamada do do do programa diminuindo a a a o lapso gigantesco que existe entre o tamanho do nosso país do ponto de vista econômico e o que que a infraestrutura entrega né correto não sei se se só para
Desculpa só me alongar nisso mas é eh o tamanho desse lapso né dependendo do dólar aí nós somos oitavo 9º 10º posição PIB né E nós somos e relatório interessante o relatório do FMI de 23 acho que o de 24 ainda não tá pronto pelo menos não vi o de 24 mas o de 23 Com certeza o Brasil é a 55ª posição e infraestrutura então pra gente ficar no mesmo lugar que a gente é do ponto de vista econômico nós temos que subir 45 46 47 posições Então e e aí a gente quando a gente
se compara exemplo países que têm essa maior estabilização entre eh desempenho econômico infraestrutura né a a Austrália Tá bem tá bem é interessante a gente comparar isso ela tá 14ª 15ª economia mundial e 14ª melhor infra estrutura então Isso facilita o desempenho econômico e que dá competitividade então é é essa essa esse esse é o tamanho do nosso gargalo de infraestrutura no Brasil e por isso que a gente acredita muito nesse nesse trabalho de desestatização agora para essas centenas de bilhões de reais que nós precisamos de investimento para fazer com que o Brasil saia dessa
péssima posição lá de quo lugar para ao 9º 10º que é o que deveria perfeito além das boas modelagens nós precisamos de segurança jurídica dos contratos né Eh as pessoas precisam acreditar que ao fazer o investimento de longo prazo que contratos serão respeitados e não serão revistos infelizmente no Brasil nós vivemos numa fase de muita insegurança jurídica principalmente em relação a contratos como é que isso Está pesando nesses investimentos de infraestrutura Felipe tem uma uma uma uma história um caso eh comecei minha minha minha atuação profissional na área de infraestrutura há há 20 anos atrás
mais ou menos e eh tive a oportunidade de visitar a Unidade de PPP eh do governo britânico que é que é o berço de tudo isso que nós estamos falando a revolução né que a tater eh construiu e que depois foi muito utilizado pelo governo Tony Blair né quem mais assinou contratos de PPP foi o governo Tony Blair não o governo ta mas era era o início né e eu me lembro que um dia lá na na conhecendo a gente perguntou para o secretário da unidade eh a questão das garantias Como é que os projetos
têm garantias né porque esse é o grande problema que hoje do ponto de vista da segurança jurídica a gente tenta diminuir essa instabilidade da segurança com estrutura de garantia né E aí ele não entendia a minha pergunta eu falei assim poxa será que eu tô com o inglês ele não tá perguntando E aí depois de uns minutos ele falou assim não mas A Coroa Aí ele usou essa expressão a coroa cumpre os seus deveres desde 1549 1649 revolução chomel 1649 falei a coroa britânica cumpre des os seus contratos desde 1649 e depois ainda tem no
no Bill of rights lá 16 89 40 anos depois uma menção clara a a esse a esse essa necessidade de se cumprir os contratos né Então olha olha o o tamanho histórico né que a gente tem então acredito que o o o principal mecanismo hoje Felipe são as estruturas de garantia de alguma forma as estruturas financeiras contribuem para essa também essa estrutura garan de garantidora de projetos uma vez que que se eu tenho uma debenture de infraestrutura eu tenho debenturista lastreada em milhares de pessoas então eu eu não não dou o cano em uma pessoa
eu dou um cano em uma estrutura gigantesca ali e que lastreada muitas vezes por grandes instituições financeiras Então essas e esses mecanismos de garantia quando a gente tem contratos de concessão comum né os de rodovia hoje nós temos já algumas matrizes de risco muito melhores organizad onde a gente pode melhor balancear o risco por exemplo de de tráfego uhum a mesma coisa de concorrência de modais é o exemplo que você tá dando vai chegar uma ferrovia numa rodovia lá no Mato Grosso você vai impactar a rodovia Claro que vai e se isso não tiver previsto
no contrato como é que como é que vai ser reorganizado o contrato né Então essas estruturas Estão melhores acontece o mesmo também as estruturas principalmente de risco né Elas estão melhores executadas nos nos contratos de saneamento por exemplo né e e a gente tem agora inclusive para caso de saneamento você ainda não entrou nessa pauta mas só para falar um pouco um grande risco que é a mudança da legislação tributária é o saneamento não não foi taxado no grupo de saúde lá né não foi qualificado como grupo de saúde o que vai aumentar eh a
taxação sobre o saneamento que é uma coisa que é serviço né é serviço e e e louco né porque é Talvez seja uma das políticas mais importantes de saúde que a gente tenha Ah pra população mais carente que é o saneamento Mas então essas essas melhorias nas matrizes eh de risco e esse melhor ah arredondamento digamos assim das modelagens eu acho que com a melhor financi abilidade dos projetos dão hoje mais estrutura dão mais garantia aos projetos agora esse pesadelo tem de recorrer à justiça e ter um final incerto que é o Na verdade o
fulo da insegurança jurídica eh uma prática que começa não só no mundo mas também no Brasil devagar é a questão das arbitragens como é que isso está isso está acontecendo com maior frequência nesses contratos de infraestrutura aceitar a arbitragem ao invés de apelar Pra justiça eu eu digo que nós ainda usamos pouco a arbitragem muito pouco essa essa seria a melhor resposta nós temos poucos casos ainda ah de sucesso em arbitragem Porque infelizmente nós estamos acontecendo que ao final de arbitragem retornamos ao processo judicial né então Eh esse esse é um processo ainda de fato
tenso digamos assim porque ele não não não está resolvido nós não temos grandes experiências né mas ao mesmo tempo Felipe por isso que eu disse lembrando um pouco falei sobre o tempo a a estrutura nós temos pouco tempo de projetos desse tipo né então a temos pouco tempo há pouco tempo atrás nós tivemos a primeira vez de uma Rodovia relicitar ao final da sua concessão primeira delas Salvo engano foi a Ponte Rio Niterói Uhum Então um uma construção capex lá ainda do governo militar concessionado finalizado o contrato contrato que teve inúmeros eh eh inúmeras questões
reequilíbrio grandes aumento o acesso da ponte Rio Niterói foi totalmente modificado tanto do lado da capital quanto do lado de Niterói isso tudo tava dentro dessa primeira fase e um segundo processo com uma tarifa diferente né Eh licitada e vencedora com um concessionário diferente então Eh quando a gente vai vislumbrando isso você mostra aqui ó já encerrei 30 anos de contrato e começou-se um iniciou-se agora um novo contrato a gente tem poucas experiências ainda desse tipo né então ah por isso que a gente acredita que o setor de infraestrutura ou o chame também um setor
de desestatização é um setor que tem ainda um caminho muito vasto de investimentos no Brasil Você acabou de falar do da questão tributária né Principalmente no saneamento mas o o Brasil ao dotar o imposto de valor agregado parece que a regra vai se tornar um pouco mais parecida com dos países desenvolvidos e talvez isso vai resolver um gargalo importante que é a judicialização tributária no Brasil que é gigantesca né Nós estamos falando de 75% do PIB aqui contra 0,28 do PIB da Média da ocde então assim é um negócio que impacta muito investimento né Sem
dúvida E aí eu queria tratar desse tema importante com você de saneamento porque depois do da do novo Marco do saneamento parece que esse investimento eh em saneamento começa a acelerar mesmo aqui em São Paulo nós tivemos a a venda da a participação da Sabesp aqui do Governo do Estado né e é uma dívida Social e Ambiental que nós temos né quase metade da população não tem esgoto tratado E e essa é uma dívida que evidentemente nós precisamos eh resolver rapidamente eh e saneamento me parece uma modelagem mais simples na verdade você tem que coletar
água e limpar água dar água limpa potável e tratar o esgoto e dar esgoto Então me parece uma coisa mais simples e com o novo Marco do saneamento você está esperançoso que essas concessões ou privatização parceria pública privada vão resolver essa questão de acordo com o Marco que já determinou a data de universalização do saneamento até 2033 Felipe eh a gente teve na própria H um crescimento gigantesco eu posso mostrar isso pela pelo número de consultores na área de saneamento né Nós temos um time muito grande hoje saneamento isso não ocorria TR 4 anos atrás
né Eh esse esse crescimento se deve Sem dúvida nenhuma pelo Marco né Isso é é inquestionável é um avanço significativo da legislativo brasileiro mas com impacto real né ah esse investimento tá sendo feito e de fato impactando milhares milhões de pessoas né esse ano de 25 nós vamos ter a primeira vez que o número de concessões privadas e de saneamento em número de usuários é maior do que o público Hum então nós já temos essa virada então você vê olha como é que foi rápido foi muito rápido né esse número Felipe Salv engano posso estar
posso estar falhando alguma coisa era mais ou menos 955 ou seja antes do Marco 95% da do do saneamento se dava por concessões públicas companhias estaduais públicas A grande maioria seja a Sabesp a COPASA cajes quaisquer uma delas né cedai 95% pública 5% privada esse ano de 25 a gente já tem uma virada desse número com o número maior privado do que público então e E isso nós estamos falando de 2 anos praticamente né então acho que esse isso mostra primeiro o tamanho desse mercado o apetite que esse mercado tem né porque senão você não
faria uma mudança tão significativa E aí é uma pauta que nós temos governos estaduais e governos municipais Sem dúvida o papel no ano passado do Governador Tarcísio aqui em São Paulo é o maior projeto de saneamento do mundo é verdade foi a privatização da da da Sabesp essa etapa de desestatização provoca um um número de investimento gigantesco no Estado de São Paulo né esse é um ponto a mesma coisa em vários outros estados né cages no Ceará onde a gente tem a oportunidade de ser o verificador Independente de duas são dois contratos de PPP onde
a a companhia ainda é responsável pela água e os investimentos privados para o esgoto são responsáveis do do concessionário privado né então Sedai né a mesma própria Sedai né Sedai a mesma coisa com os quatro lotes Então são Sedai logo depois da Sabesp um dos Leilões eh dos maiores leilões de saneamento também e a pauta Municipal então várias companhias estaduais já estão se reestruturando né e e passando por esses projetos de maior abertura digamos assim e os as pautas os chamados eh sais os serviços de abastecimento autônomo né existe cada lugar tem um nome mas
é é é o serviço prestado pela prefeitura a a Aos aos munícipes e a gente tem várias aberrações não tem outra outra palavra gosto muito de dizer o exemplo que a gente teve oportunidade de atuar como modelador e agora somos verificador independente que é o projeto de Governador Valadares uhum foi o maior projeto Municipal do ano de 2023 o maior leilão um leilão com quase 400 milhões de outorga o Governador Valadares tem quase 300.000 habitantes e joga 100% do seu esgoto no rio 100% do seu esgoto não trata uma gota que loucura ah população toda
tem acesso à água tem mas joga 100% do esgoto no rio Então qual que é a a o problema capacidade de investimento para tratar esgotos custa lá em caso de Valadares casa na casa de R bilhão 100 milhões de reais nunca o município teria capacidade pelo seu próprio orçamento de executar tamanho investimento né Então essas essas mudanças E aí um prefeito também vai mostrando ao outro né ó Isso é um problema pra administração Municipal nós tem a a satisfação de participar com você lá do do CLP e a gente vê os os vários problemas da
administração Municipal você ainda ter também o problema de água que pode ter uma gestão privada sendo executada e com capacidade de investimento que é exatamente que o poder ainda mais Municipal não tem capacidade de fazê-lo né então é esse é um um terceiro clique eh digamos assim que tá acontecendo e que vai acontecer cada vez mais e que eu acho que nós temos aí Alguns anos ainda de investimentos ah de saneamento também nessa área Municipal agora agora interessante o modelo chinês a a infraestrutura chega antes do do Progresso da cidade né nos lugares no estão
muito nos é é a diferença da 55ª posição para a oitava a gente precisa crescer muito ainda né para chegar no mesmo lugar que a gente tá É então mas eu fico imaginando alguns setores por exemplo matopiba uma região que a fronteira do agronegócio tá chegando numa velocidade incrível produtividade ganhando muito com entrando já soja tal a infraestrutura vai demorar para chegar lá ou você acha que nesse nesse novo espírito dos tempos que a infraestrutura vai chegar junto com o progresso do agronegócio nessa região do matopiba tenho certeza que nós estamos atrasado absoluto uhum eh
primeiro a estrutura hoje do que a gente chama de matopiba já ganhou outros outras siglas uhum a gente fala muito mais hoje do matopiba papá porque o Pará também Principalmente ao sul do Pará ali a fronteira com Tocantins é uma nova área par a Rondônia é uma nova área inclusive com leilão agora próximo o leilão a a Vilena Porto Velho que é uma grande rodovia federal e ali nós temos a conexão com a hidrovia do Rio Madeira Então olha olha como é que do ponto de vista Logístico também vai se mudando o Acre começa já
também com projetos de agronegócio com expansão do próprio Estado de Rondônia né então O agronegócio já tá já tá superior ao matopiba né Já saiu eh hoje nós temos duas experiências muito reais Felipe a gente faz parte dois projetos que a gente teve oportunidade de modelar e hoje participar que é um projeto no Piauí que a Grã do Piauí que é uma concessão de hoje de quase 580 km sve engano 590 quilômetros é é mais ou menos é um pouco menos de 600 km que liga todo a estrutura Sul ali do do ah do Piauí
divisa com Maranhão Então você hoje tem ali uma rodovia concessionada que antes ela ela ela tinha um problema de falta de pavimentação num pedaço Então você fazia a conexão por uma Rodovia 90 Km mais longa porque no meio faltava um pedaço a ser pavimentado então era uma rodovia que tinha uma parte superior uma parte aqui embaixo e o meio não tinha pavimentação então foi um projeto de PPP Salvo engano a terceira ou quarta ppp de Rodovia do país tocada pelo governo do Piauí começou lá com o governador Welliton e foi sensivelmente aumentada agora com o
governador Rafael então você vê também que as a pauta independe de governo do tipos de governo né estamos falando de governo do PT nós estamos falando de um governo do PT e que e que foi muito importante para o agronegócio quem anda na rodovia é a a safra né Eh a gente brinca lá que a a grãos do Piauí ela não tem ela não tem nenhuma nenhum município Nenhuma cidade ela liga safra com safra Que coisa né ao mesmo tempo o Maranhão nós não temos nenhum projeto ainda concessionado de rodovia e muito do que a
gente hoje ah os agricultores produzem no Piauí é escoado pelo Porto do Maranhão então é é isso que eu tô dizendo nós temos ainda locais ah a serem a serem desenvolvidos e que o agronegócio já está E aí a a infraestrutura tem que acompanhar porque senão nós vamos ter quebra de sap ex Hoje nós estamos com um problema ainda muito grande em uma rodovia concessionada que é a BR 1663 Norte vamos chamar assim né Sinop matopiba lá Desculpa eh ah no Pará a gente falou de matopiba é a cidade de vou me lembrar até daqui
a pouco é um pedacinho ali ela sobe ainda eh de Sinope pro estado do Pará ali a gente tem balsas e depois Ah faz uma um novo transbordo Eh que a gente ainda tem problema de de rodovia com problema de pavimentação então existem falhas também no caminho mas voltando nós estamos ainda atrasados para o nosso próprio agronegócio Então esse é um esse é um tema que a hower gosta muito de estudar de entender onde O agronegócio tá migrando onde tá indo e tentar construir soluções mais uma vez de desestatização para isso envolvendo os governos né
agora a Howard vem fazendo modelagem para tantas empresas e tantas regiões Qual a expectativa de investimento em infraestrutura para esse ano de 2025 Nossa Felipe é é porque aí você tem que repartir a infraestrutura em várias né Eh vamos voltar ao caso de rodovias né Nós temos ess esse ano Talvez o maior de todos os anos da infraestrutura brasileira em leilões eh de rodovia né 16 lotes esperados pelo governo federal e muito mais em governos estaduais então o governo Mato Grosso tem seis lotes agora eh em mercado o governo de Minas tem dois o governo
de São Paulo tem três e o governo do Paraná Ainda tem mais dois então ou seja são são nós temos quase que provavelmente um número de um número possível de 30 leilões esse ano que espetáculo em rodovias né isso é uma coisa que nós nós nunca vivenciamos né nunca você imaginar 30 leilões nós estamos falando de três leilões praticamente por mês a partir agora de Março né Nós temos o primeiro de 27 de ma dia 27 de fevereiro agora mais de um por mês mas nós estamos muito avançados então em rodovia e saneamento e continuamos
atrasado por exemplo na questão de portos Por que que portos continua a ser o gargalo tão grande paraa nossa exportação é portos é eh os portos marítimos principalmente aí de novo a gente eh retoma o caso do agronegócio né E e aí a gente tem uma diferenciação do dos tipos de embarcações né embarcações graneleiras e embarcações por contêiner porque elas utilizam rotas diferentes é importante talvez a maioria das pessoas pensar Ah para sair daqui para ir pra China passa pelo Pan o graneleiro não passa pelo Panamá ele dá a volta na África né o de
contêiner passa pelo Panamá Então são situações distintas que não mais uma vez não atendem a infraestrutura que nós temos eh a a demanda que nós temos né Eu gosto muito de dar o exemplo Felipe que a gente tem ainda no maior porto da América Latina que é o porto de Santos problemas de calado é isso isso é hoje não tô dizendo tinha não nós temos problema desse tipo Ah já existem alguns navios de 24 teus 24.000 teus que é são 24.000 contêiners de 20 pés Então você imagina um navio cons entr em Santos de 24.000
ele não atraca em Santos ou precisa esperar lua cheia para atracar PR maré tá alta PR maré tá alta e subir e ter calado o suficiente e e você imagina um um navio desse tipo para ele parar em Santos vindo da Europa por exemplo ele começa a freiar em Vitória Nossa então como é que é você parar um navio falar assim agora deu alo cheio eu vou arrancar o navio e vou aportar tamanho de consumo de combustível E aí no final Isso é falta de produtividade e aumento de custo né porque uma viagem podia ser
muito mais rápida muito mais barata ela é mais cara e mais longa é é isso que nós estamos falando e eu vejo que o seguinte a a área de portos ainda não passou pelo choque de desestatização que a parte rodoviária passa ou tem passado esse esse é um Desafio muito grande acho que acho que por um E aí eh posso Posso fazer algumas suposições né penso que de alguma forma essa estrutura de portos se a gente pensar des desde o governo Fernando Henrique até o momento atual a os Ministérios foram muito subdivididos e a parte
de Portos em geral a ainda deslocada Uhum Então você tinha eh organismos federais de investimento em infraestrutura que tinham rodovias e Portos em conjunto uhum a rodovia tinha a necessidade maior se esperava se deixava de lado o porto né Eh o denit era responsável há pouco tempo ainda por por questões de de de aqu viárias e tal então e tô só T só mostrando que também tem a pauta da organização pública da gestão pública fica a quem pr pra questão portuária isso é um exemplo né e agora eh essa essa nova estrutura financeira das debentures
a estrutura portuária também pode ser acessada isso traz outra condição porque os investimentos ortos são grandes e o capex é um capex relevante então não não há que se pensar que você precise eh de pouco capital precisa de muito investimento né mas precisa de um investimento com capacidade de garantia com capacidade de financi abilidade então eu creio que essas esses novos leilões vão vão ter uma nova agenda a a a agenda agora da da antac e do próprio Ministério também indica isso houve uma também um pouco de continuidade nesses nesse trabalho mas de fato a
gente precisa ainda muito mais e e e você vê onde mais esse potenciais para Portes concentrados nós temos tanto a questão de Santos né Lembrando que eh hoje ah como é que se destina praticamente 50 60% da safra do Mato Grosso ela vai até Rondonópolis de modal rodoviário e uma boa parte vai de ferrovia de Rondonópolis até o porto de Santos Uhum Então essa é uma estrutura que já funciona hoje E aí chega em Santos eu tenho mais um gargalo esse é um ponto né e uma outra parte tá subindo para miritituba Felipe e esse
é o nome do do município que tava me esquecendo e o município de Itaituba Porto de miritituba um porto interessantíssimo do ponto de vista de infraestrutura porque ali é uma uma uma estrutura ah de de Rio né ah e são grandes barcaças balsas levando essa soja e aí a gente tem o chamado arco Norte então nós temos Porto ah do Pará Macapá Maranhão Piauí Ah também do Ceará Porto na Bahia esse arco Norte hoje já exporta aproximadamente entre 40 a 45% dos grãos brasileiros né esse também é um que é necessário ter outro tipo de
investimento principalmente em calado eu acho que se a gente tivesse um direcionamento para resolver a questão de calado ela já seria um passo fundamental ah na na questão portuária bom vamos tratar de um outro tema importante de infraestrutura que são os aeroportos os aeroportos nacionais já estão mais ou menos arrumados Ou foram privatizados ou concessão e deve crescer muito os aeroportos regionais eh você acha que isso está no mapa dos investidores ou o investimento em aeroportos regionais ainda está patinando o investimento é como você disse eu acho que esse esse é um dos dos pontos
positivos do do que foi o evento da copa do mundo né os investimentos em aeroportos foram iniciados principalmente pré-copa e eles entregaram bons aeroportos nós temos aeroportos eh que concorre com qualquer aeroporto eh fora do país né os grandes aeroportos E aí o que a gente tem que talvez começar a pensar e a gente tá eh de fato iniciando esse projetos do ponto nacional dos aeroportos regionais é que o aeroporto Regional ele tem dois pontos cruciais ele obviamente o transporte de pessoas e cargas Mas ele também tem uma questão de saúde pública Felipe e isso
a gente se esquece qual questão de saúde pública para atendimento a urgências e transplante de órgãos Uhum Então às vezes eu tenho um órgão que eu preciso sair do interior e chegá à capital porque ele tem prazo ele tem tempo para aqu ele possa ser utilizado se eu não tiver uma malha aeroportuária para buscar esse órgão eu perco órgão Então esse também é outro lado ah de de um projeto de infraestrutura que impacta na área de saúde né eh e aí esse é um ponto que a gente ainda não tá dimensionando muito adequadamente aí tô
dizendo pensando do ponto de vista da modelagem a gente tá pensando muito mais em área bruta locável de equipamentos de aeroportos né de venda dessa área do que pensar também na questão social que é um aeroporto uhum a gente se esquece disso graças a Deus porque provavelmente nunca precisamos desse desse desse dessa utilidade Uhum mas se você tiver com algum problema de saúde e precisa ser transferido se você tá num aeroporto e acontece algum desastre na parte da noite o aeroporto não tem balizamento noturno você não consegue decolar uhum simples ter lâmpada na pista uhum
né Não então nós não estamos dizendo de grandes investimentos Mas isso acontece eu acho que isso é esse é um ponto que talvez mesclar mais contratos eles não vão ser contratos de concessão comum porque os contratos de concessão comum estão nos grandes aeroportos mas eles precisam ser com arranjo provavelmente de parceria pú privado o estado precisa aportar recurso para pensar uma lógica de utilizar o aeroporto como infraestrutura para porte carga e pessoas mas também para questão de saúde essa é uma dobrada que a gente vê ainda pouco talvez o governo de São Paulo tem foi
feito um um maior número de aeroportos hoje ah regionais né nós fizemos eh foi um dos primeiros leilões ainda a época do Governo bolsonaro quatro aeroportos no Mato Grosso Então hoje Mato Grosso é um estado gigantesco né gosto sempre de lembrar que Minas Gerais Mato Grosso é uma vez e meia Minas Gerais em tamanho né então se você não tiver o transporte aeroportuário né É é impossível você eh querer acessar com com brevidade né então hoje eh já existem aeroportos concessionados também no Mato Grosso né mas precisa deais Então essa mescla aí que eu disse
entre a concessão comum que seria as áreas que são viáveis de exploração de de áreas ao investimento em saúde você diz que a Howard já está atuando desde 2015 nesse mercado de infraestrutura né Uhum é uma coisa fundamental investimento de infraestrutura é a continuidade de projetos não dá para cada vez que mudar um governo jogar no lixo tudo que o outro fez e começar do zero certo eh esse acordo da continuidade de bons projetos e está ocorrendo com maior frequência Principalmente nos estados e municípios eu vejo esse acontecimento maior nos Estados Felipe uhum eh isso
é mais difícil no do no âmbito Municipal uhum eh eh dou o exemplo da da cidade onde eu moro e onde a a sede da haer que é Belo Horizonte nós tivemos um um um desenvolvimento gigantesco eh de contratos de concessão e ppp no governo Márcio Lacerda uhum não é governo já há 16 anos atrás basicamente né E depois não continuado com os outros os outros governos sequentes né Então se esqueceu esqueceu a pauta né a pauta já não tá mais ali a despeito hoje ainda de termos os grandes projetos um projeto de educação as
escolas asumis em Belo Horizonte primeiro projeto de PPP eh de Educação no país né e e nós temos pouquíssimos né você imagina um país que tem 5500 municípios e nós não temos cinco contratos de PPP em municípios diferentes BH Contagem S Paulo eh Nova Lima pouquíssimos contratos posso estar esquecendo algum aqui mas não são não são 10 no máximo né e e e essa é uma pauta que podia ser melhor continuada infelizmente a a a gestão Municipal a gente tem esse esse lado um pouco menor nos governos estaduais eu vejo essa continuidade já muito maior
e principalmente porque o assunto infraestrutura deixou pode ser uma pauta política ela é uma pauta de Desenvolvimento Social do país de desenvolvimento do país e a questão de se ter ou não infraestrutura virou uma questão financeira e de financi abilidade Então essa mudança ah de de patamar deixou a política um pouco a reboque não me interessa se eu sou um governador do PT eh do PSD ou do pl a o problema do agronegócio é igual para para ambos né para para um lado ou pro outro o custo ah do do alimento é um problema para
um e para outro né então isso Isso é uma pauta que nos Estados de fato ela é mais recorrente e a outra coisa essa continuidade é como você falou ela já não é mais política essa pauta essa pauta já se tomou uma pauta de estado eh como é a governança ela continua na secretaria ou foi criado unidades específicas para gerenciar contratos de infraestrutura nós temos os dois casos né Eh a gente gosta muito quando a gente fala exatamente desses locais específicos e de criação de um corpo técnico que dê continuidade porque também é importante o
servidor público que tenha o histórico que conheça o projeto porque o governador vai passar o servidor tá ali né eh e e como é que se dá a continuidade de outros projetos se eu não tenho um serviço público atuando e o que nós estamos acompan ano mais é o crescimento das agências reguladoras né Você tem cada vez agências reguladoras estaduais estaduais o maior número e um robustecimento um fortalecimento das agências estaduais isso é fundamental mais uma vez para que a gente tenha continuidade da política isso tá caminhando né de fato O saneamento também provocou isso
no âmbito Municipal porque você precisa de ter precisa ter ah a a a estrutura regulatória ela está mencionada no contrato e no Marco então é uma decisão Federal é uma decisão da da lei federal do saneamento Então essas estruturas de regulação do saneamento começam a descer pro assunto Municipal e isso acaba impactando por exemplo em outras áreas do transporte coletivo eh são são são áreas que eh estão começando a ser impactadas no âmbito Municipal por conta também do saneamento porque não sei se se você se lembra aí é fácil de lembrar isso todo ano ah
precisa aumentar a tarifa de ônibus é E aí é um decreto do prefeito Uhum E isso é é um item previsto em contrato uhum isso deveria ser algo rotineiro automático né e e esses esses são momentos que sempre são tensos do ponto de vista Municipal se a gente tivesse uma presença de uma estrutura regulatória mais robustecido isso poderia ser mais fácil de ser administrado né e quais são eh exemplos de estados com sucesso que já tem essa essas agências Independentes eh mantendo contratos eh por tempo vamos dizer assim indeterminado né tempo que vai vigorar esse
contrato o estado de São Paulo é um bom exemplo eh é um ótimo exemplo o estado de Minas para o saneamento também é um bom exemplo o estado do Rio Ah nós temos um bom exemplo também no Gover governo do Mato Grosso foi o governador Mauro ah trouxe uma um fortalecimento Grande para para Ager que chamada agência lá eh o Estado do Pará Começou agora por ter sua primeira concessão ah eh de rodovia então começa também o caminho com a atual seinfra e e a agência regulatória Então são são pautas que estão acontecendo e acaba
que ela ela também é empurrada pelo próprio número de concessão se eu não tenho uma concessão rodoviária eu não tenho uma agência que trata daquela concessão se eu tenho Então passa a ter um o próprio projeto começa a empurrar também o serviço público ou o setor público a essa criação isso está acontecendo em vários outros em vários estados a gente tem a gente consegue enxergar isso muito bem Felipe Ô Camilo você vem lidando com governos estaduais e municipais há muito tempo com essa história de infraestrutura e é perceptível que é uma mudança de cultura no
na na Gestão Pública eh finalmente gestores públicos começam a dar mais peso à política baseada em dado em evidência e isso faz com que haja uma mudança substancial né na qualidade da política pública e Na continuidade de boas políticas públicas você tá percebendo cada vez mais isso na ponta que essa cultura de política pública baseada em dado em evidência está na verdade moldando uma uma nova geração de gestores públicos e governantes nos estados e municípios Felipe é é indiscutível esse esse papel Ah que o CLP tem criado e e a Rau eh se sente muito
orgulhosa de fazer parte disso porque é a pauta agora de vários governos estaduais e municipais os novos prefeitos agora eleitos muitos já pensando assim ó meu plano de governo tá aqui os indicadores e do CLP para eu uhum avaliar o o nosso presidente Dr janot fala muito que Gestão Pública precisa ter um placar lá tomou Gol fez gol como é que tá né e a a a gestão marcada por dados e evidência É exatamente esse placar nós precisamos ter isso acompanhado né como é que a o procedimento está o qualquer procedimento público seja ele na
sua em determinada área está evoluindo né Eu acho que isso isso é algo fenomenal importante toda vez que a gente tem Ah o momento de lançamento do ranking de competitividade dos Estados os governadores ficam esperando né ah em que posição eu tô Ah como é que tá a minha parte fiscal Como é que tá a minha parte de saneamento como é que tá a minha parte de infraestrutura Como é que tá a minha parte de educação então eu eu vejo isso muito notório também na área de educação acho que tanto o Ideb né Eh quanto
também os índices internacionais O pisa tem sido acompanhado por um acaso Ontem nós tivemos um um evento Federal na área de educação e prefeitos de inúmeros estados comemorando por ter melhorado as suas notas em relação à gestão anterior né então é é esse é o trabalho exatamente do dado evidência eu creio que esse é um trabalho Fundamental e que vem transformando a gestão pública e dando continuidade ao próximo Esso porque para eu melhorar determinado indicador preciso de tempo não há que se mudar a política e sim executá-la durante mais tempo né então ah essa esse
é algo que a gente tem notado e tem muito orgulho de fazer parte como você tá vendo 2025 com otimismo nessa área de infraestrutura muito otimismo a despeito de toda toda a questão fiscal que é problemática eh isso obviamente impacta nas modelagens vai impactar nos leilões nós vamos provável que Principalmente agora pro primeiro semestre tem um número menor de players participando Porque como é que você compete com tesouro n né Eh deixar o dinheiro aplicado em tesouro ou colocar num projeto de infraestrutura com todos os seus riscos com toda a sua questão jurídica envolvida né
então é é muito mais natural e razoável você ter uma diminuição desse apetite mas e eu acredito muito naquilo que a gente falou no início né a diferença o tamanho que o Brasil tem para se desenvolver infraestrutura é tão grande em áreas nós não falamos ainda de energia e se o Brasil cresce 3% em 3 anos seguidos nós não temos energia Felipe energia então Eh e mesmo com os avanços de vários governos por qu porque precisa de mais investimento então eh essas são áreas que que nós vamos sempre tá tá falando de tá infelizmente atrás
da nossa necessidade né Nós não estamos como chineses chegando com o desenvolvimento antes ali da daquele Progresso daquele crescimento nós precisamos muito crescer então a r fica tem essa expectativa muito grande esse ano é um ano muito festivo pra gente fazemos 10 anos de de empresa uma empresa que nasceu com com servidores públicos saindo do Estado e indo trabalhar na área ah de estruturação de desestatização e passando por esse momento pós lava-jato né e acho que eh temos muita expectativa e e muito otimismo para esse ano de 25 você tava falando da questão de energia
que é o último tópico que nós vamos a que terminar a nossa conversa que é o seguinte o Brasil vem trabalhando muito na geração de energia né Principalmente crescendo eólica solar eh isso vem aumentando bastante agora gás também tornou-se uma outra comodity importante mas ainda nós temos grandes gargalos né Principalmente na H de transmissão eh como é que você vê o investimento especificamente nessa área eh eu eu eu eu eu diria que na área ainda de geração um ponto até um ponto antes nós temos uma pauta que nós temos que enfrentar Felipe cada dia esse
esse debate tem aumentado e ele tá prestes agora a a a ser tratado que é a pauta da energia nuclear sim né essa é uma pauta que precisa entrar na nossa agenda né por dois motivos tanto pela questão de energia quanto pela questão do Fosfato uhum né aí por um acaso Voltamos ao agronegócio uhum nós não temos hoje eh Salvo engano nós não alcançamos 20% da nossa necessidade de fosfato no país hum precisamos importar uhum esse fosfato e nós temos grandes jazidas de fosfato e ela sempre conjugada com o urânio né então se ah Há
a possibilidade de exploração da energia nuclear nós temos também como subproduto aí pode escolher qual é o produto e qual é o subproduto o fosfato e o urânio e o urânio eh nós temos um movimento principalmente americano das chamadas pequenas eh centrais de energia nucleares que são projetos transformadores e que resolv um outro problema nosso que é o de transmissão é pensar um país do tamanho Continental que é o nosso com a produção numa área e e o consumo em outra você não tem a perda de energia essa essa distribuição né A questão da distribuição
e da ligação é é é uma questão crucial que também a geração nuclear pode ser fortalecida dessa forma e a outra coisa é que quando você aumenta a energia renovável principalmente eólica e solar você precisa de fontes confiáveis pros momentos de transição de variação né então nção temos a a biomassa que é uma coisa e gás e provavelmente né energia é nós temos que a a a as as energias sustentáveis vamos chamar assim né ou verdes elas elas não têm intermitência né elas elas têm variação ao longo do dia né então se eu pego solar
eu tenho 12 horas sem sol né ou até mais eh e aí Nessa hora e e justamente no momento noturno é o maior consumo né então você poderia ter eh uma outra compensação por outras energias E aí que sá também a a energia nuclear essa é uma pauta que a gente tem muita expectativa primeiro por estarmos lá no governo do Ceará junto a cajes um investimento grande que tem que ser feita é uma adutora de água para levar até o interior a a água necessária pro projeto Esse é um ponto e por outro lado o
fosfato lá ah a ser a ser Miner no Ceará abastece basicamente uma parte Grande do matopiba Piauí Maranhão o o sul da Bahia poderia ficar autossuficiente de fosfato né e com pequeno transporte Então essa é uma outra área eh que o Brasil precisa precisa discutir com mais tranquilidade e eu acho que existem muitos outros países que t a energia nuclear há muitos anos e a gente precisa entender um pouco mais sobre isso Camilo Que bom que você trouxe esse ar de otimismo para esse ano difícil pra economia brasileira né então é é eu acho que
é pode ser um uma das poucas coisas aí que a gente tem esse otimismo Felipe e é muito bom tá aqui já esse tempo todo falando com você e e o assunto é de fato é uma paxão esse assunto de infraestrutura é é um é ele é também Nacional né Nós tratamos de todas as áreas do país aqui e ele é um impacto Sem dúvida alguma para o país né para o desenvolvimento do país é isso aí que bom muito obrigado aqui por você participar da entrevista com o DV né obrigado foi um prazer muito
grande e a gente fica por aqui e para você que gosta do jeito jovem Pan de Notícias Não deixe de fazer a sua assinatura no site jp.com.br lá você acompanha conteúdos exclusivos análises comentários e tem acesso ilimitado ao panflix o aplicativo da Jovem Pan Obrigado pela sua companhia e até o próximo entrevista com Dávila entrevista com Dávila a opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do grupo Jovem Pan de [Música] comunicação realização Jovem Pan News