[Música] [Música] bem nós vamos continuar aquelas conferências sobre o namoro e como já faz muito tempo da última é bom fazer uma revisão daquilo que nós tínhamos visto nas ocasiões anteriores nós tínhamos visto antes de tudo que o amor pode ser tratado como uma Paixão da alma ou então como um ato da Vontade então o amor pode ser tratado ou como uma Paixão da alma e aqui se encontra o enamoramento ou então como um ato da vontade como Paixão da alma é um sentimento que muitas vezes surge de maneira eh espontânea e é justamente aí
que nós encontramos o enamoramento ou seja esse Sentimento que surge e e que pode também partir da mesma maneira que surge de maneira espontânea pode partir Em algum momento mas é possível racionalizar é possível espiritualizar esse sentimento até que ele se torne uma um ato da vontade até que el torne algo deliberado Escolhido um ato da vontade fruto de uma reflexão a pessoa decidiu amar outra pessoa ela não apenas sente algo por outra pessoa ela decidiu Amar ela deliberou ela refletiu e deliberou e quando se torna um ato da vontade aqui nós encontramos eh aquela
definição de Aristóteles quando ele diz que amar consiste em querer o bem do outro e esse amor definido por Aristóteles nós podemos chamá-lo de amor de benevolência então B ne lência então enquanto ato da vontade o amor consiste naquilo que Aristóteles Dizia querer o bem do outro desejar o bem do outro fazer o bem pelo outro mas São Tomás ele aprofunda essa definição de Aristóteles porque apoiado num filósofo medieval que foi o pseudo Dionísio do começo da idade média apoiado nesse autor esse filósofo Santo Tomás ele percebe que o amor ele é uma virtus unitiva
o que em latim significa uma força unitiva uma força de União então mais que desejar o bem do outro fazer o bem pelo outro Desejar coisas boas bens para o outro mais que isso o amor consiste em dar-se ao outro mais que dar coisas ao outro o amor consiste em dar-se fazer a oblação de si mesmo e esse amor nós chamamos de amor de direção amor de Justamente a palavra direção que vem do termo eleição escolha Então nesse amor o amante se dá ao Amado ele deseja o bem integral do outro E por isso para
realizar esse bem integral que consiste na perfeição e mais ainda no plano Sobrenatural a perfeição Cristã a perfeição da caridade então para trabalhar pela perfeição do outro pelo bem integral do outro ele então se dá ao outro o amante se dá ao Amado a ponto de considerá-lo um outro eu ou seja eu faço pela outra pessoa aquilo que eu teria feito por mim mesmo ou aquilo que eu faço por mim mesmo eu trato o outro como Um outro eu então eu me dou a essa pessoa desejando ajudá-la a realizar o seu bem integral e nesse
amor de dile o amante ama o amado segundo conforme o mesmo amor que ele tem por si mesmo então se ele deseja a santidade para si se ele deseja para si a perfeição Cristã então ele está disposto a trabalhar a se sacrificar para que o outro também atinja a perfeição Cristã então ele ama o outro se segundo o amor que ele tem Por si mesmo o amor que ele tem por si mesmo é a raiz e o modelo do amor que ele tem pela outra pessoa então nesse amor se realiza uma união de vontades ou
de afeto ou então uma união de afeto ou seja nesse amor de dile o amante ele realiza uma união de vontade de Desejo de perfeição em que um deseja a perfeição do outro eles fusionam a própria vontade no desejo da perfeição mútua Bem Além disso nós vimos que é Possível fazer o bem ao outro é possível ter esse amor de benevolência mas ao mesmo tempo conduzir essa benevolência para si mesmo num amor de concupiscência Ou seja é aquilo que São Paulo Apóstolo chama de prudência da Carne eu instrumentalizou todo o bem que eu posso fazer
para uma outra pessoa mas em benefício próprio não em vista de que a pessoa seja realmente o termo desse amor De benevolência mas eu instrumentalizou essa benevolência mais ou menos como no caso de um rapaz que eventualmente ele dá muitos presentes a uma moça ele galia essa moça com os presentes mas em última instância ele pode instrumentalizar essa benevolência toda em benefício da sua própria concupiscência para tirar vantagem para si mesmo Então nesse caso não haveria uma autêntica amizade e sim uma falsa Amizade Afinal de contas já Aristóteles tinha feito essa função das amizades a
partir dos três tipos de bem que nós podemos encontrar então nós temos o bem eh deleitável o bem deleitável o bem útil e o bem honesto então por exemplo quando o objetivo é o Bem deleitável nesse caso a amizade tem por objeto o bem deleitável seria o caso eh nesse Segundo esse ess essa forma de bem essa espécie de bem seria o caso da amizade que existe entre amigos que se reúnem para juntos comerem uma pizza tomarem cerveja e assim por diante então o objetivo dessa amizade seria poder todos eles juntos usufruírem de um certo
bem deleitável Depois temos um outro tipo de bem que é o bem útil que é o caso o exemplo melhor que se pode dar é o dinheiro e uma amizade em torno do bem útil seria Aquela amizade própria dos sócios de uma empresa ele se reúnem em vista de conseguirem juntos produzir mais riqueza e se porventura a sociedade terminar a empresa fechar bom Muito provavelmente eles vão se afastar cada um vai seguir a sua vida e é possível que essa amizade cesse porque que o objetivo primeiro dessa amizade era Justamente a produção de riqueza agora
depois nós temos o bem honesto e aqui se encontra justamente o melhor exemplo é a Virtude que é um bem desejado por ele mesmo e essa amizade é a é aquela que realiza de maneira plena o conceito de amizade porque ela está fundada num bem que é desejado por ele mesmo não por exemplo como no caso do dinheiro que ele só é importante em razão daquilo que ele pode nos proporcionar que não é ele mesmo mas é aquilo que a gente pode adquirir com o dinheiro agora a virtude ela é um bem desejado nele mesmo
e portanto quando Uma pessoa pode até fazer uma benevolência por outra pessoa pode até enfim presentear essa pessoa mas em última instância ela instrumentaliza esse amor para sua própria concupiscência nesse caso que existe uma falsa amizade pela outra pessoa não é uma amizade autêntica porque eu não desejo em última instância a virtude daquela pessoa eu estou instrumentalizando tudo isso a meu próprio bem para meu próprio Bem Bem Além disso nós também vimos em outras conferências que o amor determina quem nós somos então em outras palavras a gente pode resumir isso na seguinte sentença diga-me o
que tu amas e eu te direi quem tu és o amor de uma certa maneira ele nos transforma ele nos define a gente se torna mais parecido com aquilo que a gente ama a gente acaba se conformando se moldando conforme aquilo que a gente ama a gente se torna aquilo que a gente Ama diga-me o que tu amas e eu te direi quem és o amor determina quem nós somos então o maior sinal que uma pessoa ama outra é o desejo de perfeição porque o amor nos transforma a gente se torna aquilo que a gente
ama então para que eu ame outra pessoa de fato é preciso que se perceba esse sinal o amante por acaso ele deseja a perfeição Cristã porque se ele deseja a perfeição Cristã então é certo que ele também procurará ajudar o Amado para que ele também atinja a Perfeição Cristã Então quem ama deseja a perfeição do outro se ele ama um amor profundo autêntico amor mais espiritual não a concupiscência meramente nesse caso ele deseja a perfeição do outro quem ama a santidade que é o maior de todos os bens quer necessariamente a santidade do outro Quem
não ama a santidade não se importa com os vícios do outro os pecados do outro agora se uma pessoa ama a santidade e Deseja a santidade do outro nesse caso Como diz São Paulo Apóstolo o amor é paciente então quem ama está disposto a todos os sacrifícios para conduzir o outro à perfeição ele está disposto a esperar ele sabe que essa pessoa não pode ser perfeita de um dia pro outro exige portanto paciência então o amor é paciente quem ama está disposto a todos os sacrifícios para conduzir a outra pessoa à perfeição sabendo que isso
leva Tempo nesse caso vale muito recordarmos aquele aquela frase de Ricardo de São vor que é um autor medieval ele disse ubor iul amor EBI óculos O que quer dizer em latim Onde está o teu amor aí estará também o teu olhar ou os teus olhos Apesar dele ter usar aqui o o singular óculos ou seja se nós amamos alguém nós Temos um olhar benevolente um olhar misericordioso para essa pessoa eu sei que para que ela se torne perfeita isso exige tempo isso exige paciência e por isso estou disposto a usar de Misericórdia dos meus
julgamentos a não ser tão Severo nos meus julgamentos é assim inclusive que Deus nos ama Deus vê o quanto que nós somos pecadores Miseráveis e mesmo assim ele usa de uma paciência toda divina Para conosco sabendo que graças a essa paciência nós podemos nos corrigir com o tempo então o amor EBI óculos se nós amamos alguém nós temos a tendência a julgar essa pessoa com mais benevolência com mais misericórdia Releva os defeitos do outro mas em vista da perfeição futura da pessoa amada sabendo que com o tempo e que com um pouco de paciência é
possível que essa pessoa melhore e Muito agora isso não quer dizer que quem ama vai fazer Vista grossa pros efeitos do outro muito pelo contrário porque o Amor Exige a extinção desses defeitos o amor é Zeloso o amor não se conforma com essa com esses defeitos com esses pecados o amor não é mediocre o amor não se contenta com a mediocridade e por isso assim como o amor é paciente ele também é Zeloso e por isso ele corrige quem ama corrige ainda que com paciência Quem Ama Não tolera para sempre quem ama Corrige Então são
essas duas esses dois extremos essas duas pontas da questão o amor é paciente mas ao mesmo tempo o amor é Zeloso ou seja ele corrige essa paciência não quer dizer ao mesmo tempo fazer Vista grossa aos defeitos do outro tolerar para sempre os defeitos do outro é por isso que em alguns casos quando um jovem ou uma moça um rapaz ou uma moça enfim ele já deu muito tempo para que é o seu namorado ou namorada enfim eh se corrija o rapaz já deu muito tempo para Que a moça se corrija a moça ou então
se deu muito tempo para que o rapaz se corrija e percebendo que essa correção não houve que essa melhora não houve bom o amor é paciente mas o amor não é tolo se a outra pessoa não está disposta a corrigir não está disposta a mudar nesse caso não há mais o que tentar o amor é paciente mas o amor não é tolo existe um limite também e esse limite é será que a outra pessoa quer realmente mudar ou estou tentando em vão preciso sempre Considerar isso em última instância a felicidade do amante é a perfeição
do Amado o amante trabalha bastante ele usa de paciência ele também é Zeloso porque quando o amado atingir a sua perfeição nisso consistirá a felicidade do amante ele se alegra ele se reg exija com a perfeição do Amado e aqui nós vemos realizada essa união de afeto um está trabalhando pela perfeição do outro e eles se alegram um Com a perfeição do outro então esse é o ápice do Amor o ápice do amor de direção essa união de afeto união de vontade na perfeição Cristã um se alegra com a perfeição do outro porque cada um
chegou até uma maior perfeição e por fim nós tínhamos visto na última conferência que a doação dos corpos no amor matrimonial ela é inseparável da doação de si mesmo o corpo não é algo que nós temos o corpo é algo que nós somos nós somos um Composto de corpo e alma Então nós não temos apenas um corpo nós somos em partes o nosso corpo é por isso que essa união de vontades essa união de afeto ela convém que ela preceda a doação dos corpos primeiro os namorados se unem profundamente numa União espiritual num amor de
direção Eles procuram trabalhar neles esse amor de direção para que em seguida eles estejam seguros para realizar essa união dos corpos no matrimônio que será então enfim Sacramentada né pela pela cerimônia do matrimônio pelo sacramento do matrimônio agora vamos entrar no nosso tema da conferência de hoje porque até hoje nós tratamos bastante dessa questão do amor mas enfim Qual é a relação afinal de contas entre amor e matrimônio Qual é a relação entre amor e matrimônio depois de termos tratado tanto desse amor de direção a união de afeto união de vontades afinal de contas Qual
é essa Relação entre amor e matrimnio bem se nós considerarmos a teologia do matrimônio nós nos surpreenderem com a seguinte constatação de todas as causas do matrimônio o amor não entra em nenhuma delas para nossa surpresa Então vamos agora considerar uma por uma as causas do matrimônio em primeiro lugar a causa eficiente então a causa Eficiente que consiste no consentimento matrimonial ou seja aquilo que realiza o matrimônio é o consentimento dos contraentes é a causa eficiente ela produz o matrimônio Então o que aqui produz o matrimônio é o fato que os nubentes os noivos vão
trocar com sentimento eles dirão mutuamente eu te recebo eu te recebo então a causa eficiente ela produz o matrimônio ela consiste no Consentimento e o matrimônio então ele consiste num contrato livre em que ambos fazem a doação peré e exclusiva do próprio corpo ao cônjuge eles trocam consentimento eu te recebo eu te recebo eles fazem a doação mútua Perpétua e exclusiva do próprio corpo ao cônjuge em segundo lugar a causa formal causa formal e consiste no vínculo Então dessa troca de consentimento produz-se um Vínculo entre marido e mulher o vínculo permanente então quando eles trocam
consentimento se forma se produz um vínculo permanente Então ela é a causa formal então o vínculo entre marido e mulher agora eles estão vinculados de maneira Perpétua até que a morte os separe estão vinculados perpetuamente depois de terem trocado com sentimento então a causa formal é o vínculo estão vinculados um ao Outro e por que é que eles se vinculam porque é que eles estabelecem esse vínculo Esse contrato que engaja de maneira Perpétua marido e mulher em razão da causa final causa final Qual que é a causa final Qual que é o objetivo Qual que
é o fim do matrimônio é a PR o matrimônio foi instituído Principalmente para o bem da PR para a Geração e a educação dos filhos Então essa é a causa primária do matrimônio a PR o matrimônio foi instituído Principalmente para o bem da PR a geração e a educação dos fos e por fim nos resta uma única causa que é a causa material por causa material não estamos aqui tratando dos bens materiais dos marido a mulher pelo contrário essa causa material ela Consiste daqu aquilo de que é feito o matrimônio o matrimônio é feito do
quê do que é feito o matrimônio pois o matrimônio ele é feito a causa material consiste ela compreende o homem e a mulher capazes de união conjugal tanto na ordem biológica quanto na ordem psíquica ou seja um homem e uma mulher capazes não só biolog amente Mas também psiquicamente de levar a termo o contrato matrimonial então um homem e Uma mulher capazes de gerar PR e educar essa PR capazes não só biologicamente mas também capazes psiquicamente então uma pessoa privada do uso da razão ela não poderia ser capaz do matrimônio será que uma mulher estéril
poderia se casar sim porque o impedimento não é da vontade dela mas da natureza infelizmente ela não pode ter filhos não há não há um impedimento da vontade apenas da natureza e pode ser que em algum momento Ela tenha filhos Vamos pensar aqui no caso eh dos Pais de São João Batista Santa Isabel era estéril e Em algum momento por graça de Deus ela gerou o precursor de Nosso Senhor então a causa material do matrimônio consiste o homem na mulher capazes de gerar filhos capazes de de união conjugal capazes psiquicamente também de Educar esses filhos
e depois que nós consideramos essas quatro causas do matrimônio a Causa eficiente a causa formal a causa final a causa material nós constatamos que o amor não entra em nenhuma delas isso até nos surpreende depois de termos considerado tanto o amor matrimonial então nós a partir dessas quatro causas percebemos que bom se o amor não entra em nenhuma dessas causas então isso quer dizer que um matrimônio contraído sem amor ele é perfeitamente válido uma um matrimônio contraído sem amor é Perfeitamente válido mesmo o interesse econômico ou social podem ser causa do matrimônio não é porque
a o motivo é econômico ou social que esse matrimônio não será válido ele pode perfeitamente ser válido desde que os esposos tenham intenção de enfim realizar ali a causa final desde que eles tenham intenção de estarem abertos à Vida de gerar filhos e de Educar esses filhos se eles estão abertos à Vida Dispostos a gerar filhos e educar filhos esse matrimônio será perfeitamente válido ainda que o motivo ainda que a causa que os mova ao matrimônio seja uma razão Econômica ou social por exemplo no caso dos matrimônios das dinastias das famílias nobres que muitas vezes
tem lá os casamentos por motivos de interesse para se assumir um Trono para se garantir uma certa enfim a continuação de uma certa dinastia é perfeitamente válido o matrimônio com esses interesses Isso não invalida matrimônio mas será então que tem nenhuma relação entre o amor e o matrimônio Já que é possível perfeitamente possível que haja eh matrimônio sem amor e que a motivação tenha sido uma motivação Econômica ou social Será que não tem nenhuma relação entre o pacto conjugal e o amor conjugal bem então já sabemos o amor não entra em nenhuma das causas isso
é verdade Mas isso não quer dizer que o amor não tem alguma relação com o matrimônio é claro que tem uma relação E qual seria essa relação muito simples o amor entra como uma causa externa que nós chamamos de causa exemplar então o amor entra com uma causa externa que é a causa exemplar bem agora vamos entrar nessa questão o amor como causa exemplar do matrimônio Então vamos Recordar daquilo que nós já vimos há pouco da causa Formal que é o vínculo quando um homem e uma mulher trocam um consentimento produz um vínculo um vínculo
permanente um vínculo Até Que a Morte o separe entre marido e mulher Então o que é que dá forma ao matrimônio que é que da forma a matrimônio é o vínculo esse homem e essa mulher eles poderiam ter se associado para abrir uma empresa eles poderiam ter se associado para cometerem juntos um crime eles Poderiam ter se associado para juntos cooperarem com alguma obra eh material da Paróquia alguma obra de Misericórdia como por exemplo dar de comer os pobres eles poderiam ter se juntado se associado para diversas coisas mas eles se vincularam para gerar filhos
e educar esses filhos então é o vínculo matrimonial que é um vínculo muito peculiar entre ambos um vínculo muito peculiar quando nós alugamos eh uma casa o contrato nos dá direito de Us fruir Dessa casa morar nessa casa usar essa casa agora no matrimônio quando o marido e a mulher trocam um consentimento o contrato dá direito não a um bem externo uma casa um carro e assim por diante o contrato dá direito ao próprio ao corpo do outro ao corpo do outro então Cada Um cede o direito ao corpo do outro então esse é o
objeto do contrato do matrimônio eles estão se estão trocando o consentimento eles estão cedendo o direito ao corpo ao próprio corpo ao seu Cônjuge estão cedendo ao cônjuge cada um está cedendo ao cônjuge o direito ao próprio corpo em vista desse fim do matrimônio que é a geração e a educação dos filhos então por isso que é um é um vínculo muito peculiar porque diferente do aluguel da compra de uma casa por exemplo o que está em jogo não é um bem externo Mas o que está em jogo é a doação do próprio corpo ao
cônjuge Então esse é o vínculo peculiar Do matrim Ora esse vínculo a causa formal ele pode ter por modelo um certo exemplar de União um certo exemplar de união e esse modelo nós chamamos de causa exemplar então como eu já disse nós teríamos aqui outros exemplares de União por exemplo a a união de pessoas que fundam uma empresa a união de pessoas que se juntam para cometer um crime então o vínculo Matrimonial ele pode ter por modelo um certo exemplar de união e esse exemplar de União nós chamamos de causa exemplar e aqui vale uma
distinção a distinção entre exemplar e exemplo exemplar e exemplo nós dizemos exemplo no caso de uma pessoa que nós admiramos pelas suas virtudes e portanto ela se torna para nós um exemplo agora nós usamos exemplar no Caso de uma obra de arte ou seja algo que nós queremos copiar algo que nós queremos copiar que nós usamos como referência para produzir uma certa obra então exemplo é no caso de uma pessoa que nós admiramos que nós queremos imitar imitar as suas virtudes e exemplar é uma referência para que eu Produza uma obra de arte para que
eu Produza aqui uma enfim a minha própria obra imitando ou Fazendo algo semelhante a aquele exemplar então a causa exemplar é essa referência para que eu possa produzir a minha própria obra imitando ou fazendo algo mais semelhante à aquele exemplar aquela referência então isso quer dizer que se os esposos podem ter um certo exemplar pro vínculo matrimonial deles se eles podem conformar o vínculo matrimonial deles a Partir de um certo exemplar então eles podem tomar o amor como exemplar do vínculo matrimonial deles eles podem o Amor e a partir desse modelo a partir do amor
da da União que o amor produz eles podem moldar o vínculo deles a partir da União produzida pelo amor então não nos esqueçamos aquilo que Santo Tomás aprendeu com esse filósofo lá do começo da idade média o pseudo Dionísio que o amor é uma unitiva uma força de União o amor é uma força de União então virtus unitiva uma força de União por causa que o amor produz a união de afeto o amor produz uma união de afeto e portanto os esposos podem tomar o amor como exemplar como modelo e assim Moldar o vínculo matrimonial
à imagem desse modelo e como eu disse exemplar é Sobretudo o caso de uma obra de arte que nós procuramos copiar que nós procuramos fazer algo semelhante a esse exemplar a esse modelo é uma referência para o artista produzir a sua obra Então nesse caso se o exemplar é uma referência a partir da qual o Artista produz a sua obra e se os esposos eles olhando para a união que o amor produz a união produzida pelo amor Eles procuram dar procuram então conformar o vínculo matrimonial A partir dessa referência desse modelo do amor Então nesse
caso a união matrimonial do marido e da mulher se torna a obra de arte dos dois os esposos olhando para o amor e procurando moldar o matrimônio deles segundo esse diferencial que é o amor o Matrimônio dele se torna então uma obra de arte e eles o artista os artistas dessa obra de arte quando os esposos contemplam O Amor eles se tornam os artistas e a obra consiste nesse vínculo matrimonial todo moldado segundo esse exemplar que é o amor então o amor se torna um modelo de ação para os cônjuges e eles vão conformando configurando
moldando o vínculo deles Cada vez mais segundo o amor tendo por referência o amor para que o casamento dele se torne mais feliz e mais realizado então aqui nós femos uma diferença uma distinção muito importante uma coisa é um casamento válido um matrimônio válido outra coisa é um matrimônio realizado plenamente realizado um matrimônio feliz para que o matrimônio seja válido basta que os esposos tenham a intenção de cumprir essa finalidade do matrimônio Que é a geração e educação dos filhos se eles têm a intenção de realizar essa finalidade primária do matrimônio isso basta para que
ele seja válido mas não é suficiente para que ele seja realizado para que ele seja f Não somente quando Eles tomam o amor como causa exemplar que vai influir sobre o vínculo é que então esse matrimônio se torna realizado então é necessário que o amor que o amor que é uma força de União Venha influir venha servir de exemplar para esse vínculo matrimonial moldando esse vínculo conforme a união que o amor produz o amor então como referência e esse trabalho dos cônjuges se torna um trabalho de artista e a obra que eles produzem é justamente
um vínculo mais parecido com a união que o amor produz então assim os cônjuges Eles Procuram moldar as suas ações na caridade para que o progresso na virtude Produza comportamentos caridosos então isso aqui também é muito interessante os cônjuges não vão apenas procurar ser cada um deles Virtuoso para si mesmo crescer na vida de oração crescer nas virtudes para si mesmo não Eles procuram de cada vez mais é claro progredir na caridade para que isso Também repercuta no matrimônio de deles no vínculo matrimonial deles para que isso então Produza comportamentos caridosos no matrimônio e essa
será a obra de arte dos esposos então eles não procuram apenas viver a caridade progredir na caridade para que ele se tornem pessoas mais Virtuosas cada um para si Mas para que isso também se reflita no vínculo para que isso então Produza comportamentos caridosos e essa caridade na vida a dois se torna a obra De arte nos esposos quer dizer o matrimônio bem vivido se torna uma obra de arte pros esposos Ou seja a virtude enriquece o vínculo não enriquece apenas o indivíduo enriquece o vínculo enriquece a vida a dois enriquece o cotidiano é por
isso que alguns matrimônios acabam fracassando apesar da vida de oração de um dos cônjuges e quem sabe até mesmo dos dois porque muitas vezes o cônjuge se isola na sua vida Interior ele reza separado ele vai à missa sozinho ele não se importa para para que haja uma vida espiritual comum em que haja essa enfim essa comunhão da dos Santos né que existe na igreja como um todo mas que também existe entre os esposos esse fluxo da caridade no vínculo um se importando com a vida interior do outro e tendo ambos uma vida comum de
oração Então essa vida interior individual não se reverte em atitudes caridosas no Matrimônio eu vou à missa sozinho eu rezo sozinho eu faço AS Novenas as leituras sozinho e nós nunca temos um momento comum e portanto essa vida interior ela acaba não enriquecendo o vínculo e por isso o matrimônio não se converte numa obra de arte que imita a caridade cada um vive a caridade para si e quando a gente vive a caridade para si é claro que tem um fundo De egoísmo então preciso tomar cuidado com isso não basta que o cônjuge tenha uma
vida de Oração Solitária é necessário que ele tenha essa preocupação esse Zelo para que haja também a oração entre os dois que haja uma oração comum e sobretudo quando há os filhos também então não basta que cada um deles seja eh Virtuoso para si mesmo procure a caridade para si mesmo é necessário que eles enriqueçam o vínculo Para que assim esse matrimônio se torne uma verdadeira obra de arte que imita a Caridade Além disso tem um outro aspecto no amor como causa exemplar Porque sendo o amor matrimonial uma obra de arte uma vez que os
cônjuges vão moldar o vínculo deles a partir desse exemplar que é a caridade que é o amor que é uma força de União então nós sabemos que a União ou melhor nós sabemos que quando nós temos uma uma causa exemplar para Partir dela tendo ela como referencial para se fazer algo semelhante para copiá-la de alguma maneira isso não ocorre por acaso isso aqui é muito importante se eu tenho um exemplar para fazer uma obra de arte isso não ocorre por acaso eu tive a intenção antes de Executar a minha obra antes de copiar antes de
tentar fazer algo semelhante eu tive a intenção então por exemplo se eu desenhar aqui nesse quadro a fachada de uma igreja e depois Alguém me diz que essa igreja que eu deseni essa fachada ela lembra muito eh o Mosteiro de São ben de Olinda lembra muito moiro de sento de Olinda eu não tive a intenção eu simplesmente desenhei uma igreja desenhei uma fachada eu não tive a intenção e portanto eu não agi a partir desse exemplar o moiro de São metro de Olinda não foi o meu exemplar foi por acaso que saiu parecido então não
foi a minha o meu exemplar não houve imitação propriamente dita foi por acaso Isso vale pro matrimônio se houver amor matrimonial se houver amor entre os cônjuges sem que eles tenham a intenção de imitar a união que o amor produz isso será por acaso Se eles não tiveram essa intenção antes do matrimônio E durante todo o matrimônio se eles não tiveram a intenção Caso haja amor será por acaso não porque eles tiveram a intenção e isso é perigoso é perigoso que duas pessoas se unam em matrimônio sem ter Uma intenção Clara de como que eles
querem enfim que esse matrimônio seja n é que Quais são nossos planos quais são nossas nossas intenções enfim como é que a gente quer que esse matrimônio seja se eles não tiveram o amor como causa exemplar antes já refletindo contemplando considerando conversando sobre isso caso esse matrimônio dê certo será por acaso não porque eles tiveram a intenção e isso é perigoso é perigoso se casar sem ter uma garantia mínima de que Isso vai realmente chegar a um bom fim a um bom termo Então para que haja uma o amor como causa exemplar é necessário que
ele preceda a ação Que ele acompanhe toda a ação então nosso exemplo aqui do moiro de São Bento de Olinda para que eu tenha função de copiá-lo no meu desenho eu tenho que ter olhado antes para esse para essa fachada eu olhei antes eu observei os detalhes os elementos e em seguida eu me pus a copiar e enquanto eu Copiava eu olhava de novo depois fazia aqui a porta a janela não sei depois olhava de novo então eu olhei antes para ter a intenção e eu olhei durante várias vezes para eu fazer meu desenho cada
vez mais parecido com aquela fa Então para que haja uma causa exemplar aquele aquela aquele referencial deve preceder a ação e acompanhar toda a ação Então para que o amor seja a causa exemplar do matrimônio antes até mesmo do matrimônio os esposos Enfim os noivos Eles já contemplavam o amor e durante o matrimônio Eles continuam contemplando o amor para que assim o vínculo deles se molte sempre mais sempre mais mais segundo esse exemplar que é o amor então o artista vai conformando cada vez mais a sua obra segundo esse exemplar então o amor matrimonial ele
não pode ser um acaso não pode ser um acaso porque eles se casaram e eles não tinham nenhum Plano e se deu certo foi por acaso isso é muito arriscado isso é muito imprudente o amor matrimonial não pode ser um acaso Ele deve estar presente na inteligência do homem e da mulher antes mesmo do matrimônio para que possa acompanhá-los ao longo da vida conjugal donde o problema dessas uniões em que uma parte é católica outra parte vive mal a fé católica e muitas vezes a moça ou o rapaz cria ilusões Ah mas eu tenho esperança
que pode ser que lá na Frente em algum momento vai criando ilusões se os dois não t o amor como referencial do vínculo que eles querem eh estabelecer no matrimônio se der certo vai ser por acaso não basta que eh uma das partes vá criando Essa ilusão que ah eu tenho esperança aqui se der certo será por acaso então é necessário que os esposos se preocupem em ter essa formação adequada para que eles conduzam uma o matrimônio segundo esse modelo que é a Caridade que é o amor não apenas uma formação mas também uma vida
espiritual minimamente séria para que o vínculo matrimonial deles seja uma verdadeira obra de arte toda espelhada segundo a caridade tendo a caridade como modelo é necessário que ambos tem uma formação católica adequada uma vida espiritual minimamente séria antes do matrimônio para que assim eles consigam ter uma garantia uma esperança fundada de que eles vão ao Longo do matrimônio trabalhar se esforçar para que esse matrimônio esteja moldado segundo a caridade é por isso que tem um autor um filósofo que ele diz o cônjuge é um artista que produz determinada forma no matrimônio guiado pelo exemplar para
o qual está olhando um artista que produz uma certa obra guiado pelo exemplar para o qual ele está olhando que ele está contemplando o artista obra mediante sua Inteligência e vontade por uma forma externa escolhida e assumida por ele Qual é essa forma externa Qual é esse exemplar que ele escolheu que ele assumiu para si é a caridade então ele obra tendo por por modelo por exemplar a caridade Ele trabalha ao longo do matrimônio para que o matrimônio seja cada vez mais é semelhante à União que o amor produz para que o vínculo seja enriquecido
pela caridade tendo a caridade como Exemplar então isso tudo nos leva a concluir que o amor ele não é propriamente o fim do matrimônio o fim do matrimônio nós já sabemos é a geração e a educação dos filhos ele não é o fim do matrimônio o homem e a mulher não se unem para se amar ilicitamente não eles se unem no matrimônio para a educação dos filhos mas o amor tem uma relação com o matrimônio apesar de não ser a causa Final O amor tem uma relação com matrimo Porque o amor ele influi no vínculo
ou seja o vínculo em certo sentido ele é efeito do amor Isso aqui é bem interessante o vínculo em certo sentido ele é efeito do Amor como assim efeito do amor simplesmente porque quando os esposos procuram fazer do Amor o exemplar do matrimônio deles então esse vínculo se mantém Estreito se excluem as traições ou seja se eles se Amam de fato procuram se amar bem segundo a caridade eles vão fazer de tudo para que não haja traições eles vão Então se manter Unidos na vida cotidiana vão evitar as discussões os desentendimentos as discórdias eles vão
agir segundo a caridade isso vai garantir uma maior felicidade de ambos vai fazer com que eles então se sintam mais satisfeitos da União dos dois Então nesse sentido o amor em certo sentido Ele é uma um efeito do amor do sim o vínculo é um efeito do amor porque ele garante a felicidade dos esposos ele mantém o vínculo Estreito ele afasta as infidelidades o amor enriquece o vínculo e por isso o vínculo em certo sentido é um efeito do amor o amor dá satisfação aos esposos é possível um casamento válido sem amor mas é impossível
um casamento Em que haja satisfação felicidade dos esposos sem o amor porque sem o amor sem a caridade aumentam os riscos de traições discórdias infelicidades Enfim insatisfações no cotidiano e assim por diante então isso quer dizer que depois de tudo isso que nós consideramos sobre o amor como causa exemplar do matrimônio período de namoro e esse tempo de noivado eles são em certo sentido um esp Do amor matrimonial Como assim um espelho porque é a partir dessa experiência positiva de amor de caridade entre os namorados e os noivos que eles TM uma garantia que eles
TM uma esperança afundada de que aquele matrimônio que eles pretendem concluir será feliz será bem realizado será moldado na caridade então acaba se tornando um espelho em geral via de regra Tal matrimônio via de regra tal namoro tal matrimônio porque nós temos os nossos hábitos sejam os as virtudes sejam os nossos Vícios e essas coisas não mudam de um dia para outro isso exige tempo então aquilo que nós trabalharmos durante esse período de preparação a tendência é que persista depois no estado de vida que cada um escolheu que é o matrimônio Claro não quer dizer
que a pessoa não possa mudar depois do Casamento mas de tempo e quando uma moça ou um rapaz aceita casar com alguém que fica fazendo promessas promessas promessas aí eu prometo que tudo será diferente eu prometo que depois que nós nos casarmos não haverá mais isso não haverá mais aquilo eu prometo eu prometo Olha quem promete demais Enfim pode se tornar candidato a presidente da república por exemplo né promete promete promete né então promessas não mudam as pessoas o que Mudo as pessoas são hábitos ou seja hábitos só mudam com hábitos se eu tenho um
certo hábito se eu estou acostumado a agir dessa maneira então eu preciso de tempo para eu adquirir um outro hábito para eu trocar um vício por uma virtude isso exige tempo ninguém muda por decreto ninguém muda porque prometeu que vai mudar ninguém muda porque prometeu que vai mudar hábitos mudam com hábitos é necessário tempo por isso que namoro Costuma ser um espelho do matrimônio tal namoro tal matrimônio a pessoa não tá satisfeita com o próprio namoro tendência que o matrimónio seja praticamente a mesma coisa a não ser que haja um grande engajamento da pessoa para
mudar mas isso não é garantido afinal de contas para que o amor seja de fato exemplar causa exemplar é necessário que eles tenham contemplado isso antes até mesmo de se casarem eles tenham contemplado que eles tenham Olhado para a caridade e procurado moldar as suas ações conforme a caridade então é necessário que eles considerem antes e durante todo o processo e se uma das partes não está interessada se der certo será por acaso que é muito arriscado então é necessário que ele se empenhe para que durante o período de namoro e noivado eles tenham uma
certa garantia uma certa esperança a partir de uma experiência positiva de amor de Caridade vivida entre ambos agora vamos à última parte da nossa conferência que são as consequências caso nada disso dê certo ou seja se os namorados não vivem segundo esse amor de direção eles não procuram desenvolver não procuram se aproximar cada vez mais do amor de direção se eles não têm essa preocupação com o amor de direção O que é que ocorre e sobretudo O que é que ocorre quando há uma inversão na ordem das Coisas Ou seja que antes eles procurarem Criar
e aprofundar e progredir nessa união de afeto nessa união de vontades nesse Amor de dile Antes disso eles já se entreguem um a outro ao próprio o próprio corpo quando eles começam a entregar o próprio corpo antes e se unirem uma união de alma nesse amor de direção O que é que ocorre o que é que ocorre em outras palavras quando eles começa a cometer pecados contra a castidade no namor para nós Compreendermos essa questão nós precisamos fazer uma distinção a distinção para tratar aqui de de um vício que seria o pecado contra a pureza
o pecado contra a castidade a distinção entre o in conente e o in tem perado então num certo vício Nós temos duas Categorias o incontinente e o int temperado quem é o incontinente incontinente é aquele que sob o efeito da tentação e acaba lutando e não resistindo Em algum momento ele cede mas ele cede por fraqueza ele cede ele peca por fraqueza e depois que passa a tentação depois que passa Justamente a paixão ele se arrepende ele procura se refazer ele procura se confessar agora nós temos uma outra Categoria que é a do intemper o
intemper ele já avançou muito num certo vício a ponto de cometê-lo mesmo sem sofrer nenhuma tentação ou seja não é que o pecado venha até ele é ele que vai até o pecado ele peca por Malícia ele peca porque ele tem uma vontade muito apegada à aquele vício a ponto de cometê-lo mesmo sem sofrer tentação nesse segundo caso a pessoa já começa a justificar o seu pecado já começa a Criar razões para justificar o seu estado de vida porque ele não quer mudar No primeiro caso a mudança é mais fácil agora se ela não se
emenda ela vai se afundando cada vez mais e de repente de incontinente ela passa a int temperado ou seja começa a justificar esse estado e justificar que não vale a pena se confessar não vale a pena rezar será assim para sempre todo mundo é assim e assim por diante então se torna Um intemper feita essa distinção vamos agora às consequências do pecado de impureza no namor primeira consequência é que a impureza ela se opõe a à prudência a virtude da Prudência então a impureza se opõe a virtude da Prudência bem São Gregório Magno ele estabeleceu
ele enumerou sete filhas da luxúria ou seja sete vícios que nascem da luua e dessas sete filhas que ele enumera da luxúria três delas são pecados contra a prudência três são pecados contra a prudência Vamos considerar um pouco mais isso bem o primeiro ato da virtude da Prudência é aconselhar-se aconselhar-se Aconselhar-se a prudência é aquela virtude que nos ajuda a escolher o meio mais adequado para se realizar uma acerta aquela virtude que vai considerar considerar todos os meios que temos à nossa disposição e escolher o que é mais adequado para se atingir um certo fim
Então qual que é o primeiro ato da Prudência aconselhar-se ou seja procurar conhecer Quais são os meios que nós temos à nossa disposição antes de Executar uma ação então homem prudente indaga Quais são os meios que eu tenho a minha disposição para realizar uma certa ação ora a Luxúria corrompe esse primeiro ato da Prudência porque o impuro Age por precipitação então primeiro vício contrário à prudência precipitação então um sujeito que está muito eh enfim apegado a esse pecado da impureza Sobretudo se ele se se ele se encontra nessa categoria do eh intemper tamanho esse seu
apego desordenado ao deleitável que ele já não reflete mais sobre os riscos ou os danos desse pecado então ele começa a agir por precipitação ou seja ele já não indaga mais não pede conselho Não reflete mais não pede conselho aos pais não pede Conselho Ao diretor espiritual ao Confessor ele começa a agir por impulso então nisso consiste essa precipitação começa a agir por impulso então ele deixa de indagar aconselhar-se ele começa a agir por impulso já não reflete mais sobre os riscos ou os danos começa a agir por impulso então por exemplo alguém começa agir
por precipitação eh por exemplo cometendo eh pecados com uma namorada assumindo o risco de Que Bom pode ser que haja uma gravidez antes do matrimônio uma traição no matrimônio também no caso de um de um de um cônjuge que trai durante o matrimônio não enfim age por impulso não reflete nos Riscos riscos de que a traição se seja descoberta risco de uma doença contagiosa e assim por diante então a impureza corrompe esse primeiro ato da Prudência a pessoa começa a agir por precipitação por impulso ela já não se aconselha mais nem Com a sua razão
e menos ainda com as outras pessoas segundo ato da Prudência é julgar julgar por quê Uma vez que nós conhecemos Quais são os meios que nós temos à nossa disposição para se cumprir uma certa ação agora nós precisamos escolher qual deles nós vamos usar enfim para cumprir uma certa ação então pessoa julga Qual é o meio que eu vou escolher para realizar uma Certa ação Qual é o meio mais apropriado e a Luxúria também corrompe esse segundo ato da Prudência e Aqui nós temos o vício da consideração EMC consideração eu gosto de comparar a inconsideração
com uma certa miopia da inteligência ou seja Quem começa a desenvolver Esse vício da inconsideração essa pessoa ou ela despreza os bons princípios ela faz de conta que que não está vendo faz de conta que não está Vendo ou ela se esquece desses bons princípios ela começa a julgar a partir das das suas paixões e como que não quer ver o que a razão lhe diz ou ela se esquece do que a razão lhe diz então não quer ver por exemplo a consciência acusa e a pessoa continua ela faz de conta que não está vendo
ela age movida pelas paixões a partir de agora quem a dirige as suas paixões ou então o que é pior a pessoa até gostaria de se converter Gostaria de Mudar de vida mas ela já não sabe mais como é que faz para voltar para Deus porque ela pensa como é que agora eu vou retornar porque eu sou tão pecador eu fiz tantas coisas horríveis não vale a pena Deus não vai me receber mais o padre não vai me receber mais então mesmo que a pessoa tenha lido tanto tem estudado tanto tem ouvido tantos sermões é
como se ela tivesse se esquecido tudo aquilo é uma certa miopia espiritual ou ela despreza a luz da Razão ou ela como Que não consegue mais nem lembrar dos bons princípios daquilo que a razão diz e sobretudo aquilo que a fé nos ensina a luz da Fé então ou é um desprezo ou é um esquecimento pessoa começa a não ver mais tudo aquilo que ela tinha lido aprendido durante anos emconsideração é uma certa miopia espiritual e o terceiro ato da Prudência é [Música] Comandar consiste nessa ordem que a nossa razão dá para a nossa vontade
para que a nossa vontade Execute aquilo que foi julgado para que a nossa vontade Execute e aqui também a Luxúria esse terceiro ato da Prudência porque a pessoa desenvolve o vício da inconstância inconstância Ou seja a pessoa até toma uma boa resolução e de repente ela não consegue mais sustentar essa boa Resolução e ela Desiste então ela cai nesse vício da inconstância ele não consegue o puro a pessoa que caiu nesse vício profundamente ela não consegue perseverar na virtude porque ela lhe parece muito árdua em razão de um grande apego ao deleitável e por isso
quando vê que é muito áo desiste desiste facilmente então acaba desenvolvendo Esse vício da inconstância Ora a inconstância ela é parte da Fortaleza então a impureza ela não corrompe apenas o nosso apetite concupiscível ela corrompe também o nosso apetite irací nós temos na nossa alma dois apetites apetites o concupiscível concupiscível e o irací o concupiscível consiste eh nesse nessa nossa relação com o bem deleitável o bem deleitável E aqui nascem as paixões dirigidas ao bem deleitável o amor o desejo e assim por diante e Aqui nós temos uma relação com o bem árduo e aqui
nascem as paixões do bem árduo a ira Ou seja eu preciso lutar para que eu possa atingir uma certa coisa que custa trabalho esforço a ira ou então quando eu vejo que aquilo ali é impossível eh ou então que é enfim que uma uma coisa muito arriscada eu começo a desenvolver o Temor coisa muito que pode me pode me prejudicar já começo a desenvolver o temor Então as paixões que nascem na nossa relação com bem árduo nós temos dois apes e desses dois apetites nascem muitas paixões muitas paixões temos as paixões relacionadas ao bem deleitável
e as paixões relacionadas ao bem árduo então aqui no concupiscível nós temos uma grande virtude que nos modera que é a Temperança e no irací nós temos uma grande virtude que nos modera que é a Fortaleza a castidade Ela é filha da temperança enquanto que a Constância Ela é filha da Fortaleza Então veja a Luxúria não só se opõe a a virtude da castidade mas ela vai por extensão corrompendo até mesmo a Constância que é filha da Fortaleza então é como um câncer que vai se alastrando no nosso organismo espiritual isso é ainda mais verdade
por Causa de uma outra uma outra questão a prudência ela é uma virtude diretiva Como assim uma virtude diretiva porque ela dirige as outras virtudes a prudência dirige as demais virtudes então prudência virtude diretiva eu falei que a prudência é aquela virtude pela qual nós vamos escolher qual é o meio mais adequado nós vamos deliberar dentre vários meios Qual É o mais adequado para nós praticarmos uma certa ação ora isso vale para todas as virtudes se eu quero praticar por exemplo a virtude da Estudios para que eu seja uma pessoa que estude de maneira eficaz
Quais são os meios que eu posso escolher se eu quero praticar a virtude da temperança se eu quero praticar a virtude eh enfim da religião se eu quero me tornar uma pessoa mais devota como o que que eu devo fazer então eu devo escolher os meios para praticar a Religião para praticar a virtude da Estudios e assim por diante para praticar mansidão e todas as demais virtudes Então tudo isso de uma certa maneira é dirigido pela prudência Ora se nós corromper a nossa prudência por causa da Luxúria é o edifício espiritual como um todo é
o é o edifício das virtudes como um todo que acaba se arruinando a gente vê que esse vício ele é como um câncer da nossa alma que vai corrompendo as demais virtudes Então Veja o o grande dano que essa esse vício causa mas nós nós estamos apenas no começo porque eu citei três filhas da luxúria segundo São Gregório Magno ou seja eh em primeiro lugar essa impulsividade a precipitação depois a inconsideração e por fim a inconstância mas nós temos duas filhas que correspondem ao dano que a Luxúria causa na nossa vontade até aqui nós vimos
os danos que ela causa na inteligência agora vamos ver os danos Que ela causa na vontade Então esse segundo lugar a impureza ela aumenta o nosso orgulho a impureza segundo lugar aumenta o orgulho Opa aumenta o por orgulho então São Gregório Magno ele nota Duas filhas da luxúria que corrompem que causam danos à nossa vontade primeiro é o amor de si ou seja o orgulho que começa a crescer e assim o luxurioso se torna egocêntrico e pensa apenas em si nas suas consolações e a segunda filha da luxúria que corrompe a nossa vontade segundo São
Gregório é o ódio de Deus porque o o luxurioso sabe que o seu Pecado é condenado por Deus e por isso ele começa a odiar Deus Então veja que coisa tremenda esse pecado faz com que a pessoa fique cada vez mais orgulhosa cheia de si cada vez mais egocêntrica a ponto dela inclusive desenvolver um certo ódio de Deus agora vamos refletir um pouco mais se esse pecado produz Esse vício esse efeito do ódio de Deus chega esse extremo como que pode uma pessoa dominada por esse vício ser caridosa Paciente amigável com o seu próximo e
Mais especificamente com a sua futura esposa ou seu futuro esposo se impureza aumenta o orgulho do indivíduo diminui o amor a Deus a ponto de desenvolver um ódio a Deus propriamente como é que então os namorados poderão discernir que o amor que eles têm é autêntico a pessoa está inflada de orgulho inclusive desenvolvendo ódio a Deus como é que eles tê certeza que desse namoro eh vivido no pecado eles terão um Matrimônio Virtuoso um matrimônio feliz afinal de contas a pessoa está cada vez mais inchada de orgulho ela não terá espírito de Sacrifício doar-se pelo
próximo sofrer pelo próximo ele está cada vez mais egocêntrico por causa do Pecado não haverá espírito de sacrifício não haverá paciência não haverá mansidão haverá Ira discussões Brigas por pequenas coisas pessoa que se justifica e não aceita reconhecer Defeitos erros pessoa que não aceita ceder para os interesses do próximo haverá muita discórdia num lar em que os esposos viver a castidade no tempo do namoro eles levam matri essa tendência ao orgulho e mesmo a própria falta de religião né Por causa do ódio de Deus mas como se ISO tudo não bastasse temos uma terceira consequência
a impureza se opõe à amizade aure Se opõe à amizade bem nós vimos que a impureza corrompe a prudência pessoa se torna inconstante e como nós sabemos a experiência a nossa experiência nos Confirma com pessoa inconstantes Nós perdemos a confiança Então se alguém é inconstante por causa da impureza essa pessoa pouco a pouco se tornará indigna da confiança Dos seus amigos ela perde a confiança dos seus amigos é claro que existe uma inconstância que é devida muitas vezes a questões de temperamento agora existe uma inconstância que é é um vício que vem justamente de outros
vícios O que é muito mais grave muito mais difícil de remediar não é só uma tendência do temperamento são escolhas que a pessoa fez e assim essa pessoa cada vez mais afundada no vício que se torna Inconstante elas torna indigna da confiança dos amigos os amigos deixam de confiar nela porque vem que ela é inconstante pessoa promete que vai mudar não muda e os amigos vão se afastando mais ou menos como no caso de um alcatra que a família os amigos tentam ajudar dão todos os meios paraa pessoa mudar a pessoa promete vai mudar e
não muda e como a família e os amigos tentam diversas vezes e nas diversas vezes a pessoa sempre retorna ao seu vício a uma Certa altura as pessoas começam a desistir elas se cansam e elas se afastam Então nesse sentido a impureza se opõe à amizade porque a pessoa começa a perder a estima do dos seus amigos seus amigos não Confiam mais nela e se afastam dessa pessoa agora não só as pessoas se afastam de alguém mas esse alguém se afasta das pessoas em que Sentido Santo Tomás ele observa que ao contrário da Ira a
impureza costuma ser praticada às escondidas então um indivíduo movido por Ira ele procura praticar a vingança dele em público quando alguém quer se vingar de outra pessoa ele procura dar publicidade para essa Vingança e ele estampa lá na rede social dele a indireta que ele quer dar para alguém que na verdade é bem direta tá todo mundo entendendo digamos assim para quem É aquela indireta ou então ele briga na frente dos outros ofende enfim quando alguém está movido pela Ira e quer se vingar muitas vezes ela quer que essa Vingança seja conhecida dos outros para
humilhar ainda mais a pessoa agora a impureza não contrariamente à ira ela costuma ser praticada em segredo isso vai conduzir a pessoa pouco a pouco a solidão e ao isolamento então por exemplo é um esposo Que começa a trir a sua esposa ele começa a se afastar cada vez mais da vida familiar porque ele precisa praticar esse pecado em ninguém pode descobrir senão vai arruinar o matrimônio dele ele quer manter as duas situações então ele começa a se isolar da família frequenta menos a família dá menos atenção pra esposa menos atenção pros filhos vai se
isolando e é por isso que a impureza se opõe à amizade se eu ponho esse amor familiar amor do pai Para com os filhos para com a a esposa o amor do do marido para com a esposa vai conduzindo a pessoa a um isolamento isso vale também para eh o relacionamento dos Namorados se eles cometem pecados contra pureza se eles cometem o pecado da fornicação eles também começam a se isolar dos amigos e da família porque eles precisam esconder esse pecado e por isso eles vão criando desculpas para certas saídas para certos encontros não Saem
com os amigos escondem da família começa a inventar mentiras isso se opõe à amizade tudo isso para esconder o pecado Eles começam se afastar da vida familiar e social agora ainda que essas pessoas cometam juntas esse pecado isso não quer dizer que elas são amigas isso não quer dizer que haja uma amizade entre duas pessoas que pecam juntas e como nós já vimos o deleitável produz um vínculo fraco nas amizades o que produz um Vínculo forte nas amizades é a virtude é a amizade da pizza que a pessoa os os amigos se encontram para com
a pizza juntos né isso aí quando não houver mais meios para comerem a pizza juntos a amizade acaba esses Amigos da Pizza os amigos da cerveja eles vão embora quando a pizza e a cerveja acabam né então a impureza torna o vínculo entre dois namorados que pecam muito frágil eles não se movem para por movidos por bens superiores eles se Movem pelo apego desordenado ao deleitável eles se movem pela concupiscência então não tem nenhuma garantia de fidelidade tem nenhuma garantia de fidelidade aliás pode haver até traições nesse mesmo namoro impuro afal de contas não existe
uma garantia de fidelidade porque o luxurioso é um inconstante nós já vimos isso luxurioso é um inconstante Então os namorados Estão pecando mas nada garante que haja traições ou que haja uma desistência do namor amor e assim tudo acabe de repente no final das contas não existe um amor dirigido à pessoa do outro o que existe uma concupiscência dirigida ao corpo do outro e quando acabar a atração o interesse quando chegar um certo tédio pode haver perfeitamente uma separação entre esses namorados então não tem nenhuma garantia De amizade de Fidelidade que isso aí pode gerar
pode dar enfim forma um matrimônio futuro pode ser que não haja nada disso e muitas vezes acaba assim muitas vezes quando eles começam a entrar nessa União dos corpos sem a união de afeto sem essa união da caridade muitas vezes ocorre separações durante o namoro começa a brigar discutir se desentender e rompe aí vem os arrependimentos porque é que eu fui me entregar para essa pessoa porque é Que eu fui acreditar nessa a pessoa mas agora é tarde demais quarta consequência a impureza infantiliza impureza infantiliza a impureza infantiliza Santo Tomás ele ensina que a intemperança
ela é um pecado pueril afal de contas a virtude ela nos inclina a um bem que é ditado pela razão Nossa razão nos dita que aquilo ali é bom é um Bem conforme a razão isso é a virtude enquanto que a criança assim também como o vício da intemperança não se inclinam ao bem ditado pela razão mas se inclina um bem ditado pelas paixões um bem ordenado eh Enfim uma uma paixão desordenada quero dizer por um certo bem então por um lado a criança ela quer porque ela quer alguma coisa mesmo que seus pais tenham
dito não ela quer porque ela quer brincar mais mesmo que Seja hora de fazer outra coisa ela quer porque ela quer comer mais doce mesmo que ela já tenha comido bastante então a criança se move na direção de um bem que nem sempre é conforme a razão ela tem uma paixão ali desordenada em razão é claro ela não está bem desenvolvida é só uma criança Ela ainda não chegou à Idade da Razão ela é imatura muitas vezes ela escolhe aquilo que é contrário ao próprio bem dela e é preciso que os pais Ajudem essa criança
a colocar limites que ela sozinha não consegue colocar isso vale também para o vício da intemperança por causa do vício a pessoa que tem esse vício que sofre desse vício ela se apega a algo que vai lhe fazer mal mas mesmo assim ela continua Desejando e por isso esse pecado torna essa pessoa imatura ela se infantiliza por causa do pecado então a impureza ela também infantiliza porque como já Vimos A temperança ou melhor a castidade é filha da temperança assim como a intemperancia está diretamente relacionada com a impureza agora São Tomás ele observa que a
Luxúria não apenas infantiliza porque torna a pessoa muito dependente de algo que está lhe fazendo mal que ela não consegue por fim ela continua desejando mesmo que isso seja contrário à razão contrário à luz da fé a impureza não apenas infantiliza ela Também torna o indivíduo efeminado Em que sentido Santo Tomás ele ensina que enfim uma pessoa pode ser efeminado porque não porque ela tem três jeitos de mulher porque ela se veste porque ela se comporta como uma mulher mas por causa da relação complicada que ela tem com a virtude nós sabemos que a mulher
por natureza ela é mais suscetível ela tem uma dificuldade maior em em razão da sua delicadeza para sustentar certas ações Que exijam ali uma certa Fortaleza uma certa resistência ao sofrimento então uma pessoa afetada por esse vício que sofre desse vício ela se efeminação ela não persevera diante das dificuldades que lhe custa algum sofrimento consequentemente ela desiste abandona a virtude não consegue suportar a privação de prazer a privação de deleitação não consegue suportar essa privação logo retorna pro vício não consegue então enfrentar uma certa Dificuldade e por isso essa essa fraqueza para resistir a dificuldade
essa fraqueza para enfrentar o sofrimento efeminação torna a pessoa muito suscetível fragiliza o indivíduo fragiliza o coração do indivíduo então infantiliza e efeminação er essa a pior das consequências a impureza ela acostuma a mentalidade contraceptiva Então a impureza acostuma a mentalidade contraceptiva então o santo Tomás ele ensina que a fornicação redunda em dano à Vida da criança que será Concebida dessa relação casual porque essa criança será muitas vezes privada de uma família eh duas pessoas cometeram pecado desse pecado vem a consequência do filho e nem sempre vai haar matrimônio Algumas vezes haverá ali uma o
pai de um lado a mãe do outro e a criança fica privada de um lar de uma estrutura familiar que vai conduzi-la a ter uma boa educação então é um dano pra criança agora isso vale mesmo quando os companheiros enfim os namorados Eles tomam precauções para que não haja uma fecundação isso também redunda em dano para idade primária do matrimônio Como assim mesmo quando uma relação enfim Fora do contexto do matrimônio não aberta à vida mesmo nesse caso isso já vai acostumando os namorados a uma mentalidade contraceptiva Eles já aprendem no pecado cometido antes do
matrimônio a usufruir de relações conjugais sem o peso das responsabilidades eles já sabem fazer esse atalho e portanto se ele já sab fazer esse atalho se um já solicitou o outro com sucesso houve o pecado e ouve o Hábito do pecado Isso significa que no matrimônio existe um risco que isso ocorra de novo se eles se acostumaram ao pecado sabem por experiência que são frágeis que já entraram de acordo que já cometeram então isso pode acontecer no matrimônio então no matrimônio algumas vezes haverá medos medos eh de que os filhos causem muito sofrimento que privem
os esposos Da Liberdade deles eles não poderam viajar mais porque agora tem criança para cuidar as despesas aumentaram isso causa sofrimento porque criança chora à noite de madrugada Vai privar o casal do seu conforto da sua paz da sua liberdade eh não pode mais ter uma vida a dois tranquilos tem que cuidar de criança levar pro hospital levar paraa escola então chega uma certa altura que as tentações são muito violentas contrárias a esse espírito de Sacrifício e portanto Pode ser que em algum momento um dos dois começa a solicitar o outro para não ter mais
relações abertas à vida sem nenhum motivo para isso e muitas vezes usando de meios que não são lícitos né meios artificiais contraceptivos então é um grande risco um um namoro mal vivido levar ao matrimônio que será contrário ao motivo pelo qual ele se casar e aí nós chegamos esse paradoxo né antes do matrimônio os Dois manifestam que gostaria de ter muitos filhos seriam muito felizes com os filhos que Deus dará depois que se casam mudam de resolução começa a ficar com medo e em razão desse grande medo Eles começam a boicotar o próprio matrimônio E
aí nós vemos de novo essa consequência que são Tomás aponta da efeminação ou seja essa fragilidade do coração o medo do espírito de sacrifício o orgulho também então nós vemos que é uma ruína completa do matrimônio causada Por cada uma dessas consequências da impureza e agora para concluir depois que nós já vimos tantas coisas Horrorosas nós precisamos responder apenas uma única questão Então por que é que tantas pessoas cometem pecados contra a castidade no namoro sendo que as consequências são desastrosas até pro matrimônio futuro pode até levar a ruína do matrimônio futuro e muitas vezes
leva por é que os namorados não tomam mais precauções resoluções mais firmes Contra Esse pecado São Tomás ele ensina que quando a nossa concupiscência se apega com muita veemência nos deleites da Carne as nossas faculdades superiores inteligência e vontade ficam impedidas de realizarem com perfeição as suas atividades então nós ficamos como que cegos para pensar bem por causa de um grande apego ao deleitado então quando dois jovens começam a se Recompensar com pecados contra a castidade eles superestimam o deleitável o deleite sensível que eles podem obter juntos eles vem isso como algo que eles não
querem abrir mão e eles subestimam o mal que eles podem fazer um a outro então eu super estimo esse bem deleitável que eu não quero me desapegar dele e eu subestimo o mal que eu possa fazer ao outro que um pode fazer ao outro então eles se encontram Para Pecar Eles se recompensam com esse pecado mas depois cada um vai paraa sua casa viver a sua vida e assim eles não consideram mais outros aspectos da personalidade de um e do outro os defeitos as dificuldades eles não refletem mais não veem mais não prestam mais atenção
nesses outros aspectos estão muito apegados ao deleitável e estão Como que relevando o resto e assim nós viemos de Novo Aqui o vício da inconsideração ou eu não vejo ou eu faço de conta que eu não estou vendo porque o que mais me importa é o apego que eu tenho ao deleitar são as paixões que estão ditando as escolhas que eu estou fazendo de vida então eu não quero ver ou eu não consigo ver ou eu não não quero ver eu super estimo essa recompensa pecaminosa e eu não quero ver os defeitos os problemas as
Dificuldades depois cada um vai volta para sua casa e ninguém mais presta atenção nisso aí depois vem o matrimônio eles descobrem eles tinham defeitos que não tinham prestado atenção dificuldades e assim por diante mas aí já é tarde demais e havem as tentações por que que eu me casei com essa pessoa me arrependi de ter casado com essa pessoa porque é que eu não vi aquele comportamento aquele defeito e assim por Diante Então são todas as consequências da impureza imaturidade impulsividade inconstância Ira egoísmo tantos outros defeitos também males pecados que podem surgir desse vício e
que podem conduzir a um matrimônio desastroso e até mesmo a separação dos cônjuges então é necessário que os namorados eles se empen muito Para Viver um namoro Casto um namoro que tenha por objetivo trabalhar a caridade desenvolver uma União de almas na caridade para que eles tenham essa garantia essa Esperança fundada de que o matrimônio deles será não apenas válido mas sobretudo realizado matrimônio em que eles estejam eles tenham satisfação de terem se casado eles tenham uma alegria daquele casamento que seja um casamento feliz e o que vai realmente levá-los à felicidade sem dúvidas é
a virtude [Música]