aqui começou. Eh, então, Rejane, bom dia, né? Meu nome é Gisline, agora >> Bom dia.
>> Eh, a minha pesquisa, o tema da minha pesquisa é implementação de programas de diversidade, equidade e inclusão na administração pública estadual indireta. E eu vou te fazer mais ou menos de 15 a 20 perguntas eh divididas em mais ou menos nove blocos. Eu gostaria de que você falasse o seu nome, a sua idade, o seu sexo e qual cargo ou função você atua na Sedai e por quanto tempo.
>> Meu nome é Rejane, sexo feminina. Eh, idade 53 anos. Eu o cargo eu sou contadora, mas na Sedai eu sou técnico em contabilidade, >> tá?
Eh, Rejane, você se identifica >> há 19 anos. >> 19 anos, né? >> Aham.
>> Você se identifica com algum marcador social e em relação à diversidade, >> raça, gênero, deficiência? Você pode falar essa questão da sua filha? Sim, a minha filha tem síndrome de D, >> tá?
Ela tem quantos anos? >> 8 anos. >> Tá.
Na sua percepção, Rejane, como a diversidade, equidade e inclusão são compreendidas e diferenciadas na Sedai? Olha, a Sedai eh tem um programa até legal que não que não pegava as mães, não abrangia as mães. Ela tem até um programa de de menor aprendiz, tem pessoas com deficiência.
Eh, tem um tem um programa também com os com os com os apenados. Tem programa até bem bem legal, diverso aqui na cidade, porém com as mães não tinha. Esse é o primeiro ano, desde novembro do ano passado, que tinha o programa de ajuda financeira, uma ajuda financeira, mas não tinha um programa assim efetivo, né?
E a gente vinha lutando para isso, eh, de da gente ter, eh, como qualquer empresa pública, a maioria pelo menos de 90% das empresas públicas tem a redução de carga horária paraa mãe de de pessoa de pessoas com deficiência, né? Eh, que necessite da atenção dos pais. E a Sedai não dava isso, tá?
A Sedai não fazia esse eh não dava esse benefício, mas tem um outros benefícios, né? eh eh só não dava redução. A redução de carga horária que tá na Constituição do Rio de Janeiro não era não era eh não era dada pela Sedai, não existia isso.
E a partir de novembro do ano passado, eles eh assinaram aí e começou a a ter essa redução de carga horária. Mas assim, o que eu vejo, minha opinião, tá, é que a Cedai ela ela vai para um para um lado só. Tinha as reuniões, eh, reunião não resolve, né?
não resolve o problema da gente. Então tinha reuniões, tinha eventos, você chegava lá, ouvia um monte de coisa, mas a inclusão na realidade não existia, porque a inclusão era era para eh inclusão de gênero, mas a inclusão mesmo pro deficiente não tinha. A realidade é essa, paraa mãe, paraa mãe atípica não tinha, entendeu?
eh tinha uma tinha uma inclusão, uma falsa inclusão, né? E agora tá conseguindo abrir eh para para as pessoas com deficiência, as mães atípicas, que ficava de fora dessa inclusão aí, dessa eh do de tudo que foi feito. Ah, foi feito banheiro, tá?
E aí, banheiro botou lá pra pessoa que tem nanismo, né? Botou coisa no chão para para deficiente visual, mas fadê, não tem deficiente visual aqui dentro, não tem, entendeu? Não tem pessoa com nanismo trabalhando aqui dentro.
Então, quer dizer, uma inclusão que, entre aspas, aí agora tá abrindo, né, eh, para outras coisas. né? A briga foi grande, a gente tempos já que são poucas mães atípicas, né?
E a gente vem brigando aí com essa comissão que entrou aí, eh, tá começando a sair, saiu, entendeu? Mas foi bem difícil. Tem muita gente que ainda não tá nesse programa.
Entendi. Você acha então que a comissão ela ela contribuiu mais para esse processoir? >> Contribuiu?
Desculpa. >> É que eu tô na mesa da minha chefe aqui. Eh, eh, contribuiu sim.
Se não fosse a comissão, a gente não teria conseguido isso, porque há anos que isso é lei está na Constituição do Rio de Janeiro. A gente é equiparado a desde 2016 a gente é equiparado a a funcionário público, a gente é empregado público, então a gente tem esse direito. Eh, tinha que ser pela pela Constituição do Rio de Janeiro.
Só que não é o que acontecia aqui dentro. Não existia essa redução. >> Uhum.
>> Aí eu fiz, eu fiz um pedido, fui pro diretor. Isso. Eh, fez um ano em novembro.
Aí eu eu recebi eu >> Essa iniciativa partiu de você, então? >> Não, não foi de mim, foi de algumas mães. >> Aí fez eu e uma outra mãe.
Eu fiz um pedido particular. Eu a peguei eh minha irmã eh fez direito e aí ela me deu uma ajuda, eu redigi e mandei para eles fazendo pedido oficial. >> Uhum.
>> Que eh se não fosse atendido depois eu colocaria na justiça, entendeu? Mas isso graças a essa eh eh essa comissão que o presidente arrumou, porque se não fosse a comissão não não eh a gente não teria conseguido nem esse acesso, né? >> Entendi.
>> Então realmente eh a comissão é muito importante porque fizeram movimento, né? Sim. >> E sem sem eles a gente não ia chegar até o presidente, né?
>> É. Verdade. Então vamos lá.
>> Mas que a inclusão real não existe, não existe. >> É um passo de formiguinha, né? É, não existe.
Porque, por exemplo, teve uma reunião que estava todo mundo, inclusive a RH, a Ângela, todo mundo, eh, nessa reunião, nesse nesse evento que teve, eu reclamei porque não tinha códigos pra gente colocar para acompanhar filo emoterapia. E pelo menos uma vez por mês você tem que ir. Não dá para você ficar mandando alguém.
Você precisa ir, senão não existe evolução ali, né? E ah, eles não tem. Ah, não, porque vai lá no RH que a gente dá um jeito.
Eu não, não quero dar um jeito. Eu quero que tenha que eu tenha direito à aquilo. E aí eu mudo de chefe e acabou meu meu direito, né?
que é um direito papel. >> Isso aí. Então, quer dizer, é bem difícil, é bem complicado, porque a inclusão só existe até a página B.
Não, não existe a verdadeira inclusão. Eu acho que em lugar nenhum >> é difícil mesmo. >> Eh, Rejane, como você compreende a diversidade e por você considera esse tema tão importante dentro do ambiente organizacional?
Então, quando a gente tem um uma criança com deficiência, a gente passa a entender, a realidade é essa. Enquanto a gente não tem e não convive, a gente não sabe, entendeu? Então, eh, não é que eu entendo a diversidade, eu passei a entender e a convivência com outras pessoas que eu eh eh que eu eh comecei a entender melhor.
Até hoje eu não entendo muito bem, né? Talvez antes eu não seria inclusiva, né? Antes de eu ter minha filha.
Eh, mas em outros outros casos, eh, eu aceito melhor, né? Eh, a divergência eh quando não te atinge, quando não tá em você, não tá na sua casa, é muito diferente, é muito fácil a gente ter aquela flexibilidade, né? Agora quando tá dentro de casa é outra história.
Aí que você começa a entender que realmente não existe a inclusão. >> Você também não era inclusivo, entendeu? >> Você não lidava não lidar bem com as diversidades, não é só o outro.
E é a diversidade não é só não adianta, não é só uma comissão, entendeu? a aquela comissão ali tem um uma pessoa eh que tem outro gênero, aí ele vai puxar para ele, entendeu? Ele vai puxar os benefícios para pro tipo de diversidade dele e não entre os outros.
Então isso é é bem complicado, bem complicado, porque eu, por exemplo, tô falando aqui contigo, eu tô falando da da pessoa com deficiência, eu não tô falando >> das outras diversidades, né? >> Uhum. bem complicada.
Além, >> não basta só, não basta só você não não eh saber lidar, você tem que eh colocar aquilo paraa sociedade. As pessoas precisam >> precisam saber lidar também. É bem complicado.
>> Além desse benefício, desse benefício não, desse direito que você conquistou, Rejane, teve alguma ação específica do programa de diversidade da Sedai? Treinamento, eh eh melhoria na acessibilidade, cota, alguma coisa que você sentiu que te beneficiou diretamente? Não, só é só isso que me beneficiou diretamente.
É só em relação à minha filha. Tem também tem um auxílio, auxílio deficiência, que isso desde que ela nasceu eu tenho, >> tá? eh com algumas restrições assim, eh eh pegava uma assistente social que falava algumas coisas assim meia doidas, sabe?
Eh, minha filha usava GTT dois aninhos ainda. Ela não está matriculada na escola, assim, tipo, sabe como que é? >> Uma coisa, né?
>> É, a pessoa parece que só vê aquilo que tá escrito ali, entendeu? complicado, mas assim não outras coisas não. Eh, essa daí tem muitos benefícios, né?
Uhum. >> Mas assim, para >> para eh neurodivergente, só esses dois que já tá ótimo, que as outras empresas não têm, né? as outras empresas assim, >> eh do governo tem de outras outros lugares tem sempre teve.
Eu conheço várias pessoas que tem filho com deficiência e já tem esse benefício desde que a criança nasceu, né? E e eu não, mas a cidade mudou muito, melhorou muito, muito, muito depois desse, dessa comissão. >> Entendi.
Eh, em relação ao sentimento de pertencimento, assim, você já participou dessas reuniões, dessas campanhas? Teve alguma situação em que você sentiu que o programa de Day realmente fez diferença eh na sua experiência profissional ou nesse seu sentimento de pertencimento? >> Já teve várias, teve vários.
Eh, nesse nesse que eu falei que eu tava assim decepcionada porque eh eh eles falam muito sobre o assunto da sexualidade, mas não entra no assunto das pessoas com deficiência. Isso daí eh não não entra no assunto de de ter código, ajudar, não é tudo muito superficial. Ali eu fiquei meio que decepcionada, nem fazia esforço para ir.
Aí depois a gente conseguiu dar uma melhorada. Aí a gente começou a fazer coisas que para mandando para lá, perguntando aí e eu peguei uma assistente social boa. Aí ela não corra, você tem que correr atrás, vocês têm que ficar em cima.
Aí as coisas saíram. >> Você participou de quantas reuniões mais ou menos? Você tem ideia?
>> Olha, já tem uns dois anos que a gente participa de de eventos. É, não, assim direto não. Eventos.
>> Uhum. Eventos pontuais, né? Dia da mulher.
>> Entendi. >> Eh, antes desse, como você disse que já tem 19 anos aí na companhia, né? >> Ah, e eu também tô tendo um benefício que também >> que foi a a psicóloga.
>> Hum. >> Porque eu sempre paguei para minhas filhas, né? Mas para mim eu deixava de lado.
E aí a assistente social falou assim: "Você, você paga isso tudo aqui que a gente tem que apresentar as notas, né? " >> Uhum. >> Para sua filha, mas e você não faz nada?
Eu não, não faço porque eu prefiro pagar o delas, né? Porque o plano de saúde é difícil. Aí ela me colocou num eh num programa de ai alguma coisa emocional.
Aí eh a Sedai, a Sedai não, a Sedai Saúde custia a psicóloga. >> Que legal. E foi através da comissão que que surgiu essa iniciativa da >> Eu eu acredito que seja pela comissão, porque isso não tinha aqui e foi depois da comissão, >> tá?
Antes da comissão, antes desse programa de day, você sentia que havia preconceito, discriminação, assim que que que bloqueavam até a a a sua interação, a sua integração ou comunicação? com os demais colaboradores, assim, você sentia algum tipo de preconceito de uma de uma filha atípica? Você já sentiu algum?
Nunca >> sempre se sentiu acolhida? >> Sempre, porque assim, eh, eu trabalho aqui na contabilidade, né? E a gente já se conhece há 19 anos, então assim, eh, o pessoal é é unido, entendeu?
Eu não não acho que eu não nunca senti de preconceito, não. Todo todos apoiaram assim os colaboradores, não. >> Com outras pessoas você já percebeu algum tipo de de discriminação assim?
Não. No seu ambiente de trabalho no Não, no ambiente de trabalho não, mas eh na família sim. >> Ah, sim.
>> Na família sim. no ambiente de trabalho, não. Eh, as pessoas bem acolhedoras, mas porém eh não convive muito, né?
Agora na família assim, >> sim, né? Você sente que, assim, qual a sua sensação? Você sente que essas reuniões, essas rodas de conversa, esses eventos, essas palestras, elas têm impacto no comportamento das pessoas e na forma que que a Sedai funcionam?
Tem tem impacto. >> Como você percebe isso? Você consegue expressar um pouquinho?
Tem, olha, eh, tem impacto porque fala do novo, né? >> Uhum. >> Você do diferente e tem impacto você ver os comentários, entendeu?
Tem impacto. Tem impacto. A, aquela pessoa começa a questionar, né?
E e se a gente não tiver a vivência, a gente não não sabe, eu tem impacto sim. Eu acho que tem que ter o movimento, um movimento para para isso, entendeu? Para inclusão, tem que ter um movimento.
Se não tiver um movimento, as pessoas não sabe, não convive. >> Você acha que depois disso as pessoas eh eh t uma uma clareza maior sobre o assunto? Você acha que a comissão conseguiu proporcionar isso para as pessoas assim ao seu redor no ambiente de trabalho?
Conseguiu proporcionar assim um impacto mesmo direto no comportamento delas em questão de abrir? >> Conseguiu? Conseguiu, mas é o que eu te falei, mas na parte de gênero de entendeu?
na parte de pessoas com deficiência nem tanto. o o esse programa do menor aprendiz com síndrome de D, com outras deficiências, deficiência intelectual, autismo, e esse aí traz mais mais impacto do que os outros, porque convivemos com pessoas com deficiência aqui dentro, que ultimamente eu não tenho visto programa de uns de um tempo para cá, mas teve teve um programa e a gente conhecer, né? Porque às vezes a gente não convive com a pessoa >> agora não.
Agora a gente convive aqui com pessoas que eh tinha outra opção sexual. Caiu a ligação. Oi.
Oi. >> Preconceito, né? E hoje aqui dentro >> as pessoas que não eh que tem o preconceito ou que eh não aceita, tem que aceitar e tá aprendendo a conviver com as pessoas.
Então, eh, quando fizeram esse programa do menor aprendiz que colocaram pessoas aqui dentro, eh, mexeu com as pessoas, né? a pessoa aprendeu a lidar com uma pessoa com síndrome de aprendeu a lidar eh com a situação do autismo, porém é muito pouco, né, assim, funcionário mesmo a gente não vê aqui porque também é por concurso, né, >> mas a gente não vê. Eles botaram as coisas aí no chão, mas não tem nenhum cego.
Botaram o banheiro lá, mas não tem ninguém, porque só quem usa esses banheiros aqui é a gente, não é o de lá de baixo, entendeu? >> Eh, a população não usa. Então, para para que se não tem nenhum funcionário com essa deficiência aqui?
>> Entendi. >> Teoricamente foi para constar, né? fizeram a fizeram uma sala da mulher, né?
Eh, para amamentação. >> Uhum. >> Mas eh muito legal.
Só que tem duas grávidas hoje na Sedai. Eu faço folha, tem duas grávidas porque as pessoas são mais velhas, entendeu? >> São poucas pessoas novas.
Não tem sala de amamentação. Eles poderiam ter, na minha opinião, tá? Eles poderiam ter botado home office para essas pessoas que tá amamentando.
Seria menos o custo menor, entendeu? Uhum. E atenderia >> atenderia quem quem teve neném que tá amamentando.
Aí tem assim, tem lá a reunião de mulheres, a sala das mulheres, aí tem vários assuntos. Aí sempre eu tô indo quando dá, né? É, é.
O trabalho é bem legal. O que precisa é ter mais realidade, entendeu? Entendi.
>> Tem mais vivência do dia a dia. >> Vamos lá pra próxima. Eh, sobre representatividade de pessoas com perfis de diversidade em cargos de de liderança ou de gestão na CEDAI.
Qual é a sua percepção sobre isso? >> Liderança >> ou gestão? >> Só tem uma pessoa que a gente sabe que é homossexual.
Só >> um deficiente. Não tem >> mulheres. Mulheres assim, >> mulheres tem algumas >> pessoas com deficiência.
Não, >> não. Pessoas com deficiência eu não conheço ninguém aqui de cargo. Com cargo.
>> Então, qual seria a sua percepção? >> Nem deficiência física, nem deficiência, tá? deficiência intelectual como minha filha, talvez não desse, né, para dar um cargo melhor.
Mas eh tem as outras deficiências que não que não é intelectual, né? Uhum. >> E não tem, não conheço ninguém, >> não tem, né?
>> Não. >> Eh, então vamos paraa próxima pergunta. O programa de diversidade conseguiu reduzir a falsa sensação de normalidade e naturalidade em relação às desigualdades na sua área de trabalho?
>> Na minha área? Não. Na minha área não.
>> Não tá. Eh, >> assim, eh, você diz assim, né? mulheres no nos cargos, não.
O que era continua sendo a mesma coisa. >> Não, isso não mudou. Só mudou que eu tô saindo, tô com horário reduzido.
Isso. >> Eh, como você avalia o apoio da alta liderança em relação ao programa de diversidade? Em relação a essa comissão, você consegue avaliar assim, ter uma uma percepção sobre isso, se realmente a liderança apoia, se realmente é uma coisa que é um trabalho de formiguinha, >> é um trabalho de formiguinha, >> de formiguinha.
A liderança apoia o, a realidade é que a liderança apoia o gênero. >> Uhum. >> O resto não.
>> Ninguém fala de negro, ninguém fala de das outras diversidades, >> entendeu? fala do da deles. >> Entendi.
Você considera que a implementação do programa é algo contínuo e estrutural ou ela se limita apenas a datas assim, eh, e eventos isolados como o dia da mulher, dia da consciência negra, ou você acha que isso realmente é um trabalho ali contínuo? É um trabalho contínuo. Agora é sim um trabalho contínuo.
Só que a Sedai é assim, né? Eh, mudou o presidente, aí muda tudo, entendeu? >> Aí é política, né?
>> Tem esse problema. Enquanto tá esse presidente, vai ser daqui a pouco muda, muda tudo. Aí tiram um presidente que entra, acha que não precisa e tira, entendeu?
Entendi. Você acha que que é que é muito da liderança, né? Que é o perfil da liderança, eu tenho certeza.
19 anos aqui, quando mudar o presidente muda tudo. Aí de repente essa essa comissão acaba, muda tudo. Entendi.
Na sua percepção, as iniciativas do programa de D abrangem todos os grupos minoritários, considerando aspectos como intolerância religiosa e diversidade etária? Não, >> você já tinha, é porque você já tinhao, né? Mas tem uma lista de perguntas.
Se você quiser falar de novo, não tem problema. >> Não. Eh, para mim não abrange.
Eh, eh, limitado. A gente tá brigando e vai vai ampliando, né? Quer ver uma coisa?
Eh, um exemplo? Já teve missa aqui dentro? >> Sim, eu precisava de um exemplo mesmo.
Uma experiência. Já teve missa aqui dentro, mas eu ainda não vi um culto aqui dentro. Eu não vi um um um pastor lá embaixo que cederam o espaço.
Eu eu ainda não vi do candomblé aqui embaixo. Então não abrange, não é? Não, já vi um padre, mas não vi o os outros líderes.
Pronto. >> E essa e a diversidade etária, você também você teve alguma situação assim que você presenciou sobre faixa etária? Não, porque aqui tem muita gente iniciativas nesse programa de faixa etária?
Não, >> não, aqui tem muita gente idoso, né? O pessoal é tudo mais maduro, não tem >> não tem eh muita gente nova, gente, as pessoas novas eh que o último concurso tem não sei quantos anos, as pessoas novas é que entra terceirizado, quando muda, às vezes muda essas pessoas, entendeu? As pessoas saem, entram outras.
Então assim, eu não vejo não, porque o meu chefe tem 60 e poucos anos. >> Já teve algum treinamento, alguma palestra assim que fale sobre envelhecimento que que que falou sobre isso, sobre o envelhecimento das pessoas na companhia, né? >> Não, >> não, >> não teve não.
>> Tá >> que eu assistisse não, eu lembro não, >> tá? As políticas da comissão eh de diversidade conseguem refletir as necessidades de pessoas que vivem diferentes realidades ao mesmo tempo como racial, mãe solo, pessoa com deficiência. Como isso é percebido por você?
como as políticas, >> se as políticas de diversidade da Sedai conseguem refletir as necessidades das pessoas que vivem diferentes realidades ao mesmo tempo, racial, mãe solo, pessoa com deficiência. >> Não todas, né? >> Aham.
>> É como eu falei, não abrange todas, não. >> Tá. Então vamos lá.
Quais resultados concretos ou mudanças de atitude que você já observou na Sedai que atribui diretamente ao programa? >> O meu caso, >> qual o seu caso? >> Redução.
Redução de carga horária para mães atípicas. >> Ótimo. >> Não foi só para mães, tá?
Eh, filhos também que cuidam de mães acamadas. >> É, mas aí teve que provar. Não sei se conseguiram, mas foi o que abriram ali para esposas que t o marido acamado, mas tudo dentro de uma avaliação deles.
E >> essas pessoas também redução de carga horária nas mesmas condições que você. Isso. Só que eh eh tem uma avaliação pela medicina do trabalho, tudo uma avaliação, nem todo mundo conseguiu.
Por exemplo, eh tem gente que tem filho com TDH assim avançado, mas não conseguiu porque TDH não entra, entendeu? Eh, tem eh pessoas casadas e eu nem sei se conseguiram, mas eh entrou ali também casada, que o marido é acamado, eh o que também eh eh receberia já recebem o benefício, tá? por exemplo, eh, de reembolso de algumas despesas até o valor de 100 e pouco.
Eh, eh, tá com a mãe com Alzheimer. Eu tenho uma uma colega que a mãe dela tem Alzheimer. Aí, a Sedai reembolsa ela >> eh algumas despesas, despesas médicas, despesas, algumas despesas até R$.
É até R$500 para todo mundo. >> É, mas você tem que apresentar os recibos, entendeu? Você paga uma uma terapia, >> paga um remédio, uma medicação cara, aí você apresenta as notas e eles reembolsam.
Entendi. Eh, qual sugestão você daria, Regane, para melhorar o programa, para garantir que ele aprofunde mais essa inclusão assim que você tanto sente falta para beneficiar todo esse grupo minoritário? >> Olha, agora ficou muito melhor, né?
de novembro para cá, eu não tenho muito que é é uma uma coisa que faz diferença para mim, tá? Assim, eu não sei, eu tinha que pensar, >> mas eh, por exemplo, aqui o auxílio creche é até 7 anos. >> Uhum.
A minha filha perdeu o auxílio creche. Aí tem uma bolsa de estudo que eh eu escrevo ela todo ano, mas ela não consegue porque as que sobram é para funcionário e as que sobram pode botar para filho. Ela não consegue.
Aí eu acho que isso tudo o que tava no acordo coletivo, que tiraram tudo de aumentar esse auxílio educação, eh, porque até 7 anos é muito pouco, né? >> Pelo menos até o segundo grau. Eh, algumas coisas assim, eh, implantar o sistema de home office, porque muitas vezes a pessoa pode trabalhar de casa, mas não aqui não tem.
Tem algumas chefias que dão por conta própria, mas a empresa não tem. >> Sistema de home office, eh terapia para essas pessoas que tem para mim, mas tem muita gente que não tem, que precisa. >> E a o sistema do da redução de carga horária também.
Eh, eu, para mim foi ótimo porque a minha filha estuda de manhã, ela tá na escola e eu tô aqui. Quando eu volto, eu tô chegando junto com ela. Agora, por exemplo, teve outras pessoas que não aderiram, porque eu tenho uma uma amiga que tem o filho dela é autista, autista nível três, severo, >> só que ele estuda à tarde e não pode fazer à tarde.
Essa daí é de 8 a meiodia, não pode inverter. Ele estuda tarde e ela não entrou porque ela não tem como ficar eh só trabalhar de manhã porque ela espera o pai dela chegar para ficar com ele porque ele tá mordendo. >> Hum.
>> Entendeu? E essa daí não dá essa flexibilidade, entendeu? >> Você acha que isso poderia ser mais flexível, né?
É, poder mais >> isso, porque eles tinham que olhar. Por exemplo, uma criança com autismo severo, a mudança para ele é muito difícil, então ela não tem como colocar ele de manhã na escola, entendeu? Ela ia tentar fazer essa transição esse ano, >> mas o autista ele tá acostumado com aquilo, desregula ele.
Então ele, ela não tinha como passar ele para de manhã. >> Uhum. Aí ela tá fazendo isso gradual para ver se ela consegue pegar o benefício, mas é uma coisa que a cidade deveria fazer, flexibilizar essas coisas.
Cada caso é um caso, né? Mas não, aqui é tudo >> tem que olhar muito mais, né? Tem que tem que aber muito mais esses olhares, né?
eh, você gostaria de adicionar alguma coisa que não foi perguntado que mas que você considere que possa ser importante paraa minha pesquisa? >> É, você tá fazendo a sua pesquisa só sobre empresas, >> só é só sobre a Sedai mesmo. É um, é um estudo de caso sobre a Sedai, >> sobre a comissão da Cedai.
Eu não sei se eu cheguei a te explicar no início, mas a CEDAI é a única, é o único órgão do estado do Rio de Janeiro, eh, na verdade foi o primeiro, né, que agora a gente tem as do Sérgio também, eh, que tem a comissão de diversidade e equidade e inclusão instituída por ato normativo. Então, eu tô querendo entender a a percepção de de vários colaboradores para ver a eficiência disso, né? Para que outros órgãos do Estado também possam replicar >> Uhum.
né? eh comissões sobre isso. Então, eu tô querendo entender de fato a importância mesmo para vocês.
>> A PGE não tem, >> a PGE tem ações isoladas, mas ela não tem uma comissão instituída mesmo por decreto, assim, por ato normativo. >> Uhum. >> Só mesmo APG que tem só e eventos de de dia da mulher, eh consciência negra.
>> É, mas tem uns benefícios bons lá. Ah, sim. Lá tem >> benefícios bons e tem a redução de carga horária.
>> Tem, né? >> Eh, na polícia também, na PM também tem. >> Acho que todos.
A BR >> aqui na junta também tem redução de carga horária pra mãe. >> É, >> tem uma mãe aqui que que que que ela é beneficiada >> com a redução de 50%. É, >> então é.
Não, eu porque eu ia falar da de escola de de eh igreja, né, >> geral. >> É, mas essa pesquisa é só mesmo no ambiente de trabalho da da >> Ah, entendi. >> Tá bom, Rejane.
Então, assim, eu gostaria muito de agradecer a sua participação, tá? Que Deus continue abençoando a sua vida, a vida da sua filha, a sua vida profissional. Que tudo ocorra bem, que seja um sucesso.
Gratidão pela ajuda, pelo tempo. >> Também, ó, eu vou assinar e vou te mandar, tá? >> Tá bom, querida.
>> Tá bom. Só reforçando mesmo que essa entrevista é totalmente confidencial, tá? >> Ela não vai ser passada para ninguém, é só mesmo para eu fazer uma análise, uma transcrição.
Então, se você puder assenar esse termo aí, me mandar. Tá bom. >> Tá bom.
Obrigada. Tá bom. Prazer.
Tchau. Muito prazer. >> Tchau.
Boa sorte. Tudo de bom. Obrigada.
Você também.