é o dia de serviço era era R 1,50 até a gente chegar a passar problema e saber que eu quero um escravidão chegou o momento que eles eles disseram Rapaz esses negos não tem jeito não realmente eu nasci na comunidade de Bomfim com no anos começava a trabalhar na roça né no caso funcionava um Engenho que fabricava rapadura cachaça obrigado porque nesse tempo a os deí eram muito barato as diária Aí os pais pedia pros filhos de 9 anos de idade e ajudar no corte de cana já tinha que ir cortar cana ajudar ele para
sobreviver né eu parei de estudar eu tinha 15 anos porque não tinha como estudar e trabalhar a gente mesmo com 11 anos não sabia que era uma roupa andava com saco de de de saco aquele saco de de pano nas costas para vestir fazia umas compras o o feijão mesmo que a gente com cegueira feijão Gandu chama feijão de pau né eeram os sete dia da semana comendo Gandu ou comia o Gandu ou o caldo do Gandu vio pegar a batata machucava botava água dentro fazia aquela aquela papa e comia não era fácil os pessoal
lá trabalhava cim todinha e tinha um uma barraquinha que era onde comprava os alimentos não recebia dinheiro tinha de pegar os alimentos para levar pra casa era obrigado a comprar nessa barraca eu acho mais ou menos em 81 82 ainda existia isso e quem não quisesse já sabia é era tinha de de ou levar um srot ou alguma coisa ass de acontecer é de quem não não não aceitasse a maneira que tinha de ser o pagamento ou o trabalho mesmo nós não tinha eh esse conhecimento todo até a gente chegar a passar problema e saber
que eu quero uma escravidão é o dia de serviço era era R 1,50 houve uma venda da propriedade lá onde a gente morava meus pais tinha de e sair de lá do lugar que ele sempre sobreviveram de lá né a proprietária faleceu aí os edeiro foram entraram para fazer desentar o a escritura para vender Porque a a dona faleceu e vender a propriedade para um cara de São Paulo que nós não tem conhecimento quem era e eles deram 24 horas pra gente sair de dentro da da propriedade levar a gente à justiça alegando que comprou
a propriedade ponteira fechada nemum morador e Juiz no momento da audiência o juiz viu que ali era conversa que tinha de fato morador lá dentro aí começou toda mobilização da gente ou a gente corria atrás dos direitos ou a gente saía tivemos capanga andando atrás da gente de 2005 de 2003 até até 2007 a gente passei muito perrengue era policial era Os capangas dos proprietários a gente ia trabalhar ele seguia nós chegou a plantar uns 5000 pé de banana eles arrancaram era para intimidar porque eles estava lutando e nós lutando também pelos direitos que nós
tinha né destruíram muita coisa destruíram milho feijão batido de de coento já en cimado para mais de equitar muita coisa foi destruída e meu pai quando eles mexeram lá para tirar os poros de dentro eles mexeram logo com ele que ele tinha 14 filhos e eles viram se não mexesse logo com ele aí ele era uma das pessoas que ia conseguir abater eles lá na frente né aí eles eles disseram que só tinha um jeito de acabar com isso se botasse o leão na jaula e realmente aconteceu um fato que até hoje nós procura saber
o que foi de fato mesmo o acontecio que chegaram e e Mataram ele né a gente continuou Mataram mais velho mas ficou mais novo para levar adiante eu acho que é na hora de de um do do sofrimento que a a gente procura força para existir né e foi o que aconteceu até chegar o momento da gente provar que nós não era vasor foi onde Chegou a carta da fundação palmaria em 2007 declarando que a gente não era vasor invasor que já morava lá há muito tempo e tinha família lá muito antiga de que pelo
o trabalho do aop do INCA mostrou que tinha família lá que tava com mais de 150 lá dentro que quando nós conquistou a terra a primeira coisa que nós fez com os planti de cana nós arrancou e destruiu tudo e fizemos plantin de bananeira laranjeira e hortal hoje o você vai chegar lá no bofinho hoje que você vê lá é Bananal laranja e hortal E então as aves maravilhosas é o primeiro Quilombo reconhecido na Paraíba é o Bonfim reconhecido titulado e todo regularizado né que a gente tem maior cuidado no mundo para não poder botar
nada aqui contra min terra de jeito nenhum nós faz rodízio de Cultura rodízio de cultura é o seguinte você for o plantio numa área aí tem de dar o descanso depois quando tirar aquele planti dar o descanso para voltar com outro plantil de volta aí a terra já tem dar um Descansa um pouco aí faz o plantil e dá normal de novo graças a Deus é é o respeito com terra é o primeiro lugar que a gente faz hoje já já tô à frente da associação acho mais de 16 anos a gente conquistei a terra
mas a luta continua tanto tem a luta de de sobrevivência da comunidade como tem aconselhamento de família lá dentro tem várias coisas que a gente precisa est atento ao dia a dia não é tão fácil Tem gente que pensa que uma luta acaba no momento que conquista as coisas não é a luta continua sempre a gente toma em reunião no mês eu acho que é uns três ou quatro encontros que a gente temos e ali é onde tem as crianças tem tudo e a gente Conta essa história sempre para eles ficar sabendo o que aconteceu
que em grupo a gente se reúne se conversa bate papo bota as coisas em dia pensa no futuro e também conta a história passada que não era muito boa né Para nós não cair no desafio de continuar cometendo o mesmo erro eu acho que e a gente tem de ter consciência do futuro que a gente estamos adquirindo o dia principalmente família para eh fortalecer a raiz que vem chegando e não cair no erro que nós caiu Nós abrimos espaço lá para quem quiser conhecer o quilombo a porta tá aberta o os quilombolas Eu muitas vezes
assisto jornada de os os quilombos Terra Terra dos quilombos muitas vezes eu vi não existe que não existe rapaz se a gente sobreviveu dela veve nela nascim nela existe sim agora os povos que não nunca respeitaram el esses grandes al fundiário podia ter mais respeito com Os territórios uma que respeita o território tá respeitando a natureza e outra que depende daquil ali PR sobrevivência Eu acho que o que faz o tempo inteiro eu eu não desisti continuar é porque eu acho que é uma missão quando a gente quando Deus deixa a gente na terra tem
alguma coisa plantada ali né hoje hoje mesmo se eu deixar de desistir do do que eu comecei lá no território muas famílias depend de mim aí as coisas fica difícil tenho levar adante até um un outro segundo e tentar fazer o que eu faço e é isso que eu vou preparar pra frente se Deus quiser que eu não sou para sempre no Bom Fim hoje tem chegando asas 120 pessoas entre criança e adulto Eu acho tudo feliz da vida porque não não existia felicidade mais do que o que existe hoje e hoje a gente pode
dizer que nós somos livres sim a liberdade grande nós deci as coisas da gente e planeja eu sinto muito orgulho e e me sinto à vontade eu acho que o maior valor da vida é o caba sofrer para na frente o caba ter orgulho do que fez e pra frente é que se anda