Foit tá todo mundo ouvindo deixa eu ver se tá todo mundo ouvindo sim tá ótimo deixa eu ver se dá para ir pro lado hum a pera aí tá eu acho que é aqui tá foi agora foi tá gente então seja muito m bem-vindos a este curso é É uma honra para mim estar aqui é Montanha Mágica que nem eu já falei para quem entrou depois acho que não pegou a nossa Conversa é o meu livro favorito da vida de todos os tempos é desde que eu li esse livro pela primeira vez já faz 10
anos eu sou completamente obsecada por isso aqui e depois disso li muitas e muitas e muitas vezes e ISO tornou realmente uma obsessão tanto é que a obra do Thomas Man é a minha pesquisa de doutorado hoje dia é não só A Montanha Mágica mas também então Eh enfim é um prazer poder estar aqui e poder falar um pouco desse livro com Pessoas que gostam desse livro acho que quem gosta um pouco do livro sabe que também não é muito fácil né encontrar pessoas que já terminaram esse livro e que gostaram desse livro são são
duas questões muito complicadas né Eh e claro né nos 100 anos de publicação do livro eu acho que é mais importante ainda eu acho que é um Marco né e que a gente tem que de certa forma ressaltar quando eu comentei com o Marcos que que eu queria fazer um curso em homenagem né A publicação e ele ficou muito feliz também porque realmente é uma coisa muito especial para quem gosta do livro Oi É tudo bem tudo bem eh algumas pessoas mandaram aqui no chat falando que não tá gravando Ah tá gravando assim Pode ficar
tranquila que não é pelo mids que eu tô gravando ah perfeito então é que mand eu só queria te avisar mesmo porque você não consegue ver as mensagens né Ai não obrigada Pode Avisar pode avisar eu não consigo ver gente Mas Podem ficar tranquilas que tá gravando sim é que eu acabei usando um outro aparelho que eu achei um pouco mais tranquilo T tambem Obrigada por avisar inar imagina imagina Imagina é pelo jeito Bom pelo jeito de vocês erguerem a mão talvez eu não consiga escutar também né Eu acredito que não deixa eu testar aqui
pera aí tá tá consigo consigo tá se vocês levantarem a mão e eu continuar podem abrir o microfone e pedir licença tá Fiquem realmente à vontade eh bom e bom como eu tava falando né são os 100 anos de publicação então é um Marco pro romance é um Marco para quem gosta do romance e a gente não podia deixar passar em branco né e bom eh que nem eu falei é difícil a gente encontrar pessoas que gostem desse livro que tenham lido esse esse livro é um livro que realmente acho que divide opiniões né o
Borges mesmo argentino falava que a Montanha Mágica Era a forma perfeita do tédio ele não gostava mas também a gente tem uma série de outros autores e pessoas extremamente importantes que veneram e graças a Deus acho que somos desse time e Mas uma coisa é fato para quem não leu e comentou que acabou de começar ou que ainda não conseguiu terminar ou que começou e tá tentando de novo eh uma coisa é fato eu acho que todo mundo aqui tem que saber é que é um livro difícil de ler tá tamanho do livro né é
grande Eh mas uma dica né tentem ler o livro realmente entrando na onda do livro sabe realmente curtindo o livro e não se apeguem a entender absolutamente todos os detalhes todas as falas todas as referências sabe realmente tentem fazer uma primeira leitura em que vocês possam curtir o livro D risada do que tem que dar risada chorar com que tem que chorar e sejam felizes lendo o livro que eu acho que assim é muito mais fácil do que quando você fica extremamente bitolado Com tudo que acontece no livro acho que assim Ah vocês vão conseguir
ler com mais prazer e vai ser mais recompensador também tá porque é possível terminar e depois que você termina você quer voltar então vai ser a primeira leitura de vocês e bom é é isso então ai pera que eu acho que alguém entrou desculpa gente foi foi vou voltar aqui então vamos lá falar do curso em si tá o que acontece ah como eu expliquei na ementa do curso A ideia do curso é fazer uma leitura do romance né uma leitura extensiva do romance eh então assim a gente não vai ficar aqui discutindo questões teóricas
questões hiper complicadas eu não vou dar nenhuma leitura secundária é para vocês tá eu acho que a leitura do romance por si só já é bastante coisa eu já vou explicar como que eu vou acabar dividindo tudo e claro assuntos né secundários de extrema importância podem acabar aparecendo que nem por exemplo a Questão de um romance de Formação etc etc etc mas esse não é o foco do do curso tá é só para vocês saberem para montar esse curso Eu mesma não fiquei me apoiando em nada muito acadêmico basicamente os a maioria dos comentários que
vocês vão me ouvir fazendo são baseados nisso aqui que é o volume de comentários a obra em alemão Então aqui tem todos os comentários e esse livro aqui que saiu ano passado Se alguém quiser uma Referência mais específica Pode me escrever que é um livro muito bom muito bom mesmo e e algumas coisas eu tirei dele sempre que eu for falar dele eu vou lembrar vocês mas é só isso então assim se vocês tiverem alguma questão Claro ela vai ser mais do que bem-vinda mas realmente a tarefa de vocês é a leitura do livro tá
eh Eu dividi em seis aulas depois que eu vi que Eu dividi em seis aulas eu me arrependi tanto porque para quem já leu A Montanha Mágica sabe que sete é um número da Montanha Mágica é um número cabalístico pra Montanha Mágica eu falei Putz eu devia ter feito sete aulas para fechar o ciclo mas vão ser seis eh e o que acontece a leitura de vocês é vai ser um pouco progressiva tá então por exemplo pra semana que vem vão ser mais ou menos 100 páginas o capítulo 4 tem umas 100 páginas também o
capítulo 5 180 E aí o 5 e o seis são 200 né então se vocês acharem tá não quero ler 200 Páginas em uma semana vocês já podem ir também adiantando a leitura do livro mas cada uma dessas aulas eu vou deixar para discutir realmente até o capítulo em que ela tá demarcada porque como tem gente que não leu o livro Eu tenho um pouco de receio também de dar spoiler ou de estragar a surpresa das pessoas então eu vou evitar fazer comentários sobre os próximos capítulos mas sintam-se à vontade para ir lendo tá bom
e bom eh além da leitura do livro né que eu Acho muito prazerosa eu acho importante também a gente tentar ter em mente eh O que que a gente ainda pode aprender com a Montanha Mágica no século XXI eu acho que é um livro que não é por acaso que muitas pessoas pessoas ao redor do mundo inteiro estão fazendo diferentes tipos de comemoração aos 100 anos da Montanha Mágica eh justamente porque eu acho que é um livro que tem muito para ensinar para nós e acho que é um livro que vai além do próprio tempo
é um livro que Acho que fala um pouco sobre tudo ele fala sobre morte sobre vida sobre amor sobre amizade sabe e lê ele em diferentes épocas da vida te ensina coisas diferentes cada vez que você lê e uma das vezes que eu li o livro e foi na pandemia e e foi muito curioso ler esse livro na pandemia porque é um livro sobre pessoas que estão trancadas e em casa né no no Sanatório no caso a gente tava trancado em casa e todo mundo doente então assim toda vez que você lê Você vai pegando
alguma coisa e eu acho que isso é algo bom de se terem mente também ã bom e sobre a aula de hoje tá a aula de hoje ela vai ser bem tranquila que nem eu falei para vocês no e-mail eh quem quisesse ler o propósito poderia ler o propósito só o propósito ele tem uma página eh mas a gente vai falar muito mais eh da história da Concepção da Montanha Mágica principalmente para pessoas que já leram outras obras do Thomas Man eu acho que nem sempre as pessoas tem Total eh consciência eh do ponto fulcral
que é a vé mágica não só na obra do Thomas Man como também na história da literatura e também eh no pensamento político do Thomas mana a trajetória pessoal do próprio Thomas Man ele tem uma virada muito grande enquanto ele tá escrevendo A Montanha Mágica e isso tudo tá dentro da Montanha Mágica Então eu acho que a Montanha Mágica ela não é só importante para você Entender essa mudança de pensamento mas ela também vai marcar uma série de elementos que vão aparecer depois nas principais obras do Thomas Man eh e vão est lá para sempre
tá então Aqui tem muita coisa que tá começando e que a gente consegue perceber como ele mudou então eu acho que é sobre isso que a gente tem que falar hoje para vocês que estão principalmente lendo o livro pela primeira vez eh entrarem eh no livro mais contextualizados e sabendo a Importância que é Ah vocês conseguirem entender como a política também tá muito e ligada a esse livro Ok e mais uma coisa que eu ia falar antes da gente começar ah é na aula CCO a gente vai ter uma exposição mais particular sobre o subcapítulo
Neve Esse é o único subcapítulo do romance que vai ter uma exposição específica para ele eh porque enfim ele é o principal subcapítulo inclusive depois o Thomas F se arrependeu e falou que tinha que ter Terminado o livro aqui mas aí já estava escrito eh então ele vai ter um capítulo vai ser um subcapítulo que vai tomar praticamente a aula inteira apesar da aula ser sobre o capítulo seis tá mas fora isso aqui tá o cronograma eh sintam-se livres para ler tá na velocidade que vocês quiserem não precisa ser necessariamente isso aqui e espero que
todo mundo se divirta tá lendo A Montanha Mágica Ah bom então vamos começar Ahã como é que surgiu a ideia né Imagino que todo mundo aqui já tenha lido pelo menos um pouquinho né ah A Montanha Mágica é um livro que se passa em um Sanatório para tuberculoses tá que não é um lugar muito comum eh de um livro se passar né enfim eu lembro que quando eu era mais muito mais nova e eu ia tomar café na casa da minha avó ela era fissurada pela Montanha Mágica também e e eu via né o título
do livro e eu pensava que era realmente algo sei lá Montanha Mágica né faz remeter a coisas incríveis e sensacionais e eu lembro que quando ela me explicou que se passava em um Sanatório para tuberculosos eu fiquei um pouco chocada eu diria que a palavra é chocada um pouco decepcionada e ela falou olha não acontece tanta coisa se passa num Ah num lugar para tuberculosos no s né Então realmente não é uma ideia muito comum mas ela surgiu baseada em um evento que de fato aconteceu com o Próprio Thomas mann o que acontece eh bom
isso tudo aqui todo mundo que a gente vê da Montanha Mágica ele acontece antes da penicilina né antes do antibiótico basicamente como a gente conhece hoje então todos esses tratamentos que a gente vê hoje em dia eles não existiam e existia essa série de lugares na Suíça tinha muito por causa das altitudes das montanhas né que as pessoas podiam ir para esses lugares para esses sanatórios que custavam muito Muito muito caro né então isso é uma coisa que é bom a gente já saber não é qualquer um que tinha dinheiro para est aqui e o
ar desses lugares era considerado muito bom então ele tinha um efeito né curativo acho que dá para dizer isso para essas pessoas e então aqui por exemplo à direita tem essa essa imagenzinha de eh de da voz que é onde o livro se passa também né que tem aqui né aqui embaixo ele tá tem a a propagand Dinha De alguem quer falar pode falar eu tô vendo a primeira página ainda ai sério gente sim que coisa pera aí agora passou passou eu acho que eu vou ter que ir trocando assim tá Obrigada por avisar e
agora uhum Estamos vendo a estadia de cá tá desculpa gente eh bom então como vocês podem ver aqui na direita Isso aqui é uma propaganda né de tavos eh então tem uma raquete zinha Aqui porque era um lugar que as pessoas né iam para esquiar ainda vão até hoje inclusive ainda é muito caro para ir mas também era uma uma estação de cura que eles chamavam tá muito pequenininho aqui ã mas também tá falando disso eh então era um lugar que era era conhecido por isso né Não só da F outros lugares também da Suíça
né E ao mesmo tempo que tinha pessoas praticando Esporte curtindo Tinha pessoas como aqui na foto da esquerda é que tinham que ficar o dia Inteiro deitado eu fazia parte da do protocolo de tratamento dessas pessoas e bom todo mundo ia para esse lugar para se tratar e aconteceu a mesma coisa com a esposa do Thomas Man a Katia Man é em dado ponto da vida eles detectaram catarros no pulmão dela eu não sei exatamente o que isso significa porque enfim não sou médica mas era sério o suficiente para ela ir para uma estação de
cura como essa né para um Sanatório e também existiu uma questão porque na Mesma medida em que era o lugar que tratavam pessoas eram grandes negócios né então existia também toda uma uma discussão a respeito da honestidade às vezes desses lugares e vocês vão ver que da Montanha Mágica Às vezes isso fica um pouco ambíguo sabe ninguém sabe exatamente se ainda tá doente ninguém sabe exatamente se está doente existe uma questão psicológica aí mas sempre tem o médico né que é o berens que ele sempre tá aumentando o Tempo das pessoas onde começa a saúde
e acaba o lucro pode falar é licença obrigado por dizer isso porque isso era uma grande dúvida que eu que eu tinha ao longo do romance Será que esses médicos não estão Eh ludibriando esses esses pacientes de de alguma forma principalmente o primo do Hans né Eh gera muito essa questão e o setembr também levanta essa questão algumas vezes por por Hans sim sim eh eu acho que eh Obrigada pelo comentário eu não Consigo ver seu nome desculpa mas muito obrigada muito pertinente é uma questão que perpassa o romance inteiro né Eh pode falar quem
Hã Eu sou a Laura eh Na verdade eu lembrei que hoje em dia as reuniões as grandes reuniões dos banqueiros internacionais etc são ind voz Uhum Então eh não é à toa que se faz essa a associação com a questão financeira né sim sim Laura e todo ano né Sempre Tem alguém em algum canto da internet escrevendo alguma coisa sobre a Montanha Mágica Pera aí que alguém acou entrar eu já vi muitos Ai pera aí oi oi oi quem entrou agora eu vou voltar aqui eh sempre tem essa questão ó todo mundo tá conseguindo ver
de novo uhum tá então sempre tem essa questão de realmente não só uma questão financeira não tem a mágica eh porque né eles precisam lucrar com esse dinheiro tem várias questões com dinheiro apesar de ser uma coisa que Se passa a parte do mundo do trabalho o dinheiro tá o tempo inteiro rodando ali eh ia falar uma coisa mas não posso porque é spoiler eh e outra questão também é uma questão que a gente vai ver isso na aula que vem é uma questão também psicológica e você nunca tem 100% de certeza se alguém está
muito doente ou não como é que essa questão da doença etc Então são questões muito dúbias que eu acho que também são a graça do romance A maioria delas Fica Dúbia mesmo sabe mas claro muitas pessoas que estão ali também estão muito doentes Isso é muito bom que fique muito claro também eh e bom eram né lugares centros de tratamento caríssimos e bom depois que a penicilina foi inventada né E foi descoberta né não sei o termo correto esses lugares deixaram de ser centros de tratamento né não fazia mais sentido a existência deles e a
grande parte deles H virou hotel né Então hoje em dia por exemplo chats alip Ah que é Esse aqui da foto e também é o que tá na capa do da edição alemã que eu já vou passar para vocês ele existe até hoje na Suíça e o Vale do anatum também existe ainda hoje na Suíça que foi onde ficou a Katia Man eh bom eu não preciso nem dizer que é caríssimo em para esses lugares né hoje em dia e mas muitos fãs do romance vão para esses lugares até hoje e inclusive o chats alp
se eu não tô enganada é o chats alp O Thomas Man ele não né Ele é citado no romance esse Sanatório eh Então não é é exatamente lá né que se passa o nome do Sanatório no romance é berghof então não é nenhum desses nomes mas muitos lugares que serviram de inspiração pro Thomas Man no chats ar estão lá até hoje eu vou mostrar algumas fotos para vocês nas próximas aulas do do restaurante das Varandas das vistas então muitas pessoas que são muito fãs do romance eles vão até esses lugares para Para Viver um pouco
do que o Hans viveu enfim é muito Muito curioso que isso aconteça e eles fazem estamos de deixar assim justamente por causa disso eh bom o que acontece em 1912 a Katia M adoece e tem que ir para lá pode falar só só uma pergunta assim não sei se pertinente misturar escritores Mas você se pode fazer tipo um paralelo com o nietz também que o niet também ia pra Suíça passava um tempo lá nas montanhas e tal esse livro tem muito de n muito de n mas muito muito muito muito mesmo Assim é é a
a relação do Thomas l com o niet é uma relação que não permanece a mesma né ao longo da vida quem tem lida com o Dr Fausto sabe como isso aparece no Dr Fausto e mas tem muitas questões nitian nesse livro até aula que vem também a gente vai falar um pouco sobre essa sensação de um adoecimento por causa de uma época isso é completamente nitian então assim não sei honestamente esse o já chegou a ficar no Sanatório mas sei que ele esteve na Suíça e então Assim a relação entre autores para esse romance aqui
é muito importante inclusive com schopenhauer também com os dois alguém mais quer falar eu acho que eu escutei barulho não da eu cliquei errado aqui Desculpa Sem problema sem proa gente eu tô tipo eh vendada então podem chamar mesmo podem falar bastante tá ô luí só uma dúvida é essa obra eh a ambientação dela é em que ano mais ou menos ai você quer que eu responda essa pergunta Porque vai ser um grande spoiler é porque eu seg não porque eu tô perguntando por causa que o bacilo de coque né que é o é o
grande responsável pela tb foi foi diagn foi eh foi descoberto em 1882 e quando você f quando você falou de 1900 e pouco aí da esposa dele antes é já tinha sido identificado porque essas pessoas iam para ess Lugares Altos porque eles ainda não sabiam que era uma bactéria exato E Aí as as regiões as regiões mais altas ela tem uma concentração de oxigênio né Por causa da pressão um pouco menor então eu tô falando por causa que eu sou médica então eles a né achavam que o ar um pouco mais S feito eles tinham
uma certa vamos colocar eh dava um benefício para essa parte curativa entendeu mas aí depois que foi descoberto que era uma bactéria er num infecção isso cai por terra né porque aí realmente tem que fazer o tratamento e isso já era já era Vamos dizer um tratamento já era disseminado em 1912 ou ainda não porque eu imagino que Talvez possa ser um pouco por causa disso também o tempo entre a descoberta e o tratamento se tornar algo comum é então por isso que eu perguntei porque até onde eu tô no livro eu não consegui fazer
assim uma eh verificar mais ou menos que ano que tá passando porque ele não fala é o livro começa em 1907 tá 1907 se eu não tô enganada eh então já é depois de 1800 sim sim sim depois depois então tá na descendência ou seja esses lugares vão começar a sim sim é tipo o livro né Ele é o canto do cisney desses lugares é o fim toda uma época que inclui esses lugares também exatamente ex mais alguém levantou a mão obrigada obrigada não sei seu nome mas muito obrigada imagina Mas alguém levantou a mão
não Eu tinha levantado só para dizer que a Patrícia sabe disso obviamente que a penicilina foi foi descoberta em 28 né pouco tempo Depois de o livro ser publicado mas claro ela essa descoberta não teve Impacto porque só veio depois na questão do tratamento que foi começou Aí sim sim e mas Bom eu acho que independentemente exato do ano eu acho que a questão é que pós penicilina etc antibióticos isso aqui é um mundo que bom deixa de existir né e eu acho que bom enfim obrigada pelas colocações eu e é eu eu vou ver
depois Exatamente os anos mas eu falo para vocês a questão é que nos né Diários do Thomas Man etc não tem né enfim nenhuma outra perspectiva de tratamento né pra mulher dele que ficou bem tá gente ela saiu ela ficou o tempo que tinha que ficar e sai mas o que acontece o Thomas Plan foi visitá-la por três semanas quem está lendo o livro já deve estar dando risada desse número três semanas ele foi visitar inclusive no Sanatório e Disseram para ele assim não mas por que que você não dá uma olhadinha no seu pulmão
né acha que você não parece tão saudável e isso causou uma forte impressão no Thomas Man ele falou assim nossa é que mundo estranho e ele desceu desse lugar né n a palavra subiu e desceu é muito importante os dois verbos são importantes aqui ele desceu desse lugar com inspiração para escrever uma novela tá bom Como vocês podem ver o que era para ser uma novela ficou um pouco Maior que uma novela né Thomas Man ele não sabia se conter mas ele ficou com vontade de escrever uma novela que seria um contraponto humorístico a este
livro aqui gente eu só tenho uma edição antiga que é morte em Veneza que eu imagino que alguns de vocês já tenham lido ou visto o filme fil que é incrível é um pouco diferente mas é muito bom então o que que acontece Ele visita a ca sai com essa ideia vocês estão vendo aqui o slide de morte em benza não tá em davos Ainda é realmente eu vou ter que ficar entrando e saindo agora talvez vocês vejam isso foi uhum ah e não é qualquer contraponto tá gente é um contraponto cômico a morte em
Veneza e eu sei que isso pode suar muito estranho é para muitos de vocês é pensar Nossa mas um livro que se passa em um Sanatório PR tuberculosos que basicamente lida com a ideia de morte é um livro cômico e eu pelo menos eu acho que quando a pessoa lê A Montanha Mágica Com bastante atenção ela dá umas boas risadas o narrador da Montanha Mágica não é brincadeira e eu acho que a a ideia do cômico apesar de ter outros aspectos né trágicos dramáticos tudo bem mas o aspecto cômico que que é o aspecto Inicial
que o Thomas Man queria ter em mente né ele permanece na obra e eu acho que é uma obra que realmente você consegue dar boas risadas com ela eh e ele queria Então escrever um contraponto cômico né Isso aqui é uma carta que ele Mandou eu mesma que traduzi então desculpa qualquer erro eh ele diz o fascínio pela morte a Vitória da desordem Suprema sobre uma vida fundada na ordem e consagrada à ordem ou seja né o tema da novela de Veneza de morte em Veneza deveria ser aqui minimizado e transformado em alívio cômico tá
então o que que ele queria ele queria escrever uma história Ah que se baseasse né na ideia de morte né E nisso aqui que ele chama de Desordem Suprema sobre uma vida fundada na ordem e consagrada a ordem porque o protagonista de morte em Veneza para quem nunca leu é o Gustavo Von asen e ele é um escritor de muito sucesso e ele tem assim aquele compromisso meio germânico mesmo de trabalho de rotina de produção e isso tudo vai por terra quando ele resolve viajar para Veneza e ficar em um Balneário com né várias pessoas
ao de todo mundo e se apaixona por um garotinho chamado táo polonês Então basicamente essa ideia de alguém que tem uma vida normal e sai dessa vida normal e vai para um lugar totalmente fora da rotina né fechado internacional com pessoas de vários lugares diferentes e tem essa paixão e esse flirt com a morte isso tudo também tá na Montanha Mágica eh porque realmente foi a ideia que deu origem né A Montanha Mágica ele queria continuar falando disso e bom essa a ideia principal né Eh tem outras questões também né A questão com a doença
é muito forte em morte em Veneza também muito muito forte e bom essa novela O Thomas Man ele já tinha publicado os B po quando ele tinha 24 anos se eu não estô enganada de 1901 eh e esse aqui Ele publicou em 1912 também foi muito lido muito aclamado fez muito sucesso com isso aqui então ele queria continuar né tratando desse tema da morte em Veneza Mas como eu falei para vocês isso aqui ultrapassou a ideia De uma novela e se tornou um romance então algo que era para ter 100 páginas se tornou algo de
1000 páginas E aí entra uma questão que é muito importante que é a pergunta o que que aconteceu né o que que era uma coisa que era para ser uma novela se tornou um romance absurdamente grande e a resposta para esta pergunta a gente vai voltar tá na morte em Veneza na próxima aula vou deixar alguns Alguns trechos etc que realmente eu não quero estragar as Surpresas de ninguém mas vamos lá o que mudou o que aconteceu para que isso aqui desamb asse isto aconteceu que vocês não estão vendo né Eu imagino Deixa eu pôr
de novo isso aconteceu todo mundo tá vendo sim Primeira Guerra né primeira guerra mundial aconteceu então o que acontece eh O Thomas Man ele tinha começado a escrever A Montanha Mágica em 1912 certo a primeira guerra mundial explode em em 1914 né se não engando Agosto de 1914 é então de 14 até 15 O Thomas Man ele continua escrevendo ainda Mont a mágica só que a partir de 1915 ele realmente ele para com a escrita da Montanha Mágica e ele escreve considerações de um apolítico que não é um romance é um livro de escritos políticos
mesmo que tem 400 e tantas páginas é um livro bem grandinho não tem tradução pro português do Brasil tem tradução pro inglês pro francês pro espanhol etc mas pro Português não tem e bom Explode a guerra ele para de escrever o romance então ele vai ficar de 15 a 19 sem tocar na Montanha Mágica Montanha Mágica esquecida e ele vai retomar em 19 e vai terminar o romance Ele termina de escrever em 27 setembro de 1924 e publica o ROM no final de novembro de 1924 então a gente tá falando de um livro que começou
ser escrito em 12 e é publicado em 24 com um período de pausa no meio né que é Justamente né enfim a guerra e o que acontece a partir daqui a partir desse ponto o livro toma proporções políticas que não existiam na ideia original do livro que na verdade nem faziam propriamente parte do ideal de concepção de obras do Thomas Man até aqui vocês já vão entender melhor o que eu quero dizer com isso isso aqui é o que ele fala quando ele menciona a guerra e a relação do livro com a guerra então ele
diz as novas ideias que a Experiência interior da Guerra haviam despertado em mim se cristalizaram no plano antigo a narrativa provou ser tão receptiva a elas quanto uma esponja que incha e vários estágios a novela grotesca que eu pretendia escrever se tornou o retrato em dois volumes da época então aqui ele usa o termo S Build a build em alemão significa uma imagem e site tempo então realmente o retrato de uma época né com todas as suas relações filosóficas e até mesmo místicas o novo Mundo de experiências se uniu na Montanha Mágica como um cristal
de todas as experiências da época assim resultou uma espécie de resumo do estado geral de espírito e da Alma da Europa então estamos falando aqui de Europa no período anterior à guerra um romance de época Side Roman vamos voltar neste termo que ultrapassou as dimensões originais da peça satírica relacionada à morte em Veneza Então o que acontece eh depois da eclosão da Guerra a gente Tem o aspecto que já existia que é a relação com a morte com a desordem e a gente tem agora o aspecto da Guerra essas coisas elas vão se misturar elas
vão se colar a de Veneza Então não é que uma Deixa de existir quando outra aparece as duas estarão existindo ao mesmo tempo e inclusive vai ter uma relação da ideia da Concepção errada de morte com a guerra ele vai fazer isso depois dentro do romance ele vai enfim analisar todas essas questões eh e isso É muito muito importante por quê Porque isso dá um aspecto político histórico pro romance que ele não tinha antes eh e claro né e a primeira guerra mundial representou uma mudança com completa né realmente é uma ruptura na na história
da humanidade se a gente parar para pensar que o império né o alemão Caiu né O que a gente se consolidou de chamado de segundo he né chegou ao fim 1918 E aí a partir daí você tem o início Da ah República de Vaima até 1933 então a Alemanha tem uma experiência republicana de 18 a 33 que é quando né O que se convencionou a chamar de terceiro R né eh acende ao poder isso inclusive essas questões de primeiro e segundo R são uma nomenclatura ironicamente nazista tá e a gente sem querer adotou a convenção
né Eh mas enfim então tem essa experiência democrática que vai acontecer depois também é o fim do Império austro úngaro que er um era um Império poderosíssimo né temos Revolução Russa então o mundo realmente ele deixa de ser como ele era existe um grande eh um grande buraco entre o que era o mundo antes da guerra e o que veio a ser o mundo mundo depois da guerra então toda essa essa ideia de que existe um mundo antes e existe um mundo agora ela tá também ah na Montanha Mágica a gente vai ver isso hoje
isso já tá colocado no propósito da da Montanha Mágica tudo bem até aqui Alguém tem alguma Pergunta só acrescentando no comentário da dos efeitos da primeira guerra você também tem toda a evolução tecnológica científica tudo que provocou Então realmente uma mudança em vários os sim e na também na madeira Obrigado pelo comentário não consigo ver o nome eh na maneira como se fazia a guerra né Eh eu não vou saber o nome da substância mas teve guerra química né da Primeira Guerra Mundial e se eu não me engano depois disso até houve uma uma questão
Com gases e tudo né que era até um vamos dizer um novo jeito de se matar pessoas hoje em dia se a gente for parar para pensar as pessoas fazem guerra com drones mais pessoal que isso eu não sei o que é mas pode falar quem levantou a mão eh professora uma pergunta eh vou chamar de professora fique à vontade ai eh eu não li o livro ainda porque me botaram muito medo né meus amigos tentaram ler não conseguiram teve um que terminou e quando terminou falou Graças A Deus então Eh mas me inscrevi num
curso justamente para conseguir entender primeiro primeiro né O que tipo ter uma noção para para ler e essa questão que você falou da Primeira Guerra me lembrou muito né Não igual a questão dos efeitos da Guerra Nossa minha cachorrinha aqui no Tok né o Tok escreveu né A questão do Senhor dos Anéis pensando numa numa ideia mais antibelicista né no mundo e fora da guerra e tudo mas eu queria saber se Eh nesse romance também há essa questão da fuga para um mundo antibelicista ou e o a a experiência da Guerra não causou essa questão
nele tipo não foi como token por exemplo que experimentou aquilo e falou vou criar um mundo eh a parte você diz né a parte isso eu diria que assim em relação ao token e eu acho que tem questões do Thomas Man com token que são um pouco parecidas ah em termos de utilização de Mitos vamos dizer de reapropriação Talvez de determinados Mitos eh em relação ao nazismo por exemplo ah os nibelungos né que o Wagner transformou em ópera o token ele tinha né essa questão também de porque ele era professor né de línguas antigas germânicas
etc eu sei que teve uma uma intenção também de utilizar a história para que ela não fosse Eh vamos dizer livremente manipulada né pelos nazistas e pelas ideias que os nazistas tinham o Thomas Man em certo sentido ele mexe com mitos e com ressignificação de alguns Mitos eh mas não aqui na Montanha Mágica José e seus irmãos por exemplo e no dror Fausto ele lida com alguns mitos no dror Fausto por exemplo eu acho que mais alemão do que Fausto não fica eh Para justamente fazer comentários políticos específicos sobre a Segunda Guerra Mundial e para
criticar o nazismo o que acontece aqui na verdade apesar de ser um mundo onde Acontece uma suspensão do mundo real né Então as pessoas elas não estão trabalhando elas não estão Produzindo elas não estão acordando cedo elas estão vivendo no mundo à parte né Elas Ficam sei lá quantas horas por dias deitadas em suas cadeiras olhando pro nada mas eu acho que isso não significa que ele se despega da questão a questão vai entrando no livro então Apesar dele ser um mundo separado os debates que as pessoas têm as questões que as pessoas colocam Como
diria o Italo Calvino né todas as questões do século XX estão na Montanha Mágica então eu não acho que Seja uma coisa de se despegar como se fosse um mundo completamente à parte Apesar de que né o Hans ele tenta ficar a parte mas as questões da época elas se colocam não tem o que fazer não tem como fugir Essa é a questão Então acho que isso seria uma uma diferença com o mundo que é completamente vamos dizer criado para ser fantasia não sei se foi bem essa pergunta não sei se eu respondi foi Foi
sim muito obrigada viu imagina Obrigada pela pergunta eh bom então o Que acontece primeira guerra tá o que acontece quem é Thomas Man quando a guerra começa essa é uma questão muito importante também Vocês conseguem ver ah deixa eu ver foi Acho que vocês conseguem ver né Sim Ah isso aqui é o Thomas Manes da guerra tá aqui é esquerda a gente tem o Bet poan que é considerações de uma político né em alemão e eu peguei eu não peguei nada desse livro eu peguei de pensamentos na guerra é um texto super acessível vocês Podem
encontrar onine para ler a tradução é do máo frungilo que é Supremo excelente e é um texto de 10 páginas Então se vocês quiserem ter uma ideia melhor do que que é isso aqui vocês podem pegar o texto para ler quem não conseguir encontrar Pode me escrever eu tenho o texto aqui também eh mas isso aqui é o Thomas Man quando a guerra começa o que acontece Hã o betart po ele começa a escrever em 19001 15 né que daí depois ele vai parar De escrever A Montanha Mágica para terminar isso aqui e ele publica
esse livro em 18 então a guerra já tinha acabado quando ele publica o livro e ele já é outra pessoa porque uma coisa é você Louvar a guerra quando ela estoura outra coisa é você viver a guerra e você testemunhar o fracasso do seu país sabe e você ter que ver a pobreza e você ter que ver muita coisa ruim acontecendo Então é claro que o Thomas m do começo da guerra não é o mesmo Thomas m do Final da Guerra então quando ele publica considerações de uma político ele ele quase publica pedindo desculpas falando
olha então eu escrevi isso aqui eu vou ter que publicar mas eu já nem Penso tanto assim tá mas então vamos entender o que que ele pensava né ah basicamente nesse texto pensamentos na guerra já tem que questões que também vão aparecer na Montanha Mágica tá ele faz contraposições basicamente então ele vai contrapor a ideia de cultua que seria Cultura em português e Civilization que seria civilização né O que que é isso basicamente a ideia de Cultura ela tem a ver com do que ele chama de uma comunidade orgânica com valores morais né e a
civilização é representada assim sobretudo pela França né que é inimiga da Alemanha né e tem a ver com a Revolução Francesa tem a ver com a democracia tem a ver com a república então basicamente a república democrática né é o lado da civilização e Essa coisa mais tradicional etc é a questão da cultura que era uma questão na Alemanha né porque a Alemanha até 1870 que é justamente quando ela né vai se unificar em 71 eh ela começa a ter um desenvolvimento industrial muito acelerado e ela começa a se tornar um ator político muito importante
na Europa EUR só que tem aquela questão Nós não somos e franceses Nós não somos Ingleses a nossa Constituição política a maneira como as coisas acontecem aqui é muito Diferente então a Alemanha também tentava entender qual que era o lugar dela nessa configuração capitalista da qual ela fazia uma parte importante agora então a gente tá para lá a gente tá para cá e tinha gente de tudo quanto é tipo com tudo quanto é ideia por exemplo o irmão do Thomas Man o Heinrich Man que inclusive também era romancista e eu super recomendo para quem tem
mais curiosidade pelo SM lê os romances do hman eu sei que aqui no Brasil você Consegue encontrar o súdito e an azul são bons romances são muito bem escritos assim como Herman Hess por exemplo o hman era um pacifista convicto que era uma exceção tá mesmo entre os artistas e eles ficaram totalmente contra guerra desde o começo inclusive isso fez com que o Thomas Man e o h Man brigassem de parar de se falar mesmo assim muito mais tarde voltaram a se falar quando hein ficou muito doente e ele já tinha perdido outras pessoas e
acabaram Voltando a se falar mas isso gerava brigas assim realmente muito Profundas entre as pessoas e inclusive quem já tá lendo vai saber que o setembr tem muito do irmão do Thomas Man então isso gerava brigas e eram questões que tão na vida real tão na guerra e vão ser transpostas para Montanha Mágica isso que tá tudo lá então ele vai compor eh contrapor cultura e civilização a Alemanha a França muito então a França aqui a Inglaterra também são inimigos eles não vêm os alemães como pessoas eles não entendem os alemães tem mil críticas aqui
aos franceses e um último fator que eu acho extremamente importante é o fato de que aqui o Thomas Man ele associa o elemento apolítico à arte então apolítico não político eh ele vê o artista basicamente como uma pessoa que tem tem uma vida separada da vida do Estado então do jeito que as coisas estão do jeito que as coisas funcionam é Bom porque assim a gente tem uma separação entre as coisas o estado ele é autoritário beleza mas ele cuida da vida dele o artista está separado do estado e não deveria estar eh se importando
tanto com isso vamos colocar assim então o autoritarismo seria essa forma ideal para ele e o antidemocratico do thas Man deriva disso que na verdade eh é uma questão muito alemã também né não é do nada que isso surge na obra do Thomas Man essa é uma questão essa Interioridade alemã é uma questão muito premente nos artistas essa separação entre as coisas e vai est muito presente por exemplo morte em Veneza tá tem trechos de morte em Veneza que são praticamente citados inteiros né indiretamente no considerações de m político pode falar quem levantou a mão
por favor Isaac aqui é luí é interessante isso né porque eu eu eu Essa época eu já li que era muito mar ada por essa disputa entre alemães e Franceses que era Na verdade uma disputa por duas visões de mundo romantismo e iluminismo Eu sou professor de direito e é curioso que no direito aconteceu um debate exatamente em 1914 que era sobre se a Alemanha deveria ter uma legislação de cima para baixo como tinha a França o código civil da França e os alemães colocavam contra Exatamente porque o savini que é esse autor que defendia
ele achava que a a legislação deveria vir da cultura das Tradições dos institutos Enquanto o outro que defendia Essa visão de mundo né Iluminista racionalista republicana democrática achava que um código era um modo de regular as relações humanas do modo mais racional que foi o relato que venceu na França e que chegou até nós inclusive né na influência do nosso código civil Mas enfim muito interessante essa disputa entre romantismo e iluminismo muito interessante mesmo Isaac eu não sabia sobre essa questão da legislação eh mas isso era inclusive você falou que eu ia falar em seguida
que outra questão aqui é a questão de romantismo contra iluminismo é então é mais uma das contraposições então Alemanha França cultura civiliz romantismo iluminismo eh e essa questão de tipo arte de um lado política de outro né então o artista essa interioridade alemã né ela tava separada da vida pública e Isac se Você não não lembro se você falou se você já leu o livro mas acho que vai ser muito interessante para você porque essa questão romantismo versus iluminismo Ela tá também dentro do romance incorporada em duas personagens diferentes e acho que você vai vai
gostar e e eu sei também que a pode falar oi eu sou Nicolas prazer Oi ncolas prazer eu sou eu sou professor de história né e eu não poderia deixar de Recomendar nesse nessa discão que a gente tá tendo um livrinho sobre a primeira guerra mundial do Luciano cânfora cham 1914 não sei se alguém já leu esse livro recomendo fortemente porque ele ele vai no frigir dos ovos desses debates que a gente tá discutindo agora as diferenças entre França a rivalidade né inclusive ele até ele cita o súdito do hinman né Eh mostrando como oesman
nesse livro ele ele Analisa assim como a vida das pessoas na Alemanha é Naturalmente levava oo conformismo né levava essa questão da raça de falar da né enfim ele ele vale muito a pena o livrinho muito legal muito gostoso só uma recomendação rápida muito obrigada Nicolas pela recomendação é eu acho que é muito interessante quando você lê livros eh tem um aí se chama a Torre de Marfim é da Bárbara tuchman é um livro também muito bom que fala ela separa por países assim um pouco antes da da guerra e vai falando de como tudo
levou a isso É muito interessante também tamb e também coloca essa questão da Alemanha querer ser um país com colônias né porque a Alemanha não tinha colônia até aqui então também entra essa questão não foi só porque mataram o Du e frf né era uma questão muito mais profunda alguém levantou a mão eu Laura pode falar Laura então eu trabalho com música né e uma música erudita e nesse ponto também é é interessante só mais um uma um exemplo A esse Respeito do que o Isaac vocês estavam falando que é a questão do schenberg versus
um debc Ravel então o schenberg de fato ele pretendia quebrar uma ordem existente enquanto debc Ravel eles absorvem ordens vindas de outros pontos eh do Globo né tipo a música eh a música asiática principalmente então é diferente uma absorção de outras culturas diante de uma ruptura da própria cultura são duas visões de mundo bem antagônicas a Francesa versus a alemã no começo do século XX tá eh era isso que eu queria dizer obrigada por a ouvir minha minha preleção obrigada você Laura e você sabe uma coisa interessante me corrija se eu tiver errado no que
eu falo agora porque enfim minha formação não é música mas o Thomas Man ele muda tanto que tem essa separação né Alemanha França mas o assim o o fator o acontecimento extremo de perseguição né contra ele na na época do Nazismo é quando ele fala de de como Wagner eh incorpora outras culturas e isso deixou os nazistas possessos possessos E então isso também é uma questão né você ver como ele acaba mudando do que De quem ele é aqui totalmente é outra pessoa Sim esse rótulo do Wagner como sendo um nazista etc é uma coisa
muito discutível pelo menos do meu ponto de vista eh a gente discute muito mas isso é assunto para outros né mas de qualquer maneira Eh penso que é por aí mesmo que o Wagner tinha incorporava toda uma uma questão alemã que que extrapolava a questão eh do nazismo era muito além era uma questão da natureza da da criação de uma personalidade ah musical alemã que já vinha desuma des betoven enfim é por aí S sim com certeza com certeza Obrigada pela pela colocação é muito importante muito importante mais alguém levantou a mão Acho que não
aí eu levantei a luí pode falar pode falar nessa questão das sugestões eu queria sugerir um filme maravilhoso para mim um dos melhores que foi feito que é do Kubrick o mesmo que fez 2001 etc que é sobre a primeira guerra que é glória feita de sangue onde ele mostra essa questão dessa da dessa diferença da primeira guerra porque na verdade ela foi a última guerra realmente de trincheira e ela foi de Uma violência absolutamente assim sanguinolenta então para quem quer se aprofundar um pouquinho sobre isso esse filme é maravilhoso muito obrigada pela recomendação Muito
obrigada mesmo eh até acrescentando tem o livro né que eu eu sofri tanto com o livro que eu confesso que eu não tive coragem de ver o filme que é também nada de mes Fronte né ganhou até o Oscar enfim eu sei que Também mostra bem essa coisa horrorosa né sobre a Primeira Guerra gente tem olha infinidades também de recomendações mas obrigada se mais alguém tiver recomendação pode levantar a mão Obrigada viu pela recomendação eh bom então é isso eh tem essa questão da interioridade que eu tava falando eh isso inclusive se reflete na própria
criação literária alemã porque por exemplo E se eu pergunto para vocês assim ai tá autores de romance franceses Do século XIX vocês vão falar uma infinidade tem que certeza que muita gente a pessa Pugo solá etc etc etc mesma coisa com Ingleses se eu falo quero alemães do século XIX que escreveram romances talvez alguém fale um F bris da vida uma coisa assim mas eu tenho certeza que serão pouquíssimos que vão conseguir passar disso aqui um rof manda vida beleza mas não passa muito disso aqui justamente porque tem essa questão com um romance eh também
eh os Alemães eles não só se sentem estranhos em relação à constituição né socioeconômica capitalista etc mas eles também se sentem um pouco estranhos em relação à forma literária que representa eh essa burguesia capitalista que é o romance tanto é que o birdon Roman que a gente vai falar sobre hoje também ele é bem né ele tem uma questão interior bem bem forte bem marcada que representa um pouco disso também na Alemanha né E que tudo tá em discussão aqui então né é um Texto gente é perdoem Thomas Man tá por favor é um texto
horroroso é um texto que ele fala coisas assim que os não os nazistas não desculpa os os ufanistas da época tentaram se apropriar disso aqui sabe e ele teve que enfim né fazer as as jogadinhas dele para que isso não acontecesse e tal ele fala por exemplo em necessidade da catástrofe europeia Então são coisas um pouco complicadas de ler mas a gente perdoa ele porque ele escreveu num tem mágica depois então tá Tudo certo para vocês darem terem um gostinho né então ele diz assim a arte está longe de interessar-se pelo progresso e pela ilustração
pelo conforto do contrato social em suma pela civilização do gênero humano então aqui repara ele tá contrapondo arte humano ela não se interessa pela civilização do gênero humano sua humanidade é de ciência completamente apolítica seu crescimento independe da formas de organização do estado e da Sociedade fanatismo e superstição não prejudicam seu florescimento quando não o favorece e com certeza ela tem mais intimidade com as paixões e a natureza que com a razão e o Espírito quando ela se dá Ares de revolucionária ela o faz de maneira elementar não no sentido do Progresso ela é um
poder conservador e configurador e não dissolvente podemos ainda colocá-la ao lá de um outro poder elementar e fundamental da vida que neste momento Abala novamente o nosso continente e o coração de todos nós eu me refiro à guerra então ele tá colocando as duas coisas do mesmo pé e ele também diz como poderia o artista o soldado no artista não dar graças a Deus pela derrocada de um mundo de paz ou se dar graças a Deus pela derrocada de um mundo de paz do qual ele estava farto completamente farto guerra era ação libertação o que
sentíamos e uma enorme Esperança disso falavam os poetas apenas disso realmente Falavam muito tá teve nos dias seguintes a ao começo da primeira guerra mundial eu não vou saber o número exato agora mas era uma quantidade estratosférica de poemas que eram publicados em jornais saudando a guerra louvando a guerra comemorando a guerra felizes com a guerra etc Então realmente você vê como tem uma louvação a guerra uma questão de achar que é uma coisa boa de que o mundo de paz tinha algo de Errado né que as pessoas estavam se sentindo mal nesse mundo e
nessa época tinha várias discussões realmente falavam que o mundo tava muito feminino e muito Pacífico que algo tinha que chacoalhar esse mundo para que tudo mudasse Então não é à toa que ele tá falando isso aqui isso aqui que nem eu falei eh esse texto pensamentos na guerra é de 1900 e 14 aí o que acontece começo da guerra corta a cena para Deixa eu pôr aqui o Fim da guerra tá é outro texto aqui acho que vocês estão vendo né alguém pode alguém quer falar hum não sei acho que eu escutei o barulho de
que alguém levantou a mão se você quiser falar pode falar Eh bom esse aqui é o outro texto a tradução desse aqui também é do Mário frungilo tá gente eu peguei diretamente com ele ele foi meu meu orientador Na graduação mas não tá publicado eu não sei nem se eu posso passar isso para vocês porque fora isso Aqui tem só em alemão eu acho talvez em francês e mas é um texto muito interessante esse texto Aqui já é de 22 ou seja 192 4 anos depois do final da Primeira Guerra Mundial e isso aqui foi
lido tá isso aqui foi lido na comemoração de 60 anos do Gerard halman que vai ser fonte pra criação de um dos personagens da Montanha Mágica que a gente vai conhecer um pouco mais paraa frente que é também incrível e ele vai Lá e lê isso aqui só que isso aqui é completamente diferente do que o Thomas Man do começo da guerra então o que que acontece todas as ideias que eu acabei de falar para vocês todas estão invertidas agora então por exemplo Alemanha versus França nesse texto já não é mais assim nesse texto inclusive
ele fala né do ha o hautman era um escritor naturalista e ele vai falar que bom que ele se inspira nos franceses como Olá Então já tem até um um elogio Aos franceses né outra questão que tem aqui paz né ele fala não sou pacifista mas ele se coloca totalmente contra guerra totalmente contra guerra outra questão que a guerra Agora não é mais uma coisa boa a guerra é ruim a guerra a gente não tem que Louvar a guerra a guerra é horrorosa horrorosa não tem o que fazer fazer que aqui essa primeira citação né
que ele diz a guerra é mentira seus próprios resultados são mentira ela própria não importa quanta Honra o indivíduo possa estar disposto a investir nela está completamente Desprovida de Honra e por isso para o olho que não engana a si mesmo ela se apresenta quase inerte como Triunfo de todos os elementos nacionais brutais e malignos arca Inimigos da cultura do pensamento como uma orgia Sangrenta orgia Sangrenta isso muito importante de egoísmo degradação e maldade gente a gente acabou de ler uma citação onde ele falava que viva a guerra sabe é uma Mudança muito brusca e
aqui por exemplo a gente já tá na república de Vaima né ele se coloca eh como que ele chamam de Fan republicana que seria uma pessoa que apoia a república por questões Racionais e para evitar um mal maior que pode surgir disso né Parece até que já sabiam O que poderia acontecer e uma questão que que é fulcral né que foi uma das coisas que a gente falou é não tem mais a separação entre artista e política ISO não existe mais nesse texto Inclusive Tem um momento eu não coloquei aqui mas ele diz que o
estado queiramos ou não fica a nosso cargo dos Artistas ele foi colocado em nossas mãos ele se tornou Nossa causa que temos que defender bem e Exatamente isso é a república então agora arte política estão de mãos dadas e a função do artista é defender isso e ele também faz um malabarismo e teórico comparativo e que vai colocar um pouco por terra essa comparação entre romantismo e iluminismo que ele estava Fazendo no outro texto o que acontece ele vai aproximar dois poetas que Sei lá talvez o aluno mais corajoso de teoria literária ousaria compararem um
trabalho que é no fales não sei se é familiar para todo mundo muitíssimo importante pro romantismo alemão e Walt Whitman e que é o poeta da Democracia né um poeta né estadunidense de luz né então aparentemente alguém que não tem nada a Ver com novales nada a ver com romantismo alemão ele vai colocar as duas coisas juntas para provar pras pessoas porque ele tá falando para um auditório né que ah a ideia da República ela pode ser tão elevada segundo ele quanto o romantismo alemão e nisso o que acontece ele também tem que aproximar O
novales da ideia de república então ao longo do texto ele vai pegando trechos e citações de novales e falando olha como isso aqui é Republicano Olha como isso aqui tá próximo de nós a gente também tem que ser assim etc etc etc e ele vai aproximando eh temas né dos Poetas então por exemplo ele fala ok os dois poetas tem uma o que ele chama de paixão pelo orgânico né pela vida mas eles também têm simpatia pela morte aí você pensa Putz Walt Whitman o que que isso tem a ver Aí ele vai lá pega
um poema do wal Whitman pega um trecho e mostra como a morte se Vizinha no poema dele então ele faz essa aproximação para mostrar que tá as coisas talvez não tenham que ser mais tão Opostas assim talvez de uma maneira única de uma maneira alemã beleza que seja uma república alemã mas que seja uma república né E que ela una essas coisas que aparentemente não fazem sentido juntas e aqui ele diz né saúde doença se quiseres toda poesia doente Pois todas e cada uma está inseparavelmente Incuravel ligada no fundo com as ideias de amor de
beleza e de morte mesma poesia ostentadora de frescura racial Atlética de Walt Whitman Pera aí que eu já te dou a palavra que por um momento nos permitiu colocar a democracia em relação ao esteticismo pode falar alguém levantou a mão eu levantei eu levantei Ah é uma pergunta na verdade esse ponto de virada ele não tem uma relação Direta com a república de weimer tem totalmente sim sim porque Depois porque Qual é a data que ele escreveu esse texto acho que você falou e eu comi bola é 22 é a comemoração de 60 anos do
Gerard hman aham é não tem tudo a ver assim eu eu acho que em certo ponto tem talvez até mais a ver com a derrota alemã e como ela se deu e a humilhação que foi né a gente não pode esquecer de Versa de tudo a Alemanha perde terras e pra França eh e também claro né aí vem a república de Vaima que se apresenta né como República como uma ideia nova também de governo Então tá totalmente ligado as coisas estão muito ligadas e o Thomas Man ele realmente vai apoiar a a república de weimer
Uhum é porque na verdade a república de weimer foi um respiro né uhum sim pr pra ascensão nazi né sim sim com certeza e do ponto de vista artístico quer dizer de todas as artes né na foi maravilhoso foi maravilhosa foi Nossa foi perfeita eh alguns dos meus romances Alemães favoritos eh São diretamente frutos da República de vi belin Alexandra plat eh São romances incríveis dessa época teve também tem uma Berlim era uma cidade muito interessante tem um é uma história em quadrinhos né se chama Berlim mesmo eu esqueci o nome do autor mas ele
é uma é um retrato muito vivo de Berlim durante a república de vai é muito interessante mostra como a vida era já muito vivo em Berlim muitas coisas né E escusas já aconteciam em Berlim e também mostra essa questão essa briga gigantesca entre né vamos dizer comunistas mesmo né né e pessoas de né do outro lado do espectro enfim já existia tudo isso isso era muito viv também foi uma época muito complicada na Alemanha né e a república de Vaima ela não foi é muito pacífica assim acontecer coisa atrás de coisa questão atrás de questão
o Hitler Tentou um golpe durante a república de Vaima né então também tem Muitas críticas que podem ser feita a república de Vaima e tal então É uma época extremamente interessante extremamente interessante e Enfim então aqui e obrigada pela coloca tá não vi quem era mas obrigada e professora só uma uma dúvida que eu né Não me atentei e de maneira geral como o romantismo ele é utilizado por Thomas Man antes Tipo antes da guerra e agora depois porque aparece o romantismo né nesse trecho que você colocou e aparece O romantismo antes mas de que
maneira tipo eles aparecem e como é diferente assim essa questão é porque Como é seu nome desculpa é Larissa perdão Eu Larissa não imagina E então Larissa o que acontece é que por exemplo se você for pensar em pensamentos na guerra né o romantismo ele é usado como uma maneira de justificar uma vamos dizer essa comunidade orgânica e voltada para para questões vamos dizer hiper tradicionais sabe e hiper germânicas Então tipo assim olha por exemplo foi uma época irmã Spring todo mundo conhece né em que eles saíam por aí pegando histórias né mitos alemães mesmo
e ele usava isso como vamos dizer uma questão para você colocar cultua essa coisa que tinha que ser preservada contra a civilização aqui não aqu ele tá usando o romantismo para se integrar na civilização então tipo é alemão É mas isso não significa que a gente não pode se integrar ao sistema de modelo Político que tá aí nem que seja uma coisa Nossa então ele tá meio que também virando a chave um pouco entendi essa civilização do do primeiro é qual qual civilização é a civilização é tipo quem não quem não é alemão basicamente ele
tá falando que assim ele não tá falando do mundo inteiro né ele tá falando da Europa seria basicamente o que a gente chama de de governos Democráticos republicanos então ele tá falando basicamente da Europa Ocidental por exemplo a França a Inglaterra etc então ele tá falando principalmente da França da Inglaterra que seria essa coisa né democrática republicana principalmente disso entendi perfeito Obrigado professora imagina imagina eh bom então a gente tem aqui por favor dá licença Luísa por gentileza pedir para as pessoas fecharem os microfones porque está vazando ruído e tá difícil de ouvir por Gentileza
Então quem tiver com o microfone aberto por favor feche eh bom então aqui ele diz eh mas a poesia não é vida através de si mesma quando poetas amam o mar por amor da morte é que ele tá falando do Walt Whitman de poema que ele comentou e não se diz que a vida se originou do mar e a simpatia com a morte não é romantismo vicioso ou seja um romantismo ruim né apenas quando a morte é contraposta à Vida como poder espiritual independente Em lugar de ser consagradora e consagrada acolhida nela aqui entramos na
monha mágico então ele diz o interesse pela morte e pela doença pelo patológico pela decadência é apenas uma forma de expressão do interesse pela vida pelo ser humano como a faculdade eh humanística de medicina não da Medicina prova quem se interessa pelo orgânico pela vida se interessa especialmente pela morte e poderia ser tema de um romance de Formação mostrar que a Vivência da morte é Enfim uma vivência da vida pois conduz ao ser humano Então esse texto da República alemão ele já tá juntando tudo o político a questão da morte a questão da vida a
questão da formação que é basicamente né a ideia da mon É Mágica então aqui está ela finalmente e vê se vocês estão vendo esse aqui é o chat que eu comentei com vocês no começo da aula que estava lá na foto ele é usado nessa edição aqui da Ficher a Edição alemã e então o que acontece aqui a gente chega na Montanha Mágica que vai ser o resultado de tudo isso dessa mudança dessa virada de paradigma que vai unir essa quantidade absurda de temas em um livro Só o Thomas Man tinha esse probleminha e de
colocar muita coisa e nos livros dele por exemplo e o Dr Fausto entre a primeira e a segunda edição ele mandou pra filha dele revisar e ela cortou um monte de coisa falou Cara isso aqui parece uma uma vamos dizer um trabalho acadêmico então ele tinha essa questão de colocar era era uma mente também que não sei como é que tanta coisa cabia numa cabeça só e Mas então mon mágica el é de todas essas coisas tá ela é um livro que a história do livro eu acho que é tão interessante quanto o livro em
si porque ela também tá contando a história do seu autor tá contando a história da sua época e tá mostrando uma mudança de paradigma que Existiu entre o mundo de antes da primeira guerra e o mundo de depois da segunda guerra e aqui é uma carta que ele escreve ao schnitzel autor também muito bom de língua alemã austríaco tem livros dele traduzido aqui no Brasil e ele diz né exorta a a fração recalcitrante de nossa juventude e de nossa burguesia a se colocar finalmente sem posicionamento prévio ao serviço da república e da humanidade uma tendência
que talvez lhe causará espanto e quanto Ao amor pelo pensamento da humanidade que eu constato depois de algum tempo em mim ele se encontra talvez em em conexão com o romance no qual trabalho já há muito tempo a mon mágica uma espécie de romance educativa que a ideia é um som e de em que a experiência da enfermidade e da Morte leva um rapaz a conceber a ideia do homem e do Estado então vocês vem como tudo aqui já tá junto e tudo tá fazendo parte de um sistema Só não sei Se isso é familiar
para todo mundo eu acredito que pra maior parte das pessoas que tá aqui seja esse aqui é essa é referência tá eu vi do G Que bom é muito rapidamente né porque senão a gente vai ficar sem tempo esse aqui é o paradigma do romance de formação na Alemanha tá e existem protor romances de formação como simplíssimo do khaen que também é um romance que vai ser republicado não sei se esse ano ou ano que vem mas que é muito bom também mas Enfim esse livro é o Paradigma e depois que isso aqui foi publicado
e lido e debatido por chila etc enfim foi uma grande comoção entre os os clássicos de e os românticos etc isso aqui virou Paradigma e tem uma infinidade de referências do Thomas Man falando desse livro aqui quando ele fala da vonia mágica justamente porque aqui esse livro Ele tá em conexão com a ideia do romance de Formação que é um gênero tipicamente alemão que é basicamente a história de Uma pessoa que geralmente é um jovem que sai né de casa e para basicamente entrar em contato com diferentes pessoas aprender muitas coisas é um processo realmente
de amadurecimento é um processo de aprendizagem é um processo em que você não é linear então sempre tem erros você revê certezas e enfim você se torna né você vai mudando a sua personalidade e você vai se formando né basicamente é isso e a gente vai falar muito disso Ainda aqui porque essa esse é um dos grandes debates da Montanha Mágica é um romance de Formação é um antir romance de Formação o que que tá acontecendo aqui tem artigos e artigos e artigos e livros e as pessoas discutem isso acho que deve sair artigo todo
dia sobre isso na internet e é uma questão porque não é um se é uma formação a gente pode debater Isso é uma formação não tradicional isso com certeza né então aqui o gênero tradicional ele já tá Sendo colocado um pouco em crise um pouco em em questão pode falar licença é Lucas Paulino é a gente poderia pensar num num romance de deformação né de de uma contrafação no no sentido de quê Porque Hans cast esse esse engenheiro da planí né Uhum eh quando ele sobe à montanha ele vai começar a desfazer algumas alguns pensamentos
a a bagagem vamos chamar assim que ele traz da da planí eu não sei se a gente pode Pensar dessa forma a Ah muito boa colocação Lucas essa essa é uma das questões eu só já tem pano pra manga aqui é eu não sei se eu usaria o termo deformação E quando eu penso em deformação eu penso mais por exemplo no tambor do pintag grass Ah até um pouco ah em Berlim Alexandra plates sabe e em certo sentido tem essa deformação no sentido de que ele tá revendo certezas e de fato desconstruindo eh muitas coisas
que ele aprendeu mas ao Mesmo tempo essa é questão com Montanha Mágica ao mesmo tempo que tem essas questões que você pode pensar numa antiforma até em certo sentido né numa espécie de deformação também tem questões muito típicas de um romance de Formação então por exemplo o fato dele subir na montanha e mudar questões que ele tinha também é uma coisa muito clássica de uma formação sabe é muito é uma questão muito complicada assim e até o próprio vir maist tem várias questões Muito irônicas já no próprio paradigma do romance de Formação por exemplo tem
ironias em relação à formação do virel maista e E aí também discussões e discussões e discussões mas por exemplo o simples nome dele ser maista mestre é uma grande ironia né porque ele é tudo menos um mestre ele tá lá para aprender Então essas coisas também estão presentes na Montanha Mágica não é um ponto Pacífico e eu acho que é por isso que é bom porque daí tem colocações como A suas que me desafiam que desafiam todo mundo que ler mas eu acho que a gente pode vamos guard a ideia de deformação e debatê-la ao
longo da Leitura combinado pegar aqui B professora uma dúvida os slides serão disponibilizados após a aula eu posso mandar para vocês Claro posso mand Tem um colega meu que ele leu o a montanha mág A Montanha Mágica ele gostou só que ele não foi chamado E aí ele ficou muito triste eu tô triste Até por ele né eu tô mandando as citações ele falou nossa ela pode disponibilizar depois eu falei eu acho que eu vou conversar com ela porque eh isso ele faltou essa questão para ele né Ele leu a obra do zero vendo vídeos
no YouTube sobre o autor mas isso agregaria muito mais a leitura né então por ele eu tô perguntando aqui se Claro e fala para ele que vai ficar tudo no YouTube depois perfeito pode deixar tá E fala para el se ele precisar também pode me escrever Não tem problema nenhum perfeito muito obrigada tá bom imagina imagina e bom Então essa é a Montanha Mágica tá eh dito isso né vamos ao livro Demorou mas chegou e o que acontece vocês vão ver não tem como ele ter escrito esse propósito eh quando ele começou a escrever o
livro né E esse propósito se eu não me engano ele é de 1919 quando ele retoma a escritura do romance eh tem uma págin Zinha tá uma pagin zinha de nada eh acho eu amo eu acho Muito bem escrito isso aqui quando você já lê você já pensa meu Deus do céu é uma obra prima eh e todas essas questões que eu falei aqui além de outras questões que vão aparecer recorrentemente no livro Elas já estão aqui tá Elas já estão presentes a gente vai ver algumas delas Hoje a gente vai ler juntos isso aqui
né Eh claro né O resto das coisas do livro não dá pra gente ler junto eu vou sempre trazer as principais citações para vocês Eh mas só para vocês terem um gostinho do que que a gente tá entrando aqui principalmente para quem ainda não leu Ah esse é o propósito já começa curioso porque em alemão o a palavra que ele usa é foas ates e já é uma palavra um pouco estranha para isso aqui não é uma palavra muito corriqueira porque ela pode de fato significar em alemão eh um prefácio um preâmbulo tudo bem mas
ela também tem um sentido de ABS em alemão que seria uma Intenção talvez Oi pode falar é só para dizer que não passou para nós não passou a O slide Ai desculpa gente eu me empolgo ai foi agora foi aham foi desculpa gente eu vou ter que resolver esse problema PR próxima aula eh bom então propósito né e tem vários sentidos essa palavra Eu também já encontrei ela inclusive nesse livro que eu mostrei para vocês do bos Maya ele comenta que também pode ser uma palavra que é usada como a folha de Encadernação que conecta
a capa do livro e o bloco do texto Então quase como uma questão material no uso da palavra então já é uma palavra muito curiosa O livro é muito curioso e como vamos ver ele começa de uma maneira muito curiosa então ele começa assim queremos narrar a história de Hans não por ele a quem o leitor em breve conhecerá como um jovem singelo ainda que simpático Mas pela história em si que nos parece em alto grau digna de ser Narrada e cabe dizer a favor de Hans Castor ser essa história dele já que não é
qualquer um que cada história acontece essa história já se passou há muito tempo está recoberta por assim dizer pela página do tempo e deve ser relatada incondicionalmente na forma do passado mais remoto então o que que a gente tem aqui ok né Vamos ler a história de Hans Castor já veio uma quebra de expectativa não por ele tá não por ele mas pela história em si e não Sei se s soua para vocês com uma quebra de expectativa mas Imaginem o leitor do século XX lendo isso aqui pensando Putz não por ele tá então por
quem né isso aqui já é uma uma questão da Montanha Mágica primeiro isso aqui tá sinalizando and que é uma história também maior do que o próprio Hans casts vai ficar muito Claro na próxima aula é uma história que ultrapassa a questão pessoal dele de certa forma as coisas que ele sente as coisas que ele a maneira como ele se Sente no mundo que leva ele a subir é são questões que eram questões da própria época então é uma história que pela história em si ela também é importante e não só por ele tá mas
é uma coisa que você lê e fala nossa tá bom né pode falar Isaac de novo luí você acha que você acha que você concordaria com a ideia de que vários momentos ele ele meio que menospreza o Hans Casper né Eh você e aí agora ouvindo você falar que ele escreveu isso já depois que voltou à Obra será que ele não tava associando esse primeiro Hans Castor exatamente aos valores da da tradição alemã uma tradição que ele queria superar será que esse menosprezo não era porque o Castor era símbolo disso também também tanto é que
o Castor ele incorpora de certa forma esses valores que vão ser colocados em questão lá em cima Ahã E também como uma crítica pós guerra né Por exemplo a esse esse comportamento De descontentamento em relação ao próprio tempo né E como é que você lida com isso então com certeza Z com certeza com certeza absoluta eu acho que sim eh isso também né Eu eu acho chato ficar atrasando outros romances né porque não é esse o ponto mas isso também coloca ele numa para quem sabe para quem conhece muito bem o virel meister do gter
isso coloca ele numa linha muito eh de Roman de Formação também porque o wihe ma por exemplo ele também o Narrador também trata o wihe desse jeito um jeito um pouco irônico um jeito um pouco às vezes até menosprezando e tem várias questões assim por exemplo o Thomas Man mesmo fala né que o o g chamava o ver m de pobre cachorro se eu não me engano e o Hans cast ele é o filho enfermiço da vida ele também é um coitado né De certa forma até aqui também mas aí já uma discussão um pouco
mais profunda né Eh tinha um um debate em relação ao Viel mais até na época de Publicação do livro e o chila falou assim vocês percebem como o romance ele não gira ele não é contado pelo viim ele é contado meio que pela história pela não por ele em si mas por quem ele entra em contato nessa história de formação né em alemão o chila inclusive ele usa o termo Z vegan e que significa tipo que tudo acontece não por causa dele e aqui o Thomas Man usa o termo zet villen quem chama atenção para
isso é também o BO Maya no livro dele e mostra como as Ideias da formação elas também estão conectadas nas Entrelinhas assim sabe então é tudo isso aqui de não ser por ele do jeito como ele trata acho que alguém tá entrando e tão colocadas aqui acho que foi não sei quem foi Ah bom o que mais temos aqui né ah outra coisa muito importante aqui é que essa história já se passa muito tempo né Já se passou muito muito tempo Ah ele também tá fazendo aqui uma espécie de né ele tá colocando algo de
épico né Aqui também falando olha essa história é passada essa história é Épica essa história já aconteceu há muito tempo e ela tem que ser arrada na forma do passado mais remoto tá que passado é esse então e ele vai continuar falando da ideia do passado né ele vai dizer eh isso talvez não seja desvantagem para história alguma mas vantagem né que seja tão remoto é necessário que as histórias já se tenham passado e quanto mais mergulhadas no passado caberia dizer Melhor corresponderão a sua qualidade essencial de histórias e mais adequadas serão o narrador esse
mago que evoca o Pretérito a gente ainda não sabe de nada mas a impressão que dá é que é uma história muito passada muito muito muito muito muito passada Eh aí ele diz acontece porém com a história o que hoje também acontece com os homens e entre eles não em último lugar com os narradores de história ela é muito mais velha que seus anos então aqui já tem um Fator de relatividade Então não é que ela é velha porque ela é velha ela é muito mais velha que seus anos né sua vetz não pode ser
medida por dias nem o tempo que sobre ela pesa por revoluções em torno do sol numa palavra não é propriamente ao tempo que a hisória deve a seu grau de antiguidade e o que se pretende com essa observação feita de passagem é audir e remeter ao Carter problemático e a peculiar duplicidade desse elemento misterioso aqui já entra Tudo a ideia de tempo tá Esso aqui ele eu falei para vocês né do termo que ele usa e mais pra frente ele vai fazer uma palestra ío e ele diz que esse é um mas em um duplo
sentido primeiro porque é um romance sobre uma época e em segundo lugar porque é um romance sobre o tempo então o tempo ele é um um elemento que vai ser debatido dentro do romance e a própria estrutura do romance A gente vai ver isso com calma mas a estrutura do romance Ela é definida também em jogos temporais que reforçam a ideia de relatividade do tempo tá lembrando que isso aqui tá sendo publicado Einstein tava vivo né Ah também tem o ser e o tempo de heeger apesar de não ter provas de que o Thomas Man
leu a obra dessas pessoas eram ideias que estavam rolando por aí pode falar quem levantou a mão é se jiz de novo então fazendo também ess paralelo com autores talvez tenh influência do Bergson também não porque Bergson é com Certeza com certeza uhum com certeza e é uma questão que não assim a a ideia do tempo aqui né a percepção do tempo eh do que é o tempo do que é a realidade de como o tempo passa ela não é também uma questão que vai se resumir à Montanha Mágica né Se a gente for parar
para pensar por exemplo o líos do James Joyce em busca do Tempo Perdido para falar dos mais Basic comes né em busca do Tempo Perdido MRS dalloway e o deserto dos tártaros são todos romances que ah tão Liando também com a ideia do que é o tempo de como o tempo passa né E que né como ele se configur em Literatura porque também não dá pensar o tempo e não dá mais pensar literatura do mesmo jeito depois da guerra entãoo isso aqui também tá deer forma sendo colocado aqui e sendo colocado como algo que acontece
que não é que só o tempo não é o mesmo os homens não são mais o mesmos e o jeito de narrar as histórias não pode mais ser igual era tá então tem muita Coisa já que tá sendo trabalhada aqui nesse propsito eh e bom você fica pensando Tá ok Que evento é esse né Que evento Estamos falando agora vamos entrar nele narrador diz mas para não obscurecer de modo artificial é toca o slide a O slide Pera aí Ah foi foi tá todo mundo vendo agora né ai gente desculpa e aí volta ao narrador
mas para não se obscurecer de modo Artificial um estado de coisas Claro em si seja dito que a idade sumamente avançada de nossa história provém do fato de ela se desenrolar antes de determinada peripécia e de certo limite que abriram um sulco profundo nas vidas e consciências dos homens Então antes de determinada peripécia vocês já sabem qual é o evento né quem lêu moné mágica sem saber de nada tá perdidinho ainda não sabe mas a gente já consegue imaginar né pode Falar alguém me contar Oi Luiza eh Miguel falando pode h e ag e agora
tô falando sobre essa questão do tempo ã me lembrou que se eu não me engano lá no início do José os seus irmãos Ele fala também ele inicia o o o romance né falando sobre o poço do tempo é muito profundo tudo mais ele começa a falar sobre essa questão do tempo e da retomada dos tempos antigos dos tempos primitivos para contar uma história bíblica né Ã E também o o tempo aparece muito importante ali no Dr Fausto justamente pelo pelo pacto dos 24 anos o pacto fáustico né eh e e as questões do Adrian
leverctin assim falando sobre eh a sua necessidade de cumprir a sua tarefa porque o tempo se esgotava né H Então me lembrou muito isso eu não tinha atentado para para essa para essa questão do do tempo no início ali nesse nesse Prólogo do livro ã nesse propósito mas tu falando me Hã me fez essas essas associações com o tempo nas outras obras dele assim muito muito interessante Obrigado pelo comentário Miguel é e até no Dr Fausto principalmente que eu consigo falar muito melhor do Dr Fausto aqui sobre a José e seus irmãos eh a questão
também de como tempo no dror Fausto apesar de não ser um tema tão claro aqui a gente vai ter gente sobre capítulo sobre o tempo tá a história para e vamos falar o Que é o tempo e v ficar pensando sobre o que é o tempo mas no Dr Fausto o tempo da narrativa também é trabalhado de modo em que você consiga eh conectar o passado é da Alemanha com o presente da narração né então você tem o Zum ele tá se Narrando Narrando Então tem um presente da narração e ele também tá narrando eventos
passados Então tem um passado da narração e essa dubiedade temporal também é que permite ele associar as duas coisas né associar Adrian com o nazismo por exemplo né é justamente porque ele tem essa mobilidade temporal né dentro do que ele tá tá escrevendo então o tempo o thas Man gente ele escreve né ele escreve muito bem então assim ele consegue fazer coisas com as narrativas que são muito impressionantes assim e e eu já vou voltar nessa questão que você falou sobre as histórias muito antigas como José e seus irmãos que vai aparecer algo aqui então
obrigada pelo pelo comentário E pode falar licença novamente Lucas Paulino é poal eu faço mestrado em em crítica e análise literária né e uma das coisas que mais me me incomodou no sentido positivo ao ler Thomas Man na Montanha Mágica essa relação do do narrador Dessa voz narrativa e o tempo né porque tem a história de Hans cast uhum eh e há um momento acho que é Logo no início da narrativa que o narrador volta e vai narrar sobre eu acho que é uma uma bacia De batismo que era do avô de de Hans cast
né e parece que a história de Hans caston entra em suspensão nessa nesse voltar nesse rememorar desse outro passado né já que a história passa num passado e ele volta ainda mais parece que é uma uma um infinito retrocesso certo e outra coisa interessante é o uso Eh agora termos mais técnicos da dos elementos da narrativa né é o uso de cena e sumário Que o narrador faz porque por exemplo as as cenas eh que Teoricamente se passaria em um ou dois minutos mas o narrador ele se detém em 20 páginas 30 páginas e ao
final ele diz enquanto eu estava narrando isso se passou 3 meses e 3 meses se passam na narrativa em em um período só eu acho muito interessante essa essa relação do narrador com com o tempo né Lucas muito bom comentário a gente vai falar muito disso ainda E mas é muito interessante como o tempo ele estrutura esse romance então é um pequeno Exemplo né a gente vai ler uma cena onde alguém tem que ficar 7 minutos tudo é o número sete tá gente nesse romance com um termômetro embaixo do braço e esses 7 minutos é
um parágrafo com linhas gigantescas É como se você tivesse vivendo minuto por minuto daquilo e o tempo não passa na cabeça do personagem e e é angustiante é angustiante só que tem situações de que O tempo faz assim ó passou se meses sei lá é e inclusive também outra questão aqui que é difícil a partir de um certo ponto é difícil você se localizar temporalmente eu acho que foi na terceira leitura que eu consegui mapear quanto tempo se passou em cada situação Então até que alguém comentou hoje ah a pessoa que é médica Patrícia se
eu não me engano falou ah não sei quando começa quando termina é isso entendeu então assim o tempo ele é uma Questão aqui é uma questão e já tá colocada assim de cara mesmo bom então e também por essa questão de ser uma coisa que é antiga mas ela é muito antiga justamente porque faz pouco tempo que ela se passou que é uma ideia também extremamente interessante porque não é tão distante de nós né se a gente pensar no mundo de antes da pandemia às vezes ele parece mais antigo pra gente do que a nossa
infância então Assim grandes Fatos e grandes acontecimentos podem fazer com que a proximidade pareça muito distante e e às vezes é mais difícil a gente lidar com as questões da proximidade de um passado um pouco mais próximo do questões do que questões muito antigas Então tudo isso tá sendo colocado aqui até essa questão da história também né bom aí ele vai dizer e sobre a história né ela se Desenrola aí aqui gente pausa para isso não avancemos com o uso do presente ela Se desenrolou numa época transata acabou o uso do presente guardem essa informação
no coração de vocês porque mais paraa frente vai ser útil Então o que acontece até o momento o narrador não tava usando o passado a partir daqui ele anuncia leitor não avanos com o uso do presente acabou o presente então agora entramos oficialmente no mundo do passado e que jogada gente o narrador da Montanha Mágica Eu Acho É incrível assim é uma pessoa sensacional E a partir daqui é quase como se fosse um comentário metaficcional né então fala não avanos com uso do presente não vou mais falar no presente acabou o presente ela se desenrolou
numa época transata outrora nos velhos tempos naquele mundo de antes da Grande Guerra cujo deflagrar marcou o começo de tantas coisas que ainda mal deixaram de começar mal sabia Thomas Man O que mal tinha deixado de começar e a tragédia que ainda estava por vir é quase como se ele Tivesse antecipando as coisas horrorosas que ainda viriam acontecer ah antes pois é quando ela se Desenrola Se bem que não muito antes justamente por causa disso que a gente falou e não será o caráter de antiguidade de uma história tanto mais profundo perfeito e maravilhoso quanto
mais próxima do presente com menos antes ela se desenrolar bem pode ser que sob outros aspectos a nossa história por sua natureza intrínseca tem cá e lá algo em comum com os contos Maravilhosos Justamente esse caráter de antiguidade esse caráter de algo que enfim não parece ser da nossa realidade ele faz uma relação aqui com contos maravilhosos que em alemão a gente traduz como Mion e é assim que tá também ah no romance em alemão né Eh justamente essa Associação com merin E aí também tem essa associação do José e seus irmãos com algo que
é muito antigo de certa forma é uma suspensão né o que acontece na Montanha Mágica não tá Se passando de fato no nosso mundo do dia a dia então isso tem um aspecto um pouco maravilhoso de fato eh mas justamente é uma coisa também que a suspensão não anula uma mensagem muito importante que tá acontecendo naquele mundo né o próprio José e seus irmãos tem tem uma série de críticas né ao nazismo que estão embrenhados ali na narrativa então aqui também tem Esse aspecto e quando ele menciona contos maravilhosos em uma outra carta eu não
Coloquei porque eu tava com medo de ficar muita coisa O Thomas Man ele menciona Um M alemão escrito por wilheim House que se chama the Nasa que é a história de um menininho chamado yaco que enfim é uma historinha muito fofa se vocês procur arem na Wikipédia vocês encontram ele uma bruxa enfeitiça ele e ele dorme e ele dorme por 7 anos e ele sonha nesses 7 anos que ele virou um esquilo e que ele é ajudante da bruxa na cozinha Então ele cita isso então também de certa forma tem eh uma grande conexão com
m alemão Inclusive tem um livro do aar o sobrenome dele eu posso passar a referência para vocês depois que é só sobre isso é só conexão da Montanha Mágica com elementos maravilhosos etc é muito interessante Então isso aqui é mais um aspecto né do livro é uma é um mundo que ele tem pessoas do mundo real mas ao mesmo tempo ele é algo a mais Então a gente também tá criando essa Esse clima né esse ambiente que a gente vai ver aula que vem e aí ele vai falar também quase como uma coisa metaficcional aqui
né nar rala emos pormenorizadamente com exatidão e minúcia pois Desde quando a natureza cativante ou enfadonha de uma história depende do espaço ou do tempo que exige né então vamos com calma sem medo de sermos acusados de meticulosidade inclinamos noos pelo contrário a opinar que realmente interessante só é aquilo Que tem bases sólidas então o narrador de novo mostrando a cara dele e ele termina assim não será portanto não abrir e fechar de olhos que o narrador terminará a história de rans não lhe bastarão para isso os sete dias de uma semana que tem uma
referência né o mundo foi criado em sete dias mas isso não basta para esse romance tampouco serão 7 meses apenas melhor será que ele desista de computar o tempo que decorrerá sobre a terra Enquanto essa tarefa o mantiver enredado de certo não chegará Deus me livre 7 anos imagina né ã dito isso comecemos né 7 anos que se você calcular mais ou menos fora o tempo que o Tomas Man ficou parado é mais ou menos o tempo que Ah ele leva para escrever literalmente né Trabalhando é o que já é também uma ironia assim e
o dito isso comecemos né Eh esse narrador também prestem muita atenção gente no narrador ele é um narrador em terceira Pessoa mas é um narrador em terceira pessoa que desafia muito assim ele é não é mas definitivamente aquele narrador eh que se esconde atrás da narrativa né como um ideal né do século XIX por exemplo ele dá as caras ele faz comentários ele desm Car o Hans Às vezes o Hans Fala um negócio dele vira pro leitor e fala hum hum hum isso aqui era mentira ele é muito engraçado então ele ele entra na narrativa
Eu Assim eu vejo ele quase como um personagem da Narrativa mesmo e me lembra até um pouco alguns narradores do dostoyevski Por Exemplo né os irmãos karamazov tem um narrador que é um pouco assim ele dá opinião mas ao mesmo tempo ele não é uma pessoa fisicamente que integra a narrativa Então acho que vale muito a pena prestar atenção nisso pode falar é Lucas novamente ele me lembrou um pouco alguns narradores do do Machado de Assis né que se intrometem na narrativa e tudo mais e muitas vezes Se você não não ficar atento esse narrador
ele você pode interpretar como se fosse o Hans cop pensando ou falando mas não é é o narrador mesmo Sim às vezes eu tava lendo e pensava isso aqui é do Hans cast ou isso aqui é do narrador é o fluxo de consciência o discurso livre etc sim nossa Lucas com certeza tem muito disso de discurso indireto livre né Acontece muito disso aqui e se você compara isso é muito Interessante Também quem já leu os Bud sabe disso é um narrador completamente diferente eu acho que alguém que pega por exemplo a obra do Thomas Man
para analisar o primeiro romance do B falando de ranção né Montanha Mágica e dor Fausto você vê como um autor pode mudar ao longo da vida dele porque assim Claro A Montanha Mágica perto do dror Fausto ela não tem tantos jogos meta ficcionais etc tudo bem mas a gente tem que levar em consideração que esse livro foi Publicado em 24 em 24 por exemplo na Alemanha ainda não existia tradução pro alemão nem de em busca do tempo perdido nem de Ulisses né então o livro é de 24 o castelo do cfic é de 25 o
processo é de 26 belin Alexandra plates é de 29 o homem sem qualidades é de 30 então esses a gente que tá lendo tudo isso hoje em dia às vezes a gente olha pra Montanha Mágica e pensa tá mas perto desses livros A Montanha Mágica quase conservadora assim como perto de um Phans Awake o Dr faust vai ser quase conservador Claro porque o thas mantin é isso também da forma tradicional do romance tudo bem mas se a gente pensar com a cabeça da época de um alemão da época que não tinha nenhum desses livros que
eu comentei alguém que só lesse em alemão por exemplo isso aqui era de Fato muito inovador isso aqui era uma coisa que você olhava e falava nossa né só o fates o propósito por si só já era uma coisa muito curiosa e que claro Tinha Pessoas que amavam e tinha pessoas que detestavam detestavam ajudou o Tomas Man a ganhar o Nobel em 29 ajudou mas também foi fonte de polêmica foi fonte de muita polêmica porque realmente não era o que as pessoas estavam acostumadas a ler então eu acho importante levar em consideração e tentar encontrar
Eu acho que isso é muito bom quando você lê a monté a mágica tentar encontrar esses jogos narrativos porque é um narrador que às vezes ele parece hiper Onisciente mas tem horas que ele não narra as coisas como se ele não soubesse às vezes ele parece até um pouco não confiável então é um narrador extremamente interessante assim de se acompanhar Então se a gente for parar para pensar a gente tem uma questão de tempo aqui a gente tem a questão da Guerra a gente tem a questão de uma suspensão né então tanto temporal quanto física
ah a gente tem também por exemplo os jogos narrativos esses todos são Elementos que o fato do Thomas Man né escrever que a história é do Hans Mas não é por causa dele isso tudo são elementos tentem guardar isso em mente quando vocês forem ler os capítulos 1 2 e 3 Para pro próximo encontro que a gente vai ter porque são elementos que vão estar dentro do romance de uma forma muito muito muito forte é Deixa eu só mostrar aqui para vocês e aí eu já posso voltar pra Sana ver o rosto das pessoas Essa
é a Bibliografia que eu usei Tá eu vou mandar os slides para todo mundo coloquei o meu contato também caso alguém precise eh queira me mandar alguma coisa apesar de vocês já terem o meu contato né e agora eu posso voltar pra sala Alguém tem dúvidas pode falar Laura por favor você poderia dizer que e na verdade você acabou de falar primeiro segundo e terceiro capítulo é isso Gostaria de confirmar issoo o que que a gente lê pra aula que vem ó aqui os capítulos 1 2 e 3 tá vendo eh pelas minhas contas vai
dar coisa de 100 páginas o capítulo 1 e o Capítulo dois eles são bem mais rápidos de ler eu acho que Cada um deve ter sei lá 20 páginas e o capítulo TR tem cerca de 60 páginas eção 100 páginas é OK obrig TR pode falar luí Eh uma dúvida que eu acho que tem a ver Com deve ter a ver com isso que você comentou do que é uma história de um de um esquilo de um rapaz que que virou um esquilo aham que eu fui ver uma antes de sa que ia ter o
curso e tals né fui ver uma alguma palestra na internet para justamente ter essas informações mais a respeito do da obra do período da publicação e aí o o palestrante né ele cita um um Romance que eu não vou saber falar o nome mas de um escritor alemão do século X que é justamente essa história de um parece que essa história de um jovem que vai pras montanhas e tal parece que é um é uma história que já existia e é recorrente na na literatura alemã aí eu lembro você falou do esquilo eu acho que
tem a ver porque é uma história um pouco fantástica nesse sentido Uhum eu queria saber um assim um pouquinho mais pelo menos esse você já tinha ouvido falar Desse the runenberg é the runenberg eu não conheço eu nunca li é e mas olha muito provavelmente tá luí porque eram histórias conhecidas né então eu imagino que deva ter eu não lembro também de já ter lido alguma coisa do Thomas Man Eh claro Andreia Pode sim a gente semana que vem sem problema eu passei um pouco né gente e desculpa eh imagina e Mas eu não lembro
de ter visto dav não Gente podem ficar Tranquilo sobre a lista de presença que eu vou eu vou passar para vocês depois tá para vocês assinarem Pode ficar tranquilo enquanto é isso tá eu vou mandar tudo por e-mail eh bom eh já falo que o Eduardo já comento que o Eduardo falou mas com certeza luí é que eu não lembro de ter visto algo específico do Thomas M falando sobre isso mas eu posso dar uma olhada para você e obrigada porque eu Não lembro de ter visto nada sobre isso e vou com certeza dar uma
olhada Com certeza Ah bom Eduardo é um componente Com certeza Eduardo Inclusive tem um um capítulo no Dr Fausto que o narrador cum Fala Ah imagina escreveu uma história assim sem Capítulo sem nada ele praticamente descreve a estrutura e que depois a gente encontra no Camarões rosas assim é muito muito interessante é ah e e desculpa esse livro que eu Comentei é desse escritor aqui não é do Ah tá tá ah então certamente eu vou dar uma pesquisada Vou até escrever aqui e semana que vem eu te confirmo exatamente se isso teve uma influência direta
ou não mas com certeza a história né o de v Nasa Com certeza absoluta entre outras tá Eu já li também uma referência eh sobre do is algo do Alcorão com a Montanha Mágica eu preciso até dar uma olhada de novo nisso mas muitas referências muitas Questões assim é é muito interessante mas obrigada luí eu vou dar uma olhada Com certeza Lucas olha a a mãe do Thomas Man era brasileira né Eh mas ele nunca veio né e ele falava pouquíssimo pouquíssimo acho que falava palavras assim é de português então mas tem uma uma coisa
muito interessante né com o Brasil uma vez ele já era né muito famoso e tal ele selecionou se eu não me engano 20 Jornalistas do mundo inteiro Para para dar entrevistas e uma dessas pessoas foi o Sérgio Buarque de Holanda porque ele sabia que era brasileiro e justamente por causa dessa conexão com a mãe dele né Júlia que era de Parati se eu não tô enganada ele escolheu um brasileiro para entrevistar ele mas assim honestamente tem algumas referências Inclusive tem uma referência ao Brasil na nota mágica E tem também uma referência a uma espécie de
borboleta que tem aqui no Dr Fausto mas Assim algo Ah e também o Félix CR se passa em Portugal e e ele também quis fazer isso como uma espécie de enfim de referência e enfim mas a relação dele com o Brasil é eu acho que eu já li uma vez que ele chegou a a ventar a possibilidade até né de talvez vir para cá durante a guerra mas não foi uma ideia que foi pra frente tem o charuto também você tem razão tem uma uma situação que eles estão passando um filme Se eu não me
engano é a gente Vai falar dessas menções calma escreve um livro sobre a mãe dele Nunca li Laura infelizmente adoraria ler é tudo Tom mas tem livros né Tem um tem um livro chama Ana e alguma coisa que é sobre a mãe dele também será que é esse livro não sei pode falar Miguel se eu não me engano o o golan que eu acho que é o filho mais novo né do do Thomas ele escreveu e um livro ã em Conjunto com alguém eu não lembro quem foi H chamado Terra mátria esse livro eu acho
que ele até ainda tá disponível falando sobre essa relação assim do thas Man com com o Brasil porque o golo vem ele vai a Parati vê a a casa da da Júlia né eh e e vê essa relação assim da h e e Tentaram até desenredar os embroli que tinham sobre a aquisição da ã da casa para se tornar um espaço Thomas Man né aconteceu lá na na Lituânia a casa de verão dele Que virou um um museu Thomas Man eles não conseguiram fazer aqui porque tem umas questões judiciais e não não conseguiram envolver a
casa parece que tá tá meio tá meio atirada assim em Parati né e não tão conseguindo desenvolver isso e ele fala o golo fala sobre isso no nesse nesse livro Até tu tava falando aí sobre a borboleta é é essa questão da borboleta fundamental porque ela uma borboleta meio venenosa lá no no no Dr Fausto Né e a éter Esmeralda que vai ter toda aquela relação com a com a com a Uta no no processo de infecção ali do do Lever na na Hungria s e também tem uma tem uma personagem eu acho que é
uma indígena Só que norte-americana lá no sua Alteza real que é a filha do do magnata que se casa com o que se casa com o príncipe né e meio que salva as Finanças do do Reino no solto Israel Hum eu não não S real eu nunca li mas tem também obrigada pelos comentários Miguel eu não esse livro do Do coloman eu nunca li eh também nunca li muita coisa eh mas tem também por exemplo nas obras do Thomas Man é muito comum que as mães sejam pela própria mãe né não querendo ser biografa aqui
mas as mães geralmente tem um elemento outro não germânico né é isso é bem comum também ah pode falar Isaque acho que o Isaque vai contar depois Lu não já já pedindo desculpa porque eu sei que o tempo acabou mas só porque você mencionou o Livro que é do João Silveiro Trevisan Ana em Veneza que conta um pouco a história é uma ficção na verdade meio ficção que conta a história da da mãe do do Thomas Man é é esse livro mesmo e Você sabem que por exemplo quando he publicou anjo azul que é a
história de uma prostituta e né tinha um jornal nazista esqueci o nome é alguma coisa bioba em alemão teve esses ataques né enfim a pessoa dele também por ele ser de esquerda etc né e Alguém escreveu que só um filho de uma de uma pessoa né como como ele de um degenerado escreveria um livro assim porque eles associavam também por exemplo os portugueses que fugiram pro Brasil eles associavam aos judeus né como os novos cristãos E então eles chegaram até associar via raiz materna eh tipo ah essas mã né Essas pessoas de eradas etc então
eles chegaram a associar os Man ao judaísmo de certa forma também né enfim esses malabarismos Retóricos toscos e n eh acho que o luí também levantou a mão né É agora também acho que abusando do do conhecimento de vocês sobre a obra do Thomas Man que eu terminei de ler o livro do riso e do esquecimento do Milan pira e ele C uma um livro do Thomas Man que eu não faço ideia qual é e tem uma história até um pouquinho mínima parecida pelo que ele cita né que ele fala que a história é de
Um rapaz vitimado por uma doença mortal sobe num trem e depois desce Numa estação desconhecida entra numa cidade e numa casa qualquer na casa de uma velha e aluga um quarto aí conta um pouquinho mais alguém saberia que que que livro é esse que história é essa do thas as M Olha eu preciso pesquisar luí Você faz perguntas difíceis é eu vou pesquisar eu chutaria que é um conto talvez eh se alguém souber se manifeste Mas vou até perguntar pro Marcos é ele fala ele fala que é uma novela candidamente fascinante sobre a morte sebela
Hum tá então talvez seja algo menor mesmo é não consigo pensar em nada aqui agora especificamente sobre isso quando eu começou a falar pensei na Montanha Mágica mas daí você falou a casa de uma velha eu já me não sei mas eu vou tenho dois débitos com você Luiz Dois débitos PR vem Obrigado imagina alguém uma Ah tá Obrigada gente pelos comentários alguém mais tem alguma questão alguma dúvida pros que chegaram depois e estão com dúvida em relação a presença eu vou mandar links tá um link para vocês registrarem a presença de vocês que tem
que ser de 75% tudo bem Ah obrigada Ah mais alguém tem [Música] perguntas obrigada gente então tá bom Ó Nos vemos semana que vem então lembrando terças das duas às quatro capítulos 1 2 e TR desfrutem gente por favor lei com coração aberto reparem no narrador reparem no que é engraçado reparem no que não é engraçado eh e Leiam e tentem fluir a leitura Não fiquem apegados a cada detalhezinho principalmente Eh quem tá lendo de primeira né então desfrutem e anotem as impressões de vocês para aula que vem tá bom até a semana que vem
e Boa tarde para todo mundo