Eu sempre achei que contar a história é algo que move o mundo. Perto da pandemia comecei a entender que não tinha escolha. publicidade precisa trazer para si conrução de resultado. E assim nasceu a galeria, o negócio que a gente foi construindo do zero sem investidor, mas três anos depois é a terceira maior agência do Brasil que esse ano vai faturar 430 milhões. Do Simon, esse cara ele já invadiu sua casa, você já comprou Produto por conta dele. Ele é um dos principais líderes da indústria publicitária, respondendo hoje como CEO, fundador e sócio da Agência Galeria.
Você faz uma fusão histórica, considerada aí a agência mais icônica do Brasil, que era a DPZ, une DPZ itaterca, vira DPZIT. E aí no auge você decide empreender novamente, dessa vez com a galeria. Essa agência que atende contas como Itaú, TikTok, McDonald's, Natura, entre outras. vencedora do prêmio Caboré Na categoria melhor agência do ano. Eles são responsáveis por campanhas de clientes de peso no mercado brasileiro. E a gente é um grupo hoje de 10 empresas. Virou uma holding porque quase como se eu dissesse o seguinte: "OK, eu já fiz um esforço grande para entrar no
Itaú, na Natura, no McDonald's". Como é que eu multiplico as oportunidades de contato com ele, de negócios? Hoje eu sou parceiro de transformação digital. os meus clientes, eu ajudo meus clientes Com inteligência artificial a administrar os dados deles. Eu faço gestão de todos os ativos de mídia, de alguns dos nossos clientes. A gente é hoje o maior comprador de mídia Ourofond do Brasil. A gente tem uma tecnologia própria que eu vendo para outras agências e outros anunciantes no mercado que cruza dados de mobile com geolocalização. O que me incomodava foi quando eu vi um ranking
das 20 maiores agências de 2019 e tinha uma agência Brasileira em 14º. que eu falei, não pode, tá errado não ter boas agências brasileiras lá no topo do [Música] ranking. Falou pessoal, esse episódio do Talks by L tem o apoio da Docusign, líder em gestão de acordos e a plataforma que eu uso nos meus negócios para agilizar todos os contratos com clientes, parceiros e fornecedores. E eu tenho um convite especial para você. No dia 20 de maio, a partir das 9 da manhã, Acontece o Momentum 2025, que é o principal evento anual da Docsign. Nesse
ano, a Docshine vai apresentar o futuro da gestão de acordos com as inovações impulsionadas por inteligência artificial. E entre os destaques do evento, teremos uma palestra imperdível com a Carla de Pierro, psicóloga do Comitê Olímpico Brasileiro, que acompanhou nossos atletas nas Olimpíadas Rio 2016, Tóquio 2020 e Paris 2024. Ela vai falar sobre a mentalidade dos Campeões, um tema que tem tudo a ver com alta performance, seja no esporte ou no mundo dos negócios. O evento é 100% gratuito em online e eu vou acompanhar de perto para trazer conteúdos especiais para vocês. Para se inscrever é
só acessar o link aqui na descrição desse vídeo ou escanear o Q code que tá aqui na tela. Edu, obrigado pela presença e por aceitar o convite. Valeu, sempre bom. Edu, a gente o mercado te conhece, né, como um líder no mercado de Publicidade. Eu te vejo sempre como um cara empreendedor, visionário, um cara de negócios, né? Mas o que que te levou pra publicidade? Qual a sua primeira memória de infância? O que que te levou para esse caminho? Cara, eu eu acho que eu vou bagunçar um pouco tua pergunta, porque eu queria ser ou
arquiteto ou publicitário, né? Eu tinha um pouco essa paixão por craft, por fazer eh executar projetos, né? E eu fui até o final da decisão, que eu acho meio cruel, né? A Gente tem que tomar decisão com 17 anos. No meu caso deu certo. Eu fiz o que eu gosto e acho que parte do que eu colho hoje é porque eu escolhi certo, mas podia ter escolhido errado, né? podia ter virado, sei lá, advogada que não tem muito a ver comigo, mas eu fiquei ali entre arquiteto, publicitário, até o finalzinho. E a minha decisão teve
muito a ver com eu me apaixonar por pela arte de contar a história. Eu sempre achei que contar história é algo que move o Mundo, né? Seja no cinema, nos negócios, né? Quem conta uma história bem contada, quando vai criar uma empresa, um produto, eh, você pode me falar, me jogar um produto aqui que eu vou vou te dizer que o sucesso ou fracasso dele tá na capacidade de entender para quem ele vai contar essa história e na capacidade de criar uma história bem contada, que atrai essas pessoas. Então, a publicidade me chamou uma atenção
por isso, né? Eu me lembro de ter assistido Alguns comerciais, entre eles o um comercial clássico da Apple, eh, no terceiro colegial na escola. Eles tem uma semana das profissões, eles mostraram comercial da Apple e de lançamento do acho que do de um dos computadores, o 1984, né? Que é Think Difference, o slogan, se não me engano. É. E cara, uau, aquelas aquele jeito de contar aquela história de, né? E e eu nem, cara, mal sabia o que era Apple e mas aquilo me pegou muito. E aí eu tomei A decisão, fui pra faculdade de
de publicidade e só que eu tinha um saído de casa com 17 anos, recém completado, assim, então eu tinha que pagar a minha faculdade. Você fez SPM, né? Eu fiz. E aí começou a minha jornada de publicidade, porque de de empreendedor, porque eh no primeiro, eu já vou emendar aqui na você vai me cortando aqui. No primeiro ano da faculdade, um professor meu me falou: "Olha, cara, você é um cara diferenciado aqui, que você tem Boas respostas, tá sempre ligado: "Eu vou te apresentar a Ana, que ela é sócia da DM9, vai lá conversar com
ela que ela vai gostar de você". E engraçado, a Ana, minha amiga, hoje eu eu conto essa história para ela, ela morre de dar risada. Eu fui lá falar com a Ana, Ana Serra, e a Ana me adorou. Falou: "Não, primeiro ano de faculdade". Falou: "Vem cá fazer um estágio com a gente, eu gostei de você, tal". Nosso estágio não é remunerado, mas ele tem aqui uma ajuda De custo, né? Nunca me esqueço. Era uma ajuda de custo acho R$ 500. Falei: "Cara, tenho que pagar minha faculdade, meu aluguel, né?" E na naquele momento ali,
a Deminov era agência do ano do de CAN, nanganuanais e tal, eu me frustrei muito e falei: "Cara, eu nunca vou conseguir furar essa bolha, nunca vou conseguir fazer carreira em agência de publicidade, eu vou empreender, vou criar o meu primeiro negócio." E no finalzinho do primeiro Pro segundo ano de faculdade, de semestre, na verdade, eu criei a minha primeira agência e me chamava All. Por que que ela chamava all? Porque eu fazia tudo aquilo que as agências não queriam fazer naquela época, que era muita coisa, porque as agências queriam fazer TV, muito anúncio de
jornal, de revista e tinha material de ponto de venda, tinha promoção de, né? Meu segundo cliente foi o McDonald's. Caramba. Meu segundo cliente foi o McDonald's de uma necessidade, né? É. Então, e aí, cara, você fui trabalhar pro McDonald's fazendo material de pão de venda, material de treinamento de loja. Já aí os franqueados me conheceram. Comecei a fazer campanhas dos franqueados, comecei a escrever, montar a apresentação do presidente do McDonald's. Aí um dia ele chamou o Dod Taterca e falou: "Olha, tem aqui um garoto que você devia conhecer. Dod de Taterca tinha uma agência chamada
Taterca. Eu tô falando, isso é 90 8, 97. Ah, e ele tinha a conta do McDonald's de propaganda e ele me chamou e falou: "Me conta aí da tua empresa que você faz." E ele achou esperto esse meu olhar assim. E ele falou: "Vem para cá, vem fazer isso aqui dentro". Eu falei para ele, ó, foi meu primeiro, foi seu primeiro exit. É, foi o meu primeiro exit, foi o meu primeiro MNA, porque eu falei para ele, ó, não dá para eu vir Para cá, tem um negocinho lá pequenininho, mas tem oito pessoas, não dá.
E você tava na faculdade ainda? Tava na faculdade ainda, cara. Tá no último ano aí. E aí ele falou para mim: "Não, tudo bem, eu compro o teu negócio, eu te dou um percentual da da taterca e a cada ano que você ficar aqui, esse percentual vai crescendo." Caramba, você eu virei, cara, é, virei sócio e e aí fui crescendo dentro da taterca. A gente foi, [ __ ] agência, uma agência diferente Com dona que tinha uma cabeça diferente, vai fundo do nos negócios dos clientes, abraça, entendeu do do da da indústria, não quer só
vender publicidade, quer resolver os problemas do cliente. Isso foi um pouco moldando a minha personalidade. O cara mais ético que eu já trabalhei na minha vida, inflexível com ética, super agressivo do ponto de vista de brigar pelas coisas que ele acredita, fazer as coisas de um jeito que ninguém Tá fazendo. Então isso tudo foi moldando um pouco o meu jeito de pensar negócio, né? E começou e lá você foi liderar e você foi liderando atendimento e business, né? Atendimento business de McDonald's, né? É garoto, cara. Tinha, sei lá, 23 anos assim, né? E aí começou
a minha história profissional, né? né? E eu gosto muito do conceito até do do Steve Jobs numa palestra que ele fez de uma apresentação num encerramento e de curso em alguma universidade que ele Fala do connecting dots, né? Querer conectar os pontos, né? De trás para frente. De trás paraa frente. A carreira é isso, né, cara? As pessoas não entendem. Eu fico, eu tento falar muito pra turma que passa na minha frente, eu dedico muito, muito tempo a a turma mais de baixo, assim, porque eu acho que às vezes precisa de um pouco de visão
assim, de ajuda para entender. E eu falo carreira é como contar uma história, né? Tá de novo a história aqui, né? Da da Visão de de contador de história. Ela tem que ter coerência. Se você faz movimentos erráticos o tempo todo, você não vai contar história nenhuma. E o tempo passa muito rápido e você vai olhar para trás e você não contou, você não deixou marca, você não contou história, você não é reconhecido por nada, né? Então você tem que ter uma certa coerência nos teus movimentos, mesmo que você vá mudar de, olha, eu quero
chegar ali agora, eu quero chegar Aqui, é normal, a gente muda um pouco a rota, mas você precisa contar uma história, né? E a minha história foi uma história de empreendedor. Eu nunca tive o o o a veia de executivo, né? mesmo quando surgiu na minha frente, anos à frente, a história de ser executivo internacional na publicis, eu não quis porque era um negócio que não combinava comigo. a gente já chegará lá, mas eu sei e eu e nesse movimento todo, né, entre monta sua primeira agência Pequenininha na faculdade, é adquirido pela taterca, né, meio
que um o mercado de tecnologia chama de aquiire, né, que adquiriu o time basicamente, né, e depois eu sei que você se foi se tornando um grande líder de negócios, muito hábil, né? Eh, e chegou um momento que foi para um segundo MD, né, que foi quando a tatérica foi adquirida para publicist se juntando com a DPZ, né? Sim. É, e você foi muito ativo nisso, né? Sim, sim. A gente e eh a gente Sentia a necessidade, al tinha a conta do McDonald's. McDonald's é um cliente internacional. Ah, o Dod Taterca tava chegando numa idade
importante já de querer talvez pensar para um outro momento de vida. E a gente achou que tinha uma janela ali de oportunidade de de vender. E as holdes estavam naquele momento muito disputando o espaço através de compra de agências, né? A gente tá falando aí de 2000 4, 2005 eh minto, desculpa, eh 2013, 10 anos depois. Ah, e a gente fez um negócio com a publicis, vendeu a taterca para eles. Ah, eles tinham com a Leo Burn a conta do McDonald's em alguns países do mundo. A gente tinha conta na América Latina inteira. Então, havia
uma sinergia muito clara. Além disso, a gente tinha Natura, que tá com a gente até hoje, BMW, a gente tinha uma uma agência grande com rentabilidade muito boa, um negócio muito interessante para eles. Ah, uma agência muito low profile, Que é a característica do fundador. Ah, e na transação a gente descobriu que eles estavam comprando a DPZ. E aí a gente inventou um projeto que era, [ __ ] a gente olhou assim, não tem clientes conflitantes, os três fundadores da DPZ querendo sair, já tinha uma história no mercado de que havia um problema de sucessão,
eles estavam perdendo clientes. Então a gente propôs para publicis naquele momento, vamos fazer uma fusão E o nosso projeto eh foi inicialmente rejeitado porque acho que francês precisa acreditar que a ideia deles para fazer alguma coisa. Então eles voltaram seis meses depois com olha temos uma ideia, eu tenho clientes franceses, é, vamos, vamos fazer uma fusão. E foi um projeto espetacular para eles. E eu gosto de deixar isso claro, porque a saída não foi uma saída fácil depois, é parte da história agora, mas não foi uma saída fácil pros dois lados. foi muito Bom para
eles, porque a gente multiplicou o valor do negócio que eles tinham comprado, revitalizou a marca que assim a gente evitou que ela tivesse o destino de agências que eles compraram, que fecharam, como a Finasca, a Nelgama. Muito pelo contrário, ela virou a terceira maior agência do Brasil, a maior agência da Publicis, mais a metade do resultado deles no Brasil, 52% do resultado. E eu me lembro que na minha primeira semana liderando a a DPZIT, eh, Que virou, né, DPZ histórica junto com a Taterca, a gente teve a ousadia de colocar um T ali. Fui bastante
criticado no mercado. E a primeira coisa que eu fiz foi fazer uma reunião de board com as pessoas que eu inicialmente estava deixando nas posições, metade da DPZ, metade da taterca. Ali a gente tentando estruturar um que a gente chamou depois de comitê executivo da agência. E eu chamei o o Júlio, que liderava o Google no relacionamento com as agências. H, e o Júlio foi lá falar para eles e a primeira coisa que ele disse foi, me marcou muito, foi para o mundo digital e para o Google, a DPZ é irrelevante, ela compra praticamente zero
com a gente e e isso é uma realidade que vocês precisam mudar. Uhum. Eu pedi para ele fazer um choque de realidade no time, na gente, a gente tava no momento de virar aquele negócio, né? Sim. E realmente a gente era uma agência offline com histórico offline. As duas agências eram agências Offline com clientes offline. Ah, e 7 anos depois era o segundo maior CNPJ no Google. Hum. Era o maior comprador de mídia digital entre as agências eh generalistas, assim, né? Uma agência especializada. H, com vários que ganhador de prêmio no Google, vários cases puramente
digitais criados lá sem aquisição de agência especialista. Sim, sem aquisição com cliente só de performance. Eu tinha sempre a performance da Vivo, Performance do Itaú, a gente tinha montado uma unidade que chamava Viva Six, que era uma uma unidade de performance. A gente tinha conquistado a conta da Renault em 2018, ah, herdando na Nelgama, né? numa negociação que eu fiz com um grupo que foi o meu primeiro movimento de querer sair para fundar um negócio. Eles me seguraram e aí eu falei: "Olha, eu quero a conta da Renault que eu sei que a Nelgama vai
ter problema". E aí a Conta ficou, a gente pegou essa conta e fez a conta ter uma virada digital incrível, saiu de mídia massificada para ser uma uma comunicação muito focada em one toone com com nível de inteligência de geração de lead, a gente vendia lead pros concessionários. uma uma coisa muito inteligente e com cases criativos incrível, Caverna do Dragão, Mariano Rui Barosa de Sereia, histórias muito legais. Então essa foi a virada que a gente deu de transformar a DPZ num Negócio que tem reputação criativa, mas que olhava para resultado. Para olhar para resultado tinha
que ter um modelo de atribuição muito claro. Para ter um modelo de atribuição precisava dominar a arte de dados. Precisava falar de performance em canais fragmentados. E aí conectando os dots, quando a gente foi chegando perto da pandemia, eu comecei a entrar em muito atrito com a publicis, porque e são parentes, né? Toda essa história em 5 anos, né? Em 5 anos. 5 Anos. É, a gente tava indo para se anos ali. E quando a gente começou a chegar ali perto da pandemia, o nível de atrito começou a subir muito, por eu agenda de transformação
digital importante para fazer. Eh, a gente ainda não falava de inteligência artificial como fala hoje, mas a gente tinha muita ferramenta que a gente queria comprar. a gente tava querendo explitar um negócio de performance, montar um negócio à parte para poder ser mais especializado Possível. E eles queriam fazer o contrário, eles queriam que eu cedesse todos os meus clientes de performance, porque eles estavam abrindo, trazendo uma marca de de performance pro Brasil. Eu falei, era uma visão mais da das marcas da hold do que é o que eles fizeram com as outras agências. Eu disse:
"E não vou fazer". E aí a gente começou, isso começou a gerar muito atrito. Ah, eu, eu comecei, eu viajo muito a trabalho, eu comecei a olhar o Modelo dos negócios lá fora e comecei a entender que não tinha escolha, né? Ou a gente transformava ou 10 anos depois o nosso negócio estaria obsoleto, a gente estaria e eu nem sabia da revolução que tá acontecendo agora, né? A minha sensação ela vinha muito, é pré e ela vinha muito da minha compreensão de que publicidade precisa entregar resultado. Quando os clientes experimentaram isso no digital, isso contaminou
positivamente o pensamento como um todo E eu precisava de um negócio que respondesse a isso. E tem uma transformação também da geração do do pessoal na cadeira de executivo, dos anunciantes, né? Pensando assim também, né? E e aí é uma confluência de fatores, né, cara? Porque assim, um executivo fica hoje 3 anos e muito na cadeira de sem, então ele tem que construir resultado de curto prazo, né? Então a publicidade ela para ser relevante ela precisa trazer para si a Responsabilidade dessa construção de resultado. Ela precisa ter uma atribuição clara. Ela precisa dizer pro cliente
cada centavo que você investir vai trazer isso de retorno. Essa essa construção, ela depende de dados. você precisa ter ferramenta para ter acesso, né, a tudo que o cliente tem de informação de venda, de perfil de cliente, entrar no seos força e ajudar ele a ter uma régua completa de comunicação. Então, comecei a olhar tudo Isso, eu comecei a ficar muito agulhado. E só um parênteses também de novo, você não concorda comigo que essa visão torna o negócio cada vez mais uma mistura de agência/ra consultoria de business do que só o o a semântica agência?
Eu eu sou muito cuidadoso, só porque lá atrás o nosso negócio era muito parecido com consultoriaismo. Um grande líder de agência na geração do Nan, do Washington, na geração anterior, eh, até a deles do dos dos DPZ e Eh dos donos originais da UMAP, eh, todos eles, eles estavam olhando pro negócio dos clientes, eles eles interferiam muito no negócio do cliente. E a gente foi ao longo do tempo se restringindo a ser um fornecedor que conversava com uma área mais raso, que é a área de marketing. A gente perdeu a capacidade de conversar com outras
áreas dos clientes, né? E eu te mencionei em off aqui que hoje quando você abre a porta de tecnologia, você abre a porta De dados, você volta a falar com CEO, você volta a falar com CTO, você volta a falar com CFO, você tem outros projetos que no final do dia tão todos eles amarrados com um objetivo só. como é que eu ajudo essa marca a ganhar relevância perto do consumidor dela, junto ao consumidor, e vender mais. Se esse for o teu objetivo, aí fica fácil de você entender o que você precisa construir, né? E
ali em 2020 a gente eh chegou a negociar com eles, eles toparam a gente Comprar a DPZ de voto, eles seriam minoritários e eu teria a liberdade, autonomia, autonomia de fazer. E e a minha e a resposta que eles me deram, eu eu é curioso, a gente fechou o mercado brasileiro, né? Os negócios fecharam no dia 16 de março, na sexta-feira, nunca me esqueço. No dia 10 eu tava em Paris, shaking hands, com o número um da publicist sobre a venda da da da DPZ para DPZ pra gente. Eles iam ficar minoritários e eles vão
testar esse Modelo. Vamos testar esse modelo. E [ __ ] voltei pro Brasil, fui atrás de investidor, comecei a fazer. teve esse shake hands, teve esse shake hands e aí oito meses depois eles voltaram atrás e aí eu fiquei sem alternativa. Aí eu tinha que sair porque eu já tinha conversado com clientes, eu já tinha falado com fundo para levantar dinheiro e acima de tudo eu já tinha virado a chave na minha cabeça, tinha voltado pro empreendedor serial que o sonho era Outro já, né? É, não. E é isso que mora em mim. Eu e
eu eu tava ficando doente lá de trabalhar numa multinacional que, cara, você é um você é uma peça de uma engrenagem, uma engrenagem que funciona, as multinacionais têm seu papel, mas é uma peça, cara. Não adianta você achar com o teu ego que você vai tomar a decisão. Você não toma. Você submete alguém, que submete a alguém, que olha o todo, que que acha que tem risco aqui, é melhor botar naquele projeto. É, é do Jogo. E tem os executivos se levam de Ms e tudo mais que convive muito bem e tá tudo certo. É
isso. E e não tem melhor ou pior, tá cara? Porque assim, eu não tenho os skills para fazer isso. Eu eu sou muito franco, assim, o meu skill é o skill de empreendedor, de quem toma risco, de quem faz negócio, de quem segura negócio, de quem vai nos clientes. É esse o meu skill. Eu acho que ele funcionou muito bem a serviço da DPZ e da Publicis naquele momento, até a Hora que eu achei que eu tinha mais a perder, eh, e a gente começou a tritar muito. E assim nasceu no Carnaval de 20 o
projeto da da galeria, eh, eh, que no começou com a compra da DPZ. Eh, na sequência a gente começou a a formatar na nossa cabeça como que seria a saída. No final de 21, de 20 a gente tomou a decisão. No começo de 21 a gente foi eh comunicou eles, comunicou os clientes e a gente chegou num acordo de cavaleiros para não destruir a DPZ. Alguns clientes Eram muito intimamente ligados pro mercado. Foi um, quando isso foi anunciado, foi um um um choque dessa forma. Se você pensar no mundo dos negócios, não, a gente não
é exatamente os primeiros a fazer isso, nem no nosso mercado, né? O o Nizan saiu da da eh da o desculpa, o Washington saiu da DPZ. Inclusive o o Nizan montou a a W, Nizan saiu de lá para montar a DPZ, a a Dem9. Ah, então eh quem é empreendedor enxerga uma oportunidade e vai. Eh, a gente fez Com cuidado. A gente, como eu disse, a gente quadruplicou o negócio deles, a DPZ tá lá, tiraram o T. Eh, eh, eu brinco que é igual os soviéticos que apagavam as fotos assim, não tem uma foto que
eu apareço lá, mas tá tudo bem. Eh, mas a gente deixou uma agência hoje tá indo muito bem, tem o o BJ tá fazendo um excelente trabalho lá. Eh, a gente deixou clientes, hoje 80% dos clientes que 3 anos depois ainda estão lá são clientes que a gente deixou, eh, Clientes que estão felizes lá por mérito deles, não é, né? simplesmente a gente fez o trabalho de aproximar e fazer prospecção, mas eh essa jornada desses seis anos, 7 anos lá eh foi muito interessante para me colocar elementos que eu acho que quando eu empreendi lá
atrás, quando eu fui sócio da taterca, quando eu eu não tinha assim a visão de reputação no negócio de serviço, o quanto é importante, ah, a visão de que [ __ ] a gente quando tá no Num num negócio porque Eu não tenho linha de produção, né? Eu não trago um maquinário da Alemanha, ponho aqui, ganho uma vantagem competitiva por 10 anos. Não existe isso em serviço. Então, é a indústria do conhecimento. A minha vantagem competitiva são as pessoas que eu tenho, a minha capacidade de ler os movimentos rápido e reagir a eles numa velocidade
adequada, que não é nem rápido demais, porque senão você investe antes da hora, nem devagar demais, que é O que acontece. É que é, eu acho que a grande dificuldade quando você trabalha numa empresa cujo headquarter tá em euro na Europa e olha pro Brasil com uma moeda que vale cinco vezes menos, que é pequeno, que tem um monte de particularidade. Então aqui aqui hoje eu tomo decisão, se eu vejo uma oportunidade e eu pondero, eu tenho um CFO muito atuante, meu sócio do meu ladinho aqui, a gente toma um risco, a gente faz e
tá funcionando, né? Três anos depois, é a segunda ou terceira maior agência do Brasil. Eh, e a gente é um grupo hoje de 10 empresas, que é o que é mais legal assim. E daí a gente tava até falando antes de começar, você sai de uma holding, monta uma operação independente, vinga, cresce, traz mais contas ainda e virou uma holding. Virou uma holding, mas com uma cultura diferente. É, ela ela virou uma holding porque eh a gente entendeu desde o nascimento que eu ia precisar além da Disciplina principal da publicidade de outras disciplinas para construir
aquele modelo que eu te falei de como é que eu entrego mais pros meus clientes e ajudo eles num num desafio maior, né? Hoje eu sou parceiro de transformação digital de dos meus clientes. Eu sou parceiro de negócios dos meus clientes. Eu ajudo meus clientes com inteligência artificial a a administrar os dados deles. Eu faço gestão de todos os ativos de mídia, de alguns dos nossos clientes. Então, a gente tem disciplinas muito amplas lá. A gente é hoje o maior comprador de mídia o fund do Brasil. A gente tem uma tecnologia própria que eu vendo
para outras agências e outros anunciantes no mercado, eh, que cruza dados de mobile com geolocalização. Eu tenho latitude, longitude de 100% dos pontos de ofome offlines ou digitais do Brasil. Você começa a trabalhar performance, performance, performance na horfome. Então, a gente foi sofisticando Com um pensamento de que, ok, pô, para fazer isso eu preciso de engenheiro, não vou, se eu botar um engenheiro dentro uma agência de publicidade não vai funcionar, né? Eu até tenho lá na no time de dados, mas assim, preciso de um time de tecnologia. Então a gente começou a entender onde estavam
a estratégia foi de white space mesmo, onde estão as oportunidades na minha relação com os meus clientes e quase como se eu dissesse o seguinte: "OK, eu Já fiz um esforço grande para entrar no Itaú, na Natura, no McDonald's, na Vivo, todos os meus clientes, como é que eu multiplico as oportunidades de contato com ele, de negócios com ele, um lifetime velho uma estratégia assim de quanto mais transações eu consigo fazer com esse cara, oferecendo soluções pelos problemas que ele tem. estabda já, né? É, é. E pode ser assim, [ __ ] eu tenho problema
de implementação de se forço. Legal, eu tenho uma empresa Que tem entre os seus produtos, cara, consultoria e implementação de seu força. [ __ ] eu tenho problema de gestão de dados aqui, ó. Tenho ferramentas, eu tenho problema de automação criativa para eh assets que eu que eu tenho de venda, cara. Eu tenho uma empresa que tem automação de a para recursos criativos para para vários dos meus clientes. Então a gente foi entendendo, eu tenho uma empresa dex, né? A gente tem um negócio voltado, olha, olha onde Vai a especificidade. Todos os meus clientes praticamente
têm app próprio. Pós-pandemia todo mundo olhou para e-commerce e muito deles derivou para um app próprio. Ah, até por causa da cultura de dados, como é que eu consigo não ficar na mão de um no marketplace, tal? A gente entendeu que o grande desafio desses caras é aumentar a base de de usuários. A gente montou uma empresa especializada em ajudar os nossos anunciantes a aumentar sua base De usuário. Chama e eh chama Catalist. E é um negócio que não para de crescer, dobra de tamanho todo ano, simplesmente porque ela ajuda o McDonald's quando venha o
o o, por exemplo, o Black Friday a ser o app número um, não só na sua categoria, em todos os apps, concorrendo com varejo e tudo mais, na lista de downloads do Android, do e do da Apple, porque se tem alguém olhando só pra estratégia de crescimento de base de usuários. Uhum. Então, n que se conecta Com campanha, que a galeria tá fazendo conecta, conect campanha. E aí quando eu entro hoje num cliente, a minha apresentação de hold é um povo, um povo lindo feito em Iá, tal, porque o pensamento é de povo. Eu entro
com vários braços, eu resolvo o problema do cliente de organizar, porque imagina o seguinte, eu tinha, para não ser delicado, eu não vou citar cliente porque ele tá comigo até hoje, mas eu tinha um cliente que tinha 12 Fornecedores na área de marketing, comunicação, vendas, 12. E eu olhava para aquilo e falava assim: "Imagina administrar 12 FIS, 12 equipes, 12 times de de atendimento, 12 briefings diferentes, 12 retornos, 12. Aí põe todo mundo na sala para alinhar e nunca linha, cada um protege o seu lado. Isso num mundo onde a coisa que a gente mais
precisa de uma estratégia unificada de dados. Uhum. Então não funciona, né? É, cada um fica um silo, né? Cada Fornecendo o meu. Ah, o cara que faz, o cara que faz social protege o social. O cara que faz performance protege performance. O que cuida do app, o que faz o app, já não vira e já não vira em prol do bem do cliente, né? Este fornecedor, este cliente meu hoje, este cliente tem três fornecedores. A gente foi tirando, foi tirando e eu faço um contrato só. Eu faço o meu revenue share entre as empresas depois,
mas eu administro um contrato só. Eu ponho uma Pessoa de contato só para gerir todo o contrato tipo um líder de negócios. E o mais legal, você me contou um pouco da tua história de sucesso aqui com o teu negócio de podcast. Eu fiz a mesma coisa, montei um time de growth. E hoje eu tenho um time de vendas que vai anunciantes vender isoladamente os negócios e às vezes entra pela empresa de tecnologia de dados e oferece a galeria, oferece a Milá, que é outro nosso negócio de comunicação, ou oferece Um dos outros negócios, porque
eu tenho um portfólio de soluções para entrar. Então, às vezes eu entro por uma porta e o cara fala: "Deixa eu entender se teu ecossistema, que é como a gente chama aqui, teu povo, que aqui estão as ofertas que a gente tem. Então, tem sido pra gente uma ferramenta de crescimento nos clientes incrível e um diferencial competitivo eh nas nas conversas com novos anunciantes, com com os próps, com uma dificuldade que é cultural, né, que É assim, a gente precisa aos poucos ir educando os clientes que ainda tão acostumados a achar que comunicação é propaganda
e que é só compra de mídia e que eu não tenho nada a ver com tecnologia. Se eu perco o lead lá no site, isso não é problema, não é, cara. Isso aí vai afitar teu resultado. Em tecnologia a gente tem um termo que a gente usa que é o ICP, né, que é o perfil do cliente ideal, né? Você tem o CMO ou o teu contratante naquela cadeira Que é o ideal que vai entender a tua cultura e a tua oferta, não é? E esse é a fruta mais baixa para você vender o teu
modelo, né? Sim. E e é isso aí. Exatamente. E e esse é o pensamento. E eu acho que isso gera a um estado permanente de alerta no nossos negócios de OK, o que que tá faltando eu oferecer? Qual o outro negócio que eu vou gerar? Porque eu tô conversando com mais pessoas dentro dos clientes. Eu tô eu tô fazendo as perguntas certas. Eu tô Usando a inteligência artificial para olhar as vendas e achar buracos que eles não estão olhando. Você você começa a a maturar melhor, amadurecer melhor a tua relação com aquele anunciante, né? E
e você sai de ser um fornecedor de propaganda, ah, para ser um fornecedor de soluções, de solução de negócio, né? Com propaganda sendo uma das mais importantes que tem, porque propaganda é criatividade, é a gente tá caminhando para um mundo, mas é uma das entregas, Né? É uma das entregas, né? que que será potencializada se você resolver outras. O resto ela será potencializada resto, Edu, e aí no porte que vocês estão hoje, né, da galeria a agência mãe, né, do tamanho que ela ficou e agora esse portfólio de soluções da holding, vocês hoje conseguem concorrer
basicamente com as holdings multinacionais? Olha, eh, eu sim respondendo, não, não, a gente consegue, tá, e consegue com diferencial. Eu te explico o diferencial De novo. Eu não tenho a profundidade de bolsa que eles têm para comprar negócios. Isso moldou um pouco a minha estratégia. Eu não vou sair comprando negócio porque o erro para mim é 100% meu. Eu não tenho sócio investidor. A gente fez bootstrapping totalmente. Hoje é um negócio, esse ano eh que vai faturar 430 milhões como holding. Eh, mas que a gente foi construindo do zero sem investidor, né, cara? Assim, eu
fui, botei dinheiro para fazer a obra do meu Primeiro escritório, frio na barriga total, saindo de uma pandemia, não tinha computador para comprar. Então, negociando o contrato com os clientes, o prazo de pagamento, prazo de pagamento, tudo isso que é muito típico do nosso do nosso mercado, mas a gente criou um diferencial competitivo, que é justamente a capacidade que a gente tem de ler e responder rápido as oportunidades. Então, a nossa jornada nesses últimos três anos tem sido uma Jornada de sem nenhuma falsa modéstia ajudar o mercado a se modernizar, a se a se não
somos só nós fazendo isso, tem outros empreendedores brasileiros fazendo, olhando para coisas que as multinacionais não conseguem olhar e depois elas passam a fazer igual a gente. Vou te dar um exemplo. Aofon, a gente foi a primeira agência a entender que esse negócio estava passando por uma transformação profunda, seja pela Digitalização, seja pela tecnologia que tava mudando, seja pelo pela potencial uso de dados que a gente poderia fazer. Então, a gente criou a vitrine, que é o nosso hub esse é um hub, não é uma empresa, não é um outro CNPJ. Eh, não faz parte
das 10 empresas porque ela fica dentro da galeria por uma questão de sinergia de negócio. Eh, e hoje nós somos o maior comprador de míão no Brasil, né? E como eu falei, com uma tecnologia própria. Ficou tão boa que a Gente passou a vender pro mercado essa tecnologia, explitou, fez uma outra empresa e hoje eu vendo SAS, que é que que é essa plataforma. Ah, assim, o mercado demorou para reagir e só foi reagir quando viu o estrago que a gente tava fazendo. Então, hoje se eu pego minha minha receita, o meu biling de meu
faturamento de compra de mídia de aura of, eu sou mais do que o dobro do segundo colocado. E aí todo mundo foi atrás fazendo, né? A gente estudou Profundamente a lei da cidade limpa para achar uma oportunidade, vou falar a palavra bonita, mas achar um buraco, uma oportunidade para poder fazer projetos especiais. A gente foi os primeiros a começar a fazer os os relógios com formato especial do McDonald's da Vivo. Ah, e aí a gente começou a a virar a agência central de Aurofoma dos clientes, mesmo quando eu dividia com outras agências. Então, então quer
dizer, às vezes foi o ponto de entrada Foi por conta do modelo da tecnologia que vocês criaram. A tecnologia, a especialização. Aí eu trouxe gente de mídia de criação especializada nisso, porque o criativo tradicional Ourof é mais uma coisa que ele quer, tem que fazer que nem não obrigatoriamente é que mais brilha os olhos. Hoje brilha porque quando a gente quebrou o modelo da da da o engessado da lei de cidade limpa, que a gente hoje faz tudo dentro da lei, mas a gente achou um jeito de usar ela a Nosso favor, você pode fazer
qualquer coisa. Tem ponto de ônibus que tem máquina de de com experimentação de de perfume. A gente já colocou pipoqueiro na paulista. Hoje eu faço fachada de loja do McDonald's. É divertidíssimo. Eh, criativamente é divertidíssimo. Mas lá atrás era mais uma mídia, entendeu? Era uma mídia meio de segunda, terceira categoria, né? Isso. A outra coisa, por exemplo, eh a gente e quando o TikTok entrou no Brasil, nós fomos agência a Lançar o TikTok aqui, né? A gente fez os primeiros anos todos, quando eles investiram em publicidade forte, a gente fez campanha no Big Brother, a
gente levou o TikTok pra TV, pra TV Globo, era incrível, né? E com slogan isso a Globo não mostra, né? Brincando com a com um meme que tinha na internet. Eh, a gente entendeu que ali tinha um jeito de pensar e criar diferente. A gente criou um hub, chamou o TikTok, falou: "Escuta, vem cá, me ajuda a gente A ensinar o mercado e os clientes o jeito certo de trabalhar no TikTok. Isso vai alavancar a percepção de entrega de resultado do TikTok". Eles passaram a investir num hube. Eles ajudavam a gente contratar a treinar as
pessoas. Nos trouxeram ferramentas e tudo mais. A gente criou um hub. Cara, isso foi maravilhoso. A gente todo ano dobra de tamanho dentro do TikTok. Desde então, eu tô falando isso há três anos atrás, de repente eu vi todas as fazendo a Mesma coisa porque entenderam que tinha. Então, a gente tem várias inovações que a gente foi o TikTok shopping, né? TikTok shop e assim. Então a gente tenta tá sempre um passo à frente pela rapidez, pela capacidade de ler rápido. Então respondendo tua pergunta, a gente compete com as holdings todas. Hoje a gente é
maior em compra de mídia que a maioria delas, sinceramente. Esse é um negócio complexo, compra de mídia. Ele é um negócio de consolidação, porque você Precisa de cada vez mais tecnologia, cada vez mais pesquisa, cada vez mais em ferramenta. Isso custa dinheiro. Então tão sobrevivendo as grandes. A gente é uma delas, a gente deve ser a segunda ou terceira maior. Ahã. que é o desafio das independentes, né? Que é o das Desafio das independentes. É escala que chegaram lá, tá? É preciso reconhecer que a Artiplan tá fazendo uma jornada bem parecida com a nossa, de
tamanho. É muito bonito de ver, de verdade. A Suno, E fez um trabalho importante com Santander, agora reconquistou espaço no mercado com americanas, com Vivo. Então, eh, as independentes estão mostrando um que existe um caminho alternativo. O que me incomodava a gota d'água lá atrás, lá atrás. em em 2000 foi a gota d'água para mim, assim 2020, desculpa. É a gota d'água para mim foi quando eu vi um ranking das 20 maiores agências de 2019 e tinha uma agência brasileira em 14º. O resto era tudo agência americana, eh, Agência e de multinacional. Eu falei, não
pode, porque não é que tá errado ter agência multinacional, mas tá errado essa proporção. Tá errado não ter três, quatro boas agências brasileiras, grandes agências brasileiras lá no topo da da do ranking. O desafio dessa geração, na minha visão, das agências anos 2000 em diante, eh, era que assim, o profissional brasileiro, você tinha o o grande criativo, planejamento, mídia e tudo mais, mas faltava essa coragem do Empreendedor liderar, criar novos modelos de negócio para poder se destacar de certa forma, né? Tem tem aquele clichê que fala os tempos difíceis criam pessoas, né? Eu acho que
usando ele de uma outra forma aqui, eu acho que a gente viveu eh tempos onde a publicidade foi muito muito eh rica, né? Ela foi muito lucrativa, muito rica. Sinceramente, na minha visão, muito mais fácil de operar do que hoje, porque você tinha grandes ideias e isso resolvia Tudo hoje em poucos canais. Hoje não é assim uma grande ideia, não resolve tudo, infelizmente. É muito mais complexo, com margens muito melhores, com times muito maiores. Uhum. Eh, eu tenho quase 600 pessoas, a MAP andou divulgando que tem quase 1000 pessoas. É complexo. É complexo você gerir
tudo, rentabilizar, isso é difícil. Então, eu acho que isso eh matou essa facilidade daquele momento, matou eh o espírito empreendedor de uma geração. Uhum. Eh, eu acho que tudo que lá atrás fez com que o Washington quisesse sair montar seu negócio, não importava se começava com uma portinha ou com clientes grandes, como eles tiveram a oportunidade de fazer, essas gerações seguintes foram perdendo porque foi ficando confortável ser executivo de um grande negócio, de um negócio multinacional, de um negócio que quer ser vendido, de um negócio que foi vendido. Ou o que surgiram foram as Especialistas,
sejam digitais ou de influência e tudo mais, e foram sendo adquiridas, né? muito rápido, né? Tem agência que foi comprada com dois anos de vida, com três anos de vida, né? Eh, então eu acho que a gente teve uma geração de excelentes executivos, muito deles meus amigos, muito deles que eu cresci, deles que eu cresci admirando como profissionais de atendimento, depois presidentes de agência, mas esse outro passo que é o passo que a gente Precisa, porque hoje se você me perguntar assim: "Qual que é teu propósito como holding?" Meu propósito como holding é encontrar profissionais,
talentos, que estejam prontos para empreender e dar a eles condições de sucesso, seja com estrutura, com visão, com cliente, com investimento e tudo mais. Por quê? Porque cada profissional desse vai gerar de 50 a 500 empregos. Uhum. E é isso que vai resolver o nosso problema como país. A gente precisa de mais empreendedores, a gente precisa de mais gente que toma risco, né? Eu me lembro que quando eu tomei a decisão mesmo, no meio da pandemia, eu saia para Correr, eu sou maratonista e olhava tudo fechado por causa da pandemia e aí eu falava assim:
"Em 21, tudo isso aqui vai ter que reabrir e vai ter que reconquistar os clientes. E para isso eles vão precisar de uma boa, um bom parceiro de comunicação, uma boa Agência, um bom parceiro de negócio e eu vou fazer, eu eu vou est pronto para isso." E foi isso que me levou, sabe assim, isso que me tirou o frio da barriga, porque [ __ ] cara, não é fácil você sair de, eu era um dos executivos mais, inclusive no meu último ano de depa, eu fui o executivo mais admirado do mercado brasileiro, uma pesquisa
feita com clientes, já fui indicado cinco vezes ao cabé, você joga tudo pro alto e fala: "Ah, vou empreender." É que Você tá tá vendo algo que os outros não estão vendo normalmente tem um salto de fé aí também. Eu acho que vê, muita gente vê, tá? Eu acho que tem gente com mais juízo do que do que eu no mercado e que acho que acaba pensando duas vezes. E de verdade, eu acho que a economia brasileira, a nossa indústria, a economia brasileira precisa de mais empreendedor, né? Quanto mais gente fizer o que você tá
fazendo, que tantos negócios estão fazendo hoje, a gente vai Gerar mais emprego, a gente vai gerar, vai movimentar a economia, eh, o emprego vai mudar, né? A gente falou em off também um pouco a o impacto da inteligência artificial vai ser grande. Vai ser grande. A gente não pode queria aprofundar já sobre isso. A gente não pode negar. Então assim, é importante a gente multiplicar o número de portas que estão abertas por aí porque essas portas vão precisar de menos pessoas para fazer algumas tarefas, entendeu? Então é Importante, é importante esse movimento, né, Edu, isso
tudo, né? você com você mostrou esse arco todo de onde a galeria chegou, com que visão de negócio, modelo e tudo mais, né, cara? E o lado B, qual foi a dor do crescimento, né? Porque, cara, um negócio independente, né, em Bootstrap, né, então crescendo com seus próprios recursos, né, que tá num head count aí de 600 pessoas, como você disse, cara, onde que é a dor do crescimento e como que você foi Crescendo em alta velocidade, amarrando a cultura, organizando, claro, que tem todos seus times, sócios, times executivos e tudo mais, cultura, processo, atração
e retenção de talento. Onde que doeiu, cara? Dói primeiro eh a gente perceber que o Brasil não é um ambiente propício para negócio, assim, eh, dói, entendeu? Então, hoje eu tomei uma decisão que me custa e que me dói, que é foi fazer absolutamente tudo by the book. Então assim, eu não tenho PJ, A gente tem um ou outro profissional que quer trabalhar com PJ, mas eu proviono tudo isso no resultado. Eu construí margem mesmo assim, eu sou competitivo mesmo assim. Mas dói, dói fazer, né? Eh, e e em algum momento, cara, sinceramente, eu abri
mão de uma reputação que eu fiquei 8 anos construindo, mais os anos de taterca, que era assim, a minha a tua história começa do zero, começa do zero. E, e eu acho que empreender é você Aceitar que você vai começar do zero todo dia. Não vai ter jeito, cara. Você tem um salário para pagar de uma turma grande, você tem conta, você tem cliente que você não pode perder, dá medo o tempo todo. E e quando você tá lá como sentado numa cadeira, num lugar estabelecido, com uma reputação, coisa, com um grupo grande por trás,
você se sente um pouco mais blindado. Blindado nesse sentido. Então o tipo a folha de pagamento vai ser feita, né? Vai ser Feita, vai ser feita, vai acontecer, entendeu? Eh, se eu perder, alguém vai me ajudar a segurar, alguém vai descer aqui, vai, nunca precisei, mas isso te dá um condicionamento. Eh, e aí você, quando você vai, a história não é tão bonita no dia a dia, né? Não é tão fácil, as coisas não funcionam tão bem, as pessoas não são tão legais. Eh, sinceramente, quando você sai de zero para 150 pessoas em 3 meses,
depois de um ano, você tem 300, a cultura se Esgarça entra gente que não tem nada a ver com você. A gente tem um problema de formação de profissional no Brasil inacreditável. Então, por exemplo, tem cadeiras hoje, tipo engenheiro de dados, eh, cientista de dados, cara, é disputada a tapa, você cuidar, porque você concorre com startup, com grandes empresas, né? Exato. Todo mundo, todo mundo, todo mundo. E eu acho que essas coisas são o lado B assim que você não é fácil, cara, Porque você vai treina uma pessoa, a gente criou, a gente tomou decisões
do tipo, cara, vamos criar um lugar de cultura forte. Cultura é desde a forma como a gente, os códigos que a gente passa. Quando eu brinco, eu brinco assim, quando a porta do elevador abre, eu quero que quem tiver entrando, seja um fornecedor, um cliente ou um talento nosso, ele entenda que ali é um lugar que tem alguns valores, né? Então, a pessoa que tá sentada na recepção, tá lá Por um motivo, as cores que a gente usa, o tipo de material de acabamento, a sala de reunião que chama craft, tem um monte de fatores
ali. Quando eles começa a esgarçar porque tá indo rápido demais ou porque tem gente mal intencionada, ou porque tem gente que tu aparece, é na natureza. Esse é o negócio de verdade. É isso que é a diferença de você tá no conforto e isso é o lado B. Isso dói, cara. Porque você na tua cabeça é um é uma história, é um arco narrativo lindo, Né, cara? A gente começou com 100, hoje tem 500, foi só sucesso e não é não é só sucesso. Todo dia é um incêndio, todo dia tem um problema. O ambiente
é hostil, cara. Há negócios no Brasil, tem muita insegurança jurídica. Eh, eu tomei uma decisão sobre não pejotizar meu time. Eu compito com outros negócios que muitas vezes pejotizam. Você tem que gerar margem, cara. Tem que gerar a margem e aí de repente parece agora que o STF vai segurar e não essa discussão Vai pode mudar tudo, entendeu? E quanto quanto eu deixei de margem para trás, de competitividade para trás. Então, tudo isso é o lado B de empreender, né? E você eh hoje, né, como um CEO e você é um cara muito de skills
muito horizontais, né? Você é um cara de negócio, mas você lá atrás falou: "Mas o que que te levou pra publicidade foi o storytelling, foi o, né, a parte criativa, né? Como que você divide hoje o seu tempo como CEO da Galeria e como Charman da Holding, né, entre olhar da porta para dentro, formar seus executivos, liderar o business da porta para dentro ou também o seu lado, que é muito de tá na ponta, visitando cliente ou prospectando. Como que você divide seu tempo? Cara, é assim, eu sou um cara de cliente, eu vim de
da área de negócios, eu gosto de cliente, eu gosto de campanha, eu gosto de sala de apresentação, eu sou neurótico com que as coisas funcionam. Quando eu vou numa Reunião, meu time fica desesperado para se falhar alguma coisa, eu fico maluco porque eu gosto dessa energia das coisas rolando, da gente dando show, enfim, e gosto de resolver problema quando o cliente tá com problema. Então, eu tenho uma rotina de eh tá próximo dos clientes com uma frequência grande, mas eu tenho uma disciplina também de deixar espaço pros meus times crescerem, porque se eu faço determinadas
reuniões, se eu entro em Determinadas salas de reunião, eh, a sala muda um pouco, entendeu? porque eu sou presidente da agência, então eu tenho que eu eu tô aprendendo a deixar um espaço para as pessoas que estão crescendo, paraas pessoas que que vão sentar na minha cadeira daqui a pouco. Então eu tento equilibrar um pouco esse jogo e aí me dá espaço para eu olhar pra estratégia, que é onde eu mais gosto, né? Eu sou um jogador de xadrez, eu gosto dessa história de, cara, qual é o Próximo movimento, qual é, né, que tanto do
grupo como para olhando para cliente, quem você quer trazer isso? Como é que eu, como é que eu desenho a estratégia de crescimento do meu negócio, do grupo, que negócio que tá faltando? Deixa, deixa eu entender o que que tá, o movimento que os outros estão fazendo, né? Para onde vai a nossa indústria. Ah, então eu divido ali um tempo importante nisso. Isso me toma bastante tempo, tá cara? assim, porque são 10 negócios. Eu Converso com os 10 líderes dos negócios, eu olho o fechamento trimestral deles, eu desenho com eles a estratégia de crescimento, converso
bastante com eles desafios e eu dedico uma energia boa. E aí é onde eu acho que tem sido para mim importante, porque eu acho que é é entra na parte da contribuição que eu acho que a gente tem que dar, que é a gente discutir nos fóruns adequados o futuro do nosso negócio. Então, eu sou do Conselho Superior do Semp. que é uma Doado, né, do teu negócio. Então a gente lá tem anunciantes, veículos e agências discutindo plataformas digitais, discutindo regulamentação. É uma discussão super importante. Eu sou vice-presidente do CONAR. Eh, tem um papel muito
ativo no CONAR, porque é importante. O CONAR tem um papel, as pessoas acham que o papel do CONAR é censurar campanhas, não. O papel do CONAR é autorregulamentar a indústria para que a gente não precise De uma regulamentação legislativa. Uhum. Porque senão daqui a pouco aparece alguém que fala: "Não pode ter propaganda de alimento, não pode ter propaganda de carro porque o carro faz não sei o quê, polui isso?" Se você quando você regulamenta diz: "OK, tô entendendo os riscos". Então, a gente acabou de fazer um um o guia de de autorregulamentação publicitária pro segmento
eh de BETs, porque tava totalmente sem regra e acabar alguém Proibindo publicidade de bets. Eu não tenho conta de bet, mas é uma é um é um segmento super anunciante hoje em dia, cara. O que inundou de dinheiro no segmento? Não, inundou. Então, o que que a gente fez? a gente criou lá no CONAR, eu me envolvi bastante nessa discussão, e lançou o guia que hoje é um orientador de como devem se comportar as bets no mundo da publicidade e depois você tem que fiscalizar, né? Então eu tô nessa discussão, eu sou do Conselho da
ABAP, Que é a Associação Brasileira das Agências de Publicidade. Eu dedico um tempo bom por mês nessas três entidades, tentando discutir com gente que já liderou negócios e que tá lá hoje ajudando a gente na transição, gente que tá liderando negócios, né? A gente tenta atrair pessoas também das próximas gerações para ter discussões importantes sobre para onde vai. Eh, essa é uma, esse é um segmento de comunicação, de propaganda, de de de transformação Digital que transforma negócios. A gente gera cada real investido, isso tudo da GV, da Deloit, eu acho. Eh, cada real investido, oito
retornam paraa economia em publicidade, em geração de emprego, em em em em negócios em em escala, né, em cadeia. Então assim, é um negócio transformador, é um negócio que onde o Brasil são poucas as indústrias onde o Brasil é a segunda ou terceira maior do mundo, publicidade é um deles. Então é importante a gente pensar o que precisa Mudar, né? E do onde que entra eh a regula, onde que é a intersecção de regulamentação versus inovação? O que que eu quero dizer com isso? Voltando um pouco atrás, quando você falou de IA, né? Hoje como
que vocês aplicam IA no na holding? Claro, seja para melhorar processo, produtividade, né, ou criar novas tecnologias e onde a IA tem que ser regulamentada para defender um mercado eh de produção ou de direito de uso autoral, como a gente viu essa Discussão recente, né, das ilustrações sendo feitos chatt e por aí vai. Claro, claro. Eh, essa é uma discussão complexa, tá longe de tá muito claramente desenvolvida. Hoje não tem processo num negócio de comunicação que não seja tocado com profundidade por IA. Vou te falar assim, cara, o a gente usa aplaude nas reuniões, que
gera relatórios de reuniões e que influencia os briefings. Isso aí já, tipo, resolveu a vida do atendimento, né? Isso aí tira Tanto ruído, cara, que você não faz ideia. Quantos problemas você já teve com atendimento que não fazia a ata direito, né? Incrível. É isso. Isso é incrível, tá? Organizar com mapa mental, com relatório bonitinho, rápido, sai da reunião, já tem, enfim. Então, começa desde o mais simples até processos bem complexos de marketing, que é como é que eu projeto resultado a partir de investimento dos meus clientes usando histórico de dados, modelagem de dados, Modelagem,
a gente tem até o processo de geração de insites. Então, a gente apresentou hoje, ontem, eh, numa concorrência, a gente treinou no segmento que a gente tava apresentando, uma IA, criou um agente especializado no segmento deles, ah, durante meses, eh, porque a gente participou desse segmento de mais de uma concorrência. E hoje eu tenho um IA modelado, um agente especializado em dar respostas sobre eh perfil de consumidor ultra segmentado Para um segmento dentro de um segmento importante da nossa indústria, tá? é uma é um subcorte da nossa indústria. Então ele isso aqui para time de
planejamento, pro time de planejamento de mídia, pro cliente para gerar insite, para a gente chegou a impactar o WhatsApp, a mensageria do cliente com respostas personalizadas por por segmento de cliente gerado por isso isso entra naquela tendência que todo mundo fala da hiperpersonalização. Exatamente. Então Entra aqui e aí a gente vai chegar na criação, que eu acho que é o impacto mais visível, talvez o mais dolorido, porque veja só, até aqui eu te falei de coisas que a gente ganhou tempo, a gente tá fazendo, economizando o trabalho que antes era feito, eh, preencher planilha. Não,
não exatamente. Eu preciso de um talento para fazer isso. Não entrega valor. Então, eu sei, alguém vai perder o emprego fazendo isso, mas é um é uma pessoa que não tava construindo algo de Valor para ela. Fazer ata. Fazer ata. Isso. Um parentezinho. Senor, quando o atendimento não tem que fazer ata, tem que entregar outro valor. Exatamente. Mas esse é o ponto, entendeu? Então eu tirei tarefas onde não havia valor pro ser humano e vou dar outras tarefas para essas pessoas. na minha empresa, em outra empresa, ela vai se recolocar, ela vai achar o espaço
dela, certamente fazendo algo aonde ela agrega valor, ela realmente vai ter que pensar, ela vai Ter que ter, né, gerar resultado. Exatamente. Na criação é um pouco diferente isso, porque avançou muito rápido a capacidade de de criação das, né? Então, tá tirando eh espaço de fotógrafo, espaço de animador, espaço de produtora, espaço de produtor. Eh, só que curiosamente a gente conversou um pouquinho disso em off. Eu acho que eh eu ainda e talvez seja a minha visão otimista de empreendedor, eu acho que isso vai forçar o ser humano a ficar Mais interessante, porque você comanda
aí, ó, se você comandar errado, ela vai vir com um resultado medíocre. Se você comandar, certo, ela vai vir com resultado espetacular. E para comandar, você precisa de repertório. Uhum. Você precisa de referência. Então você vai lá pedir uma foto de um Big Mac para um meu cliente. Se eu falar qual é a câmera, qual a luz, qual é o fotógrafo, que ângulo que eu quero, quanto mais descritivo eu for, quanto mais eu Dominar a a arte da fotografia, melhor vai ser o resultado final. Melhor é o controlo o resultado final. Agora tem uma discussão
ética aí que é: OK, e os fotógrafos a gente faz o que com eles, né? Como é que a gente que como é que a gente lida com essas pessoas? Eh, eu vivi essa, sinceramente, essa essa discussão num outro nível quando a gente saiu das câmeras com filme para digital, para digital e eu vi profissionais perdendo espaço, por Exemplo, o colorista, né? o o montador era outro montador. Teve gente que ficou para trás no meio do caminho e a indústria descobriu em algum momento que a qualidade tinha também ficado para trás. Uhum. E eu espero
que aqui a gente aprenda rápido que a gente precisa de fotógrafo, a gente precisa de diretor em alguns projetos que onde o talento humano faz muita diferença. E talvez em outros que não agregue tanto valor, a gente possa, pelo menos na referência, a Gente ainda não está exatamente num nível em que se substitua, tá? Então tem discussões importantes. Eu não sei se acompanhou, houve uma greve de roteiristas e atores em Hollywood, porque era uma, essa é tipo de discussão. Ela começou por quê? Porque quando os atores estavam indo gravar, eles eram chamados, olha, passa aqui
no estúdio que a gente quer te fotografar em 360. Por que que você quer fazer isso? Não, porque a gente tá testando Uma tecnologia que se precisar substituir uma cena eu consigo renderizar uma situação. Opa, isso aí eu não topo. E aí é se autorregulou no sentido de dizer até aqui vai, até daqui não vai. Mas isso vai ter que continuar acontecendo porque a revolução lá e lá o sindicato para tudo, para tudo, para tudo. Mas a gente precisa ter a compreensão de verdade de que é impossível de parar esse trem, porque esse trem já
partiu em alta velocidade, Entendeu? Não, então acho que o um primeiro, houve um primeiro momento onde pessoas inovadoras perceberam, opa, eu preciso entender para ver onde que tá indo. É que a exponencialidade é tão alta que mesmo para quem quer inovar é difícil acompanhar. E tem o pessoal que entrou em negação, né? Então, como eh acho que o desafio de você implementar essa cultura, né, de testar, implementar ir dentro de um negócio que tem criatividade como core é um baita Desafio. É, a gente, por exemplo, a gente tem uma ferramenta lá que chama cria, né,
que é CR.A, né, que é uma ferramenta de criação automatizada com layer de dados, ela faz teste AB e vai se recriando a partir do aprendizado que ela faz em performance, e tudo mais. Como é que ela funciona? eu tenho que subir a cetos criativos. Então tem um passo humano anterior ainda importante. Por quê? Que vai fazer um KV que que vai criar o KV que vai, entendeu? Tem todo Esse processo ainda. Ah, porque assim, não sei se você já fez esse exercício, eu uso muito o chat de PTI, né? Eh, muito mesmo. Eu pago
mais avançado e converso muito do contexto e tudo mais. Então, ele sabe muito sobre mim. Sim. Pergunta para ele, baseado no que você, nas minhas consultas, o que você sabe sobre mim. Deixa ele responder. Aí você fala o seguinte: "Agora responda com enornia". Por que que é legal você fazer o esse exercício? Porque você vai Perceber que a capacidade de gestão de informação deles é espetacular. Eu não, eu posso passar minha vida conversando com você no bar, eu nunca vou guardar tanta informação quanto ele guarda sobre mim. Mas a compreensão dele do que é ironia
é diferente do do ser humano, porque ironia para você é diferente do que a ironia para mim. Você entende isso? A tua formação é diferente da minha. O que é humor para você diferente do meu? É porque daí você tá entrando no No na no intangível e não no dado puro, né? Isso. Isso. Então, eh esse essa capacidade de ser um repositório de referências que é incrível do da inteligência artificial, isso é imparável, mas existe uma sutileza humana que combinado a isso leva a gente para para Agoraim. Eu tava vendo outro dia um um alguém
falando sobre a evolução da IA daqui pra frente, né? Então ele falava o seguinte: "Hoje já boa parte do dos códigos que são Programados são programados por IA. Daqui um ano as máquinas vão ser capazes de ir melhorando o código já programado por elas mesmo ao longo do dos dias, das semanas. Então você percebe que a velocidade de evolução ela vai ser incontrolável. Isso depois vem chip quântico e que, né? E aí ele fala assim: "Hoje alguns diagnósticos já podem ser por eh feitos por IA. Sim, daqui um ano alguns médicos vão ser substituídos um
ano por IA. O que que vai acontecer Daqui 3 anos? Sim, esse é o meu, esse é o meu pensamento, porque quando falo com o especialista de IA, a gente consegue enxergar o curto prazo, né? e até transportar pro futuro, sabendo que muita coisa vai deixar de existir. O médio prazo é difícil. Então, pra gente não perder a linha de raciocínio, você me falou de autorregulação e regulamentação e tudo mais, ela ajuda a p fronteiras, mas essas fronteiras elas vão precisar ser flexíveis porque o que Vale hoje não vale depois de amanhã, né? Eu eu
eu tenho um eu gosto muito de palestrar em faculdade e eu gosto quase que por um uma coisa sádica minha, porque eu digo para eles o seguinte: "Cara, vocês entraram na faculdade para trabalhar numa profissão, quando vocês saírem, a profissão vai ser outra completamente diferente. Eles arregalam o olho e aí eu conduzo eles para uma conversa de trazer eles pra realidade de uma forma construtiva." Mas a verdade é Que é dramático, né, cara? O cara escolheu a faculdade lá, SPM, ah, 4 anos atrás, não tinha Iá. Não tinha dados, não tinha essa importância, era um
outro mundo. Daqui 4 anos vai ser 10 vezes pior. Então, eu acho que pros entrantes, para quem tá entrando no mercado nesse momento e cada vez mais, é o maior desafio, né? Não sei se você tem filhos, filhos pequenos, eu tenho uma filha de 15 que tá no ensino médio, né? Então, cara, qual? Eu fiz engenharia, né? Mas Numa outra época onde você tinha aquelas profissões muito pré-definidas. Agora o ponto que eu quero chegar é, a gente tava falando também sobre isso, qual é o futuro, né, de das empresas, né, vamos falar da nossa da
indústria da comunicação, né, são profissionais com muito repertório, pilotando muito bem guiar. E se isso acontecer, você tira a necessidade do júnior e como que fica o ponto de entrada da profissão, né? É, eh, gozado que essa tecnologia, ela foi Uma das primeiras que foi adotada muito cedo por pessoas mais séniors, né, porque são pessoas que têm mais repertório, são pessoas que têm mais facilidade de verbalizar um pedido porque tem, já viu muito filme, já viu muito cinema, já já viveu, né? já viveu, então é capaz de construir. Então é é comum você ver que
um bom cara de a você vai olhar, ele tem 30 mais. Ele não é um garoto de espin de rosto de espinha de 14 anos, que era Quem adotava primeiro as tecnologias sempre, né? Sim. Então ela tem essa característica. É desafiador esse ponto. É desafiador. Eu acho que as universidades vão ter que dar abordagem drasticamente, né? Ah, eu tenho uma filha que já se formou, ela fez cinema nos Estados Unidos. Os primeiros anos das universidades nos Estados Unidos, eles formam o ser humano. Então, você vai fazer filosofia, tal. Eu acho isso fundamental. Uhum. Eu acho
que a gente Vai precisar de uma formação que as escolas não são capazes mais de dar, porque tem tem um um ritmo de eh quase que uma gincana de prova, passar de ano, faculdade, eh vestibular. Então eu acho que as faculdades vão ter que olhar pro que o ser humano precisa para lidar melhor com essa tecnologia, né? O que que ele precisa ter de bagagem, ele vai ter que entender um pouco de filosofia? Ele vai precisar entender de fotografia, ele vai precisar, né, dependendo da da Área. Não tem profissão que não vai ser profundamente impactada.
E não é profundamente impactada só negativamente, né? Porque assim, se eu se eu antes para construir uma tese de defesa de um caso num escritório de advocacia dependia, demorava 15 dias, porque eu tinha que procurar jurisprudência, fazer pesquisa em todos os fóruns, blá blá, isso acabou, entendeu? Então aí eu te pergunto, isso vai gerar mais negócios pro escritório Ou menos negócio, mais negócios? porque ele vai ser capaz de atender mais clientes e os e os e os fonos vão ser capazes de julgar mais casas. E você entende que vai criar uma dinâmica, outra dinâmica? É
óbvio que quem tava lá no começo do século anterior olhando a revolução industrial falou: "Ferrou, cara, eu sou um apertador de parafuso, eu vou perder meu emprego". Mas você vê que a sociedade ela se rearranjou, né? Você consegue enxergar esse modelo que Você construiu, né, na na holding da galeria e nas unidades de negócio? você já pensa em como manter essa cultura competitiva à medida que essa exponencialidade da IA e da transformação do mercado de trabalho vai acontecendo, porque essa agilidade é o que, em tese, vai garantir uma maior velocidade de adaptação frente a outros
modelos, né? Não. Sim. Tá, eu acho que e fiz por causa disso, eu nem sabia da transformação da IA, mas eu tava muito Preocupado com a velocidade que as coisas estão acontecendo já com implementação digital. Aí eu olhei a porque a pandemia foi um 10 tirou 10 anos em dois, né, cara? Assim, a gente teve que aprender a levar a sério e-commerce, a gente teve que aprender a levar a sério outras formas de chegar no consumidor de delivery. Não tem indústria que não foi transformada por isso. E é e foi numa velocidade muito grande, né,
cara? Muito grande. Vê o que Virou o Mercado Livre, veio que eu tava pilotando a conta do McDonald's quando tudo aconteceu. Eles tiveram que aprender a fazer delivery de verdade na pandemia, porque você adaptando junto, né? adaptando junto, aprendendo a fazer campanha para aquilo, né? Usar o app de uma outra forma, porque aí o iFood virou o que virou de tamanho, de potência, né, que é um, então preciso também ter a minha ferramenta de vendas. Então, eh, e hoje com o IA e as portas se abrem para Outros lugares. Então, eu fico eh eh hoje
quando a gente vai conversar com alguém, eu procuro dois tipos de profissional. aquele que tem facilidade de lidar com adoção de coisas novas e aquele que tem justamente um pacote de referências interessantes. Então tá vindo gente que não tem universidade, cara. Não preciso mais, talvez, entendeu? Porque assim, e é muito rápido isso, cara, porque assim, quando veio a onda dos cientistas de Dados, eu precisava de engenheiro. Não tinha engenheiro, não tinha engenheiro suficiente, não tinha. É uma loucura. O Brasil não tinha engenheiro suficiente para E os poucos inflacionadíssimos, né? Hoje já não é mais isso.
Sim, porque a parte desse trabalho já tá sendo substituído, entendeu? Por por inteligência artificial. Então eu preciso de gente criativa, eu preciso de engenheiro criativo que saiba, [ __ ] eu vou criar um produto, vem cá, me ajuda Aqui a programar essa plataforma que eu quero criar. gente que tem visão de negócio. Então você percebe que eu acho esses profissionais mais interessantes, não menos interessantes. Eu prefiro pagar mais essa turma do que ter um 50 pessoas fazendo um trabalho de preencher planilha. Esse é o lugar que acho que a gente vai chegar mal remunerado, empilhado
num lugar pequeno, pagando mal. [ __ ] cara, vai ser mais interessante. [ __ ] mas a para chegar lá Tem uma ponte para atravessar. Tem. Talvez a gente tenha que repensar o número de horas que a gente trabalha. Talvez exista, as pessoas vão ter que ter mais espaço para estudarem mais e ficarem mais interessantes, né? É, é uma, é uma nova dinâmica da relação. Eu não tô aqui trazendo um discurso progressista de diminuição de hor trabalho, não é isso, tá? Cara, eu acho que cada um aqui tem um entendimento. Minha profissão é extremamente Competitiva,
eh, conhecida por trabalhar muito, né? Não é exatamente isso que eu tô falando. Eu tô dizendo num cenário futurista o que que como é que a gente vai eh porque quando você empreende, uma das coisas que você aprende rápido é o seguinte: Ah, eu montei um café dentro da agência, né? Porque eu queria oferecer uma experiência muito interessante para quem fosse pro escritório e não, né? A gente nem se deu conta que já tem uma geração No mercado de trabalho que nunca trabalhou presencial presencial. Então falava: "Porra, eu preciso meu escritório precisa ser mais legal
do que trabalhar na casa. A internet é mais legal, o pão de queijo é de graça, o café de graça. Aí você cria o café. Hoje o café tem 15 funcionários, são 15 famílias. O impacto vira um business, cara. Então assim, tem tem um impacto quando você empreende, quando você cria um negócio desse, né? Eu acho que a Gente vai precisar empurrar as pessoas e aí volta lá no que eu te falei a olharem e falar assim: "Opa, isso aqui que eu sei pode ser um negócio, talvez eu mais três pessoas". [ __ ] então
vamos investir nisso e vou te capacitar para isso. Eh, então, eh, uma produtora vai virar 10 produtoras, vai virar 20 negócios menores, mais especializado, porque fazem mais rápido que usam IA. A gente vai precisar quebrar um pouco a nossa relação de emprego. Emprego sempre Foi na geração do meu pai, do teu pai, uma garantia. Sim, sim, cara. Mas você não tem emprego, você não tem uma garantia, como é que vai ser teu futuro, né? E hoje um profissional liberal, um cara que que tem um talento que pode estar uma hora no projeto, uma outra hora
no projeto, ele é muito valioso. Ele é muito valioso, né? Eu eu concordo com tudo isso, né? O a profundidade de repensar ele é sobre profissão, sobre relação com o trabalho, sobre, né, como As empresas são constituídas. É muito extenso e, de novo, é muito rápido. E daí uma pergunta que i te falar é, e daqui como que você vê seu negócio daqui a 5 anos, por exemplo, né? Eh, eu vou te dar uma resposta absolutamente arriscada, tá? Porque o que será de todos nós aqui é 5 anos com a velocidade de transformação que a
gente vive. E abraço isso com a maior alegria, porque quando você se você sabe, ok, vamos mudar, eh, fica mais fácil, entendeu, de Lidar com essa velocidade de transformação. Então, assim, eh, eu acredito fielmente que contar história e volta na minha origem vai ser cada vez mais importante, porque é muito simples, cara. A tua filha de 15 anos, ela não cresceu sendo interrompida por um comercial de publicidade. Ela cresceu escolhendo a hora que ela vai assistir, quantas vezes ela vai assistir e se ela não gostar, ela muda e tudo mais. Então, para ela, a publicidade
já é um negócio Diferente do que era pra gente, que para assistir Caverna do Dragão, eu tinha que acordar de manhã, botar lá na Xuxa, esperar o passar o comercial, a chamada, não sei o quê. Então, já é um mundo completamente diferente esse esse consumo de conteúdo onemand. Então, põe isso na tua cabeça. Aí eu vou para um universo onde TV conectada tá crescendo numa velocidade muito grande. Com TV conectada eu sei quem tá logado. Daqui a pouco eu sei quem tá na Frente da TV, porque eu não preciso nem ter uma câmera, cara. Posso
ter um sensor que lê quantas pessoas. Então, a gente vai para um grau de sofisticação, de mensagem personalizada, de coisa que vai ser muito divertido, né? né? Ao invés de eu falar massivamente para um monte de gente, eu vou falar um por um, né? O dado ele permite essa granularidade. A tecnologia, inteligência artificial vai permitir a gente fazer em escala isso. Então, a Partir de uma grande ideia, como é que essa grande ideia eu desço para outras pessoas? E essa grande ideia vai ser cada vez menos sobre transação, porque imagina a tua filha, a filha
da tua filha, se ela vai aceitar alguém, interromper para dizer que o cartão de crédito agora você pode pagar em quatro vezes, [ __ ] É chato esse assunto, não é comigo. Então eu como banco, vou ter que contar uma história que ela queira parar para ouvir e essa marca vai ficar Gravada na hora de eu tomar uma decisão sobre que banco eu vou comprar. E aí na granularidade eu vou entrar na hora que eu sei que ela tá disposta a a tomar uma decisão com a informação. Então essa combinação ela vai ela vai crescer
exponencialmente, né? Porque a gente tá conhecendo cada vez mais sobre as pessoas. Uma coisa que você falou que eu achei legal assim nesse nesse contexto futurista que quase Black Mirror, é é quase como se eh por comportamento e Sensores você identificar, opa, tá no fundo do funil conversão aqui. É isso. E não por conta de um clique, por exemplo. É, eu acho que isso vai continuar o próprio conceito de funil, ele tá hoje, né? Porque a gente a gente tá em vários momentos ao mesmo tempo. Então eu vou pelo teu comportamento, pela temperatura do teu
corpo, por onde você olhou, né? A gente tá testando uma tecnologia que a gente desenvolveu para Aurofone, que é para onde olhou primeiro, né? Olhou Primeiro para cima nessa categoria, gerar dados para eu saber buscar mais eficiência, mais eficiência. Aí você pensa na UX do ED, né? É do Muito um conceito muito legal isso. Agora se eu fizer isso muito bem, o meu concorrente fizer isso muito bem, a marca A fizer isso muito bem, a marca B fizer muito bem, o jogo tá empatado. O que que vai desempatar o jogo? A capacidade do ser humano
de contar histórias. histórias que prendam a gente, que façam a gente Conversar. Eu não sei se você assiste Last of Us. Sim. Nossa, nem me fale do segundo, o segundo episódio Lest of. Só se fala disso desde domingo, né? Eu eu eu morri junto, eu tive dificuldade de dormir, mas eu joguei o jogo, então, mas eu tive dificuldade de dormir, literalmente tive dificuldade de dormir. Aquilo é a capacidade do ser humano contar a história. Porém, aquela história foi primeiro contada num jogo de de videogame. Sim, sim. Né? E ela foi transportada depois para uma plataforma
de streaming onde eu assisti por acaso numa tela de que tem 1,5 m porque assisti grande continua sendo a experiência mais interessante. Porém, imagina o seguinte, o que eu fiz do exercício, tá? Eu fui depois assistindo o óculos da Apple que eu tenho. Sim, cara, uma experiência é outra experiência ainda mais legal. Então imagina quando aquela estrambolho virar uma coisa tão simples quanto o meu Óculos. Eu penso muito nisso, no na form factor do do Como é que a gente vai contar a história? Uhum. Pro Edu, pro Léo, para quem for, que a gente sabe
um pouco mais sobre ele. A gente sabe que ele é fã do Pedro Pascoal, mas o Edu gosta da menina. Será que a história vai ser um pouco diferente? Será que eu vou poder descer um pouquinho? Então isso tudo me fascina, porque é aí que vai ser o jogo, que a turma que tá entrando no mercado de trabalho vai ter que saber Jogar. como é que eu aperto os botões certos das tecnologias existentes para contar histórias mais bem contadas. E quando você fala isso, né, ele deixa de ser publicidade e vai para conteúdo, entretenimento, ele
é um ele é um uma união de tantas coisas, né, eh, que a publicidade do ponto de vista que a gente conhece já ela ela ela se dissolve de certa forma, né? É, eu eu acho que vamos lá. E aí de novo a história de conectando os pontos que eu gosto tanto. Você me perguntou lá atrás por que que você foi entrar na publicidade. Eu entrei na publicidade por causa da história de, eu acho fascinante você ser capaz de conduzir alguém por uma história bem contada, uma narrativa bem contada. Ah, eu acho que o jeito
de contar as histórias, ele vai continuar se transformando. Mas o que a gente gosta mesmo é de uma história bem contada, né? A gente gosta de uma jornada de herói, a gente gosta de Coisas que foram escritas há 50 anos atrás, de metodologias de se contar uma história. Essa técnica ela mudou muito pouco, entendeu? Ela mudou assim e eh e a surpresa que o ser humano traz pra mesa é sempre muito relevante, né? Vou vou te falar assim sinceramente aqui. Vou eu eu vou te desmistificar um pouco o segundo capítulo de de The Last of
Us. Ele foi dirigido pelo mesmo diretor pelo Succession do de Succession e dos capítulos mais sangrentos, mais malditos Que mataram as pessoas que a gente mais gostava de Game of Thrones. Você entende que tem uma repetição no jeito? Porque tem uma fórmula aí. Sim, que é uma que é daquele diretor, que é daquele diretor que que foi percebida como uma forma de sucesso, que é um dos jeitos de você emocionar as pessoas e prender a a atenção, que é quebrando a expectativa dela. Uhum. [ __ ] quem podia imaginar que aconteceu o que aconteceu, né,
que eu não quero estragar quem não jogou, Entendeu? foi mesmo quem jogou, como era o meu caso, cara. Eu não esperava naquele momento. Eu tinha esquecido que eu não tava tão envolvido pelo jog, todo mundo que jogou falou que a a experiência na tela, né, do da série elevou para um outro nível o que viveu no jogo. Isso. Eu eu veja como isso não é novo, tá? Eu quando eu tinha 14 anos, eu descobri um livro chamado Senhor dos Anéis, que não era só de quem era muito nerdo e jogava e os jogos de de
RPG. Eu Jogava, li o livro e é nerd e fiquei maluco com aquela, com aquele negócio, com aquele livro. Só tinha em português de Portugal, aqui no Brasil não tinha. Então eu li português de Portugal, depois li em inglês e tal, fiquei maluco, li algumas vezes e tal, trouxe minha filha para essa história quando ela cresceu. E lá pelo ano 2000 aquilo foi pro cinema. Uhum. numa versão obviamente reduzida da história, mas maximizada pelos efeitos Especiais. Agora tem uma filha de cinco, de 8 anos, eu tô introduzindo elas na franquia e elas estão assistindo comigo,
assistindo o Senhor dos Ané, agora estão assistindo o Robert. A tecnologia tá extremamente ultrapassada, mas a história tá contada lá. Uhum. Você entende o que eu tô te falando, a tecnologia vai mudar, mas o livro que eu li quando eu tinha 13, 14 anos, que depois eu assisti quando eu tinha 25 e agora eu tô mostrando paraas minas Minhas filhas 20 anos depois, esquece a tecnologia, animação, você olha o o CDI, você fala: "Puta, como evoluiu?" A obra de fonte é o que importa, né? A história tá lá. Sim. Sim. Todas as vezes que você
acha que o personagem vai morrer, né? o amor entre dois personagens, o vilão, tá tudo contado lá, né? Muito legal essa essa referência da gente trazer desse arco todo da publicidade e vim pr Território de cultura pop, que é um território que eu gosto muito, mas que sintetiza muito isso, né? Que no final das contas é sobre as histórias e a natureza humana, que acho que desde a época das cavernas é a mesma, né? Né? É isso, o drama humano. Exatamente. E vai continuar mudando. A tecnologia na caverna era você reproduzir o que você tava
vendo lá fora com carvão, com pedaço de pedra, veio a escrita, veio, né? Assim, é óbvio que quando veio, veio A capacidade do homem de imprimir com Gutenberg, a revolução foi tão dramática quanto veio a internet depois e foi tão dramática quanto tá sendo agora. É que a gente quando vive a gente acha que sim, né? é que a gente tem, a gente vive, a gente olha pelo momento histórico e não, e não vê pelo potencial do arco todo. Exatamente. Exatamente. Mas é exatamente isso. Assim, as histórias continuarão sendo contadas em alguma plataforma. Talvez não
seja naquele, né? Eu me Lembro minha filha que já tá formada, quando ela tinha idade da tua, eu reformei o quarto dela e aí eu, ela nunca tinha tido TV no quarto, eu pus uma TV para ela no quarto, ela olhou para mim e falou assim: "Para quê isso aí?" Eu falei: "Para você assistir". Eu falei: "Não, assisto aqui no iPad, porque aí eu posso ass quando eu quiser assistir na sala, assisto, mas aqui eu assisto no iPad e tal". E aquilo me marcou muito porque pra geração dela, as Mesmas histórias que a gente via,
elas elas eram mesmo melhor contadas no cantinho dela, com a perna para cima ou dentro do carro indo pra escola. Você voltou pra tua juventude quando você quando TV no quarto. Pois é, era eu nunca tive. Talvez você também não. Para mim aquilo ali era um [ __ ] era um né, uma, né? Tô oferecendo algo que eu nunca tive. Sim. Não. E só, e só vou trazer uma brincadeira assim, uma brincadeira, uma realidade, né? Eu o meu maior minha Maior diversão aos meus 13 anos de idade foi meu primeiro Apple 2, que eu ficava
programando no meu quarto, fazendo em código basic, fazendo meu softwares lá. Mas pensa assim, ó. Isso você tá falando aí, provavelmente década de 80. Sim, final da década de 80. Pensa o seguinte, hoje o teu Apple 2 não tinha um centésimo da capacidade de de processamento que tem o teu celular, tá? Porém, até como provocação para você entender para onde vão os negócios, tá? Imagina que um cliente, uma marca de de telefonia, um um player de telefonia, ele tá chegando muito próximo da curva máxima de clientes que ele consegue ter. Se uma clara, uma Vivo
tem 120, 130 eh milhões de usuários, significa que tem gente que tem um claro e um e um e um vivo, porque tem lugar que pega um na praia, não sei o quê, e tem muita gente que já tem o seu, então ele vai ficar lá trocando, ah, te dou o desconto para você vir daqui, portabilidade, Esse de de crescimento de base. Esses caras estão vendendo assinatura. Esses caras estão entendendo que esse aparelhinho na mão, ele pode inclusive virar conteúdo. Eu posso daqui a pouco ter a Claro TV, né, que Claro TV, a Vivo TV,
competindo com Netflix, comprando propriedade e o inverso no bem que vendendo plano de celular. No bem que vendendo plano de celular ou ou então as marcas estão indo para um outro lugar porque a tecnologia destrava, né? Destrava. Por que que você tá vendo o negócio de cursos sem, né, a gente falou de um player, mas tem vários players importantes no mercado brasileiro, porque os 4 anos da faculdade já não servem mais. Não servem porque não entrega tudo que você precisa. Não serve porque modelo, o tempo, não serve porque network é mais importante do que então
eu quero sentar com gente de sucesso e falar com gente, pô, isso de um negócio. Não existia esse negócio há 4 anos Atrás, cara. Eu tô mudando a holding para um prédio novo. Nosso prédio tá Hotmart. Eh, cara, os caras são gênios. Eles sacaram isso, montaram um marketplace de de cursos. Sim. Eu me lembro que há uns se anos atrás, talvez um pouquinho mais, eu fui fazer uma, me chamaram uma palestra num negócio chamado Fire Festival. Sim. Que é deles. Deles. Mas eu não sabia nem que era Fire Festival. E dei muito menos quem eram
os caras. Fui lá para, acho que BH, não me Lembro, né? BH, BH. E aí, [ __ ] fui lá na palestra. achando que era uma palestra para 300 pessoas. Bom, cheguei lá, eram 5000 pessoas para começar. Tinha gente numa sala, na outra sala a gente trilhas e o [ __ ] e tal. E a Hotmart, a Hotmart. E aí o cara veio falar comigo, JP e eu vi que ele era um empreendedor. A gente tem essa sensibilidade. Sim, sim. O DNA, você sabe o DNA? Você sabe o DNA? [ __ ] cara, esse Cara,
esse esse negócio, ele tava na hora certa, com modelo de negócio certo, entendeu o negócio, foi foi também um pouco pivotando para virar o negócio certo. Ele começou com evento, começou, mas ele entendeu assim, você e e eu já viu vi de fundos que eh falavam: "Porra, mas esses caras é difícil de fazer negócio com eles porque eles não captam. Quando captam, eles não gastam dinheiro porque eles eles geram caixa. Então, olha que louco, Cara. É um negócio digital, cara. Eu tenho conversado com muitos empreendedores e empreendedoras aqui do mundo de tecnologia e eu tenho
trazido algumas histórias Bootstrap que criaram negócios de bilhões sem venture capital para inverter esse negócio, né, de que tem que captar, queimar de caixa para para crescer. Eu acho, eu gosto do modelo de de vent venture capital como um acelerador. Uhum. na capacidade da sociedade de gerar empreendedores, Porque sem esse modelo muito pouco a gente vai tomar risco, não vai conseguir captar dinheiro, né? Eu acho o modelo eh bancário um pouco cruel nesse sentido, porque quando eu montei a minha agência, eu precisava de crédito, eu não peguei lá atrás, não, não. Até agora, assim, quando
eu falei, [ __ ] eu preciso de eu não usei, mas eu precisava ter um crédito aprovado caso eu precisasse de uma emergência. Cara, eu chamei lá o G do banco para contar uma história para Ele. O cara quase dormiu na minha frente. Hoje ele me oferece crédito o tempo todo, porque eu se Só que agora tá provado e não, né? Você entendeu? Agora eu não preciso. Agora eu realmente não preciso. A gente compra dois bit mídia por ano. Um negócio de quase 450 milhões de receita, mas e e o VC ele quebra um pouco
esse modelo, né? Vale a ideia. Não importa tanto eh o teu track record, importa o que você tem aqui de potencial. Eu acho ele interessante Nesse sentido. Por outro lado, ele cria uma dinâmica que eu acho ruim, que é a dinâmica do cara, teu negócio não precisa dar resultado agora, depois e e isso gera um ciclo que eu acho complexo, entendeu? Na pandemia isso foi muito acelerado com aquele excesso de liquidez dos fundos. E e aí depois eu me lembro que eu fui no Web Summit de Portugal com alguns IS importantes. A gente tava num
grupo e os caras estão falando, vai dar merda no Brasil porque o Brasil todos os Ves que estão lá não tura e o dinheiro vai secar e eles não vão ter gente para ajudar esses negócios a a passar a quebração da onda porque vai secar o dinheiro e não vai ter outra rodada. Isso. Reganizar, reestruturar. Então o que que aconteceu? secou o dinheiro, não tinha, não tinha sócio, não tinha gente para ajudar um empreendedor novo que entrou num ciclo de rodada um, rodada dois, rodada três, sempre mais dinheiro, mais dinheiro, mais dinheiro, sem se Preocupar
com PNEL. De repente o cara falou: "Ó, você precisa dar lucros agora, não quero mais saber de CAC, eu quero saber de PNEL". Não sei como fazer. É, não sei como fazer. O cara não foi preparado para isso, né? Ele não teve a a escola. Eu eu fiz um negócio bootstrapping que dá lucro desde o primeiro mês. A gente é super sério com isso porque eu não não sei fazer de outro jeito, cara. Eu tenho clientes grandes, tem no McDonald's, Itaú, Natura, Vivo. São clientes que olham para mim e fala: "Você tem estrutura? Você tem
gente? Se eu te der esse negócio novo, você consegue botar 70 pessoas em 20 dias aqui?" Se eu não tiver fôlego, tô nada, entendeu? Edu? Última pergunta de galeria pra gente virar a chave pra reta final. Eh, quais são suas prioridades como CEO nesse ano no grupo? Claro. Você pensa em internacionalização? É, a gente abriu Uma operação em Miami, a gente acabou de fechar um outro negócio com possibilidades em Argentina e México. A gente ganhou uma conta no México do McDonald's. Eh, além disso, a gente acabou de fechar um outro projeto que permite a gente
operar Argentina e e México. Ah, sinceramente, eu tô muito olhando pra América Latina nesse momento, eh, porque eu acho que a gente aprendeu a trabalhar para um tipo de empreendedor de marca brasileira que tem Espaço para aquecer na América Latina, né? Então, a Natura tem o próprio McDonald's é uma empresa argentina que tá que cujos seus negócios estão na América Latina e é muito desafiador a América Latina, seja por capacitação, seja por cultura, seja por cada hora tem um mercado em crise. Então eu acho que se eu conseguir ajudar meus clientes nesse sentido, decifrar e
ajudá-los mesmo em ter as a mão de obra certa nos lugares certos. Então, ã, apesar desse Desafio todo, Colômbia é um lugar hoje onde mão de obra de tecnologia interessante. Brasil, no Sul, tem bastante mão de obra, Recife tá virando um polo interessante, tem coisas acontecendo que podem ser bacanas. Então, assim, eu tenho que fazer isso de uma forma muito responsável, porque eu continuarei fazendo com capital próprio. Eu não tô num modelo de MNA, de captar dinheiro agora. Ah, a gente não quer descuidar do Mercado brasileiro porque é um mercado extremamente competitivo, mas a gente
não quer deixar de capturar as oportunidades que tem de ajudar os nossos clientes no crescimento. Tem várias marcas Balduco que tá crescendo paraos Estados Unidos, que a gente quer ser parceiro deles, quer ajudá-los no seu crescimento. A gente entende de marca, a gente entende consumidor e a gente tem ferramenta para isso. Legal isso, né? Então, quer dizer, uma holding Com pretensão de expansão lat com marcas brasileiras. É isso. É assim, prioritariamente com clientes que a gente hoje entende onde a gente pode agregar valor. Ah, mas vocês também têm clientes internacionais? Tenho. A gente hoje é
agência global do Azeite Galo, por exemplo, né? Eles têm eh Portugal, Brasil e outros mercados importantes. A gente constrói todo o pensamento global para eles. Ah, mas quando eu olho paraas, eu vejo tanto potencial de como A gente pode ajudá-los. A Natura, o McDonald's, que é uma empresa argentina, como eu falei mesmo no Brasil, uma empresa argentina. Ah, que eu acho que aqui já tem um campo interessante, porque eu consigo fazer isso sem descuidar do meu negócio aqui. E eu consigo atrair outras marcas que tm essa característica, né? E você tem que sequenciar muito bem
os seus passos, né? Eu tenho que sequenciar porque eu não tô captando, eu não vou abrir capital Agora, não vou fazer IPO e a gente tá num momento difícil, né? Eu gostei do que você falou, eu não vou agora não. Mas porque eu te olho como um xadrezista. É, mas o agora ele não tem nem aqui um sentido. É porque talvez chegue em algum momento que eu digo: "Ó, esse negócio aqui, um dos meus negócios, eu preciso de capital intensivo e a, por exemplo, é um negócio que pede capital intensivo." Então, para esse aqui eu
posso trazer um investidor fazer um Spinoff. É, mas assim, [ __ ] a gente atravessou aqui o deserto ao fazer o negócio acontecer sem investidor, fez bootstrapping, cresceu rápido, amadureceu, a gente tá conseguindo suprir os desafios de crescimento, de, né, botar no trilho toda hora que ele sai do trilho, porque sai do trilho quando você cresce rápido. Então assim, não não tô muito interessado em vender para MAOD, em fazer um negócio, não acho que seja eh nada contra, não é esse meu Ponto, mas assim, eu eu eu precisaria eh achar que tem valor para essa
jornada que a gente tá construindo, né? E hoje não precisa, sabe? A gente tá fazendo muito bem, estamos felizes. Muito bom. Edu, o que que na sua rotina, no dia a dia, que hábitos e rotinas você tem que são inegociáveis para você conseguir dar conta de tudo? Claro, cara. E eu talvez não pareça, mas eu tenho 50 anos de idade. Então, tem algumas coisas que ao longo do tempo vão se tornando eh Impossíveis de você negociar, sabe? Negociáveis, porque eh elas são fundamentais paraa tua cabeça, paraa tua saúde, eh para tua produtividade, enfim. É, e
eu acho que quando a gente é muito jovem, a gente negligencia isso e isso me custou muita coisa. Nós somos da mesma geração, então eu entendo bem. me me custou muita coisa relacionamento, eh, um certo distanciamento e com a minha primeira filha, que depois eu corrigi ao longo do Tempo. Eh, eh, e, e assim, hoje eu tenho, de um lado, eu sou uma pessoa acordo muito cedo, acordo 5 horas da manhã, não tenho muito orgulho disso, mas isso vem de um hábito eh, por incrível que pareça, meu pai me acordava para assistir Fórmula 1 de
domingo. Eu acordava, a gente acordava sete e isso foi criando em mim o hábito de acordar sete no sábado, no domingo. ia pra escola toda semana durante a semana 7 e foi gerando isso. Hoje eu sou um cara Que acorda 5 horas da manhã, eu uso a primeira parte da minha manhã para fazer esporte, então eu faço eh sem furar esporte cinco vezes por semana. Ah, depois eu preciso ler. Então eu vou, eu deixo minhas filhas na escola, que é um momento meu com elas também não negocio isso. E eu sou a primeira pessoa a
chegar na agência, assim, eu chego logo depois de alguém que abre, que deve ser a turma da limpeza ou segurança. Então eu chego, por que que eu gosto de chegar Tão cedo? Porque eu consigo fechar minha porta e ler o jornal. É hora que não tem interrupção, ler. É a hora que eu consigo ler alguma coisa de qualidade, eu assino alguns serviços de notícia de um pouco neutros para poder ter uma visão do todo. Então eu gosto muito de notícia, assim, gosto muito de de ler notícia. Então, de manhã eu faço isso. Eu treinei o
meu chat PT, ele me dá um relatório às seis de publicidade e um às oito de finanças. Eu eu também ele Compila para mim automaticamente ele já me manda. Às vezes ele esquece, eu dou uma bronca nele. É engraçado a verdade isso. Ele esque e às vezes ele erra. Ah, o dólar ontem fechou às 5 e 8. Eu corrijo ele. Aí quando eu perguntei para ele sobre mim, ele falou: "Você é muito exigente, não aceita erro nenhum". Achei muito engraçado isso porque eu fico corrigindo para ver se ele vai aprendendo as coisas. Então, a minha
leitura, o momento de leitura é muito Importante. Eu acho que a gente não pode, como executivo ou como pessoa que quer bater um papo de 2 horas num podcast, não ter informação. Acho, acho informação, ela sempre foi e continuará cada vez mais sendo um ativo que a gente tem na na nossa e volta pra questão do repertório, pro repertório, pra tua capacidade de compreensão rápida do de e reação rápida. E assim, eu coloco minhas filhas para dormir. É um negócio que eu não deixo de Fazer, né? Então eu tô, eu tento chegar em casa no
horário que eu consigo botar elas para dormir. Então isso para mim é inegociável. E fim de semana tem que ser na praia. Eu vou com sol, sem sol, a gente Você consegue com a tua com a tua produtividade, com a tua com tanta coisa que você olha, você consegue desligar o fim de semana? Eu eu consigo eh consigo manter a minha rotina, mesmo que eu tenha que estudar para uma Apresentação na segunda ou fazer uma ligação para alguém. Acontece muito. Ah, eu eu sinceramente tem indústrias e indústrias, né? A gente nosso negócio se trabalha de
fim de semana, tem acontecem eventos, né? Seja uma final do Big Brother, seja uma apresentação segunda-feira. Então a gente tenta administrar isso com as pessoas, porque de novo eu, meu negócio é indústria criativa. Se eu matar as pessoas elas vão ficar menos produtivas. Então, e Isso serve para elas, servem para mim também. Eu sou inclusive exemplo para as pessoas. Então eu tenho alguma disciplina assim, ao longo do dia eu chego 7:30 no escritório, vou sair pelo menos 7:30, 8 horas da noite. Então é é longo. Muitas vezes eu almoço, meu almoço 80 90% dos casos.
Se não é no escritório é com algum cliente, tá? Porque eu acho que é um bom momento, você desarma um pouco, você consegue ouvir ou cliente ou alguém Da agência que precisa conversar comigo, eu uso o almoço. Assim, eu preciso dessa disciplina de no fim de semana conseguir fazer, né, alguma coisa que eu gosto. E e o tempo e a idade, eu sou empático com isso porque somos de novo da mesma geração. Eh, a gente começa também saber ou deveria saber o nosso 80 V, o Pareto, né? onde que a gente vai fazer a diferença,
onde que é o 20% que vai dar o resultado pro business, né? É, e eu tenho muito cuidado com esse negócio de Eh eh cara, produtividade excessiva e e como é que é? Eh eh merecimento e meritocracia e tal, porque isso é muito fácil de se distorcer, né? Sim. E a gente veio daquela época de culturaamb, não é? É isso. É. E eu, assim, minha indústria era uma indústria muito abusiva, que se gritava muito, se batia muito na mesa, que os clientes abusavam muito e tal. E hoje é uma indústria que tá tentando encontrar uma
regulação para isso, que as pessoas são muito críticas, Às vezes o pêndulo vai muito para um lado e que as pessoas confundem. Uhum. Então eu acho que se você quer ser um profissional de sucesso, quem dá a medida do teu esforço é você. Ninguém vai dar por você. Então eu sei o quanto eu me dediquei para ter uma negócio, para dar certo para vender uma vez, para abrir outro, para fazer DPZ dar certo, para criar galeria. Eu sei o esforço que eu coloquei não foi pouco. Não foi pouco. Não será o mesmo esforço que uma
Pessoa com a mesma idade ou com uma idade diferente para fazer um negócio parecido vai ser porque cada pessoa tem sua história e cada pessoa tem seus limites. E não dá pra gente querer imputar em outra pessoa que a gente faria, né? E assim, eh, as coisas que eu posso te dizer é se você quer ser um cara competitivo, porque tua indústria pede, se você não cuidar da tua saúde, se você não fizer esporte, se você não ler, você não vai Ser, você não se você não dormir, você não vai, você não vai ser, você
não vai ser. Se você não tiver alguma disciplina, você não vai ser. Ponto final. Ah, eu sou um cara que ficou até tarde debruçado no computador. Cara, isso dura ciclos. Uhum. Mas você não consegue fazer isso eternamente, não é sustentável, entendeu? Então, eh, vou misturando as nossas conversas aqui. O IA me tira muitas as coisas que eu escrevi um e-mail, cara, peço ajuda, ele Me ajuda muito rápido. Antes eu tinha que, né, mas se mas eu tenho que saber o que eu quero. Eu tenho que saber pedir, eu preciso montar uma planilha, fazer uma conta
complicada, eh, buscar uma referência, né? Eh, eu uso bastante isso. Então, [ __ ] eu deveria encontrar algum espaço para produzir mais, mas também para ter espaço para fazer coisas que eu gosto, né? Eu gosto muito de viajar. Toda viagem de trabalho que eu faço, eu encaixo um show, encaixo um Restaurante, encaixo alguma coisa, porque de novo, [ __ ] vou ficar longe da minha casa, às vezes longe da minha família, que que eu posso fazer para tornar a viagem algo que me deposite de volta, algo que vai me fazer ser uma pessoa mais legal,
mais interessante, contar uma história bacana para minhas filhas, senão também a gente vive, e de novo isso para mim era muito referência de início de carreira e foi se transformando, a gente vive pensando só No desfecho da carreira, né? vou desfrutar só quando, né? E esse quando sempre vai ficando mais longe, né? É. E e tem um negócio que eu tento sempre olhar que assim, para mim existe um um conceito do quando a gente é muito eh pragmático eh e todo mundo tem algum momento da vida que é muito pragmático, a gente fica um pouco
idiota, sabe? A gente acha que a gente tem resposta para tudo e que se a gente fizer mais, a gente vai Produzir mais. E não é bem assim, entendeu? Você falou sobre o a a lógica de Pareto, né? Às vezes você tomar decisões certas vale mais do que 8 horas de reunião, uma decisão certa, uma ligação. A sensibilidade às vezes de perceber que um cliente teu tá com problema e não tá falando, né? Que alguém no teu time não tá produzindo por alguma Isso aí não tem a ver, isso aí tem a ver com o
teu interesse genuíno sobre as pessoas, Sobre os teus clientes, sobre o teu negócio, né? Isso não tem a ver exatamente com correr mais rápido, com E a gente tem uma cultura um pouco até teatral, um pouco de, né? O digital ele ele cria, né? Os infelizmente tá cheio de coach e de cara falando que subir montanha, fazer não sei o quê e cara e e usar relógio, é sinal de sucesso, essas coisas não funcionam assim, cara. Assim, eu conheço gente que é não usa um símbolo de riqueza exterior, não tá na Rede social. tá na
rede social e é um empreendedor de é empreendedor de extremo sucesso e muito feliz. Uhum. Enquanto tem gente que finge que anda de helicóptero, de avião, usa relógio, a saúde mental tá no saco. Então, a gente tem que tomar cuidado. Mas isso eu tenho 50 anos, quando eu tinha 20 eu não pensava assim. Eu era um trator que saia derrubando tudo que tinha pela frente para chegar onde eu achava que eu tinha que chegar. É, é. Eu era meio parecido Com isso, porque as referências, eu venho de cultura oriental, né? fiz engenheira na poli, enfim,
eh tem todo um um contexto e de época também, né, de final dos anos 90, começo do anos 2000, que a relação de cultura de trabalho era de orcarolismo de certa forma, né, e foi se transformando por conta das batidas de cabeça que a gente vai dando, né? a gente lá até que que a gente fez na agência no quando a gente criou um negócio novo para tentar equalizar um Pouco essa essa história. A gente cria um modelo de sociedade. Eu tenho hoje além dos fundadores, são três, eu e dois sócios, a gente tem 18
sócios na galeria. Além dos três, eu tenho 30 sócios na Rold, a outros 30 sócios na Rod. Em cada empresa a gente tem sócio, porque com isso eu consigo atrair um pouco de cabelo branco, eu consigo segurar uma turma, eu consigo ver alguém que, cara, esse cara aqui vai longe, eu vou preparar ele para ser sócio, eu vou Construir uma história para ele. É aquele, isso tem aquele modelo partnership, né, de É modelo, é um modelo partnership. Exatamente. Modelo partnership. E a gente faz com governança de um jeito certo para não atrapalhar os negócios. Mas
o que que é legal? Porque você consegue desenvolver com as pessoas uma um nível de comprometimento de longo prazo que vale mais do que uma corrida de 100 m, cara. E daí, Du, você deve olhar para isso e Já com um pouco de, eu não vou falar, não sei se a palavra segurança ou talvez uma confiança de que o negócio perpetua além de você, né? É, isso é uma é uma é complexo, né, cara? assim, eu eu eh o negócio depende menos de mim hoje do que já dependeu no passado. Eh, óbvio que cultura tem
muito a ver com o olhar que a gente imprime paraas coisas, então talvez daqui a pouco ela mude porque tem alguém sentado na minha cadeira. Não, não tem problema. O que eu tenho certeza é que quando eu escolhi o nome galeria e não Simon Urenha e Ilha ou SM, qualquer que fosse o para com as nossas iniciais e tudo mais, eu Sterling Cooper, Sterling Cooper e e a gente tava falando sobre um coletivo, né, que eu realmente acho que a gente é muito mais forte hoje, porque meu time é melhor que os times de todos
os negócios competem comigo. E é mesmo, eu não tô aqui te falando o que e é. E quando eu não tenho um uma posição que Não é, eu trago e trago de sócio e amarro o cara no projeto, faço ele se apaixonar pela ideia e tudo mais. Então, eh, nesse sentido, eh, neste momento tenho algum sócio meu fazendo algo que vai gerar milhões de faturamento pro negócio. E eu tô aqui conversando com vocês sem nem saber o que ele tá fazendo. Isso me dá uma garantia de que o negócio não depende só de mim. Uhum.
E isso é para mim, isso é moderno, isso é inteligente, porque eh você precisa Desligar um pouquinho a tu teu ego de achar que se você não tiver na reunião, não vão fazer direito e tal. E você também precisa aprender a que as pessoas fazem as coisas de um jeito diferente. Então você começa a olhar o resultado, pensar bem, ok, você faz do teu jeito, vamos olhar o resultado. O resultado não era o que esperado, então vou voltar pro teu jeito. Eu não deveria botar energia no jeito, deveria olhar o resultado. O resultado chegou, cara.
Então você Descobriu um jeito diferente do meu de fazer as coisas. Tá tudo certo? Vamos testar de novo e testar de novo e aprender e tal. Então assim, muitas as ideias que a gente implementou não eram ideias que eu tinha quando eu criei o negócio ou os meus outros dois sócios tinham. Talvez a gente nem concordasse, mas alguém fez lá no grupo, alguém trouxe pra gente, a gente falou: "OK, a gente algumas coisas de cultura de multinacional, a gente aprendeu." Então Assim, legal, eu invisto nesse projeto, quanto ele vai me dar de retorno? Uhum. Então
vamos perseguir esse retorno junto. Eu vou te ajudar a dar esse retorno. Não tô contra você. Eu tô a favor da tua ideia. Deu retorno. Bacana, cara. Você atingiu algo que te levou para um outro status aqui dentro. Então acho, acho que agora você tá pronto para virar sócio desse negócio que você tá criando, né? E assim vão criando novos negócios. Eu acabei de lançar um um Negócio chamado agente, que é um pro mercado, é pro mercado de influência. a gente tem cash impróprio, a gente agencia algumas algumas alguns influenciadores, mas ele tem como eh
como missão quebrar um pouco o modelo de mercado de influência que tem muito intermediário, a gente tá tirando um pouco esses intermediários, uma profissionalização, uma profissionalização e tem uma plataforma de tecnologia de dados por trás para Ajudar na gestão de de eh de microinfluenciadores. Então é um negócio, cara, foi uma ideia de uma pessoa da agência que queria muito ser minha sócia, criou a ideia, trouxe pra mesa, eu fui provocando ela amadure sem mad até o dia que eu falei, eu brinco com meus sócios, né? Eu falo e empreended é igual cozinhar, você já fez
macarrão, os italianos falam o seguinte: "Joga na parede, se grudar é porque tá pronto". Então é isso, cara. Chega uma Hora que você tem que jogar na parede, você tem que lançar, põe a prova, põe a prova, né? constrói uma tese, põe a prova, investe nela, dá condições para ela, para ela. E por isso que eu te falei um pouco da minha crença sobre, cara, se você, eu, as pessoas que estão à nossa volta a incentivar outras pessoas a empreenderem, esse negócio vai, essa indústria vai se transformar, o IA vai ser um acelerador, não uma
barreira. Agora, se eu ficar aqui Protegendo o meu e ninguém mais criar novos negócios, o IA vai tirar emprego de todo mundo. Exato. Você morre junto, né? Mas eu ganho mais dinheiro porque eu eu tô no no ponto. Mas não é sobre isso, né, cara? Todo mundo pode ganhar dinheiro se a gente for ensinando as pessoas a, cara, você tem um conhecimento que talvez sirva para ser um negócio. Vou te ajudar a transformar essa ideia num negócio, né? O que eu gostei muito é Que toda essa cultura que você está criando na galeria, você traz
eh uma cultura de inovação, agilidade, startups internas, né? e que veio um pouco da sua história, mas do que você não queria fazer igual do que você já viu, né? Então, queria te agradecer, Du. Imagina, cara. É um prazer. É muito legal vir numa empresa de um empreendedor que tá aqui criando. Você me contou um pouco, eu fiquei maravilhado como você botou tecnologia no teu negócio. Ah, eu Convido as pessoas que estão ouvindo a gente, que empreendem ou que querem empreender a olhar com a mesma curiosidade que eu olhei quando eu criei o meu negócio,
olhar lá fora e ver a quantidade de gente que vai precisar do negócio que você tá criando e perder o medo fazer que vai dar certo. Assim, a gente tá num, esse é um país que tem mais de 200 milhões de habitantes em desenvolvimento, tem gente hoje que quer consumir mais. Então, se a gente Empurrar esse país, vai inevitavelmente funcionar melhor, né? Eu acho que a gente, infelizmente, vem de uma sociedade que reclama muito e faz pouco. Vamos, se a gente fizer mais, reclamar menos e isso é empreender, a gente vai l, entendeu? e e
é é transformar a cultura do brasileiro, apesar das instituições serem não tão favoráveis a nós empreendedores. É, mas isso são, né, acho que você conhece essa expressões, são dado do problema, né? Quando você Vai criar um negócio, tem coisas que são dados do dado do problema. O imposto é tanto, o custo é tanto, o jogo é igual para todo mundo, né? Então, acho que a gente pode cobrar e melhorar a sociedade e tudo mais, mas eu eu gosto muito. Eu fui certa vez, só para encerrar, ao Vale do Silício com um grupo eh de clientes
meus e eu aprendi uma coisa fantástica lá. Eles valorizam o erro das pessoas e isso é fantástico, porque o que que tem por trás disso, cara? O que você Aprendeu quando você fez e deu errado? E se você vai aprender alguma coisa, você parte do princípio que você vai aprender alguma coisa, você toma mais a iniciativa, né? Aqui a gente fica muito preocupado fracasso, tem um peso destruidor na vida das pessoas. Meu amigo, aqui eu só contei as histórias bonitas, tem um monte de fracasso para você chegar lá. Então não se preocupa, assim, cada tropeço
te ensina alguma coisa que vai te gerar uma solução que Você não tava imaginando e se você persistir, o negócio vai acontecer. Obrigado, cara. Um prazer enorme. Prazer, cara. Muito obrigado. Sucesso, hein? Obgado para vocês também. Obrigado. Agradecer a audiência que chegou até aqui. Te volta na próxima semana. Ciao. Ciao. [Música]