[Música] antes de eu apresentar o tema que me foi colocado sobre a igreja o terceiro setor queria contar para vocês um pouco da minha trajetória eu sou assistente social e toda a minha história minha formação minhas especializa aprofundamento eh aconteceu nessa área e essa Interface do serviço social com a igreja com a Missão integral isso já são 30 anos aí de atuação de reflexão então estar hoje aqui no missão da na íntegra e trazer essa reflexão sobre a igreja o terceiro setor eh tem um valor muito grande para mim em função eh dessa caminhada e
da discussão a respeito desse tema e vir ao Rio de Janeiro e falar sobre isso para mim tem um significado Emblemático porque eu fiz serviço social na PUC em São Paulo e ao mesmo tempo eu fazia Faculdade Teológica que inclusive os prédios são vizinhos ali em Perdizes e foi quando eu comecei a ouvir de Renê Padilha de Pedro Arana de Samuel Escobar e comecei por conta da bu também a essa reflexão a respeito da igreja no espaço público e nessa interface também com social e quando eu já estava casada com Ed e grávida da nossa
primeira filha eu fui convidada pro primeiro congresso De ação social Batista Porque toda a minha formação e toda a minha história relacionada à Igreja Batista eu vim a esse congresso que foi na primeira igreja batista do Rio de Janeiro e o tema era a igreja e a ação social a minha filha já tem 6 anos estava grávida dela e eu compartilhei na igreja com aquelas pessoas a respeito de uma experiência que nós estávamos vivendo na Nossa igreja havia um levantamento na prefeitura sobre os cortiços em São Paulo e onde nós estávamos localizados igreja na Rua
Clélia no bairro da Água Branca em São Paulo bem próximo a ela existe a Avenida Pompeia os seus antigos casarões que me lembrou um pouco aqui a Tijuca e esses casarões estavam sendo ocupados e muitas e muitas famílias morando em condições subumanas e a prefeitura trouxe esse levantamento e sabendo que eu era da Igreja Batista Disse Silvia a sua igreja sabe dessa realidade aqui tão próxima a vocês eu falei nem a minha igreja e nem eu tinha conhecimento a respeito dessa população enorme morando aqui nesses casarões e ao lado da igreja havia uma escola uma
escola pública então nós começamos a pensar como é que a gente responde a essa realidade e conversando com a escola conversando com as famílias a nossa igreja então começa a receber um grupo De crianças no contraturno escolar e ali vivenciar várias atividades também com as famílias eh experimentando ali com elas alguns novos caminhos e esse projeto que no início eu escrevi e Serviu de referência para Muitas igrejas recebeu o nome de projeto semente e o texto bíblico que me inspirou foi a parábola do bom semeador que sai a semear a semente e essa era a
nossa expectativa com esse projeto Semente com aquelas crianças moradoras ali daqueles cortiços e eu fui convidada para apresentar essa experiência a esse primeiro congresso de ação social isso foi 1988 e quando eu apresentei essa experiência e fundamentei academicamente fundamentei biblicamente naquele ano eu fui tratada como uma pessoa não grata a aquele congresso porque eu trazia ideias de esquerda Fiquei bastante triste com Aquilo e dizendo Não essa é a igreja de Jesus eu vejo isso tanto no velho testamento como no Novo Testamento do Povo de Deus que olha ao seu redor e identifica aquilo que está
ali presente e que são sinais de morte e não de vida não são sinais do reino são sinais de morte e a igreja precisa sinalizar os sinais de vida graças a Deus esse tempo passou e essa experiência da igreja que reconhece a sua participação também na área social A partir dessa visão do Evangelho todo para o homem todo nessa compreensão da Missão integral do Evangelho integral e essa trajetória toda e depois de alguns anos poder desenvolver um trabalho com as igrejas assessorando as igrejas na implantação dos projetos sociais para mim é sinal de muita gratidão
a Deus por esse percurso que não foi fácil mas que hoje a gente colhe frutos de uma igreja e de uma geração que está atenta a isso então falar hoje sobre a igreja e o Terceiro setor tem um valor afetivo muito grande principalmente aqui no Rio de Janeiro de resgatar eh essa história eh a questão do terceiro setor ela é uma questão polêmica uma assistente social falar de ter terceiro setor é uma questão no m mínimo polêmica porque o terceiro setor Ele tem muito a ver com o estado neoliberal e o serviço social é a
afirmação dos direitos e do estado de bem-estar social mas a gente precisa também ter um Olhar crítico para ambos os lados e perceber o que que a gente pode fazer de uma maneira lúcida de uma maneira de dialética a respeito da realidade que tá posta Então eu queria começar falando um pouquinho para vocês como é que surge toda essa questão e isso reporta uma história queria pedir o primeiro slide reporta 1543 tá quando eh na capitania de São Vicente em Santos H é instalada a primeira Santa Casa de Misericórdia ea a primeira Santa Casa de
Misericórdia de origem católica tem no seu bojo o atendimento aqueles que não tinham acesso à saúde e isso se faz também de forma voluntária por parte de alguns tanto que no histórico do voluntariado aqui também é o Marco 1543 com as santas casas e vocês sabem que as santas casas H elas desenvol veram ao longo do tempo algo que historicamente é muito triste que é a Chamada roda dos enjeitados o que acontecia quando uma mulher tinha uma criança e não poderia ficar com essa criança ou porque era solteira ou porque não tinha condições a Santa
Casa as santas casas de forma geral principalmente a de São Paulo ela tinha um sistema de uma roda de madeira que ficava uma parte para fora do muro e esta mãe que não poderia ficar com o seu filho ela colocava essa criança do lado de fora sem que fosse vista e ela Empurrava a Roda para o lado de dentro para que ali alguma irmã alguém pudesse pegar esse bebê e essa criança então era criada ali então essa dentro desse contexto que vão surgindo eh algumas ações historicamente reconhecidas ligadas às questões sociais ou da assistência tá
Ahã em 1560 é quando é inaugurada a primeira enfermaria alberg porque era para os imigrantes nós tínhamos esse contexto no Brasil Então Ela tinha esse viés de atendimento público a qualquer um que precisasse próximo a gente tem também como um ícone nesse histórico o Mosteiro de São Bento e os franciscanos então vocês percebem a presença da Igreja Católica organizações que forneciam refeições aos pobres órfãos enfermos e marginalizados prestando-lhes além da Ajuda material apoio espiritual e abrigo Então essas são presenças e prioritariamente da igreja católica em rela aos Desassistidos porque o estado não assumia isso era
papel da igreja fazer isso próximo desde a colonização até os meados do século XX a prestação direta desses serviços sociais e assistenciais era predominantemente exercida pela igreja e aí mais uma vez pela igreja católica próximo já a gente dá um salto né 1938 no estado novo com presidente Getúlio Getúlio Vargas a assistência social passou passou a ser contemplada Pelo governo não mais a Igreja Católica tinha essa prerrogativa mas isso passou a ser assumido pelo Estado e é quando é criado o cnas o Conselho Nacional de assistência social lógico isso tem um histórico longo de muitas
Idas e Vindas mas a as coisas vão tendo eh esses Marcos quando a gente olha para esse histórico bem reduzido a gente tem que reconhecer Exatamente isso aí o estado toma para si a função assistencial e isso é importante a gente compreender porque o terceiro setor ele vai trazer um outro viés a respeito dessa realidade as organizações Sem Fim as organizações sem fins lucrativos é atribuído o papel de colaboradoras e parceiras já existiam organizações mas a prerrogativa era do estado e elas se tornavam parceiras e colaboradoras e 1935 é promulgada a lei de utilidade pública
que é quando uma Organização é reconhecida publicamente diante do governo e ela tem algumas eh regalias por conta disso próximo e nesse momento né 1900 1890 ah a gente vai também ter essa presença da igreja protestante no Brasil aí chegando por volta de 1810 não reconhecida a presença Protestante não é reconhecida vocês sabem que os casamentos que eram feitos pela Igreja Católica os protestantes não se casavam não podiam se casar os protestantes não eram não tinham acesso aos cemitérios tanto que surge em São Paulo o primeiro Cemitério dos Protestantes eles eram vistos de maneira Marginal
mas a presença dos primeiros missionários principalmente Batistas e presbiterianos vão eh criar um novo Paradigma na educação no Brasil porque com a presença dos Missionários Nesse contexto voltados especificamente para a educação nós vamos ter aqui e muito próximo aqui na Tijuca onde eh tem o Colégio batist Batista shepard em São Paulo Colégio Batista brasileiro em São Paulo 1en fruto da presença dos Missionários americanos que trouxeram pro Brasil a pré-escola no Brasil não havia pré-escola foram os missionários americanos que trouxeram não havia a Atividades as práticas esportivas foram eles que trouxeram não havia a escola mista
foram eles que trouxeram e se tornam uma referência nessa questão eh da educação essa presença protestante na educação próximo Aí a gente dá um salto Isso foi um Panorama pra gente receber depois a passagem pro terceiro setor nisso tudo a gente vai ter um movimento há 20 anos um bum das chamadas ONGs as ONGs historicamente nascem no Brasil ã no regime da ditadura as ONGs as ONGs originais elas nascem como Apoio aos direitos e elas de alguma forma são vistas de forma clandestina não reconhecidas Mas elas vão se impondo elas vão eh marcando presença e
nisso também elas vão eh de alguma forma respondendo às demandas sociais e econômicas e a partir daí já desse primeiro cenário nasce eu diria assim Dentro dessa consciência de cidadania um bum das ONGs hoje no Brasil nós temos cadastradas 300.000 organizações não governamentais e o maior Boom o maior crescimento dessas organizações eh ocorrem logo depois do final da ditadura são organizações que saem da clandestinidade e assumem o seu papel na comunidade e vão desenvolver outros projetos sociais outros os trabalhos sociais aí muito voltados pras Demandas da situação da criança do jovem do adulto e isso
vai trazendo uma nova configuração não sei como que é para vocês mas no caso eu como assistente social eu sou muito procurada muito Silvia eh eu e mais algumas pessoas realizamos um trabalho social numa periferia x e a gente queria montar uma uma ONG porque aí a gente vai ter recurso Não não é bem assim porque isso é o que se vende monta uma ONG que Você vai ter recurso porque tem muito recurso também não é assim então eu sempre digo olha começa com projeto se estabiliza ganha legitimidade na comunidade aí você parte para uma
organização sem fins lucrativos porque aí tem uma questão jurídica Você só tem duas possibilidades ou você se torna uma associação ou você se torna uma Fundação ONG é um nome Fantasia é uma abreviação de organizações não governamentais e você para ser instituído só pode ter uma dessas figuras ou uma Fundação ou uma associação Associação nós aqui voltados por uma causa por exemplo a causa da criança a criança com câncer por exemplo Nós nos reunimos em função dessa causa e a gente se associa ao redor desta finalidade atender a criança com câncer a partir daí a
gente tem que pensar num Estatuto que já tem um modelo numa finalidade no nome para instituição H reconhecer isso no cartório ah ter o seu CNPJ e aí nós temos o que a gente chama de certidão de nascimento de uma UnG uma Fundação já é diferente você precisa ter um instituidor alguém que vai delegar um patrimônio para que aquela finalidade seja cumprida então ele tem uma uma outra formação jurídica inclusive supervisionado pelo Ministério Público Para ver se aquele recurso que o instituidor transferiu está sendo de fato utilizado na consecução daquela finalidade daqueles objetivos aí alguém
diz Mas puxa eu não posso ter dedução de Imposto de Renda pode desde que você tendo o seu estatuto o seu CNPJ você tracee um caminho que a gente chama da obtenção de títulos e qualificações Ah para ter utilidade pública federal você precisa ter 3 anos de funcionamento Comprovado para dar entrada em Brasília para você poder eh ter isenção ou ter a a o desconto do Imposto de Renda dos doadores Ah mas aí eu queria receber uma verba X então você precisa ter uma qualificação uma titularidade Ah o nosso trabalho é com criança então você
precisa ser registrado no conselho mpal da Criança e do Adolescente e ter alvará para funcionar pelo corpo de bombeiros para aí você quando alguma organização privada lançar um concurso de apoio Financeiro a um projeto com crianças você poder concorrer porque se você não tiver esses registros você não está apto a concorrer e isso criou uma busca muito grande de assessoria tanto que há no no aspecto jurídico no direito há uma Assessoria especializada em terceiro setor como é que você faz esse estatuto tem um modelo inclusive que é um modelo padrão como é que você busca
essas titularidades lei Ran como é que faz enfim e aí a sociedade Partiu para isso tanto que dessas 300.000 organizações sem fins lucrativos 44% se encontram no sudeste dessas organizações sem fins lucrativos 300.000 quase 30% são ligadas a finalidades [Música] religiosas e olha que interessante e lamentável as ONGs vamos usar o apelido Né que surgem por conta das organizações que lutavam pelos direitos civis pelo Direito de imprensa pelo direito de se manifestar na ditadura são Em menor número hoje as organizações eh de Luta pelos direitos elas são 0 vula alguma coisa a maioria das organizações
elas a a maioria está voltada para atendimento à criança e o adolescente a maioria A grande maioria né e muitas organizações Morreram porque nesse afã de se organizar e buscar recurso elas perceberam que esse recurso principalmente público tem uma burocracia muito grande para chegar e tem essa burocracia tem a sua razão porque vocês lembram os escândalos das filantropias de organizações não sérias eh e de interesses inclusive de políticos conseguindo verbas enormes e não executando as organizações Fantasmas então isso trouxe e de uma forma Positiva uma exigência maior tanto que para você comprovar que você é
uma on você precisa ter no mínimo um ano de existência com prestação de contas que éo um outro detalhe que é a transparência na prestação de contas então é dentro desse contexto que oos terceiro setor ganha uma força muito grande o que que a gente viu nos governos anteriores o que a gente chama de desresponsabilização do Estado cada vez Mais o estado mínimo dentro de uma visão neoliberal onde o estado foi eh deixando de cumprir o seu papel no estado de de bem-estar social e a sociedade então se organiza e começa de alguma forma assumir
esse papel o que não deve ser feito ela é parceira mas não responsável em assumir esse papel e aí a gente tem esse crescimento enorme de organizações não governamentais e que passam a desenvolver a realizar os mais diversificados projetos e Eh temas e e reflexões e tudo mais e o que é então esse chamado terceiro setor São organizações privadas sem fins lucrativos mais de finalidade pública coletiva uma ONG uma associação uma Fundação ela é uma organização privada ela não é pública ela não é do estado mas ela se propõe a atender maneira públ a clientela
que deveria ser atendida pelo Estado então por ter terceiro setor porque ela não é O primeiro que é o estado e não é o segundo que é o mercado ela é um terceiro ela transita entre os dois ela atende a população que o estado deveria atender mas ela age dentro do mercado como uma organização privada mesmo que sem fins lucrativos Então esse é o chamado terceiro setor e essa é a crítica que nós fazemos ao terceiro setor Por que esse Boom Por que esse crescimento tão grande do terceiro setor no Brasil por conta dessa Ah
desresponsabilização do Estado por essa omissão do Estado Nos programas sociais que ele deveria ter feito isso por essa razão essa estão muito ligado ao neoliberal e É nesse contexto das ONGs que o voluntariado no Brasil Ele toma uma força incalculável por quê Porque essas organizações mesmo que elas pleite recursos públicos ela por si só tem pouquíssimos recursos então contratar uma mão de obra É caro por conta de todos os a as questões sociais para vocês terem uma ideia desses 2.1 milhões 1 milhão de pessoas que transitam no terceiro setor deixa eu achar o dado correto
de quantos são registrados 72 por das 300.000 organizações então 210.000 nenhuma delas havia sequer um Empregado registrado formalizado e essa é uma questão séria de discussão sobre o ariado o voluntário não pode e não deve assumir o papel que seria de um funcionário contratado e com seus direitos garantidos Mas pela precariedade das organizações ela tem que partir pro trabalho voluntário mesmo que o trabalho voluntário conforme ele é caracterizado ah por uma participação semanal no Máximo duas na semana numa carga horária de 2 a 4 horas porque senão ele se torna Ah um trabalho com direito
a vínculo empregatício mesmo assim vocês imaginam o volume de voluntários nas organizações isso traz uma outra questão mesmo com a lei do voluntariado termo de adesão do voluntariado que foi na de Fernando Henrique pro Lula que foi assinado mesmo com esse termo a precariedade do trabalho nas organizações porque o voluntário se Surgiu algo que ele não pode comparecer a ONG ele não vai e aí você compromete o trabalho desta organização porque o maior contingente dela de atuação é de voluntariado e interessante Vejam Só o termo do voluntariado o termo de adesão do voluntariado ele nasce
nesse bojo desse bunda do terceiro setor Por que que acontecia até Então como não havia a lei Do voluntariado e eu me tornava voluntária de uma organização se por algum motivo eu ficasse descontente eu poderia mover uma ação trabalhista contra a organização e eu ganharia Então as organizações as ONGs não queriam voluntário porque era o risco de ser processado e perder Então nesse sentido com esse crescimento enorme das organizações não governamentais e a necessidade do voluntariado e a Sociedade civil sendo desafiada a ser voluntária então é assinada a lei com termo de adesão isentando a
organização de qualquer questão trabalhista Então hoje isso é tem que ser uma prática nas organizações todo voluntário assina anualmente esse termo de adesão então vejam só quantas implicações e quantas situações que vão acontecendo por conta da questão do terceiro setor E aí a gente vai percebendo Também a fragilidade ou as fragilidades do chamado terceiro setor Vamos pro próximo tá esse terceiro setor que ele é formado de organizações privadas formais sem fins lucrativos autônomas e voluntárias eles permeiam esse universo do terceiro setor o próximo slide tá não sei se vocês conseguem ler é a tentativa de
encaixar ou de reconhecer identificar quem é esse terceiro setor clubes e associações Fundações Empresariais aí tem as próprias ONGs instituições religiosas eh negócios pode voltar um pouquinho negócios e pilantropia ah organizações internacionais ah para estatais Fundações enfim é um universo grande que forma esse terceiro setor para vocês terem uma ideia essa questão em relação ao serviço social por exemplo na PUC de desculpe na PUC de São Paulo ah no mestrado no doutorado eh o terceiro setor não faz Parte na PUC por exemplo e eu sei que na USP o terceiro setor tá ligado à universidade
de admin a faculdade de administração e é interessante Porque hoje o terceiro setor ele abraça muita gente por exemplo vocês terem uma ideia o melhor livro eu me especializei em elaboração de projetos sociais o melhor texto que nós temos no Brasil sobre elaboração de projetos é do Instituto fonte da Rosana kisel que é uma engenheira Agrônoma então o terceiro setor ele abraça as mais diferentes profissões que tem um lado muito positivo dessa grande rede dessa complementariedade dessa transversalidade e tudo mais mas cada vez mais a figura do assistente social ela vai se torando distante desse
universo então de uma forma muito rápida essa é uma fotografia do chamado terceiro setor hoje é muito difícil você não conversar Eh com uma pessoa que que diga Ah eu estou envolvido num projeto social Estou envolvido com uma ONG eh Estou envolvido com uma Fundação eh mesmo de grande porte Mesmo trabalhando para uma Fundação ou mesmo servindo como voluntário isso hoje se tornou recorrente inclusive nos currículos Quando você vai para uma entrevista num trabalho a pergunta é se você é voluntário no uma organização ela conta muito ponto para você Então veja como Isso tomou né
uma grandeza h no nosso país o próximo tá então isso que eu tenho dito que o terceiro setor brasileiro ele compreende o universo de 290.000 entidades beneficentes religiosas ou laicas institutos Fundações ONGs e outras associações sem fins lucrativos as ONGs Qual é o alcance do terceiro setor né Para muitos elas se tornaram espaços de participação Social é interessante isso eh principalmente pro jovem que quer militar numa causa que quer participar que quer se envolver ele busca a uma ONG como esse espaço de participação social e faz isso enquanto um ator comprometido com a construção da
Cidadania volto a dizer quando você tem esses bolsões de pobreza e de miséria e quando isso tá muito próximo a você esse movimento espontâneo das Pessoas ele é altamente positivo mas a gente tem uma questão aí no processo que é a gestão disso que eu quero comentar um pouquinho mais à frente próximo tá as empresas voltaram sua atenção para responsabilidade social e passaram a apoiar projetos sociais e também a desenvolver seus próprios institutos e Fundações a filantropia alcança patamares de organização e estratégias como no segundo setor o mercado compondo com as demais ones e Terceiro
seor hoje a palavra de ordem é profissionalização do terceiro do setor O terceiro setor tem que ser tão bom quanto o mercado em termos de profissionalização de gestão e olha que interessante as empresas reconhecer e perceberam nisso algo altamente estratégico que a gente chama de marketing social hoje você vai ao supermercado e você quer adquirir um produto que tenha uma ligação com Um apoio a agricultura local a ao Verde a sustentabilidade Então as empresas já há algum tempo perceberam isso como um marketing social até que ponto de fato é um valor pra empresa ela tá
comprometida isso não não nos cabe agora mas as empresas perceberam isso e isso vem crescendo muito a respeito do que a gente chama de selo né de participação social eh das empresas Próximo Aí você tem os grandes desafios a desigualdade social e a pobreza atingindo esses patamares antiéticos Ok Temos que comemorar que nós saímos né dessa linha da pobreza mas ainda isso acontece em bolsões localizados como sociedade civil especificamente como evangélicos nos posicionar proativamente no espaço público firmando Nossa posição como parceiros desenvolver projetos emancipatórios essa é uma questão séria Para nós ainda que é a
questão de a forma como acontece os Nossos programas sociais que eles estão muito mais para uma manutenção da pobreza do status qu do que para uma emancipação então o atendimento aos mínimos sociais e é fato e é direito nós temos uma lei aoas lei orgânica da Assistência Social promulgada em 93 que diz que é direito de todo Cidadão acesso aos mínimos sociais e dever do Estado promover isso a ele então quando a gente olha para projetos emancipatórios nós estamos reconhecendo o direito do cidadão sim mas estamos também Caminhando com ele na busca dessa autonomia e
dessa emancipação e isso é interessante em relação à nossa história do protestantismo que eu quero comentar daqui a pouco tá a legitimação para Negociar com o estado propor parcerias solicitar verbas e lutar pela implantação de políticas públicas isso é um outro patamar que timidamente nós estamos avançando a questão das políticas públicas Nós ainda estamos ah na manutenção daquilo que fazemos dos programas mas sem ter essa compreensão de que os programas Eles são um lado dessa atuação maior das políticas Públicas a questão da sustentabilidade e a questão da Transparência na nossa a prestação de contas maior
dificuldade Nossa com as instituições religiosas Principalmente as instituições de recorte evangélico é a prestação de contas é é uma eu diria assim que um despreparo inclusive nessa gestão e nessa que a gente chama da accountability de prestar Contas de uma maneira precisa a gente ainda tem muita dificuldade com isso próxima desenvolvimento e mobilização do nosso potencial de voluntários a gente pode sim aprofundar isso articulação em rede alianças e parcerias esse trabalho fragmentado isolado que a gente realiza às vezes como igreja como organização eles conspiram pra nossa morte se a gente não se colocar e não
se disponibilizar Em articulações de redes alianças a nossa tendência é a nossa morte próximo o nosso posicionamento como uma igreja comprometida com a Praxis da Missão integral e eu queria comentar sobre a questão do protestantismo é muito interessante princialmente para mim Sou assistente social não sei tem tenho colegas aqui assistentes sociais muito bem muito bem muito bem-vindos historicamente gente o Serviço social ele nasce no contexto dos cristãos nós estamos vivendo a Revolução Industrial as famílias deixaram o campo e vieram pros grandes centros principalmente Inglaterra Londres a gente vive uma convulsão social essa família que estava
no campo estava junta e que a sua era trabalhar com a terra ela vem pros grandes centros nós estamos com o advento da máquina a vapor eles vão pras minas de carvão eles vão pras indústrias que estão nascendo Das máquinas a família se fragmenta a mulher trabalha de um lado o homem outro As crianças estão dispersas estão na rua isso traz uma convulsão social e É nesse contexto que uma mulher de uma igreja batista chamada Mary Richmond que é precursora do serviço social propõe o diagnóstico social o que é que está acontecendo Quais são as
questões aqui envolvidas e É nesse contexto em Londres Que as crianças estão na rua e nós já temos ali nessa época 1860 1970 os chamados meninos de rua e vocês sabem Quem olha para esses meninos E propõe um trabalho alternativo ainda hoje para nós a associação Cristã de moços surge Nesse contexto para trabalhar com esses meninos por meio do esporte olha quanto tempo é nesse contexto que um homem um cristão olha pros meninos que as Crianças trabalhavam de segunda a sábado 12 horas por dia e numa primeira ação este homem chama as crianças no domingo
e começa a alfabetizá-las através da Bíblia surge aí a primeira escola bíblica dominical Não é esse formato do domingo que nós temos não não é assim que surge mas um homem atento a sua realidade E propõe alfabetizar essas crianças e a partir daí alguns Movimentos vão nascendo contra o trabalho infantil inclusive É nesse contexto que William butot propõe sopa sabão e salvação haviam muitos homens de rua havia uma população enorme que já estava marginalizada e ele então propõe os três s do Exército da Salvação É nesse contexto que Londres começa a viver o seu período
de Avivamento com John Wesley John Wesley vai às minas de carvão vai às portas das minas de carvão E orienta aqueles jovens que precocemente morriam pelas más condições de trabalho a se organizarem em sindicatos e e requisitarem reivindicarem melhores condições de trabalho é nesse período e É nesse período que a presença da igreja a presença dos cristãos impede que a Inglaterra sofra uma convulsão social é essa presença dos cristãos e é na França com pastor protestante das dependências de uma igreja protestante Acontece a primeira Escola de Serviço Social do mundo e tantas e tantas e
tantas ações nós poderíamos falar e o que aconteceu com esta igreja e aí a gente tem o Ari pode falar melhor o Ed melhor dessa igreja que nos Estados Unidos a questão do Evangelho social eles estão acreditando que o reino Já Está Consumado e começam o extremo com Walter hus Bush E aí vai pra questão do Evangelho social nós vamos pro fundamentalismo os missionários que chegam aqui vê sobre essa origem não se evolvem com as questões sociais exceto essas áreas da educação aqui ocorrendo todo o processo de escravidão sem nenhum pronunciamento nosso E aí a
gente vai vivendo dessa forma enclausurados as igrejas protestantes não poderiam ter nada que as identificasse para não serem perseguidas cada vez mais Aí nós vamos para 20 anos de ditadura e alguns que conseguem colocar a cabeça para fora são presos E exilados e essa igreja que se que recua que parece que vive em outro lugar parece que está em outro planeta e a gente pergunta onde está a igreja de Jesus e eu diria a vocês meus irmãos que o terceiro setor é uma resposta e eu acredito Muito que a presença da igreja ela é a
resposta por completo por Excelência A partir dessa compreensão do Evangelho todo para o homem todo eu acredito continuo acreditando e continuarei acreditando nessa presença da igreja na sociedade eu queria ir pro próximo a missão da igreja é manifestar aqui e agora como anúncio Profético a maior dencidade possível do Reino de Deus que Será Consumado ali e além nosso saudoso Dom Robson Cavalcante é a presença da igreja que manifesta de forma Profética e de forma sacerdotal os sinais do reino então a gente poderia dizer mas se euv o terceiro setor não terceiro setor é uma realidade
que tá posta e a gente deve se valer dele como organização como reconhecimento há uma luta tremenda nós estamos no Marco teórico do do terceiro setor o Marco regulatório do terceiro setor vai ter uma nova lei que tá sendo discutida a partir do marco regulatório do terceiro setor o tempo todo isso tá aí e muitas pessoas participando e discutindo Então ela é uma realidade posta e que a gente deve sim Se valer dela também porque ela é Nossa ela é legítima mas com que viés que a gente se apropria desse terceiro setor de que forma
que a gente atua através desse terceiro setor acho que tem a última Tela a igreja é parceira de Deus paraa Redenção de toda a sua criação a salvação da pessoa e a transformação de realidades Esse é David Bosch que fala a respeito disso de transformação de realidades e lógico muitas coisas e muito mais a gente poderia conversar mas eu queria Então deixar aberto eu acho que agora é importante esse diálogo perguntas interações não concordâncias outras contribuições sei como que é o processo Aí thago agora bom Alguém quer perguntar ou alguém quer trazer uma contribuição alguém
quer fazer alguma então por favor Boa tarde meu nome é Caroline Eu trabalho na Jordânia com os refugiados da Guerra Síria e quando eu cheguei lá eu me deparei com a realidade de um mundo que eu não conhecia e de crianças que hoje sofrem o tráfico sofrem a Violência e de famílias que perderam tudo e mediante tudo isso eu tentei entrar no campo de refugiados para tentar ajudar de alguma forma os órfãos e tentar pegar e abrigar eles mas eu me deparei com as portas fechadas então Eu Voltei pro Brasil com o intuito de começar
algum algum projeto que possa abrir as portas para mim para eu para eu poder resgatar essas crianças então no quesito de organizações internacionais como seria a forma mais efetiva que eu Possa entrar e ajudar a vida dessas vivas e crianças que hoje não tem oportunidade para ajudar de nenhuma forma você diz em relação a uma organização internacional Ah instituída aqui no Brasil para que pudesse ter esse alcance e o processo é mais complexo que e todas essas as figuras que eu apresentei de associação e Fundação elas estão dentro do que a gente chama de território
nacional com Essa configuração a medida que você vai partir para algo de alcance internacional a complexidade é maior isso é todo um processo com Itamarati inclusive que aí eu já não teria uma um conhecimento maior para te falar a respeito mas a primeira pesquisa é em relação ao próprio Itamarati para porque são relações internacionais tá então ela tem uma complexidade maior Às vezes pode ser um caminho menos complicado se essa Organização fosse lá com com uma relação aqui com o Brasil talvez fosse mais interessante a organização internacional de lá numa relação de parceria com a
a aqui né Eu queria aproveitar e falar o seguinte e a gente tem uma questão muito séria no nosso meio evangélico A questão das Missões e as questões das uns que que acontece quando você você fala uma ONG uma organização não governamental Ah dentro desse perfil e dessas características você inclusive na sua finalidade diz lá que você concorda em atender a qualquer pessoa de qualquer gênero de qualquer etnia sem fazer discriminação oou atendimento é para todos e a finalidade ela passa pel um viés social Educacional cultural esportivo de direitos de Meio Ambiente Isso tudo tá
na lei da LOAS de atendimento a idosos você tem um leque grande mas lá não pode constar numa ONG que ela tem como finalidade maior a evangelização aí você é uma missão uma missão que vai ter seu estatuto e tal então às vezes vem eu recebo pessoas de missão que querem recebeu uma verba não pode uma verba pública você tem que est Com aquelas características então missão é missão é Ministério é ministério como a igreja tem seu estatuto então uma missão uma missão evangelizadora uma uma missão transcultural ela é uma missão uma ONG com caráter
social ela tem outra característica agora lógico como uma visão mundial e muitas outras organizações cristãs Elas estão dizendo que elas T como finalidade eh a a questão da Cidadania eh do Desenvolvimento Social na questão cultural Educacional de crianças jovens adolescentes sendo uma organização de princípios cristãos mas que atenderá qualquer pessoa de qualquer credo religioso aí ela estatutariamente vai ser reconhecida como uma NG então no caso vocês precisam ver muito bem esta Relação se ela vai ser a relação de uma organização missionária que existe que existe por exemplo aqui eu conheço bastante que nós temos vários
missionários parceiros a junta de missões mundiais inclusive com o escritório aqui no Rio de Janeiro a relação dela é direto com o Itamarati por exemplo eh a nazira nascimento da nossa comunidade a nossa igreja que foi missionária por 17 anos em Angola Angola em guerra guerra civil e o Itamarati Pediu a autorizou então a junta que retirasse a missionária dentro dessas relações diplomáticas e trouxesse e que o Itamarati ia garantir a dentro da sua condição a sua segurança então é possível uma uma associação missioná áa que tem essa relação diplomática com Itamarati principalmente que você
tá em país estrangeiro agora uma ONG internacional então já é é um outro eh enfoque tá então precisaria ver bem Aquilo que você junto com mais algumas pessoas vocês estão pensando e aí eu diria Nessas questões internacionais precisa de uma orientação jurídica muito boa para não se frustrar no caminho porque às vezes isso acontece você faz um caminho quando chega lá você não não é reconhecido isso custa tempo dinheiro frustração né alguém mais levantou irmãos Desculpa eu tava Correndo lá atrás eh nós vamos deixar o microfone aberto aqui por mais 30 minutos ok nesse tempo
a gente vai e só pedir um favor para que quando você vier aqui de novo seja objetivo nas perguntas Tá bom seja objetivo e claro e dê o tempo para nosso convidado est Respondendo a sua pergunta Tá bom então durante 30 minutos o microfone está aberto aqui irmã Boa tarde Silvia e eu já ouvi falar do seu trabalho e na ibab em termos de Ação social eu gostaria muito que você compartilhasse a respeito dele pra gente ter assim pelo menos um parâmetro de como ele funciona pra gente poder ter essa experiência obrigada bom eh como
eu diz a vocês eu sou assistente social e sempre a minha atuação profissional ela foi fora da igreja na igreja eu era voluntária para uma série de Ministérios e atividades passei por vários trabalhos na área social e num Determinado momento com o crescimento da igreja a liderança me convidou para assumir a área social da igreja nesse momento a nazira também que estava voltando de Angola voltando paraa nossa igreja e e com essa reflexão a respeito da Missão integral de uma forma muito aprofundada a gente entendeu que não fazia sentido ter uma área de missões e
uma área de ação social então com essa compreensão do Evangelho todo para o homem Todo Nós formamos uma única área e demos o nome de missão ibab missão e nós temos nessa área os projetos os mais variados desde as parcerias missionárias com os missionários que estão atuando eh projetos de emissão integral aí nós temos eh experiências na nossa comunidade de vivência dos Adolescentes dos jovens e dos adultos em projetos que a gente denomina sócio missionários de Vivências em realidades eh de baixo IDH em desenvolvimento humano com atuação eh de forma integral e no caso a
o que aconteceu nós tínhamos alguns projetos na igreja sendo igreja nós tínhamos e temos até hoje o curso de alfabetização de adultos já há muitos anos em nossa comunidade e tínhamos mais alguns outros projetos e aí justamente Ah por que a gente não cria um instituto instituto é nome Fantasia ou é associação ou Fundação Por que a gente não cria uma ONG porque aí ah na época a fundação Roberto Marinho que tinha o Telecurso Ah eles vão doar as televisões Vão doar as antenas e tal por que que a gente não vê isso não se
torna uma ONG bom eu fui buscar essa assessoria de como uma igreja poderia ter uma on não dá pra igreja ter uma ONG a ONG é uma coisa independente a única figura jurídica Seria a fundação em que a nossa igreja seria o instituidor e designaria um patrimônio para a consecução da sua finalidade nessa organização da fundação nós não tínhamos esse patrimônio para passar então seria a associação a associação somos nós aqui nos reunimos ao redor e não os membros da Igreja Batista de Água Branca seriam os sócios da organização não dá é uma coisa independente
fizemos todo esse caminho faz sentido Como que vai ser quem tiver interesse vai ser sócio não vai ser e nisso nós já como igreja apoiávamos mensalmente Ah uma organização nossa dos Batistas em São Paulo que acolhe os idosos o jeam que trabalha com os meninos de rua e também com os meninos da fundação casa e tínhamos mais duas organizações na verdade seis organizações já existentes que nós apoiávamos mensalmente E aí começamos a conversar bom nós já temos essas organizações Existem mais algumas que a gente desconhece que a gente também poderia apoiar financeiramente divulgando tendo gente
nossa como voluntário atuando acompanhando assessorando E aí nós fomos identificando mais algumas nesse caminho e num determinado momento nós nós formamos a rede bab solidária não é uma organização a rede bab solidária é um movimento espontâneo da igreja um movimento de cooperação da igreja eh Domingo que vem é o lançamento da nossa campanha de Natal quando a gente eh levanta o recurso que será distribuído entre as organizações nesse ano São 40 organizações Nós já estamos em vamos para 40 agora um recurso que a gente levanta a partir dos projetos que as organizações nos encaminham de
apoio a uma necessidade específica ou o pagamento do aluguel onde o projeto se realiza ou pagamento do educador o pagamento da alimentação das Crianças a Compra de um maquinário para profissionalização dos meninos enfim publicações que a gente também apoia então eles nos encaminham esses projetos toda uma avaliação a partir daí a gente compõe um orçamento e agora a gente lança na igreja para levantar esse recurso que será distribuído durante todo o ano eh de 2015 e isso trouxe pra igreja uma eu diria assim um um sentimento de pertencimento de unidade de participação De engajamento eh
muitas organizações estão fora de São Paulo mas uma boa parte em São Paulo então Muitos são voluntários a gente oferece Assessoria Técnica então eu tenho pessoal da da área de arquitetura que vai lá e propõe algumas coisas e põe a mão na massa e faz tem o pessoal de contabilidade que vai lá assessora para essa prestação de contas ser melhor mais eficiente mais transparente tem o pessoal da área de psicologia que também é voluntário Acessor ou atendendo ou capacitando para atender enfim esses dias mesmo eu fui procurada nós temos lá os chamados Pequenos Grupos e
por uma feliz coincidência todos eles trabalham em construção civil e eles se ofereceram para reparos nas organizações eu falei Gente vocês não sabem o que vocês estão falando porque a última coisa que a organização investe é na sua estrutura porque ela tem que pagar salário ela tem que pagar alimentação ela tem que Comprar o material parede tá lá infiltrada desbotada vai ficando E é horrível isso né você tá num lugar que é feio e aí esse grupo falou não Silvia nós vamos lá e vamos fazer os reparos voluntariamente vamos conseguir o material então você vai
criando esse senso de pertencimento de participação de unidade e a cada campanha Nossa nós temos um tema onde esse tema é trabalhado tanto pelo Ed como pelo Ariovaldo são seis domingos São seis sermões em que esse tema é trabalhado aprofundado o ano passado o tema da nossa campanha foi justiça se faz com amor a cada ano nós temos uma temática que é desenvolvida com a igreja aprofundada com todas as faixas etárias e essa participação nas mais diversas ações e movimentos nesse momento temos sim o que a gente chama a do nosso apoio da segurança alimentar
são mensalmente 50 cestas básicas a 50 famílias que nós Acompanhamos que nós fazemos um trajeto juntos na busca de trabalho de documentação de encaminhamento eh temos eh um setor por causa de muita gente na área de gestão de pessoas trabalhando com orientação eh gratuita de reorientação de carreira busca de novos empregos como preparar um currículo e aí vai a gente tem e temos um dos projetos nossos que acontece muito próximos aqui no morro do Borel que agora na próxima semana 30 jovens da Nossa igreja Estarão aqui servindo essa comunidade do Borel com várias atuações A
partir dessa visão da Missão integral isso muito rapidamente mas a gente tem no site todas as ações nós temos um programa forte com a terceiraidade essa é uma questão que as igrejas precisam se voltar a pirâmide populacional do Brasil vai virar e vai ser muito rápido a a nosso maior índice será de pessoas com mais de 60 anos ativas e sem mais Contribuir paraa Previdência Social Isso vai trazer questões sociais seríssimas as nossas igrejas precisam repensar suas programações as nossas igrejas precisam pensar a sua acessibilidade é escada escada escada como é que o deficiente físico
chega como é que o idoso chega cada vez mais a nossa arquitetura diz não as pessoas não são acessíveis não são acolhedoras a gente precisa pensar tudo sobre tudo isso Gente mais alguma pergunta boa tarde boa tarde para todos eu anotei alguns pensamentos e aqui eu queria te fazer duas perguntas exatamente a cooperação da igreja protestante na educação brasileira não é reconhecida como deveria especialmente a cooperação da igreja presbiteriana em São Paulo e a Batista e Metodista primeira pergunta por que atualmente não se lança mais bases e projetos para educação básica em escolas confessionais Essa
a primeira e a segunda houve um enfraquecimento nas escolas confessionais dos Protestantes eu não sei se eu sou a melhor pessoa para falar a respeito mas lamentavelmente Nós perdemos o bonde da história eu estudei no Colégio Batista em São Paulo meus filhos estudaram e infelizmente nós temos assistido tanto aqui no Rio como em São Paulo esse declínio dos nossos colégios Batistas a Universidade de maquens ainda tá tá se fortalecendo ela tem o nome uma credibilidade mas algo de ponta algo alternativo algo significativo Nós perdemos nós tivemos isso nós tivemos isso nas nossas mãos e nós
perdemos isso infelizmente digo a você eu moro em Perdizes bem ao lado do Colégio Batista metade da propriedade foi vendida para pagar dívidas e se levantou um condomínio de alto luxo ali para se Pagar as dívidas do Colégio Batista perdemos Infelizmente eu diria que isso é pecado uma administração Então isso é um equívoco coloca pastor para administrar é administrador é gestor é gente da área pastor é é pastor importante valioso mas não é administrador e infelizmente nós assistimos isso Infelizmente há condições de virar eu acho que há eu acho que é possível mas tem que
ter uma mudança Total uma vir a volta muito grande muito grande mas eu acho que é possível eu acho que é possível mas infelizmente esse é o quadro e aconteceu e eu creio eu coloco do que eu acompanhei do que eu sei na conta da M administração né mas boa tarde eu tenho participado há um ano de dois programas de aceleração de empreendedorismo social e eu tenho vivido recentemente na hora de definir juridicamente os projetos uma crise Muito por causa da provocação dos dois programas que eu me alinhe com entre aspas ainda que ideologicamente com
o setor 2,5 E como eu vi que a ibab fez um programa recente um projeto sobre negócios B eu queria ouvir uma orientação sua nesse sentido a segunda fala sobre escola confessional a conversão Batista Fluminense da qual eu faço parte Tem trabalhado com um esforço eh louvável para resgatar a confessionalidade e a qualidade do Ensino também na cidade de Campos aqui no Rio de Janeiro então tem sido um esforço nessa direção que a gente louva muito a Deus por ele e eu tô nessa crise eh terceiro setor setor 2,5 e não fique eh eu até
trouxe um texto sobre o setor 25 que é é o que a gente fala de negócios sociais e o grande eu diria a figura emblemática do setor 2,5 é o Iunes na Índia com o seu banco né que é é Bárbaro é a visão mundial com a ferramenta Gold Então o que é o 2,5 é algo ele não tá nem entre o Primeiro nem o segundo ele não tá nem entre o segundo nem o terceiro nem entre o segundo terceiro é 2 e me porque ele tem fins lucrativos e eu acho que não há problema
é ético éo El ele tá baseado em princípios éticos de Justiça não há problema A grande questão é que muitas vezes isso se perde tá porque eu acho que a gente tem que ser honesto é para ter lucro é para ter lucro mas a que Custo Como que o lucro vai ser depois repartido como é que ele vai ser potencializado multiplicado há o compromisso de que o lucro será reinvestido em novas ações senão eu sou uma empresa uma empresa que vai ter lucro agora o 2,5 é justamente é um lucro direcionado não é verdade ele
é para trazer retorno e olha é é muito sério eu eu assessoro alguns programas principalmente de mulheres de geração de Renda eu digo olha não adianta fazer um sapatinho de crochê mal feito com sem design sem ser moderno sem ter competitividade sem ter qualidade não vai competir com o mercado Ah porque foi a UnG que fez aí é a relação compra para ajudar não não é assim então eu eu entendo que o o 2,5 o setor 2,5 acho que ele é uma tendência muito forte e que tá aí para eu acho que ela vai se
estabelecer muito então é são negó Lu serem repartidos redirecionados e Tudo mais mas se isso tá claro para você tá claro em quem tá participando do projeto eu não vejo problema no Setor 2 eu acho que ele é uma tendência inclusive de negócios n de negócio social hoje hoje o termo é esse Tero el peroo 2 que são que são jovens empreendedores com ideias incríveis e que geram lucro sim mas um lucro direcionado eh reinvestido distribuído né Eh nesse aspecto mais Solidário eu eu particularmente não vejo o problema desde que essa base seja estabelecida Boa
tarde t a todos e todas Boa tarde Silvia e a minha pergunta vai em relação ao estado e a relação dele com terceiro setor e minha esposa ela é assistente social e ela fala muito para mim que quando eu falo sobre isso que as ones Às vezes cumprem o papel que seria do Estado né então a função do terceiro setor não deveria ser do Estado como pensar isso em equilíbrio sem que haja Através dessa situação uma geração de uma acomodação das funções do Estado as ons talvez não deveriam também cumprir mais efetivamente um papel de
denúncia eh em paralelo as suas atividades e não só as atividades por si bom se o estado assumiu terceiro setor Então não é mais terceiro setor é o primeiro setor o estado assumindo mas não isso no nosso Brasil da forma como está eu acho impossível a as organizações são Parceiras o que acontece é que a a condição de uma ONG de uma ONG para executar um programa governamental ela é de alta exigência então para vocês terem uma ideia das 40 organizações que nós apoia foram 36 esse ano serão 40 ano que vem dessas 36 que
eu acompanhei de perto eu digo a vocês que cinco cinco cinco das 36 tem uma condição de equipe profissional de estrutura de experiência para executar Programas governamentais as outras precisam ainda e é veja só é um círculo vicioso porque a ONG ela não tem uma equipe multidisciplinar e pagando um salário de acordo com os pisos salariais porque ela não tem o repasse governamental aí como ela não tem a equipe o governo não faz o repasse aí ela não tem o repasse ela não pode contratar Olha que perverso que é esse ciclo tem que romper Alguma
hora tem que romper eh então é é complexo é complexo há verbas há verbas mas para você estar apto para receber a verba é um caminho longo a outra coisa eu concordo que o papel do on É também um papel de denúncia por exemplo um projeto que nós temos que nasceu na nossa comunidade inclusive até o ano passado funcionava nas dependências da nossa igreja um programa chamado Vila criar atendendo a Criança no contraturno escolar então o que que acontece quando a gente vai Olha numa escola em São Paulo no centro de São Paulo a criança
com 9 anos no terceiro ano não está alfabetizada em São Paulo na Barra Funda isso tem que me mobilizar como NG de saber dessa Secretaria da Educação Que escola é essa que programa é esse que uma criança com 9 anos não está Alfabetizada então eu creio sim que eh essa ponta que a gente pega nas ONGs precisariam nos e e nos mobilizar pra gente ir até a secretaria da educação até o Ministério da Educação Nós temos que nos levantar nós temos então a ONG não é uma coisa passiva Ah o Estado faz e não faz
bem feito então nós vamos fazer e tudo certo ele dá o dinheiro a gente não é isso eu concordo porque historicamente as ONGs elas nascem como alguém que reivindica Que questiona e o que a gente assiste hoje é o recebendo o recurso fazendo o seu trabalho e ponto e não é isso eu concordo a gente precisa criar uma mobilização das ONGs e outra coisa que eu digo a vocês sabe qual o grande problema A grande questão do estado e aí eu tô falando do Estado de forma geral e agora do governo por exemplo Municipal em
São Paulo não tem lugar para ter os projetos não tem construção não tem estrutura física para acontecer os Projetos então quando uma igreja coloca à disposição seu espaço quando uma ONG coloca à disposição seu espaço ah como no caso esse projeto que eu falei o Vila criar Hoje ele foi porque tem um bem próximo a nós o CTN Centro de Tradições Nordestinas fizemos uma parceria por que com a reurbanização as crianças dessa comunidade carente que nós atendíamos se mudaram para muito longe da igreja então não tinha mais Como vir para o projeto então fizemos a
parceria com esse CTN e o projeto acontece lá porque a prefeitura não tem outro lugar para ceder Para acontecer o projeto essa é uma questão Nossa e questão que eu diria de ocupação de espaço em caso de São Paulo a prefeitura está pedindo se há uma organização que tem um espaço para a execução de um projeto aí é o que a gente falar que é direto é a Prefeitura vai lá e executa não é a ONG a ONG sede o espaço né então No final o que que eu diria para você um precisa do outro
um precisa do outro a questão de trabalhar em rede hoje ela tá posta e quem não trabalhar em rede não vai sobreviver e o estado precisa da ONGs e das sociedade civil e a sociedade civil por mais que o estado se responsabilize pelos seus programas ele não dá conta ele não ele não chega até a a outra ponta Então acho que esse é um papel nosso e novamente e um papel que também é de reivindicar eu sempre disse Isso eh quem tem direito de colocar a Boca no Trombone é quem tá na ONG ali atendendo
diariamente em condições às vezes até precárias mas atendendo isso dá legitimidade pra gente ir lá e denunciar e a gente precisa fazer um pouco mais isso recuperar esse papel que tá um pouco eu diria um pouco muito eh zona de conforto né mais uma a última pergunta então ok Boa tarde meu nome é Bernardo eu Curso história na universidade federal no Brasil e eu tenho visto que toda área de humanas na universidade federal brasileira tá tomada pelo Marxismo e os os alunos de serviço social às vezes até entram como cristãos mas por pela Ótica marxista
que é pregada lá dentro abandonam o cristianismo durante a faculdade e porque se ensina que a religião é é o óp da sociedade é o óp do povo tem algum caminho reverso pra gente desconstruir isso teria Como teria acho que a Missão integral A Missão integral e a Missão integral gente não é nada mais do que uma leitura da Bíblia eh quando eu comecei a gente né usa a expressão né passei a ler a Bíblia com outro óculos mudou mudou minha quando você vai pro Gênesis e diz lá que Deus criou para os para o
homem para a mulher para o ser humano todos os Recursos necessários para uma vida digna que lá a as plantas as árvores frutíferas tudo serviria de alimento para o homem Ele tinha um habitat ele tinha uma casa ele tinha relações afetivas ele tinha uma mulher ele tinha uma casa ele tinha um lar ele tinha Enfim tudo aquilo que seria necessário para uma qualidade de vida e aí você vê todo o processo tanto no velho testamento da queda do Individualismo da aí vem todo a questão do ano sabático do ano do Jubileu aí você vê a
questão da terra a questão e das dívidas perdoadas aí você vem os profetas aí você vem para Jesus como esse que serve então um livro muito interessante gente chama cristãos ricos em tempo de fome de Ronald Sider ele é é a editora Sinodal luterano E ele fala sobre a igreja de Atos a igreja em Jerusalém Jerusalém era uma comunidade muito pobre pobre porque lá estavam os Escravos e lá estavam os religiosos Jerusalém era uma cidade Religiosa e lá também estavam os idosos porque eles entendiam que a volta de Jesus se daria naqueles dias e os
pobres porque o judeu para o judeu a esmola era um era alcançar um mérito era uma cidade pobre diferente por exemplo de Corinto que era uma cidade comercial que tinha um Porto então é nesse contexto que a igreja de Jerusalém está e lá diz que Nem nenhum necessitado havia entre eles alguns dizem que isso é o princípio do comunismo do socialismo não é ali dizia que o que dizia não é que os bens eram distribuídos igualmente lá diz que quem tinha ninguém tinha sobrando e ninguém tinha faltando cada um tinha o que lhe era necessário
e alguns usam essa lógica do texto de Atos 2 para justificar o socialismo não é verdade a lógica era do amor não era estatal não foi alguém Que foi lá e determinou que ag a partir de hoje eu tive uma experiência recente eu estive na China recentemente num projeto com mulheres eu li muito sobre a revolução cultural a revolução de mal e eu conheci mulheres que estão ainda sofrendo as consequências da Revolução onde o estupro coletivo era diário onde a a desumanização e a questão da mulher Alcançou patamares eh desumanos foi um projeto estive 10
dias trabalhando atuando com mulheres lá na China no interior da China e eu tinha um um um um sentimento muito forte de uma tristeza profunda em relação à história daquelas mulheres e e a opressão sobre elas historicamente muitas coisas desde a questão do pé pequeno da mulher chinesa que tinha que virar os dedos e os dedos quebrados e os pés deformados algumas Ainda sofrem com isso enfim e isso é não é exclusivo da China em todo lugar e tudo mais e aí você vai vendo o histórico eh O que que é um um um sistema
autoritário na história de um país né e as consequências disso e tem o outro lado né de um estado também que não assume a sua responsabilidade Eu concordo com você a questão da das humanas e os sociais hoje o assistente social a luta dele é pelos direitos eh Você falou em em outro tipo de atuação do assistente social você é criticado falar em terceiro setor pro assistente social você é neoliberal Você é você é é gusp tido fora mas o que eu penso que falta pros nossos jovens para nós nas nossas igrejas essa releitura da
Bíblia a partir da Ótica do do do Evangelho todo para o homem todos em todas as circun e dimensões o evangelho da justiça e da Paz o evangelho da libertação o evangelho da Graça o evangelho que nos eh transforma por inteiro e transforma as nossas realidades também sociais e econômicas e tudo mais enfim e aí você vai eh percebendo a fragilidade da Fé dos nossos jovens o que que que experiência com deus é ess que que mediante um discurso de esquerda ele se rende e ele diz não mas eu tenho um Referencial bíblico teológico que
tá dizendo que a lógica é do amor é da Justiça que se faz com amor é do direito que eu preciso respeitar é ver esse ser humano criado a imagem e semelhança de Deus qualquer ser humano em qualquer situação de gênero de etnia do que for e é interessante que o Ronald Sider ele ele nesse livro ele fala a respeito da igreja né de atos de Jerusalém uma Igreja pobre mas que nenhum necessitado havia entre eles Ah e é questionado aquilo porque o que que acontece eh eles vendiam suas propriedades e levavam acontece que depois
tem um período de fome há um há uma observação sobre isso ok ninguém questiona o coração de alguém que doa tudo mas estrategicamente foi porque foram vendidos os bens de produção o bem de produção foi doado e a partir daí de onde vinha os os recursos bom mas os cristãos Vizinhos se Mobilizam e enviam uma oferta mas há um Historiador não sei se você conhece Josefo deve Josefo ao narrar como er a vida dos cristãos em Jerusalém seove e se converte quem é o Deus desses cristãos que para que alguém tivesse o que comer faz
jejum para que dividisse o seu alimento é lógica do estado não é Lógica do estado é lógica do amor onde eu digo não eu vou fazer jejum para que esse pão que eu tinha para hoje seja para você se alimentar e Josefo nos seus históricos nos seus registros ah ali na em Jerusalém eu não sei quem era ele ele cita o nome me não me ocorre agora que há uma perseguição contra os cristãos e e o político da época diz não Podemos matá-los eles atendem a mais de 1000 pessoas há esse registro numérico a igreja
de Jerusalém com toda a sua situação num contexto de pobreza onde ninguém tem faltando e nem sobrando ainda atende a 1000 dos nossos que não são da igreja é o registro de Josefo na história por isso ele se converte diz quem é o Deus desses cristãos e ele se converte Josefo o historiador se converte então eu lamento eu eu fiz Pu eu num num determinado momento Participei dos movimentos sociais de centro acadêmico fui às passeatas eu fui eu fui era um momento mas a minha fé ganhou significado ganhou profundidade e graças a Deus por homens
como Renê Padilha Samuel Escobar Pedro Arana e tantos outros que trouxeram essa releitura do Evangelho desse evangelho confinado às quatro paredes a um comportamento moral a a um modelo que necessariamente não é o nosso e que foge totalmente da Escritura para nós no nosso caso né enfim Então é eu acho que é um resgate a gente precisa ter espaços de reflexão na igreja eh eu lembro eh eu fui ler na época meu pastor ah lê era os deuses astronautas e alguém disse não Leia esse livro você você vai perder a fé e o meu pastor
disse Leia e venha conversar comigo porque eu já li disse que bom vou lei e vou conversar e conversamos esclareci foi bom demais Então esse é o Nosso problema a gente precisa de espaços como esses de reflexão de discussão para que a gente a nossa fé também ganhe mais sentido né e mais e mais participação uma fé engajada também né [Música] C