sejam todos muito bem-vindos a mais um programa Clínica Uni raciocinando e hoje o nosso Papa é sobre hiperlipidemia em cães basicamente né a gente vai falar muito sobre gato hoje nosso Papa é fundamentalmente sobre hiperlipidemia canina o que caracteriza então uma hiper lipidemia conceitualmente é o aumento de triglicerídeos eu colesterol na situação sanguínea perfeito então pode ser tanto um como outro como os dois você pode ter uma hiper trigliceridemia ou uma hiper colesterolemia ou você pode ter as duas coisas tanto hiper trigliceridemia como hiper colesterolemia podemos usar o termo também dislipidemia as epidemia é um
termo ter mais amplo que se refere também ao aumento de triglicerídeos e o colesterol mas a outras anormalidades relativas a gordura Mas você também pode usar o termo de epidemia até um passado não muito distante as hiper epidemias eram consideradas um evento Benigno no nosso paciente canino não dava assim muito importância para ele epidemia né a gente não costumava para falar a verdade pedir muito nos painéis bioquímicos dosagem de triglicerídeo colesterol Porque até então tinham esses problemas como uma evolução Tendo como uma evolução principalmente benigna sem grande consequência sem grande Impacto para o nosso paciente
contudo este paradigma esta este conceito tem mudado um pouco ao longo do tempo a gente sabe hoje que de fato algumas consequências ocorrem em função dessas de epidemias aliás várias consequências e é importante então quando a gente identifica um paciente com epidemia a gente tem um plano diagnóstico para poder chegar a um provável a uma hipótese diagnóstica plausível né seja como causa da Hiper epidemia como também a gente tem que entender que a hiper epidemia tem consequências eu tenho que também na abordagem diagnóstica correr atrás dessas consequências então a gente do ponto de vista diagnóstico
tem que se preocupar tanto com causas de perder epidemia como com as consequências da Hiper epidemia mas lembrando as gorduras aí são transportadas na circulação do animal e na nossa circulação também sempre ligadas à proteína Então a gente tem basicamente quatro formas mais importantes de transporte o quilo micro o vldl o LDL e o HDL o LDL e o HDL estão principalmente são proteínas principalmente relacionadas ao transporte de colesterol enquanto vldl e o quilo micro são relacionadas Principalmente ao transporte de triglicerídeos o clino micro ele é proveniente aí dieta ele vem aí da via exógena
do metabolismo de gordura né então ele é formado lá no intestino ele é absorvido e passa para circulação E aí esse quilo micro ao passar pela circulação nos vários do corpo ele vai sendo desfeito é quando ele passa no vaso tá existe uma lipase uma enzima tá no leito vascular nos diferentes órgãos que acaba aí por captar essa gordura nesse complexo lipoproteico fazendo a sua mobilização quem ativa essa enzima normalmente é uma proteína chamada apoc2 então a pose 2 que tá lá no micro que tá no vldl ao passar no leito vascular de um órgão
ela ativa essa enzima essa lipase que acaba quebrando ali e fazendo a mobilização da gordura para célula deste órgão né então por exemplo para um armazenamento para uma utilização o miocárdio a gente sabe que utiliza muita gordura no seu metabolismo energético né então miocárdio ele ao Contrário de outras células que usam muito carboidrato especificamente o miótico miocárdio utiliza muita gordura e ele precisa captar então da circulação e assim normalmente que ocorre né você tem essas complexos proteico lipídico circulando passam no leito vascular do órgão são captados quebrado e a gordura mobilizada então para internalização nessas
células pessoal isso muito grosso modo tá nem de longe aqui o nosso objetivo é aprofundar no metabolismo de gordura seja de triglicerídeo ou de colesterol vale essa mesma premissa aí que a gente falou para os outros complexos e lipoproteicos né eu dei o exemplo do que no micro mas vale para o vldl para o HDL tá todos então acabam sendo aí captados quebrados aí para mobilização da gordura que eles carregam que eles transportam tá joia pessoal muito bem mas em determinada circunstâncias a gente vai ter um distúrbio neste meta de gordura e normalmente isso vai
caracterizar uma dislipidemia ou uma hiperlipidemia tá uma coisa muito importante pessoal que a gente tem que deixar bem claro é que a maior parte das hiper de epidemias no cão são secundárias ou seja existe uma doença de base que acaba ocasionando esta hiper epidemia quais seriam essas doenças de base Existem várias mas as principais são as enfermidades endócrinas como por exemplo hiper Adreno o hipotireoidismo a diabetes mélitos todos são endoca todas são endocrinopatias que podem ocasionar que podem gerar dislipidemia mas não apenas as endócrinopatias causam dislipidemia outras enfermidades também podem causá-las mas em geral em
menor amplitude a própria obesidade é uma coisa se considerar quando a gente atende um animal de epidêmico Essa eu tenho paciente muito obeso com aumento de triglicerídeo aumento de gordura é lógico eu tenho que considerar a hipótese não apenas da endócrinopatia Mas ele tem um aumento de gordura dietética né porque ele tá comendo muito muita boia muita gordura e ele acaba então tendo hiper epidemia pode acontecer pode acontecer tá quais mais enfermidades podem estar relacionadas aí por epidemia síndrome nefrótica tá é possível principalmente aí colesterolemia tá no conceito de síndrome nefrótica doenças coletáticas neoplasias de
árvore biliar podem causar também hiper epidemia e aí na maioria das vezes essa vai ser a menor das preocupações para o nosso paciente epidemia leishmania pode expulsar casos pessoal em geral uma dislipidemia de baixa magnitude sem importância Clínica e além dessas enfermidades a gente pode também ter hiper epidemia por uso de fármacos né alguns fármacos sabidamente podem causar dislipidemia Como por exemplo o fenobarbital ou brometo de potássio alguns hormônios como estrógeno embora a gente não utilize na rotina né de maneira corriqueiro estrógeno só para alguns casos aí de Inconfidência do mecanismo do instinto interior mas
são doses pequenas né então não é muito importante do ponto de vista epidemiológico Então essas são as principais condições em que a gente tem uma doença de base levando a uma hiper epidemia secundária então é uma preocupação nessas doenças fazer o diagnóstico de epidemia mas não só de dislipidemia secundárias vive o cão Nós também temos a epidemia primária tá muito associada a pessoal Nesse contexto aí a principal enfermidade é a hiper trigliceridemia observada em cães schnauzers estima-se que nos Estados Unidos mais de 30% dos schnauzers apresentam hipertelista endemia mas Professor E aí Hiper colesterolemia no
schnauzer a hipertrigliceridemia Como o próprio nome diz costuma vir sozinha tá não necessariamente acompanhada de hipercostedelemia mas pode ter hiper colesterolimia pode tá mas o principal mais importante é a hiper trigliceridemia então é sempre uma preocupação que a gente tem que ficar de olho no paciente Schnauzer miniatura mas outras raças também podem apresentar dislipidemia primária e aí inclui-se o beagle e beagle costuma ser gordo né quem nunca atendeu umbigo ou obeso muito comum que apresenta hipertensão hiper colesterolemia o chip dog que costuma apresentar uma hiper colesterolemia predominante pode até ter um tribicérides alterado mas aí
já não é mais o importante O mais importante aí hiper colesterolemia e outras raças já também foram implicadas em hiperlemia como doberman rottweiler por exemplo tá mas aqui eu já vou aproveitar e fazer um parênteses pessoal sem dúvida que a hiper trigliceridemia é mais comum e mais importante para os nossos pacientes na medicina veterinária aí para colesterolemia não tem tanta importância para nós com a hipertirenix epidemia o impacto Clínico Parece ser bem menor relacionado ao aumento de colesterol no sangue e quando a gente fala aí dos impactos da epidemia a gente vai entender isso um
pouco melhor pessoal então resumindo do ponto de vista clínico é quando que eu vou ter uma dislipidemia a maioria das vezes quando eu tenho uma condição primária que leva a despidemia principalmente doença endócrina hiperadreno e Hipotireoidismo e diabetes mellitus mas outras condições também podem levar a dislipidemia como por exemplo a própria obesidade síndrome nefrótica que mais insuficiência hepática leishmaniose linfoma mas aí a gente está falando de deselepidemia de baixas magnitudes e os de fármacos principalmente fenobarbital e prometo podem levar também ah eu corticoide nem se fala né podem levar aí triglice epidemia e hiper colesteronemia
e por fim a gente tem a condição de epidemia primária principalmente em cães schnauzer mas também descrito em outras raças como beagler professor e quais então são as consequências quando for pedir o exame no mínimo 12 horas de jejum tá não pode fazer sem jejum e algumas literaturas sugerem 15 horas de jejum Então isso é muito importante porque senão a gente tem resultados falso positivos de fato tá então coletou exame do paciente você não vai suspeitar inicialmente né pessoal em geral Isso faz parte de um painel bioquímico né você vai olhar o paciente assim eu
acho que ele pode ter libidemia muito difícil a gente ter esse tipo de suspeito exceto no schnauzer né em geral é uma investigação é um rastreio que se faz para encontrar Então pessoal a gente já sabe a causa a gente encontra lá no exame uma dislipidemia Quais são as consequências o que que eu devo temer no paciente como diz ele epidemia número um pancreatite pode acontecer pode pode acontecer a pancreatite por muito tempo foi tida como uma causa de dislipidemia mas parece que ela é muito mais uma consequência de epidemia do que uma causa de
dislipidemia Então hoje a gente tem principalmente ela como um evento secundário à disnepidemia então é uma preocupação uma vez que a pancreatite é um evento potencialmente fatal muito grave que mais que pode acontecer hepatopatia isso é importante né eu tenho hepatopatia está querendo dizer o quê Professor esses termos genéricos né Bota apatia atrás do hepato né Eu tô querendo dizer especificamente hepatopatia vácular aquela em que a gente tem infiltração de gordura infiltrado de carboidratos também dentro do hepatócito chama-se hepatopatia vascular e conhecemos popularmente como esteatose hepática nos felinos chamada lipidose mas na verdade esteatose hepática
tá então pode morrer pode e é uma preocupação pacientes com Imperador é muito comum a esteatose hepática eu já cheguei a ver paciente evoluindo para insuficiência tá então é raro é mas pode acontecer é possível que ocorra então no paciente de epidêmico a esteatose hepática é uma preocupação a hepatopatia vácular que mais Professor resistência insulínica falei aqui anteriormente tá a gordura causa resistência insulínica por uma série de mecanismos mas que envolve em geral a expressão diminuída de glúte 4 né então a gente tem dificuldade na verdade quem coloca a glicose para dentro da célula não
é insulina né pessoal a insulina ela é importante aí na expressão de um receptor que é algo de fato E aí sim vai permitir a entrada de glicose dentro da célula Tá e quando a gente tem obesidade excessiva epidemia entra nessa Seara também a gente pode ter resistência insulina então uma dificuldade de ação da insulina e aí chegamos num ponto que eu acho interessante que a doença aterosclerótica pessoal a doença aterro esclerótica é comum em cães de jeito nenhum a doença aterosclerótica é bastante Rara bastante em comum nos nossos pacientes caninos Então quer dizer que
ela não ocorre não não quer dizer que ela não ocorre quer dizer que raramente ela ocorre mas ela pode ocorrer mas claro a doença térmica erótica pessoal não deve ser dado a ênfase que tem medicina humana é medicina de seres humanos onde a doença dela hitorótica é esmagadoramente prevalente por que isso além de fatores relacionados à espécie evidentemente são anos e anos e décadas e décadas de maus hábitos acumulando placa deve ser esclerótica que é uma doença mentalmente inflamatória E aí você tem todas as suas consequências né de obstrução vascular você vai ter um animal
um animal uma pessoa vai colocar né ele pode ter o mais conhecido é um infarto mas tem derrame você tem insuficiência renal você tem isquemia intestinal isso é um ser humano né Para nós isso é pouco frequente Então a gente tem que ter muita parcimônia e a gente vai falar daqui a pouquinho quando abordarmos esse paciente do ponto de vista de tratamento tá pessoal então para vocês não se perderem falando de pâncreatite hepatopatia vascular resistência insulínica doença telesclerótica e por fim doenças ocular Você pode ter oveirit ligada de epidemia não vou falar de oftalmologia nem
me perguntam tá passo longe encaminho na hora essas suas principais consequências que a gente observa no nosso paciente e o nosso no diagnóstico Então deve ser intimamente relacionado às causas e as consequências da dislipidemia primeiro ponto pessoal a gente não tem nada bem determinado em relação a quando exatamente trataram o paciente hiper epiderme a literatura sempre fala tratar o paciente hiper epidêmico com hiper epidemia grave o importante mas ninguém fala o quanto que é uma hiper epidemia uma hipertritemia grave ou importante a gente não tem um ponto de corte para começar a tratar desses pacientes
tá então a gente não tem recomendações claras em relação ao início do tratamento desses pacientes então na avaliação Global você deve procurar determinada melhor forma possível Quais são aqueles pacientes candidatos ao tratamento da dislipidemia primeiro em relação às discipidemias secundária o objetivo é tratar a doença de base trataram o hiperadreno tratar é o hipotireoidismo tratar a diabetes a síndrome nefrótica e em geral epidemia melhora tá então tratando audiência de base em geral epidemia melhora e se não melhorar aí pode ser que seja necessário tratar a própria dislipidemia assim como a gente faz na epidemia primária
tá pessoal então quando que você trata quando que eu o professor Paulo trago quando eu tenho uma raça por exemplo schnauzer sabidamente que tem risco de desenvolvimento de pancreatite mais acentuado do que outras raças por causa da epidemia ou quando eu vejo uma dispidemia persistente de alta magnitude né então por exemplo 600 700 né 1200 nem fala então hipersistentemente alta tá então é uma avaliação que tem um tanto quanto de subjetividade Qual que é o tratamento preconizado primeiro dieta dieta Essa é bem documentada bastante recomendada além da dieta low fat o que mais que a
gente tem para tratar os fibratos tá que ajudam esse tratamento já são documentados na medicina veterinária mas nós não temos nenhum ensaio Clínico controlado tá usou dieta Ômega continua alta é um paciente com risco de desenvolvimento de pancreatite aí tudo bem eu acho razoável você utilizar mas não sai para escrevendo para todo mundo porque a gente não tem essa evidência de benefício ainda então eu acho que era esse o principal recado que eu queria dar em relação às dislipidemias então tá joia grande beijo tchau tchau pessoal