Todo mundo aqui com o nosso convidado especial hoje, o Orlando, né? Tudo bem com vocês? César, Vânia, Jackson, tudo bem? Então, desafio aí participar ao vivo, né? Que coisa boa. Tá vendo, Orlando, hoje você vai ter muitos homens nessa aula. É uma raridade, né? Pessoal, sejam bem-vindos. É muito bom ter vocês aqui sempre, né? Eu acho sempre uma alegria essa terça-feira. Hoje nós temos o Orlando aqui, é um convidado especial. Orlando tem contribuído muito com a nossa formação, com a nossa produção de conteúdo, porque ele tem um trabalho muito especial com os homens. Eu sinto
muita necessidade, né, Orlando, a gente sempre fala disso, de termos uma visão masculina mesmo aqui. Nós somos, em Grande maioria mulheres, né? Vocês estão sempre vendo a minha visão, uma visão mais feminina. Então, para mim uma das oportunidades de ouro é mesmo poder ouvir o Orlando e a experiência dele com os homens, né? Então ele tá aqui para trazer para vocês uma visão mesmo, né, do que que ele tem percebido dos homens no momento atual, né, no processo terapêutico, qual que é o movimento dos homens, se eles têm buscado, eh, o que que acontece no
coração deles, né, qual Que é a expectativa, é uma visão bem, eu acho assim, bem complementar de tudo que a gente tem vivenciado. E eu acho muito interessante pra gente trazer as nossas dúvidas. Antes de começar, eu falei um pouquinho aqui para ele, né? Vou introduzindo aqui enquanto o pessoal vai entrando, né? Falei: "O Orlando, uma das da dos nossos maiores desafios enquanto nação é a exclusão do homem, né? O homem é de fato a figura mais excluída dos lares. E aí a gente Temas que têm uma história, eu tenho falado muito isso para vocês,
né? Geralmente quem vem paraa terapia vem numa história de dor e é muito frequente que essa história de dor também esteja relacionada ao masculino, daquilo que nós vivenciamos com a nossa família de origem. Então eu acredito verdadeiramente que essa é uma das melhores oportunidades da nossa formação, né? O Orlando ouve homens todos os dias, orienta os homens todos Os dias, né? Então tudo aquilo que vocês têm curiosidade, necessidade, né? Os homens que estão aqui, a gente tem homens aqui com perfis diferentes, né? O Jackson, ele é pastor, né? tem uma visão que é uma visão
também da igreja em relação a isso. Então, fiquem à vontade para perguntar, né, para aproveitar a presença do Orlando aqui, né, Orlando? Seja muito bem-vindo, fica à vontade para abrir o microfone, né? Seja muito bem-vindo. Muito obrigada Mais uma vez, viu, pela sua colaboração. >> Obrigado, Mirela. obrigado pela oportunidade mais uma vez de estar podendo falar com uma turma sua. Pessoal, boa noite. Eh, agradeço aí o espaço. Eh, obrigado por estarem me ouvindo. A Mirela é uma amiga que eu tenho profunda admiração e respeito pelo trabalho dela, porque é muito ponderado, muito equilibrado, sem militância,
sem ideologia. E isso, de certa forma falta hoje no Profissional de psicoterapia, de psicologia. principalmente dentro daquilo que a gente vê nas redes sociais. E a Mirela também tem uma vasta formação na parte sistêmica. E de certa forma eu uso essa ferramenta no dentro da minha comunidade, né? Eh, para homens, as minhas mentorias em grupo que eu falo com eles. E eu falei paraa Mirela agora a pouco que o objetivo é, de certa forma, bater papo, trocar uma ideia aqui com vocês hoje das Minhas experiências vividas nesses quase 10 anos. que eu estou nas redes
sociais falando quase que durante todo esse tempo para o público masculino, como que eu fui parar nesse meio, né? Eu não sou desse meio. Como que surgiu esse essa oportunidade de trabalhar com isso, que foi totalmente orgânico, sem pretensão. E hoje a gente é uma empresa e tem cursos, tem os livros aqui que depois eu vou mostrar para vocês. E vamos trocar um pouco então de sobre Essa ideia. Vocês querem apertar alguma coisa, só levantar a mão. Legal que todo mundo tá com a câmera aberta. Acho que bacana assim, porque quando todo mundo com a
câmera fechada, Mir não sabe se a pessoa tá lá, se não tá. Você tá falando com >> não é ruim, né, Orlando? >> Eu falo, gente, é é estranho. Eu falo, gente, mas como assim? A gente tá aqui falando de relacionamento e a câmera tá fechada. Eu não consigo ver se a pessoa Tá me entendendo, se não tá, né? >> E aqui, né? Embora eu tô vendo que muito legal, tem uns camaradas aqui, tem o César, o Jackson, o Luizardo também entrou aí, agora tem outros homens participando com a gente lá no meu, como é
100% homens, né? Não entra mulher. Então, eh, eu, eu falo de uma outra forma, é meio militarizado, né? Vocês vão abrir a câmera porque vocês não são moleque, não sei que aqui eu já vou. Opa, calma. Você tá com alunas, não é Assim seguro. >> É, são mocinhas, né, Orlando? >> São mocinhas, pessoal. >> Vamos com calmo, Orlando que você tá no meio daquele bando de cueca, né, que você vai falar daquele jeito e eles já entendem essa linguagem. Então, é muito engraçado. Então, pessoal, o eu sou meu nome é Orlando Costa. Eh, mais uma
vez agradeço aí pela oportunidade de estar trocando uma ideia com vocês. Eu tenho 45 anos. Eu vi uma chará da minha esposa aqui, a Sandra Costa. Ela entrou, a Sandra pegou o link, a Sandra pegou o link, né? Como assim? Sim, né? >> Ela tá aqui na sala. Foi: "Meu bem, olha isso daqui. Ela sou eu, não, é uma mulher que tem o mesmo nome que eu." Enfim. E eu tô nessa seara de atendimento a homens já tem quase uma década. Eu não venho dessa seara, né, para vocês entenderem um pouquinho da minha formação. >>
É. >> Ã, eu >> só vou pedir licença. Eu vou te deixar completamente à vontade com a turma, tá? Gente, eu só quero estimular vocês, perguntem, né? Extraia o máximo do Orlando, né? que eu tenho certeza que a visão que ele traz é muito preciosa, a prática dele com os homens pra gente é muito é muito especial. Orlando, sinta-se em casa, tá? Eu vou deixar vocês à vontade que eu acredito que a Produção fica melhor. Eu só assistindo depois e ouvindo elas, tá bom? Muito obrigada, viu, meu amigo? Muito obrigada mais uma vez. Um abraço
a todo mundo, gente. Uma excelente aula, viu? >> Obrigado, Mirela. Valeu. >> Obrigada. Tchau, tchau, >> tchau. Então pessoal, eu como falo para vocês, né, eu tenho 45 anos, eu moro em Goiânia, mas eu sou de Ribeirão Preto, no interior do estado de São Paulo. Eu moro em Goiânia desde 2014 E eu sou formado em comunicação social, que não tem nada a ver com a com essa parte de psicoterapia, nem nada disso. Ah, eu fui por quase 10 anos policial civil na rua no estado de São Paulo em Ribeirão Preto, tá? Trabalhei em grupos operacionais,
narcóticos, e vi muita coisa pesada. Eu sempre lidei muito bem com esse ambiente masculino mais rústico mesmo, mais brutal, mais pesado e que por vezes é necessário, não é? O mundo não é um morango, né? Então, Eh, eu tava ali na linha de frente com aqueles outros camaradas ali em situações de extremo risco, mas era algo assim que eu entrei na polícia sem meio que prestando um concurso, depois fui entender como que aquilo ali funcionava e me apaixonei por pela atividade operacional, pela atividade policial. Aí depois, em 2014, eu saí da polícia porque eu tava
até prestando a prova da Polícia Federal, tá? Eu eu queria ir pro pra esfera Federal por uma questão salarial, estrutura e tudo mais. E não deu certo a Polícia Federal, mas deu certo o Ministério Público Federal, né, como analista de comunicação, que é a faculdade que eu tinha feito lá atrás, quando eu era mais jovem, tinha 20 e poucos anos. E nesse sentido eu passei no concurso, né? E aí eu me mudei para Goiânia em 2014 como analista do Ministério Público Federal e ah e tava vivendo a minha vidinha até Que o destino me trouxe
um um relacionamento com uma moça na época cujo término me marcou muito, me deixou muito mal, me deixou muito triste, me deixou muito depressivo. E eu tentando entender por que aquilo tinha acontecido, mas não é possível, porque eu fui bonzinho, eu fui certinho, eu fui tudo ininho que vocês podem imaginar e e mesmo assim a a mulher eh não quis mais me namorar e tudo. Aí eu nesse processo quase depressivo, Eu fui tentar entender o que que tinha acontecido, né? E aí eu fui, comecei a pesquisar sobre desenvolvimento pessoal para homens, términos de relacionamentos na
visão masculina e na época não tinha quase nada na internet sobre isso. Tinha um camarada que falava sobre isso, hoje, inclusive, ele é meu amigo. Eh, eu comecei a consumir os conteúdos dele, mas muita pouca coisa. Eu fui pro processo de Psicoterapia e nesse processo eu fui fazer um curso de PNL. Conheci uma psicóloga que era consteladora familiar, me falou da constelação. Eu fiz uma constelação com ela, achei aquilo lá muito forte, presencial, né? Chegou lá extremamente forte, maluco, nunca tinha visto aquele negócio ali. E eu fui eh indo por essa, estudando essas coisas, indo
por essa por esse campo aí do conhecimento. E eu só comecei a a alavancar mais quando eu deixo de culpar a moça que terminou comigo para olhar mais para mim. E aí também eu passo por um período a me culpar. Então vocês como profissionais, eh, vocês vão atender homens e esse mercado de homens tá assim, ó, tá bombando. Os caras estão buscando muito. Preconceito diminuiu bastante, ainda existe. Mas assim, os homens estão buscando para caramba eh desenvolvimento Pessoal, psicoterapia e tal. E aí eu também busquei na época e comecei a falar sobre eh sobre isso.
E aí eu comecei a gerar conteúdo sobre esses episódios que eu tava vivendo, foi aí que começou o meu Instagram. Foi na verdade um relato ali de um desabafo. E eu fui indo, fui estudando constelação, participava de campo de constelação familiar, era a abordagem que eu mais gostava. E é incrível, pessoal, porque eu sei que a, eu fico à vontade de Falar, porque eu sei que a Mirela tem muito essa, essa vivência, né? Mirela é muito PhD nisso, né, de constelação. E até hoje quando eu abro turmas, depois eu vou explicar como é que eu
faço isso, e faço um campo muito simples de constelação, os caras falam: "Nossa, que negócio maluco" e tal e chora e se apoia assim. é um um negócio assim, vocês não imaginam que homens estão vivenciando aquilo. Então a constelação é a sistêmica é uma ferramenta, É muito impactante. Então vocês vão lidar com esses homens, vão lidar com esse mercado. E o que eu tinha falado um pouquinho antes que eu passei a me culpar muito. Nossa, eu fui aquelas coisas, eu fui bunda mole, eu fui frouxo, eu fui isso, fui aquilo. E muitos homens vão chegar
assim para vocês no processo psicoterapêutico, se culpando muito. Então é uma tendência do homem de se culpar muito. E talvez o que eu fale Aqui para vocês que não estejam acostumado a lidar com o masculino ou como a Mirela muito bem pontuou, já carrega uma dor transgeracional com relação ao masculino, vocês vão estranhar muito. Ah, homem tem que se lascar mesmo. Homem é isso, homem é aquilo. Galera, não é. Nós somos todos seres humanos. Estamos aqui em processo de evolução, tá? Então vocês como profissionais que vão atender homens precisam tentar tá o máximo isento, Porque
vocês vão receber um um camarada ali na frente de vocês, como eu já recebi vários, que você é o último recurso dele antes dele se matar. Isso é sério. Os homens representam 80% das pessoas que tiram a vida. é a grande maioria esmagadora, porque o cara não suporta a dor, ele não sabe o que fazer com aquilo. A grande questão é que do ponto de vista social, de narrativa social, é permitido, entre Aspas, a mulher ser mais frágil, ser acolhida, desabafar. pra gente é muito mais complicado. Não temo muito e tal, se a mulher apanha
de um sujeito dentro de casa, se tem toda uma comoção, se o a mulher joga um copo no rosto do cara, todo mundo dá risada. Eh, eh, o cara não sabe o que fazer com aquilo, porque se ele reage, ele vai preso. E vocês vão chegar com os caras nessa situação para vocês. Vocês nem imaginam coisas que acontecem com Homens, porque ninguém fala disso. Que a gente costuma brincar, eles falam, né, a vida do homem parece que não tem nenhuma importância. E isso eh, vocês vão lidar com esses caras chegando para vocês com extremo sentimento
de culpa, não tendo com quem conversar, porque eles não têm coragem de de falar com um amigo, porque acham que você vai tirar sarro. Ou o amigo também quando chega, por mais bem intencionado que ele seja, Ele ah cara [ __ ] né? Só ele não sabe o que falar, porque a gente não sabe lidar muito bem com essas questões. Ah, cara, sei lá, vamos tomar uma. É o melhor que ele consegue fazer. Ele não vai conseguir, o amigo não vai conseguir desenrolar uma conversa profunda com o cara. A maioria não consegue. A não ser
que o cara tem ali, como o Jackson é pastor, ele tem uma um arcabolso de informação para acolher, para acalmar. A maioria não. Ah, vamos Não. Você arruma outra mulher. A mulher tem um monte. A conversa é essa dos caras. É, é muito simplista, é muito raso, você entendeu? Então ele literalmente não tem para onde ir. Essa sombra vai tomando conta da psique dele até que de repente ele vai chegar no teu consultório ou por por uma chamada como essa e você nem imagina que por trás daquele cara que tá ali balbuceando uma outra palavra,
ele tá prestes a tirar a própria vida. né? Então os caras estão Chegando muito nesse ponto. Vários chegaram até mim nesse estado. Você ser você ser a última eh eh esperança do cara antes que ele vá e faça aquilo que que eu tô dizendo para vocês que eles costumam fazer mesmo. O homem atenta contra a própria vida, ele atenta com força, com meios muito violentos, se jogando com arma de fogo e por aí vai. Ele é muito abre eficaz. para o homem é muito eficaz para tirar a própria vida. Ele é muito eficaz nesse Sentido,
ele é muito violento com ele mesmo. Então vocês vão se deparar muitas vezes com um camarada que tá chegando num patamar eh aterrorizante desses. Vocês vão ter que manejar de uma forma ali que o acolha. E é e a o desafio de trabalhar com homens, pessoal, é qual é o limite do acolhimento e o limite de eu colocar o cara na cadeira de vítima. Porque se o cara senta na cadeira de vítima, ele não sai depois, é confortável demais. Então isso que a Gente a gente trabalha muito lá na minha plataforma chamada conduta masculina, neste
equilíbrio, OK? Você vai ser acolhido, você vai ser direcionado. A gente tem psicólogo semanalmente lá, só homem, né? Atendendo homem. Ã, mas você não vai sentar na cadeira de vítima. Vamos encontrar o meio termo aí. E a gente vai trabalhando ao longo do tempo com esse camarada para poder encontrar o meio termo. O que que tá acontecendo a partir da minha geração para baixo, né? Eu tenho 45, aí os caras de 30, de 25, 20, a gente tá vivendo uma crise de referência. A gente não tem referenciais masculinos porque a maioria de nós já não
conheceu, não conviveu com o pai. A gente tem hoje, e vocês são da sistêmica, uma desconexão que eu chamo transgeracional. Ou seja, o cara ou não conviveu com o Pai ou o pai não era quem ele esperava, porque a gente idealiza muito a figura do pai, ou simplesmente o outro extremo, um pai que era um carrasco. Então, ou ele não tem a referência ou a referência que ele tem é ruim. Então, a gente vive um vazio de referências. Então, o que tá acontecendo hoje é que esses homens jovens, adultos, de 22, de 23, de 25
anos, Para atravessar uma rua deserta, eles ficam uma hora pensando e choramingando e refletindo e não sabem o que fazer. Eles estão muito perdidos. E esses homens estão indo paraa psicoterapia muitas vezes, porque para esses mais jovens, principalmente, eles sofrem de um nilismo muito grande, o que isso significa? Um vazio existencial muito grande. Eles se comparam muito na rede social com homens que são mais velhos e têm Sucesso como referenciais. eles ficam se culpando que eles estão atrasados, que eles estão isso, que eles estão aquilo. Associado a isso, vocês entender o panorama que vocês vão
estar trabalhando. Esses homens mais jovens, eles não são dotados de que eu chamo de drive masculino, ou seja, eles são muito mais frágeis do que as gerações anteriores. Eles são muito mais sensíveis do que as gerações anteriores. Eles são confusos demais. Eles ficam psicologizando a vida porque a rede social ela de certa forma fez todo mundo virar pro psicólogo. Porque é todo mundo falando que todo mundo é narcisista, que tem dependência emocional, que tem isso, que tem aquilo, que tem aquilo outro. Então eles ficam matematizando a vida, colocando a vida em planilha de Excel, porque
na verdade eles têm muito medo da Vida. Um colega me disse uma vez que os homens da minha geração, da casa dos 40, 50 anos, a gente tinha medo de morrer. Eles têm medo de viver, gente. Eles têm literalmente medo de viver. Eles, a virtude da fortaleza, uma das virtudes cardiais, não foi desenvolvida nesses caras, porque muitas vezes essa virtude ela é forjada pelo pai, pelos homens da família. A mãe tem determinados tipos de papéis, né, mais tradicionais e os pais têm. Como é que funcionava antes? E não Tô dizendo que antes era legal, porque
não era, mas é só título de exemplo. Dentro da sistêmica, né? nasce o menino, ele vai ficar inevitavelmente na esfera da mãe. Assim que ele adquire um pouquinho de tamanho, um pouquinho de independência, que já anda sozinho, que explora sozinho, é onde ele migra pra esfera do pai. Essa migração é como se fosse um segundo corte simbólico do cordão umbilical. É onde o menino ele vai começar a entender como é que os homens se movimentam no mundo. Então o pai vai ensinar para ele a coragem, que a palavra dele tem que ser mantida, que ele
tem que defender os mais fracos, que ele tem deveres, mas também que ele tem direitos a ter uma certa postura, a ser um pouquinho mais firme. E isso aí são outros homens que vão fomentando neles. Os homens antigamente faziam isso não do melhor jeito, né? Era um jeito Muito bruto, né? Muito. Quem é mais velho sabe, às vezes teve um vô, teve um pai que era muito rígido, né? Assim, você só podia chorar em caso se você tivesse um membro decepado ou se só mão. Você não pode chorar porque você é homem, você tem que
virar homem. Isso não tem uma parte ruim que é o exagero, mas também tem uma parte que nos deixava um pouco menos frágeis. Hoje não tem isso. Principalmente quando nós temos mães que São mães chamadas de mães devoradoras. Vocês vão receber provavelmente esses caras. Que que é a mãe devoradora? O pai foi embora. Você é o único homem da minha vida. É o príncipe da mamãe. Não sei se vocês já viram essa dinâmica, tá? E aí esse homem ele fica muito preso, ou melhor dizendo, ele nunca sai da esfera dessa mãe. E aí você vai
ver na vida adulta ele tem pouca autonomia. É evidente que não é culpa da mãe, Porque ela também não sabia muito bem. Ela tava fazendo o que dava para fazer, meu, porque eu também tava sozinha, tava atarefada, tava se culpando também. E muitas vezes quando ela vai segura demais esse menino. É aquele cara que vai chegar depois no consultório de vocês de uma maneira frequente. Quem for atender casal, a mulher vai falar: "Mas eu virei mãe do meu marido. Meu marido parece um bebê. Meu marido parece um princeso". E é muito curioso que eu brinco
com as minhas seguidoras, que eu tenho um pouquinho de seguidoras falar: "É, vocês ficam reclamando que o homem tá isso, homem tá aquilo, mas quando vocês se tornam mães, vocês vão ser a primeira a forjar um homem que vai ficar exatamente assim depois. E aí depois ele vai cair aqui no meu perfil se eu tiver vivo até quando tiver adulto, né, meu?" Eh, então, nesse sentido, esse é o cenário desses homens mais jovens que vocês vão Est vão tá atendendo. E trabalhos como o que eu tenho feito, eh, de maneira frequente eu ouço desses caras
até 25 anos que eles me eles chamam de senhor e falam que me vem como o pai que ele gostaria de ter tido. Gente, isso é muito forte. Tamanha é a lacuna. que nós homens temos do masculino. Eh, existe um livro, deixa eu ver se eu aqui, ó, vou pegar para vocês verem. Vale a pena vocês darem uma olhada nesse livro a vocês que são futuros terapeutas. E eu falo com uma hoje com um público muito seleto, porque geralmente eu não falo com pessoas que estão em formação, eu falo com o público final mesmo, né?
Vocês são aqui são pessoas que já estão num nível muito mais alto, né? Esse livro aqui, pessoal, sobre a Sombra de Saturno, do James Holls, né, o autor yunguiano, né, Tem uma passagem aqui, se eu tiver facilidade, talvez não tenha facilidade de encontro. Ah, achei. Olha que interessante que o James Rollins traz e que tem tudo a ver com aquilo que a gente tá trocando essa ideia aqui. Os oito segredos que os homens carregam. Isso tem assim, eu não gosto muito, isso é coisa de mulher, isso é coisa de homem, porque eu acho meio raso,
mas aqui faz um certo sentido. O James Hollin diz que o Primeiro segredo é: "A vida dos homens é tão governada por expectativas restritivas com relação ao papel que devem desempenhar quanto a vida das mulheres." Ou seja, o homem é cobrado, né, principalmente os mais velhos, a esse a esse ser homem. E é um um é tão pesado quanto às vezes ser mulher, não é? Eh, a vida dos homens é basicamente governada pelo medo. E muitas vezes, pessoal, esse medo aqui tem a ver com o Medo de não ter desempenho suficiente, não ter performance suficiente.
Então, possivelmente vocês vão receber esse cara que tá se culpando muito de não performar, de não fazer dinheiro, de não ter um carrão, de não ter o desempenho de um ator pornô. Eles estão muito presos na pornografia também, essa galera mais jovem, tá? Tenho certeza disso. Vocês vão encontrar caras com esse problema. E ele se compara, sabe? Três, o poder do feminino é imenso na organização psíquica dos homens. O feminino, para este homem mais em desequilíbrio, mexe muito. Agora a pouco eu recebi, olha que interessante, um direct de uma seguidora dizendo: "Orlando, o que que
você acha que eu faço com isso daqui?" que ela conheceu um rapaz, um homem já adulto, e no segundo encontro já pediu ela em namoro, no terceiro dia já apareceu na casa dela sem avisar com uma rosa. Falou: "Carsim, eu não sei o que eu faço porque esse cara parece que tá desesperado". Ou seja, olha o impacto, né, que o feminino ele tem na organização psíquica eh dos homens. é é tão grande que muitas vezes homens que não tem um histórico de ser violento, de alguma coisa assim, ele ele é ele é desorganizado por completo,
ele tira a própria vida assim, ele fica completamente louco nessa expectativa de validação do feminino ou de amor eterno Ou de ciúmes ou de alguma coisa nesse sentido. Então ele é bem desorganizado psiquicamente nesse sentido, né? Ou seja, o poder feminino ele é imenso na nossa organização psíquica. E o poder feminino primeiro que a gente experimenta é a mãe. A mãe exerce uma influência muito grande na gente. Ou a gente odeia a mãe muitas vezes, ou a gente é muito apaixonado pela figura Da mãe a ponto de permanecer psiquicamente casado com a mãe. E o
homem que é casado com a mãe, ele não tá pronto para ter a própria família. Eu lembro que uma vez eu eu fui convidado para dar uma palestra numa numa igreja aqui e o e e como era um público cristão, eu fiz uma citação da Bíblia dizendo que sairá o homem da casa dos pais. Esse sair não é só pegar uma mochila e sair, é um sair na alma, mas sair depois que o Ciclo foi encerrado. O ciclo é mãe, esfera da mãe, eu migro pra esfera do pai. o convívio social, o grupo e depois
a vida adulta. Como é que eu faço quando não tem essa transição paraa esfera da mãe? Fica tudo meio bagunçado. Como quarto item dos oito segredos, os homens conamuiam-se numa conspiração de silêncio cujo objetivo é reprimir sua verdade Emocional. Eh, ele não sabe monomear aquilo que ele sente. Ele só sente e ou ele mascara e foge para droga, foge por o álcool, tá? Ou de repente aquilo vai entrar em erupção dentro dele num episódio de violência contra ele, contra os outros. Então esse cara tá passando por um monte de questão no peito dele que ele
não sabe o que que ele faz com aquilo. Ele não sabe dar nome, ele não tem com quem falar. é uma panela de pressão, é uma Bomba relógio que tá pronta para explodir. Então, de certa forma, é isso que o autor traz aqui. Cinco. O ferimento é necessário porque os homens precisam abandonar a mãe e transcender o complexo materno. Esse separar da mãe, ele é de certa forma um outro parto. Deixar a mãe. Hoje eu estou vendo homens que recebem uma proposta de emprego em outro estado e ele não vai muitas vezes por causa da
mãe. E às vezes eu falo: "Ah, mas a sua mãe é doente, depende de você." Não, mas sabe o que que é? Que meu pai já deixou ela, tenho dó. Ele tem pena da mãe. Então, ele assume esse lugar na ordem, né? Vocês conhecem talvez o princípio da ordem, ouaria do pertencimento e do equilíbrio de troca. Então ele tá o nessa nessa casa, o princípio da ordem ele tá violado, né? Porque eu entro no lugar de marido, ele não, mas eu tenho não, não, cara. Só mãe Tá doente, não. Aí eu eu tenho uma frase
que eu falo muito que eles adoram. Falou: "Não, o vetor do homem é o mundo. Não é para ficar no útero da mãe nem atrás de namoradinha, não. É para você ir pro mundo, cara. Você tem que desbravar, você tem que fazer acontecer. Eh, eh, o homem tem a espada que vai abrindo o caminho, né? Muito representado pelo falo lá freudiano. O homem aquele que penetra o mundo, que abre espaço. É engraçado que Simbolicamente o nosso aparelho reprodutor, ele tem essa função de penetrar, abrir o espaço para semear a vida e só a mulher tem
o poder de transformar aquilo em algo maior. Então, até simbolicamente no nosso aparelho funciona assim. E o que que acontece hoje? Eles experimentam que a gente chama de impotência diante da vida. Não é uma impotência de não ter uma ereção, é um espírito de ação no mundo e que eu também fui desenvolver de uma Maneira muito intensa quando eu fiz uma constelação, eh, nas quais, foi mais de uma, nas quais eu deixo a esfera da mãe e migro pra esfera do pai e concordo com o meu pai do jeito que ele é, porque eu não
concordava com o meu pai do jeito que ele é, porque eu achava que ele deveria ser parecido com o Rambo. Mas meu pai tem um jeitinho mais ameno, ou seja, então, mas aí que eu fui buscar, isso é uma atividade muito Bacana na psicoterapia, pessoal, que eu deixo de dica porque eu faço aqui. Incentiva esse homem a descobrir quem foi os homens da quem foram os homens da família dele, quem foi o pai, quem foi o avô, de onde eles vieram. Ele vai falar dos defeitos, porque muitas vezes a ele comprou a narrativa da mãe,
mas a mãe vê o pai como marido e não como pai, né? Ele compra essa narrativa, né? Ele ele compra um lado, né? Da dessa guerra que Não ele não deveria se intrometer. E para ele ter curiosidade de saber mais. E muitas vezes nessa busca por informações, ele acaba se surpreendendo, acaba descobrindo um homem que ele não conhecia e acaba descobrindo um avô que ele não conhecia, um bisavô que ele não conhecia. E eles vêm todo, eles vêm para mim, nossa, eu descobri que meu pai fazia isso, que meu avô fazia aquilo, achei isso sensacional.
E e eles vão atrás de notícias, encontram objetos na casa de um tio, de uma eles eles voltam mais fortes. Por quê? Porque como eu trabalho com homens, eu sempre uso linguagens de guerra desse tipo de coisa, porque faz muito sentido para eles. Eu falo: "Cara, você assistiu Game of Thrones?" Muitos já assistiram Game of Thrones, né? Eu falo, você lembra que o cara falava que ele era da casa Stark, da casa Lennister? Você pertence a uma casa? Essa é a tua base, Essa tua estrutura. A tua casa não era perfeita, a minha também não
foi. Mas você pertence a esse lugar. Princípio do pertencimento, que vocês devem ter visto já. Só que eles não sentem que ele pertence a nada. Primeiro lugar que ele tem que pertencer é a ancestralidade dele. São esses homens. E aí ele vai entender. E aí ele vai fazer um movimento muito bonito de reconciliação. Eu tenho uma meditação lá que eu coloco uma música épica e que ele pega a espada que vem dos ancestrais, eles nem dormem à noite porque eles ficam elétrico com aquilo lá. Eles ficam cheios de potência, né? É muito bacana ver eles
se colocando dessa forma no mundo. O sexto, né? A vida dos homens é violenta porque suas almas foram violadas, né? Desde sempre a alma do homem, ela é violada nesse, ela é ferida Nesse sentido, ela é cobrada nesse sentido. Nós tínhamos e existe e ainda existe em algumas tribos rituais de iniciação. Ah, porque a mulher ela naturalmente se torna mulher. O homem para essas tribos e as sociedades, ele precisa provar que ele se tornou homem. E como que será feito? Se vocês assistiram aquele filme que, claro, que lá é uma ficção, tem exagero, aquele filme
300 de Esparta, logo no início, Isso é muito bem representado. O f o menino é retirado da mãe e a mãe fica aflita e o menino é levado por dois soldados de Sparta. E no movimento que ele tá fazendo de ida, o menino ainda olha para trás tentando voltar pra mãe e agora ele está só, ele já está no mundo dos homens, ele já experimentou o amor, a maternagem, a nutrição e agora ele entra num outro universo. Ele vai ser treinado, ele vai ser forjado, Ele vai ser treinado militar, disciplinas como filosofia, matemática, não sei
quê, tinha naquela época. Agora o filme ele só mostra uma parte muito violenta, porque ele precisa voltar depois que ele passa por esse período, que é um ritual chamado Goget. Ele volta e os pares dele o reconhecem como homem de Esparta e não mais como menino. E esses símbolos de hierarquia paraa psique masculina é absurdamente importante. Os homens se vêm muito por Essas hierarquias e respeitam muito essas hierarquias. Que que esse cara construiu? Quem esse cara é? Por exemplo, eu, e aqui fica a dica, caso vocês estão atendendo mulher que tem filho, eh, e também
quem for mãe aqui, tiver um filho, sei lá, adolescente, criança, eh, o jugitsu, por exemplo, é uma escola de vida todo santo dia que ele tá no tatami, porque primeira coisa que ele encontra um cara que é faixa preta, que É muito mais forte do que ele, mas que vai ensiná-lo, que vai ser o mestre dele. E não é um mestre fofinho, eh, é um mestre que acolhe e funciona exatamente assim porque eu pratico. Ele acolhe os que estão chegando sem ficar ai bebezinho, não. Você está, você está prendendo, você está repetindo, você tá caindo,
às vezes machuca um pouco, levanta, eh, luta ali com fulano, luta com o Ciclano, vem aqui lutar comigo, não é assim, põe a perna aqui, passa a chave, estrangula e tal. Aquilo ali é uma escola e depois todo mundo se cumprimenta com respeito e se abraça. Outro dia ali um um rapaz mais jovem no tatame, ele soltou um palavrão. Ele ficou bravo ali em um determinado momento. O professor deu uma bronca nele na frente de todo mundo. Então o homem é admoestado perante os outros homens para que ele não saia daquele daquela Conduta. Isso é
disciplina típica do imaginário masculino. Disciplina, hierarquia. Então ali ele está aprendendo. Então, na falta desse pai em casa, o que a gente sugere a nível superficial é incentivar com que essa mãe e aí vai ter que ver se o menino gosta ou não gosta, enfim, a colocá-lo num ambiente em que ele esteja com outros homens, em situações que também demande um pouco de esforço e desconforto, Porque ele precisa sentir que ele tem uma potência que ele não é tão frágil. Isso para ele, eh, talvez pro imaginário feminino, isso não faça muito sentido. Nossa, mas que
coisa mais bruta. Nossa, mas que coisa mais assim. Eu entendo que não faça muito sentido. Agora, pro imaginário masculino, isso faz muito sentido, faz muito bem, porque são formas ancestrais que são diferentes. Então, ele volta visto como Homem. E uma das coisas que os homens mais anseiam e buscam é serem respeitados. O homem deseja muito ser respeitado. A gente brinca, né, com relação a relacionamento afetivo, fala, cara, e eh claro que é uma brincadeira, lógica, a gente fala: "Não, antes respeitado do que amado, porque assim, o homem ele ele sente muito mal quando ele é
rebaixado, quando é desrespeitado, quando a mulher compara ele com ex-namorado, com Ex-marido, com o vizinho. Olha o carro do vizinho e você não consegue. Isso assim, você, isso é colocar uma faca no coração de um homem. Isso é de lacerar a alma dele com uma palavra só. Não precisa nem bater nele. Com uma palavra você dacera a alma dele porque você mexe na autoestima dele, que é diante da incapacidade de se sentir desrespeitado. Então, muitas vezes vocês vão receber homens Nessas condições que não se sentem vistos, que não se sentem respeitados. E eu costumo dizer
para eles, no entanto, campeão, respeito é algo que se inspira, não é algo imposto. Eu costumo dizer, o pastor Jackson tá aqui, que muito, alguns cristãos vêm e fala: "É porque a mulher tem que ser submissa". Não, cara, você não vai dar com a Bíblia na cara dela. Você inspira Também essa entrega dela, porque confia em você, confia na tua força, confia no teu direcionamento. Agora, como que uma mulher ela se entrega numa relação para você se nem você sabe para onde você tá indo? Se nem você carrega essa força, nem você acredita em você?
Ela se sente insegura. E uma mulher insegura num relacionamento, perde admiração, depois perde tesão e aí Vira todo aquele aquela confusão dentro de casa. Então, o homem ele anseia muito por ser respeitado e por ver o esforço dele ser reconhecido. Então, essa dinâmica de casa é muito complicado, porque chega um momento que a mulher só tá reclamando, só tá pondo defeito e fala: "Poxa, Orlando, em nenhum momento ela vê aquilo que eu tô fazendo". E aí a gente vai conversar com a mulher Para tentar equilibrar, olha, me diz aquilo que ele faz de bom e
tudo. E muitas vezes a mulher fala: "Nossa, Orlando, eu já nem tava mais conseguindo ver porque eu tava tão viciado em reclamar, em apontar e colocar defeito." Falei: "Pois é, isso faz muito mal para ele. Conversa com carinho e tudo, mas também pontua as coisas bacanas que eles fazem, porque senão ele vai desconectando emocionalmente de você. Então, o homem ele quer, eu eu imagino Que as mulheres também, mas aqui a gente tá falando um pouco do aspecto masculino, né, como como o tema da aula. Olha o sétimo, pessoal, que interessante. Todo homem carrega consigo profundo
anseio pelo seu pai e pelos seus pais tribais. Todo homem carrega consigo profundo anseio pelo seu pai e pelos seus pais tribais. Nós, homens, buscamos inconscientemente A reconexão com esses homens aqui e nós não encontramos e tentamos colocar outros símbolos nos lugares. E quando o homem ele se conecta, é por isso que eu passo aquele exercício da de fazer a busca, eu costumo chamar do antropólogo, né? Eu falei: "Não, você vai atrás, você vai saber da sua, dos seus pais, depois você vai voltar aqui no dia da mentoria e vai contar o que que você
descobriu." Aí de repente um Sheik fala: "Nossa, eu descobri que meu bisavô lutou na Segunda Guerra". Os caras: "Nossa, que legal, cara". Não sei que vocês ficam doido. Uma coisa tão simples, né? mas que para ele é tão significante. Ou seja, eu busco eh esse pai tribal, eu busco esses homens no meu ah na minha psique mais profunda. Eu busco isso na minha ancestralidade. E o trabalho que a gente faz de Reconexão com isso aqui, ele tem muito impacto nos homens, porque nós, principalmente dessa atual geração, a gente tá buscando eh muito eh fazer novamente
de certa forma essa reconexão com esses pais tribais. Oito. E final, para que os homens fiquem curados, precisam ativar dentro de si o que não receberam do exterior. Aqui, de certa forma, é o homem que tá na posição do buscador E do recebedor, do órfão, do arquétipo do órfão. Uma das leis aqui que a gente que eu tenho eh trabalhando com eles, né, é uma lei, mas pode-se dizer que é uma regra e que tem até no no livro do meu capítulo sobre isso, é livre seus pais e suas expectativas. Fazer reconexão não é ficar
cobrando. Ah, você não me deu isso, você não me deu aquilo, você foi assim, você foi assado. Eu falo para os caras, meu Irmão, você é adulto, sou. Isso não existe mais. Você tem barba na cara? Tem. Não existe mais. que mamãe e papai me dá não existe mais. Tira isso da sua cabeça. Agora é você e o mundo. Você não tem mais quem culpar. Você não tem mais que ficar buscando papai e mamãe o tempo todo. Porque o que acontece na posição de psicoterapeutas? Se você não fizer o ajuste, esse cara vai ficar culpando
o pai dele e a mãe dele um ano no consultório O tempo todo. Meu pai fez isso, minha mãe fez aquilo, pai, até que chegar uma hora que vai falar: "Tá e aí? Que que você vai fazer com a vida que foi feita? Seu pai e sua mãe já morreram, tão velho? O que você vai fazer agora? E agora? Que que você vai fazer? E se você amanhã não tivesse o direito de culpar mais ninguém? Que que que você faria? Você não tem mais direito de culpar. Acabou culpar os outros. Agora é você e O
mundo. Eh, o que que você vai fazer? Aí você dá até um choque no cara. É que essa é um pouco da dinâmica que a gente trabalha aqui. E por eu trabalhar com homens, eu tô acostumado com esse tipo de fala. Porque de certa forma, é como eu falei para vocês, pessoal, a minha dificuldade que eu tento fazer, felizmente eu tô eu consigo fazer. eh, com certo discernimento e calma, é Justamente ponderar entre o acolhimento e o confronto, porque ele precisa de um certo confronto. Caso contrário, como eu disse, ele vai sentar na cadeira de
vítima, porque muitas vezes ele tá acostumado, principalmente por causa da relação com a mãe. Não, mamãe, me pega no cola, ele vai esperar que você pegue também. Você pode ver que são homens muitas vezes que não estão acostumados a conviver com outros homens. O masculino Para ele é algo perigoso, que machuca. Aquele moleque que sofreu bullying na escola, que prefere a companhia das meninas, até tudo bem. A grande questão é que esse cara sofre nos relacionamentos com as mulheres, porque ele vai muito, talvez vocês ouviram esse termo na energia feminina, ele acaba virando amigo e
não amante no no sentido bom da palavra, porque não dá polaridade. Então, os caras que trabalham aqui Comigo, eles têm este perfil. Talvez você fala: "Pô, não, mas você vai falar do cara que bate na mulher, que isso, que é aquilo? Esse cara não me procura". O que esse machão machista, ele não me procura, porque muitas vezes ele vai achar que meu conteúdo é para boiol, essa que é real, tá? Ele não tem esse essa sutileza no pensamento de tentar ponderar essas questões para, de repente, buscar ajuda. Talvez ele busque quando tudo foi destruído, quando
Não resta mais nada. Mas geralmente os caras que vão chegar a mim tem esse perfil que eu falei para vocês de desconexão. Quando a gente fala de homens mais velhos, 35, 40 anos, geralmente o que eles vão estar enfrentando é falências e muita dor por divórcio estar longe dos filhos, assim, alienação parental e mais um monte de coisa que acontece para caramba. Então ele chega desesperado, assim, ele chega acabado. Pô, eu tô quebrando, não tô desempenhando no trabalho, minha mulher e eu divciamos, ela mudou, eu não consigo falar com meu filho, o advogado não sei
quê, a justiça não me ouve, o cara vai chegar nesse patamar. Porque a gente sabe que nesses processos de divórcios o que impera muitas vezes é mágoa, é vingança, é cobrança, é o princípio do desequilíbrio que foi violado muitas Vezes. E aí vai levar um tempo para fazer esse manejo para esse cara estar minimamente em paz. Entretanto, quando esse cara chega nessa faixa etária, 35 40 anos, alguns autores de um guianos vão dizer que aonde ele vai promover um mergulho para dentro dele mesmo que ele nunca fez. Esse mergulho que ele vai fazer vai ser
conduzido muitas vezes por vocês em consultório, De ir atrás na história dele, de ir e acolher, mas ao mesmo tempo incentivá-lo e confrontá-lo. E eu digo para vocês, enquanto profissionais que vão trabalhar, que vão viver disso, eh, é um mercado crescente, o mercado de homens buscando terapia e psicoterapia. Por quê? Porque muitos homens estão falando sobre isso. E lembra que eu falei da hierarquia? Quando ele vê, por exemplo, um atleta que ele admira falando que faz terapia Ou faz meditação, ele baixa a guarda porque ele admira aquele homem. Nossa, esse cara fortão, lutador, empresário, ele
faz. Ah, então eu acho que eu posso considerar. E hoje os caras, eh, esses caras, né, grandes atletas, CEOs de grandes empresas, empreendedores, etc., eles estão falando abertamente sobre isso e como que a vida deles melhorar. Então, vocês vão ter eh, possivelmente, a depender do Posicionamento de vocês, principalmente em rede social, possibilidade de atender esses caras. E aí cai naquilo que a Mirela falou: "Poxa, isenta a tua percepção pessoal e as mágoas eventuais que vocês têm com relação ao pai, ao ex-marido, um namorado, alguma coisa assim. Entenda que ali do outro lado eh tem um
ser humano que tá pedindo a tua ajuda e que tá precisando da tua ajuda e que vai Efetivamente pagar por essa ajuda para que você aponte para ele caminhos de solução. O que as minhas amigas psicólogas narram é que os clientes homens são excelentes para trabalhar. Eles aderem ao tratamento, eles cumprem aquilo que combinam dentro de consultório, tá? Eles são eles são por às vezes por por essa rigidez com eles mesmos. Eles vão, eles são leais ao tratamento, a vocês. Então, eh, considerem a Possibilidade de vocês também trabalharem com esse público, porque esse público tá
crescendo. Ah, Orlando, os caras não querem saber disso, não procuram ajuda. Pela minha plataforma conduta masculina, que é uma plataforma onde a gente faz esses encontros aqui, eu e vários outros profissionais que tem também vídeos gravados, já passaram 5.000 homens, tem 2.000 ativos no momento, gente, não é pouca gente, é muita gente. Então, e muitas vezes eles Vão ah naquele profissional que indicaram ou que geram conteúdo que ele percebe que não tem preconceito com relação a ele, que não vai torná-lo sempre um grande demônio, o grande mal da sociedade, como a Melela trouxe lá no
começo, aquele que tá sempre excluído. Não é nem um movimento de excluir, nem o movimento de tratar igual um bebezinho em defesa, porque não são. Nós não somos. é simplesmente lidar com outro ser humano que tá ali na Sua frente, que tem dores e que tem questões. Eu vou abrir aí a Marcela levantou a mão, a Raquel levantou a mão. Se eu puder ajudar e gente, se eu também não souber, eu falo na boca, não sei responder e tá tudo certo. A gente toca o bar. Pode ir lá, Marcelo. Você tá muda isso. >> Boa
noite a todos. Ando, eh, eu gostei demais da sua explicação. Eu sou advogada, então eu milito a h a 10 anos nessas nessas questões e agora tô vindo aqui para mentoria da Mirela, me tornando terapeuta. Algo também que eu nunca imaginei ser, né? Eu era exclusivamente advogada, agora eu tô migrando para essa essa nova carreira. Eh, a minha questão, obviamente, eh, é só uma pergunta para eu ver o seu posicionamento, porque foi uma coisa que me chamou muita atenção. E Sabe quando aquele negócio te incute assim, que você fica pensando naquilo dias e dias e
aí coincidentemente hoje a gente tem essa aula. Aí eu li um artigo esses dias de um umas moças que elas são até feministas e elas falam o seguinte: eh, num certo momento histórico, muito tempo atrás, nós mulheres éramos consideradas deusas, né? Porque nós éramos o ser que trazia vida, né? Então nós éramos uma espécie de semideus. Os homens propriamente nos enxergavam Assim. E quando veio o patriarcado, eh, eles tentaram nos diminuir, assim, na verdade, elas são bruxas, elas nos seduzem, elas fazem da nossa cabeça o que elas querem, a gente não pode deixar isso acontecer
e tal. E aí veio o patriarcado, os homens tomaram conta e a gente perdeu tudo. Perdemos o direito à voz, voto, enfim, toda aquela história. Aí aconteceu que as mulheres depois veio o feminismo, vamos dar volta por cima de novo, não vamos mais deixar eles nos Calar. Então assim, essa guerra ela é histórica, né? depende muito tempo, tipo, eh, a gente não quer, a gente não, a maioria das mulheres hoje, principalmente aquelas que não têm consciência, elas não querem alguém para proteger, muito pelo contrário, elas querem brigar mesmo. Então, esse ódio hoje em dia, pelo
menos na minha visão, é velado. Existe, mas ninguém fala. Então, os homens, não todos, né, eh, eles vêm a, principalmente essas pessoas Que estão perdidas, como você falou, eu percebo que eles vem as mulheres como uma propriedade. As mulheres, eh, ao mesmo tempo que elas querem esse homem, a hora que acontece alguma coisa, elas querem tipo matar esse homem também. Só que elas não conseguem chegar até o final, como você falou, eles conseguem muito rapidamente, sabe? E aí o que que acontece também, Orlando, além dessa guerra, tipo assim, que as pessoas estão perdidas, elas não
Sabem o que que estão acontecendo, mas isso já é geracional, ainda tem a questão da sexualidade, era onde eu queria chegar. Muitos homens não são héteros, mas t vergonha de falar que são homo ou bi. Daí, tipo, entra nesse conflito que você falou também, tipo assim, eles não sabem quem eles são, eles não tiveram uma referência, eles não podem assumir o que eles querem e aí eles pegam as mulheres porque, tipo assim, eu tenho que ser Homem, eu tenho que gostar dessa ser humana aqui e acaba que agride, bate, mata. Você percebe isso também, por
exemplo, que há homens que têm essa sexualidade homossexual, mas eles não admitem isso de jeito nenhum por causa desse machismo e acaba que eles subjugam mesmo as mulheres. Uma percepção sua também ou é só minha porque eu venho estudando sobre isso? Não, eu nunca vi aqui. Eh, o que eu já vi que as mulheres me trouxeram, né, era que Elas se casaram, namoravam homens, que elas achavam que era hétero, mas que ela passou a identificar ou achava só que ele era mais tranquilo. E aí o que ela sentia de certa forma, Marcelo, as que me
narraram até hoje, né, não eram que elas eram vítimas de violência deles ou depreciação deles, mas que eles tinham os três jeitos, eles tinham algumas questões que às vezes incomodavam elas, tipo assim, parecia Que ele era muito mais vaidoso do que elas, aquelas coisas assim que a gente já imagina. E aí que elas descobriram que eles estavam saindo com outros homens ou assim com com trans, esse tipo de coisa. O que chegou até a mim até hoje das mulheres foi com relação a a justamente essas questões da sexualidade, né? Porque que esse cara ele ele
tá confuso e ele tem às vezes uma família que a mais rígida, ele mesmo não admite para Ele a homossexualidade dele, aí ele força a estar com a mulher. Ah, olha só que interessante, você me falou, lembrei agora, teve um cara que deu uma aula uma vez no conduta, ele deu uma aula sobre imagem pessoal e ali ele deu a aula dele, um cara super gente boa e tudo, deu a aula dele e tal. E na época trabalhava comigo uma uma moça que organizava a plataforma, os vídeos, subiu os vídeos e ele lá falou: "Orlando,
mas o fulano lá, ele poxa, ele tem tudo um jeitinho". Falei: "Rap, eu não sei. Ele é casado e tem uma mulher, mostra ela". Tudo depois de um tempo, ele fez uma live falando, ele assumindo a homossexualidade dele pro público, porque já não via mais a moça. E nessa live, ô, ô, Marcela, ele falou que pessoalmente durante a live pediu muitas desculpas para ela por ela ter passado por um casamento com homosexual e ter sido deixado depois. Então, para ele foi um processo muito doloroso, mas ao mesmo tempo ele foi corajoso. Entretanto, eu tendo a
desconfiar quando o sujeito é muito homofóbico. Isso parece que tem pesquisa indicando. Aquela raiva à toa de graça de um sujeito porque ele é homossexual ou e eh pode sinalizar realmente uma homossexualidade muito reprimida. Daí eventualmente dele Agredir e tal, a mulher pode acabar acontecendo. Só não chegou para mim até hoje nenhum caso assim, só que não soubem. >> Por isso que eu dividi, porque como você já atende muitos homens, eu falei, deixa eu ver se é uma coisa realmente muito comum. Tanto é que aquele rapaz que deu 60 socos na moça no elevador, saiu
uma matéria falando de um gay que saía com ele, né? Então, quer dizer, >> ele namorava com a moça, mas na verdade Ele era homo. E aí, nesse artigo que eu comentei com vocês, eu achei inclusive muito interessante. Ela fala o seguinte, eu achei até meio pesado, mas assim, como eu tô com três casos agora nesse momento, eu achei assim pesado, porém que fez muito sentido. Ela fala assim: Se relacionam amorosamente com outros homens, sexualmente com as mulheres. E aí quando você falou assim, a gente busca outros referenciais, a gente respeita outros homens, foi fazendo
Sentido nisso, sabe? Eh, nesse nesse artigo ela até fala, eles perdem horas conversando uns com os outros, eles dão muita risada juntos e com a gente às vezes não é assim, sabe? Então, às vezes a gente vai contar uma demanda pro marido, ele não dá tanta atenção, eh, mas que não faz tanto sentido para ele. E aí, nesse artigo elas falam sobre isso, entendeu? homens se relacionam amorosamente com outros homens, sexualmente com mulheres. E aí isso Ficou na minha cabeça. Por isso que eu perguntei a sua opinião por você lidar com homens para ver se
era essa a sua percepção também ou o seu posicionamento. >> Eu eu já penso particularmente, Marcela, que essas autoras elas já t um um uma fala mais extremista, né? Porque >> sim, >> é, eu acho assim que, cara, eu converso bastante com a minha mulher, eu percebo meus amigos que são casados e namoram Também conversando, vê na mulher uma amiga, uma companheira, uma confidente, não raro. né? Então essa a uma tentativa muito de a gente tem que ter muito cuidado com as narrativas que ficam desqualificando demais porque existe outro extremo hoje eu recebo muito desses
caras que tem um desprezo pela mulher porque olha olha que interessante que a gente tá vivendo hoje até como operadora do direito, né? Se fala muito da misoginia nas redes Sociais, mas eu vejo vários discursos que são misândricos e ninguém se manifesta sobre isso. Todo mundo fica calado. A mulher faz um vídeo, né, falando: "Homem pobre isso, homem baixinho aquilo, o homem só serve para isso. Se eu puder eu engano mesmo." Aí todo mundo aplaude, dá risada. O cara fala uma negocinha: "Meu Deus, Ministério Público já tá atrás do cara". Então, esses caras estão sentindo
certo uma certa Desproporção no discurso. >> Eh, então não acho assim que o que nós eh eh a nós amamos os amigos, assim como talvez as mulheres amem as amigas delas também por um afeto de vínculo, de amizade, de apreço, né? O que nós temos assim no sistema de hierarquia é um respeito por um outro homem por uma admiração de algo que ele chegou e construiu. E aí esse homem é uma referência pra gente, porque a gente quer chegar lá com faixa branca, ele Deseja chegar a faixa preta, ele admira aquilo ali. Um estagiário, ele
quer chegar na posição de diretor porque ele admira e fala: "Qual o caminho que você percorreu?" Então você para mim é de certa forma uma referência. Então eu acho assim que eh seria mais nesse sentido. Por exemplo, eu nunca vi um cara falar para mim que as mulheres à vezes reclamando, né? Porque o homem eh eh tem reclamação, né, Marcelo, de tudo quanto é lado. Hoje a gente parece Um grande procom e mulher reclama do homem e o homem reclama da mulher. Aí a mulher fala: "Ah, porque o homem não sabe lidar com uma mulher
que tem dinheiro, que é não sei o que". Aí o homem fala: "Tá, Orlando, mas ela passou a ganhar um pouco mais que eu, e de repente começou a me maltratar, não sei o que. Eu não tava fazendo nada, eu adorava aquela mulher. Ela me olhou com o desdém e me largou e ficou com o diretor da empresa dela. Existe. >> E aí quem e e a a gente aqui tem que tomar cuidado, principalmente, olha só, o cuidado de novo, né? A não vist, a não usar bandeira, porque senão, se a gente usa a bandeira,
a mulher vai ter uma narrativa e uma justificativa até plausível com o argumento de que considera o homem o o ser abominável. E alguns homens vão trazer mesmo narrativa e falar: "Pô, esse cara tem bons argumentos também. A Gente tem que procurar para nós, eu procurei fazer isso porque eu tô num meio muito complicado, o meio dos caras que chegam numa militância red com muita raiva, muita mágoa de mulher, o coração do cara tá pesado para caramba. Eu falo: "Cara, esquece mulher, primeiro é você. Qual é o seu melhor?" Mulher e o relacionamento vai ser
consequência. A mulher, você não precisa nem ser tolo, ingênuo e também nem precisa ser um cara tóxico, abusivo, para querer estar no Controle seu machão. Não, cara, é para ser algo gostoso. É uma dança das duas polaridades e você tem que curtir aquilo junto com a mulher. Então eu trago muito esse discurso mais conciliador, porque se eu me deixo levar como influenciador agora, nem como psicoterapeuta pela narrativa dos homens, eu brinco com a minha esposa, falo: "Nossa, eu eu seria o cara que eu teria pavor de mulher." Porque, Marcelo, eles trazem traição, alienação parental, Eh
eh eh tentativa de golpe, eh xingamento, mulher arremess objeto, quebra carro, faz um monte de coisa, fala: "Meu Deus, eu não quero saber de mulher nunca mais na minha vida". Por isso que eu te falei, Orlando, que o ódio existe e é de ambas as partes, não é de uma parte só. E foi o que eu comecei a observar, porque antes eu achava que era de um outro ou de outro. Eh, vamos ouve homens, você acha que é homens contra mulher. A gente ouve Mulher e a gente acha que é mulher contra os homens. Quando
eu li esse artigo, eu comecei a perceber, eu falei: "Cara, isso é histórico, não é de hoje, já vem de muito lá atrás. E se a gente não tem consciência, a gente não consegue escolher, porque se é uma coisa que tá amostra, a gente fala: "Opa, como é que eu vou me posicionar em relação a isso?" Mas quando é velado, você não não consegue nem se posicionar porque você nem sabe que existe. Mas é isso, é isso, É uma guerra entre os dois polos, entre as duas polaridades. >> E olha que louco, né, Marcelo? Eles
estão guerreando, mas no fim todo mundo quer encontrar um parzinho, né? >> A mesma coisa. O objetivo é é o mesmo. >> É, eles querem encontrar alguém bacana, mas como é que eu encontro alguém bacana? Eu na condição de homem hétero, como é que eu encontro uma mulher bacana se por dentro eu tô cheio de ranço, eu tô cheio de ressentimento, eu tô cheio, Né? E eu e eu também tenho que tomar o cuidado por eu venho de uma família, de uma casa, de uma mãe castradora e de um pai omisso. Então, eu vi o
que é uma mulher gritar, mandar, controlar, às vezes ridicularizar. Eh, e, ou seja, eu tenho essa herança, então eu tenho que separar das outras mulheres. Então, essa aqui não é a dona Vera, minha mãe, essa daqui é a Marcela, essa daqui é a Rafael, essa daqui é Andrinho, essa aqui é Andreia, essa aqui É Joana. Eu tenho, eu tenho que separar para entender que a porque eu venho de um lar de uma mãe que agia dessa forma. Por exemplo, eh, meu pai, ele durante muito tempo ele não pôde tocar violão que ele tanto gosta, que
a minha mãe implicava, sabe? É umas coisas assim que hoje eu e eh eu olho e falo: "Nossa, gente, é é muito surreal. Na época eu não entendia, não é assim mesmo. Foi minha mãe é brava e tá tudo bem. E deve mulher deve ser Assim mesmo, né? Eh, ah, então o formato relacionamento é esse. A mulher manda até só que meu pai aí quando adulto, gente, eu percebi que meu pai não era vítima porque eles têm uma simbiose. Por exemplo, ela é controladora, mas o meu pai se aproveita disso porque não sabe nem a
hora que ele tem que tomar o remédio dele, porque ela manda, manda até na cueca que ele vai usar. Ah, então para ele e outro, ontem eu perguntei para ele, pai, aquele exame Que você fez ficou pronto? Que ele fez um exame lá e tal. Não vai ficar amanhã. Tua mãe tá cuidando, não muda. Tua mãe tá cuidando, ele não cuida. Ou seja, e tem uma controladora e uma que o relacionamento é Lego, né? Você encaixa a peça certinho, você tem uma, né, Marcel? Você tem você tem ali uma mandona, mas você tem um cara
que que é mais subserviente. E essa subserviência dele muitas vezes é parte da estrutura da personalidade dele, né? uma Personalidade mais subserviente, muitas vezes pacífico. Não, é melhor não brigar, é melhor não confrontar, deixa eu ficar quietinho. Não, você não quer mais o violão, não toco. Não, tu também não quer, deixa eu tal, você quer, ou seja, ele vai se submetendo, ele vai se moldando aquele tipo de de relacionamento. Mas aí a gente na posição de psicoterapeuta, principalmente da parte de constelação, fala: "Ah, mas essa mulher é perfeita Para esse homem vice-versa". Dentro daquele cenário
que para você de fora é muito louco, mas a peça o Lego tá ali, tá encaixado e o se Orlando Dona Vera tá com o Lego encaixado há 47 anos. Então assim, encaixou e ficou daquele jeito. E agora eu tenho que tomar cuidado para não colocar meu pai na cadeira de vítima e ser agora um salvador dos homens. Porque ó, ó eu saindo do lugar de isenção. >> Sim. >> Para vingar meu pai. Ó que louco. Já parou para pensar n? >> Sim. É muito louco isso, muito louco >> na condição de psicoterapeuta, tomar cuidado,
como a a Mirela falou no começo, com essas projeções que a gente tem, com o histórico que a gente tem, a gente tem que ser muito isento ou tentar ser pelo menos no máximo, né, na condução da lida ali com os clientes que vocês vão ter. >> Obrigado, Orlando. Raquel tá no mudo, Raquel. Desculpa ainda. >> Desculpa. Eu queria uma opinião não terapêutica, mas uma opinião de vida. Mesmo assim, no seu ponto de vista, é possível ter amizade entre homem e mulher? >> É, é, é. Mas, mas o que que você entende por amizade, Raquel?
>> Ué, conversar normal, assim, não sei, igual as Meninas. Pess amizade é uma palavra assim que ela para você pode significar uma certa temperatura, para mim outra. Seria assim só conversar, não conversar. É porque é o seguinte, ah, eu não acho que eu acharia estranho, por exemplo, eu acho que minha mulher acharia estranho. Eu tenho uma amiga que eu fico me confidenciando o tempo todo, eu vou na casa dela e tal, não sei que com ela sozinha. Mas isso é muito, isso já é intimidade. >> É, é intimidade, mas é muitas vezes amizade significa isso.
Agora, uma pessoa que ah, eu acho que é possível um homem ter amizade com algumas mulheres, desde que ele não seja aquele homem muito carente, necessitado, ou seja, ele já tem a mulher dele, ele tá satisfeito, ele consegue transitar e conversar de uma maneira sem muita intimidade com as demais mulheres. Quando eu tava fazendo esse meu processo, essa pergunta carrega um negócio muito interessante de eu contar. Quando eu eu passei por esse processo de reconexão com o masculino, com a sexidade masculina, antes disso eu tinha muita mania de querer desabafar com amiga. Ai porque eu
sei que ela me hoje assim eu tenho vergonha, mas tudo bem. Na época eu ficava, ah, não sei que eu quero, ficava horas ali conversando e Recebendo conselho. Hoje eu não vejo sentido nisso pelo, né, por eu ver a coisa de uma outra forma, né? Então hoje, por exemplo, eu, você tem alguma ou outra colega, mas de intimidade aqui não. Aí se eu tenho uma uma colega que é de longa data, que é uma amiga, aí nesse sentido, eu vou apresentar minha esposa, né? Eu acho assim que é, >> não é que é uma regra,
mas é uma coisa Assim de bom tom, por assim dizer, uma regrinha social, sabe? >> Uhum. para evitar para evitar uma confusão. Agora, hoje, Raquel, eu não tenho amiga que vai ficar me confidenciando algo que eu não poderia mostrar paraa minha mulher. Eh, hoje eu não tenho, mas eu acredito que um coleguismo, porque tem gente que é radical, você não pode nem conversar com o outro, né? Eh, tem muita regrinha na rede social E nós adultos, a gente não precisa dessas regrinhas, na verdade. A gente é só se a gente agisse por bom senso e
respeito, todas essas relações elas fluiriam naturalmente. >> Aham. O homem veio sim, o homem eh, fora essa perspectiva de amizade, assim, eh, o homem já olha paraa mulher e já tem uma perspectiva sexual de maneira geral? >> Depende do homem que a gente tá falando. É importante lembrar que você, Raquel, é diferente da Drine, que é diferente da Andreia e etc. Nós também. Então, por exemplo, né, eh, o homem, ele pode ter uma perspectiva de olhar sexual paraa mulher se a mulher o atrair esteticamente. Eu percebo assim que a mulher, o homem é muito escravo
da estética feminina. Se ele vê uma mulher bonita, gostosão, não sei que, ele fica assim, sabe? ele perde o chão. Então, nesse nesse sentido, Quando ele se atrai muito pela estética feminina, ele pode eh ele ele sim, ele a vê sexualmente nesse sentido. >> A mulher também gosta da estética de toda mulher acho que gosta de um homem bonito e tudo, mas ela fica mais muito mais pelo comportamento do homem autoconfiante, seguro, que performa e tudo mais, né? Então a gente vê com essa diferençazinha meio entre os gêneros, mas eu não gosto de falar homem
assim, mulher é assado. >> Claro, claro. >> Porque quando a gente vai olhar paraa estrutura de personalidade, de acordo com cinco grandes fatores de personalidade, big five, as pesquisas vão indicar que na personalidade homens e mulheres são mais parecidos que diferentes. >> A mulher costuma ter no geral o neuroticismo e a agradabilidade um pouco mais alta do que o homem. O homem tem a conscienciosidade um pouco mais alta que A mulher. Esses cinco fatores de personalidade é um negócio legal de vocês pesquisarem como >> eu trabalho com eles. Aham. >> Pronto. Então você sabe do
que eu tô falando. >> É, então, eh, aqui aqui em casa, pelo menos, ele esses traços eles estão muito bem de acordo com com a maioria, por exemplo, né? A, a, a Sandra, a minha esposa, >> ela trabalha como enfermeira obstétrico, Para você ter uma ideia. Então, todo bebezinho que chega, bem-vinda ao mundo, não sei que eu falo. Você fala assim para todo bebê que chega, fala. Então é muito agradável, né? Muito eh delicada. É, >> eu se acho que se eu tivesse lá eu tirava, colocava assim, tipo meio mecânico assim, sabe? É, é porque
ela tem agradabilidade bem mais alta do que do que a minha, na verdade, a minha consensuidade, minha consensuidade chega A ser até alta demais, né? Então, mas você você sabe como é que funciona os traços, né? Esse pessoal, esse negócio dos traços de personalidade também é um negócio bem bacana. É bom mesmo. E tá, e aí durante as aulas, né, durante essa aula, eu fui me lembrando de alguns casos. Eh, e aí uma coisa que eu percebo assim, que as mulheres me trazem, né, quando o cara tem tá com eh eh com algum problema, eh,
principalmente com problemas sexuais, Né, ejaculação precoce e hoje tá cada vez mais assim frequente a queixa das mulheres. E é uma coisa estranha porque tá entre 20 e 30 anos e entre 40 e 50 em várias fases assim me assusta entre 20 e 30 quando as meninas trazem isso dos namorados e tal. E o que a gente percebe que tanto nesse problema, o que eu percebo nesse problema é que os homens demoram muito a buscar ajuda e a resolver essa questão, tanto a questão sexual quanto o que elas estão pedindo Para melhorar. às vezes coisas
simples do do comportamento dele e há uma demora em agir, em buscar ajuda, em em escutar essa mulher e começar a falar: "OK, tudo bem, pera aí", né? Eles eh eh depende do do nível de maturidade, mas o homem é mais lento. Não sei se você percebe isso e nessa questão sexual se tem aparecido para você eh eh jovens com essa queixa? >> Tem. Eu encaminho por uma colega minha que é a Débora Martins, que ela é sexóloga e só trabalha com homens no Geral. >> Ah, tá. >> É, ela ela faz um trabalho, ela
é muito bacana e ela também assim no jeito dela, ela trata a coisa com muito respeito, sabe? Então é muito bacana. Os caras confiam muito nela >> e aí a gente caminha. E aí alguns Raquel vão dizer o seguinte: "Ah, mas é porque é muita pornografia". é que a diferença da pornografia de da década de 90 para hoje é nível de Acesso. A gente tem acesso muito fácil, assim como a gente tem acesso muito fácil tipo terminado tipo de comida, a ou seja, hoje a gente tem muito acesso às coisas que a gente não conseguia
ter antigamente. >> E quando você tem acesso às coisas, o volume dessas coisas na nossa vida aumenta consideravelmente. Então hoje o consumo de pornografia é muito maior. Por quê? Porque tem muita facilidade de acesso. Você não precisa de uma Locadora, entrar numa salinha escura, passar aquela vergonha, aquele constrangimento, não. O cara ali, um menino, uma criança com o celular, abre a página ali e você vai ter as coisas mais pesadas possíveis, aberto. >> Uhum. Então, alguns dizem que é por causa da do excesso de pornografia, que o cara tem algumas disfunções. Outros vão dizer o
seguinte: "Não, não é necessariamente pela pornografia, mas é porque hoje se Fala mais disso, as pessoas conversam mais e dá uma impressão de que tem muito, até por causa das redes sociais, mas sempre teve >> mais ou menos algum problema na área de disfunção sexual. Outra coisa que aí quando o camarada vai dando 35, 40 anos, Raquel, que eu sempre converso com eles, é exame de testosterona. O homem sem testosterona, com problema de testosterona, ele é um um gato castrado de armazém, >> literalmente >> assim. E e quantos caras até uns anos atrás foram diagnosticados
com depressão, com um monte de coisa, quando na verdade ele precisava fazer uma reposição de texto. >> Então, eh, eu já falo pro cara, meu, você foi no endócrino, você mediu quanto que tá a sua testosterona. Aí você vai ver o cara tá desmotivado, o cara tá sem ereção, o cara tá com baixa libido, o cara tá ganhando peso. Aí você vai olhar A testerona do cara tá lá embaixo e aí ele vai ter que procurar um médico que vai fazer essa reposição, porque nem todo médico faz, porque se no exame ela tiver baixa, mas
dentro do parâmetro, o médico, esses médicos que atende tipo fast food, vai rápido, entra o paciente e sai outro, ele fala: "Não, você não tem, você não precisa de reposição e e vida que segue". Só pô, só que o cara tá todo eh cheio de sintomas, sabe? >> Uhum. E aí, às vezes, era interessante, Seria interessante ele fazer, porque um um homem com a testosterona em dia, é outra vida mental, sexual, de performance. Todo homem, principalmente, eh, vai dando 35, 40 anos, ainda mais atualmente, que dizem que os níveis estão caindo muito, ele precisa, e
é um exame muito simples, testosterona livre total, SHBG, tiroide também é importante olhar. Eu mexo com isso há bastante tempo, né? >> Uhum. >> Então, eu uso testosterona também há bastante tempo e eu tô sempre medindo, fazendo meus exames e tal. E é vida, é pro homem é vida. Se ele e hoje a gente tem esse recurso que antes não tinha, né? A gente pode envelhecer com um pouco mais de performance do que ir ficando assim destruído, né? Arrastando. >> Sim. >> E demora, viu, Raquel? Tem cara assim que é porque às vezes é um
é um bo, como A gente costuma dizer, que é tão doloroso que ele prefere não olhar. E às vezes a mulher vai falar com ele, às vezes brigando, aí ele não ouve mesmo. >> Sim, sim. >> Ele sempre orienta a tentar conversar. Ah, Orlando, mas eu falei com carinho, isso tá se arrastando há anos, a mulher já tá pedindo divórcio. Ó, essa semana um cara lá do sul, mulher falou que não aguenta mais pedir o divórcio. Orlando, tem como recuperar. A gente tem um filho, estamos há 9 anos juntos. Ela falou que é porque eu
sou imaturo. Então eu falei: "Tá, pai, tá, ela falou: "E você que que você acha?" Porque eles são assim, esses caras. Não, ela falou, eu falei: "Pera aí, ninguém constrói a sua identidade, ela é construída por você. Chega, você é adulto. Tua mulher falou e você abraça: "É isso mesmo?" Não, não, pera aí, eu quero saber se ela tá certa. Não, realmente eu tenho umas questões de Comportamento e tudo e tal. Eu falei: "Meu amigo, ela topa tentar mais uma vez". Falou: "Não, falou que já tá cansado". Falei: "Sinto muito." >> Então é isso que
eu tô que queria de dizer. Eles esperam esse fim, esse desfe >> para tomar para buscar de exatamente. >> Elas marcam psicólogo, elas marcam sexólogo, elas marcam médico, eles não vão >> o o cara aí, como diz Raquel, a vaca vai Pro brejo, aí o cara falando: "Meu Deus, eu tô perdendo minha família, eu tô perdendo tudo". Só que, cara, o timing passou porque essa mulher já nem te vê mais como homem, te vê como uma criança, como o segundo filho que ela tem. E se a mulher te vê como segundo filho, campeão, há muito
tempo, poxa, é tão difícil dessa mulher eh porque o tesão da mulher tá justamente com um homem que é másculo, que é maduro, que é adulto e não um que fica perguntando tudo para Ela, fica, não sabe o que fazer, não sabe para onde vai, não sabe nem o que que tá fazendo na vida. Isso às vezes a gente sabe, né, que eu escrevi um livro uma vez, eu sempre faço uns títulos bem impactante assim, sabe? Olha o nome dele, tá do contrário, a fraqueza masculina não é tolerá. >> E eu digo para eles que
não é aqui, eu explico o título, o título é mais para chamar atenção mesmo, mas aí eu eu vou Explicar para eles que a vulnerabilidade é uma coisa, a fraqueza contínua é outra. É quase impossível você ser um homem que se comporta como um menino muito frágil, muito não sei quê, muito problemático e a mulher tem tesão por você no longo prazo. É praticamente impossível. A fragilidade feminina é muito mais acolhida do que a fraqueza masculina. >> Uhum. >> E nesse livro eu vou falar um pouco Sobre essas questões que a gente tratou aqui. >>
Que bacana. E você já teve algum caso de homem homens com diabetes que não conseguiam mais ter relações sexuais e melhorou? Não, não, não, não, não tive. Até porque, Raquel, eh, eu, eu já vou, eu já, eu acho que eu já entraria numa seara que não me cabe. Poderia até me trazer um problema, sabe? Ficar eh eh [Música] Porque o homem ele é mais ele ele dependendo, né? Eu, pelo menos sou assim, eu vou muito pro caminho de solução, eu quero resolver. E se o cara chega com uma questão para mim, eu vou que tentando
resolver. Aí eu vou entrar na seara do médico me intrometer no tratamento e tudo. >> Entendi. >> Mas teve um pai do amigo meu que perdeu o pé por causa de de diabetes já, né? >> Mas assim, é é normal que o cara que tem diabetes, ele não tem ereção. E mas nunca chegou para mim um cara falando: "Ah, Orlando, eu tô sem ereção porque eu estou com diabetes". Porque eu incentivo os caras a cuidarem mesmo da saúde deles para eu toda hora, sempre quando eu vou fazer exame eu filmo onde eu tô com os
caras falou cuidando de vocês e não sei quê, você tá tudo lascado porque a minha conversa com eles é essa, muito crachado assim, sabe? Sim, sim. >> É, então eu sempre tô incentivando eles a se cuidarem. Eu me filmo na academia, no jitsu e fazendo refeições assim que são eh grelhado, arroz e tudo. Eu, ou seja, eu passo essa imagem para eles de que eu procuro ter uma saúde física e mental em dia. E eles e eles ã eles engajam nisso também. >> Uhum. >> Eu fico feliz quando eles engajam porque eles estão melhorando. Tem
cara que é que perdeu 10 kg em dois meses. É muito Louco. É muito legal. >> Sim. É bacana. OK. Muito obrigada. Obrigado. >> É muito legal atender homens. É, e é mais prático, mais rápido, mais objetivo e é uma clínica assim maravilhosa. Eu gosto muito. >> A Andrine levantou a mão >> aqui. Eu, boa noite, Orlando. Obrigada pela sua pel por toda essa essa esse tema que eu acho que é tão necessário para nós mulheres, para nós terapeutas e Até paraa nossa vida, né? Eh, o tema vai puxar um pouquinho de algo que você
falou eh sobre a questão do homem eh em relação à questão sexual, né? Eh, nós mulheres, nós temos um tempo ou uma forma biológica de funcionar e o homem eh tem uma forma diferente. O a estimulação da mulher e do homem tem as suas diferenças, o próprio aspecto biológico. Então, assim, dentro dessas diferenças, como lidar com esse ajuste? Já que a gente tem eh tipos de ativação, Tempo, né? O, por exemplo, o homem sendo mais visual, a mulher muito mais comportamental. Nesse sentido, como chegar nesse ponto de equilíbrio quando eh a mulher tem um perfil
de funcionamento a respeito de ritmo sexual e o homem tem um funcionamento diferente, né? A necessidade de frequência dele, pelo menos até onde eu percebi, muito maior e mais eh intensa do que a mulher. E como aí a segunda pergunta, juntando após a primeira, eh, Como lidar com um homem que acaba sentindo uma um certo aspecto de rejeição com relação a essa característica da mulher, de funcionamento da mulher? Porque aí veja, como mulher, não é, a ideia não é rejeitar o homem, né? Mas a gente tem um eu pelo menos percebo como um funcionamento aqui
um pouco diferente de um ritmo um pouco diferente que não é na mesma passada. E aí, então, eu queria entender essa visão masculina e como eh Eu nem sei se a palavra é como eh ajudar os homens ou me ajudar enquanto mulher a entrar. Eu não sei como é que faz esse ponto de equilíbrio sobre esse aspecto. >> Existe eh e esse essa questão do desajuste de frequência e de vontades do do homem e da mulher. É curioso assim, porque eu recebo reclamação dos dois lados. Por exemplo, do homem que fala: "Nossa, mas eu queria
todo dia e ela não, ela não tem a disposição. E por incrível que Pareça, de mulheres reclamando de baixa frequência também". O que eu vi uma vez é urologista, um cara de São Paulo falando, eu achei muito interessante. Ele trabalha com sexualidade masculina há muito tempo, inclusive faz cirurgias. né, na no pênis o homem. O cara o cara ele é referência mesmo. Ele falou: "Olha, no na minha prática, eu percebi que a libido masculina ela varia muito de homem para homem. Tem Cara, ele brincou, falou, tem cara que ele, se ele for dançar forró com
uma mulher, chegar mais perto dela, pronto, ele tá pronto. Tem cara, olha que que incrível, que não é assim, que ele vai demandar um envolvimento maior, que ele vai demandar palavras, que ele vai demandar mais abraço, que ele não vai ser em qualquer lugar, tem que ser um lugar mais privado. Até mesmo entre os homens, você tem uma perspectiva de libido e funcionamento de cada um que é Diferente. Falamos agora a pouco da testosterona. O cara assim como abaixo testosterona, talvez ele nem consiga funcionar bem. Enquanto que um cara com a testosterona muito alto, por
reposição, por tá tomando dose de performance, ele funciona, ele fica aflito de não ter, porque ele tá toda hora tendo ereção involuntária, inclusive. E aí os caras vêm e reclamam, né? Ah, porque como que eu faço? Primeiro o que Que eu indico para eles? Eh, concorde de uma maneira respeitosa e amorosa que a sua mulher em específico não funciona no mesmo ritmo que você. Você precisa concordar com isso e ficar em paz com isso, ao invés de ficar cobrando ela, porque senão, cara, é meio ridículo o homem ficar mendigando sexo. Eu já falo assim para
eles que é para dar um choque, né? Fala, cara, é ridículo você Ficar ali mendigando, parece um desesperado. Isso afasta a mulher, tira até o desejo da mulher. diminui o desejo da mulher, você fica ali, ai não, pelo amor de Deus, chorar me engando por causa disso, né? Não faça isso. Segundo, procure entender o corpo da tua mulher, o tempo dela. É o que eu falo para eles, entender o tempo da tua mulher, porque aí eu eu falo para esse cara, às vezes você tá pronto só de olhar, bater o Olho, você tá pronto. Tem
mulher que tá pronta também, mas não é o caso da sua. Talvez aquela forma que você falou com ela grosseira lá na hora do almoço, ela ainda tá em looping com aquilo lá no sistema dela e ela não vai conseguir conectar porque tal. Então exige para você uma um certo tato para lidar com essa mulher. Aí nós vamos falar sobre a mulher dele em específico, como que ela funciona, o que que ela gosta, que que ela fica chateada, etc. Então eu vou Ajustando o cara nesse sentido. Tem casos, Andrine, que aí tem que encaminhar pro
médico, ou seja, nossa, a mulher tá completamente sem libido. Pera aí, mas como é que tá essa mulher de saúde? Os hormônios dela tão bem? Ela tá bem de saúde? vitamina, hormônio e por aí vai. Às vezes a mulher fazendo uso de algum fitoterapo ou se for caso até algum medicamento, ela tem um um desejo maior, aí dá certinho com esse marido. Geralmente quando faz reposição de Hormonal, às vezes casal com mais de 40 anos, eles faz os dois juntos aí até por causa desse ritmo mesmo. Então é uma via a se procurar. Ah, e
o que eu peço para eles é isso, eh, cara, é diálogo com carinho. Eu sei que é um assunto meio espinhoso, mas procure deixar o assunto leve, sem uma cobrança, quase que levando ali numa brincadeira, na esportiva e no bom humor, porque aí a mulher precisa est relaxada e segura. Aí entra, entramos em Uma outra seara, falei: "Cara, você é um cara que passa segurança pra sua mulher?" Ah, como que eu faço isso? Primeira coisa, você é seguro de você mesmo? Não. Então, falei, aqui é já é um outro ponto pra gente trabalhar que fica
orbitando em volta da sexualidade esse e essas essas questões, né? Mas existe sim, existe muito esse desajuste e não tem muito o que fazer. primeiro exame médico para ver se a mulher pode tá fazendo alguma reposição, alguma coisa Para aumentar a a libido dela. Outra coisa, né, que aí entraria na seara de vocês mesmos, né, quais são os eventuais nós, beos ou traumas que têm relacionado à sexualidade? A gente ouve dizer que algumas mulheres fazem regressão, hipnose, constelação. Mesmo acaba descobrindo que tem alguma questão com a sexualidade que depois que esse nó é desfeito, inclusive
homens também tem. Tem muito homem que foi abusado Quando criança, sabe? E esses caras chegam com esses boos na área da da sexualidade. Mas enfim, então, fora isso, não tendo problema, ah, cara, os hormonos estão OK, é só o jeito da pessoa mesmo, como a personalidade, não vai ter jeito, cara. Eu vou ter que eh eh o diálogo, a paciência, o carinho e levar a coisa assim no bom humor, porque se levar a coisa como se fosse assim uma reunião empresarial, nossa, fica horrível, fica chato demais. E e isso também, gente, é uma coisa que
eh é bom ajustar lá no namoro, né? O namoro é um tempo meio que para essas coisas, né? Pra gente tá olhando as afinidades que a gente tem com o outro, né? Inclusive nessa seara também. >> Uhum. Eh, eu concordo com você e até quando eu trago esse exemplo é um exemplo particular onde eu vou eh ao longo dos meus primeiros anos aqui de casamento, buscando ajustar esse processo, né? Eh, E faz todo sentido. Acho que as esferas que você trouxe, né, encaixa realmente nesse ponto de análise. Eh, a também existe uma questão, né, que
é uma preocupação, talvez minha particular e talvez das mulheres a respeito de e daqui 10 anos, 20 anos, né, eh, e esse desajuste, se não for corrigido, naturalmente vai entrando no desgaste e aí no desgaste na quebra da relação, né? Isso. >> Eh, só que aí como lidar quando de um Lado existe essa abertura e parece que do outro fechamento a respeito de olhar para essa parte psicológica de funcionamento, né? que o meu diálogo, né, até mais favorável por ser terapeuta, de poder falar sobre isso, de poder fazer tentativas da minha parte de ajustar, de
verificar saúde, de olhar a parte psíquica, as crenças que a gente carrega de família, de uma de uma herança familiar italiana muito rígida, né? Então, assim, de quebrar tudo isso, Então vem sendo feito já muito tempo dentro de mim, porque eh eu entendo que esse ajuste é gostoso chegar nesse ajuste, é uma coisa, né? eh, legal e eu tô no melhor da minha vida em termos de relacionamento, né? E aí esse é um único ponto, né? aqueles 5, 10% ali que eh pega principalmente por parte dele por conta, né, desse aspecto. E aí a como
olhar para essa perspectiva de longo prazo, já que a vida sexual do casal vai mudar, assim como outras coisas, como a Vida financeira pode mudar para melhor ou para pior, como a vida emocional de intimidade, ou maior ou menor pode mudar ao longo do tempo que as coisas realmente são mais dinâmicas, né? elas não são estáticas. E aí quando a gente tem de um lado uma personalidade um pouco mais eh estruturada e rígida, de outro uma super flexível e e podendo fazer os todos os ajustes possíveis, como lidar com isso ao longo do tempo, dos
anos, na verdade, de décadas, né? É, Mas é >> pensando em relacionamento saudável no longo prazo. >> É, tal, mas talvez nem quando a gente tá falando também de longo prazo para homem, talvez o próprio ímpeto dele possa diminuir com avanço da idade, né? Há que se considerar, né? Há que se considerar essa essa questão também, porque ele não vai, ele tem quantos anos? >> 40. E eu 37. >> É, ele é ele é um homem relativamente jovem, ainda tem 45. Eh, talvez com 50, 55 ele não tenha o mesmo pique e a mesma disposição.
É, >> só que tá fazendo, tá fazendo mudança eh de estilo de vida eh por conta de uma testobaixa >> que, né, >> não tá repondo, mas tá mudando a parte toda de alimentação, né, ainda não chegou na etapa de reposição, mas um Testo de 200, 220, se eu não me engano, eh, é para aumentar, então ao longo do tempo vai vir mais ainda essa essa esse aumento da da exigência de frequência sexual, né? Esse cara quando ele bater 800 de teste, você não vai aguentar ficar perto dele, não. Você já tá assim com 200.
Se bicho vai virar um cachorro no seu atrás de você, moço. Eh, e e mas e a sua, a sua texto? >> Sabe que nunca foi, eu faço acompanhamento com Nutri já uns dois anos e não me recordo de ter avaliado a testosterona. >> Ui, mas aí >> boa pergunta, >> não? Boa pergunta. Realmente assim, eu vou até darada eh nos exames eh para poder verificar, mas realmente eu não recordo, eu nunca me atentei a uma questão de hormônios femininos em termos de libido. >> Putz, >> porque nunca foi uma queixa não, porque não foi
uma não era uma nunca foi uma queixa para mim pessoal, sempre foi OK, funcionando bem, beleza. Agora é uma queixa pela primeira vez na minha história, né, de do dentro do relacionamento. E ele é muito turrão, difícil de entender quando você argumenta. >> Não, não. Ele é uma pessoa assim eh aberta, muito bastante amorosa, mas Nesse ponto ele tem uma rigidez. Esse é esse é o único ponto de maior rigidez ali de posicionamento. >> É. E aí ele não tem, ele fica bicudo. >> Sim. Difícil desamarrar o burro. >> Só só nesse assunto. >> É
só e >> fica contrariado. >> Sim. Difícil mudar, né? E você já você já tentou falar que não se trata de Rejeição, que é o seu tempo? >> Sim. Dou segurança a ele o tempo inteiro dentro da minha perspectiva do que eu sinto, porque é um amor que ele me completa totalmente, sabe? E eu sinto que eu completo ele também totalmente, mas nesse ponto ele traz essa essa exigência. E aí eu preciso lidar com isso, entendendo como respeitar o meu tempo, mas também ser flexível, entender o lado dele, né? Então eu faço essa esse movimento
de flexibilidade sem nenhum Problema, mas eu não consigo eh entrar no ritmo dele. >> Não, eu entendo. Porque pior, acho que pior do que um cara procurar muito é ele não procurar nunca. Eu acho que isso deve, isso traz pra mulher uma sensação de não tá sendo vista, desejada e que é horrível. E você imagina, né, sujeito, pô, esse cara aí não não me procura, não liga para mim, não sei quê e tal. É uma é uma sensação Muito pior do que você tá tá enfrentando hoje, porque você, querendo ou não, você acaba se sentindo
desejada, né? É isso para para para acho que para qualquer ser humano dentro do relacionamento é muito bom. Eu aí eu desconfiaria, mas aí não teria que ser uma uma questão que é mais profunda, né? Eh, se ele tivesse disposto a trabalhar o por que ele fica tão frustrado se isso é Só realmente porque não tá tendo aquilo que ele quer ou se tem algo mais profundo por trás, um gatilho, alguma coisa nesse sentido, né? Que tal, pera aí, mas e é mas que que tá representando esse não aqui para mim? talvez de mais profundo
para além daquilo que eu não tô vendo. Eu só tô vendo a questão de querer ter intimidade, não tá tendo. >> OK. Fora daqui você trabalharia isso com ele se ele >> Sim. Se ele se ele quiser olhar, tudo bem. Compartilha. Obrigado. Nada. Outra coisa é você também olhar pro seu quadro hormonal. >> Uhum. Não, não só paraa questão da da intimidade, mas muda, pode promover uma mudança de lipido. Aqui em casa, eh, a Sandra e eu somos atletas de físico turismo. Eu tenho 45, ela tem 47. Se olha para ela, parece que cri uma
almoça de 30. Eh, e a libid fica mais alta mesmo. >> Hum. muda. Ela ela ela usa bastante tempo e uma dose mais alta e é bem alta mesmo. >> OK. Eu acho que quando chegar o tempo de olhar, na verdade de olhar para isso, vou olhar para isso, né? Mas assim, eu tô com uma nutre muito boa. Eu acho que ela não deve ter deixado passar isso, sabe? Mas assim, como nunca foi uma Queixa para mim, porque tudo a respeito dessa área sexual é OK, exceto ter que lidar com a reclamação dele da frequência
que ele exige. Então eu nunca nem desconfiei que pudesse ter alguma questão aí nessa área eh de testo, por exemplo, né? Talvez mesmo, mas é bom sempre olhar, né? Não custa. >> Sim. Vou vou fazer isso, vou conferir isso, eh, e vou vou encaminhar o seu contato para ele para que ele possa olhar para isso. Orlando, sem mais tomar Seu tempo, muitíssimo obrigado. Valeu demais. >> Obrigada a você, Andreia Cristina, acho que tá muda também, né? Não, vocês estão ouvindo ela? Ah, tá. Não tá a André conseguiu consertar aí. Tá sofrendo aí ainda, meu amigo.
Pode ir pro outro. Andrea, tenta eh ir no seu áudio, clica No seu áudio e seleciona a entrada e saída do microfone. Ele deve tá desconfigurado. Você pode selecionar igual ao sistema para ambos. Enquanto isso, eu vou ouvir na Lisarp para ir adiantando aqui. Lisar Plácido ou Lisarp, perdão. Tá, tá mudo. >> Deu aqui para mim, tá? Dá para ouvir? >> Ah, foi agora. Foi. Vamos lá. no Alofalante. >> Então, eh, minha pergunta foi mudando à medida que que eu fui ouvindo algumas coisas, mas, eh, usando a sua analogia ao Lego, casais há muito tempo,
eh, ali muito bem encaixados e aí um decide eh se desenvolver, entender e o relacionamento muda até 50%. essa sensação que eu tenho, porque um decidiu eh se se desenvolver e o outro não e melhora e Melhora pro outro e fica confortável também. Mas aí aquilo que podia ser incrível fica ali na média, né? Porque o outro não tem interesse em se desenvolver além daquilo. E aí eu fiquei pensando na questão da testosterona, né? Então jamais uma mulher vai tomar usar testosterona para ficar com a testosterona 800 como homem. Por exemplo, se a Andriane quiser
alcançar o marido dela no esquisito, ele não vai conseguir. Então meio que Minha resposta já ficou meio que respondida, porque tipo assim, a pessoa só vai dar o que tem e ela só vai até onde ela é possível para ela ir também. Mas como ajustar essa essa essa relação aonde um quer muito evoluir, o outro não quer, mas a pessoa que quer evoluir não quer abrir mão do relacionamento? Isso é um é um negócio muito comum, porque geralmente a mulher, né, ah, tem um casal, aí a mulher começa a se interessar por determinados tipos de
Tema e começa a expandir consciência eventualmente e sente, olha pro marido, sente que ele tá lá na mesma há 30 anos, do mesmo jeito, com as mesmas manias, olhando a coisa de uma maneira fechada. E e talvez você gostaria que o seu marido se interessasse pelos mesmos temas que você. E nem sempre isso vai ser possível, né? Isso é muito comum também. Às vezes A mulher ou o homem vai à igreja, tudo gosta. Eu se você vê casaris assim, o sujeito é turrão, ele não vai, ele não concorda, ele, enfim. a não ser que venha
o evento externo, porque a mulher ele já tá se tornou um piloto automático para ele, infelizmente não ouvir. Eh, como é que você poderia ser mais específica Na tua fala aí? O que que tá acontecendo? Você tá estudando alguma coisa? Sabe o que a gente tem que tomar cuidado, André, e pessoal? O desenvolvimento pessoal, ele pode mexer muito no nosso ego. Isso é uma coisa que a gente tem que tomar cuidado. Ou ou o excesso de espiritualização. Por exemplo, olha como eu sou evoluída agora. Olha como eu sou maior agora. Olha como eu sou melhor
agora. Olha como todo mundo ficou sem graça. Olha como as pessoas ficaram sem graça. Quando na verdade o processo mais profundo de suposta evolução espiritual também é é compreender amorosamente o tempo do outro e viver de uma maneira incrível com aquilo que se tem. O tempo do outro, o espírito do outro é completamente diferente. Ele não tá no mesmo processo que a gente. E às vezes assim, o que mexe com a minha esposa não não me diz, eh, não mexe comigo. Às vezes aqui um tema que me interessa muito para ela não faz muito sentido.
O que que você gostaria no fundo do seu marido? Eu acho que eu queria mesmo era eh eu acho Que o que não aconteceu comigo ainda quando você foi falando, acho que fica mais claro que é a minha dificuldade de de ter intimidade. Eu acho que eu eh a sexualidade não é sexualidade, né? O sexo. Eu vi várias pessoas falando, né? Eu vou fazer 54 anos, estamos casados há 33 anos. A cama é um lugar onde nós não temos não tivemos problema, mas essa intimidade e enquanto você foi falando, eu fui percebendo a minha arrogância,
não no sentido de me sentir Superior, mas de não, se ele hoje quiser ser íntimo, eh, talvez eu mesma não esteja pronta >> para para essa intimidade, para, para, para para me doar nesse nível. >> Você, quando você fala de intimidade, o que que significa para você? o que a Bíblia chama de uma só carne, de entrega mesmo, tal. Eh, quando você fala, né, que essa coisa de concordar com o outro do jeito que ele é e amar ele incondicionalmente, Isso é intimidade para mim. Então, talvez eu não tenha chegado nesse nível nem comigo, nem
com a minha história ainda. Ainda é um processo de integração assim. Mas e quando você fala isso para ele, ele diz o quê? Ah, não, ele não dá abertura para esse tipo de conversa em nenhum momento assim de ele é muito muito introspectivo. Quando Você foi falando aí das personalidades, eu estudo outro outra outra linha que são os traços de caráter, né? Mas eh me interessei. Depois eu vou procurar saber melhor porque talvez eh eu consiga caminhar mais. O que que eu fiz nessa nessa eu eu simplesmente eu deixei deixei deixei ser, mas talvez eu
não tenha concordado no coração com o jeito da pessoa ser completamente introspectiva, de não falar nunca, >> de sempre reagir e se afastando. >> Uhum. Ahã. Qual que é a atividade profissional dele? fotógrafo, >> ele tem contato com muitas pessoas ou ele prefere mais? Ele é um fotógrafo excepcional, mas para não ter contato com pessoas, ele trabalha para empresas, então ele tem contato com as pessoas que contratam. E aí no no local ele ele demanda muito em ter que entrar em Contato, tipo de às vezes pedir pra pessoa fazer uma pose. Eu sei que quando
ele chega em casa, eu preciso deixar ele completamente na caverna dele, porque ele ele vai precisar de um tempo para se se recuperar desse contato que ele teve com pessoas. Mas, por exemplo, ele seriaalmente bem-sucedido financeiramente se ele conseguisse fazer o que você faz, por exemplo, fazer esse corpo a corpo, se Vender, falar com as pessoas. Mas é que com pessoas, mas ele tem o mínimo que ele consegue. >> Ah, esse livro que eu acabei de citar, os dedos dos homens, cita exatamente o Deus que rege esse tipo de personalidade que, infelizmente agora me fugiu
o nome. Você vai encontrar lá nesse livro, caso você leia. Eu já anotei o nome dele. Ah, >> pessoal, uma pessoa com extroversão muito baixa, de acordo com troço Personalidade, ela ela não ela perde a energia dela no social. >> Uhum. >> Então, ela não gosta. Ela possui um mundo interno dela onde ela vive enclausurada muitas vezes. >> Essa sensação que eu tenho. >> Essas pessoas são, de uma maneira frequente excelente com arte, com pintar, com escupir, fotografia. Por isso que eu perguntei para ela se no Trabalho da fotografia falou: "Não, ele não gosta de
conviver, ele foi para um outro ramo assim dentro da fotografia que ele é muito bom". Mas a dificuldade desse traço é justamente não conseguir potencializar porque ele não consegue formar networking. Então ele vai precisar ser um artista muito talentoso, porque as pessoas vai ser aquele tipo, ó, ele não tem nem cobra dele, deixa ele quieto trabalhando Lá que um dia ele vai te entregar uma obra de arte. Ele fica, cara, tem cara que não come, fica ali, eh, o tempo todo naquele ofício. >> É verdade. Eh, inclusive assim, ele ele eh ele é ele é
hoje em dia ele não precisa entrar em contato com empresas, eles entram em contato com ele e ele é o único que é mais velho porque é uma galera muito jovem agora, >> pior ainda. E e toque, ele ele não é muito do toque, >> não? e o o seu marido podia ver se ele tem algum nível de autismo também. >> Ah, eu tenho, eu já diagnostiquei. Tenho sim. >> É, não, mas ele tem que levar para fazer no universo. Ou aqueles níveis mais moderados assim, sabe? A mãe dele é assim, é muito forte isso,
extremamente inteligente. Ela tem 90 anos e e muito introspectiva, a ponta ela conta de de chegar a gente na casa dela, ela ficar Em cima da árvore. Aí, por conta desse dessa história da da minha sogra, do tipo que ele é, acabou que a gente concordou do meu filho mais novo fazer o o diagnóstico e ele foi diagnosticado. Então, se eu acho que se for fazer diagnóstico, vai ser isso mesmo. né? Então assim, eh, existe pessoal, né? essa essas pessoas que têm se e se não for realmente pro diagnóstico é mais da estrutura de personalidade.
Então para esse camarada socializar Festa, muita gente, para ele ele pode fazer um esforço para agradar a esposa, para agradar o familiar, mas não é o forte dele. O forte dele é o isolamento, é o ofício dele e é a arte dele. E ele não tem tato nessa dinâmica de comunicação. Uhum. >> Então assim, é difícil comunicar, é de poucas palavras, você não sabe se ele tá pensando X ou Y. >> Isso. Até quando o início da minha Pergunta era assim, que eu queria ser um mosquitinho na cabeça de um homem. Eu pensei, tenho um
mosquitão aqui, vou perguntar. >> É, é. na na eh na verdade você casou com esse com esse perfil de homem e é aquilá que você falou, você mesmo falou, né, Andreia? Eh, a gente não amar incondicionalmente, porque eu acho que só amor incondicional vem da mãe pro filho, né? Mas eh concordar com quem ele é >> e procurar a beleza. Eh, você poderia até fazer uma brincadeira com isso ao invés de sofrer, você poderia até brincar com você mesmo. Será que eu consigo descobrir a beleza que é no interior dele, daquilo que ele imagina, pensa
e cria? >> Não, isso aí eu enxergo sem sem sombra de dúvida. Ah, >> que bacana. até essa questão que ela tava falando aí, questão do pai, eh, até antes de eu conhecer a terapia Sistêmica, eu poderia ter destruído a relação do meu dos filhos com o meu marido, com o pai deles, mas ele jamais permitiria isso. Eu falei isso com ele ontem, falei: "Olha, às vezes eu tenho algumas atitudes com ele, porque nós já temos um neto e eu sei que é projeção, só que eu não uso essas palavras com ele. Falo: "Você é
tão cuidadoso com o nosso neto, ainda acho o jeito de achar que não tá bom o suficiente." Mas por causa da minha história, eu quis meio Que contar para ele, para ele entender porque que às vezes eu tenho umas reações assim meio meio estranhas e e ele meio que assim quando eu solto assim umas coisas assim bem bem bem sem querer dá mais certo do que quando eu planejo alguma coisa. >> Isso é fazendo muito muito muito sentido. E >> é porque ele eu acho que quando é sem querer ele não tava se sentindo pressionado.
>> É. E e é o problema controle, né? Porque >> é, você fica ali e tal e não sei quê e e tentando, né? E para ele é constrangedor, é difícil. >> Então agora você é muito específica, porque eu tenho de tinha uma capacidade muito grande de fazer dinheiro. E aí quando eu entendi na sistêmica que a forma como eu agia, eu acabava eh castrando, >> castrando ele >> é nessa nessa nessa área. Por quê? Porque ele tinha cuidado dos filhos, eu ia fazer dinheiro, eu fazia muito dinheiro, mas parece que dinheiro de mulher não
rende, né? Só que agora a gente não tem mais menino para cuidar, né? Então, eh, eu tenho agora energia, eu tenho tempo, eu tenho meios para fazer dinheiro e simplesmente ele ele assumiu mais essa parte na casa, se tornou maisculino, porque eu eu entendo perfeitamente o Lego, sei exatamente do que você tava falando. Então, eh, eu, Ele, ele foi mais para essa parte masculina de provisão, presente, ele sempre foi. É, e aí só que agora a gente podia estar os dois fazendo e eu sei lá o que que acontece comigo que não sei se eu
tenho medo de castrar ele de novo, porque tá ficando bom assim, que eu falei assim, esses esses 50% que eu andei eh para mim e ele também andou os dele no sentido de que ele foi pegando a responsabilidade, mas a gente podia ser muito mais juntos, mas a gente não Consegue ter essa interação pra gente fazer os acordos, vamos dizer assim, né, de nem na questão financeira da gente sentar E e a gente não consegue se comunicar. A verdade é essa. A gente não consegue se comunicar. >> Tem outra forma? Você talvez não consegue comunicar
do jeito que você queria. Portanto, tem outra forma. >> Eh, não sei. Vou ter. >> Te peguei. >> Mais não fala nada, né? >> É, é. Talvez, talvez. Não, não se comunique da forma que você espera ou que esse não, porque nós vamos construir juntos. Sei quê, se ele tá legal nessa posição de prover e tá se sentindo importante, acho que você pode fazer o teu dinheiro. Então, mas você deixa ele, ah, eu pago as contas aqui, eu sou, a minha família depende de mim, me reconhece por isso. Você pode fazer o dinheiro e Há
há meios de fazer. O importante, vocês vão trabalhar com isso, é a tua postura interna, teu olhar para ele. Galera, não importa o o volume do dinheiro, importa a postura interna. Como que eu olho, né? Se eu olho para esse homem com desprezo, se eu olho para esse homem com reconhecimento, independente do qu dinheiro que tá sendo feito, se eu olho paraa minha mulher como menor do que eu, como incapaz, com pena, ou se eu olho para ela como uma Mulher do meu tamanho, capaz, plena, ainda que eu tenha mais ou menos dinheiro. Essa daí
se chama postura interna. Qual é a minha postura mais interna diante da pessoa que eu tenho dificuldade, do familiar que eu tenho dificuldade? postura interna. Eu trabalho isso com os caras porque os caras às vezes tem umas perguntas que é besta, tipo: "Ah, mas eh se eu ficar agradando demais a mulher vai me achar frouxo, não sei o que Falou: "Cara, qual que é a tua postura interna?" Quando você tem muito no meu, no no meu perfil trabalho, tem muito homem resgatador. Ele pega aquela mulher que tá detonada e ele quer resgatar ela dela mesma
para ele ser amado e muitas vezes ele é deixado e aí depois ele fica revoltadaço, né? fica pud da vida. Aí eu falo para ele, né? Olha, mulher, não, você não precisa resgatar a princesa na torre do dragão. Você tem que olhar ela como uma mulher Adulta e capaz. Você quer resgatar para você ser amado porque você acha que não vai ser amado por quem você é, mas só por tá fazendo alguma coisa, porque a autoestima dele é baixa. E aí ele começa a entender, ela fala: "Tá, qual?" Ele fica preocupado numa outra. Ah, mas
eu tô resgatando, Orlando. Não tô resgatando. Eu sei que tá. Calma, respira. Qual que é o teu olhar? Qual? Como é que você olha para essa mulher? Como alguém que você tem que resgatar o seu superherói ou como uma mulher adulta capaz com quem você tem um relacionamento? Não, olha como adulto incapaz. Falei, então você pode ajudar, pode contribuir, pode presentear. O que importa é a tua postura interna. E quando eles entendem isso, geralmente os mais maduros conseguem entender, aí vira a chave, eles ficam o tempo todo, qual postura que eu tô tendo, qual olhar
que eu tô tendo. Esse olhar é Importantíssimo. Toda essa conversa é o dinheiro, é o presente que vai dar, é isso que vai falar, se fica tudo na superfície, na ponta do iceberg. A gente tá olhando aqui pro iceberg, a parte de baixo. Como que eu olho para esse ser humano? Como que eu olho profundamente? O que que eu acho dele profundamente? Uma mulher me escreveu: "Ah, eu falei um monte de coisa pro meu namorado, eu fui cruel com ele, eu humilhei ele, Eu eu consigo consertar." Falei: "Não, você falou para ele que o que
você achava dele, mas nunca teve coragem." Não, não foi. Foi isso sim. Como é que você humilha uma pessoa sem ele se sente humilhado sem aquilo sem ter um fundo de verdade? Você falou aquilo que você achava dele no fundo, mas nunca teve coragem de falar. E no momento de raiva você soltou. Por isso que esse cara agora se isolou. Essa foi a tua postura interna, tua sombra que veio para fora. >> É, e é isso que aconteceu agora. Eh, não, não é sobre ele de novo. >> É, geralmente não é sobre o outro pessoal,
é sobre >> Não é mesmo? Nossa, e aí mais medo de mim com dinheiro. Eu era uma pessoa horrível com dinheiro. >> Então, ah, na psicoterapia, quando vocês for atender o pessoal, eh, vocês vão incentivá-los também a Entender isso que a André falou, não é sobre o outro, é sobre você, qual que é a sua postura, qual que é o seu olhar, isso traz uma sensação de autorresponsabilidade. E autorresponsabilidade, pessoal, é jogo adulto, é jogo de mundo adulto. Eu sou da seguinte opinião. Cliente de vocês é para ficar forte. Gente forte constrói relacionamento, gente forte
constrói empresa, gente Forte lidera. Vocês vão entrar na vida das pessoas para elas ficarem fortes. Ah, Orlando, mas você trabalha mais com homem? Não, mulher também. Mulher tem que ser adulta, forte, alto eh al eh eh responsável, autorresponsável, senão a gente vai estar com eternos adolescentes no consultório. Ai o fulano, meu pai fez isso, meu marido aquilo, tem vocês vão aguentar isso anos da pessoa fal, você tem que você tem que Se tornar dispensável pra pessoa. Não, cara, valeu demais até aqui. Você me ajudou demais. Não, agora você some daqui, quero te ver mais. É
isso aí. Vai, vai pra guerra, vai pro mundo. Já te coloquei de pé, você já tá tirando. É que eu costumo falar assim porque eu trabalho muito com o homem. Car, meu irmão, vou te erguer, vou te dar arma na mão e você vai começar a tirar e vai que eu tô do teu lado. Eu não vou fazer o caminho por você, mas eu vou estar do Teu lado te ajudando. Então é isso que a gente trabalha em comunidade. Os aliados, os mentores, os aliados. Eu falo pr os caras, vocês estão na trincheira e o
cara tá te ajudando a fazer a travessia, não vai te pegar no colo, nem vai fazer por você. Mas você vai tá sendo apoiado, é responsabilidade sua, bo é teu, peito isso daí vai que você aguenta. Então essa é nesse sentido que a gente vai trabalhando e no fim, tal, talvez vocês não vão falar desse Jeito, obviamente, mas vocês vão trabalhar para fortalecer essas pessoas, para instalá-las no mundo adulto, gente, porque a gente vive hoje numa era de super infantilização, de mimimi, de vitimismo que não tem fim, assim, que beró absurdo. E gente mimizenta, vitimista,
fraca, não constrói nada, não protagoniza na vida. Nós estamos aqui para para fazer com que as pessoas protagonizem a própria vida. Não seja só um codiuvante. >> É, e ficou muito claro que tem o mimimi, principalmente. É, é, é estranho, né? Porque hoje mesmo eu atendi e hoje mesmo eu fiz isso com a minha cliente. Mas é como se a gente entrasse num num lugar onde a gente foi eh não sei se com os homens é assim, é como se fosse um sequestro mesmo. E você acha, eu achei até agora a sensação que eu tinha,
na verdade que eu tava crente, né? A crença, né? era de que eu já tinha superado esse medo de voltar a ser quem Eu era. Mas não é verdade. Essa nunca vai ser quem você era, né? O rio não é o mesmo. Se você entrar no rio agora e entrar no rio daqui um ano, você não é a mesma, André. E o rio também não é o mesmo. É outra água. É só uma impressão, >> pessoal. Eu vou ouvir o o Lizard, depois eu vou precisar sair aí. A Cia Andreia pode mandar depois um direct
para mim, a Pergunta, alguma coisa, não tem problema, tá? Eu vou eu vou anotar aqui no chat já o meu meu Instagram. Vocês falam: "Ó, eu tava lá no na mentoria com a da Mirela ou não tô conseguindo escrever aqui? Agora foi Orlando.Ggosta. Orlando.Gcosta. É meu Instagram. Esse aqui que tá no chat, ó. Agora vou ouvir o Lisar, depois vou precisar encerrar. Pessoal, vai lá, meu Caro. Como é que tá? Tudo bom? Obrigado aí pela oportunidade. >> Tá baixo, mano. >> Tá, tá me ouvindo aqui? Acho que eu vou >> Tá baixo. Tá subindo ouvir?
>> Aproxima o micro. você conseguir aproximar mais aí. >> Deixa eu colocar isso >> ver se melhor. >> Esse outro fone que eu tô tá ruim >> agora. Ficou legal. >> Esse tá bom, tá me ouvindo? >> Bom demais. >> E agora eu não tô escutando aqui. Você >> pode só falar para ver se tô ouvindo agora? >> Tá ouvindo? Não tá chegando não, né? Não, ele não tá me ouvindo por causa do fone lá. Pera aí, deixa eu só trocar aqui o microfone. Deixa só tirar que tá no Bluetooth aqui Rapidão. 10 segundos aqui
eu já desconecto. Agora acho que vai tá tá me ouvindo? Uhum. >> Agora eu tô te >> Bom, beleza. Brando, só queria assim uma ajuda sua, umas recomendações que você costuma dar assim paraos seus pacientes quando chegam, quando alguém vem com uma questão de de divórcio, tá? Eh, porque eu tô me divorciando mesmo, né? Não teve não teve outro jeito. E Assim, agora eu estou bem melhor já, tá? Já passei muita coisa, mas assim, tô me reerguendo, voltando a me reconhecer de novo. Mais umas dicas assim que você costuma dar? >> Ah, entendi. Eu acho
assim que, bom, pelo que você descreveu, você já a hora mais escura já tá meio que passando, né? Porque tem cara que vai chegar e o >> cara sabe nem para onde tá indo, você já tem uma direção, até porque você tá num Grupo desse, já tá no outro patamar. >> Uhum. Eh, Lisáb, o que eu costumo sugerir de atividades práticas, né? Primeira coisa, desengavetar projeto que tava engavetado por causa que, né, é uma coisa nova que você queira fazer. Por que que é importante? Isso se chama quebra de rotina. A rotina, né, o formato
de rotina que você teve tende a fazer com que você permaneça ah No com pensamento ou com a percepção de que tá no mesmo lugar. A quebra de rotina, ela ajuda a trazer novidade. Um novo curso que você vai fazer, algo que você nunca fez, que você queira fazer diferente, lugares diferentes, eh eh atividades diferentes, claro, desde dentro da sua possibilidade, óbvio, né? Isso te ajuda a criar novos caminhos neurais até antes não trilhados. Os novos caminhos neurais é como se fosse Um pneu que passa na grama, ele vai marcando aquele suco até que aquilo
se torna parte integrante da tua vida. Então você precisa eh ou eu sugiro, aliás, que você pegue papel e caneta ou no computador, você lista várias atividades que você gostaria de fazer, que são disruptivas, que são diferentes para você criar uma sensação de que você já tá vivendo uma outra realidade. Muitos caras gostam da de se afundar na fóssa. Ah, e vai no mesmo Restaurante que ia com a mulher, assiste o mesmo filme. Ou seja, o cara fica vivendo aquele luto a de eterno, né? >> Não é que a gente vai ignorar o luto e
jogar p de baixo do tapete. O luto ele, eu falo pros caras, o luto se vive com dignidade. Existe a dor, cara, me deu vontade de chorar. Tudo bem, você vai lá pro teu quarto debaixo do chuveiro, você se permite chorar, esvazia. Que que eu tinha que fazer mesmo? É meio que na Marra. Até porque você vai tá nessa nesse lugar de não estou fingindo que não tá acontecendo e também não tô me afundando. É esse meio termo que eu costumo trabalhar com os caras. Primeira coisa, como eu já te peguei muito adiantado, né? Então
eu acho que são são essa esses ajustes de rotina. Acho que essa é a palavra, ajuste de rotina com novidade para que você crie novas percepções e novos caminhos neurais. Porque tem cara que chega que ele assim, e agora, tipo assim, ele não sabe nada do que ele vai fazer da vida dele, porque a vida dele era muito centrada no relacionamento da mulher. São homens com uma personalidade mais dependente. E, ou seja, a mulher vai embora, acabou a vida dele, porque a mulher, o relacionamento era tudo para ele. Por isso que eu falo: "Olha, a
mulher é uma parte boa da nossa vida, não pode ser a Sua vida, até porque é pesado para ela, né?" Então, ou seja, então eu vou trabalhar com os caras nessa perspectiva de entender isso. Você já tá, já passou dessa fase, não tá vivendo a hora mais escura. É, quais são três atividades, por exemplo, que hoje é uma terça-feira, que você consegue fazer daqui pro final de semana? Ah, >> assim, ó, eu costumo, eu sempre fui de fazer muita coisa, tá? Tanto é que hoje Mesmo aconteceu algo, né, assim, eu faço atividade física, saio com
meus filhos, pego, sabe? Eh, preciso voltar a ler coisa que eu parei de fazer até de estudar, cara. Eu tinha após faz quase um ano e meio aí que eu não consegui estudar mais, né? Faltou uma matéria fazer o TCC e hoje eu consegui mandar mensagem, veio aquela aquele desejo de novo, né, de de querer terminar isso daí. Então assim, eu tô nesse processo de retomada, né, de retomar quem eu sou De novo, porque eu passei por momentos de de muita anulação, né, aceitando muita humilhação, muitas coisas assim que >> Exatamente. >> [ __ ]
para caramba. Eu cheguei num ponto de de ser humilhado também de várias formas assim que falei cara, né, o que me sustentou foi minha parte espiritual, que se não fosse, né, que eu cheguei e ouvir, cara, eu tenho muita mediunidade, né? Falou, se você toma tua as redes da Tua vida, você vai perder tua existência. >> Sim. Foi foi o que me salvou, cara, que senão e foi muito difícil isso para mim, né? Eu essa questão quando parece numa simbiose com a com a pessoa, né? E eu me anuulei ao ponto de deixar de fazer
as coisas que eu gostava e me rebaixei assim, cara. E ela é uma pessoa que nunca me acompanhou em nada. Então, cheguei nesse ponto de estar assim, Cara, de ficar na lama, né? E aí a relação com meus filhos também começou tá prégio, ser humilhado na frente deles, tudo isso. Aí falei: "Não chega". Então sabe quando você chega naquele ponto máximo que você fala: "Não, aqui já foi a gota daqui não, não posso mais". Mas às vezes às vezes a gente >> abre aspas, precisa chegar nesse lugar porque quanto mais baixo você chega, maior você
vai ser o cara que você se torna daqui paraa frente. >> É, cheguei no pontoas >> é só que você tá aqui dessa sua fala, eu sei que você vai se tornar um cara grandioso daqui paraa frente. Existe, querendo ou não, o decurso do tempo. O tempo precisa passar para essas lembranças ficarem menos dolorosas. Não tem como. Não tem botão, não tem hipnose, não tem constelação. Isso ajuda, mas o tempo ele é necessário até por uma questão de adaptação neurológica. Não tem como nenhum processo fazer um milagre e desligar um botão de algo que tá
doendo na gente. Mas todas essas ferramentas que você já tá conhecendo associadas ao longo ao tempo, acelera esse processo. Não vai ficar aquele cara anos afundado na fose. Entretanto, esse processo porque eu já tive num lugar parecido, ele vai te tornar um cara irreconhecível para você mesmo, no bom sentido. aqui alguns poucos anos, você vai olhar para trás, você não vai Reconhecer o cara que passou por aquilo. O cuidado que você vai ter que ter no eventual futuro relacionamento com uma outra mulher é qualquer coisinha que lembre você pum ser muito inflexível, porque acontece o
outro extremo para hipercompensar, aí você tem que tomar cuidado, entender que aquela pessoa é outra, é um outro contexto que a gente não pode descontar e tudo mais, etc. Mas eu acredito que você vai se tornar um cara muito acima Do que você foi infinitamente e que esse episódio acontece na vida da gente porque já aconteceu na minha também. Tanto que eu comecei esse trabalho e tô eu tô aqui hoje por causa daquele episódio que desencadeou lá atrás em 2017 mais ou menos. Porque se lá tivesse acontecido na minha vida, eu não tinha estudado essas
coisas. Hoje eu não tava aqui com você sendo o privilégio de estar numa turma de de alto nível desse daqui, não conhecia a Mirela, não faria Esse trabalho que eu faço que hoje é uma empresa. Aí eu vou olhar hoje se bobear e se encontrar uma pessoa até agradeço, mas na época eu sentia ódio, raiva e frustração com ela a ela. Mas em função daquilo lá, foi o que me trouxe até aqui. E guarda essas palavras, marca essas palavras que eu tô te dizendo aqui agora. Você vai chegar nesse mesmo ponto. Não vai ser semana
que vem, né? Nem nem no mês que vem, mas você vai lembrar, fala: "Porra, aquele careca Doido falou um negócio para mim lá naquela terapia em grupo que agora tum tá fazendo sentido, vai ser fluído, vai acontecer naturalmente." >> Legal. Eu tô sentindo já que vai ser bom, sabe? Eu tive que anular, cara, muito minha parte assim emocional, porque eu sou assim, não guardo rancor nada, cara. Eu sou, tipo, acontece hoje passando no dia seguinte, eu já consigo me >> ficar bem, sabe? Olhar a pessoa com Outros olhos. Mas eu tive que anular essa parte
de falar, cara, na vida dela não posso sentir dó, hipótese alguma. Independente de como ela esteja, falei, eu vou usar a minha razão, tive que chegar nesse momento, fechar essa parte aqui, forçar, né, forçar mesmo fazer algo proposital e e ser resistente de não querer, sabe, não querer voltar nem fazer nada do tipo e não ceder. Você fácil era porque algo era fácil, né? Não é fácil, cara. Isso é muito difícil. Então, foi foi um grande aprendizado. Ainda tô tendo, né? >> Eu acho eu acho bacana que você teve a disposição e e ter essa
abertura para falar pro pro pessoal aqui, né, que tem bastante mulher aqui, poder entender. Ó, é a dor humana, gente. Não é porque é homem e mulher, é dor humana. Eu acho que o o relato final aí do do Lisárb sinaliza, ela sinaliza um pouco daquilo que vocês vão conduzir nos processos de psicoterapia. E eu Digo, a maioria não vai chegar lúcido como ele, porque já é um cara que estuda, já tá no outro patamar, é uma outro nível de conversa. Os caras vão chegar totalmente no escuro e vai falar: "Andreia, Viviane, Rosicl, Valdenisa, Raquel,
Jackson, Cleonir, me ajuda. E você vai ter, você vai poder, vai conduzir esse processo com esse para poder ajudar caras como o Lizard, caras como o Orlando lá de 2017, que tava assim totalmente acabado, destruído. Então, é a mensagem que fica, né, principalmente paraas pras mulheres que estão aqui, é, olhem com mais humanidade para os homens, independente daquilo que vocês viveram na na no íntimo de vocês com os homens, com pai, com marido e tudo. Eh, entendam, vocês agora passam a ser profissionais de ajuda, de saúde mental, que é independente do gênero. Quem sabe uma
ou outra aqui vai Atendendo um homem aqui, outro ali, acaba meio que abreça se especializando, se tornando uma profissional que vai trabalhar com gênero masculino. E vocês vão entender que dores elas não têm gênero. Um tem umas expectativas mais com relação às outros. Sociedade cobra uma coisa das mulheres, cobra outro dos homens. Tem algumas demandas que são meio que específicas, mas cara todo ser humano sofre. independente. Todo ser humano sofre e Vocês vocês são pessoas que talvez vão cruzar o caminho dessas pessoas. Essas pessoas vão depositar em vocês a confiança, eh, dependendo se é homem
ou se é mulher, se é branco, se é negro, se é alto, se é baixo, rico ou pobre, essas pessoas vão depositar na mão nas mãos de vocês a confiança, os recursos dela para que vocês ajudem a aliviar essa dor e fazer essa travessia. Acho que essa mensagem É a mensagem final. Vocês forem me seguir no Instagram, às vezes não reparam algumas coisas que eu falo que eu falo meio com topo de funil, falo, xingo, falo uns palavrão, às vezes tudo vocês não reparem. Não é o mesmo Orlando lá, tem um certo personagem vivendo ali
para falar com o público que tem às vezes um nível de consciência bem menor daqueles que vocês têm aqui. Esse nível de papo a gente tem dentro das minhas plataformas lá, nos encontros ao vivo Que eu tenho com com os homens lá que com os psicólogos, tudo lá, que aí já já é uma pegada mais profunda, né? Mas no Instagram é quinta série total. Então vocês não reparem, pessoal. Então, quem quem não pôde me perguntar que não deu tempo, depois me manda um direct lá, fala que tava aqui na aula, aí se for caso, eu
mando um áudio lá pelo direct e a gente já troca uma ideia também. Eu gostaria de agradecer a >> a oportunidade, agradecer a Mirela, a equipe dela, por poder estar aqui com vocês na noite de hoje. Tô à disposição lá no Instagram. Desejo para vocês aí boa sorte na jornada. Boa noite, pessoal. Obrigado. >> Orlando, dá pra gente fazer uma fotinha antes de você sair? >> Aqui é a Jô falando. Muitíssimo obrigada. Aula excepcional. >> Obrigado. >> Eu vou. Gente, são três telinhas. Você Só tem, só espera um pouquinho aí, tá bom? Rapidinho. Se puderem
não mandar mensagem por enquanto, porque sobe e cobre o rosto do coleguinha aqui embaixo. S. Vamos lá. 3 e bon direitinho. Vou salvar essa aqui. Próximo. Última tela. TR. Prontinho. Muitíssimo obrigada mais uma vez. >> Boa noite, pessoal. Obrigado. >> Ótima noite.