Ano novo chegando. E uma das perguntas que mais me fazem é: o que que vai ter de novidade no ano de 2026, especialmente no tratamento da obesidade na redução de peso? É, essa é uma pergunta que é muito feita, até porque o ano de 2023 e 24 foi o ano do Ozenique.
2025 foi o ano do Munjaro, o que que dá para vir agora? E olha, já adianto para vocês, tem muita coisa nova que vai sair no ano que vem, que vai ser mais revolucionário ainda, tá? E a gente tá falando desde medicamentos mais eficazes até medicamentos com maior comodidade para para se utilizar e um remédio que promete a redução da gordura com a manutenção e até ganho de massa muscular.
Vamos ver isso. Então, fica comigo aqui no vídeo de hoje. No começo do ano passado, do ano de 2025, eu publiquei um vídeo aqui no canal em que eu fazia essas previsões aí, né?
E boa parte, eu acho que eu até acertei aí do que que tava para sair agora, aquela vez eu usei um artigo da Nature de revisão para hoje não. Para hoje eu peguei os principais trabalhos, eu fiz uma busca manual e tem muito da minha opinião aqui. Por isso que eu já peço para vocês, se você discordar de alguma coisa, alguma ideia que eu coloquei, você acha que é diferente, escreve aí nos comentários e vamos discutindo, tá bom?
Mas lembrem, eu sempre vou fazer aí muito bem embasado. Então, para começar, a primeira droga talvez seja a menos surpreendente. E eu digo isso porque só no ano passado eu publiquei dois vídeos sobre ela, que é a retatrutida, um medicamento que já tinha alguns estudos de fase dois, né, aqueles estudos iniciais demonstrando um potencial enorme, mas a gente não tinha estudo de fase três ainda, inclusive o que motivou um vídeo de alerta aqui, porque já tinha gente adquirindo esse medicamento de forma ilegal por aí, né?
Uma coisa que até então a gente não sabe a segurança. Bom, a Lily publicou o resultado do programa Triunf, que é o programa de fase três. Eh, publicou assim, publicou num release deles mesmo, tá?
Não numa revista científica que a gente possa sentar e analisar o trabalho como um todo. O trabalho mesmo vai ser publicado agora em 2026, mas nesse release inicial da empresa ele foi muito promissor, tá? E foi bem promissor ali com uma redução de mais de 28% do peso corporal, o que é comparável com bariátrica, reforçando aqueles resultados que a gente tinha nos estudos de fase dois, inclusive com melhora na artrite de joelho de pacientes que tinham obesidade, o que é uma coisa que eu já falo há bastante tempo.
Falava assim, ó, alguém precisa estudar esses medicamentos na artrite porque é um lugar que com certeza vai dar certo, igual eu dizia na pneia do sono também, né? Então esse é é um ponto. Parece que pro ano que vem também talvez a gente já tenha alguns outros estudos do medicamento, como por exemplo na gordura do fígado, consolidando aí de vez a retatutida como uma das grandes moléculas com potencial.
O segundo medicamento que eu trago, talvez vocês não tenham ouvido falar tanto dele, ele tá mais escondidinho, mas eu acho que de todos que eu vou falar hoje aqui é o com maior potencial para mudar mercado, que é a orfogliprona. A orfogliprona, ela é um medicamento mais ou menos da mesma classe aí dos outros. Ela é um incretino mimético, né, como o Ozenique, o Igov, o Saxenda, todos esses outros que já tem aí no mercado, mas com uma diferença.
Ela não é um peptídio, ela é um inquietin mimético não peptídico. Que que isso muda? Para de falar de coisas de farmacologia aí, Gustavo.
Bom, isso muda que um peptídeo quando você toma oral, ele o teu estômago destrói e pouquíssimo é absorvido, praticamente nada. Então a orfogliona ela é via oral. Essa é a grande diferença.
É um medicamento com grande potencial de tratamento e com uma facilidade que é tomar oral. Aí você pode estar se perguntando assim, não, pera aí, eu sei que tem o ribelsus, que é a semaglutida oral, então não vai ser o primeiro. É verdade.
Só que assim, a semaglutida, ela é um peptídio. Então a Novo Nordes, que para criar a formulação oral dela, precisou criar toda uma tecnologia para proteger ali no estômago, para não deixar ser degradado pelo ácido do estômago e garantir uma absorção. Então 1% do que você toma, ela é absorvida.
Por isso que o paciente precisa tomar em jejum, longe de outros medicamentos, tem todos aqueles cuidados que precisa ter e você precisa de doses bem mais altas, né? Lembre que no tratamento da obesidade lá no estudo Oasis, que é o estudo que testou a semaglutida oral, podia chegar até 50 mg por dia, enquanto que no injetável era 2. 4 por semana.
Então tem essa diferença enorme aí, né? Por quê? Porque absorve muito pouco, o que leva a um custo mais alto.
Como a orfogliprona é um não peptídio, a forma de sintetizar ela é muito mais fácil e você tem muito mais escalabilidade, o que pode trazer um preço menor. Via de regras, remédios orais são mais baratos do que remédios injetáveis. Então, se a gente parar para ver só dessa forma, que é uma tecnologia mais fácil de produzir, mais fácil de dar escala, talvez a gente tenha aí o primeiro medicamento forte aí pra obesidade, que seja mais acessível, porque o ribelsos ainda é caro, né?
A gente tá falando aí de R$ 600, 14 mg, imagina pra obesidade. Eu tô falando aqui de doses de 50 mg até, né? 25, 50.
Então, eh, é caro, né? Então, talvez venha aí com potencial mais barato e também o fato de não precisar ficar injetando. O estudo ATM, né, AT 2 foi bem promissor e mostrou uma redução de peso considerável.
Lógico, não chega nem perto da retatrutida, mas pro medicamento oral é bem promissor. Bom, falando ainda de comodidade, né, facilidade na tomada, eu trago aqui a cafraglutida. A cafraglutida, né?
Na verdade, o nome da droga é mais complexo. Vou dar uma colada aqui, tá? É Maribart Cafraglutida.
Saindo um pouco da Novonordes que Lili aqui, né, que é a batalha que a gente vê, esse aqui é um medicamento da AMGEN, que é outra grande indústria farmacêutica aí. E o que que ele tem de diferente? Quando você abre o estudo que é o maritid, você é um estudo de fase dois, foi publicado no passado, esse ano talvez comece a sair aí os estudos de fase três.
Eh, você vê que é uma redução parecida ali com o Igov, né? Não não chega a ser um um mjaro na redução de peso, longe de uma retautida. Mas então o que que tem de diferente?
tem de diferente que ele é mensal, uma injeção por mês. Então ele tem uma facilidade muito maior. Enquanto a orfogliprona traz a facilidade de ser oral, a cafraglutida traz a facilidade de ser mensal.
Então assim, são duas formas diferentes, mas ela continua sendo injetável, mas vai ter muito paciente que vai preferir. Eu aplico uma vez ali e tô garantido no mês, né, com o remédio. Eh, e isso é uma tendência que vem vem vindo, tá, na indústria, tem um monte de remédio aí que tá saindo dessa forma, trocando posologias semanais ou diárias para mensais, até semestrais, alguns, porque isso facilita a adesão do paciente.
E o próximo, eu vou passar um pouquinho aqui pro lado da Novo Nordisk. Agora vamos falar a Novo Nordisk precisa dar uma resposta, né? Tudo que eu falei, orfogliprona e retatrutida tá com a Lili, né?
O concorrente aqui é o Novo Nordes, que não não tá parada também. Eles estão preparando o quê? A cagrilida, que eu vou falar aqui com o nome que é que é conhecido, que é a cagricema.
Ela é um análogo da amilina, que é outro hormônio. Eu citei também ela por cima lá naquele vídeo sobre as drogas para 2025. Ela tem na mesma caneta uma mistura de duas moléculas da semaglutida, né, que é o Zenpique, o Igov, com a caglintida.
Por isso cagricema a gente chama ali, né? E o que que ela faz? Ela potencializa ação, ela garante uma sinergia, ela acaba atuando, aumentando ainda mais a saciedade.
Então, ela atua por outra via do que a semaglutina também reduzindo o esvazeamento gástrico e dando mais saciedade, potencializando a ação. O os estudos foram publicados no ano passado, o Redefine, por exemplo, trazendo aí uma redução próxima a 20% do peso corporal, ou seja, tá sendo aí uma resposta da Novo Nordes, que é o Munjaro. Porém, a gente tem que ver aqui, né, que parece que tá vindo um pouquinho atrasado, né, porque já tem o Munjaro, que tá próximo aí desse resultado, ele tá vindo ali concorrendo naquela fase.
Tudo vai depender ainda aí do do preço que vai vir e de como vem os próximos estudos. Aparentemente a posição que eles estão tentando colocar é como a melhor droga para o diabético obeso. Vamos ver se de fato vai ser isso, né?
Que tem um potencial aqui, mas eles estão buscando ali uma forma de competir com a Lily e essa é a grande cartada que a Novo Nordesk vem trazendo. E aí, você acha que vai ser promissor ou você acha que não? Acho que não.
Tá, tá muito fora do timing agora. Antes da gente ir pro último medicamento, que talvez seja o mais diferente, queria pedir para vocês aprender alguma coisa nova, já vai deixando o like. E uma coisa importante agora, tá?
Eh, clica aí no sininho. Se você ainda não é inscrito, se inscreve e clica no sininho, porque muita gente não tá recebendo as notificações aqui do canal, não tá recebendo quando sai vídeo novo e aí tá entregando muito pouco. Então, só 6% dos nossos inscritos estão com o sininho ativado.
Ativa aí que isso aí é bem importante. E eu também aproveito para avisar vocês que a gente lançou aí o nosso clube de membros, né, para você dar um apoio aí pro canal continuar crescendo. No final do vídeo já vai ter aí o nome dos primeiros colaboradores aqui do canal, isso é muito importante.
E tem aí três categorias de membros, né? o membro apoiador, o membro que vai ter direito a umas lives exclusivas comigo, que é destinada a quem não é profissional da saúde, mas tá aí eh querendo saber mais, tirar dúvidas, aprender mais sobre medicina e saúde e um grupo para profissionais de saúde. Esse último aqui é onde eu faço uma análise daí mais técnica em si dos trabalhos, como todos esses que eu tô falando aqui, beleza?
Então, se você puder, apoia a gente aí virando membro para ajudar aí nos custos. aqui do canal. Tá bom?
Vamos lá pro último medicamento. Então, o último que eu selecionei foi o Bimagrumab. Nossa, Gustavo, que nome é esse?
Que que o Bimagrumab faz? Bom, todas as drogas que terminam com MABI, o MAB significa monoclonal antibari, ou seja, é um anticorpo monoclonal, é um anticorpo sintetizado que ele vai atuar numa proteína específica chamada activina 2. E que que ela faz ao atuar ali?
ela vai impedir a perda de massa magra. Ou seja, a ideia deles é associar com algum dos medicamentos aí acima e colocar esse medicamento que ele vai preservar a massa magra, não deixar ela ser degradada e aí com outro remédio você perde a massa gorda. Olha que fantástico, né?
Então realmente é muito promissor, tá? tem estudos aí de fase dois até com um ganho ali de 2% de massa magra, um estudo, mas de fato ele protege. Então é, você apostaria 100% nisso, Gustavo?
Não. Eu vou colocar um alerta aqui que ele é importante. Ano passado, agora no finalzinho do ano, ali ele suspendeu alguns braços de estudo que eles tinham com o bimagromab.
Era o braço em paciente diabético. Eles alegam que é questão estratégica, tá? que é só questão estratégica deles de mercado, mas que não tem nada a ver com o resultado do estudo, nada disso.
Foi estratégia de mercado deles. Estranho, né? Assim, achei estranho.
OK. Tá anotado aqui, tá suspenso os braços e estudos em diabéticos. Era um estudo interessante porque ele era com a tirars hepatida junto com bimagrumab, né?
Com um jjar com bimagrumab. E para 2026 ainda tá em andamento os estudos na obesidade pura, vamos dizer assim. Eles suspenderam lá os estudos com os diabéticos.
Mas e aí? Depois que teve essa suspensão, vou dizer que eu me animava mais antes. Eu suspender.
Eu fiquei meio assim. E vocês o que que acham? Acha que realmente é potencializador aí?
Acha que eles suspenderam por alguma questão que eles acham que ah, o diabético não vai se interessar para isso. Vamos focar o estudo no obeso. Que que vocês acham que aconteceu?
Você escreve aí nos comentários. Então, qual que é o meu veredito final aqui paraa redução de peso por si só? grande promissor retatrutida tá com medo de agulha e talvez um custo menor aí para popularizar de vez essa classe, talvez o medicamento que comece a atingir mais ainda.
Você tem como dizer isso porque já tá bem disseminado. A orfogliprona tá com dificuldade de adesão as drogas mensais concorrente ali pro pro diabetes talvez muito descontrolado, a cagricema e preocupação com os músculos, perda de massa muscular. O Bimagrumab vem com um potencial aí.
Você concorda com essa minha seleção? Escolheria outros medicamentos? Quer saber mais sobre algum deles?
Eu posso gravar um vídeo só sobre eles? Escreve aí nos comentários. Eu vou fazer outro vídeo na sequência, tá?
Sobre, ã, o que que eu espero dos medicantes que já estão e do mercado do tratamento paraa obesidade no ano de 2026. Se esse vídeo já foi pro ar, ele vai est aparecendo aqui. Sen não, eu tô indicando algum dos outros vídeos aí que eu acho, tenho certeza, na verdade, que você vai gostar muito deles, tá bom?
Até a próxima e tchau.