[Música] Olá pessoal já estamos de volta né com a nossa aula qu aprofundando e desenvolvendo mais as nossas e considerações a respeito de ética nessa aula nós vamos falar sobre ética e cidadania o que que é a ética e a cidadania nós já vimos os primeiros conceitos lá na aula três e agora na aula 4ro nós vamos pensar um pouco mais historicamente falando é meu campo de atuação vamos lá então eh a ética né quando a gente vai pensar lá na Grécia antiga nós trazemos esse conceito do etos né que Aristóteles vai eh construir ele
vai dizer que é o modo como se fazem as coisas né a ética é uma forma de se fazer as coisas de forma correta o modo de se fazer as coisas de forma correta E aí a gente traz alguns questionamentos O que é ser cidadão no Brasil né já se perguntou sobre isso que que é ser cidadão é só morar em uma cidade não né Se fosse assim quem morava Quem mora na zona rural não seri cidadão e são cidadãos a partir da constituição que nós temos de 1988 Mas vamos voltar ar um pouco mais
na história eh não vou falar de período colonial nem nada por en disso por enquanto não vamos voltar lá no período do império né de 1822 até 1889 o que que era ser cidadão naquela época era ser súdito de um Imperador né Eh Era um país que nós tínhamos com eh títulos de nobreza pessoas que viviam escrav as relações de trabalho né não eram relações muito bem estruturadas existia uma dificuldade muito grande aind herdada do império Português da questão do extrativismo social o que que é isso o que que é extrativismo social é quando você
faz parte de um campo da sociedade um de um espaço social e você vai para outro espaço social você transforma vou dar um exemplo a atual depois nós voltamos lá no século XIX tá vamos supor por exemplo eh uma família que tem algum tem filhos que estão em idade escolar querendo ir para Universidade E aí nós temos uma política pública de inserção de pessoas pobres na universidade pessoas né de baixa renda pessoas pobres na universidade e essas pessoas eh essas esses adolescentes esses jovens vão ter acesso à universidade a partir a do sistema de cotas
né vamos dizer assim de cotas raciais E essas pessoas entram entra um filho para fazer medicina outro filho entra para poder fazer eh pedagogia para ser professor e os pais muito Humildes né Às vezes o pai vai trabalhar como motorista a mãe professora né que as rendas não são tão altas normalmente não teriam condições de pagar uma universidade para os filhos mas esses filhos têm a oportunidade quando eles se formam e vão trabalhar nas suas profissões enquanto professor concursado enquanto médico que que vai acontecer a organização Econômica dessa família vai modificar a casa que era
financiada essa casa ela vai poder ser paga porque a renda da família melhorou Os filhos vão poder comprar um carro os meios que vão poder visitar por exemplo um clube melhor na cidade fazer uma viagem de avião consumir produtos que sejam melhores vai modificar então você não é que você muda de classe totalmente Mas você vai ser estratificado de determinada classe de um determinado espaço onde você se encontra para você ir para outro espaço isso também é exercer a cidadania e é dar oportunidades né para as pessoas terem eh a sua ascensão ou a sua
melhoria de qualidade de vida mas vamos voltar lá pro século XIX nós tínhamos uma herança naquele período né ainda lá do governo português que eh o trabalho que era braçal ou o trabalho que exigia uma uma desgaste físico não era trabalho que homens brancos tinham que fazer era um trabalho de pessoas escravizadas né Eh para se ter por exemplo um título de nobreza no período do governo português e depois ainda no período imperial até a quarta geração da sua família não poderia ter tido seus eh antecedentes né seus familiares antes você não poderiam ter feito
trabalhos braçais trabalhos que se exigisse eh questões manuais por quê era como se fosse desmerecido no governo Português valorizava-se o trabalho que fosse burocrático ou viver de uma renda né que fosse de acordo com o título que você tivesse até se a pessoa ficasse rica em determinado momento ela não podia eh ter o título de nobreza se tivesse tido esse tipo de trabalho então no século XIX isso permanece demais até porque nós Ainda temos uma sociedade escravocrata então ser cidadão naquele momento ela está próximo ao governo aí a gente pensa por exemplo a capital né
era o Rio de Janeiro então muitas pessoas iam para o Rio de Janeiro em busca de melhores condições de vida e está mais próximas à corte né então ser cidadão estava extremamente ligado com a questão de estar próximo à corte de ter renda de não ter feito trabalho manual de conseguir desenvolver aí de outra forma eh a sua vida né que não tivesse ligação aí com com questões que fossem desmerecido governo vamos lá pessoal então quando Nós pensamos né nesse primeiro momento no século no início do século XX nós temos aí um esquecimento né do
Nordeste da região norte eh como se fosse uma separação da região sul e eh uma super valorização da região Sudeste até porque era onde se trava né ali a capital do país no Rio de Janeiro depois nós temos também eh a produção né do café em São Paulo a a a produção eh de vários insumos eh agrícolas no estado de Minas Gerais quando chega na década de 30 né que nós vamos ter aí o período conhecido como era Vargas do governo de Júlio Vargas eh o ser cidadão ele passa pela questão da garantia da da
dos direitos e deveres que a CLT vai oferecer para o trabalhador então chegava ao ponto por exemplo eh a pessoa era abordada na rua e o que ela mostrava era a sua carteira de trabalho né e a gente pensando dessa forma que por mais que o Brasil tivesse características agrárias características rurais o que estava sendo valorizado nesse momento eram as características urbanas as características da onde o Brasil estava nas cidades né quando a gente pensa dessa forma eh por quê Porque pensava-se o desenvolvimento do país a partir da urbanidade que estava chegando nós podemos até
dizer que a Revolução Industrial que tinha acontecido na Inglaterra praticamente dois séculos ela só passa a acontecer no Brasil na década de 30 então as pessoas são atraídas para essas cidades E aí um processo que já começou muit muito antes disso mas vai se eh intensificar nesse momento década de 30 década de 40 é a questão da favelização das cidades as pessoas elas vão chegar elas não vão ter onde morar e Lembrando que uma boa parte dessas pessoas gente eram filhos e netos de pessoas que tinham sido escravizadas né que estavam ficando à margem dessa
sociedades quando a gente pensa eh a abolição da escravatura por exemplo a gente vai e volta na história o tempo todo quando a gente pensa a abolição da escravatura nós temos que pensar que essas pessoas Elas tiveram eh a liberdade mas não tiveram direitos garantidos moradia emprego assalariado alimentação e então para onde elas vão em busca da onde possam ter melhores condições de vida e acabam ficando próximas aos grandes centros tá então nós vamos ter essa realidade no Brasil e quando quando a gente vai tratando no século XX né Nós temos um momento gravíssimo na
história brasileira que é o período da ditadura a partir de 1964 onde uma grande parte dos direitos sociais e civis principalmente relacionados à liberdade de expressão de opinião eles são eh reprimidos pelo governo brasileiro né Então nós não temos uma cidad sendo respeitada liberdade de opinião de expressão e aí onde vão surgir muitos artistas né artistas que vão eh eh ter um engajamento político a partir das suas canções a partir da atuação eh eh no teatro Nas artes plásticas e assim por diante né Eh a gente vai ter vários momentos que nós podemos dizer assim
de transgressão através das Artes nessas décadas aí de 70 em diante que nós vamos eh eh eh ter aí no Brasil e o que que vai acontecer quando chega em 1988 nós vamos ter eh a constituição a nova constituição brasileira eu falo da Constituição o tempo inteiro porque não tem como falar de diversidade ética e direitos humanos se a gente não falar de Constituição o tempo todo que é a nossa carta maior é é a nossa maior legis ação né que nos protege que nos garante esses direitos que nós temos enquanto cidadãos essa constituição amplia
a cidadania a todos agora todos podem votar todos podem ter eh os seus direitos garantidos para ir à escola dirir de segurança e tudo mais que se pensar e aí aqui eu vou citar novamente trazendo um pouco mais de detalhes das teorias educacionais novamente citando Paulo Freire com a Pedagogia da Autonomia o que que isso tem a ver com as questões éticas e com a cidadania gente a questão ética ela está intrinsecamente ligada à questão da Cidadania e essa cidadania ela precisa ser uma cidadania autônoma ela precisa ser uma cidadania crítica onde nós enquanto sujeitos
de uma sociedade nós tenhamos consciência de que tipo de cidadania nós estamos construindo E aí eu trago o exemplo né como eu falei na na outra aula e falo o tempo inteiro quem aprende ensina e quem ensina também aprende a troca é uma é é um processo né é como se fosse uma coisa cíclica que estivesse sempre acontecendo E aí Freire Vai citar um exemplo né que quando vai se alfabetizar uma pessoa você escreve assim Ivo viu a uva isso é uma coisa clássica para quem estuda Paulo Freire E aí ele vai dizer será que
usando somente eh vogais e consoantes a pessoa que está sendo alfabetizada principalmente na EJA as pessoas mais velhas ou as pessoas que estão num contexto de trabalho rural num contexto de trabalho Fabril elas vão entender o sentido de ser Alfabetizado só lendo isso mas quando você vai buscar o repertório cultural dessas pessoas né onde é que está inserido onde é que essas pessoas estão inseridas E aí vem as questões quem é Ivo onde viu a uva foi ele que produziu a uva foi ele que o cultivou ele tava só vendo em algum lugar que era
vendido e ele não podia comprar quais são né dentro do materialismo histórico que a gente vai pensar a partir do Marxismo eh Quais são as raízes dos conflitos sociais aí Paulo fre Traz essa teoria crítica né ao currículo tradicional a questão da Constituição da Cidadania somente assim eh o processo né eu ensino o aluno aprende eu avalio e ele tem a nota será que assim eu estou construindo a cidadania da onde tá vindo esse aluno Qual a realidade da família dele Quais são as dificuldades pensar por exemplo o aluno que chega na escola de desmaiando
de fome como você vai ensinar as letras e os números a essa criança Qual a sensibilidade necessária E aí nós vamos para outras demandas que são teorias até pós-críticas agora falando também de currículo né Eh as especificidades não são só questões relacionadas aos mundos do trabalho mas das relações as identidades de gênero de espaço social Onde estão e entender Qual é o repertório cultural dentro daquele local que a pessoa vive E aí nós podemos pensar por exemplo e aqui eu trago uma coisa que é muito cara para mim que é educação do Campo né E
até conversando com com uma colega professora ela falava assim enquanto eu estava trabalhando essa disciplina na universidade João Paulo nós temos que pensar a educação do campo não é só no campo porque nós temos muitos alunos que são do campo e estudam nas cidades ou muitos alunos que estão nas cidades em bairros periféricos que a escola eh é uma escola com todas as características rurais até mesmo universidades dependendo da onde a universidade está se é uma cidade pequena as pessoas elas vêm do campo estudar naquele espaço escolar naquele território Universitário E aí eu tinha confesso
a vocês a gente acaba eh desconstruindo os preconceitos quando a gente estuda eu tinha muito receio do Movimento Sem Terra e aí aqui eu quero deixar bem claro não é que eu seja contra mas porque eu não conhecia e a gente acaba vendo na mídia de forma geral uma marginalização deste movimento Mas eu assisti um documentário gente eu gostaria muito que vocês vissem pensando na Constituição da Cidadania enquanto povo de zona rural povo do meio Rural do meio do campo um documentário chamado terra para Rose vejam esse documentário eh e lá vai mostrar as demandas
pela reforma agrária no Brasil e como este movimento surge e a legitimidade deste movimento como que a cidadania ela está permeada não só na cidade não só nas fábricas não só nas escolas mas no campo nesse país de de dimensões gigantescas continentais importantíssimo para o mundo né E nós precisamos dessa discussão foi um filme que me despertou uma sensibilidade gigantesca terra para Rose anotem essa dica e vejam ali percebam ali o quanto que é importante a gente ter consciência da classe que estamos daquilo que nós passamos para que nós nos entendamos enquanto cidadãos críticos participativos
e sensíveis às demandas diversas que estão aí na no sociedade Muito obrigado Mais uma vez um grande abraço e até a próxima [Música]