[Música] Bom, a gente convidou para esse debate Sâmia Bonfim, que é deputada federal pelo PSOL de São Paulo, e Caroline de Toni, que é deputada federal pelo PL de Santa Catarina e também líder da minoria na Câmara. Obrigada, deputadas, pela presença das senhoras aqui. Eh, antes da gente entrar no nosso debate, eu não queria deixar de começar comentar com as senhoras o episódio de hoje, talvez a notícia do dia, algo considerado inédito no Congresso Nacional, que foi uma ex-parlamentar, uma ex-senadora, ter tido a palavra caçada por um senador da República que chegou a se dirigir a ela também, do tipo questionando e se coloque no seu lugar.
Ela tentou se manifestar por diversas vezes e acabou sendo atacada do ponto de vista moral e também verbal. Queria que as senhoras comentassem esse episódio, já que são duas parlamentares. Como é que a senhora Carol de Tony viu esse episódio?
Olha, no momento que aconteceu, não estava presente, né? estava na reunião da oposição com o presidente Hugo Mota para pedir que fosse pautado o tema da anchia, que é um tema e eu vi brevemente um pequeno momento, porque eu ouvi que foi uma uma discordância entre o presidente da comissão e a Marina Bate boca que culminou na saída dela. Eh, eu entendo que esses momentos de debate são necessários e que deve-se haver o respeito, né?
Então, independente da do posicionamento que tava sendo adotado ali, eu acredito que muitos parlamentares que queriam se manifestar não tiveram oportunidade devido a esse desentendimento, né? Mas enfim, eu acho que a gente deve sempre manter a civilidade, né, em qualquer debate como esse. Senhora, acha que tem uma conotação eh pelo fato dela ser mulher?
Não, eu não levo por esse lado porque eu vejo o momento todo debates acalorados entre homens, entre mulheres, entre homens e mulheres. Eu entendo que se não parte paraa ofensa pessoal e é só no tema das ideias, é natural dentro do parlamento acontecer esse tipo de situação. Mas eu não acompanhei, mas eu não acompanhei.
Eu não acompanhei porque eu tava em outra reunião, né? Eu até ia assistir depois, mas como o dia foi corrido, eh, pouco adentrei nesse assunto no dia de hoje. Acho que o que chama bastante atenção, né, deputada Sâmia, é a frase que ele usa com ela.
Eu acho improvável essa frase ser usada com um homem, né? Se coloque no seu lugar. Eu não tenho a menor dúvida de que trataram ela dessa forma por ela ser uma mulher, uma mulher negra e por representar a pasta que representa, que é uma pauta ambiental que a gente sabe que na política de maneira geral não é vista como uma questão prioritária e que, portanto, ela poderia, na visão desses senadores, ser menosprezada.
Eu quero aproveitar a oportunidade para mais uma vez registrar a minha solidariedade a ministra Marina Silva. é completamente inadmissível que fizeram com ela no dia de hoje. E, infelizmente, isso tem sido uma regra no parlamento brasileiro.
Deputada Carolina Ditor deve se lembrar durante a CPI do MST também eu era membro, ela também era. Eu fui completamente desrespeitada pelo presidente, então Zuco, que me ofereceu um remédio e um hambúrguer durante uma discussão. Então, ao invés de discutir o tema, o conteúdo, eles atacam a nossa condição de ser mulher.
E como assim? O que que ela tava fazendo ali? Ela é uma ministra de Estado, onde mais ela poderia estar, talvez eles não saibam onde eles estão, que é na política brasileira em que as mulheres se colocam, não são submissas, como ela muito bem disse, tem as suas opiniões e eles precisam aprender a debater o conteúdo e não desqualificar pelo fato dela ser uma mulher.
Agora, entrando no nosso tema que passa por essa discussão do machismo também, eh, deputada Caroline, a AGU fez lá e a instrução normativa, regra até a pedido da Casa Civil, do próprio governo Lula, para ficar mais claro, colocar a baliza de que que é a função, qual que é o papel que a primeira dama pode exercer. E aí nessa colocação da AGU, nessa instrução normativa da AGU, ela falou que a função da primeira dama deve ser muito escorada nos princípios da administração pública, que são de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, né, dos atos e eficiência. A senhora acha que isso tá sendo cumprido, esses esses princípios estão sendo levados em consideração?
Olha, eu acho que a Janja ela passa muitas vezes do limite. Eh, ela foi inoportuna na viagem da China. Muitos membros da comitiva falaram que não era um momento de falas e ela criou esse momento para falar sobre um tema que é extremamente delicado, que a regulamentação das redes sociais, ela se porta como se ela tivesse legitimidade política.
Se a Janja quer ter representatividade política e não o papel de primeira dama, que pode ser exercício exercido de outra forma, como trabalhos voluntários, esse papel simbólico, ela tem que se candidatar, se eleger e aí sim adquirir direitos políticos de representatividade. Agora, o que a gente vê é que a Janja tem muitos papéis inadequados. Então, por exemplo, ela se porta de uma forma inadequada, ela gasta o dinheiro público excessivamente em viagens internacionais.
Eu mesma já fiz requerimentos de informação na viagem de Roma, na viagem de Paris, porque ela tem uma espécie de gabinete paralelo. Ela nem é autoridade pública e ela tem 12 assessores, um gabinete com gastos, viagens internacionais milionárias, hotéis de luxo. É uma um esbanjar do dinheiro público e não quer se submeter à transparência porque eles não prestam informações do que ela tá tá usando de recurso público.
E eu entendo que sim, deve ter transparência, moralidade e sobretudo ela entender que muitas vezes ela dá opinião como se ela fosse o próprio presidente da República e ela tem que entender o lugar dela. Ou seja, quer fazer esse papel, se candidate, se eleja para ir ter essa legitimidade. Deputada, eu acho que a gente tá historicamente acostumado a ver as mulheres, mesmo as primeiras damas, num espaço ou de subordinação ou de um elemento quase que decorativo.
Então, qual é o papel que a primeira dama costumava ter até algum tempo atrás? Trabalhos públicos, organização de festas, trabalhos de assistência. Acho que a gente tá pouco acostumado a ver as mulheres, sejam elas na política ou fora delas, se colocando, opinando, contribuindo.
E eu não tenho dúvida que esse é o primeiro estranhamento que se tem com a figura da Janja, porque diferentemente do que se comportou Michele Bolsonaro, por exemplo, ao longo do governo, do antigo governo, ou mesmo da Marcela Temer, que inclusive foi retratada certa vez como bela recatada do lar, a Janja não se coloca nessa posição. Eu acho que aqui é menos uma discussão de do que ela opinou ou não, porque eu acho que podem ter diferentes interpretações, alguém pode concordar, discordar, mas sem dúvida a abordagem que se faz sobre a janja, ela é mais indisposta, é mais ríspida pelo fato dela se colocar, dela não aceitar uma condição de primeira dama meramente decorativa. Acredito que essa definição feita pela GU, ela é importante porque pode tirar também dirimir qualquer tipo de dúvida de se ela estaria extrapolando a função dela ou não, o que compete a ela fazer ou não.
agora cabe dentro daquilo que foi redigido, que se tenha ali que não se extrapole aquilo que tá sendo eh explicitado pelo próprio governo, mas desconsiderá-la pelo fato dela ser uma primeira dama, ou seja, não pode emitir opinião política. Eu não coaduno com essa visão, porque acho que as mulheres aprenderam e cada vez mais tem vontade de opinar sobre os assuntos. Inevitavelmente ela acaba contribuindo para as opiniões do presidente Lula.
Bom, eles são um casal, devem debater política o tempo inteiro. Ela, como uma militante do PT, deve debater política o tempo inteiro. Eu acho que isso é natural.
Gente, eu quero contrapor isso aqui porque esse papel que eu tenho em mãos é justamente essa instrução normativa da GU. Foi preciso que a advocacia geral da União emitisse uma instrução normativa número 94 agora de abril, justamente para delimitar o papel da primeira dama, porque realmente tá vendo crítica dentro do próprio governo. É ministros se queixando, é pessoas da comitiva se queixando, são excessos que ela está cometendo, com certeza.
E aqui eu vou dar outros exemplos, outros números e comparar com outras primeiras damas. Então, ó, o AGU teve que falar aqui que o papel dela é representativo simbólico, que ela não pode, não autoriza compromissos formais oficiais, ou seja, ela não tem representação política. Se ela quer esses direitos, ela tem que passar pelo escrutínio público que eu, deputada Sâia, passou e que qualquer pessoa que quer exercer um papel político deve exercer.
E aqui eu vou colocar um pouco. Então, acompanhem essa normativa para vocês terem noção. E eu vou colocar aqui dados oficiais.
Se você, por exemplo, pegar o programa que ela tá que ela lançou, Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, eu quero que vocês digam os números de pessoas atendidas, quantos milhões arrecadados, quantos milhões de pessoas atendidas e comparar com o trabalho que a Michele Bolsonaro fez, por exemplo, a Michele Bolsonaro fez o programa Pátria Voluntária. Eu tenho aqui o programa Pátria Voluntária. São 300 folhas de prestação de contas, foram 4 milhões de pessoas atendidas, R milhões deais de dinheiro privado destinados a pessoas carentes, mais de 20.
000 toneladas de alimentos destinados, ou seja, e distribuídos. Então eu queria saber o que que a Jan já tem feito além de utilizar esse esse programa da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza como justificativa para fazer viagens internacionais com uma equipe gigante, com gabinete paralelo, que isso nem tem previsão legal, isso fere a moralidade, isso fere a os princípios da administração pública para ficar em hotel de luxo fazendo gastança. E vou dar uma um exemplo, pega o Palácio de Alvorada.
Quando você fala em Palácio de Alvorada, Michele Bolsonaro, o que que me faz lembrar? Ela fazia eventos para receber crianças carentes, para receber mulheres, mães, solos de pessoas portadoras de deficiência e fazia eventos para aqueles que mais precisam, para os invisíveis. E agora quando você pega Jang Alvorada, o que que notícias que você tem?
É querendo colocar com reformas imóveis de luxo, já se gastou, gente, no Palácio do Alvorada R milhões deais. Isso inclusive fere a lei de licitações. Se você pegar o artigo 20 da lei de licitações, diz lá que é proibido gastar o dinheiro público com itens de luxo.
Que que o Lula fez para atender os caprichos da Janja? Com todo respeito, sou mulher e tenho local de fala para falar. Eh, ele criou uma instrução normativa para regulamentar o artigo 20, que proíbe itens de luxo para o horário público, para que ela pudesse gastar 26 milhões.
E aí você pega e você vê e o tapete de R$ 114. 000 é R$ 42. 000 para uma cama, são R.
000 em cortinas. Aí você vai ver, por exemplo, você poderia, Sam, você que é no movimento pela moradia dos pobres, pega esses 26 milhões deais e compra moradia. Se você converter em casas populares, você a R$ 75.
000, você consegue mais de 300 moradias. Se você pegar a realidade dos pobres que eles dizem representar, 90% da população brasileira são 40 milhões de pessoas não têm casa própria. Então, que exemplo é esse que o pai dos pobres e sua esposa estão dando para aqueles que mais precisam?
é justamente o contrário, é a hipocrisia. Por isso que eu estou aqui para justamente criticar esse tipo de postura que não condiz com uma primeira dama que deve servir de exemplo. Eu vou passar a palavra pra senhora, pra senhora comentar isso, deputada Sia, mas queria só pegar um ponto que a deputada falou que eu acho bastante relevante, que é entender o papel atual da primeira dama, porque não existe uma dose de machismo na avaliação da senhora ou até um olhar mais antigo do que se espera de uma mulher do lado de um presidente da República.
Ah, ela não deve falar sobre a política. Ah, ela não deve agir dessa maneira. Talvez não exista aí uma dose eh, talvez de uma visão ultrapassada sobre o que que é a função de uma mulher.
Não, porque eu poderia pegar, por exemplo, os nossos maridos, no caso, o marido da é a deputado federal. Eu poderia, em vez de eu usar a tribuna, chamar meu marido para usar o tribuna no meu lugar, chamar meu marido para atender no meu gabinete. Isso é ilegal.
Isso não tem previsão legal. A pessoa precisa saber as regras de etiqueta, regras de sociedade, regras de civilidade. Quem elegeu a pessoa para exercer o papel foi elegeu o presidente, não elegeu a primeira dama.
Se ela quer ter esses direitos, ela pode ter, está aberto, está livre para todos, mas ela tem que passar pelo sistema normal que qualquer um de nós passou. Aliás, eu até faço o convite pra Janja. Janja, se candidatem, você tem plenas condições de se eleger e assim poder exercer esse papel.
Mas tá ficando feio. Tem gente dentro do próprio governo reclamando. Ela interfere na reunião com ministros.
Ela quer mandar mais que o Lula. Isso é vergonhoso. Ela não foi eleita para isso.
Ela tem que saber o papel dela. E isso não se trata de machismo. Isso se trata de saber o seu papel.
As regras são claras. A AGU precisou editar uma medida para colocar limite porque realmente a coisa saiu do controle. Quero ouvir a senhora então sobre isso, sobre os dados que ela apresenta de gastos e também colocar essa questão do machismo, porque muita gente interpreta que no caso em tela, no caso concreto da viagem pra China, não seria um episódio de machismo, seria um episódio de o que ela falou, se ajuda ou não o Brasil naquele momento, não é o fato dela falar.
Então essa discussão sobre se escorar na na num eventual machismo, mas com a realidade de não ter o cargo político para falar, como é que a senhora enxerga? Bom, primeiro que eu discordo de que a primeira dama ou esposas de presidentes ou de políticos devam se conter um papel que é meramente decorativo. Não acredito que a AGU tenha feito essa normatização para reprimir a Janja.
Pelo contrário, é justamente para evitar que se tenha questionamentos sobre o que se pode o que não se pode fazer, que é o que a oposição faz de forma constante. E eu vejo uma contradição forte nesse questionamento a Janja, porque é tão evidente que hoje, por exemplo, o PL do Jair Bolsonaro busca catapultar a figura da Michele, muito provavelmente como um novo nome presidenciável. A gente sabe que essa discussão vem sendo feita.
Então, sim, acreditam no ativo político e na capacidade que uma mulher pode ter socialmente. Não seria ela muito possivelmente uma nova candidata se ela não tivesse tido o papel de destaque que teve junto com o Bolsonaro. Então, é absolutamente contraditório.
Ou seja, a Jan já não pode participar politicamente, mas por que Raiosa Michele Bolsonaro poderia? E eu queria lembrar a deputada que citou algumas manchetes, mas tiveram manchetes importantíssimas sobre a Michele Bolsonaro que a deputada se esqueceu, por exemplo, quando ela foi identificada como quem recebia os cheques da rachadinha do gabinete do Flávio Bolsonaro. Ou então quando o Mauro Cid sacava dinheiro na boca do caixa para pagar o cartão, os gastos esbanjados da senora Michele Bolsonaro, ou mesmo quando ela se silenciou, porque poderia ter feito uma reprimenda pública as declarações do Bolsonaro quando ele criticou, chamou a esposa do presidente da ex-presidente da França, Macron de Feia, ou quando ele tratou das meninas venezuelanas aqui em Brasília, como se fosse pintou um clima.
assisti uma entrevista da Jan esses dias que disse: "Quando o meu marido faz declarações machistas, debato com ele. Ela se diferenciou e cobrou ele publicamente. A Michele, muito pelo contrário, se colocou na posição de Bela Recatada do Lar, nunca se diferenciou do Bolsonaro e, ao contrário reforça o machismo.
Então, existe uma contradição. O problema talvez seja que os bolsonaristas não aceitem que as mulheres não são mais não são mais submissas, que se querem se colocar na política e aí dizem: "Bom, que se candidate". Eu estimulo muito que as mulheres sejam candidatas, mas é fundamental respeitar as regras que garantem mais possibilidade para as mulheres serem candidatas, porque na primeira oportunidade vota um projeto que anestia os partidos políticos, por exemplo, que não cumpriram com a cota, a cota de tempo, de TV e de financiamento de candidaturas femininas.
Fraudam, colocam candidatas laranjas. Bom, vá lá a mulher se candidate, mas na hora que é para garantir as condições reais de disputa, de fato, não vão até as últimas consequências. Então é um discurso contraditório e também um discurso oportunista, mas as mulheres aprenderam a se colocar e apesar disso estão indo além, estão galgando seus espaços e cobrando inclusive uma fiscalização para que essas leis possam ser de fato garantidas paraa nossa participação política.
com esses dados que a deputada trouxe, a senhora quer comentar sobre transparência, gastos, etc. Eu vi um uma daquelas checagem de fatos feito pelo jornal Estadão a respeito desses gastos que os bolsonaristas apresentam da primeira dama Janja, de que eles calculam os gastos de toda a comitiva do Lula, de todos os eventos, inclusive de reformas estruturais do palácio, como se fosse gastos individuais da Jang e não como se dissessem respeito ao modelo como o governo funciona. Isso, no meu ponto de vista também é uma lógica machista.
Afinal de contas, se tá gastando, se tem estrutura, se tem reforma, quem seria se não uma primeira dama? Ora, isso é uma política de governo, isso é uma decisão da totalidade do governo. É também uma visão distorcida sobre o copo papel da mulher atribuir somente a ela.
Eu acho engraçado porque quando a Michele levou seus móveis próprios pro palácio para não gastar o dinheiro público com suérflos e quando ela retirou seus seus móveis, a Janja acusou de roubo e a Michele Bolsonaro ganhou uma indenização de R$ 15. 000 R$ 1000 na justiça, porque a Janja mentiu e a Janja mal se apropria lá do palácio e já gasta 20, gente, 26 milhões numa reforma de casa com móveis luxuosos não é pouco dinheiro. Dá para fazer muita coisa pela fome, dá para fazer muita coisa pelos brasileiros.
Então esse reconhecimento da Michele hoje com uma potencial liderança para a presidência da República vem desses números, desse relatório que eu falei de 300 folhas, onde ela voluntariamente, no papel de uma primeira dama engajada com causas sociais nobres da sociedade, trazendo visibilidade a pessoas invisíveis na sociedade, ela fez um trabalho espetacular e ela tá se distinguindo. E quero rebater essas acusações eh da Sâmia com relação a Michele Bolsonaro, porque são todas e investigações que nenhuma teve condenação, ou seja, são todas especulações contra a família Bolsonaro, mas nenhum não foi acusado de matar, de roubar, de corromper, não teve nenhuma condenação transentada em julgado. Então é a forma que eles têm de tentar denegrir a imagem do presidente Bolsonaro, que inclusive está inelegível sem ter cometido crime algum.
Ou seja, é a perseguição pelo fato de ser eh de direita. Mas as mulheres têm o reconhecimento. Ao contrário do que diz a deputada Sâmia, eu, por exemplo, sou líder da minoria.
Temos a liderança do partido, a liderança da oposição, liderança da minoria. E tanto o presidente Valdemar quanto o presidente Bolsonaro estava disputando com seis homens dentro do partido. Fizeram questão que fosse uma mulher.
Ou seja, eu me sinto extremamente valorizada eh dentro do meu partido, eh um partido conservador. Eu sou a deputada mais votada da história de Santa Catarina com uma pauta conservadora, ou seja, e a maioria dos meus eleitores, segundo estatísticas, são homens. Ou seja, eles votam em mim não pelo fato de eu ser mulher, mas pelas ideias que eu defendo.
É por isso, ã, que a gente eh não, eu não percebo esse tipo de discriminação, porque eu me dou respeito e eu acabo recebendo esse respeito em troca. Tanto que nunca sofri qualquer tipo eh de violência eh política contra a mulher, como muitas falam, porque justamente eu me imponho respeito e assim sou respeitada. A senhora citou a sua trajetória, né, para até contrapor a ideia de que há machismo, mas no caso de Michele Bolsonaro, o que que a credenciaria para disputar uma eleição além do fato de que o entorno do próprio ex-presidente diz que ela suaviza a imagem dele por ser mulher?
Olha, eu acho que o que credencia Michele Bolsonaro é a postura dela como mulher. Primeiro que ela sabia o local dela como primeira dama, como outras primeiras primeiras damas. E aqui quero falar até da própria ex mulher do do presidente Lula.
Ela tinha um papel, uma postura também mais reservada, mais discreta e também fazia trabalhos voluntários, como outras primeiras damas que a gente viu ao longo da história. Então, a Michele, a partir do momento que ela assume um um programa de voluntariado, o maior programa de voluntariado do Brasil, consegue ajudar 4 milhões de pessoas, consegue arrecadar mais de R 10 milhões deais de recursos privados para fazer essas políticas eh públicas eh voluntárias, no caso, ela faz uma grande mobilização e se destaca por esse trabalho. né, inclusive das pessoas com doenças raras, com deficiência.
E isso ela é vista hoje como um modelo e como um exemplo nessa nesse nessa luta para dar visibilidade a pessoas que antes não eram respeitadas e valorizadas. Então acho que isso acredenciou, foi o seu gesto, foi a sua postura, enfim, que tanto que as pesquisas estão aí demonstrando e eu acredito que é um resultado do que ela mesma construiu na sua trajetória e hoje é presidente do partido do do PL Mulher e tem um movimento gigante de milhares de mulheres que estão se engajando voluntariamente na política. Queria eh pegar um exemplo com a senhora deputada Sâmia do Chile, eh da exnamorada da namorada, então namorada em 2022 do presidente chineno, eh, o Boret, porque quando ela assume, ela é uma cientista social, quando ela assume eh essa função de primeira dama, né, se é que a gente pode falar assim, mas quando ele assume a presidência e ela vem como a companheira dele, ela foi muito criticada no início, porque se teria ali uma estrutura, eh, como tem no Brasil, como tem em outros lugares, para atender essa função de primeira dama.
E as feministas do Chile acharam um absurdo aquilo, mas como assim você não tem a sua carreira, como é que vai assumir uma estrutura dessa? E ela veio a público depois dizer que abria a mão dessa função, que ela diz que achava que eh não pode haver cargos no estado que tenham a ver com parentesco do presidente ou de ninguém. Temos que criar uma instância que seja transparente com base no mérito e nas carreiras de serviço público.
Como quem diz, as pessoas que foram, que estudaram para isso, são mais bem treinadas do que eu para tratar desses assuntos. e ela falava que as instituições devem ser revisadas e atualizadas com o tempo. Eh, me pareceu uma noção moderna do que que é essa função.
Qual que é a sua avaliação sobre esse episódio chileno que pode explicar algo ou ensinar algo pra gente? Acho que é uma visão moderna e atualizada de qual é o papel da mulher na política em última instância, porque a gente hoje aqui tá debatendo sobretudo o tema da primeira dama, mas o mais importante é debater de que forma as mulheres podem ter mais condições de estar nos espaços de poder, de que forma os partidos políticos podem se responsabilizar mais para que as mulheres cheguem em espaços de liderança. depois que elas cheguem nesses espaços, de que modo que elas vão poder de fato exercer o seu papel na totalidade, sem sofrerem com violência política de gênero, demonstrando a sua capacidade, construindo a sua carreira política, inclusive para serem candidatas à presidência a partir da capacidade política que ela tem.
A deputada mencionou que, bom, na visão dela, Michele Bolsonaro seria uma boa candidata pelo trabalho de voluntariado, não menosprezando o trabalho de voluntariado, que tem o seu papel, acho que tem a sua relevância, sobretudo na sociedade brasileira, mas evidentemente não é isso que gabarita uma pessoa para ser uma candidata à presidente da República. são as opiniões, são as suas ações, é a forma que ela, como ela construi a sua trajetória política, de que modo ela se comporta sobre o tema da economia, da educação, da política, do meio ambiente. Não, o fato dela ser esposa ou ex-esposa de alguém ou ela ser diretamente de confiança do Bolsonaro, que muito provavelmente confia em poucas outras pessoas para que possam disputar esse espóo depois que ele se tornou inelegível por ter cometido crimes contra o país.
Então eu acho que essa é a visão que a gente precisa ã se pautar para de fato que o Brasil avance, né, sobre o papel das mulheres na política, ou seja, construírem a sua própria trajetória, serem respeitadas pelo pelo que elas são depois que ela esses espaços de poder e poder saber quais são as opiniões das mulheres. Elas não são um apente dos homens ainda que algumas se contentem com esse espaço. A senhora em 2024, deputada Sâmia, questionou o fato do prefeito de São Paulo, eh, Ricardo Nunes, ter colocado, eh, ter feito uma homenagem a Michele Bolsonaro, usou o teatro municipal para fazer essa homenagem.
Eh, recentemente a regiã já também recebeu uma homenagem eh por mérito na área da cultura, tal, aqui em Brasília. Eh, quais as diferenças nos dois casos? Michele Bolsonaro não me parece ser uma mulher que merece ser homenageada pela cidade de São Paulo pelo trabalho que ela fez com relação ao país.
Eu lhe pergunto, qual é a relevância da Michele Bolsonaro pra cidade de São Paulo? Ela não é de lá, ela não se compromete com os direitos da população e claramente aquilo se tratava de um palanque, uma forma dele se aproximar do público, do eleitorado bolsonarista. E ali havia uma crítica também sobre a utilização de um espaço público pelo prefeito da cidade para homenagear alguém num tipo de atividade que não era propícia para um espaço como o teatro municipal, que a própria legislação da cidade e do teatro não autoriza o espaço para esse tipo de atividade.
Então eu vou entregar aqui o relatório das mais de 300 páginas onde consta todo o trabalho voluntariado para as 4 milhões de pessoas atendidas e mais aqui só no estado de São Paulo como pátria voluntária foram 510. 000 pessoas atendidas. Então só pelo fato de meio milhão de pessoas em São Paulo terem sido beneficiadas pelo programa Pátria Voluntária da Michele Bolsonaro, acho que ela merece essa comenda.
E vou já entregar para para Sam esse relatório, deputada Sami, se quiser até sugerir paraa Jan já dar uma olhada, eu acho que pode eh é uma sugestão até para ela dar uma olhada para que o Aliança contra a fome e a miséria tenha realmente resultados concretos. Porque eu vou dizer para vocês, o que eu falei aqui não é nenhuma defesa, Michele Bolsonaro, são dados de pesquisas, fatos reais que estão surgindo nas pesquisas de opinião popular. Não é uma opinião da Caroline.
O fato é que institutos de pesquisa hoje, uma vez caso que o nosso candidato é o presidente Bolsonaro, mas uma vez continuada a inelegibilidade dele até o último momento, espontaneamente ela tem surgido como um nome e aí a deputada Selma desqualificou ela por causa da formação, porque não tem entendimento em várias áreas, porque qual é a formação dela, etc. Mas o próprio Lula é um líder líder carismático da esquerda que também é exaltado pela população. E a Michele tem tem esse carisma e ela tá sendo exaltada e tá despontando nas pesquisas.
Então o que eu falei aqui com relação a Michele Bolsonaro não é nem a minha opinião pessoal. Acho que ela é gabaritada assim. Conheço ela é um ser humano ímpar, espetacular, tem plenas condições de fazer uma equipe técnica, como o Bolsonaro fez, para botar o país nos trilhos.
Mas independente da minha opinião pessoal, as pesquisas estão apontando ela como favorita. Então é muito importante a gente falar que a opinião do povo está aí e foram dados esses que eu trouxe, né? Queria colocar o exemplo da, já vou voltar na senhora, mas o exemplo da da chilena, da ex-namorada chilena, companheira chilena do Boret, porque a senhora falou que a a primeira dama não sabe o lugar dela, né?
E falou também sobre questões relacionadas à etiqueta, tal. Isso não é uma visão ultrapassada, a visão mais moderna não é uma visão em que a primeira dama escolhe se quer ser ficar ao lado como companheira e representar questões sociais ou manter o seu trabalho, a sua carreira como antes do companheiro se tornar um líder de estado. Olha, a principal queixa que a gente escuta nos bastidores é que se está numa reunião com ministros e ela não só emite opinião, ela quer fazer as vezes do presidente e ela se torna inconveniente em vários momentos, não só em reuniões com com ministros, em reuniões de trabalho, aliás, ela fecha a agenda do presidente, muitas vezes não deixa ele receber ninguém.
Isso são conversas de bastidores que a gente escuta e nas viagens internacionais e nos gastos luxuosos. Então, se não se tratam nem de regras, etiqueta, se se trata de de regras republicanas, democráticas e inclusive mesma coisa, a gente tá conversando aqui, ela interromper para dar opinião dela, muitas vezes de uma forma inadequada, conforme o protocolo, conforme a formalidade dos lugares que você vai. Tem regras, eu não tô falando só de regras do país, mas de regras internacionais, onde membros do próprio governo, das próprias comitivas reclamam.
Então isso não é uma queixa minha, isso aí são coisas que a gente escuta lá do palácio, lá de dentro do palácio. Então acho que vale sim meditar sobre esse papel, ela realmente ponderar e ela se candidatar para ter realmente essa legitimidade conferida pelo povo brasileiro. Queria colocar esse ponto da candidatura.
Você acha que a candidatura que dá legitimidade ou se ela, por ser mulher, tem o direito de se posicionar nessa visão mais moderna do que é esse papel da primeira dama. E pegando um outro gancho internacional que eu acho interessante da gente discutir, o marido da Angela Merkel, quando ela era chanceler eh alemã, ele pagava do próprio bolso as passagens, porque se ele tivesse de acompanhar a Angela Merkero no avião do governo, ele teria que pagar um valor por aquela viagem que era mais caro do que um voo de carreira comum. Então ele optava e se tornou um exemplo do cuidado com os recursos públicos e no caso dele um homem, né?
O que chama mais atenção porque foge do normal. Então, virou um caso assim, eh, de se aplaudir de cuidado com o recurso público. A gente tá muito longe disso ainda.
Bom, primeiro eu quero devolver, eu agradeço a deputada, mas acho que você pode tentar utilizar isso tentando angarear algum apoio pra pré-candidatura das primeira dama, que aparentemente você, o Bolsonaro, Valdemar, estão querendo catapultar em torno da Michele. natural que busquem o nome dela, tendo em vista a inelegibilidade do Bolsonaro, que em breve deve ser preso também por todos os crimes que cometeu contra o país. Tá faltando nomes, tá faltando nomes dentro da reunir, deixar só deputada ela concluínio, por favor.
Crimes por se reunir com embaixadores e questionar dentro de uma democracia. A gente vou dar palavra pra senhora. Deixa só concluir o Eu entendo que você fique nervoso crimes deputada Sia.
Eu entendo que você fique nervosa diante do fato de crimes de que seu presidente não vai poder ser candidato e de que vai ser preso, de que o Brasil finalmente vai ter uma justiça feita, afinal de contas, alguém que tenta dar um golpe de estado, que é um dos principais operadores para atentar contra as nossas liberdades democráticas, merece ter a devida responsabilização. E esse dia vai chegar em breve. A senhora não precisa ficar nervosa.
E eu espero que a senhora utilize todos esses argumentos, a justificativa de que supostamente não houve crime, a senhora tem oportunidade de fazer isso na justiça junto ao Supremo Tribunal Federal e não comigo, porque a minha senhora não vai convencer. Eu acho que ele deve ser preso, deve ser responsabilizado por tudo que ele fez e eu tenho certeza que isso vai acontecer. Então, utilize todo esse calhamaço para tentar convencer os seus colegas que não sei se estão muito convencidos de que deve ser a Michele Bolsonaro ou não, mas isso vocês se resolvem.
tentando responder um pouco a pergunta da da Júlia, eh, eu acho que tanto aquelas mulheres que disputam a arena política institucional, quanto aquelas que buscam ocupar outros espaços, merecem ser respeitadas como políticas que são. Ã, existem diferentes visões de qual deve ser o papel da primeira dama. E, honestamente, eu espero que um dia a gente possa debater menos sobre as primeiras damas e mais sobre os primeiros cavaleiros ou mesmo mais sobre as mulheres por si só ocupando os espaços na política.
Mas acho que nenhuma delas, nem aquelas que estão nos espaços de poder, nem aquelas que acompanham quem estão nos espaços de poder, devem ser questionadas pelo fato delas colocarem as suas opiniões, por participarem de eventos, por se fazerem presentes, porque é óbvio que elas influenciam nos bastidores, então elas também acabam influenciando na arena pública. Claro, há momento para dizer determinado tema, há forma de colocar determinado tema e isso todos nós concordamos. Mas eu não tenho também não tenho a menor dúvida de que a crítica recai com mais intensidade sobre as mulheres.
Porque se fossem homens que indevidamente ou a partir de um julgamento de que é indevido, colocassem as suas opiniões, sem dúvida o tratamento seria diferente, a cobrança seria menor, o preconceito seria menor e não haveria um estranhamento, mas sim uma naturalização, porque aquilo que se espera de um homem. Então, acho engraçado essa narrativa. Infelizmente, o Supremo Tribunal Federal hoje é uma fonte de injustiça e de perseguição a direito.
Agora a gente vê esquerdistas que tiveram assaltos à bomba, assaltos a bancos, sequestraram embaixadores, cometeram crimes de homicídio, foram anistiados de forma ampla, geral e restrita. Tenho a pachorra de vir ser contra o Manistia a pessoas desarmadas que não tinham comando, que não tinha qualquer tentativa de golpe de estado, que estavam numa manifestação que redundou em dano ao herário público, um crime de dano praticamente seja convertido nessa narrativa fantasiosa que está culminando num vexame internacional para o judiciário, do qual inclusive a acreditamos que verão sanções dos Estados Unidos a esses absurdos, a essa ditadura da toga que a gente está vivendo. e a que a S aqui não conseguiu dizer um crime que o Bolsonaro cometeu para est inelegível.
Ou seja, isso mostra a máquina de perseguição que a gente está vivendo hoje no Brasil. Infelizmente essa é uma realidade e o presidente Bolsonaro é a principal vítima do qual, infelizmente, pode vir acabar sendo preso sem ter cometido crime algum. Por isso que eu perguntei quais crimes?
Porque não existem crimes. O que existe é uma criminalização da oposição. É a criminalização da opinião, onde deputados estão sendo presos e investigados por palavras proferidas na tribuna.
Ou seja, cadê a democracia no Brasil? Cadê a imunidade parlamentar? É um absurdo que está acontecendo.
Infelizmente a Sâmia, como tantos deputados da esquerda, corroboram essa perseguição porque, infelizmente, dizem acreditar na democracia, mas não são democratas. Só pra gente colocar a bola no chão, deputada, tem a denúncia da PGR, né, que a coloca ali tentativa de golpe de estado, tentativa de abolir o estado democrático de direito, organização criminosa, dano do patrimônio tombado e dano ao patrimônio no geral. Então, eh, claro que a justiça que vai decidir se isso é ou não.
Só pra gente lembrar o nosso assinante que há uma denúncia por parte da procuradoria geral da República imputando ao ex-presidente esses cinco crimes. Com certeza, sem prova nenhuma de que haveria esse golpe de estado. Não passa de uma narrativa, infelizmente, que tá caindo cada dia mais essa narrativa e tá causando um vecham internacional ao judiciário brasileiro.
Mas isso em outra instância a gente pode discutir também. É, mas o que me chamou atenção é que você e vocês bolsonaristas se esqueceram nas últimas semanas da Débora, que foi a moça que pichou a estátua com batom, das supostas senhoras que estavam desavisadas andando ali pelo palácio dos três poderes e foram presas injustamente. que quando tiveram a oportunidade para propor uma semianistia, no caso do Ramagem, colocaram vários outros corréus.
Se esqueceram da Débora, se esqueceram da senhorinha, se esqueceram das mães de família, se lembraram de quem? do núcleo golpista do Bolsonaro, do Braga Neto, do general Heleno. Eu acho que isso é importante porque revela paraa população brasileira quais são as reais intenções.
utilizam as figuras femininas para gerar comoção, para dizer que teve uma perseguição injusta, mas na primeira oportunidade que conseguiram avançar, que depois obviamente foi derrubado pelo Supremo Tribunal Federal com uma assustação de ação penal, se esqueceram das demais que respondem ao mesmo inquérito no Supremo e o que querem, na verdade, é tentar reabilitar os poderes políticos, a possibilidade de disputar a eleição do Bolsonaro e livrar todos os demais golpistas. E sinceramente é um desrespeito profundo com todos aqueles que lutaram pela democratização do país, redemocratização, serem minimamente comparados com essa turma. É um desrespeito com Rubens Paiva, desrespeito com Mariguela, com Elunice Paiva, com todos os demais que se organizaram e lutaram de todas as formas para garantir a nossa democracia.
E a democracia é essa deputada que me permite ser deputada, que te permite ser deputada, nos autoriza a ter opiniões divergentes, autoriza a liberdade de imprensa. Eu acho extremamente lamentável que uma parlamentar que tá no modelo democrático repudi ao vivo na televisão dizer que um golpe de estado pode ser minimizado, que pessoas que tentam dar um golpe de estado não devem ser responsabilizadas, ao contrário, devem. E nós vamos seguir lutando por isso.
Golpe de estado. Esse estado de exceção que a gente tá vivendo. Eu vou dar 30 segundos mais para cada uma pra gente finalizar.
Por favor, deputada. Absurdo. É um absurdo ouvir isso da deputada Sâmia, porque nós não vivemos mais numa democracia.
Nós estamos tendo perseguição, sim. Quem delimitou essas esses agentes que foram votados no plenário, não fomos nós, foi o próprio PGE. Nós estamos lutando diariamente pela anestia para que a gente possa ter justiça para essas pessoas.
E os primeiros a quererem calar a direita são os deputados de esquerda que não aceitam democracia. que não aceitam a existência de deputados da direita. Então, uma grande hipocrisia, o que a gente tá ouvindo aqui, isso não é verdade, porque senão eles estariam se levantando contra a ditadura da toga, que está hoje no Supremo Tribunal Federal, calando e acabando com a imunidade parlamentar.
Bom, já que a gente tá falando de mulheres na política, eu queria lembrar Melinha Teles, Elenira Rezende, tantas outras mulheres como Paiva, que foram fundamentais no processo de redemocratização, lembrar daquelas que ainda hoje seguem lutando pra manutenção da democracia e que lutam para que mais mulheres estejam nos espaços de poder, para que sejam respeitadas nos espaços de poder. Eu acho que a democracia é um valor fundamental. mulheres na política respeitadas no seu exercício do poder também é fundamental e também por isso que o senhor Jair Bolsonaro deve ser responsabilizado.
Muito obrigada, deputada Sia Bonfim.