Lá vai pergunta: "Em que momento da sua vida você resolveu estudar e se tornar técnico e em que água você bebeu para implantar o seu estilo de jogo". >> Bacana. Bom, primeiro em relação ao comentário que vocês fizeram antes, né, que dessa troca de experiências de ouvir o treinador, que às vezes vocês não têm tanta informação do dia a dia e eu não culpo a imprensa por isso, porque hoje o futebol não é mais aberto para vocês, né?
Então, se eu tivesse do seu lado, talvez eu comentaria aquilo que eu vejo no jogo, sem ter um contexto e tá embasado de tanta informação. E é natural que não tando embasado informação, você não vai falar com propriedade do aquilo que que a gente vê no dia a dia, né? E aí o torcedor também tem essa essas opiniões porque não tem mais essa informação mais tão próxima, tão dia a dia.
Eh, o momento que eu que eu que eu tive essa comecei a virar a chave foi no final da minha carreira, meu último meu penúltimo clube como atleta que foi o Guarani de Campinas. Eu eu decidi com 30, 31 anos entrar na faculdade de educação física. >> 30 anos.
Mas por quê? Tem >> porque eu tava já caminho pro final, eu já tava assim, eu tive uma carreira mediana, né? Eu eu comecei muito bem, surgi muito bem, tive boas oportunidades.
>> Surge aonde, cara? >> Eu saí da da ET para Amalti, passei pelo Atlético Paranaense, aí eu vou pra Grécia muito jovem, aí eu volto pra Ponte Preta na Série A do Brasileiro em 2005. Professor Vadão, final do Vadão, que tinha sido meu at meu meu meu treinador, me levou para lá como atleta.
>> Aí depois eu faço uma campanha boa na Ponte Preta, vou pro Atlético Mineiro, depois Atlético Mineiro, Bahia. Quando eu chego no Bahia, eu tenho uma fratura no meu braço muito séria. Passei um ano praticamente e parado, tive três cirurgias e daí em diante minha carreira oscilou muito em clubes pequenos, clubes medianos e foi chegando o final, eu não não suportava mais essa essa rotina, não era aquilo que eu queria pra minha vida.
E eu comecei a me preparar pro pós-carreira e um dos momentos que eu procurei foi a buscar o conhecimento, não não me embasar só naquilo que eu vivi, acho que buscar teoria importante, agregar os outros. >> É legal sendo um ex-jogador, porque às vezes a gente entra nessa >> rivalidade. Exjogador ou estudioso, você os dois, >> né?
Sim, sim, sim. E aí eu fui fazer educação física e eu coloquei na minha cabeça, meu último semestre vai ser meu último ano de carreira. Então eu encerro em 2016.
Ainda vou mais para Caldense, faço um campeonato mineiro, mas já tinha terminado a faculdade, comecei a fazer as licenças e me preparar. E aí surgiu a oportunidade seis meses depois que eu parei com o professor Evaristo Pisa, que foi meu treinador, o o pai dele também foi meu diretor, também era do futebol, seu Júlio, e ele falou: "Carpin, você tem um perfil, você sempre foi umas lideranças dentro do vestiário, vem comigo, vem ser meu auxiliar". Eu falei: "Putza, vamos, vamos ver se é isso que eu quero.
" Tinha 34 anos recém, né? ainda não sabia qual caminho ia seguir. Então foi esse momento que que foi o divisor de águas aí na para eu mudar a chave da minha vida.
E a segunda sobre o seu estilo de jogo, >> olha, eh, eu me >> suas influências, >> é, minhas influências foram muitas pessoas que passaram na minha vida. Eh, um pouco de cada, né? Eu tive treinadores, por exemplo, eu citei aqui num bate-papo antes da gente começar do Renato, que eu acho que é um cara como gestor de pessoas, é o melhor, um dos melhores que eu vi.
E em 2010 eu tive a oportunidade de conviver e trabalhar com ele. Muitas coisas daquilo que eu vi, acho que eu tenho no meu dia a dia, de relações, de de blindar o elenco, de de tá muito próximo. Eh, Nelsinho Batista, que foi meu treinador na Ponte Preta lá atrás, que era um cara, eu achava ele muito à frente do tempo dele naquele momento, há 15, 20 anos atrás.
>> Ainda foi pro Japão, Fou. >> Isso. E fez a carreira, fez a vida lá.
E depois o Eduardo agora segue os caminhos dele também, meu amigo. Então são são grandes treinadores que eu vi, enfrentei recentemente tive vários confrontos contra Abel, Rogério Ceni e tem uns treinadores que são ícones, né, do futebol mundial, Clop, Guardiola, mas que eu acho que é uma realidade diferente, mas tem muita coisa que a gente tenta observar e trazer pra nossa realidade. >> Desde fora assim, qual é o que tu mais >> Eu gosto muito do estilo do jogo de Guardiola.
Eu gosto de um jogo de controle de jogo, de posse, mas nem sempre é bom futebol posicional. >> É, e nem sempre é possível, né? Porque aqui a gente precisa sobreviver primeiro para poder depois fazer o jogo posicional.
[risadas] a gente precisa ganhar tempo, ganhar jogos e e por muitas vezes eu aprendi isso na minha na minha carreira, na minha trajetória. >> Eu acho que em alguns momentos eu era um pouco mais teimoso. Não, eu jogo assim, eu faço isso, meu estilo é esse.
Hoje eu procuro me adaptar com aquilo que eu tenho. Nem tudo que eu faço e aquilo que realmente eu acredito, mas que é o necessário. Foi até esse início do Fortaleza, jogando com três zagueiros, porque eu não tinha outras alternativas.
Então, tem que me adaptar aquilo que eu tenho. Eu acho que isso é interessante. Isso o tempo vai te dando essa >> essa essa amostra, né?
E e se eu não e se eu não tivesse me adaptado a isso no começo do Fortaleza, não tivesse ganho estadual, não tivesse cumprido os objetivos, mesmo fazendo tudo aquilo que eu não acredito, talvez a gente nem estaria aqui batendo esse papo. >> Claro. Aí é que tá.
Eu acho que a gente já tava falando. Primeiro agradecendo ao Fortaleza esse presente lindíssimo professor trouxe pra gente, agradecendo sempre assessoria, comunicação do Fortaleza que é muito legal com Charla, sempre muito maneiro. Clube gigante.
Daqui a pouco já vou perguntar até uma declaração que o professor soltou. Eu acho que é por aí, né? >> Essa aí é minha.
Essa aqui é [risadas] abriu aí. Mas por quar examente >> isso aí. Show de bola.
Parece que voltará a Série A esse ano com tranquilidade, inclusive. A pressão que eu tô jogando [risadas] que a gente quando teve lá aprendeu que, pô, >> dá um banho, um show em licenciamento de produtos, a a >> a relação do clássico, como é isso? É muito fera, né?
>> Uma organização fora de campo muito diferenciada, né? e enfrentado Fortaleza algumas vezes, mas ter isso tudo do lado e conhecer o dia a dia é diferente. É um clube muito bacana e eh >> precisamos voltar lá então.
>> Precisamos precisa, precisa agora, né? Quem sabe na reta final com as coisas encaminhadas, a gente não é, né? Fortaleza [risadas] >> é do fut.
>> Pode ver que o Voda chegou e não queria sair de [risadas] ficou lá, ó. >> Aquele lugar é muito bom, né, pô? e oferece estabilidade, né, pro trabalho.
>> Carpine, fala um jogador que tu na época que jogava, tu olhou em campo assim, ou a favor ou contra e tu, cara, esse maluco aí é outro planeta assim, cara. Cara, alguns, mas alguns, mas eu peguei dois caras que para mim muito fora da curva contra primeiro Edmundo >> achava um fenômeno assim, um cara completo. >> Teve uma missão de marcá-lo >> marcá-lo.
É [risadas] no volante. >> Volante, volante. O pet joguei contra aí junto no Atlético Mineiro em 2010.
Tive do meu lado e contra também muito diferente. Marques, lembra do Marques? Atacante.
>> Marques é pouco falado, mas a gente já ouviu aqui muito assim, cara. Cara, jogava ponta. E outro cara também que eu achava também muito completo, da Goberto, >> rápido, técnico, fazia gol, inteligente, finalizava bem, tipo, ele ele tinha um pouco de tudo, sabe?
Eu vi ele um cara muito diferente. >> Tu era de falar em campo ou não? >> Bastante.
>> É, bastante. Era, >> por exemplo, marcar um Edmundo, é tu e ele falando assim. >> É, a gente, [risadas] antes não tinha tanta leitura labial, o futebol era um pouco mais raiz.
É, a gente podia falar mais coisa. [risadas] rapaz. de boa.
>> Mas aí fal falava, mas nesse nível a gente não falava tanto, tinha que respeitar, né? Esses caras eram muito muito grandes, né? >> Tinha algum jogador ser volante assim, olhava: "Caralho, mano, esse cara hoje é faísca para tudo que é lado assim".
>> Ah, sempre teve jogadores de duelo assim, de contato. Edmundo mesmo era um deles. Eh, outros Juninho, peguei a época o Juninho, peguei o Juninho Paulista, par marcado.
>> É, peguei o Juninho no Palmeiras, peguei o comecinho do Valdívia lá atrás, acho que era até o Tit ainda em 2005, 2006. Então eram jogadores que o próprio Valdívio mesmo era um cara muito chato, muito, imagina >> muito complicado de de mar. você transfere que você era como volante e que você, se você falar assim, que você mantém na tua como treinador assim, >> cara, eh, o compromisso, a disciplina tática, isso eu não abro mão, porque eu não era um jogador fora da curva, então eu era um cara consistente, dedicado, era o nota sete todo o jogo.
Então, eu eu eu brigo muito para que os atletas eles tenham um compromisso coletivo, né? Então, acho que isso é uma coisa que eu trago um pouco da minha da minha trajetória, até por não ter sido um atleta de de altíssimo nível, né? Então, eu era um cara útil >> pro dia a dia, pro contexto, me fazia importante de alguma maneira.
Eu acho que o atleta tem que se fazer importante no contexto, dentro das suas valências. >> O cara que fizer isso no seu time tem >> tem tem. Com certeza.
O erro faz parte do processo. Eu falo isso muito para eles. Aí, isso aí a gente ajusta, a gente corrige junto, erra junto, acerta junto.
Mas aí a entrega, o dia a dia, o compromisso, o todo é sempre mais importante. >> Qual é, meu parceiro? Curtiu esse corte que você acabou de ver?
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