O desenho universal para aprendizagem dua, ele é composto por três eixos, três princípios. E a gente vai abordar numa série aqui de três vídeos esses princípios um a um. Você vai perceber o quanto você já usa esses princípios na escola e o quanto eles podem te ajudar a tornar a aprendizagem do seu estudante mais significativa.
Olá, bem-vindos, bem-vindas. Eu sou a professora Fabiana Leme. Você tá aqui na Inclutopia.
A gente vai fazer uma série de três vídeos para explicar os três princípios do DUA, desenho universal para aprendizagem. O DUA, ele é um eixo metodológico, uma proposta metodológica que vai trazer um olhar de acessibilidade aos conteúdos da escola. Tem vídeo aqui no canal que explica de forma mais profunda sobre o Dua e eu vou deixar o card aqui e na descrição do vídeo para você também poder consultar.
Quando eu falo nos princípios do dua, ele vem trazer paraa sua metodologia, pro seu dia a dia, alguns olhares para que você possa alcançar os diferentes estudantes em diferentes momentos. Quando a gente prepara uma aula, é lógico que a gente gostaria, por exemplo, que todos estivessem engajados, não é mesmo? A gente tem hoje relatos muito eh dolorosos de professores e professoras relatando essa questão do engajamento, da baixa do engajamento, o de quanto isso tá difícil.
Um dos princípios do dua, e é o primeiro princípio que a gente vai conversar é sobre engajamento, os tipos de engajamento. Manter-se engajado significa também ativar toda a parte afetiva da aprendizagem, toda a parte eh que desperta o interesse, toda a parte que conecta o estudante com aquilo que tá sendo proposto. Existem diferentes formas da gente trabalhar a questão do engajamento.
E os estudiosos dentro do princípio do DUA foram catalogando, separando, testando, coletando com a própria prática dos professores para olhar o engajamento a partir do ponto de vista da sala de aula. Eu não tô falando aqui em relação a só fazer uma aula extremamente motivacional, às vezes funciona, mas a gente também precisa estabelecer alguns princípios. de engajamento que não são ligados só a essa motivação externa, algo divertido, algo que traga assim um diferencial muito eh específico paraa sua sala.
Existem engajamentos que são internos. Vamos imaginar que você precisa eh fazer uma tarefa mais difícil e você precisa permanecer ali por duas horas nessa tarefa. Não existe um outro motivador, algo bacana, algo gostoso que vai deixar isso mais fácil.
Você vai ter que ativar eh ícones, aí você vai ter que ativar formas de engajamento interno para você sustentar a sua atenção na atividade. E é assim também, muitas vezes no processo de aprendizagem. Hoje eu trouxe alguns tipos de, eh, vamos dizer assim, estratégias de engajamento que muitas vezes você já utiliza, mas o que eu quero trazer aqui é um foco para você começar a utilizar com eixo, com propriedade, ah, para você realmente entender quais são os princípios que você tá aplicando na sua sala de aula.
Um tipo de engajamento, um tipo de estratégia de engajamento é o engajamento por relevância pessoal. Todos nós nós queremos eh ser vistos, ouvidos pelas outras pessoas. E quando eu trago essa questão relacional para o meu trabalho, eu tenho lá, por exemplo, na educação infantil e nós temos estratégias como, por exemplo, o ajudante do dia, aquele estudante que vai distribuir os materiais, aquele estudante que vai segurar o livro na hora da história.
Eu tô trazendo uma relevância pessoal para esse estudante, mantendo ele engajado. Os outros também mantém-se engajados porque vão esperar a sua vez. eles ficam contando lá no calendário qual vai ser o dia deles seu ajudante, não é mesmo?
Então, a relevância pessoal, ela é um ela tem um alto eh fator de engajamento. Todos nós gostamos de ser vistos, de sermos elogiados, de sermos observados e colocados em destaque, principalmente se eu admiro aquela outra pessoa. Quando você pega já os estudantes mais velhos, fundamental um e até os fundamental dois ensino médio, às vezes a gente traz essa questão da relevância pessoal trazendo os trabalhos em grupo, trazendo a esse destaque para as funções.
Então aqui nesse trabalho de grupo, você vai cuidar e, por exemplo, da organização do tempo, você é responsável pelo registro, você é responsável pela pesquisa, você é responsável pela apresentação do trabalho em grupo. E aí eu tô trazendo uma relevância, uma organização que engaja os estudantes. Esse engajamento, e é bom que a gente sempre fale disso, né?
O do ele vai trazendo pra gente uma provocação para que a gente nunca utilize uma única estratégia. Ele não exclui estratégias. Ele sempre pede para que a gente adicione estratégias, porque pessoas diferentes se engajam por motivos diferentes.
Para algumas pessoas, a questão de ser o ajudante do dia ou de ter uma tarefa no grupo, talvez não tenha essa relevância e talvez não traga o engajamento que você deseja. E é por isso que você precisa conhecer outras estratégias. Outra estratégia, por exemplo, é o engajamento através do desafio.
Seres humanos são competitivos. Então, essa coisa de ser desafiado, de trazer um desafio, é algo muito interessante e pode trazer um engajamento, sim, pra sua atividade, pra sua proposta. Muitas vezes, um tempo que você marca para fazer as atividades ou quem terminar primeiro, quem nunca, né?
Quem terminar primeiro vai sair pro parque eh antes que todo mundo. Eh, é uma estratégia eh que onde você tá propondo desafio e que eles se mantém engajados. Outros se mantém engajados pelo próprio desafio de terminar a atividade, pelo próprio desafio eh de desvendar o mistério, pelo desafio de descobrir algo que está escondido.
Então, tem um tesouro, a gente vai fazer uma caça ao tesouro e o desafio é seguir as pistas até encontrar o tesouro. Existem diferentes estratégias aonde eu coloco o desafio como eixo eh para engajar os estudantes. Um outro exemplo de estratégia de engajamento é por cooperação, pelo trabalho cooperativo.
Então, quando você traz uma proposta aonde os estudantes precisam atuar de forma comunitária, de forma cooperativa, e aí você traz que essa cooperação vai aliado ali com a questão de um desafio, aliado às vezes a questão de eh uma relevância pessoal, onde eles têm tarefas, você vai, entendeu, sobrepondo diferentes estratégias de engajamento. E se um estudante ele tem mais ah, vamos dizer, ele se engaja mais com a questão do desafio, o outro se engaja mais com a relevância pessoal e ele vai assumir a tarefa o outro mais por cooperar, por estar junto, por estar no coletivo. E nesse, nessa organização, quando você prepara as suas aulas, quando você prepara os seus conteúdos, você vai trazendo diferentes propostas e atendendo diferentes perfis no engajamento.
A sua forma de atuar, ela vai se amplificando. E quanto mais você traz a diversificação, que é o que o Dua propõe, o desenho universal para aprendizagem, quanto mais você diversifica suas estratégias, menos você precisa flexibilizar ou adaptar as propostas que você tá trazendo pra turma. Você tá se perguntando se isso também eh se estende a estudantes com deficiência, com altas habilidades e superdotação, estudantes com transtorno do espectro autista.
Eu vou te dizer que sim. Eu preciso pensar nas estratégias de engajamento, considerando os estudantes reais daquela turma. Se eu tenho um estudante que tem dificuldades adaptação de rotina, quais serão as estratégias que eu vou utilizar para que ele tenha um engajamento maior nas atividades que serão propostas?
Se eu tenho um estudante com dificuldade na comunicação, quais serão as minhas estratégias de engajamento pensando na nesse estudante dentro do contexto da turma? Ele vai precisar de uma estratégia adicional? Eu vou precisar trazer complementos.
Eu vou precisar dar ênfase em uma estratégia específica. Existem inúmeras estratégias. Tudo que propõe a algo afetivo à aprendizagem e que mantém esse engajamento, o desejo por aprender ativo, ele está ligado ao princípio, né, a esse primeiro princípio do dua que a gente tá trabalhando nessa série dos nossos três vídeos.
Lembre-se sempre que quando eu falo de engajamento, ah, a gente não utiliza estratégias que vão levar algum tipo de corção, chantagem ou de repente algo que afete emocionalmente os nossos estudantes, porque isso traz um engajamento pelo medo e não pelo respeito. Traz um engajamento com a questão da punição e não com a questão da construção da autonomia. Eu espero que você tenha gostado desse vídeo, mas lembre-se, ele é o vídeo número um.
da nossa série de três vídeos. Esse foi sobre engajamento e o próximo vídeo a gente vai falar sobre os diferentes tipos de acesso à informação. Aproveite os comentários para colocar quais são os tipos de engajamento que você utiliza.
Acesse também os outros vídeos dessa série, dessa miniérie que a gente tá lançando aqui de conteúdos no canal da Enclutopia. E aproveite, se inscreva para receber todas as novidades que a gente posta por aqui.