[Música] Olá querido aluno eu sou o professor João Carlos e iniciamos agora o estudo da unidade 4 da disciplina arte musicalização aplicadas a educação tá bom E como você tem em mãos o nosso livro você sabe que a unidade de hoje nós discutiremos um pouco sobre o panorama da história da arte e naturalmente Eh vamos olhar discutir analisar alguns períodos por isso que é um Panorama nós não vamos n e não há espaço para que a gente discuta todas as características de todas as estéticas artísticas de todos os movimentos mas um olhar eh geral pra
arte no ocidente para que a gente olhe os principais momentos as principais civilizações e que a gente identifique ali algumas contribuições que essas civilizações que esses artistas tiveram pra história da humanidade Lembrando que é um olhar né como se fosse uma linha histórica e que a gente consiga identificar dentro desse Panorama aspectos importantes pra nossa formação naturalmente para que a gente possa aplicar isso na sala de aula futuramente enquanto professores enquanto pedagogos e que isso possa eh ser esmiuçado né Para aqueles alunos que estão tanto na educação infantil quanto no ensino fundamental tá bom Então
para que a gente comece a nossa reflexão trago aqui um pensamento né de Ruben Alves para que a gente inicie introduz a unidade 4ro ensinar é um exercício de imortalidade de alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela Magia da nossa palavra Então olha que bonito né e que profundo é o que o Ruben alv nos apresenta a ideia de que a nossa profissão Nossa função enquanto professores enquanto corpo docente é de perpetuar ou de ser imortalizado nos olhos na mente no coração dos nossos educando os nossos alunos né
E às vezes isso parece assim tão distante tão vago ou tão pouco concreto mas é muito fácil que a gente verifique isso quando você eh relembra de um professor ou quando você reencontra um professor seu as memórias que você tem com esse professor ou com aquela instituição que você estudou então Eh de alguma forma nós imortalizam os nossos professores as escolas pelas quais nós passamos o que acontece também com a arte né então um grande artista eh uma grande obra ela se torna Imortal ela se torna única né se torna eh ela viaja ao longo
do tempo mesmo que que ela tenha ocorrida há muito tempo atrás tenha sido concretizada há muito tempo atrás você tem eh essa ideia básica de que ela se torna Imortal aos olhos daquele que contempla daquele que está lá para apreciá-la que sabe da sua existência e a docência é um pouco disso né você não só ensinar o conteúdo pelo conteúdo mas que você faça essa ponte que você consiga levar em especial eh na arte da musicalização eh essa experiência artística esse ensinamento que a arte nos dá por meio das linguagens artísticas e que isso seja
imortalizado como uma experiência significativa na vida do aluno e que ele carregará com certeza para sempre eh a nossa pessoa os nossos ensinamentos aqueles momentos e vidos na escola bom então vamos lá eh O que é legal que a gente note E aí eu retomo eh um pouquinho daquilo que nós discutimos lá na unidade um quando nós perguntamos Será que o ser humano tem necessidade de arte Será que o ser humano precisa da arte para viver e quando a gente começa a olhar para pré-história começa a olhar pro pro homem pra mulher primitiva Você nota
que mesmo esse eh ser humano com uma linguagem pouco desenvolvida eh com recursos tecnológicos pouco desenvolvidos né Eh sem a técnica do fogo sem a técnica eh uma técnica mas elaborada sem ainda a invenção da roda você percebe que esse hom primitivo também sente a necessidade de expressar expressar seu sentimento expressar o seu dia expressar a sua rotina então quando a gente entende que mesmo esse ser humano primitivo ainda rudimentar no seu desenvolvimento do cérebro da cognição do raciocínio eh já sentia eu já ansiava mesmo que instintivamente sem elaborações esse desejo em falar de si
Falar do outro falar da do dia a dia daquilo que está ao seu redor eh você percebe que há em nós eh um um lado artístico isso não quer dizer que todos nós seremos grandes artistas que marcaremos época que teremos assim uma função significativa na sociedade enquanto artista mas que esse desejo primitivo né instintivo de contar um pouco sobre o que eu estou sentindo aquilo que eu estou vendo o que eu enxergo o que eu gosto que não gosto é inato ao ser humano então eu olho para esse homem primitivo para esse homem é rudimentar
e vejo que ele já tentava a sua maneira eh expressar a sua su seu dia a dia né então é o que nós chamamos de arte na pré-história mas como assim Eh você vai perceber que com os instrumentos que eles tinham eh a época né que eles conseguiram desenvolver eles eh desejavam e fizeram isso e você tem em várias cavernas em vários sítios arqueológicos a demonstração de que eles preponderaram ali e conseguiram mostrar os seus rituais o ritual da caça rituais de acasalamento eh rituais religiosos eh o próprio corpo humano claro que se fala assim
professor mas é tão simples né é tão é tão básico que eles fizeram mas na naturalmente você vai entender que nós estamos voltando Aí a 5000 anos atrás você vai entender que nós estamos falando de um homem ainda muito rudimentar né que não dominava a técnica do fogo então quando ele começa a ter instrumentos que propiciem ele o entendimento de diferentes sons diferentes timbres da possibilidade de usar um recurso que marque a a a mão dele na caverna que nós chamamos né que eles er era muito comum que eles colocassem a mão assim na parede
da caverna e e passassem Terra no entorno da mão ou assoprasse a Terra no entorno da mão para ficar a marca da mão que a gente chama de mãos em negativo tá então você tem diversos registros que você tem essas mãos desses homens primitivos marcando claro que é uma técnica simples né uma técnica muito rudimentar mas que já demonstra para nós essa vontade esse desejo de representar o corpo representar a si mesmo de alguma forma nesse nessa localidade e você vai notar que talvez aquilo que é mais comum que nós mais encontramos que que é
a utilização eh desses materiais Como argila como algumas pedras que tinham ali alguma pigmentação que eh ficavam marcadas ali na na pedra ou até você batendo na na pedra por dentro da caverna e aí lascando ela para que ficasse o contorno de de um animal de de de um corpo humano você percebe naturalmente que a o desenho eh de animais que eram comuns no ambiente deles e a ideia da caça né ou algumas estratégias de caça alguns animais que eram caçados aparec muito nesse nesses nesses desenhos que nós vamos chamar de pinturas rupestres né e
ao vem talvez a pergunta aquilo Professor eh qual é é o valor estético disso Olha é um valor altíssimo né não é uma arte de grande técnica mas é de uma sensibilidade para um período em que o homem ainda era muito pouco desenvolvido e que ele conseguiu ali na pouca habilidade que havia ou na pouco entendimento sobre o que era essa vontade esse instinto de se expressar ele consegue então a por meio de de alguns eh ossos né assoprando esses ossos percebendo que ele conseguia eh tirar alguns sons eh assoprando determinados ossos que tinham alguns
furinhos alguns sons saíam diferentes e essa sonoridade começa a fazer parte Então desse Dessa descoberta e aí vem talvez aquilo que eu comentei com vocês lá na unidade um eh eu posso fazer uma proporção puxa do que que é melhor uma arte do renascimento ou uma arte rupé então reparem que o contexto é diferente o entendimento sobre arte diferente as técnicas são diferentes Então as duas obras tanto a obra do renascimento como a Mar péso elas são fundamentais paraa existência do ser humano e para essa cronologia para essa ideia de que o homem está em
constante evolução permitindo que a gente entenda que eu não vou eh de uma forma teórica e pegar os cursos técnicos do renascimento e tentar encontrá-los ali na Art PS mas que há um grande valor e um valor assim extremamente significativo nessa produção por mais que ela apareça ou represente para nós muito simples tá Tecnicamente então o gombrich diz lá para nós ó a explicação mais provável para essas pinturas sup estres ainda é de que se trata das mais antigas relíquias da crença Universal no poder produzido pelas imag imagens dito em outras palavras parece que os
caçadores primitivos imaginavam que se fizessem uma imagem de sua presa e até espicaça com suas lanças e Machados de pedra os animais verdadeiros também sucumbiram ao seu poder então a havia essa questão Mística né Eh havia essa ideia de que eh o desenho representaria esse poder e essa ânsia para que aquilo se concretizasse nos dando até um sentido meio cósmico né a ideia de que as coisas conspiraram Então olha que bonito é a imagem que você tem aí a do slide ao lado da citação de gombert que é a o desenho de animal reparem que
as proporções são extremamente simples né você tem ali um corpo muito grande a cabeça muito pequena você repara que os animais tem ali chifres as pernas são muito pequenas em proporção ao corpo então não há uma perspectiva de profundidade mas nota-se facilmente e essa representação por meio então Eh de técnicas Tá bom eu trago para vocês algumas imagens para que a gente possa analisar tá E claro se a gente olhar nós temos aqui no Brasil também alguns sítios arqueológicos eh importantes né que eh vão estão sendo preservados e que mostram que nós também tivemos com
os nossos nativos com os nossos homens primitivos aqui no Brasil eh essa a produção essa ar pesta né a a própria ideia eh da produção indígena da da argila do do dos vasos da né com a cerâmica mas também do uso de uma vegetação de alguns tipos de capim para que produzissem a aqu aquele aquelas aquela como se fosse né baldes né como se fossem ali eh potes para você armazenar tudo isso entra nessa produção a ainda muito simples rudimentar mas que evidencia essa necessidade de que a arte tivesse uma função social uma função prática
para nós então a primeira imagem que você tem aí eh do lado de cima do lado esquerdo perdão a imagem em cima você repara que a representação por meio de né de uma tinta ou de terra ou algo muito simples e vermelha na pedra cinza de um animal o animal também que aparentemente tem chifres que é um animal ali quadrúpede A sua também cabeça é representada de uma forma muito simples se você olhar o desenho queo também está em cima à sua direita você já nota que é uma representação de seres humanos né você já
tem eh alguns seres algumas formas humanas sendo representadas Você nota ali tanto na parte de cima Quanto na parte de baixo alguns animais você percebe que alguns animais são do mesmo tamanho que o ser humano o que nos dá uma ideia de que havia dificuldade com essas proporções né do tamanho do homem do tamanho do animal ali né uma questão espacial também muito é interessante porque eh Se a gente fosse entender a há o sentido de que as coisas estão colocadas ali sem ter essa noção de profundidade ou de quem está em cima quem está
embaixo tá se você olhar a imagem que está embaixo à sua esquerda você nota uma técnica diferente né não é uma técnica de pintura mas uma ideia a de você esculpir na pedra Então você percebe que você tem ali ó logo em cima eh um um né uma tentativa escopi um animal então um animal também que tem chifres tem quatro patas tem tem rabos Você nota que ali também né como uma espiral eh logo ao quase ao centro um outro animal logo embaixo e a última imagem que nós temos à direita eh embaixo você vê
que são as mãos em negativo aquilo que eu falei para vocês né ou a pintura da mão com alguma terra com algum tipo de tinta que eles colocavam e marcavam a pedra ou o contrário você colocava a mão limpa e aí assoprava né a terra algum pó para que ficasse escuro no entorno e lá a parte de dentro mostrava O que que a gente percebe que é a produção desse tipo de arte a produção de instrumentos para caça de instrumentos agrícolas eh de instrumentos funcionais pro seu dia a dia quando a gente chega é mais
próximo aqui da dos índios né da nossa cultura Nativa e a ideia dos cocares do arque flecha das pinturas corporais e dos cestos que eles criavam de toda a cerâmica que foi feito aqui tá eh entra nesse aspecto da arte Nativa Dessa arte rupestre que traz para nós uma ideia de muitas vezes uma arte produzida com uma função ou com uma utilidade prática o cesto para guardar mantimentos e uma uma cerâmica um prato para colocar o alimento um arqu flecha pra caça ou uma uma pedra lascada também pra caça eh o uso de algum instrumento
algum osso para sopro para demarcar algum ritual que fosse um ritual de caça né É É interessante a gente notar que mesmo o homem primitivo não conhecendo a música ele usava o ritmo para caça né então a ideia de que o ritmo era algo comum ou constantemente usado quando eles iam caçar Para que houvesse uma sincronização dos movimentos e que aquilo ali produzisse efeito tá bom E aí nós chegamos em outra civilização marcante que é o Egito antigo que nós partimos eh por uma civilização culturalmente muito rica né que muita gente às vezes esquece né
mas Egito tá ali na África né Eh surge o grande império né as margens do rio Nilo que tem uma história maravilhosa que vai se destacar primeiramente com uma cultura religiosa muito forte dos faraós e que dentro dessa cultura religiosa você vai ter a enfatização de aspectos arquitetônicos primeiramente né com os túmulos que eles chamavam de mastabas que seria o talvez a a ideia original ou ial da pirâmide que eram construções ainda menores né de poucos metros mais quadradas ou retangulares que eram túmulos e que futuramente vai dar origem nos grandes faraós às construções né
já em forma de pirâmides eh desses túmulos que eram que são monumentais que ainda sobrevivem algumas delas e que estão lá elencadas entre as sete maravilhas do mundo o que nos dá uma ideia que o Egito Antigo não só tinha uma consciência arquitetônica e evidentemente muito dentro da matemática do do da produção de obras altas né evidentemente é um custo muito grande dos escravos que estavam ali desde dessa ideia eh religiosa né que que era ali a a colocar o corpo todo embalsamado de um que o corpo eh depois eh entraria em outro plano Divino
e ali depois ele ressuscitaria e esses órgãos Fari ali dele de novo um novo novo um novo homem uma nova mulher E aí teriam essa vida continuada mas uma situação que já mostra para nós uma preocupação com essa beleza com essa estética e claramente quando a gente percebe a cultura egípcia Você nota que há também uma preocupação com algo que talvez pro mundo moderno é tão comum que é a maquiagem que é com o desenho né tanto dos olhos tanto ali a pintura da face tanto tanto com o vestuário tanto ali com os tipos de
coroa que entram nessa produção e artística fundamental Então quando você olha em especial a imagem que eu trago para você nesse slide Você nota tá dentro ali o interior de uma pirâmide muito bem conservada você tem não só a escrita egípcia que foi talvez uma das primeiras que nós tenhamos né um registro mais mais concreto você vê a utilização de cores e pigmenta ação forte com diferenças significativas entre o azul entre o amarelo entre o verde entre o laranjado entre o marrom o que era difícil pra época e naturalmente as construções arquitetônicas bem marcantes Então
dascher fala lá para nós o Egito é um dos mais antigos núcleos da arquitetura predominam as linhas horizontais e os telhados são sempre em Terraço vigor e habilidade são características principais dessa arquitetura monumental é evidente que falar sobre as Pirâmides é algo assim realmente impressionante né você ter a a possibilidade de eh imaginar que isso há 1000 anos antes de Cristo né você teve a condição de um povo com um desenvolvimento matemático arquitetônico que produzisse uma obra grandiosa que dura aí 2000 2500 3.000 anos é algo assim eh único mas o que a gente às
vezes às vezes esquece é que eh alguns aspectos são extremamente bonitos na cultura egípcia em especial na representação do corpo humano Então como eh várias divindades da religião egípcia ela era voltada para o culto aos animais ou seja os animais representavam algum desses Deuses os faraós né Sempre estavam Associados também a um a um animal Você nota que em cima de diversas cabeças eh de deuses ou dos próprios faraós que eram considerados Deuses ou de um sacerdote Ou você tem o animal em cima dessa cabeça ou a própria cabeça do ser humano é representada com
esse animal tá Como é o primeiro exemplo que eu tenho para vocês a imagem que está em cima à sua esquerda Então você olha lá e você percebe que o personagem que está à sua esquerda tá eh ele tem a cabeça representada por um animal mas Note que tanto o faraó que está a centro ali né na em cima ali como se fosse uma tiara você também tem um animal representado E você tem também naquela que aparentemente ali é uma serva ela tem em cima né da sua cabeça um passarinho também representando a sua função
que que é legal se você olhar eh os egípcios eles não conseguiram eh ter duas dimensões importantes que a arte vai ter depois que essa ideia da profundidade Então você repara que os desenhos e as pinturas elas não trabalham com a profundidade e o corpo humano elas seguem o que nós chamamos de lei da frontalidade então se você olhar aqui essa imagem de novo que que você vai notar que todo o rosto está de perfil né como se ele estivesse olhando pro lado mas Repare no tronco tá o tronco desse ser humano ele está de
frente E aí se você olhar as pernas em especial daqueles dois homens né tirando a mulher ali que tá de saia você repara que as duas pernas elas são as pernas como elas tivessem também viradas e para um lado só então é como se el tivesse duas pernas esquerdas ou duas pernas direitas mostrando que há uma dificuldade imensa nessa representação do homem de frente não é do rosto de frente do tronco de frente e das pernas de frente então é muito comum você ver essa lei da frontalidade em várias representações artísticas do Egito antigo tá
então havia essa dificuldade de proporção de representar a profundidade então o rosto normalmente ele está sempre como estivesse olhando pro lado o tronco de frente mas as pernas elas estão também de lado tá eh as cores é algo extremamente bonito se você olhar a segunda imagem em cima à direita né você tem eh a capacidade gigantesca de esculpir em Pedras em reproduzir né a o corpo humano o os faraós eh ali no no numa escultura de pedra gigantesca grandiosa Se você olhar abaixo essa imagem que está abaixo ao lado esquerdo eh uma técnica que eles
dominavam que é a utilização do metal do Ouro né se você olhar de novo né Essa maquiagem também fica muito clara e visível na representação dessa desse busto de ouro que você tem especialmente as linhas dos olhos essa ideia né de olhos muito parecidos com os olhos eh dos gatos você vai ter eh a ornamentação que era comum que ficava em torno da cabeça e no queixo do próprio Faraó e a última imagem talvez a mais simbólica que nós temos as pirâmides do Egito que são construções milenares ainda resistem eh para que a gente possa
visitar para que a gente a gente possa ter Então são contribuições assim riquíssimas dentro de um aspecto movido por uma cultura de uma religião muito forte eh de um poder econômico e financeiro pra época gigantesco né um grande domínio ali no norte da África e que produziu eh obras eh monumentais para nós que aí nós podemos apreciar até hoje outra civilização antiga que também tem uma contribuição gigante no mund Ocidental profunda é a Grécia e normalmente a gente discute a produção eh grega a partir dos seus tratados filosóficos matemáticos da sua contribuição teórica paraa arte
eh sobre a filosofia sobre a sociologia mas os gregos eh eles conseguiram aprofundar e trazer algumas técnicas que foram incorporadas eh também depois eh pelos por povos né que dominaram ali a a região na Grécia que são significativas então quando a gente olha para para arquitetura grega em especial você vai notar que essas linhas retas que já eram comuns eh no Egito antigo continuam aparecendo mas em especial a utilização de colunas né de sustentação as colunas jório a gente vai ter a a aquela mais ornamentada e talvez a mais sofisticada das colunas que a gente
que a gente vai ter nesse nesse período helênico que vão compor uma marca né de toda a construção grega você vai ter um aspecto interessante que em cima dessas colunas né sempre uma linha reta né marcava ou o a a pirâmide ão sempre associada a matemática os ângulos tem uma produção muito significativa e a utilização de materiais que deram A escultura em especial do corpo humano uma expressividade maior e uma ideia de movimento então quando eles começam a utilizar o bronze para produzir essas estátuas quando eles começam a utilizar o mármore para produzir essas estátuas
eles conquistam e conseguem dar um ar não só de movimento mas também eh de uma expressividade maior pro rosto humano apresentado naquelas estátuas que não foi conseguido nem pelo povo egípcio e muito menos anteriormente numa arte mais primitiva ainda o que que é bacana que a gente Olha que quando nós eh voltamos paraa história da arte do mundo ocidental naturalmente nós entendemos que a Grécia faz parte desse dessa grande conquista desse grande Panteão eh de inovações que vão romper para nós com essa dificuldade de produzir uma construção artística sólida não só na parte arquitetônica mas
nessa produção estética valorizando o corpo humano a natureza e algo que harmonizasse com a ocupação da civilização grega Tá bom então se a gente pega ali o que gombert diz para nós a grande evolução da arte grega a descoberta de formas naturais e do escorço ocorreu numa época que é certamente o mais assombroso período da história humana é o período em que a ciência tal como hoje entendemos o termo e a filosofia desperta pela primeira vez entre os homens né então Lembrando que na Grécia antiga nós temos eh esse primeiro passo ou o grande passo
dessa visão antropocêntrica que o homem se torna o centro de toda a revolução científica tecnológica das descobertas da razão e que propiciam também para a arte eh essa inovação Tá bom então trago ali também algumas imagens para que vocês possam ver vamos começar aqui com a imagem que está em cima à sua esquerda Então você tem um tempo comal características eh clássicas de um templo grego né Primeiro as colunas repare que em cima das colunas você tem a linha reta e em cima dessa linha reta você tem a forma de um triângulo tá o que
vai ser também eh reaproveitado depois pelo Império Romano Se você olhar ali o Partenon a imagem que está à sua direita né em cima você nota a mesma característica né claro que é uma obra muito antiga deteriorada pelo próprio tempo mas você tem as colunas típicas colunas gregas né Eh que nos davam essa ideia da fortificação da construção grandiosa mas que também tivesse essa ideia da sutileza da leveza daquilo que é suspenso você Nota em cima das colunas uma linha reta e naturalmente você tinha no tempo no momento em que aquilo ali estava totalmente íntegro
né uma forma e geométri por cima disso tudo tá bom E olha que bacana a imagem que você tem à esquerda tá é uma imagem uma escultura feita em bronze O que que você nota nessa imagem Se você olhar bem a imagem que está embaixo à sua esquerda é a imagem que tem já a partir desse material de Ferro do Bronze tá a expressividade do rosto você não tem os olhos mas se você olhar ali em cima tá da sobrancelha Você nota que a ideia das rugas da testa se você olhar tá bom embaixo dos
olhos a uma a marcação das pálpebras talvez ali para um cansaço ou alguém te lutou algumas guerras Você nota a própria barba com ranhuras né nos dando essa ideia eh do do do dos fios do do dos pelos e naturalmente quando você olha para ele já há por causa da utilização do manuseio desse material a impressão desse movimento de uma expressividade maior o que vai ficar assim muito bem representada essa expressividade na imagem embaixo à sua direita tá bom onde você tem eh uma construção em mármore mostrando a perfeição né dos do corpo humano tanto
do corpo masculino Quanto quanto do corpo feminino se você notar você percebe facilmente eh os músculos eh os ossos algumas veias você percebe que o cabelo tanto do homem quando da mulher há uma sensação de movimento Você nota uma expressividade nas duas imagens no rosto do homem quanto no rosto da mulher se você olhar olha lá os panos que estão cobrindo a parte íntima né Tanto do homem quanto da mulher Olha como dá uma ideia de movimento como eles estivessem ali caindo mesmo né Eh most e claro estão falant de uma pedra né que foi
esculpido em pedra então eh a conquista por meio da descoberta do material do manuseio de uma técnica de uma ferramenta que você conseguisse traduzir o movimento por meio e de todo esse material e muitas vezes pode ficar difícil a comparação eu vou voltar para você só que você perceba olha aquela imagem do corpo humano que você tem ali em cima tá à direita e feita também esculpida na pedra dos faraós egípcios olha como é uma imagem estática você não tem detalhamento do rosto você não tem expressividade do rosto você não tem os músculos definidos você
tem evidentemente ali a silueta do corpo e o corpo sentado mas não chega nem próximo e gostaria que você olhasse de novo essa imagem que está à sua direita embaixo eh da fonte onde você tem o homem né olhando esse olhar do homem pra mulher a ideia do movimento a ideia dos músculos Olha a perfeição dos músculos e esse movimento do pano que está cobrindo lé a parte as partes íntimas e nos dando essa noção de movimento tá bom Outra civilização que a gente não pode deixar o império romano que a gente vai simbolizar aqui
por Roma nós temos que lembrar né que o império romano ele eh tem um domínio gigantesco por quase todo o território europeu por grande parte do norte da África por parte do que nós chamamos de Oriente Médio e até eh alguns aspectos ali mais próximos do que nós temos da Ásia tá Por que que eu falo isso porque se você olhar a história da arte romana você vai notar que muitos dos Artistas dos artesãos gregos foram levados para Roma Então você tem uma continuidade e uma um aprofundamento com esses materiais com essa valorização do corpo
humano essa ideia de ter o homem como centro ter a razão e a ciência como centro que vão valorizar o desenvolvimento matemático arquitetônico que conduz que a arte romana em especial quando a gente olha né para Roma né a cidade de Roma para Produções e e e obras grandiosos né monumentais que marcam mas uma coisa curiosa e que é muito marcante no Império Romano são os arcos os arcos que vão propiciar os aquedutos né ou seja eles vão conseguir levar águas a longas distâncias e de uma forma muito mais segura e muito mais tranquila a
imagem que eu trago para você aqui é algo que vai ser comum tá quando você eh passa ali por Roma ou pela região de Roma e que são as pontes né também com essa forma eh de arcos são muito comuns essa ideia matemática né que o próprio davin desenvolve para nós como você monta isso se torna algo Belo forte e que sustentava naturalmente um grande peso por cima então eh e quando você olha pra produção Romana e aí eu trouxe para vocês alguns exemplos você tem e características fundamentais Então a primeira imagem que eu trago
à sua esquerda é do Coliseu talvez a obra eh mais representativa de Roma que nós temos né ainda é ela está lá presente apesar de né deação do tempo mas você vai notar que são três entre aspas andares ou camadas de arcos você vai vai perceber que eram três andares Olha que nós estamos falando de uma obra aí com mais de 1500 anos tá bom eh que você tem uma obra produzida com três andares de arcos que havia para nós um andar de subsolo e que comportava muita gente né Você tem é o velódromo de
Roma que não existe mais eh havia uma constatação Histórica de que ele foi feito para comportar 120.000 pessoas né que era próximo ali do Coliseu eh mostrando a grandiosidade e a opulência dessa obra produzida nesse momento e evidentemente do Poder do Império Romano quando você olha pra imagem que está sua direita em cima você nota essa continuidade dos traços eh gregos né então você tem colunas você tem em cima dessas colunas essa linha reta depois essa forma eh geométrica no caso triangular só que olha que curioso tá bom no meio rompendo essa linha reta e
rompendo esse triango se você olhar bem Você tem um arco então uma marca já do próprio Império Romano quando você olha para baixo pra imagem em baixo melhor dizendo tá é uma imagem eh mais aérea de Roma Você nota as cúpulas né as cúpulas das igrejas que são uma marca não só desse período do Império Romano que vai ser depois resgatado tá eh em outros momentos da própria as próprias igrejas bizantinas em especial do oriente elas vão trazer eh um um um certo regresso na questão da proporção da profundidade das imagens mas conservam essa ideia
da Cúpula do arco sendo utilizada nas construções eh ali de Roma e aí ali a praça do Vaticano a imagem que está à sua direita embaixo tá que ela também se você não conhece né ela tem essa forma ovalada né então ela é uma linha reta são vários Pilares em linhas retas e depois eles fazem eh como se fosse um círculo que dentro dela está a praça do Vaticano em cima você tem ali os diversos Apóstolos diversos Santos representados em cima dela evidentemente não é um caminho aberto pro público mas é possível caminhar ali e
que já nos dá de novo essa representação dos pilares essa cultura que vem da produção artística grega e também das esculturas que já remetem esse novo matal essa ideia do movimento e que vai compor mesmo sendo eh uma produção grandiosa linhas harmônicas né linhas retas e um círculo perfeito essa ideia de uma identidade visual tá eh e claro que quando a gente pensa no Império Romano né que a gente pensar que em 476 eh houve a queda do império romano do ocidente Roma mas o império romano do oriente ali em Constantinopla hoje Istambul vai eh
cair ou vai romper só em 1453 né então é é um domínio que fica eh consagrado ou fica realmente eh sólido por muitos séculos e que vai reverberar não só na cultura do mundo ocidente mas também no Oriente O que é legal que a gente note também a gente vai perceber que eh quando a gente olha pro norte da África você tem eh em especial ali na Espanha em especial eh no Portugal e até na própria Itália e na França no sul e a invasão dos mouros né que vão levar para nós essa cultura muçulmana
dos arabescos vou levar para nós essa cultura dos entalhes que eh onde eles tiveram Talvez assim uma continuidade maior você percebe em especial ali no sul da Espanha uma profic a produção de arte com influência do oriente desses arabescos desses contornos que estão junto também tamb com essa arte romana né A partir ali do Século IV ligado também a Igreja Católica Tá bom então pensando na arte do oriente eu trago aqui para vocês um exemplo claro que é muito difícil nós eh tratarmos de toda a arte do oriente porque naturalmente a nossa influência sempre parte
desses exemplos que nós temos para o ocidente mas a arte no Oriente ela é para nós muito e muito assim denominada com ol se olhar para essa ética do Oriente Médio tá que volta para essa cultura do muçulmano que volta para essa ideia dos grandes arabescos as grandes ornamentações que vemm ligados à religião mas também ligados ao sistema político de muita suntuosidade que vai ser para nós muito mais requintado no sentido né dos detalhes da ornamentação que a própria arte do império romano e que é eh cheia de detalhes e de entalhes que vão ser
carregados aos poucos para o ocidente em especial quando a gente olha tá no século 5 ao século vi na região da Pérsia da Mesopotâmia onde você vai ter ali eh nesse norte da África esse desenvolvimento tá de uma cultura de uma valorização ligada à religião tá que traduz esse sentimento ou essa necessidade do Requinte do refino para valorizar a ideia da divindade e assim por diante Tá bom quando a gente pensa numa ruptura nesse período da da idade média né em especial quando a Igreja Católica se torna a grande instituição hegemônica no ocidente né Europa
em especial quando a gente tá pensando do século V ou do século vi até ali o século X você vai notar que é nesse período da idade média que nós temos os movimentos que vai na arte eh mais voltada da Europa para o norte eh da a arte bizantina você vai ter a arte gótica muito ainda vinculada às tradições e a a ideia da Igreja Católica mas quando nós chegamos ali no século XV em especial no século X você tem a ruptura com essa tradição E aí nós temos o renascimento que volta nas bases lá
da Cultura greco-romana né ou seja dos gregos e do império romano e que volta de novo a essa ideia antropocêntrica da Razão de buscar esse alinhamento né com a ciência com a matemática com a arquitetura com aspectos mais limpos né com linhas mais limpas que a arte produz e Claro aí nós temos grandes artistas grandes nomes que marcam para nós a história da humanidade o próprio michelângelo Leonardo da Vin Rafael mais à frente quando a gente olha lá eh o caravagio quando a gente pensa no movimento barroco e assim por diante então eu trouxe aqui
algumas pinturas que provavelmente vocês conhecem A Última Ceia do Leonard da vente um pedaço ali da Monalisa você vai ter duas pinturas ali de Rafael uma que está em cima e outra que está embaixo e você nota de novo a valorização do corpo do músculo na perfeição na ideia dos tons que vão pintar a pele essa pigmentação que vai ser utilizado para enfatizar e reforçar os tons claros e os tons escuros Você nota que o ser humano está sempre no centro da pintura ornado por uma natureza o aspecto de profundidade que foi perdido eh na
arte bizantina a a a ideia da arte gótica que ela era assimétrica ela é retomada aqui a ideia da simetria dos pontos de referência das ideias de profundidade de cor que foram em algum momento tanto na arte bizantina em especial na arte gótica foram Tomando outras nuances tá E claro quando a gente olha pro renascimento grandes nomes e grandes artistas vão dar não só no aspecto eh da produção artística mas também na produção da ciência né desenvolver algumas técnicas que vão ser levadas durante muito tempo quando nós chegamos ali no século XVI pro século XIX
nós temos o Barroco que é esse movimento que resgata né nessa nova renov nessa nova movimento religioso né quando a gente tem lá em 1517 Lutero né se contrariando ou se revoltando com a igreja católica com suas 95 teses Iniciando um movimento que nós chamamos de reforma protestante logo depois né 1535 a Igreja Católica inicia o conselho de Trento e começando a contra reforma católica e nesse misto né de revalorização religiosa de resgate dessa eh religião dessa tensão entre a religião e a razão nós temos o movimento Barroco que eh denomina algo irregular que não
é perfeito que vai tentar trazer essa angústia ou apaziguar essa tensão então é uma obra de arte que ainda valoriza o homem como centro mas essas tensões entre Claro e escuro o jogo de luzes entre um erotismo e um certo consentimento né um comedimento perdão essas nuances entre aproveitar a ideia da terra dos pecados e ao mesmo tempo ganhar o céu essas tensões vão aparecer como você nota que na obra há um Claro choque entre esse homem que está aqui no centro de uma cor extremamente Clara mais que uma veste vermelha que é um contraponto
com a pessoa que está gelhada à sua frente com vestes mais escuras Então você tem essa tentativa de um fundo ao lado esquerdo muito mais claro que a imagem que está à direita O do centro à direita usando Tons Mais Escuros você vê que o rosto talvez de apreensão desse menino que está sem camisa ao centro já contradiz né ou é diferente esses dois homens que ão aqui ao seu lado Talvez num riso mais irônico nos dando essa tensão que aparece na arte barroca tá nós temos no Brasil o grande exemplo da arte barroca é
na região das Minas Gerais né promovida Ali pela ascensão pela descoberta do ouro que produz eh a possibilidade da construção de diversas igrejas tendo o alejadinho como grande nome para nós dessa produção né que usava um Requinte uma ornamentação essa ideia da profundidade ao olhar pro fundo da igreja tentar vislumbrar o céu eh algumas técnicas mirabolantes né que as imagens acompanham você conforme você vai andando e claro o exagero né esse exagero que aparece para nós quando a gente pensa no Brasil nós trabalhamos naturalmente com a arte indígena que é essa arte que vai entrar
para nós uma arte mais simples mais funcional também a arte rupestre que são essas primeiras manifestações do homem primitivo no território brasileiro o Barroco Brasileiro Que marca para nós essa região de Minas Gerais Ouro Preto Vila Rica Mariana Tira Dentes que mostra um pouco desse contexto de riqueza e de opulência que o Brasil viveu junto com o neoclassicismo brasileiro com esse movimento né quando eh Dom Pedro II cria a Escola Imperial de Belas Artes né Eh traz debr pro Brasil né E nós começamos uma formação mais acadêmica dos nossos artistas né Eh o Pedro Américo
que entra o grit de inde dependência que hoje está lá no Museu do Ipiranga é um fruto dessa Escola Imperial de Belas Artes e claro quando a gente olha mais próximo de nós aqui eh do Século XXI olhando pro século XX nós temos ali nas primeiras décadas do Século XX o modernismo que vem romper vem trazer junto com aquilo que acontecia na Europa né de das vanguardas eh europeias o futurismo surrealismo dadaísmo dadaísmo perdão tá eh as as ideias do da da própria fragmentação da arte também repercutem no Brasil e se você lembrar lá nos
dias 13 15 e 17 fereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo nós temos Nosso Grito né de independência numa semana simbólica né porque se Nossa independência política foi em 1822 100 anos depois acontece a nossa Independência artística que marca para nós essa esse movimento essa transformação da arte também no Brasil tá e que a gente possa fechar um poema do Mário Quintana poeta eh brasileiro muito bacana muito que produziu bastante aqui no no no no no final ali do século XX tá Chama relógio o mais feroz dos animais domésticos é o relógio de
parede conheço um que já devorou Três Gerações da minha família então é evidentemente uma uma brincadeira uma alegoria que ele faz aqui para nós bacana a ideia de que o tempo ele é realmente intransigente né você não você não tem como eh pará-lo e naturalmente simbolizado pelo relógio Por Esse instrumento que evidentemente não acaba é aquele que perdura mesmo que todas as pessoas da família morram né então vamos imaginar naquele aquele objeto que é passado de avô para pro pai depois do pai pro filho e do filho pro futuro filho a ideia de que eh
ele consome todas as gerações e ele não se consom a ideia do quanto nós somos finito e quanto isso simboliza na mensuração do nosso tempo tá bom evidentemente a arte tem esse poder de fazer que nós possamos viajar e transcorrer e que ela seja imortalizada mesmo que por muito tempo né ela já tenha sido produzida H muito tempo atrás mas evidentemente ela tem Esse aspecto de sempre ser Renovada a partir dos olhos de quem a contempla tá bom aquele abraço Bons estudos n [Música]