[Música] [Música] Boa tarde a todos e todas a gente vai dar início agora numa série de seminários né que vão ocorrer ao longo deste ano no Instituto de Economia sobre a temática abrangente em torno da das coleções climáticas das questões envolvendo a transição energética as situações envolvendo ao investimento verde e Essa é uma preocupação do Instituto de Economia no sentido de que a gente quer tornar orgânica a uns assim as linhas de pesquisa nesse tema nos vários grupos de pesquisa do Instituto que tem que cobrem várias dimensões da análise e das questões econômicas então a
gente fez um esforço de convidar vários professores do Instituto de Economia de grupos diferentes com temáticos diferentes para tratar desse tema né E claro a gente começa com o professor Carlos Eduardo Freire aqui é Nossa nossa autoridade né nosso decano para usar referência da análise ambiental no Instituto de Economia a anos se dedica a essa essa aos estudos nessa nessa área de pesquisa e tem larga produção nesse nesse tipo de análise Então vai ser um prazer a gente poder discutir internamente externamente com a participação dos que Eventualmente não são do Instituto estão aqui outros que
nos acompanha pelo canal do yeah esses assuntos e a ideia depois a partir disso lançar a iniciativa de pesquisa né nessa nessa área é daqui para para frente tá o Norberto falando que tem já tem um conjunto de nomes né na sequência não é isso fala aqui por favor fazer uma pequena troca aqui gente só para passar para vocês né os seminários Esses ciclo de seminários que a gente está chamando de é no clima batizado pelo professor Cadu obviamente ele vai contar é mais ou menos vai ser uma espécie de um seminário por mês né
E a gente tem já confirmado para o próximo seminário Professor Romero Rocha e o Lucas é a nossa Nuno de doutorado aqui eles vão apresentar o texto que foi premiado no prêmio BNDS pelo clima Não basta ser Tech o choque de produtividade da soja transgênica no desmatamento e Uso de solo no Brasil Isso vai ser no dia 22 de Maio e no dia 19 de junho a gente também vai receber a Camila ganchou não é professora aqui da casa mas é egresso aqui da casa fez mestrado graduação também mestrado aqui na casa e hoje ela
atuando a ser Power grande parceiro assim de várias pesquisas de vários pesquisadores aqui tudo principalmente é o Cadu mas também a Margarita e tudo mais que vai falar sobre o Big push para sustentabilidade Então a gente se encontra de novo aqui no ciclo de seminários é no clima é daqui a mais ou menos é um mês com o Romero e depois com a Camila grankozi Tá mas eu não quero tomar muito tempo de vocês só reiterar que essa miniciativa para a gente dar visibilidade as várias todo mundo aqui dos grupos de pesquisa meio mal passa
por alguns desses temas é muito embora não seja orgânico que nem no grupo de economia do meio ambiente estruturado e organizado pelo Cadu já Aqui não vou nem falar quantos anos porque senão ele vai falar que eu tô chamando ele de velho de novo então a gente tem várias iniciativas lá dentro do Observatório do sistema financeiro dentro do grupo de indústria e competitividade dentro do grupo de economia da energia e a ideia é que a gente começa a dar uma maior visibilidade essas linhas de pesquisa aqui dentro da casa que a gente consiga atrair os
nossos alunos de mestrado Graduação para fazer trabalhos e produzir cada vez mais nesses temas e a partir disso que a gente possa enfim se consolidar como uma referência aqui como casa hoje a gente já tem essa referência que é quem tá abrindo aqui esse ciclo de seminários que é o Kadu a gente espera poder multiplicar aí depois desses longos anos de batalha aqui por causa para colocar esse tema no centro da discussão da agenda do Instituto que a gente possa entregar isso para ele Valeu deixa aqui nas nas mãos do nosso querido Carlos Eduardo que
vai chamar atenção mais uma vez eu agradeço Mais Uma Vez pelo fato dele ter aceito não só apresentar essa primeira a primeira primeiro seminário mas também por ajudar na organização nas discussões do tema de maneira mais geral tá cadê agora é agradecer a presença de todo mundo gente tá vindo até aqui Vizinho é fogo né política de boa vizinhança é um prazer estar aqui é para quem não me conhece é chama de Cadu mensage não tem intimidade para chamar de Carlos Eduardo tá vocês perceberam que a demonstrar fala o meu nome inteiro Carlos Eduardo só
minha mãe para dar esporro eu tô nessa brincadeira desde 1991 quando eu comecei a trabalhar com economia do meio ambiente O que significa assim eu estava aqui em 1992 Quando foi assinado os acordos do Rio né enfim era iniciante nessa carreira e a gente tá trabalhando aqui há bastante tempo eu não trouxe um trabalho específico para falar hoje porque o objetivo dessa primeira fala Como foi combinado pelo Fábio é de fazer uma apresentação mais Geral do tema ao longo de coisas que nós temos trabalhado dentro não só do meu grupo mais o gema tem muita
interação com outros grupos de trabalho mas também tentar fazer uma Discussão da economia das mudanças climáticas numa perspectiva mais geral ou seja uma visão da questão da mudança climática mas numa perspectiva Econômica tá eu deixa eu avisar vocês eu sou aluno daqui entrei nessa sala aqui em março de 1983 ou seja tem 40 anos de casa e me interruptos porque quando eu fiz a graduação eu fui direto para o mestrado Eu Fui aprovado sem ter terminado o mestrado o último concurso que isso foi possível então eu tenho 40 Anos em interruptos de Instituto de Economia
o Gilvan tava correndo atrás de mim botar a plaquinha de inventário já Queria gravar aqui mas eu consegui escapar dessa e a minha grande meta profissional e me aposentar é porque é verdade é porque a cada vez que eu chego perto da aposentadoria eles mudam a regra Então vamos ver se eu consigo eu consigo chegar na promessa sem ter uma próxima né mas deixando um legado e esse legado é a presença de Gente como vocês né a gente internacional inclusive quem fala português direito tá para que a gente avance nesse É um enorme prazer Fábio
e agora a meta maior de todas Fábio eu aceitei com um convite explícito vocês são testemunhas que o Fábio se comprometeu a escrever sobre o tema tá que é um tema que é mais ou menos a umas duas décadas eu tento fazer com que o Fábio escreva alguma coisa sobre isso Enfim sem mais delongas esse Aqui sou eu esse aqui é um pinguim do cabo Tá eu botei o pinguim de propósito que o pinguim é um dos símbolos de mudança climática porque as extremidades do planeta são onde você percebe com maior clareza o que está
se passando mas eu não vou fazer aqui uma apresentação técnica sobre mudança climática Eu acho que já tem muito material agora recomendo fortemente a leitura do sumário executivo do relatório do ipcc última versão versão 6 os três os três Relatórios em particular do grupo 1 que é o da Ciência da mudança climática então é a primeira coisa que é fundamental aqui entender ciência tá E os limites da ciência e aí a gente começa a ver com economia como um todo está defasado em relação ao debate científico como tal tá lembrando que quando eu estava no
colégio eu acho que boa parte dos que estão aqui vão dizer a mesma coisa não existia o tema mudança climática como nada não Existiane acho que nem energia escura quando eu tava no colégio da energia escura descoberta depois nós estamos absolutamente parados no tempo enquanto que a ciência avançou horrores eu só queria sempre chamar atenção de que eu sempre Me apresento hoje em dia com todo o Pedigree e o Pedigree é tem a ver com uma das recomendações uma coisa que mudou a minha vida eu sempre fui Ué quem me paga a conta é o
Instituto de Economia tem que obedecer o Fábio tem Que obedecer principalmente o Diego né que manda na gente a gente não vai discutir com Diego nem com a Flávia o Flávio a gente discute então eu sou do ppj para papar mas eu me interiorizei e eu tenho a primeira coisa que eu dizer nas decisões mais adequadas na minha vida foi aceitar ser membro em primeiro lugar do programa de gestão de pós-graduação em ciências ambientais da Universidade Estadual do Mato Grosso com sede em Cáceres Cáceres fica no Pantanal mas muito próximo do Cerrado fazendo quase divisa
com a Amazônia tá é um espaço muito interessante para você perceber mudança e depois de uma longa atuação junto a fundação Amazônia sustentável sobre o conselho da Fundação Amazonas tentava Já tem 13 anos pelo menos eu entrei também para o programa de pós-graduação em ciências no ambiente sustentabilidade da ama O que é da UFAM da Federal do Amazonas e isso foi uma Outra internalização que a princípio me trouxe muito enriquecimento pessoal tá então a primeira coisa que eu digo para você já batesse no slide a necessidade de campo de necessidade de levantar a bunda da
cadeira embora Brasília seja importante embora São Paulo seja importante o mundo é muito maior do que isso tá e a segunda descoberta que eu fiz foi a de que existe ciência de alta qualidade sendo produzida no interior do Mato Grosso sendo produzida na beira do Rio negro e isso nos torna é grandes propagadores de ciência feita no Brasil eu vou voltar esse tema porque o morte fundamental do que eu vou falar para vocês é mudança climática é desigualdade ponto e essa desigualdade se expressa inclusive temáticamente há duas grandes áreas em mudança climática mitigação e adaptação
quase todos esforço do debate se concentra em mitigação muito pouco em adaptação mitigação é geral é como eu Evito o problema uma emissão Ainda nada gastar uma trenada de carbono sendo emitir agora em Madagascar na Sibéria na invasão da Ucrânia no na Venezuela no Brasil onde vocês quiserem e vai trazer o mesmo efeito porque essa tonelada de CO2 vai ficar aí mais de 100 anos rodando pela atmosfera adaptação ao local e adaptação requer conhecimento local e mais a desigualdade vai se manifestar muito mais pela adaptação as mudanças Que irão ocorrer e é por isso que
tem que ler o relatório mesmo que tudo que seja possível fazer seja feito a temperatura Subirá de forma otimista pelo menos um grau eu acho inevitável ela Subir pelo menos um grau e meio se tudo acontecer de forma correta que não vai acontecer é muito pouco provável que a temperatura não suba pelo menos dois graus e o que significa isso localmente é completamente distinto por exemplo num Espaço como aqui o Rio de Janeiro tá o que no interior lá no Pantanal no Alto Paraguai ou no coração na Amazônia da Bacia do Rio Negro São realidade
completamente diferente e isso requer pesquisa local tá então sem mais delonga isso aqui é o nosso site que eu tô vendo aqui a Camila rizzini que ela vai ela acabou de se comprometer a atualizar o site do gema tá bom acabou de dizer para mim agora telepaticamente eu captei a mensagem tá e eu não vou fazer nenhuma Apresentação de trabalhos Eu só coloquei alguns trabalhos relativamente recentes se der tempo eu vou falar um pouco desse que tem sido um grande trabalho que a gente desenvolveu nos últimos anos que foi uma um modelo de Greenwich para
o Brasil não vou entrar em detalhe com ele agora mas se tiver tempo a gente discutir depois tá que é uma proposta de reativação da economia através do investimento verde eu tenho muita alegria de ter participado de um artigo Feito na revista tempo do mundo que acabou sendo premiado ano passado com a menção honrosa dos melhores artigos publicados o ipea né tem essa esse trabalho bacana agora de identificar os principais trabalhos um trabalho foi liderado pelo meu amigo João Felipe Cury que não pode estar aqui por causa das filhas dele mas foi também com o
macho Alvarenga que tá fazendo doutorado nesse momento e tá nesse momento ele tá em Washington inclusive mas ele não é aluno Nosso e com ali ele acaiado que foi Nossa aluna de graduação fez mestrado no PPA e acabou de concluir o doutorado na University College Tá bastante ativa numa grande iniciativa de pesquisa que nós estamos envolvido chamada isso que a economia da alguma coisa como economia da transição energética e blá blá blá dor de cabeça não me lembro o nome tá era coordenado até dezembro pela Ester a Ester assumiu poderes maiores então não tinha mais
ninguém para assumir a Coordenação e ficou na minha mão esse trabalhinho aqui é um trabalhinho que eu vou fazer alguma referência especial porque é do ponto de vista teórico Onde eu acho que a gente tá tendo mais evolução trabalho muito com o Márcio mas que eu convido os demais esse de natureza mais mais propriamente dito Mas isso é apenas para exemplificar a a grande diversidade de coisas pra gente fazer então como eu avisei para vocês um monte de que eu tinha que falar se Tivesse que terminar a minha fala agora defina mudança climática eu ia
falar heterogeneidade e desigualdade mudança climática Ela é completamente desigual até mesmo do ponto de vista da sua formação Se vocês forem fazer as estatísticas da contribuição per capita dos países do mundo em relação ao problema e você tivesse uma métrica você conseguisse criar não existe Exatamente isso mas Suponha que a gente conseguisse criar um indicador de efeito da mudança Climática basicamente eu queria se perceber é que quem menos contribuiu para o problema é quem mais vai sofrer com isso e isso a gente rebate para Brasil também tá o Lucas não tá aí Lucas participou de
um de um trabalho comigo tá publicado na [Música] depois eu lembro o trabalho sobre as consequências das mudanças climáticas no semiárido Nordestino onde a gente acho que em vários momentos economics eu acho que é um artigo em que a gente a partir começou com uma consultoria a gente foi desenvolvendo ele que a gente faz uma correlação estatística entre seca no semiárido e consequência para cultivo a gente criou um indicador de perda de produtividade agrícola baseado na diferença entre área plantada e área Acolhida que a gente consegue pela pesquisa agricultura Municipal e o que a gente
percebe que esse indicador Por que que a área acolhida é menor que a área plantada uma coisa aconteceu errado você planta esperando colher e a gente identificou em primeiro lugar que havia uma correlação entre essa diferença e a existência de anomalia de chuva e em segundo lugar a gente identificou Mas quais são os cultivos mais afetados por isso e a resposta milho e feijão Pergunta para quem entende um pouco de Agricultura Familiar Qual é agricultura familiar típica dentro de subsistência no semeado nordestino milho e feijão Qual é que menos foi afetada fruticultura Qual é a
agricultura comercial tá com irrigação que mais se explode no semeador nordestino fruticultura tá isso é uma exemplificação de como mudança climática é desigual é um caráter eu vou voltar isso mais a tempo é um caráter do Que eu chamo de exclusão ambiental o cure lançou um livro há uns dois anos atrás sobre desigualdade tem um capítulo meu exatamente sobre isso que desenvolve uma ideia mais antiga ainda que foi publicada 20 anos atrás com a Maria Cecília Lustosa na revista que é um artigo chamado a questão ambiental no esquema centro periferia que é uma leitura de
como o tema da não é um tema de mudança climática mais de forma geral de desenvolvimento sustentável de Sustentabilidade se encaixaria no pensamento e aí a gente monta essa palavra exclusão ambiental e nunca desenvolve E aí nesse capítulo de livro A gente fala muito que é o conceito de pobreza não monetária que que a pobreza não monetária é um indivíduo que na chuva que caiu no sábado passou a noite inteira tirando água de casa tentando recuperar o móvel pobreza não monetária é um indivíduo que agora Vai ficar duas horas no trânsito para chegar em casa
pobreza não monetária é a mulher que não pode trabalhar amanhã porque a criança tá com problema de doença respiratória porque ela tá numa região com ar contaminado tá são indicadores de qualidade de vida que não são monetizados a gente tem uma longa tradição de trabalhar com pobreza monetária Graças em particular ao grande esforço que IBGE fez e todo o pessoal da linha de discussão de pobreza Trabalhando com pobreza monetária o que a gente está tentando fazer que é estender esse conceito que obviamente eu até cortei eu tinha dois slides para falar isso ah porque a
gente não é contra é meio ambiente não é um problema de rico é um problema de pobre pega as 10 cidades com mais contaminação de qualquer coisa escolhe contaminação atmosférica poluição de água resíduos sólidos sei lá contaminação por Mercúrio você Pode ter certeza que todas elas estão localizadas em países de terceiro mundo poluição de terceiro mundo é um problema de pobreza enfim porém a literatura da ênfase e mitigação Isso é uma Regra geral eu tive a possibilidade de estar vindo de alguns seminários internacionais por coincidência o último deles organizado pelo Nicolas Store lordstone que fez
em 2007 um grande documento alertando sobre os custos de adaptação a Mudança climática com a grande mensagem de que o custo de adaptar mais à frente vai ser muito mais alto do que mitigar agora ficou conhecido como relatório externo e esse evento em que ele reuniu vários economistas estava por exemplo o parta das gupta tava lá e outros mas também cientista meteorologistas oceano Costeiro cientista político cientista social da área de Ecologia biologia O grande morte é a incapacidade da atual teoria Econômica em lidar com esses problemas não sou eu não é para quem conhece o
relatório foi como que chama do banco da Inglaterra ele era charman Qual que é o nome do Oi isso eu te amo ou seja ele era o cabeça do banco da Inglaterra certamente não é uma cabeça extraordinariamente heterodoxa e o das ruptura por razões Diferentes a maneira pela qual a ciência Econômica tá lidando não é suficiente para lidar não está dando conta é preciso uma revolução de pensamento uma das coisas que foi levantada exatamente isso que eu tô falando para vocês agora a muito em mitigação e pouco em adaptação vou voltar esse problema tá mas
eu queria lembrar vocês que mitigação ou seja o problema de como eu evito perdão como eu evito o problema como eu reduzo unidades De que a gente chama tonelada de CO2 equivalente não vou entrar um pouco aqui métrica disso mas para qualquer pessoa que vai entrar aqui recomendo que leia alguma coisa do ipcc para entender as métricas e preste atenção que tonelada de CO2 é diferente tonelada de carbono eu até tinha pedido aqui o negócio para fazer umas continhas rápidas para vocês tem que lembrar um pouquinho de química ser carbono é pesa 12 oxigênio pesa
16 CO2 então o peso é 12 + 2 x 16 44 Carbono é 12 então uma tonelada de carbono equivale a em termos de massa tá a 44 12 avos em tempo de CO2 então se eu quero que parar em massa tá o efeito de uma Tornado de carbono para CO2 tem que multiplicar por 44 sobre 12 dá 3,00 qualquer coisa pequenos detalhes que a gente precisa para não ficar perdido nesse mundo da ciência não é difícil recomendo Mas voltando ao grande morte da história muito pouco trabalho em adaptação grosso modo só se estudou um
Grande efeito que é a corrente do Atlântico para quem lembra daquele filme exatamente depois de amanhã ele fala um pouco da alteração dessa corrente Ele é o único grande que a gente chama de tipo impin Point que foi razoavelmente mapeado em termos de possibilidades incerteza é absoluta que nós estamos lidando aqui com o conceito de incerteza na haitiana na sua mais profunda acepção ninguém realmente sabe de nada tá a gente modela mas há muito pouco efeito Do chamado chipim Pontes que tem a ver com que tipo impõe tem um ponto que você ultrapassa ele você
não tem consegue voltar atrás e irreversibilidade para dar um exemplo simples isso quem fala muito é o maior climatologista brasileiro que é o Carlos Nobre tá Amazônia a Amazônia tem uma capacidade de recuperar unidade pela própria Floresta vocês imaginam que a chuva vem do Oceano ela cai no litoral ela cai a planta vocês aprenderam no Colégio a planta respira né então a gente chama de evapotranspiração ela retira a água do solo e ela joga essa unidade por ar por isso que vocês vendem de manhã assim naquela cena típica de montanha com com Floresta vocês vêm
aquelas nuvenzinhas em torno aqui eu ia evaporação da água que está sendo transpirada então aí essa água chove ela sobe evapora chove de novo e com isso ela vai sendo bombeada do litoral do Leste para o sentido Oeste Porque a terra anda de Oeste para leste então o vento vai andar de Leste para o Oeste até chegar na barreira a barreira são os Andes o que que acontece ela vira de rumo vai para Sul indo para sua ela vai se deslocar é um efeito chamado de rios voadores Rios Aéreos essa água vai cair até a
Bacia do Prata Então o que sabe hoje a moderna climatologia a chuva no sudeste no sul do Brasil depende da capacidade desse sistema transportar água do litoral da Amazônia para dentro da Amazônia se você perde a floresta você perde a bomba d'água o que que vai acontecer em Belém que já Chove muito vai chover mais ainda só que a água retorna O Oceano porque a capacidade de evapotranspiração vai ser muito menor e consequentemente você vai ter um efeito de redução de umidade para o interior da Amazônia se é uma redução de umidade no interior da
Amazônia Como já aconteceu no passado a tendência é ocorrer uma savanização Da Amazônia e se transformar num grande Cerrado o que significará uma significativa redução da capacidade de transporte hídrico que terá consequências muito grandes em relação a produtividade agrícola por exemplo no centro-oeste Sérgio margulhe fez alguns dez anos atrás coordenou Um grande trabalho em que ele já apontava isso esse trabalho apontava que uma das consequências esperadas é a retração da Agricultura no Centro-oeste e o retorno da fronteira agrícola para o sul com consequências que são óbvias do ponto de vista de desequilíbrio de toda a
natureza Por que que isso é um tipo impõe porque se esse processo chegar e a floresta começar a savanizar Diferentemente da floresta amazônica a floresta de cerrado ela pega fogo ela começará espontaneamente incendiar E aí isso é reversível com consequências que ninguém sabe direito tá bom Um outro problema como eu falei para vocês que foi apontado nesse seminário liderado pelo lordstone é uniformidade metodológica grosso modo a gente tem com conjunto de ferramentas que lida com uma maneira de modelagem que não é a mais adequada para lidar com risco eu ia até trazer aqui um livro
de um cara chamado Simon Sharp que está coordenando essa iniciativa esse livro chama five times Foster cinco vezes mais rápida dizendo o seguinte para que a gente consiga Impedir a temperatura de chegar a 2° nós temos que ter ações agora cinco vezes mais rápido do que as registradas nos últimos 20 anos nós teremos que acelerar em cinco vezes o conjunto de ações Esse cara é um cara curioso porque ele é oriundo do serviço de conta espionagem ele era um agora saiu mas ele era um servidor público civil né Silvio Santos britânico ele trabalhava com quantos
espionagem e uma vez ele assistiu uma palestra Sobre as consequências esperadas de mudança climática e ele pensou isso em termos de segurança e ele ficou escandalizado da maneira pela qual se modela isso a gente modela exemplo clássico como é que se faz regressão regressão a gente modela minimização de erro né você trabalha grosso modo no mais próximo de um caso Central modelagem de risco é o contrário você trabalha a partir do pior caso e a gente continua fazendo modelagem Centrada em modelos que são parametrizados de forma bastante homogênea tá com hipóteses de preservação de hoje
até 2100 modelos climáticos só fazem sentido num Horizonte temporal muito superior aos modelos que a gente está acostumado a lidar e que que você faz você modela a economia daqui a 100 anos como se ela reproduzisse a economia de hoje e tira a conclusões a partir disso as conclusões são muito modestas E essa é a grande crítica feita ao ipcc a grande crítica feita pelo IPC sendo que ele tem errado é que ele foi conservador demais Ele identificou adequadamente os piores cenários mas ele sempre é muito cauteloso na apresentação desse resultado sem apontar para os
resultados de pior risco que é o que é feito em análise de risco a consequência que por causa disso não tem o alarme disparando em relação aos Problemas que virão tá um exemplo de um alarme que teve aconteceu agora em São Paulo a maior chuva já registrada 680 mm em 24 horas e essa chuva caiu em São Sebastião se ela tivesse subindo um pouquinho mais e caído em Angra dos Reis onde um terço das residências são condenadas pela defesa civil tô repetindo isso é um dado é dado Isso é fato um terço das residências no
município de Angra dos Reis deveria ser deslocada por problema De risco não é muito difícil imaginar que essa chuva que aconteceu em São Sebastião acontecerá em Angra E aí nós teremos não sem mais um múltiplo de 100 em termos de óbitos [Música] como eu falei para vocês um outro ponto fundamental é adaptação adaptação requer medidas mais específicas tá E é adaptação que vai tornar o problema mais desigual A desigualdade que a gente espera de mudança climática tá associada a adaptação e não a mitigação Mas a gente continua estudando mitigação tá Não tô dizendo para que
não se estude a economia da mitigação climática eu tô dizendo que a gente precisa da economia da adaptação climática mesmo sabendo que vai lidar com o nível de incerteza muito alto em relação ao que vai ver tá E isso é importante para que a gente perceba que a política Climática traz benefícios e não custos à população eu não sei se vocês estão acompanhando no presente momento a um não sei se já passou não passou Romero me corrija a lei da Mata Atlântica já foi alterada ou ainda vai ser alterada está acompanhando isso ali na Mata
Atlântica vai ser alterada agora com o mais indução de desmatamento e a razão pela qual você protege a Mata Atlântica é porque a Mata Atlântica é uma mata que combina alta declividade Proximidade com áreas de muita precipitação né e situações de grande densidade humana mata atlântica é a mata da pirambeira que Está desabando em todos os cantos E se a gente retira a proteção de Mata Atlântica a gente tá retirando proteção social foi aprovada alteração Estamos esperando o veto agora né e agora a luta é pelo vento e que é uma situação política difícil porque
a população não se Mobiliza por isso a gente tem um problema de mensagem oportunidade de pesquisa [Música] o que a gente descobriu até agora resolver esse problema tá tende a Gerar oportunidades que são intensivas em mão de obra em melhoria de inovação tudo que a gente gostaria no modelo típico de desenvolvimento clássico né melhorar a distribuição funcional de renda melhorar O conteúdo de inovação melhorar a competitividade produtividade em compensação as atividades primárias que estão associadas a piorar o problema e aí não tô pensando apenas em mitigação tô pensando em adaptação da fronteira agrícola não é
apenas um problema porque aumenta o desmatamento e consequente a emissão é porque retira a capacidade de resiliência natural adaptar o sistema você retira a nada a árvore ela é Simultaneamente uma máquina de captura de carbono e de retenção de solo uma árvore ela protege o solo ela protege a estabilidade regula climáticamente Tá certo e a gente tá indo no sentido contrário as atividades que removem essa proteção natural elas tendem a ser socialmente excludentes e pouco intensivas em mão de obra e eu vou deixar isso por Romero vai falar muito mais disso deixando esse tema porque
Homero vai ter muito muito a dizer para a gente sobre esse tema junto com o Lucas já falei para vocês as camadas mais frágeis são as que vão pagar essa conta isso é importante decisões econômicas não são neutras em relação ao meio ambiente e o meio ambiente não é neutro em relação à economia todo mundo que tinha discutânea neutralidade da moeda né a economia não é neutra moeda a economia não é neutra em relação ao meio Ambiente e mais o meio ambiente não é neutro em relação nem a moeda nem a política fiscal as decisões
de política econômica tem a ver com isso e há muito pouco trabalho em particular na macroeconomia ambiental há muita coisa em microeconomia mas muito pouco em macroeconomia eu queria começar com vocês mostrando não sei quantos vocês conhecem esse desenho aqui quem já foi meu aluno já conhece esse desenho por definição mas Para quem não conhece isso é um mapa das emissões brasileiro vocês querem que eu aumente o desenho que vocês estão conseguindo ver tá vendo o que que a gente tá vendo aqui Ah não funciona na TV Pois é a TV é muito inteligente é
com dedão mesmo o verde é até uma ironia do destino o verde representa as emissões por mudança de uso da Terra e né lendios lendios e mudança Uso da Terra mudança no uso da Terra e força e vulgo desmatamento de 1990 a 2021 isso é calculado pelo sistema de estimativa de emissão de gases de efeito estufa um trabalho magnífico que foi liderado pelo Tasso Azevedo se o taça dele tá falando presta atenção Ele é provavelmente o mais equipado para falar difícil aguentar ele porque ele fala rápido para casa não para de falar tá sua corda
no 220 mas é esse trabalho Foi um trabalho seminal porque impediu a dependência Que nós tínhamos as fontes oficiais parentes o Brasil é parte da convenção do clima tá quem faz a conferência do clima ela é feita entre países Então quem assina a conferência são as partes então é o governo brasileiro que tem a obrigação de fazer comunicação a conferência do clima certo a conferência do clima aconteceu em 1992 E desde 1995 tem a conferência das partes conference of the potes cop Então todo ano tem uma cópia em algum lugar do mundo a gente tá
torcendo aí para que a copa de 2025 ocorre em Belém Belém do Pará e a cada tantos anos os governos são obrigados a fazer a sua comunicação oficial isso era missão do ministério de Ciência e Tecnologia agora ciência inovação e tecnologia é tecnologia nova eu sempre troca a letra enfim você sabe onde que eu tô falando o que o governo brasileiro fazia Sempre que as emissões pioravam eles segurava a informação e só divulgava o dado quando interessava como esse material Hoje é calculável a metodologia é dada e as fontes são abertas o pessoal do cego
vai fazer o seguinte então vamos fazer a nossa estimativa antecipando a estimativa oficial de governo Então embora não seja a comunicação oficial do governo brasileiro as partes porque esse é um documento oficialmente entregue pelo Ministério da Ciência da tecnologia inovação a a conferência do clima isso aqui é antecipação e funciona bonitinho nunca deu problema então a gente tem aqui um quadro que mostra uma evolução até um pico em 2004 em 2005 quando Você tem o auge do desmatamento que está associado ao declínio do verde observem como a Barra Verde ela é preponderante nesse gráfico porém
Chegamos na década de 2010 na Década passada ela volta a crescer Mas se vocês olharem as outras Barras em segundo lugar da agropecuária agropecuária só cresce [Música] e aqui é bem principalmente emissão de metano fermentação entérica Infelizmente o bovino bovino eles não são tão educados e eles emitem gases não pensem vocês que seja o que vocês estão pensando ele ele é ruminante o ruminante ele rumina o dia todo Portanto ele Arrota o dia inteiro É principalmente arroto mas tem outros gases envolvidos aí também ok bovino Brasil é o maior rebanho bovino do mundo não sei
se você é maior exportador de carne se não é o maior entre os três maiores rebanhos bovinos do mundo São Félix do Xingu tem só São Félix deve ter o quê dois milhões de cabeça mas tem ouvindo tem suíno e etc tá a gente não contabiliza em missões humanas nisso tá bom só de de Bichinho a outra grande fonte de emissão é fertilizante não vou entrar aqui no detalhe o gás de efeito os gases de efeito estufa não são apenas o dióxido de carbono você tem por exemplo óxido nitroso que é um elemento que sai
da do uso de fertilizante fertilizantes usam muito Nitrato e esses escapamento de nitrato vai e joga para atmosfera tá bom e em terceiro lugar Isso é uma aberração Em relação ao mundo é que tá todas as fontes de energia que esse vermelhinho onde é o problema o mundo tá concentrado no vermelho que no caso o brasileiro ele cresce Olha só como ele era pequenininho ele cresceu muito mais que dobra nesse período contudo em termos relativos ele ainda é bem menor do que os demais tá E aí você tem desde missão do sistema de transporte Você
tem toda termo eletricidade todo o processo de caldeira toda queima Industrial de de combustível então grosso modo queima de combustível fóssil que é o grande tema mundial no caso brasileiro ele é pequeno O que significa que no Brasil não funciona a regra Mundial eu tô mostrando aqui evidentemente que o mundo está preocupado com o tema que de fato é importante no Brasil porque ele mais que dobrou mas ele não é o mais relevante então uma discussão de economia de mudança Climática no Brasil em termos de mitigação vai ter que se concentrar em temas que não
são os temas convencionais e que portanto não adianta procurar na literatura internacional porque não vai encontrar em particular a questão do desmatamento onde a gente tem já há décadas de produção de grande qualidade tá tentando resolver essa questão e uma característica Interessante não sei quanto de vocês é que trabalham com a economia institucional Onde fica muito Evidente que instituições contam o desenho da política conta a capacidade de comando e controle tá e Esse aspecto agrícola que não é usual tá aí tem todo uma literatura específica não vou entrar aqui em detalhe por exemplo como é
que você faz para que reduzir a emissão da pecuária você bate o animal mais cedo por quê Porque a capacidade de absorção de biomassa tá querendo um animal engordar né então você espera ele chegar Um determinado tamanho para fazer o abate mas se você enquanto ele tá crescendo ele tá emitindo se você consegue gerar mais biomassa por unidade CO2 você consegue ganhar de eficiência então grosso modo significa acelerar o processo de corte ter técnicas mais intensivas Mudança de Hábito de alimentação aí o pessoal da Embrapa que tem discutido e a mesma coisa na questão de
fertilizantes então a economia da mitigação climática Internacionalmente trabalha que modelos universais um forte predomínio de visão neoclássica trabalhando com modelos de CG adquirido geral computacional que são projetados e pasma em boa parte deles trabalha com conceito de otimização otimização Inter temporal requer reversibilidade eu só posso resolver um problema de otimização interpemporal um hamiltoniano da vida se eu consigo projetar toda uma família de cenários até um determinado período Às vezes o Infinito e vem de trás para frente definindo qual dessas trajetórias vai maximizar a minha função objetiva O que é obviamente uma situação inusitada para um
tipo de problema que a gente tem a menor ideia do que vai acontecer daqui a 50 anos quanto mais o infinito jogando extrapolando modelos convencionais muito pouca preocupação e demanda efetiva e isso gera uma grande vamos chamar de oposição mas gera uma Restrição na hora do debate político na medida em que você tem uma grande resistência em países em desenvolvimento Esse tipo de modelo sobre o argumento que eles geram desemprego enquanto Na verdade ele geraria um emprego o efeito líquido de emprego no caso brasileiro ele é diferente do resto do mundo você imagina um caso
de uma economia chinesa onde eu tô substituindo carvão por sei lá gás natural ou qualquer outra fonte energética Carvão é uma atividade a princípio intensivo em trabalho não vou discutir para vocês a qualidade desse trabalho trabalho de péssima qualidade mas gera emprego a história toda da mineração britânica para quem acompanhou a Berg a guerra da Tati com os mineiros né você tem de fato uma perda líquida mas no caso brasileiro como a gente não tem um problema de substituição de fonte energética esse problema não existe muito pelo contrário as possibilidades De inovação de ganho de
extensão de fontes de outras fontes energéticas seriam geradoras de emprego líquido mas a gente cai num debate de primeiro mundo que fica discutindo se você vai ou não vai gerar redução de atividade econômica e uma parte da falta de progressista da área Progressista caiu no conto do decrescimento que é o argumento de que você tem que reduzir o consumo isso Segue uma tradição foi lá do solo 74 primeiro cara que escreve sobre isso Olha só tem uma baita capacidade de prever essas coisas eu não vou concordar na maneira como ele resolve o problema mas em
74 ele já tá discutindo não mudança climática Mas a questão de exaustão de recurso e que ele argumenta que então o único jeito a gente reduzir o consumo se a quantidade de recursos é finita e eu quero melhorar a distribuição de consumo no mundo então que tem que fazer os países envolvidos tem que reduzir o Seu consumo per capita para aumentar o consumo do resto do mundo o que obviamente para quem Segue uma literatura de demanda efetiva Não é bem assim que a banda vai tocar em fazendo a questão energética Já falei com vocês o
caso brasileiro é bastante distinto né então a gente tem de cara um espaço muito grande para soluções teóricas soluções de modelo próprias ao Brasil porque isso não é o caso trivial vou dar Um exemplo aqui achei que o Caio tá aqui a dificuldade terrível que a gente tem trabalhando como modelagem sobre um produto encaixar desmatamento a gente não consegue ter um modelo decente com base em si um produto que Elite com a questão do desmatamento todos os nossos modelos que fazem é Estimativa de emissão em com isso um produto separam o tema de de desmatamento
que é o mais relevante e trabalha ele em separado isso é um campo Em aberto tá temos nichos de debate importantes impacto das hidrelétricas hidrelétricas ou não é uma solução é cada vez mais questionável que a gente vai ter uma solução através de simplesmente da expansão de fontes hidrelétricas eu vou dar uma informação importante vocês devem ter acompanhado em 2020 um incêndio no Alto Paraguai o Alto Paraguai é a parte do Pantanal do Mato Grosso não do Mato Grosso do Sul Normalmente os problemas de seja ocorrer no Mato Grosso do Sul o Mato Grosso não
pegava fogo aconteceu uma grande concentração de fogo no Mato Grosso e isso foi descoberto associado ao que a vazão do Rio Paraguai o rio Paraguai não enche mais como enchia ponto e eu sei porque eu vou lá as cheias do Paraguai são cada vez menores Diferentemente do negro a bacia do Amazonas achei são cada vez maiores como eu falei para vocês adaptação é Local Porque que o rio não tá achando mais pode ser mudança climática mas também é efeito de duas coisas aumento da irrigação no cerrado que impede a água de chegar e hidrelétrica hidrelétrica
controla a vazão a hidrelétrica de umas construída a montante de Cuiabá foi ela foi construída justamente por quê Porque Cuiabá alagava na medida que você faz uma barragem não sei se vocês sabiam disso mas foi muito mais para impedir a Cheia em Cuiabá do que para gerar eletricidade na medida em que você controlou a vazão a amplitude do alagamento se reduziu o que que aconteceu com o Pantanal de Cuiabá se transformou num Cerrado Pantanal ainda esse pessoal fala de Pantanal chama Cuiabá de plantar você chegar em Cuiabá até lá capital do Pantanal e do agronegócio
escolhe já tá lá tá lá na verdade não é porque o aeroporto fica em Várzea Grande vai ter Que atravessar o Rio para chegar no aeroporto tá lá o treco o rio não enche mais e tá acontecendo que as vasões no Paraguai estão diminuindo o terceiro grande risco a hidrovia se você faz a hidrovia você faz uma retificação de canal se você fazer uma retificação de canal a água Desce mais rápido o Pantanal só alaga porque a água demora a jogar você pega uma garrafa d'água Joga lá em cima do Pantanal vai demorar seis meses
para ela aparecer lá embaixo se Você retifica o canal a água acelera naquela acelera ela escoa se ela escoa ela não alaga você perguntar para o engenheiro civil meu pai que bom impedimos o alagamento só que ao impedir o alagamento você impede o Pantanal o mesmo fenômeno tem alguém aqui do Rio Grande do sul sul do Rio Grande do Sul banhados as áreas de banhados no sul do Rio Grande do Sul deixaram de ser alagadas por causa da irrigação do arroz a gente perdeu muita área aí tem Estimativa da gente ter perdido empanar alguma coisa
como 20% de área de inundação o pessoal faz isso usando imagem de satélite eletrificação dos transportes jezel tá trabalhando muito nisso mas tem gente aqui na Prefeitura do Rio de Janeiro tem um careca um novo careca ali trabalhando com esse tema de eletrificação de transporte é um nicho interessante ele tem um papel menor do ponto de vista de em relação ao desmatamento mas não Significa que não seja relevante Mas ele tem um segundo aspecto ao reduzir a emissão de fóssil você não impede apenas o poluente Global você impede poluente local Então você tem uma melhoria
de qualidade local de ar por exemplo eletrificação de ônibus problema de onde vai vir eletricidade porque a gente tem um mito aqui que a gente vai ser Arábia Saudita do biocombustível e a Arábia Saudita agora da eletricidade que a gente vai ser acabei de ler um texto Sobre isso vindo da Cafe mostrando não porque a América Latina tem um grande potencial de ser intensiva em atividades é consumidora de energia porque ela tem um grande potencial de geração elétrica e começa a falar coisas como por exemplo amônia eu não vou entrar aqui no ciclo da amônia
amônia está associada à produção de hidrogênio e o hidrogênio tem realmente a possibilidade de uma vez você ter o Hidrogênio de ter uma fonte simples de grande eficácia e baixa e baixa emissão o problema em primeiro lugar que o hidrogênio pode da vídeo e demburgo e se vocês lembram daquele Grande acidente no porto de Beirute aquilo foi um depósito de amônia mal cuidado que você guardar a Mônica com papel esse papel por algum acaso pegar fogo a amônia vai eu vou acumular a Mônica por aí com a consequência disso tudo tem limite Um tema importante
da área que avançou bastante foi dos instrumentos econômicos a mitigação climática e nós temos a taxação sobre carbono e os mercados de crédito sobre carbono tá isso já foi bastante discutido mas muito pouco implementado eu chamo a atenção que um tema que é pouco trabalhado é a relação de política monetária com um instrumento dessa natureza se você vai discutir ativos ambientais como todo e qualquer ativo a relação deles com política Monetária é extremamente sensível né E a gente não discute por exemplo as consequências de uma taxa de juros estratosférica sobre a sustentabilidade mas a linha
de raciocínio é simples taxa de desconto aliás diga-se de passagem um dos principais temas discutidos lá no evento do Stan como sempre taxa de desconto se a taxa de juros está em termos reais estamos com 67%, 8 líquido disso na tributação sete beleza Qual é o valor presente de uma atividade que vai me trazer um retorno daqui a 20 anos ou é um maluco que vai fazer um algum tipo de atividade pensando o horizonte de 20 anos 20 anos não é geração futura não gente 20 anos são vocês daqui a 20 anos já estava na
sala de graduação falando isso cara vocês são eu daqui a 30 anos ou mais 20 anos não é geração futura Não 20 anos é como vocês vão viver quando tiver a minha idade E isso é zero o valor econômico é o valor presente e isso tá profundamente ligado à taxa de juros eu vi muito pouca literatura sobre a consequência de sustentabilidade de uma política de juros elevada a gente tem discutindo muito o efeito de curto prazo de demanda efetiva Mas as consequências na no portfólio de decisão e é óbvio que você sendo curto prazista você
vai taca-lhe pau vai tirar o petróleo tá tirando o petróleo agora não rapaz vocês estão Sabendo né Petrobras está ali explorando muito ali tá tem prospecção ali na fora do Amazonas se descobrir se preparem para uma grande Guerra e eu sei o lado que eu vou estar e não é o lado da Petrobras e eu tenho razões para dizer porque eu acho isso um absurdo mas enfim há uma taxa de juros de 7% eu entendo a Petrobras querer fazer o que quiser você reverte não há possibilidade de discutir sustentabilidade no mundo com uma taxa De
juros real de 3%, 4%. quanto mais sete oito regulação de ativos o que eu escuto de barbaridade sobre crédito de carbono me arrepia as pessoas não têm ideia de que é um crédito carbono é igual que tomou moeda cara Deus do céu daqui a pouco deve ter uma criptomoeda em cima de carbono a dica de passagem as criptomoedas caindo porque ninguém esperava que aquilo fosse tão intensivo em relação em consumo de eletricidade Como é que a gente organiza essa bagunça agora o papa é biocrético e biodiversidade Mas quem que vai comprar só existe uma razão
para ter crédito e carbono Só existe uma razão para um mecanismo de um direito transacional é a flexibilização do atendimento de uma Norma legal só faz sentido um crédito de carbono se tiver alguém penalizando o indivíduo porque ele tá emitindo demais e portanto ele vai pedir a uma terceira fonte para Fazer por ele se eu não tenho regulação ambiental não tem crédito de carbono porque tanta falação em cima disso enfim agora a política fiscal não e aí o nosso caso é o problema reverso a estrutura fiscal continua subsidiando o perverso e continua dando pouco incentivo
ao que deveria ser adequada às vezes até colocam condições iguais você dá uma condição semelhante para um projeto de sustentabilidade com um projeto predatório bom mas o cara vai Putar pelo projeto predatório lembrei daquele trabalho de pé que tem a ver também com a regressividade social da estrutura fiscal né E aí toda vez que a gente vê que a política fiscal vai ser debatida no Congresso por esse congresso a chance de ter uma reforma fiscal que de fato faça algum sentido é maluco algumas coisas ocorrendo já falei para vocês aqui macroeconomia keynesiana tem muita coisa
acontecendo com Caio com Márcio sem contar as minhas Coisas mesmo muita coisa trabalhando com isso um produto tá é isso é um tema interessante a Martinha saiu agora que é o tema de fluxo de comércio internacional Quem é o responsável pela emissão Quem produz ou quem consome Esse é um tema que está crescendo de importância por exemplo na Europa porque a gente pega o Brasil é cada vez mais intensivo em emissão ou seja se você pega a cadeia de produção por uma atividade de exportação você tá gerando Cada vez mais carbono por cada dólar produzido
e na Europa tá acontecendo o contrário mas vem cá porque Ah porque o Brasil está exportando Então vamos associar uma matriz de comércio com uma matriz de um produto porque a matriz brasileira ela é muito suja principalmente pela exportação se a gente tivesse um outro padrão de comércio a gente tem um outro padrão de emissão Então esse é um tema importante que será obviamente discutido nos fóruns Internacionais de comércio mas que precisa de pesquisa própria inovação muita coisa acontecendo é grupo Educacional fazendo muita coisa e o próprio Insta a gente está trabalhando com o modelo
com um ABM né o o Mateus se dando sequência ao trabalho da Ester em ABM então fazer uma uma modelagem em cima da Inovação de transição de Baixo Carbono e o papel da regulação em cima disso e Óbvio regulação energética que tem tudo A ver com um grupo de economia de energia setor elétrico gesel É Que Tem trabalhado em particular com a questão da eletrificação de ônibus já tá aqui o Gabriel Patti que trabalha especificamente nesse tema da da eletrificação então discussão de precificação e tributação de combustível numa perspectiva de longo prazo isso aqui é
um tema que a gente tem trabalhado eu sei que eu já estou estourando o meu tempo eu tô correndo Bastante agora mas quem tiver depois eu passo esse paper que eu que o marte Fez Comigo está o trabalho de teste doutorado do Márcio que é uma tentativa de um princípio de uma macroeconomia pós kennesiana relacionada a esse tema partindo da ideia de que a gente precisa incorporar demanda efetiva não dá para trabalhar com modelo de CGE E isso tem uma razão política eu preciso gerar emprego e a gente quando vai para o caso concreto descobre
que o que a gente está Propondo gera muito mais emprego que está destruindo neutralidade da não neutralidade ambiental tudo que a gente faz tem uma consequência ambiental e vice-versa né não há uma convergência natural sustentabilidade você precisa de políticas de indução espontaneamente o livre mercado não vai te levar para sustentabilidade e eu não preciso ser muito louca não basta leu variam no capítulo de externalidade existe Externalidade acabou a externalidade o ótimo social difere do ótimo de livro no mercado acabou eu preciso intervir tá lá no Vale qualquer manual de qualquer linha ideológica vivendo externalidades você
tá numa situação que você precisa ter uma ação de intervenção você vai discutir a forma da intervenção Mas você não vai discutir a necessidade ou não na intervenção e o crescimento constrangido é é possível crescer é Mas Nem todo nem todo o crescimento é possível existem limites ao crescer não é um limite absoluto é um limite relativo existem formas pelas quais você pode crescer infinitamente outras não se você vai crescer sua economia com base na extração de um recurso e finito você vai chegar um momento que você vai estagnar e não vou discutir aqui a
gente tá falando aqui vou deixar aqui rapidinho para vocês lerem né a demanda efetiva Não determina apenas nível de produto emprego determina também o nível de uso do recurso Então quando você tá mexendo em emprego Você está mexendo também no equilíbrio ambiental já expliquei sobre isso as políticas macro afetam o grau de utilização de recursos naturais todos na fórmula política monetária uma política fiscal uma política campeãs tem consequências sociais e consequências ambientais também Não há convergência nem ao pleno emprego nem a sustentabilidade muito menos a sustentabilidade não há como espontaneamente você precisa de políticas públicas
desenhadas para isso e obviamente você precisa para desenhar essa política de subsídios técnicos e seletividade não adianta imaginar que você vai crescer apoiando qualquer coisa me lembra que quando houve a o choque de 2008 houve retração mundial o Brasil ah vamos incentivar a indústria de Automóvel com automóvel 1.0 Caramba fala com tanta história cada automóvel a mais mesmo que ele seja missão zero vai aumentar a emissão média de dos demais veículos não adianta imaginar que você vai resolver o piorando as coisas então você tem que ser seletivo mesmo não adianta imaginar que você vai crescendo
expandindo infinitamente uma oferta energética não adianta imaginar que você vai crescer expandindo a fronteira agrícola você tem que escolher o Atividades que são intensivas em emissão Nem Tudo Deve Ser apoiado sinal verde sinal Amarelo sinal vermelho sinal verde essa atividade vale a pena eu vou ela vale a pena ser acompanhada e ser estimulada senão amarelo eu vou incentivar desde que eu vou prestar atenção nas condições sinal vermelho eu não posso apoiar e o princípio do crescimento constrangido essa ideia de que é existe a possibilidade de um crescimento Infinito mas ela não é espontânea e ela
é apenas uma das múltiplas possibilidades Isso é uma discussão mais com a galera do decrescimento a área de conflito Já falei com vocês a questão da demanda efetiva agora tem uma área que eu não trabalho mas que tá toda ela pedindo pelo amor de Deus que a teoria do valor e Capital tá a gente trabalha em termos práticos com a métrica da esternalidade métrica das turnalidade é valoração eu só posso Fazer valoração se tiver uma teoria do valor a gente trabalha com métrica de Capital natural eu só posso ter uma métrica de Capital na atual
situação tipo uma métrica de capital e eu não vou precisar recordar a vocês que que é controversa de quem como é que eu meço capital então há uma aplicação prática para um debate que aparentemente era estritamente acadêmico e teórico isso tem consequências práticas muito Importantes por exemplo na definição de um banco de desenvolvimento ele vai não vai apoiar um determinado projeto ele precisa de uma métrica do impacto desse projeto e eu só posso fazer uma métricas que faça sentido se eu tiver a teoria por trás enorme espaço que o Fábio não tá aqui mas isso
aí que o senhor Fábio e também a questão do crescimento versus decrescimento para acabar juro que esse é meu último Slide ó acabar isso aqui acabou acabou acabou acabou aqui já é outra coisa aqui já acabou tá aqui mas isso aqui é esse aqui é de fato é o último mesmo adaptação climática é porque eu usei tem todo o gringo depois que não vai dar tempo da gente discutir primeiro lugar a adaptação interessa muito mais aos países em desenvolvimento que os países desenvolvidos porque ele é um problema essencialmente dos países em desenvolvimento tá não sei
se vocês Acompanham um furacão pelo Caribe ele chega em na República Dominicana mata sem passa Cuba mata mais uns 50 passa em Haiti Mata 200 se ele vai para Costa mata sei lá uns 80 na Nicarágua uns 180 nem El Salvador e chega na no Texas mata três é o mesmo furacão e esse tem a ver com notas que é o trabalho do The King o do André Santana o que o André fez foi pegar dados de chuva de precipitação no estado Do Rio de Janeiro pegou um monte de estação de precipitação métrica mesmo E
verificou os eventos anômalos e fez um cruzamento com os mapas de Defesa Civil da decretação de desastre natural o que ele prova economicamente algo que a gente já sabia tá é de que um desastre natural não é tão natural assim Aliás ele chama Norte só Neto é uma um texto do Russo falando do terremoto de Lisboa que ele destruiu partes da cidade Muito mais intensamente as partes pobre que as partes ricas porque a capacidade de adaptação a infraestrutura que você tem vai determinar o efeito dessa dessa desse Impacto então voltando a história da adaptação onde
você tem maior capacidade de resiliência você terá menos efeito então se você tem uma Os Três Porquinhos literalmente Os Três Porquinhos se você construiu a Casa de tijolo e vem o furacão que é o lobo mau a casa fica se Você construiu a Casa de um jeito qualquer ela vai embora tá próxima vez eu vou botar até o desenho dos Três Porquinhos até mais fácil de explicar impactos locais dificultam o modelo Gerais é muito difícil um modelo Geral de adaptação O que é fascinante porque porque requer que vocês vão a campo porque o efeito tô
dando para vocês o efeito no rio Paraguai da mudança climática tem ido Numa direção oposta ao efeito do Rio Negro no Rio Negro tem ampliado a amplitude de alagamento no Paraguai tem reduzido a amplitude de alagamento e não tá tão longe um do outro porque porque as condições geofísicas são diferentes e isso requer modelos específicos para problemas específicos isso requer o que muito mais gente trabalhando no tema não falta gente trabalhando no tema agora necessita integração com o modelo De ofício é preciso acompanhar a ciência tem um mínimo de noção do que que está sendo
apontado como como mudança climática daqui um exemplo aqui para esta região que a gente vive isso eu me lembro do Carlos Nobre falando isso já tem mais de 15 anos essa região que a gente vive é uma das regiões de mais difícil previsão meteorológica porque a gente está sujeito a influência do Oceano influência da massa Continental e um regime de relevo muito acentuado Então o litoral que vai grosso modo do Rio de Janeiro até Santa Catarina é um modelo onde fazer previsão meteorológica precisa é impossível E do mesmo modo é muito difícil imaginar consequência geral
grosso modo o que se espera se espera que tenha mais chuva até falei hoje na aula de graduação a gente aprendeu no colégio se o problema é o aumento de calor de energia na atmosfera vai ter mais evaporação vai ter no planeta como todo vai chover mais Mas vai chover onde tem água onde é que tem água é no oceano Então quem tá muito influenciado pela massa Oceânica como nós e pegamos o oceano com vento de Leste caindo direto pra gente aqui Choverá mais na média contudo a irregularidade deverá ser maior mudança climática não é
apenas um problema de alteração da Média Principalmente um problema de alteração da variância tá e teremos eventos extremos que estão se concretizando Então se profetizando a gente fez esse estudo sempre a gente tem um outro trabalho também que é o valor a tempestade em que a gente estima faz uma estimativa meio que Back of da conta de papel com este papel de padaria de quanto se perde em desastre só de chuva e é o nosso número é da ordem de pelo menos dois por cento do PIB 2% do PIB é muito mais que a indústria
automobilística que muita gente que vai passar a vida inteira estudando e acha Que é muito mais importante que o desastre é problema de adaptação acentuam desigualdade E aí entra uma enorme literatura que tá se constituindo sobre escolha a desigualdades que é fácil quer discutir desigualdade Regional sim o semiárido vai ficar mais pobre se aconteceu que está sendo previsto com agricultura agricultura do Sul do Brasil vai se dar bem e a agricultura de cima Vai se dar mal Isso vai trazer o que realmente desigualdade você quer escolher o que desigualdade racial quem é que mora no
morro que vai desabar quem é que mora na beira do rio que vai alagar tem um trabalho interessante isso é a gente não costuma pensar nesses termos um trabalho economético americano negros morrem mais do que brancos em acidente de não em termos absolutos a probabilidade de um negro morrer num Acidente de automóvel nos Estados Unidos é maior do que um branco porque porque Ele dirige de forma mais violenta não porque Oi nem tanto é pelo tempo que ele gasta no trânsito Quanto mais tempo você gastar no trânsito maior é a exposição que você tem uma
hora a probabilidade de um acidente no caso norte-americano a periferia se desloca de automóvel e Consequentemente pega mais Highway pegando mais raiva e aumenta a chance de morrer no acidente se você transporta isso para problema de material particular quem fica mais tempo no trânsito nesse momento quem é que tá parado na avenida Brasil inalando o material particular e narrando monóxido de carbono Seja lá o que for isso não é neutro quer ver uma outra coisa a questão de gênero Marguerita tá começando isso Quem é mais suscetível a problemas de doença respiratória que já são acentuados
por poluição local e que serão agravados por mudança climática crianças e idosos Ok a criança ficou doente o avô ficou doente Quem é que vai ficar em casa para tomar conta da criança do velho o homem ou a mulher então o efeito laboral é mais forte nas mulheres só para dar um exemplo simples tá então vocês escolhe a desigualdade agora que ninguém pensou Desigualdade fiscal Camila tá estudando isso né orçamento temos dois aspectos Aí temos o aspecto tributário que é a questão da arrecadação mas adaptação não tem a ver com arrecadação o imposto sobre a
emissão é um tema de mitigação o tema de adaptação é orçamento quem é mais afetado do ponto de vista orçamentário por um desastre climático a prefeitura é o estado ou a união desabou quem é que vai cuidar disso é Prefeitura e depois e por fim a união você aumenta a desigualdade Federativa E cria uma dependência maior porque o município não vai ter recurso Ele vai ter que vir de joelho para o estado que vai ter que vir de joelho para a união você cria uma desigualdade Federativa tá Então nesse aspecto a gente tem uma gama
de possibilidade escolha qualquer tema de Economia que vocês quer trabalho relações de mercado eu não sei não sei De cabeça Qual é mas pode ter certeza que o efeito da mudança climática no mercado de trabalho não será neutro e a minha hipótese geral é de que de alguma forma irá provocar algum tipo de desigualdade Ah lembrei de uma coisa o Eduardo Haddad há muito tempo fez um estudo sobre as o custo econômico dos alagamentos em São Paulo e ele fez essa conta dizendo assim se alaga São Paulo o círculo de a circulação de mercadorias no
Brasil é afetada porque boa parte das Mercadorias passam por São Paulo e ele fez uma conta só Eduardo consegue fazer usando aqueles modelos dele de um produto Regional ele conseguiu estimar a consequência de um alagamento em São Paulo Ok houve um alagamento quem é mais afetado a mão de obra que mora mais na periferia que vai ter o quê dificuldade de de arranjar um emprego está você vai aumentar provavelmente a rotatividade eu lembrei disso para de violência se isso eu sei que de Violência no rio tem isso em áreas de comunidade que são muito feitas
a tiroteio o sujeito perde muito dia de trabalho porque ele não pode descer não podendo descer ele tem mais dificuldade de um de um trabalho de carteira assinada isso eu sei que o pessoal já comprovou mas é possivelmente eu vou ter uma relação desse tipo com agravamento de distância e por aí vai ou seja o ponto que eu quero terminar eu vou não vou falar Sobre isso né isso aqui não vai acontecer blá blá blá blá blá blá é de que já é lá pro final tinha um monte isso aqui isso aqui é o nosso
eu não vou falar disso aqui nós já falei demais tá a gente tem aqui muita coisa no site do gema que é a Camila acabou de dizer para mim que ela tá super feliz que ela vai fazer essa atualização tá e as coisas que a gente tem escrito por aí eu vou abrir agora para conversar falei demais né Bob fui além do tempo E a ideia é mais ou menos essa é mostrar para Seja lá o que vocês estão fazendo se vocês procurarem vocês vão encontrar uma conexão com essa mudança porque o nível de mudança
é tão cavalar que é praticamente impossível que ele não seja afetado por causa disso [Música]