h a cidade grande né e a modernidade nos colocou essa questão de individualidade mas no ritmo atenção da da cidade essa individualidade se transforma em individualismo aí eu fico pensando em mim eu tenho que chegar em tal lugar eu tenho que fazer isso eu tenho que garantir isso para mim então o reconhecimento do outro do espaço do outro acaba ficando cada vez mais reduzido aí eu tenho que fazer o meu e garantir o meu E aí começa a ficar uma situação de um Salve se Quem [Música] Puder [Música] e nós não não entendemos nem o
trânsito como um um um espaço de interdependência não respeitamos as leis e não somos educados Para incorporar essas questões no dia a dia do nosso comportamento cidadão o trânsito São Paulo ele é o retrato mais perfeito mais definitivo da nossa taxa de cidadania Na verdade o trânsito revela uma cidade que não sou se respeitar e que não sabe respeitar os [Música] [Música] outros vi Qual é a realidade do trânsito no nosso país hoje é pior do que a guerra do Iraque pior do que o terremoto do Japão né e a gente acha que ainda tá
matando pouco e tem gente que acha que ainda precisamos matar mais para mudar se você pegar né 20 anos nesse país eh de morte no trânsito você pode dizer que arredondando em 20 25 anos morreram mais de 1 milhão de pessoas em acidente de trânsito então só pra gente ter a relação a frota americana é cinco vezes a nossa e eles matam o mesmo número de pessoas mais ou menos que nós matamos por ano então a pergunta é alguma coisa está errado não está tudo errado 70 80% não dá seta conversão sem seta a moto
sem seta não parou sem seta aquela senhora tava com o cinto puxado nas costas na verdade 30 40% no uso cinto de segurança sem o cinto de segurança ó sem cinto a criança no no banco da frente lá ó sem cinto esse carro preto motorista de ônibus sem cinto de segurança carro vermelho sem cinto 10 15 20% dirige falando ao celular falando ao celular ó está falando ao celular motorista falando ao celular aquela aquela BMW lá ó falando no celular essa senhora que vai fazer a a curva ó com uma mão só ó ela nem
viu o pedestre ó lá ó lá 10 15 20% passa no semáforo vermelho agora o semáforo vai dar vermelho ó lá 1 2 3 ó lá Para quê Para parar na fila do congestionamento ó no vermelho ó lá semáforo vermelho a moto passou como se ele tivesse da indo da sala pra cozinha da casa dele ó ele tampa a placa lá ó lá ó o que fazer com um cidadão desse ó passou no vermelho os pedos atravessando ó lá vermelho conscientemente passou no semáforo vermelho ela viu que já estava Amarelo teria tempo de parar ela
não tava em alta velocidade mas F lá é só pedestre mesmo né vamos vamos que tudo bem estaciona sobre a faixa de pedestre quando o semáforo tá vermelho como se fosse uma área de lazer né para ele parar ficar ali comendo um pastel tomando uma água de coco né os caros já estão avançando sobre a faixa de pedestre lá ó o semáforo ainda tá ver para ele isso aqui tudo não é tolerado num país civilizado imagina se a gente quiser um filme desse levar pra Suécia vamos dizer que a gente tá tá louco n brincadeira
isso é uma coisa pra gente refletir Essa é a cidade que a gente quer né Eu acho que não se eu cometo excesso de velocidade se eu bebo e dirijo se eu passo no semáforo vermelho eu tô me colocando numa situação de risco você tem carros em São Paulo que tem R 20.000 de multa tem R 30.000 de multa R 15.000 de multa então é por isso que você vê infratores contumazes sendo responsáveis por violência a Len Rover tinha 26 multas 10 asquais pro excesso de velocidade ela só não matou antes por uma questão estatística
porque ela ia matar ah mas eu passo ali nunca aconteci nada bom Um dia você vai acertar na loteria é probabilidade você passa 100 200 300 500 1000 vezes um dia você vai acertar E vai ganhar o primeiro prêmio eventualmente você vai morrer e vai levar alguns juntos quer dizer ou é assassinato ou é suicídio mais ou menos 1:30 1:40 da manhã toca o telefone da sala e aí uma pessoa um homem perguntando pelo meu pai queria falar com o senhor Francisco eu falei olha quem quer falar porque meu pai é falecido já há 7
anos é aqui é o delegado da 10 qu DP é o Rafael sou é o filho da miram falei sou e já tava tremendo nessa hora ele falou olha vem até a delegacia Porque aconteceu um acidente com a sua mãe e com a sua [Música] irmã eu sou morador do prédio [Música] ali o que que aconteceu ali acidente fatal acidente fatal tá quem ATR pedou parou gente ó o motor no chão aqu é o motor aí quando entrei na delegacia ele falou o Rafael falei soui então vem aqui pegou a chave da minha mão pediu
alguém estacionar o carroa estava nervoso assim tremendo aí viem uma pessoa coloca m no meu peito fal o seguinte sua mãe sua irmã faleceram não sabia que faz nessa hora não sabia não sabia não sabia não sabia meu mundo F ass abriu e eu [Música] [Música] caí mas aqui ele tem intenção porque isso aqui é mais tá aqui é mais de 100 essa é 70 então não tem como ele correr ISS aqui é 70 ele não pode andar mais do que 70 daqu cara na cadeia é homicídio edondo cara entendeu ono tem que ir pra
cadeia [Música] afiançado [Música] [Música] hoje hoje o número de mortos do trânsito o número de acidentes é tão grande que nós podemos dizer que é uma situação Fora de Controle como é que pode morrer mais de 1000 pessoas em um ano em São Paulo no trânsito né fala-se em mais de 7 a 8.000 acidentes isto se a gente incluir as motos Nossa quer dizer uma verdadeira carnificina no trânsito de São Paulo eu pessoalmente acho que dou pelo menos umas três ou quatro motos do trânsito por semana uma notícia como essa e outras envolvem seres humanos
e quando envolve a vida de seres humanos eu acho que a gente tem que tratar isso com o máximo cuidado e mostrando também como é que aquela tragédia pode pode impedir que outras tragédias semelhantes vê acontecer e a imprensa tem um papel importante tem muito importante nesse sentido de de trazer até empresa séria né que acha que o seu papel não é só informar mas também usar a informação para ter uma sociedade mais civilizada né Eu acho que o nosso trânsito melhoraria bastante se a gente tivesse um pouco mais de Educação no trânsito se os
veículos de comunicação se empenhassem não só em divulgar tragédia de trânsito mas se eles se envolvessem numa ação educativa de trânsito que como o jornalismo tem um compromisso público um dos compromissos públicos é exatamente você ser didático e você poder melhorar a sociedade e uma das formas de melhorar é exatamente você contar isso de uma maneira humana e não com uma estatística eu não posso escrever Porsche atropela uma outra pessoa 200 por hora não foi o Porche que atropelou que atropelou foi um cidadão o motorista O que determina e a gente D maior espaço ou
menos espaço é o drama humano que está envolvido e não simplesmente se ele foi atropelado por um Porsche ou se ele foi atropelado por uma brasília amarela 1973 esse caso ele começou tudo errado ocorre que ele na rua Tabapuã Parou em um farol e não não se sabe porquê ele saiu em desabalada carreira empreendendo uma velocidade que o laudo disse ser de 141 km/h sendo que naquela rua a velocidade máxima permitida é de 40 km/h os dois carros bateram e foram parar no poste um em cima do outro destruídos peças dos veículos ficaram espalhadas no
asfalto O acidente foi na Rua Tabapuã perto da esquina com a Rua Bandeira Paulista no Itaí Bibi E aí vem o que eu achei mais eh revoltante para usar uma palavra mais tênue após o acidente com uma vítima morta com uma pessoa pessa completamente E no meio dos destroços já desfalecida o que se via dessa pessoa responsável por esse acidente por essa morte era uma preocupação única e exclusiva com o seu carro com o seu bem material demonstrando uma insensibilidade uma frieza o que caracteriza inequivocamente o desprezo pelo resultado pelo acidente pela morte que ele
acabou de provocar ali para ele a maior preocupação não era uma moça morta era saber porque ou como ele iria Minimizar os os prejuízos que ele teve em razão da perda de um Porche o carro deixou de ser só o meio de transporte né uma forma de você se locomover de um lugar a outro né carro tem cara carro tem a personalidade por si só os modelos têm personalidade e quando a pessoa vai comprar o carro ela busca um carro que a represente socialmente não é nesse sentido o status tem um papel muito importante não
há a reunião entrevista que eu faça com o consumidor potencial que o status não apareça com um fator relevante a ser analisado no momento da compra a maioria das propagandas sobre carro e tudo aludem algum elemento de estat seja a velocidade seja poder seja sedução As pessoas dizem Ah eu gosto daquele carro porque ele é imponente porque a imponência se transfere pra pessoa o luxo do carro se transfere pra pessoa a potência do carro se transfere aa pro motorista o carro pode significar né um elemento da própria identidade do indivíduo num Carrão num Mustang ou
num camaro ah ele vai se sentir mais potente mais viril do que se ele tiver num num num carrinho pequeno num carro popular motor [Aplausos] 1.0 essas imagens mostram o socorro aos feridos um deles é edon Roberto Domingues motorista desse pequeno caminhão que pegou fogo com a batida Segundo a polícia O acidente foi provocado por Felipe Arenzon de 19 anos que dirigia esse carro esporte de luxo quando você senta no carro você se torna um bicho diferente então eu sou um cara poderoso eu sou um cara veloz eu sou um cara sedutor eu eu tenho
o poder que eu que a máquina me dá amigos meus que só eram capazes no máximo de falar melé de repente na direção qualquer coisa lá vinha o [Música] PQP que a gente tá preso a uma lógica e que se não for completamente subvertida nós vamos chegar a um ponto de colapso Total Qual é essa lógica essa lógica de que para se transportar nsão de automóvel né hoje a gente vive numa cidade que é totalmente voltada pro pro automóvel não é nem pro trânsito do automóvel mais mas é pro automóvel hoje o automóvel não transita
né ele fica estático parado Teoricamente o motorista ali que tá com carro dele ele já tá com pressa né mas ele não percebe que ele é é um dos principais fatores do trânsito caótico que a gente vive hoje a culpa é da CT a culpa é da prefeitura a culpa é de falta de planejamento Urbano a culpa enfim E na verdade a culpa é da lógica que orienta as nossas cidades quando a sociedade e a mídia cobram fluidez o tempo inteiro enchendo eles ligando perturbando eles ficam desesperados a c não é é culpada pelos congestionamentos
na cidade de São Paulo o culpado somos nós quando a gente coloca o nosso pequeno inocente automóvel nas ruas pô mas o meu carro que causa congestionamento é o seu e de mais 6 milhões né Então essa conta não fecha mais então quando você fala em pedestre a questão do transporte coletivo da bicicleta né aí é que a coisa pega porque a cultura que a gente tem hoje na cidade de São Paulo cultura da CT e de grande corpo técnico deles são capazes mas eles não conseguem enxergar outra coisa além do automóvel há uma lógica
perversa nesse processo de se pensar que o desenvolvimento é ter carro que o desenvolvimento é ter cidades coalhadas de automóveis sistemas viários complexos quando o desenvolvimento é a qualidade de vida compra um carro e vire cidadão de de primeiro mundo a pé você vai morrer nós estamos no um cruzamento com semáforo só para veículos né somente quando para lá é que os pedestres conseguem atravessar quando tá aberto ninguém para na conversão Então como resolver esse problema eles vão ter que tirar alguns segundos de uma rua 7 8 segundos tiram 7 8 segundos da transversal e
dão lá 15 20 segundos pro pedestre para que todos consigam ter o direito de atravessar seguramente dezenas de pessoas parado aqui não não sabem quando podem atravessar ó pessoa com Bengala né ação que que a CT começou a a cerca de 2 3 meses na cidade de São Paulo para fazer cumprir os artigos do Código em relação ao respeito e prioridade ao pedestre na verdade já existem desde 98 ou seja 13 anos que isso já deveria e já poderia estar sendo feito paciência a gente atropelou e matou muita gente agora eles começaram Então vamos aplaudir
né É Melhor tarde do que nunca em Brasília foi em 1995 com Cristóvão Buarque implantada a a ideia da faixa de pedestre eu morava lá então o São Paulo faz isso tardiamente hoje no plano piloto você coloca o pé aonde não tem semáforo e eles param no meio de qualquer local uma coisa inaceitável que numa cidade como Brasília você ponha o pé na faixa e o carro que vem vindo contra você pare aqui se você fizer isso mesmo agora que começou uma campanha no sentido da gente respeitar a faixa você tá correndo um risco não
basta levantar a mão de cada 10 um para então eu você vai no risco da probabilidade de ser atropelado ó ó ó ó ele não para você tem que levantar os dois braços a ele nem para ó ele nem parou podia ser a mãe dele né pelo amor de Deus porque caridade Jesus Jeová Javé o que aconteceu em Brasília foi que a sociedade abraçou e quem não cumpria aquela regra era constrangido a pessoa se sentia mal a não cumprir aquela regra mesmo que não tivesse policial nenhum lá porque a regra era uma regra boa para
todo mundo lembrando sempre e a gente sempre diz isso quando quando nós estamos discutindo o assunto de trânsito que todo mundo é pedestre em primeiro lugar depois é motorista primeiro você é pedestre não parou mas nem para ó podia ser a mãe dela ela nem para o outro não para para Olha aí é o seguinte agora eu vou fazer uma denúncia pública do lado de lá da árvore tem um agente da CT ele estava aqui visível foi abordado pela reportagem disse que ele não pode falar até aí falar ele não é obrigado agora atuar e
a atuar ele deveria Ele atravessou foi ficar do lado de lá onde ele acho que tá sem função ele devia tá aqui garantindo a travessia do pedestre quer ver ó vamos ver agora vamos ver aí se ele vai par lá para nada não para ó se eu não saio eu vou ser atropelado né e o órgão de trânsito tá atrás da árvore escondido ali ó Na verdade ele não tá escondido ele tá ali atrás da caixinha mexendo na programação de tempos dos ciclos semafóricos né para melhorar a fluidez veicular agora se o pedestre tem condição
de travessia com segurança em alguma dessas esquinas aqui super movimentadas ele não tá preocupado Ele só tá olhando a fila lá atrás o tamanho dela hora que dá muita fila ele mexe no tempo de verde e vermelho dane-se a fluidez dane-se a fluidez a fluidez tem que ser da vida e não do veículo quer dizer quando tô de carro eu sou um cidadão de primeiro mundo hora que eu tô a pé eu viro um lixo quer dizer aí viro um boliche isso tem que [Música] acabar [Música] eu acho que é perfeitamente viável andar de bicicleta
em São Paulo só que ã as pessoas ainda não estão acostumadas com essa coisa de ver uma pessoa andando de bicicleta como meio de locomoção é o ciclista é visto como um eh maluco um bom vivão uma arruaceiro uma pessoa que Tá passeando e não tá se locomovendo nós somos eh meu um veículo a gente faz parte do trânsito e eu tenho todo o direito de seguir na Via seguir na Via no meio da Via ocupar o espaço de um carro caramba e dem graças a Deus porque não tô soltando gases que nocivos atmosfera e
seus filhos vão agradecer um dia você é uma mulher ciclista fatalmente ou você vai levar uma ou duas finas educativas que a gente chama tá tipo assim o cara te ensina a cair fora da Via Eles simplesmente jogam a gente para fora na verdade eles tentam contra a nossa vida né de um jeito ou de outro é um atentado contra a nossa integridade que no trânsito querendo ou não você é o sujeito mais exposto eu conheci a Márcia em final de 2008 começo de 2009 foi a mesma época que eu entrei pro movimento da bicicletada
ela era uma pessoa muito legal bacana pedalava bastante ela tava indo trabalhar saiu de casa eh por volta das 11 horas e na Paulista um ônibus e fechou fechou ela e ela foi paraa debaixo do ônibus vind falecer na hora a gente vive numa cidade em que tudo que acontece é muito efêmero as coisas se perdem e no caos do dia no caos da Hora do Rush e a ghost bike ela tá ali para lembrar que ali se foi uma vida uma vida que que tinha família que tinha às vezes muitas vezes filhos que tinha
um trabalho tinha amigos e que se perdeu numa numa disputa e é inútil né uma uma disputa tola de de espaço por espaço só [Música] [Música] isso [Música] [Música] [Música] Trabalho há 30 anos com trauma de coluna lá no Hospital das Clínicas e uma das coisas que sempre me preocupou muito foi a questão da prevenção e particularmente dos acidentes de trânsito porque eu acho que o acidente de trânsito é uma coisa altamente evitável se você considerar todos os atendimentos o trauma significa mais ou menos uns 20% de todo o atendimento da da unidade de emergência
cirúrgica mais ou menos a metade ou a 60% São acidentes de trânsito eu acho que os principais vilões ainda são os mesmos se a gente olhar historicamente a velocidade excessiva o uso de álcool pelo condutor e agora eu acho que a gente tem no no cenário brasileiro a questão das motocicletas Que também está relacionado com a velocidade excessiva com comportamento inadequado e infelizmente também com o uso de álcool alguns estudos que foram feitos pontuais em um serviço ou outro mostram que mais ou menos das vítimas graves entre 25 e 30% tinham álcool no sangue quando
você olha nos indivíduos que morreram no acidente de trânsito esse número Chega perto dos 50% Então mostra que realmente o álcool causa acidentes mais graves e acidentes com morte o álcool é um elemento que em doses pequenas ela consegue fazer com que o indivíduo redu usa a sua censura né então o indivíduo perde certos elementos de controle que ele teria se ele não tivesse alcoolizado pessoas dizem que quando bebem pouco até dirigem melhor eu sempre digo que quando a pessoa diz que vai dirigir melhor ela já tá no ponto de não dirigir porque ela já
perdeu a crítica e a partir de né doses mais altas e Álcool o indivíduo perde os reflexos perde a capacidade de se controlar eu fiz uma pergunta pro Dr Fábio rass AD Bram Dr Fábio existe uma dose segura aí ele me explicou que não a reação das pessoas em relação à quantidade do álcool a velocidade de de ingestão do álcool é diferente depende do Peso depende do sexo Depende de uma série de coisas se você for considerar 100% dos dos condutores e um nível de alcoolemia segura a gente não vai chegar em consenso o melhor
e o mais garantido e o mais seguro É alcoolemia zero o indivíduo que fica tetraplégico paraplégico que tem um trauma de crânio que perde vamos dizer a capacidade de voltar à Vida anterior que ele tinha é uma perda muito grande também eu tenho hoje 70 80 pacientes em atendimento desse 70 80 posso dizer que 30% acidente automobilístico inspira duas respira uma ve o acidente que a sofreu ele aconteceu há 3 anos agora nos dia no Dia das Mães fez o aniversário de ter 3 anos ela tinha ido a uma festa com os amigos na saída
da faculdade ela teve um dia normal como sempre tinha trabalhou o dia inteiro à noite fui pra faculdade ela tava fazendo psicologia Aí na volta desse dessa balada às 4 horas da manhã ela sofreu um acidente aqui a uns 300 m de casa e aí foi quando começou a nossa saga toda né então Claro que ela não estava dirigindo Quem estava dirigindo é uma era uma outra pessoa que na época era o namorado dela e ela foi mais uma vítima da irresponsabilidade da falta de consciência né de você sair de de você beber sair de
uma balada se divertir e fazer com que a tua diversão acabe de uma maneira tão trágica foram 3 meses de coma nesse tempo todo ela ficou sem parte da calota craniana dela para que o cérebro dela pudesse inchar voltar e dormindo como um neném eu acredito totalmente que a pessoa quando ela está em coma ela está totalmente ligada ao que está acontecendo mesmo que não consiga demonstrar isso então a gente usava música cheiros toques e a gente fazia uma coisa também que eu acho que foi fez toda a diferença Eu convidava as amigas para ficarem
com ela mesmo durante o coma Então ela se sentavam lá no hospital e conversavam sobre o que conversariam com ela se ela tivesse acordada Então alguns médicos não acreditavam Mas aí você encontrava um que acreditava algum que não podia dizer que acreditava mas que te olhava com aquele olhar de Vai fundo mãe aos poucos aar foi voltando foi voltando Aí ela voltou começou a mexer um uma mão abriu um olho abriu outro olho Demorou mais alguns meses muitas cirurgias muita dor muito tratamento sidor uma variação de prax naturalmente fui testá-la em pé tá E ela
me disse eu não eu não fico em pé eu não ando levanta e vamos até lá no degrau eu te dou a Bengala aí eu vou você desce degral com a bengal eu tô com medo de des você consegue ela deu dois três passos com apoio ela disse Mas eu não mando em 3 anos nunca isso aconteceu então foi muito bacana porque todo mundo se emocionou eu não tava entendendo bem o que tava acontecendo e de repente fui entender depois porque olha primeira vez que eu ando perspectiva de um momento pro outro de um minuto
pro outro mudou então H duas semanas ela começou a andar e cada dia é uma super mega novidade assim um dia consegue levantar outro dia consegue [ __ ] o pé pra frente eu eu não quis dar PR amar 3 anos de horror porque fisioterapia dói andar dói que que você me disse na rua quando aquela moça passou correndo por você semana acho que é umas duas semanas atrás que eu tava no carro e a moça passou correndo Você lembra que você me disse você disse assim ela não tem nem ideia de como é difícil
andar eu estou aqui lembra vai vai vem vem tudo bem maravilha a dependência do outro é a coisa mais difícil PR aprender a lidar eu acho que é o que mais me estimula a voltar a a caminhar e quando eu quando isso acontecer Que trabalho é para evitar esses acidentes essas coisas você vai encher a cara vai aproveitar a balada mas quando você for sair vai outras pessoas estarão lá que não tem nada a ver com isso entendeu o outro existe e esse outro pode passar que nem aar aar passou por dores dores eu contei
para você anos de Dores de Dores de Sofrimento de tentar se aceitar de conv com preconceito isso tudo poderia ter sido evitado ninguém tá querendo que que que a juventude eu já falo como mãe né pare de se divertir pare de beber pare de de ir para uma balada o que a gente tá pedindo é que as pessoas pensem Esse é t típica coisa que não adianta você pensar um segundo depois um minuto depois já foi quando a gente pensa que é em um segundo a vida daquele indivíduo mudou E que provavelmente quer dizer um
comportamento mais adequado no trânsito poderia ter feito ter tido um final completamente diferente é uma coisa que me ainda me me me motiva a participar dessa questão da questão da prevenção não precisa perder um amigo para mudar de atitude não precisa conviver com a dor para mudar de atitude consciência a palavra é consciência eu passaria tudo de novo todas as dores só por saber que mais uma pessoa não não passaria eu quero ter força para balançar o mundo entendeu Tipo dá um tapa na cara modo de dizer Acorda gente quantas lágrimas vão ter que rolar
ainda sabe até quando [Música] entendeu com o aumento da fiscalização todos os dias da semana é que contribuiu para o aumento dessa porcentagem né de pessoas se utilizando de bebida alcoólica e dirigindo pol milit operação direção segura exame de alcoolemia exame do bafômetro senhorita bebeu você vai assoprar na direção do canudo sem encostar a boca de longe só dar uma assa Olha eu com 27 anos de polícia e sempre no operacional posso dizer para você que já vi coisas e até inexplicáveis né todas as noites né e acidentes lógico com pessoas que tá sob influência
de alco e eu há uns dias atrás tive uma moça uma adolescente 16 anos foi a única vítima dentro do veículo e encontramos bebida alcoólica dentro do veículo né e whisky com energético e essa moça ela foi arrada para fora do veículo né Isso foi na embaixo do mocão aqui em São Paulo centro de São Paulo então a gente vê coisas assim que teria como ser evitado né nos finais de semanas eh no caso de sexta sábado e domingo de 100 Condutores parado em torno de cinco tá sobre influência de bebida alcoólica é um direito
lógico eh do condutor não fazer o teste a polícia militar é totalmente legalista nós trabalhamos em cima das leis frustrante não posso dizer assim é o caso mas e a gente fica indignado mas é um direito dele porque a própria lei ampara ele não produzir prova contra si quer dizer não é uma lei é é é um tratado né que tem força constitucional nós sabemos que em outros países o o teste do bafômetro é adotado com com cotidianamente para prevenção que a pessoa dirige alcoolizado né eu passei por uma experiência na Espanha teve uma blitz
e o taxista foi parado o policial simplesmente entregou para ele o o bafão o instrumento né ele assoprou olhou pode ir embora não houve questionamento né não há não há não houve discussão né Di procedimento absolutamente normal pela nossa legislação você não é obrigado a fazer prova contra si Ninguém é obrigado a fazer prova contra si e e isso serve para absolutamente para tudo se eu tô dirigindo sem carta ou com uma carteira de habilitação falsa e o policial me para e vai pedir o documento que que eu devo falar para ele que eu não
quero que eu tenho o documento mas não quero mostrar e por aí a fora quer dizer então quando se eu tiver acabado de assaltar alguém tiver com a arma na mão e tiver correndo e o guarda o policial mandar eu parar ou tiver uma blitz na minha frente para eu parar T parar porque eu vou estar fazendo prova contra mim mesmo o artigo 5to que é onde estão os direitos fundamentais e lá assegurado direito à Vida em primeiro plano a vida depois aos quando a gente vai desmembrar esses direitos fundamentais nós vamos encontrar os vários
incisos desse artigo Então a primeira coisa que a gente tem que preservar a vida ainda que para isso né Nós tenhamos que submeter alguém a obrigatoriedade de assoprar naquele aparelhinho para saber se ela bebeu ou não é a única possibilidade que essa pessoa tem de provar que ela não bebeu de demonstrar que ela não bebeu e afastar qualquer presunção qualquer possibilidade de a ela ser imputado F ter [Música] bebido normalmente quem é da área algumas pessoas que gostam de provocar quando vão dar palestra Pergunta assim quem daqui já perdeu algum parente amigo vizinho nos últimos
10 15 20 anos em acidente de trânsito aí a maioria levanta a mão seja pobre rico né E seja morando numa cidade pequena ou grande Sempre tem alguém que tem alguma história trágica para contar então e eu perdi uma amiga há um pouco mais de 2 anos foi no dia 23 de maio de 2009 quem passou pela situação pensa muito nisso assim enquanto você não perde alguém enquanto você não vivencia talvez você não não fica atento para essa realidade e ela foi atropelada por um alcoolizado que não prestou Socorro um taxista viu seguiu ele até
a casa dele denunciou pra polícia a polícia foi até a casa dele ele se apresentou e ele não quis fazer o teste do bafômetro e ele estava completamente alcoolizado ele alegou que achou que era material de construção por isso que ele não parou pagou a fiança e saiu provavelmente não vai acontecer nada com ele por mais triste que isso seja e a fala dele que deve ter sido orientada por um advogado para dar uma justificativa para ele não ter prestado Socorro foi cruel né qual é um dos maiores problemas que nós aqui na área criminal
temos é a sensação de impunidade E no caso do acidente de trânsito ou no caso desses crimes de trânsito nós estamos exatamente diante dessa realidade não existem punições suficientes para mostrar pra sociedade que esse tipo de de de fato Ou esse tipo de comportamento deve ser eh eliminado as penas previstas as formas de punição e de sanção para crimes dessa natureza em geral são são sanções leves eventualmente se nós nos depararmos com a possibilidade de sermos eh processados e condenados é certa a condenação amenas apenas e tão somente numa cesta básica ou numa prestação de
serviços à comunidade condenações essa absolutamente despr porcionais ao dano que eu causei Provavelmente o que a gente tem é que as condenações talvez não reflita não reflitam a a o dano social causado O que que a sociedade gostaria eh que fossem as condenações seja eh causando uma lesão corporal em alguém ou ou ou matando uma pessoa no trânsito A ideia é eh como se puni isso o crime é culposo o crime é doloso eh e e eu entendo que não é doloso quer dizer não aqui não não não Se falar em dolo eu acho que
a a a conduta não é intencional mesmo que ele não não tivesse passado pela cabeça dele de matar mas não precisa pensar nesse extremo quer dizer ele tem noção de que a partir de uma determinada velocidade numa cidade Estreita cheia de esquinas alguma coisa pode acontecer nesses casos nós temos caracterizado assim com muita facilidade O homicídio do doloso Agora eu preciso explicar quando eu digo que uma pessoa matou em um em razão de um acidente de trânsito dolosamente eu quero dizer que ela assumiu o risco de produzir aquele resultado e se embriagando após se embriagar
e de uma forma absolutamente irresponsável empreendendo uma velocidade incompatível com o local quem anda de alta velocidade embriagado drogado ou como o motorista agora esses dias que tomou eh rebit cachaça dirigiu 20 horas atropelou cinco trabalhadores na na rodovia ora assumiu o risco é o que a gente chama assumi o risco de produzir o resultado não então se no dolo é a intenção se na culpa é a falta de atenção é a imprudência é a negligência o DL eventual é ocorre exatamente nessa hipótese em que eu não quero ah mas também se matar acci Dante
esse nível de assassinatos de que eu chamo assassinato porque na verdade a pessoa pode não ter culpa mas ela tem culpa não é possível que ninguém não tenha culpa porque que as pessoas de alguma forma não internalizar a ideia de que o carro é uma arma Então você tem culpa Todos nós temos culpa todo mundo pode ser um um assassino se tem um carro quer dizer eu eu não tô com uma arma porque eu quero matar alguém mas eu tô com uma arma que eu posso matar alguém a qualquer instante e se o indivíduo tem
um comportamento responsável ele tem que ser muito responsabilizado então ele não pode ter a sensação de impunidade a pessoa tem que ser responsabilizada e a responsabilidade tem que a punição Tem que servir de exemplo porque a sociedade também aprende com os exemplos veja não é que a gente quer que todo mundo vá pra cadeia não é isso né mas é é a ideia de que a sanção ela tem que funcionar como um freio né ela tem que funcionar como um fator de inibição a lei como está posta hoje ela não serve para coibir os crimes
de trânsito de pessoas embriagadas do volante porque a leg legislação hoje ela é inexequível sobre o ponto de vista legal em outras palavras não existe lei seca nesse país e a única forma através da qual nós podemos alterar isso é alterando a lei na minha Ótica a legislação Tá incompleta quer dizer poderia ser melhor equacionada essa essa as formas de punição a gente tem que deixar um pouco de lado essa essa intenção interior e colocar a quase que uma em função da conduta quer dizer a conduta de beber e dirigir é crime e deve ser
punido a nossa proposta então do projeto de lei é a seguinte tornar crime passível de punição efetiva a conduta daquele que bebe e dirige hoje da forma como ela está redigida com aquela fração de 06 DG é impossível eu punir Aquele que bebe e dirige com a nova redação que nós demos basta o indivíduo ser flagrado embriagado né sendo constatado essa embriaguez por um médico havendo o atestado de embriaguez pur e simplesmente por um médico podendo ser o especialista Legista ou não nas grandes cidades o médico clínico geral eu vou ter a certeza absoluta de
que esse indivíduo será o quê punido pela lei com uma pena que hoje é de 6 meses a a 2 anos aumentando essa pena de de 1 a 3 anos né de reclusão em que esse indivíduo será processado esse indivíduo terá uma pena no caso Alternativa de prestação de serviços à comunidade aonde em instituições que cuidam de de pessoas que que foram vítimas de acidentes em locais destinados à reabilitação dessas pessoas em hospitais públicos que lidam diretamente com a questão eh de prevenção ao acidente etc foi pego alta velocidade alcoolizado eu sou favorável deixar el
um ano fazendo um trabalho comunitário como atendente nos nos nos prontos socorros que recebem pessoas com traumas de acidente lá a pessoa trabalhando com trabalho com serviço comunitário já existe base legal para você aplicar a pena soci a pena alternativa social desse tipo quer dizer a pessoa tem que ir numa enfermaria prestar um determinado tipo de serviço e verificar Quais são as consequências prestar serviço à comunidade num hospital isso Toca do ponto de vista educativo eu acho que tem pessoas que provavelmente ficariam eh muito tocadas e que conseguiriam mudar o comportamento algumas outras eu acho
que poderiam não apesar de de ser uma pena etc eles poderiam não mudar de fato o comportamento eu acho que para essas talvez precisasse de uma fiscalização mais efetiva e de repente de uma punição mais rigorosa do que simplesmente uma pena alternativa é conhecendo a consequência do crime e tendo a certeza da punição que é o mais importante é que eu vou fazer com que exista Lei Seca no país uma frase o que que você acha que pode ser feito para melhorar o trânsito acho que leis mais severas né daí seca acho que tá muito
devagar entendeu para ter realmente penalidade coisa séria matou responder processo tolos Cadeia Eu acho que a lei tem que andar junto com a educação primeiro ano de ensino começar a dar educação PR as crianças você começa a respeitar eu tô assim por causa do trânsito o primeiro momento que momento da mudança ele ele é uma é uma ação que combina a educação com a penalidade ou seja não é possível fazer nem a penalidade somente e nem a educação somente tem que combinar os dois educação e fim da impuri as duas coisas tem que andar juntas
é um esforço grande de virar mas educação e punição são as coisas que vão mudar evidentemente esse quadro agora nenhuma das duas vai resolver se não for aquilo algo que a sociedade incorpore que a sociedade acredite que aquilo é o certo que aquilo é o correto e Faça aquilo não por conta da penalidade mas Faça aquilo porque é bom para todo mundo aquilo seja feito as imagens da câmera de segurança mostram quando Vitor atravessa a rua na sequência passa um carro preto foi esse que atropelou o rapaz as imagens feitas por um morador mostram a
Land Rover Tombada na Rua Natingui depois de ser retirado do local do acidente pelo guincho as fotos feitas na manhã de sábado algumas horas depois do acidente registraram o carro do mesmo jeito que ficou após o atropelamento se o Vittor tivesse aqui eu leria essa carta como eu vou ler para ele que eu escrevi é assim querido Vítor uma vez quando você era pequeno pequeno mesmo tinha uns cinco ou se anos nós estávamos passando um final de semana numa praia e quando saímos à noite para darnos uma volta nos deparamos com uma lua escandalosamente grande
e alaranjada sobre o mar nós dois ficamos igualmente estupefatos diante de tamanho esplendor e nunca mais nos esquecemos daquela imagem verdade é que nós nunca mais também Conseguimos ver uma lua como Aquela mas desde aquela noite em diante sempre que víamos uma lua cheia era como se ela estivesse ali para o nosso deleite e cumplicidade se não estivéssemos juntos e claro depois que você cresceu isso foi se tornando cada vez mais comum vinha uma comunicação já viu a lua mãe e se em alguma dessas noites de lua cheia por qualquer motivo não pudéssemos nos comunicar
verbalmente o pensamento de que estávamos olhando para o mesmo Ponto do universo já nos bastava várias vezes eu pensei que como seria natural no dia em que eu não estivesse mais aqui você sempre que viste uma lua assim teria uma lembrança terna da minha passagem pela sua vida hoje na noite em que escrevo essas palavras tem uma Lua cheia linda brilhante Luminosa no céu e eu pensei o que eu nunca jamais em tempo algum teria imaginado é que um dia seria eu que olharia para o céu debaixo de uma lua como a nossa e pensaria
filho que saudades de você acho que a primeira coisa que me vem à cabeça quando eu penso no Vitão é música ele dançava super bem ele adorava dançar dançava com todas as meninas Aliás sempre foi concorri PR ver quem que ia dançar com v eu lembro muito do sorriso dele sempre vejo ele com aquele sorriso aquelas covinhas aqui falando Ju er impressionante [ __ ] num clima tenso assim F Quieto caramba mesmo num momento de tensão ele conseguia fazer com que fosse amenizado fosse engraçado no momento que a gente lra dele a gente volta risada
falou [ __ ] vamos aí é vamos aí fala vamos aí é vamos aí pr onde quando acabou primeiro a comprar passagem ou primeiro oferecer o carro ele tinha um jip que era o terceiro elemento da viagem né Sempre que a gente ia para algum lugar tinha que ser com o carro dele era parte do dos passeios a gente falaa PR onde a gente quer ir quanto tempo a gente tem é não pensava nem como ia fazer não pensava em nada simplesmente ia e deixava rolando e tinha o lema no final dá tudo certo a
gente não tinha tênis a gente não tinha roupa a gente não tinha nenhuma barraca nada mas a gente foi como sempre o lemba de que no fim tudo ia dar certo Um dia estamos lá com o guia guia se perdeu na selva ali nas chapadas e ele só conseguia fazer uma piada el falou cara eu me jogo aqui e acordo no ein eu tenho certeza que a gente acorda no e cara no fim tudo vai dar certo relaxa que vai dar tudo certo no final sempre dá tudo bem é que eles falam era o lema
dele e o cara tava de bem com a vida então acho que o Vitão é um cara sempre foi muito de bem com a vida você via muita paixão n Ele sabe ele tinha muita muita sede pela vida quando o Jair me ligou naquele dia de manhã eu falei cara no fim tudo vai dar certo infelizmente não foi o que aconteceu mas foi muito foi muito duro ele faz muita falta você me fosse me perguntar assim a última pessoa que você esperaria que fosse acontecer é a última pessoa que ele acrescentava um absurdo né não
dava PR até egoísta mas tirar ele daqui não existe isso O Vitor é muito Vivo para todos nós ainda pra [ __ ] ele é difícil aceitar assim é difícil para caramba a mulher me abandonou meu patrão me dispensou já que tá tudo ferrado a minha relação com minha mãe com a minha irmã assim acho que era a melhor do mundo né não dava para ser melhor porque quando meu pai faleceu teve uma quebra muito grande na família e a única forma da gente continuar caminhando era com a união então depois do falecimento do meu
pai nós nos unimos muito muito muito então independente do assunto pessoal profissional faculdade não importa os três sempre unidos a gente sempre saía juntos íamos jantar juntos A a minha mãe passava daqui de vez em quando aqui onde eu trabalho trazia uma bolachinha trazia um suco a gente conversava não tinha muito não era aquele parente distante sabe que você vê de vez em quando éramos os três juntos juntos e aí é é é engraçado é estranho de explicar né mas parece que quando você tem tudo você encontra problemas você encontra defeitos mas quando você não
tem nada a sua cabeça é outra então assim Foi um momento que eu me senti acho que tão vazio tão entristecido por ter perdido as duas que aí eu comecei a pensar que que eu posso fazer né esse sentimento de injustiça e de que as coisas não podiam acontecer assim e que era muita dor para pra gente ficar calado eu acho que naturalmente o movimento foi se estruturando a gente pô perdeu um amigo não pode simplesmente ficar quieto a gente precisa se mexer e fazer o que a gente tem próximo a gente uma vez que
ele não sobreviveu não a gente não podia também não fazer nada a gente fez uma roda de amigos né dos amigos mais próximos e e a Glades entrou no meio da roda e foi naquele momento que eu lembro que que a gente falou pra Glades a gente prometeu para ela que alguma coisa ia ser feita toda a pressão interna que eu sentia naquele momento el tinha que tinha que eu tinha que dar uma vazão sabe ela tinha que que sair de alguma forma a gente foi se vendo com essa indignação acho que um olhando no
olhar do outro e vendo uma indignação muito forte e uma um desejo de fazer alguma coisa de boa então transformar toda essa dor em em alguma coisa melhor um jeito que eu que eu consegui pensar nisso foi pensar em estratégias em saídas para que não aconteça de novo com outras pessoas Foi aí que veio a ideia do movimento não foi acidente é como vocês dizem né transformado luto em [Música] luta depois da tristeza do luto a primeira sensação que eu tive foi a da insegurança e Desespero de pensar que por mais que você tome todo
o cuidado possível você pode est andando na calçada e alguém pode tirar sua vida eu falei assim cara não dá mais para continuar porque daqui pra frente vai ser ou o meu amigo ou futuramente um filho um sobrinho alguma coisa assim eu senti na pele você também a gente sabe que é perder um amigo um irmão uma mãe uma pessoa que devia estar com com a gente nessa caminhada aqui então eu acho que o mínimo que eu posso fazer é fazer algo pelo meu país porque eu t eu tô vivo ainda mas eu não sei
até quando porque se depender das estatísticas se depender do Absurdo que a gente tá vivendo não é por muito tempo e nesse movimento o que que nós queremos de uma forma muito simples de entender nós queremos juntar assinaturas para levar um projeto de lei pro Congresso Nacional e um projeto de lei que seja muito menos permissivo do que é o projeto do que é do que são nossas leis atuais que é um movimento do Povo pelo povo e para o povo ou se preferirem o movimento de cidadania no mesmo molde como eu falei da ficha
limpa em que uma grande parte da população se uniu em torno de que eu não quero mais político corrupto sendo meu representante a sociedade está dizendo eh a todos que querem ouvir inclusive ao Ministro da Justiça a presidência da república ao legislativo que nós não vamos esperar a iniciativa de vocês olha outros países como por exemplo Estados Unidos que tinha uma guerra no trânsito e foi a partir de um ato foi a partir de uma pessoa morta que a mãe também começou a se revolucionar fizeram o que fizeram e Mudaram as leis falei pera aí
isso pode acontecer no Brasil também e a gente sempre vê quando a gente olha na televisão alguma algum super movimento que deu certo fora do país a gente Fala [ __ ] como lá é diferente como lá as coisas dão certo mas a gente vê o quanto é difícil tirar Alguém de dentro de casa infelizmente é uma realidade triste tá na cara de todos mas eu não sei Algo me diz que quando a coisa é muito chocante é muito feia é melhor olhar pro lado e dizer assim nunca vai acontecer comigo é as pessoas se
envolvem e se solidarizam durante um período e depois elas voltam à vida normal como se nada tivesse acontecido antes as classes médias no Brasil são muito mimados né mimadas nesse sentido de mandar fazer pagar pelo serviço e assim por e nós temos que tomar consciência de que ou nós somos protagonistas das causas que nos afetam ou a gente não vai ver mudança ninguém tem mais o direito de ser egoísta de ser uma ilha vivendo numa cidade Principalmente quando é uma cidade grande e num país adolescente como o nosso quer dizer todos T que se julgar
ah partícipes de alguma coisa maior o problema da sociedade não é o problema do outro não é o problema da autoridade ineficiente não o problema meu se a gente se pensa como indivíduo a gente é muito frágil né Eh numa Metrópole como São Paulo em qualquer condição Eu acho que o que a gente precisa é recuperar a noção de cidadania né é recuperar a noção de que eh o conjunto dos indivíduos eh pode gerar transformações é muito difícil não é fácil você sair lutar sendo que você não não tenha dor sabe é muito difícil somente
as pessoas eh somente os sábios fazem isso e eu não me considero um sábio Porque antes eu não não sabe eu não tinha feito nada disso eu estava tranquilo também às vezes eu via algo olhava será que é para mim será que não é esse mesmo público que de alguma forma se envolveu nessa nessa questão eles nunca acho que nunca pensaram sobre isso fazer parte da agenda deles Às vezes precisa acontecer um fato que comve uma cidade não é que mexe com os sentimentos de todos pra gente se D conta de que a gente pode
alterar esse comportamento triste de tudo isso é que a gente precisa perder pessoas queridas é que a gente precisou né nesse caso perdeu pessoas queridas perdeu pessoas eh estupidamente para chegar a pensar no problema primeira coisa as pessoas têm que ser mobilizadas e pensar na história do acidente que pode acontecer com qualquer um e não esperar acontecer com uma pessoa próxima você ser tocada de forma emocional para daí você você se mobilizar a fazer alguma coisa você se mobilizar porque você se mobiliza tenho certeza absoluta que o nosso poder de mobilização é maior do que
a gente imagina só que tem que sair pra rua tem que fazer tem que colocar a cara tapa eu mobilizei alguns amigos meus que tem filhos menores eles são os futuros motoristas hoje em dia eles são os pedestres né eles vieram um menino aí de 7 anos tá panfletando para ele saber o que ele quer lutar pelo que ele acha importante pr pra vida dele pro mundo já comear ele já cresça Lando pelo que ele acha importante é muito fácil usar oço e falar Ah mas aí o governo precisa fazer alguma coisa n mas eu
preciso fazer alguma coisa O estado não vai fazer nada esquece não adianta esperar estado fazer que não vai fazer a gente que vai ter que lutar prar e se precum cois doado tem euo que PR pod públic que temos que pressionar as empresas privadas is suma nós temos que exercer o direito de pressão porque o direito de pressão é democrático e é cidadão tem que cobrar do poder público todo dia toda hora até eles cansarem então a mobilização da sociedade civil ela tem grande influência seja na Câmara Municipal seja na Assembleia legislativo tanto que a
gente pode ver Por exemplo quando se discute o orçamento do município o que acaba prevalecendo são interesses de movimentos que são mais forte que vem aqui na Câmara trás 100 200 500 pessoas aqui é não existe governo ruim para povo organizar nós fazemos as leis E essas leis serão melhores ou piores de acordo com a participação maior ou menor da sociedade civil o fato de eu chegar ao congresso nacional com 1 milhão 300.000 assinaturas de pelo menos no mínimo cinco Estados da Federação demonstra claramente o desejo de mudança urgente da população se o Congresso Nacional
não for sensível a isso né Tá na hora de repensar política a redemocratização no Brasil o tempo que a gente vivia Ah no regime militar foi possível só porque a sociedade civil quer dizer a parte que não é governo eh se indignou se não é possível continuar desse jeito nós temos que alterar isso e começou a se organizar em todos os os pontos eh do Brasil cada um queria fazer alguma coisa eu acho que essa questão da violência geral e da violência do trânsito só vai se resolvida Quando a gente chegar nesse ponto de [Música]
combustão nós todos temos que nosan sim né Eu acho que a gente tem uma voz muito grande se a gente se juntar vamos juntar vamos fazer acontecer vamos se unir e vamos lutar pelos direitos pelo direito de viver sabe de atravessar uma rua sem ter medo eu acredito que a gente tem força para mudar o que tá acontecendo em São [Música] Paulo eu vi muita coisa acontecer no Brasil que você quase que supunha que era uma Utopia era uma coisa inatingível mas que de repente houve uma vontade coletiva das pessoas dizer não não vamos por
aqui vamos por um outro caminho e isso foi contagiando como um rolo compressor não D ES fazer alguma coisa acho que tem que vir desses Pequenos Grupos e que cada vez mais se mostram [Música] fortes quero imaginar que essas mortes que infelizmente a gente tem verificado o nosso dia não tenho sido em vão que pelo menos a gente não possa obviamente trazê-los mais aqui para o nosso convívio mas que pelo menos eles sirvam para que a gente possa desencadear essa reflexão a morte do que ocorreu em meio a vários outros acidentes que ocorreram na cidade
tem que tem que simbolizar essa mudança de atitude ela tem que simbolizar que se não mudarmos pereceremos eu tenho certeza eu tenho tô falando como jornalista como educador quando a gente olhar a história cidade de São Paulo a história do Brasil todo e buos prisar avançar Nossa taa de cidadania de civilidade esse atropelamento ele vai ter uma importância eu não desisto eu só tenho minha vida inteir para fazer isso acontecer eu espero que a gente consiga consiga fazer as pessoas pensarem um pouquinho mais no que é o tro O que é você pegar o seu
carro e sair por aí dirigindo que que é ISO que que isso representa PR sua cidade quando eu decidi abrir a privacidade da minha família quando eu decidi abrir essa ferida em entrevistas emites quando eu decidi fazer isso não foi a toa não foi para aparecer na mídia tinha um propósito muito maior o propósito é esse é de alguém que sofreu e ainda sofre de alguém que conhece essa dor e de alguém que quer fazer a coisa ser diferente é para isso que eu abre a ferida um dia um dia ela vai ser fechada mas
acho que esse dia vai demorar para mim Eu deixo aberta até o último dia gente ter 1 milhão as 1 milhão 300.000 assinaturas menos pessoas morrendo no trânsito menos ciclistas sendo atropelados aí a gente fica quieto a gente [Música] para e o poder que vocês têm vocês tem noção Let Go before I you could Hold that for more much much [Música] more [Música] You must Bring all your trust for Friends Together again take cera back [ __ ] Everything out in the little you pretty when you smile oh girl you you you Bring all You
must You must You must You must You must you [Música] Friends