Módulo 7 aula 1 Vamos falar sobre como desenvolver metas e objetivos eficazes. Primeiro, vamos diferenciar o que é uma meta do que é um objetivo. Metas são afirmações sobre algum resultado geral que a gente espera alcançar, geralmente sem especificar quais serão as estratégias utilizadas e qual será o prazo.
Diferente das metas, os objetivos precisam ser específicos e devem mostrar uma conexão clara com os comportamentos-alvo. Aqui, eles se referem aos objetivos. Bem como, eles precisam ser, como o próprio nome diz, objetivos baseados em dados e em observações.
E eles precisam ser mensuráveis. Nós precisamos ser capazes de medir esses objetivos, saber se os alcançamos ou não. Então, um exemplo de uma meta mais geral seria: melhorar o repertório de mandos do cliente.
E um objetivo alinhado a essa meta seria: emitir pelo menos cinco mandos espontâneos por hora. Então veja: a meta é mais geral, melhorar o repertório de mandos, e o objetivo é mais específico, indicando que tipo, como, qual a quantidade de mandos e o prazo. No exemplo: pelo menos cinco mandos espontâneos por hora.
Ter objetivos específicos contribui para uma delimitação do foco ao estabelecer o que será alvo da intervenção. Isso ajuda a garantir uma melhor consistência entre os profissionais que trabalham no caso, ou seja, os profissionais da equipe. Todos estarão voltados para os mesmos objetivos.
Por isso, é necessário estabelecer objetivos específicos. Geralmente, quem estabelece esses objetivos é o supervisor ou coordenador do caso. Não cabe ao aplicador estabelecer os objetivos, mas é importante que ele os conheça bem para segui-los, garantindo que toda a equipe trabalhe de maneira consistente.
O aspecto da objetividade garante que as intervenções sejam orientadas para as variáveis que podem ser manipuladas, ou seja, as variáveis que podemos modificar para garantir que o comportamento ocorra conforme o planejado. Essas variáveis a serem manipuladas são os eventos antecedentes e os eventos consequentes, como já aprendemos anteriormente. Além disso, os objetivos precisam ser escritos de modo a incluir critérios que possam ser medidos, ou seja, critérios mensuráveis, para não haver dúvidas de que aquele cliente atingiu ou não aquele objetivo.
Os objetivos são selecionados de acordo com algumas características relacionadas ao repertório comportamental atual do cliente, ou seja, aquilo que o cliente já é capaz de fazer. Objetivos mais imediatos na intervenção, ou seja, objetivos de curto prazo, geralmente estão associados a padrões de comportamento que causam algum tipo de risco para o cliente, como comportamento autolesivo, comportamento agressivo ou destruição de propriedade. Esses, geralmente, são considerados objetivos de curto prazo, por envolverem comportamentos perigosos que podem causar danos ao cliente.
Além disso, esses objetivos primários devem se basear também em uma aprendizagem hierárquica, ou seja, o comportamento relativamente mais simples precisa ser aprendido antes que outros mais complexos possam ser ensinados. Esse é um tipo de aprendizagem hierárquica. Em relação aos objetivos de médio prazo, são priorizados aqueles comportamentos que tenham como enfoque o aperfeiçoamento de habilidades adquiridas por meio dos objetivos de curto prazo.
Esses comportamentos têm relação com os objetivos de curto prazo, no sentido de aprimorar os comportamentos já alcançados. Por exemplo, posso ter como objetivo de médio prazo reduzir ainda mais a frequência de comportamentos autolesivos ou ensinar novas formas, novas topografias mais complexas, para expressar a função que o comportamento perigoso tinha para a criança. Ou seja, por exemplo, poderia ser pedir um intervalo em uma sessão de ensino, ou ter acesso a algum tipo de reforçador social ou não social.
Nesse exemplo, estaríamos mudando a topografia do comportamento, de destruir objetos para pedir verbalmente que alguém dê atenção. Assim, estamos substituindo um comportamento por outro, mantendo a função. Um objetivo de médio prazo, portanto, seria não só diminuir a frequência de comportamentos desafiadores, mas também ensinar uma nova topografia que substitua a função desses comportamentos.
E, por fim, temos os objetivos de longo prazo. Eles são definidos com o objetivo de orientar todas as decisões que serão tomadas durante o planejamento das sessões. Essas metas atuam como um guia no qual o terapeuta deverá se basear.
Por exemplo, o ensino de habilidades necessárias para o funcionamento independente de um cliente pode ser um objetivo de longo prazo. Esses objetivos são mais amplos do que os de curto e médio prazo.