[Música] Nossa segunda máquina do anexo 7 é o amaciador de bifes. Ele conta com dois ou mais cilindros dentados paralelos tracionados que giram em sentido de rotação inversa, por onde são passadas as peças de bife que já foram cortadas. A operação de amaciamento consiste, em resumo, então na introdução do bife pelo bocal, na sua passagem entre os cilindros dentados que estão localizados aqui nesta parte do equipamento e na saída depois desse bife amaciado aqui pela área de descarga.
A zona perigosa desta máquina é a de convergência dos cilindros dentados. Os movimentos dos cilindros dentados e de seus mecanismos devem ser enclausurados por proteções fixas ou proteções móveis intertravadas. Na imagem da esquerda, visualizamos modelo de amaciador de bifes em que o fabricante optou por proteções móveis intertravadas.
Já na imagem da direita, visualizamos equipamento com proteções fixas. Quando a proteção móvel for escolhida, o bocal de alimentação irá constituí-la, impedindo o acesso de membros superiores à zona perigosa, tal como podemos observar na primeira imagem. Esta proteção então deverá ser intertravada por meio de um dispositivo de intertravamento duplo canal, monitorado por interface de segurança, também duplo canal.
O intertravamento da proteção pode ser visualizado na última imagem. Vamos abrir um parênteses para falar sobre a expressão duplo canal, que já apareceu diversas vezes nos textos dos slides dos anexos 6 e 7 da NR12. O termo duplo canal remete a redundância e significa, de uma forma simples, que o componente do sistema de segurança deve possuir dois conectores distintos, né, dois condutores que estarão agindo e sendo monitorados simultaneamente para produzir o efeito de segurança desejado, inclusive no caso de falha.
E se tivermos dúvida sobre se determinado componente tem duplo canal, o que podemos fazer? Mais simples é observar no próprio componente ou consultar suas especificações técnicas através da ficha técnica na internet ou solicitando a empresa que está sendo fiscalizada que é a apresente. Quando os cilindros dentados forem removidos juntamente com a proteção, não é necessário o intertravamento.
Na imagem da esquerda, podemos observar modelo de amaciador de bife que optou por utilizar o bocal de alimentação como proteção fixa. Enquanto isso, cilindros dentados foram removidos junto com a zona de descarga por meio de gaveta. Para que o amaciador de bife funcione, é necessário encaixar os cilindros no corpo do equipamento, o que só vai ocorrer quando a gaveta estiver totalmente fechada.
A abertura da zona de descarga deve impedir o alcance dos membros superiores na zona de convergência dos cilindros dentados. Então, quanto maior, mais larga a abertura de saída, mais longo deve ser o túnel. Esta máquina não necessita de botão de parada de emergência.
Nossa última máquina do anexo 7 é o moedor de carne ou picador. Ele é composto por bocal instalado em bandeja para entrada da carne e rosca sem fim dentro de duto que a conduz em direção à lâmina de corte e em seguida até o botcal perfurado e fica na zona de descarga do equipamento. Então aqui nós visualizamos o bocal de alimentação, o duto onde fica a rosca sem fim, a rosca sem fim, a lâmina de corte e o bocal perfurado que fica aqui nesta zona de descarga do equipamento.
O principal perigo desta máquina fica localizado no dulto e é a rosca sem fim. O acesso a ela pode se dar pelo vocal de alimentação. Os movimentos da rosca sem fim e de seus mecanismos devem ser enclausurados por proteções fixas ou proteções móveis intertravadas.
é o bocal de alimentação ou a bandeja que devem constituir a proteção de forma a impedir o acesso de mãos e dedos na zona da rosca sem fim em função da sua geometria. Ou seja, a abertura pela qual é colocada a carne deve ser dimensionada para impossibilitar a inserção de uma mão. Neste slide podemos visualizar exemplo de proteção fixa.
O equipamento conta com bandeja fixada sua estrutura e obstáculo fixado na bandeja para impedir inserção de membros superiores na abertura de alimentação. e escolhida proteção móvel, ela deve ser intertravada por dispositivo de intertravamento, monitorado por interface de segurança, o que irá paralisar os movimentos perigosos do equipamento quando a proteção for aberta ou removida da posição. Lembrando que a abertura da zona de alimentação na bandeja deve ser estreita de modo a impedir o acesso de membros superiores na rosca sem fim.
Aberturas mais amplas requerem tubo de alimentação mais longo. O alcance dos membros superiores na zona perigosa da rosca sem fim também deve ser impedido pela área de descarga. Nesta situação, o próprio disco perfurado da máquina funcionará como uma barreira.
Assim como comentamos na parte de máquinas para panificação e confeitaria, há outros pontos relacionados às máquinas em geral aos quais devemos ficar atentos. Eles dizem respeito aos dispositivos de partida e acionamento que devem atender ao item 12. 4 DNR12 e ao fato de que a máquina não deve entrar em funcionamento ao ser energizada.
Ela precisa ter um botão adequado para acioná-la após o recebimento de energia elétrica. Ela também deve ter um botão de rearme, se assim for indicado. Além disso, a máquina precisa estar aterrada porque pode ser atendido pelo plug de três pinos.
Ademais, o circuito elétrico, que irá comandar a partida e a parada do motor elétrico, deve ser redundante, ou seja, contar com dois contatores ligados em série e deve ser monitorado por interface de segurança também. E principalmente no caso da serra de fita, que é uma máquina maior, devemos observar se há dispositivo para interrupção e bloqueio da energia elétrica, para que as operações de limpeza, ajustes ou manutenção sejam efetuadas com segurança. Além disso, necessário que a máquina se mantenha estável o tempo todo.
Para concluir, lembramos que os trabalhadores envolvidos na operação, manutenção e demais intervenções em máquinas e equipamentos devem receber capacitação providenciada pelo empregador que aborde os riscos a que estão expostos e as medidas de proteção relacionadas. Igualmente, devem ser adotados de forma complementar as medidas de proteção, procedimentos de trabalho e segurança. Além disso, todas as máquinas devem ser sinalizadas e possuir manual de instruções com informações relativas à segurança em língua portuguesa.
Isso.