já pousamos nessa pista com esse mesmo avião quando fomos com outro piloto por que agora você está me dizendo que não dá já decolamos com esse tempo meio chuvoso e chegamos sem qualquer problema já fizemos esse voo com todos os assentos ocupados e fos direto até o destino por que hoje você vem dizer que precisamos fazer uma escala para abastecer essas perguntas baseadas em situações reais ilustram desafios comuns na Aviação executiva um dos aspectos mais delicados nessa área envolve a relação entre proprietários de aeronaves e seus pilotos Em algumas situações proprietários podem pressionar os pilotos
a realizar voos que esses considerem arriscados essa pressão que pode ser explícita ou velada coloca o piloto em uma posição desconfortável onde ele precisaria dizer Não e às vezes não diz expondo todos os ocupantes a situações de risco nosso vídeo de hoje vai explorar por alguns pilotos aceitam o risco e deixam de dizer não e propor algumas ideias sobre como dizer Esse não quando ele for necessário quando vemos manchetes fotos ou vídeos de um acidente aéreo que aparenta ter sido por falha operacional nós pilotos temos a tendência de nos perguntar como que o comandante se
colocou naquela situação muitas vezes para que quem está de fora a coisa parece tão óbvia que fica a dúvida de como que ele se permitiu chegar naquele ponto mesmo antes de um processo de investigação concluído naturalmente nos questionamos Por que Decolar naquelas condições meteorológicas Por que forçar um vo vfr à noite com mau tempo por que tentar o Poso em uma pista com aquelas dimensões essas perguntas que fazemos quando vemos acidentes com os outros são as mesmas que deveríamos fazer a nós mesmos antes de cada voo frequentemente como tripulantes lidamos com situações que parecem tão
arriscadas que seria evidente que o piloto deveria dizer não para o voo da forma como está planejado mas ele não o faz por quê vários podem ser os motivos um deles seria que a cultura brasileira de dar um jeitinho acaba se refletindo na Aviação tornando alguns pilotos coniventes com desvios operacionais enquanto isso signifique completar o voo nesse ambiente vamos nos acostumando com jeitinhos com macetes e extrapolando os limites e regulamentos isso se torna normal a ponto de nem mais percebermos que estamos nos desviando e o nosso nível de alerta de percepção do Risco acaba sendo
seriamente afetado não percebemos mais o risco não vemos problema algum em fazer daquele jeito o primeiro requisito para tomada de decisões operacionais e eventualmente saber se deve se dizer não é ter parâmetros ter referenciais para basear suas decisões na Aviação esses parâmetros existem na forma de leis regulamentos normas e manuais de voo Eles são de cumprimento obrigatório em situações normais o piloto não tem autoridade de decidir se eles devem ser cumpridos ou não não é opcional é um requisito da profissão a disciplina no cumprimento de normas e regulamentos e limitações é a base mais importante
para a segurança do voo fazer aquilo que se sabe que ocorre usando referenciais corretos portanto Fique atento os exemplos errados de outros pilotos não podem servir de referência paraas nossas decisões o segundo requisito para saber se se deve dizer não é a aplicação de uma avaliação de risco do voo embora não seja academicamente correta a forma mais simples que encontrei de avaliar o risco é de se perguntar se eu fizer assim e der errado Qual a consequência se eu Decolar de um aeródromo com essas condições meteorológicas de voo por instrumentos e tiver uma falha de
motor na decolagem o que que pode acontecer se eu forçar um vo vfr à noite sobre mau tempo e tiver uma desorientação espacial o que que pode acontecer se eu tentar pousar nessa pista curta e tiver algum contratempo o que que pode acontecer se eu descer abaixo da MDA ainda em Mc o que que pode acontecer essa é a avaliação de risco mais simples que se pode fazer oon ento do risco é fator importante pra tomada de decisão do piloto enquanto ele não identificar o risco ou enquanto se perceber como imune a resposta será sempre
não vai acontecer nada por outro lado depois que o piloto tiver internamente a percepção do Risco associado com aquele voo Ele precisará saber lidar com a situação e aqui entra um contexto especial diferente de um ambiente da aviação comercial de grande porte onde o passageiro está fisicamente afastado do cockpit e não tem influência nas decisões do comandante na Aviação executiva o piloto está em contato direto com seu patrão ou seus familiares com pessoas que decidem se esse piloto Continuará empregado amanhã se Continuará recebendo salário ou não por causa dessa proximidade os desejos do patrão podem
ter uma influência significativa na tomada de decisão de um piloto que identifique uma condição de risco para aquele voo Mesmo que não seja explícita existe uma relação de poder onde o piloto se sente com a parte mais fraca essa relação de poder real ou percebida pode influenciar as decisões de duas formas ou o piloto decide por conta própria aceitar a realização de um voo de risco sem mencionar essa condição ao seu patrão normalmente com o intuito de não desagradáv afete sua imagem de competência ou o proprietário entende que tem autoridade para tomar decisões de como
seu avião deve ser operado e eventualmente pressiona o piloto para fazer voos conforme o seu desejo o primeiro caso onde o piloto avoca para si a aceitação de um voo de risco sem mencionar isso aos ocupantes é mais comum do que se imagina no ambiente da aviação particular e aparece com frequência nas rodas de conversas informais por causa daquela relação de poder o piloto não quer trazer problemas para o seu patrão que possa de alguma forma representar ameaça seu emprego Afinal o avião está ali para facilitar a vida do proprietário e não para gerar dor
de cabeça mas é óbvio que deve existir um limite e a inconveniência de um atraso ou do Poso em uma pista alternativa não pode se sobrepor à segurança dos ocupantes no segundo caso onde há uma pressão explícita para se realizar um voo que o piloto Perceba como sendo de risco ele precisa se posicionar alguns pilotos receiam que dizer não os faça parecerem experientes ou incapazes diante de seus empregadores ou de seus colegas essa preocupação com a imagem é incompatível com compromisso que o piloto Dev ter com a segurança o desejo de mostrar serviço ou de
manter uma reputação de ser um piloto dear com qualquer situação lev a escolhas desastrosas após acidentes aéreos é comum ouvirmos comentários do tipo o piloto não aceitaria uma situação de risco pois ele também está na aeronave infelizmente isso não é verdadeiro infelizmente no ambiente da aviação Existem muitos casos onde a alta imagem de competência e a percepção de invulnerabilidade ou mesmo a normalização do desvio leva o comandante da aeronave a extrapolar limites razoáveis e colocar todos os ocupantes em risco às vezes até sem se dar conta disso Todos devem lembrar por exemplo de um helicóptero
r44 que decolou de São Paulo para Ilhabela no dia 31 de dezembro de 2023 e foi filmado voando sob mau tempo a aeronave chegou a pousar e mesmo estando no solo em segurança o piloto decidiu Decolar novamente sob o mesmo mau tempo colidindo com o terreno durante o deslocamento e provocando quatro vítimas fatais Por que forçar a continuação do voo onde está a avaliação do risco no contexto da segurança da aviação a verdadeira competência está em reconhecer os limites impostos pela aeronave pelas condições externas e até pelas capacidades humanas um piloto que ignora esses limites
em nome da vaidade ou da manutenção de uma imagem perde a oportunidade de demonstrar uma das facetas do verdadeiro profissionalismo em aviação a capacidade de tomar decisões difíceis mas corretas que privilegiam o bem-estar dos passageiros o piloto particular deve ter consciência de que sua principal responsabilidade é garantir ti a segurança do voo mesmo que signifique contrariar expectativas alheias ou enfrentar o desconforto pessoal de parecer apenas parecer menos competente saber dizer não é antes de tudo uma demonstração de maturidade de profissionalismo e respeito às normas de segurança esteja o risco do vo vindo de uma pressão
do proprietário ou da sua própria vaidade como piloto seu posicionamento firme e a recusa em seguida a forma como vou est planejado pode prevenir acidentes e salvar vidas preservando a integridade física e emocional de todos os envolvidos e seus familiares lembre-se as consequências de um acidente aéreo podem ser irreversíveis depois que o piloto internamente compreende os riscos daquela operação e sabe que ela não deve ser tentada daquela forma o próximo passo é se comunicar com seu chefe ao longo de sua carreira o trabalho do piloto acontece em um ambiente onde a comunicação é facilitada Pois
todos compreendem o avions jargões siglas e termos técnicos são comuns e bem entendidos entre os profissionais da área no entanto isso se torna um problema quando o piloto precisa explicar ao chefe por não é possível operar como ele imagina ou pior quando isso já foi feito antes essa habilidade não é ensinada nas escolas de formação e nem consta em qualquer is da ANAC embora dizer não seja essencial em certas circunstâncias a forma como essa mensagem é comunicada é igualmente importante é óbvio que não existe uma receita infalível que se aplique a todas as situações cada
caso é um caso mas vamos apresentar cinco estratégias que podem ajudar o piloto defina a mensagem principal e seja breve a principal razão para um executivo adquirir uma aeronave é otimizar um dos seus ativos mais importantes o tempo por isso as oportunidades de conversa devem ser muito bem aproveitadas no pouco tempo que lhe é concedido não adianta tentar convencê-los com longas explicações ou usando termos excessivamente técnicos essa linguagem funciona no Hangar mas não com todo mundo o foco de um executivo está no nível estratégico raramente alguém nesse patamar tem tempo para o detalhamento necessário na
preparação e execução de um voo portanto é fundamental que os pilotos tornem as informações simples relevantes e diretas baseie-se em Fatos regulamentos e limitações operacionais se algo não deve ser feito Explique com base em dados técnicos como as limitações da aeronave previsões meteorológicas ou regulamentos da Aviação Civil Isso demonstra que a decisão não é uma questão de opinião mas sim de segurança e cumprimento das normas sempre ofereça alternativas Essa é importante evite dizer apenas não substitua negativas por sim desde que façamos isso ou há uma alternativa que é surgir alternativas seguras como aguardar a melhoria
das condições ou optar por um itinerário diferente Ou posar em um aeroporto no meio do caminho para abastecer essa abordagem mostra proatividade e compromisso com as necessidades do proprietário sem comprometer a segurança isso conquistará a confiança do seu chefe que apreciará essa postura lembre-se que lealdade não é dizer o que o quer ouvir mas sim o que você julga ser o melhor para ele e para a empresa Reforce a responsabilidade compartilhada lembra proprietário que a segurança é de interesse mútuo e que o sucesso do voo depende da tomada de decisões seguras muito além de pilotar
o comandante deve ser visto como guardião dos valores mais preciosos que lhe são confiados a vida do proprietário de seus familiares e colaboradores Mantenha a calma e o profissionalismo utilize um tom respeitoso e neutro ao comunicar a situação evite expressões que possam ser interpretadas como confronto ou desrespeito tudo pode ser dito se for dito de forma respeitosa Serena baseado em argumentos sólidos e onde é Clara a intenção de ajudar não esqueça que as exceções são um perigo quando for requisitado a fazer algo que extrapole os seus limites talvez você pense vou fazer só dessa vez
e nunca mais seu um colega escreveu sobre o perigo de se fazer pequenas concessões a exceção é o caminho da perdição uma vez aberta essa porta dificilmente você conseguirá fechá-la quando você cede uma vez esse será o novo referencial para o seu chefe e às vezes até para você mesmo seja enfrentando pressões externas ou superando a vaidade pessoal O piloto tem o dever de resistir a decisões que comprometam a idade do voo saber dizer não de forma Clara respeitosa e fundamentada é uma habilidade crucial que todo piloto precisa desenvolver essa capacidade não apenas previne acidentes
mas também consolida a confiança e o respeito entre pilotos proprietários e passageiros promovendo uma cultura de segurança sólida e eficaz No final a verdadeira competência está em proteger vidas e não em ceder a pressões ou alimentar ilusões de invulnerabilidade você piloto não foi formado para ser apenas o condutor de um veículo aéreo você está ali para avaliar a situação e tomar decisões portanto lembre-se Você só será Comandante Quando aprender a dizer Não muito obrigado e bons voos Y