80% das famílias em 2026 estão endividadas e esse número tem crescido. 2024, 2025, 2026. Mas isso é um mito, não porque é uma mentira, porque é uma verdade que nos eduz a acreditar em algo errado.
Quando a gente ouve que quatro em cinco famílias do Brasil tão endividadas, o primeiro instinto é pensar que a esmagadora maioria do Brasil tá com dívidas que não consegue pagar, que na verdade essa é a consequência de um país pobre. E isso é absolutamente, mas o que esse número faz é colocar qualquer tipo de dívida no mesmo saco, como se toda dívida de qualquer pessoa fosse a consequência de mais decisões financeiras. Só que tem um grupo de pessoas que estão ficando mais endividadas e não estão ficando mais pobres com isso.
Na verdade, elas estão ganhando ainda mais dinheiro. Mas as dívidas não são ruins pros devedores? Por que as pessoas que têm menos necessidade de contrair dívidas estão correndo para se endividar cada vez mais?
Como é possível contrair uma dívida e terminar com ainda mais dinheiro? Deixa eu te apresentar Marcos. O Marcos ganha pouco, trabalha muito e sofreu um imprevisto o mês passado.
A geladeira dele pifou e como não dava para ficar sem geladeira, ele passou o conserto parcelado no cartão, R$ 1. 000. Só que quando veio a fatura, o Marcos não tinha o dinheiro para pagar a fatura por completo.
Então ele pagou o mínimo possível da fatura e rolou o resto pra próxima fatura. Só que a cada mês que passava e Marcos continuava pagando o mínimo, a fatura parecia aumentar descontroladamente, até que o valor que ele começou devendo no primeiro momento já tinha dobrado. Então, pelo que tudo indica, dívidas só prejudicaram a vida de Marcos, que tá pagando juros exorbitantes pros bancos.
O que pode fazer a gente pensar, pô, dívidas são um instrumento de transferência de renda do pobre pro rico. É um hobby rood ao contrário, né? Esse pensamento foi tão comum ao longo da história que em 1771 muitos ricos pensavam justamente isso, que a pobreza não só não era um problema, como na verdade era uma necessidade.
Arthur Yang, que foi um dos escritores de economia mais influentes da Inglaterra, ele disse: "Todo mundo menos idiota, sabe que as classes baixas precisam ser mantidas pobres ou elas nunca vão ser trabalhadoras. " E, e a gente ouvindo isso hoje parece um absurdo, mas era tido como fato pela crença de que quando a renda do trabalhador sobe acima do mínimo de sobrevivência, o trabalhador trabalhava menos, não mais. Ele folgava o resto do dia e ia passar na taverna.
A ironia é que hoje esse é um fenômeno percebido não nas classes mais baixas, mas em algum grau em todas as classes sociais. E os economistas dão até um nome para esse fenômeno, que é curva de oferta de trabalho com inclinação negativa. Funciona assim, ó.
Imagina um plano cartesiano com dois eixos, Y e X, sendo que aqui no eixo Y a gente tem o valor da hora e aqui no eixo X a gente tem a quantidade de horas trabalhadas, vamos dizer. E aí, olha o que acontece. Quanto mais se aumenta o valor da hora trabalhada, mais horas trabalhadas alguém tende a fazer.
Esse é chamado efeito de substituição, em que o trabalho paga mais, logo o tempo livre fica mais caro, então você perde dinheiro ao descansar, então você quer trabalhar mais. Só que tem um ponto específico que a partir dele ganhar mais pela mesma hora trabalhada acaba causando efeito contrário. O trabalhador trabalha menos horas.
Esse é chamado efeito renda. você tá ganhando tão bem que você já consegue comprar quase tudo que precisa e aí o dinheiro extra acaba perdendo um pouco do apelo e aí você passa a comprar mais tempo livre e a isso faz você querer trabalhar menos. E o pensamento de que uma classe tão grande sociedade como os pobres trabalharem menos era desastroso, porque tinha uma característica inerente à riqueza que era tida como verdade absoluta.
Dinheiro era um jogo de soma zero. Essa era uma característica do mercantilismo. A crença era que a riqueza do mundo era uma coisa fixa, um bolo que não crescia nunca.
E se o bolo não cresce nunca, a única forma de eu ter uma fatia maior é tirar um pedaço da sua. A minha riqueza só aumenta, se de outra pessoa diminuir. Então, na prática, se o pobre não trabalhasse porque ganhou mais dinheiro do que devia, a produção do campo ou iria cair porque teria uma pessoa a menos, ou alguém teria que trabalhar o dobro para manter a produção a mesma.
Então, se um ganhou, sempre teve alguém que perdeu. Então, para que ajudar o pobre? Alguém tem que fazer o trabalho duro.
Mantenha ele pobre e mantenha ele produzindo. E que forma melhor do que deixar o pobre pobre se não cobrar juros exorbitantes paraas suas dívidas. Parece o sonho dos ricos.
Dá a ilusão para ele de ajuda no curto prazo e quando você tira ainda mais dinheiro no longo prazo e mantém eles mais pobres e trabalhando ainda mais pros ricos. É isso? Por enquanto parece que sim.
[música] Mas antes da gente bater o martelo nesse caso, vamos olhar pro outro lado. Imagina que você é um baita de um alfaiate. Você faz camisas de qualidade e faz mais rápido do que qualquer outro.
Mas você não é muito bom em produzir sapatos. Você perde dias tentando fazer algo minimamente aceitável para usar como calçado. E do outro lado da rua, o seu vizinho que é sapateiro, ele sofre tentando costurar a própria roupa.
Então você e ele sozinhos, os dois estão desperdiçando o próprio tempo. Mas no instante em que você troca a camisa que você domina pelo sapato que ele faz rápido, os dois passam a ter as duas coisas perfeitas. E olha o detalhe, ninguém perdeu nada, não saiu fatia do bolo de ninguém e os dois vestem o melhor.
Daí surgiu do nada um valor no mundo que não existia um minuto antes. Essa é a teoria da vantagem absoluta de Adam Smith. Quando cada pessoa ou cada cidade ou cada nação se especializa em algo em que ela é boa, então ela consegue, por meio da troca, gerar valor para todo mundo e fazer com que todos fiquem mais ricos.
E o ato de emprestar dinheiro é uma atividade especializada, exatamente como costurar camisas ou fabricar sapatos. Peça bem, vamos dizer que o seu talento com as agulhas vai tão bem que você tem uma ideia. E se você comprasse mais 10 máquinas?
Você ia quadruplicar a sua produção e você é vender roupas pra cidade inteira que hoje não tem acesso a peças de tão boa qualidade assim? Só tem um problema, você agora não tem o dinheiro para comprar as máquinas. A oportunidade tá logo ali, mas ainda fora do seu alcance.
E aí entra um terceiro vizinho. Esse outro vizinho, ele não sabe costurar uma camiseta, ele não sabe fazer sapato, mas ele é bom em uma coisa, juntar e guardar dinheiro. E ele agora tem dinheiro parado, que não tá fazendo absolutamente nada.
E aí você e esse outro vizinho fecham um acordo, ele te empresta dinheiro para você comprar as máquinas. O vendedor das máquinas se beneficiou com a venda desses produtos e com esses novos equipamentos que agora você tem, você consegue quadruplicar sua confecção e aí você vende muitas mais camisas e devolve o que pegou do vizinho que te emprestou o dinheiro, pagando um pouco a mais pelo tempo que você usou o dinheiro dele. E aí no final você terminou com uma oficina que é quatro vezes maior, você tá com mais dinheiro no bolso mesmo depois de pagar os juros.
Então o vizinho pegou um dinheiro que estava morto embaixo do colchão e transformou ele em renda. E aí a consequência foi que a cidade inteira passou a ter roupa de qualidade. Todo mundo ganhou.
É isso que acontece quando a dívida é usada para construir farmácias, fábricas, restaurantes. O valor pago de juros não saiu do bolso de alguém em específico. Ele foi criado pelas 10 novas máquinas que só existem porque o empréstimo aconteceu.
Ele foi criado pelos produtos da farmácia, pelos pratos do restaurante, pelos vergalhões produzidos na fábrica. Os juros, nesse exemplo, não são roubo. Eles são a parte do vizinho na riqueza nova criada numa sociedade que se beneficiou como um todo desse empréstimo.
E por isso, no livro A riqueza das nações, o Adam Smith diz que a riqueza de uma nação não é um bolo estático de dinheiro parado. Ele é aquilo que ela produz. E o que a gente produz não tem tamanho limitado.
E se a riqueza não tem limite do quanto ela pode crescer, quer dizer que a pobreza para de ser útil. e vira desperdício. Afinal, é gente que podia estar criando mais riqueza, mas na verdade ela tá parada ou produzindo pouco.
Foi por esse fenômeno que a partir do século XIX teve uma explosão de riqueza sem precedente. As evoluções industriais somadas ao aumento da disponibilidade de crédito estimularam a produção das empresas, geraram novos empregos, reduziram até a pobreza no geral na sociedade e aumentaram os extratos sociais que antes eram restritos somente à realeza. As pessoas começaram a ficar menos pobres e tinha muito mais gente mais rica.
Isso foi um ponto final na tese de que a economia é um jogo de soma zero. Mas se esse é o caso, porque tantos brasileiros parecem ter as dívidas [música] como principal problema da sua vida? E como que tem gente ganhando dinheiro com isso?
Bom, a verdade é que existe uma diferença fundamental da forma como pessoas educadas financeiramente e pessoas não educadas financeiramente oram para dívidas. Essa diferença de como esses dois grupos de pessoas olham para dívidas ficou claro em 1920 nos Estados Unidos. Nessa década o carro era o grande objeto de desejo, mas ele era caro, então quase ninguém tinha dinheiro para comprar um carro à vista.
E aí a pergunta de 1 bilhão de dólares era: fazer o americano médio comprar um carro que ele não pode pagar? E os dois maiores fabricantes do mundo deram respostas totalmente opostas. O Henry Ford acreditava que dívida é perigosa para quem tem pouco dinheiro.
Então a Ford ofereceu um plano à moda antiga. Um funcionário ia toda semana até a concessionária e depositava 5 numa conta, semana após semana juntando. E só quando esse funcionário tinha juntado o valor inteiro do carro, é que ele podia, enfim, levar o carro para casa.
Então, primeiro você paga, depois você dirige. Mas a General Motors teve uma outra ideia. Leva o carro hoje, dá uma entrada de uns 30, 35% e paga o resto em parcelas com juros ao longo do ano.
Você não precisa merecer primeiro, você só precisa querer. O Henry Ford não percebeu isso, mas a GM tava vendendo um produto que era muito diferente da Ford. A Ford vendia um carro, um meio de transporte.
A GM vendia a realização antecipada de um grande sonho americano. Ela vendia um aumento instantâneo do status pela possibilidade de alguém poder mostrar pra sociedade que ela tinha poder de comprar um carro. E o combustível de tudo isso era crédito.
Era crédito que deixava você comprar o que você ainda não podia pagar. E adivinha quem ganhou essa briga? Não foi nem uma competição justa para começar.
A visão da GM atropelou a do Ford. E não só atropelou a Ford, atropelou o jeito que o mundo inteiro passou a comprar as coisas. Em 1919, para você entender a dimensão das coisas, tinham 6,7 milhões de carros nas ruas dos Estados Unidos.
10 anos depois, em 1929, eram mais de 27 milhões, quase um carro para cada casa do país. Isso significava que um a cada cinco americanos tinha um carro, enquanto na Inglaterra era um em cada 37 pessoas. E adivinha?
A maioria esmagadora desses carros foi comprada de forma parcelada com dívida. É por isso que até hoje dizem que a maior invenção da General Motors nunca foi um motor, foi ensinar o mundo a comprar o que ainda não podia pagar. E logo a mesma lógica de comprar antecipado e pagar parcelado, tava vendendo geladeira, rádio, máquina de lavar, tudo no leve agora, pague depois.
E aí essa ideia só foi crescendo, mudando de forma, atravessando os séculos até virar o cartão de crédito. Ninguém é obrigado a usar crédito. As pessoas naturalmente usam ele, principalmente para poder ter agora o que ainda não tem condição de comprar.
E isso é bom porque permite antecipar alguns sonhos, além de estimular a produção das fábricas, estimular o aumento dos empregos, o aumento dos salários, mas também gera um problema. Existem pessoas que tomam o crédito do banco, que contraem dívida, mas em algum momento não conseguem mais pagar. Elas ficam inadimples.
E o grau de inadimplência tá diretamente associado a um instrumento de dívidas utilizado. Por exemplo, pessoas que contraem financiamento para comprar um imóvel raramente ficam na gimplates. Agora, pessoas que parcelam um tênis no cartão de crédito, elas ficam inadimplentes com frequência.
E a diferença desses casos tá no grau de garantia que cada modalidade de dívida tem. Pensa um financiamento tem a entrada, fora o próprio imóvel como garantia. Já o dinheiro do cartão de crédito não tem garantia nenhuma, é dinheiro de graça.
E quanto menor é a garantia de uma linha de crédito, maior é a taxa de nadimplência nessa modalidade. Daí para compensar os diferentes riscos de nadimplência em cada modalidade, os bancos cobram diferentes taxas de juros em todas as pessoas que optaram por aquela modalidade. É por isso que os juros do crédito rotativo no Brasil são os maiores do mundo.
é no Brasil a modalidade de crédito com a maior indadimplência de todas. A ironia é que chega um ponto em que a taxa de juros da dívida é tão brutal que ela diretamente fabrica na implência que ela diz só tá precificando. Como assim?
Vamos dizer que você cai no rotativo porque não pode pagar a fatura no mês. Daí vem a taxa de mais de 400% ao ano, né? Sobre a justificativa de compensar todo mundo que ficou inad.
Só que você não consegue pagar essa taxa de jeito nenhum. E aí o que acontece? Por conta dela você vê nadimplante.
Só que a inadimplência justifica o juro alto. Então é o cachorro correndo atrás do próprio rabo. É surpreendente a quantidade de pessoas que se sujeitam a contrair dívidas com juros extremamente altos simplesmente porque não conhecem alguns mecanismos perfeitamente acessíveis que seriam muito mais vantajosos.
Se alguém usar o cheque especial, os juros vão gerar em torno de 8% ao mês. No empréstimo pessoal, esse valor é de 8,5% ao mês. Ao trazar uma fatura no cartão de crédito, os juros chegam a passar de 14% ao mês.
Acontece que as mesmas pessoas que tomam essas dívidas poderiam utilizar um mecanismo muito mais inteligente, o crédito com garantia. O conceito é bem simples. Em vez de pegar dinheiro sem garantia nenhuma em modalidades onde as taxas são super altas, você pega um empréstimo colocando um bem que você já tem como um veículo ou um imóvel como garantia da operação.
Então, como a instituição financeira nesse caso passa a ter mais segurança, as taxas despencam daqueles 8% ao mês ou 14% ao mês e vão para patamares muito mais saudáveis, como o IPCA mais 1,09% ao mês no caso de móveis. Isso funciona perfeitamente se hoje você tá preso numa dívida cara e quer trocar por uma muito mais barata, obtendo liquidez imediata, sem abrir mão de continuar usando o seu imóvel ou o seu veículo no dia a dia. É um capital inteligente para você trocar uma dívida, estruturar um negócio ou lidar com imprevistos.
E aí, ao invés de acionar o cheque especial, rotativo do cartão ou empréstimo pessoal, o crédito com garantia entra como uma alternativa muito mais estratégica. E quando a gente fala no crédito com garantia no Brasil, a especialista no assunto é a Creditas. A Creditas é a maior plataforma de crédito online da América Latina e já conta com mais de 550.
000 clientes ativos. É justamente que acreditas que você viabiliza essa estratégia acessando prazos longos de até 240 meses, carência de até 90 dias para começar a pagar e limites que vão de R$ 50. 000 R000 até 3 milhões.
Por isso, eu deixei o link aqui na descrição para você conhecer Creditas e fazer a sua simulação. Agora, não é com antecipação de sonhos que os ricos utilizavam dívidas para ganharem ainda mais dinheiro. Eles têm duas formas.
Primeira, compra alavancada. Em 2008, os donos da Imbev compraram a Unhauser Bush por 52 bilhões de dólares. E auser Bush era a dona da Budweiser e da Bud Light, que são as duas maiores marcas de cerveja dos Estados Unidos.
Acontece que o Jorge Paulo Leman e os seus sócios, eles não tinham 52 bilhões parados esperando. Eles tinham alguma parcela disso. Então, de onde veio todo o resto?
Dívidas. Foi um pacote colossal de empréstimos montados com bancos do mundo inteiro para bancar essa aquisição. Eles deram uma entrada no próprio bolso e a dívida fez o resto.
Mas se eles não tinham o dinheiro para pagar a vista, quem que ia quitar essa dívida? Não foi o Leman, foi a própria Unhauser Bush. Pensa bem, o que eles compraram foi uma máquina de fazer dinheiro.
Foi uma cervejaria que vende bilhões de garrafas no mundo todo, todo santo dia. E é esse lucro, o lucro da própria empresa comprada que foi pagando a dívida da compra ano após ano. A dívida não saiu do bolso dos sócios, saiu da operação da cervejaria que a dívida comprou.
E é no fim da história, o Lemman ficou dono de uma fatia da maior cervejaria do mundo, uma fatia que iria valer dezenas de bilhões de dólares em breve, tendo posto somente uma fração do próprio bolso para isso. Então, a dívida fez o trabalho pesado e a cerveja pagou a conta. Então, enquanto a maior parte das pessoas usa dívidas para comprar objetos que vão perder valor, como roupas, eletrodomésticos, eletrônicos, experiências, os ricos usam dívidas para comprar ativos que geram renda suficiente para pagar a própria dívida e no final, depois de terminar de pagar a dívida, eles ficam com ativo.
Mas tem outra estratégia que eles usam. Segunda forma, ações em garantia. Ó, imagina que você é um acionista de uma empresa negociada em bolsa e a sua participação tá avaliada em R$ 100 milhões de reais, mas você não consegue comprar um carro ou uma casa com ações.
Um dia você vai precisar do dinheiro. E aí para isso, o caminho óbvio ia ser vender um pedaço das ações, né? Só que vender tem um custo.
Você abre mão daquele pedaço que você tá vendendo e de tudo que ele ia render dali pra frente. Então o rico faz outra coisa, ele não vende. O rico vai no banco e ele pega dinheiro emprestado, deixando as ações da empresa dele como garantia.
Aí as ações continuam dele, continuam subindo e aí ele sai com dinheiro vivo na mão. Só que como ele deixou milhões em garantia e as ações são líquidas, o banco empresta um juros muito baixo, porque o risco é baixo. Se acontecer alguma coisa, o banco aperta um botão e já vende aquilo.
É exatamente assim que o Elon Musk e o Jeff Bos fazem. A maior parte da fortuna dele está em ações das próprias empresas. E em vez de vender essas ações para ter dinheiro, eles tomam dinheiro emprestado, colocando parte das suas ações em garantia no banco.
Daí as ações seguem se valorizando e aí esses empresários vivem do dinheiro que o banco empresta, pagando juros de banana, porque a garantia é colossal. Tá, mas calma aí, vai. E os juros da dívida?
Uma hora eles vão precisar vender as ações para pagar isso, não é? Então, não necessariamente, porque o próprio custo dos juros é pago por três coisas. Primeiro, dividendos dessas ações.
Então, vamos lá. A própria renda do ativo, que é gerada por meio da distribuição de dividendos, pode ser usada para quitar os juros. Segundo, abatimento de imposto.
Ó, enquanto um empresário nunca vende as suas ações, ele nunca paga imposto sobre o ganho de capital daquelas ações. E isso faz com que contrair dívidas, colocando ações em garantia, os faça ainda mais ricos. do que simplesmente vender as ações.
Porque os juros da dívida, vamos supor que nos Estados Unidos, com banco seja de 6 ou 7% ao ano, eles vão ser frequentemente menores do que a alíquota de imposto que seria paga na venda dessas ações, que lá é de 20%. Só que ao longo do tempo, essa diferença do que seria pago de imposto versus o que fica com o empresário, essa diferença só vai aumentando porque as ações do empresário continuam valorizando. Terceiro, rolagem de dívida.
Que acontece? Muitas empresas elas acabam não pagando dividendos de forma previsível ou sequer pagando dividendos. Porque nos Estados Unidos, por exemplo, e agora no Brasil, a distribuição de dividendos encorre cobrança de imposto.
Então, ao invvés de usar dividendos para pagar as parcelas das suas dívidas, muitos empresários, uma vez que pegam empréstimos colocando suas ações em garantia, eles colocam mais ações em garantia em um outro banco e pegam um novo empréstimo desse outro banco para quitar a dívida do primeiro banco. E aí eles podem ir fazendo isso indefinidamente, pegando de um terceiro banco, de um quarto banco, sempre pagando as dívidas de um banco, contraindo dívidas com outro, o que praticamente elimina a necessidade do empresário de em algum momento, realmente precisar usar o próprio dinheiro para quitar as dívidas. Eu sei que isso parece muito absurdo, mas nos Estados Unidos ainda tem um outro incentivo para usar exatamente essa estratégia.
Presta atenção, quando o bilionário morre, as ações passam pros herdeiros. Só que pela lei americana, o valor de compra das ações é atualizado pro herdeiro no valor do dia da morte de quem tá deixando herança. E isso zera todo o imposto sobre o ganho de capital que foi acumulado pelo bilionário durante décadas da valorização das ações.
Por exemplo, se o bilionário fundou a empresa com cada ação valendo dó e aí logo depois da sua morte cada ação já valia 111, teve um ganho de capital de $, ele precisaria pagar então os 20% que seria 20 por ação de imposto. Mas se o bilionário segura ação até a morte, os herdeiros recebem as ações, considerando que o preço de compra delas para esses herdeiros é o valor mais atualizado, ou seja, os 10$1 nesse exemplo. E aí na prática vai acontecer o seguinte, eles compraram por 101, então estão vendendo por1, não teve ganho de capital.
E isso permite que eles basicamente vendam quantas ações eles quiserem para quitar a dívida que o pai também deixou de herança, só que fiquem com o resto do império intacto e livre de impostos. E a estratégia tão conhecida que literalmente tem o nome de buy, borrow, die. comprar, pegar emprestado e morrer.
Bom, o Marcos e o Leman pegaram a mesma ferramenta. O Leman pegou bilhões emprestados pagando juros banana. O Marcos pegou R$ 1.
000 e tá pagando 400%. E é por isso que os 80% de endividados é um mito. O número joga o Marcos e o Leman no mesmo saco, como se a dívida fosse uma coisa só.
Não é para Marcos, a dívida é um incêndio. Ele tá desesperado tentando apagar. Mas pro lema é um fogão que ele pode fazer todos os tipos de coisa.
A chama é a mesma, mas a boa notícia é que de qual lado dessa linha você vai ficar, não depende quanto você tem hoje. Depende de você parar de usar dívida para comprar o que você não consegue comprar agora e usar dívida como um instrumento para conseguir fazer o seu dinheiro render mais, acumular pontos e comprar ativos que colocam dinheiro no seu bolso. Pessoal, não existe aula sobre nada disso aqui.
Por isso é tão importante ter esse tipo de ensino direto na escola. E é exatamente o que eu, o Thiago Negro e o Juariz Júnior estamos fazendo no programa Lidere, levando educação financeira, habilidades, empreendedores, inteligência socioemocional, desde os 3 anos de idade até os 17 dentro da sala de aula. E se você gostaria de ter um programa criado por quem vive o problema e bater um papo para conhecê-lo em primeira mão, clica no link na descrição, preenche as informações da sua escola e o time da Lider vai entrar em contato.
E se inscreve no canal e clica nesse vídeo aqui para descobrir a estratégia que a Holanda usou para, mesmo sem ter qualquer tipo de riqueza natural, ter se tornado a nação mais rica do mundo do século X7. E porque o Brasil, mesmo sendo abençoado com todos os recursos naturais que a Holanda não teve, não consegue.