Oi pessoal seja bem-vindo bem-vinda novamente Hoje a gente vai falar né do da entrevista Inicial Então a gente vai falar sobre a construção da relação e a a coleta de informações que a gente faz ali nesse momento essa aula ela dá início a um novo módulo aqui no nosso curso Então agora a gente vai falar do passo a passo da avaliação psicológica bom até aqui a gente foi explorando foi vendo diversos aspectos eh introdutórios e teóricos da avaliação psicológica tá então a gente falou de resoluções a gente falou de teorias a gente falou né de
perspectivas eh em termos de contextos aqui a ideia e a intenção né é que nesse módulo a gente explore mesmo a prática então o que que a gente vê na prática eh no dia a dia que a gente pode aí né tá incorporando a teoria que já tá ali né que a gente já explorou nas aulas anteriores Então a gente vai falar um pouquinho de entrevista hoje né e do primeiro encontro de forma geral o primeiro encontro a gente geralmente né faz ali uma entrevista quando a gente tá falando com adulto é uma entrevista de
anamnese normal eh quando a gente tá falando ali de crianças a gente pode estar fazendo uma hora do jogo né que é uma entrevista lúdica que a gente usa usa para coletar aí informações de crianças Então vamos lá a gente já viu a gente teve uma aula aqui que a gente explorou bastante né os aspectos da entrevista e a gente viu que uma entrevista ela pode ser estruturada semiestruturada ou ainda livre geralmente na avaliação psicológica a gente utiliza as entrevistas semiestruturadas tá então a gente vem com uma proposta de perguntas que a gente vai fazendo
né pro indivíduo e no decorrer dessas perguntas Pode ser que surjam outras perguntas e na e na entrevista né semiestruturada a gente tem aí a liberdade de ir fazendo de ir ajustando ess esses questionamentos então o nosso objetivo né por meio da entrevista essa coleta de informações mas antes da entrevista né E até durante a gente tem algo que é essencial que é o estabelecimento do raport então o que que a gente faz e aqui eu já começo aí falando da prática mesmo né bom o paciente ele vai entrar em contato com você querendo marcar
um encontro seja adulto seja idoso seja criança é importante que a gente tenha aí um bom raport o que que é o raport né é uma boa ligação é uma boa enfim aliança terapêutica transferência se chamam de diversas eh esse termo tem diversos nomes a depender aí da abordagem teórica mas a gente precisa estabelecer uma relação com esse indivíduo né um vínculo geralmente esse vínculo né ele já começa ali a se configurar desde o primeiro contato que o paciente tem com você e ele é algo que vai sendo construído tá não é no primeiro encontro
você fala oi o vínculo foi construído então o que que a gente tem em termos mesmo de comportamentos de indicações para estabelecer esse vínculo bom a gente vai dar boas-vindas né a gente sempre começa ali perguntando você teve dificuldade de chegar aqui você já conhecia espao sempre muito simpático né sempre muito muito acolhedor nas falas imagina a pessoa chega para se consultar com você para fazer um processo de avaliação e o primeiro contato você tá ali de cara fechada respondendo monlab então a gente precisa ter uns cuidados mesmo cuidados sociais de relação ali para tratar
bem esse indivíduo porque a gente vai continuar com ele ali durante alguns encontros algumas semanas né a gente precisa estabelecer essa relação bom uma das estratégias que também a gente também usa né para estar estabelecendo esse vínculo é um contrato então no primeiro encontro né a gente faz um contrato terapêutico o que que é isso é um contrato no qual a gente vai fazer alguns acordos né E aí a gente explica o primeiro encontro né esse início aí do processo a gente explica ao indivíduo O que que é uma avaliação psicológica tá se for adulto
a gente explica pro paciente idoso a gente explica pro paciente idoso né ou ainda pra família se for um idoso que precisa muito desse suporte da família a gente explica pros dois se for criança a gente também vai explicar pra criança o que que é uma avaliação psicológica E por que ela tá ali né claro sempre adaptando a linguagem para que esses indivíduos né Para que seu público possa te entender então a gente vai explicar o que é a avaliação psicológica e vai combinar com ele como é que esse processo vai se dar então a
gente pode dizer né nesse contrato terapêutico que a gente faz ali no primeiro encontro a gente fala sobre atrasos sobre faltas sobre pagamento bom com criança Você não vai falar sobre pagamento né Eh com idoso às vezes não é ele que paga então você não vai falar sobre pagamento por isso que muitas vezes a gente faz dois contratos né a gente tem um contrato ali da prestação de serviço que é feito com o responsável que vai ser enfim né com o responsável financeiro que vai tá ali fazendo esse esse papel e ainda o contrato terapeutico
o contrato terapêutico pessoal diz respeito aos procedimentos que a gente vai aí adotar no nosso processo de avaliação então o indivíduo chega a gente explica o que é o processo de avaliação a gente conversa sobre faltas conversa sobre atrasos né conversa ali mais sobre mais ou menos o tempo que a gente espera que esse processo de avaliação dure então a gente dá uma estimativa né bom a avaliação psicológica é um processo que costuma a ser realizado entre cinco e 10 encontros Mas pode ser que dure mais pode ser que dure menos mas tudo isso a
gente vai estar aí conversando né a gente fala um pouquinho sobre os tipos de tarefa que a gente vai fazer então no caso de criança isso é muito importante né porque aí a gente vai dizer para elas bom aqui a gente vai fazer algumas atividades que você vai gostar né Porque vão ser ali mais de brincadeiras outras que você talvez não goste tanto mas é importante que a gente faça todas tá porque com isso a gente quer entender um pouquinho mais sobre o que que você é muito bom de fazer e sobre o que você
tem de dificuldades e através dessa explicação né a gente vai e já trazendo o indivíduo pro nosso processo Porque pessoal o processo de avaliação psicológica né Ele é um processo que apesar de ser conduzido pelo profissional a gente precisa da participação é essencial que a gente tenha a participação e colaboração desse paciente aí então ele precisa est envolto bom Fazendo esse contrato a gente pede que a pessoa assine tá a gente Vina e E com isso a gente tem um contrato terapêutico todo e qualquer tipo de informação né que a gente achar pertinente colocar no
contrato a gente coloca ali né lembrando informações que sejam relacionadas ao nosso processo ali de avaliação então a gente chama esse contrato de contrato terapêutico bom a anamnese é uma uma entrevista semiestruturada né que Profissionais de Saúde usam como um todo para investigar aspectos de saúde a aspectos sociais aspectos do desenvolvimento do indivíduo então o nosso primeiro encontro né com adultos idosos enfim geralmente é uma annese E aí nessa annese a gente vai fazer perguntas abertas ao indivíduo tá então a gente não não é um questionário fechado um questionário de perguntas objetivas para que a
gente possa entender e explorar a história de vida do indivíduo eh os eventos significativos que ele teve aí durante toda a vida né as relações interpessoais os desafios que ele enfrenta hoje em dia questões né ligadas ao trabalho para que a gente entenda hospitalizações que ele né eventualmente venha a ter tido então aqui o objetivo da anamnesia é que a gente possa ter uma compreensão holística do indivíduo Claro as nossas perguntas né uma anamnese ela é uma ferramenta é um instrumento de coleta de dados Então a gente tem que ter objetivo nas perguntas que a
gente faz né eu não vou perguntar por exemplo Qual a cor preferida do indivíduo né eu preciso saber bom eh durante a sua infância Você lembra ali de alguma grande hospitalização né Eh quando a gente tá trabalhando com crianças que a gente entrevista os pais é muito comum que a gente pergunte pr pra mãe por exemplo o Apgar Qual foi o Apgar do indivíduo o ágar é uma medida né que que se dá ali n nas primeiras horas de vida da criança então a gente sai perguntando coisas que são estratégicas para que a gente possa
entender do desenvolvimento do indivíduo tá tá então assim a gente vai avaliar não só o conteúdo verbal que esse indivíduo tá trazendo tá como também é o comportamento a gesticulação né a variação do tom de voz então lembrem-se a gente tem entrevista e observação como estratégias essenciais no processo de avaliação e muitas vezes a gente as utiliza ali de forma concomitante então enquanto eu tô conversando com esse indivíduo eu tô observando os comportamentos dele né porque tudo isso já nos D sinal já já traz pra gente sinais que a gente pode ali tá se atentando
investigando um pouquinho melhor né para que a gente possa ter a melhor eh perspectiva do indivíduo Mas qual é o objetivo pessoal né com essa annese bom objetivo um entender a queixa entender a demanda eu preciso ter muito clara a demanda para que eu possa né montar o meu processo de avaliação a gente vai explorar isso um pouquinho melhor na próxima aula Eu também preciso entender que eventos né atuais passados enfim podem estar intensificando corroborando ou até mesmo eh iniciando essas queixas né quando a gente trabalha com idosos é essencial que a gente consiga delimitar
A perda né se se teve perda ou se é algo que já vem acompanhando aí essa pessoa durante toda a vida porque lembrem-se que a gente falou lá no no módulo né de avaliação psicológica nas nas diferentes faixas do desenvolvimento pessoas idosas elas estão mais sucetíveis a transtornos do neurodesenvolvimento transtornos do neurodesenvolvimento eles implicam em uma perda cognitiva E então eu preciso eh delimitar bem essa perda e eu consigo fazer isso né se a pessoa ali não tem uma avaliação prévia eu consigo através da annese tá então o que que a gente costuma explorar numa
annese né nesse encontro Inicial história médica então eu a gente costuma perguntar né hospitalizações recentes anteriores agora a gente pergunta muito né se a pessoa teve covid e a gente pergunta de tratamentos medicamentos que esse indivíduo possa est utilizando ali no momento e tanto dose quanto o período de tempo que ele faz uso porque pessoal a gente tem alguns quadros que são provocados pela ingestão de medicamentos tá E e são medicamentos mesmo enfim receitados por médicos a pessoa tá tomando certinho mas que eles têm aí como efeito colateral talvez flutuação da cognição ou algum ou
algum sintoma psicológico mais forte mais intenso né a gente também vai eh investigar a história psicológica do indivíduo então bom você faz tratamento psicológico Há quanto tempo como essa saúde mental né Que tipo de de sintomas você percebe experiências traumáticas né Histórias de Vida de tratamento psicológico anterior a gente vai investigar pessoal história médica e história psicológica tanto do indivíduo quanto de familiares ali tá eh de familiares mais nucleares Por quê a gente tem alguns quadros alguns eh transtornos enfim alguns comportamentos né que muitas vezes eles estão relacionadas aí às outras gerações seja porque foram
comportamentos aprendidos seja porque tem ali a questão né do componente genético compartilhado então a gente também se liga nisso tá a gente investiga também aspectos sociais então eu vou est ali investigando né aspectos do ambiente social desse indivído eh tem amigos relacionamentos amorosos Como é o relacionamento no trabalho então relacionamentos interpessoais como um todo tá questões familiares também suporte familiar como é dentro de casa você mora sozinho Você mora com seus Pais você mora com amigos com cônjugue como é que é isso a gente precisa entender também tá contexto socioeconômico trabalho e outros fatores que
podem influenciar a saúde bom a gente aí já sabe que hoje saúde não é simplesmente ausência de doença tá a Organização Mundial da Saúde define pra gente saúde como um bem-estar que envolve tanto questões né Eh físicas mentais espirituais então saúde é um construto muito amplo então a gente fala de aspectos financeiros de de trabalho a gente fala de tudo tá para que a gente possa aí caracterizar a saúde da melhor forma possível além disso a gente também fala né de aspectos pessoais da história de vida pessoal desse indivíduo então tirando né aspectos de saúde
física mental aspectos né Eh de saúde na própria família história familiar de aspectos mais relacionados a a s relações interpessoais a gente também aborda a história pessoal então bom eh eventos significativos que você teve né mudanças de vida conquistas desafios e experiências marcantes que esse indivíduo tenha tido na vida dele por que que a gente faz isso pessoal porque muitas vezes a demanda que o indivíduo tá tá trazendo ela tem e o indivíduo não percebe isso tá E aí a gente já começa né já tá aí a importância do nosso trabalho muitas vezes a demanda
ela é intensificada ou ela surge em algum contexto da história eh pessoal então por exemplo muitas pessoas eh lá na faixa dos 40 50 né procuram aí uma avaliação Por estarem preocupados por exemplo com eh um transtorno neurocognitivo mas quando a gente vai investigar a história pessoal dessa pessoa a gente percebe que é uma pessoa extremamente atarefada uma uma pessoa extremamente estressada que pode est aí num quadro de Burnout porque a gente muitas vezes consegue fazer né é ver a intensificação dos sintomas com por exemplo ali um acúmulo de trabalho né com uma sobrecarga no
trabalho então a gente precisa pessoal ter muito claro esses Marcos da vida do indivíduo para que a gente possa tá eh construindo nossas hipóteses tá e nossas hipóteses como a gente já conversou elas são dinâmicas então bom fiz a anamnese fiz o primeiro encontro com com o meu paciente com o meu cliente saí dali com uma uma série de hipóteses no encontro seguinte que eu escolho Eli administrar algumas técnicas depois que eu corrijo eu começo a ver que algumas dessas hipóteses que eu construí elas já não fazem mais sentido e eu construo novas hipóteses isso
é completamente tranquilo né Isso faz parte do processo de avaliação psicológica então a gente precisa tá todo o tempo eh perguntando esses aspectos pro indivíduo Além disso pessoal quando a gente trabalha por exemplo com com pessoas idosas tem outros aspectos que ainda são importantes então por exemplo eh a percepção que o próprio indivíduo tem sobre envelhecer isso pode tem estudos que mostram que essa percepção que o indivíduo tem ela pode est aí eh intensificando os sintomas então às vezes o indivíduo ele não tá entrando num quadro demencial ele não tem um transtorno neurocognitivo Mas ele
tem uma depressão que é intensificada pelas crenças sobre o envelhecer então percebam né como que eu vou variar as minhas perguntas a depender do meu público com crianças por exemplo né A gente pergunta muita coisas aos pais então a gente pergunta Marcos do desenvolvimento a gente pergunta né Como que é o relacionamento dessa criança com outras crianças e quando a gente vai fazer a entrevista lúdica com a criança né a gente a entrevista ú pessoal ela geralmente é é um momento no qual a gente vai né brincar com o indivíduo mas não é um brincar
solto ali a gente já tá interessado em observar alguns aspectos da Criança e claro a depender da idade da criança a gente consegue também fazer uma uma annese com a própria criança né então crianças de 7 8 9 10 anos a gente já pode perguntar né como que é você brinca muito com os coleguinhas como que é né a dinâmica com a professora a gente já consegue fazer uma entrevista semiestruturada tá então a gente vai adaptar Nossa linguagem nossas técnicas nossos instrumentos ao nosso público e a gente vai falar um pouquinho disso também no próximo
vídeo né o vídeo de de de hoje é para que a gente entenda o que que a gente faz ali no início então eu falei para vocês de como é o passo Inicial então o cliente paciente ele vem a gente vai ali né fazer um momento contração para que a gente possa começar esse nosso raport esse nosso vínculo né que a gente precisa estabelecer aí para guiar todo o processo o vínculo pessoal ele é de suma importância nesse processo tá como eu disse para vocês a gente precisa que o cliente o paciente ele esteja envolvido
nesse processo Porque a gente apesar de conduzi-lo as informações Quem tem é o paciente então a gente precisa que ele colabore que ele entenda a importância do nosso processo né e dentro desse sentido a gente também explica para ele no primeiro encontro o que que é avaliação psicológica o que que ele pode esperar desse processo né esse primeiro encontro a gente também alinha as expectativas porque muitas vezes as pessoas não sabem o que é avaliação psicológica e chegam ali no consultório achando que a gente vai adivinhar encontrar coisas que nem elas mesmo imaginavam não então
a gente também nesse nesse procedimento inicial a gente faz uma um alinhamento de expectativas então a gente explica pra pessoa o que que é avaliação psicológica fala ali né mais ou menos de quanto tempo vai durar a gente estabelece um contrato terapêutico no qual a gente vai falar de faltas atrasos e qualquer outras questões que você enquanto psicólogo né acha importante pro bom funcionamento do processo tendo feito isso né a gente vai pra entrevista é importante ressaltar que o contrato terapêutico por exemplo ele é flexível tá então a gente faz um contrato ali Inicial pessoa
assina nós assinamos mas pode ser que eventualmente lá no meio do processo seja necessário fazer ali um outro contrato terapêutico e o contrato terapêutico pessoal ele é muito estratégico Por quê a gente faz todos os combinados ali inclusive é combinados como a gente pode falar assim bom né é um processo de avaliação eu vou est ali coletando algumas informações e eu vou te interromper quando eu eh tiver de todas as informações que eu precise tudo bem isso é legal pessoal porque muitas vezes e isso eu vejo até uma dificuldade dos próprios psicólogos tá os psicólogos
eles têm eh dificuldade de interromper o o o paciente o cliente ali falando bom o contexto de de avaliação psicológica não é um contexto de terapia a gente não tem eh o OB nosso objetivo não é terapêutico não é de intervenção terapêutica mas muitas vezes as pessoas elas não entendem essa diferença então Elas começam a falar da vida começam né enfim a querer que a gente faça esse tipo de intervenção então muitas vezes a gente pode voltar bom você lembra lá no contrato que que eu te expliquei o que era avaliação né que que a
gente não faz intervenção que eu te disse que eu ia te interromper quando eu conseguisse o número de informações que eu precisasse Então essa pode ser uma estratégia que a gente adota para interromper o indivíduo sem que fique ali uma situação chata né porque às vezes o próprio paciente o próprio cliente se incomoda de estar sendo eh interrompido mas muitas vezes a esse esse cliente esse paciente ele foge ali da objetividade do nosso processo né então o nosso trabalho é trazê-lo ali sempre pro nosso objetivo Então esse tipo de estratégia a gente pode adotar ali
na no contrato terapêutico né então bom eu vou te interromper né algumas vezes quando eu achar que eu já tiver o número de informações é suficiente e aí a gente vai paraa outra pergunta tá para já deixar o indivíduo preparado para que ele já entenda o que ele pode esperar nesse processo depois que a gente faz o contrato a gente inicia aí a nossa namese então geralmente o encontro Inicial é para que a gente explore né a vida do indivíduo e possa aí estar construindo nossas hipóteses entendendo a demanda desse indivíduo Então é isso pessoal
vejo vocês no próximo vídeo que a gente vai falar um pouquinho a mais desse passo a passo da avaliação psicológica até lá é proibida qualquer reprodução gravação transcrição ou outro uso deste material sem autorização por escrito a Elo cursos Educacional e profissional