Aí chegamos no ar o Bom dia, ministra. Um ótimo dia para você. Hoje é quinta-feira, dia 7 de maio de 2026. Estamos ao vivo direto dos estúdios da Rádio GOV na EBC em Brasília e participam do programa de hoje, como sempre colegas convidados de rádios e portais de norte a sul do país. Bem-vindos todos. Se você chegou agora, você é nosso convidado para passar essa próxima hora na companhia da ministra da Igualdade racial, Raquel Barros. Essa é uma produção da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com Canal GOV, que é apenas
uma das muitas emissoras que integram a empresa Brasil de Comunicação. Vamos aos caminhos para você nos acompanhar nessa entrevista. Pela Rádio GOV. Estamos em rede facultativa de rádio para todo o país, mas se você quer nos ouvir e ver, pode nos acompanhar na sua TV pelo canal Goov Ou pelo nosso YouTube que é o @canalgov. Você também pode nos assistir lá no site da Agência Goov, agência.com.br. br. Lá além da TV ao vivo, de todos os programas que a gente tem no ar, você também acompanha as principais notícias do governo federal. Outra opção é baixar
de graça na loja de aplicativos do seu Android ou iOS, o canal GoV assistir toda a nossa programação ao vivo bem na palma da sua mão. Hora de conhecer melhor a nova ministra Raquel Barros. é Carioca da zona oeste do Rio de Janeiro, doutora e mestre em sociologia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, chegou ao comando da pasta após atuar como secretária executiva e chefear a assessoria especial da pasta. Atuou na Fundação Osvaldo Cruz, onde foi coordenadora do Comitê Cidadania, Violência e Gestão Estatal, além de pesquisa sobre desigualdade, políticas públicas, direitos humanos e relações
étnico-raciais. Segundo a mulher negra, A ocupar o cargo, a nova ministra é resultado das políticas de ações afirmativas implementadas no Brasil a partir de 2003. Sua atuação social e política junto às juventudes, mulheres negras, favelas e periferias a consolidaram como uma das lideranças no campo da promoção da igualdade racial. Obrigada pela presença. Bom dia, ministra. Bom dia, Karine. Bom dia a todas as pessoas que nos escutam, nos vem hoje. É um prazer e uma honra estar Aqui com você nesse bom dia, ministra. >> É isso. A honra é toda nossa. E já quero começar, ministra,
com o assunto do momento. >> Sim. >> Fim da jornada 6 por1, da escala 6 por1. É um assunto que tá sendo debatido no Congresso Nacional. presidente da Câmara, Hugo Moto, está dando celeridade a isso. Há aí uma expectativa de que a proposta seja votada ainda este mês. E a gente sabe que no mercado de trabalho, Né, a população negra, infelizmente, é a mais é a que mais está em postos precarizados, né? E aí eu queria saber como é que o Ministério da Igualdade Racial está se envolvendo nesse debate do fim da escala 61. Bom,
Karine, acho que essa é uma prioridade do governo do presidente Lula. É central, a gente apoia o fim da escala 6 por1, que é a redução da jornada de trabalho sem a redução salarial. Isso é muito importante de ser frisado. O >> que nós estamos promovendo e querendo é que trabalhadores tenham direito a dois dias de descanso semanal para que a gente tenha uma jornada de trabalho muito mais dinâmica, igualitária, que promova saúde, direitos e que as pessoas consigam ter mais tempo paraas suas famílias. E quando a gente fala sobre isso, a gente entra, Karine,
naquilo que você disse ainda há pouco >> de como a população negra acaba sendo afetada pelos empregos, ocupações mais Precárias. A gente sabe que é a juventude negra que tá nos serviços de aplicativos, que é a população negra majoritariamente que tá no trabalho de serviço, no comércio, que são as ocupações que têm um trabalho que inclusive adentra o final de semana. E por que não a gente conseguir que essas pessoas, que essas pessoas tenham tempo livre, que essas pessoas consigam se dedicar às suas famílias, que essas pessoas consigam ter tempo para estudar, Tempo para se
qualificar. E isso melhora não só a condição de vida das pessoas, mas também o o próprio trabalho exercido por essas pessoas, porque essas pessoas vão ter mais tempo de vida para se qualificar, vão não vão sobrecarregar o serviço de saúde e vão ter mais qualidade. Então, a gente entende que reduzir a escala de de trabalho, a jornada de trabalho, é garantir direito pras pra família brasileira e principalmente para aqueles que estão em Situações mais precárias de trabalho, porque serão os mais beneficiados. Então a gente entende que essa é uma prioridade e é isso. A gente
com aquilo que a gente já tem de informações e o ministro Marim estava aqui na semana passada, falou bastante sobre isso, a gente sabe que as experiências que já existem fora do Brasil e até dentro do Brasil apontam pra gente que a redução da jornada de trabalho não vai gerar impacto econômico. Muito pelo contrário, Vai gerar muitos benefícios. A gente tem dados, por exemplo, que de em 2025 mais de 500.000 1 afastamentos foram feitos por questões de saúde relacionadas ao trabalho e 60% desses afastamentos foram feitos por mulheres. E a gente sabe que muitas mulheres
não têm uma jornada só, tem dupla jornada, até tripla jornada de trabalho. E tendo mais tempo para conseguir ficar com seus filhos, cuidar da sua família, essa mulher vai ser muito menos honerada, vai render mais no Trabalho e o trabalho vai ficar mais eficiente, não só para ela, mas também para quem é o empregador. Então a gente só vê vantagens no fim da escala 61 sem redução de salário. Pra gente, essa é uma prioridade de governo muito importante e o Ministério da Igualdade Racial tá acompanhando todo esse processo de tramitação, tem divulgado, tem falado com
as pessoas, porque a gente sabe que a população negra é a maioria dessa população do país. Então, A gente sabe que vai ser a maior beneficiária dessa mudança. >> Tomara, ministra, vamos começar a chamar os colegas para essa entrevista. >> Vamos >> então. Vamos embora. Vamos direto pra Goiânia. Vamos lá pra Rádio Bandeirantes, que até vi que a Rádio Bandeirantes fez essa semana. 89 anos. Parabéns aí para toda a equipe da Bandeirantes, viu Gabriel Alves? Um ótimo dia para você. >> Muito obrigado, Tarine. Bom dia para você, um bom dia pra ministra. Ministra, a sua,
o seu planejamento é dar continuidade à gestão da Aniele, certo? E partindo disso, hoje nós temos três casas da igualdade racial no país, ainda nenhuma, localizada no Centro-Oeste. Existe algum planejamento do Ministério para ampliar esse projeto? Principalmente, principalmente quando a gente fala de Centro-Oeste e do Estado de Goiás? Obrigado. >> Bom dia, Gabriel. E também parabenizar a Rádio Bandeirantes pelos 80 anos. É uma felicidade ver rádios potentes seguindo assim com um histórico longevo de atuação. Então, parabéns. Olha, a Casa da Igualdade Racial é uma política muito importante pro Ministério da Igualdade Racial, é uma prioridade.
Então, esse é um equipamento que nós criamos para que o ministério atue na ponta. Ele promove a igualdade racial através de atendimento qualificado paraa população Negra. Então, nós temos serviços de atendimento psicológico, jurídico, social, mas também essa casa se propõe a ser um espaço paraa promoção de inclusão produtiva, cultural também, um espaço que seja ocupado por toda a população do seu entorno. Por isso a gente tem agentes de comunicação, agentes de mobilização atuando para que a casa seja de fato um equipamento de referência pra gente construir essa rede de promoção da igualdade racial em todo
o país. Nós Estamos iniciando com essas primeiras seis casas, são os pilotos das casas que nós estamos fazendo eh nesse 2026, mas a nossa ideia com certeza, Gabriel, é fazer um processo de expansão. Então, a gente vai fazer um chamamento público, um edital também para que outros municípios se integrem a essa política, porque ela é feita em coordenação com o nosso Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial. O SINAPIRC existe desde 2010, desde que a gente fez a Instituição do nosso estatuto da igualdade Racial. A ideia é que a gente faça sempre em parceria com
governos municipais e estaduais para que a gente construa e amplie essa rede. Então, com certeza a gente tem planos de que a gente tenha uma casa aqui também no Centroeste, em Goiás. Então, em breve a gente espera que essa expansão aconteça, que tem a casa em todos os estados, em todas as regiões. >> Ministra, a senhora falou em três Unidades já inauguradas de projetos pilotos. Vamos localizar isso. Onde é que estão essas casas, os pilotos e as casas já inauguradas? >> Claro, a primeira casa a gente inaugurou em março, eh, junto com a então ministra,
a gente inaugurou no Rio de Janeiro, então foi a primeira casa em parceria com a prefeitura do Rio de Janeiro, com o apoio da Caixa Econômica também da Fundação Osvaldo Cruz, que são nossos nossos parceiros. E agora no Último mês a gente inaugurou a casa de Fortaleza, né, que foi uma casa bem importante, a primeira do Nordeste. E na semana passada nós estivemos em Rio Grande, estivemos também em Pelotas inaugurando a primeira casa do Rio Grande do Sul, que fica em Pelotas. Então, a gente já tem três casas, metade daquelas que a gente se propôs
a fazer agora em 2026. E as próximas são para acontecer, são para serem inauguradas em Salvador. >> Uhum. >> Em Itabir, em Contagem. Então, a gente vão, nós teremos mais três casas e que estarão localizadas nesses lugares, né? No Nordeste também, no Sudeste. Então, >> duas delas em Minas Gerais. Então, >> exatamente, exatamente. >> Maravilha. Vamos seguir, ministra. Vamos lá pro seu estado, vamos ao Rio de Janeiro, mas vamos a Niterói, vamos lá pra Rádio Antena Esportiva, porque a Caroline Rodrigues tá com a gente na Manhã de hoje também. Oi, Caroline, um ótimo dia para
você. >> Oi, Karine, bom dia. Tudo bem? Bom dia, ministra. Tudo bem? A minha pergunta hoje é sobre a lei de cotas. A senhora acredita que a lei de cotas ainda tem resistência na sociedade brasileira? Olha, eh, Korin, eh, eu acho que essa resistência existe sim, porque o racismo permanece na nossa sociedade, né? Então, se nós temos uma sociedade ainda muito Racista, um legado de mais de 300 anos de escravidão, a gente sabe que a polí as políticas de ações afirmativas, elas continuam tendo resistência. Mas o Ministério da Igualdade Racial, o Ministério da Igualdade Racial
é uma resposta firme do governo do presidente Lula a todas essas ações contas as políticas de ações afirmativas. E os resultados das ações afirmativas, eles são incontestáveis, né? A gente desde o início da lei de cotas, a gente já teve Mais de 200% de crescimento de matrículas nas universidades públicas, de estudantes cotistas. Então isso é uma um dado muito importante. Então a gente desde 2013 até 2022, mais de 55.000 jovens estudantes entraram nas universidades via ações afirmativas. E o governo do presidente Lula, com a gestão, né, primeira gestão do Ministério da Igualdade Racial, fez um
aceno muito importante em relação as Ações afirmativas, que foi o processo de renovação da lei de cotas no ensino superior. E o que que foi esse processo de renovação? a gente não só eh reafirmou a continuidade das ações afirmativas, porque a gente sabe que a gente ainda tem muita coisa para mudar no ensino superior, mas a gente também aperfeiçoou essa lei de cotas. Então, a gente ampliou essas ações afirmativas pra pós-graduação, a gente incluiu quilombolas, que também não estavam Presente nas ações afirmativas e a gente também fez um processo de aperfeiçoamento, de revisão da lei
de cotas mais constante, mais firme, com mais critérios. Então isso ajuda muito a gente a ampliar as ações afirmativas, a melhorar o ensino brasileiro e garantir que mais pessoas possam ter acesso à formação qualificada no ensino superior. Então pra gente, eh esse é um resultado, um dos resultados mais exitosos que existem no nosso trabalho. e a gente vai Seguir atuando firmemente para garantir que nenhum aceno contrário a as ações afirmativas se firmem, né? A gente teve recentemente eh uma tentativa no Rio Grande do Sul de acabar com as ações afirmativas e o Ministério atuou muito
firmemente, acompanhou todo o processo de julgamento, atuou junto com os órgãos eh de justiça para que a gente continue fazendo a defesa firme de que as cotas abrem portas e as portas que são abertas são portas que garantem a promoção da Igualdade racial para todas e todos nesse país. >> Sem dúvida, ministra. Daqui a pouquinho a gente, eu quero falar mais sobre isso com a senhora, mas vamos seguir. Vamos pro Maranhão, vamos lá para Balsas, vamos dar as boas-vindas aqui pro portal diário Sul Maranhense que participa do Bom dia, Ministra, pela primeira vez aqui, Emanuel
Domingos. Bem-vindo, um ótimo dia para você. >> Oi, bom dia, Karine. Bom dia, ministra Raquel Barros. Bom dia, caros colegas jornalistas, todos os nossos ouvintes, aites aí, né, nas diversas plataformas que estão acompanhando o programa. E a minha pergunta paraa ministra é sobre um um problema grave aqui no nosso estado, né, ministra? O Maranhão é o estado com o maior número de comunidades quilombolas do Brasil e concentra mais de 40% dos assassinatos de lideranças quilombolas no Brasil. Todos todos os assassinatos ocorreram em territórios Não titulados. Ao mesmo tempo, uma análise independente aponta que no ritmo
atual de titulações do governo federal, nós levaríamos cerca de 2700 anos para regularizar todos os territórios que estão no nosso estado do Maranhão. governo criou a plataforma de governança territorial para desburocratizar o acesso, mas comunidades em regiões aqui do nosso estado, como a Baixada Maranhense, os vales do rio Mearim, Tapecuru, ainda Vivem sob ameaça constante. A pergunta é: o que o Ministério da Igualdade Racial está fazendo de concreto para mudar esse ritmo e, especificamente para garantir que comunidades mais invisíveis, que não estão aí nas listas oficiais, eh, aquelas que nem chegaram a pedir certificação, né,
titulação, sejam identificadas e incluídas nessas políticas públicas. Oi, Emanuel, bom dia. Muito obrigada Pela sua pergunta. Acho que ela é essencial porque a gente sabe que a população quilombola é uma das populações originárias do nosso país, é fundamental, é um legado histórico de reparação que a gente precisa fazer. E eu tenho a felicidade de dizer que nesse primeira, nessa primeira gestão do Ministério da Igualdade Racial, junto com o presidente Lula, a gente avançou muito, enormemente com o processo de titulação quilombola. Então, eh, desde o Princípio da gestão, a gente já conseguiu fazer 72 decretos de
declaração de interesse social, que é o passo anterior à titulação. E isso é um recorde, porque no governo do presidente Lula foi onde se mais investiu em processo de titulação quilombola. Isso é bem importante. A gente já tem 50 títulos de expedidos para comunidades quilombolas e a gente tem uma um marco muito importante no Maranhão, que é a titulação de 45% Do território de Alcântara, que é o maior quilombo em termos populacionais do Brasil. Então isso pra gente é muito fundamental. São mais de 9.000 famílias impactadas, mais de 131.000 1000 haares já regularizados no Brasil.
E a gente tem feito uma política muito importante de investimento nesses territórios titulados, porque não basta somente você entregar um título, você se precisa investir em como essas comunidades vão se desenvolver. Então, a gente tem um Programa nacional que se chama Quilomba Brasil, que é feito em parceria com mais de 10 ministérios e que tem ações específicas voltadas para regularização fundiária, para remover a questão da situação de pobreza das famílias. E a gente tem uma política própria do ministério que se chama política de gestão territorial e ambiental, que se chama PNG. O que que ela
significa? é o investimento no desenvolvimento econômico desses territórios junto com Os quilombolas, identificando quais são as necessidades de cada território para que essas para que essas eh demandas sejam devidamente desenvolvidas localmente com a participação dos quilombolas. Então já são mais de 86 milhões investidos. é uma política que a gente considera extremamente exitosa e que a gente tem buscado avançar em todos os territórios que recebem titulação. E obviamente a política de titulação depende de outros órgãos, do da Fundação Cultural Palmares, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, do INCRA. E a gente tem trabalhado muito conjuntamente para avançar
na titulação no nosso país, porque a gente sabe que tudo aquilo que a gente fez foi histórico, é importante, é recordista, né? No Brasil não existe tanto trabalho paraa melhoria da condição dos quilombolas nesse Brasil, como foi feito, está sendo feito pelo presidente Lula. Mas a gente tem uma agenda nacional de titulação que foi Construída junto com o Ministério de Desenvolvimento Agrário para seguir e para continuar titulando territórios. Então esse é um compromisso de governo que a gente segue muito firme construindo. Ministra, acho que uma um ponto importante pra gente pontuar aí nessa questão trazida
pelo Emanuel de titulação, o os ministros dos povos indígenas, quando vem aqui a ministra Guajajara, quando era ministra e agora mais recentemente o ministro Eloi Terena, que já esteve aqui com a gente também, eh eles sempre falam de uma coisa que eu acho que é importante que as pessoas entendam. Nesse processo de titulação, há uma questão de judicialização que trava tudo, né, que faz com que o tempo seja muito maior do que as populações, né, as comunidades gostariam, né? Então, queria que a senhora também falasse um pouco dessa questão judicial e um pouco mais do
que tá sendo feito nessa questão dos Conflitos, né? como administrar o tempo da justiça e esses conflitos que têm acontecido nessas áreas, como citou aí o Emanuel. >> Essa pergunta é ótima, Karine, porque de fato o processo de titulação ele tem várias etapas e muitas vezes essas etapas são travadas por questão judicial, porque você tem que desapropriar um território para que ele possa de fato ser entregue àela população e aquele território que tá Ocupando há anos aquele lugar. Isso demanda todo um processo judicial, negociação, diálogo político e isso às vezes demanda muito tempo. A gente
tem feito vários esforços para reduzir esse tempo, mas existe uma um próprio tempo que se decorre da justiça e a gente tem tentado equalizar. Ao mesmo tempo, o ministério, assim como Ministério da Igualdade Racial, assim como o Ministério dos Povos Indígenas, tem uma atuação muito importante diante dos Conflitos. Nós temos uma secretaria voltada para povos e comunidades tradicionais e dentro dessa secretaria nós temos uma coordenação de mediação de conflitos. Então, todas as vezes que as comunidades quilombolas eh nos mandam uma notícia, uma situação de conflito territorial, a gente envia, né, os nossos trabalhadores do ministério,
né, para estarem em loco no território, dialogando com as comunidades e buscando os caminhos mais cées de mediação. Então, a gente acompanha diretamente esses conflitos nos territórios, dialogando com as comunidades. E isso, de fato, ajuda muito a gente avançar e criar formas mais efetivas de garantir que a população não só seja respeitada, mas também que todo o processo de violência no território não passe desapercebido, sem nenhum tipo de encaminhamento. A gente atua muito no processo de proteção. A gente entende que a gente sabe que conflitos Territoriais geram uma série de ações violentas, mas a gente
entende que a nossa atuação junto com cada território, com cada família, com cada grupo quilombola, é importante para mitigar esses conflitos e buscar o devido encaminhamento jurídico. >> Vamos embora, ministra. Vamos lá pro Rio Grande do Sul. Vamos lá pra Rádio Oceano FM, porque a Carolina Matos tá com a gente na manhã dessa quinta-feira também. Oi, Carol. Bom dia para você. >> Muito bom dia. É um prazer. Bom, ministra, recentemente, os praticantes das religiões de matriz africana aqui do sul do estado em Rio Grande, foram severamente atingidos por um episódio de intolerância religiosa que acabou
culminando na invasão e demolição de um centro espírita. Como o ministério vê esse episódio e que ações ele toma para evitar que essas situações se repitam em outros lugares do Brasil? Bom dia, Carol. Bom dia a todos da rádio Oceano que nos escutam. Eh, Carol, a sua pergunta é muito fundamental. Eh, a gente, enfim, lamenta muito esse tipo de situação que a gente sabe que continua acontecendo, Karine, em todos muitos, nossa, em muitos espaços do Brasil. E isso é sinal daquilo que a gente falou no início, né, de como o racismo ele permanece na nossa
sociedade e ele se manifesta de diferentes formas. E uma das mais perversas é o racismo religioso. O racismo religioso é uma Prática que atinge todas as religiões de matriz africana e que é o ataque à crença, aos símbolos, a forma de professar a sua fé e que gera impactos simbólicos, espirituais também e jurídicos, né? Então, a gente lamenta muito esse episódio que aconteceu no Rio Grande do Sul. A gente ficou ciente dessa denúncia, dessa violação de direitos e a gente atuou de maneira muito firme e ágil, né? A gente também tem uma coordenação voltada Especificamente
dentro do ministério para conflitos em em terreiros, em espaços de cultos, de matriz africana. Nós fizemos um contato direto com o Ministério Público do Rio Grande do Sul, com a Defensoria Pública. Nós estamos atuando, fomos em loco fazer um diálogo com a comunidade que sofreu e a gente tem solicitado também junto aos órgãos necessários as medidas reparatórias para esse caso de violência que, enfim, é inadmissível, inaceitável. E do ponto de Vista institucional, a gente tem avançado muito nessa pauta. >> O presidente Lula, ele instituiu a primeira política nacional para povos e comunidades de terreiros em
matriz africana em novembro de 2024. Isso é uma ação inédita porque é o reconhecimento pelo governo do Brasil de que povos e comunidades de matriz africanas são essenciais paraa redução das desigualdades raciais nesse Brasil. E também é uma ação que Envolve outros ministérios para construir uma agenda nacional de promoção de direitos. E a gente tem atuado firmemente na execução desse plano de ação. E uma das formas também que a gente tem feito de reconhecer, porque o reconhecimento simbólico é muito importante nesse caso, é instituir e a gente tem outorgado para muitos desses terreiros o título
de promoção de promotor da igualdade racial. >> E o que que isso significa? Significa Que nós estamos reconhecendo a nível nacional a importância que esses territórios têm paraa construção da história da cultura brasileira e como esses espaços contribuíram ao longo dos séculos paraa garantia da promoção da igualdade racial, dos direitos de cidadania. Porque muitos desses desses territórios eles são espaços de acolhimento paraa população negra que sofre violência, discriminação, homofobia, racismo. Então, ir nesses Territórios, entregar esses títulos, reconhecer a história desses espaços, é também promover igualdade racial e mostrar que no Brasil, no governo do presidente
Luna, no país dessa democracia que nós estamos construindo, racismo religioso não cabe. E em relação a esse caso, especificamente, o Ministério da Igualdade Racial vai seguir acompanhando, porque para nós, garantir direito pra população de terreira e Matriz africana é uma prioridade. Ministra, vamos seguir agora. Vamos a Minas Gerais, vamos a Belo Horizonte, o portal BHZ tá com a gente. Pablo Nogueira é nosso velho conhecido aqui, mas agora pelo portal pela primeira vez. Então, bem-vindo, Pablo. Um ótimo dia para você. Ei, Karine, muito bom dia para você. Bom dia também aos colegas e à ministra. Ministra,
gostaria de perguntar pra senhora sobre uma obra importante aqui Do nosso estado, o Rodoanel. Existe um entrave na justiça e atualmente com o governo do estado e também com a Federação dos quilombolas? Porque o governo acusa o Ministério da Senhora e também a federação de seentrave na justiça. Inclusive o governador Mateus Simões disse recentemente que se a justiça não der a ele um caminho em 30 dias, ele vai fazer uma placa no anel rodoviário dizendo que 50 pessoas morrem por ano graças à interferência da Federação dos Quilombolas e também do Ministério da Igualdade Racial sobre
essa obra. Gostaria de saber então como que a senhora recebe, né, essa fala do Mateus Simões e também como é que tá o diálogo com o governo do estado. Eh, o governo do estado inclusive fala que o ministério diz que são 136 comunidades quilombolas impactadas pela obra, quando na verdade, segundo o governo do estado, seriam apenas seis. Então, queria saber da senhora um pouco Como que tá esse diálogo com o governo do estado, né, esse entrave na justiça para que a obra seja viabilizada, mas também respeitando, claro, o direito dos quilombolas. >> Bom dia, Pablo.
Obrigada pela sua pergunta. Bom, eu recebo com muito espanto esse tipo de fala, porque na verdade o papel do Ministério da Igualdade Racial é atender a demanda da população quilombola e responder da melhor maneira possível. Tomei Conhecimento desse tipo de conflito, mas a atuação do Ministério da Igualdade Racial tem sido garantir que a população quilombola tem o devido acesso à consulta livre, prévia e informada, que inclusive é algo eh que tá garantido na Convenção 69 da Organização Internacional do Trabalho. O nosso papel é garantir que o devido processo de consulta e garantia de direitos aconteça,
não mais do que isso. Então, o nosso papel nesse conflito é que todas As pessoas consigam ter o devido diálogo, ter o devido direito. A gente segue acompanhando, nós não temos responsabilidade alguma sobre essa obra, nem sobre a maneira como ela vai ocorrer, como ela vai ser executada. Na verdade, nós somos chamados para fornecer informações, para assessorar e monitorar como as comunidades de fato estão sendo consultadas. E esse tem sido o nosso papel que a gente faz não só nesse tipo de eh obra, mas em todo, em Qualquer ação governamental ou não governamental que exista
no Brasil. Esse é o nosso papel. O Ministério serve para fornecer informação, para garantir que os quilombolas sejam consultados, para fornecer eh eh subsídios que garantam o devido acompanhamento. Então, nosso ministério, né, a nossa coordenação de quilombolas foi chamada a atuar junto com os quilombolas do território de Minas Gerais. Estamos acompanhando o caso e vamos atuar de acordo com aquilo Que compete as nossas atribuições, garantindo que a população quilombola tenha devida informação, que todas as pessoas dialoguem para que, enfim, a obra aconteça com todo o respeito merecido às comunidades quilombolas. >> Este é o Bom
Dia Ministra que hoje recebe a ministra da Igualdade Racial, Raquel Barros. Ministra, vamos seguir. Vamos embora então pra Bahia. Vamos lá pra Vitória da Conquista. Vamos lá pra rádio Band FM. Ana Carolina Bastos, um Ótimo dia para você também. >> Bom dia, Karine. Bom dia, ministre. Estamos aqui ao vivo de Vitória da Conquista, toda a região sudoeste e norte de Minas Gerais também. Então, ministra, cidade Sudoeste Baiano como Conquista tem registrado o crescimento populacional e ampliação do acesso ao ensino superior, mas ainda conviveu com desigualdades raciais no mercado de trabalho, no acesso à renda e
também nos indicadores de violência contra a Juventude negra. Como o Ministério da Igualdade Racial pretende ampliar políticas públicas voltadas ao interior da Bahia, garantindo que programas federais cheguem além das capitais e alcance regiões estratégicas como sudoeste. >> Bom dia, Ana Carolina e todos que nos escuta através da Rádio Band FM. É um prazer falar com vocês. Bom, a gente considera que expandir as nossas políticas é super importante em vários Territórios. Por isso que a gente tá bastante ansioso para inaugurar a nossa casa da igualdade racial na Bahia também, porque eu acha que ela vai ser
também esse polo importante de diálogo e articulação com os órgãos do estado, né? E além disso, a gente tem ações importantes que já estão em curso, como juventude negra viva. E é muito importante falar sobre esse plano porque ele é uma maior pacote de políticas para juventude negra já criada no Brasil, né? Tem mais de 217 ações com 18 ministérios envolvidos, mais de 800 milhões já investidos e significa que a juventude tem sido priorizada pelo governo do presidente Lula. E isso é muito importante, porque a gente sabe que para combater a violência não é preciso
só tirar armas ou reduzir a letalidade, significa também você garantir dignidade, uma vida com qualidade, direitos assegurados pra juventude. Então isso é muito fundamental. E uma Parte importante do plano também é a adesão que a gente tem de estados e municípios. Então, nesse período, o que nós estamos fazendo é garantindo que a adesão dos municípios aconteça, porque a gente sabe que a possibilidade da gente ampliar pros lugares mais distantes a promoção de políticas paraa juventude. A partir da adesão, os municípios e estados que aderem precisam elaborar um plano que é acompanhado pelo comitê gestor, que
é gerido em conjunto com a Secretaria Geral da Presidência. Então isso é uma possibilidade muito importante de ampliar as nossas ações paraa juventude nos territórios. E além disso tem uma ação importante que a gente tá fazendo, Brasil afora, que são os agentes do programa Juventude Negra Viva. Eles também estão em todos os estados e a atuação deles é garantir essa interlocução entre os governos locais, municipal, estadual, para fazer com que as políticas e ações que a gente Tem gerido aqui, os diálogos que a gente tem feito, de fato, sejam efetivos lá na ponta. Então essas
ações a gente considera super importante para garantir que a juventude siga sendo a prioridade que a gente tem dado desde o início da nossa gestão. Ministro, então vamos vamos aproveitar que a gente tá com o pessoal da Band FM lá em Vitória da Conquista e vamos explicar o que que é o plano e juventude negra Viva, o que que esse plano traz na prática ali na vida, No dia a dia dessa comunidade. >> Então o plano Juventude Negra Viva, ele é uma coordenação de ações executadas por diferentes ministérios. Então, a ideia é que cada ação
que é executada por cada ministério, seja saúde, educação, cultura, meio ambiente, trabalho, emprego, ela receba também esse carimbo de juventude negra viva e ela tem esse direcionamento para esse público. Então, todas as vezes que a gente tem políticas de pé de meia, Políticas de câmeras corporais que são executadas pelo Ministério da Justiça, esses investimentos eles são voltados para a juventude negra viva. Então, na prática, isso gera melhoria da qualidade de vida pra juventude naquilo que a gente sabe que é o mais importante, saúde, educação, segurança. É colocar na pauta de cada ministério a priorização da
juventude enquanto política. Então isso pra gente é muito fundamental, porque aquilo que a gente prioriza, a Gente não olha, né? a gente a gente não dá sego. Então a ideia com o plano Juventude Negra Viva que a gente teve, que a ministra Ani teve foi dialogar com cada pasta para que a gente conseguisse ter políticas e efetivos que chegam na ponta voltada pra juventude. Isso tem surtido muito efeito, porque cada uma dessas políticas que a gente tem visto, que tem impactado muito a juventude negra, fiéis, as políticas de ações afirmativas, as ações voltadas pro Trabalho,
as políticas de cultura também que são afirmativas e que pegam a juventude, elas são importantes porque a possibilidade da gente falar para elas, olha, isso aqui também é juventude negra viva, então vocês precisam olhar para essa política como uma política de juventude. Porque é isso que a gente busca fazer quando esse esse foco é direcionado pra juventude negra. Então isso tem surtido efeito muito importante e a gente tá Muito feliz com esse plano. Maravilha, ministra. Agora a gente vai lá para Santarém no Pará. Agora a gente vai abrir aí o portal Janela Amazônica que participa
pela primeira vez aqui do Bom Dia Ministra também. Então quero dar as boas-vindas aqui. Silvia Vieira, obrigada, viu? por estar aqui hoje com a gente. Um ótimo dia para você. >> Obrigada. É uma grande oportunidade pro povo da Amazônia se sentir representado nesse Momento. Nós temos aqui muitos territórios quilombolas e ainda falando sobre o acesso ao ensino superior, tem a lei de cotas, mas tem aqui também na Universidade Federal do Oeste do Pará, que atende 20 municípios aqui da nossa região, o processo seletivo que é específico, processo seletivo especial quilombola. E há muito questionamento pela
forma de acesso que é feita por meio de uma redação e em que pese as ações afirmativas existirem dentro da Universidade, elas têm se mostrado ainda pouco eficazes no combate ao preconceito racial. Então eu lhe pergunto, ministra, de que forma a sua pasta pode atuar para além dessas ações afirmativas para mudar esse cenário? >> Olha, Silvia, eu agradeço muito pela sua pergunta. porque ela é bem importante, porque a gente, enfim, sempre reforça como é difícil ainda enfrentar o racismo nesse país. A gente tem atuado dioturnamente para criar ações, para Fazer esse enfrentamento. Eu acho que
uma das mais exitosas que a gente tem tido são os intercâmbios com estudantes, professores do ensino fundamental da da educação pública para ampliar e divulgar a lei 10.639. também que eh determina o ensino da cultura afro, história afrobrasileira no Brasil. Isso tem sido muito importante, esse intercâmbio que a gente tem feito de estudantes que vê de fora do país também, dos países africanos, países Latinos para aprender conosco e levar também eh os nossos estudantes para aprender com eles, porque isso é a possibilidade da gente fazer essa troca que reafirma a importância de falar sobre a
história afro-brasileira, o combate ao racismo e colocar isso dentro da educação com as pessoas que estão trabalhando nesses espaços, porque o potencial de replicação dessa ação, dessa iniciativa, é enorme. Então, a gente investe muito na educação e na Formação daqueles profissionais que estarão formando outras pessoas para atuarem no mercado de trabalho. Isso pra gente tem sido uma política muito exitosa. A gente já tem mais de 300 pessoas formadas por esses intercâmbios. A gente tem práticas muito importantes, estamos num processo de pesquisa muito qualitativa para ver os impactos desse processo de formação. A gente vai fazer
um próximo intercâmbio com a China, voltado para tecnologia também, para Empreendedores negros. Então, a gente tem buscado falar sobre promoção da igualdade racial em vários aspectos e acho que uma ação específica também que a gente tem feito é ações que são voltadas paraa garantia da permanência das pessoas quando elas ingressam no ensino superior. E uma delas que a gente tem feito de maneira muito exitosa no Pará é a criação das afrotecas, que são equipamentos muito importantes voltadas pra promoção dessa cultura Afro-brasileira. >> E o nome é maravilhoso, afroteca. >> É lindo, né? Quando a gente
ouve assim, dá uma sensação gostosa, né? E isso tem total relação com a lei 10639, com a lei 11.645, 1645, que também preconiza o ensino eh da história indígena nas escolas. Então, são 1000 crianças em média atendidas, mais 100 famílias também beneficiadas por essa política. A gente já inaugurou cinco afrotecas, são seis para inaugurar no Pará. Enfim, e Isso pra gente é muito importante, porque isso apoia as mães que trabalham, apoia as famílias que estão no ensino superior, que estão buscando educação, formação de qualidade e além disso, a gente atua na base para desconstruir esse
racismo. Crianças que frequentam a Froteca são crianças que vão crescer com uma outra concepção de Brasil, de nação, reconhecendo a sua história, a sua ancestralidade, promovendo igualdade racial, sendo mais informados e com Certeza a gente vai ter uma mudança de mentalidade no longo prazo e isso pra gente ajuda a combater esse tipo de ação que continua existindo. Então, a gente tem atuado em diferentes frentes, porque a gente sabe que combater o racismo exige muita ação, muita coordenação e muito apoio. Então, essas ações são bem importantes. >> E só para que não fique nenhuma dúvida, Afroteca
é uma biblioteca, é isso? >> Então, um acervo, >> isso ele ela é um um espaço que tem acervo, mas que tem atividades educativas também, né? e que as crianças passam ali um tempo eh fazendo, reconhecendo esse território, o seu espaço, a própria história afro-brasileira tem sim muitos livros, muito material didático sobre a lei, enfim, 10639, mas também é um espaço profundamente educativo. Então ali as crianças não só têm acesso a esse material, mas Participam de atividades formativas, educativas. Isso é muito gratificante, é muito bonito, porque a gente vê o quanto que a promoção da
igualdade racial ela modifica a mentalidade. Ela pode ser feita de uma maneira muito próxima da população, né, dos pequenininhos, né, das nossas crianças e que isso pode reverberar de uma maneira muito positiva para dentro das famílias. >> Sem dúvida, ministra. Vamos embora fechar essa primeira rodada com Fortaleza. Vamos lá pro portal Povo por telefone está com a gente o Caio Pimentel. Oi, Caio. Bom dia para você. >> Olá, bom dia a todos. Um prazer estar aqui. Fala aqui de Fortaleza e minha pergunta é sobre isso. Senhora ministra, há dados de público e participação, incluindo atendimento
na Casa da Igualdade Racial em Fortaleza. Como está esse saldo desse tempo da casa aqui em Fortaleza? Obrigada. >> Bom dia, Caio. Obrigada pela sua Pergunta. Bom, a gente inaugurou a Casa de Fortaleza faz mais ou menos 15 dias, então ela tá iniciando seus processos de atendimento. A gente é muito recente, né? Então a gente espera que nesse período de pelo menos um mês a gente tenha uma avaliação melhor, mas os resultados são sempre muito positivos. a gente já teve um indicativo, dialogando com os próprios trabalhadores, de que existiam um passivo de casos de violência
racial que Precisavam ser encaminhados para casa. Então, essa é uma sinalização muito positiva que a gente tem de como a casa vai ser efetiva para colaborar no acompanhamento desses casos. Então, a gente, enquanto o ministério faz o acompanhamento semanal de cada agente que atua na casa. Então a gente faz isso com a casa do Rio, com a casa de Fortaleza, com a casa de Pelotas, a gente faz essa coordenação mais geral de acompanhamento para ver como os casos Estão sendo efetivados. A gente tem um sistema próprio que consolida esses casos e que é comum a
todas as casas para que a gente também construa inteligência sobre os atendimentos que estão sendo feitos nesse espaço, porque a gente sabe que existem poucos dados ainda que fazem recorte por racial, né? A gente tem iniciativas na saúde, a gente tem uma atuação histórica de alguns órgãos nacionais como IPEIA, que fazem esse debate, mas a gente sabe que A gente ainda precisa ter dados mais efetivos sobre como esses casos de racismo acontecem no Brasil. Então, a Casa da Igualdade Racial também tem essa diretriz, né, esse objetivo de consolidar dados importantes sobre casos de racismo e
sobre os encaminhamentos também que são feitos. Então, a gente espera que a Casa de Fortaleza tenha um trabalho bastante efetivo e nós seguiremos acompanhando e dando todo o suporte. >> Ministra, chegou aquela hora que a gente vai correr. Vamos, >> vamos, né? A gente vai começar uma segunda rodada com as rádios, então já vou direto pra Rádio Bandeirantes de Goiânia voltar lá com Gabriel Alves. Gabriel, seu microfone tá fechado, meu amigo. Não estamos te ouvindo, >> ministra. O Conselho Nacional dos Direitos Humanos aponta o Estado de Goiás como um território vulnerável aos Discursos de ódio,
principalmente quando a gente fala de religiões eh de matriz africana e da comunidade LGBTQI. A mais o conselho deu também uma série de recomendações ao governo do estado para tratar esse problema. Mas na prática eu queria perguntar para você como é que o governo federal pode, em conjunto com o estado, enfrentar esse problema. O estado tem é fragilizado institucionalmente, principalmente quando a gente fala da produção de Dados, da prevenção e principalmente do apoio às vítimas. Ministra. >> Bom, eh, Gabriel, acho que uma ação importante que a gente tem são os nossos conselhos. A gente tem
um conselho bem potente, que é o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial. Nossos conselheiros estão em vários estados, em várias frentes. Isso ajuda com que a gente receba também da população essas denúncias e faça os devidos encaminhamentos. E a gente tem conselhos De direitos humanos, conselhos em vários espaços que são a forma como a sociedade civil tem dialogar diretamente com o governo e garantir que a gente dê o efetivo encaminhamento. Então essa é uma atuação importante, efetiva, que a gente vai continuar fazendo, fortalecendo a nossa atuação com a sociedade civil. Ministra, vamos aproveitar e
dar o telefone aqui para denúncias do ministério. >> Então, a gente ainda não tem um número Específico, mas a gente trabalha muito em parceria com o Disque 100, com 180, mas a gente tem o nosso canal de ouvidoria, o FalaBR, que tá acessível para todas as pessoas por site. Então é muito importante que as pessoas acessem o site do ministério, procurem o FalaAB, a nossa ouvidoria recebe todas as denúncias, faz os devidos encaminhamentos e dá retorno também para todas as pessoas que fazem o protocolo de denúncia. >> Então, pronto, se você tem alguma denúncia, vai
lá, ligue 180, diz que 100 ou se preferir, vá lá na ouvidoria do ministério. Goov.br/falabr. br/falabr. Ministra, vamos embora voltar pro seu estado. Rádio Antena Esportiva Niterói, Caroline Rodrigues. >> Ministra, muitos candidatos negros relatam que são descartados das vagas de vagas de emprego apenas por morar em favelas. Qual medidas o governo pretende adotar para combater a discriminção no Ambiente de trabalho? Bom, eh, Carolin, desculpa, Caroline, querida, eu acho que tudo que a gente tá fazendo agora em relação à escala 6 por1 é para isso também, né? né, para garantir que pessoas negras tenham acesso digno,
adequado ao mercado de trabalho, para que as pessoas negras consigam ter o devido encaminhamento. E a gente tem sempre feito um processo de escuta, como acabei de falar, nossa ouvidoria Funciona muito. Todos os casos de denúncia que a gente recebe, a gente tenta dialogar não só com os órgãos de justiça, mas também com todos os ministérios envolvidos. Então eu acho que o Fala BR, a ouvidoria do Ministério da Igualdade Racial é um espaço muito importante de denúncia e ao mesmo tempo a gente tem feito todas as articulações de formação educativa no mercado de trabalho. Então
acho que isso é muito importante que as pessoas saibam e Reconheçam que existem ações importantes e que existe um canal de denúncia que as pessoas podem, enfim, acessar para poder ter retorno efetivo sobre isso que acontece. Quero aproveitar essa pergunta da Caroline, ministra, bem rapidinho, não posso deixar ela, ela disse do preconceito que tem eh com pessoas da favela. Eu queria que a senhora contasse a sua história pessoal aqui bem rapidinho. A ministra é de novo Palmares, na zona oeste do Rio, que é Uma uma favela em Vargem Pequena, né? Então está aqui como ministra
de Estado. Então queria que a senhora nos dissesse se existe isso mesmo, esse preconceito, tal, você mora na favela ou não no te contrato? Olha, eh, eu vou falar isso do ponto de vista pessoal, mas também do ponto de vista, eh, acadêmico. Eu moro, enfim, eu morava, né, enfim, minha família continua lá, eh, nesse, nessa favela. Eu acho que a dificuldade maior que eu sempre tive é de ter transporte Adequado para conseguir cumprir a minha formação educativa. Eu tinha um transporte por dia para ir, para voltar e se eu perdesse aquele transporte era muito difícil.
Então, para quem mora em espaços que têm menos eh condições, né, ou menos acesso ao direito, é sempre muito mais difícil e consequentemente isso se reflete na capacidade que a gente tem de acessar direitos. Mas ao mesmo tempo eu acho muito importante dizer que eu fui beneficiária das Políticas de ações afirmativas desse governo e o quanto elas foram importantes paraa gente modificar essa realidade. Mas essa questão do preconceito no mercado de trabalho, ela existe porque eh quando na própria formação fui estudar sobre o trabalho doméstico, muitas delas relataram que se dissesse que moravam em favelas
tinham discriminação, né? sofriam discriminação para conseguir emprego. Então, a gente sabe que esse preconceito existe, mas é Por isso também que a gente procura sempre investir na favela, no território de favela. A gente tem ações muito importantes no território da maré, voltado paraa juventude também, que é para formar jovens em pesquisa forense, pesquisas investigativas sobre violência racial que acontece no território. Isso pra gente é muito importante porque a gente tá fornecendo uma formação qualificada paraa juventude nesses territórios. ações esportivas também, Porque a gente sabe o quanto que o esporte transforma as vidas. A ministraele sempre
falava sobre isso e a gente considera essa ação muito importante. Então, a gente sempre tenta associar, desconstruir essa ideia promovendo política pública, colocando política pública na ponta e essa tem sido a nossa atuação. Tá aí. Vamos seguir, ministra. Vamos voltar lá para Balsas no Maranhão, portal diário sul maranhense. Emanuel Domingos. Ministra, eh nós, na nossa região aqui sul do Maranhão, ela é uma região que tem uma predominância, né, da sua economia no agronegócio. E aí a minha pergunta vai sobre a questão da escala 61, né? E a gente sabe que nos setores da agricultura existe
as janelas sazionais de plantil e de colheita. E também tem, eu queria falar um pouquinho aqui sobre os micro e pequenos empreendedores de serviços como vidraçarias, Esquadrias, marmorarias, essas áreas assim, eh, que operam com margem de lucro muito estreita, né, com dois ou três funcionários. A maioria dessas empresas tem, não é? E eles também têm prazo de entrega que não pode ser interrompido. O cliente tem um prazo ali, ele quer ele quer aquele aquela entrega naquele período. E e para esses trabalhadores e patrões que muitas vezes são da mesma classe social, a nova escala ela
pode significar ter que Contratar mais um funcionário que seria inviável para essas pequenas empresas ou perder competitividade. O setor empresarial, ministro, ele propõe como compensação o aumento do teto do Simples nacional no período de transição de 4 anos, n? E o governo aceita essas emendas, tá? E também qual a solução concreta para que o pequeno empreendedor não precise escolher entre manter o funcionário ou manter o seu negócio? Emanuel, você fez uma pergunta bastante extensa, densa e eu vou te responder com uma resposta bem direta. Todos os dados que a gente tem sobre redução das jornadas
de trabalho sem redução de salários são exitosos a nível internacional e nacional. as possibilidades que a gente tem de incorporar todos os os processos que decorrerem da jornada 6x1, seja incorporar novas pessoas no mercado de trabalho a partir de novas vagas que Precisem ser criadas pelos estudos, já dizem que são possíveis de acontecer. E além disso, a gente tem eh dentro da proposta que tá sendo levada pelo governo federal, pelo governo do presidente Lula, é a redução da jornada de trabalho sem redução de salário, mas isso não significa que eh pessoas que possuem regime especial
de trabalho não vão poder reorganizar essa jornada. Pessoas que precisam ter comércio aberto no final de semana não vão poder fazer Isso. A intenção é que a gente reorganize essa jornada para que todas as pessoas tenham o devido direito ao descanso de dois dias. Então, todas essas organizações internas da gestão do trabalho vão ser possíveis de acontecer. Agora, sobre esses outros impactos, o governo do presidente Lula é muito sensível, é muito atento. Tanto é que a gente tá tendo agora o segundo desenrola, que é super importante. Isso só acontece com o um presidente que é
Muito sensível às necessidades da população brasileira. Então, a gente tá fazendo eh um plano que permite que a pessoa acesse 25 20% do seu FGTS, que negocie as suas dívidas em 48 vezes. Então isso significa que tendo uma questão sensível no processo da eh da redução da escala 6 por1, o governo vai est atento. faz reforço. Todas as pesquisas, todos os estudos, todos os exemplos mostram que reduzir a escala 6 por1, acabar com a escala 6 por1, Reduzir a jornada de trabalho sem redução de salário, só gera benefícios tanto pro trabalhador quanto pro empregador. É
isso, vamos embora, ministra. Vamos voltar ao Rio Grande do Sul. Vamos lá pra Rádio Oceano FM. Carolina Matos. Bom, outro tema, ministra ainda dentro dessa área das religiões de matriz africana é o processo de repartição de itens do batuque que estão em um museu na Alemanha, agora com a intenção da Construção de um Museu Nacional do Batuque aqui em Rio Grande. Nesse sentido, como está o tratamento dessa pauta? Olha, Carolina, muito, muito boa sua pergunta, porque eu tive a oportunidade de estar em Rio Grande e a primeira ação que eu fiz, estando lá foi conhecer
a exposição que tá sendo feita relacionada a esses objetos do Batuque estão em Berlim. Então, foi muito importante ver o quanto que a população de Rio Grande tá Engajada nessa ação, que é muito importante do ponto de vista da reparação e que tanto a gente fala a importância de reparar os nossos povos de e simbolicamente isso é muito importante, religiosamente é muito importante. E eu tenho a satisfação de dizer que o Ministério da Igualdade Racial tem acompanhado esse processo desde o princípio, tem feito todo o diálogo com o Ministério das Relações Exteriores e tem atuado
de maneira Bastante direta para que esse processo seja de fato efetivado e que Rio Grande tem, enfim, o seu Museu Nacional de Batuque, porque a gente reconhece que promover a cultura, reconhecer a cultura relacionada a Gelin Jões de matriz africana vai contribuir com aquilo que a gente estava falando. mentalidade, combater o racismo, reconhecimento das religiões de matriz africana, portanto, promoção da democracia. Então, >> só para entender, ministra, é um acervo que tá em Berlim e vai ser repatriado. >> Exatamente. É um processo que nós estamos acompanhando de perto. >> É um acervo importante que tá
no museu em Berlim e que tá em processo de repatriação. Então, o Ministério tem sido bastante efetivo nessa negociação e nesse diálogo. >> Maravilha. Belo Horizonte. Portal BHZ Pablo Nogueira. >> Ministra, você disse agora a pouco sobre As casas, né, de igualdade racial que serão instaladas aqui em Minas Gerais. São duas, né, das próximas três. Queria mais detalhes, ministra, sobre essas casas. Eh, quando que elas serão inauguradas? Existe já uma já uma previsão e também sobre o critério paraa criação dessas casas. Por que duas casas em Minas Gerais? Ministra. Então, Pablo, agradeço também mais uma
vez pela sua pergunta. Bom, as casas elas passam, elas foram feitas nesse Primeiro piloto a partir de um processo de adesão, né? Municípios e estados que dialogavam conosco através do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial, manifestaram interesse em participar desse nosso estudo, desse nosso primeiro piloto de implementação das casas. em Minas Gerais se colocou, né, de maneira muito proativa, colaborando conosco. E aí, nesse processo de implementação das casas, a gente faz todo um processo de Construção, a gente faz visita para conhecer o espaço que o ente tá destinando pra gente, municipal, estadual. a gente
faz todo um processo de adequação desse espaço, porque precisam ter sala para cada um dos atendimentos, precisa ter acessibilidade, precisa ter equipamentos disponíveis para fornecer esse atendimento. E aí a gente começa a fazer esse processo de acompanhamento. A gente celebra um Acordo de cooperação técnica também com o ente municipal ou estadual. E nesse processo a gente também faz a seleção dos agentes que vão participar, né? Porque a gente tem seis agentes no espaço que atuam, agente comunicação, agente territorial, o jurídico, social, psicológico, além, enfim, da coordenação da casa. E durante todo esse processo, esses agentes
passam por formação política sobre racismo, enfim, todo um processo de construção bem longo até que Haja a inauguração da casa. Então, esses processos correm concomitantemente e aí, nesse momento, eh, a gente vai ter casa em Tabirim, em Contagem. E nesse momento as casas estão passando por esse processo de adequação, né, de infraestrutura. E aí a gente vai acompanhando, faz uma visita final, vê se tá tudo certinho e na sequência a gente faz a devida inauguração. Então, a gente tem um acompanhamento do início até o fim pra Implementação das casas. Então isso é é bem satisfatório
como a política acontece na ponta, né? >> De volta à Bahia, Vitória da Conquista, Rádio Band FM, Ana Carolina Bastos. Então, ministra, a Bahia tem ganhado destaque nos debates sobre justiça climática e preservação de saberes ancestrais, sobretudo com a participação de quilombolas e povos de terreiro nas discussões da COP e em programas federais de liderança internacional. Como o Ministério da Agade Racial avalia o papel estratégico da Bahia nessa agenda global e quais oportunidades podem surgir para as comunidades tradicionais baianas nos próximos anos? >> Obrigada, Ana. A agenda ambiental é muito importante pra gente. A gente
reconhece a importância da população quilombola, tanto que a gente saiu da COP com uma conquista importante que foi a declaração de Belém de Combate ao racismo ambiental. E nós estamos com uma Estratégia importante dentro do ministério, estratégia ambiental de diálogo com essas populações pra gente seguir ampliando essa pauta. Então isso é uma prioridade pra gente. Vamos embora. Portal Janela Amazônica Santarém no Pará. Silvia Vieira dailação de territórios bolas. Existem mais de 19 aqui na região em processo de morosidade no Incra há mais de 20 anos. E por conta disso, as organizações quilombolas têm frequentemente Denunciado
violações de direitos. A sua pasta já foi demandada pelo Ministério Público Federal ou tem conhecimento dessa situação? >> Então, a gente tem sido constantemente demandada para vários conflitos, então esse com certeza deve ser um deles. E a gente tem feito o acompanhamento pela coordenação que eu te coloquei de quilombolas e mediação de conflitos. Então essa é uma prioridade e a gente também faz o diálogo com as Instituições, com o INCRA, porque a gente sabe que é um processo judicial, tem relação com governos, né, estaduais, municipais, mas a gente segue firme fazendo esses diálogos territoriais para
garantir que a gente consiga dar celeridade a essas titulações. E agora pra gente fechar, vamos voltar pra Fortaleza Portal Povo. Caio Pimentel, >> ministra, o INEP divulgou que mais a metade dos estudantes no superior do Ceará desistem da graduação. Dentro do ministério, há planos para analisar isso dentro da perspectiva racial? Qual sua análise sobre isso? Algo poderia justificar essa deficiência acadêmica do público racionalizado? Olha, Cai, como eu te disse, a gente tá fazendo um processo também de pesquisa bastante qualificada para entender os impactos das ações que a gente tem feito de eh promover o ensino
da história afro-brasileira da 10.639. E a gente Também tá com um diálogo bastante próximo com o MEC para construir ações afirmativas no processo de ingresso nas instituições de ensino superior. E é uma oportunidade também da gente dialogar sobre essa questão da permanência estudantil. a gente sabe que isso é um desafio. Políticas são feitas, bolsas, ações afirmativas para garantir a permanência, mas a gente sim tem isso como uma prioridade, porque a gente sabe que não basta só garantir o ingresso, Mas a permanência precisa ser uma prioridade para que as pessoas consigam finalizar os seus cursos. >>
É isso, cumprimos aqui toda a nossa agenda. Quero agradecer a ministra Raquel Barros pela presença hoje aqui no Bom Dia Ministra e quero deixá-la à vontade para fazer suas considerações finais. Tem aí 8 meses mais ou menos de trabalho duro aí pela frente. E aí eu queria saber, né, qual o seu recado final e queria saber o que que a gente Pode esperar aí nesses próximos 8 meses. Ministra >> Karim te agradecer muito pela recepção aqui no Bom Dia Ministra. agradecer a todas as pessoas, parceiros das rádios, que participaram, todos os ouvintes que nos escutam.
Bom, dizer que serão 8 meses de muito trabalho, né? A gente sabe que esse é o primeiro ministério da igualdade Racial, que muitas políticas inéditas foram criadas e a nossa intenção agora é garantir que esses Resultados sejam divulgados e que eles permaneçam no tempo. Então o nosso trabalho é garantir que todas as ações que nós fizemos sejam entregues, garantir que todos os desdobramentos dela aconteçam e também garantir que essa que é a nossa prioridade, a casa também seja entregue com qualidade nos territórios para todas as pessoas. Então essa é uma das ações que a gente
tem colocado muito foco, muita força e que a gente quer ver todas as pessoas Conhecendo e reconhecendo esse espaço como prioritário paraa promoção da igualdade racial nesse país. >> Tomara, ministra, mais uma vez obrigada. Tudo de bom aí nessa nessa jornada aí no Ministério da Igualdade Racial. Quero agradecer a todos os colegas que participaram hoje aqui do Bom Dia Ministro e sempre espero revê-los em próximas oportunidades. A gente se vê então na semana que vem e quero te lembrar que se você perdeu algum trecho Dessa entrevista da ministra da igualdade Racial, Raquel Barros, vai lá
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