O sentimento atual em relação ao Bitcoin e logicamente as demais criptomoedas é de frustração. Se você começa a ver dados, o S&P500 está nas máximas, o NASDAQ também próximo das máximas, o Word disparou mais de 70% dos últimos 12 meses, a prata 170%. E Bovespa também se encontra nas máximas.
Por qualquer métrica tradicional, esse é um ambiente de apetite ao risco. O dinheiro ele tá de fato circulando. Bitcoin [música] atravessa esse início de 2026 com volatilidade e desempenho negativo, estendendo o cenário do fim do ano passado.
Desde a máxima histórica, na casa dos [música] 12$6. 000, ela acumulou uma queda superior a 40%. E a pergunta inevitável é: por só o Bitcoin ficou para trás?
Bem, é isso que eu vou tentar responder no vídeo de hoje. Mas antes eu tenho um recado rápido para você. Faltam poucos dias para que você possa garantir seu nome na lista de espera da próxima turma do Viv de Renda.
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Agora, voltando para assunto do vídeo, se eu pego os metais, nós vemos que nos últimos 12 meses foram muito bons e não apenas para ouro e prata. Se você pega o cobre, ele subiu. Platina subiu para caramba.
Mas a alta desses mentais se explica muito mais por fatores macroeconômicos do que por pura e simples especulação, apesar também de ter um componente de especulação, sobretudo quando a narrativa ela cai na mão dos investidores de varejo. Nós vamos pegar aqui o ouro. O pano de fundo dessa valorização, ele é mais profundo.
Ele envolve uma reconfiguração do sistema monetário com dólar perdendo aos poucos o seu estato de porto seguro automático. Isso não quer dizer que o dólar vai desaparecer, mas ele deixou ele ter uma posição incontestável. Para entender o cenário, vale olhar para quatro forças que moldam oferta e demanda do metal e por consequência o resultado é o preço.
A primeira delas é a joaleria. Historicamente, ela sempre foi um pedaço enorme da demanda por ouro, só que quando o preço do ouro dispara da maneira que aconteceu com agora, o comportamento do consumidor muda, ele compra menos. Por isso, em 2025, a demanda global da joalheria caiu 18% e na China caiu 24%, é o menor nível desde 2009 se a gente pega dados do World Gold Council.
Ou seja, a joaleria ela não tá puxando o preço do ouro para cima. Na verdade, ela tá sendo pressionada pelo preço. O segundo motor é a demanda industrial, que é relativamente pequena, só que ela é bem mais estável.
Então ela existe, ela é importante para completar esse quadro, mas não é ela que faz o preço do ouro andar, como a gente tá vendo. Agora vamos pro terceiro desses quatro componentes, a parte do investimento. No terceiro trimestre de 2025, a demanda de investimento em ouro, e aqui eu tô somando ETFs, barras e moedas, chegou a um total de 537 toneladas.
Dentro disso, os investidores adicionaram 222 toneladas via ETFs e o restante 316 via barras de ouro e moedas. É fluxo pesado, entrando de forma coordenada, isso logicamente empurra o preço para cima. Mas o grande catalisador, o quarto, que foi sem dúvidas o principal, é a demanda por ouro vinda dos bancos centrais.
Antes de 2022, bancos centrais compravam alguma coisa, como 400 a 600 toneladas de ouro por ano. Já em 2025, mesmo com uma leve desaceleração, o que é meio que natural por conta do preço, né, eles ainda compraram alguma coisa na casa de 850 toneladas, um nível muito acima do padrão histórico. Em vez de que eu peguei 2022 como ano de referência, não à toa, porque em 22 a gente teve acontecimento que realmente mudou a dinâmica das coisas, que foi a invasão da Ucrânia pela Rússia e a sanção dos Estados Unidos usando o dólar como uma arma de guerra, o que levou a mais desconfiança, sobretudo por países que viam esse risco geopolítico, né, algum tipo de desavença com os americanos, de que o dólar pudesse ser usado da mesma forma com eles, assim como foi usado com a Rússia.
E aí, por isso agora a gente tem essas dinâmicas de compra por países notáveis. Pegando 2025, a Polônia lidera as compras globais, pelo menos em dados oficiais, com 82,7 toneladas de ouro. O Brasil também levou suas reservas de 129.
6 para 172,6 t. Se você olha esse número, a gente tá comprando mais de 40 toneladas de ouro. Esse é um aumento de 33% nas nossas reservas.
Então a gente pode falar que é um aumento considerável. A China também mantém uma postura compradora, consolidando sua estratégia de diversificação de reservas iniciada lá em 2022, provavelmente com números acima daqueles que são reportados oficialmente. Do lado da prata e também colocando aqui cobre e outros metais industriais, a lógica é diferente.
A gente viu no ouro que a parte industrial era pouca coisa. Já aqui ela é a parte principal, como você pode ver nessa imagem. Eles são essenciais quando você pensa na engrenagem da economia real, principalmente em energia, eletrificação, data centers, tecnologia, defesa e infraestrutura de maneira geral.
E é um agravante que quando essa demanda acelera, a oferta não consegue corresponder na mesma velocidade. No caso da prata, por exemplo, uma grande parte da produção vem como subproduto de outras minas. Ou seja, mesmo quando o preço sobe, que ele subiu bastante, você não consegue ligar uma mina de prata e resolver o problema em meses.
Quando o Trump assumir, ele deixou claro que duas das suas prioridades estavam diretamente ligadas a um dólar mais fraco e a reindustrialização da economia americana. Visto isoladamente, isso pode parecer só discurso político, mas um dólar mais fraco tem um efeito bem direto na confiança, o que acaba, por exemplo, por impulsionar o preço do ouro. Já o projeto de reindustrialização tem outra consequência óbvia, porque ele aumenta a demanda por metais.
Se você quer trazer produção de volta, construir fábrica, expandir infraestrutura, eletrificar economia, você vai precisar inevitavelmente de mais cobre, prata, nica, alumínio, aço e toda uma cadeia de insumos críticos. Agora você soma isso, aquilo que virou centro da política industrial moderna, os data centers. Data center não é só tecnologia, envolve energia, infraestrutura, metais e eles consomem volumes gigantescos de eletricidade ocupando áreas enormes e exigem investimentos bilionários em rede elétrica, resfriamento, cabos transformadores, semicondutores.
No fundo, data center é um projeto de hegemonia. Quem dominar a computação e há e essa capacidade de processamento não domina só um setor, domina a próxima rodada da economia mundial. E é por isso que essa agenda na prática virou esse combustível duplo para metais.
De um lado dólar mais fraco, puxando o ouro e do outro a reindustrialização puxando esses demais metais industriais. Agora vamos olhar pro lado do Bitcoin. Uma primeira coisa é que não tem uso industrial do Bitcoin, então isso já prejudica ele.
Nós temos os ETFs que foram lançados com sucesso no ano passado, uma doção institucional crescente, constante, se acelerando. Se você pega os Estados Unidos também a parte regulatória, você tem projetos de leis que foram aprovados, como por exemplo o Genius Act e outros que estão em discussão. Então, não dá pra gente falar que teve repressão regulatória, não tivemos um grande hack, até teve o da Bybit lá atrás, mas já faz algum tempo não teve nenhum outro que foi realmente e muito grande.
Você não teve uma quebra em nenhum tipo de instituição ligada ao mundo cripto. Então, em termos de narrativa, até tem um pouco aquela questão de computador quântico, tem um pessoal que tá com medo, mas se você for estudar mais profundamente, não deveria existir esse medo, pelo menos não agora. Então a gente pode falar que tudo aquilo que deveria acontecer para impulsionar o preço do Bitcoin para cima meio que aconteceu.
No entanto, a gente tá aqui vendo os outros mercados todos renovarem máximas, enquanto o Bitcoin ele amarga uma queda de mais de 40% em relação ao topo. E a gente tem que pensar no porquê, né? Ao longo da história, o Bitcoin passou por diversas narrativas, mas duas delas são decisivas para entender esse contraste no momento atual.
A primeira de reserva de valor, no caso uma reserva de valor emergente. E a segunda é que o Bitcoin ele é uma proteção contra a inflação, um red inflacionário. Pensando na primeira narrativa do Bitcoin de reserva de valor, ela carrega três importantes barreiras quanto à adoção pelas pessoas que não são desse mundo crirypto.
Porque eu encaro Bitcoin assim, uma reserva de valor emergente, com várias características similares ao ouro e outras inclusive melhores, né? como o fato de que ele é muito mais fácil de ser verificado. Se eu te entrego uma barra de ouro agora, você não consegue saber se ela é verdadeira ou não.
Mas pegando esses pontos, essas barreiras, né? O primeiro é a volatilidade, porque o Bitcoin ele não oscila apenas, ele oscila numa magnitude muito intensa, o que torna difícil utilizar ele como uma âncora, sem gerar ruído político interno. Porque não é que o ouro não oscile, tá?
a gente vê ele cair 12% um dia, no caso da prata que é o 33% um dia. Mas se um banco central ele começa a comprar ouro e o ouro cai, você não tem ruído institucional, você não tem críticas ao Banco Central por isso. Agora, se esse mesmo Banco Central compra Bitcoin, ele cai 40%, como foi o caso, por exemplo, do Banco Central da República Teca.
Não sei se caiu 40% desde que eles compraram, não sei o preço médio deles, não lembro agora, mas enfim, caiu. Isso pode gerar muito mais ruído. Um segundo ponto é a maturidade institucional, porque nós já temos ETFs, custódia, você tem um mercado muito mais profundo hoje, falaremos disso mais adiante, inclusive, mas isso tudo é muito recente.
Se você pega o ouro, ele tem milênios, no mínimo séculos de aceitação já como um produto mais financeiro. O Bitcoin, ele tem de história basicamente uma década e meia, então ainda é muito novo. E um terceiro ponto é a parte regulatória operacional, porque mesmo que não exista uma repressão, o simples fato de cada país tratar cripto de uma maneira diferente, somar essa complexidade de custódia, auditoria, governança, isso cria um atrito.
De modo que não quer dizer que o Bitcoin não será visto no futuro como uma reserva de valor. Eu acho que isso vai acontecer, mas neste momento isso é um obstáculo para ele competir, por exemplo, contra essa visão que impera a respeito do ouro. Porque na minha cabeça, se o ouro tá subindo, o Bitcoin deveria subir também.
O ruim é que o mercado não liga para aquilo que tá na minha cabeça, né? Ele não tá encarando da mesma forma. E agora quando você olha pela ótica da proteção contra inflação, para isso a gente tem que entender que o mundo não tá olhando pra inflação brasileira, ele sempre olha como parâmetro pra inflação americana.
E o contexto atual ele não ajuda muito, porque apesar das tarifas do Trump, da questão de que você teve desvalorização do dólar nos últimos anos, se você pega leituras feitas pelo pessoal da True Inflation, que é um índice alternativo que tenta medir com muitas aspas aqui a inflação real com dados de mais de 14 milhões de preços usando 40 fontes independentes diferentes. Eles estão vendo que a inflação americana no momento estaria em torno de 1. 2%, o que é muito baixa.
E aqui eu sei que a gente poderia entrar em discussões sobre o que é inflação, se é aumento de oferta monetária, se é esse aumento gerando um aumento de preços, mas para boa parte das pessoas a inflação é aumento de preço. E por mais que essa métrica não seja perfeita, até porque você pode estar vendo aumento de preços em coisas diferentes, produtos que tiveram composição trocada para ficarem mais baratos, apesar da intensa produção de moeda, o que acontece é que na percepção da massa, essa inflação mais comportada não exige que você busque um R contra a inflação, sobretudo quando esse R tá em queda em comparação com várias outras coisas que poderiam também te proteger contra a inflação, afinalas podem subir mais do que a inflação e que estão batendo novas máximas agora. E boa parte dos investidores preferem comprar aquilo que tá subindo a comprar aquilo que tá caindo, né?
Esse é um outro ponto. Ou seja, a gente pode, assim como eu entendo, né, olhar para esses dois pontos e falar: "Cara, o Bitcoin ele cumpra exatamente com isso, uma reserva de valor e uma proteção contra inflação". Mas nesse momento o mundo tá enxergando o Bitcoin de forma diferente e não importa como eu vejo ou como você vê, mas sim como estão encarando o Bitcoin nesse momento.
Por isso, ele acaba ficando de fora dessa catapulta que mandou vários ativos para topos históricos e o Bitcoin acabou ficando para trás. E isso pode envolver um outro ponto, tá? Esse fato do Bitcoin ter ficado para trás.
Acho inclusive que durante aquela fase, acima dos $. 000 E essa é uma ideia que ela não é minha, eu já falei disso aqui no Instagram, é de um gestor chamado Jordi Visser. Acho que eu tô falando o nome dele de maneira incorreta, provavelmente, mas é porque eu aprendi o nome dele lendo e não vendo alguém falar sobre ele.
E o fato é que ele defende uma ideia interessante, né? Ele fala que o Bitcoin meio que passou por um IPO. E aí o que que é isso?
Logicamente é uma analogia, né? Porque o IPO ele ocorre com empresas e o Bitcoin ele não é nem nunca foi e não será uma empresa. Mas o ponto é que como é que acontece um IPO de uma empresa?
Geralmente você tem um grupo pequeno de investidores, executivos, fundadores, trabalhando naquele negócio. Esse grupo assume um nível de risco muito grande. Eventualmente essa empresa pode dar certo, nem todas dão, mas se essa dar certo, esse pessoal vai ganhar muito dinheiro.
E como é que eles fazem para transformar essa convicção, essa esperança num futuro mais rico, de fato, né, em dinheiro no bolso? Eles têm que vender aquele negócio para alguém. Pode ser que eles vendam para um outro negócio maior do que o deles, que sejam adquiridos por alguém estratégico, mas um dos caminhos é fazer um IPO, que é essa initial publicering, ou seja, a listagem do seu negócio que era fechado em bolsa de valores para que outras pessoas possam comprar ações e se tornarem sócias do negócio.
E a questão é que quando isso acontece, esse pessoal fica muito rico vendendo uma parte do negócio, mas ninguém consegue vender todo o negócio num IPO, eles vendem uma parte pequena. Digamos que cada um venderia 15% daquilo que tem no negócio, só que depois com um preço mais alto eles podem continuar vendendo aos poucos, né? Se desfazendo de posições ou comprando de volta caso o preço caia.
Mas a gente tem que pensar no comportamento típico de um IPO. E aqui eu não tô retratando que todos os IPO são assim, mas é um padrão que a gente vê recorrentemente. Você tem essa venda, muitas vezes o preço até sobe numa animação inicial com a empresa, mas depois ele meio que fica consolidado até chega a cair antes de voltar a subir.
Isso acontece por conta dessa troca de mão desse pessoal que entrou lá atrás vendendo para o pessoal que está entrando agora. O pessoal que entrou lá atrás não quer vender tudo de uma vez para não derrubar o preço. E o pessoal que tá entrando também não compra tudo de uma vez, até porque aquela empresa ela é nova no mercado, não divulgava informações tão abertamente quanto vai passar a divulgar agora.
IPOS também costuma acontecer em mercados mais eufóricos, com preços mais esticados. Então o pessoal vai comprando aos poucos e essa troca de mãos, ela acaba encachotando o ativo numa certa faixa, até que depois, né, quando ela acaba de acontecer, ele tá livre novamente para subir. E por que que o Jordi ele falou de um IPO no Bitcoin?
Porque meio que a gente tá passando por isso, apesar do Bitcoin não ter esse mesmo comportamento de empresa. Mas lá atrás você teve pessoas, early adopters, que compraram Bitcoin a preços irrisórios comparados com o preço de hoje e alguns em quantidade muito grande, a ponto de não poder vender em vários momentos ao longo da subida, porque o mercado não tinha profundidade. Imagina tentar vender 100 milhões de dólares em Bitcoin lá em 2015.
Isso é derrubar o mercado. Ou até 1 bilhão de dólares já mais paraa frente, 2019 também não tinha liquidez para absorver essa venda sem algum tipo de problema, né? uma queda muito grande dos preços.
Já hoje em dia, por conta de ETFs, entrada institucional, ou seja, uma nova forma de encarar o Bitcoin realmente como uma parte da locação dentro de uma carteira, foi possível que muita gente que comprou lá atrás desfizesse de posições gigantescas sem afetar tanto assim o preço. Se eu pego exemplos de IPOs que tiveram mais ou menos essa dinâmica, né? Você pega a Amazon, por exemplo, ela abriu o capital, ela subiu forte, mas depois passou um bom tempo de lado enquanto o mercado digeria essa distribuição dos primeiros investidores.
O Google, padrão muito parecido, né? No caso, a holding dele, Alphabet, Facebook também depois de um IPO ver um período de lateralização, de retomar subida. E esse pode ser um outro dos motivos que mostra o Bitcoin descolado em relação a outros ativos de risco, aos metais preciosos, à bolsas.
Então, não é que ele tenha perdido relevância, mas tá acontecendo uma natural troca de mãos aqui do pessoal que entrou lá atrás para as pessoas que estão entrando agora com a crescente adoção do Bitcoin. Eu acho que isso deve ter acontecido muito mais acima dos $. 000, porque é um número muito importante em termos de barreira psicológica, né?
um seguido de cinco zeros, redondo, bonito, era um marco que muita gente tinha na cabeça. Quem não lembra lá do laser race anti 100k, aquele pessoal que botava óleo de raio laser nas fotos de perfil, a marca era essa, eram $. 000.
Então, muita gente pode ter vendido. E aí o Bitcoin foi caindo e agora a gente meio que tá num be marketing, né? Eu sei que é muita discussão quanto a isso.
Tem pessoas que pensam que a gente pode estar só numa realização temporária para fazer um outro alltime high acima de 126. 000 ainda nesse ano, talvez até no primeiro semestre. Outros já enxergam de fato que a gente tá no inverno cripto, respeitando os ciclos do Bitcoin de mais ou menos três anos bons, o ano ruim, esse seria o ano ruim, mas eu particularmente gosto muito da definição de be marketing que o pessoal usa para SMP 500.
Caiu 20% desde o topo, é be market e se não tá em be market tá em bull. Então nesse momento, com uma queda de quase 40%, para mim o Bitcoin tá em be marketing. O ponto é, né?
Eu não sei quanto tempo esse be marketing vai durar e nem qual vai ser o fundo. Se eu soubesse disso, eu poderia estar bilionário já. Bastaria me alavancar e operar com essa informação.
Mas em be markets, como as pessoas geralmente ficam eufóricas com ativo subindo e ficam pessimistas com ativo caindo, é normal que a gente tenha esse sentimento de frustração. Até porque o Bitcoin perdeu aquela faixa dos . 000, depois desceu até uma faixa dos 80, perdeu essa faixa também e agora ele tá oscilando em uma faixa em torno de 75.
000 ou até 55. 000. E aí pro pessoal que gosta de análise técnica, que sai traçando um monte de linhas de suporte, né, em pontos que serviram de suporte anteriormente pro Bitcoin, se passar do 55, vai lá para 30 e pouco.
Então isso naturalmente cria, né, no emocional das pessoas um sentimento pessimista. Embora costume ser bem interessante comprar nesses momentos de pessimismo, é mais difícil apertar o botão nessas horas. E pegando o indicador que ele ilustra essa sensação de pessimismo ou otimismo, a gente tem aquele fear andex, que no momento que eu gravo esse vídeo, a última leitura é de um nível de 17, ele vai de zero a 100.
Nunca chegou a 100, também nunca chegou a zero, né? Mas enfim, 17 é um nível muito baixo. Só que aí que é o ponto interessante.
Como eu já disse, eu não sei até quando esse mercado de baixa ele vai durar. Pode ser que ele acabe rápido, que ele se estenda mais. Se você pega em termos de duração de ciclos, imaginando que esse ciclo ele meio que emite o último, né?
O que se você pega o topo histórico, meio que aconteceu, foi uma diferença muito pequena em termos de dias. Ele deveria acabar lá pro segundo semestre, coisa de outubro e novembro, mas pode ser que acabe antes. Então, como eu não sei o futuro, eu simplesmente prefiro comprar Bitcoin, pesar mais a mão quando ele tá em níveis mais interessantes de preço.
E nesses momentos de pessimismo, de impopularidade do Bitcoin, nós costumamos ver bons pontos de compra. E aí, se você pega indicadores, como por exemplo, o múltiplo de Meer, que ele mede o preço do Bitcoin em relação à sua média de 200 dias, quando esse múltiplo tá abaixo de um, geralmente é um bom ponto para comprar. Nesse momento, ele tá em 0,71.
Ou seja, ele tá quase 30% abaixo da sua média de 200 dias, sendo que o Bitcoin, ativos financeiros no geral e até as pessoas em si tendem a ter um comportamento de retorno à médias. Pegando um outro indicador, o MVRV. Esse aqui ele mede o market value, ou seja, o valor de mercado do Bitcoin agora, não por uma média de 200 dias, mas pelo preço médio dos investidores de Bitcoin.
Quando esse indicador tá abaixo de um, seria um ótimo ponto de entrada. Quando ele tá acima de 3,5, seria para você vender. Agora ele tá em 1.
34. Pô, Bruno, não tá abaixo de um não. E talvez até ele venha encostar em um, tá?
Ficar baixo, porque nos últimos ciclos isso aconteceu pelo menos durante alguns dias. E para isso pode ser que o preço, né, o valor de mercado ele venha caindo, ou seja, o numerador da conta caia ou o denominador da conta vem aumentar, que é o preço médio dos investidores ficando cada vez mais alto, porque afinal de contas eles não param de comprar. Na prática, o que tenderia a acontecer é alguma coisa no meio do caminho.
Então, pode ser que você coloque aí um lembrete na sua agenda para iniciar a compra quando MVRV baixar de um. E pode ser que isso nunca venha a acontecer. Mas é outro indicador para ficar de olho.
Agora, historicamente, por mais que a gente não esteja em um, quem comprou lá por volta de 1. 3, comprou muito bem. E esse é o ponto que a gente não pode esquecer, tá, da perspectiva histórica do Bitcoin.
Porque nessas horas os mercados de baixa é que aparecem as chances de comprar alguma coisa que pode subir muito na frente. Se você pega, por exemplo, o ciclo de 2018 lá, o Bitcoin quer alguma coisa próxima de 84%, ele saiu de $. 000 para algo em torno de 3.
000. Em 2022, a queda foi de 77%, saiu de 69. 000 para alguma coisa próxima de 15.
500, 16. 000. Foram quedas muito expressivas, bem maiores do que a queda que a gente teve até agora.
E mesmo assim o Bitcoin voltou. Depois do fundo de 2018 ele subiu 2000% até as novas máximas feitas em 2021. Depois do fundo de 22 ele subiu até os 12$6.
000, que é o altime high do Bitcoin, fechando com uma alta em torno de 708. 2%. E não é porque eu falo isso que a gente pode achar que o futuro vai repetir essa magnitude de alta, mas com tudo mais subindo e o Bitcoin ficando para trás, eu quase que entendo que a gente tem uma mola comprimida que uma hora vai fazer com que o preço iniciativo suba.
Eu não sei se a gente tá só numa correção, num be marketing, não sei se estamos no fundo, provavelmente não estamos. Bitcoin sempre pode cair mais. Agora, pensando que o Bitcoin vai continuar a existir e com as suas características, escasso ou limitado, acredito eu que comprar nessa faixa, que é o que eu tô fazendo agora, pode ser bem interessante desde que você tenha um horizonte de tempo mais dilatado, você não queira ver o retorno nos próximos seis meses, um ano.
Mas essa é só a minha opinião, né? Se você quiser dar a sua, os comentários estão livres aqui. E a dica que você tá achando desse ciclo, se é bemarkets, se é só uma correção, se você acha qual time high vem ainda esse ano, você tá comprando, de que maneira?
Eu tô privilegiando comprar ações de Bitcoin Trag. Já fiz até um vídeo sobre algumas delas aqui no Brasil, mas enfim, deixa os comentários aqui, assim como vocês aprendem comigo, eu sempre aprendo com vocês. Grande abraço e até a próxima.