[Música] [Aplausos] E aí, galera? Estamos no ar. Não esquece de seguir a gente nas redes sociais, @potsma. O meu vai est aqui embaixo, @lauraportiol. E hoje estamos com ela, que é jornalista, comunicadora, está no primeiro impacto e a apresentadora com vocês, Dani Brandes. Que isso, gente? Eu adorei as luzes. É muito chique, né? Muito chique isso aqui. Deixa eu falar. Eu costumo fingir costume, né? Eu tô fingindo agora. Eu também. Estamos junto. É sério. A minha mão tá gelada, gente. Tá mesmo. E a minha também. A gente tá aqui, ó, tipo do iceberg aqui. Que
prazer tá aqui. Que delícia receber esse convite. Eu tô muito feliz. E eu que sou muito feliz de te receber. Eu sou só fã. Te assisto. Você sabe, né, gente? Eu, menina, olha, às vezes é um jornal um pouco pesado. Ah, não acho. Com você falando, tá tranquilo. Acho que é mais dá para levar numa boa. Assim, tem hora da fofoca também. Se vocês não assistem o primeiro Impacto, comecem a assistir, por favor, que Laura também tá assistindo, tá gente? Obrigada. Eu assisto TV brasileira, tem gente da minha min idade que não assiste, as pessoas
assistem streaming, né? E eu assisto o canal em si. Ah, então muito obrigada. Me senti muito feliz e honrada nesse momento, mas eu tô muito feliz de estar aqui. Dani, eu gostaria de começar com a sua infância. Como foi a sua infância? Difícil. Você é uma guerreira, uma lutadora. Guerreir foi uma infância difícil. Mas é engraçado que quando a gente estava vivendo aquela infância difícil, eu e os meus irmãos, a gente não enxergava essa dificuldade porque era a nossa realidade. Hoje quando eu olho para trás, eu falo: "Nossa, foi uma infância bem difícil". Mas a
gente era feliz e a gente era muito unido. Mas assim, a gente teve uma história de vida muito complicada, né? A gente foi criado sem o pai. Meu pai foi embora de casa quando eu tinha 12 anos, minha mãe criou três filhos sozinha, então foi muito difícil para ela. E a gente teve uma assim uma condição financeira muito precária, né? Eh, não de passar fome, nada disso, mas assim era muito difícil tudo. Só que a gente era muito feliz. A gente nadava no brejo, eu brincava com meus irmãos de de a gente acabava com as
tampas das poucas panelas que minha mãe tinha, a gente acabava com as tampas porque a gente fingia que tava dirigindo. Então, foi uma infância e é feliz, unida com os meus irmãos, unida assim, abre aspas, fecha aspas, né, porque a gente brigava muito. Eu acho que é normal de irmão, né? Sim, total. Mas foi uma infância muito Você tem idade parecidas? Eu tenho 41, o meu irmão mais velho tem 39 e o mais novo tem 38. Então 37 são são idades parecidas assim, são três anos de diferença. Agora eu fiz o cálculo certo, não sei.
Tem tem que cortar essa parte que o jornalista tem que saber tudo, não tá bom? Então não sei. É isso. É uma diferença de 3 anos. Então, o do meio tem é tr anos mais novo que eu e o e o mais novo, ele tem também tr anos de diferença. Então é três, quatro. Ixe, me perdi agora. Enfim, é isso. Tudo bem. Eles são mais novos e a gente teve uma infância triste, mas ao mesmo tempo muito feliz, porque a gente viveu, a gente brincou intensamente e aquilo naquele momento pra gente não era um peso
que a gente buscava alternativa com o que tinha, sabe? Uhum. E na adolescência foi mais complicado. Aí pegou. É. Aí na adolescência eu não vivi muito adolescência, né? Porque tem um episódio importante aí nessa adolescente, porque 17 anos é uma adolescente e aí com 17 anos eu fui mãe, né? E aí a minha adolescência deixa de existir nesse determinado momento. Parou de estudar? Parei de estudar. Eu fiquei com vergonha. Laura, você tinha vergonha das das colegas ali do de todo mundo? Vergonha das meninas, tinha vergonha da minha família, tinha vergonha dos meus vizinhos, eu tinha
vergonha da escola, das professoras. Eu fiquei morrendo de vergonha de ter ficado grávida com 17 anos. E como foi para você assumir isso? Porque você separou assim no meio da escola assim, você não ia mais. comecinho, tipo, o ano letivo começa em fevereiro, eu parei estudar em março, porque foi quando, eu, sabe, muito depois que eu que eu descobri que tava grávida, assim, bem no começo, assim, antes do antes de junho, isso. Então, eh, eu fiquei com muita vergonha. Eu não sei te explicar porquê. É, então por era isso, não sei, mas eu achei que
eu tinha feito uma coisa muito errada. Então, tiveram algumas amigas que na época, né, eh, se afastaram um pouco e aí você sente aquele olhar de julgamento, ah, ficou grávida. As mães também, sabe? Ah, não sei se você é uma boa influência para minha filha. Pessoas se afastaram de você. Sim, muitas pessoas se afastaram de mim por conta da gravidez. Então, eu fiquei morrendo de vergonha e eu achei que a escola era um lugar que não que não era de acolhimento naquela hora. Então, eu falei: "Eu não quero mais estudar, não tô me sentindo bem".
E aí você fazer o quê? E aí eu fiquei em casa. Fiquei em casa durante toda a minha gravidez na casa da minha mãe. Foi muito difícil, né? Para minha mãe ficou como? Minha mãe ficou louca da vida, né? Para para não usar outro termo. Ela ficou muito brava porque não que ela não me amava ou que ela sentiu qualquer coisa, mas ela não queria que acontecesse comigo o que aconteceu com ela, porque ela também foi mãe solteira. Eh, ela foi mãe muito nova, não tão nova quanto eu, mas ela foi mãe com 22 anos.
Ela também foi abandonada quando ela ficou grávida pelo meu pai. Então eu nasci num lar de mães solteiras, ela me deixava de dia numa creche para para trabalhar e voltava à noite para dormir. Então ela sabia como era difícil ser mãe sem ter uma pessoa do lado e principalmente com 17 anos. Então hoje eu entendo a minha mãe a postura que ela teve na época não. Eu achei que ela, né? Que que você falava para ela? Vocês discutiam. Imagina, a gente discutia muito. Então eu tive muita discussão com a minha mãe, com os meus irmãos
também. A gente discutia muito por conta da minha gravidez, porque os meus irmãos falava: "É, você ficou grávida dentro de casa?" Falava umas coisas que me magoavam, sabe? E aí a gente entrava num embate e minha mãe falava: "É, seus irmãos estão certos, mas você tem que me defender". Então, a gente discutiu muito, a gente brigou bastante assim na minha gravidez por divergências de ideias. Só que hoje eu entendo que assim, minha mãe já não conseguia sustentar três filhos. Aí a filha chega em casa e tá grávida. Ela, acho que a cabeça dela também deu
uma bugada, né? Então, hoje eu entendo assim a postura da minha mãe e perdoo, amo a minha mãe e ela foi muito importante na criação da minha filha, porque assim, apesar dela ter ficado brava comigo e praticamente não falar comigo a gravidez inteira, ela te ajudou muito, muito. Ela foi um um suporte, um suporte muito importante pra minha gravidez. Então é isso. Você é muito grata à sua mãe, né? Muito. Minha mãe é minha. Seu olho brilha quando você fala dela. É. A minha mãe é minha base, porque a minha mãe, ela foi uma pessoa
que quando o mundo desacreditou de mim, a minha mãe sempre estava lá falando: "Vai dar certo, você é inteligente, eh, vai que vai dar certo, você é capaz de de conquistar algo melhor e maior, tô com você, vou te ajudar, vai estudar". Então, minha mãe, ela tem a quarta, quinta série e ela sempre falava: "Vai estudar, vai estudar que eu vou, eu fico com a tua filha para você estudar, para passear para ir pra balada". Não, mas para estudar eu fico. Então a minha mãe, ela sempre foi um porto seguro. Assim, quando a minha filha
nasceu, eu costumo dizer que quando a minha filha nasceu, a minha mãe também renasceu, porque a minha mãe tava vivendo um luto muito intenso por conta, né, da separação com o meu pai. E a minha filha acho que ajudou a minha mãe a enxergar a vida de um jeito diferente. E a minha filha se transformou no maior amor da vida da minha mãe. Então, quando eu olhava pra minha mãe e via aquele amor que ela tinha pela minha filha, eu sentia até ciúmes. Você sentia ciúmes? Sentia porque a minha filha às vezes não queria vir
comigo e queria ir com a minha mãe. Eu falava: "Eu sou sua mãe". Aí minha mãe e não, ela é minha mãe, mas eu fico com ela o dia inteiro. Ela está comigo, eu sei das coisas, eu vejo e era verdade. E ela vi, ela que viu aata andando pela primeira vez. Muitas coisas que a Agá fez, a minha mãe viu primeiro porque eu tava trabalhando. Estava trabalhando. Então eu quando eu era, você era mais nova, eu era mais nova, né? 17, 18, 19 anos, ainda é uma menina. E aí eu ficava com ciúmes assim
da minha mãe com a minha filha. Mas depois que eu fui entendendo o amor que a minha mãe despejava a todo momento pela minha filha, aquele amor ele ele ele transbordava tanto que ele chegava até mim. Então eu sou muito grata a dona Maria. Você trabalhou com muita coisa, né? Muita coisa. O qu, por exemplo, nossa, foi em padaria, não foi? A gente tem tempo. A gente tem tempo. Então, como assim, eu venho dessa origem humilde. Minha mãe era faxineira, trabalhava em casa de família e aí muitas vezes eu ia trabalhar com ela. Quando eu
ainda era pequena, assim, 14, 13, 12 anos, a gente era muito acostumada a ir trabalhar com a minha mãe, era algo comum. E aí eu ia trabalhar com ela. Eh, eu lembro que uma vez eu falei: "Mãe, eu quero um chinelo". Ela falou: "Tá bom, você quer um chinelo, você vai trabalhar comigo para comprar, porque tem que valorizar as coisas, tem que saber o preço". E aí eu fui trabalhar com ela, então eu ia trabalhar com ela em casa de família, ajudei ela a fazer faxina e aí depois que a minha filha nasceu, eu não
tinha estudo. E aí qual é a empresa que vai te empregar sem estudo, né? Naquela época tinha curso de de computação e não tinha nada. E aí eu fui trabalhar de faxina. Aí eu trabalhei de faxineira, de babá, de atendente de padaria. Eu fui balconista de padaria, trabalhei um tempão, acordava super cedo, tipo 4 da manhã, entrava na padaria 5, ajudava tudo, limpava balcão, servia. Você já viu de mais absurdo nesses de mais absurdo? Um senhor que chegava todo dia na padaria e pedia uma dose de conhaque e um pão de queijo? Todo dia. E
eu falava: "Que combinação é essa de um conhaque com pão de queijo?" E eu servi aquele conhaque todo dia para ele com pão de queijo. Foi a coisa mais doida que eu já vi numa padaria. Sério? Você chegou a experimentar já? Não, não. Será que é bom? Eu fiquei curiosa agora, cara. Não sei. Eu não bebia na época, né? Então eu não sei. Mas eu sempre achei conha que é meio forte assim. Sim. E pão de queijo. E ele era muito legal. E aí eles e eu gostava quando ele ia, porque ele sempre me dava
assim uns 50 centavos. Então ele, sei lá, pagava R$ 2, dava R 1,50, que ele chamava de pingado. Dá meu pingado aí. E o pingado era um café com leite, mas para ele era o conhaque. E aí custava R 1,50 e ele me dava sempre 50 centavos que ele dava R$ 2. E aí eu adorava, eu adorava atendê-lo. Eu falava: "Não, eu vou atender, o coique é meu". Então é a coisa mais doida, porque logo e era assim: 6 horas da manhã, 6 horas da manhã ele tava pedindo conhaque. Conhaque com pão de queijo todos
os dias. Não sei se isso é muito saudável. Não, acho que não. Talvez os nutricionistas que estejam nos acompanhando não concordem muito com essa dieta, mas ele ele tomava. Então era uma coisa bem estranha que eu lembro que eu falava, gente, esse homem toma conhaque todo dia, que loucura e eu tinha vontade de perguntar para ele, mas eu tinha medo, né? Porque o meu patrão era muito bravo, o dono da padaria era bravo, sabe? Aqueles portugueses bravos? Ele era bem bravo. E aí eu tinha, mas eu tinha, morria de vontade de perguntar: "Por que que
você toma conhaque, não café com leite?" Mas nunca perguntei, mas eu achava estranho. Você já voltou lá agora? Depois nunca não fechou. Não é mais padaria. É, fechou. Já faz muitos anos. Não é mais padaria. Então nem sei o que que aconteceu com o dono enfim, mas era uma coisa esquisita. É esquisito, né? Conhar aqui com pão de queijo. Exito. Já pensou em voltar em algum desses trabalhos antes que você teve para para ver como que tá hoje? Tipo assim, visitar essas pessoas que você já trabalhou junto? Algumas sim, algumas não. Algumas eu tenho vontade,
outras eu não tenho. Não, não desejo mal, mas deixa lá, tá? Deixa lá no canto deles. Muito perrengue. Teve muito perrengue. Muito perrengue, Laura. muito perrenga na casa das pessoas imaginam que era o lugar que mais tinha. Nossa. É, eu trabalhei na casa de uma mulher específica, dona Angelina, um beijo pra senhora. Ela era terrível. Por quê? Porque ela era, ela era muito terrível, ela era muito brava. Ela me tratava muito mal. Ela tratava muito é porque agora tá tudo bem. Venci. Porque um dia ela falou para mim: "Se você não trabalhar, ela portuguesa, se
você não trabalhar na minha casa, você vai trabalhar do quê? Vai passar fome?" Ô, dona Angelina, não passei fome, deu tudo certo. É, o jogo virou, dona Angelina. É, o jogo virou. Enfim, então sofri muito, fui muito humilhada, né? Infelizmente é faxineiro, empregado doméstica, ainda é uma classe e pelo menos naquela era uma classe muito invisível, né? Uhum. Então eu fui muito humilhada em muitos trabalhos que eu tive. E eu não trabalhei só em uma casa, eu trabalhei em várias, né? Várias casas. É, eu já lavei roupa de freira. Olha, é uma coisa que eu
nunca contei. Eu já lavei roupa de freira. roupa de freira, como que é? É, é uma coisa especí, é muito específico, né? É específico. São roupas todas iguais, aquelas camisas, aquelas saias, aquele monte de nagua, é aquelas calcinhas enormes e e assim deve ser um pouco chato, né? Chato. Passava o dia inteiro, eu olhava era 50 calcinha, é 100 saias, 150 camisas, eu falava: "Isso não vai acabar nunca". E não acabava não. Era o dia inteiro lavando aquele monte de roupa de freira. Já lavei roupa de freira. Hum. Quanto você ganhava? Nossa, era tipo R$
50 o dia, era muito pouco. Mas é, você ficava feliz? Ficava, porque aqueles R$ 50 me ajudava comprar o leite e a fralda da minha filha, então que ela precisava. Então era isso. E eu topava Laura qualquer coisa que era lícito, nada errado não. Mas era trabalho, eu ia, eu já entreguei panfleto em trânsito, parava no trânsito na Serra da Cantareira que eu morava. Aí o restaurante quer o quer que você fique o dia inteiro entregando panfleto. Ganhava quanto? R$ 20 vô. Porque tudo isso eu pensava. R$ 20 a o pacote da fralda, o leite
e eu ia e eu fazia tudo. Eu não tinha tempo ruim para trabalho. E quando que a comunicação entrou na sua vida? Demorou. Deus demorou. Eu já tinha quase uns 20 anos, então a minha filha já era nascida e eu tava nessa loucura, trabalhava de faxina, de babá, de entregar panfleto que tinha. E aí minha mãe me ajudava muito. Aí um dia o meu tio, a Ademar, ele trabalhava na casa de uma pessoa, ele cuidava do jardim dessa pessoa e ele falou: "Olha, o meu patrão, ele ele tem uma empresa de comunicação e ele tá
precisando de uma telefonista e você fala bem, sua voz é boa". Porque a minha voz sempre foi assim, essa voz, né? Médio, grave, desde nova. Eu sempre tive um vozeirão. Desde nova e aí a sua voz é boa. Eu falei para ele que você é inteligente, você fala bem. E aí eu vou trazer ele aqui para buscar uma máquina de cortama. Quando ele chegar na sala, você leva um café e se oferece. Eu falei: "Deixa comigo". Combinamos tudo, foi tudo combinado. Aí ele chegou, ele veio na cozinha, falou: "É agora eu preparei o café". Falei:
"Deixa comigo". Cena de novela. Chegou na sala, eu falei: "Tudo bem, seu Renato? Eu sei que você tá precisando de uma telefonista. Eu sou muito boa no telefone. Ele é: "Já atende teu telefone?" Eu falei: "Não, nunca, mas eu sou muito boa. Eu falo muito bem. Comb talento agora. Imagina, me vendi total. E aí eu lembro que ele não queria muito, ele ficou: "Não, mas você trabalha do quê?" Eu falei: "Eu sou empregada doméstico". Falei: "Tá, mas se você ir pregado doméstico de babá, como é que você vai trabalhar numa empresa? Qual a experiência que
você tem?" Eu falei: "Não, mas eu sou eu sou ótima para aprender. Eu pego tudo muito rápido, eu sou bem inteligente. Eu ouço rádio." Aí eu lembro, eu vi a rádio, eu ouço rádio, eu sei tudo das notícias que eu ouvia na época, Nova Brasil FM. Olha para você ver como as coisas estão sempre, porque depois de uns anos eu vou chegar nisso, eu trabalhei nessa rádio e eu ouvia muito a Nova Brasil FM enquanto eu fazia faxina. Eu ouvia muito essa rádio e aí eu ouvia as notícias e eu ficava eh eh imitando os
jornalistas, eu lavando o banheiro, o jornalista na rádio passando a notícia e eu repetia a notícia imitando, sem ter noção que um dia eu trabalharia com aquilo. Olha que doido, né, Laura? Nossa, muito legal. Nunca contei. Muito legal. Aí ele falou assim: "Não, mas o quê? Porque eu tenho a minha sócia, você precisa falar com ela". Eu falei: "Ótimo, que dia que eu posso falar com ela?" Não, você tem que ligar lá. Qual o telefone? Eu lembro como hoje ele me falou o telefone, eu posso repetir aqui? Não vou, eu não vou repetir para não
fazer marketing pra pessoa, mas eu guardei aquele número e na época não tinha celular, não tinha essa cois22, tipo isso. Isso mesmo. Aí eu liguei no outro dia de manhã, falei: "Oi, tudo bem? Você é esposa do do seu Renato?" Sim. Então ele pediu para eu ligar para você para marcar uma entrevista, porque eu sei que vocês estão. Ela: "Ah, ele marcou, eu falei: "Aham, ela você pode vir hoje às 3 da tarde". Eu falei: "Claro". Peguei carona e fui. Cheguei, fiz a entrevista. Ela falou: "Ótimo, você pode começar tal dia?" Eu falei: "Posso, comecei,
saia cedo, ia". E aí lá foi uma grande escola para mim, porque eu entrei como recepcionista de fato, atendia telefone, interfone, atendia ali o office boy, que na época tinha Office Boy, enfim, fazia essas coisas, né, de atender o telefone. Olá, você ligou para boa tarde, bom dia, ótimo, só um minuto, vou vou te transferir só um momento. E aí eu comecei a fazer essa coisa da voz. Aham. começou a ir então e eu fazia pose e eu me achava aí, olha, a empresária de sucesso. Porque Laura, quando você sai de onde eu saí, que
você era faxineira, doméstica e aí você vira recepcionista de uma empresa, meu Deus, eu tava muito chique. E eu tinha muito orgulho. E minha mãe também, minha mãe falava: "Não, minha filha tá trabalhando em São Paulo, ela é recepcionista". Eu lembro da minha mãe se encher de orgulho e ela falou: "Vai, porque aqui você vai ganhar mais na fachina". Porque de fato eu ganhava mais por dia. Mas ela falou: "Você vai continuar a vida inteira fazendo isso e lá como recepcionista você pode crescer, voltar a estudar". E aí eu voltei a estudar, terminei o ensino
médio. Você fez jornalismo. Calma, bem lá na frente, porque como eu entrei nesta empresa e ela era uma empresa de comunicação, de publicidade, porque eram revistas voltadas a segmentos, eu vendia. Aí eu comecei de recepcionista, comecei a acompanhar o diretor comercial e ele começou a ver que eu era boa no venda, que eu que eu tinha um jeito ali. Ele falou: "Aí a mulher dele: "Eu vou te treinar pro comercial, você vai ser uma assistente de comercial". Entrei como assistente, daqui a pouco eu virei executivo de contas. E aí eu fui fazer publicidade e aí,
ah, minha primeira formação é como publicitária, trabalhei 12 anos nessa empresa e depois eu saí, entrei numa grande agência, numa agência de uma marca muito conhecida de bandeira de cartão. Uhum. E de crédito. E aí eu falei: "Puxa vida, aí a vida começou a melhorar, porque aí eu comecei a ganhar um pouco mais de dinheiro. Comprei a minha casa, minha primeira casa com 27 anos. Então eu fiz publicidade primeiro, aí depois eu trabalhei nessa empresa por esses 12 anos e aí eu falei: "Puxa vida, eu quero trabalhar na televisão porque nesta empresa ele contratou essa
história até conhecida, está ficando conhecida porque ele contratou uma apresentadora na época, um nome bem conhecido na época, né? Até hoje ela é conhecida e aí ela não foi. E aí eu já tinha vendido vídeos para vários clientes. E aí eu falei: "E agora?" Ele falou: "Você vai fazer? você vai, a gente precisa entregar, os clientes já compraram. E aí eu peguei o microfone com essa câmera, porque ele contratou uma empresa para fazer o vídeo, para editar. Nossa. E quando eu peguei, Laura, o microfone na mão, querida, e eu olhei para aquela câmera, eu falei:
"Que isso, Brasil? É com isso que eu vou trabalhar". Uhum. E aí eu fui ver como é que eu entraria na televisão, qual é a maneira mais fácil para ser apresentadora de entretenimento. Falei: "Você tem que ter uma história. Eu não tenho ninguém, não conheço ninguém. Eu não não conheço ninguém na televisão, como é que eu vou entrar?" Aí eu falei: "Jornalismo, porque jornalismo pode ser repórter, repórter de rua, passar notícia e aí eu vou muito bem porque eu sou esforçada, eu vou virar apresentadora a minha cabeça." E aí eu fui fazer jornalismo. Mas antes
disso um amigo mesmo falou assim: "Você deveria fazer rádio porque algumas emissoras de TV tem rádio e se você já trabalha no rádio, na TV, se você for muito boa mesmo, eles te colocam na TV". Eu falei: "Bingo, é isso aí". Nesse meio tempo, eu fiz o curso de radialista. Que legal! Fiz o curso, entrei no Senac, fiz o curso de radialista e aí comecei a ligar para todas as rádios que você imaginar. E eu acho que essa minha cara de pau de sem noção, me levou, porque aí surgiu uma vaga numa rádio, numa rádio
corporativa. Eu fui e dessa rádio corporativa eu fui, entrei na Antena um, que era uma rádio grande São Paulo. Falei: "Caramba, é isso". Aí fui apresentar eh quadro jornalístico na Rádio Antena um, programa musical. E aí eu comecei a ficar apaixonada. Aí quando eu entrei no rádio que eu comecei a ter experiência, aí eu comecei a ficar mais fissurada ainda na televisão. Aí eu terminei, tirei de RT, tudo. Nossa, sou uma jornalista formada. E agora? E agora? E agora? E agora eu vou falar com quem? Menina, mandar uma mensagem para todo mundo. Se olhar no
direct, tem mensagem minha pedindo emprego. Se você olhar no direct de todos os diretores do USB, eu mandei direct pedindo emprego. Eu mandei mensagem para todo mundo que você imaginar. Só não mandei pro Silvio Santos, eu mandei e-mail. Silviosant
[email protected] silvio. Eu mandei em tudo, voltava tudo at um deles eu acho que nunca voltou até hoje nunca recebi nenhuma mensagem de resposta, mas eu mandava e-mails. Eu era muito doida. Você mandava e-mail para todo mundo. Então, todo mundo. Eu ficava tipo de uma du horas do meu dia, todos os dias mandando milhões de e-mails. Mas
você depois você foi pra Disney, depois da Antena um. Depois Atena um, eu fui pr ráo Disney e aí eu comecei a focar muito na TV, que eu queria muito fazer TV. Aí um cara, um dia eu mandei mensagem para um cara que eu vi que ele era produtor, tava lá, produtor Rede TV. Eu falei: "Hum, talvez o SBT é uma empresa muito grande, não vou conseguir entrar no SBT, eu vou tentar ir para umas coisas rede TV, eu não tô dizendo que vocês são menores, tá? Mas eu falei, eu vou tentar entrar num comendo
ali pelas beiras". E eu mandei uma mensagem, ele falou assim: "Ah, eu tô precisando mesmo de uma repórter". Mas ele não falou o que era. Era falso vivo. Falso vivo no programa do João Cléber. Tudo por amor. Hum. E aí eu fui fui porque eu pensava assim, isso vai me dar experiência, isso vai me levar para onde eu quero chegar. Entendi. E eu fiz, menina, tudo por amor. Quanto tempo? Uns três meses. Aí, nesse período, eu acabei quebrando o pé na minha casa mesmo, brincando com meus cachorros e fiquei três meses afastada. Nossa, fiquei em
depressão, né? Falei: "Não, agora a minha oportunidade de trabalhar na televisão já era". Falei: "Não, estudo bem, meu Deus, n, enfim". Mas nisso eu não parei de ligar pro SBT. Eu ligava pro SBT toda semana. Você queria trabalhar lá? Era lá. Não sei como o Vinícius, que era da chefia de reportagem, eu não sei como ele não me bloqueou. Sério, ele olha para mim hoje, que ele tá lá até hoje, tá lá na redação. Eu olho para ele todo dia, eu olho para ele com uma gratidão. Vine, eu tenho muita gratidão por você, porque ele
me atendia com muita educação. Oi, Dani, tudo bem? Olha, eu tô um pouco ocupada agora, a gente tá sem vaga. Ele já respondia assim: "Dani, eu tô um pouco ocupado agora, a gente tá sem vaga". Ele já sabia o que eu ia perguntar. Até que um dia ligando, eh, ele falou: "OK, vou te ligar. Eu tenho uma vaga". Menina, quase morri esse dia. Como que foi a comemoração, a celebração? Ele falou: "Eu te ligo em 10 minutos. Juro, eu fiquei segurando o celular 10 minutos aqui, tremendo." Ele não ligou em 10 minutos, ele ligou depois
de uma hora e pouco. E aí quando ele ligou, ele falou: "Então, a a nossa outra chefe aqui, ela já fechou com outro repórter, mas tudo bem, eu tô com seu nome no radar". Aí falei, ainda não e até o dia que eles me ligaram e eu tô lá até hoje, deu tudo certo. Você fez algum piloto? Não, você começou como Fran? Comecei como repórter Frugada. Tã, sabe? Fala, sei porque eu aí, aí vamos voltar, né? voltar que é muita coisa. Eu trabalhei lá com o João Cléber, aí peguei um pouco de experiência de TV,
de câmera, de posicionamento, né, de gravar, tudo, postura. Foi ótimo. Uhum. Depois veio a oportunidade dessa vaga de repórter na TV Universal. E aí eu falei: "Hum, mas não é o que eu quero, né? Não é jornalismo, não é o Rádio News". Mas eu pensei, Record, hum, eu vou entrar lá. Aí no dia que eu lembro da entrevista, eu falei: "Tem alguma possibilidade de entrar aqui e e depois ir pro jornalismo da Recorda?" Ela falou: "Já aconteceram alguns casos. Tem algumas repórteres que entraram aqui, depois foram". Falei: "Ótimo, então eu quero". E eu entrei e
aí eu aproveitei muito a oportunidade porque eu escrevia mesmo e eram eram pautas sobre economia, apesar de ir pro conteúdo, né? eh, evangélico, era sobre economia, era sobre desemprego. Então eu eu falei, eu vou aproveitar isso. Então eu eu dava o meu melhor, eu fazia as passagens de uma maneira elaborada e eu vi que eles começaram a gostar, os pastores começaram a gostar do meu trabalho. Eu saí de lá, eu acho que todo mundo gostava do meu trabalho, a voz também, né? Porque é uma voz marcante, marcante. E aí assim, aí eu falei: "Agora acho
que eu tô preparada. Se o SBT me chamar, acho que vai dar tudo certo". E aí aconteceu mesmo. Então hoje eu falo, tudo aconteceu no tempo muito de Deus, assim. E como que surgiu essa voz do GPS? Foi em que período? É tudo doido acontecendo ao mesmo tempo da minha vida. É muito louco, tudo junto, porque enquanto eu trabalhava no rádio, precisava ganhar dinheiro, né? Sim. Que eu tinha conta para pagar, eu tinha comprado uma casa, tinha que pagar a parcela daquela casa, né? Tinha que pagar a parcela daquela casa. Aí eu falei, vou colocar
minha filha numa escola particular, tive que pagar aquela mensalidade que vencia todo mês. Tudo começou a vencer, gente, menos eu. Aí eu falei, preciso dar um jeito. Como eu trabalhava no rádio com a voz, eu comecei a pesquisar produtoras de voz e começava a mandar. Aí eu gravava um trechinho de voz na rádio mesmo, utilizava o microfone da rádio, eh, gravava ali e comecei a mandar essas pílulas para produtoras. Oi, sou Dani Brande, sou locutora de rádio. Se você tiver alguma oportunidade de voz, eu faço voz. Aí surgiu uma grande produtora que é que é
uma produtora que produz para as principais marcas hoje. Então quando você liga aquele atendimento humanizado da da sua eh da sua empresa de telefonia, do cartão de crédito, é é uma empresa grande aqui no Brasil que faz isso, que tem vários locutores. E aí eu entrei nessa empresa, era um salário muito bom e aí eu gravei muita coisa para essa empresa, como e aí dessa empresa, como por exemplo, uma outra produtora entrou em contato e falou: "A gente tá implantando um sistema novo de a gente", porque antigamente o GPS era aquele GPS quadradinho. Uhum. E
depois que veio esse GPS famoso que a gente conhece hoje, que é do bichinho lá branco, eu não vou falar o nome quando a gente vai fazer marketing aqui pr as pessoas, não sei que vocês queiram patrocinar o podcast da minha amiga. Ex. Aí você quer fazer um teste para fazer voz de GPS de localizador de rua? Falei: Aham. Tá pagando quanto? Tanto a hora. Fí, eu fiz o cálculo. Quantas horas mais ou menos? Ó, só que no começo você vai ter que gravar. Tem dias que vai ser 8 horas, tem dia que vai ser
6 horas, 4. Falei: "Opa, quero". Eu não negava trabalho. Lembra que eu falei isso? Não negava. E aí surgiu a oportunidade de gravar a 300 m. Vire à direita. Eu gravava muito que nem uma louca. Era muita coisa, muito nome de rua, muito tudo. E do cartão como que era? E do cartão era assim, né? Vamos supor que o seu, a sua, o seu podcast é um cartão. Olá, você ligou para o Pode ser Mais. No momento, todos os nossos atendentes estão ocupados. Mas calma que eu vou te ajudar. Se o seu problema é com
cartões, digite um. Agora, se o seu problema é seguro, digite dois. Se você quer chamar um guincho, digite três. Mas se você quer mesmo falar com a Laura, digite quatro. Digita. Ah, digitar. Digitei. Hum, eu não entendi o que você digitou. Vamos começar de novo. Olá, você ligou para o Pode ser mais. É isso. [Aplausos] E aí? É, e eu e eu gravei para grandes marcas, só que a gente faz um contrato que você não pode divulgar nada. Você não pode gravar story, você não pode gravar, você não pode divulgar nada daquela marca, estúdio fechado
e você não pode postar nada e você não pode nem, eu não, eu não podia colocar nem na bill do Instagram que você que eu gravava e era um contrato. Então, por isso que eu nunca falei agora esse contrato não existe mais, não tem mais, o tempo da cláusula já passou, né, já inspirou, então tudo bem, a gente pode divulgar, mas eu trabalhei muito com a voz. Cancela de shopping. Muitas vezes você ouviu o meu nome. Olá, você chegou ao shopping? Tã. Retira o seu ticket. Muito. Tá lembrando? Aham. Eu tô muito chocada. Então eu
gravei muita coisa, muita coisa com a voz. Em algum momento da vida, cara, era muito louco. Você sabe que eu não tinha os cartões das coisas que eu marcava. Eu não costumava em shopping, mas eu ia só para me ouvir. Que legal. Eu ligava só para me ouvir. E eu tenho algumas gravações, inclusive. Qualquer dia eu vou postar, eu vou ver até se não tenho a marca. E eu me gravava porque eu achava o máximo. Eu falava: "Meu Deus, e ninguém sabe que sou eu". Mas tudo bem, um dia você é famosa. E eu falava
isso pra minha mãe, juro, minha mãe é minha testemunha. Eu falava: "Tudo bem, mãe, um dia vou ser famosa". E aqui estou, né, gente, com Laura P. Aí eu com Dani Bran [Aplausos] não é muito doida minha vida? Muito doido. E você chegou no SBT e você era Fr. Frila, repórter Frila da madrugada cobria só porta de delegacia, crimes, né? Porque a gente fazia um jornal muito mais policial do que é hoje. Era tenso. E uma mulher, né? No meio da madrugada. Teve vários perrengues, não? Teve um cara que fez xixi em você, o cachorro
fez xixi em mim. O cachorro quis fazer amor, que eu não falo outra palavra, porque acho que ele ficou apaixonado por mim, né? Eu era uma pessoa muito legal. Eu era casada na época, ele não respeitou isso. Mas menino, no meio do ao vivo contando um caso de um assalto e o cachorro vem no desgruda da minha perna e eu ficava assim. Estamos aqui, esse momento é realmente muito tenso. A tensão sega aqui na voz. Mentira, era o cachorro na minha perna que não saía de jeito nenhum. Uma loucura entre tantas coisas. A gente já
saiu de comunidade com arma apontada pra gente, pra equipe, da gente ter que sair correndo. Então a gente já passou assim, eu já passei uns uns perrangues, já desmaiei gravando. Como que foi isso? O cinegro olh a gente foi, nós fomos gravar um caso, enfim, um assalto, um latrocínio e a família no local, zona leste. E aí eu eu falei para posso usar o seu banheiro? E aí eu não tava me sentindo muito bem, mas eu achei que era falta de sono, porque na época eu trabalhava como repórter da madrugada no SPT e trabalhava na
Nova Brasil FM, porque a minha última rádio foi a Nova Brasil. Apresentava o Radar lá, que é um programa no final do dia com entrevista e tal, e eu dormia muito pouco. Eu dormia 3, 4 horas por dia, nada. Então assim, eu tava muito exausta, tava no meu limite, mas eu falava: "Eu não posso perder essa oportunidade de estar no SBT, então eu vou abraçar isso com unhas e dentes". E aí, menina, eu comecei a me sentir meio mal, falei: "Será que eu tô com dor de barriga?" E eu falei: "Posso usar o seu banheiro?"
E não era dor de barriga, na verdade eu já tava, acho que estafa mesmo, assim, não sei, estress um pico de estresse. E aí eu fui gravar a passagem, né? que aquela parte que o repórter aparece na reportagem e tal, o Vanderley Miranda era o cinegrafista e ele falou assim, eu falei: "O Vanderlei, acho que eu tô passando meio mal, ele é: "Você tá branco só, o seu lábio tá branco mesmo". E aí eu lembro só disso. Aí depois eles me levaram, me colocaram no carro da emissora, me levaram até um hospital. Eu não lembro,
eu acordei já, o meu ex-marido tava lá, ligaram para ele, avisaram: "Ó lá, passou mal". E aí eu tive uma crise de estress assim por causa de cansaço mesmo. Nossa, de tanto trabalhar. Nossa, de tanto trabalhar. Mas no dia seguinte eu já tava ótima trabalhando, porque eu ficava com medo de perder minha vaga. Ah, você tinha medo de perder sua vaga também por ser frila. Muito imagina. Porque assim, tem 10 pessoas querendo trabalhar, querendo SBT, eu falava: "Não posso faltar muito". É isso, gente. É uma demanda muito intensa. Hoje a gente conta isso com sorriso
no rosto, mas não é fácil chegar assim. E é onde você chegou. É porque assim, nossa, hoje eu sou apresentadora do jornal que eu entrei como repórter frila. Isso é uma coisa muito doida, muito doida e muito gostosa de ser contada hoje, porque eu acreditei muito no meu sonho, eu acreditei muito que era passava lá no SBT e falava, né? Passava na porta de Carlo e falava: "Olha, oi, futura empresa, oi, futura emissora". Comprava roupas para trabalhar de repórter e eu falava: "A minha mãe: "Meu Deus, você não tá gastando dinheiro". Eu falei: "Mãe, não,
porque eu vou trabalhar e é bom porque aí quando eu começar a trabalhar, eles vão ver que eu tô bem vestida. Eu eu tenho que táar bem no vídeo. Eu sempre investi muito no meu sonho. Eu sempre acreditei muito no meu sonho. Ah, mas por que que você acreditava, Dani? Eu não sei te explicar. Era uma coisa que tava dentro do meu coração. Você sentia que era para você? Eu sentia que era para mim. Eu sentia que era no SBT. E aí o meu ex-marido falava assim para mim: "Desencana do SBT". Porque aí não vinha
contratação. Porque eles me chamavam 10 dias, eu trabalhava 10 dias. Daqui a pouco aí quando eu olhava no vídeo tinha outro repórter. Aí eu falava: "Ai, eles chamaram outra pessoa, acho que eles não gostaram do meu trabalho. Ai meu Deus". E aí meu ex-marido falava assim: "Cara, vai procurar outra coisa, você já tem experiência, vai para outra emissora". Uhum. Eu nunca mandei um currículo para nenhuma outra emissora. Só mandava pro SBT, só. Eu falava: "Não, eles vão me chamar de novo." E que que mudou da Dani do começo até agora? Muita coisa se passou por
aí. O que mudou assim no palco que você sente que você viu que mudou? Laura, eu vou ser bem honesta, mudou muito a minha autoestima como profissional, porque eu nunca me senti capaz. Apesar de saber que eu era uma boa, eu nunca achei que eu era chocada. cedora de estar ali. Entendi. Eh, e aí o que mudou daquela Dani pra Dani de hoje é: "Eu sou capaz, eu sou uma boa profissional, eu seguro, eh, pode contar comigo." A Letícia falando aqui, né? A Letícia falando aqui, né? Minha diretora Letícia Flores, que hoje é minha diretora
do Primeiro Impacto 2, maravilhosa, uma pessoa que me deu muito espaço também. Sou muito grata a Letícia. Eh, é muito bom trabalhar com ela, mas eu aprendi a me fortalecer como profissional e a entender que eu sou uma boa profissional. Porque quando você tá acoplado a outro profissional, você se coloca numa caixa menor. Uhum. Você se diminui ali querendo isso tem muita diferença. Eu não me acho melhor do que ninguém, mas eu aprendi que eu também não sou menor que ninguém. Você tem o seu valor. Eu tenho o meu valor. Eu tenho a minha característica
como profissional e eu tenho a minha competência. Uhum. Eu acho que eu pude mostrar isso também as pessoas que Dani Brand desabrochou, né? A Letícia Flores começa, eh, costuma dizer isso. Eu desabrochei e eu e aí acho que é isso. Eu desabrochei e me entendi também como apresentadora. E você fala muito sobre solidão e solitude, né? Você aprendeu muito essa diferença ao longo da sua vida. Como que é isso para você? Muito. Porque tem diferença, né? Parece que não, mas tem muita. Você viajou sozinha para Portugal recentemente. Eu viajo para tudo quanto é lugar, querida.
Sozinha. Já fui pr sozinha. Namoradinho. Sem namoradinho, gente. Não tem namoradinho, não tem ninguém tirando as minhas fotos. Quem tira as minhas fotos são pessoas que eu não conheço. Eu chego e falo: "Can you take a picture to me please?" Ok, thank you. É isso, eu peço pr você tirarem foto e todo mundo fica, é, você tá viajando sozinha, mas quem tá tirando essa foto? Quem tá tirando essa foto? Falei, gente, são as pessoas que eu não conheço que tiram as fotos para mim. É verdade. Ou eu levo um tripezinho, que é o meu companheiro.
Ah, você leva um tripé? Levo, levo. Eu vou até postar ele no story qualquer dia. Esse é o meu companheiro. E aí eu aprendi que a solidão é você pode estar no meio de muitas pessoas ou estar vivendo um relacionamento e se sentir só. Aham. E a solitude é você saber que você tá sozinha e que a vida não pode parar. Uhum. Então é lógico que eu quero arrumar um príncipe encantado. Como seria um príncipe encantado? do Dani Brande. Ai, eu vi que ele não existe. Eu aprendi com a, né, com as porradas da vida
que o príncipe não existe. Mas hoje eu quero arrumar uma pessoa que me respeite, que me entenda como eu sou, eh, que me admire de verdade, né? E que e que seja e que não vai me completar, porque eu sou uma mulher completa, mas que transborde. E antes eu achava que eu tinha que ter alguém para me completar. E aí quando a gente acha que alguém tem que completar e a gente deposita a nossa alegria no outro, ai para eu ser feliz, não, a gente tem que ser feliz com a gente mesmo. E hoje eu
sou uma mulher feliz comigo mesma, então lógico, eu quero arrumar alguém, né? Obviamente eu sou psiana, né, gente? E mas eu sou muito bem sozinha. Então a solitude é: eu estou sozinha, eu não vou parar de viver por causa disso, então eu vou viajar, eu vou num restaurante, eu vou numa peça de teatro, eu vou num show sozinha. Imagina, eu fui no show do Belo sozinha. Quer mais solitude do que isso? Quem tirou a foto? Meu amor, levei. Imagina se eu vi essa música sozinha. Eu estava sozinha no show do Belo. Então assim, quem tira
foto? Eu mesmo. E é isso. Então, solidão é você eh estar se sentindo sozinha e não e não e não gostar de estar consigo mesma. E a solitude é você saber que você é a sua melhor companhia. Uhum. E que quando chegar alguém tá tudo bem, você tá preparada também para aquilo? Maravilhoso. E você queria ser cantora no começo, não queria? Ai gente, é assim, as gravadoras quiserem, inclusive que eu faça um trabalho, eu eu super topo assim, algum cantor quiser fazer uma parceria, hein? Paula Fernandes, Simone Mendes, se quiser uma dupla, tô aí, menina,
tô brincando. Mas é isso. Eu sempre achei que eu ia ser cantora. Você achava que você ia ser cantora? Por quê? Você tem uma voz muito bonita. tem uma voz bonita e eu ficava o tempo todo aqui, ó, com a escova de cabelo na mão, lendo e cantando. Então, eu amo música. Eu amo música. Eu sou muito ligada à música. Eu ouço tudo. Você escuta até funk? Funk. Você escuta funk, Dani Brand? Eu escuto funk. Não acredito. Olá. Olá. Eu escuto. Eu escuto a nossa querida You don't know my name. Entendeu? Eu ouço essas músicas.
Eh, eu ouço tudo. Então, eu ouço gospel, eu ouço funk, eu ouço Racionais. Aqui estou mais um dia sobre olhar sanguinário do vigia. Eu ouço tudo. E você gosta então de tudo. Eu gosto de tudo. E eu ficava o tempo todo aqui, né, cantando. Eu amo sertanejo. Eu adoro a voz da Paula Fernandes. Pô, falar: "Ah, Paula Fernandes, não é legal". Gente, eu adoro a voz dela. Eu não conheci ela pessoalmente ainda, mas eu adoro a voz dela. E eu achei que eu ia ser cantora, mas aí não rolou porque um dia minha mãe falou
assim: "Não, mas ser cantor você tem que ir pra noite, não tem como você ir pra noite, você tem uma filha". E aí eu falei: "Ah, é verdade, não dá, né?" E aí é isso, mas eu adoro cantar. Eu tenho um caraqu na minha casa que eu canto sozinha. Desculpem, vizinhos. E é isso. Eu amo cantar, mas enfim, sou jornalista. E a importância da Ágatha na sua vida? Nossa, que é falar da falar da Ágata, né? fala o que é falar da Ágata, né, Laura? Eu costumo dizer que a Ágatha foi a pior Uhum. E
a melhor coisa que aconteceu na minha vida. A pior porque assim é um choque muito grande de tudo, né? De quebra, de sonhos, de de tudo, de expectativas. Então você deixa de olhar para si para olhar para um filho. Eu não sou aquela pessoa que romantiza a maternidade, né? Que era o que a gente tava falando. A gente tá falando isso antes da gente começar a gravar aqui. Eu não romantizo a maternidade porque para mim foi muito difícil. É muito difícil ser mãe. É muito difícil ser mãe solo. Eu acho que é mais difícil ainda
ser mãe solo. Eu não tenho uma rede ali de apoio. Não tem uma rede de apoio. Então a responsabilidade é toda sua. E muitas vezes, Laura, o que eu vou falar aqui, não sei se todo mundo vai entender, mas muitas vezes eu não queria estar ali, eu não queria ser mãe, eu queria ser Dani, a menina de 19 anos, a menina de 20 anos e eu não podia, porque a maternidade tinha impede de de fazer e ter muitas coisas. Então hoje que eu viajo sozinha, eu tenho uma vida de liberdade, é porque lá atrás, quando
era para eu estar fazendo isso, eu não tava fazendo. Primeiro que eu não tinha condições financeiras para isso e segundo que eu tinha uma filha. Quando você tem filho, vou comprar um tênis para mim, não. Vou comprar um tênis pro meu filho. Ah, vou comprar uma calça para mim, não. Vou comprar uma calça pro meu filho. E aí você não tem para pôr na boca do teu filho, você não tem para pôr na tua. Então foi muito difícil a maternidade, mas ao mesmo tempo foi a melhor coisa que me aconteceu. Porque se eu sou essa
mulher forte que eu sou hoje e determinada, muitas vezes que eu pensei em desistir, eu olhava pra minha filha e falava: "Eu não posso desistir, não por mim, mas por ela". Uhum. E eu me comprometi a dar uma vida diferente para ela e eu acho que eu consegui. E assim, eu tentei dar uma vida diferente. Agata é o amor da minha vida. E a Ágata, além dela ser o amor da sua vida, ela é empreendedora, menina. É uma empreendedora de sucesso. Assim, é um dote culinário que ela puxou da mãe, né? Mentira, gente, eu não
cozinho nada. E ela é uma doceira de mão cheia. Ela criou a própria empresa, então ela foi morar fora quando ela tinha 18 anos e e aí ela voltou com essa cabeça de empreendedora. Ela já fazia uns brigadeiros em casa e esse brigadeiro dela sempre foi muito bom. E aí veio a ideia de tipo, por que que você não faz para vender? E aí ela foi para fora, voltou com essa cabeça transformada de ser empreendedora, de fazer brigadeiro gourmet e ela começou a testar receitas e ela foi indo, foi indo, foi indo. Ela criou a
marca dela que é o Doces da Gatinha. Hoje ela tá no iFood e ela tá fazendo, ela quer montar a loja física dela. Isso vai acontecer. Tenho certeza disso. Confio muito no na capacidade dela. Falei, vai que vai dar certo, então eu dou super apoio, deixo ela quebrar a cara, porque eu acho que é o negócio dela, é a vida dela, eu acho que é bom para ela também, para ela criar essa musculatura. Mas, cara, é um dom que é dela, que eu não ensinei nada. Então, você não sabe cozinhar nada? Nada, Laura. E como
que você faz? Eu não sei como eu vivo. Hoje a gente tem muitas alternativas de pessoas maravilhosas que cozinham e eu compro muitas marmitas e congelo. Eu faço básico, arroz, feijão, um bife, uma salada, né? Vou fazer igual a Jade, picon, né? Ah, eu cozinha todo dia, eu faço a minha salada. Isso, eu faço a minha salada. Eu sou tipo jad, gente, eu faço a minha salada, mas assim, não tenho dom da cozinha, assim, não, não sou uma pessoa que cozinho bem. Minha mãe é cozinheira de mão cheia, né? Minha família de mineiro, imagina o
mineiro cozinha super bem, mas eu não tenho esse dom. Então, a Ágat é dela mesmo assim. E hoje ela é empreendedora, ela que faz, ela que cria de logo marca as receitas, ela que faz tudo, tudo. Ela que embala, ela que manda, ela que posta na rede social, ela que cozinha, ela que faz tudo, ela que faz contabilidade, ela faz tudo. A gente espera que ela tenha uma empresa muito grande. Eu espero, viu, filha? Sim, todos nós faça sucesso, né? Isso. Que faça muito sucesso. Mas ela que faz tudo hoje. Tudo. Que impressionante. E tem
essa veia também no seu lado, né? Tem, mas ela não é da comunicação. Tanto que eu falei, você precisa aparecer, você precisa gravar story, você precisa, porque as pessoas compram coisas de pessoas reais, começa, mãe, eu tenho vergonha. Porque ela sempre teve muita vergonha, mas ela que faz. Agora ela começa a aparecer, ela começa a falar, enfim, eu morro de orgulho, né? Bora fazer um ping-pong final. Então, vamos lá. Uma mulher que te inspira, tá quase acabando. Uma mulher que te inspira, minha mãe. Sua mãe. Um sonho que ainda não realizou. ter o meu programa
de entrevista. De entrevista? Que interessante. Você tinha na rádio? Tinha na rádio, mas eu quero ter na televisão. Entendi. Entendi. Legal. Lá na frente, tá, gente? Eu adoro o jornalismo. Uma frase que te define: "Seja luz". Ilumine onde quer que você passa. Seja luz. Uma coisa que quase ninguém sabe sobre você. Uma coisa que quase ninguém sabe sobre mim. Que eu tenho medo de escuro. Você tem medo de escuro, tô tratando isso agora. Tô conseguindo a dormir com a luz apagada. Sério? Tipo, tem sempre uma baju ligada, alguma coisa? Sempre alguma coisinha no fundinho ligado
para ver uma luzinha. Uma qualidade gigantesca da Dani, a maior que ela tem. Uma qualidade gigantesca. Eu sou uma pessoa muito determinada. Uhum. Resiliente, acho. Muito resiliente. Muito determinada. E você nunca desistiu de nada, né? Eu acho assim. Nunca desisto de nada. Se é algo que tá dentro do meu coração, eu vou atrás até eu conseguir. Um conselho. Um conselhum. Uhum. Siga firme. Não vai ser fácil, mas se tiver dentro do seu caminho e aquilo for um propósito de Deus na sua vida, você vai conseguir. E um conselho muito importante, cuidado com as críticas que
você dá ouvido. Nem todas são construtivas. Que que você já ouviu assim? Fiquei curiosa agora. Muita coisa. Eu já ouvi que não. Que que é isso? Que faculdade você fez? Você precisa fazer de novo. Você não é jornalista. Você já ouviu isso? Já. Imagina, você escreveu essa reportagem aqui. Pelo amor de Deus, que isso? Você tem que voltar pra faculdade. Eu já ouvi isso. Isso agora é recentemente. É recente ou não? Médio. Meu Deus. Cri, cri, cria nesse momento. Obrigada. Mas eu ouvi isso. E hoje a pessoa E hoje a pessoa me vê e ela
viu que ela tava errado. E é isso que importa. Dan. Eu gostaria muito de agradecer. Muito obrigada. Muito obrigada. Minha mão continua gelada, mas é por causa do ar. Foi incrível. Vamos aqui, ó, pra gente ficar mais próximo. Eu amei. Você tá mandando muito bem. É uma honra para mim poder estar aqui fazendo parte desse projeto incrível. Eu amo seus bate-papos porque eu adoro esse seu sorriso. Eu assisto mesmo e eu amo como do nada você porque assim, ó, ela tá aqui, né? Daqui a pouco ela não acredito que você falou isso. Eu amo a
sua espontaneidade, eu amo gente espontânea. Então isso é muito legal. Eu tô muito feliz mesmo de estar aqui. É uma hora. Ah, muito obrigado, Dani, de verdade. Eu amei eu amei te receber. Foi incrível. Eu tentei decorar tudo. Não sei se eu falei alguma coisa, mas eu tentei Você foi maravilhosa. Maravilhosa. Eu falei muito. Você achou? Tá bom. Balou bem. Tá bom. Obrigada. É isso, gente. Ela sabe o que ela tá falando porque ela tem uma grande escola em casa, né? Vamos tomar o água. Um brinde. Um brinde. Assistam esse episódio todos os outros, gente,
me sigam. Pode ser mais com Laura Portioli. Maravilhosa, minha amiga. Ela tá me seguindo no Instagram, tá? Desculpa. Verdade. Agora a gente é amiga, né? A gente é mais que amiga, a gente é best.