nazaré pacheco explora como ninguém a sua própria intimidade ea revela ao mundo através da arte ela faz parte de uma geração de artistas promissores que despontou nas décadas de 80 e 90 e mudou a cara da arte contemporânea no país a artista plástica paulistana passou por diversas intervenções cirúrgicas em seu corpo e essa narrativa que está presente na exposição registros recordes que é que acontece na galeria cocan amaro aqui em são paulo a reportagem é da parceira cash a gente falando que os últimos cinco anos da produção e de que eu passei por um momento
de luto é porque há sete anos atrás a minha mãe descobriu o câncer né e veio a falecer dois anos depois durante esse período ela fez vários exames pet scan tomografia e radiografia e quando ela morreu eu guardei ou sacola de exame dela infelizmente em 34 meses depois da morte da minha mãe a gente descobre que o meu pai veio a ter o mesmo problema com a minha mãe um câncer de pulmão e faleceu une um mês depois da minha mãe e eu fiquei extremamente envolvida todo esse período tanto no tratamento deles e depois para
poder passar por essa fase do luto não é que é muito complicado no caso desse trabalho eu misturei muitas monografias minhas nem tão tipo uma situação de eu estar com eles né no início da minha carreira em 94 fez uma exposição que eu falava sobre meu corpo sobre pato estéticas e cirúrgicas eu tive que voltar alguns cuidados depois que eles faleceram passei por duas cirurgias daí também tive o cuidado pessoal que eu fui fazer o nosso ilustre estética neckel mostra um certo processo de um cuidado com o meu corpo [Música] cada cirurgia que eu ia
fazendo e e aguardando os pontos e daí eu fiz uma colagem com os pontos cirúrgicos que eram retirar-nos que justamente a capa do livro que está sendo lançado [Música] a questão do meu corpo assim e fez parte da minha obra desde o início você tem uma fase de trabalho né do final da década de 80 e início da década de 90 que eu trabalhava com a borracha vulcanizada preta não é e quer um trabalho muito bom e sigo isso já demonstrava essa questão do corpo do processo cirúrgico que eu tive que passar durante vários anos
da minha vida mas num determinado meio que passei foi avisando lidando com outras questões com a questão da mulher com a questão do gênero com a questão da acessibilidade com a questão da inclusão da exclusão construir algumas instalações instalações que eram impecáveis outras penetráveis com reflexos e miçangas e cristais né eu passei a falar da mulher passei a falar desses temas que acaba por lhe dizer para depois entrar na questão do homem é uma coisa mais humanista e daí a glória aqui com esse fato é que acabou me levando a retomar e até esse momento
de reclusão é que foi a questão de ter passado por esse processo do luto dos meus pais [Música] dentre os trabalhos da nazaré o quarto de 2003 acabou de ser adquirido no final do ano passado pela fundação marcos amaro de itu no interior de são paulo vai ser montada para ficar exposta de forma permanente essa obra tem uma história curiosa né eu freqüentava os encontros da bósnia em 2001 quando eu fui pra lá ela solicitou que eu levasse um trabalho ainda mais é nova no brasil não pude trazer um trabalho dela pediu que eu fizesse
um trabalho com plástico lina vai pedir pra fechar os olhos pensar num trabalho eu estava falando no telefone com ela ele a falar que você vai fazer alguma coisa relacionada ao corpo ao uol o espermatozóide né pensando mais essa coisa ligada ao meu trabalho mesmo né ela flutua mas como em seu tamanho de se trabalhar uns 15 e 20 centímetros daí logo em seguida ela respondeu nossa mas como você tímida não é tão pequeno 10 foi uma ótima provocação e depois logo que eu apresentei meu mestrado na dissertação de mestrado eu me encontrava no meu
quarto na minha casa eu comecei a criar esse trabalho e foi o primeiro grande trabalho que eu fiz que é o maior trabalho né com quatro metros evite por três metros e meio e dois metros e 40 de altura nunca trabalhei com uma dimensão tão grande assim foram 20 mil lâminas gillette [Música] to