[Música] Olá sejam bem-vindos ao podcast Impacto social FGV nessa série de seis episódios você vai mergulhar no conhecimento produzido pela Fundação Getúlio Vargas que impulsiona o Brasil esse podcast é gravado no estúdio da FGV comunicação Rio está disponível no canal oficial da FGV nas principais plataformas de áudio e no YouTube se você se interessa pelo assunto gosta de espalhar conhecimento Não deixe de compartilhar também nas suas redes sociais e hoje eu tô aqui com o professor bianor Cavalcante e o nosso assunto é defesa e segurança nacionais Professor prazer te receber aqui hoje seja bem-vindo é
uma satisfação estar aqui com você Eduardo e para tratar um assunto que é muito importante é bastante importante professor professor Bean que tem aí uma história com a fundação Júlio Vargas de mais de 50 anos já foi diretor da Escola de administração pública e de empresas diretor da diretoria internacional Professor uma vida inteira aí de prestação de serviço da fundação né é o privilégio né O Privilégio exatamente uma pela diversidade eh de assuntos com que você lida não é de ensino pesquisa publicações a assistência técnica e no Brasil no exterior enfim eh um privilégio trabalhar
pra Fundação Então a gente vai começar falando agora do programa de desenvolvimento de submarinos que é um projeto da Marinha do Brasil e que FGV presta aí um apoio fundamental para sua execução Professor o que que é o prosub olha o prosub é um programa da Marinha do Brasil eh que foi concebido eh a partir não é de 2008 e ele se insere isso é muito importante dentro do Plano Nacional de defesa não é e da e da do documento da Estratégia Nacional de defesa né ah o que que Visa o objetivo do Pr é
a modernização da frota de submarinos da Marinha não é isso no contexto da sua missão prpa de defesa e segurança nacional de garantir a soberania e o controle né do nosso mar né e o que poderíamos aprofundar eh mais adiante e ele tem um significado tremendo em termos de tecnologia não é de desenvolvimento eh tecnológico e da Inovação eh da nossa Marinha no lidar com submarinos eh de última geração né quer seja aquele de diesel elétrico nós vamos também falar um pouco sobre isso e aquele de propulsão nuclear nesse programa A gente tem cinco submarinos
quatro convencionais podemos chamar assim né e um de propulsão nuclear quantos já foram entregues e o que que a gente tem aí no horizonte é o prosub já o primeiro submarino o mait já está comissionado Como diz comissionado que ele já está no mar cumprindo a sua missão não é isso mais dois submarinos estão em fase de testes são uma fase muito rigorosa são praticamente quase que um ano de de testes né e o quarto também em construção então o prosub é um programa e que envolve a construção desses quatro submarinos da classe scorpene né
Isso tudo é fruto ah de uma de um convênio né de um acordo eh de transferência de tecnologia com os franceses né e com o submarino de propão nuclear então além dois submarinos em si desse projeto a gente ganha com essa questão da transferência tecnológica né Isso significa que o Brasil a partir desse projeto ele passa a ser capaz de desenvolver submarinos com tecnologi semelhante seria isso certamente n um grande ponto desse programa e vamos ser sinceros quanto a isso n ninguém país nenhum é muito amigo da transferência de Tec de defesa militar e com
facilidade e muitas vezes não é nem questão de dificuldade a questão de não transferência não é então são acordos complexos que são feitos e o Brasil tem conseguido sucesso não é em desenvolver acordos do offset n em que a troca mais adequada de interesses e há efetivamente dentro desses interesses a transferência efetiva de conhecimento de tecnologia n para que nós possamos ganhar autonomia local de construção desses submarinos que é um armamento muito efetivo ele é tão efetivo exemplo que eu posso te dar concreto é que tá correndo um acordo não é dos dos Estados Unidos
com a Inglaterra Para uma construção de submarinos dessa natureza de propulsão nuclear não de armamento nuclear com a Austrália né e se isso está correndo lá é porque nós acertamos aqui no na importância na efetividade eh desse armamento e assim a gente tá falando de um projeto de grande relevância pra defesa e pra segurança nacional como é que a FTV ela se insere dentro desse projeto desse programa de desenvolvimento submarinos a FGV ela se insere com aquilo que ela tem de características de natureza não é da sua da sua missão de prestar apoio total ao
desenvolvimento Nacional não é isso ela aporta aquilo que eu considero Possivelmente o maior patrimônio o maior asset da Fundação Getúlio Vargas que é credibilidade não é isso ela ajuda na transparência de um programa eh dessa natureza que requer esse tipo não é de de contoles de Transparência é um pouco daquela coisa de da mulher de César né então a Fundação Getúlio Vargas traz isso e ela tem um uma especialização uma experiência muito grande eh naquilo que diz respeito à gestão de projetos complexos E esses são projetos de extrema complexidade né no caso dos submarinos não
é a grande contribuição é na própria construção da base não é do Estaleiro né de todo a infraestrutura de ponta tecnologia de ponta para abrigar a construção desses submarinos né e a base naval de operação isso isso é um complexo todo já construo né E que envolve eh bastante complexidade eu posso entrar um pouco mais nisso é eu ia perguntar Exatamente isso assim o complexo Industrial ele fica em Itaguaí certo aqui no estado do Rio de Janeiro e eu imagino que a a região como um todo ela tenha passado por uma transformação econômica por conta
da instalação desse Estaleiro lá naquela região e também a questão dos ganhos paraa indústria naval ass são os dois pontos que eu queria que o senhor comentasse um pouco é não sem dúvida a indústria naval dá um salto com a construção desses submarinos e enorme né da despeito do Brasil a frota de submarinos o Brasil opera submarinos já há mais de 100 anos com poucos anos que foram comemorados até há pouco tempo mas começamos com submarinos italianos passamos por Ingleses pois alemães e mas com tecnologias que vão ficando defasadas no tempo né e e este
prosub é o momento de dar um salto tanto para esses diesel elétricos né Eh com toda a tecnologia moderna que armamentos desse tipo T ah como a o de propulsão nuclear e o reator e nuclear está sendo desenvolvido em Iperó São Paulo né né e é importante também dizer que o Brasil teve uma evolução nessa área nuclear né e enquanto a transferência de tecnologia eh de casco dos elementos do submarino né na sua diversidade de de de itens incrível né Eh o o o reator nuclear é absolutamente nacional é tecnologia Nacional brasileira sendo desenvolvida excelente
assim em São Paulo em São Paulo né o o reator nuclear então na cidade de Peró fica no estado de São Paulo né isso e e assim na prática quando a gente pensa em submarinos a gente tá falando em defesa da Costa e a costa brasileira ela é tem uma extensão enorme eu o que a gente chama de amazônia azul por que que recebe esse nome por que que é tão importante a gente defender e proteger esse espaço que faz parte do território brasileiro né bem o espaço de 4,5 4,6 milhões de km Quad e
tal da chamada Amazônia Azul a da Amazônia 6.5 qualquer coisa assim né Eh isso a Amazônia e e a amazônia azul juntas não é eh um espaço de Brasil muito considerável não é E desafiante e esse é o ponto desafiador né Por quê eh nós começamos pelo mar não é eh emblemática nossa origem nossa origem com As Caravelas e o encontro né dos portugueses com os nativos né E aquela terra que implantando tudo dá existe também um elemento do do mar que também dá muito não é nós dependemos do o comércio brasileiro 95% do Comércio
brasileiro n ele corre pelo mar paraas exportações e ações nós temos mais de 100 portos e 150 e tantos portos e tanto estatais como privados vai a mais de 150 Portes nós temos que cuidar das riquezas minerais que não ficam só no petróleo quer dizer o petróleo é a mais óbvia imediata né em termos da sua relevância e dimensão e nós temos que evidentemente que cuidar de toda essa infraestrutura é uma infraestrutura né Nós temos a infraestrutura de cabos submarinos que nos ligam com o mundo né Nós temos a vida no mar né os [Música]
alimento alimento então são elementos eh eh muito importantes né a mineração há muita coisa ainda a explorar a descobrir isso tá ligado ao próprio conhecimento maior nosso porque a amazonia aul ela ela vem lá de trás N é isso da plataforma do dos do dos da da a proximidade territorial Que nós tínhamos não é das 12 milhas ela é extendida paraas 200 milhas reconhecido isso internacionalmente dado as regras não é isso eh do direito marítimo internacional inclusive não é eh e ainda tem uma uma área grande que está em processo de reconhecimento parte já foi
reconhecida outra parte está em processo de reconhecimento Pelas Nações Unidas certo é isso o que acontece aí é o seguinte é que o o o prolongamento natural da plataforma ultrapassa essas 200 milhas não é isso então o Brasil tem pleitos pares já reconhecidos partes processo de reconhecimento muito bem para o fim prpo de defesa nacional de segurança não é de fazer acontecer a nossa soberania essa Fronteira marítima ela é um elemento Fundamental e você ter condição de patrulhar isso e patrulhar de uma forma muito efetiva né porque o submarino de propulsão nuclear ele tem uma
vida longa eh tempo longo debaixo d'água n é de é muito difícil quase impossível localização não é isso Isso evidentemente é um aspecto de de desanimar Aventureiros né Aventureiros eh e eu diria que existem aventuras né quer dizer elas acontecem não é quer dizer você tem pesqueiros eh muito bem equipados tecnologicamente que vem de muito longe vem de muito longe né Eh buscar de certa forma predatório é o nosso pescado nosso alimento Hã você tem eh navios de pesquisa que às vezes surpreendem nãoé entram eh em casa sem pedir muita licença né então isso é
um jogo constante que a sociedade brasileira às vezes não se dá conta mas você pé uma flotilha de submarinos modernos você ter o submarino de propulsão nuclear é fundamental dentro dessa perspectiva e a fundação colabora com esse projeto a a construção do do do complexo de Itaguaí né do Estaleiro da Base Naval eh uma construção muito complexa porque vai envolver inclusive lidar com o elemento nuclear não é isso então as questões de segurança são muito sensíveis o acompanhamento a monitoramento do processo de gestão dessa construção né a fundação empresta um trabalho vamos dizer importante Nisso
porque todos nós sabemos H competência da engenharia em todos o projeto desse envolve n especialidades eh diferenciadas técnicas não é da engenharia agora a questão de gestão de fazer acontecer o processo financeiro os controles necessários né monitoramento técnico disso de fluxo financeiro o material que vai chegando dos fornecedores o o controle do tempo o Brasil é sempre muito importante né você controlar o tempo de execução de projetos então uma coisa é o projeto bem feito aprovado aceito outra coisa é a execução que requer um monitoramento que requer gestão e a Marinha reconhece que a fundação
tem o que colaborar e tem sido um projeto de êxito de muitoo a gente vê esse reconhecimento também num outro projeto que é da renovação da da Esquadra brasileira que que é o Projeto dos navios né exatamente projeto das fragatas não é que a modernização eh da Esquadra de superfície também ela vem acontecendo e os quatro as quatro fragatas são representam um projeto importantíssimo também de uma complexidade muito grande também de uma complexidade muito grande porque elas são tecnologia de pon né então você tem tecnologia de ponta em nível de de casco né da construção
do navio mas você tem sistemas sofisticadíssimas de sensores de localização no mar de alvos e tudo mais sistemas e de tiro não é isso envolvendo canhões envolvendo mísseis mísseis de subida vertical em longo alcance né envolvendo torpedos então sistema de armamento Então você tem sistemas eh eh eh de sensoreamento né de todo tipo de radar para o sistema de navegação também não é sistema de de de sensoreamento não é da linha a abaixo d'água e tudo e são sistemas moderníssimos e que tem o sistema de controle de de de comando e controle né que junta
essas informações todas para garantir Ah o funcionamento eh de uma de uma Fragata adequado mas a gente tá falando das fragatas da classe Tamandaré da classe Tamandaré é são quatro fragatas nos an quantas já foram entregues é uma tá sendo entregue agora a primeira elas estão sendo construídas em Itajaí Santa Catarina envolve a tip que ganhou o consórcio nép com a Embraer com a tec né que são empresas aí no caso especializadas nesses sistem que eu eu falava o que é importante aí é o seguinte quer dizer porque a marinha brasileira ela é tem muita
competência ali muito conhecimento não é de engenharia de tudo e o próprio Arsenal de Marinha aqui no Rio de Janeiro com construção naval uma experiência muito grande tudo né agora e esses sistemas complexos entendeu a a Marinha que também precisavam de uma de um apoio da fundação porque quando você vai partir paraa escolha não é da short list né que é envolve 15 eh fornecedores do mundo inteiro né envolvendo tanto a construção e a entrega desses sistemas né entra aí o conhecimento militar né desses radares o que que funciona e quem tá na ponta do
conhecimento e tudo n porque entra os alemães ent os franceses entre os italianos ent os indianos ent é É muita gente né uma oferta muito grande você tem que chegar numa short list para chegar nessa sorte list você precisa de 300 400 itens ou é muito mais do que isso centenas de itens e que você tem que ter um modelo de negócio você tem que ter análise [Música] multicriterial que que eu vou comprar e nessa análise multicriterial entram aspectos vamos dizer militares de armamento mas entram também aspectos outros não é isso eh é de índice
de nacionalização quem tá disposto a dar prosseguimento a investimentos aqui no país eh entram aspectos referentes à análise de risco que são aspectos importantíssimos né quer dizer qual é a experiência que esse fornecedor tem para esse item né O que que garante que vai funcionar aquela coisa não pode haver falha né Nós estamos falando de equipamento de defesa e segurança né então não pode haver falha você tem que ter confiança no que você vai utilizar né Eh quem tem competência para já tem a experiência o vai implementar com maior facilidade eh isso aqui no Brasil
porque queremos o quê capacidade local tanto lá no projeto dos submarinos como no da Fragata das fragatas né isso nós queremos o o local que é aquela questão que a gente estava conversando sobre o desenvolvimento da indústria naval brasileira certo certamente a indústria naval brasileira porque isso envolve não é conhecimento de ponta que nossos especialistas Engenheiros técnicos tal estão pegando isso vai desde solda a tudo preparo dessa mão de obra de ponta a capacidade essa capacitação dessa gente não é É estamos lidando com os craques da da olimpíada da construção naval não é isso e
dos meios eh bélicos de de de segurança mas é importante também lembrar que a missão por exemplo das fragatas né além de cuidar de garantir a nossa né o nosso controle do nosso do nosso mar não é isso e ter em casos extremos capacidade de negar presenças outras que não em situações de de conflito eh né mas existe também essa capacidade de dar a sinalização do nosso compromisso com a segurança no mar mercante não é de todo o processo comercial em que o Brasil está envolvido com as suas infraestruturas que vão crescendo né de petróleo
um processo de transferência também e de Tecnologia de geração de energia não é isso daqui a pouco nós vamos ter muita energia eólica aí no mar também eh quer dizer isso tudo requer a presença brasileira também da marinha brasileira que é um fato em programas internacionais a Marinha Brasileira atou recentemente junto ao Líbano na área do Líbano não é hoje as Marinhas compartilham a preocupação com a pirataria né e é trabalho porque veja bem eh é uma platitude o mar é muito grande Marinha nenhuma por mais meios Navais que ela tenha consegue ocupar todos os
espaços então a cooperação não é em projetos humanitários a cooperação em projetos de segurança marítima do Comércio naval quer dizer o o Brasil é parte disso né então ele ele ele tem que ter estar bem equipado para essa participação e tem uma outra participação que eu acho que é muito importante né Não só do Brasil mas o mundo inteiro tem bases instaladas na Antártica para pesquisas de uma forma geral e um dos projetos que a FGV também colabora com a marinha é com a a a aquisição do novo navio de apoio Antártico como é que
funciona isso é nos mesmos moldes dos projetos anteriores tem diferenças é não é bem a aquisição é a construção mesmo do navio é seria a construção né quer dizer é a construção construção O que ocorre é o seguinte nós temos uma base Comandante Ferraz né na na Antártida que é importantíssima inclusive foi renovada há pouco depois do incêndio né Depois do incêndio houve um incêndio Então ela foi absolutamente Renovada não é eu diria que reconstruída com uma dimensão maior não é isso como atualização como laboratório como né abrigo para equipes de pesquisa mais variadas que
não inclui só os não ao contrário inclui muito civil as Universidades nossas que apoiam todo esse processo desenvolvem suas pesquisas na Antártida não é isso eh H colaboração também com outras bases e nós precisamos evidentemente além dos laboratórios você precisa ter uma logística à altura dessa presença não é isso ou seja a capacidade de logística eh de alimentar entre aspas essa base maior mais sofisticada não é isso temos que ter capacidade de estar naquele ambiente né de eh mais hostil por mais tempo não é isso o tipo de queb gelo de de embarcação né É
fundamental e capacidade de levar equipes maiores né de pesquisadores no sentido de que paralelamente você desenvolve mais projetos de pesquisa Esse é um trabalho fundamental que tem a ver com a questão climática que tem a ver com riquezas minerais quer dizer por que tanto interesse de tanto país naquela área n é então a presença brasileira é fundamental e onde é muito difícil de ir são os militares que TM capacidade de chegar lá né eles têm capacidade de chegar lá e evidentemente as pesquisas lá são levadas a efeito e por pesquisadores de nossas universidades também mas
esse apoio essa capacidade de fazer acontecer ali depende e o navio na sua questão eh como deu certo como está dando muito certo reconhecidamente pela Marinha né e a a colaboração eh da fundação nós fomos convidados também a contribuir para esse projeto da escolha da short list da aplicação dos critérios na análise multicriterial na análise de risco para a construção de um novo navio que vem em Em substituição ao que está em uso eh Ari rongel não é Rangel não é rongel rongel é esse esse nosso nosso o rogel era um navio pesqueiro norueguês que
foi adaptado para fins eh de pesquisa lá na Originalmente depois foi vendido pro Brasil e nós estamos construindo em Itajaí O que é ou perdão perdão aí são as fragatas tá sendo construído no Espírito Santo né Eh também houve a escolha né isso do consórcio vencedor para a construção eh do navio e realmente é um projeto fundamental para atualizar nossa capacidade de operar na Antártida com pesquisa de ponta que é feito lá perfeito professor e quando a gente fala de atualização de capacitação a gente também tá falando da formação de Oficiais militares né a FGV
já tem aí uma história longa de formação de de quadros militares mais de 25 anos atuando nessa área recentemente ganhou o título do Ministério da Defesa de empresa estratégica em defesa que é restrito ali a algumas instituições que colaboram de forma decisiva e eu queria que o senhor falasse um pouco pra gente como que funciona essa parceria paraa formação e capacitação dos oficiais olha essa parceria essa essa é uma questão que toca me toca fundo o coração porque eu tive uma participação muito grande no a origem desse projeto junto com o professor Irapuan e para
você ter uma ideia este ano é a 26ª turma n é de coronéis rigorosamente selecionados né ou seja o 26º ano do funcionamento desse chamado MBA que é um programa de especialização né típico que foi desenvolvido há 26 anos atrás tá no sentido de preparar esse pessoal na gestão já o programa é junto a smm a escola de comando estado maior do exército não confundir porque muita gente confunde com a escola superior de guerra que tem naturezas completamente diferentes a escola superior de guerra é uma escola para civis e militares não é isso com uma
determinada missão eh diferente da escola de comando estado maior do exército que também bem recentemente mais recentemente com seus programas de pós-graduação está absorvendo civis também né Inclusive tem gente nossa funcionária da fundação fez doutorado lá e e nós temos uma colaboração muito intensa Então esse programa do MBA você ter uma ideia Eduardo mais 150 Generais diz passaram por nós coronéis que chegaram ao General né a formação do militar é muito complicada muito complicada e por que que ela é complicada Ela é complicada porque envolve todas as ciências militares não é isso quer dizer a
ciência militar que para sua missão prío mas a as organizações militares estão no sistema da nossa administração pública então gestão capacidade de gestão pública e no Brasil nós sabemos que é complicado esse negócio né Eh requer complementos de de de Formação né Eh também os militares tem um lado de diplomacia militar né você vê todas as embaixadas fora do do Brasil tem o adido militar não é isso e então tem todo um e essa importância desse projeto Jun daund há também o curso eh internacional era isso que eu ia te perguntar que assim hoje a
gente o curso Ele não é só oferecido no Brasil né Tem uma troca aí com com outros países de diversos países né que oficiais têm esse intercâmbio dir Digamos que vê que eles vêm né A princípio nesses 26 anos vinham oficiais de outros países mas poucos dois três eh para fazer o curso original que eu estava falando mas mais recentemente Nós abrimos o curso por solicitação internacional que é ditado em inglês né e vem gente Estados Unidos índia países do Oriente Médio Emirados Árabes eh latinoamericanos área Central da América Central Guatemala e tal então vem
gente do mundo inteiro né porque também essa é outra característica da Marinha e das Forças Armadas em geral eles intercambiam muito muito eles conversam muito eles conversam muito eles enviam oficiais brasileiros também se formam em organizações militares eh fora do Brasil com formações complementares e tal assim como nós recebemos né e há um reconhecimento eh do Brasil muito grande né pela sua capacidade eh nessa área de funcionar com desafios complexos né quer dizer a a como a amazônia azul oferece e como a força terrestre também né e também atuamos com esse tipo de curso junto
à universidade da Força Aérea a Escola Militar a escola de comando o estado maior da Aeronáutica emar vaiar mar vai pensar que é Maria mas não a escola de guerra naval é que é correspondente eh mas que com a qual também nós Agimos e com esse mais nós temos curso desse tipo de MBA à distância não é já mais de 1000 e 400 oficiais Nados então e isso sem falar em todo o sistema Fundação Getúlio Vargas que tá em mais de 120 cidades com o os conveniados oferecendo os nossos cursos né E que a frequência
de militares em cursos mais específicos outros MB e tal também é muito comum em Brasília e pelos Estados enfim esse é um ponto importante quer dizer o universo Fundação com todas as suas escolas agora os Fuzileiros Navais se interessaram muito por a inteligência artificial é o tema do momento né o tema do momento para efeitos militares isso é é muito importante no planejamento na programação no uso e e e recorrer a nossa escola de matem tá dando apoio então o bonito também é isso a ebap funciona nesse projeto que eu tava dizendo do da 26
anos e mais na realidade porque antes mesmo a gente já tinha dava apoio com conferências isoladas não com MBA mas a ebap dá muito apoio para isso inclusive PR pós-graduação a o sistema militar seguindo até mais ou menos o exemplo americano não é de ter reconhecidamente o sistema educacional Indo aos mestrados e doutorados Ok então eles desenvolveram há no Instituto meram Matos na escola de comando do estado maior do exército não é um convênio um contrato conosco um contrato conosco no sentido de dar apoio para o enquadramento naqueles critérios da Caps que é muito rigorosa
a Caps é muito rigorosa no Brasil a o órgão regulador é rigoroso ranqueia e tal e entende e as publicações eh e nós damos apoio na gestão e desenvolvimento do programa de de pós-graduação do Instituto meram nesse caso a ebap e dá um apoio muito direto né e nos nossos cursos nós chamamos professores da epge da escola de Economia não é E então a vai encaixando a fundação é uma riqueza tremenda traz gente de São Paulo asas escolas todas daqui do Rio né Você sempre tem gente especializada em áreas é teoria dos jogos acha aquele
cara não sei o que atrás e a fundação tem capacidade de agir muito grande com todos os recursos das suas escolas na área de direito também esses programas militares nessas eh os modelos de negócio né E contratos eh apoio nosso também jurídico pela escola de direito não é a escola de direito tem elementos componentes ligados a à informática né esse direito dessa área eh cibernética que é nova não é relativamente nova e exige desafios grandes e a fundação tem condições de fazer isso tudo né E quando não tem chama aquele gringo lá para vir ajudar
quando é possível é necessário né E por até uma das razões do por a fundação dá apoio a esses programas quando nós estamos falando de defesa e segurança nacional não quer dizer é important as nossas forças interagirem com organizações brasileiras sem dúvida e no caso quer dizer eu diria até mais do que organização que a fundação é uma instituição eh L essa confiabilidade essa experiência conjunta de anos e anos ela faz diferença quando você vai tratar de projetos sensíveis e a gente tem feito isso Professor a gente tá já caminhando aqui pro final do nosso
papo e tenho certeza assim para mim certamente foi tenho certeza quem tá nos ouvindo Quem tá nos assistindo também uma verdadeira aula sobre a atuação das Forças Armadas né gente sobretudo os projetos relacionados à Marinha mas também a gestão pública administração pública gestão de projetos que são temas muito caros aqui para nós da fundação que a gente vem sala de aula que a gente vê na aplicação eh desses projetos e no apoio né a instituições públicas brasileiras no desenvolvimento de desses projetos de alta complexidade Então queria agradecer aí pelo seu tempo pela sua disponibilidade e
pelo tanto de conhecimento que o senhor compartilhou comigo e com os nossos ouvintes Eu que agradeço também porque eu acho que essa a divulgação desses projetos é fundamental pra sociedade brasileira entender que nós vivemos num mundo que tá muito complicado hã alguns anos atrás se você me permite só para concluir alguns anos atrás eu peguei um livro da Rent Corporation como nós é uma um think Thank eh pras forças Americanas pra defesa Americana e tal e o livro muito bom muito baseado nos conhecimentos deles e tal e o livro começa assim traduzindo o mundo está
uma bagunça então nós temos que estar né capacitados a conviver a lidar com isso aí então mais uma vez Professor agradeço aí pelo sua presença pela pelo seu tempo e pelo conhecimento que o senhor compartilhou com todos nós Eu que agradeço a a você Eduardo a sua equipe ao apoio dessa nossa escola aqui de comunicação também E a equipe técnica dela e cumprimento os Nossa audiência não é isso que espero de alguma maneira tenha eh aproveitado bastante dessa dessa desse papo né Essa conversa eu não tenho dúvida professor que todo mundo gostou muito e Aproveitou
bastante eh absorveu bastante conhecimento sobre as iniciativas da fundação em parceria aí com os órgãos de defesa Nacional então gente queria convidar todos vocês para acompanhar o podcast Impacto social FGV no YouTube e no Spotify e a gente vai ficando por aqui até a próxima tchau [Música] tchau h