Eu tô com uma história aqui agora que vai chamar sua atenção. Eu acho que é uma das grandes histórias que nós vamos ter esse meios aqui no Balanço Geral. É uma coisa assim de chamar a atenção de todo mundo, de uma mulher que caiu na ladaainha de uns golpistas [música] que fizeram de conta que eram da Polícia Federal.
Mas dá uma olhada nessa foto antes de eu começar a contar a história e vai te surpreender. Presta atenção aqui, ó. Às 6:30 era o horário que ela levantava.
Esse é o despertador dela levantar. Aqui às 8:30 é o despertador do remédio que ela toma bem embaixo, bem aqui, ó. E fora isso aqui, nós temos quatro despertadores.
Se você observar, ele tá marcado para despertar de quatro em 4 horas. 8, 12, 16 e 20 horas. Sabe por quê?
São lembretes desse despetador de celular dessa mulher que mora aqui em São Paulo para ela dar uma espécie de satisfação pra Polícia Federal. Ela tocava de quatro em 4 horas porque ela tinha combinado, ela tinha dito pros falsos policiais que ela tinha que dar satisfação da vida dela de quatro em 4 horas. O alarme toca porque nessas 4 em 4 horas essa mulher precisava dizer onde que ela tava.
Quem pedia essas informações eram esses supostos agentes da PF. Eles entraram em contato com essa mulher dizendo que ela tava sendo investigada por lavagem de dinheiro. Então, calma, presta atenção, porque pode chegar até você.
Os bandidos falaram pra mulher que o patrimônio dela tava sob suspeita. Olha, nós sabemos que você tem um certo dinheiro. Não diziam o quê, mas todo mundo tem um certo dinheiro.
É ou não é? Nós sabemos que você tem um certo patrimônio e tá sob suspeita, viu? Nós estamos te procurando porque você tem duas alternativas.
Ou você pode vir aqui a Brasília ou você pode participar de uma audiência virtual. Aí a mulher, não, pelo amor de Deus, eu sou empreendedora, mas eu eu tenho certeza que todo o dinheiro que eu consegui é digno, é honesto. Eu não posso ir à Brasília, mas eu posso participar então dessa audiência virtual com vocês.
Os caras fazem uma audiência virtual, usam o uniforme da Polícia Federal, fazem de conta que estão numa delegacia, tudo muito convincente e ela cai nessa conversa. Até que essa mulher, ela transfere R$ 170. 000 R$ 1000 por uma conta de um banco de criptomoedas.
Tudo isso para que o dinheiro fosse analisado. Olha que conversinha fiada. A mulher tinha que transferir o dinheiro para que nessa conta eles pudessem analisar o dinheiro dela para saber se era um dinheiro ilícito ou não.
Uma conversa fiada. Isso não existe, gente. E ela caiu.
Claro que antes dela fazer esse depósito, teve todo um showzinho por trás, todo um teatro que os bandidos fizeram para convencer que eles realmente eram federais. Você vai entender nessa reportagem. É um caso novo que tá surgindo e que as pessoas aqui de São Paulo precisam saber para você não cair também.
Balança. >> A cada toque do alarme, o coração disparava. De quatro em 4 horas, essa mulher precisava informar onde estava.
Tudo era uma suposta medida de segurança para protegê-la. >> Ele tinha meu nome, meus documentos, aonde eu morava, quais eram os e-mails que eu tinha. Ele sabia tudo.
>> Para ela. Do outro lado da tela, estavam agentes da Polícia Federal, servidores do Banco Central, mas agora a mulher afirma: "Golpistas que comandavam tudo. " >> Eles pensaram em tudo.
Então, cada vez que eu questionava alguma alguma coisa, eles tinham uma resposta. A empreendedora de 57 anos acreditou que era alvo de uma operação policial que estava sendo investigada por lavagem de dinheiro, furto qualificado, formação de quadrilha e associação criminosa. >> Eles diziam assim que eles acreditavam que eu não abria a conta, mas que eu tinha que provar o Ministério Público e que eles estavam lá para me ajudar.
Foi um mês de tortura psicológica e um prejuízo de R$ 170. 000. Eu chorava todos os dias, eh, porque tem essa questão, né, da acusação.
Então, eles eles, eu tava respondendo por um processo grave. >> Com documentos supostamente oficiais e uma boa lábia, os suspeitos convenceram a mulher. Disseram que ela estava na mira da Polícia Federal por causa de uma conta bancária aberta no nome dela.
Os criminosos alegavam que essa [música] conta tinha movimentado R$ 8 milhões de reais, valor que depois foi convertido em criptomoedas. Para mostrar que não era a responsável, ela precisava comprovar a origem do próprio dinheiro e seguir todas as ordens. Por telefone, os [música] criminosos fizeram o primeiro contato.
Disseram que eram agentes da Polícia Federal. Isso aconteceu em novembro do ano passado. Eles alegaram que estavam participando [música] de uma investigação ligada a um delegado do Departamento Estadual de Investigações Criminais, [música] o Deik, que o nome dela estava envolvido nesta apuração.
Ela ficou desesperada sem entender o que estava acontecendo, mas ouviu tudo. E aí ele deu a opção dela ir para Brasília para ter detalhes dessa investigação ou poderia participar de reuniões online. Ela [música] então aceitou a alternativa remota.
A mulher recebeu dezenas de documentos falsos com papel timbrado da Justiça Federal, linguagem [música] técnica e até o nome de autoridades reais. Os criminosos afirmaram que o telefone dela estava interceptado. [música] Ela não podia comentar nada com ninguém e precisava passar detalhes da [música] rotina.
Aqui ela pede autorização para fazer uma viagem de carro até o interior do estado de São Paulo. Em outro dia, a mulher dá mais detalhes do que está fazendo. Conta que está no laboratório para fazer o exame.
>> Ele tinha atrás dele aquele banner da Polícia Federal. Não era uma uma daquelas imagens que a gente põe nos vídeos quando quando a gente consegue era realmente um desses banners. Ele se apresentava sempre de camiseta preta e com o distintivo da Polícia Federal pendurado.
>> A empresária afirma que nunca respondeu a um processo criminal. Mesmo assim se sentiu coagida. Por isso, seguiu as orientações.
Transferiu dinheiro para uma conta ligada a uma plataforma de criptomoedas. De acordo com os documentos, o valor passaria por um rastreamento e depois seria devolvido. >> E aí eu dizia para ele, mas eu não consigo entender por que eu tenho que dar meu dinheiro, se tudo isso tá no meu imposto de renda.
Por que que a Polícia Federal não consegue falar com a Receita Federal? Eu, o meu dinheiro veio de um único lugar de que foi do meu trabalho. >> Depois de conseguir o que queriam, os supostos agentes sumiram.
Eu pensei muito que tudo isso ia acabar, que [música] eles iam me devolver, eles iam mandar meu dinheiro de volta. Mas no fundo, no fundo, eu eu tinha uma sensação de que eu tava fazendo alguma coisa errada. Tive medo de falar com as outras pessoas.
que eu tive vergonha de dizer que eu tava que eu tive que eu tava caindo num golpe. >> Se, por exemplo, o crime ocorreu através de uma atuação em território nacional envolvendo corretores nacionais ou um criminoso situado no Brasil, a justiça pode emitir bloqueios judiciais e até mesmo conseguir fazer o rastreio desses valores. >> A Polícia Federal emitiu um alerta afirmando que criminosos estão se passando por agentes para aplicar golpes.
Afirmou que a PF não solicita dinheiro, não pede transferências. bancárias e não realiza cobranças por telefone ou mensagens. >> Quando você receber qualquer notificação [música] dizendo que você está sendo investigado, que a sua CNH foi caçada, é importante que você vá até o local [música] pessoalmente.
Pode ser o Detran, pode ser a Polícia Federal, pode ser até mesmo a delegacia de polícia. >> Hoje a empreendedora tenta se reerguer não só do prejuízo [música] financeiro, mas principalmente do trauma. o dinheiro realmente é perdido.
Então, talvez se eu tivesse falado com uma única pessoa, essa pessoa talvez tivesse me alertado [música] de que isso era um golpe. E eu acho que a melhor pessoa para você falar qualquer, sabe, qualquer tipo de investigação, sempre que alguém entrar em contato com você, pode ser da Receita Federal, da Polícia Federal, qualquer órgão, se você tem dúvida, procura um advogado da sua confiança, porque o advogado vai saber se realmente aquilo é uma investigação da polícia ou se é uma fraude. Yeah.