Opa. Opa, voltamos. Deixa eu me arrumar que eu tava aqui olhando material ainda. Ah, a cinco. Já, já colocaram ali, entendeu? Milene, acorda. Vamos começar a trabalhar. Vai, Milene. Vamos Milene. Boa tarde, minhas deusas. Boa tarde, minhas divas. Estamos todas aí. Como é que estamos aí? E aí, dá um oi para mim aí no comentário. Estou aqui, sigo viva, quero continuar. Comi, estou aqui, morri, mas passo bem. Digam alguma coisa aí para mim que o meu time tá aí olhando vocês e a gente tá aqui como sempre, né, com esse percurso junto com vocês. Bom,
então a gente vai dar continuidade àquilo que a gente fez. Mas antes eu acho importante a gente olhar o que a gente já fez. Vocês não acham? Eu acho importante a gente olhar o que a gente já fez. Então vamos lá, vamos fazer uma retrospectiva rápida. linha histórica do patriarcado, Entendendo que o patriarcado é o nosso primeiro sistema de opressão. O capitalismo, quando ele copta o patriarcado, né, e ele faz uso dessa estrutura, a neurociência que vai trazendo para nós, então, como que o cérebro ele vai se moldando, né? A gente tem aqui o Donald
H, que traz para nós como que ele vai se moldando e vai criando as nossas sinapses até que isso vire uma verdade absoluta. Cultura, né, gente? de cultura, psicologia estruturada pelo medo. Aqui a gente falou da maravilhosa D. Granham, né, e a estrutura psíquica da mulher, eh, como forma, uma estrutura psíica psíquica criada como modo de cativeiro, que é assim que a gente vive. Denis Candiote, que fala da maravilhosa barganha patriarcal. Tudo isso daqui vai tá lá para vocês. Falamos gas lighting. Gas lighting. Então também falamos sobre isso. Falamos sobre a identificação de que toda
mulher tem uma história aqui. Falamos sobre ciclo da violência. Falamos sobre Mari Franin e como esse mecanismo psíquico ele vai, como que a violência é estabelecida a partir da repetição, a partir da não nomeação, a partir da sistemática. Depois a gente falou sobre Bordier, a construção da dúvida, né, esse grande inimigo invisível, a dúvida como grande inimigo invisível que a gente atravessa. Eh, aí a gente falou de novo, por que que a gente não reconhece isso como violência? Depois a gente falou, deixa eu ver o que mais. ah, que você não é exceção, que você
faz parte de uma experiência coletiva. Depois a gente falou sobre a constituição pelo olhar do outro, a fantasia que a gente cria. A gente falou sobre a armadilha do amor próprio, que eu fui olhar depois ali nos chats também, todos os comentários e a gente parou no ver, não é o mesmo que sair. E agora a gente começa a nossa aula. deem um oi para mim, por favor, que eu preciso saber que tem gente aí do outro lado, porque senão vou ficar gravando aula para ninguém, não vou, vou pra padaria tomar um café. Aula cinco.
Bota o slide aí para nós, gente. Aula cinco. A nossa aula cinco vai começar com a pergunta: Porque entender não é o mesmo que se libertar. Por que essa dúvida, né, que não nos deixa, que é porque se eu entendo, eu ainda assim não consigo fazer nada com nada. Eu acho que é muito forte, né? Eu não gosto dessas coisas Absolutas assim, porque ainda eu não consigo fazer o que eu gostaria, o que que me limita, né? O que que não me permite? E aí, enquanto eu tava almoçando, eu fiquei ali pensando bastante. Eu sempre
fico pensando bastante, mesmo depois de ter estruturado toda a aula, eu ainda fico refletindo sobre sobre elas e de como trazer isso de uma maneira mais consistente e palatável para vocês, né? Eh, e aí eu lembrei de um pedacinho de um texto que eu tenho desta mulher maravilhosa, Vera Iaconelli, uma psicanalista. Ela trabalha com psicanálise e políticas de reprodução. Consegue entender o quanto é profundo isso, né? A Vera é um uma grande autoridade também, como todas essas outras que eu trouxe aqui. E aí eu recorri a um livro para pegar lá, para trazer um pedacinho
para vocês, pra gente começar essa aula. Então, vamos lá. Ela fala assim: "A economia reprodutiva diz respeito às atividades ligadas à manutenção da vida. as tarefas domésticas e aos cuidados de filhos, maridos, idosos. Essa é a economia reprodutiva. Ela se distingue da economia produtiva que é remunerada e reconhecida como trabalho. Isso se dá dentro da lógica capitalista da divisão sexual do trabalho, no qual o dinheiro passa a determinar o que é verdadeiramente trabalho e o que é invisibilizado como tal. E aí vocês devem estar me perguntando que que isso tem a ver com entender não
é o mesmo que se libertar. Por que que vocês fazem a pergunta para vocês, né? Eu já sei de tudo isso e ainda não consigo sair. Eu já sabia disso, mas eu não conseguia domear. Ou então vocês ficam com vergonha. Um dos grandes marcadores de mulheres que estão passando por situações abusivas, todas nós, em algum âmbito é: "Eu tenho vergonha do que eu tô passando. Eu não quero compartilhar isso com outras mulheres porque eu me sinto uma uma completa idiota". Então essas perguntas, né, mesmo com tanta literatura, por que que eu ainda continuo nesse mesmo
lugar? O que que acontece que eu ainda continuo nesse mesmo lugar? E aí eu vou trazer eh uma coisa muito importante para vocês. Quando a gente fala de sair de relacionamentos abusivos em qualquer âmbito que seja familiar, erótico, afetivo, de amigos ou dentro do trabalho, ou seja, todas tudo aquilo que compõe as nossas relações. Quando a gente fala de sair deste lugar, nós não estamos falando de sair de uma relação ou sair de um trabalho ou parar de falar com aquele amigo ou amiga. Nós não estamos falando disso. O que a gente tá falando quando
a gente fala de sair dessa condição é de quebrar uma lógica que sustenta a economia. Vocês conseguem entender isso? Toda a estrutura, como eu mostrei para vocês do patriarcado, ela é estruturada para que isso se mantenha, porque o capitalismo veio e coptou essa lógica do patriarcado e transformou isso num sistema econômico também. Então, quando eu falo eu vou sair, eu não vou sair de uma relação, não é isso. Eu vou quebrar uma lógica que sustenta um sistema inteiro. Vocês têm noção do que é isso? Quando a gente fala que ser uma mulher, quando você é
mulher, tudo é político, é sobre isso. É porque a movimentação de uma mulher, quando uma mulher se movimenta, ela mexe em todas as estruturas de base que estão ali tranquilas, existindo calmamente, Para que a acumulação de riqueza e para que toda a economia e todo o sistema jurídico, político e cultural se mantenha do mesmo jeito. Então, não é mais uma vez sobre você. E quando você faz essa pergunta, eu já sei de tudo isso, por que que eu ainda não consigo sair? A gente volta pra mesma lógica da culpabilização, que é tratar um problema estrutural
como algo pessoal. E a resposta não vem e ela não vai vir porque não é neste espaço que ela habita, não é no âmbito individual. Quando uma mulher fala que ela não vai entrar no sistema reprodutivo, que ela vai quebrar o sistema reprodutivo, toda uma cadeia de acontecimentos e e uma toda uma cadeia social empurra ela novamente para esse lugar. Porque todas as vezes que eu falo, eu não vou estar neste lugar, eu estou quebrando este lugar que foi construído, porque ser mulher é uma construção social. e a construção social para que você ocupe este
lugar da economia reprodutiva, sendo mãe ou não. Porque o maternalismo, ele não diz respeito a uma mãe, a ser mãe. diz respeito a uma ideologia que acredita que a mulher, esse ser construído socialmente, é o único capaz de cuidar das relações, da saúde, do bem-estar psíquico e continuar mantendo essa estrutura funcionando. Isso é o maternalismo. O maternalismo não é sobre ter filhos, tá? Maternalismo é sobre isso. É ser empurrada sistematicamente para a cadeia reprodutiva. Existe uma uma mais uma gênia das muitas que eu apresentei aqui, que vocês já conheciam, mas existe uma outra que se
chama Gale Rubbing. Gale Rubbing, ela fez um uma tese que se chama o tráfico de mulheres. E a Gale, ela pega Marx, né? Ol, olha o que é a coragem, né, gente? Agora você fala para mim se isso não é uma coisa que emociona. Ela pega Marx, Marx, gente, ela destrincha Marx e ela refuta muitos pontos de Marx dizendo que ele não incluiu as mulheres nesse sistema que ele desenha. Olha o que é a coragem de uma mulher, né? Olha o que é a coragem dessa mulher. Ela aprende, ela supera, ela refuta. E a Gale,
ela fala o seguinte, que dinheiro que entra desse lado da cadeia tem que sair deste outro lado mão de obra, porque dinheiro não vira mão de obra, Certo? Você não pega dinheiro e transforma, ele não vira plim sistematicamente mão de obra. Para quê? para continuar, que é força de trabalho para continuar alimentando o sistema. E assim nós vamos, né, infinitamente. Toda esta cadeia do dinheiro que entra até o momento que ele se transforma em mão de obra é chamado cadeia reprodutiva. E como tudo foi estruturado sobre patriarcado, socialismo, capitalismo, eh comunismo, absolutamente tudo foi estruturado,
esta parte da cadeia também não foi considerada. Se esta parte da cadeia que transforma dinheiro em mão de obra for considerada a partir de direitos políticos e econômicos, nós não temos marcadores para compreender como a economia se manterá. Por isso ela chama o tráfico. Por isso o sistema escravocrata foi inspirado no patriarcado, porque uma parte da cadeia não pode ser remunerada para que a economia se mantenha quanto está como está. Então, quando vocês falam, eu vou sair deste relacionamento e por eu não consigo mesmo tendo lido tantos livros, por que que eu não consigo? Porque
você tá mexendo na estrutura. E toda a força que vira contrária desse seu movimento vem desta estrutura que nós estamos inseridas. Outro dia uma uma aluna da formação LG falou uma coisa super dura e super bonita que foi assim: "Nós somos abraçadas e trituradas por essa estrutura, entende? Nós estamos inseridas, não é? Quando quando as pessoas falam atravessamento, eu entendo, as coisas nos atravessam, são temas transversais, entendi. Mas é mais do que transversal, porque transversal é como se eu tivesse em algum momento num ambiente neutro e aquela estrutura vem e me atravessa. Não, não, não,
não tem ambiente neutro. Nós estamos imersas nessa estrutura. Então, quando a gente faz essas perguntas, como sair, como continuar vivendo, a gente tá falando como eu combato a estrutura. sempre o letramento crítico, o que nos dá a condição de seguir vivendo de uma maneira mais digna e menos perigosa, menos adoecedora, é com o letramento crítico, porque ele nos ensina a fazer questionamentos que são coerentes com isso. E aí eu vou começar pela primeira parte. Deixa eu ver se eu quero que coloca o slide já. Pera aí, deixa eu ver aqui que eu ainda não tenho
certeza. Ah, isso foi o que eu falei. O problema nunca foi falta de informação, não foi. Problema de vocês não é que vocês não tinham informação. Primeiro que a estrutura criada é para que a Gente não tenha essa informação, para que essa literatura não chegue, para que essa informação não chegue. E mesmo que você tenha informação, você imagina que entender vai te libertar, vai te fazer sair. Não vai, não vai. Tá. Eh, antes de colocar o slide, tira o slide um pouquinho aí, minha gente. Eu queria entender o seguinte. Vocês tinham noção que quando vocês
falavam, eu não posso aceitar isso vocês estavam falando, coloca no chat que vocês estavam falando que vocês não podiam isar a cadeia reprodutiva da qual nós estamos inseridas e fomos construídas socialmente como mulheres. Vocês sabiam disso? Vocês achavam que vocês estavam só saindo do só não, porque já é um horror. Mas vocês sabiam que vocês estavam saindo, na verdade que vocês estavam indo contra a corrente de um sistema. Vocês estavam desestabilizando a base de um sistema. Vocês tinham essa grandiosidade? Coloquem aí no chat para mim, porque senão a gente fica achando que a gente é
o quê? Incompetente. Fra fraca. Meu Deus, a gente sobrevive ao patriarcado e a gente ainda acha que a gente é frágil, né? Não falaram que a Gente era o sexo frágil? Então, a gente ainda acha que a gente é o sexo frágil. sobrevivemos a tudo isso, fizemos toda uma cadeia reprodutiva acontecer para que esse eh toda essa sociedade continue se mantendo assim através do nosso trabalho não remunerado. Carregamos três, quatro jornadas nas costas, mas a gente ainda olha pra gente. Eu fico triste, juro para você, eu tenho vontade de chorar, ficou com a voz embargada.
A gente ainda olha paraa gente como eu falhei, eu também não fui suficiente dessa vez e não pude sair desse sistema. Vocês conseguem entender tamanho é o ato de crueldade que existe, né? A a estrutura, assim, né? assim, o quanto eh o quanto isso é cruel, o quanto isso é cruel, porque ele sempre leva pro individual aquilo que é coletivo. E aí eu vou falar qual é o primeiro elemento. Eu fiz um vídeo nas redes sociais, mas é que assim, né, gente, o que que acontece com as redes sociais, né? Eu tenho 3 minutos para
fazer um vídeo, porque se eu faço um vídeo mais longo, o Instagram não não entrega, entende? E aí lá no final eu vou explicar isso aí para vocês. Eu não sou uma influenciadora, não é isso que eu sei fazer da vida. O que eu sei fazer é isso que vocês estão vendo aqui. Eu sei dar aula, né? Mas é um valor pro meu time inteiro que a gente disponibilize informação. Então eu tenho que ficar jogando com nesse sistema que me colocam. Daí eu fiz um vídeo ali que fala justamente sobre isso. A gente pensa que
A gente vai terminar esta relação, a gente vai sair desse trabalho, a gente vai não sei o quê, não sei o quê. Qualquer coisa aí que a gente acha, a gente imagina que a gente vai sair e que o problema tá resolvido e que vai a gente vai simpar a paz. Não. Slide na tela. Primeiro aspecto, então, se eu vou desestabilizar a estrutura, a estrutura vai começar a vir em cima de mim quando eu resolver negar esses mecanismos que foram dados para mim como uma verdade absoluta e universal. Então, ele vai vir em cima de
mim. Primeira coisa que acontece, lembra da D Granham? Dranham? Aquela que eu citei lá, síndrome do estocommo social, lembra da de Granham? Então, todo o nosso psiquismo é estruturado a partir de uma condição de medo, terror, a partir de uma condição que ela chama de cativeiro. E ela chama isso de síndrome do Estocolmo social, né? Então é ameaça intermitente, momentos de alívio. E aí isso cria na nossa cabeça o que a gente chama de vínculos de alta intensidade. Então eu vou deixar uma coisa aqui para vocês. O que acontece no primeiro momento quando a gente
resolve que a gente vai sair de dessas relações que são violentas, abusivas e que nos fazem mal no trabalho, na família, com os amigos, na erótica afetiva. Vou sempre colocar isso Mil vezes porque eu não quero. Mais uma vez, existem pautas, gente, que eu não me ocupo e uma das pautas que eu não me ocupo é ficar falando mal de homem. Eu não me ocupo com isso aí, tá? Não me ocupo com isso. Então, por isso que eu não fico só batendo nessa mesma tecla. Assim, eu sempre trago para vocês, família, trabalho, porque eu preciso
que vocês se letrem e tenham consciência em todos os ambientes que vocês vão performando, que vocês vão andando. Então, vamos lá. Primeiro elemento que acontece é isso. O cérebro em alerta crônico, ele produz vínculos intensos como resposta adaptativa. Meu senhor, o que que é isso? O que acontece é esse mecanismo de ameaça intermitente e momentos de alívio, os momentos de alívio, eles descarregam, eles dão uma descarga de prazer, né? Vou colocar assim entre as de intensidade tão grande que o nosso cérebro ele se vicia nisso, tá? Ele tem, ele entra numa condição de dependência. a
gente cria essa condição de dependência desse vínculo que não acaba mais. E quando a gente sai, o que acontece é síndrome de abstinência. Não vai ser fácil. Não vai ser fácil. Quem é que já passou por uma síndrome de abstinência depois do término de uma relação do medo e o desespero? Ou quando quem aqui já fumou? Eu já fumei. Então assim, eu sei bem que quando cada vez que eu decidia que eu ia parar de fumar, eu já sentia essa síndrome de abstinência antes. O desespero, o medo, o terror, o pavor de ficar sem aquela
substância. Quem aqui já passou por isso, né? Esse medo, esse desespero de que, meu Deus do céu, eu não vou conseguir, eu não vou aguentar, eu não tô aguentando, vai ser impossível. E aí, muitas vezes o que a gente faz é a substituição. Que pena, né? Poxa vida, é a substituição de um vínculo tóxico por outro. Então, quando a gente escuta assim, ó, você precisa se curar, primeiro que não dá, né? Você precisa se curar para depois entrar numa outra relação. É, para mim que não dá, mas assim, a gente precisa parar. Não dá para
se curar, né, gente? Não dá. é da natureza do ser humano ser faltante. Se não tem falta, não tem desejo. A questão é que falta que estão enfiando em mim. Essa que é a questão. Mas se você eh quando você termina uma relação, você precisa passar pela abstinência. Se você não passa pela abstinência, você vai trocar um vínculo tóxico por outro que vai te dar esse essa mesma sensação dentro do seu organismo, tá? Então vamos começar por aí. A gente tem uma uma coisa física, palpável, que é cerebral, Que vai fazer com que vocês tenham
medo, pavor e pânico e tentem ficar encontrando saídas. Eu vou contar a saída para vocês. Como é que a gente faz? A gente faz assim, ó. É, mas eu não vou ficar sozinha, né? Eu vou arrumar outra pessoa. É só uma saída, né? É só uma saída. Ou seja, eu não vou fumar cigarro, mas eu vou começar a comer doce e isso vai substituir, né? Então a saída é sempre algo nocivo assim, né? Não, eu não vou ficar sozinha, eu sou maravilhosa. E é mesmo isso, eu não tenho nenhuma dúvida. Eu sou maravilhosa. Outra pessoa
vai me valorizar. Sempre outra pessoa, sempre substituição de vínculo, sabe? Sempre colocação de uma coisa no mesmo lugar. Quem nunca se falou isso? Que atire a primeira pedra aqui, tá? Quem nunca falou isso? Então, o que acontece com isso? Quem já passou por isso, bota ali no chat, bota, vai botando, vai botando que o meu time tá ali. E outra, depois quando eu tenho os intervalos, não pense vocês, o que eu vou fazer é ficar vendo os comentários ali, que foi o que eu fiz no almoço, tá? Não pense vocês não. Então, o que que
acontece quando eh você além desse sistema, né, eh além da abstinência que existe e a abstinência vai existir, ainda tem um outro agravante que acontece, que é o seguinte: quando você para de ter condições por pelo por toda aquela estrutura que eu já mostrei para vocês, Gas lighting, então a dúvida, a implantação da dúvida, do medo, a psicologia estruturada em situações de terror, tudo isso que eu já passei para vocês. Além disso tudo, quando isso eh além disso tudo que eu falei, o que acontece é que a gente para de ter condições de fazer a
própria checagem de si mesmo. E aí o que acontece? Eu preciso ter uma validação externa. Alguém precisa chegar para mim e falar assim: "Vai que você tá certa". E não é isso que a gente encontra normalmente dentro da estrutura, tá? Então você sempre vai procurar uma confirmação antes de agir. Por isso eu fiz eh a última aula que eu fiz na formação e toda a formação a gente parte desse princípio. Eu quero que vocês tenham as suas respostas. Eu não vou dar resposta. E tem um outro vídeo que me perguntaram: "Dá para ter um casamento?"
Eu falei: "Quem sou eu?" Miserável Milene, um ponto no oceano, nesse oceano de loucura que a gente vive para dizer para você uma mulher inteligente, uma mulher sagaz, uma mulher forte e incrível, sim ou não? Para a gente nós já caímos nisso aí, né? A gente já passou da fase de acreditar em guru que me dá uma resposta pronta do que eu tenho que fazer, né? Isso aí foi lá até assim idade média já no Renascimento nós já começamos a mudar isso aí. Então assim, né, mas a auto a o condicionamento à aprovação e normalmente
as pessoas fazem aprovações ou não, dependendo do interesse delas naquela atitude que você vai ter, né? Porque o ser humano ele é assim, não tem jeito. Então quando muitas vezes você começa a ficar com vergonha, porque ali eu coloquei, né? Não é ingratidão ao apoio, é efeito residual do que foi aprendido. Então o que acontece? Você pensa assim: "Mas eu tive momentos bons, lembra que eu falei para você, né? A D Granh, ela fala que isso dispara assim, o que mantém, ó, vou falar o que ela fala. Eh, a mulher que saiu de uma relação
onde foi constantemente questionada, minimizada, culpabilizada, ela não carrega apenas a memória da dor, ela carrega a memória intensa dos momentos de reconhecimento, tá? que eram raros o suficiente para serem valorizados e frequentes os suficientes para manterem aí esperança. E esse é o mesmo mecanismo do ciclo da violência que eu falei lá para vocês. Lod melP ppp lá. Mesma coisa. É a mesma coisa. Então o que que acontece? A gente se mantém dentro deste ciclo e a gente começa a falar, mas a gente tem uma história junto, né? Como é que agora eu vou desconsiderar aquele
dia em 1979 que ele comprou uma maçã para mim? Eu tenho uma amiga minha. Tomara que um dia ela escute a gente rir muito junto. Ela falava: "Vilene, meu ex-marido trazia para mim esfirra de milho. Primeiro que eu desculpa, mas esfirra de milho eu morro de rir dela. Até hoje a gente morre de rir disso." E eu falava: "E aí, quem vai me trazer? esfirra de mim. Te juro, isso era uma questão para ela, entende? Porque o momento de reconhecimento era tão pouco, mas era o que ela gravava assim. Então, quem vai me trazer? E
aí a gente sente que não reconhecer isso é uma ingratidão, não é verdade? Porque afinal de contas você é difícil. Ele já falou mil vezes: "Você é louca, você tá viajando, isso que você fala é exagero, você não me deixa em paz, você enche o saco, você só inventa coisa para arrumar confusão. Quem é que vai te querer?" Ninguém. Mas ele, uma boa alma. A Jojô Prazer, a Joj Prazeres fala, fala isso num, num vídeo dela, né? Mas ele, uma boa alma, vai te aceitar, né? Então é assim que funciona. Volta o slide ali para
nós. E aí, gente, desaprender exige processo diferente de receber mais validação. Lembrem-se, tudo isso foi construído historicamente no tempo, dia após dia. Dia após dia. Então, a gente precisa desconstruir aonde? No tempo, dia após dia. Política antipatriarcal. política Antipatriarcal. Não vou perguntar para aquela pessoa o que ela acha. Não vou perguntar para essa pessoa o que que ela acha. Vamos pro próximo slide. Aí a gente, ó, aí ó, Vales Casanelo, que eu falei que eu ia trazer para vocês. Valez Casanelo, que tava lá naquela entrevista do Fantástico que eu falei para vocês. E aí tem
um outro mecanismo. Então vamos lá. Economia reprodutiva, né? essa coisa horrorosa que a gente é empurrado o tempo inteiro. Então eu começo a desestabilizar o que tá estável e o que mantém o status co e a ordem. Aí eu tenho a abstinência. Depois da abstinência, eu já não tenho mais a imagem de mim mesmo e eu preciso que as pessoas elas validem aquilo que eu tô falando. Só que as pessoas não querem validar aquilo que eu tô falando, porque senão eu tiro o status com quem vai cuidar da tia, quem vai cuidar da mãe, quem
vai dar suporte emocional, quem vai ser a dona da família que cuida de tudo, né? Então eu não quero também que você saia daquele lugar. Então, aí a gente fica nesse ciclo. Fora isso, a gente tem uma coisa que se chama slide slides, que se chama dispositivo amoroso. A subjetividade feminina é organizada em torno de ser escolhida, desejada e valorizada. Toda a subjetividade de uma mulher, ela é construída socialmente, sistematicamente, paulatinamente para ser a escolhida. Amor romântico, a conquista, aquela história que então começou a surgir no amor romântico, né, onde a gente teve a caça,
as bruxas, que eram mulheres, que então detinham outros conhecimentos que não esse. E aí a gente entra então nessa caça as bruxas e surge o amor romântico como um ideal, aonde a mulher é posta numa redoma, aonde o cavaleiro ia para as batalhas e voltava e então dedicava aquela batalha aquela maravilhosa mulher que tinha sido escolhida por ele. Agora vocês me digam por que que vocês acham que ela deveria ser escolhida? Porque ser escolhida pressupõe espera, não ação. Ser escolhida te transforma numa coisa que é objeto. A objetificação da mulher, mulheres, não é sobre alguém
olhar teu corpo e tratar Ele como um objeto. Só a objetificação da mulher é uma objetificação subjetiva. O seu lugar deve ser de espera. Não pode transar no primeiro encontro. Não é assim. Por quê? Porque você tem que fazer, ó, você tem que tá ali no lugar da espera, né? Eh, você não pode ser aquela que manda mensagem, você não pode ser aquela que chama atenção, você não pode ser, você tem que ser aquela que está ali esperando a vontade chegar. Tem uma uma menina maravilhosa, o livro dela tá aqui, mas agora não sei onde
é que tá. Já me perdi aqui. Que ela ela escreveu um homem que um livro que se chama Eu odeio os homens. Ela é super contemporânea, 2020 agora assim, ela é e ela não fala, ela não corre sobre isso, né? Claro, elas são maravilhosas assim, ela nos corre só sobre isso. E aí, gente, ela, ai, talvez faça barulho no meu microfone, hein? Que eu tô me coçando aqui. Eh, e ela fala justamente sobre isso. Aos meninos foram ensinados a conquistar o mundo. As mulheres foram ensinadas a serem conquistadas por esses meninos que conquistam o mundo,
né? Essa é a lógica, né? Então, o amor romântico, ele trouxe isso para nós e com isso instituiu-se em nós o que a Valesca Zanelo chama de dispositivo amoroso. Ela tem um outro livro maravilhoso que se chama A prateleira do Amor. Vai tá aqui, vai tá aqui. Não começa a pedir referência de livro separado, vai tá aqui. Lembrando, não vou formatar, vocês vão receber assim, ó. Pá, como é minha palestra? Então, a Valesca ela fala, e esse é a prateleira do amor, ela fala que existe um ideal de beleza e quanto mais distante você tá
dessa prateleira, menos escolhida você é. E o dispositivo amoroso, bota o slide aí, galera. O dispositivo amoroso, o que que ele faz? Ele faz com que você crie na tua cabeça que o seu valor só existe a partir do status de casal. Então, sair de uma relação, como eu tô falando aí, não é só deixar uma pessoa, é ameaçar o seu fundamento identitário. Tá bom para vocês? Tá bom. Ou querem mais? é ameaçar a identidade social em que o seu status mulher foi construído. A a Zanelo, ela fala que é mexer na própria identidade, porque
a mulher só é reconhecida e chancelada pela sociedade quando ela quando ela está em condição de casal. Por isso que eu sempre falo Mark Fisher, ele fala uma frase maravilhosa: "Conseguimos imaginar o fim do mundo, mas não conseguimos imaginar o fim do capitalismo." É verdade. Quantos filmes de apocalipse a gente já tem e não tem um miserável de um filminho que fala assim: "Ruiu a economia". Vocês já Viram? Eu já vi meteoro, dinossauro voltando, cinco, seis dimensões. Eu já vi tudo. Um vídeo falando como seria a sociedade sem o com o fim do capitalismo, ninguém
consegue nem imaginar. Agora eu vou numa camada além, tá? Nem ficção consegue imaginar como seria o mundo sem o status de casal. Perdemos toda a identidade aqui, ó. Cai tudo pro chão, todas as identidades. Uma sociedade não generificada, quem consegue imaginar? A gente nem a ficção, nem a ficção consegue imaginar. Cai tudo por terra. Pá, tudo que a gente tem cai por terra. Ou seja, sair dessa condição casal, dessa condição de estar amalgamada ou casal ou da filha preferida ou do tudo que diz respeito à economia reprodutiva da cuidadora, é mexer na identidade, é mexer
na sua condição identitária. Tá bom? Tem mais, vou falar mais, tá bom? Tem mais coisa que dificulta. Então, quando a gente repete, né, o padrão se repete não porque você aprendeu, mas porque o dispositivo continua operando. Ai, gente, eu acho tão ingênuo quando a gente fala: "Ai, mas eu já percebi meu padrão". E daí? E daí? Daí se não tem letramento para você entender que o seu padrão não é seu, ai meu padrãozinho querido, deixa dar aqui meu padrãozinho querido de relacionamentos tóxicos, só meu, só para mim. Antes fosse, né, a gente botava você numa
casinha, te trancava lá e acabou o problema da humanidade. O padrão não é seu, o padrão é estrutural. Só que daí mais uma vez a gente leva isso pro âmbito pessoal. Mais uma vez bota o slide aí para eu falar a última frase. A repetição é resposta à estrutura, não uma falha individual. Vamos parar de culpar. Pode ser. Vamos, vamos parar com isso aí. Pode ser. Podemos tentar fazer esse acordinho aqui e toda vez que a gente for tentar se culpar, a gente olhar paraa estrutura e falar: "O que que tá por trás dessa culpa
que tá se instalando aqui em mim?" Claro, se você matar uma pessoa e ainda depende da condição, você gastar seu réu primário com qualquer besteira, ok, né? Mas não é disso que a gente tá falando. A gente tá falando disso aí de relações abusivas. E aí, como eu falei, tem mais, né? Tem mais mais duas coisinhas aqui, tá? Para eu falar da dificuldade para vocês. Só só mais duas coisinhas. Como é que vocês estão me se sentindo? Bota aí no chat como é como é que vocês se sentem eh com essa informação. Como é que
vem? Que que vem aí? Quando eu falo isso, quais são as sensações no corpo de vocês? Fala para mim o que que o que que vem aí para vocês. Quantas vezes vocês já foram culpabilizadas ou já se culpabilizaram de tentar sair de uma relação e não conseguir sair dessa relação e achar que você não foi suficiente também para não sair dessa relação que é a manutenção da economia mundial. Vejam vocês aonde nós chegamos. Eh, agora nós vamos para mais uma questão. Agora a gente vai falar sobre uma mulher. Deixa eu passar aqui meu slide. Qual
botar o slide aí, produção? Adriene Rich. Vão receber a referência. A Rich, ela fala da heterossexualidade compulsória. Segura na cadeira. Segura na cadeira que agora eu vou trazer para vocês os padrões. Pode tirar o slide. Vamos lá. Ela é uma poeta ensaísta. Ó, ó como uma mulher incrível. Ela é uma poeta ensaísta. Adriane Rich. Ela fala sobre esse termo. Foi ela que cunhou esse termo que se chama heterossexualidade compulsória. O que que vocês acham que significa isso? aqui na superfície, bem na superfície aqui, assim, ó, onde eu tô com o meu narizinho para fora, significa
uma coisa básica que o nome mesmo já diz e como vocês são muito inteligentes, Vocês já devem ter imaginado. Significa que como todo o sistema foi criado em cima do patriarcado e a maneira como o patriarcado entendeu que a gente criaria uma estrutura de sociedade é através da propriedade. veio o capitalismo coptou isso e hoje a gente segue como acúmulo de riqueza e tudo isso mais que a gente eh conhece, a gente entende que para isso a gente precisa de herdeiros, precisa de mão de obra, de tudo isso que eu já falei. Então, ser heterossexual
é uma necessidade. Por isso, quando você nasce, você nasce com uma matriz que é você será heterossexual, pá, ponto. E tudo que vem depois disso é chamado de desvio. Porém, isso não tem marcador biológico, né? Porque vagina e pene servem para procriação e não para estabelecimento de vínculos afetivos. Mas isso tudo foi coptado psiquicamente e também eh politicamente, economicamente e religiosamente para fazer acreditar que a nossa condição é heterossexual. Por isso que existem tantas pessoas que se descobrem homo mais adiante na vida, quando eles têm uma estrutura de psiquê mais robusta para perceber isso e
resolvem então dar um passo porque estão brigando com a heterossexualidade compulsória. Então esse é o primeiro ponto. Se existe a necessidade de casal, existe a necessidade da heterossexualidade, tá? Então esse é o esse é a superfície do tema de Adrian Rich. Imagina lá Embaixo, né? Vamos mergulhar. Não, pode tirar, gente, que depois eu vou entrar em hooks. Pode tirar, porque eu nem coloco no slide, porque se eu boto no slide a pessoa ler, ela ela desliga, ela fala: "Deus que me livre, vou embora daqui". Então, o que que acontece? O que que tem mais abaixo?
A heterossexualidade, ela não é uma orientação erótico-afaetiva, só. Ela é uma instituição e absolutamente todas as formas de relação que nós aprendemos e foram constituídas é a partir da visão da heterossexualidade. Como um homem trata uma mulher, como uma mulher trata um homem. Vou dar um exemplo. A toda a sexualidade vivenciada em relacionamentos hétero ou homo afetivos são baseados na sexualidade masculina numa relação heterossexual. dominação, frequência, número de parceiros, violência, subordinação. Toda essa cadeia da sexualidade estruturada, ela não é estruturada do além, do desejo humano. Não tem marcador para desejo humano. Tem uma única pesquisadora
que eu citei num vídeo, Elsa, já vou ler lá, não é sempre que eu lembro, tá? Elsa, alguma coisa que ela fala sobre o desejo responsivo e o o responsível e o desejo eh espontâneo e que o desejo da mulher ele nasce em situações de segurança. Por quê? Porque a gente tem essa psique horrorosa, né? Então, numa situação de crueldade a gente não consegue desenvolver o desejo. Eles nascem em situações de segurança. E aí que vem todo esse mondarel de coisa da frigidez da mulher, porque tu imagina você com medo, né? tem que procriar. Eh,
então ela traz, mas ela foi uma das poucas que pesquisou esse a sexualidade como um todo. Então, nós não temos marcador de desejo biológico que diga que a gente precisa de frequência, número de parceiros. Eu fiz um vídeo outro dia que foi um vídeo que deu um estouro que eu falei assim: "Então, você acha que transar com quantos você quiser, com quem você quiser, a hora que você quiser é liberdade?" Ai, é uma reprodução do patriarcado. É, é o, a, a lógica masculina invertida para feminina. Não, não quer fazer, é seu desejo, é para fazer,
mas isso não significa que te tornará uma pessoa livre. Não existe nenhum regime que vai tornar uma mulher livre. Não foi criado ainda, tá? O feminismo é aquilo que luta por isso, mas a gente não tem, não tem, não existe. Aí não existe. Então a Rich, ela traz que além, vamos lá, ah, quero sair da relação, síndrome de abstinência, Validação externa, dispositivo amoroso que traz a Valesca Zanelo, né? E aí vem a Rich e fala: "Mas se não é assim, é como não sabemos". E quando você dá um salto pro outro lado, que você não
tem referência, o que aparece em você é um sentimento de pavor. E é por isso o sentimento, essa fantasia de que nós estaremos sozinhas, essa solidão, atrooz que a gente imagina ter ou o desemprego que nunca mais vai arrumar outro emprego que não sei o quê, é porque a gente não tem referências de como é viver seão totalmente validada por uma corporação ou por um homem ou por alguém que tenha esse aspecto da masculinidade, né, que a gente chama essa construção. da masculinidade. Então, a família como ordem, gente, isso é uma construção a partir do
olhar masculino. A autoridade, a ordem, né? A corporação. Quando eu falo a corporação, mesmo que eu fale a corporação, vocês não imaginam uma mulher lá em cima, qual do outro? Você imagina a corporação como algo fálico, como algo masculino, né? Então, a gente não consegue entender como é viver sem estar embricada nessas coisas. Vocês estão entendendo o que eu tô falando? A profundidade do que a ISA Rich trouxe da hetero eh sexualidade compulsória? Porque lembra que eu falei de Rita Laura Segato, sexo é uma linguagem de poder. Então é sobre isso. A gente não sabe,
a gente não tem referências sobre isso. Aí vocês estão entendendo o que eu tô falando? o quanto isso é complexo e o quanto a gente é envolvida e como diz a maravilhosa minha seguidora, triturada, né? Por isso pode botar o slide, minha gente. E aí a gente tem a Hooks B Hooks maravilhosa. Dois livros que eu recomendo muito. O feminismo é para todo mundo e tudo sobre o amor de Bel Hooks. Um amor na vida que se chama Bel Hooks. Obrigada Bel Hooks. Ela fala que a cultura patriarcal de dominação, ela não precisa mais ser
imposta. Tá? Ela já foi internalizada. Ninguém mais precisa impor isso para nós. A gente já faz isso com a gente mesmo através do mecanismo que eu falei que nomeou Bordier, tá? Eu tenho um livro aqui do Bordier maravilhoso que se chama A Dominação Masculina, onde ele traz isso, onde ele mostra essa que tudo tudo é uma instituição, né? O masculino é uma instituição, o feminismo é o feminino é uma instituição. Eh, tudo a gente tá lidando com instituições estruturadas para nos manter na economia reprodutiva, né, que traz a Vera e a Conelli. Então, esses são
alguns motivos, né? O que é transmitido de forma inconsciente não se transforma em consciente, isso se transforma em processo. É o processo de como a gente vive. São indivíduos que internalizam a cultura e se autovigiam, como já dizia o maravilhoso Border. É, me contem como vocês estão aí no comentário. Eu quero saber como é que como é que vocês estão, como é que vocês estão quando eu mostro isso para vocês? Quand como é que vocês se sentem quando eu trago isso? Bota aí, faz pergunta no comentário que eu que o meu time tá aí, né?
Tá aí para para apoiar vocês. Ã, eu quero falar uma coisa antes da gente continuar. Eu quero agradecer e elogiar vocês porque diante de tudo isso que eu trouxe para vocês e que vocês viram, que vocês viveram, porque depois eu fui ler os comentários e eu não vi ninguém falando, nunca passei por isso, meu sonho. Eh, depois de tudo isso que a gente viveu, vocês estão aqui diante de mim, íntegras, Querendo ir além. Então eu queria que a gente batesse palma, meu time bate palma ali e que vocês batam palma para vocês no comentário, porque
a gente chegou até aqui. Isso já é muita coisa. Lembra da Madona falando que a coisa mais disruptiva que ela fez foi continuar. Então, e hoje e outra, continuar, porque vocês estão até aqui, né? Agora nós já estamos com quê? 6 horas de aula, sei lá eu, quantas horas de aula e vocês estão aqui olhando para mim, né, e dispostas corajosamente a olhar para isso. Então, assim, minhas divas, minhas guerreiras, palma para vocês. Palmas para vocês. Aí eu vou trazer um mais um aspecto. Palma para vocês. Estão batendo palma para vocês, né? Eu confio que
vocês estão fazendo isso porque vocês merecem mesmo. Eu vou trazer mais um aspecto para vocês. Esse chama o Malcol knowledge. Alcool Nolas traz um, ele organizou um processo de aprendizagem do adulto. Então o Malco, além de tudo isso que aconteceu, Que eu falei para vocês que impede vocês de saírem, vocês ainda devem estar se perguntando, tá? Então daí eu vou continuar nesse lugar para sempre, pro resto da vida ou então não, eu vou fazer alguma coisa com isso e daí chega na terça, quarta-feira vocês não conseguem fazer isso, daí vocês se frustram de novo e
voltam tudo. Então o que que acontece? Existe uma maneira de se aprender quando é adulto. Primeira coisa. Então por isso que não adianta ler um livro por cima do outro. Por isso que não é falta de informação nem burrice de vocês, tá? Primeiro vocês precisam saber o por que vocês estão aprendendo aquilo, que é o que vocês estão fazendo aqui hoje. Depois, a gente como adulto, a gente não aprende pedagogicamente, a gente aprende andragogicamente. Tudo que eu aprendo, eu tenho que fazer uma correspondência imediata com a minha história de vida. A minha história de vida,
ela é o substrato, o recurso pro aprendizado. Por que que eu tomei até água agora? Uma das coisas mais difíceis para mim quando eu entro em ambientes para poder fazer o letramento de gênero, seja dentro das Organizações ou nos ambientes acadêmicos, os dois super machistas, né? Porque não é porque a academia é produção de conhecimento, que ela não é machista. Vocês entendem isso aí, né? É que eu não consigo utilizar. Eu é assim, ó, no processo, olha para você ver como como o patriarcado é bem estruturado. No processo de aprendizagem, eles venderam para nós que
você ficar parado ali, ó. Lembra do clipe do Pink Floyd, das crianças paradinhas ali, ó. Ó, não é isso, uma cara? É isso. Eles venderam que a gente ali falando sem parar numa posição de autoridade e vocês numa posição de inferioridade é o que transmite conhecimento. Justamente porque não é. Ó que horror, ó meu pai amado. Porque ainda existem pessoas que querem deter todo o conhecimento para elas. Isso ainda existe muito, muito mais do que vocês imaginam. mesmo com isso que a gente chama de democratização do conhecimento, né? A internet empurrou muito isso depois da
pandemia, mas ainda assim existe. Então, esses espaços não deixam a pessoa trazer a própria experiência como recurso. E a gente não aprende de outro jeito. E depois a gente tem que aprender pegando a teoria, lincando com o empirismo, ou seja, com a minha vida. E eu preciso conseguir fazer a solução de algum problema, porque daí eu crio uma nova sinapse, entende? Eu crio uma nova maneira de funcionar. Então, só a teoria ela nunca vai bastar. A gente precisa fazer o que se chama eh uma uma aplicação prática, né, naquilo. A gente precisa ter essa referência
porque senão ai, desculpa, meu pescoço, a gente não aprende, né? Então, se você tiver passivo diante do processo, você tem que obrigatoriamente estar ativo na construção do seu próprio aprendizado. Isso é o que traz o malculo. E isso a gente não aprende assim, né? Precisa de autodireção dentro de uma estrutura que sustente aquilo, porque senão a gente não aprende. Olha que loucura. E disseram pra gente que sim. que é daquele que é desse jeito que gente aprende, só pra gente não aprender. Que praga. E daí as pessoas falam assim, Milene, isso parece uma grande teoria
da conspiração. Eu adoro teoria da conspiração, sabe? Porque as teorias da conspiração elas me dão um conforto, gente, Sabe? Porque daí eu fico imaginando assim, ai que bom, isso não é o patriarcado, é meia dúzia de pessoas que estão ali em algum lugar inventando essas teorias da conspiração. Tão mais fácil, né? Quando a galera fala de Illuminati, não sei o quê, tão melhor, né? Porque o patriarcado é um negócio que existe até na embalagem do negócio aqui, sabe? E aí você olha para isso e fala: "Gente, vamos parar com teoria da conspiração. A a gente
já vive num negócio mais complicadinho assim, sabe? um pouquinho mais complicadinho. E aí ainda tem uma outra coisa que é o seguinte, que nos impede de sair dessa situação. Então tudo aquilo que eu falei e a gente aqui eu tô trazendo uma ferramenta que a gente fala que é o olhar retrospectivo. Enquanto eu vou falando aqui com vocês, me corrijam se eu tiver errada. Quando eu vou falando, o que vocês vão fazendo é retrospectivamente puxando memórias. As memórias, os pensamentos intrusivos, eles fazem assim, ó. Tum tum. Eles vêm de tudo quanto é lado, né? Vem
de tudo quanto é lado. E aí o que que acontece com isso? O que acontece é que as memórias emergem, mas elas não têm um olhar retrospectivo, Imperspectiva. Então, tu não consegue ver padrão. E além de não conseguir ver padrão, você não consegue organizar a crescente daquilo e aonde aquilo tá embasado. Por isso que a a terapia tem tanta tem tanto valor dentro da sociedade. Ah, isso é uma coisa importante que eu queria trazer para vocês. Um, um lugar é a academia, o outro lugar é a terapia, o outro lugar é o letramento de gênero,
tá? Não são os mesmos lugares, são lugares distintos. Eles se complementam, mas nenhum deles se sustenta por si só. Isso é muito importante. Por isso que eu bato na tecla, tem que haver letramento de gênero, né? Outro dia eu vi uma terapeuta maravilhosa que falou assim: "Não existe saúde mental onde há racismo". Você já viram uma frase mais linda do que essa? Não tem saúde mental nessa estrutura, né? Não tem. Enquanto você não tiver um ambiente que realmente acolha as questões do letramento de gênero, dos letramentos raciais e políticos, nós vamos ser sim revitimizada, que
é isso que vocês estavam fazendo com vocês até hoje. Não tem outro jeito. Então, a gente tem que criar memórias, organizar memórias e olhar retrospectivamente a nossa vida, porque senão a gente não consegue sair deste lugar. Aldrey Lord, né? Eu não estou à margem da sociedade, eu estou dentro de uma estrutura que me colocou. Ah, Aldre Lord, não, desculpa, Grada Quilomba, né? Uma escritora maravilhosa. Vocês já viram? Ela fez um podcast agora a pouco com Mano Brown. Vocês têm que, mano a mano, vocês têm que ouvir. Vocês têm que ouvir a grada, vocês têm que
ouvir a grada quilomba desmontando. Eu adoro o Brown, tá? fazer um parênteses. Eu adoro Brau, mas assim, vocês têm que ver ela desmontando sistematicamente assim o Brau, eh, numa categoria que é uma coisa maravilhosa assim. Vejam o podcast da Grada Quilomba. Então, eu não estou à margem, eu estou dentro dessa estrutura. E nós mulheres somos a engrenagem, uma das engrenagens mais valiosas para que essa estrutura continue se mantendo assim. Então, quando eu falo quero sair de uma relação, eh, não bota ainda o slide, quando eu falo que eu quero sair de uma de uma relação,
vocês têm que entender que a gente não tá falando que a gente vai sair de um relacionamento, de um trabalho, romper com o meu irmão, com a minha mãe. A gente tá ameaçando toda essa estrutura e todos esses dispositivos que eu falei antes, eles vêm com tudo para te Empurrar de volta para aquele lugar e os processos de aprendizagem que nós temos não são suficientes para sustentar isso. Tá bom para vocês? Tem mais, tem mais umas coisinhas aqui que eu tenho mais duas horas de aula para trazer para vocês. Vamos continuar. Vamos continuar. E tem
um livro maravilhoso da Joana Burigo, que foi uma pessoa muito importante no direcionamento assim do meu olhar pro pro feminismo e que a pergunta do livro é: Tem saída? Tem saída? Tem saída? Fiquem aí porque tem saída, tá? desse jeito, eh, que a gente tá fazendo, não tá dando que a gente tá correndo atrás do rabo, mas tem saída. Agora a gente vai para uma parte muito importante da nossa aula e essa eu vou precisar que vocês tenham muita paciência para entender que se chama reconstruir não é consertar. Reconstruir é outro processo, não tem nada
a ver com consertar. Eu vou pedir para pro time voltar para mim aqui agora. Todos, todas as instituições ou em todas as condições que nós mulheres vamos pedir ajuda. Quando a gente chega para pedir ajuda, a gente chega com a ideia de que existe algo em nós. Ai meu Deus, agora eu lembrei de algumas frases, né? que assim, eh, você é responsável pelo seu próprio processo. Sim, sim, é verdade. Nós somos responsáveis pelo nosso próprio processo. Quando essa frase é usada, ela é usada do tipo: você tem que se curar. Já ouviram isso aí, né?
Você tem que se curar. Só que este esta ideia de cura é uma ideia de conerto. Você tem que se consertar. E até agora vocês estão percebendo, espero eu que eu tenha conseguido transmitir isso para vocês, porque eu vou falar aqui. Botem no chat. Isso daí eu preciso que vocês botem no chat mesmo, porque daí a equipe precisa olhar, hein? Pelo amor de Deus. que é o seguinte, vocês já conseguiram perceber, Acredito eu, que vocês não tinham responsabilidade, responsabilidade sem culpa sobre nada, que tudo isso era uma questão da estrutura. Vocês já conseguem perceber isso?
Que toda a culpa que vocês carregavam, responsabilidade é outra coisa. Toda a culpa que vocês carregavam é uma culpa. estrutural e não pessoal. Vocês conseguem perceber isso? Porque quando vocês percebem que o único produto que essa estrutura que eu trouxe para vocês é capaz de criar, são mulheres quebradas, culpadas, vocês começam a perceber que não existe me consertar, porque isto não é possível, porque não tem defeito. Não tem defeito. Aliás, nós estamos é performando maravilhosamente bem diante disso tudo. Então, o que que acontece quando você percebe que a responsabilidade pelo seu processo é sua, mas
não de consertar, senão de reconstruir, a coisa muda de figura. E é isso que a gente vai falar aqui agora, tá? Porque Senão vocês saem aqui achando que vocês vão ter que dar um jeito nisso e consertar isso, né? Não tem como cons o isso que vocês estão querendo consertar é o que o feminismo tá querendo consertar há décadas, há centenas de ano e ainda não conseguimos e sei lá quantas gerações ainda vai levar para conseguir. Então esse concerto individual ele não faz nenhum sentido quando a gente coloca isso dentro de toda essa estrutura. Então,
se culpabil reconstruir não é consertar gente, isso é outra coisa, tá? Consertar supõe retornar. Olha que bonito isso, gente. Consertar supõe retornar a um estado original intacto, ou seja, um estado original neutro, ou seja, o estado original que a gente já caiu nos significantes de simbólico. Ô, ô, gente, vou terminar a frase para dar explicar para vocês. Consertar pressupõe retornar a um estado original intacto. Reconstruir supõe construir o que ainda não existiu. Então eu vou agora falar uma coisa para vocês atterrorizante. Segura a cadeira, aperta o cinto. Eh, faz 24 anos que eu faço terapia.
Sabe quando eu vou parar? Jamaaizinho. Jamaaizinho. Jamais. Não vou parar. E se a minha, eu 24 anos, das quais 10 eu faço psicanálise. Se a minha psicanalista me der alta, eu vou eu picho todo muro, o muro dela para ela achar que eu tô louca para ela me chamar de volta lá. Não tem jamais. Eu vou sair. O que que acontece com isso? A linguagem importa. Linguagem importa. Letrar a nossa linguagem importa. Se consertar significa voltar ao lugar intacto. O que que significa? Então, significa voltar a ser o que você era. O que você era
é exatamente o que eles querem que você seja. Quando a gente tem uma crise ou quando a gente quebra e abre uma fissura que eu costumo dizer que é por onde a luz entra, né? A, é quando abre uma fissura que é por onde a água entra, por onde a luz entra. É na fissura. Quando a gente fala, "Eu preciso me consertar", Né? Eu preciso me curar nesse âmbito e não no âmbito físico, né? Vocês estão entendendo? No âmbito psíquico. O que eu tô querendo dizer é eu preciso voltar ao meu estado original. Quando você
percebe isso, você para de querer se consertar ou de se adequar, porque todo marcador é o marcador original, que é performar como vocês estavam performando antes dentro do estado total e absoluto de fantasia, né? Então, a linguagem é uma coisa que importa profundamente. Reconstruir é construir o que não existe. Conseguem entender a magnitude disso? É, é. Olha que bonito que é isso. Reconstruir supõe construir o que ainda não existiu essa semana, gente. E eu vou falar uma coisa para vocês, como isso entra em tudo quanto é lugar. Essa semana, sabe o que que aconteceu? Eu
tava com o o time e a gente tava falando sobre a estratégia do negócio, assim. E o Beto, que é o estrategista, ele falava assim: "Milene, nós precisamos encontrar tal coisa, tal coisa, porque as pessoas, olha só, uma verdade absoluta que eu vou falar para vocês, Porque as pessoas às não tão entendendo o que que a gente faz aqui dentro. Aí começamos a discutir, né, linguagem, linguagem, não, porque isso porque aquilo porque isso porque aquilo porque não sei o quê, porque a gente não, aí o teve um momento que todo mundo olhou para todo mundo
e falou assim: "A gente não tem referência. A gente não tem referência. Reconstruir, gente, um processo de aprendizado, é construir algo que não existe. Então, quando a gente fala para vocês que vocês precisam reconstruir a imagem de vocês, é entrar no vazio, é entrar no sem referência, é entrar no mais profundo. Lacan fala, o encontro do eu sozinho é o momento mais profundo onde você não tem nada. Isso é a reconstrução. Vocês acham que dá para fazer isso sozinho com literatura? Ó, escreve aí para mim. Se vocês acham que dá, eu vou dar a mão
aqui para vocês, ó. Muito obrigado. Tal esse profundo momento de pavor e terror a gente não consegue fazer, entendeu? Porque até hoje eh por que até hoje a gente não conseguiu sair dessas grandes armadilhas? Porque é o espaço do nada. é o espaço aonde todas As referências da nossa, toda a nossa sociedade que é generificada, elas caem por terra e eu preciso fazer algo novo com isso e eu tô sozinha dentro desse lugar, né? Então a gente não consegue. A gente tem, vocês vocês já viram aquela devia ter deixado aqui essa imagem, sabe aquela imagem
do monk que tem ou manche? Cada um chama de um jeito que é um um cara assim que chama o grito que ele tá assim, ó. Vocês já viram essa pintura que ele tá assim derretendo e gritando assim? Gente, aquele é este momento que eu tô falando para vocês. Aquela pintura, ela é tão semiótica que ela tá, o cara ele está atravessando uma ponte, embaixo tem um mar, sabe? Quando você analisa a pintura, embaixo tem um mar, ele tá atravessando uma ponte e ele tá gritando assim: "É a travessia da fantasia que eu falei para
vocês. Na ponte não tem casa, na ponte não tem estrutura, na ponte não tem nada. passa embaixo o mar, sabe? Passa embaixo um mar que te leva. Então assim, este momento é um momento que precisa de apoio e nós temos vergonha de falar sobre esse momento. Uma das coisas que eu mais escuto na formação LG, sabe o que que é? Que bom que tem um lugar onde eu posso falar sobre isso sem trava, sem medo de ser julgada e sem ter que ficar explicando tr 10, 20 vezes a mesma coisa para alguém, Porque é um
lugar de terror mesmo, né? A essa reconstrução toda. E aí, pera aí, antes de colocar aí de mão, que eu já vou falar para vocês até aqui. Tudo bem? Tudo bem aí? O você parece eh online parece sessão espírita, né? O Zoom parece sessão espírita. Tem alguém aí? Fala comigo se você tá presente. É assim que eu me sinto no ambiente eletrônico. Escreve aí se tá tudo bem aí. Ô time, conta para mim. Tem gente ali. Eu não tô vendo o chat. Tem gente ali. Elas estão escrevendo para mim. Conta para mim aí. Tem. Tá
tudo certo. Me disseram que tem que tá tudo certo. Então vamos lá. A gente vai entender o como que é que acontece psiquicamente essa transformação. OK? Vamos lá então. Vamos. O aí você deixa aí, hein? Deixa aí. Deixa aí. Deixa aí. Não tira aí. Só coloca eu um pouquinho maior, por favor, naquele que que eu fico maior, que isso que daí depois eu peço para voltar o slide. Então vamos lá. O inconsciente, como o inconsciente organiza o sofrimento? Como que ele Organiza o sofrimento? Vamos lá. O Lacan fala, ó, é o seguinte, eu vou trazer
aqui a psicanálise, mas cada um usa o que achar melhor. É que para mim a linguagem mais simples é essa. Devem ter outras, mas a que eu domino e que eu acho mais simples é essa, tá? A mais palatável assim é essa. Então eu vou usar essa. Cada um pega o seu papelzinho e a sua caneta e escreve aí o nome que quiser, porque não me interessa. Aqui ninguém é ortodoxo. Eu quero que você eh entenda o que eu tô te falando. O Lacan fala que o inconsciente é estruturado com uma linguagem, tá? O que
que significa isso? Ele não se forma vazio. O nosso inconsciente, ele se forma no que o Lacama de o outro. Já trouxemos isso na aula. O que o grande outro me constitu, né, esse meu inconsciente. E essa linguagem ela nos captura antes do nascimento. Vocês lembram disso, né? Já existia uma história pregressa sobre sobre vocês. Já existia a Milene? Já existia nessa casa? Quem ia ser a Milene? O que queriam para Milene? Que jeito ia ser a Milene? Que que esperavam da Milene? Tá, Tatá Milene. E então a gente tem essa cadeia simbólica que já
vem, que a gente é capturada por essa linguagem antes e também toda essa linguagem, né, do patriarcado, como a gente já estudou. Então, tá, então já existia, né? E essa linguagem ela foi inserida, nós fomos inseridas dentro dessa linguagem. Então, o que acontece? Que que acontece? O inconsciente ele cria o que a gente chama de, vocês podem chamar de crença, chama de significante mestre, ou seja, é um é um significante que, como eu trouxe lá atrás, organiza a minha atuação no mundo. Cair nessa linguagem, pá. A Milene é a pessoa que resolve tudo. Ah, crio
esse significante mestre. Eu olho e falo: "Só vou ser amada se eu resolver tudo". E aí eu entro na fantasia de que eu sou capaz de resolver tudo. E assim eu direciono a minha vida. Vou fazer isso, vou fazer aquilo, não posso falhar nisso, não posso falar falhar naquele, naquele aquele outro, não posso fazer isso, não posso fazer aquele outro, né? Então eu organizo isso desta forma. Os significantes mestres, como que eles acontecem? Bota aí na tela, por favor. Agora pode aumentar. Então, o significante mestre, ele organiza o sentido de toda a minha experiência. Então,
vamos dar um exemplo. Minha mãe não me amava, não sou amável. Ela cria um significante mestre. E aí necessariamente eu preciso Conquistar o amor e assim eu fico, né, o tempo todo. Porém, vamos voltar. Volta para mim aqui antes de eu ir pra última frase para elas entenderem. Para um pouquinho aí, gente. Agora respira aí. Eu quero pegar este exemplo da mãe para vocês entenderem o que é que o letramento de gênero faz, afinal de contas, o que é que ele faz? Quem era essa mãe? A mãe de vocês, quem era? Era uma mulher. Em
que mundo vocês acham que ela vivia? Vocês acham que a mãe de vocês estava livre do patriarcado, né? Pegar o exemplo da mãe. Vocês acham que a mãe de vocês não passou por nenhum desses sistemas de opressão? Sóinha mesmo, alecrm dourado que sofri todas essas coisas do patriarcado. Minha mãe era livre, eu não. A minha mãe, gente, ela tinha três turnos de trabalho em casa, no trabalho, e quando ela voltava, ela ainda fazia outras coisas. Eu carreguei durante muito tempo um significante mestre que era esse. Minha mãe me negligenciou e ela me negligenciou mesmo em
muitos aspectos. Mas a minha mãe, ela tava presa a essa mesma estrutura que eu. E quando eu comecei a observar quem foi a minha mãe dentro desta estrutura e eu comecei a me dar conta do que ela foi capaz de fazer por mim diante de toda aquela miséria que eu vivia e que nós vivíamos quanto mulheres dentro daquela família. E tudo que acontecia lá dentro, quando eu percebi a dinâmica, quando eu percebi essa estrutura, quando eu percebi tudo isso assim, se configurando diante de mim, a ideia que eu tinha é que eu tinha, gente, saído
do Matrix, assim, eu tinha tomado um, sei lá quanto tempo eu fiquei com aquilo. Volta o slide, por favor. A falha, o que que eu tava fazendo? a falha estrutural que recaía sobre minha mãe, eu tornei ela um problema individual. Então, essa esse significante, minha mãe não me amava e que eu criei eu não sou amável e eu preciso conquistar o amor, eu não me dei conta que não tinha nada a ver com amor aquilo ali, absolutamente nada. Minha mãe me amou de um jeito que eu não consigo explicar. Eu tô dando meu exemplo. Cada
um tem a sua situação, tá? Minha mãe me amou de um jeito que eu não sei nem explicar tamanho a envergadura do amor que essa mulher tinha por mim. Mas como eu não via estrutura, eu não conhecia a estrutura, mais para frente vocês vão entender que hoje minha mãe é uma, é, eu posso dizer que ela é a fundadora desse projeto. Foi a partir da morte dela que esse projeto todo aconteceu, assim. Quando eu percebi a falha na estrutura, a falha no matrix, o que aconteceu? Vou passar pro próximo slide. Pera, pera, pera. Cadê? Ah,
poxa, sumiu o slide. Pera aqui. Tá em ordem errada. O que que aconteceu? O que que a ressignificação fez comigo? Eu tirei o Ela não me amou e eu percebi que ela tava capturada pela estrutura que a esgotava. A minha falta mudou de lugar. A falta que eu tinha, o que o letramento faz é o que o Lacan chama de point the caption. O ponto que a âncora se reorienta e muda o sentido. O que o o que faz vai fazer com que vocês o que o letramento de gênero faz na sua máxima potência? Podem
tirar, gente, o slide, por favor. O que o letramento de gênero faz na sua máxima potência a partir do processo andragógico, que é observar a partir da vida, é reorientar as nossas faltas. Se ele reorienta as minhas faltas, ou seja, se ele muda a minha crença, se ele reorienta o que falta para mim e se ele coloca as coisas nos seus lugares devidos, ele necessariamente reorienta os meus desejos. Por isso que ninguém consegue descentralizar amor sem letramento. Por isso que ninguém consegue fazer isso sem esse processo, porque a gente precisa reorientar a falta primeiro, entregar
a César o que é de César, entregar pra estrutura o que é da estrutura. E a partir disso consegui reorganizar toda a minha psiqueia, a minha vida, né? Letrar assim, observar a minha vida com essa lente para conseguir colocar, sabe? Dá César o que é de César, dá a Deus o que é de Deus. colocar as coisas nos seus devidos lugares para que o meu Desejo possa ser reorientado para um lugar cada vez mais autêntico e meu. Vocês conseguiram entender como que bateu isso aí? Vocês tão, elas estão muito quietinhas. Ninguém tá aqui falando nada
para mim. Ninguém falou nada para mim. Deixa eu reorganizar aqui os meus slides pra gente aqui. Aí pode colocar, bota na tela. A palavra verdadeira com que os seres humanos transformam o mundo não deve ser privilégio de alguns, mas direito de todos. Quem falou essa coisa maravilhosa? Quem falou essa coisa maravilhosa? Paulo Freire. Paulo Freire foi quem cunhou o termo letramento e Paulo Freire dizia que letramento não é ensinar, que o que a gente devia fazer nas escolas não é alfabetização. O que a gente deveria fazer nas escolas é letramento. Letramento é ensinar as crianças
a observarem além da alfabetização, as estruturas de poder e relacionais que existem dentro de todo o mundo. Isso Para Freire é letramento. Que coisa mais linda, né? Que coisa mais linda. Então, vamos lá. Eu vou tentar explicar tudo de novo para vocês. O letramento de gênero, ele faz com que eu consiga observar a minha história dentro da estrutura, assim como vocês acabaram de perceber. Vou fazer uma retrospectiva, porque isso é super complexo. Assim como vocês acabaram de perceber que nada do que vocês fizeram foi culpa de vocês, senão uma construção histórica que levou vocês a
este lugar, isso imediatamente já vai reorganizar alguns desejos, algumas faltas e alguns desejos. Quando você olha paraa sua biografia a partir do letramento de gênero, você dá nome paraas coisas, para todos os mecanismos de poder que existiram dentro daquela história. Vocês vão ver, a grosso modo, a história de vocês como ela é. Lembra, Nelson Rodrigues? A vida como ela é. É isso que vocês vão ver. A vida como ela é diferente. Eh, é diferente da gente olhar a vida através da fantasia que nos foi dada. A gente vai olhar a vida como ela é. E
olhar a vida como ela é, gente, é muito mais apaziguador do que ficar vivendo nesses mecanismos dos quais a gente não entende o que tá acontecendo e ao invés de olhar paraa estrutura, olha somente paraas nossas falhas individuais. É isso que o letramento de gênero faz. Ele te dá o poder de você observar as relações de poder que sempre estiveram presentes na sua história e você nunca conseguiu nomear. E com isso, é o que eu falo sempre, eh, não muda ainda, tá gente? Deixa eu só arrumar meu slide. É o que eu falo sempre. Pode
botar que eu daí já entro no slide. letramento político é o letramento ele é um ato político de nomeação. É você perceber todos os mecanismos que você tá embricado. Porque política, gente, vamos lá, eu vou falar para vocês isso, pode deixar aí, não tira. Eh, o Freira, ele falava o seguinte: "A leitura do mundo precede a leitura da palavra". Olha que coisa mais linda. Vocês já tinham pensado nisso? Ler o mundo, a linguagem de ler o mundo, ela precede a leitura da palavra. Você já liam o mundo. E aí esse esse mundo ele foi se
tornando turvo a partir de todos esses mecanismos que eu trouxe para você, né? Conscientização é nomear a estrutura, não apenas o sofrimento. É como é nomear, é dar nome ao teatro, entende? Nome do teatro, Teatro Álvares de Carvalho. É dar nome ao teatro e não só observar o palco. É entender todos aqueles artistas da minha biografia, eles estavam dentro do teatro do Patriarcado. O que tava acontecendo ali como dinâmica da relação? E tem uma questão que a Aldrey Lord traz, pode deixar aí, que até hoje ela fala, a gente não desmonta a casa do mestre
com as ferramentas do mestre. O que que significa isso? Quando a a Lord fala isso, ela fala que olhar o mundo sem desmontar a maneira como ele nos foi posto para olhar, a gente não consegue eh destruir isso. É isso que ela fala sobre o letramento, Né? Então, o que acontece com o letramento é que ele reorienta as dinâmicas da minha própria vida. Ele é muito potente, muito potente, muito potente. Porque ele não só te coloca num lugar aonde você tá vestida com uma roupinha, com uma personagem performando isso, aquilo, tá, tá, tá, mas como
você olha pro lado e fala: "Aquele é o diretor". Não fui eu. Porque você tá lá performando com a sua roupinha, achando que foi você que escolheu aquilo. De repente o letramento de gênero, ele fala assim, cai na sua frente um scripto. Você fala: "Uai, da onde veio isso?" Ah, veio daquele cara. Ah, entendi. Aquele patriarcado que me deu esses. Eu tô fazendo isso porque aquele cara quer. Entender como é genial? Entende? Você começa a perceber por você está fazendo as coisas. Não só o que você tá fazendo, mas por você tá fazendo aquelas coisas.
E porque daí eu vou perguntar aqui para vocês por que que vocês acham? É uma pergunta meio tosca, né? Mas vocês já vão saber responder. Por que que vocês ach pode tirar o slide, por favor, gente, que eu preciso organizar ele porque deu uma saída da ordem aqui. Por que que vocês acham que a gente briga tanto para ter letramento de gênero nas escolas escolas e não tem? Escreve aí no chat que eu sei que vocês já vão saber o que que eh por que a gente não tem letramento de gênero nas escolas. Por que
que vocês acham que isso acontece? Por quê? É uma coisa tão simples, né? Se a gente coloca esse letramento de gênero nas escolas desde, sei lá, tem que analisar que idade isso pode ser feito, por que que não Por porque não é interessante? Porque não é interessante, senão eu vou tirar as mulheres da economia reprodutiva. Isso não interessa a ninguém. Isso foi uma coisa que eu descobri por décadas e décadas e décadas de trabalho. Não é interessante para ninguém. É ler toda a literatura. Não é interessante para ninguém isso aí. E esse foi uma das
coisas que eu vivenciei. E aí vocês vão falar para mim, tem um vídeo, não sei se vocês já viram nas minhas mídias sociais que eu falo: "Homens de esquerda não são mais aliado das mulheres." O que que eu quero dizer com isso? Não importa o lado, claro que existem pautas que são mais vividas e discutidas no nos progressistas do que nos conservadores, Já sabemos. Mas a questão não é essa. A questão é que a pauta mulher não importa. Não importa porque ela é muito simples de resolver quando você entende que se você acho que é
na Dinamarca, né? É na Dinamarca, gente. Não é na Dinamarca. que tem um lugar aonde isso já tá sendo posto nas escolas, não é na Dinamarca. Alguém vai saber falar aí para mim agora? Me fugiu, mas não é interessante porque senão não tem um acúmulo de riqueza. E esse país aonde ela tá sendo instituída, esse letramento tá sendo instituído desde da base das mudanças dos brinquedos, mudança de discurso, mudança de absolutamente tudo, aonde ele tá, ele já é um um país super igualitário, super igualitário. Então, quando a gente consegue eh conseguir igualitário economicamente, desculpa, volta
aqui, igualitário economicamente, então daí a gente eles deram brecha para poder trabalhar isso no âmbito político e cultural, né? Então, quando a gente briga por direitos, o que a gente tá querendo fazer é criar uma nova cultura. É por isso, né? É por isso. Então o letramento ele não é interessante nas escolas porque ele vai mudar toda a ordem das coisas e isso não é interessante para Ninguém. Por isso que quando a gente fala que nós não temos aliado é sobre isso. Ah, aí ó, Noruega, Suécia, Finlândia e Dinamarca. É isso. Eles estão comentando que
a gente sabe, né, que eles são realmente assim. Tudo bem até aqui? Ué, não. Islândia. Islândia. É isso mesmo. Uhum. É isso mesmo. Então vamos lá. O que que o processo precisa ter? O processo ele precisa ter primeiro o letramento, que não é as ferramentas do mestre, já dizia Lord. Ângela Davis. Eu tive uma amiga que teve aula com Angela Davis. Gente, ó, eu fico tão orgulhosa que eu falo da minha amiga, você ter uma ideia. E a Ângela Davis, ela fala que não há saída individual de opressão coletiva. Entenderam isso? O processo de autoconhecimento,
ele é um processo individual. O processo de autodesenvolvimento é um processo coletivo. A gente só se desenvolve com o outro. Isso é importante a gente saber, saber a diferença, tá? O Freire, ele fala da conscientização, que a conscientização é dialógica, acontece no encontro e não no isolamento, Tá? O coletivo, volta lá, gente, que eu não li a última frase. O coletivo ele não é apoio emocional, ele é condição metodológica do processo. Não tem como ser de outra maneira. Não tem como estar viva. Quando eu falei para vocês, tem saída. Tem saída? Claro que tem saída.
Fácil, nada fácil, mas dá para sair. Dá para sair. Então, minha gente, o que que eu quero que vocês percebam? Pode tirar agora, pode tirar. Obrigada. Eh, não existe conseguir manter-se viva nessa estrutura, né? sem que você crie processos coletivos de fazer, de olhar para isso, tá? Não existe. Por isso, processos coletivos são tão combatidos o tempo inteiro, porque vocês sabem, eu sei melhor do que ninguém, que é assim que a gente faz os desmontes, né? É porque eu tô falando, é uma coisa óbvia, né? Ele parece uma coisa óbvia, porque ele é óbvio mesmo.
Ele é óbvio. Só que eu tô tentando embasar para vocês para que vocês entendam que não é só juntos somos mais fortes, gente. Não é Sobre isso. É que existe uma pauta toda por trás e uma explicação do que do porqu. Existe, né, uma explicação do por que isso é assim. Ele não nasceu do nada nem do além, não é assim, né? Ele existe uma uma trajetória a respeito disso. Antes de passar, pera um pouquinho, Taim. Não muda ainda não. Pera aí. Então vamos lá. Bota agora. Pode botar na tela agora. O que que ele
precisa ter? direção. Por isso que a gente fala que o que um processo estruturado tem de desmonte disso, que um processo estruturado de letramento vai ter direção, não adianta ficar misturando pauta. A pauta é essa e acabou. E ponto. É disso que a gente vai falar aqui. A gente parte deste lugar. ferramenta. Então assim, CTN, o letramento de gênero, processo estruturado de autoconhecimento, o que que a gente precisa ter? Frequência, tá? A gente precisa de frequência e a gente precisa do coletivo. Porque foi como eu já disse, a gente se constrói através do olhar do
outro, Deste grande outro, que é a cultura personificada por todas essas relações que nós temos. E agora eu vou falar uma coisa que vai derrubar vocês da cadeira. Todo mundo pronto para cair da bicicleta? Pode tirar o slide, gente. Descentralização do amor romântico. Descentralização do amor romântico não é eh em nenhum aspecto não se relacionar, não é? Descentralização do amor romântico, descentralização do amor erótico afetivo na sua vida, é criar n tipos de vínculos de afeto. Porque se você não fizer isso, como eu já disse, e teve uma aula que eu dei, não sei qual
foi a que eu dei, mas que tinha realmente muita, muita, muita, muita gente. E nessa aula que eu dei, eu falei que o maior perigo é a gente entrar neste processo da autossuficiência na que basta eu ficar sozinha, fazer uma terapia que eu vou me auto sustentar, não vou. É da natureza do ser humano a construção a partir do outro. Somos seres sociais, Seres políticos. Quando eu falo político é porque política diz respeito a decisões, não tem a ver com partido, tem a ver com decisões que eu tomo na minha vida que tem impacto na
vida de outras pessoas. Ou seja, quais decisões? Todas. Se eu comprei essa blusinha aqui na Zara ou se eu comprei do mercado aqui da minha esquina, onde as mulheres fazem isso manualmente, isso tem um impacto na cadeia. Vocês concordam? Hoje eu acordei e resolvi que eu não vou na academia. Isso tem um impacto social. Vocês concordam? Qualquer decisão, nós somos seres sociais, ou seja, somos seres políticos. Estamos profundamente imbricados um ao outro. Isso significa que não tem como não ser um ser social ou político. Então, quando você acha que descentralizar as relações é ficar solteira,
é porque você tá centralizando a relação. A preocupação é: não devo nem estar solteira, nem casada, não devo nada, eu devo estar na minha vida. A questão é não se preocupar com não ter isso como pauta a ser resolvida ou não. Vocês entendem? A descentralização do afeto é uma coisa extremamente complexa, porque ela quer construir a mulher como sujeito e tirar ela do lugar de objeto, que é absolutamente tudo que a cultura não quer que aconteça. Ela quer que a mulher continue sendo objetificada e seja objeto. Então, descentralizar significa tornar-se sujeito da própria vida. E
tornar-te sujeito da própria vida é parar de fazer essa pergunta sobre relacionamento. Como eu faço? Então eu termino ou volto? Como eu faço para mandar? Como eu faço para ter um parceiro diferente? Como eu faço para não sei o quê? Tanto faz. Isso é descentralização do afeto. Não questionar. Vocês conseguem entender como nós estamos há anos anos luz? Não, coisa nenhuma. Já viu mulher fazer isso? Sim. Como a gente tá distante do que a gente imagina que é descentralizar, estar solteira não é descentralização de afeto, porque daí vai chegar depois de 5 anos qualquer unzinho
vai olhar para você com uma cara de de gatinho do xereque e você vai est tão isolada e tão assim sem referências a respeito de você mesmo que ele vai te capturar. Ele vai te capturar. Por isso a pergunta, mas sabia, eu fiquei não sei quantos anos, daí depois eu voltei. Aí a gente fica nessa pira de que estar sozinha já é descentralizar o afeto e aí não cria realmente uma estrutura de sujeito. Sou capaz de dar conta da minha própria existência aqui, profissional, pessoal. Pá, pá, a gente não cria isso. E aí chega o
gatinho do xereque, ó, te pega pelo seu calcanhar de Aquiles e te empapa. Não é assim? É assim que acontece. Todo mundo acordado aí? Todo mundo acordado? Sim. Todo mundo acordadinho. Bota aí nos comentários para mim se vocês estão acordadas ou não. Agora a gente já tá indo não pros não pros finalmentes, não tem muitas, tem mais uma grande parte que eu preciso trazer para vocês, que é um grande fechamento para que vocês comecem aí fazendo as pazes de degavar, como dizia meu filho quando era pequenininho, degavar. a gente vai fazendo as pazes com esse
processo para conseguir entender a continuidade dele assim depois, né, o porquê, mas a gente tem que fazer as pazes. E agora, eh, eu espero, mulheres, do fundo do meu coração ali no chat, que a hora que eu falei para vocês se aplaudam, que vocês tenham se aplaudido, tá? Porque diante de tudo isso aí e com toda essa confusão que é feita na vida das mulheres, nós seguimos aqui. Nós seguimos aqui íntegras, firmes, Viva. Não tem nada mais disruptivo para uma mulher do que tá viva. Imagina viva e saudável. Isso é o topo da disrupção. Na
primeira aula da formação de gênero, eu falo sobre o adoecimento. Eu entro falando sobre isso assim, sobre o adoecimento da mulher. O que que é o adoecimento da mulher, né, como produto dessa sociedade. Então isso aqui que vocês estão vendo, isso que eu tô vendo aqui, que eu não tô vendo vocês, mas eu sei que vocês estão aí, é o maior ato de disrupção que pode existir nessa vida. A pessoa abriu um tempo na agenda para ver sobre isso, para para estudar o mecanismo que a oprimiu a vida inteira. E ela chegou num nível cognitivo
de integridade que ela conseguiu pensar: "Eu preciso disso aí. Ah, pelo amor de Deus, sabe? Pelo amor de Deus. Isso daí é assim, eh, é tudo que eu sonhei para mim. Botem aí, minha gente. E agora eu vou falar a Audrey de novo. Eu cito muito ela, né? Porque a Audre é uma poeta assim e eu tenho, apesar de eu ser uma pessoa que gosto bastante de teoria, a arte, a poesia, acho que vocês perceberam no grupo de aquecimento do WhatsApp, né? A arte e a poesia, para mim, elas elas são a salvação, assim, porque
é onde a gente consegue fazer alguma Coisa, assim, transformar em arte aquilo que é a nossa neurose, né? Então, eh, eu sou muito fã da Lord e ela fala: "Eu não sou livre enquanto qualquer mulher não for livre, mesmo quando seus grilhões são muito diferentes dos meus". O que que ela tá falando? Gente, a gente não é livre enquanto a gente enquanto todas as mulheres não forem livres. Por isso que todas elas já indicam, criem grupos, façam comunidades, criem grupos, façam comunidades, falem sobre isso, sabe? Disserem sobre isso. É tão interessante isso, sabe? Pode tirar
a frase, gente. Eh, meu filho estuda numa escola e nós tivemos um uma questão machista, claro, racista, sexista, todos, tudo, tudo junto, tá? Tá, tá, tá, tá, tá, tá. Numa camada atrás da outra assim. E eu fiquei furiosa com aquilo. E é lógico que eu fiz uma confusão do tamanho do mundo com aquilo. Vocês podem imaginar, né? Educação do meu filho, a escola, não sei o quê. E aquela confusãozinha, né? Como disse meu filho, eu entrei no modo pincher porque vocês não estão me vendo, mas eu sou bem pequenininha, tá? Eu sou bem baixinha, tenho
1,54 m. Então ele fala que eu entro no modo pinchter. Aí Eu entrei no meu modo pincher assim e aí eu falei: "Vou fazer um curso de letramento de gênero, então para todos os pais e professores da escola. A comunidade tem 200 pessoas, tá no total 200 e pouco. Vamos abrir só para 100, então vamos abrir para essa sala, para essa sala, porque o Zoom eu não tinha de 300 na época, tal, não sei o quê. Vamos fazer. Nós terminamos o último módulo, tinha 30 pessoas. Por não interessa. Por que que não interessa? Por que
que não interessa? Não interessa porque quando eu comecei a entrar com o conteúdo, todo mundo começou a falar: "Hum, vamos ter que mudar o funcionamento inteiro da escola". Socorro. Vamos ter que mudar o funcionamento e é isso aí. Eu vou deixar de fazer, não vou. Não vou. Até que um dia, porque eu me lembro que 15 anos atrás, quando eu comecei trabalhar com isso, eu falei assim: "Eu vou est daqui 5 anos, eu vou estar dentro das empresas falando isso." 5 anos depois eu tava dentro das empresas falando sobre isso, criando comitês de diversidade e
tal. Vou desistir? Não vou, porque enquanto eu tiver viva, em algum momento, isso não vai ser mais uma pauta, isso vai ser currículo. Eu vou brigar até o último momento para que isso seja currículo. E não só currículo escolar, eu vou brigar até o Último momento para que cada vez mais as mulheres entrem e façam e estejam junto e formem comunidades, porque não tem outro jeito. Não tem esse outro jeito. E aí a gente vai chegando nesses, eh, não não tom em minutos finais, mas a gente vai chegando nesse grande fechamento. E aí eu queria
trazer para vocês o que que determina decisão ou repetição, o que você faz com o que você viu aqui. Vamos lá. Deixa eu tomar mais um golinho aqui da minha água. Então, vamos lá. Bom, a primeira coisa que eu queria trazer para vocês, eh, deixa eu ver se eu tenho aqui, bota ali para mim, por favor. A consciência que você construiu hoje tem prazo. O que você decide fazer com o que você viu? Por que que consciência tem prazo? Já expliquei mil vezes. Alguém falou Einstein, né? Uma mente que se abre para uma ideia nova
jamais volta ao seu estado original, né? Tipo, a gente não consegue desver aquilo que a gente viu, Mas a ideia ela vai perdendo força. Ela vai perdendo força por todos esses mecanismos que eu estou desde as 9 horas da manhã nomeando para vocês. Ele pode tirar o slide, por favor. ela vai perdendo força. A ideia que tava tão dentro de mim, eh, ela vai perdendo força. Antes de continuar, pode colocar, gente, eu queria trazer para vocês o que que a gente viu aqui até agora para vocês entenderem o quanto a gente caminhou, tá? Que que
a gente viu? A gente viu a origem histórica da culpa. Eu entreguei para vocês aquela linha do tempo do patriarcado de milhões, de milhões. Aquela lá. Demorei uma desgraça para fazer aquilo. Nomeamos os mecanismos da dúvida, reconhecemos o ciclo em contexto que nunca chamou de violência. O que que mais você fez? Você soube porque o padrão se repete e por que ele é instituído. Aprendeu a diferença entre consertar e reconstruir, Compreendeu o que ressignifica o ressignificante. Não vou passar paraa pergunta ainda, mas a eu tenho uma pergunta antes da próxima que vai ver. Pode tirar
o slide, por favor? Isso tudo foi o que a gente fez hoje, tá? Minha pergunta para vocês é se vocês tem agora pare um pouco. Para aí, respira. Vocês têm ideia de que nem 1/3 do grupo social de vocês macro inclui família? Sabe disso? Vocês têm noção que o conhecimento que vocês adquiriram aqui hoje é o conhecimento que nem 1/3 do grupo de vocês tem? que essas pessoas que vocês convivem, quando vocês forem falar essa, elas vão pensar que é uma loucura total e absoluta da tua cabeça mais uma vez vai vir você com essa
chateação. Vocês vocês vocês entenderam o que que é assim? Sabe aquela coisa assim? Quando você tem um conhecimento na mão, você ganhou uma arma muito potente, muito potente, mas agora você precisa conseguir segurar essa, Sabe? Manter isso, porque o ambiente ele vai desmontar isso em você. Ele desmonta, ele vai desmontando. Por que que eu tô trazendo isso? Por que que eu trago isso para vocês? Porque eu preciso que vocês saibam o o o que acontece com com o letramento, né? O que acontece quando você tem acesso a um conhecimento que quase nenhuma pessoa tem. Inicialmente
as pessoas olham para você assim: "Nossa, quanta besteira". Mas normalmente eh, normalmente a aquilo que a gente fala não tem impacto na vida das pessoas, mas quando vocês falarem sobre isso, tem impacto na vida delas e as pessoas vão ficar muito e vão começar a refutar o que você falou. Então, a gente normalmente escuta que o feminismo é um caminho solitário, verdade? O letramento não pode ser. Então, com tudo isso que a gente entrou aqui, eu quero fazer uma pergunta para vocês. Que que vocês querem fazer? Decisão ou repetição, né? E a decisão ou a
repetição, eu vou entrar agora, né? Vou entrar agora num num degrauzinho abaixo e eu vou contar, desmentir algumas outras coisas para vocês. Vamos lá que eu vou desmentir mais algumas coisinhas para vocês. Só mais umas coisinha daqui daqui a pouco. Sabe o que que a gente faz quando a gente sair daqui? Vamos fazer um combinado. Vamos. A gente sai e toma uma cerveja, duas cerveja, uma atrás da outra. né? A gente fica chapadinha e esquece um pouco essa coisa toda, porque eu tinha um psiquiatra maravilhoso, eh, que falava o seguinte, ele falava: "Me eu amo
esse meu psiquiatra, tá? Porque é claro que, né, a gente tem que ir no psiquiatra". Aí o psiquiatra falava assim para mim: "Você tá, você usa droga?" Aí eu falava: "Não, eu não uso mesmo." Ele falava: "Mas tá bebendo?" Aí eu falava pouco, ele falava intensifica um pouco mais porque Milene não dá para viver neste mundo que você vive, que é esse mundo do letramento, né? Vocês entendem? Porque ele me conhecia e eu falava sobre as pautas em estado de lucidez o tempo inteiro. Ele falava: "Não tem condições, não dá". Ele falava para mim. Então
vamos fazer esse esse esse acordozinho aqui que a hora que a gente sair a gente vai tomar uma cervejinha e vai deixar isso um pouquinho para lá. Então vamos lá que eu vou contar mais uma mentinha. Pera aí gente. Bota aí, bota aí mão. Timão, não existe poder para a transformação fora de nossas vidas coletivas. Não é possível. já falei e bato nessa tecla o tempo inteiro, porque A gente tem uma coisa que se chama Síndrome da Mulher Maravilha. Isso eu também vou conseguir fazer sozinha. Estamos falhando porque não existe transformação coletiva só individualmente. Não
existe poder para transformação fora de nossas vidas coletivas. maravilhosa, Ângela Davis, no tratado dela Mulheres, Raça e Classe de 198. Uma deusa, uma verdadeira deusa. Não existe. Pera aí, não bota ainda não que eu quero ver. Ah, tá. Então vamos lá que eu vou desfazer mais umas umas mentirinhas aqui para vocês, tá bom? Bota aí por que que o padrão antigo não some com a consciência. Então vamos lá. Lá atrás, Donald Hab que trouxe para nós sobre a neuroplasticidade. Neurônios que disparam juntos se conectam juntos. Então, a maneira como o nosso pensamento é estruturado. A
Simone de Bovoá tinha uma frase, eu quero falar especificamente agora aqui do pensamento para que vocês consigam entender também o que que acontece. A Bovo tem uma frase maravilhosa que ela fala: "Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome". Alguém deve ter escutado essa frase maravilhosa da Bovo? Que que acontece com essa frase da Bovo? O lugar aonde nós mulheres deveremos ser livres. A liberdade como essência do ser humano, ela acontece no pensamento. Anotem isso, por favor, porque é a partir da capacidade que eu tenho de pensar livremente que eu elaboro políticas
na minha vida para que aquilo que eu penso ou desejo, aquilo que eu penso se materialize. Então não adianta você ter uma atitude que você acha que é livre se ela não teve elaboração anterior. Pode ser a coisa mais disruptiva do mundo que você esteja fazendo. Se ela não teve elaboração anterior, ela não é livre. Tinha uma uma banda que chamava Nati Ruts, né, que falava liberdade para dentro da cabeça. O que a gente tem que buscar é pensar livremente. Por isso a Bovoá falava e o eh liberdade é pouco. O que eu desejo ainda
Não tem nome, porque ela compreende mais do que a liberdade de pensar. Não é também só liberdade de agir, é a capacidade de pensar e elaborar e não ser coptado por esse sistema. vocês entendem que é algo realmente assim muito grande assim que a vovoá trouxe. E quando a gente olha pra condição do assim da estrutura do nosso pensamento, a gente consegue ver que estar diante de uma mesma estrutura por décadas e décadas ingessa inclusive quimicamente a maneira como eu penso. Bota ali o o slide para mim, por favor. Então assim, a repetição ela cria
uma mielinização, que é uma resposta automática antes da consciência processar. Vocês entenderam isso? Tem coisas que não passam pelo âmbito da nossa consciência, aliás, 90% do dia. Essa é a tal da ideia do estou vivendo no automático, lembra? Estou vivendo no automático. É sobre isso. Existe uma mielenização. Os os neurônios eles já p pa pa pa pa pá funcionam da mesma maneira e eu não consigo nem elaborar se eu gosto, se eu não gosto, Se se aquilo é meu, se não é, se aquilo é do fulano, se é do belrano. A gente não consegue fazer
isso, porque existe inclusive uma estrutura química que foi sendo estruturada e ficou dessa forma e fica dessa forma. Pode botar o slide, meus vendos. A via neural antiga não perde força porque você soube que ela existe. A reconsolidação, a memória plástica exige contexto de segurança, contraste de experiência. E agora eu vou falar uma coisa seríssima. O cortisol inibe plasticidade, apoio social reduz o cortisol. De novo, eu vou falar essas duas frases. Reconsolidação. A memória plástica, ela exige contexto de segurança, contraste de experiência, porque o cortisol inibe plasticidade, apoio social reduz o cortisol. Vou voltar a
falar. Volta lá. Lá atrás aonde eu falei para vocês de Granham. Nós vivemos em ambiente de cativeiro, ou seja, a gente tem uma situação de hipervigilância. A hipervigilância foi aquilo que transformou a a carga mental. Vocês conhecem esse conceito de carga mental? Então, a carga mental, espero que vocês conheçam, a carga mental é lembrar que tem que comprar o arroz, lembrar que tem o uniforme da criança, Lembrar que tem o aniversário, lembrar que amanhã precisa buscar. Não adianta. Sabe aquela coisa, que que é para eu fazer? Ah, vai se danar. Eu tenho raiva de viajar,
inclusive com uma amiga que vira para mim e fala: "Que que eu tenho que fazer? Eu não respondo, sabe? Senhora adulta funcional, grow up." Sim, sabe? Apenas cresça, pelo amor de Deus. Então assim, a a ai já me perdi, voltei. Então o que acontece é que para que você possa eh não estar em estado de hipervigilância, você tem que estar numa condição de segurança. Se você não está numa condição de segurança, você não abaixa o cortisol, você não aprende coisa nova. Então, por que que vocês acham que é tão difícil pra gente aprender essas coisas?
Respondi, né? Respondi. A gente tem que estar em contexto de segurança. Contexto de segurança. Vou falar uma coisa agora que vai dar um quebra para o desgraçado, mas eu vou falar. Contexto de segurança para a mulher. É possível ser feito junto com outro homem? Não. Por quê? Não é porque o homem Mas o meu meu amigo é bom. Eu tenho amigos maravilhosos. Já falei que isso daqui não é sobre homem, mas porque existe um disparador interno que hoje já é neurológico, que faz com que a mulher se sinta insegura diante de qualquer colocação de qualquer
homem. Ou vocês acham que é só, sei lá, eu que faz isso? Qualquer homem dispara o gatilho da hipervigilância. Oi, bom dia. Pat o gatilho da ver na hora, sabe? Gato a gente já cai em pé. Tem. Então não é possível. A gente precisa do processo de segurança para conseguir aprender e criar novas neuros, criar uma nova forma com a neuroplasticidade. Deixa eu falar, criar novos, novas sinapses. A gente precisa disso porque senão a gente não consegue fazer isso. E o ambiente social seguro é o que nos traz isso. Por isso que a gente tem
tanta dificuldade de lidar com esses temas e conseguir perceber os mecanismos, porque a gente normalmente não tá em ambientes sociais seguros, mediados, livres, né, Desse desse medo que a gente tem. Bota o slide aí para nós. E aí teve uma mulher, palmas para uma mulher, né? Felipa Lali, 2010. Agora, agorinha, agorinha pouco. Porque quando a gente fala em ciência, né, gente, a gente vai falar de 50 anos é nada, tá? Por exemplo, aquela matéria que vocês viram, que eu passei do Fantástico, é de 2021. Vocês conseguem perceber como a mudança da sociedade ela é lenta,
porque ela é estrutural. Imagina um barco gigantesco, aqueles caminhões que tem que virar assim uma esquina. Aí vai devagarinho, devagarinho, devagarinho, devagarinho, devagarinho até conseguir mudar, né? Vamos lá. 9. Ela fez um estudo com 96 pessoas. Ela acompanhou essas pessoas por 12 semanas. A primeira coisa que eu quero quebrar aqui com vocês, tá? Lembra que a gente teve uma avalanche dizendo que são 21 dias para instituir um novo hábito, lembra? Mentiram para vocês. E claro que foi uma mulher e claro que a Felipe é feminista. E ela estudou e percebeu que não tem 21 dias.
O tempo médio para novo, pros novos comportamentos se tornarem automáticos são 66 dias. A variação, ela vai de 18 dias para comportamentos simples, como por exemplo, o que são comportamentos simples? Ir na academia é comportamento simples. Faz favor, né, gente? Lógico que não. Comportamento simples é dividir a lixeira entre lixo descartável e lixo orgânico em cima da pia. Isso é um comportamento simples, porque se já não tiver em cima da pia, já começa a ficar um pouco mais complexo. Então a gente demora 18 dias para fazer isso e chega até 254 dias porque ela chama
de comportamentos complexos, padrões relacionais. Eles estão normalmente nas extremidades mais longas da escala. 6 meses a 2 anos de prática consistente para uma transformação estrutural. Volta para mim o slide, por favor. Não volta não. Desculpa, tira. Volta para mim. Eu quis dizer bota eu ali na cara. Desculpa. Bom, não boto o slide ainda não. O por que que eu tô trazendo tudo isso para vocês? Quais foram os elementos que a gente então percebeu até aqui? isolamento social. Por mais que a gente trabalhe, Eh, por mais que a gente tenha espaços, por mais que a gente
tenha amigos, pá, pá, a gente percebe que o tema letramento de gênero, ou seja, que este tema, né, eh, que este tema, que é esse tema estrutural para as mulheres, ele ainda vive em situação de isolamento, né? Ele, nós ainda vivemos nessa situação de isolamento, tá? Fora isso, o que acontece, fora o isolamento, a gente não tem ninguém se dedicando para que ninguém não, pera aí, Milene, pera aí que daí você também se exclui, né? Mas assim, a quantidade de pessoas que se dedica para criar espaços para que isso aconteça é muito pequeno, muito pequeno
mesmo. O que é que significa isso, minhas mulheres maravilhosas? Isso significa que até hoje vocês não conseguiram dar avançar grandes passos porque de fato não existia espaço para isso e porque a estrutura é criada para que seja assim, tá? A estrutura ela é criada desta forma para que a Rita Laura Segato, ela já Falou mil vezes ali, né? Já trouxe para vocês a Rita Laura Segato, que ela fala que o mulheres em grupo sempre foram visto como ameaça. É isso. Tá bom. O que que a gente fez até aqui? Então, a gente falou sobre culpa,
a gente falou sobre repetição, a gente falou sobre dúvidas sobre si mesma, a gente falou sobre padrões, a gente falou sobre inúmeras coisas. E daí vocês foram acompanhando pouco a pouco vocês foram vendo com essa dúvida não nasce do nada, que ela vai sendo construída, que ela vai sendo instalada e amanhã isso vai acontecer de novo. Isso vai se repetindo em diferentes relações. A eh eu trouxe uma palavra que é uma palavra que eu escuto muito a respeito de quando eu trago esses temas. As pessoas falam assim para mim: "Nossa, como você é lúcida". Elas
trazem, elas não trazem que eu sou inteligente, elas não trazem. Eu não tô fazendo uma crítica, só tô querendo dizer que a que eu mais escuto é lúcida. Não é interessante eu trazer isso para vocês? Por quê? Por que que as pessoas falam que eu sou lúcida? É só porque eu nomeio coisas que precisam ser nomeadas. E o sentimento que a gente tem é que a gente tem um véu diante de nós. E é isso mesmo que acontece. Então são inúmeras Relações que vão trazendo pra gente essa condição, né? Ela vai sendo construída e todos
os dias essa dúvida ela vai voltar, mesmo que você tenha certeza, ela vai voltar. E aí a gente volta pra neuroplasticidade. São quanto, quanto tempo pra gente conseguir instituir um novo padrão de observar o mundo? Gente, eu vou falar uma coisa para vocês. Hoje, 15 anos depois, eu bato o olho em qualquer situação e eu falo: "Aquilo é isso, aquilo é aquele outro, aquilo é aquele outro, aquilo é aquele outro, aquele outro". Em qualquer situação, imediatamente não. O que mudou desde que eu comecei a fazer esse trabalho é o tempo de resposta. Não é que
a fantasia não entra primeiro. Primeiro entra todo o teatro de Dante assim na minha frente, fantasias, fodinha. E aí antes eu demorava semanas, meses, às vezes não conseguia tirar o vel daquilo. Hoje rapidamente eu olho e falo: "Não, não, não, não, isso não foi isso. Isso não foi isso, isso foi tal coisa e tal coisa. Por vezes eu denuncio, Por vezes eu cuido disso comigo. Bom, é assim mesmo. Essa pessoa é assim. Não tô nem aí para ela. Segue o bonde, segue o baile, porque eu não vou ativar meu modo pincher que me cansa tanto
para ficar atrás dessa dessa besteira. Então o que muda, gente, é o tempo de resposta. E quando o tempo de resposta muda, o que que acontece? Eu aprendo me proteger. Qual é o objetivo máximo que a gente tem que ter? Viva. A gente tem que se manter viva. A gente tá numa condição onde quatro mulheres por dia morrem de feminicídio. No Brasil, onde a gente tem um avalanche de doenças psicológicas com relação às mulheres, muito maior dentro da medicina. Os homens são subnotificados porque ainda existe esse olhar sexista. machista pros diagnósticos aonde a histérica é
a mulher. Então assim, existe um número enorme de mulheres adoecidas, patologizadas e que tão com diagnóstico errado das coisas, porque ainda essa camada da histeria, do desespero, da chatice, ela cai por cima ainda. Nós estamos aí, sabe? Então, tudo que a gente tem que fazer é para se manter viva. Por isso que a minha palavra de ordem é vida, Porque não existe nada mais disruptivo por uma mulher do que isso. E quando eu falo sobre letramento de gênero, eu falo sobre se manter viva. E não é porque o teu marido vai te desganar assim, ó,
no pescocinho ali no cantinho ou o seu chefe vai te dar três, quatro tapinhas na cara que ele nem pode fazer isso. Não é por isso, é porque o sistema nos adoece. Como eu disse na primeira aula do letramento de gênero, eu começo trabalhando com saúde, porque é a coisa mais importante que existe dentro da nossa configuração como sociedade. É não morrer. Vocês entendem? Eu não tô falando de perfumaria, eu tô falando de não morrer. É de conseguir ter uma velice funcional, sabe? é de não enlouquecer realmente antes do tempo, como a gente viu aquela
menina na no Fantástico, que ela chegou a pesar 38 kg. O que que é isso? Isso é um feminicio coletivo, né? A estrutura não ajuda aquela mulher a sair daquele lugar. Então é o que eu falo para vocês, assim, quando eu falo sobre isso, parece uma coisa absurda quando eu falo sobre isso, mas eu tô falando da gente se manter viva. Eu não tô falando de outra coisa aqui. Eu não tô falando de de eh de adquirir conhecimento, De saber falar as literaturas. Não é sobre isso. Eu tô falando sobrevivência. E mais do que isso,
eu tô falando sobre o direito de viver, sabe? Eh, eu tô eu tô falando sobre sobre a condição da mulher de habitar essa terra dignamente, né? Então, você percebe que o que aconteceu nas suas relações, elas não foram experiências isoladas, né? Se vocês olharem aqui o comentário desse o comentário da manhã, vocês vão ver que não tem nada isolado aqui, não tem nada. O que eu tô falando é tudo coletivo e se é coletivo é da estrutura, não é individual, sabe? E quando uma mulher coloca isso como condição máxima para viver, ela vai viver. Eu
não tenho dúvida. Quando ela coloca isso, né? Eu vou entender essa estrutura que me adoece, eu vou me debruçar sobre isso, eu vou olhar isso, ela vai sobreviver, porque é a peça chave que nos falta. Por isso que essa pauta cada vez ela tá subindo mais, subindo mais, subindo mais, porque é uma peça fundamental, Né, paraa sobrevivência das mulheres mesmo, né? Então, entender o padrão, entender a repetição, eh, quando você faz o letramento, você entende a culpa. Você começa a entender porque que você ainda pensa assim, porque que você ainda sente assim, você tem validação.
E claro, vamos falar de uma coisa importantíssima. Eu vou chamar aqui de o monstro invisível, o problema invisível. o nosso grande eh o nosso grande eh inimigo, vou chamar assim, se alguém tiver uma palavra melhor, traz para mim também. Ele é invisível. Ele é totalmente invisível. O patriarcado, ele é invisível. Ele não é um, se fosse meia dúzia de gente sentado numa cadeira onde a gente vai lá e mata todo mundo, alguém já tinha jogado uma bomba lá. Meia du tinha sido presa e deu, sabe? Ele é invisível. Ele entra em todas as frestas assim,
ó, em todos os lugares. Ele é algo que é como se a gente precisasse ter 1000 olhos, sabe? um ciclope. Se a gente precisasse ser um ciclope para conseguir olhar, né? Porque a gente a gente não o conhece. E é exatamente aí, é exatamente aí que tem um elemento que ele adora, né? que ele adora, que é usar isso que o patriarcado instalou em nós como super mulheres. Ele gosta de usar contra nós. Agora ela vai acreditar que isso ela também vai resolver sozinha, né? Porque pra gente conseguir desmontar isso, a gente tem que ir
formando isso como um Lego. Vocês têm que entender que é um quebra-cabeça. Gente, vocês, todas essas literaturas que eu trouxe para vocês, tudo isso que eu trouxe para vocês e que vocês perceberam que quando vocês perguntarvam, será mesmo que eu tô exagerando? Isso tudo que eu trouxe para vocês, vocês devem estar aí se perguntando, vocês devem estar aí falando: "Não, mas aí eu vou ler e vou conseguir toda essa literatura". Foram mais de 15 anos lendo. E você imagina o assim o quanto que eu tive que fazer de costura, porque eu falava assim: "Não, mas
pera aí, como é que eu posso continuar pensando assim se eu fosse vai ler neurociência?" Ah, não, pera aí, como é que eu posso continuar? Vai ler psicologia, vai ler de Grunh, antimaternalismo, vai ter Butler, vai ter vovó, vai ter tudo quanto é coisa e coisas que eu refutava e outras não, porque para a gente vai ter que montando isso, a gente tem que montando isso como um quebra-cabeça, entende? E quando eu falei para vocês, Eh, bom, o letramento você vai aprendendo conceito por conceito, validando dor por dor, vai olhando episódio por episódio, né? E
quando eu disse para vocês, tem uma das chamadas da nossa página, que é o que a terapia não te contou em 10 anos. Por que que eu tô te trazendo isso? Porque o letramento não é esse lugar, como eu já disse para vocês, ele não é esse lugar. Ele não é, ele é um caminho paralelo. Ele é um caminho paralelo. Ele é um caminho que vai te levar na ao lado, mas ele nunca vai conseguir, né, entrar tanto num sistema educacional quanto no sistema terapeutico, porque se dedicam a outras coisas. Então a gente tem que
parar com essa perfumaria de ficar achando que a gente pode dar outro jeito para isso, porque a gente não pode. São anos, né? E aí você fica, volta nessa coisa, ah, será que foi isso mesmo? Então, aí amanhã vem o digníssimo patrão, o digníssimo irmão, o digníssimo pai, a mãe, sei lá, quem vem e começa de novo com essa infernização na sua cabeça, né, de alguma maneira e aí você volta. Será que é isso mesmo? Será que eu tô exagerando? E aí, gente, você vai e abre o Instagram e o Instagram vai falar que a
culpa é sua, tá? Ele vai falar que a culpa é sua. E daí você vai Ligar a TV, ela vai falar que a culpa é sua. E aí tudo isso que você ficou um dia inteiro aqui sentada com a pontinha assistindo, ela vai começar a se desmontar, né? Então, o que que dá a resposta clara para isso? Consistência, repetição, padrão, repetição, estrutura, consistência. Pô, eu acho incrível porque a gente quer aprender a fazer bolo, a gente usa essas ferramentas. Vocês já vocês concordam comigo? Então assim, eu quero fazer bolo. Ah, então eu tenho que treinar
pro bolo sair gostoso. Isso faz sentido. Eu quero. O Beto outro dia tava falando, Milene, você tem que entender que as pessoas, elas compram barriga de tanquinho, não academia. E é isso aí mesmo, entende? O que que acontece? Eu tenho que aprender a fazer bolo. Ah, então faz sentido eu repetir. Ah, eu quero ganhar músculo. Ah, então faz sentido eu repetir. Ah, eu tenho que aprender sobre a minha psiquiada. Não, isso aí não faz sentido repetir não. Li uma vez, já deu pro outro. É ou não é? Fala que não é para mim, fala que
não é para mim. Fala não, não é. Eu penso diferente. É isso. Por quê? Mais uma vez, a culpa não é nossa, porque eleitista Fiote já falava, o patriarcado não quer nos dar linguagem para que a gente nomeie o sistema de opressão. Meu Deus do céu. É óbvio que não vai ter na escola. É óbvio que não vai. Gente, eu tô falando de universidade. Quem aqui conhece Universidade que uma que tem uma cadeira disso aqui? Uma cadeira. Eu não tô falando pós-graduação, não tô falando isso. Tô falando uma cadeira. Em todas as disciplin em todas
as a as as carreiras tem uma cadeira sobre letra. Vocês já viram? Eu nunca vi. Eu nunca vi. Eu já vi lá o simpósio meia dos de mulher falando tal, não sei o qu. Tá, tá, tá. OK. que é super bacana. Eu trabalho com isso nas empresas, vai querer mais, mas enfim, eu trabalho com isso dentro das empresas e tal, mas eu nunca vi. Por por que vocês acham, gente, porque eles não querem que tenha esse desmonte. E foi exatamente percebendo isso repetidamente em centenas de mulheres que eu atendi, que eu andei, que eu mapei.
Eu tenho biografia aqui, ó. mapear contada. Eu percebi e falei: "Gente, sem coletivo, sem sistema, sem estrutura, sem projeto, gente, elas não vão sair. Só que agora, eh, o que que acontece?" Vocês devem estar perguntando, né? que o que que acontece com essas mulheres, na verdade que conseguem que, Bom, eu mostrei uma no começo para vocês que foi a Madona, sei lá, eu quanto Madona é uma feminista mesmo convita, assim, ela é feminista, ela estuda esses temas há muitos, muitos anos, né? Ela é uma feminista mesmo. E aí o que que acontece? Acontece que ela
tem condições de sustentar a vida de uma maneira muito mais digna. muito menos sofrida, acreditem, muito menos sofrida. A gente acha que olhar é que o primeiro impacto de olhar a realidade é um horror. Então, a gente imagina que isso vai ser sempre esse horror. Não, a vida ela fica muito, muito menos sofrida, porque o primeiro passo que você ganha é uma consistência interna. O segundo passo que você ganha, que é é uma clareza, é uma lucidez. E aí, eh, você começa a se posicionar de outra forma, inclusive, inclusive se calando, porque tem coisa que
não faz mais nenhum sentido. Nenhum sentido, tá? Então, o que o que eu vou apresentar para vocês agora que nós vamos entrar como último é a Formação LG. Isso é o que eu vou apresentar para vocês, que é o meu projeto de vida. E eu espero que vocês fiquem aí para que vocês possam ver. Eu vou apresentar para vocês o meu projeto de vida. E antes eu quero contar uma história para vocês. Espera aí. E eu sempre faço isso. Ela tava aqui do meu lado. A fundadora desse projeto é essa mulher aqui, ó. Vocês estão
vendo ela? Estão vendo? Essa é a minha mãe. Eu perdi a minha mãe muito jovem. Eu perdi a minha mãe quando ela tinha 33 anos. Minha mãe era uma mulher muito contemporânea, muito contemporânea. Há 40 anos atrás, a minha mãe, ela me ela ia num psiquiatra porque ela percebia que tinha alguma coisa que não tava certo naquilo tudo. E ela foi no psiquiatra. Minha mãe não conseguia dormir. Ela tomou muita medicação porque ela percebia que tinha alguma coisa que tava errada. Gente, igualzinho você que tá aí do outro lado da tela, igualzinho eu que tô
aqui. Mas ela não tinha recurso e ela foi no psiquiatra e foi minha mãe que me ensinou que a psique é um âmbito importante de ser cuidado. Foi a minha mãe que me mostrou isso aí, tá? E a minha mãe, ela morreu de exaustão. Essa foi a morte da minha mãe. Ela teve doenças específicas, mas a minha mãe morreu de exaustão. Foi ali que ela ela morreu quando eu tinha 33 anos. E isso fez com que eu eu não esqueço até hoje. Então eu vou contar para vocês. Eu tava na frente dela nos últimos momentos
enquanto ela tava sendo velada e eu olhei para ela e falei assim: "Mãe, eu não vou morrer disso. Este disso eu não sabia o que era, tá? Este disso eu sei hoje. O nome disso é patriarcado. Eu sei hoje. Mas eu vi aquela mulher lutando a vida inteira, fazendo tudo há 40 anos a minha mãe no psiquiatra e na terapia. Minha mãe me deu isso de presente. A minha mãe, nós nós morávamos numa favela, quando a gente saiu da favela, a primeira coisa que ela fez foi juntar um dinheiro e pagar terapia. Vocês têm noção
do quão contemporânea era essa mulher, do quão moderna ela era, de quão, sabe? E essa minha mãe, quando ela, quando eu olhei e falei, eu vou descobrir do que minha mãe morreu, eu tô aqui agora diante de vocês então por que que eu tô falando isso? Porque isso que é a formação LG, a formação LG é o espaço que a minha mãe não teve, é o espaço que eu não tive, é o espaço que a maioria das mulheres não teve e procurou incessantemente como fazer isso. É isso, Não é mais nada. É isso. É um
bando de mulher junta, maravilhosa, se apoiando, cuidando uma da outra, se letrando em gênero e cuidando cada dia mais e mais e mais para que a gente se mantenha firme, para que a gente se mantenha forte, para que a gente se mantenha íntegra. Nós somos muitas já. E esse espaço foi criado em cima de toda essa metodologia que eu mostrei para vocês, que é uma metodologia de uma vida que se entrela com a minha história de vida, com as minhas situações de de relacionamentos abusivos e de violência que eu vivi a vida inteira. E foi
a partir deste estudo e foi a partir disso. E com uma convicção que eu tenho como nunca tive na minha vida, de que este é o caminho, ela surgiu. E ela surgiu, ela veio. É o que eu gosto de falar, né? Eu acho que isso é muito importante eu trazer para vocês. Quem aqui que me conhece do Instagram ou que vai me conhecer do Instagram, vai pensar que eu sou influencer. Eu não sou influencer. Só que a demanda por conteúdo, ela é tão avaçaladora que acabou virando aquilo que virou meu Instagram. Eu sou uma pessoa
que como objetivo de vida, vocês podem procurar aí na internet, vocês vão, procurem aí. Líder de si, melhores empresas para se trabalhar, emplaquei lá. Líder de si, cinco work labquei lá. líder de si lugares lugares incríveis para se trabalhar. Emplaquei ali, pode buscar, tá aí na internet. Faz 15 anos que eu faço isso. O que eu faço é transformar cultura. É o que eu sei fazer. E o lugar que eu encontrei para fazer isso, para est aqui podendo falar com vocês que estão, sei lá, eu, Goiânia, Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, foi
o ambiente online. E por um acaso as pessoas pensam que eu sou influencer, não sou. O que eu faço é transformação, é criar espaço de transformação para as pessoas. É isso que eu sei fazer. Então agora vocês vão sentar aí que vocês vão conhecer a formação LG, que é a menina dos meus olhos e é o lugar aonde eu confio plenamente que a gente consegue fazer esse caminho de desconstrução com segurança, com apoio, com amor, que é o resultado de tudo isso que eu estudei, da minha história e de um desejo profundo de fazer uma
transformação social. É isso que ela é. E eu queria pedir pro pessoal da produção botar aí a formação LG para as meninas conhecerem que eu vou falar sobre ela agora. Bota aí, minha gente, bota aí. Dá para botar como que eu vou começar falando mais ou menos, tá? Assim, enquanto o pessoal vai colocando ali a formação LG, vocês pensam, vocês vão pensando que ela é um curso, um curso online, não é, não é, não é. A formação LG, ela é mais do que isso. Vocês lembram que eu falei que tem um espaço de compartilhamento? Pois
ela tem. A gente conseguiu criar isso dentro da estrutura virtual para que isso aconteça, Porque só ficar aqui falando comigo o tempo inteiro, OK? Que eu sou maravilhosa, já entendi. Muito obrigada, meninas, vocês também são. Mas não adianta, né? Eu poderia gravar meos de palestra, socar lá dentro de uma plataforma e falar: "Bora vender isso aí barato porque eu tenho que fazer outras coisas". Mas tipo, não. Então ela tem um espaço online aonde vocês vão ter todos os conteúdos. São sete aulas de mais de 1 hora e meia gravada. Vocês vão ter assim eh bastante
tempo falando comigo, tá? Bastante tempo, pode ter certeza. Então, a formação LG, ela são sete aulas gravadas, tá? Cada uma dela tem uma costura direto para outra e direto paraa outra. Então, a primeira, a primeira é a lente. O que que a gente faz com a lente? Eu acabei de falar, a gente trabalha com eh essa questão psíquica da mulher, aonde a gente consegue olhar pro adoecimento, porque o adoecimento da mulher, ele é produto da estrutura. O que que a gente fala quando a gente fala especificamente em letramento de gênero? Por quê? Esse é outro
erro muito grande que acontece. O que que acontece com o letramento de gênero? A gente só fica falando de mecanismo de opressão e a gente não lembra que o mais importante é que a mulher esteja viva ali. Depois no Segundo módulo e ó, todos eles têm a palestra e depois essa nem é a palestra nova. Vocês vão ter palestra nova, hein? Vocês vão ter palestra nova. Essa é a palestra gravada lá do outro grupo. Vocês vão ter palestra nova. A palestra eh da formação LG, ela, a palestra, não, o material. Depois vocês vão ter uma
apostila super bem elaborada. Depois, o segundo encontro a gente fala sobre a matriz. O que é a matriz? A matriz é, a gente vai olhar, porque daí eu entro, gente, eu entro com uma coisa muito bombástica. Eu faço através de um processo estruturado vocês olharem paraa vida de vocês, setênio por setênio através do letramento de gênero. Depois da matriz, que é a base, gente, eu esqueci todos os nomes da formação e não estão aqui comigo. Volta aí, por favor, porque eu eu confundo o nome dos módulos, que eu sou assim mesmo. A gente tem o
padrão, que é onde o padrão se instala. Eu sei a ordem, mas não lembro. que são nos setênos do meio da sua biografia e você vai entender os padrões relacionais que estão instalados ali. Depois disso, a gente olha para como isso te tirou da condição de centro de si mesma e a gente consegue identificar incrivelmente, Porque é incrivelmente essa cultura da cedência na mulher e quais foram os impactos que isso aconteceram, né, que aconteceram na sua vida. Depois eu trabalho com o espelho, ou seja, você vai reescrever tudo isso aí, a gente vai reolhar tudo
isso aí, a gente vai ressignificar tudo isso aí, a gente vai olhar paraa sua biografia de uma outra maneira, a gente vai reestruturar tudo isso daí, entendendo todos os mecanismos, tudo como funciona dentro de cada um dos dos aspectos relacionais e culturais que a gente tem. depois do espelho. Aí, gente, essa aula ela fala sobre o desejo e o desejo, vocês, não sei se vocês conseguem ver a alegria e a empolgação que eu tô falando sobre isso, né? Vocês conseguem entender? Porque isso é um é um processo tão transformador. Eu tenho depoimentos da quarta aula
das minhas alunas, na quarta aula que é inacreditável, assim, é uma coisa inacreditável. É simplesmente inacreditável. Depois eu tenho o desejo, né, que é o quê? A autonomia e a descentralização das relações. Este módulo é maravilhoso. A gente trabalha a diferenciação entre desejo autêntico e necessidade moldada. Aí a gente entra bem nesse âmbito dos desejos mesmo assim. Quais são os desejos da mulher? O erótico. Sabe como que a gente que o erótico, gente, ele Não é sobre sexo. Vamos lembrar. Sexo é linguagem de poder. Aqui a gente fala sobre erótico e desejo e não que
não tenha uma relação com sexo, não é isso? Nossa, acabei de ver minha cara agora. Tô sem nenhum batom, mas vou continuar assim, não vou parar não. E aí a gente consegue entender e lapidar como isso foi estruturado em vocês. E depois a gente vai paraa autoria, que é a integração final, que é a transformação da leitura estrutural em prática consciente nas relações e decisões. Vocês vão ter uma palestra por semana e um encontro ao vivo por semana. Vocês sabem o que é isso? Vocês vão se encontrar ao vivo, vocês vão trocar histórias, vocês vão
criar uma rede de apoio múo, que é o que elas fazem. É isso que vocês vão fazer. Os encontros ao vivo, eles são mediados por facilitadores da minha confiança. E aí eles fazem essa mediação, eles tiram todas as dúvidas com vocês. Mas não acabou ainda, tá? Não acabou ainda. Você fica aí porque eu ainda vou te falar. A gente, vocês vão ter o material didático, acesso à gravação. Vocês já viram um curso online que vocês têm mediação em todas as aulas e que vocês fazem compartilhamento? Pois o meu foi uma é um inferno para fazer
isso acontecer. Mas isso acontece porque eu não vou deixar a mulher sozinha sem poder falar. E eu não vou ficar aqui despencando 535 kg de literatura na tua orelha para não servir para nada depois, Né? Porque dá um trabalho, dá um trabalho, mas ou eu faço o que eu acredito ou eu também não faço mais nada, né? Vamos combinar com isso daí. Então, esse é um ponto. Mais uma coisa, quando vocês entram, a mais importante, quando vocês entram na Gente, eu esqueci mesmo de pegar os depoimentos que tá lá na pasta de depoimentos do Google
Drive. Se vocês tiverem tempo aí depois vocês colocam aqui duas coisas. Vocês vão ganhar uma coisa que se chama violentômetro expandido. Vocês já tiveram, acho que contato, acho vocês não tiveram, mas tem uma ferramenta eh muito poderosa que se chama violentômetro. É uma ferramenta mexicana que nos ajuda como uma matriz a identificar no dia a dia se aquilo que eu tô vivendo é agressivo, violento ou não. E isso já ajuda de forma prática a ir tirando as dúvidas que existem, tá? Depois vocês têm tã, ó, tá vindo devagarinho. Maravilhoso. Comunidade LG. A comunidade LG, que
alegria que eu tenho isso aí, é um espaço no Telegram aonde as mulheres se ajudam e se apoiam. Eu nunca vi um negócio ferver tanto que nem aquele. Eu nunca vi. Eu nunca vi. Nunca vi. a Marcela que tá aí, eh, desculpa, eh, a galera que tá, que se tem alguém aí que tá na comunidade, Escreve aí, conta como é que foi, bota aí para dizer como é que foi. A pessoa, a equipe aí do líder de si que tá lá no Telegram, conta aí o que que é aquela comunidade. Ela vai te falar o
que que é, tá? E esse e não é um espaço de troca de receita de bolo, tá? que eu fiquei com medo que isso fosse. Não, não, não, não, não, não, não. É só isso. Não, vem para vai para esquerdo. O que que você precisa? Advogado, papai. Tá t o tempo inteiro funcionando. E a comunidade LG, depois dos sete em sete encontros, você vai para uma comunidade maior. E nessa comunidade maior, uma vez por mês, tem uma aula comigo onde a gente vai olhar algum tema. essa comunidade LG, tipo, eh, ela não para, tá? Ela
não para, eh, centena. Ó lá, líder de si, eu tô aqui, conta como é que é aí a comunidade LG e ela não para. A gente tá o tempo inteiro, o tempo inteiro as mulheres estão se respondendo entre si. Eu medio, mas é muito pouco, tá? elas se apoiam, elas se encontram. É uma coisa sensacional. E uma vez por mês vocês eh vão ter acesso a uma aula ao vivo comigo, aonde eu vou olhar algum tema da atualidade a partir da lente do letramento de gênero Ou nós vamos estudar algum tema que esteja assim, sabe,
emergindo daquele grupo e que é importante para aquele grupo. É importante que aquele grupo vivencie isso durante os próximos 10 meses. Esta é a formação em letramento de gênero. Essa é a nossa formação LG. Quando eu criei essa formação e agora nós estamos já realmente indo para, né, paraa estrutura final dela. Quando eu criei essa formação, como eu falei para vocês, eu já trabalho com letramento de gênero dentro de instituições, mas eu não queria mais fazer isso, porque eu via como uma pergunta que que já me fizeram, que é eu via, eu percebia claramente, percebia
claramente que eu tava eu tô enxugando gelo dentro das corporações. O meu impacto é muito pequeno. E durante toda a minha vida eu levei no coração essa história de que eu ia descobrir o que que tava acontecendo ali dentro daquele mecanismo que aconteceu aquilo com a minha mãe. Eu jurei para mim que eu ia descobrir aquilo lá de qualquer maneira e assim eu fui. Então ela tem um impulso eh pessoal, acima de tudo para mim. Ela tem um lugar pessoal dentro da minha história, sabe? Ela fala de coisas que, Enfim, de coisas que são muito
profundas para mim. E aí um dia, claro, na minha crise dos 49 anos, e vocês vão entender que essa crise ela tem um colorido todo especial, né? Ela tem um colorido todo único. Eu decidi, eu fiquei dois anos perdida, tá? Vamos começar por aí. Eu fiquei dois anos perdida até eu chegar nisso. Quando eu cheguei nos 49 anos que eu fiz a minha crise, eu falei: "Deu ou agora eu faço alguma coisa que realmente tem sentido na minha vida ou eu vou sucumbir". Eu peguei todas as reservas que eu tinha. E em dezembro do ano
passado, vou contar isso para vocês, em dezembro do ano passado, ero eu, a Luá e Márcia, três pessoas no meu time. Nós estamos em abril, começo de abril. São nove. Eu peguei tudo que eu tinha e falei: "E agora isso daqui vai acontecer?" E aconteceu maravilhosamente, mas eu investi todas as minhas economias para que isso aqui acontecesse, para que vocês estejam aqui hoje tendo uma aula a 37 centavos. R centavos, não, R$ 37 para vocês poderem estar aqui tendo essa aula. Eu tenho nove pessoas trabalhando para mim, tá? Agora comigo aqui para que vocês possam
ter a qualidade dessa aula, eu tenho quatro, Eu e mais três pessoas só para essa transmissão acontecer. Tem quem vai fazer a apostila de vocês, tem quem vai te colocar na plataforma, tem a pessoa que cuida do tráfego pago para isso chegar até vocês. Tem o editor de todos os meus vídeos. beber água, porque daí eu começo a lembrar dos boletos, me dá, começo até a engasgar. Tem o editor dos meus vídeos, tem a pessoa que cuida social media, tem a programadora, tem essa aí que tá respondendo para eu tá aqui. Tem quatro pessoas agora
dando suporte para mim e ainda deu problema lá na câmera lá atrás que vocês viram, tá? Então assim, sábado o dia inteiro para vocês conseguirem receber isso aí tem uma um aparato gigantesco de gente. Fora isso, a gente não investe menos. Eu tô falando de cifras, gente, de 100.000, 30.000, 40.000, 30.000 de tráfego pago, né? Para que isso possa acontecer, porque eu já expliquei para vocês, ninguém quer que isso aconteça. Ninguém. Você sabe que teve uma situação que a gente teve que mudar os grupos para fazer de outro jeito, porque é claro que a gente
já recebeu assédio diante disso. É óbvio que a gente já recebeu assédio. É claro, vocês têm alguma dúvida que a gente já não ia ser assediada porque tá fazendo isso? É claro que a gente já foi. Então são assim cifras grandes, muito trabalho, muita gente, porque eu tenho a convicção que esse espaço é um espaço que transforma a vida das mulheres e Transforma. Eu tô com meu coração assim super aliviado de pensar nisso, porque hoje quando eu recebo feedback das meninas da formação, quando eu recebo, eu eu o dever tá cumprido, tudo bem eu tá
aqui, sabe? 9 horas dando a tudo bem, tudo bem, nove pessoas, tudo bem. Eu sei que o que eu faço traz uma transformação real, única, genuína, que nenhum outro lugar traz, porque eu vivi esses outros lugares. E por, gente, e agora eu vou falar uma coisa para vocês e vocês vão ficar com isso aí, tá? Também, porque eu criei uma metodologia. Quando vocês criarem uma metodologia, porque vocês vão, vocês nunca mais entreguem isso para outra pessoa. Quando perguntarem da onde vem isso, você fala: "Fui eu que fiz". Porque graças a Mar Curry que fez isso,
graças a Ângela Davis que fez isso, graças a todas essas mulheres que falavam: "Quem fez isso?" Ela falava: "Fui eu que fiz". Digam: "Fui eu que fiz". Tá? Não se esqueçam disso. Então assim, eu tenho absoluta convicção e certeza disso que eu tô falando para vocês. E aí, é claro que vocês devem estar se perguntando, tá? Ela tá vendendo? Eu tô, claro, ou não? Ou vocês acham que eu venho aqui, dou uma aula o dia inteiro, explico para vocês que a gente tá diante do maior monstro que pode existir, o maior o maior monstro que
tá sentado na maior cadeira que existe no mundo. E daí eu falo para vocês: "Obrigada, gente, um beijo, tchau". Não, né? Porque eu também não vou espalhar terror na terra, né? Gratuitamente. Isso não é a intenção. Então, é claro que eu não tô só vendendo, né? Eu tô trazendo para vocês a possibilidade da gente encontrar um espaço para poder fazer isso. E vocês podem pegar toda essa literatura e essa aula que já vai subir lá e revisar uma por uma para ver se o que a gente tá fazendo aqui não tem muita coerência. Então assim,
vocês devem estar se perguntando quanto é que custa isso. Eu tô falando de um processo de um ano. Eu estudei a bendita da neuro, vocês viram, né? Ou vocês acham mesmo que eu fui lá buscar neurociência depois para criar o método LG me conhecendo? Não, eu criei ele em cima disso aqui. Foi em cima disso aqui que eu criei. Então eu peguei o maior espectro, que são 254 dias para mudança de comportamento. E eu fiz um programa de um ano. Óbvio que eu ia fazer isso. Óbvio que eu não ia fazer meia dúzia de aula.
Então, eu tô falando do programa de um ano, aonde vocês vão ter sete aulas, sete facilitações, todo material didático e Um ano de comunidade, aonde a gente vai ficar durante um mês sistematicamente alimentando isso e dando essas aulas. Então, ele é um programa de um ano. E depois vocês podem continuar fazendo parte da comunidade. Vocês podem continuar fazendo parte da comunidade o resto da vida, se vocês quiserem. Então, depois de um ano, vocês ainda podem continuar fazendo parcour. Aí vai ser a decisão de vocês, né? Então, existe um um processo estruturado de um ano, nove
pessoas trabalhando, sete palestras, sete materiais didáticos, violentômetro, comunidade LG, tudo isso estruturado para que a gente consiga passar pelo letramento de gênero juntas. Tá? E aí vocês estão me perguntando quanto que isso daí deve custar. Eu, se eu fosse fazer as contas de absolutamente tudo, eu fiz, né? Eu fiz essas contas, eu fiz essas contas por hora, né? E não porque, mas porque a gente tem que fazer para conseguir investir numa coisa dessa. A gente tem que fazer essa formação. Ela não custaria menos de 5.000. Ela não ia custar. Só que é óbvio. E eu
de verdade mesmo, gente, se vocês acham que isso é Caro, bota. Nossa, que absurdo. Um ano de trabalho só e custar R$ 5.000 o ano inteiro, é muito caro, porque não sei o quê, que eu nunca escutei isso, tá? principalmente das mulheres que tão hoje comigo na formação. Eu nunca escutei isso, nunca escutei. Mas eu entendo que isso não é acessível. Eu entendo porque eu sou uma pessoa que não vivo no mundo da fantasia. Eu entendo isso. E aí nós chegamos num valor de 2.600. Chegamos nesse valor de 2.600. Muito bem. Então vamos chegar nesse
valor, vamos dividir. Entra na plataforma, muda assim, muda assado, lança a primeira turma, como é que vai fazer, como é que não vai e tal, não sei o quê. Só que existe um compromisso social deste time inteiro com a pauta. Existe. E aí a gente decidiu ir para outro caminho, porque o compromisso social existe, lógico. E ele não é um compromisso social só de vamos abaixar preço, não é isso. O que que a gente vai fazer Durante um tempo? a gente vai investir mais para ganhar escala, para poder baratear isso e ganhar no volume ao
invés de ganhar no montante. E aí nós chegamos no valor de, não vou nem falar sério assim que me dá uma alegria que foi o valor que a gente conseguiu chegar ao final depois de 1000 negociações para essa formação. valor de R$ 997 dividido em 12 vezes de 97. E se vocês quiserem fazer a vista, a gente ainda dá um desconto e isso sai por R$ 937. Este é o valor da formação LG. E aí vocês devem estar pensando aqui, ó, a formação, o valor todo que a gente tinha feito era 3400, tá certo? E
aí a gente decidiu que a gente ia investir em escala ao invés de ganhar no produto como um todo. E a gente chegou nas 12 vezes de R$ 97, tá? Ou R$ 937 à vista. Este é o preço da formação LG, o processo estruturado do começo ao fim comigo, todo o tempo comigo, assim, palestra, a formação, sabe, tudo fora o Telegram. Então, assim, o que que acontece? Eu não vou fazer uma coisa mais ou menos. Eu não vou fazer. Eu não fiz uma aula de 8 horas e eu tenho certeza que a minha aula foi
consistente porque são 20 anos de estudo. Minha nossa senhora, eu sou, eu fiz USP desde que eu entrei na faculdade de feminismo bate na minha cabeça e depois eu comecei a assistir de forma da forma mais consistente que vocês podem estudar, da forma mais consistente vocês podem imaginar. Então eu não vou fazer qualquer coisa, eu não faço qualquer coisa, eu não abandono mulher. E vocês podem perguntar para quem vocês quiserem, é que de verdade mesmo eu coloquei todos os depoimentos lá na pasta e eu precisaria trazer aqui para vocês. Em algum momento eu vou falar
depoimentos e vai entrar, se Deus quiser, um dia isso vai acontecer, mas eu realmente me perdi nisso aí para vocês verem qual é o nível de transformação que acontece eh com quatro aulas. Por quê? Porque tem segurança, porque tem método, porque tem gente junto. E assim, gente, formar comunidade custa uma fortuna mesmo, porque o mundo não quer que a gente forme, tá? Então o que eu tô brigando aqui não é com o cartão de crédito de vocês, não é com isso que eu tô brigando aqui. E vocês não estão brigando com o cartão de crédito
de vocês, vocês estão brigando com o direito que vocês não se dão a dar importância para um tema que é crucial na vida. É com isso que a gente tá brigando. É que aquele cara que eu comecei a contar, que nasceu lá em 3100 anos antes de Cristo, não é comigo, não é com cartão de crédito, não é com nada disso que vocês estão brigando. Só que Aí vocês estão imaginando agora então ela vai passar um link tal. Não vou não vou passar o link. Eu vou explicar para vocês como que vai ser a abertura.
tá disso. E tem mais uma última coisa que eu vou entregar para quem ficar até o final, porque a pessoa que não ouvir depois ela não vai escrever, ela não vai saber, tá? Que que tá mostrando aí? Ó, chegou os depoimentos. Olha só, ela tá na quarta aula. Antes eu achava que minha mãe várias vezes durante a vida tinha me deixado de lado para agradar e servir a seus namorados ou maridos. Hoje eu entendo que ela esteve presa em uma teia invisível que nem eu e nem ela podíamos enxergar. Tem outro, tem outro, tem outro.
Eu sempre senti controle por parte da minha mãe, mas agora eu quero libertá-la para que ela saiba que ela tem um valor além de ser mãe. Bota o outro que tem outro. pela primeira vez eu me, eu tô falando de uma, essa menina, ela faz 15 anos que ela é feminista, tá? E ela faz terapia há mais de seis. Pela primeira vez eu me senti acolhida de verdade. Percebi que os meus incômodos não eram exagero, pois eram comuns a diversas mulheres. Receber Esse acolhimento me fez encarar minha história de uma forma diferente. Eu acho que
tem mais. Tem mais. Não sei se tem mais. Eu sempre me cobrei muito para ser perfeita e consegui me encaixar e dar conta de tudo. O que o letramento me trouxe foi uma libertação dessa obrigação que eu achava que tinha. Ter a certeza de que eu nunca vou conseguir me encaixar e nunca vou deixar de me sentir inadequada em um mundo que não foi feito para mim, que foi feito para que eu me sinta exatamente como me sinto. Me fez não querer mais me encaixar. Eu me sinto mais livre e tranquila. Eu tô falando de
quatro aulas. Vocês conseguem entender o poder que tem o o apoio feminino? Vocês conseguem entender? Olha a minha cara. Olha a minha cara de felicidade, né? Olha a minha cara. Como que vai funcionar as inscrições? Eu não vou abrir agora, tá? Eh, eu quero garantir que quem realmente quer sustentar esse próximo passo tenha prioridade nas entradas. Mas então assim, na segunda-feira, por que que eu não vou abrir agora? Pensa aí, né? Pensa aí, pensa. Eh, assim, pensa, pensa, né? Sim, respira, né? Respira, digere. Eu já falei de digestão e de tempo o tempo todo. Eu
não vou jogar o link aqui. 7 horas da manhã, na segunda-feira, vocês vão receber o link do carrinho, tá? E as pessoas que forem entrando, elas vão tendo prioridade na entrada. A gente já tem uma lista de espera, vocês já devem ter visto, quem não viu, né? A gente tem uma lista eh de espera que já existe de meninas que não puderam entrar na outra, querem entrar nessa. Então assim, 7 horas da manhã eu vou abrir esse carrinho. Assiste de novo. Daqui a pouco tá pronto isso daí lá na plataforma. Assiste de novo. Pega aqui,
ó, tudo isso daqui. Acorda de manhã, toma o teu café, respira e lembra que essa trajetória é pro resto da vida. Não tem mais fim. Não tem mais fim. Ou o que vai acontecer com a gente é uma morte psíquica, física e social, que é isso que já tá acontecendo, é isso que já acontece com as mulheres, né? Eu tenho um marcador. Eu me lembro quando eu comecei o projeto, o Beto perguntou: "Tem prova social?" Eu falei: "Você quer quatro mulheres mortas por dia, quantas?" Uma estuprada a cada 3 minutos. O que mais que você
precisa, Né? Então assim, é um problema que ele não tem fim. Ele não tem fim. Então respira. E a última coisa que eu vou trazer, existe uma coisa que eu faço como presente paraas sete primeiras mulheres que se inscreverem, tá? Para as sete primeiras mulheres que se inscreverem, eu vou fazer uma coisa que se chama revisão biográfica. Eu vou olhar a tua biografia individualmente e você vai ter um encontro um a um comigo, aonde eu vou olhar todos esses mecanismos a partir do olhar do que a gente chama de espelhamento biográfico. Eu tenho uma uma
ferramenta grande, são quatro ferramentas, você vai preencher, tá? Tá tá. E eu vou fazer um encontro contigo, um a um, pra gente olhar a sua história de vida a partir desta lente. Chega 3 minutos para acabar seis. Eu quero agradecer profundamente, primeiro minha mãe, que foi a mulher que me inspirou a tá aqui hoje e eu termino 6 horas da tarde, sei lá, cheia de emoção e alegria ao time todo que me carregou e me empurrou para eu tá aqui. E a vocês que dão um sentido pra minha vida. Talvez vocês não saibam, mas vocês
aí deram um sentido paraa minha existência Aqui. E isso é muita, muita, muita coisa. Mulheres, muito obrigado. Acompanhem o WhatsApp. Vocês vão receber no Inst no no WhatsApp o recado de abertura do carrinho e vão receber mensagem um a um. Aguente o tranco aí. Tome seu café 7 horas porque na próxima turma eu quero você comigo. Muito obrigada. Foi uma honra estar aqui com vocês. Muito obrigada. Muito obrigada. Um beijo enorme. É isso, gente. É isso. Acabou, né, time? Acabou as devolu. Ai, vamos lá. Acabou. Beijo.