eu sempre me considerei uma mulher de garotos orgulhava de ser amiga dos meninos na escola e da minha mesa nos almoços de domingo os meus irmãos e com os meus primos mesmo com tantas representantes do sexo feminino por perto era com eles que eu me sentia forte que não sentia especial só depois de muito tempo comecei a me dar conta de que junto da minha natureza supostamente masculina havia também uma espécie de arrogância como se a minha afinidade com o cromossomo y e distinguir favoravelmente de alguma forma eu me considerava eleita machine tour mas é
que eu não queria ser do time que na época eu considerava o sexo frágil eu pretendia levar a vida em pé de igualdade com qualquer um [Música] os anos foram passando e eu mais esperta fui vendo que as pessoas que eu mais admirava acho que mais me iluminar o caminho que mais segurava minha mãe nas horas que portavam eram todas mulheres lá pra cá um mundo novo se abriu para mim e desde então nada na vida me deixa mais acompanhado do que saber que eu tenho cada vez mais grandes amigas pra falar de cabelo de
roupa é de medo de amor de filho de velhice de grana de se conhecer de perrengues de êxitos do dermatologista gênio angústia mais secreta eu aprendo todo dia com cada mulher que eu escuto e é claro que não foi diferente com as meninas que entrevistei aqui todas davam um filme uma música a alguns jantares para contar a vida toda que aliás no final das contas sempre têm muito em comum e que ninguém sabe onde vai dar mas uma coisa dá pra saber se você tem uma rede de mulheres fortes à sua volta ou seja para
testar um vestido prateado e chorar pra te dizer umas verdades com amor você tem quase tudo e quase como canta minha amiga mallu magalhães quase já é bom demais