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br. br. [Música] >> Boa noite.
>> Boa noite. >> Tem umas pessoas vieram de longe aqui. Obrigado, gente.
É bom vocês estarem aqui e ajudarem a gente a abrir a nossa série, né, que nós vamos ter com a casa aberta sobre o livro do cheif. Mas vamos orar primeiro e aí depois a gente vai pro nosso assunto. Pai celeste, nós te damos graças por essa noite, por cada um que o Senhor trouxe aqui e pela oportunidade que o Senhor nos dá de aprender com a vida e o ensino desses irmãos que fundaram o Labri.
Com a vida e o ensino do Francis Shaifer, pedimos que o Senhor nos dê inteligência, discernimento para separar o joio do trigo e aprender apenas aquilo que vem realmente do Senhor. Nos abençoa com ideias, com luz, com clareza sobre a nossa vida e sobre como viver a verdadeira espiritualidade em nome de Jesus. Amém.
Muito bem. Quem veio de BH aqui? Só para eu ver.
Ó, aqui tem uns belorizontinos. Quem veio de Lagoa Santa? Quem veio de outro lugar por aí do do Brasil?
>> Tá morando em BH. É, tem o pessoal aqui do nosso que tá no no termo, mas eles estão lavando louça agora. Daqui a pouco chega alguém aí, gente.
Eh, então, sejam bem-vindos novamente. Nós já tivemos na Casa Aberta um estudo sobre um outro livro do Chef que o Felipe conduziu e a gente concordou que seria muito importante eh apresentar uma série e começar a leitura desse livro aqui, Verdadeira Espiritualidade. Quem já ouviu falar desse livro?
Alguns ouviram? Muito bem. Gente, esse livro é considerado o livro mais importante do Shaifer.
Não é necessariamente considerado, enfim, por todo mundo, porque às vezes a pessoa prefere um ou outro, mas no labrir é considerado o principal, porque aqui ele sintetiza sua visão sobre a vida cristã. E eu vou explicar melhor para vocês porque que isso é tão importante. O outro estudo que a gente teve eh sobre a obra consumada de Cristo é um estudo de Romanos 1 a 8.
Eh, esse estudo de eh do Shefer resultou de uma série de palestras que ele deu em Lausani no comecinho do Labri, se eu não tô enganado. Eles estavam em Champerri ainda. Aí eles desciam, né, para Lausânia.
contou essa história para isso e ele davam esse estudo bíblico num café e o pessoal gravou essa série e daí veio o livro A obra consumada de Cristo. Mas esse livro foi a base para o Shefer explorar melhor a sua concepção de vida cristã que eventualmente ele ele apresentaria. E ele falou sobre outros assuntos, né?
falou sobre arte, falou sobre interpretação de vários livros da Bíblia, falou sobre as revoluções que estavam acontecendo na cultura da época, né, em 1968. Escreveu A morte da razão, falou sobre política, eh falou sobre psicologia, sobre eh direitos humanos, muitos assuntos. Chefer tratou até um pouquinho sobre eh a questão da relação da Bíblia com a ciência moderna.
Ele tem um livro que chama No Final Conflict, é um livro pequenininho, mas eh o assunto principal, realmente todo mundo concorda, é a verdadeira espiritualidade. E eu lembro que eu descobri isso lá no Labri, porque eu achava que os livros mais importantes do Shafer eram os livros dele sobre apologética e sobre a análise da cultura moderna, a morte da razão, o Deus que intervém em inglês é degado isso, mas quando eu cheguei lá eu descobri que o livro mais importante era a verdadeira espiritualidade que eu não tinha lido, né? Então eu falei: "Ah, então eu achei que eu tinha começado pelo caminho certo".
E muita gente conhece o Shefer por causa desses outros livros. Eles são legais demais assim, mas esse livro realmente é é o livro mais importante. Eu diria que esse livro merece estar entre os clássicos de espiritualidade.
Então você pode ler aí as confissões de Agostinho, você pode ler eh a verdadeira vida cristã do Calvino. E nós temos a prática da presença de Deus, do irmão Laures, sacramento do momento presente e do Jean Pierre de Jean Pierre Calçades aí de espiritualidade. Eh, e eu acho que o esse livro merece estar entre os clássicos de espiritualidade.
Não tô dizendo que ele é o assim que ele tá necessariamente no nível das confissões, não se trata disso, mas tá na lista de livros sobre espiritualidade cristã que você precisa ler antes de morrer, né? como o Jonas Madureira gosta de falar, que você não pode passar dessa vida, né, pra próxima sem ler. É realmente um livraço, mas você precisa estar no ponto certo também para ler, que eu lembro que a primeira vez que eu comecei a ler esse livro, eu não entendi nada.
demorou um tempo, anos depois que eu fui ler e e entender, mas eu não entendi. Não é porque ele é difícil, não. É porque eh eu acho que as perguntas que eu tava fazendo ainda não me não tinham me levado ao ponto de entender porque que o livro era importante.
Eu tava numas perguntas mais básicas ainda e depois eu entendi isso. A edição atual tem outra capa. Eu nem sei se ela está em publicação.
Tá ainda, não tá? Eu ele costuma eles publicarem, fica um ano vendendo, esgota e aí leva 3 anos para publicar de novo. É da editora Cultura Cristã.
Tá? Muito obrigado. Então, o irmão cedeu aqui.
A gente teve uma pequena conversa. Qual capa é mais legal ou menos eh mais eh essa é a edição atual? Então, se você quiser achar esse livro, tem essa carinha aí, gente.
Pode comprar de olho fechado. Editora Cultura Cristã, verdadeira espiritualidade. Coloca lá em um dos livros para entender vida cristã hoje.
Eh, OK. Mas por que esse livro é tão importante? Tem um outro livro que eu quero recomendar aqui que é do Bill Edgar, Francis Shafer e a vida cristã.
Ele vai dar um panorama da vida do Shaifer, vai falar da vida, do trabalho dele, da teologia do Shefer e resume esse livro. No meio tem um resuminho. Então eu recomendo isso para você ter uma visão geral do pensamento do Shefer, da obra do Shefer.
Bill Edgar se converteu em 1966, quando ele foi ao labir. O labir começou em 55. Ele foi em 66, ele era um estudante, eh, ele tava em Harvard, aí ele foi para lá.
estudou com o Shefer, se converteu lá, aceitou Jesus logo no, tipo, no primeiro final de semana que ele chegou lá. O Shefer era muito evangelista e ele acabou depois estudando teologia, virou um professor de teologia apologética, era musicista também, ele estudava música. E eh eu conheci o Bill Edgar numa conferência eh do Labrin Rochester.
Alguns já ouviram essa história, que ele tinha uma uma noite especial de música porque coincidiu a conferência com a comemoração lá de Dia dos Namorados. Aí eles fizeram uma apresentação de jazz, ele levou a banda de jazz dele lá e o cara toca muito. Ele tem inclusive um livro sobre teologia da música que não foi traduzido, chama Taking Nots of Music.
Aí no fim eu fui agradecer, né? E eu conheço um cara também que foi orientado por ele no doutorado, né, o David Charles Gomes, que foi eh eh chancelé do Maquense um tempo, hoje ele preside a aliança reformada mundial. Acho que ainda tá, ele tava pelo menos até uns dois anos ou um ano atrás.
Aí o o eu fui conversar com ele e agradecer porque eu fiquei assim impressionadíssimo com a cantora, com ele tocando e tal. E aí foi aí que eu soube que ele ele soube que que eu era o o brasileiro, um dos brasileiros que tava lá. E aí ele perguntou que era meu time, que ele era Botafoguense, pasma.
Então Bio Edgar me contou que ele ia botafoguense. Eh, eu não sei se é tão bom para ele, mas eh ele ele tem muitos amigos brasileiros, né? E esse é um livro muito bom para você ler junto com verdadeira espiritualidade.
Isso aqui é uma introdução a Shefer. Então esse aqui é um bom livro. Eh, Francis Chefer, a vida cristã.
E esse livro aqui, se você puder ler inglês, claro, aí tem outras coisas, né? Tem a biografia do Fran Chef, do Colin Duas, que é muito, muito boa, muito detalhada, uma vida autêntica. Eh, e essa versão aqui é a minha mesmo do Acho que tem uma autografada que ele mandou pro Labri aqui.
Ele também foi um cara que passou pelo Labri, escreveu outras biografias. E tem as obras completas do Shafer, né, que a gente tem aqui no Labri. Eh, lá na biblioteca são cinco volumes, aí tem o volume sobre, eh, os livros de vida cristã, especificamente dele.
Aí é um livro só com com esse conteúdo. Gente, Francis Chefer tem ainda muito para oferecer pra gente. Ele está entre os autores que ajudaram a moldar a identidade evangélica no na segunda metade do século XX e agora também.
Então, eu vou citar alguns nomes, vocês conhecem. John Stot. John Stot.
eh é um dos principais responsáveis pela concepção evangelical de doutrina, de igreja que a gente tem hoje. Ele foi um dos articuladores do congresso de Lausan, em 1974, tem muito livro importante. Ele era um pastor anglicano, foi capelão da rainha.
Outro cara é o Billy Gramp, muitos conhecem melhor, né? Quem nunca ouviu falar viu ele lá na série The Crown, né? que ele foi lá, a rainha virou amiga dele e o povo da família achou que ela tava meio doida porque, enfim, ela não é que ela aceitou Jesus, ela tinha fé, né?
Mas o Biligran influenciou bastante ela. Eh, outro nome importante é CS lives, mais conhecido, né? Eh, acho que aí todo mundo já ouviu falar as cartas do diabo ao seu aprendiz, eh, ou as cartas do inferno, né, em outras versões, Crônicas de Nárnia, eh, eh, cristianismo puro e simples.
Então, essa é uma outra figura muito importante, né, o o CS Lis. E nós temos o Franz. Se a gente fosse pegar três assim ou quatro, né, mais influentes, eu diria que são esses aí, Billy Gram, eh, John Stot, CS e Franz Schfer.
Tem outras pessoas muito importantes, mas são os que mais influenciaram a mente evangélica, ou melhor dizendo, evangelical. É que você pode perguntar assim: "Ah, mas e os outros movimentos, renovação, movimento carismático, pentecostais, aí tem o neopentecostalismo? " Não, aí tem muita coisa, né, gente?
Na fauna evangélica tem muito bicho, muito bicho. Eh, mas eu eu tô me referindo assim, aqueles que ajudaram a pensar o coração da da fé evangélica. Então, são essas figuras.
E desses que eu citei, eh, o Billyram e o Shefer são os mais evangelistas mesmo, né? São os mais eh evangelistas e menos e sistemáticos. Um chefer tinha uma mente muito arguta.
Eh, ele falava para os filósofos, falava para acadêmicos, mas falava para todo mundo. Só que ele mesmo não era um, ele era um pastor que resolveu engajar e um missionário que achou que tinha que engajar intelectualmente com a o mundo da época dele. Então, tem gente que às vezes critica o Shafer porque ele entra num assunto acadêmico, ele não tem a precisão dos melhores especialistas, mas eh ele ele era um evangelista, não era realmente para ter, né?
Não se trata disso. Ele não era um acadêmico, mas os insightes que ele tinha, mesmo quando ele falhava no modo de apresentar, eram impressionantes. E por causa disso, muita gente da academia eh foi se converteu, muito professor, muito cientista, muito artista, se converteu por causa do trabalho do Shefer ou foi despertado para um compromisso cristão mais sério.
Então, tem muitas histórias eh desse tipo. Quando eu estava, por exemplo, lá no no Labrin 2007, né, a primeira vez que a gente foi, eh, eu me inscrevi num curso do Instituto Farade, que era eh é um instituto que ficava dentro do Sant Edmund Scholge da Universidade de Cambridge. Tinha esse instituto lá.
E eu acompanhava esse tema de fé e ciência há muito tempo, tanto que por causa disso depois a gente começou cristãos na ciência, né? E eu apliquei para esse negócio, inclusive eu tinha desistido de aplicar e aí faltando duas horas a Alessandra me fez sentar numa mesa e aplicar pro negócio. E por isso tem existe ABC2, é por causa disso.
E aí eu apliquei, concorri com a bolsa lá e ganhei eu e um romeno, o Bogdan, que só falava em arrumar uma mulher para casar durante o evento inteiro. Eh, a gente ficou amigo lá. Aí eu fui para esse lugar, era um era um foi no Santo Edmunds, teve duas semanas, teve uma semana antes de um outro curso que a gente fez num outro college lá.
Aí teve essas duas semanas. E nessas duas semanas, eh, eu conheci o diretor do Farade, que é um cientista da área médica, eh, um cara assim, eh, muito influente lá, o Denis Alexandre, tem muitos livros e publicados só por editora top, assim, Oxford, Cambridge e Crentão, assim, crentão, ajudou a plantar igreja quando trabalhava no Oriente, eh, Oriente Médio. ele organizou um projeto para eh imprimir bíblia em bíblias na em línguas da região e distribuir até clandestinamente.
E era um trabalhava como cientista e também eh ajudando com a plantação de igrejas lá. E esse cara eh ele me procurou a certa altura, sei que é do labr, né, e tal. Aí a gente começou a conversar porque a gente cada um tinha que mandar o seu currículo, né?
E aí eu falei: "Não, não sou do Labri ainda, eu sou tô lá como estudante". Aí ele contou que o Shefer foi muito influente para ele ter uma ele ele chegar à conclusão que ele tinha que combinar a carreira de cientista dele na área de de biologia e genética, de medicina genética com eh a fé e a esposa dele converteu no labr e o cara era membro da Royal Society. assim, o o nível de rigor científico deles dele, eu conheço os livros dele, tem, enfim, a gente até publicou um em português, é muito diferente do Shafer.
Então eu conheci muita gente assim que passou pelo Shafer e tinha sua especialidade, sua carreira, foi desenvolver depois num nível muito mais avançado do que o Shafer conseguia eh elaborar, mas que o Xifer deu empurrão. Então a gente viu muito isso e é bem a função do labri mesmo. O labri não tem a função de resolver os problemas do mundo, não.
Eh, a gente espera que vocês resolvam. Eh, o, a ideia do labr ajudar o crente a encaixar, eh, a conectar a sua fé, a viver sua fé de forma plena e conectar isso com as demandas da vida presente. Aqui logo no primeiro capítulo, o Shiffer fala assim, abrindo a discussão dele.
Olha que interessante, a questão diante de nós é saber o que é realmente a vida cristã, a verdadeira espiritualidade e como ela pode ser vivida no contexto do século XX na época, né? No nosso caso, o século XX. Então essa era a questão do Shefer.
A vida cristã é o que exatamente? Como é que ela funciona? Primeira pergunta.
Segunda pergunta. Como é que vive isso agora? Do jeito que o mundo é.
Então, por isso o chefe tava sempre explorando as profundezas da espiritualidade cristã, mas ao mesmo tempo com o jornal na mão, né, como dizia o Cbart, né, a Bíblia numa mão, o jornal na outra e ao mesmo tempo tentando entender o que que tá rolando e como que a gente vai ligar os pontos da nossa fé com o que tá acontecendo lá fora. Então essa é a proposta, é a proposta do livro, ele dá esse start, mas é a proposta do labrão. a gente poderia colocar nos seguintes termos: é a verdadeira experiência com Deus numa numa experiência do verdadeira no mundo.
Ou uma outra forma de colocar, onde é que está a realidade de Deus e como viver isso no mundo real. a gente poderia colocar nesses termos, mas logo no primeiro capítulo o Shefer joga essa questão e por incrível que pareça, não devia ser revolucionário, mas quando o Labri começou era revolucionário, porque algumas pessoas eh não estavam estavam na igreja e tal, mas não queriam saber de nada disso. E não devia ser revolucionário, mas é e em alguns contextos mesmo no Brasil hoje continua sendo.
continua sendo, porque algumas pessoas não estão preocupadas em saber o que é o cristianismo bíblico. Elas querem ter uma experiência que preenche a vida delas e aí às vezes elas caem no simulacro. E muitas pessoas também querem ter uma experiência, mas não estão preocupadas com a vida, como viver isso no mundo, como o mundo moderno funciona, que que tá acontecendo na sociedade e o que o cristianismo tem a ver com isso.
Então, a realidade de Deus e o mundo como ele realmente é. Muitas pessoas não querem fazer nem essa pergunta, nem essa pergunta. Elas querem uma solução para elas ficarem bem.
Não é que tá errado você querer uma solução para você ficar bem, é que você não vai ficar bem de verdade se não se encontrar Deus de verdade. E se você não abrir os seus olhos e enxergar o mundo como ele realmente é. Porque o cristianismo não é a Disneylândia.
O cristianismo quer te devolver pra realidade. Na realidade existe o Deus verdadeiro e um desafio aí no mundo. E tem que juntar essas coisas.
Então o labr surgiu por causa disso. Surge em 1955 e na Suíça, quando Fran Edit Schfer organizam esse trabalho. Antes disso, o Shefer era um missionário, já era um pastor ordenado, trabalhava numa missão que fez algumas atividades na Europa, no pós-guerra, porque eles queriam ajudar as igrejas de lá.
Tava coisa muito difícil, né? E nesse processo de fazer essas viagens e militar na missão que ele trabalhava, ele tem uma crise. Então assim, eu disse o que que é o labrino, o que que é o livro, mas antes disso teve uma crise.
Sempre tem uma crise, né? O chefe teve uma crise de fé violenta entre 51 e 52, 1951, 1952. E ele cogitou seriamente largar tudo, o pau da barraca.
A Edit conta essa história também no no livro o a tapeçaria, né, The Taper Stre, é um tijolão assim em que ela fala da história da família, do abrir e ela conta que o Jeev ficava andando assim no no açoalho do sótam de um lado pro outro e ele falava assim, ó, eu vou sair daqui ou eu saio crente de lá de cima ou eu Deus tem que falar comigo. Alguma coisa tem que acontecer. Eu tenho que descobrir se o cristianis é verdade mesmo ou não, porque sumiu tudo para mim.
E imagina o aperto da mulher, gente. Mulher passa aperto com homem, viu? >> Então ela ficou lá, botou a família para orar para Deus Deus segurar o homem.
E aí Deus falou com Sheifer e ele teve uma experiência que depois a filha dele, a Susan conta, que eles eles ficaram muito impressionados, porque de repente o Shefer desce de lá e ele fala assim: "É verdade. Só que de um outro jeito". E ela descreve isso como uma experiência carismática assim para eles.
Eh, eles perceberam que ele tinha tido um encontro com Deus diferente ou um reencontro. Mas aí veja só como é que ele fala dessa dessa crise que ele teve, que eu acho que isso é importante para entender o livro ao longo das semanas aí, né, que a gente vai examinar. Olha só, em 1951 e 52 enfrentei uma crise espiritual na minha vida.
Eu tinha voltado do agnosticismo e me tornado cristão muitos anos antes. Em seguida, havia sido pastor por 10 anos nos Estados Unidos. E então, durante alguns anos, Edite, minha esposa e eu, trabalhamos na Europa.
Durante esses anos, pesava a minha responsabilidade de representar a posição cristã histórica e a pureza da igreja visível. Ele participava de um movimento que defendia o cristianismo ortodoxo contra o liberalismo teológico, que questiona doutrinas básicas cristãs como a autoridade da Bíblia, a ressurreição de Jesus, a singularidade de Cristo, esse tipo de coisa. Existe, existem movimentos que se intitulam cristãos e questionam essas coisas e o movimento do Shaifer lutava contra isso.
Só que o jeito que o Shefer e o movimento lutavam não era sadir, era tóxico. E depois o Shefer admite isso. Ele continuou lutando contra essas coisas, mas ele mudou a forma de lidar.
Mas ele continuou na batalha. Ele não mudou essa posição, não. Mas ele viu que não podia ser daquele jeito.
E aí, nesse processo, olha o que ele diz. Aos poucos constatei um problema, o problema da realidade. Ele tinha duas partes.
Primeiro, tive a impressão de que para muitos daqueles que sustentavam a posição ortodoxa, faltava a realidade nas coisas que a Bíblia claramente dizia que deviam ser resultado do cristianismo. Segundo, gradualmente crescia em mim que a minha realidade era menor do que deveria ser, era menor do que era nos primeiros anos antes de me tornar cristão. Reconheci sinceramente que precisava voltar e repensar toda a minha posição.
Então ele estava em Champerri ainda antes de mudar para o Emô, que é onde o Labri é até hoje. Então, eh, ele disse a Edit que pelo bem da honestidade eu precisava mesmo percorrer o caminho de volta ao meu agnosticismo para repensar todo o assunto. Reconheço que foi um período difícil para ela e que ela orou muito por mim durante aqueles dias.
Eu falei que deu trabalho, né? Eu saía para caminhar nas montanhas quando o tempo estava bom e quando chovia andava de um lado a outro no celeiro do velho chalé em que morávamos. Eu caminhava, orava e meditava naquilo que as escrituras ensinavam e ao mesmo tempo que revia minhas razões para ser cristão.
E aí nesse processo ele ele foi iluminado e ficou tudo claro, mas foi iluminado assim, pensando e orando. Não foi só ele ficou só esperando a coisa acontecer, não. Ele ele revisou todas as crenças dele.
Eu tenho realmente razões para para o que eu acredito. E gente, ele volta de lá, então, crente, mais crente do que nunca. E ele chega a duas duas conclusões a respeito dos motivos dele de ser cristão.
Em primeiro é que o cristianismo é verdade mesmo. Deus existe. E não só isso.
O enquadramento cristão é a única coisa que explica a vida. Quando você tira as categorias da revelação cristã da do seu olhar, o mundo não tem mais significado. Você pode ignorar esse fato por um tempo, porque você se concentra em uma dimensão da vida.
Se você, por exemplo, tá apaixonado por alguém, você não fica preocupado com o sentido da vida. naquele momento você tá apaixonado, você tá muito empolgado com o seu trabalho ou com a pesquisa científica, você não pensa nisso. Mas se você a paixão diminuir um pouco e você distanciar e olhar a vida sem o cristianismo, não dá para encaixar as coisas.
E aquilo que você estava apaixonado ou está apaixonado, mas distanciou um pouquinho, de repente aquilo fica solto no vazio. Não tem um ponto de referência para dizer que aquilo é realmente importante ou perda de tempo ou uma ilusão. Então essa foi o ponto do Chefe que você vai ver nos livros dele, que quando você tira o enquadramento do teísmo cristão, que existe um Deus pessoal, que o universo é pessoal, que ele se revelou na pessoa de Jesus, os fios da realidade ficam desamarrados e você não consegue, você amarra um pouco aqui, mas para amarrar o outro você tem que desamarrar alguma coisa e no fim seu universo não integra.
E quanto mais consciência você tem disso, maior o desespero. E o Shefer vai nos livros dele explicar esse processo no século XX, no pensamento secular moderno, esse processo de perda de sentido. Então nem todo mundo sente que não que a vida dele não tem sentido, mas é porque ele não pensou o suficiente sobre o assunto.
E esse foi o ponto do Chefer. Quando ele revisou tudo e foi no fundo do taxo, ele falou: "Não, realmente sem o cristianismo não faz sentido". E aí ele volta.
Então isso ele resolve isso. Mas aí tem uma outra coisa que não é só o enquadramento cristão para paraa vida fazer sentido e você saber por que você tá aqui, mas é como viver o poder da obra de Cristo na sua vida. Aí a experiência cristã.
Então tinha essas duas partes, o enquadramento cristão e a experiência do verdadeiro cristianismo ou da verdadeira espiritualidade. Então você não pode ficar só com um. Tem muito cristão que entra em crise porque ele tem uma experiência eh com Deus muitas vezes muito forte e ele isso é muito forte, beleza?
Mas aí num certo momento ele passa por um uma etapa em que ele cai em pecado, não resolve isso, tem conflitos na igreja, qualquer outra coisa. E ele tem um momento de esfriamento e ele não fez o dever de casa de pensar as categorias da realidade. Ele não tem uma cosmovisão cristã.
E aí de repente ele começa a duvidar até da experiência que ele teve e não precisava. Mas é por quê? Porque ele não fez o paracado.
Então você precisa fazer o para casas que é o seguinte: se o cristianismo é verdadeiro, então ele é a verdade sobre o universo. E aí você precisa, porque Deus te deu um cérebro para isso, interpretar o universo a partir desse conhecimento. Aí você pensa assim: "É, mas é o crente tem que fazer isso?
" Gente, não é o que o evangelista João fez? O evangelista João conheceu Jesus e aí pensou, aprendeu com Deus, aprendeu com Jesus e aí escreve um evangelho que começa assim: "No princípio era o logos. O Logos estava com Deus, o logos era Deus.
Todas as coisas foram feitas por meio dele. Sem ele nada do que foi feito se fez". De alguma forma o João olhou o universo e ele viu e falou assim: "Cara, o Jesus que andou com a gente, olha ele aí.
Ele que fez esse negócio inteiro. Ele fez a conexão. " Então, João não tinha só uma experiência de Jesus.
Ele tinha um universo. Essa é a questão. Existe o universo, existe a sua experiência e a realidade conecta tudo.
Então tem gente que fica só de um lado, fica só do outro e não faz as duas coisas. E o Chefer foca nesse livro aqui a questão da espiritualidade. Em outros trabalhos dele, ele vai focar esse enquadramento, né?
E por isso que muita gente vai por esse lado e acha que é a obra principal do Chefer. Mas o Chefer vai destacar isso. Começa com essa descoberta de um Deus pessoal com você.
E aí você descobre que esse mesmo Deus pessoal tá por trás do universo todo. E aí? E aí você tem um mundo, você não tem só uma experiência, você tem um universo.
E o cristianismo é sobre a realidade. E a realidade é a realidade lá fora e aqui dentro. É a mesma realidade.
Então você não pode ter um Jesus que serve aqui para dentro e não serve lá para fora. Você vai capotar. Se você tiver só esse Jesus, você vai capotar.
Pode escrever no seu caderninho aí. Vou capotar. Não sei em quanto tempo, mas vai.
Você precisa entender o universo a partir da fé. E isso significa tudo. Significa inclusive o que você tá estudando, eh, seu, o por que seu trabalho, por que que você tem família, é sexo, é tudo.
Eh, o destino do mundo, eh, ética, todas essas coisas tem que estar dentro desse enquadramento, que é é o logos, o verbo que se fez carne é o verbo através do qual o mundo foi feito. Então, gente, aí o Xfer depois que ele tem essa experiência, passa um tempo, ele eles fundam Labr 55. E a essa altura, quando nós estamos aí em 66, entre 66 e 68, se eu não tô enganado, é quando o Shefer dá as palestras que vão virar o livro A verdadeira espiritualidade, que é publicado em 1971.
Antes ele publica A morte da razão em 78. Por isso, algumas pessoas recomendam começar pelo morte da razão, porque eh ele introduz ali várias categorias para entender o mundo a partir de Cristo. Mas em 71 ele lança esse livro aqui e e aí ele diz o seguinte no prefácio, essa descoberta da da do cristianismo como realidade sobre o universo e sobre a o que é a verdadeira experiência cristã, ele diz assim: "Essa foi e é a base verdadeira de Labri.
" Eh, essa foi a solução dessa crise com a descoberta de que o cristianismo é a verdade sobre o universo e que o o cristianismo verdadeiro acontece quando você experimenta a obra de Cristo repetida na sua vida, que é o assunto eh é o assunto do livro. Muito bem, gente. Eh, dada essa introdução, aí eu eu posso detalhar um pouco mais o que você vai encontrar no livro.
O livro, gente, tem duas sessões principais, né? Você não tem isso aí, mas você terá em breve, né? Eu acredito, todo mundo vai atrás do livro.
Eh, a primeira parte é sobre a liberdade imediata das amarras do pecado. São 120 páginas, mais ou menos ao redor disso. A segunda parte é a liberdade imediata dos resultados das amarras do pecado.
Então, são os dois temas são eh como Deus nos livra do pecado e como Deus nos livra dos efeitos do pecado. E aí ele vai explicar a obra de Cristo e como ela nos livra então do pecado. E aí vai explicar depois como isso é vivido na sua experiência, que é você ser liberto dos efeitos do pecado.
E aí o Xifer vai introduzir um termo que vai ser discutido mais pra frente aí na nossa série, que é o termo cura substancial. Ele vai dizer que assim, a gente não tem hoje uma cura completa, porque a gente ainda não ressuscitou dos mortos quando a gente conhece Jesus. Mas existe uma cura substancial para a nossa relação conoscos mesmos mesmo, a nossa vida psíquica.
Uma cura substancial para os nossos relacionamentos, uma cura substancial na igreja. Em outros livros, o Chefer fala sobre a possibilidade da gente experimentar uma cura substancial na nossa relação com o meio ambiente até. E ele vai aplicando isso para outras áreas, esse conceito de cura substancial que ajuda inclusive a pensar a questão da missão da igreja, né?
Missão da igreja é pregar o evangelho. Mas uma vez que o evangelho é pregado, ele pode trazer já alguns efeitos porque são os efeitos da liberdade, da libertação. E eles não são completos, mas eles podem ser vividos substancialmente.
Então você pode pensar que a missão cristã envolva, aí já tô expandindo ideias aqui, envolva não só pregar o evangelho, mas desdobrar os efeitos do evangelho em várias áreas da vida através de cura substancial. A gente pode pensar em cura substancial, trazendo ética no trabalho, trazendo justiça, trazendo conservação ambiental, trazendo eh um cuidado da saúde física, eh trazendo uma organização melhor pra família. Eh, pode pensar cura substancial em várias áreas.
A gente pode pensar, eu acho que essa categoria do chefe precisa ser mais utilizada inclusive nesse sentido. Mas isso é a segunda parte do livro, né? Hoje nós vamos falar da primeira parte, mas na verdade só do primeiro capítulo da primeira parte.
Nós assim, o mapa principal é esse. Agora, uma coisa muito interessante é que eh o Shefer começa na introdução dizendo que ele vai falar sobre a realidade que ele encontrou, o que é a realidade da vida cristã, como é que a gente vive isso, porque às vezes o negócio pode parecer meio teórico para muita gente. Onde é que tá a realidade da coisa?
E ele fala que vai falar sobre isso. Mas aí quando ele divide os as duas sessões, ele fala de liberdade das amarras do pecado e liberdade dos efeitos. Ou seja, o tema é o quê?
liberdades. Aí isso eu eu eu tinha esse grilo e o Bill Edgar faz um comentário a respeito disso, quando ele descreve esse, ele faz a sua pequena introdução ao livro do Shafer com o título Liberdade na vida cristã. O livro não chama o livro, o livro chama verdadeira espiritualidade, mas aí ele coloca um nome assim, liberdade na vida cristã.
Eh, por, vejam só, em verdadeira espiritualidade, enquanto a realidade é a preocupação central em assuntos relativos à vida cristã para Sheifer, o Shefer quer saber onde que tá a realidade. Foi, é por isso que ele quase perdeu a fé e é por isso que ele virou crente. É porque ele olhou e falou assim: "Não, isso é a verdade, então eu vou para cá".
Se ele descobrisse que não existe fundamento para você ser cristão, ele não era. E e isso é um ponto importante. Existe uma razão porque você tem que ser crente, é porque a realidade é essa.
E depois que você viu, você não consegue desver mais. É isso. Não é uma autossugestão religiosa.
Não é. É que você enxerga Jesus Cristo e depois que você vê a personalidade de Jesus e e como ele revelou Deus. Depois que você vê isso, você não consegue mais acreditar em outros heróis e em outros projetos de vida, porque eles parecem minúsculos assim, não cola mais.
Então essa é a questão, é que você encontra, você recebe um choque de realidade e a pessoa é cristã, é por isso. Ou é por isso ou ela ainda ela ainda tá tatiando e pensando no que vai fazer. Eh, o CS Lilson conta a conversão dele desse jeito, né, que e foi uma luta para ele se convencer.
Realmente tinha muita dúvida, o Token ficava lá conversando com ele. Ele conta que a conversão dele foi uma espécie de desistência no livro, ele fala sobre isso no livro Surpreendido pela Alegria lá no final ele diz que ele se ajoelhou e admitiu que ele era que Deus era Deus. Não é porque ele tava empolgado.
Ele disse que quando ele ajoelhou e creu. Creu não, assim, ele já ele tava crendo já, né? Quando ele ajoelhou e aceitou, OK, Deus, me renda.
Ele fala que ele era o convertido mais desanimado de toda a Inglaterra. Não foi porque ele tava super empolgado, é porque ele falou assim: "Ah, não adianta, eu vou fazer o quê? " É isso.
Então, existe uma razão para você ser cristão, é porque isso é a realidade. A gente fala muito que isso é verdade. As pessoas, mas o que é verdade, tal, tá bom?
É a realidade, entendeu? O resto é viagem. Só que o cristão ele enxerga isso e depois vem o processo de explorar as implicações disso.
Então essa não é bem uma descoberta filosófica, tá? É uma descoberta existencial, mas ela acontece. E aí depois você vai explorar e descobre que você tem todas as razões para ser cristão realmente e que quando você tenta outra coisa, os fios da realidade não se amarram.
Eh, o caminho é esse. Então, eh, então a questão da realidade era a questão principal, mas aí vem o ponto. As duas grandes sessões da série são intituladas liberação imediata dos algemas do pecado e liberação imediata dos resultados aos algemas do pecado.
Porque uma das manifestações mais concretas de você encontrar a realidade é a liberdade. Você não pode separar realidades de liberdade. Enquanto você tá iludido, você tá preso.
Então você realmente começa a experimentar o que é liberdade quando você pisa no chão do real. Aí você fala assim: "OK, agora eu sei onde eu tô e eu posso fazer as tomar as decisões que eu preciso tomar". Então não dá para separar realidade e liberdade.
Liberdade e realidade estão sobre os mesmos eh tipos de problemas ou tratam dos mesmos tipos de problemas. Uma vez que liberdade, ter liberdade é tornar o evangelho real. Então, a experiência cristã de libertação e a experiência cristã de encontrar a realidade do poder de Cristo no mundo não podem ser separados.
e uma vida cristã. Agora tem uma outra questão também que me faz pensar, e isso Bill Edgar não fala, mas é o meu palpite, que me faz pensar que o Shefer quando foi explicar o que era a verdadeira espiritualidade usou o conceito de liberdade ou da verdadeira liberdade humana. é que Sheifer tá escrevendo esse livro, dando essas palestras, escrevendo esse livro bem na época das revoluções eh de costumes que estavam acontecendo nas universidades europeias e americanas naquela época.
Exatamente. Em 1968, a gente tem aquelas revoltas na Universidade de Sorbone e outras universidades na França e em Berkeley e outras universidades nos Estados Unidos. No caso dos Estados Unidos era muito contra a guerra do Vietnã, mas não era só isso, era liberdade de expressão, era era eh é proibido proibir.
Os franceses que conhecem essa expressão, né, que é interditado interditar, né, e seria algo assim, né, em francês, é proibido proibir. Chegou no Brasil isso na mesma época. Aqui era a cinco e os caras pichando.
Não é proibido proibir dizendo isso, mas inspirados na revolta nas na intelectualidade na na juventude intelectual francesa. E isso estava espalhando nas universidades todas. E esse pessoal nessa faixa de idade era a realidade deles, né, que era isso aí, gente que tá entrando universidade, tá no meio do curso superior, terminou no curso superior, o pessoal dessa faixa começou a chegar no labr, só que naquela época, né, a preocupação do pessoal hoje é outra, né, da é outro tipo de preocupação.
Naquela época, a preocupação era como romper todos os tabus, liberar liberação de de drogas, liberação sexual, eh mas também eh envolvia concepções utópicas assim revolucionárias. Eu tinha gente romantizando, naquela época ainda existia a União Soviética, né? Eh, apesar que a primavera de Praga meio que eh esvaziou um pouco esse impulso, mas era um momento de revolução inacreditável.
Eu conheci um pastor esse ano passado, Paulo Moreira, que me contou essa história. É um pastor mais idoso, assim, foi profess foi pastor na eh numa igreja em São Paulo bem eh bem influente. E ele me contou que por coincidência, mas nessa época ele já tava tinha passado por essa experiência de conversão e tudo, ele foi fazer um intercâmbio nos Estados Unidos bem nessa época 68 e ele disse que era uma coisa inacreditável.
parecia que o mundo ia acabar mesmo assim, porque a mudança na e o choque na mentalidade da juventude em relação ao resto do pessoal era um negócio muito violento. E ele ficou impressionadíssimo porque quando ele lê a morte da razão, que é esse livro que o Chefer lança em 68, mas ele vinha cozinhando o problema desde o desde final dos anos 50, né? O negócio vai na cabeça do prego, explicando realmente o que que o pessoal tava vivendo naquele momento.
E aí, por isso muita gente, muito filho de cristão que que não era mais cristão, né, no que tava nesse processo, movimento hip, essas revoluções, muita gente foi baixar lá no Labri, na Suíça. Mas enfim, porque eu tô contando essa história eh é que e nessa época o grande, um dos grandes temas é a liberdade. é um dos grandes temas.
É proibido proibir por quê? Porque a gente não quer que a nossa plena autonomia seja bloqueada, interditada por causa de imposições da da sociedade burguesa. Num dos livros do Shafer, ele trata de uma um dos mentores desse dessa discussão que era Herbert Marquis, que era um dos líderes do pensamento neomarxista na época, né?
e um cara que fez uma síntese do pensamento da escola de Frankfurt com eh eh com psicanálise, com o propósito de associar revolução sexual e liberação sexual com a libertação da opressão da sociedade burguesa. Uma coisa estaria ligada à outra. Você não tem uma sociedade livre só mudando modos de produção.
Tem que mudar os fluxos de prazer e as repressões também. Então, eh, para você ter um homem livre, é em vários níveis que você tem que ter ele livre. E aí você tem, então, um discurso revolucionário que começa a misturar com o discurso de mudar os costumes, vida sexual e eh padrões de convivência de vida familiar, um monte de coisa.
Por isso que foi uma revolução muito de costumes, assim, não é aquela revolução, né, eh, no estilo tradicional, né, do proletariado, os trabalhadores se unirem contra o grande capital, não era bem isso, né? Inclusive, muita gente que defendia esses valores da da dessa revolução de costumes ali no final dos anos 60, era muita gente era era estudante de Ravel, estudante de Princeton, estudante Sorbone, era gente que tinha família rica, mandava pessoa estudar na Europa, não sei quê. Então assim, era elite cultural, né, que depois virou elite econômica.
Inclusive, muitos desses jovens que fizeram essa essas revoluções, eu mencionei isso numa palestra no fim de semana, muitos desses jovens que participaram dessas revoluções se tornaram eh líderes de grandes empresas, partidos políticos, eh movimentos sociais e políticos influentes e empresários. E se tornaram os líderes que construíram o mundo que a gente conhece hoje, dos anos 80 até os anos 2000. Então, o mundo nosso que a gente tá agora foi construído por aqueles jovens, aqueles jovens que hoje são bem velhinhos, estão começando a se aposentar agora e estão entrando outras pessoas no lugar, mas foi construído por eles.
Então assim, essa genealogia é importante pra gente entender também como que o Shefer entender o mundo atual que a gente tá e eh como viver a vida cristã agora com os resultados desse processo, né? Com os resultados. Oi.
>> É, era esse pessoal todo, era, enfim, eh, no na na pior das hipóteses, ele tá financiando ainda vários desses pessoas ou projetos que eles começaram. Eh, mas é interessante isso porque eu também mencionei o outro lado da moeda, né? Eh, um eh eh um fellow da Royal Society, professor da Universidade de Cambridge também, que bem nessa época leu Shafer e aí pegou um outro caminho, né?
e também acabou virando eh eh uma liderança cultural, mas ali um líder cristão, no caso, né, um cientista e e líder cristão. Então, eu vi isso muito também. Eh, e em mais de um contexto, eu participei de uma reunião promovida por um financiador de projetos eh aqui no Brasil há uns anos atrás, o o John Templeton, o John Templeton faleceu, era o Jack Templeton, que que dirigia o, enfim, o grupo, né, que de financiamento, era um presbiteriano.
E eles financiam projetos de pesquisa, universidade em muitas universidades do mundo e projeto de fé e ciência também. Aí eu participei de um evento anos atrás no Rio de Janeiro que tava esse pessoal todo lá no hotel e aí um cara, eu eu dei uma palavra rápida lá, aí um cara me procurou um dos líderes do conselho da John Tempor Foundation e e e falou assim: "Então você é do Labri, né? Isso sempre acontece".
Aí eu falei: "Sou no aqui no Brasil". Aí ele falou assim: "Nossa, que legal. Eu tive no Labri quando eu era jovem e o Shefer foi muito influente para eu ter a carreira científica e depois trabalhar nessas áreas e tudo.
Então, vira e mexe a gente ouve uma história assim, mas e do jeito que tinha do o Shefer e outros assim, tinha esse processo acontecendo e o mundo tá meio dividido ainda hoje eh ao redor de suas coisas. Mas enfim, eu contei essa história porque o que que era a questão? Liberdade.
O que que é liberdade de fato? Então, quando Shaifer descobre o que que é a experiência cristã ou recupera o que que é essa experiência cristã integral, ele traduz isso em termos de liberdade. É a verdadeira liberdade cristã.
Então, é um uma proposta do que é ser livre, que é diferente da proposta do que seria ser livre, que o humanismo secular está apresentando naquele momento. Então, o cristianismo não propõe o contrário da liberdade, ele propõe uma outra definição, uma outra compreensão do que é ser livre. Esse é o ponto.
Não é a negação da liberdade. Pode parecer, mas não é. Assim como as liberdades propostas pelo humanismo secular parecem liberdades, mas não são.
No durante o retiro do último fim de semana sobre identidade, a gente falou disso, né? essa cultura de uma eh de alegadamente de dar o máximo de liberdade para os indivíduos eh criou o que foi chamado de eh reflexividade eh fraturada, né? São pessoas que começam a entrar em sofrimento mental e psicológico porque elas não têm os suportes comunitários e éticos para fazer a vida funcionar.
E aí tem explosões de pânico, ansiedade, comportamentos desordenados. E aí a gente tem uma explosão de doença de uma epidemia de saúde mental em escala global, que é como que pode ter uma epidemia de saúde mental em escala global com tudo que a gente tem de ciência, de treinamento em psiquiatria, psicologia, ciências psi, remédios, lugar para atender, como é que a a saúde mental piorou. Isso tem que ter relação com os processos que vem se desenrolando desde Segunda Guerra Mundial.
É simples assim. Tem que ter uma relação. E tem uma relação.
É que é a concepção de liberdade que tava sendo articulada pelo humanismo secular. Eh, num primeiro momento e ela dá impressão de liberdade, no segundo momento a pessoa fica doente. É tipo doce paraa criança, né?
Mas se fosse fazer uma analogia, no primeiro momento a criança tá feliz da vida alimentada e tal, aí vai dando doce para você ver o que que vai dar. Não vai dar certo, vai dar ruim. Eh, e então, e, eh, essa é a questão, a liberdade verdadeira é só em Jesus mesmo.
Pois bem, gente, é introdução geral, foi isso.