Olá um dos grandes problemas que o estudante se depara quando começa a ler capitalismo monopolista e serviço social é o fato de que José Paulo Neto usa uma linguagem que não é muito convencional para os alunos isto faz com que em vez de se prenderem a as ideias que Neto está procurando apresentar os alunos em geral fiquem preocupados com a linguagem que ele está utilizando vamos fazer aqui o caminho Inverso vamos procurar reter as ideias centrais que Neto Está apresentando para evidenciar como que na fase monopólica do Capital o pensamento conservador passa a ser a
matriz dominante esta discussão percorre o item 1.2 problemas sociais entre o público e o privado que está no livro capitalismo monopolista e serviço social aqui Neto além de apresentar a sua tese Central que é a de que a tendência do capitalismo monopólico foi a de reforçar As estruturas conservadoras e portanto reformular a ideologia burguesa mais clássica de tal modo a não romper com a ideia de que problemas sociais são problemas individuais Neto vai fazer uma rasante em em torno de alguns autores clássicos da Sociologia ou do pensamento sociológico contemporâneo como é o caso de August
conte ou então Emil jkim passando também por por hry lefevre e os frankfurtianos esta discussão Deixaremos À margem uma vez que ela não é a questão central que Neto está procurando desenvolver estes autores eles comparecem fundamentalmente para mostrar como que a fase monopólica do Capital ela subjetiv a que o que deveria ser objetivado ou seja subjetivo os problemas sociais transformando a questão social em uma questão não resultante do desdobramento do próprio movimento monopólico do capital e sim como resultante da inépcia de certos Indivíduos para darem conta da sua própria existência é importante observar que a
maior parte do texto ela é é preenchida por notas de rodapé na qual Neto recorre aos teóricos da sociologia como conte dekim passando por hry lefevre Como já anteriormente assinalamos e também para os frankfurtianos se fizéssemos a mesma forma de Exposição isto nos levaria a caminhos bastante distantes e que não favoreceria a compreensão deste item 1.2 feitas estas Breves considerações vejamos como Neto vai apresentando a sua reflexão observa ele que substantivamente a organização monopólica da sociedade burguesa conferiu ao enfrentamento das refrações da questão social sistemática e estratégica intervenção estatal sobre elas aqui ele está retomando
a ideia que já apresentou no item anterior ou seja o estado na fase monopólica do Capital passou a assumir funções muito mais Amplas do que aquelas que possuía no período concorrencial do Capital quando ele coloca substantivamente ele está indicando que fundamentalmente a organização monopólica Ou seja a fase monopólica na qual o Cap Cap entrou lembremos que o capital ele se concentra e se centraliza no seu movimento de expansão a organização monopólica da sociedade burguesa conferiu ou seja direcionou ao Enfrentamento das refrações da questão social ou seja para responder às contradições que emergem no próprio desenvolvimento
do modo de produção capitalista uma contínua sistemática estratégica intervenção estatal sobre elas ou seja o estatal o estado passa a ser uma componente fundamental para tentar equacionar certas contradições que brotam do próprio desenvolvimento do Capital monopólico isto implicou portanto um Redimensionamento do Estado burguês ou seja o estado burguês passa a atuar como uma espécie de capitalista total no sentido de organizar não apenas os interesses das frações de classe como também responder à às sequelas da chamada questão social ou seja procura intervir no sentido de de atenuar as as consequências produzidas pelo próprio desenvolvimento capitalista daí
a ideia de que implicou redimension amamento do Estado burguês estado burguês este que Agora joga uma função coesiva Central coesiva no sentido de organizar os interesses das diversas frações de classe mas coesiva também no sentido de atenuar a pressão social resultante do desenvolvimento e do crescimento das lutas dos trabalhadores Portanto o estado ele vai continuar sendo o estado de uma classe não o estado que supostamente representaria os interesses de toda a sociedade prossegue Neto observando que A sequelas da ordem burguesa Quais são as sequelas as sequelas são a é aquele eh representam aquele quadro de
miserabilidade crescente para as grandes massas resultantes do próprio desenvolvimento do Capital sequelas estas que atingem o plano da saúde do Trabalhador o plano da existência mais imediata do Trabalhador o plano intelectual do desenvolvimento do Trabalhador ou seja o capital no seu movimento ele produz a riqueza de um Lado e a miséria social de outro portanto a sequelas da ordem burguesa reclamavam Isto é exigiam e mereciam a intervenção da instância política mereciam da perspectiva burguesa lembremos que o conjunto do Capital sempre foi muito reticente à intervenção do estado na economia no entanto na fase monopólica o
conjunto do Capital passa a reivindicar uma atuação setorialização da acumulação capitalista reclamavam e mereciam a Intervenção da instância política que formal e explicitamente mostrava-se como expressão e manifestação da coletividade por outras palavras Aparentemente o estado é o estado de todos mas na prática continuava sendo na fase monopólica o estado representante dos interesses da classe dominante e das frações de classe no interior da classe dominante no movimento que determinou este giro o giro aqui é no sentido de Reconfiguração ou seja como é que o estado vai redefinir o seu papel no interior da ordem monopólica no
movimento que determinou este giro confluíram portanto convergiram as exigências econômico-sociais próprias da idade do monopólio econômicas porque era necessário responder às necessidades da acumulação e sociais no sentido de que era necessário também responder à sequelas Provocadas pelo próprio desenvolvimento do capitalismo nesse sentido contribuiu para que este este giro ocorresse para que esta redefinição de de rumo por parte do Estado ocorresse jogou também o protagonismo político social das camadas trabalhadoras lembremos que no transcurso do século XIX e na virada para o século XX o movimento operário foi se tornando cada vez mais forte e Organizado portanto
isto exigia uma resposta do Poder burguês para continuar mantendo A Dominação e portanto o mecanismo de produção e reprodução ampliada do Capital jogou o protagonismo político social das camadas trabalhadoras especialmente o processo de lutas e de auto-organização da classe operária mas jogou também as crescentes diferenciações no interior da estrutura de classes não apenas a classe Trabalhadora se diversifica surgindo no seu interior extratos médios como também a própria classe capitalista ela se diversifica a no interior daquilo que poderíamos chamar as suas frações de classe o giro ou seja essa mudança de rumo feriu a programática Liberal
que acompanhou o desenvolvimento do capitalismo em seu período precedente que é exatamente a fase cor encial do capitalismo no qual o conjunto da burguesia trabalha com a ideia de que o Estado ele deve restringir o máximo possível o seu terreno de ação o giro feriu a programática Liberal que acompanhou o desenvolvimento do capitalismo em seu período precedente e que se cristalizou como uma das mais paradigmáticas portanto referenciais e resistentes construções ideológicas da burguesia que construção É essa a construção de que o estado não deve intervir na economia e que o estado deve garantir a liberdade
de iniciativa a Liberdade de comercializar sem que o estado diga o que a iniciativa privada deve fazer a partir do momento em que se desenvolve o capital monopólico este Credo Liberal ele sofre certos impactos isto não quer dizer que a ideia Liberal ela entra em declínio ou desapareça e sim que a ideia Liberal clássica ela se reconfigura para atender à necessidades que estão colocadas na fase monopólica do Capital a própria consideração dos Direitos sociais mostra um pouco deste eixo da redefinição oras se pegarmos a fase concorrencial os trabalhadores eles tinham jornadas de 14 16 ou
às vezes até mais horas por dia a partir do momento em que as contradições se acirram se torna necessário estender para a classe trabalhadora certos direitos sociais a fim de se continuar mantendo a produção e reprodução ampliada do Capital portanto os direitos sociais não nascerão como beness do Poder burguês e Sim como desdobramento do acirramento da luta de classes a própria consideração dos direitos sociais corolário da legitimação das políticas sociais ou seja direitos sociais que vão resultar vão resultar na Constituição de certas políticas sociais que transcendem o âmbito do trabalho imediato por exemplo a jornada
de trabalho reduzida é um direito social mas quando pensamos na saúde pública na educação Pública no atendimento público às demandas dos trabalhadores Estamos já no âmbito das políticas sociais do seu caráter Mais amplo ainda que não universalizantes corolário da legitimação das políticas sociais contribuiu para erodir ou seja corroer pela base ou etos individualista Ou seja aquele comportamento que se centrava fundamentalmente na ideia de que o sucesso depende do indivíduo e que Portanto o estado não deveria intervir No sentido de prejudicar a iniciativa individual e privada corroer no significa demolir significa apenas que esse éos individualist
precisou ser reconfigurado na fase monopólica corolário da legitimação das políticas sociais contribui para erodir pela base o etos individualista que é componente indissociável do liberalismo econômico e político ou seja o pensamento burguês olha fundamentalmente para o indivíduo e Não para o coletivo são os interesses privados que predominam sobre os interesses coletivos no entanto nesta fase monopólica do capital para equacionar as questões privadas do Capital se fez necessário olhar para os interesses coletivos os quais abarcavam em certo sentido a classe trabalhadora prosseguindo com o neto seria um grave equívoco supor que o giro portanto esta reconfiguração
de Rumos em questão destruiu o conjunto das Representações sociais e das práticas a ela conectadas pertinentes ao ideário Liberal antes ocorreu algo distinto Nas condições da idade do monopólio portanto naquela fase que se abre no terceiro quar do século X portanto a partir de 1875 para pegarmos aqui a leitura inicial de Neto o caráter público do enfrentamento das refrações da questão social incorpora o substrato individualista da tradição Liberal ruando ou seja reconfigurando portanto haverá a intervenção pública no entanto esta intervenção pública não vai eliminar os princípios básicos do liberalismo apenas vai reconfigurar aquela base individualista
da tradição liberal a ordem burguesa prossegue Neto supõe que em última instância portanto No Limite o destino pessoal é a função do indivíduo como tal por outras palavras o estado pode até entre aspas ajudar no Entanto o sucesso vai continuar dependendo fundamentalmente do indivíduo que aproveitará ou não a oportunidade seria como se disséssemos o seguinte a a esfera do estado pode promover o bolsa família mas se Depois de toda esta ajuda entre aspas do Estado o indivíduo continuar eh fora a margem portanto continuar na berlinda isto não seria culpa da esfera estatal ou D entre
aspas ajuda do estado e sim da própria incapacidade do o indivíduo de Aproveitar a oportunidade é neste sentido que Neto está dizendo que a questão da do indivíduo não desaparece nesta reconfiguração o sucesso continua sendo centrado no indivíduo como se dependesse exclusivamente dele a possibilidade de sair da berlinda na qual ele se encontra e não das contradições sociais que produzem e reproduzem em escala ampliada as chamadas sequelas da questão social nesse sentido peguemos aqui a Passagem completa de Neto o êxito como o fracassos sociais são creditados ao sujeito individual a criação pela via de ações
públicas de condições sociais para o desenvolvimento dos indivíduos não exclui a sua responsabilização social e final pelo aproveitamento ou não das possibilidades que eles são tornadas acessíveis o redimensionamento do Estado burguês o capitalismo monopolista em Face da questão social simultâneamente corta e recupera O ideário Liberal Corta-o intervindo através de políticas sociais recuperao debilitando a continuidade das suas sequelas aos indivíduos por ela afetados Na verdade o que se passa pro seg Neto é que a incorporação do caráter público da questão social caráter público na medida em que o estado passa a intervir sobre a sequelas da
questão social vem acompanhada de um reforço da aparência de natureza privada de suas manifestações individuais Portanto o Estado pode entre aspas a ajudar mas não pode resolver a questão do indivíduo se o indivíduo não mostrar uma certa predisposição para sair da Berlinda e ficar acomodada na sua situação prossegue Neto observando que na escala em que se implementam medidas públicas para enfrentar as refrações da questão social portanto os desdobramentos da chamada questão social a ência das suas sequelas é deslocada para o espaço da responsabilidade dos Sujeitos individuais que a experimentam Portanto o estado intervém oferecendo entre
aspas políticas públicas a questão é saber se o indivíduo poderá ou saberá utilizá-las no sentido de galgar eh outras posições no interior da estrutura social neste sentido que ele está dizendo que as políticas sociais elas cortam e recuperam o ideário individualista de que no fundo o sucesso depende do indivíduo de cada sujeito em particular no capitalismo monopolista e Aqui Neto volta a uma ideia que ele vem desenvolvendo desde o início do texto no no capitalismo monopolista converte o capitalismo monopolista converte as refrações da questão social em problemas sociais com esta conversão opera o ressituar do
etos individualista ou seja vai transformar as contradições que existem inevitavelmente na ordem burguesa em problemas sociais ou seja situações que ocasionalmente podem ocorrer mas ao procurar responder a Estas situações que aparentemente o ocasionalmente poderiam comparecer na verdade vai se reforçar pela intervenção a própria ideia de que o indivíduo é o limite ou seja o indivíduo é o maior responsável pela resposta a estes problemas sociais ou não por outras palavras depende do indivíduo o sucesso a intervenção sobre os problemas sociais não destrói enquadrar os grupos e os indivíduos por ele afetados numa Ótica de individualização que
transfigura os problemas sociais em problemas pessoais privados Ou seja no fundo a a a miséria social existente ou a necessidade de se recorrer ao ajuda entre aspas do Estado resulta não das contradições internas do próprio movimento do capital e sim do o fato de que os indivíduos não estão sabendo se situar na sociedade e portanto não estão sabendo viver na nova realidade que vai se apresentando na Fase monopólica daí que temporariamente eh terão o Ero do Estado mas não podem ficar contando eternamente com a atuação do estado para continuarem sobrevivendo na sociedade na fase monopólica
A ambivalência prossegue Neto observando que a ambivalência fluida e equívoca inserção das manifestações da questão social nas zonas de sombra constituem a área fronteiriça entre público e privado ou seja o estado intervém enquanto esfera pública para no Fundo resolver questões privadas e trata questões resultantes das próprias contradições do Capital também como uma questão privado ou seja o indivíduo é que precisa encontrar o caminho para sobreviver no interior da sociedade o que o estado pode fazer temporariamente é dar um apoio mas não resolver a situação Neto com isso ao reforçar estas ideias está procurando demonstrar a
todo momento que a nova ordem monopólica ela não vai investigar a fundo as Contradições que que brotam da própria sociedade capitalista mas pelo contrário vai colocar à margem estas questões apontando para soluções que na verdade não são soluções uma vez que não eliminam a própria contradição interna do desenvolvimento da sociedade capitalista portanto as políticas públicas adotadas no fundo elas procuram mais é mistificar a ordem burguesa do que vendar efetivamente para a classe trabalhadora o que a ordem burguesa É prossegue Neto observando que tais práticas e tal legitimação Ou seja a intervenção do estado ela atua
na questão social e busca com isso legitimar a ideia de que se está buscando a resposta para as sequelas da questão social e mesmo legitimar o estado como sendo o representante geral da coletividade uma ideia que na prática não se sustenta uma vez que o estado é fundamentalmente um estado de classe Tais práticas e tal legitimação aparecem Com uma dupla determinação são parâmetros para intervir empiricamente sobre as refrações da questão social empiricamente no sentido de detectar certos problemas é intervir no sentido de atenuar aqueles problemas que vão emergindo com o desenvolvimento da própria ordem monopólica
são funcionais estas intervenções são funcionais para vulnerabilizar as projeções societárias que apontam para a ruptura da ordem Burguesa com isto ele quer dizer o seguinte que a intervenção do estado busca também arrefecer o ímpeto revolucionário da classe trabalhadora ou o ímpeto revolucionário que naquele momento percorria amplos Extratos da classe trabalhadora ao intervir sobre as sequelas da questão social criava-se a ilusão de que era possível ter um capitalismo sem contradições um capitalismo sem miséria e um capitalismo capaz de Sanear todos os problemas que a Própria ordem burguesa ia produzindo isso atuou ideologicamente no sentido de reforçar
no interior da classe trabalhadora perspectivas reformistas portanto perspectivas que não apontavam mais para a superação da ordem burguesa e sim para a adaptação da classe trabalhadora à ordem burguesa como investiga por exemplo entre outros Rosa Luxemburgo em seu livro reforma ou revolução ao de bater as teorias de Edward Berstein portanto Tais práticas e tal estimação aparecem com uma dupla determinação tanto são parâmetros para intervir empiricamente sobre as refrações da questão social Quanto são funcionais para vulnerabilizar as projeções societárias portanto as perspectivas de Constituição de uma sociedade comunista por exemplo que apontam para a ruptura da
ordem burguesa uma vez que a sociedade comunista está nas antípodas da sociedade burguesa a Sociedade burguesa depende da existência das classes sociais uma sociedade comunista seria aquela onde a estrutura de classes seria eliminada estas duas dimensões a Operativa portanto a intervenção do estado é a ideal aquela que supostamente resolveria todos os problemas produzidos pela ordem monopólica vinculam-se estreitamente as estratégias de classes implementadas pelo Estado burguês e quando ele está Falando do Estado burguês é sempre o estado burguês na fase monopólica do Capital envolvem diferencialmente as perspectivas pública e privada do enfrentamento das das sequelas da
questão social a perspectiva privada pode ganhar destaque em fase de crescimento quando não há políticas sociais setoriais suficientemente articuladas ou ainda quando suas potencialidades coesivas não se mostram com um mínimo de eficácia Alternativamente a perspectiva pública aquela que vai envolver a intervenção do estado pode manter-se dominante em fases de conjunturas críticas quando a incorrência de agudas refrações da questão social com rápidos processos de mobilização e organização sociopolítica das classes subalternas sinaliza possibilidade de ruptura da ordem burguesa Ou seja quando as contradições não estão acirradas a esfera privada ela se apresenta com uma maior dimensão Quando
as contradições se acirram e é necessário conter o o ímpeto da classe trabalhadora o estado ele entra com maior peso no sentido de criar um certo ção para atenuar os conflitos e mesmo mascarar estes conflitos é importante observar também que aqui Neto utiliza uma expressão que era bastante empregada por Antônio gramich que é a ideia das classes subalternas classes subalternas aqui no sentido de que materialmente e espiritualmente estão subordinadas ao Controle do Capital subalternas não no s seno de que são inferiores mas sim de que ideologicamente ainda não desenvolveram um projeto próprio de sociedade ou
se esse projeto próprio de sociedade está posto em embrião esta classe ainda não se colocou em Ação efetiva para realizá-lo neto observa que a perspectiva mais pertinente à natureza do Estado burguês no capitalismo monopólica é a da consideração pública Dos problemas sociais ou seja Aparentemente o estado Ele está preocupado com o conjunto da classe trabalhadora no entanto é inteiramente justo constatar que em qualquer alternativa tal estado se encontra em condições de subsidiá-lo e de acoplar a ela a perspectiva privada ou mesmo de conferir destaque a esta eem nenhuma juntura este estado recorre exclusivamente a uma
de Tais perspectivas ou seja o estado burguês na Fase monopólica acena tanto para as questões sociais como também para a ordem privada é interessante observar como ao lado ao lado do discurso de que é necessário salvar as populações Ou aquele conjunto de indivíduos que foram afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul deste ano de 2024 desenvolve-se também o discurso de que é necessário criar linhas de financiamento para as empresas a fim de que elas possam se recuperar para o Conjunto da classe trabalhadora afetada vai a minha casa minha vida ou vai um bônus de
R 1000 R 2.000 a fim de conseguirem sair daquela Berlinda enquanto as águas não baixam enquanto que para o conjunto do empresariado vai linhas de financiamento para modernizar o parque industrial devastado de tal modo a garantir a acumulação do capital e tudo isto revestido da ideia de que é necessário ajudar o empresariado a fim de que o Rio Grande do Sul e isso não se Limita ao Rio Grande do Sul eh implica a lógica Geral do Capital a fim de fazer com que o empresariado Gere empregos e portanto todos saiam feliz da história daí que
Neto está colocando esta questão do público e do privado na intervenção do estado vale a pena reler mais uma vez esta passagem a perspectiva mais pertinente à natureza do Estado burguês do capitalismo monopolista é a da consideração pública dos problemas Sociais no entanto é inteiramente justo constatar que em qualquer alternativa tal estado se encontra em condições de subsidiá-lo e de acoar a ela a perspectiva privada ou mesmo de conferir destaque a esta mas é igual mais é igualmente certo que em nenhuma conjuntura este estado recorre exclusivamente a uma de Tais perspectivas ou seja não vai
eh ficar apenas atendendo ao privado como também não vai ficar apenas atendendo às Demandas públicas Neto prossegue observando que na idade do imperialismo portanto naquela fase que se abre a partir do terceiro quarto do século XIX a partir dos anos 1875 na idade do imperialismo a organização monopólica da vida social tende a preencher todos os interstícios portanto espaços da vida pública e da privada o inteiro cotidiano dos indivíduos tende a ser administrado Áreas de autonomia a constelação familiar a organização doméstica a fruição estética o erotismo a criação dos imaginários a a gratuidade do Ócio etc
convertem-se em limbos programáveis como áreas de valorização potencial do Capital monopolista a mercantilização Universal das relações sociais nesse ponto Neto vai fazer uma espécie de parênteses para resgatar alguns teóricos da soci olia como é o caso de Henry lefebre lefevre que escreveu Um clássico Livro entre vários outros que se chama a vida cotidiana no mundo moderno mas também ele vai percorrer um pouco do pensamento frankfurtiano de Adorno e horkheimer vamos passar esta vamos deixar esta parte à margem como também como um parênteses para não perdermos o ritmo da exposição e a lógica mais centrada que
Neto está procurando eh imprimir neste texto prosseguindo Portanto observará ele após essas digressões mais gerais do Pensamento de HR fev e dos frankfurtianos o monopólio organizando e regulando o mercado produz e reproduz os seus agentes sociais particulares o esvaziamento das individualidades diminuída progressivamente a área da intervenção autônoma dos sujeitos singulares corre simétrico a hipostasia da sua valorização abstrata aqui ainda ele está resgatando estes teóricos para mostrar como que na ordem burguesa passa a ver cada vez mais uma tendência a Psicologizar os problemas sociais lembremos que aqui também Neto ele está bebendo bastante do pensamento de
gorg lucax que vai mostrar como que na fase do imperialismo o subjetivismo a ideia do indivíduo passa a prevalecer sobre a compreensão da classe Portanto o indivíduo seria uma expressão da forma irracionalista do pensamento burguês na fase monopólica do Capital mas também não entraremos aqui nesta discussão para não nos desviarmos da reflexão que que Está apontando o neto embora ele ressalte bastante a ideia da psicologização das relações sociais que realiza no plano do indivíduo a contrapartida da redefinição que a ordem monopólica instala entre o público e o privado Neto vai procurar na segunda parte deste
item fundamentalmente mostrar que para esta ordem monopólica é fundamental ou foi fundamental n na sua configuração o desenvolvimento do pensamento Conservador a revolução de 1789 na França criou as bases para o desenvolvimento ao mesmo tempo de uma gama de teóricos que assustados com a Revolução Francesa ou a renegava que ele vai chamar aqui no texto por capitalismo eh romântico pela fase pela crítica romântica ao capitalismo ou seja diante das mazelas produzidas pela ordem burguesa muitos teóricos olhavam para o passado tentando resgatar os princípios da idade média Sem perceber que aqueles princípios já estavam definitivamente superados
pela história vejamos como ele vai construindo aqui esta reflexão a respeito do pensamento conservador dirá ele desde o segundo terço do século XIX acumulou-se reflexões sobre o ser social Matriz das ulteriores Ciências Sociais ou seja Matriz que vai eh alimentar as teorias posteriores das Ciências Sociais fundamentalmente o pensamento deur Camano e posteriormente no século XX o pensamento de tal cach parels e do funcionalismo que são dois pontos tocados também por Neto mas nos quais ele não envereda uma vez que também conduziria a sua discussão para longe do Objetivo pretendido neste item desde o sego Tero
do século XIX acumulou-se reflexões sobre o ser social Matriz das ulteriores Ciências Sociais portanto das posteriores Ciências Sociais e caixa de ressonância das lutas sociais para Orientar e legitimar intelectualmente as modalidades de enfrentamento da questão social este acervo precede a emergência e a consolidação da idade do monopólio em suas bases se encontram inspirações eh forjadas no anticapitalismo alimentadas pelo anticapitalismo romântico aqui Neto está colocando o seguinte o pensamento conservador de conte e de de orime serão Pilares fundamentais para alimentar o ideário conservador do pensamento burguês na Fase monopólica são o ponto de partida para um
aprimoramento cada vez mais profundo do conservadorismo do pensamento burguês sobretudo no século XX no entanto este pensamento de conte e de de orime ele vai ser precedido pelos embriões de conservadorismo lembremos por exemplo Joseph de mestre entre outros que eram refratários à ideia da revolução burguesa ou de aceitar a revolução burguesa como um um progresso no caso da Revolução Francesa de 1789 e também daqueles embriões de pensamento que buscavam uma saída no passado ou seja olhavam não para a ordem burguesa e sim para a ordem feudal como sendo uma ordem superior e melhor do que
a ordem burguesa lembros a discussão que o cax faz também no no seu texto a crise ideológica do pensamento burguês onde ele vai mostrar que o conservadorismo do pensamento burguês ele vai ter duas fases A primeira é aquela na qual se Olha para o passado se tentando o pensamento conservador ou melhor os resistentes ao pensamento burguês olham para o passado tentando resgatar as bases da sociedade feudal o outro conservadorismo será da própria burguesia que Vitoriosa vai mistificar vai procurar mistificar cada vez mais a realidade para legitimar a ordem burguesa como a única ordem possível há
reflexões bastante substanciais sobre isso tanto neste texto de lucax a Decadência do pensamento ideológico burguês como também no livro de Agnes heller o cotidiano e a história quando ela Analisa por exemplo a questão do preconceito o capítulo que é eh é destinado a analisar a questão do preconceito fica aqui as duas referências para poder entender um pouquinho esta dinâmica do conservadorismo que vai percorrendo a emergência da ordem burguesa portanto desde o século desde o Segundo ter do século XIX acumulou-se reflexões sobre o ser social Matriz das ulteriores Ciências Sociais e caixa de ressonância das lutas
sociais para orientar e legitimar intelectualmente as modalidades de enfrentamento da questão social este acervo precede a a emergência e a consolidação da idade do monopólio portanto conservadorismo é anterior à fase monopólica em suas bases se encontram inspirações alimentadas no Anticapitalismo romântico a tradição intelectual a que estamos nos referindo pro seg Neto é aquela que configura a curva do pensamento conservador pensamento conservador no sentido de que a partir de certo momento a burguesia deixa de ter um pensamento Progressista e busca a se a se apoiar sobretudo naqueles referenciais que legitimam a sua dominação enquanto classe a
tradição intelectual a que estamos nos referindo é aquela que Configura a curva do pensamento conservador esta tradição intelectual apta a subsidiar a unidade estratégica entre as perspectivas pública e privada no confronto do estado no confronto do Estado burguês com as refrações da questão social se trata observará Neto a respeito deste pensamento burguês a respeito deste pensamento conservador burguês se trata de um estilo de pensar o social que tem por limite o Marco da Socialidade burguesa o positivismo ou seja o positivismo vai ser uma relaboração do pensamento burguês uma forma de pensamento que não olha para
além da sociedade burguesa mas que vê na sociedade burguesa o estado positivo Como dizia conte se pegarmos tanto conte quanto dirim veremos que para eles o limite do Desenvolvimento Social é dado pela sociedade burguesa é ela que vai ser a sociedade na qual a ciência o Estado positivo se desenvolve daí a ideia do positivismo para se contrapor aos racionalistas aos iluministas que eram vistos como negativistas tanto por conte quanto também por jkim entre outros deste leque do pensamento conservador se o pensamento conservador se trata de um estilo de pensar o social que tem por limite
ou Marco da socialidade burguesa o positivismo é esta expressão é a autoexpressão ideal do ser social burguês ou seja o mundo Acaba a partir do momento ou a transformação social acaba a partir do momento em que a ordem burguesa se instaura os conceitos científicos e aqui ele vai se centrar fundamentalmente nos elementos básicos do pensamento de conte e jkim os conceitos científicos deviam ser subordinados aos fatos portanto a questão doem empírico o empírico tem que predominar os primeiros deviam simplesmente manifestar a conexão real entre os últimos os fatos e suas Conexões representavam uma ordem inexorável
portanto inevitável que compreendia os fenômenos sociais e naturais lembremos que uma das bases do pensamento positivista vai ser a busca de referenciais nas Ciências da Natureza de ur kaim ele vai colocar mesmo que as Ciências Sociais precisam recorrer à Ciências da Natureza para compreender o que é a vida social daí diur chime comparar a sociedade como um grande Organismo vivo assim como fazia a biologia e as Ciências da Natureza Em geral os fatos e suas conexões representavam uma lei uma ordem inexorável que compreendia os fenômenos naturais afirmar a ordem estabelecida como base para A negação
da necessidade de construção de uma nova ordem Este era o princípio básico do positivismo isto Tais vez não excluem a necessidade de reforma e de mudança de modo que esta progride suavemente para Um estado mais alto sem ter de começar por ser destruído aqui ele está remetendo ao fato de que para os positivistas a mudança ela está presente peguemos por exemplo o conte que vai falar da Lei dos Três Estados o estado teológico metafísico e o científico só que esta mudança deveria ser gradativa de tal modo a não produzir o caos social permitindo portanto que
a ordem social caminhasse se desenvolvesse de uma maneira harmônica de ur kaime fará a Mesma coisa quando Pensa a questão da transição da solidariedade mecânica para a solidariedade orgânica está sempre presente no pensamento positivista a ideia de que a mudança deve ser gradativa ser regida pelas leis sociais básicas de tal modo que a organicidade social não seja rompida e portanto se restabeleça o conflito é importante observar que esta ideia da Harmonia ela não surge do nada no interior do pensamento de durur kaim E também de conte é sempre importante observar que a classe trabalhadora estava
em desenvolvimento que os conflitos sociais estavam se acirrando portanto estes pensadores eles eram também uma resposta eh no plano ideológico ao crescimento da ação efetiva da classe trabalhadora em sua luta contra o poder do Capital prossegue Neto observando que é nesta naturalização da sociedade ou seja este esforço para pensar a sociedade Como se ela fosse regida por um mecanismo semelhante àquele das leis da natureza é nesta naturalização da sociedade que encontramos o princípio que adapta a tradição conservadora às exigências do Estado burguês oras este pensamento caía como uma luva aos interesses da ordem burguesa uma
vez que este pensamento não estava colocando a necessidade de superação da sociedade por meio da luta de classes mas pelo contrário a construção de uma ordem Harmônica na qual o capital poderia por exemplo se desenvolver livremente sem temer conflitos é importante observar como o positivismo ele continua bastante presente no mundo contemporâneo e no pensamento conservador sobretudo quando aparecem os embates sociais sempre veio a ideia de que a sociedade brasileira por exemplo é uma sociedade pacífica harmônica e que estes conflitos não fazem parte da natureza do povo brasileiro Lembrando que este discurso Não se restringi ao
Brasil mas pode ser encontrado em vários em várias outras Nações também é nesta naturalização da sociedade que encontramos o princípio que adapta a tradição conservadora às exigências eh que estamos pontuando do Estado burguês em primeiro lugar em primeiro lugar ao naturalizar o social esta tradição estabelece nitidamente a inéia portanto a ineficácia dos sujeitos sociais para Direcioná-lo segundo os seus projetos ou seja há uma ordem no mundo e não adianta querer violá-la mais exatamente estabelece a sua refratariedade a razão e a vontade dos sujeitos sociais o mundo possui uma lógica assim como a ciência da natureza
possui uma lógica daí que tentar romper com esta lógica é conduzir a sociedade para o conflito para a anomia portanto fazer com que a sociedade fique doente uma vez que o organismo social não funcionará Corretamente a sua variabilidade Obedece à regularidades fixas que escapam substantivamente portanto fundamentalmente a intervenção consciente dos sujeitos históricos o social como tal aparece como uma realidade ontologicamente alheia a esses Ou seja a vida social tem uma dinâmica que escapa o controle dos indivíduos lembremos jur kaim sempre ressaltando que não é o indivíduo que forma a instituição O que é um fato
e como que As instituições se impõem aos indivíduos ou seja contra elas os indivíduos não podem fazer fazer praticamente nada sem sofrerem o caráter coercitivo das próprias instituições o que assim recebe sanção teórica e consagração cultural é a impotência dos sujeitos e protagonistas sociais em Face dos rumos do desenvolvimento da sociedade não só uma legitimação do estabelecido como uma predisposição para aceitar a sua Evolução seja em que sentido for ou seja diante da sociedade o indivíduo praticamente não pode fazer nada e todas as vezes que ele se rebela contra a sociedade ele vai sentir a
coercitividade das instituições sobre ele lembremos por exemplo como que diur kaime constrói os seus prefácios a primeira e segunda edição no livro as regras do método sociológico onde ele observa que para os indivíduos As instituições são coercitivas mas também Desejadas uma vez que o pensamento coletivo garante a existência de cada indivíduo eh emerge disto uma certa impotência do indivíduo para transformar a própria história o indivíduo agindo coletivamente para transformar a própria história ainda que nos positivistas encontremos a ideia de mudança mas é uma mudança que deixa à margem a questão da contradição para operacionalizar com
a ideia da Harmonia social no fundo observa Neto esta forma De pensar ela conduz a uma psicologização do Social diz ele a rota da psicologização passa num primeiro momento pela determinação da problemática da questão social como sendo externa às instituições da sociedade burguesa ou seja As instituições existem para produzir a harmonia tudo que acontece fora na sociedade de conflito Não é por causa das instituições e sim por desdobramentos outros que precisam ser Consertados pelas instituições a rota da psicologização passa no primeiro momento pela determinação da problemática da questão social como sendo externa às instituições da
sociedade burguesa ela deriva não da sua dinâmica das suas dinâmica e estrutura mas de um conjunto de dilemas mentais e Morais portanto os vidos não assimilados os comportamentos desviantes é que alimentam o conflito e não as contradições internas produzidas Pela própria ordem social logo a proposta terapêutica não pode ser senão uma reorganização espiritual isto está presente tanto em conte quanto em jkim uma reorganização espiritual apta a contemplar o verdadeiro programa social dos proletários consistente em assegurar convid a todos primeiro uma educação normal depois o trabalho regular portanto mesmo quando olham para a classe trabalhadora o
que o pensamento positivista procura fazer é Integrar a classe trabalhadora a ordem existente fazendo com que a a harmonia volte a ser restabelecida é interessante observar como eh tayor que vai trabalhar que vai operacionalizar com as formas de reorganização do trabalho Fabril ele resgata também esta ideia da harmonia social ou seja a partir do momento em que cada trabalhador for colocado dentro das funções para as quais é apto a harmonia ela tende a ser restabelecida portanto a reorganização do trabalho Para tayor atende tanto aos interesses dos empresários como também dos trabalhadores isto já está colocado
logo as primeiras páginas do seu livro sobre a organização científica do trabalho volt temos aqui a rota da psicologização passa num primeiro momento pela determinação da problemática da questão social como sendo externa às instituições da sociedade burguesa ela deriva não das suas dinâmica e estrutura mas de um Conjunto de dilemas mentais e Morais logo a proposta não pode ser senão uma reorganização espiritual apta a contemplar o vero programa social dos proletários e fala bastante da questão dos prietários consistente em assegurar convenientemente a todos portanto tanto a trabalhadores quanto aos burgueses primeiro uma educação normal depois
o trabalho regular sobretudo assegurar aos Trabalhadores assimilação à ordem burguesa com isto o positivismo ele desec e desor a estão social ou seja as refrações da questão social não decorrem das contradições internas do capital e sim da necessidade de uma reordenação moral da sociedade fazer com que os indivíduos entrem em sintonia com os valores mais elevados da sociedade burguesa da sociedade burguesa portanto deseconomia e desista a questão social situa o alvo da ação tendente a intervir Nela no âmbito de algumas expressões anímicas translada o enfoque das refrações da questão social para o terreno da modelagem
psicossocial e moral dde a ênfase na educação e na espiritualidade este passo psicologizante matriza uma postura canônica da tradição conservadora que será compatível com Vertentes da doutrina social da igreja posteriormente e ele cita aqui a leão a Leão 13 E como que no na na na nas encíclicas ou No projeto de Leão 13 ou no ideário de Leão 13 estava presente também este matizo do pensamento conservador Quim observa Neto a psicologização que já estava em germe em conte avança deim partia da colocação de que a questão social era mentalmente moral e tal como Conte a
deseconomia retira da economia a problemática para jogar para o plano da necessidade de fortalecer os laços Morais e portanto a consciência coletiva Entre os indivíduos a psicologização que se forja em jkim remete não para o conjunto macroscópico portanto para a totalidade das relações sociais para o conjunto macroscópico da questão social mas para o problema da coesão social o nervo da reflexão diur camana pode ser localizado na questão do controle social A Essência de um tal controle encontra-se na Esfera moral dikim portanto vai considerar eternos e a históricos certos mecanismos básicos Que determinam a estratificação social
que tem sua culminação na sociedade burguesa estratificação no sentido da estrutura de classes que vai estar percorrendo a sociedade industrial na leitura de jkim as tensões e conflitos podem ser equacionados pela construção coletiva de normas normas regras de Conduta que introjetadas nos indivíduos reduzem os comportamentos sociopática os entos desviantes aqueles que estavam À margem da aceitação das normas institucionais as tensões e conflitos podem ser equacionados pela construção coletiva de normas que introjetadas nos indivíduos portanto assimiladas pelos indivíduos reduzem os comportamentos sociopática os comportamentos desviantes normas Decididamente Morais portanto fazer com que os comportamentos desviantes aceitem
as normas e regras da sociedade que estão configuradas através das Instituições a função da moral constrangedora constrangedora na medida em que ou indivíduo ou o indivíduo aceita as regras ou então ele sentirá o peso de violar as regras a função da moral constrangedora é garantir a vigência dos comportamentos normais e universalizada sancionar a classificação da sua variação como fio sociopática portanto dikim reconhece que certos indivíduos não estão em sintonia com os valores da instituição portanto é Necessário a sociedade reforçar nele os valores da instituição lembramos que para de orime por exemplo crime é normal patológico
seria uma sociedade que aceita o crime como normal e não punisse o crime uma vez que o crime representaria violação um dos valores mais elevados da sociedade observemos também que nesse texto Neto resgata o caráter repressivo das instituições ou aquilo que ele vai chamar do caráter constrangedor das instituições mas é Importante observar também que para de orkin As instituições comportam uma dupla dimensão a primeira delas seguramente este caráter constrangedor esse caráter impositivo mas yorim destaca também B que as instituições existem porque os indivíduos as desejam portanto ao lado deste caráter compulsivo existe também o lado
volitivo das instituições Por parte dos indivíduos eles AD desejam para se preservarem enquanto indivíduos estas Questões estão desenvolvidas por jkim na introdução a segunda na introdução das regras do método sociológico e no prefácio a segunda edição também do mesmo livro em Durkheim surgem explícitas As Faces positivista e conservadora a naturalização e a psicologização do Social buscando na leitura de jkim viabilizar formas eficientes de controle e coesão sociais tendo a coesão social não tem a luta de classes obviamente na Leitura de dkim é levado buscando viabilizar formas eficientes de controle e coesão sociais é levado a
estabelecer uma verdadeira te da representação aquela do neocorporativismo que seria este neocorporativismo seria a ideia de que a coesão social no mundo contemporâneo portanto na sociedade burguesa seria garantida com as relações indivíduo estado indivíduo Barra Estado mediadas por grupos Profissionais assim como era as corporações da idade média Mas esta mediação ente política aparece derivada da relevância coesiva da moral ou seja reforçar os laços sociais entre os indivíduos prossegue Neto observando que o pensamento de ur cimiano é uma inflexão laica ou seja ele vai retirar a sociologia do terreno da religião em Conte a religião está
sempre presente conte buscava ter uma religião positivista ou seja desenvolver a Religião positivista deim vai retirar a religião da sociologia pelo menos enquanto parâmetro para pensar a sociedade ele pode analisar sociologicamente a religião mas não vai analisar a sociologia o valent da religião o pensamento de orcano é uma inflexão laica ou seja descarta a religião para pensar a instauração da ordem social ou a da Ordem Social a intervenção que sugere é parametr pela consideração científica da Moral pela consideração científica da Moral e dirigida para incidir no terreno da interação entre grupos secundários portanto profissionais estrutura
política inclusiva ou seja o estado com o público recebendo uma identificação ética própria ou seja jorim Procura pensar a sociologia não a partir de parâmetros outros que não se que não fosse a própria ordem científica lembramos que conte estava procurando fundar uma ciência mas Haverá também as Críticas que jkim desenvolve em relação à conte de uma delas é de que conte procurou estabelecer uma única lei geral para desenvolvimento de toda e qualquer sociedade prosseguindo Neto observa que a elaboração teórica emor soluciona a objetividade dos conflitos pela via da construção de mecanismos de controle social que
os reconhecem ou seja reconhecem os conflitos como Tais propondo um Tercio e um dator ou seja Uma outra saída a intervenção sobre eles com um erguimento de normas coesivas que liguem organicamente o público e o privado de onde a qualificação positiva da ação social para neto e aqui ele vai caminhando para o final deste item para neto é sobre a psicologização das relações sociais que avançará a autorrepresentação da sociedade burguesa no estágio imperialista Ou seja aquo que estava em embrião a época da Revolução Francesa em 1789 que ganhou novos contornos com conte e posteriormente dekim
se aprofunda à medida em que a ordem do capital na fase imperialista avança é sobre a psicologização das relações sociais que avançará a aut representação da sociedade burguesa no estágio imperialista quando o monopólio consolidar-se consolida-se entre as duas guerras mundiais conformando a alta representação burguesa do Período Clássico do imperialismo em duas grandes Linhas ou seja as duas guerras mundiais aprofundaram o caráter conservador do pensamento burguês quais são estas grandes lin duas grandes linhas são a inteira moralização das teorias sociais abrangentes e a individualização das refrações da questão social ou seja os as questões que emergem
da sociedade burguesa na fase monopólica são questões Morais e aquelas a os problemas mais candentes que emergem também no interior da ordem Burguesa são resultado de de eh não adaptação dos indivíduos ou se quisermos né da insuficiência dos indivíduos para estarem aptos a viverem na sociedade burguesa daí esses dois lados a inteira moralização das teorias sociais abrangentes e a individualização das refrações da questão social lembremos como o neoliberalismo ele vai potencializar esta ideia do indivíduo à frente eh em relação ao social tudo se passa no plano do indivíduo o estado não Deve intervir uma vez
que o indivíduo se torna Preguiçoso com a intervenção do estado portanto é necessário deixar o indivíduo criar as suas próprias alternativas e com isto a sociedade Ela será uma sociedade com muito mais Progresso do que se o estado ficar intervindo no sentido de fornecer benefícios sociais para as individual qualidades que dele precisam daí a moralização e individualização das refrações da Questão social para neto e aqui ele também apenas aponta mas não desenvolve esta esta dimensão ela vai se fazer presente nos anos 60 fundamentalmente através do pensamento de talc Parsons que vai fazer a equiparação da
sociedade com a dimensão moral e também nos estudos que vão ser realizados a respeito da personalidade sobretudo no caso dos estudos realizados pelos funcionalistas são duas correntes da sociologia que se Desenvolvem fundamentalmente a partir dos anos 50 mas que Neto apenas aponta para mostrar como elas possuem um caráter extremamente conservador e que como e como elas avançam em relação aos pressupostos conservadores dos referenciais anteriores do conservadorismo a questão da ordem que constitui a questão da ordem vai constituir o eixo das intervenções desta sociologia dos anos 50 e 60 Lembrem também as várias Críticas que fará
a esta sociologia Thomas bomor em seus vários livros fica aqui a recomendação para recorrer aos textos de bomor que vai mostrar como que o pensamento funcionalista era essencialmente conservador e como que o pensamento de Parsons era também uma matriz dentro do conservadorismo Thomas bomor entre o público e o privado conclui Neto os problemas sociais recebem a intervenção estatal de uma parte a direção Estratégica do processo econômico social e político de outra a rede institucional de serviços que incide sobre as personalidades portanto sobre as individualidades que se revelam colidentes porque vítimas com aquela o trajeto que
leva deconte e dekim ao saber social compatível com a ordem monopólica é longo e acidentado mas é do acúmulo daqueles pontos de arranque que a ordem portanto ponto de partida né É do acúmulo Daqueles pontos de arranque que a ordem monopólica extraiu portanto absorveu os nódulos do sistema teórico cultural que sanciona no discurso científico os seus mecanismos de reprodução ou seja apresenta as respostas eh individualizantes ou então as respostas de Matriz momento da questão social como sendo eh resultado da intervenção científica ou seja da compreensão científica de quais são os problemas e como resolvê-los é
lógico que isso é Mais um momento da mistificação social uma vez que as contradições sociais não se resolvem com teses de academia e muito menos com soluções mágicas sanciona no discurso científico os seus mecanismos de reprodução Afinal a complementaridade das perspectivas por perspectivas pública e privada se vê caucionada quando a teoria se vê apoiada quando a teoria abre o caminho para converter a persistência dos problemas sociais em disfunções centradas na maior Ou menor adequação dos indivíduos em desempenhar os seus papéis o tratamento dos afetados pelas refrações da questão social como individualidades sociopática instituições específicas O
que ocorre é a conversão dos problemas sociais em patologias sociais ou seja comportamentos desviantes que podem ser equacionados a partir de medidas burocráticas e não fazendo a crítica radical a própria ordem ordem burguesa que produz continuamente aquilo que Neto Chama por as mazelas da ordem burguesa Com estes elementos encerramos aqui a discussão desse item 1.2 do livro de José Paulo Neto capitalismo monopolista e serviço social discutimos aqui o item problemas sociais entre o público e o privado apesar da exposição ter ficado longa espero que tenham gostado como sempre encaminhem suas considerações positivas ou negativas a
fim de que possamos cada vez mais continuar melhorando o nosso Trabalho e contribuir com as jovens gerações de estudantes e de pesquisadores até uma próxima