As narrativas compartilhadas têm o presente. Continuar ouvindo Paulo Edson da e agora vai começar contando sobre a experiência dele, né, na Rússia, e que acaba produzindo o livro "Crónicas do Cáucaso". E depois tem mais coisa aí.
Este é o nosso quarto bloco e o último. Tá bem, então, mais para nós nos localizar com a palavra, querido Paulo Edson, também Roberto. Aí, então, depois vinha para ir no doutor.
Errados, falei dos quais são os lanches. É, eu assisti a um documentário, Roberto, chamado "Três Espaços da Melancolia". É um documentário finlandês bom, e que só focalizava, dar uma atenção especial, às crianças que estavam, de certa forma, envolvidas na guerra da Chechênia.
Eles mostravam, no primeiro, "Três Espaços em Três Passos", três espaços da melancolia: as crianças, os órfãos, já desde pequenininhos, já vão sendo treinados na Rússia a serem soldados. Acompanha o orfanato dia após dia, aquela rotina muito puxada que se tem. Durante a preparação, já desde pequenininhos, vão se transformando em soldadinhos, e, seja, adultos soldados russos, órfãos da guerra da Chechênia.
As crianças perderam a paz, e o terceiro espaço é o local onde elas foram atacadas. Uma moça chamada, uma senhora chamada, "Anjo de Grossas em Arranjos Rosa", ela salvava as crianças dos escombros e as levava para refúgio na Inguchétia, na República. Eu, particularmente, conheci a história da Chechênia só de Manchester.
Sorte com todos nós aqui no Brasil é um lugar muito remoto para conhecer. Você, puxa, merece uma investigação. Principalmente, não tinha nada em língua portuguesa.
Aí eu quis estimular um pouco minha veia jornalística. Como é que se escreve algo menos acadêmico, mais jornalismo? E aconteceram as coincidências, de novo, coincidências do universo.
De novo, a Uniso recebeu uma aluna de intercâmbio da Universidade de Varões, na Rússia. E até que o intercâmbio foi selado entre a Uniso e a estatal de valores por causa da Luna. Ela queria continuar os estudos superiores, ela tinha se casado com um brasileiro, o estado brasileiro é um ex-aluno de Maylasky.
Ou ele se casou com ele e disse que ela vem morar aqui. A Uniso, para poder analisar, aí para a Uniso seria vantagem, e a universidade da Rússia também se levantou uma mensagem espetacular. Formalizou-se o convênio em 2009 e, à época, já tinha assistido.
Foi: "Poxa, eu queria pesquisar tanto a Rússia". Aí foi. Eu conversei com, eu acho que era o reitor, o link do reitor.
Em 2010, eu fui procurar um pouco. Depois de 2010/2011 eu acho que foi, não lembro bem. Eu lembro: "Olha, eu quero, eu gostaria muito de ir passar um tempo com o professor lá em Varões".
Para deixar a história curta: bem, acabei indo para Varões. Foi uma experiência espetacular. Eu estava na metade do livro, apesar de estar ainda em Varões.
Estava no meio do caminho entre Moscou e a Chechênia. Eu queria chegar até Gross também para continuar escrevendo um livro contar como começou essa guerra, essa guerra separatista da Chechênia. Tem até uma entrevista na internet, mesmo no YouTube, com o Fernando Negrão, que conta toda a história e detalhes da guerra, né?
Dentro daquela Uniso, na comunidade tem o canal do YouTube, tá todo mundo entrevistando lá. Que lá dá para entender melhor a guerra, né? Mas foi interessante essa experiência, está lecionando russo, direcionando para os russos.
Em contrapartida, eu ganhei um curso intensivo de russo à tarde, na lecionava de manhã e eu tinha o curso de três horas todo dia. A universidade foi uma das experiências mais emocionantes da minha vida, porque estar na cultura diferente, eles nunca tinham recebido um professor sul-americano. Universidade é todo dia que eu dava aula sobre o Brasil, nessa história do Brasil, sobre como foi um colega meu, Maurício, onde fica a Extra, professor da época do MBA na Uniso, né?
E nós fizemos laços muito bons que os alunos com os professores. Para minha pesquisa, era fundamental, eu vi quem são e qual é a visão cristã do conflito na Rússia. E, na Rússia, chega.
. . Eu sou uma coisa muito interessante: as pessoas da minha idade, que eram jovens na época de 90 e poucos, 95, começaram a guerra, né?
Eles não gostam de falar. Hoje é um tabu, parece que mexer. Agora os jovens estão super abertos.
Nossos alunos só que eles são abertos, mas desconhecem. E não tiram essas dúvidas, conhecem muito pouco sobre o que aconteceu lá. Então, o livro conta com dez, eu fiz uma pesquisa muito intensa de outras bibliografias que só tinham em inglês, a maioria em inglês, algumas coisas russas também, muita coisa da internet.
No outro dia, a primeira guerra que teve, que foi uma primeira guerra, que tem a cobertura midiática de todas as guerras. Sua primeira começou a BHS ser popularizada e as câmeras VHS. Então tinha muita filmagem da guerra, e isso em 94, 95, para comer em cima de ser popular teve uma VHS.
E o próprio, o próximo do sistema de celular também. Então, ela foi muito bem documentada ao redor do mundo, mas aqui por aí, qual a distância geográfica mesmo, né? Era a gente se conhecia e conhecer de Manchester em revistas e jornais, né?
Então, eu fico contente de poder produzir esse material sobre a guerra, as guerras na. . .
São duas guerras, né? E esse poder estar junto com os russos, ouvir a versão deles, está bem, né? O que eu consegui ouvir e entender.
A Rússia é isso: principal. Eu não fiquei. .
. eu adorei Moscou, fiquei por uns dias em Moscou, mas o que eu gostei mesmo foi que eu fiquei em Varões, que é interior. Então, você está dentro da alma da Rússia mesmo, entender como que a Rússia e os russos.
Eu posso dizer que é um povo espetacular. Tanto é que até hoje nós mantemos ótimas relações com a Uniso e Varonis. Em junho, eu dei uma aula sobre imigração italiana no Brasil para eles.
Foram 50 alunos super interessados, me perguntores. Não sabiam de nada, pessoal. Então, foi virtual.
Sim, foi virtual e foi ótimo. Existiram muitas perguntas; eles não sabiam sobre essa imigração italiana que ocorreu há 150 anos aqui no Brasil, né? Para trabalhar nas fazendas de café.
Então, foi um trabalho muito interessante que eu gostei muito de fazer. Depois, eu participei de um vídeo que o Fernando Negrão fez comigo sobre a entrevista sobre o livro, dentro do canal Humanidade. Para quem quiser entender um pouco mais sobre as guerras, eu falo bastante.
Fora da mente, é isso. O Roberto estava trabalhando na Uniso, né? Eu já não estava mais na UNIP e também na USP.
Eu comecei a trabalhar na Fatec e uma coisa que me deixou de novo aqui, do lado da engenharia elétrica, batendo no meu ombro. Mas aí eu vou jantar, dos alunos, os projetos. Teve um mapa; nessa época, também fiquei muito interessado em trabalhar com realidade aumentada, que é quando você tem o subjetivo e a imagem real misturada na tela do celular.
Pensei que talvez o melhor projeto que pudesse fazer, que estivesse em minhas mãos, fosse reconstruir a Fazenda Ipanema de forma virtual. Diferente, temos as ruínas super bem preservadas, mas era um complexo siderúrgico espetacular do século 19, né? Eu fui participar do maior congresso de realidade aumentada que acontece anualmente.
Aconteceu na Flórida. Conversei com pessoas que são os papas da realidade aumentada. Um deles é um mar pintor e um leão holandês.
Eu contei sobre o meu projeto. Foi assim: "Olha, nós vamos tentar financiamento da FAPESP. Eu queria que você fosse o nosso professor visitante e também co-responsável pelo projeto.
" Ele adorou a ideia! Ele viria. Poxa!
Foi assim que eu já tive acesso ao cara. Quero desvendar a alimentação no planeta. Eu posso participar!
Só que o que aconteceu? Nós enviamos o projeto para a FAPESP. Eu, como responsável, de novo, não poderia ser porque não era na minha área técnica de engenharia eletrônica.
Minha formação era de vendas e o projeto estava ótimo. Na verdade, eu fiz uma construção desse projeto com outros colegas meus da área técnica, da área de exatas. Mas como eu não poderia ser responsável, fiquei assustado.
O projeto estava ótimo, só que vamos ter um outro responsável pelo projeto. Na época, o Roberto gostaria de 200 mil reais. Esse era o valor que a gente diria à FAPESP.
Aí começaram a aparecer muitas coisas. A gente na nossa vida acadêmica toma muito tempo, né? Eu deixei um pouco de lado e entrei com outro projeto, o "Vanguardas Soviéticas - Cine Concerto".
Aí voltei para a música de novo. Nós ganhamos o edital PROAC. A ideia basicamente era dois pianos executando o "Canto Os Ginastas", uma peça minimalista circular, e o Rodrigo Gontijo, que auxilia, trabalhou comigo em vários outros projetos.
Nós já tínhamos feito junto um documentário para a TV Cultura sobre a história do meu bairro, sobre o bairro do Jaraguá. Foi através dos índios que eu tinha contato. O índio acabou sendo narrador e começou a ser o fio condutor de todo o documentário.
Aqui, depois foi exibido na TV Cultura; tá no YouTube também. É "Jaraguá: A Terra Sem Mal", um documentário muito bom. Eu fui o pesquisador responsável e fiz a trilha sonora também, eu e o Maurício, meu parceiro da "Terra Sem Mal", meu parceiro de Jundiaí, né?
Aí começamos com esse projeto do piano: eu, a Lúcia, a Mara e o Rodrigo. O Rodrigo projetava cenas do cinema, do pré-cinema, cinema experimental do começo do século passado, nas tampas do piano. Em uma tela, nós temos o piano como se fosse uma tela de cinema, só que com o efeito da música e a imagem, dando a impressão de que as imagens saíam de dentro do piano.
Foi um trabalho artístico e eu gostei muito de participar. Depois nós ganhamos o PROAC também para fazer "Vanguardas Soviéticas". A gente trabalhou só com exames do cinema, no cinema russo, e o Prokofiev, compositor clássico.
Então nós trabalhamos correlações das imagens dos filmes, das duas vezes, com peças do Prokofiev, eu, a Lúcia, o Roberto e também o Rodrigo. Então, foi um período muito fértil, artisticamente falando. Eu deixei a Fazenda Ipanema de lado por um tempo, né?
Só para avisar o pessoal que está ouvindo, em novembro, se quiser, pode entrar na internet. Se fala, aí, CETERA. Eu sempre coloco o infinitivo “CETERA” nas divas com só dois pianos.
Então, você vai conseguir. Ok? Outro em "Vanguardas Soviéticas".
E para quem não sabe, a Fazenda Ipanema, junto do Morro Araçoiaba, é a primeira fábrica de ferro do Brasil. É uma construção belíssima, um local muito bonito para ser visitado e o espaço interno é bem grande, muito bonito. Ela consegue ter uma beleza nessas apresentações, além da música toda a parte de João, mas eu acho o espaço belíssimo.
Estamos continuando a culpa, certo? O projeto que eu tinha de realidade aumentada, reconstruir virtualmente a Fazenda Ipanema. As grandes cirurgias da época do Guaraná.
A Guiné, a tecnologia desenvolveu tanto, Roberto, que a minha primeira ideia foi em 2009. Participei do congresso lá na Flórida em 2009. Também jogava em casa quando era 2016.
Foi por aí, 2016. Horas, um aluno meu, o Felipe, falou: "Poxa, eu tenho vontade de fazer isso aí! " A gente começou a voltar aqui.
Era possível fazer com celular aquele gasto enorme que eu teria? Não, não precisaria, porque nós temos aqui uma tecnologia que estaria. .
. você aplica em celular. Bem, para deixar curta a história, em 2018, nós lançamos o projeto.
Quem quiser baixar o aplicativo, tá no Google. "Estudar na história da Lego Store", uma história Android, né? Você consegue baixar, chama o aplicativo "Fábrica de Ferro".
Só digitar "Fábio disse" que você consegue abaixar o aplicativo. Você consegue ver a fazenda virtualmente reconstruída. Se você tiver em casa, aí você andar de virtual ou, se você tiver em bloco e nas ruínas, você pega seu celular, você põe em direção a ponta para as ruínas, na tela do seu celular vai aparecer as paredes e todas as maquinarias funcionando.
É muito bonito! A gente lançou no dia primeiro de novembro de 2018, quando a fazenda comemorava 200 anos; a primeira vez que o alto-forno produziu o ferro gusa. Nós estávamos lançando, ou seja, ela era um marco da tecnologia de 200 anos atrás e nós colocamos uma tecnologia inovadora 200 anos depois.
Foi muito significativo esse dia, né? E até então, é um processo, um projeto que eu tenho constantemente trabalhado com os alunos da Fatec também, né? A parte de alunos para outra está criando cada vez mais para abranger mais partes, né?
Então, basicamente, foi um projeto muito legal. E se você passar por regras do Drgão, quero fazer uma pergunta para você: quando você escreveu "Crônicas do Cáucaso", né? Você fez uma pesquisa, é incrível a quantidade de documentos, vídeos e internet, tudo que você.
. . uma quantidade grande.
E, logicamente, que você mexeu com coisas da história, né? De repente foi, né? Além de ser jornalista, historiador, não?
Você não ficou com receio de estar mexendo nessas coisas, se envolvendo lá no contexto da Rússia? Fiquei curioso sobre isso. Então, eu nunca perguntei isso, mas sempre tive vontade de perguntar, porque eu não falava e não comentava com ninguém que eu estava querendo tomar esse cuidado, né?
É mais claro que eu tentava sempre saber, mas eu lembro que eu tentei conversar com um piloto, ele, um piloto de varones, o Luiz, aluno da universidade. E foi o piloto que salvava soldados, resgatava soldados no campo de batalha e trazia para território russo para serem curados, né? E ele ganhou uma medalha de configuração, Herói da Pátria, cuidado do bloco, tinha ele, né?
E eu perguntei para uma funcionária, para ela assim: "Nossa, eu queria muito ter estado. Poderia? " Não, não rolou, não pude entrevistar eles.
Então, você vê que é um tabu. Aí tinha noite, Roberto, e a gente ficava no hotel. Hotel espetacular, motel muito bom, num prédio assim, soviético, uma rua tranquila.
Em relação a Barone, um pouco maior que Sorocaba, tem as avenidas no centro, só que as ruas perpendiculares, muitas, sonho de terra. E tinha um prédio onde ficava o hotel, olha por fora, e tá com bastante problema. Se entra, tinha até Jacuzzi dentro dos nossos quartos gigantes.
É, o ultrassom. . .
foi demais! Eu lembro que do lado tinha estacionamento que os moradores lá no terreno de pedregulho. E lembre-se: à noite, ouvindo barulho de roda naqueles pedregulhos.
Para ir: "Nossa, agora chegaram, vamos prender no meio da noite, vamos levar. " Só que vai começar. .
. sei que a pergunta só me fez descobrir que eu tô escrevendo, que eu tô desfiado aqui, mas isso é muito mais influência de filmes de Hollywood do que a real chamada, o tipo de receio. Mas eu fui vendo que não é nada disso; tem muita gente, tem muito preconceito com a Rússia, principalmente pelo cinema americano, que se julga o Carlos, ele, como vilões, como é o sujeito mau, né?
O moço, o sujeito mau da história, mas as pessoas comuns e a gente que vivia, é outra história. Eu gosto, é um povo espetacular. Que bom!
Bom, logicamente, tem que colocar agora respeito do Rex Drgão e, como descendente de italianos, não vai contar como que aconteceu agora a criação de regras do Drgão. Vamos lá, então, Roberto. Então, eu estava pesquisando muito sobre a localidade da minha família.
Lembro dos meus bisavós, né? E eu. .
. e por isso eu quis voltar a estudar italiano, é uma. .
. conhecer italiano era rudimentar. Eu tinha feito curso de conviver também, como pisar fora na infância, eu sabia um pouquinho de estar vendo, né?
Eu tinha estado italiano. Aí eu comecei a ler muita coisa, muito livro. Então, você lê a literatura italiana, ia assistir também cinema italiano e eu lembro de assistir um filme que tratava de bullying na escola, em ambiente escolar.
A gente que é professor, a gente não se interessa muito por esse tipo de coisa, aqui a gente tem que conviver com almas, né? E você vê quantos alunos da gente vêm contando a vida deles, né? Pessoal, é uma honra para a gente ter essa.
. . a gente conseguir ter essa confiança da parte dos alunos.
Eu fui a um filme que achei muito marcante, um filme italiano que chama "Um Baixo e Mais", que a gente troca de bullying, só que fala. . .
se fosse explorar mais o passarinho, não seria maior do que um filme. Tinha um menino, não é um problema psicológico, né? Só que não foi explorado esse lado.
E, como eu já tinha convivido com pessoas esquizofrênicas, eu sempre me atraiu esse assunto, porque eu acredito que, claro, tem o sofrimento da pessoa que é esquizofrênica da vida no dia a dia, mas tem algo que acreditar: criatividade, como se enxergam o mundo. Ligando pontos que quem não é esquizofrênico talvez não faça a ligação, e aí foi começando a surgir essa igreja em que eu queria trabalhar alguma coisa com esquizofrenia. Foi quando eu conheci o livro chamado "50 Casos de Superação: Esquizofrenia", do Dr Rodrigo Bressan, brasileiro, e eu achei que lá ficou show.
Eu pensei: "mesmo não precisa para escrever". Eu já conhecia histórias de esquizofrênicos, como era a vida e a visão do mundo deles, como era conviver. Fiquei pensando: "poxa, agora merece, eu acho que trabalho tá com isso", né?
E eu, ao mesmo tempo, estava lendo muito a literatura italiana, literatura recente que alisa, como "O Jovem". Eu conheci Alécio da Venda, um escritor espetacular, e a Bianca, que acumulou romances, como "Sangue". Esse daí é um fundido que marcou muito, assim como Raul Montarini, com "La Vita".
A senhora a vida até agora e conta suas experiências no professor questionando um lugar bem assim no interior das montanhas, lá quase na divisa com a Suíça, região de Bergamo. Também o quanto de bullying acontece entre os alunos, onde os selvagens são, e o professor convivendo com aquilo, né? Por assim, uma das principais influências foi o livro e o filme "Malícia".
Gostei muito também, que me ajudou a criar o personagem principal, Danton, com Helena. Ele é o recém-transfirido da transição dos 17 para 18 anos, né? Ele começa a desenvolver um quadro de esquizofrenia e a relação dele com a bibliotecária, Helena, que é muito mais velha do que ele, quase 40 anos, trinta e poucos anos.
E me baseei muito nesse filme "Malícia", de 1973, que foi muito interessante, porque quase que o diretor foi preso por aliciamento de menores. Correndo tudo isso no Caldeirão, Roberto acabou saindo. Regras do Drgão!
E, claro, o ambiente daí isso emprega, que pega e gera uma cidade. Comecei a conhecer muito, assistindo o filme, passeando pela internet e pelas ruas. E depois de estar com a trilogia, que é uma história muito comprida, né?
Depois, estava quase no terceiro, estava na metade do terceiro livro, que eu fui conhecer Danton pessoalmente. Andando pelas ruas, em lugares que meu personagem anda, foi uma emoção única. Eu sentava no parque, lá, eu ouvi a cena que estava passando, uma briga que acontece no livro.
Eu fui no parque, sentindo e respirando os perfumes das plantas, e aqui de parque foi uma criança que eu nunca imaginaria passar, né? E foi a primeira ficção, né? E é uma ficção que eu acho que, apesar da extensão, eu consigo aprofundar a questão da esquizofrenia e o quanto isso envolve, o quanto isso afeta as pessoas que estão ao redor do esquizofrênico.
Esse Antônio esquizofrênico para nós, né? Ele é uma história que explode, né? E acarretas tantas coisas aos que estão ao redor dele, né?
Tem esse lado dele também, né? Com a conta da trama, a cena sensual dele com ela e, depois, ele acha que é apaixonado por uma menina da idade dele, né? Mas, ao abrir a cinco por cento, vem de dentro dele, é outra coisa, né?
E tá ligado com uma outra, um outro caso romântico, né? Elas são outras pessoas, outros, porque quem quiser vai levar, mas não é a Helena, não vai cumprir, vai acontecer, não. Eu acho, então, assim, ah, foi uma realização de uau, que eu já queria fazer, né?
Talvez foi uma das coisas mais trabalhosas que eu fiz em todos os meus projetos, mas eu gosto do Regras do Drgão. É conta por que que esse chamou a regra do Drgão? É Lima do Duque do que Milão no século XIV, lembra que ninguém entende porque tem "já está em chocolate", né?
"Moris", não violar, ou não lembro qual é, mas o resto do latim lembrar, mas é não transgredir as regras do Drgão, porque naquela região de Milão, Bergamo, clima, preste, existe um lago primitivo e que se acreditava que nesse lago vivia o dragão de Anatasio. E é um dragão, tanto é que o símbolo de Milão é um dragão, né? O dragãozinho.
Se você chega lá, achando que entrar nessa estação, este entraria nessa São Central, tem um quadro de tarde maravilhoso esculpido na entrada, assim, é o dragão que todo lugar fala. Dar o flávio, meu também, o lobo dá, Romeu, que por sinal Alfa Romeo aparece toda hora no livro, de estudar a história da fábrica do meu próximo a Milão, próximo a Bergamo. Mas também eu coloco o personagem, o avô do Danton, meu personagem principal, ele foi funcionário da Flor, o Yahoo Mail tem o logo com o dragãozinho e a bandeira das Cruzadas.
E é o que está representado. Aí eu consegui pôr no Caldeirão também os reptilianos na sua vida. Então, para quem vai ler depois, eu ligo, saiba que realmente é uma delícia de ler toda essa situação correndo e quanto que o Paulo também precisou pesquisar, né?
A respeito da conhecer, a respeito. Tem uma coisa muito legal que eu vejo nele, é exatamente isso: ele vai até o local, né? Ele já estava no terceiro livro, mas ele vai até o local e, alguma coisa, depois ele altera.
Mas é impressionante, porque daí, por sempre que a gente está lá, né? Dá a impressão que um grande conhecedor morava lá, conhecia os personagens. E apesar dele ter falado que a ficção é uma ficção muito próxima da realidade, né?
São Carlos, é, realmente, podem acontecer, né? Essa esquizofrenia do Danton mesmo é uma coisa que ocorre naturalmente, né? E eu, personagem, ele tá com sono, tanto que é sedutor, mas também seduzir o leitor, né?
E é uma delícia o final do zíper esperando. Mas, o final, gente, no ponto também, se quiser, vai lá ver. Agora o Paulo vai falar ainda a respeito do "Dá Futuri", são os próximos projetos dele: ele tem projeto de livro de infanto-juvenil e em alguns documentários, alto áudio série.
Então, conta para nós a respeito de Deus. Para fechar essa mentira, vai ter que deixar tempo. Já fala da gaveta também, né?
Porque os projetos aparecem e nos levam alguns anos. Até que lá atrás, quando eu fui viajando da terra com os camelôs, acreditava que com 16 anos eu consegui fazê-lo sobre esta terra. E, do Pedro, nove anos depois, a gente fez qualquer sinfônica com o Robson Silvestre, Nico e o Natal Bad.
Ele foi uma experiência super legal, foi única, o único apresentação da criação na terra, lindo, rico e para o Brasil. A nossa foi a pioneira, depois começaram, teve mais orquestras e bandas que se apresentaram, apresentar brasileiros, né? A peça.
Mas não somos o primeiro. Em 92, apresentamos aqui em Sorocaba, coincidiu com a fundação de um leque, né? Quando eu não pude fazer a espetacular "A Lenda: Viagem ao Centro da Terra".
Qual que outra que você. . .
E "De Sonho" é bem. . .
ou na verdade "O Rei Arthur" não está na internet, né? Somente "A Terra". Talvez tenha, mas eu não tenho que procurar minhas fitas de VHS.
Mas eu ganhei mais a pena, viu? E assistir "Viagem ao Centro da Terra", só lançar "A Viagem ao Centro da Terra" puder. E o Paulo Action também vai aparecer lá, praticamente parecendo.
Tenho, inclusive, 66 blocos também, joga no YouTube, é mais fácil ainda, não é só. Sei sim, eu falei. Então, tem esses projetos ainda habitados.
Eu tenho, eu tenho. . .
que eu quero fazer baseado, é inspirado nas Guerras de Canudos. Eu quero mesclar eletrônico e Maracatu. Eu tenho conversado com meus amigos, mais próximos, os músicos mais próximos, é o Maurício, Ramon.
Eu tive uma conversa muito boa com a mão, a mão, eu acho que o percussionista sorocabano, quase meu vizinho. Aqui, nós temos um café muito bom. Esses dias conversamos, o Fábio Goya também é um parceirão de música, de tanto tempo.
Eu tenho sorte, de novo a palavra sorte. Aparece, o Brasil tem os olhos, estar sempre cercado de espetaculares. Roberto, que acredito, não sou sozinho.
Tudo isso que eu fiz, eu sempre estive cercado de pessoas que me ajudaram muito. É a impressão que é, eu faço, eu, eu. .
. mas não é eu. Eu tenho uma sorte de estar com as pessoas certas na hora certa, só as cabeças certas com as ideias.
É tudo que eu fiz até agora, se não fossem as que me cercam, mas não teria conseguido fazer. Porque tem muita gente, na verdade, é a sua energia que atrai, né. Não estudei, não.
Não é gratuito! É a sua maneira de. .
. Ferro, e chegaram as pessoas. E essa sua motivação faz com que tudo isso aconteça, não é?
Então, basicamente, é isso. Eu quero mesclar. Eu tenho uma ideia de texturas sonoras para a gente fazer um ovo no próximo álbum.
Aí vai ser uma continuação da "Terra Sem Mal", não segundo "Terra Sem Mal", na verdade, porque a essência somos nós, ainda os mesmos músicos, né. Esse é um deles. O outro é.
. . isso.
Eu já faz um tempo que eu quero. Tem um alemão, é um tê, que ele conviveu no comecinho do século passado com os indígenas de Bauru e Guararapes, e ele conviveu, e depois se tornou o primeiro presidente da SPI, Serviço de Proteção ao Índio, e depois originou a FUNAI. E ele fez uma coleta espetacular sobre as lendas de criação e destruição do mundo.
O livro se chama "As Lendas da Criação e Destruição do Mundo dos Guaranis". A papa curva, que é a submerso bithynia Guarani lá em Bauru. Eu não conheço a aldeia ainda, pretendo conhecer.
E ele fez esse resgate. O livro dele é um registro etimológico e tecnológico, na verdade, né? É espetacular.
É só que tem uma parte, um capítulo. Os dois últimos capítulos são essas lendas. Eu consigo teclar no livro infanto-juvenil, são sempre dois indinhos e surgem a partir das onças azuis.
É uma história muito interessante, como parece que Rômulo e Remo são criados pela loba e criaram Roma, né? Tem um paralelo muito interessante. Só que são com onças azuis e são dois índios guaranis.
E eles vão criando o mundo. Eles têm o poder de criar o mundo, como surgiu o fogo, como surgiu a ahomar. É isso!
Dois índios muito elevados, assim. Oh, ficam aprontando. Eu acho que é um tema espetacular para a literatura infanto-juvenil.
Eu pretendo colocar isso aí. Vamos, essa. .
. depois, agora, nós queremos assim, para finalizar: diga algo, por exemplo, que você gostaria de falar ainda. Vamos ver, talvez eu não tenha falado, não tenha perguntado.
É bem. . .
Olha, acho que os contidos nos projetos principais. Mas o que eu vou falar. .
. Certo, qualquer um que ouça, acredito nos sinais. Sinais, a vida inteira, está sempre dando sinal para todo mundo.
Acho que, para mim, foi isso. Eu deixei passar os sinais importantes. Virou um fiozinho de lã que aí eu cheguei no novelo.
E você, se você não desprezar o que o universo está conspira. . .
com você, sempre tem algo que a gente consegue cavar. Tudo que me aconteceu até agora eu falei, acho que basicamente é isso. Acredito nos sinais, né?
E eu, particularmente, sou agradecido por ter tanta sorte, ter conseguido compartilhar. Que o melhor de tudo de fazer é poder compartilhar isso com todo mundo, né? Seja em livros, seja em música, seja dando aula, né?
Que é talvez aí que eu descobri na profissão, né? Eu falo de engenharia. Mas eu acho que lecionaria mais.
Gosto de fazer isso, com essa troca com o ser humano. Antigamente, acho que é isso. Paulo, muito obrigado, meu querido!
Eu queria aproveitar e dizer assim para você: obrigado em nome de todos os seus alunos, né? Porque é impressionante como o pessoal, a cada tempo, é um só. Ouvi falar bem dele sempre, né?
E esse grande companheiro nosso dentro do cozimento pessoalmente, mas não só dentro da Uniso; ele deu aula em outros cursos também. Então, com certeza, todos somos gratos. Gostaria de estar aqui agora junto e dando um abraço em você!
Sinta-se abraçado com gratidão por todos esses alunos e por nós estarmos aqui com você agora, tá? Gratidão, muito obrigado mesmo! Que continuemos juntos.
Quero acompanhar, quero ver mais coisas realmente, seus projetos. Com certeza é bom conhecer, porque você sempre traz esse otimismo, né? E essa sinergia, trabalhando em função do ser humano.
Porque a gente sabe que tudo isso aqui não é gratuito, sempre há essa ponta de querer melhorar a humanidade. Então, essa nossa gratidão é de graça. Obrigado, Roberto, pela oportunidade.
Adorei conversar com você. Um grande abraço e obrigado, logo por você. Que Deus abençoe, e obrigado a todos vocês, tá?
Até a próxima, e gratidão por estarem conosco também sempre.